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Rio Oil & Gas Expo and Conference 2020

ISSN 2525-7579

Conference Proceedings homepage: https://biblioteca.ibp.org.br/riooilegas/en/

Technical Paper

Importância da divergência da estimulação ácida para maximizar a


recuperação dos reservatórios: quantificação dos efeitos
Victor Costa da Silva 1 | Dayana Nunes e Silva 2 | Cecilia Toledo de Azevedo 3.

1. PETROBRAS, RESERVATORIOS, . RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL, vcsilva@petrobras.com.br 2. PETROBRAS, POCOS, . RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL,
dayana@petrobras.com.br 3. PETROBRAS, POCOS, . RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL, cecilia_toledo@petrobras.com.br

Resumo

Para o desenvolvimento do PPSBS (Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos) a estimulação dos poços através da técnica de
acidificação se provou crítica e fundamental para o atingimento de razões de dano muito baixas, contribuindo assim para
os elevados índices de produtividade obtidos. Entretanto as elevadas heterogeneidades observadas nos reservatórios
dessa província, associado a configuração de poços com completação seletiva, tendem a dificultar severamente a
divergência do ácido na formação, levando a coberturas inferiores as desejáveis. Esse trabalho se propõe a apresentar
um workflow desenvolvido de forma conjunta entre as disciplinas de Poços e Reservatório de forma a avaliar o fenômeno
e quantificar qual o impacto que a melhora da cobertura ácida gera para a recuperação final de um reservatório
carbonático altamente heterogêneo, típico do PPSBS, além dos resultados quantitativos desses cenários. Resultados
preliminares já demonstram que a depender do perfil de permeabilidades horizontais e verticais a melhora da cobertura
ácida pode gerar incrementos significativos na recuperação de petróleo de um reservatório do PPSBS.
Palavras-chave: Fator de Recuperação. Divergência. Cobertura ácida

Abstract

For the development of SBPPP (Santos Basin Pre-Salt Pole), a stimulation of wells through the acidification technique is
critical and fundamental for obtaining very low damage, thus contributing to the high productivity observed in those wells.
However, the high heterogeneities noticed in those reservoirs, associated with the configuration of wells with selective
completion, severely hinder the divergence of the acid in the formation, leading to inferior coverings as desirable. This
work can present a workflow developed jointly between Wells and Reservoir disciplines in order to assess the
phenomenon and quantify what impact that the improvement of acid cover generates for the final recovery of a highly
heterogeneous carbonate reservoir, type of SBPPP, in addition to the quantitative results of these scenarios. The
preliminary results already demonstrated that the profile of horizontal and vertical permeabilities for improvements in acid
cover can generate increments of recovery in the oil recovery of a PPSBS reservoir.
Keywords: Recovery Factor. Divergence. Acid Cover

Received: March 15, 2020 | Accepted: Jun 06, 2020 | Available online: Dec. 01, 2020.
Article nº: 084
Cite as: Rio Oil & Gas Expo and Conference, Rio de Janeiro, RJ, Brazil, 2020 (20)
DOI: https://doi.org/10.48072/2525-7579.rog.2020.084

© Copyright 2020. Brazilian Petroleum, Gas and Biofuels Institute - IBPThis Technical Paper was prepared for presentation at the Rio Oil & Gas Expo and Conference 2020, held between 1 and 3 of December 2020, in Rio de Janeiro. This
Technical Paper was selected for presentation by the Technical Committee of the event according to the information contained in the final paper submitted by the author(s). The organizers are not supposed to translate or correct the submitted
papers. The material as it is presented, does not necessarily represent Brazilian Petroleum, Gas and Biofuels Institute’ opinion, or that of its Members or Representatives. Authors consent to the publication of this Technical Paper in the Rio Oil &
Gas Expo and Conference 2020 Proceedings.
1. Introdução

Para o desenvolvimento do PPSBS (Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos) a estimulação dos


poços através da técnica de acidificação se provou crítica e fundamental para o atingimento de
skins negativos, contribuindo assim para os elevados índices de produtividade obtidos.
Entretanto as elevadas heterogeneidades observadas nos reservatórios dessa província,
associado à configuração de poços com completação seletiva, tendem a dificultar severamente
a distribuição do tratamento ácido na formação, podendo resultar em extensões tratadas
inferiores às desejáveis.
Esse trabalho se propõe a apresentar um fluxo de trabalho desenvolvido de forma conjunta
entre as disciplinas especialistas em estimulação e engenharia de reservatórios de forma a
avaliar o fenômeno e quantificar o impacto da melhor cobertura ácida para a recuperação final
de um reservatório carbonático altamente heterogêneo, típico do PPSBS, além dos resultados
quantitativos desses cenários.
Resultados preliminares demonstram que, a depender dos perfis de permeabilidades
horizontais e verticais, a melhora da cobertura ácida pode gerar incrementos significativos na
recuperação de petróleo de um reservatório do PPSBS.

