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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

1 [ 185613 ]. (G1 - ifsul 2019) Na frase: Mas, com o tempo, algumas coisas acabaram se
invertendo.

Se colocássemos a palavra sublinhada no singular, quantas outras sofreriam alteração?


a) Uma.
b) Duas.
c) Três.
d) Quatro.

Resposta:

[B]

O período ficaria: “Mas, com o tempo, alguma coisa acabou se invertendo”. Portanto, mais
duas palavras sofreriam alteração.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O PODER DA LITERATURA
José Castello

1
Em um século dominado pelo virtual e pelo instantâneo, que poder resta à literatura?
Ao contrário das imagens, que nos jogam para fora e para as superfícies, a literatura nos joga
para dentro. Ao contrário da realidade virtual, que é compartilhada e se baseia na interação, 2a
literatura é um ato solitário, nos aprisiona na introspecção. Ao contrário do mundo instantâneo
em que vivemos, dominado pelo “tempo real” e pela rapidez, a literatura é lenta, é indiferente
às pressões do tempo, ignora o imediato e as circunstâncias.
Vivemos em um mundo dominado pelas respostas enfáticas e poderosas, enquanto a
literatura se limita a gaguejar perguntas frágeis e vagas. A literatura, portanto, parece caminhar
na contramão do contemporâneo. Enquanto o mundo se expande, se reproduz e acelera, 3a
literatura contrai, pedindo que paremos para um mergulho “sem resultados” em nosso próprio

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interior. Sim: a literatura – no sentido prático – é inútil. 4Mas ela apenas parece inútil.
A literatura não serve para nada – é o que se pensa. A indústria editorial tende a reduzi-
la a um entretenimento para a beira de piscinas e as salas de espera dos aeroportos. De outro
lado, a universidade – em uma direção oposta, mas igualmente improdutiva – transforma a
literatura em uma “especialidade”, destinada apenas ao gozo dos pesquisadores e dos
doutores. Vou dizer com todas as letras: são duas formas de matá-la. A primeira, por
banalização. A segunda, por um esfriamento que a asfixia. Nos dois casos, a literatura perde
sua potência. 5Tanto quando é vista como “distração”, quanto quando é vista como “objeto de
estudos”, 6a literatura perde o principal: seu poder de interrogar, interferir e desestabilizar a
existência. 7Contudo, desde os gregos, a literatura conserva um poder que não é de mais
ninguém. 8Ela lança o sujeito de volta para dentro de si e o leva a encarar o horror, as
crueldades, a imensa instabilidade e 9o igualmente imenso vazio que carregamos em nosso
espírito. Somos seres “normais”, como nos orgulhamos de dizer. Cultivamos nossos hábitos,
manias e padrões. Emprestamos um grande valor à repetição e ao Mesmo. Acreditamos que
somos donos de nós mesmos!
Mas 10leia Dostoievski, leia Kafka, leia Pessoa, leia Clarice – 11e você verá que rombo
se abre em seu espírito. Verá o quanto tudo isso é mentiroso. 12Vivemos imersos em um
grande mar que chamamos de realidade, mas que – a literatura desmascara isso – não passa
de ilusão. A “realidade” é apenas um pacto que fazemos entre nós para suportar o “real”. A
realidade é norma, é contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O real, ao contrário,
é instabilidade, surpresa, desassossego. O real é o estranho.
(...)
A literatura não tem o poder dos mísseis, dos exércitos e das grandes redes de
informação. Seu poder é limitado: é subjetivo. 13Ao lançá-lo para dentro, e não para fora, ela se
infiltra, como um veneno, nas pequenas frestas de seu espírito. Mas, 14nele instalada pelo ato
da leitura, 15que escândalos, que estragos, 16mas também que descobertas e que surpresas ela
pode deflagrar.
Não é preciso ser um especialista para ler uma ficção. Não é preciso ostentar títulos,
apresentar currículos, ou credenciais. A literatura é para todos. Dizendo melhor: é para os
corajosos ou, pelo menos, para aqueles que ainda valorizam a coragem.
(...)

http://blogs.oglobo.globo.com/jose-castello/post/o-poder-da-literatura-444909.html.
Acesso em: 21 de fev 2017.

