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UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

FACET
LICENCIATURA EM FÍSICA

DOUGLAS LOURINALDO DA SILVA

1º RELATÓRIO DE EXPERIMENTAÇÃO

DOURADOS
2021
DOUGLAS LOURINALDO DA SILVA

MEDIDA DE ÂNGULO DE REFRAÇÃO E ÂNGULO CRÍTICO

Relatório de experimento
realizado na disciplina de
Laboratório de Física IV

Professor: Eriton Rodrigo Botero.

DOURADOS
2021

2
Sumário

Resumo 4

Introdução Teórica 4

Materiais e Métodos 6

Resultados e discussões 7

Referências bibliográficas 13

3
Resumo

No presente relatório de atividade de experimentação virtual, foi desenvolvido


estudos no campo da óptica geométrica, refração e ângulos críticos, para isso foram aferidos
as medidas com um certo índice de refração e comparadas com os resultados teóricos.

Introdução Teórica

A óptica geométrica se fundamenta em alguns princípios fundamentais, como a


propagação retilínea da luz em meios homogêneos, a lei da reflexão em espelhos (o ângulo de
incidência é igual ao ângulo de reflexão) e a lei da refração (a razão entre o seno do ângulo de
incidência e o seno do ângulo de refração é constante).
Como sabemos o ar não é o único meio transparente que permite a propagação regular
da luz. Há também muitos outros, como a água, o vidro, a glicerina, o diamante etc. É natural
que a luz se comporte de maneira diferente quando ela se propaga nesses meios,
principalmente no que diz respeito à sua velocidade de propagação.
O fenômeno da refração ocorre quando a luz faz a sua passagem de um meio
transparente para outro meio transparente diferente. As consequências dessa passagem são a
mudança da velocidade de propagação da luz e, nas incidências oblíquas, um desvio na sua
trajetória. Essa mudança na trajetória da luz durante a refração é responsável por diversos
fenômenos interessantes, como por exemplo, o fato de, quando olhamos para o fundo de uma
piscina com água, esse fundo está aparentemente mais próximo se comparado com a piscina
vazia. Também podemos citar as lentes e os prismas, instrumentos que utilizam o fenômeno
da refração.

➢ Índice de refração absoluto

A velocidade da luz na água é diferente da velocidade da luz no vidro. Essa diferença


de velocidade que a luz tem em diversos meios transparentes nos leva a uma grandeza física
adimensional conhecida como índice de refração absoluto. Considere dois meios

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transparentes, sendo que um deles é o vácuo e o outro um meio transparente qualquer.
Define-se o índice de refração como sendo a razão entre a velocidade da luz no vácuo e a
velocidade da luz no meio em estudo. Observe a figura 1 a seguir.

Figura 1

O índice de refração absoluto é uma grandeza adicional, ou seja, ela não possui
unidades. Isso pode ser facilmente entendido se você perceber que, no cálculo dessa
grandeza, é feita a divisão de velocidade por velocidade. Quando se faz a divisão de mesmas
grandezas, o resultado será uma grandeza adicional. Outro fato interessante que vale a pena
ser mencionado é que o índice de refração absoluto sempre tem um valor maior ou igual a 1,
ou seja, n ≥ 1.
Isso ocorre porque a velocidade da luz no vácuo é a maior velocidade da luz possível e,
consequentemente, a velocidade da luz nos outro meios serão menores. No caso em particular
do ar, a mudança da velocidade da luz é muito pequena, por isso é comum se aproximar o
valor do índice de refração do ar como sendo 1.

As leis da refração

Assim como na reflexão, a refração também está fundamentada em duas leis. Primeira lei da
refração: "O raio incidente e o raio refratado pertencem ao mesmo plano." Para um melhor
entendimento dessa lei, considere dois meios transparentes e diferentes, como por exemplo, o
ar e a água. Um raio de luz que vem por um desses meios, ao passar para outro meio, não
sofrerá mudanças no seu plano de propagação.

