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e-Book

Reforma do
Ensino Médio:
As principais mudanças e dúvidas sobre a
reestruturação do segmento que você precisa saber
Sumário
4 PREFÁCIO
5 Como usar o e-Book interativo?
6 A REFORMA DO ENSINO MÉDIO
7 As principais mudanças da Reforma do Ensino Médio

7 Cronograma de implementação da Reforma do Ensino Médio e cronograma do Marco Legal

9 Glossário

10 Dúvidas? Como fica o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a reforma?

10 Os 9 princípios da Reforma do Ensino Médio

12 “Vale recordar” 1: O artigo 206 da Constituição e os princípios do ensino no Brasil

12 “Vale recordar” 2: Os princípios da educação nacional, de acordo com o artigo 3º da Lei


de Diretrizes e Bases (LDB)

13 Hora de pensar: “Pontos cardeais”

15 ALTERAÇÕES NA CARGA HORÁRIA


16 Ampliação da carga horária do Ensino Médio

16 Dúvida?: Estudantes serão prejudicados com a redução da carga horária da parte


comum de 2.400 horas para o máximo de 1.800 horas?

17 Distribuição da carga horária

18 Dúvida? Como fica a distribuição da carga horária de professores?

18 Hora de pensar: O que te faz pensar isso?

19 A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)


20 A estrutura curricular da Reforma do Ensino Médio

21 Os deveres das propostas curriculares

22 Hora de pensar: “Pense-Questione-Explore”


25 ITINERÁRIOS FORMATIVOS
27 Itinerários por área de conhecimento

28 Os eixos estruturantes dos itinerários formativos

32 Dúvidas? Como eu posso compor os itinerários?

32 Dúvidas? É possível haver projetos interdisciplinares nos itinerários?

33 A escola pode se especializar em um itinerário específico?



33 Hora de pensar: O jogo da explicação

35 POSFÁCIO
Prefácio
A adaptação da Reforma do Ensino Médio é uma necessidade colocada a todas as escolas de
educação básica do Brasil, públicas ou privadas, nacionais ou internacionais. As mudanças na
legislação que toca este segmento traz aos estudantes a possibilidade de escolhas, o aumento da
carga horária de estudos, o desenvolvimento de competências e habilidades e, principalmente,
a possibilidade de se aproximar de sua área de maior interesse. Em um cenário de importantes
mudanças, muitos gestores e gestoras encaram o desafio de reformular seu projeto pedagógico
para se adequar a essa nova configuração da educação básica. Pensando nisso, apresentamos
este livro digital para apresentar os principais pontos de mudança, as principais dúvidas
relacionadas ao tema e uma série de reflexões sobre as possibilidades que se abrem para
escolas, docentes, estudantes e famílias.

Em termos gerais, a reforma propõe novos desafios para educadores e educadoras, tanto na
formação geral básica quanto nos itinerários formativos. Estes, uma novidade em si, têm o
objetivo de trazer à escola as temáticas que o mercado de trabalho, a área acadêmica e a vida
pessoal no século XXI demandam dos estudantes do agora. Para além da preocupação em
preparar os estudantes para a vida fora da escola, a reformulação do Ensino Médio pode ser uma
oportunidade de engajá-los nesta última etapa de sua educação básica.

Uma observação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostra
uma queda na qualidade da educação entre o Ensino Fundamental e o Médio. Entre o 6º e o 9º
anos do Ensino Fundamental, o Ideb cresceu entre 2005 e 2017, saindo de 3,5 para 4,7 e se
aproximando da meta parcial, de 5,0, para 2017, e da final, de 5,5, para 2021. Escolas públicas
e particulares acompanham esse crescimento, mas em patamares diferentes: no último ano, as
instituições públicas tiveram uma nota 4,4, enquanto as particulares obtiveram 6,4 de média.
Quando olhamos para o Ensino Médio, que tem uma meta parcial de 4,7 e final de 5,2, esse
valor cai para 5,8 nas escolas particulares, 3,8 no total e 3,5 nas públicas.

Há um quadro de quase estagnação no Ensino Médio que segue abaixo das metas. O desafio
de muitas escolas é a superar a barreira da falta de interesse e de engajamento dos estudantes
desse segmento. A elaboração de itinerários formativos que unam as demandas do mercado
e da vida aos interesses dos estudantes tem como uma de suas justificativas mudar tanto o
cenário de evasão escolar como o de estagnação. Se antes o estudante percorria as três séries
de Ensino Médio com um currículo fechado e sem opções, um dos caminhos encontrados agora
pela reforma foi o da constituição de itinerários que possibilitam a criação de diversos ambientes
de aprendizagem para um aprofundamento e alinhamento entre propósito e carreira. Cada
estudante pode se aproximar daquilo que realmente faz sentido para sua trilha de aprendizagem
alinhada a seu projeto de vida.

Este é, portanto, um trabalho para toda a comunidade escolar, inclusive para os parceiros de
instituições de ensino que devem estar lado a lado com docentes, coordenadores e gestores
neste momento de novos desafios. Preparar os estudantes para a etapa seguinte deve ser, antes
de mais nada, um compromisso de todos - das famílias à direção e à mantenedoria - os que são
corresponsáveis pela formação integral de cada aluno e aluna, ressaltando suas particularidades,
apoiando em seus desafios e reforçando suas potencialidades.

Logo, entender o que de fato é a reforma do Ensino Médio é o primeiro passo para transformar
de fato o processo de ensino e aprendizagem.

Boa leitura.
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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

COMO USAR O E-BOOK?

Este e-book foi elaborado para ser interativo, para ajudar na interpretação
das mudanças pelas quais o Ensino Médio está passando e no registro de suas
principais ideias. Ao longo das páginas que o compõem, você encontrará uma
série de rotinas de pensamento que têm o objetivo de tornar esse pensamento
visível e te ajudar a refletir e aprofundar seu entendimento sobre a Reforma do
Ensino Médio.

Este, portanto, é um e-Book que pode servir como material de consulta para
auxiliar na transição de sua escola para a nova formatação desta etapa final
da educação básica. Como organizamos a visão da Geekie sobre a Reforma
do Ensino Médio em conjunto com o que dizem a legislação, as Diretrizes
Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM) e a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), você terá aqui a maior parte das informações necessárias
para entender as transformações e debater o assunto com seu corpo docente.

