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O que é Transmídia e a Cultura de Convergência: entenda


como surgiu e o que difere das mídias tradicionais
Por Kimberly Rennó - 15 de janeiro de 2020

A transmídia

traduz as consequências do surgimento de novos meios de comunicação, vindos


principalmente do avanço tecnológico dos últimos 20 anos, o que nos proporcionou
uma verdadeira revolução das mídias digitais.

A internet e o smartphone nos propõe novas experiências de disseminação de


informações e consumo de conteúdos diversos de forma muito mais veloz. 

Redes sociais como o Facebook e o Instagram possibilitam interação e co-


participação de indivíduos na criação e consumo de conteúdo, além de
proporcionar impacto em diversos níveis sociais através do acesso livre à
informação. 

Essa nova forma de produzir e consumir possuem características peculiares em


relação às antigas mídias como o rádio e a TV, que nos propunham criações de
produtos unilaterais. Nesse tempo somente a marca definia o que era consumido e
como seria consumido. 

Mas afinal, o que é transmídia?


O conceito transmídia teve sua origem discutida pela primeira vez em 1991, pelo
professor Marsha Kinder, da University of Southern California. Os estudos sobre o
conceito foram aprofundados já no início do novo milênio pelo pesquisador Henry
Jenkins, autor do livro “Cultura da Convergência” publicado em 2006 pela editora
Aleph.
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Eu sei que você provavelmente está se perguntando se já não ouviu falar sobre
algo parecido antes, mas com outro nome, uma tal de ”Crossmedia”. 

Não, não. Não é a mesma coisa. 

Os dois conceitos apresentam características bastante divergentes.

Transmídia é a utilização de vários tipos de mídias, usadas de forma estratégica


principalmente pela área do Marketing e da Comunicação, onde é criado
uma variedade de conteúdos que se completam e nutrem um mesmo
universo, trazendo para o indivíduo consumidor a sensação de um mar de
possibilidades a serem exploradas de uma determinada marca ou produto. 

É um conceito muito mais rico que a Crossmedia, que se trata de apenas um


espelhamento de um mesmo conteúdo em vários tipos de mídia. 

Bugou aí? Calma, calma!

Para ficar mais claro, vamos utilizar como exemplo a criação de uma campanha
para lançamento de um filme:
Exemplificando Crossmedia e Transmídia

Crossmedia

 Você pode assistir ao trailer do filme na TV durante o intervalo da novela das


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 Ou pode assistir ao mesmo trailer do filme, só que no início de uma sessão
de cinema;
 E no rádio, você pode escutar o áudio do mesmo trailer durante o intervalo
da programação.

Na Crossmedia, a junção das mídias aumentam o alcance de um mesmo


conteúdo para um número maior de pessoas.                        
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Transmídia

 No YouTube você poderá acompanhar trailers do filme, fazer comentários,


avaliar outras opiniões, dialogar com outros usuários sobre expectativas,
assistir novamente ao trailer a hora que quiser.
 No site oficial do filme você poderá  participar de um quiz que dará ingressos
para assistir a trama no cinema na pré-estreia para os primeiros que
acertarem as questões.
 No WhatsApp você pode conversar e interagir com um chatbot  (a Take
como especialista no assunto, tem bastante posts sobre chatbots aqui no
blog) de um personagem construído de acordo com a história e saber leves
spoiler sobre a trama do filme, ter acesso ao trailer e informações sobre o
lançamento.

Ou seja…

Na Transmídia, as mídias juntas se completam e tornam o engajamento e a


mensagem muito mais forte.                                   

Sim, existe um universo de possibilidades, sem falar sobre vídeo games,


quadrinhos, instalações, apps, etc.

Esse universo de possibilidades existe graças a Cultura da Convergência.

Cultura da Convergência
Henry Jenkins traduz a transmídia como um fenômeno dentro da convergência de
mídias na qual vivemos: “fluxo de conteúdos por múltiplas plataformas de mídia, à
cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório
dos públicos dos meios de comunicação”. 

Você pode ler mais sobre no livro escrito por Jenkins, o “Cultura da Convergência“.

Ele destaca a impactante transição atual na forma de nos comunicar e de


disseminar conteúdo e alinha três acontecimentos que traduzem a convergência
midiática: 

 As mídias que se completam;

A convergência midiática é vista como um processo cultural e não tecnológico.