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Figura 2

A segunda lei da refração estabelece uma relação entre os ângulos de incidência e de


refração. Segunda lei da refração: "A razão entre o seno do ângulo de incidência e o seno do
ângulo de refração será sempre constante para um par de meios transparentes."
Considere dois meios transparentes quaisquer, como por exemplo, os meios A e B. Um raio
de luz viaja pelo meio A em direção ao meio B. No ponto de incidência desse raio de luz, na
fronteira entre esses dois meios, constroem-se uma reta que faz noventa graus com a
superfície de separação. Essa reta é chamada de reta normal. Entre a reta normal e o raio
incidente, temos o ângulo de incidência e entre o raio refratado e a reta normal temos o
ângulo de refração. A segunda lei da refração diz que a razão entre os senos desses ângulos é
constante. Observe a figura 3.

Figura 3

6
Materiais e Métodos

Para construção e coletas de dados da presente atividade, foi montado o simulador de


lentes e espelhos, disponível em https://chrome.google.com/webstore/detail/ray-optics-simula
tion/egamlemiidmmmcccadndbjjihkcfiobh. E seu funcionamento consiste em mover um laser
e aferir visualmente o ângulo de refração e anotá-los em tabela e dar os devidos tratamentos
matemáticos para extrair informações necessárias que corroboram com o entendimento dos
fenômenos físicos envolvidos em particular os fenômenos ópticos.
Ao acessar o link disponível acima, iniciamos a montagem do nosso experimento
virtual conforme a figura 4, ajustando o laser para que incida perpendicularmente sobre a
superfície plana. Além disso, iremos inserir o recurso transferidor para corroborar com a
aferição nesta condição de incidência perpendicular. Para facilitar os ajustes dos componentes
iremos selecionar o grid para deixar a tela quadriculada.
Conforme o exposto, na figura 4 apresenta uma visão ampla dos componentes a serem
utilizados na atividade.

Figura 4: Montagem do recurso experimental

7
Após a montagem do experimento, temos agora como próximo passo aferir
efetivamente os ângulo de refração sobre um certo meio índice de refração, que a critério do
experimentador foi acolhido índices de refração de meio iguais a 1,5 e 3,0. Portanto, vamos
coletar as informações para as duas situações conforme explicitado nas figuras 5 e 6. Vale
ressaltar que nas figuras 5 e 6 os nossos cálculos consistem em aferir sobre uma superfície
plana com o laser (fora da superfície).

Figura 5: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração de meio igual a 1,5.

Figura 6: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

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Além dessas informações já destacadas, temos um segundo caso, que consiste
também em aferir o índice de refração, desta vez ´com laser dentro da superfície. Para isso,
admitimos os mesmos meios de índice de refração 1,5 e 3,0 conforme apresentado nas figuras
7 e 8.

Figura 7: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 1,5.

Figura 8: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

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Resultados e discussões

Nesta seção apresentamos os nossos resultados experimentais para as diversas


situações submetidas, conforme destacados nas tabelas e gráficos.
Na tabela 1, apresentamos valores correspondentes a Θ1eΘ2, assim como também os
respectivos senos e a razão entre os senos dos ângulos de incidência e refração a um meio
com índice de refração 1,5 com laser fora da superfície. Os valores dos erros foram obtidos
pela metade da menor escala do equipamento de medida, que foram iguais a 0,5 e 0,4 e em
seguida foram efetuados nas operações necessárias.

Θ1 Θ2 𝑠𝑒𝑛Θ1 𝑠𝑒𝑛θ2 (𝑠𝑒𝑛Θ1)/(𝑠𝑒𝑛θ2

10, 0 ± 0, 5 6, 0 ± 0, 5 0, 173 ± 0, 4 0, 104 ± 0, 4 1, 663 ± 0, 4

20, 0 ± 0, 5 13, 1 ± 0, 5 0, 342 ± 0, 4 0, 226 ± 0, 4 1, 513 ± 0, 4

30, 0 ± 0, 5 19, 9 ± 0, 5 0, 500 ± 0, 4 0, 340 ± 0, 4 1, 470 ± 0, 4

40, 0 ± 0, 5 25, 8 ± 0, 5 0, 642 ± 0, 4 0, 435 ± 0, 4 1, 475 ± 0, 4

50, 0 ± 0, 5 30, 9 ± 0, 5 0, 766 ± 0, 4 0, 513 ± 0, 4 1, 493 ± 0, 4

60, 0 ± 0, 5 35, 3 ± 0, 5 0, 866 ± 0, 4 0, 577 ± 0, 4 1, 500 ± 0, 4

70, 0 ± 0, 5 39, 0 ± 0, 5 0, 939 ± 0, 4 0, 629 ± 0, 4 1, 492 ± 0, 4

80, 0 ± 0, 5 41, 0 ± 0, 5 0, 984 ± 0, 4 0, 656 ± 0, 4 1, 500 ± 0, 4

Tabela 1: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração do meio igual a 1,5.