As rotinas aqui selecionadas são propostas por Ron Ritchard, Mark Church e
Karin Morrison no livro "Making Thinking Visible" (“Tornando o pensamento
visível”, em tradução literal). O trio de autores faz parte do Projeto Zero, da
Universidade de Harvard, que investiga e estuda processos de aprendizagem há
mais de 50 anos. Suas proposições e seus estudos são referência mundial em
aprendizagem ativa e significativa.

As rotinas de pensamento também fazem parte do material didático


multiplataforma da Geekie, o Geekie One, que integra tecnologia com
intencionalidade pedagógica a uma consultoria parceira na jornada de inovação
da escola. Selecionamos as principais rotinas e outras metodologias ativas em um
e-Book próprio: "Práticas ativas para não esquecer mais: como promover uma
educação para a compreensão". Você pode ter acesso ao e-book clicando aqui.

Como preencher os campos de resposta?

Para que você possa responder às rotinas ativas de pensamento sugeridas aqui
neste livro digital, é necessário que o arquivo seja aberto em um computador
com leitor de PDF, como o Adobe Acrobat Reader, um software gratuito já
presente em muitos dispositivos. Para mais informações sobre como mais
informações sobre como instalá-lo, acesse: https://acrobat.adobe.com/br/pt/
acrobat/pdf-reader.html.

A leitura do e-book pode ser feita normalmente em celulares e tablets, porém,


nesses dispositivos o preenchimento dos campos destinados à interação com
leitores e leitoras pode não estar disponível.

Como salvar as respostas de seu e-book:

Ao finalizar a leitura e o preenchimento de uma ou todas as rotinas, é importante


salvar o arquivo antes de fechá-lo. No Adobe Acrobat Reader, basta selecionar o
botão de salvar (no formato de um disquete) ou entrar no menu Arquivo e selecio-
nar Salvar. Quando a leitura for feita no navegador de internet, selecione a opção
Salvar na barra superior de sua tela (onde geralmente é apresentada a paginação
do arquivo).
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A Reforma do Ensino Médio

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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

As principais mudanças da Reforma do Ensino Médio


Há quatro alterações principais na Reforma do Ensino Médio norteadas pelo objetivo de
oferecer uma posição de maior protagonismo aos(às) jovens e garantir a todos(as) os mesmos
direitos de aprendizagem.

Ampliação da carga horária de 2.400 para 3.000 horas

Reelaboração dos currículos a partir da BNCC

Estudantes poderão selecionar caminhos de formação distintos, os mais


adequados aos seus projetos de vida

Estudantes poderão optar por uma formação técnica profissional

Cronograma de implementação da Reforma do Ensino Médio e


cronograma do Marco Legal
Todas as escolas precisam adaptar-se até 2022. Para não deixar a virada de chave para a última
hora, a orientação é de que as instituições de ensino comecem a implementação da reforma a
partir de 2020. Isso possibilita uma mudança gradual, com uma série do Ensino Médio por ano
sendo reformulada até que todo o segmento esteja adaptado à nova demanda.

Apresentação de cronograma Previsão da data-limite para início


de implementação da Lei do novo Exame Nacional do Ensino
13.415/17 Médio - ENEM

2019 2021 2022

2018 2020
Homologação Início do programa de implementação da Lei
da BNCC - EM 13.415/17 pelos Sistemas de Ensino
Homologação das Reformulação dos currículos e cursos de
DCNEM formação de docentes (LDB 9.394/96)
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Marco Legal da Reforma do Ensino Médio


Conheça as principais legislações e portarias que organizam, regulamentam e norteiam
a Reforma do Ensino Médio.

1996 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)


É a lei responsável por regulamentar a estrutura e o funcionamento da educação
básica brasileira. A LDB define os objetivos da educação no país e aponta a
necessidade de construção de uma Base Nacional Comum Curricular.
Confira: https://os.geeki.es/LDB

2014 Plano Nacional de Educação (PNE)


Aprovado pela Lei nº 13.005/2014, o PNE determina diretrizes, metas e
estratégias para a política educacional dos próximos dez anos (até 2024).
Entre os objetivos estão a “renovação do Ensino Médio, com abordagens
interdisciplinares e currículos flexíveis”, a “ampliação da oferta da educação em
tempo integral e o apoio ao desenvolvimento do protagonismo juvenil”.
Planejando a próxima década - Conhecendo as 20 metas do Plano Nacional de
Educação: https://os.geeki.es/PlanoNacionalEducacao

2017 Lei nº 13.415/2017


Altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), implementando
as mudanças previstas para a Reforma do Ensino Médio, como o aumento
da carga horária mínima, a ampliação das escolas de tempo integral e a
possibilidade de que todos os estudantes da etapa escolham caminhos de
aprofundamento dos seus estudos. Confira: https://os.geeki.es/Lei134152017

2017 Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM)


São normas criadas pelo Conselho Nacional de Educação que trazem
orientações e definições para o planejamento dos currículos de escolas e
sistemas de ensino. As DCNEM estão em processo de revisão pelo CNE para
atender às mudanças previstas na Lei nº 13.415/2017. Confira: https://os.geeki.
es/DCNEM

2018 Portaria que estabelece Referenciais Curriculares para a Elaboração de


Itinerários Formativos (Portaria nº 1.432/2018)
Material de suporte que esclarece a construção dos itinerários formativos com
base nos 4 eixos estruturantes, conforme preveem as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio.

O arquivo para Download é um guia com caráter didático que reflete


as diretrizes presentes na Portaria 1.432/2018: https://os.geeki.es/
Portaria14322018

2018 Portaria do Programa de Apoio a Reforma do Ensino Médio (Portaria nº


649/2018)
Institui e estabelece diretrizes e parâmetros para o Programa de Apoio a
Reforma do Ensino Médio, que irá apoiar as redes de ensino com suporte
técnico e financeiro para a implementação das mudanças da Reforma do Ensino
Médio: https://os.geeki.es/Programadeapoioaonovoem

Fonte: Ministério da Educação <http://novoensinomedio.mec.gov.br/#!/marco-legal>


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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS PEDAGÓGICOS


O artigo 6º das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio define alguns dos
termos usados ao longo da resolução. Confira as definições da lei:

I - formação integral: é o desenvolvimento intencional dos aspectos físicos, cognitivos


e socioemocionais do estudante por meio de processos educativos significativos que
promovam a autonomia, o comportamento cidadão e o protagonismo na construção de seu
projeto de vida;

II - formação geral básica: conjunto de competências e habilidades das áreas de


conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que aprofundam
e consolidam as aprendizagens essenciais do Ensino Fundamental, a compreensão de
problemas complexos e a reflexão sobre soluções para eles;

