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Resumo para P-fólio

População sénior

Conceitos
Envelhecimento – constitui um dos processos de desenvolvimento, sendo um processo universal
e inevitável por que todos passamos. Estamos a envelhecer a partir do nosso nascimento, o
crescimento é um processo de envelhecimento.

Velhice – período que se segue à fase adulta. É uma fase do desenvolvimento, assim como a
infância, adolescência e adulto

3ª idade e 4ª idade – são determinismos sociais e variam com as culturas e com o


desenvolvimento das sociedades, havendo sociedades que não têm estas definições. Nas
sociedades ocidentais o termo de 3ª idade tem a ver com factores sociais como a entrada na
reforma aos 60-65 anos e com os períodos de desenvolvimento:
 1ª idade – fase do nascimento à fase do adulto – onde existe grandes alterações
fisiológicas no crescimento, fase do desenvolvimento
 2ª idade – fase do adulto à velhice – fase de estabilidade no crescimento, de estagnação e
maturação
3ª idade – fase da velhice à morte – fase da sabedoria, do declínio
 4ª idade – começa a surgir esta face devido ao aumento da esperança de vida e do
aumento da população idosa e do aumento das suas atividades, dividindo-se a fase da 3ª
idade a partir da reforma 60-65 anos até aos 80 anos e a fase da 4ª idade dos 80 anos até
à morte

Velho – é um construto social que inicialmente servia para classificar aqueles que se e
encontravam na velhice e os diferentes estratos sociais, considerando-se velhos os mais
carenciados, recaindo sobre eles todos os estereótipos negativos e preconceitos sobre a velhice

Idoso – é um construto social que inicialmente servia para classificar aqueles que se e
encontravam na velhice e os diferentes estratos sociais, considerando-se os idosos os que tinham
acesso a serviços que lhes proporcionassem melhor qualidade de vida e que os separassem dos
estereótipos negativos da velhice

Geriatria – é um ramo da ciência que trata o corpo físico e os estados fisiológicos das pessoas
que se encontram na fase da velhice, trata da saúde e patologias, dos aspectos preventivos,
terapêuticos, clínicos e de reabilitação

Gerontologia – ramos da ciência que estuda o envelhecimento de um modo geral, em todos os


aspectos sociais, psicológicos, culturais e não somente no aspecto da saúde.

Idadismo – forma de discriminação social de pessoas com base na idade da pessoa, que calcula
o valor que uma pessoa tem na sociedade com base na idade, assim como o racismo discrimina
pela raça, o sexismo pelo género, que pode ocorrer sobre uma pessoa de forma individual ou de
forma institucional, evidenciando-se em preconceitos e atitudes negativas.

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Tema 1: O que significa envelhecer: Análise e perspetiva

Envelhecimento (imagem ao longo do tempo)

Até aos finais da 1ª metade do séc. XX não houve praticamente estudos de investigação sobre a
perceção da imagem do envelhecimento, velhice e da pessoa idosa. Somente a partir desse
período impulsionado pela pressão social e demográfica, e pelo nº crescente de trabalhos de
investigação acerca do envelhecimento, é que surge um aumento do nº de investigações no
âmbito do estudo das perceções/estereótipos acerca das pessoas idosas.
Estudos realizados entre 1950-1964 (europeus e norte americanos) concluem que a imagem é
caracterizada por uma orientação negativa, predominando de forma injustificada os estereótipos e
generalizações, e é essencialmente entre o grupo de jovens que se acentua mais essa imagem
negativa, quanto à perceção do comportamento real destas pessoas idosas.
A imagem do idoso não depende apenas da idade do indivíduo, mas da sua situação de vida,
bem-estar físico, estado de ânimo, convivência ou não com os idosos e as distintas qualidades da
personalidade.
Na década de 50 o envelhecimento estava ligado à deterioração e à decadência devido à perda
de capacidades físicas e mentais, aumento de doenças, isolamento e irresponsabilidade
(Magalhães et al. s/d, p. 8).
No início dos anos 70 mantém-se a imagem negativa das pessoas idosas, que são percebidas
como indivíduos passivos e intolerantes.
Depois da década de 90 assiste-se a uma mudança, denotando-se uma maior visibilidade de
traços negativos do coletivo. Sendo percebidos como sábios, serenos e inteligentes. No entanto,
numa minoria persistem ainda alguns estereótipos de cariz negativo, como torpes, enfermos e
inúteis.
Durante anos a estereotipia foi contestada por vários autores, uma vez que não passam de falsas
conceções que podem traduzir-se em barreiras à funcionalidade dos idosos, influenciando
negativamente o status social do ser-se idoso. No entanto, estes estereótipos podem resultar em
idadismo.
Através da II Assembleia Mundial para o envelhecimento realizada pela ONU, começou a haver
uma preocupação e contestação sobre estas generalizações, com o intuito de se promover uma
imagem positiva do envelhecimento, um maior reconhecimento público da autoridade, da
sabedoria, da produtividade e outras contribuições importantes das pessoas idosas Magalhães et
al. s/d, p. 9).
Na verdade o envelhecimento não passa apenas pela idade cronológica mas sim por
variadissimos fatores, dos quais volto a destacar: fator biológico, físico, psicológico e social.
Sabemos o quanto é fundamental para o idoso ter uma boa condição física, por forma a sentir-se
bem com ele próprio encontrar algum equilibrio a nível de saúde. Não é por acaso que hoje se
pratica muito o "turismo natureza", onde os idosos praticam desportos adequados à sua faixa
etária, assim como atividades que propiciam o convívio e a interação entre o próprio grupo de
idosos. Contudo, sabemos também que existem muitos idosos, alguns ainda relativamente novos
que simplesmente param no tempo e se afastam do mundo.