10
No gráfico 1 apresentamos o 𝑠𝑒𝑛Θ1 em função 𝑠𝑒𝑛θ2, com um índice de refração de
meio igual a 1,5 com o laser fora da superfície. Além disso, consta os erros experimentais e a
linha de ajuste.

Gráfico 1: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração de meio igual a 1,5.

11
Na tabela 2, apresentamos também os valores correspondentes a Θ1eΘ2, assim como
os respectivos senos e a razão entre os senos dos ângulos de incidência e refração a um meio
desta vez de índice de refração 3,0 com laser fora da superfície. Os valores dos erros foram
obtidos pela metade da menor escala do equipamento de medida, que foram iguais a 0,5 e 0,4
seguimos com as operações necessárias.

Θ1 Θ2 𝑠𝑒𝑛Θ1 𝑠𝑒𝑛θ2 (𝑠𝑒𝑛Θ1)/(𝑠𝑒𝑛θ2

10, 0 ± 0, 5 3, 0 ± 0, 5 0, 173 ± 0, 4 0, 052 ± 0, 4 3, 326 ± 0, 4

20, 0 ± 0, 5 6, 0 ± 0, 5 0, 342 ± 0, 4 0, 104 ± 0, 4 3, 288 ± 0, 4

30, 0 ± 0, 5 9, 1 ± 0, 5 0, 500 ± 0, 4 0, 158 ± 0, 4 3, 164 ± 0, 4

40, 0 ± 0, 5 12, 0 ± 0, 5 0, 642 ± 0, 4 0, 207 ± 0, 4 3, 101 ± 0, 4

50, 0 ± 0, 5 14, 2 ± 0, 5 0, 766 ± 0, 4 0, 245 ± 0, 4 3, 126 ± 0, 4

60, 0 ± 0, 5 16, 1 ± 0, 5 0, 866 ± 0, 4 0, 277 ± 0, 4 3, 126 ± 0, 4

70, 0 ± 0, 5 17, 9 ± 0, 5 0, 939 ± 0, 4 0, 307 ± 0, 4 3, 058 ± 0, 4

80, 0 ± 0, 5 18, 0 ± 0, 5 0, 984 ± 0, 4 0, 309 ± 0, 4 3, 184 ± 0, 4

Tabela 2: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

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No gráfico 2 apresentamos o 𝑠𝑒𝑛Θ1 em função 𝑠𝑒𝑛θ2, com um índice de refração de
meio igual a 3,0 com o laser fora da superfície. Além disso, consta os erros experimentais e a
linha de ajuste.

Gráfico 2: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

13
Na tabela 3, apresentamos também os valores correspondentes a Θ1eΘ2, assim como
os respectivos senos e a razão entre os senos dos ângulos de incidência e refração a um meio
desta vez de índice de refração 1,5 com laser dentro da superfície. Os valores dos erros foram
obtidos pela metade da menor escala do equipamento de medida, que foram iguais a 0,5 e 0,4
seguimos com as operações necessárias.