2 [ 172796 ]. (G1 - epcar (Cpcar) 2018) Assinale a alternativa que apresenta uma explicação
INCORRETA.
a) Em “Tanto quando é vista como distração, quanto quando é vista como objeto de estudos...”
(ref. 5), os termos em destaque estabelecem uma relação de comparação entre as duas
situações relacionadas.
b) Os dois pontos foram utilizados no excerto “...a literatura perde o principal: seu poder de
interrogar, interferir e desestabilizar...” (ref. 6) para introduzir ideias que foram resumidas em
um termo anterior.
c) A vírgula presente em “...a literatura é um ato solitário, nos aprisiona na introspecção.” (ref.
2) foi utilizada para marcar a elipse de um termo.
d) No período “...mas também que descobertas e que surpresas ela pode deflagrar.” (ref. 16) ,
se o sujeito fosse para o plural, a locução verbal ficaria: pode deflagrarem.

Resposta:

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[D]

Em [D] caso o sujeito "ela" fosse para o plural "elas", a locução verbal ficaria "podem deflagrar".

3 [ 167757 ]. (G1 - ifsc 2017) Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está
empregada de forma CORRETA na frase considerando-se a norma padrão escrita.
a) Frederico recebeu uma carta com as fotos anexa.
b) Elas mesmas assumiram a culpa e pagaram o prejuízo.
c) Os alunos mesmo disseram à professora que queriam ler mais um livro.
d) Todos os formandos estavam quite com a mensalidade da formatura.
e) O acidente foi grave. O motorista ficou com o braço e a perna quebradas.

Resposta:

[B]

[A] Incorreta: o correto seria “Frederico recebeu uma carta com as fotos anexas”.
[C] Incorreta: o correto seria “Os alunos mesmos disseram à professora que queriam ler mais
um livro.
[D] Incorreta: o correto seria “Todos os formandos estavam quites com a mensalidade da
formatura”.
[E] Incorreta: o correto seria “O motorista ficou com o braço e a perna quebrados”.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto a seguir para responder à(s) questão(ões).

O acesso 1à Educação é o ponto de partida


Mozart Neves

A Educação tem resultados profundos e abrangentes no desenvolvimento de uma


sociedade: contribui para o crescimento econômico do país, para a promoção da igualdade e
bem-estar social, e também tem impactos decisivos na vida de cada um. Um deles, por
exemplo, é na própria renda do trabalhador. Uma análise feita __________ alguns anos pelo
economista Marcelo Neri mostrou que, a cada ano a mais de estudo, o brasileiro ganha 15% a
mais de salário. Além disso, o estudo também mostrou que quem completou o Ensino
Fundamental tem 35% a mais de chances de ocupação que um analfabeto. Esse número sobe
para 122% na comparação com alguém que tenha o Ensino Médio e 387% com Ensino
Superior.
Diante disso, o direito do acesso 2à Educação é o ponto de partida na formação de uma
pessoa e, consequentemente, no desenvolvimento e prosperidade de uma nação. 3Não
obstante os avanços alcançados pelo Brasil nas duas últimas décadas 4, 5ainda 6há 7importantes
desafios a superarmos no que tange esse direito. Se 8por um lado conseguimos universalizar o
atendimento escolar no Ensino Fundamental, temos 9ainda, por outro lado, 2,8 milhões de
crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. Isso corresponde ______ um país do tamanho
do Uruguai. O desafio, em termos de acesso, é a universalização da Pré-Escola (crianças de 4
e 5 anos) e do Ensino Médio (jovens de 15 a 17 anos).