1. Qual a razão pela qual se diz que o processo de envelhecimento não passa apenas pela
idade cronológica?
O envelhecimento é um processo contínuo natural iniciado desde o primeiro momento de vida.

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Esse processo implica, também, um conjunto de alterações a nível biológico, a nível psicológico e
a nível social.
• Explicitar as alterações a cada um destes níveis
O processo de envelhecimento não acontece da mesma maneira para todas as pessoas.
Até finais da 1ª metade do séc. XX não existia praticamente estudos sobre a perceção da imagem
do envelhecimento, velhice e da pessoa idosa. Somente a partir desse período impulsionado pela
pressão social e demográfica, e pelo número crescente de trabalhos de investigação acerca do
envelhecimento, é que surge um aumento do número de investigações no sector do estudo das
perceções/estereótipos acerca das pessoas idosas.
Estudos feitos entre 1950-1964 concluem que a imagem é representada por uma orientação
negativa, predominando de forma injustificada os estereótipos e generalizações, e é
essencialmente entre o grupo de jovens que se acentua mais essa imagem negativa, quanto à
perceção do comportamento real destas pessoas idosas.
A imagem do idoso não depende apenas da idade do indivíduo, mas da sua situação de vida,
bem-estar físico, estado de ânimo, convivência ou não com os idosos e as distintas qualidades da
personalidade.
Anos 50 o envelhecimento estava ligado à deterioração e à decadência devido à perda de
capacidades físicas e mentais, aumento de achaques, isolamento e irresponsabilidade
Anos 70 mantém-se a imagem negativa das pessoas idosas, que são percebidas como indivíduos
passivos e intolerantes.
Depois da década de 90 assiste-se a uma mudança, manifestando-se uma maior visibilidade de
traços negativos do coletivo. Percebidos como sábios, e inteligentes. Numa minoria persistem
ainda alguns estereótipos de cariz negativo, como inúteis.
O envelhecimento não passa apenas pela idade cronológica mas por vários fatores, como:
 Biológico,
 Físico,
 Psicológico
 Social.

Sabemos o quanto é fundamental para o idoso ter uma boa condição física, por forma a sentir-se
bem com ele próprio encontrar alguma estabilidade a nível de saúde. Não é por acaso que hoje se
pratica muito o "turismo natureza", onde os idosos praticam desportos adequados à sua faixa
etária, assim como atividades que propiciam o convívio e a interação entre o próprio grupo de
idosos.
Na realidade, a pessoa conserva a maior parte de sua identidade e realmente algumas
características podem ser modificadas pela experiência de vida, e não por um determinante
cronológico pessimista. Gonçalves (1999)

2. Explique por que se diz que a qualidade de vida dos idosos é afetada por ideias pré-
concebidas.
Na sociedade atual o idoso é avaliado negativamente, muitas destas ideias assentam no facto do
idoso ser considerado uma pessoa carente, intolerante marginalizada (processo de degeneração
conotado negativamente) e passivo pela ausência de papel produtivo.

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Indicar que em termos sociais e culturais (em particular nas culturas ocidentais), de uma forma
geral, a velhice é associada a um processo de degradação pois veneram a beleza, a saúde, a
destreza física, as condições emocionais e intelectuais e a posse de bens materiais.
Esta forma de encarar o processo de envelhecimento e o idoso leva a que se criem expectativas
pouco ajustadas sobre o que o idoso pode fazer nesta fase da sua vida.
As pessoas mais jovens discriminam a pessoa idosa através de diferentes atitudes, como, por
exemplo, não querer confrontar opiniões com as do idoso, negando-se a oportunidade de
desenvolvimento.
Segundo Sherman e Gold (1979), existe um estereótipo negativo para com os idosos, que inclui
características como: visão de doença, de cansaço, de ausência de interesse sexual, de
mentalidade lenta, de esquecimento, de menor habilidade para novas aprendizagens, de menor
probabilidade de participar em atividades, de ser resmungão, retraído, isolado, improdutivo,
defensivo, entre outras (McTavish apud SHERMAN E
GOLD, 1979).

3. Explique em que medida se afirma que a idade é um marcador social.


A idade funciona como um marcador social ao permitir classificar as pessoas de acordo com esta.
As pessoas na presença do Outro tendem a categorizá-lo ou classificá-lo num determinado grupo.
Para tal, utilizam determinados traços visíveis.
Esta classificação não é isenta. Resulta de uma construção social. Associado a esta classificação
as pessoas tendem a atribuir-lhe determinados papéis, estatutos e responsabilidades sociais.
É essencialmente entre o grupo dos jovens que esta imagem se acentua negativamente e onde
ocorre uma maior discrepância quanto à perceção do comportamento real das pessoas idosas.
Com o aumento da idade da pessoa que julga e avalia, aumenta a perceção de detalhes cada vez
mais positivos acerca da imagem da pessoa idosa;
A metodologia que coloca em maior evidência a imagem do idoso destaca que esta não depende
somente da idade do indivíduo questionado, mas também da sua situação de vida tais como o
bem-estar físico, o estado de ânimo, a convivência ou não com idosos, as distintas qualidades da
personalidade.