Θ1 Θ2 𝑠𝑒𝑛Θ1 𝑠𝑒𝑛θ2 (𝑠𝑒𝑛Θ1)/(𝑠𝑒𝑛θ2

10, 0 ± 0, 5 15, 0 ± 0, 5 0, 173 ± 0, 4 0, 258 ± 0, 4 0, 670 ± 0, 4

20, 0 ± 0, 5 30, 0 ± 0, 5 0, 342 ± 0, 4 0, 500 ± 0, 4 0, 684 ± 0, 4

30, 0 ± 0, 5 48, 0 ± 0, 5 0, 500 ± 0, 4 0, 743 ± 0, 4 0, 672 ± 0, 4

40, 0 ± 0, 5 73, 5 ± 0, 5 0, 642 ± 0, 4 0, 958 ± 0, 4 0, 670 ± 0, 4

50, 0 ± 0, 5 135, 0 ± 0, 5 0, 766 ± 0, 4 0, 707 ± 0, 4 1, 083 ± 0, 4

60, 0 ± 0, 5 120, 0 ± 0, 5 0, 866 ± 0, 4 0, 866 ± 0, 4 1, 00 ± 0, 4

70, 0 ± 0, 5 110, 0 ± 0, 5 0, 939 ± 0, 4 0, 939 ± 0, 4 1, 00 ± 0, 4

80, 0 ± 0, 5 80, 0 ± 0, 5 0, 984 ± 0, 4 0, 984 ± 0, 4 1, 00 ± 0, 4

Tabela 3: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 1,5

14
No gráfico 3 apresentamos o 𝑠𝑒𝑛Θ1 em função 𝑠𝑒𝑛θ2, com um índice de refração de
meio igual a 1,5 com o laser dentro da superfície. Além disso, consta os erros experimentais e
a linha de ajuste.

Gráfico 3: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 1,5.

15
Na tabela 4, apresentamos também os valores correspondentes a Θ1eΘ2, assim como
os respectivos senos e a razão entre os senos dos ângulos de incidência e refração a um meio
desta vez de índice de refração 3,0 com laser dentro da superfície. Os valores dos erros foram
obtidos pela metade da menor escala do equipamento de medida, que foram iguais a 0,5 e 0,4
seguimos com as operações necessárias.

Θ1 Θ2 𝑠𝑒𝑛Θ1 𝑠𝑒𝑛θ2 (𝑠𝑒𝑛Θ1)/(𝑠𝑒𝑛θ2

10, 0 ± 0, 5 32, 0 ± 0, 5 0, 173 ± 0, 4 0, 529 ± 0, 4 0, 327 ± 0, 4

20, 0 ± 0, 5 90, 0 ± 0, 5 0, 342 ± 0, 4 1, 00 ± 0, 4 0, 342 ± 0, 4

30, 0 ± 0, 5 150, 0 ± 0, 5 0, 500 ± 0, 4 0, 500 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

40, 0 ± 0, 5 140, 0 ± 0, 5 0, 642 ± 0, 4 0, 642 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

50, 0 ± 0, 5 130, 0 ± 0, 5 0, 766 ± 0, 4 0, 766 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

60, 0 ± 0, 5 120, 0 ± 0, 5 0, 866 ± 0, 4 0, 866 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

70, 0 ± 0, 5 110, 0 ± 0, 5 0, 939 ± 0, 4 0, 939 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

80, 0 ± 0, 5 100, 0 ± 0, 5 0, 984 ± 0, 4 0, 984 ± 0, 4 1, 000 ± 0, 4

Tabela 4: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

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No gráfico 4 apresentamos o 𝑠𝑒𝑛Θ1 em função 𝑠𝑒𝑛θ2, com um índice de refração de
meio igual a 3,0 com o laser dentro da superfície. Além disso, consta os erros experimentais e
a linha de ajuste.

Gráfico 4: Estimativa para o índice de refração que incide perpendicularmente sobre a


superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de refração de meio igual a 3,0.

Após apresentamos as nossas tabelas e gráficos, passemos a discutir-los e para isso,


destacamos inicialmente que o ângulo de refração medido é sempre menor que o ângulo de
incidência e isto é possível por conta do princípio da reversibilidade (caminho inverso), ou
seja, quando a luz passa de um meio mais refringente para um menos refringente sua
velocidade aumenta e ele se afasta da normal.
Ainda discutindo os nossos dados é possível afirmar que nas tabelas 1, 2, 3 e 4 a razão
de 𝑠𝑒𝑛Θ1/𝑠𝑒𝑛Θ2 têm certa tendência respectivamente a 1,5, 1,1, 1,0 e 1,0. Que isso se
justifica por conta da Lei de Snell-Descartes, onde determina que o produto do seno do
ângulo formado entre o raio de luz e a reta normal e o índice de refração do meio deve ser
constante.
Destacamos também as equações das retas obtidas, que descreve o comportamento
físico. Vale lembrar que as equação são descrita da seguinte maneira 𝑌 = 𝑎(𝑠𝑒𝑛θ2) + 𝑏,
onde “a” descreva o inclinação da reta e “b” o ponto de intercepção da reta com o eixo