III - itinerários formativos: cada conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas


instituições e redes de ensino que possibilitam ao estudante aprofundar seus
conhecimentos e se preparar para o prosseguimento de estudos ou para o mundo do
trabalho de forma a contribuir para a construção de soluções de problemas específicos da
sociedade;

IV - unidades curriculares: elementos com carga horária pré-definida, formadas pelo


conjunto de estratégias, cujo objetivo é desenvolver competências específicas, podendo
ser organizadas em áreas de conhecimento, disciplinas, módulos, projetos, entre outras
formas de oferta;

V - arranjo curricular: seleção de competências que promovam o aprofundamento das


aprendizagens essenciais demandadas pela natureza do respectivo itinerário formativo;

VI - competências: mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores, para


resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do
mundo do trabalho. Para os efeitos desta Resolução, com fundamento no caput do art.
35-A e no § 1º do art. 36 da LDB, a expressão “competências e habilidades” deve ser
considerada como equivalente à expressão “direitos e objetivos de aprendizagem” presente
na Lei do Plano Nacional de Educação (PNE).

VII - habilidades: conhecimentos em ação, com significado para a vida, expressas em


práticas cognitivas, profissionais e socioemocionais, atitudes e valores continuamente
mobilizados, articulados e integrados;

VIII - diversificação: articulação dos saberes com o contexto histórico, econômico, social,
ambiental, cultural local e do mundo do trabalho, contextualizando os conteúdos a cada
situação, escola, município, estado, cultura, valores, articulando as dimensões do trabalho,
da ciência, da tecnologia e da cultura:

a) o trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica de transformação da natureza,


ampliada como impulsionador do desenvolvimento cognitivo, como realização inerente ao
ser humano e como mediação no processo de produção da sua existência;

b) a ciência é conceituada como o conjunto de conhecimentos sistematizados, produzidos


socialmente ao longo da História, na busca da compreensão e transformação da natureza e
da sociedade;

c) a tecnologia é conceituada como a transformação da ciência em força produtiva ou


mediação do conhecimento científico e a produção, marcada, desde sua origem, pelas
relações sociais que a levaram a ser produzida;

d) a cultura é conceituada como o processo de produção de expressões materiais,


símbolos, representações e significados que correspondem a valores éticos, políticos e
estéticos que orientam as normas de conduta de uma sociedade.

Fonte: Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018


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DÚVIDAS?
Como fica o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a reforma?

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep),


responsável pela elaboração e aplicação do Enem, até o final de setembro de
2019, ainda não havia se pronunciado sobre qual será a readequação do Enem
para a adaptação ao Novo Ensino Médio. Enquanto o Enem não muda, é natural
que haja incertezas em escolas que oferecem este segmento por não haver
diretrizes claras a respeito de como o conteúdo e os itinerários formativos
serão avaliados no exame nacional. Considerando-se que a lei estabelece que a
implementação deve ocorrer até 2022, e com ela, também, a avaliação, espera-se
que até essa data haja uma matriz avaliativa para o Enem.

Os 9 princípios do Novo Ensino Médio


A Resolução nº 3 do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Câmara de Educação Básica
(CEB), que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais do Novo Ensino Médio, traz 9
princípios que devem nortear a reformulação do segmento nas escolas. Aprovada no final de
novembro de 2018, a resolução estabelece compromissos que conversam diretamente com a
Base Nacional Comum Curricular.

A “formação integral do estudante”, objetivo central da base, é acompanhada aqui de princípios


que dialogam com o que muitos educadores já conhecem como a sexta competência: “Trabalho
e projeto de vida”, além de outras como “Empatia e cooperação” (presente nos itens IV e V) e
“Responsabilidade e cidadania” (no item VI).

Além de reforçar a continuidade do desenvolvimento de um sujeito integral, os princípios do


Novo Ensino Médio também trazem a necessidade de uma educação ativa e com foco no
estudante.

O trabalho com pesquisas como práticas pedagógicas, a indissociação entre teoria e prática e
a necessidade de articulação de saberes são pontos dessa lista de princípios do Novo Ensino
Médio que reforçam a necessidade de uma mudança na postura de professores e professoras,
que devem atuar como mediadores, curadores e facilitadores; e também dos estudantes, que
precisam sair de uma postura passiva de simples recepção de conteúdos para uma mais ativa, de
construção de conhecimentos e de caminhos próprios de aprendizagem.

Art. 5º. O Ensino Médio em todas as suas modalidades de ensino e suas formas de organização
e oferta, além dos princípios gerais estabelecidos para a educação nacional no art. 206 da
Constituição Federal e no art. 3º da LDB, será orientado pelos seguintes princípios específicos:
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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

I - formação integral do estudante, expressa por valores, aspectos físicos, cognitivos


e socioemocionais;

II - projeto de vida como estratégia de reflexão sobre a trajetória escolar na


construção das dimensões pessoal, cidadã e profissional do estudante;

III - pesquisa como prática pedagógica para a inovação, criação e construção de


novos conhecimentos;

IV - respeito aos direitos humanos como direito universal;

V - compreensão da diversidade e realidade dos sujeitos, das formas de produção


e de trabalho e das culturas;

VI - sustentabilidade ambiental;

VII - diversificação da oferta de forma a possibilitar múltiplas trajetórias por parte


dos estudantes e a articulação dos saberes com o contexto histórico, econômico,
social, científico, ambiental, cultural local e do mundo do trabalho;

VIII - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a


historicidade dos conhecimentos e dos protagonistas do processo educativo;

IX - indissociabilidade entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem.

Fonte: Resolução CNE/CEB nº 3/2018.


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VALE RECORDAR
O artigo 206 da Constituição e os princípios do ensino no Brasil

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;


II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o
saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei,
planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas
e títulos, aos das redes públicas;
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade;
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar
pública, nos termos de lei federal.

Fonte: Constituição da República Federativa do Brasil de 1988; apenas artigos vigentes até
setembro de 2019.

VALE RECORDAR
Os princípios da Educação Nacional, de acordo com o artigo 3º da Lei
de Diretrizes e Bases

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a
arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos
sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Fonte: Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9.394/1996; apenas artigos vigentes.
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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

HORA DE PENSAR
PONTOS CARDEAIS

A rotina “Pontos cardeais” (Compass points, em inglês) auxilia processos de


tomadas de decisão e reflexão sobre novas proposições para nossa rotina, como
o Novo Ensino Médio. A ideia é pensar no assunto por diferentes ângulos (ou
pontos cardeais) e identificar quais deles necessitam de mais investigação para
aprofundar o entendimento sobre o assunto.