4. De acordo com o estudo Alves & Novo (2006), em que contextos parecem existir maior
ocorrência de situações de discriminação relativamente à pessoa idosa? Quais as razões
apontadas pelos autores?
Contextos de saúde, particularmente na interação com um médico ou enfermeiro. E também em
contextos onde se prevê que os idosos possuem dificuldades de audição e compreensão.
Explicitação das razões que levam a estas situações: profissionais de saúde lidarem mais com a
patologia do que com o envelhecimento normal.

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A explicação que é dada pelos autores relativamente aos cuidados de saúde é que o facto de os
profissionais de saúde lidarem mais com a patologia em si do que propriamente com o
envelhecimento normal, e quando entram em contacto com os idosos que têm patologia, acabam
por associar a velhice a um conjunto de patologias.
O estudo mostra ainda que são as pessoas de faixa etária mais velha as que mais se queixam de
serem ignorados, de não ouvir e de não compreender, assim como as pessoas que estão
institucionalizadas são também as que mais se queixam de serem ignoradas, tratadas com menos
dignidade ou respeito, assumindo a incompreensão.
A evolução das sociedades traduz também o respeito tido para com todos os seus membros,
independentemente da idade que possuam. Neste sentido, evitar e combater a discriminação
devido à idade deve constituir um dever cívico, que pressupõe antes de mais combater os
estereótipos de orientação negativa que teimosa e injustificadamente se mantêm na sociedade
actual, bem como pela prevenção da reactivação dos mesmos. Desta forma sugere-se
(Magalhães, 2008):
1 - Ao nível político-social, a elaboração e implementação de um Plano Nacional Gerontológico
que contemple: a promoção da imagem positiva do ser-se idoso, da velhice; a promoção e a
utilização do elevado potencial de contribuição dos idosos como membros de uma sociedade,
destacando os seus valores, a sua experiência de vida, a sua sabedoria, entre outros; a promoção
dos benefícios de uma saudável relação entre gerações; a promoção do espírito de solidariedade
entre gerações;
2 - Maior difusão através dos mass media de medidas que promovam as imagens positivas acerca
do envelhecimento, bem como o maior reconhecimento público da autoridade, da sabedoria, da
produtividade e outras contribuições consideradas de extrema importância acerca das pessoas
idosas, como é preconizado pelo Plano de Acção Internacional, emanado em 2002 pelas Nações
Unidas;
3 - Alteração da actual forma de difusão por parte da maioria dos mass media (TV, rádio, internet,
jornais, entre outros), no sentido de incluir, divulgar e destacar nas suas mensagens a
heterogeneidade (variabilidade interindividual) e a multi-direccionalidade próprias de qualquer
grupo de idosos, sem utilizar conteúdos discriminatórios;
4 - Envolvência da comunidade científica na abordagem de distintas temáticas
gerontológicas/geriátricas, quer através dos mass media, quer através da realização de fóruns,
jornadas, congressos, entre outros, pois desta forma desmistificam-se as concepções erróneas e
injustificadas e credibiliza-se a veiculação da informação.
Relativamente aos contextos onde existe maior ocorrência de situações de discriminação em
relação às pessoas idosas, segundo Alves & Novo (2006), parece-me que, e segundo os
resultados do estudo feito em Portugal por estes autores, esta apresenta-se nos cuidados de
saúde (nas relações interativas com os profissionais desta mesma área) e também em contextos

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onde se pressupõe que os idosos possuem dificuldades de audição e compreensão. A explicação
que é dada pelos autores relativamente aos cuidados de saúde é que o facto de os profissionais
de saúde lidarem mais com a patologia em si do que propriamente com o envelhecimento normal,
e quando entram em contacto com os idosos que têm patologia, acabam por associar a velhice a
um conjunto de patologias. Além disso o estudo revela ainda que são as pessoas de faixa etária
mais velha as que mais se queixam de serem ignorados, de não ouvir e de não compreender,
assim como as pessoas que estão institucionalizadas são também as que mais se queixam de
serem ignoradas, tratadas com menos dignidade ou respeito, assumindo a incompreensão.

5. Qual o significado do idadismo e quais as suas consequências?


Idadismo refere-se, de um modo geral, a atitudes e práticas negativas generalizadas em relação
a pessoas, baseadas somente numa caraterística – a idade.
O idadismo leva à discriminação sistemática contra as pessoas por elas serem idosas.
Esta discriminação social de pessoas idosas assenta numa espécie de raciocínio pré-operatório
com o qual se calcula o valor ou o merecimento de uma pessoa com base apenas numa
caraterística – a idade.
O idadismo envolve componentes emocionais (preconceitos), cognitivos (estereótipos) e
comportamentais (discriminação).
Esta discriminação pode ser a nível pessoal ou institucional.
Estereótipos: a doença, a impotência sexual, a doença mental, a inutilidade, o isolamento, a
pobreza e a depressão.
Idadismo negativo, também pode ser positivo, 8 estereótipos positivos:
A amabilidade, a sabedoria, o ser de confiança, a opulência, o poder político, a liberdade, a eterna
juventude e a felicidade.