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Há outro desafio em jogo10: o de como motivar 5,3 milhões de jovens de 18 a 25 anos


que nem estudam e nem trabalham, a chamada 11“geração nem-nem”, para trazê-12los de volta
__________ escola e, posteriormente, 13incluí-los no mundo do trabalho. Isso é essencial para
um país que passa por um bônus demográfico que se completará, 14segundo os especialistas,
em 2025. O país, para seu crescimento econômico e sua sustentabilidade, não poderá abrir
mão de nenhum de seus jovens.
No Ensino Superior, o 15desafio não é menor. O Brasil tem apenas 17% de jovens de
18 a 24 anos matriculados nesse nível de ensino. Em conformidade com o Plano Nacional de
Educação (PNE), o país precisará dobrar esse percentual nos próximos dez anos, ou seja,
chegar __________ 33%. Para se ter uma ideia da complexidade dessa meta, esse era o
percentual previsto no PNE que se concluiu em 2010. Isso exige – sem que haja perda de
qualidade com essa expansão – que a educação básica melhore significativamente, tanto em
acesso como em qualidade, tomando como referência os atuais índices de aprendizagem
escolar.
O acesso 16à Educação é, 17portanto, ainda um desafio e, caso seja efetivado com
qualidade, poderá contribuir decisivamente para que o país 18reduza o enorme hiato que separa
o seu desenvolvimento econômico, medido pelo seu Produto Interno Bruto – PIB (o Brasil é o
7º PIB mundial) e o seu desenvolvimento social, medido pelo seu Índice de Desenvolvimento
Humano – IDH (o Brasil ocupa a 75ª posição no ranking mundial). Somente quando o país
alinhar 19esses índices nas melhores posições do ranking mundial, teremos de fato um Brasil
com menos desigualdade e menos pobreza. Para que isso aconteça, não se conhece nada
melhor do que a Educação.

Disponível em: <http://istoe.com.br/o-acesso-educacao-e-o-ponto-de-partida/>.


Acesso em: 20 mar. 2017)

4 [ 171483 ]. (G1 - ifsul 2017) Se a palavra desafio (referência 15) fosse flexionada no plural,
quantas mais alterações seriam necessárias na frase para manter a correção sintática?
a) Uma.
b) Duas.
c) Três.
d) Quatro.

Resposta:

[C]

Caso passássemos a palavra “desafio”, da frase “No Ensino Superior, o desafio não é menor”,
para o plural, seria necessário fazer três alterações: “No Ensino Superior, os desafios não são
menores”.

5 [ 142138 ]. (G1 - ifsul 2015) Quanto à concordância verbo-nominal, qual alternativa está de
acordo com a norma culta?
a) Boa parte das informações veiculadas na internet não resiste a um exame de autenticidade.
b) Para Adamastor, existe boas razões para se comemorar a democratização da informação.
c) Com o advento da internet, surgiu muitas formas de se divulgar as opiniões, sobretudo nas
redes sociais.
d) Foi desenvolvido diferentes aplicativos para acessar as redes sociais por meio de aparelhos
smartphones.

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Resposta:

[A]

[B] Incorreta, o correto seria: Para Adamastor, existem boas razões para se comemorar a
democratização da informação.
[C] Incorreta, o correto seria: Com o advento da internet, surgiram muitas formas de se divulgar
as opiniões, sobretudo nas redes sociais.
[D] Incorreta, o correto seria: Foram desenvolvidos diferentes aplicativos para acessar as redes
sociais por meio de aparelhos smartphones.

6 [ 131757 ]. (G1 - ifce 2014) De acordo com a norma culta padrão de concordância verbal,
está correta a frase da opção
a) Deve existir outras formas de se conquistar um grande amor.
b) Aqui, precisam-se de vendedoras.
c) Vende-se casas de veraneio em Fortaleza.
d) Cada um de nós derramamos o café no vestido de Laura.
e) Os Estados Unidos ainda são uma nação poderosa.

Resposta:

[E]

[A] Devem existir. O verbo dever é pessoal na locução, portanto tem de concordar em número.
[B] Precisa-se, no singular, por tratar-se de verbo transitivo indireto.
[C] Vendem-se casas, no plural, por tratar-se de verbo transitivo direto.
[D] Cada um (...) derrama, no singular.
[E] Correta. O substantivo próprio Estados Unidos devem aparecer sempre no plural.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Leia o texto a seguir para responder a(s) quest(ões).