A narrativa transmídia traduz o conceito de economia afetiva, onde se reflete o
comportamento de consumo e uma nova forma de construção de produtos;

 Produção de conteúdo participativa (e não mais unilateral); 


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 O usuário saiu do seu papel de receptor passivo e passa a ter participação e


decisão sobre o conteúdo consumido e produzido;

 Inteligência coletiva;

O consumo se tornou um processo coletivo. É possível compartilhar e


complementar conhecimentos de forma autônoma e imediata.

Jenkins acredita que, nos dias de hoje, a união de diferente tipos de mídias para propagar
conteúdo é moldada de forma estratégica e natural.

Introduzir os conceitos de transmídia ao formato de comunicação atual transforma


produtos em processos interativos e de conteúdo relevante a seus consumidores,
possibilitando empresas e marcas construírem uma relação afetiva e próxima a
seus consumidores. 

No vídeo a seguir, produzido pelo Canal CDFs, é possível analisar um case de


sucesso Transmídia, a franquia Star Wars:

A convergência de mídias é uma das principais consequências de transformações


sociais, econômicas e culturais atuais. 

Contemple as mudanças. Use a Transmídia a seu favor e mude a forma de


comunicar e construir o seu produto.

https://media.giphy.com/media/l0MYBQSaLvKxe0G6A/giphy.gif
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Narrativa transmídia: o que é e como funciona?


Publicado em: 03/02/2020

FONTE: https://www.aicinema.com.br/narrativa-transmidia/

Se você acha que não sabe o que é narrativa transmídia, grandes são as chances de não
saber só que ela tinha esse nome. Com certeza, algum filme ou série que você assistiu
recentemente fez uso desse recurso em suas histórias, de uma forma ou outra.

O grande desafio desse tipo de narrativa é que ela pressupõe mudanças na forma e,


muitas vezes, grandes adaptações no conteúdo ao contar uma história por meio de
diferentes mídias. Essas mudanças, como veremos, podem assumir contornos radicais ou
tentar manter, tanto quanto possível, a fidelidade à mídia original.

A escolha de como contar uma mesma história com elementos que se interligam
perpassando diferentes meios requer muito talento do cineasta e, sobretudo,
do roteirista. Em alguns casos, há um público específico e cativo que deve ser agradado, o
que nunca é fácil, já que essas pessoas podem ter um conhecimento profundo da história
original.

Abaixo, você confere a conceituação da narrativa transmídia, assim como dicas para
sua aplicação em roteiros. Também vamos fazer uma breve análise da mecânica que
existe por trás de uma adaptação como essa e dar exemplos de como aplicar. Leia até o
fim!

Quais são as diferenças fundamentais entre as mídias?

A sutileza do raciocínio dos seres humanos atinge níveis em que é possível contar


histórias apenas sugerindo acontecimentos. Em alguns casos, pode-se também optar por
tramas mais densas, recheadas de detalhes e dados, coisa que os documentários fazem
muito bem.

O Cinema é uma arte majoritariamente visual, embora contenha fortes elementos de


narrativa na quase totalidade das vezes. No entanto, ele nunca vai ter o poder descritivo e
detalhista da Literatura, por exemplo.

Esta, por sua vez, só pode sugerir ideias visuais de ambientes e paisagens, contando que
a imaginação do leitor as preencha com suas próprias vivências pictóricas.

Então, cada meio tem suas características próprias, o que o torna mais facilmente
adaptável a um certo tipo de história a ser contada. Os quadrinhos, por exemplo, são
imagéticos, mas também dinâmicos. No storyboard (uma espécie de esboço da narrativa
que o quadrinista realiza antes de começar a desenhar a obra propriamente dita) são
decididos os recursos visuais de que se vai lançar mão para contar a história.

Então, a pintura, o desenho, o teatro, o cinema e os outros modelos de criação artística


podem ser utilizados em maior ou menor grau, para a construção de narrativas. Mas,
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ainda que se trate de uma mesma história, é impossível que essa narrativa seja
idêntica em todos eles.

O que é narrativa transmídia?


A narrativa transmídia consiste na utilização de diferentes modelos criativos para
contar uma única história. Mas cuidado: não a confunda com a adaptação, que é a
transposição de uma história presente em um meio para outro, com os ajustes que o novo
método requer.

Seguindo a lógica da adaptação entre mídas, um livro pode ser transformado em filme,
uma história em quadrinhos pode servir de inspiração para um ensaio fotográfico e assim
por diante. O que importa é que haja uma narrativa e que, em essência, ela seja
mantida quando for realizada a transposição entre as mídias.

A narrativa transmídia no cinema vai além da adaptação fílmica. Ela recorre a vários meios
para contar uma mesma história, que pode começar em um filme, passar por uma série e
terminar nos quadrinhos.