Consequências que podem resultar do idadismo, segundo o autor:

Discriminação no emprego (recusa de contratação e promoção dos trabalhadores mais velhos, a


favor dos mais novos) (Magalhães, et al. s/d, p. 9-10).

Desta forma, os idosos acabam por reagir ao idadismo de 4 formas diferentes, ou seja:

 Aceitação (por afastamento ou apatia);


 Negação (recorrer a meios para parecer jovem – cirurgia plástica);
 Evitação (Isolamento, alcoolismo, dependência de drogas, doença mental, suicídio);
 Reforma (reconhece o prejuízo e discriminação e procura a sua eliminação, recorrendo a
atividades que não se conformam com os estereótipos negativos) (Magalhães, et al. s/d, p.
11).

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O Idadismo foi introduzido em 1969 por Butler (1969, p. 243) o qual é definido "como um processo
de "estereótipos e discriminação sistemática contra as pessoas por elas serem idosas. Palmore
(1999) entende que o idadismo traduz um preconceito ou uma discriminação relativamente contra
ou a favor a um grupo etário e que esta discriminação pode ser a nível pessoal ou institucional.

Dentro do preconceito o autor refere 9 estereótipos: a doença, a impotência sexual, a fealdade, o


declínio mental, a doença mental, a inutilidade, o isolamento, a pobreza e a depressão.

Relativamente à discriminação ela ocorre essencialmente:

No emprego, em agências governamentais, na família, habitação e a nível de cuidados de saúde.


Contudo, embora se fale mais do idadismo negativo, ele também pode ser positivo, onde
podemos referir 8 estereótipos positivos:

A amabilidade, a sabedoria, o ser de confiança, a opulência, o poder político, a liberdade, a eterna


juventude e a felicidade.

No entanto, devemos também ter em conta que a discriminação a favor dos idosos pode originar
estereótipos positivos, ondfe por exemplo: o facto de se acreditar que a maioria dos idosos é
pobre pode favorecer a atribuição de apoios à velhice. Assim a discriminação positiva pode atuar
em várias áreas, tais como: economia, política, família, habitação e cuidados de saúde.

Para este autor existem ainda as consequências que podem resultar do idadismo, que são as
seguintes:

Discriminação no emprego (recusa de contratação e promoção dos trabalhadores mais velhos, a


favor dos mais novos) (Magalhães, et al. s/d, p. 9-10).

A aceitação da imagem negativa, onde as vítimas tendem a adotar a imagem negativa do grupo
comportando-se de acordo com a mesma, onde se determina o que o idoso deve ou não fazer
(evitar relações sexuais, novas ideias, serem improdutivos), acabando por reduzir a auto-estima
das habilidades pessoais, bem como induzir a deterioração da sua saúde física e mental.

Desta forma, os idosos acabam por reagir ao idadismo de 4 formas diferentes, ou seja:

 Aceitação (por afastamento ou apatia);


 Negação (recorrer a meios para parecer jovem – cirurgia plástica);
 Evitação (Isolamento, alcoolismo, dependência de drogas, doença mental, suicídio);
 Reforma (reconhece o prejuízo e discriminação e procura a sua eliminação, recorrendo
a atividades que não se conformam com os estereótipos negativos) (Magalhães, et al.
s/d, p. 11).

Os estereótipos “minimizam as diferenças individuais e tendem a igualar as pessoas idosas,


ignorando que cada idoso possui as suas próprias características, personalidade e forma de
envelhecimento” (Tortosa & Motte, 2002, p. 103).

6. A experiência subjetiva do envelhecimento é amplamente influenciada pela ideologia


cultural. Explique o sentido desta relação
A visão universalista, usualmente adotada em estudos sobre o envelhecimento é relativa.
A visão da cultura ocidental sobre o envelhecimento está muito conotada a uma dimensão
biológica de deterioração do corpo e, em consequência, ao declínio. Isto leva a um estigma social
e a valores negativos associada a esta etapa.

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Estudos realizados em sociedades não ocidentais dão-nos conta de uma outra visão do processo
de envelhecimento.
Nestas sociedades a velhice e o processo de envelhecimento têm uma imagem mais positiva.
• Dar alguns exemplos de como é vista a velhice nessas sociedades.