2. Estimulação matricial de carbonatos

2.1. Divergência

A estimulação matricial pode ser definida como uma técnica em que uma substância é
injetada na formação para dissolver parte do material que a constitui e, assim, recuperar ou
aumentar a permeabilidade na região próxima ao poço. Esses tratamentos químicos são
chamados matriciais por serem injetados a pressões que respeitam a resistência mecânica da
rocha, de maneira que não induzem à criação de fraturas (HILL, 2000).
Ainda segundo Hill, por meio da acidificação, aumenta-se a produtividade pela remoção
de um dano causado à permeabilidade original da rocha no processo da construção do poço ou
pela criação de novos caminhos que favorecem o fluxo no meio poroso.
O método de estimulação mais comum para os reservatórios carbonáticos do pré-sal tem
sido a acidificação matricial, com o bombeio de colchões ácidos, principalmente à base HCl
15% m/m, intercalados com sistemas divergentes viscosos à base de polímeros e de surfactantes
viscoelásticos. Os sistemas divergentes têm por objetivo criar uma obstrução temporária na
zona preferencialmente tratada, permitindo que também os trechos menos permeáveis sejam
alcançados pelo ácido bombeado. Tais produtos podem ser responsáveis por até 20 % do custo
dos tratamentos ácidos, a depender dos volumes empregados. Por tanto, a otimização do uso
dos divergentes e a quantificação do volume adicional de óleo recuperado pela sua utilização,
são de grande interesse para a otimização dos projetos de estimulação e para o desenvolvimento
dos campos.
Esses reservatórios têm como característica grande heterogeneidade em termos de
distribuição de permeabilidades e porosidades. Não raro, em uma mesma zona de
produção/injeção, em uma mesma formação geológica, há variações de ordens de magnitude na
permeabilidade. Assim, um dos maiores desafios para a estimulação desses poços é o êxito em
se distribuir o tratamento ácido bombeado, de maneira a cobrir todo o intervalo do reservatório
exposto e, assim, maximizar a produtividade.

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Importância da divergência da estimulação ácida para maximimizar a recuperação dos reservatórios:
quantificação dos efeitos.

A Figura 1 mostra um conjunto de perfis de um poço produtor de petróleo em reservatório


carbonático que apresentou mau resultado em termos de distribuição do tratamento ácido. O
intervalo de reservatório exposto à produção possuía 42 metros e o perfil de produção revelou
que 93,4% da produção de óleo eram provenientes de um restrito intervalo de menos de 5 metros
de extensão, coincidentes com um trecho de melhor qualidade de reservatório, próximo ao topo
do intervalo. O restante do intervalo não recebeu o tratamento ácido e, portanto, não contribuiu
para a produção.

Figura 1 – Perfil de poço produtor de óleo com 93,4 % da vazão de produção


restrita a poucos metros do reservatório.

Fonte: Petrobras, Relatório Interno.

2.2. Projeto de estimulação

Para o projeto de estimulação foi desenvolvido internamente pela Petrobras um simulador


de acidificação matricial em elementos finitos. O mesmo realiza um acoplamento do poço com
o reservatório, incluindo os efeitos das perdas de carga dentro do poço através de uma boa
representação da completação do mesmo. Para a simulação da acidificação é realizada uma
estimativa da penetração do ácido por camada do modelo, assumindo um efeito pistão. A taxa
de crescimento do wormhole é estimada segundo Tardy et al (2007) sendo posteriormente
realizada uma variação da permeabilidade no entorno do poço.
Os dados de entrada utilizados no simulador são: geometria e completação do poço, perfil
de permeabilidade e porosidade, dano inicial presente no reservatório e o tratamento ácido a ser
bombeado. E os resultados apresentados pelo simulador são uma estimativa da curva de pressão
de fundo do tratamento ácido, o skin por camada do reservatório, a razão de dano, o skin
equivalente para todo o intervalo e a cobertura intervalar, isto é, o percentual total do intervalo
a ser tratado em que se conseguirá remover o dano, sendo remoção do dano definida como a
obtenção de skin menor ou igual a zero. A cobertura intervalar é o principal parâmetro que
indicará se o tratamento proposto alcançará ou não uma boa divergência no intervalo. A figura
2 ilustra a saída de skin do simulador onde é possível verificar o dano inicial por camada do
intervalo em azul e o dano final após o tratamento ácido em verde. Pode-se notar que o trecho
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Silva, Victor, Azevedo, Cecilia, Silva, Dayana.

inferior do intervalo apresentou o dano final igual ao dano inicial, sendo uma indicação de que
o ácido não conseguiu tratar essas camadas. No canto superior direito da figura é possível
observar a cobertura intervalar final, tendo sido tratado 70% do intervalo.

