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MANUAL DE FORMAÇÃO

UNIDADE DE FORMAÇÃO DE CURTA DURAÇÃO 6685

DOMÍNIO INTERPESSOAL DA COGNIÇÃO,


EMOÇÃO E MOTIVAÇÃO

Área de Formação: 861 – Proteção de Pessoas e Bens


Entidade Formadora: Avalforma – Formação e Consultoria, Lda.
Conceção/Autoria: Ana Filipa de Jesus Tavares Pais Faria
Validação: Coordenação da Avalforma

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ÍNDICE

Objetivos gerais:

No final da Ação, os/as formandos/as deverão ser capazes de:

 Distingue a dimensão cognitiva e afetiva do comportamento e reconhece as


relações que se estabelecem entre ambas.
 Identifica os diferentes conceitos de inteligência e aplicados em situações de
relacionamento interpessoal.
 Reconhece as estratégias de gestão de crenças e emoções inadequadas no
quotidiano.

INTRODUÇÃO

DESENVOLVIMENTO

• Processos cognitivos.

Atividades Mentais implicadas na compreensão, processamento e comunicação do


saber. Tendem para uma certa objetividade e impessoalidade. Comunicação entre os
órgãos recetores e o sistema nervoso central. O conhecimento dá-se através da
transformação de estímulos sensíveis exteriores numa informação interiormente
processada de modo a ter sentido para o sujeito. Este implica uma serie de
processos, com a atenção, perceção, aprendizagem e a memória.

Atenção é um processo funcional complexo que facilita o processamento de


informação, seleciona os estímulos necessários de forma a cumprir determinada
atividade, sensorial, motoro ou cognitiva.
Permite a focagem seletiva num determinado estímulo, eliminando os
desnecessários.

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Atenção parece depender de 3 níveis de complexidade funcional:
Estado de alerta ou vigília: que apresenta 2 fases:
Tónica – corresponde ao nível mínimo desatenção necessário para o
cumprimento de uma tarefa (mais ou menos) prolongada;
Fásica – capacidade para responder de forma rápida (quase reflexa) a estímulos que
surgem inesperadamente.

Atenção sustentada: permite a atenção por tempo prolongado, resistindo à fadiga e


as outros fatores de distratibilidade. Despende do estado de vigília, da motivação e
do equilíbrio emocional.
Atenção seletiva: é o nível mais elaborado do processo atencional e envolve a
capacidade para selecionar e integrar estímulos específicos e a possibilidade de
alterar estratégias de resposta aos mesmos, consoante as necessidades.

Atenção Dividida: capacidade para responder, simultaneamente, a vários estímulos


de natureza diversa e de forma coordenada.
Atenção Inibidora ou de Exclusão: capacidade para responder a estímulos, inibindo
os tipos de reatividade não relevantes para a tarefa.

Podemos melhorar atenção fazendo pausas frequentes, variar as tarefas com


frequência, modificar o ambiente, aproveitar os momentos do dia em que processos
de ativação são mais positivos. A atenção é importante para a aprendizagem.
Crianças com défice de atenção obtém menos sucesso na escola.

Concentração é a capacidade de ter em mente apenas um único pensamento, é ter a


atenção voltada para um único ponto.
Estamos concentrados quando temos em mente apenas um único objetivo ou uma
única imagem mental.

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Se por exemplo, tentamos imaginar algo e na nossa mente está passando uma
sucessão de pensamentos, vozes e imagens, então não estamos concentrados em
nada.

Para desenvolver a concentração precisamos disciplinar-nos, ou seja, adotar certos


hábitos no nosso dia a dia, que contribuam para treinar a concentração.

Dessa forma, podemos começar a praticar técnicas de relaxamento ou meditação.


Além disso, ter o hábito de fazer tudo com concentração também nos ajudará no
desempenho das tarefas do quotidiano, seja em casa, no meio escolar ou
profissional.

Perceção
Em Psicologia, neurociência e ciências cognitivas, perceção é a função cerebral que
atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórias de vivências
passadas.
Através da perceção um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões
sensoriais, para atribuir significado ao seu meio. Consiste na aquisição,
interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos.

Tipos de recetores dos sentidos do corpo humano


1. Exterocetores: respondem a estímulos externos, originados fora do
organismo;
2. Propriocetores: detetam a posição do
indivíduo no espaço, assim como o movimento, a tensão e o
estiramento muscular
3. Intercetores: respondem a estímulos viscerais ou outras sensações como
sede e fome.
Pelo tato sentimos o frio, o calor ou a pressão atmosférica;
Pela gustação identificamos os sabores;

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Pelo olfato sentimos o odor ou cheiro;
Pela audição captamos os sons;
Pela visão observamos as cores, as formas ou os contornos.

Para a Psicologia, o estudo da perceção é de extrema importância porque o


comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade, e
não da realidade em si.
Cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspetos que têm
especial importância para si própria. As suas experiências e valores são diferentes e
por isso a sua interpretação da realidade também é diferente.
A nossa perceção deve ser encarada como uma hipótese, daí devermos ser
tolerantes com as perceções de outros que, embora diferentes, podem não estar
erradas.

Existem fatores que influenciam a perceção:

Fatores externos ao individuo - intensidade, contraste, barulho.

Fatores internos ao indivíduo - motivação ou experiência anterior.

A aprendizagem é um processo de mobilização de saberes pré-adquiridos em


ligação com novas informações, que assim são projetados no futuro, vindo, desta
forma, alterar ou mesmo originar novos comportamentos.
É a aquisição de uma nova conduta, relativamente permanente, ou ofortalecimento
ou enfraquecimento de uma conduta antiga, como resultado da experiência, da
exercitação, podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente, num processo
individual ou interpessoal.
Aprender é adquirir estruturas de comportamento e representação de objetos, que
nos permitam agir no e sobre o meio ou sobre as representações que dele temos.

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Pensamento
Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do
pensamento, "a essência do homem é pensar". Por isso dizia: "Sou uma coisa que pensa, isto é,
que duvida, que afirma, que ignora muitas, que ama, que odeia, que quer e não quer,que também imagina
eque sente. Logo quem pensa é consciente de sua existência, "penso, logo existo.“
Pensamento convergente - capacidade de elaborar soluções partindo dos
conhecimentos, experiências e raciocínios lógicos. Pensamento orientado em
direção a uma resposta que surge como a melhor, a mais correta e eficaz. É um
pensamento dominado pela lógica e objetividade em que dominam as operações
mentais de tipo lógico-dedutivo.
Pensamento divergente - capacidade de pensar, de explorar mentalmente soluções
originais. Implica a exploração cognitiva de várias soluções diferentes e inovadoras
para o mesmo problema. Neste tipo de pensamento predomina a intuição sobre as
operações mentais de tipo lógico-dedutivo que caracterizam o pensamento
convergente.

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REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
Gleintman. H. etall (2003). Psicologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian

Jimenez. M. (2003). Psicologia da Percepção. Lisboa: Instituto Piaget

Stenberg. R. (2003). Psicologia Cognitiva. Rio de Janeiro: Cengage Learning. 5ªed

CONCLUSÃO

As capacidades cognitivas, as emoções e a motivação são cruciais para o


desenvolvimento, crescimento do individuo.
“A atenção é a mais importante de desenvolvimento da inteligência humana”
Charles Darwin

É um processo peloqual a mentetoma posse, de forma clara eviva,de um ou vários objetosou


sequências de pensamentos, que parecem simultaneamente possíveis. A essência da atenção é
constituída pela focalização,concentração econsciência.” William
James (1890)

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