Se você precisa de um exemplo prático para compreender esse conceito, pense na


saga Star Wars. Você pode ter contato com diversas partes de sua história nos filmes
(como Uma Nova Esperança ou O Ataque dos Clones), aprofundar-se nessa história em
animações (como A Guerra dos Clones) e entender melhor o universo em que a saga
acontece nas séries de spin off (como é o caso da recém-lançada The Mandalorian).

Para que a narrativa transmídia serve?


Nas obras cinematográficas, há vários motivos para estender uma história a várias mídias.
Por exemplo, é possível aprofundar as análises psicológicas de um ou mais
personagens que poderiam parecer excessivamente planas em um longa-metragem de
menos de duas horas de duração.

O cinema produzido nos dias atuais, mesmo aquele mais notadamente comercial, criou
uma demanda no público. As pessoas se envolvem com seus protagonistas e
antagonistas em níveis mais profundos que antigamente, muito em função do
momento efusivo que vivem as séries produzidas por serviços de streaming, como a
Netflix e a Amazon Prime Vídeo.

Assim, o expectador do século XXI é muito mais paciente com as narrativas que
consome e o tempo de duração delas. Como decorrência disso, ele também passa
muito mais horas assistindo ficção na televisão ou cinema do que acontecia em outras
épocas.

No passado, filmes com mais de três horas de duração, como é o caso da trilogia  O
Poderoso Chefão, por exemplo, eram consideradas obras de fôlego. Hoje, boa parte das
séries mais assistidas contam com cerca de 30 episódios de uma hora cada, em média.
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E já que o objetivo é explorar à exaustão das personagens, suas histórias e pontos de


vista, a narrativa transmídia vem muito a calhar. Ele oferece um “descanso” da mídia
original em que a obra foi criada, aproveitando o carisma dos mesmos personagens, mas
expondo-os a situações de tensão diversas, fazendo uso de meios narrativos diferentes.

Quais são suas principais aplicações?


Há uma série de situações em que vale a pena recorrer a uma narrativa transmídia. Em
geral, ela não é algo fácil de se fazer, mas, se bem utilizada, essa técnica pode ser muito
bem-sucedida em algumas situações:

 quando é necessário desviar o foco narrativo;


 nos momentos em que certos personagens precisam ser melhor caracterizados;
 quando a descrição ou narração de certos eventos precisam ser melhor explicados,
extrapolando o tempo reservado a ele em uma única obra;
 para unir ou relacionar dois filmes de uma mesma saga cuja relação é tênue.

Há outras maneiras menos comerciais de aplicá-la, mas é bom ressaltar que a narrativa
transmídia exige um pacto ficcional profundo. Afinal, ela costuma propor histórias longas e
esmiuçar detalhes que as narrativas comuns deixam passar despercebidos.

Observada essa ressalva, não é exagero dizer que não há limites para a aplicação da
narrativa transmídia. Ela depende apenas de um trabalho cuidadoso e criativo da equipe
de roteiro, antes de mais nada.

Como ela funciona?


Para explicar como a narrativa transmídia funciona, ninguém melhor que o próprio criador
do conceito, Henry Jenkins, que o cunhou em 2009, no seu livro Cultura da Convergência:

“Uma história transmídia desenrola-se por meio de múltiplas plataformas de mídia, com
cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de
narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor — a fim de que uma história
possa ser introduzida num filme, expandida pela televisão, romances e quadrinhos; seu
universo possa ser explorado em games ou experimentado como atração de um parque
de diversões.”
Logo, para que ela funcione é necessário, antes de tudo, planejamento. O sucesso desse
tipo de estratégia consiste em desdobrar uma história em várias partes e, com base na
natureza de cada uma dessas partes, escolher a melhor mídia para representá-la.

Suas possibilidades práticas são muitas: ela pode subsidiar uma campanha publicitária que
se desenvolve em textos, imagens e vídeo, por exemplo.

Como fazer uma narrativa transmídia?


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Esse tipo de narrativa deve ser planejada, como dissemos acima. Isso porque ela envolve
profissionais de diversas áreas, trabalhando em uma perspectiva multidisciplinar.

Então, o mais difícil não é pensar o que vai acontecer e em que meio artístico,
mas certificar-se de que haja uma coerência estética entre as partes, coisa que só
acontece com uma equipe muito integrada.

Isso pode ser conseguido quando o roteiro ou, pelo menos o brainstorming que dará
origem a ele, for elaborado em grupo. Se não for possível juntar toda a equipe,
experimente marcar reuniões setoriais com todos os roteiristas envolvidos, permitindo que
eles discutam detalhes e conceituações importantes para a coerência da trama como um
todo.

