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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

JULIANA CRISTINA SALDANHA DE OLIVEIRA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: CONSEQUÊNCIA DA METODOLOGIA


DE ENSINO DA LEITURA E ESCRITA

SÃO FRANCISO-MG
2021
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

JULIANA CRISTINA SALDANHA DE OLIVEIRA

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: CONSEQUÊNCIA DA METODOLOGIA


DE ENSINO DA LEITURA E ESCRITA

Trabalho de conclusão de curso


apresentado como requisito parcial à
obtenção do título para 2ª LICENCIATURA
EM PEDAGOGIA.

SÃO FRANCISO-MG
2021
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DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: CONSEQUÊNCIA DA METODOLOGIA


DE ENSINO DA LEITURA E ESCRITA

Juliana Cristina Saldanha de Oliveira 1

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO - A dificuldade de aprendizagem no espaço escolar vem sendo estudado e debatido por
profissionais da educação, suas causas podem estar relacionadas a fatores exteriores ao indivíduo ou
inerentes a ele, decorrendo por situações adversas à aprendizagem como o déficit sensorial, abandono
escolar, baixa condição socioeconómica, problemas cognitivos e neurológicos. Nesse sentido, este
estudo apresentou uma proposta de pesquisa embasada na metodologia qualitativa, de caráter
exploratório e teve como tema a dificuldade de aprendizagem relacionada à metodologia de ensino da
leitura e escrita. O objetivo principal está voltado para compreender a relação entre o método de ensino
adotado pelo professor dos anos iniciais com as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Para a
realização desse trabalho foi utilizada pesquisa qualitativa voltada para uma revisão bibliográfica para
conhecimento do assunto, tendo como instrumentos análise em documentos como artigos, livros e
periódicos. Nesse sentido, percebe-se que as atividades metodológicas utilizadas em sala de aula, muita
das vezes não contribuem efetivamente para que os alunos se apropriem dos conteúdos de maneira
crítica e construtiva. Os resultados indicam que ainda falta muito trabalho, estudos e a reestruturação das
práticas pedagógicas para que o processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita se efetive.

PALAVRAS-CHAVE: Metodologia. Leitura. Escrita. Ensino. Aprendizagem.

1
e-mail: julianac.saldanha@gmail.com
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1 INTRODUÇÃO

A leitura é parte integrante do indivíduo, é também um dos meios de


comunicação. Através dela pode-se buscar autonomia, criticidade e acesso ao
conhecimento. Ler significa obter os conhecimentos necessários à participação no
mundo da escrita. Logo, a palavra é um instrumento privilegiado na construção do
saber o quê e como é falado ou deixado de falar; na relação professor-aluno na
dinâmica do ensino e aprendizagem têm efeitos relevantes que contribui para o bom
progresso da criança ou não.
Se a formação do leitor/escritor está essencialmente condicionada à
escolarização, então ler e escrever é, por necessidade, submeter-se aos objetivos que
a escola tenta atingir através dos programas e métodos de leitura e escrita. Desta
maneira, cabe ao professor ajudar os alunos a se desenvolverem dentro desse universo
proporcionando momentos de leitura significativa, incentivando a formação do indivíduo
crítico e reflexivo.
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como tema
dificuldades de aprendizagem. Reconhecendo a importância de se discutir acerca das
dificuldades de aprendizagem relacionada à metodologia de ensino da leitura e escrita
e como problemática: as dificuldades de aprendizagem vivenciadas pelos alunos dos
anos iniciais vêm sendo consequência da metodologia de ensino adotada pelo
professor?
A criança com dificuldade de aprendizagem é aquela que apresenta bloqueios na
aquisição do conhecimento. Assim, crianças com dificuldades de aprendizagem
geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados
por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. Nessa perspectiva, é
importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas
dificuldades, a fim de criar mecanismo para seu enfrentamento, reconhecendo que
muitos dos problemas de aprendizagem são, na verdade, problemas de ensinagem.
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Neste sentido, tem-se como objetivo geral compreender a relação entre o


