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UNIVERSIDADE SÃO TOMÁS DE MOÇAMBIQUE

FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONOMIAS E EMPRESARIAIS

AULA PRÁTICA III

CASO PRÁTICO I

Analise as seguintes situações e faça o respectivo tratamento contabilístico.

i) O fornecedor Beta instaurou à empresa um processo judicial em 30/10/N. Espera-se que o


processo esteja concluído em 30/06/N+1. Segundo relatório dos advogados internos, existe um
forte probabilidade do fornecedor ganhar a causa. A estimativa do montante a pagar conforme o
relatório dos advogados é MZN 200 000 decomposto da seguinte forma:
- Divida ao fornecedor …………………MZN 120 000
- Juros de mora …………………… ………MZN 20 000
- Encargos judiciais ………………………MZN 60 000

Já no decorrer de N+1, sabe-se que o processo se arrastou para N+2, sendo quase certo o seu
desfecho ainda em Janeiro de N+2. Contudo, o valor dos juros de mora é agora mais elevado,
sendo estimado em MZN 35 000 (Valor Total)

NB: No ano N, a empresa Alfa tinha registado nas suas contas um montante de MZN 100 000
como a divida do fornecedor.

ii) A Associação da Defesa do Consumidor instaurou à sociedade Alfa um processo judicial em


virtude de uma suspeita de vendas de produtos fora do prazo. Segundo os advogados internos,
prevê-se que a sociedade seja responsabilizada pelos donos causados aos consumidores. No
entanto, à data do relato não há dados suficientes para o apuramento dos custos relativos aos
danos causados.

iii) Em 30/06/N-1, a Sociedade Alfa assinou uma livrança em branco ao Banco X como garantia de
um empréstimo da sociedade Beta que na altura apresentava boa performance financeira. No
entanto, sabe que durante o presente ano (N) a sociedade Beta atravessou grandes dificuldades
financeiras que culminaram com o encerramento da sociedade. O valor da divida da sociedade
Beta perante o Banco Z em 31/12/N ascende ao montante de MZN 100 000. Prevê-se que o
processo seja encerrado em N+1, altura em que os sócios da empresa Beta prontificaram-se a
pagar tal empréstimo.

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CASO PRÁTICO II

A entidade ABC, SA dedica-se à construção de imoveis. As suas demonstrações financeiras respeitantes ao


exercício de N já foram autorizadas para a emissão, bem como aprovados pelos accionistas.
Todavia, no decorrer do exercício N+1, foram dectectadas as seguintes situações:

i) O valor dos inventários finais em curso, referentes a N-1, esta sobrevalorizadas em MZN 100 000
devido a um erro de interpretação da Norma NCRF 9 – Inventários. Os inventários em causa
ainda se encontram no armazém.

ii) O valor dos inventários finais, referente a N, está sobrevalorizado em MZN 50 000 devido a não
adopção da NCRF 9. No mesmo ano os respectivos reditos no montante de MZN 70 000 também
estavam distorcidos pelo mesmo motivo.

iii) Devido a um erro de integração de movimentos, relativamente ao programa de facturação, não


foram concluídas, no período N, prestações de serviços no montante de MZN 600 000.

iv) No ano N-1 as amortizações do período situaram se em MZN 100 000, devido a alteração da vida
útil de alguns activos para ajustar a realidade as amortizações situaram-se em MZN 125 000 no
ano N.

v) No final do ano N-1 a entidade registava os investimentos financeiros com base no custo de
aquisição, tendo sido avaliado em MZN 25 000. No ano N, a entidade iniciou o registo pelo
método de equivalência patrimonial, sendo o montante das participações de MZN 75 000.

Pretende-se: Explique e faça os registos contabilísticos das transacções acima para os respectivos anos.