Outro ponto importante é uma revisão atenta para evitar furos no roteiro. Muitas
narrativas transmídia envolvem lapsos temporais, como quando troca-se de mídia e volta-
se no tempo para contar a história de algum personagem ou uma sequência de
acontecimentos que levou a uma decisão importante de um deles.

Mesmo que grandes audiências sejam relativamente tolerantes com furos no enredo, a
ausência deles quase sempre é o que diferencia um bom filme de uma obra memorável.
Uma narrativa transmídia bem fechada prende a atenção das pessoas e as conquista como
nenhum outro recurso técnico cinematográfico.

Os filmes da Marvel utilizam narrativas transmídia?


Também conhecida como “Casa das Ideias”, a Marvel Comics, que começou como uma
editora independente de quadrinhos, passou por um grande processo de renovação
econômica e de pensamento nos últimos 15 anos.

O início de suas atividades data da primeira metade do século 20, mais especificamente
do ano de 1939. Ao que tudo indica, daqui a 19 anos, a Marvel deve comemorar seu
centenário em grande estilo, como uma das maiores e mais revolucionárias produtoras de
conteúdo de todos os tempos.

E a que se deve o estrondoso sucesso da adaptação fílmica que a editora fez dos seus
quadrinhos para o cinema? Em parte, a uma utilização consciente e muito bem
planejada do conceito de transmídia.

Quadrinhos, animações, séries e muitos longas-metragens transformaram a chamada


Saga do Infinito ou Jornada do Infinito em um fenômeno da cultura pop. Ela atingiu cifras
multibilionárias, deixando muito para trás os valores da HQ de 1990 escrita por Jim
Starlin, que serviu de ponto de partida para as atrações cinematográficas recentes.

A narrativa transmídia na Saga do Infinito


Contando apenas os longas, foram lançados 32 filmes da saga. Há, ainda, séries,
animações e quadrinhos que se relacionam direta ou indiretamente com os eventos
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descritos nos filmes e suas consequências, o que torna difícil dizer exatamente quantas
publicações e outras obras secundárias estão incluídas.

Várias são as análises de críticos conceituados que afirmam que a narrativa transmídia
foi o grande trunfo da Marvel e da Disney — empresa que adquiriu os direitos da
Marvel Entertainment Group, braço da editora fora do mundo dos quadrinhos — para
chegar a tantos fãs antigos e, ao mesmo tempo, fidelizar novos espectadores.

É curioso notar como apreciadores de quadrinhos muito exigentes com as histórias que
leram na juventude e um público até certo ponto leigo coexistem muito facilmente nas
salas de cinema da Marvel, sem que nenhum dos dois tipos se desinteresse pelos filmes.

A Saga do Infinito apostou em uma fórmula interessante para conseguir esse feito: a
criação de obras que se completam mutuamente, mas que, separados, têm existência
própria. Então, é possível compreender as histórias em uma perspectiva macro (o duelo
dos heróis contra o vilão Thanos) ou micro (suas origens e dificuldades locais).

A importância das cenas pós-crédito


Pequenos trechos narrativos que aparecem depois da exibição dos créditos
cinematográficos não foram invenção da Marvel. No entanto, foi na Casa das Ideias que
elas começaram a ser utilizadas a favor da narrativa transmídia.

Passagens que poderiam causar confusão, se utilizadas no meio dos longas (afinal, nem
todos os espectadores estavam familiarizados com a saga em sua extensão) passaram a
ser exibidas depois de terminados os filmes.

Via de regra, a função dessas cenas era apresentar a próxima obra ou interligar a


história que acabara de ser exibida à saga como um todo. A fórmula deu certo, e
tornou-se hábito as pessoas esperarem pacientemente nas salas de cinema, ao final dos
filmes, pelo momento de receber algum esclarecimento ou antecipação a respeito da
trama.

Tomado em conjunto, o faturamento dos filmes da Casa das Ideias é algo sem
precedentes na história do cinema ou na indústria do entretenimento em geral. Embora
alguns filmes tenham sido questionados isoladamente, é incontestável o sucesso da ideia
de narrativa transmídia aplicada à trama, naquela que foi a mais ousada aplicação do
conceito já vista.

De conceito acadêmico da área linguística e literária a elemento reconhecido pelo grande


público, a narrativa transmídia hoje é mais real e compreensível que nunca. Esperamos
que este artigo tenha ajudado a deixar essa definição mais clara para você.

Se quiser promover uma discussão a respeito do tema, não deixe de compartilhar este
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