método de ensino adotado pelo professor dos anos iniciais com as dificuldades de
aprendizagem dos alunos e, como objetivos específicos: conhecer os métodos de
ensino adotados no decorrer da história da educação brasileira; refletir a relação
ensino-aprendizagem; analisar as dificuldades de aprendizagem apresentada pelos
alunos dos anos iniciais.
Espera-se com este estudo promover contribuições dessas metodologias para o
processo em foco, principalmente, como apoio para professoras dos anos iniciais, pois
a partir das discussões apresentadas poderão refletir sobre sua prática pedagógica,
bem como, questionar as ações e estratégias utilizadas no processo de ensino.
O presente trabalho desenvolveu-se por meio da pesquisa qualitativa,
considerando que esta abordagem proporciona resultados significativos na área
educacional, no sentido de oportunizar ao pesquisador uma visão mais ampla no
cotidiano escolar, além de produzir conhecimentos e contribuir para a transformação da
realidade estudada. Assim, Martins (2004) postula:

A pesquisa qualitativa é definida como aquela que privilegia a análise de micro


processos, através do estudo das ações sociais individuais e grupais,
realizando um exame intensivo dos dados, e caracterizado pela heterodoxia no
momento da análise. (MARTINS, 2004, p. 289).

O método qualitativo é de cunho exploratório, isto é, incentiva os entrevistados a


pensarem livremente sobre algum tema, objeto ou conceito. Com isso desenvolve
aspectos subjetivos e atingem motivações não explícitas, ou mesmo conscientes, de
maneira espontânea. São usadas quando se busca percepções e entendimento sobre a
natureza geral de uma questão, abrindo espaço para a interpretação.
O desenvolvimento foi dividido em três partes. No primeiro momento apresenta-
se o estudo sobre a história dos métodos de ensino de leitura e escrita, no segundo
momento reflete-se sobre a relação de ensino e aprendizagem na leitura e na escrita e
no terceiro momento discute-se sobre a relação da metodologia com o ensinar e o
aprender a ler e escrever.
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2 ENSINAR E APRENDER LER E ESCRER

2.1 História dos métodos de ensino da leitura e escrita

Diante dos impasses vivenciados pelo aluno no processo de ensino-


aprendizagem é importante ressaltar que, a criança ao iniciar sua fase escolar já possui
experiências, atitudes, valores, hábitos que constituem e refletem a cultura de sua
família e do seu meio social.
Além de tal reconhecimento, é fundamental considerar que a escola representa
uma das principais instituições na definição do padrão de uso e de valores da
linguagem oral e escrita. Nesse sentido, conhecer como se processa a aprendizagem
da criança por meio do método adotado pelo professor é importante para conhecimento
de como a criança aprende e/ou por que a criança não aprende.
No Brasil, a alfabetização desenvolveu-se com a história dos métodos de
alfabetização. A partir do momento que se trabalhava o processo de alfabetizar nas
escolas questionava-se a eficácia dos métodos e a metodologia que se adentrava no
país sob forte influência da Europa e dos Estados Unidos.
Existem dois tipos de métodos, o sintético e o analítico. O sintético se
desmembra no alfabético, silábico, fônico. O analítico de palavração, sentenciação e
global de contos, respectivamente. Mortatti (2006) em uma conferência sobre
alfabetização e letramento expõe que os métodos sintéticos são:

[...] métodos de marcha sintética (da "parte" para o "todo"): da soletração


(alfabético), partindo do nome das letras; fônico (partindo dos sons
correspondentes às letras); e da silabação (emissão de sons), partindo das
sílabas. Dever-se-ia, assim, iniciar o ensino da leitura com a apresentação das
letras e seus nomes (método da soletração/alfabético), ou de seus sons
(método fônico), ou das famílias silábicas (método da silabação), sempre de
acordo com certa ordem crescente de dificuldade. (MORTATTI, 2006, p. 5)