Seguindo os pontos cardeais, vamos refletir sobre pontos de Entusiasmo


(Excitements, em inglês, como referência ao East, Leste); Preocupações (ou
Worries para o Oeste); Necessidades (Needs para o Norte); e Sugestões
(Suggestions o Sul).

Entusiasmo (Leste): O que te deixa animada(o) com a Reforma do


Ensino Médio? Quais são os pontos positivos e favoráveis dos princípios
desta reformulação do segmento?

Preocupações (Oeste): Há algum ponto que você acha preocupante?


Quais são os pontos negativos dos princípios da Reforma Ensino
Médio?
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Necessidades (Norte): O que mais você precisa saber ou descobrir


sobre A Reforma do Ensino Médio?

Sugestões (Sul): Qual é a sua opinião atual sobre a Reforma do


Ensino Médio? Qual deve ser seu próximo passo em sua avaliação e
implantação sobre a reforma? Em quais sugestões de como colocar a
reforma em prática você já pensou?
+
As alterações na carga horária

+
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Ampliação da carga horária do Ensino Médio


A carga horária, atualmente de 2.400 horas durante todo o Ensino Médio, deverá ser ampliada
para 3.000 horas até o início do ano letivo de 2022. A reformulação consiste na divisão dessa
carga horária ao longo dos três anos do Ensino Médio, respeitando-se a distribuição entre a
parte comum e os itinerários formativos.

1.800 horas: carga horária obrigatória para a parte comum (BNCC)

1.200 horas: carga horária mínima para os itinerários formativos

A implicação dessa alteração está na divisão das 3.000 horas ao longo das séries do Ensino
Médio. Antigamente havia uma trajetória única e todas as horas eram dedicadas apenas aos
componentes curriculares e às partes diversificadas permitidas na forma da lei.

Com o Novo Ensino Médio, as escolas precisam, obrigatoriamente, cumprir o total de 1.800
horas para a parte comum, da BNCC. As demais horas, respeitando o mínimo de 1.200 são
dedicadas para os itinerários formativos. Neste ponto, falamos em mínimo porque a tendência é
que a carga horária possa ser ampliada para contemplar os itinerários.

A partir de 2022, é recomendado o ensino integral para contemplar a carga horária de 1.400
horas anuais, totalizando 4.200 horas ao longo de todos os anos do segmento.

DÚVIDAS?
Estudantes serão prejudicados com a redução da carga horária da parte comum
de 2.400 horas para o máximo de 1.800 horas?

Vários estudos internacionais mostram que, quando o aprendizado é aplicado,


ele é muito mais significativo em comparação a quando ele é mais genérico e
passivo. A ideia dos itinerários é justamente engajar o aluno e a aluna ao colocá-
lo(la) em contato com o que realmente lhe interessa. Os itinerários tendem a
trabalhar com uma aprendizagem mais aplicada à realidade dos e das discentes,
o que cumpre com alguns dos princípios estabelecidos para a Reforma do Ensino
Médio.

1 em cada 3 estudantes com 19 anos não


termina o Ensino Médio, segundo dados
do IBGE e da Pnad contínua.

No fundo, essa mudança significa uma ressignificação do papel de docentes e


discentes. Segundo a diretora pedagógica do Geekie One, Camila Karino, essa
é uma oportunidade de ressignificar o Ensino Médio: “Nos últimos anos, esse
segmento não melhora e só patina. Vemos cada vez mais alunos saindo da escola,
e os que ficam têm um índice de aprendizagem muito baixo”.
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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Distribuição da carga horária


A divisão da carga horária pode ser feita pelas escolas e pelos sistemas de ensino da forma que
melhor entendam cumprir a carga horária legalmente exigida. Veja abaixo três exemplos dessa
implementação:

1º SÉRIE 2º SÉRIE 3º SÉRIE

1º EXEMPLO
(em horas)
600 400 600 400 600 400

2º EXEMPLO
(em horas) 200
600 400 400 600
800

3º EXEMPLO
200
(em horas)
1000 600 400
800

→ Formação geral básica

→ Itinerários formativos

Confira, ainda, uma sugestão de grade semanal para a 1ª série do Ensino Médio:

SEG TER QUA QUI SEX


MAT FÍS ARTES ED. FÍS

MAT FÍS SOCIO LIN. EST

MAT PORT GEO LIN. EST ITINERÁRIOS


FORMATIVOS
BIO PORT GEO QUI

BIO PORT HIST QUI

FIL PORT HIST BIO

MAT PORT
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DÚVIDAS?
Como fica a distribuição da carga horária de professores?

A distribuição da carga horária dos professores será realizada de acordo com a


parte comum da BNCC de 1800 horas e com os itinerários formativos de 1200
horas ao longo do EM. Os componentes curriculares irão passar por um processo
de redistribuição de sua carga horária, processo este vinculado às propostas de
construção dos itinerários formativos por meio de eletivas, projetos etc. Língua
Portuguesa e Matemática são as únicas disciplinas previstas como obrigatórias
para os 3 anos do Ensino Médio. A BNCC defende uma proposta interdisciplinar
que leve em conta as áreas de conhecimento, em especial na formação dos
itinerários, mas não prevê o fim dos componentes curriculares (as disciplinas).

HORA DE PENSAR
O QUE TE FAZ PENSAR ISSO?

A segunda rotina é a “O que te faz pensar isso?”. Ela ajuda estudantes a identificar
as bases de seus pensamentos ao convidá-los a esclarecer o pensamento que há
por detrás da resposta.

Como descrito, a “BNCC defende uma proposta interdisciplinar por meio das
áreas de conhecimento”. A nova divisão de carga horária proposta pela BNCC
para o EM, entre o conteúdo de formação geral básica e os itinerários formativos,
traz desafios para a redistribuição da carga horária, além de oportunidades para o
aprofundamento de assuntos e para o estabelecimento de um trabalho realizado
de forma diversificada. A partir dessa questão, pense:

Pensando no cenário de seu ambiente escolar, quais seriam os principais desafios


e as oportunidades que devem ser enfrentados ou aproveitados? O que te faz
pensar isso?
+
A Base Nacional Comum Curricular

+
20

A Reforma do Ensino Médio é contemplado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As
dez competências gerais do documento diretivo são as mesmas que devem ser desenvolvidas
por toda a educação básica, corroborando a ideia de que a formação integral é feita ao
longo de toda a formação escolar. Junto a elas ainda há uma série de outras competências e
habilidades específicas por áreas de conhecimento

Competências gerais: 10 competências gerais para toda a educação básica (EF e EM).