Cidades Dementes

A 1deteriorização dos centros urbanos tomou conta dos noticiários. A cidade é a


2
demência. A cidade é a selva. Mas a televisão sempre oferece compensações e, para aliviar o
show do caos urbano, ela exibe o 3idílio da vida campestre. É assim que, na ficção e na
publicidade, reina o 4videobucolismo, esse gênero de fantasia em que a grama não tem
5
formiga, as cobras não têm veneno e as mulheres não têm vergonha. Chinelos, cigarros,
margarinas e cartões de crédito buscam os cenários de praias vazias, fazendas inocentes e
6
montanhas íngremes para aumentar sua promessa de 7gozo. E há também caminhonetes
enormes, as tais off-road, que se anunciam rodando sobre 8escarpas, pântanos e rochas
cortantes. A felicidade mora longe do asfalto.

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Mas é curioso: essa mesma fabricação imaginária que santifica a natureza contribui
para agravar ainda mais a selvageria nas cidades. Basta observar. 9Transeuntes se trajam
como quem vai enfrentar o mato, os bichos, o desconhecido. 10Relógios de mergulhadores são
ostentados por garotos que mal sabem ver as horas; 11botas de vaqueiro, próprias para pisar
currais, frequentam cerimônias de casamento; 12fardas militares de guerrilheiros amazônicos
passeiam pelos shoppings. 13No trânsito, jipes brucutus viraram a última moda. Com pneus
gigantescos e agressivos do lado de fora, e estofamento de couro do lado de dentro, são uma
versão sobre quatro rodas dos condomínios fechados. Em breve, começarão a circular com
para-choques de arame farpado.
A distância entre um 14motorista de vidros lacrados e o 15mendigo que pede esmola no
16
sinal vermelho é maior do que a distância entre 17aquele e as trilhas agrestes das novelas e
dos comerciais. Nas ruas esburacadas das metrópoles, 18ele talvez se sinta escalando
19
falésias.
20
No coração desses dois homens, que se olham sem se ver através dessa estranha
televisão que é o vidro de um carro, a cidade embrutecida é a pior de todas as selvas.

Fonte: BUCCI, Eugênio. Cidades Dementes. Veja, 2 jun. 1997, p. 17.

7 [ 142719 ]. (G1 - ifsc 2014) Assinale a afirmação CORRETA.


a) Na referência 5, caso a palavra formiga estivesse no plural (formigas), a forma verbal tem
deveria receber um acento diferencial (têm).
b) O pronome ele (ref. 18) refere-se ao mendigo (ref. 15).
c) O pronome aquele (ref. 17) refere-se ao sinal vermelho (ref. 16).
d) O pronome aquele (ref. 17) refere-se ao motorista (ref. 14).
e) No último parágrafo do texto (ref. 20), evidencia-se a solidariedade entre ricos e pobres,
sujeitos à mesma selva urbana.

Resposta:

[D]

[A] Incorreta: O verbo “tem” tem como sujeito “grama”, e não formiga. Deve, portanto,
concordar com o substantivo “grama”, não havendo alterações na sua conjugação caso o
objeto “formigas” seja flexionado.
[B] Incorreta: O pronome “ele” refere-se a “aquele”, que por sua vez refere-se ao “motorista de
vidros lacrados”.
[C] Incorreta: o pronome “aquele” refere-se ao “motorista de vidros lacrados”.
[E] Incorreta: no parágrafo anterior ao último, o autor deixa clara a distância entre o mendigo e
a o “motorista de vidros lacrados”. Não há, portanto, convivência solidária, tampouco de
igualdade entre os dois.

8 [ 118953 ]. (G1 - cps 2012) Alunos de uma Etec que participavam de uma Feira de
Tecnologia foram à lanchonete do pavilhão de exposições para almoçar. Lá encontraram as
seguintes informações no cardápio.

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Analisando o cardápio, esses alunos perceberam que havia uma incorreção gramatical, pois
a) o adjetivo calabresa escreve-se com z: calabreza.
b) o adjetivo referente a abobrinhas e pimentões deve ser recheadas.
c) o substantivo quibe escreve-se com k: kibe.
d) a forma verbal vem recebe acento circunflexo já que indica o plural: vêm.
e) o substantivo viagem escreve-se com j: viajem.

Resposta:

[D]

A observação dos alunos estaria correta se a crítica incidisse sobre a falta de acentuação do
termo verbal “vem”, que deveria ser acentuada para indicar plural. Assim, apenas é correta a
opção [D].