Figura 2 – Exemplo de resultado do simulador onde é possível comparar o


skin inicial e o skin final após o tratamento ácido. A figura apresenta também
a cobertura intervalar final do tratamento ácido.

Fonte: produzido pelo autor.

Para a calibração do simulador, são utilizados os dados de poços e/ou zonas do mesmo
campo já estimulados e testados, permitindo assim a comparação com o simulado do registro
da pressão de fundo obtida durante o tratamento ácido, conforme mostrado na Figura 3, e
também do resultado alcançado em termos de razão de dano e skin equivalente do intervalo.
Nos casos em que há corrida de perfilagem de produção, a contribuição de vazão por trecho do
intervalo também pode ser comparada à simulação, sendo uma excelente forma de calibração
dos efeitos de divergência do simulador, conforme apresentado na figura 4. Essa calibração
permite principalmente o ajuste das propriedades dos fluidos bombeados e o dano inicial do
reservatório, de forma a permitir que o simulador consiga representar melhor os resultados de
campo.

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Importância da divergência da estimulação ácida para maximimizar a recuperação dos reservatórios:
quantificação dos efeitos.

Figura 3 – Exemplo de calibração da curva de pressão do tratamento


ácido no simulador de acidificação.

Fonte: produzido pelo autor.

Figura 4 – Exemplo de calibração da contribuição de vazão por trecho


através do uso do resultado de PLT.

Fonte: produzido pelo autor.

3. Metodologia e Modelagem

Conceitualmente é amplamente difundido e compreendido que a maximização da


cobertura do tratamento, pela divergência ácida, permite acessar novos reservatórios e otimizar
o perfil de produção e de injeção, o que levaria a um maior volume a ser varrido e,
consequentemente, um maior fator de recuperação. No entanto, embora qualitativamente a
importância de divergência seja consenso, o ganho quantitativo tem sido um desafio. Esse
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Silva, Victor, Azevedo, Cecilia, Silva, Dayana.

trabalho se propõe a fornecer um método de acoplamento dos resultados da simulação de


estimulação com a simulação de fluxo de reservatório para fornecer uma estimativa desse valor,
bem como suas maiores incertezas.
Como a simulação de estimulação tem como escala o perfil dos poços e a simulação de
fluxo usualmente células com alguns metros de espessura seria necessário minimizar as perdas
por transferência de escala entre as 2 metodologias, como forma de melhorar a
representatividade do fenômeno. Para tal utilizou-se um modelo fenomenológico com um par
de poços produtor-injetor em quarto de five-spot, afastados cerca de 1000m entre si, em um
reservatório de aproximadamente 100m de espessura, conforme figura 5. A discretização do
grid foi feita com base em células de 10x10x1m, mantendo a heterogeneidade original da
modelagem geológica. É importante ressaltar que os 100m de espessura total é representativo
para um intervalo completado em um poço típico do pré-sal. Foi adotado também um perfil de
permeabilidade vertical de aproximadamente 5% da permeabilidade horizontal para células
dessa dimensão.
Figura 5 – Modelo fenomenológico utilizado para quantificação do valor da
divergência ácida.

Fonte: produzido pelo autor.

Os perfis sintéticos de porosidade e permeabilidade do produtor e do injetor, foram usados


para as simulações de acidificação, onde foram assumidos dois cenários de divergência, sendo:
 Caso base: tratamento ácido tradicional que vem sendo aplicado no PPSBS, utilizando o
bombeio de colchões ácidos, principalmente à base HCl 15% m/m, intercalados com
sistemas divergentes viscosos à base de polímeros e de surfactantes viscoelásticos.
 Caso pessimista: tratamento ácido à base de HCl 15% m/m, pobre em sistemas
divergentes e com baixa vazão.
Um caso otimista seria um caso onde outros recursos e tecnologias para a promoção de
divergência seriam aplicados, o que não foi contemplado nesse trabalho. Para cada um dos
cenários de divergência considerados, as simulações resultam em diferentes perfis de skin nos
poços, com diferentes níveis de cobertura, conforme apresentado nas Figuras 6 e 7, a seguir.

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Importância da divergência da estimulação ácida para maximimizar a recuperação dos reservatórios:
quantificação dos efeitos.

O caso pessimista tem cobertura de 21% no poço produtor e 9% no injetor. Já o cenário


base fornece 61% de cobertura no caso base e 39% no injetor. Importante ressaltar que em
ambos os cenários a razão de dano resultante foi da ordem de 0,9, ou seja, mesmo com a pior
divergência e coberturas entre 10 e 20% ainda se observaria um skin negativo nos poços, dado
que o trecho que recebeu o tratamento, embora não extenso, foi estimulado e para a avaliação
do intervalo, somente os trechos que contribuem ao fluxo são considerados.
Figura 6 – Perfil de permeabilidade horizontal e skins simulados para o poço produtor –
casos base e pessimista de cobertura.