CONHECIMENTO PROJETO DE VIDA

PENSAMENTO CIENTÍFICO,
CRÍTICO E CRIATIVO ARGUMENTAÇÃO

AUTOCONHECIMENTO E
REPERTÓRIO CULTURAL
AUTOCUIDADO

COMUNICAÇÃO EMPATIA E COOPERAÇÃO

RESPONSABILIDADE E
CULTURA DIGITAL
CIDADANIA

Competências específicas: para cada área do conhecimento (Linguagens e suas Tecnologias,


Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas e Sociais).

Habilidades de área: conjunto de habilidades que representa as aprendizagens essenciais a ser


garantidas no âmbito da BNCC a todos os estudantes do Ensino Médio.

Habilidades específicas de Língua Portuguesa: além da apresentação das competências


específicas de Linguagens e suas habilidades, são definidas habilidades próprias para Língua
Portuguesa.

A estrutura curricular da Reforma do Ensino Médio

A formação da parte comum do Ensino Médio deve ser organizada em quatro áreas de conhecimento:

I - linguagens e suas tecnologias;

II - matemática e suas tecnologias;

III - ciências da natureza e suas tecnologias;

IV - ciências humanas e sociais aplicadas.

Essa formação deve contemplar, sem prejuízo da integração e articulação das diferentes áreas do
conhecimento, estudos e práticas de:

I - língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respecti-


vas línguas maternas;

II - matemática;
21
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

III - conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do


Brasil;

IV - arte, especialmente em suas expressões regionais, desenvolvendo as linguagens das artes


visuais, da dança, da música e do teatro;

V - educação física, com prática facultativa ao estudante nos casos previstos em Lei;

VI - história do Brasil e do mundo, levando em conta as contribuições das diferentes culturas


e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e
europeia;

VII - história e cultura afro-brasileira e indígena, em especial nos estudos de arte e de literatura e
história brasileiras;

VIII - sociologia e filosofia;

IX - língua inglesa, podendo ser oferecidas outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, pre-
ferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade da instituição ou rede de ensino.

(Resolução CNE/CEB nº 3/2018, art. 11).

Os deveres das propostas curriculares

Art. 8º. As propostas curriculares do Ensino Médio devem:

I - garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas da Base Nacional Comum


Curricular (BNCC);

II - garantir ações que promovam:

a) a integração curricular como estratégia de organização do currículo em áreas do conhecimen-


to que dialogue com todos os elementos previstos na proposta pedagógica na perspectiva da
formação integral do estudante;

b) cultura e linguagens digitais, pensamento computacional, a compreensão do significado da


ciência, das letras e das artes, das tecnologias da informação, da matemática, bem como a possi-
bilidade de protagonismo dos estudantes para a autoria e produção de inovação;

c) o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura;

d) a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício


da cidadania;

III - adotar metodologias de ensino e de avaliação de aprendizagem que potencializem o desen-


volvimento das competências e habilidades expressas na BNCC e estimulem o protagonismo dos
estudantes;

IV - organizar os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação, por meio de atividades


teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, autoria,
resolução de problemas, diagnósticos em sala de aula, projetos de aprendizagem inovadores e
atividades orientadas, de tal forma que ao final do Ensino Médio o estudante demonstre:

a) competências e habilidades na aplicação dos conhecimentos desenvolvidos;

b) domínio dos princípios científicos e tecnológicos que estão presentes na produção moderna;
22

c) práticas sociais e produtivas determinando novas reflexões para a aprendizagem;

d) domínio das formas contemporâneas de linguagem;

V - considerar a formação integral do estudante, contemplando seu projeto de vida e sua forma-
ção nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais;

VI - considerar que a educação integral ocorre em múltiplos espaços de aprendizagem e extra-


pola a ampliação do tempo de permanência na escola.

(Resolução CNE/CEB nº 3/2018, art. 8º).

LEIA MAIS NO INFOGEEKIE


Pensamento computacional: um convite para a reinvenção da sala de aula e seu
desenvolvimento em contextos educacionais

Saiba como é possível implantar o pensamento computacional em dinâmicas e


rotinas ativas neste artigo de Eliel Constantino da Silva, editor de Matemática do
Geekie One: https://www.geekie.com.br/blog/pensamento-computacional/

Educação Digital: é papel da escola?


Entenda qual é a importância da adoção de uma disciplina que, ao desenvolver
pensamentos críticos, éticos e criativos, visa à formação de cidadãos digitais,
ajudando-os a lidar com os riscos e desafios do mundo digital e a aproveitar
oportunidades de contribuir positivamente para uma sociedade integralmente
conectada: https://www.geekie.com.br/blog/educacao-digital-papel-escola/

Metodologias ativas aumentam o engajamento e a motivação de educadores e


estudantes
O novo contexto escolar exige mudanças de mentalidade, de rotinas e de
metodologias de professores, educadores e até de estudantes. Além de
potencializar o processo de ensino e aprendizagem, essas metodologias estimulam
toda a comunidade escolar a adotar inovações cada vez mais envolventes em sala:
https://www.geekie.com.br/blog/metodologias-ativas-e-engajamento/

HORA DE PENSAR

PENSE-QUESTIONE-EXPLORE

A terceira rotina, “Pense-Questione-Explore”, ajuda a elencar conhecimentos prévios,


a despertar a curiosidade sobre determinado assunto e a planejar uma pesquisa ou
um aprofundamento no tópico selecionado.
23
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Embora ela seja utilizada no início de uma unidade temática para verificar conheci-
mentos prévios, a propomos no final deste capítulo para que você possa registrar suas
reflexões iniciais e obter uma base para um trabalho de aprofundamento com a equipe
pedagógica de sua instituição.

Para começar, selecione três pontos elencados como deveres das propostas curricula-
res da Reforma do Ensino Médio. Você pode destacar esses pontos com a ferramenta
de destaque do Adobe Acrobat Reader ou anotá-la no começo de sua resposta. Em
seguida, reflita seguindo as questões abaixo:

Pense: O que você pensa saber sobre os tópicos selecionados?