7. Explique o papel da educação na sustentabilidade cognitiva e verbal no processo de


envelhecimento.
A educação, neste contexto, tem uma outra dimensão. Não se trata de uma educação com vista a
obter novas qualificações para o mercado de trabalho. Esta educação deve ser baseada na
participação, no confronto de ideias, saberes e deve ser dinâmica, participativa e contextualizada
nos saberes e vivências de cada aprendente.
A educação deve permitir ao sénior permanecer ativo e participativo na comunidade em que está
inserido, assumindo posições críticas.
A educação contribui para elevar os desempenhos narrativos em todos os grupos etários devido
ao facto de melhorar as capacidades metacognitivas.
Estudos apontam para uma correlação positiva entre níveis de educação mais elevada e
resistência à demência. Explicitar as razões desta relação.
Tendo em conta o ponto de vista de Escarbajal de Haro (2003: 163), no quadro da velhice
enquanto construção, acredita-se que a educação (para seniores) tem de ser considerada como
algo de dinâmico, como um processo em constante evolução, como uma actividade que não
confere ao conhecimento um cunho absoluto, relacionando-o antes, entre outros, com
experiências, com contextos pessoais, com valores, com crenças. Dito diferentemente, não estará
em causa uma abordagem educativa de tipo tecnológico, tecno-académico, mas sim uma
educação que deve ser activa, participativa, gratifi cante, construtiva, colaboradora e qualifi
cadora, organizada em torno das experiências pessoais congruentes com a ideia de velhice
enquanto construção e não enquanto uma mera etapa avançada da vida (ver Escarbajal de Haro
2003: 162-163). Desta forma, estamos perante uma educação que tem de partir de quem a
procura, de quem a busca, de quem a protagoniza, i.e., o sénior, para, no dizer de Escarbajal de
Haro (2003: 166) baseando-se em Sáez Carreras (1997), se passar a processos formativos
recíprocos entre educadores e educandos, realçando-se dessa forma a importância dos saberes
refl exivos e práticos, em detrimento de uma aprendizagem técnica e de um conhecimento
objectivo, que não correspondem provavelmente ao que os seniores buscam. Na linha de
pensamento de Escarbajal de Haro (2003: 165), poderá dizer-se que do educando sénior não se
pretende que seja simplesmente uma presença na sala de aula, pretende-se – isso sim – que
interactue, que participe. Quer dizer que se deseja que esteja na sala de aula como se espera que
esteja na vida, na sua freguesia, na sua cidade, no seu país, enquanto cidadão não só residente,

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mas participativo e responsável. No seguimento de Escarbajal de Haro (2003: 165), o realce vai
sobretudo para a participação. Em suma, os programas no quadro da educação para seniores não
podem confundir-se com os programas que visam a lógica do emprego e a qualificação de
adultos, devem antes constituir uma oferta que assente no que eles, enquanto seniores
reformados12 ou não, procuram. Mas o que eles procuram só pode saber-se se eles tiverem
previamente respondido de uma maneira explícita a perguntas que lhes sejam colocadas e que
devem conduzir a respostas que dêem a saber quais são os seus interesses e necessidades em
termos de educação/aprendizagem (ver Sáez Carreras 2005: 24).

8. Explique a relação existente entre a idade e o acesso ao léxico


Estudos apontam para que, com a idade, se verifique uma alteração no acesso ao léxico. Este
torna-se mais difícil.
As pessoas idosas dependendo do seu nível cultural podem compreender e reconhecer tantas ou
mais palavras do que as pessoas mais novas. Isto deve-se ao seu conhecimento, também
linguístico, ter aumentado ao longo da sua vida.
Assim com a idade o conhecimento concetual destas pessoas não parece sofrer deterioração,
mas sim um aumento devido à experiência vivida com as palavras e também com as coisas
(Graça et al., 2008, p. 136).
Relativamente ao acesso ao léxico, podemos ver o contrário, ou seja, este vai sofrendo alterações
com a idade, tornando assim mais difícil a recuperação lexical. Desta forma, os idosos terão
problemas quando querem nomear objetos, nomes de pessoas, procurar palavras em geral.
Relativamente a esta questão do léxico, tudo indica que as dificuldades lexicais dos idosos estão
mais relacionadas com um problema de execução do que de competência. E aí está, é fácil
detetar quando estas pessoas a partir de uma certa idade têm frequentemente problemas de
fluência no discurso, podendo corresponder a uma dificuldade em selecionar/recuperar a palavra
adequada, conhecida por "fenómeno da (palavra na) ponta da língua" (Graça et al., 2008, p.
137).Há de facto nos idosos momentos de pausa, onde estes têm dificuldade em recuperar as
palavras que pretendem produzir.
Uma das explicações para esta situação prende-se com o enaltecimento cognitivo que se verifica
com o avançar da idade (Graça et al., 2008, p. 139).
Outro aspeto tem a ver com o défice de inibição, onde nas pessoas idosas parece gerar-se um
défice dos mecanismos inibitórios que motivam mais interferências irrelevantes do que nas
pessoas mais novas. Neste sentido, a nível léxico há um bloqueio quando a palavra que se
procura e se quer recuperar é inibida por outra (Graça et al., 2008, p. 140).
Assim conclui-se que a linguagem sofre o efeito do envelhecimento, em especial neste caso do
cognitivo.

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Nas pessoas a partir de uma certa idade, surgem frequentemente problemas de fluência no
discurso que parecem corresponder a uma dificuldade em selecionar/recuperar a palavra
adequada.
Estudos apontam para que o nó lexical referente à palavra em causa não se encontra afetado.
Esta dificuldade situa-se ao nível do processamento lexical, particularmente, nas fases mais
próximas da realização da palavra.
Explicitar as duas teorias explicativas para este fenómeno.
Sabemos que as pessoas idosas dependendo do seu nível cultural podem compreender e
reconhecer tantas ou mais palavras do que as pessoas mais novas. Isto deve-se ao seu
conhecimento, também linguístico, ter aumentado ao longo da sua vida. Assim com a idade o
conhecimento concetual destas pessoas não parece sofrer deteriorização, mas sim um aumento
devido à experiência vivida com as palavras e também com as coisas (Graça et al., 2008, p. 136).