Fonte: produzido pelo autor.

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Silva, Victor, Azevedo, Cecilia, Silva, Dayana.

Figura 7 – Perfil de permeabilidade horizontal e skins simulados do poço injetor – casos


base e pessimista de cobertura.

Fonte: produzido pelo autor.

Como premissa de simulação foi adotada nos poços uma vazão constante de 3000 m3/d
em condições de reservatório, de forma a manter constante a pressão do reservatório. Além
disso adotou-se um horizonte de simulação de 27 anos.

4. Resultados
Conforme esperado, a melhor cobertura ácida produziu um perfil mais homogêneo na
distribuição de vazões, para os perfis simulados, principalmente no que compete ao poço
injetor. A Figura 8 apresenta uma estimativa da vazão ao longo dos poços produtor e injetor
para o caso base e pessimista de cobertura. Observa-se que no caso de melhor distribuição do
tratamento ácido, alguns intervalos do reservatório passam a ser acessados.

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Importância da divergência da estimulação ácida para maximimizar a recuperação dos reservatórios:
quantificação dos efeitos.

Figura 8 – Perfis de injeção e produção nos diferentes cenários de divergência.

Fonte: produzido pelo autor.

Embora as diferenças pareçam pequenas na Figura 8, o impacto pode ser muito


significativo. A nível de comparação o volume adicional que é injetado entre 5500 e 5520m
devido a divergência no caso base pode representar um total de 200 mil m3 que seriam injetados
em todo o horizonte da simulação, levando a um deslocamento proporcional de óleo nas regiões
mais próximas. A Figura 9 abaixo apresenta uma seção transversal de diferença de saturação
de óleo restante no reservatório após os 27 anos de produção. Vejam que a área destaca denota
as diversas camadas do reservatório que apresentam menor saturação de óleo no caso de maior
cobertura.

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Silva, Victor, Azevedo, Cecilia, Silva, Dayana.

Figura 9 – Mapa de delta saturação de óleo entre os cenários pessimista e base de divergência

Fonte: produzido pelo autor.

A Figura 10 apresenta a diferença em termos de curva de produção. Observa-se que no


caso de maior cobertura ácida pode-se esperar ganhos na curva de produção da ordem de 2,5%
para o cenário do reservatório estudado.
Figura 10 – Curvas de produção para os diferentes cenários de divergência, indicando
um ganho de Np da ordem de 2,5%

Fonte: produzido pelo autor.

4.1 Sensibilidade quanto à permeabilidade vertical


Adicionalmente ao caso base, foram avaliados alguns cenários determinísticos sobre a
permeabilidade vertical do reservatório, que é um dos parâmetros que tem maior impacto sobre
a eficiência de varrido e, consequentemente, sobre o ganho devido à melhor divergência. Em
reservatório com permeabilidade vertical elevada é esperado que o efeito de maximização do

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Importância da divergência da estimulação ácida para maximimizar a recuperação dos reservatórios:
quantificação dos efeitos.

varrido devido a melhor cobertura se dê muito próximo ao poço, uma vez que os efeitos
gravitacionais tendem a governar o fluxo longe do poço. Já para cenários de permeabilidade
vertical pequena os efeitos gravitacionais são pouco relevantes, com os efeitos viscosos
governando longe do poço. Em outras palavras, se a permeabilidade vertical é elevada faz pouca
diferença onde estamos injetando, pois toda a injeção tenderá as camadas mais baixas, mas se
ela é baixa o perfil de injeção é muito importante, pois deverá se manter até o poço produtor.
Conforme observado na figura 11, ao sensibilizar a razão kv/kh de 5% para zero e para
50% o delta da curva de produção variará entre 1 e 7%.
Figura 11 – Curvas de produção para os diferentes cenários de divergência,
indicando um ganho de Np da ordem de 2,5%

Fonte: produzido pelo autor.

5. Considerações finais

A metodologia apresentada parece ser eficiente para avaliar quantitativamente o valor


agregado pelo uso dos métodos de divergência química sobre a perspectiva de melhora de
varrido e recuperação do reservatório. Tais benefícios são muito sensíveis à permeabilidade
vertical do reservatório, variando até 7x sua importância. Ademais, nos simuladores de fluxo
não se costuma aplicar o skin variável por layer. Esse pode ser um parâmetro importante no
ajuste de histórico, que não é bem representado pelas ferramentas hoje disponíveis.

6. Agradecimentos

Os autores agradecem a oportunidade de desenvolver e publicar o trabalho à Petrobras.

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Referências

Tardy, P. M. J., Lecerf, B., & Christanti, Y. (2007). An experimentally validated wormhole model for self-diverting and

conventional acids in carbonate rocks under radial flow conditions. Amsterdan, Nederland: SPE. Retrieved from

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