Questione: Quais dúvidas você tem sobre como trazer esse tópico à prática docente
dos professores e das professoras da sua escola ou à sua própria prática?
24

Explore: Como você resolveria essas dúvidas? Tente registrar as primeiras ideias que
vêm à sua cabeça e explique por que elas seriam (ou não) viáveis como estratégias de
aprendizagem.
+
Itinerários formativos

+
26
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo,


entre outras situações de aprendizagem, que os(as) estudantes poderão escolher no Ensino
Médio. Eles e elas podem se aprofundar nos conhecimentos de uma área do conhecimento e da
formação técnica e profissional – ou mesmo nos conhecimentos de duas ou mais áreas.

É importante destacar que os itinerários formati vos NÃO SÃO: reforço, revisão ou meras
atividades livres. Eles devem ser estruturados por áreas de conhecimento ou de forma integrada.

Modelo antigo Nova proposta Modelo desejado

Não havia escolha Escolha pelos itinerários Trajetória livre

O ponto mais importante dos itinerários é a possibilidade de escolha que essa nova estrutura
dá para estudantes. Enquanto no formato atual os e as estudantes devem seguir apenas um
caminho único, de estudos pelas áreas de conhecimento e pelos componentes curriculares,
com a reestruturação do Ensino Médio todos terão a oportunidade de escolher formações que
estejam conectadas às demandas e necessidades do mundo contemporâneo, como determinam
as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio que regulamentam o segmento. Como
destaca o documento, os itinerários devem “estar sintonizados com os diferentes interesses
dos estudantes e sua inserção na sociedade, o contexto local e as possibilidades de oferta dos
sistemas e das instituições de ensino” (art. 12, § 1).

É importante, para a formação integral de estudantes, que o processo de aprendizagem faça


sentido, seja ativo e significativo para os e as estudantes. Sendo significativo, esse processo
conecta o que se aprende em sala de aula aos conhecimentos prévios e à realidade do aluno e a
da aluna. Já sua dimensão ativa garante o protagonismo do aprendente e o retira de uma posição
passiva, de simples absorção de informações sem a necessária transformação e construção de
um conhecimento que seja relevante e útil para sua formação integral.

Itinerários por área de conhecimento


De acordo com o artigo 12 das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, os itine-
rários formativos devem ser organizados considerando:

I - linguagens e suas tecnologias: aprofundamento de conhecimentos


estruturantes para aplicação de diferentes linguagens em contextos sociais e de
trabalho, estruturando arranjos curriculares que permitam estudos em línguas
vernáculas, estrangeiras, clássicas e indígenas, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
artes, design, linguagens digitais, corporeidade, artes cênicas, roteiros, produções
literárias, dentre outros, considerando o contexto local e as possibilidades de
oferta pelos sistemas de ensino;

II - matemática e suas tecnologias: aprofundamento de conhecimentos


estruturantes para aplicação de diferentes conceitos matemáticos em contextos
27

sociais e de trabalho, estruturando arranjos curriculares que permitam estudos em


resolução de problemas e análises complexas, funcionais e não lineares, análise de
dados estatísticos e probabilidade, geometria e topologia, robótica, automação,
inteligência artificial, programação, jogos digitais, sistemas dinâmicos, dentre
outros, considerando o contexto local e as possibilidades de oferta pelos sistemas
de ensino;

III - ciências da natureza e suas tecnologias: aprofundamento de conhecimentos


estruturantes para aplicação de diferentes conceitos em contextos sociais e de
trabalho, organizando arranjos curriculares que permitam estudos em astronomia,
metrologia, física geral, clássica, molecular, quântica e mecânica, instrumentação,
ótica, acústica, química dos produtos naturais, análise de fenômenos físicos e
químicos, meteorologia e climatologia, microbiologia, imunologia e parasitologia,
ecologia, nutrição, zoologia, dentre outros, considerando o contexto local e as
possibilidades de oferta pelos sistemas de ensino;

IV - ciências humanas e sociais aplicadas: aprofundamento de conhecimentos


estruturantes para aplicação de diferentes conceitos em contextos sociais
e de trabalho, estruturando arranjos curriculares que permitam estudos em
relações sociais, modelos econômicos, processos políticos, pluralidade cultural,
historicidade do universo, do homem e natureza, dentre outros, considerando o
contexto local e as possibilidades de oferta pelos sistemas de ensino;

V - formação técnica e profissional: desenvolvimento de programas educacionais


inovadores e atualizados que promovam efetivamente a qualificação profissional
dos estudantes para o mundo do trabalho, objetivando sua habilitação profissional
tanto para o desenvolvimento de vida e carreira quanto para adaptar-se às novas
condições ocupacionais e às exigências do mundo do trabalho contemporâneo e
suas contínuas transformações, em condições de competitividade, produtividade
e inovação, considerando o contexto local e as possibilidades de oferta pelos
sistemas de ensino.

O que podem ser? Qual deve ser sua duração?


Anual, semestral, trimestral, bimestral. A
estrutura dependerá da organização do
Disciplinas, projetos, oficinas, calendário de cada escola.
clubes, núcleos de estudo, entre
outras situações de aprendizagem. É possível ofertar até 20% dos itinerários
à distância no ensino diurno e 30% no
ensino noturno.

Os eixos estruturantes dos itinerários formativos


Os itinerários formativos que forem orientados pelas quatro áreas de conhecimento e pela formação
técnica profissional precisam aprofundar e ampliar as aprendizagens realizadas nessas áreas. Além disso,
devem também “garantir a apropriação de procedimentos cognitivos e o uso de metodologias que
favoreçam o protagonismo juvenil” (art. 12, § 2º).

Para organizar essas aprendizagens e esses objetivos, as ofertas dentro dos itinerários formativos devem
se enquadrar em um ou mais eixos estruturantes. Para cada eixo estão definidas habilidades específicas
associadas às competências gerais da BNCC e relacionadas a cada área do conhecimento.
28

forem orientados pelas quatro áreas de conhecimento e pela formação técnica profissional precisam
aprofundar e ampliar as aprendizagens realizadas nessas áreas. Além disso, devem também “garantir a
apropriação de procedimentos cognitivos e o uso de metodologias que favoreçam o protagonismo juvenil”
(art. 12, § 2º).

Para organizar essas aprendizagens e esses objetivos, as ofertas dentro dos itinerários formativos devem
se enquadrar em um ou mais eixos estruturantes. Para cada eixo estão definidas habilidades específicas
associadas às competências gerais da BNCC e relacionadas a cada área do conhecimento.

INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

Investigar a realidade, compreendendo, valorizando e aplicando o conhecimento


sistematizado, por meio da realização de práticas e produções científicas relativas
a uma ou mais áreas de conhecimento, à formação técnica e profissional, bem
como a temáticas de seu interesse.