A introdução do método sintético no Brasil se deu a partir do final do século XIX,


com a proclamação da república. Trabalhava-se nas escolas com as “Cartilhas” que
eram um instrumento norteador das ações. Esta empregava o raciocínio indutivo
trabalhando com a memorização das letras e fonemas fazendo uma relação letra-som,
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por meio do treino diário para posteriormente a formação de sílabas, palavras, frases e
textos. Alguns especialistas discordam desse processo por achar que a sua didática
sobrecarrega a memória dos alunos, correndo o risco de tornar o aluno um leitor
mecânico.
Contrário ao método sintético tem-se o método analítico que vai do todo para as
partes, do conhecido para o desconhecido e subdivide-se em três partes: palavração,
sentenciação e global de contos.
No início do século XX, introduz no Brasil o debate sobre o método analítico com
forte influência dos pesquisadores norte-americanos. Este método se opõe ao método
sintético, focando o início do seu processo de trabalho do todo para as partes.

Diferentemente dos métodos de marcha sintética até então utilizados, o método


analítico, sob forte influência da pedagogia norte-americana, baseava-se em
princípios didáticos derivados de uma nova concepção — de caráter
biopsicofisiológico — da criança, cuja forma de apreensão do mundo era
entendida como sincrética. A despeito das disputas sobre as diferentes formas
de processuação do método analítico, o ponto em comum entre seus
defensores consistia na necessidade de se adaptar o ensino da leitura a essa
nova concepção de criança. (MORTATTI, 2006, p.7)

Nesse processo a principal vantagem é o método voltado para leitura, porém


apresenta como desvantagem o risco de o aluno não aprender a decodificar as letras,
palavras, frases ou texto, e sim decorar causando dúvidas ao educador.
Com a chegada no Brasil do método analítico iniciou entre professores e
especialistas um debate sobre a eficácia de cada método. Existiam os defensores do
sintético versus os defensores do analítico. Durante o debate surgiu nas escolas o
método misto, no qual mesclavam os dois métodos para que se chegasse a uma
aprendizagem com maior segurança e êxito.
Nesse período os professores e especialistas começam a preocupar-se com o
processo de ensino e aprendizagem dando ênfase no modo como o aluno aprende e o
porquê das dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos mesmos.
Nesse sentido, pesquisas apontam para uma mesclagem de métodos no
processo de alfabetização de maneira intencional e sistematizada (CAGLIARI, 1998).
Os professores não estão direcionando o seu trabalho para um método em si, mas para
a interdisciplinaridade de métodos, ou seja, no processo de ensino e aprendizagem
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desenvolve tanto o método sintético quanto o método analítico já que se encontra na


sala de aula uma heterogeneidade de pensamentos e posturas de crianças que estão
aptas a aprender.
Logo, para que aconteça um processo de alfabetização com sucesso e de forma
eficiente, se faz necessário planejamento de ações que tenham como foco o aluno e a
apropriação do conhecimento. Ao colocar o aluno no centro da aprendizagem e
organizando atividades pertinentes a cada dificuldade apresentada, o professor terá um
norteamento das ações de forma segura e plena.

2.2 Pensando a relação de ensino e aprendizagem na leitura e na escrita

Para Fernandez (2001, p. 78) “quem ensina mostra um signo do que conhece.
Quem aprende toma, agarra esse signo para construir os próprios”. Nessa relação de
ensinar e aprender, quem ensina, ensina algo com um conjunto de significados para si,
que não necessariamente quem recebe o compreende.
Na situação de aprendizagem, o sujeito apropria-se da informação a partir de
suas capacidades e competências já dominadas. O educador, enquanto profissional
atento ao seu contexto, é um construtor da história, portanto sua ação não poderá em
nenhum momento ser entendida e praticada como um fazer neutro. Na verdade, o
educador atento possibilita ao processo de ensino-aprendizagem, o movimento de ir e
vir, em que educador e educando tornam-se aprendentes e ensinantes.
Paulo Freire (1982) em estudos sobre a relação do professor e aluno e sua
influência no processo de aprendizagem, afirma que:

Educador e educando (liderança e massa), co-intencionados à realidade


encontra-se em uma tarefa em que ambos são sujeitos no ato não só de
desvelá-la e assim, criticamente conhecê-la, mas também no de recriar este
conhecimento. (FREIRE, 1982, p. 61)

Para que esta relação ocorra com solidez, é importante que o educador seja um
profissional que busque no outro o conhecimento, perceba a sua percepção de
aprendizagem, para que a sua modalidade de ensino possa mobilizar o desejo de
conhecer do educando. Nessa perspectiva, o ato de ensinar, ou seja, a prática
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pedagógica será voltada para a preocupação como outro aprende, de maneira que
ensinar e aprender não sejam ações isoladas e sim interativas.
Nesse sentido, faz-se necessário que o professor rompa com as estruturas pré-
determinadas pelo sistema de ensino, ampliando a sua função de mero transmissor
para mediador do aprender.
É tarefa primordial que o educador garanta uma unidade na relação ensino-
aprendizagem para que esta não se constitua mecanicamente. A prática docente deve
estar respaldada na modalidade de aprendizagem do aluno. Conhecer as capacidades
e competências do educando, de como ele experimenta novas estratégias,

proporcionará compreensão na forma de lidar com o outro, “[...] a aprendizagem põe


frente a frente, em uma interação que nunca é uma simples circulação de informações,
um sujeito e o mundo, um aprendiz que já sabe sempre alguma coisa e um saber que
só existe porque é reconstruído.” (MEIRIEU, 1998, p. 80)
Nesse viés, há alunos que apresentam alguma resistência para o aprender,
colocando barreiras entre o ensino e a aprendizagem. Detecta aí o surgimento das
dificuldades de aprendizagem que podem ser resolvidas dentro do contexto escolar, por
meio de projetos de intervenção ou aquelas que poderão sofrer intervenção clínica, seja
psicológica, neurológica ou psicopedagógica.
Campos (2010), em ensaio sobre a psicóloga Helena Antipoff, ressalta em seu
estudo a influência direta que o ambiente causa na aprendizagem da criança.

Para Antipoff diversos fatores influenciam no desenvolvimento das crianças, e a


informação fornecida pelos testes padronizados deveria ser considerada uma
medida da qualidade da educação recebida, mais do que uma avaliação das
qualidades naturais de cada estudante. (CAMPOS, 2010, p. 62)

Como vemos, os fatores externos estão relacionados com as dificuldades de


aprendizagem, sendo este um fator que contribui para a manutenção dos índices de
repetência nas escolas, fenômeno comum nas escolas brasileiras, fazendo com que a
experiência do fracasso passe a fazer parte da vida da criança em idade escolar.
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2.4 A Relação da Metodologia com o Ensinar e Aprender Ler e Escrever

A leitura é um processo dinâmico que inicia desde muito cedo. A criança a partir
dos três meses de vida começa a descobrir o mundo e a dar significados a cada
descoberta por meio da leitura de mundo que faz.
Com isso, percebe-se que a leitura é algo primordial na vida do ser humano, pois
oportuniza conhecer a si e ao outro interagindo num mundo local e global ao mesmo
tempo. Para Kleiman (1989, p. 10), “leitura é um ato social, entre dois sujeitos – leitor e
autor – que interagem entre si, obedecendo a objetivos e necessidades socialmente
determinados”.
Assim como a leitura é importante para o desenvolvimento da criança, a escrita
se processa como ação complementar à aprendizagem. O professor ao ensinar o
processo de leitura está claramente realizando o processo de construção de codificação
dos fonemas.
Acredita-se que:

[...] o escrever que imprime significância à escrita; mas, antes necessitou o


homem descobrir que os traços depositados em algum suporte material podem
sinalizar para algo outro que eles mesmos, para uma ação humana
reconhecível nas marcas que deixou após si [...] (MARQUES, 1997, p. 41).