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


O padeiro

Levanto cedo, faço a higiene pessoal, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro
a porta do apartamento − mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro
de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é
bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham
que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o
que do governo.
Está bem. Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto
tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha
deixar pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os
moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe
acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou por uma
outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a

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pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim
ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis
detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda menos importante. Naquele
tempo eu também, como os padeiros, fazia trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava
a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía
já levando na mão um dos exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como
pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante
porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem
assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estavam bem cedinho na
porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi uma lição daquele homem entre todos útil
e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”.
E assoviava pelas escadas.

(Rubem Braga, Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960. Adaptado)

9 [ 111213 ]. (G1 - ifsp 2012) Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está
empregado de acordo com a norma padrão.
a) A modéstia e a alegria do padeiro surprendia o cronista.
b) Fazia dias que os padeiros tinham iniciado “a greve do pão dormido”.
c) Era altas horas da madrugada, quando o cronista saía da oficina levando um exemplar do
jornal.
d) Antigamente haviam padeiros que levavam o pão diretamente à casa dos fregueses.
e) Para os profissionais que mantém o bom humor, o trabalho torna-se menos desgastante.

Resposta:

[B]

As opções [A], [C], [D] e [E] são incorretas, pois

Em [A], o sujeito composto exige que o verbo esteja no plural: surpreendiam;


Em [C], o verbo deve concordar com o sujeito no plural (“altas horas da madrugada”): eram;
Em [D], o verbo haver no sentido de existir é impessoal e, por isso, deve estar no singular:
havia;
Em [E], o verbo da oração subordinada adjetiva apresenta o pronome relativo “que” como
sujeito, relacionado com o antecedente “profissionais”, por isso deve ser conjugado no plural:
mantêm.
Assim, é correta apenas [B].

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


A presidente Dilma ou a presidenta Dilma?
Laércio Lutibergue

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Essa é a pergunta que mais temos recebido nos últimos dias por e-mail, pelas redes sociais
(Twitter e Facebook) e mesmo pessoalmente. Há uma explicação para isso(I): a eleição da
primeira mulher à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Já falamos deste assunto aqui(II), mas diante do acontecimento do domingo 31 de outubro e


da avalanche de perguntas somos obrigados a retomá-lo. Gramaticalmente as duas formas
estão corretas. Ou seja, pode ser “a presidente Dilma” e “a presidenta Dilma”. Neste momento,
com base nas ocorrências na imprensa, inclusive no Jornal do Commercio, sem dúvida “a
presidente” é a mais comum.

E, se olharmos para o passado da língua, é a mais lógica. Palavras que vieram do particípio
presente do latim, normalmente terminadas em -ante, -ente e -inte, são invariáveis. O que
identifica o gênero delas é o artigo ou outro determinante: o/a amante, o/a gerente, meu/minha
presidente.

A língua, contudo, nem sempre é lógica. Muitas vezes ela foge do controle e revela uma face
inventiva indiferente às regras. Isso ocorreu, por exemplo, com “comediante”, que ganhou o
feminino “comedianta”; com “infante”, que ganhou “infanta”; com “parente”, que ganhou
“parenta”; e com “presidente”, que ganhou “presidenta”. Certamente o extralinguístico atuou na
formação desses femininos. A versão feminina de um nome de cargo destaca com mais força a
presença da mulher na sociedade.

Os mais velhos devem se lembrar do que ocorreu com a indiana Indira Gandhi. Começaram
chamando-a de “o primeiro-ministro Indira Gandhi”; depois, passaram para “a primeiro-
ministro”; e terminaram em “a primeira-ministra”. E hoje alguém tem dúvida de que uma mulher
é “primeira-ministra”?

A favor de “presidenta” existe também o aspecto legal. A Lei Federal nº 2.749/56 diz que o
emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar ao
sexo do funcionário. Ou seja, segundo a lei, os cargos, “se forem genericamente variáveis”,
devem assumir “feição masculina ou feminina”.

