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PRÉ-UNIVERSITÁRIO OFICINA DO SABER

DISCIPLINA: História PROFESSORES: Ana Carolina Rocha, Diogo Alchorne Brazão, Fabrício
Data: 27/08/2021 Sampaio

Monitoria 17 de História

1 – (ENEM) Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa
meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia
dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como
Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero
imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.

CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Scientiae Studia. São Paulo, v. 2 n. 4, 2004 (adaptado).

Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência
como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a
investigação científica consiste em

(A) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.
(B) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia.
(C) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.
(D) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos.
(E) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos.

2 – (Uerj)

Os impactos de fenômenos geológicos e climáticos podem variar na história, como ilustram as reportagens
sobre as erupções vulcânicas na Islândia, em 1783 e 2010. Nos dois casos apresentados, o fator natural
contribuiu para reforçar a relação de interdependência entre:

(A) contextos políticos - atendimento das demandas sociais


(B) decisões econômicas - resolução dos problemas ambientais
(C) avanços tecnológicos - diminuição das insatisfações populares
(D) progressos científicos - redimensionamento das catástrofes naturais

3 – (ENEM) Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil,
onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821,
durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.

Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:

• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da
marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua
permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações
amigas, ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra
portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D.
Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.

GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a
história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado).

Uma das consequências desses eventos foi

(A) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos
brasileiros.
(B) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico
de escravos em seus domínios.
(C) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.
(D) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do
país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.
(E) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez
que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família.

4 – (ENEM) O servo pertence à terra e rende frutos ao dono da terra. O operário urbano livre, ao contrário,
vende-se a si mesmo e, além disso, por partes. Vende em leilão 8,10,12,15 horas da sua vida, dia após dia, a
quem melhor pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos instrumentos de trabalho e dos meios de
subsistência, isto é, ao capitalista.

MARX, K. Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

O texto indica que houve uma transformação dos espaços urbanos e rurais com a implementação do sistema
capitalista, devido às mudanças tecnossociais ligadas ao

(A) desenvolvimento da produção urbana associada às relações servis de trabalho.


(B) aumento da produção rural, que fixou a população nesse meio.
(C) aumento populacional das cidades associado ao regime de servidão.
(D) desenvolvimento das zonas urbanas e às novas relações de trabalho.
(E) desenvolvimento agrário e ao regime de servidão.

GABARITO:

1–C

2–A

3–C

4–D