A escrita é uma ação complementar ao processo de leitura. O professor ao


ensinar ao discente o processo de decodificação e codificação dos signos estará
utilizando metodologias, ou seja, estratégias que venham de encontro ao sucesso da
aprendizagem.
Para tanto, é necessário que o professor conheça o seu alunado e tenha
planejamento das estratégias e métodos a serem utilizados para alcançar o desejado,
pois aprender a ler e escrever são ações que demandam conhecimento do modo de
aprender e também de ensinar.
Dessa forma, espera-se que o professor utilize no dia a dia atividades voltadas
para uma proposta diversificada utilizando, livros, revistas, mídias de comunicação,
além de montar salas ambientais para atender as dificuldades apresentada pelo aluno.
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Contudo, se faz necessário a compreensão de que, nesse caminhar para sanar


as dificuldades de aprendizagem, a metodologia tem papel importante. Ao planejar as
ações norteadoras voltadas para o ensinar a aprender ler e escreve, este terá como um
dos objetivos sanar as dificuldades de aprendizagem, que muitas das vezes, podem ser
resolvidas dentro do contexto escolar, por meio de projetos de intervenção ou aquelas
que poderão sofrer intervenção clínica, seja psicológica, neurológica ou
psicopedagógica
Assim, espera-se que o professor tenha consciência da metodologia a ser
utilizada no seu trabalho e da função do ato de ensinar, pois estará incutindo no aluno
questões pertinentes para aquisição de conhecimentos cognitivos.

3 CONCLUSÃO

Com o avanço das pesquisas na educação sobre o desenvolvimento da


aprendizagem da criança cresce também a preocupação com as metodologias
relacionadas à leitura e escrita. Assim, este artigo buscou compreender através de
leituras de diversas obras, artigos e periódicos a relação entre o método de ensino
adotado pelo professor das séries iniciais com as dificuldades de aprendizagem
apresentada pelos alunos.
Ao fazer as leituras conhecemos a importância da história dos métodos de
alfabetização, bem como a relação de ensino e aprendizagem na leitura e na escrita.
Nessa perspectiva, entendemos que o processo de ensino-aprendizagem da leitura e
escrita deve ser repensado, traçando estratégias para que o uso das leituras em salas
de aula não seja de forma restrita buscando explorar o conhecimento das crianças,
tendo em vista desenvolver a sua habilidade de pensar além do vivenciado.
Concluindo, percebe-se que as atividades metodológicas e estratégias utilizadas
em sala de aula são escassas para avançar no conhecimento do aluno, pois à criança
deve ser oferecida o máximo de possibilidades que a faça obter uma aprendizagem
com forte significação pessoal e formativa.
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4 REFERÊNCIAS

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 1998.


CAMPOS, Regina Helena de Freitas. Helena Antipoff. Recife: Fundação Joaquim
Nabuco, Editora Massangana, 2010.
FERNANDEZ, Alicia. O saber em jogo. Porto Alegre: Artmed, 2001.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e terra, 1982.
KLEIMAN, Ângela. Leitura e práticas disciplinares. In: Coletânea de textos didáticos.
Componente curricular Leitura e elaboração de textos. Curso de Pedagogia em
Serviço. Campina Grande: UEPB, 2002.
MARQUES, Mário Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. Ijuí: Unijuí,
1997.
MARTINS, Heloisa Helena T. de Souza. Metodologia qualitativa de pesquisa. Revista
Educação e Pesquisa, São Paulo, v.30, n.2, maio/ago, 2004, p. 289-300.
MEIRIEU, P. Aprender... sim, mas como? Porto alegre: Artmed, 1998.
MORTATTI, Maria Rosário Longo. História dos métodos de alfabetização no Brasil.
Conferência proferida durante o Seminário "Alfabetização e letramento em
debate", promovido pelo Departamento de Políticas de Educação Infantil e Ensino
Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, realizado
em Brasília, em 27/04/2006. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/.../alf_mortattihisttextalfbbr.pdf Acesso em: 20
de ago. de 2021.

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