Por tudo isso(III), defendemos a adoção do feminino “a presidenta”. Apesar de neste momento
a maioria, pelo que mostra a imprensa, preferir “a presidente”. Intuímos, porém, que ocorrerá
no Brasil o mesmo(IV) que sucedeu com dois vizinhos nossos. Na Argentina, Cristina Kirchner
começou sendo chamada de “la presidente” e hoje é “la presidenta”. O mesmo ocorreu com
Michelle Bachelet, no Chile, que(V) terminou o mandato como “la presidenta”. O tempo dirá se
nossa intuição estava certa.

(Texto publicado na coluna "Com todas as letras", Jornal do Commercio do Recife, em


10/11/2010)

10 [ 112078 ]. (G1 - ifpe 2012) A respeito da polêmica linguística debatida no texto, o autor
assume um posicionamento discursivo.

Assinale a alternativa que indica corretamente sua posição.


a) A forma “presidenta” assinala o uso de um registro informal da linguagem.
b) O uso do termo “presidenta” é autorizado pela evolução histórica da língua.
c) A imprensa ancora-se no fator extralinguístico ao fazer uso de “presidente”.
d) O autor apoia o uso dos dois termos respaldando-se na gramática.
e) A forma “presidenta” encontra respaldo na lei, na gramática e no uso.

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Resposta:

[E]

O autor defende a adoção do feminino “a presidenta”. Como justificativa, leva em consideração


aspectos gramaticais (“A língua, contudo, nem sempre é lógica. Muitas vezes ela foge do
controle e revela uma face inventiva indiferente às regras. Isso ocorreu, por exemplo, com
‘comediante’, que ganhou o feminino ‘comedianta’”), jurídicos (“A Lei Federal nº 2.749/56 diz
que o emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar
ao sexo do funcionário”) e as transformações derivadas do uso corrente (“Os mais velhos
devem se lembrar do que ocorreu com a indiana Indira Gandhi. Começaram chamando-a de ‘o
primeiro-ministro Indira Gandhi’; depois, passaram para ‘a primeiro-ministro’; e terminaram em
‘a primeira-ministra’“).

11 [ 101999 ]. (G1 - ifsp 2011) Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente,
as frases a seguir.

O rapaz estava propenso ______ aceitar a responsabilidade.


A estilista procedeu ______ escolha das modelos para o desfile.
O aluno está incerto ______ o significado da palavra.
a) por ... a ... com
b) por ... pela ... com
c) à ... à ... sobre
d) a ... à ... sobre
e) de ... pela ... para

Resposta:

[D]

A alternativa correta é a D.
Na primeira frase, o verbo propender é transitivo indireto, exigindo o uso da preposição a.
Na segunda, o verbo proceder também é transitivo indireto e também exige preposição, no
entanto, o substantivo “escolha” exige o artigo definido feminino (a), gerando a crase (à).
Na terceira, o adjetivo “incerto” combina-se apenas com a preposição sobre (ou quanto, que
não está entre as alternativas).

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Resumo das questões selecionadas nesta atividade

Data de elaboração: 18/06/2021 às 12:05


Nome do arquivo: 9°A

Legenda:
Q/Prova = número da questão na prova
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®

Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo

1.............185613.....Baixa.............Português......G1 - ifsul/2019......................Múltipla escolha

2.............172796.....Baixa.............Português......G1 - epcar (Cpcar)/2018......Múltipla escolha

3.............167757.....Baixa.............Português......G1 - ifsc/2017.......................Múltipla escolha

4.............171483.....Baixa.............Português......G1 - ifsul/2017......................Múltipla escolha

5.............142138.....Baixa.............Português......G1 - ifsul/2015......................Múltipla escolha

6.............131757.....Baixa.............Português......G1 - ifce/2014.......................Múltipla escolha

7.............142719.....Baixa.............Português......G1 - ifsc/2014.......................Múltipla escolha

8.............118953......Baixa.............Português......G1 - cps/2012.......................Múltipla escolha

9.............111213......Baixa.............Português......G1 - ifsp/2012.......................Múltipla escolha

10...........112078......Baixa.............Português......G1 - ifpe/2012......................Múltipla escolha

11...........101999.....Baixa.............Português......G1 - ifsp/2011.......................Múltipla escolha

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