Relativamente ao acesso ao léxico, podemos ver o contrário,ou seja, este vai sofrendo alterações
com a idade, tornando assim mais dificil a recuperação lexical. Desta forma, os idosos terão
problemas qundo querem nomear objetos, nomes de pessoas, procurar palavras em geral.
Relativamente a esta questão do léxico, tudo indica que as dificuldades lexicais dos idosos estão
mais relacionadas com um problema de execução do que de competência. E aí está, é fácil
detectar quando estas pessoas a partir de uma certa idade têm frequentemente problemas de
fluência no discurso, podendo corresponder a uma dificuldade em seleccionar/recuperar a palavra
adequada, conhecida por "fenómeno da (palavra na) ponta da língua" (Graça et al., 2008, p. 137).
Há de facto nos idosos momentos de pausa, onde estes têm dificuldade em recuperar as palavras
que pretendem produzir.
Uma das explicações para esta situação prende-se com o enlentecimento cognitivo que se verifica
com o avançar da idade (Graça et al., 2008, p. 139).
Outro aspeto tem a ver com o défice de inibição, onde nas pessoas idosas parece gerar-se um
défice dos mecanismos inibitórios que motivam mais interferências irrelevantes do que nas
pessoas mais novas. Neste sentido, a nível léxico há um bloqueio quando a palavra que se
procura e se quer recuperar é inibida por outra (Graça et al., 2008, p. 140).
Assim conclui-se que a linguagem sofre o efeito do envelhecimento, em especial neste caso do
cognitivo.

Tema 2: Os seniores na sociedade atual

1. Qual é o sentido da expressão “promoção da saúde”:

1.1. No contexto geral

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O conceito de “promoção da saúde” tem vindo a ser redefinido num sentido mais abrangente e
positivo.
A saúde é colocada como uma preocupação central para o desenvolvimento e salienta a
capacitação pessoal para agir em prol da própria saúde.
A influência dos estilos de vida na qualidade de vida dos indivíduos;
O papel do lazer como forma de fomentar a “promoção da saúde”.
Os desafios colocam-se, nesta perspetiva, nos mecanismos que atuem quer na saúde física, quer
no bem – estar mental e social (fatores psicológicos e psicossociais).
• Verificar a definição da OMS sobre saúde.

1.2. No contexto da população sénior


Indicar a necessidade de refletir sobre o que é ser velho e envelhecer na atualidade.
• Explicitar de que forma esta perspetiva se aplica à população sénior.
O processo de envelhecimento leva a um aumento do recurso aos serviços de saúde e ao nível da
prestação de cuidados.
A necessidade da promoção da melhoria funcional dos indivíduos mas, também, das
necessidades de atuar ao nível dos fatores de ordem mental e social (perspetiva biopsicosocial).
• Explicitar de que forma a promoção do lazer na população sénior ajuda a fomentar o seu bem
estar.

2. Explique a relação entre envelhecimento, alteração de papéis e bem-estar.


Explicar em que sentido as alterações provocadas pelo processo de envelhecimento acarretam
uma adaptação a novas situações e vivências
• Explicar o impacto das condições sócio-culturais e ambientais no processo de envelhecimento.
• Indicar que a mudança de estatuto de ativo para inativo pode implicar uma redução de
rendimentos e a uma diminuição das relações sociais
• Explicar as implicações que a passagem para a fase de reforma com o significado de que o
idoso não é mais produtor de bens e serviços tem para o mesmo numa sociedade pautada pelo
valor produtivo.
• Indicar que todas estas ideias podem levar a uma diminuição da auto-estima, a um isolamento e
a estados depressivos.

3. Qual o significado de “envelhecimento ativo”?


O conceito de envelhecimento ativo se define como um processo de otimização de oportunidades
para a saúde, participação e segurança, no sentido de aumentar a qualidade de vida durante o
envelhecimento.

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As determinantes deste processo se situam ao nível das caraterísticas do individuo, as variáveis
comportamentais, económicas, do meio físico e do meio social e ainda a saúde e serviços de
saúde.
Este conceito deve ser visto tanto numa perspetiva de género como cultural.
• Explicitar como se pode fomentar este “envelhecimento ativo”.

De acordo com a maioria dos autores parece que a melhor forma de envelhecer radica em adquirir
novos papéis ou manter os anteriores.

4. Explique a relação entre envelhecimento ativo e:

4.1. Cultura
Explicitar que o envelhecimento implica uma série de mudanças e a forma como o individuo irá
trabalhar essas mudanças é que fará a diferença entre várias pessoas.
O papel da cultura como contexto que valoriza mais uns aspetos em detrimento de outros.

4.2. Género
Este aspeto está muito ligado às questões culturais e ao estatuto que é atribuído socialmente ao
homem e à mulher.
Alterações biológicas que ocorrem em ambos os sexos e as suas implicações em termos
psicológicos e sociais e como estes podem influenciar o envelhecimento ativo.