COMO ESTÁ NA DCNEM


I - investigação científica: supõe o aprofundamento de conceitos
fundantes das ciências para a interpretação de ideias, fenômenos
e processos para serem utilizados em procedimentos de investigação
voltados ao enfrentamento de situações cotidianas e demandas
locais e coletivas, e a proposição de intervenções que considerem o
desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

COMO ESTÁ NOS REFERENCIAIS TEÓRICOS


PARA A ELABORAÇÃO DOS ITINERÁRIOS
FORMATIVO
Justificativa: para participar da sociedade da informação, os estudantes
precisam se apropriar cada vez mais de conhecimentos e habilidades
que os permitam acessar, selecionar, processar, analisar e utilizar dados
sobre os mais diferentes assuntos, seja para compreender e intervir na
realidade, seja para lidar de forma crítica, reflexiva e produtiva com a
quantidade cada vez maior de informações disponíveis.

PROCESSOS CRIATIVOS
Este eixo tem como ênfase expandir a capacidade dos estudantes de idealizar
e realizar projetos criativos associados a uma ou mais áreas de conhecimento, à
formação técnica e profissional, bem como a temáticas de seu interesse.

COMO ESTÁ NA DCNEM


II - processos criativos: este eixo supõe o uso e o aprofundamento
do conhecimento científico na construção e criação de experimentos,
modelos, protótipos para a criação de processos ou produtos que
atendam a demandas pela resolução de problemas identificados na
sociedade.

COMO ESTÁ NOS REFERENCIAIS TEÓRICOS


PARA A ELABORAÇÃO DOS ITINERÁRIOS
FORMATIVO
29
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Justificativa: para participar de uma sociedade cada vez mais pautada


pela criatividade e pela inovação, os estudantes precisam aprender a
utilizar conhecimentos, habilidades e recursos de forma criativa para
propor, inventar, inovar.

MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL


Este eixo tem como ênfase ampliar a capacidade dos estudantes de utilizar
conhecimentos relacionados a uma ou mais áreas de conhecimento, à formação
técnica e profissional, bem como a temas de seu interesse para realizar projetos
que contribuam com a sociedade e o meio ambiente.

COMO ESTÁ NA DCNEM


III - mediação e intervenção sociocultural: supõe a mobilização de
conhecimentos de uma ou mais áreas para mediar conflitos, promover
entendimento e implementar soluções para questões e problemas identifi-
cados na comunidade.

COMO ESTÁ NOS REFERENCIAIS TEÓRICOS


PARA A ELABORAÇÃO DOS ITINERÁRIOS
FORMATIVO
Justificativa: para participar de uma sociedade desafiada por questões
socioculturais e ambientais cada vez mais complexas, os estudantes
precisam se apropriar de conhecimentos e habilidades que os permitam
atuar como agentes de mudanças e de construção de uma sociedade
mais ética, justa, democrática, inclusiva, solidária e sustentável.

EMPREENDEDORISMO
Este eixo tem como ênfase expandir a capacidade dos estudantes de mobilizar
conhecimentos de diferentes áreas para empreender projetos pessoais ou
produtivos articulados ao seu projeto de vida.

COMO ESTÁ NA DCNEM


IV - empreendedorismo: supõe a mobilização de conhecimentos de
diferentes áreas para a formação de organizações com variadas missões
voltadas ao desenvolvimento de produtos ou à prestação de serviços
inovadores com o uso das tecnologias.

COMO ESTÁ NOS REFERENCIAIS TEÓRICOS


PARA A ELABORAÇÃO DOS ITINERÁRIOS
FORMATIVO
Justificativa: para participar de uma sociedade cada vez mais marcada
pela incerteza, volatilidade e mudança permanente, os estudantes
precisam se apropriar cada vez mais de conhecimentos e habilidades
que os permitam se adaptar a diferentes contextos e criar novas
oportunidades para si e para os demais.
30

EIXO
ÁREAS DO CONHECIMENTO
ESTRUTURANTE

HABILIDADES RELACIONADAS AO PENSAR E FAZER CIENTÍFICO:

(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e


evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando
o apoio de tecnologias digitais.
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e
estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões,
opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes
e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade,
democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
(EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de
investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas
diversos.

HABILIDADES RELACIONADAS AO PENSAR E FAZER CRIATIVO:

(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas,


artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que
ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
(EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar
propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e
assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática.
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por
meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais,
HABILIDADES GERAIS

com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores


pretendidos.

HABILIDADES RELACIONADAS À CONVIVÊNCIA E ATUAÇÃO


SOCIOCULTURAL:

(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais


diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o
coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,
colaborativas e responsáveis.
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o
sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para
promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o
combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
(EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e
avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível
local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização
de ações e projetos voltados ao bem comum.

(EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com


confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais,
agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de
estresse, frustração, fracasso e adversidade.
(EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e
empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos,
mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com
foco, persistência e efetividade.
(EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento
e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e
oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e
cidadã.
31
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

DÚVIDAS?
Como eu posso compor os itinerários?

Os itinerários formativos podem ser compostos por diferentes arranjos


pedagógicos desde que seja atendida a carga horária mínima proposta pela
BNCC. Os itinerários formativos devem ser organizados de acordo com a sua
relevância para o contexto local e as possibilidades dos sistemas de ensino e
das instituições. Entre as possibilidades estão as ofertas de itinerários das áreas
de conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências
Humanas) e de formação técnica e profissional. Os itinerários podem ser
integrados e envolver mais de uma área de conhecimento e os estudantes ainda
podem realizar mais de um itinerário de forma sequencial ou concomitante. A
carga horária dos itinerários também pode variar a depender da disponibilidade
das instituições e dos sistemas de ensino.

É possível haver projetos interdisciplinares nos itinerários?

A elaboração da BNCC por área de conhecimento tem por objetivo incentivar


a organização interdisciplinar e transdisciplinar dos objetos de conhecimento.
Uma das possibilidades para a construção dos itinerários é a formulação de
projetos que fortaleçam as relações entre os saberes e a sua contextualização
para apreensão e intervenção na realidade. Para tanto, serão necessários
planejamento e execução conjugados e cooperativos por parte de seus
professores. Outra possibilidade prevista para a área de itinerários é a elaboração
de itinerários integrados que envolvam mais de uma área de conhecimento, o
que reforça também a perspectiva da interdisciplinaridade.