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𝑠𝑒𝑛θ2.Importante afirmar que por conta dos erros experimentais os gráficos obtidos não foi
possível haver a intercepção com o eixo 𝑠𝑒𝑛θ2.
Na tabela 5, apresentamos somatório de 𝑠𝑒𝑛θ2e 𝑠𝑒𝑛θ1respectivamente e assim como
o produto entre eles e o quadrado de 𝑠𝑒𝑛θ2e os valores de n obtidos experimentalmente (pelo
ajuste da curva) com um índice de refração igual a 1,5 com laser fora da superfície. Tais
dados serviram para construir a equação que descreve o comportamento físico.

𝑠𝑒𝑛θ2 𝑠𝑒𝑛θ1 (𝑠𝑒𝑛θ2) * (𝑠𝑒𝑛θ 2 * −3


(𝑠𝑒𝑛θ2) 𝑌 (10 )

0, 173 ± 0, 4 0,104± 0, 4 0,017± 0, 4 0,029± 0, 4 5, 18 ± 0, 4

0, 342 ± 0, 4 0,226± 0, 4 0,077± 0, 4 0,116± 0, 4 2, 49 ± 0, 4

0, 500 ± 0, 4 0,340± 0, 4 0,170± 0, 4 0,250± 0, 4 4, 31 ± 0, 4

0, 642 ± 0, 4 0,435± 0, 4 0,279± 0, 4 0,412± 0, 4 6, 00 ± 0, 4

0, 766 ± 0, 4 0,513± 0, 4 0,392± 0, 4 0,586± 0, 4 7, 45 ± 0, 4

0, 866 ± 0, 4 0,577± 0, 4 0,499± 0, 4 0,749± 0, 4 8, 62 ± 0, 4

0, 939 ± 0, 4 0,629± 0, 4 0,590± 0, 4 0,881± 0, 4 9, 47 ± 0, 4

0, 984 ± 0, 4 0,656± 0, 4 0,645± 0, 4 0,968± 0, 4 10, 00 ± 0, 4

Σ =5,212 3,480 2,669 3,991 -


*Ajuste de curva
Tabela 5: Dados retirados das estimativas para o índice de refração que incide
perpendicularmente sobre a superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração
de meio igual a 1,5.

Para determinar o coeficiente de inclinação da reta temos a equação 1, onde “n” é o


número de medidas:

2 2
𝑎 = ((𝑛Σ𝑠𝑒𝑛θ2𝑠𝑒𝑛θ1) − (Σ𝑠𝑒𝑛θ2𝑠𝑒𝑛θ1))/((𝑛Σ𝑠𝑒𝑛θ2) − (Σ𝑠𝑒𝑛θ2) )

Equação 1: coeficiente de inclinação

Para determinar o intercepto temos a equação 2, que é dado pela média do


𝑠𝑒𝑛θ1 𝑒 𝑠𝑒𝑛θ2, respetivamente.

18
𝑏 = (𝑠𝑒𝑛θ1) − 𝑎 * (𝑠𝑒𝑛θ2)

Equação 2: Intercepto

Logo, obtenho a equação que descreve a reta que interpreta o gráfico 1 que é;

−3
𝑌 = 0, 67(𝑠𝑒𝑛θ2) − 1, 505 * 10

Na tabela 6, apresentamos somatório de 𝑠𝑒𝑛θ2e 𝑠𝑒𝑛θ1respectivamente e assim como


o produto entre eles e o quadrado de 𝑠𝑒𝑛θ2e os valores de n obtidos experimentalmente (pelo
ajuste da curva) com um índice de refração igual a 3,0 com laser fora da superfície. Tais
dados serviram para construir a equação que descreve o comportamento físico.