5. Explique a relação entre envelhecimento ativo e redes sociais de suporte.


Referir os resultados das investigações realizadas neste âmbito.
• Indicar que o suporte social pode estar associado a maior qualidade de vida dos idosos.
• Explicitar a razão desta evidência empírica.
• Explicitar a importância da construção de uma rede de suporte social e da existência de
confidentes, ao longo do curso de vida.
• Explicitar o papel destas redes em meio rural e em meio urbano.

6. Explique a importância do contacto intergeracional para o bem-estar subjetivo na


população sénior.
Contato intergeracional é importante para todas idades.
O seu papel para a construção de uma sociedade mais inclusiva onde se possibilita a
reconstrução de redes sociais e reforça o sentimento de comunidade.

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Este contato pode ajudar as populações mais jovens a alterar estereótipos relacionados com a
idade, a melhorar os relacionamentos e habilidades sociais e a contribuir para uma diminuição de
condutas antisociais.
Ao nível dos idosos, este contato implica um aumento da vitalidade, uma melhoria na capacidade
para enfrentar a doença, a diversificação de oportunidades de aprendizagem, a diminuição do
isolamento, o incremento da autoestima e da motivação, entre outras.

Programas intergeracionais
Para se perceber melhor esta designação entenderam os autores que tinham de ter um conjunto
de características essenciais e que se passam a descrever:
 Demonstrar benefícios mútuos para os participantes;
 Estabelecer novos papéis sociais e /ou novas perspectivas para as crianças, jovens e
idosos implicados;
 Envolver várias gerações, incluindo pelo menos duas gerações, não adjacentes e sem
laços familiares;
 Promover maior conhecimento e compreensão entre as gerações mais jovens e as mais
idosas, bem como o aumento da auto-estima para ambas as gerações;
 Ocupar-se dos problemas sociais e das políticas mais apropriadas para as gerações
implicadas;
 Incluir os elementos necessários para uma boa planificação do programa;
 Proporcionar o desenvolvimento de relações intergeracionais.

7. Qual é o papel da aprendizagem ao longo da vida para o bem-estar subjetivo nos


seniores.
Explicitar a necessidade de estimulação desta população, em particular.
A formação é um trabalho de reflexão sobre os percursos de vida.
A aprendizagem ao longo da vida é um pilar para uma sociedade mais participada e mais coesa
contribuindo para o desenvolvimento de competências de cidadão.
Importância da aprendizagem ao longo da vida como meio de estimular os indivíduos a tomarem
consciência das suas necessidades, optimizar a participação das pessoas adultas na vida e na
gestão da comunidade em que estão inseridas, a serem e a sentirem-se cidadãos ativos.
De acordo com Galinha & Loureiro (2007) a possibilidade de aprendizagem ao longo da vida
revela ter implicações sobre o bem-estar subjetivo dos sujeitos, traduzidas ao nível da
socialização, manutenção do grau de independência e estimulação cognitiva (pág.10)
A possibilidade de aprendizagem ao longo da vida revela ter implicações sobre o bem-estar dos
sujeitos, traduzidas ao nível da socialização, manutenção do grau de independência e estimulação

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cognitiva. É na qualidade do relacionamento entre os sujeitos que recai a maior ou menor
possibilidade de bem-estar desenvolvida na vida dos indivíduos que a compõem e vivenciam. Os
sujeitos inquiridos revelaram-se ajustados socialmente, sem manifestações de exclusão social,
estabelecendo e mantendo relacionamentos interpessoais, promovendo dimensões afectivas e
cognitivas geradoras de bem-estar do desenvolvimento de competências. Neste sentido, as
nossas narrativas parecem ir ao encontro da relação bem-estar e aprendizagem ao longo da vida
nesta faixa etária. A qualidade dos conteúdos revelaram o interesse que o estudo despertou.
Sugere-se um estudo mais alargado no campo do bem-estar subjectivo do sénior e
desenvolvimento de competências.

pilares básicos da cidadania activa


agentes e protagonistas do seu próprio desenvolvimento.

8. Refira o papel das Universidades Seniores como meio de proporcionar um


envelhecimento saudável.

Explicitar a razão que este subjacente à criação das US.


• O papel das Universidades Seniores (US) se situa numa perspetiva de aprendizagem ao longo
da vida.
• Explicitar o sentido das US como redes sociais de apoio.
• Indicar que as mesmas procuram dinamizar atividades culturais, educacionais e de convivio,
num contexto de aprendizagem ao longo da vida, em regime não formal.
• Explicitar as implicações destas US ao nível psicológico e social.

As Universidades da Terceira Idade (UTI’s) surgiram na década de 70 em França, mais


propriamente em 1973, por Vellas, investigador em Ciências Sociais da Universidade de Toulouse
com o objectivo de proporcionar às pessoas idosas um espaço de partilha de conhecimentos e
dinamização regular de actividades sociais e a investigação na área. Esta iniciativa

A Universidade Sénior, actual denominação, é a resposta social que visa criar e dinamizar
regularmente actividades culturais, sociais, educacionais e de convívio preferencialmente para os
maiores de 50 anos de idade e sem fins de certificação.