O que diz a resolução: “Itinerários formativos integrados podem ser ofertados


por meio de arranjos curriculares que combinem mais de uma área de
conhecimento e da formação técnica e profissional.” (Art. 12, § 3º)

Como fica a mobilidade do e da estudante em projetos?

A escolha é por itinerários, ou seja, já existe um conjunto de projetos para dado


itinerário.. Estudantes devem conseguir vivenciá-lo e se encontrar nele, por
isso, também devem entender se seus gostos e suas motivações estão dentro
desse itinerário formativo. Se quiserem, a troca é possível, já que as habilidades
desenvolvidas em um itinerário acompanham os estudantes, que as aplicam de
outras formas a outros. As escolas podem escolher a forma de oferta e entender
quais são a melhor forma e o melhor tempo de troca.

O que diz a resolução: “O estudante pode mudar sua escolha de itinerário


formativo ao longo de seu curso, desde que:

I - resguardadas as possibilidades de oferta das instituições ou redes de


ensino;
II - respeitado o instrumento normativo específico do sistema de ensino.”
(art. 12, § 12º)
32
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

A escola pode se especializar em um itinerário específico?

Isso é possível, mas a escola deveria ter parcerias com outras escolas para poder
ofertar escolha para seus estudantes. Essa mobilidade é mais fácil entre escolas
públicas. Nas escolas privadas, o ideal seria ter pelo menos dois itinerários para
escolha.

O que diz a DCNEM: “Para garantir a oferta de diferentes itinerários formativos,


podem ser estabelecidas parcerias entre diferentes instituições de ensino, desde
que sejam previamente credenciadas pelos sistemas de ensino, podendo os
órgãos normativos em conjunto atuar como harmonizadores dos critérios para
credenciamento.” (art. 12, § 9º)

HORA DE PENSAR

O JOGO DA EXPLICAÇÃO

A última rotina de nosso material é “O jogo da explicação”. Ela envolve um olhar


atento e mais próximo para um assunto específico e a construção de explicações e
interpretações sobre ele.

Considere o eixo estruturante Empreendedorismo, suas habilidades, suas descrições


e sua justificativa.

Selecione. Selecione a habilidade ou a característica do eixo estruturante que mais te


chamou a atenção:
33

Explique. Qual é a relevância para o desenvolvimento dos estudantes dessa habilidade


ou característica do eixo que você selecionou?

Argumente. O que te faz dizer isso? Por que você acha isso da habilidade ou da
característica do eixo de empreendedorismo?
34

Pense em alternativas. Quais outras habilidades ou características conversam com


seu argumento? O que te faz dizer isso?
35
E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Posfácio
A Reforma do Ensino Médio já se mostra diante de nossos olhos. Com ela chegam anseios e
incertezas, mas, também, oportunidades de proporcionar um ambiente de aprendizado cada vez
mais significativo para cada estudante. Adaptar-se às mudanças demanda um olhar cuidadoso
e que pode ser orientado à realidade de cada escola, que tem em sua comunidade a força para
fazer isso acontecer.

Compreender as especificidades da reforma permite diversificar, de forma coesa com a realidade


local, regional e até global, as múltiplas trajetórias que as e os estudantes poderão seguir.
Para além disso, a reforma traz a possibilidade de transformação do processo de ensino e
aprendizagem, uma vez que reforça a autonomia de estudantes e a conexão com o projeto de
vida de cada pessoa. Professoras e professores saem de uma perspectiva de transmissores de
conhecimento para assumir o papel de facilitadores de processos de aprendizagem desenhados
e protagonizados por alunos e alunas. Nesse processo, prática e teoria podem se fundir em
projetos, oficinas, disciplinas eletivas e outras práticas que os itinerários formativos propiciam.

Nessa linha, implementar a reforma do Ensino Médio de forma gradual permite, ainda, consolidar
dentro da escola uma comunidade de aprendizagem, em que todos os atores da educação atuam
e aprendem em conjunto. Esses atores podem refletir com seus erros e acertos, e, assim como
estudantes podem readequar seus percursos, desenvolvendo cada vez mais sua habilidade de
tomada de decisões responsáveis, a escola tem a mesma possibilidade. Aprende e cresce em
conjunto.

Essa comunidade é composta, também, de parcerias. Nisso, o Geekie One alia-se à escola e às
famílias para construir, em conjunto, esse caminho até 2022. Com disciplinas eletivas exclusivas
para 2020 e projetos para 2021, construiremos com cada escola itinerários formativos alinhados
à reforma e que respeitem os anseios e as necessidades de construção de um processo de
ensino e aprendizagem significativo e que prepare estudantes para um futuro que já é realidade.

Acreditamos que é necessário tornar visível a jornada do aprendizado de cada estudante. Esse
caminho passa por estimular relações e ações conscientes que fortalecem o brilho único de cada
pessoa. Os esforços da Geekie na elaboração de uma proposta para a Reforma do Ensino Médio
consideram esse propósito do Geekie One em toda a sua concepção.

Essa implantação não se resume apenas a incluir as disciplinas eletivas e os projetos na


grade horária das escolas parceiras. Antes disso, o objetivo é garantir que escolas, famílias e
estudantes sejam parte ativa de uma rede interconectada e parceira, comprometida com o
desenvolvimento do potencial de cada um dos indivíduos envolvidos. É com um compromisso
com a corresponsabilidade de toda a comunidade escolar que conseguiremos juntos formar
estudantes realmente integrais, atendendo às demandas da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) e às demandas que nossa sociedade traz de forma cada vez mais constante.

Podemos ajudar a sua escola a implementar a Reforma do Ensino


Médio. Clique no botão e agende uma conversa conosco!

Quero falar com um especialista


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E-BOOK | A REFORMA DO ENSINO MÉDIO

Antecipe a Reforma do
Ensino Médio em sua escola
Todas as escolas brasileiras que oferecem o Ensino Médio devem se adaptar ao novo modelo do segmento
até 2022.

A demanda exige replanejamento da carga horária do currículo comum, criação de novas disciplinas
e atividades para os itinerários formativos e formação de professores e professoras para atuar neste novo
cenário.

Entrar em contato

O Geekie One já tem uma proposta para o Ensino Médio e pode te ajudar nessa implementação! Com as
disciplinas eletivas exclusivas, suporte de consultoria especializada, material didático abundante e a
sugestão de carga horária do Geekie One, sua escola conseguirá se adaptar à legislação e às demandas e
necessidades do século XXI.

Converse com um consultor educacional do Geekie One e saiba como se antecipar à reforma do
Ensino Médio.
www.geekie.com.br