𝑠𝑒𝑛θ2 𝑠𝑒𝑛θ1 (𝑠𝑒𝑛θ2) * (𝑠𝑒𝑛θ 2 * −3


(𝑠𝑒𝑛θ2) 𝑌 (10 )

0, 173 ± 0, 4 0,052± 0, 4 0,008± 0, 4 0,029± 0, 4 − 0, 51 ± 0, 4

0, 342 ± 0, 4 0,104± 0, 4 0,035± 0, 4 0,116± 0, 4 0, 43 ± 0, 4

0, 500 ± 0, 4 0,158± 0, 4 0,079± 0, 4 0,250± 0, 4 1, 31 ± 0, 4

0, 642 ± 0, 4 0,207± 0, 4 0,132± 0, 4 0,412± 0, 4 2, 10 ± 0, 4

0, 766 ± 0, 4 0,245± 0, 4 0,187± 0, 4 0,586± 0, 4 2, 79 ± 0, 5

0, 866 ± 0, 4 0,277± 0, 4 0,239± 0, 4 0,749± 0, 4 3, 35 ± 0, 4

0, 939 ± 0, 4 0,307± 0, 4 0,288± 0, 4 0,881± 0, 4 3, 76 ± 0, 4

0, 984 ± 0, 4 0,309± 0, 4 0,304± 0, 4 0,968± 0, 4 4, 01 ± 0, 4

Σ =5,212 1,659 1,272 3,991 -


*Ajuste de curva
Tabela 6: Dados retirados das estimativas para o índice de refração que incide
perpendicularmente sobre a superfície plana (laser fora da superfície) e um índice de refração
de meio igual a 3,0.

Para obtenção da respectiva equação que descreve o comportamento da gráfico 2


usamos novamente as equações 1 e 2 e chegamos na seguinte equação.

19
−3
𝑌 = 0, 32(𝑠𝑒𝑛θ2) − 1, 48 * 10
Na tabela 7, apresentamos somatório de 𝑠𝑒𝑛θ2e 𝑠𝑒𝑛θ1respectivamente e assim como
o produto entre eles e o quadrado de 𝑠𝑒𝑛θ2e os valores de n obtidos experimentalmente (pelo
ajuste da curva) com um índice de refração igual a 1,5 com laser dentro da superfície. Tais
dados serviram para construir a equação que descreve o comportamento físico.

𝑠𝑒𝑛θ2 𝑠𝑒𝑛θ1 (𝑠𝑒𝑛θ2) * (𝑠𝑒𝑛θ 2 * −3


(𝑠𝑒𝑛θ2) 𝑌 (10 )

0, 173 ± 0, 4 0,258± 0, 4 0,044± 0, 5 0,029± 0, 4 2, 08 ± 0, 4

0, 342 ± 0, 4 0,500± 0, 4 0,171± 0, 5 0,116± 0, 4 4, 35 ± 0, 4

0, 500 ± 0, 4 0,743± 0, 4 0,371± 0, 5 0,250± 0, 4 6, 47 ± 0, 4

0, 642 ± 0, 4 0,958± 0, 4 0,615± 0, 5 0,412± 0, 4 8, 38 ± 0, 4

0, 766 ± 0, 4 0,707± 0, 4 0,541± 0, 5 0,586± 0, 4 10, 05 ± 0, 4

0, 866 ± 0, 4 0,688± 0, 4 0,749± 0, 5 0,749± 0, 4 11, 39 ± 0, 4

0, 939 ± 0, 4 0,939± 0, 4 0,881± 0, 5 0,881± 0, 4 12, 37 ± 0, 4

0, 984 ± 0, 4 0,984± 0, 4 0,968± 0, 5 0,968± 0, 4 12, 98 ± 0, 4

Σ =5,212 5,955 4,340 3,991 -


*Ajuste de curva
Tabela 7: Dados retirados das estimativas para o índice de refração que incide
perpendicularmente sobre a superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de
refração de meio igual a 1,5.

Para obtenção da respectiva equação que descreve o comportamento da gráfico 3


usamos as equações 1 e 2 e chegamos na seguinte equação.