Objectivos, entre outros: promover, valorizar e integrar o sénior, proporcionar o contacto com a
realidade e dinâmica social local, ocupar os tempos livres, evitar o isolamento e a marginalização,
contribuir para a prevenção do declínio psicossocial, contribuir para uma nova arte de viver e
promover a investigação científica.

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Questões (fórum) ….

Fomentar o envelhecimento ativo…


Relativamente à questão sobre o significado de "envelhecimento ativo", podemos acrescentar a
importância de o fomentar junto dos nossos idosos. Desta forma, fomentar o envelhecimento
ativo, parte de uma sensibilização das pessoas para que alterem seu hábitos e estilos de vida,
para hábitos e estilos de vida mais saudáveis. Cuidar da forma física e psíquica é fundamental
para a apromoção da saúde e bem-estar, levando a envelhecer de uma forma mais saudável,
tendo menos probabilidades de adoecer e de incapacidades associadas, num compromisso para
a vida.
Desta forma, é importante que se criem programas e políticas para fomentar um envelhecimento
ativo, junto das populações mais envelhecidas, seja através de atividades que estimulem a sua
autoestima, participação, criatividade, criação de laços sociais, troca de afetos, ativação das
acpacidades cognitivas, de forma a eliminar o isolamento e a depressão.
O envelhecimento ativo passa por atividades desportivas, educativas, sociais, garantido e
fomentando a participação dos nossos idosos na vida social, solidária e voluntária.
As US são um meio dirreccionado para este tipo de atividades.

Níveis de educção mais elevada e resistência à demência…


"a explicação para a correlação positiva entre os níveis de educação mais elevada e resistência à
demência, tem a ver com o facto de as pessoas com níveis de educação mais elevados terem
uma maior reserva cognitiva e uma complexidade aumentada de sinapses neuronais? (Pinto et
al., 2008, p. 100)"
R- O seu raciocínio estava certo, mas vou tentar ajudar com um exemplo prático:
Um idoso com um nível sócio-cultural mais elevado ganhou hábitos e competências ao longo da
vida de leitura, ver filmes legendados e outras tarefas de natureza cognitiva. Nesse sentido, para
além do "treino" que já ganhou é provável que continue a realizar tarefas da mesma natureza...
logo, o risco de demência é menor.
Ainda numa perspectiva prática e exemplificativa, aproveito para lhe confidenciar uma situação do
foro privado: a minha mãe tem 84 anos e ontem numa consulta médica solicitou ao médico um
medicamento para a memória. Ele "receitou-lhe" que fizesse palavras cruzadas e que caminhadas
a pé. Como poderá imaginar ela veio de lá um bocadinho desiludida , mas você saberia
justificar a indicação médica, não é verdade? O conselho médico prende-se com a necessidade
de manter o sistema nervoso central activo!

O processo de envelhecimento…
Relativamente ao processo de envelhecimento, sabemos que este é contínuo e global, implicando
um conjunto de alterações a nível social, biológico e psicológico.
Desta forma, querendo especificar cada um destes pontos, refiro o seguinte:
 a nível biológico o organismo da pessoas vai sofrendo alterações, onde as capacidades
fisicas começam a ficar mais limitadas, onde se começa a notar uma deteorização e
decadência. Os idosos começam a ter cada vez mais dificuldades em realizar as suas
tarefas diárias.
 a nível psicológico, se a parte cognitiva não for treinada, acaba por se deteriorar mais
rapidamente. O cérebro começa a ficar mais cansado e esquecido. O esquecimento é mais

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rápida relativamente a questões recentes, do que a acontecimentos vividos há muitos
anos, funcionando como memórias.
 a nível social, os idosos tornam-se mais passivos e mais isolados.

 A nível biológico são as modificações que dizem respeito a vulnerabilidade crescente e à


identidade.

A nível psicológico, podemos entender a autorregulação do individuo no campo de forças,
pelo tomar decisões e opções, adaptando-se ao processo de envelhecimento.

 A nível social, refere-se aos papéis sociais apropriados às expectativas da sociedade para
este nível etário.

Relação existente entre a idade e o acesso ao léxico…


As duas teorias explicativas deste fenómeno são:
 Teoria do défice de transmissão
 Teoria do défice de inibição
(Pinto, 2008, pp. 139-140)

Relação ente envelhecimento ativo e género…


Relativamento à relação entre envelhecimento ativo e género, surgem-e a dúvida em relação às
alterações biológicas que ocorrem em ambos os sexos e que têm implicações em termos
psicológicos e sociais, influenciando o envelhecimento ativo. Estamos a falar da
menopausa/andropausa?

R-...estamos a falar de menopausa e andropausa, mas também de todo o processo de


envelhecimento. É verdade que as alterações hormonais são muito evidentes na menopausa, mas
p. ex. as rugas também não serão "vividas" do mesmo modo em ambos os sexos...
Enfim, nas mais pequenitas alterações haverá diferenças de género, o que significa que quando
equacionamos soluções em termos de intervenção teremos que ter em conta essas diferenças.
Pensando, uma vez mais, em termos práticos, será mais fácil sugerir a um indivíduo do sexo
masculino que vá jogar sueca ou outro jogo qualquer para uma Colectividade. A uma senhora
seria mais difícil, mas haverá sempre alternativas

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