−3
𝑌 = 0, 77(𝑠𝑒𝑛θ2) − 0, 242 * 10

20
Na tabela 8, apresentamos somatório de 𝑠𝑒𝑛θ2e 𝑠𝑒𝑛θ1respectivamente e assim como
o produto entre eles e o quadrado de 𝑠𝑒𝑛θ2e os valores de n obtidos experimentalmente (pelo
ajuste da curva) com um índice de refração igual a 3,0 com laser dentro da superfície. Tais
dados serviram para construir a equação que descreve o comportamento físico.

𝑠𝑒𝑛θ2 𝑠𝑒𝑛θ1 (𝑠𝑒𝑛θ2) * (𝑠𝑒𝑛θ 2 *


(𝑠𝑒𝑛θ2) 𝑌

0, 173 ± 0, 4 0,258± 0, 4 0,044± 0, 4 0,029± 0, 4 0, 537 ± 0, 4

0, 342 ± 0, 4 0,500± 0, 4 0,171± 0, 4 0,116± 0, 4 0, 538 ± 0, 4

0, 500 ± 0, 4 0,743± 0, 4 0,371± 0, 4 0,250± 0, 4 0, 539 ± 0, 4

0, 642 ± 0, 4 0,958± 0, 4 0,615± 0, 4 0,412± 0, 4 0, 540 ± 0, 4

0, 766 ± 0, 4 0,707± 0, 4 0,541± 0, 4 0,586± 0, 4 0, 540 ± 0, 4

0, 866 ± 0, 4 0,688± 0, 4 0,749± 0, 4 0,749± 0, 4 0541 ± 0, 4

0, 939 ± 0, 4 0,939± 0, 4 0,881± 0, 4 0,881± 0, 4 0, 542 ± 0, 4

0, 984 ± 0, 4 0,984± 0, 4 0,968± 0, 4 0,968± 0, 4 0, 542 ± 0, 4

Σ =5,212 5,955 4,340 3,991 -


*Ajuste de curva
Tabela 8: Dados retirados das estimativas para o índice de refração que incide
perpendicularmente sobre a superfície plana (laser dentro da superfície) e um índice de
refração de meio igual a 3,0.

Para obtenção da respectiva equação que descreve o comportamento da gráfico 3


usamos as equações 1 e 2 e chegamos na seguinte equação.

𝑌 = 0, 37(𝑠𝑒𝑛θ2) + 0, 536

Comparando respectivos valores obtidos pela reta de ajuste com os valores


experimentais se percebe uma certa disparidade, tal fato se justifica por eventuais erros
experimentais.

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Além disso, calculamos também o ângulo crítico no qual ocorre reflexão interna total,
para as situações já detalhadas anteriormente e encontramos os seguintes dados para o meio
1,5 com laser dentro da superfície 42º e para o meio 3,0 tivemos 20º, conforme apresentado
nas figuras 9 e 10.

Figura 9: Ângulo de refração interna com um índice de refração de meio igual a 1,5.

Figura 10: Ângulo de refração interna índice de refração de meio igual a 3,0.

De acordo com os dados aferidos experimentalmente dos ângulos críticos 42º, 20º
com índice de refração de meio 1,5 e 3,0 respectivamente. Ao comparar com os valores

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teóricos houve a coincidência de serem iguais 90º conforme mostra as equações 3 e 4, que é
justificado pois os ângulos de mais e menos refringentes são exatamente iguais e isso se
comprova de acordo com as figuras 9 e 10 apresentadas.


θ𝑐 = 𝑠𝑒𝑛 (42/42)
θ𝑐 = 90º
Equação 3


θ𝑐 = 𝑠𝑒𝑛 (20/20)
θ𝑐 = 90º
Equação 4

Referências bibliográficas

Óptica geométrica - Refração da luz, disponível em


https://educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/optica-geometrica-refracao-da-luz.htm
acessado em 09 de agosto de 2021.

MARTINS, Roberto de Andrade. Princípios da óptica geométrica e suas exceções: Heron


e a reflexão em espelhos. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 35, n. 1, 1605 (2013)
disponível em http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/351605.pdf, acessado em 09 de agosto de
2021.]

Halliday, David, Fundamentos de física, volume 4 : óptica e física moderna / David Halliday
, Robert Resnick , Jearl Walker ; tradução Ronaldo Sérgio de Biasi. - 10. ed. - Rio de Janeiro :
LTC, 2016.

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