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FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE – FAVENI

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

EM INSPEÇÃO ESCOLAR E ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR

ADMILSON ALVES PEREIRA

O PROFESSOR COMO MEDIADOR NO DESENVOLVIMENTO DA


APRENDIZAGEM DO ALUNO: DESAFIO NA EDUCAÇÃO

São Francisco-MG
2020
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O PROFESSOR COMO MEDIADOR NO DESENVOLVIMENTO DA


APRENDIZAGEM DO ALUNO: DESAFIO NA EDUCAÇÃO
Admilson Alves Pereira1

Declaro que sou autor¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por
mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas
por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena
consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso
se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do
Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO - No momento em que se compreende a importância de fomentar e otimizar o trabalho


pedagógico nas relações interpessoais no ambiente educacional sob a perspectiva de que, é na
relação com o outro que o homem se humaniza e desenvolve a aprendizagem; a mediação entre
professor e aluno se apresenta como uma estratégia a fim de propiciar um clima de participação e
integração significativa para o aprendizado e crescimento pessoal e coletivo. Nesse sentido, este teve
por objetivo abordar a importância do professor no processo de mediação educacional para o
desenvolvimento de habilidades e capacidades inerentes ao dia a dia da, tornando as aulas mais
criativas trazendo assim a participação completa dos alunos tanto nas aulas como em todas as
atividades realizadas pela escola. Este estudo teve como princípio uma pesquisa qualitativa voltada
para uma revisão bibliográfica para conhecimento do assunto. O artigo busca ressaltar a importância
do lúdico nos trabalhos desenvolvidos em sala de aula e a sua interface no modo vivo de interação
entre os sujeitos co-responsáveis pela mudança crítica e organizativa das ações executadas em
sociedade. Assim, este estudo buscou investigar a importância da mediação do professor em sala de
aula como estratégia para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno.

PALAVRAS – CHAVE: Escola. Relação professor-aluno. Mediação. Dificuldade de aprendizagem.

1. INTRODUÇÃO

A escola é uma das instituições mais importantes de nossa sociedade por


favorecer, entre outros aspectos, o crescimento intelectual, profissional e social do
ser humano. É através dela que se adquiri mais conhecimentos para serem
aplicados no dia a dia. E, nesse viés, ser educador é, antes de tudo, ter o privilégio
de ensinar; e ensinar bem, a partir de conceitos, normas e valores sociais e
educacionais.

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E-mail: nenalves81@yahoo.com.br.
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Para que o desenvolvimento da aprendizagem da criança aconteça de forma


linear, o professor tende a trabalhar de maneira multidisciplinar com a finalidade de
detectar as dificuldades apresentadas e intervir nestas com eficácia, pois ao
incorporar, em um mesmo espaço, crianças das mais variadas etnias e classes, com
os mais variados tipos é tarefa primordial para os professores, mas que se
apresenta como um desafio no cenário atual da educação brasileira.
Sob essa ótica, levanta-se o questionamento e reflexão a respeito do contexto
educacional e da questão proposta sobre mediação pedagógica. Segundo essa
ótica, o que podemos falar a respeito da relação professor-aluno? Como o professor
deve atuar na mediação pedagógica para que favorece o desenvolvimento da
aprendizagem do aluno?
O trabalho de mediação do professor em sala de aula busca contribuir para a
formação de alunos participativos e criativos tornando o ambiente escolar agradável
e desejável, proporcionando uma cumplicidade na interrelação entre professor e
aluno.
Neste sentido, este estudo tem como objetivo abordar a importância do
professor no processo de mediação educacional para o desenvolvimento de
habilidades e capacidades inerentes ao dia a dia da, tornando as aulas mais
criativas trazendo assim a participação completa dos alunos tanto nas aulas como
em todas as atividades realizadas pela escola.
Para subsidiar o estudo foi realizada uma pesquisa qualitativa por meio de
revisão bibliográfica, fazendo levantamento sistematizado de fontes relativas às
questões e discussões teóricas levantadas em revistas, livros, jornais, meios
eletrônicos que abordam sobre o tema.
Assim, ressalta-se que esta pesquisa sirva como base para consulta de
estudos posteriores, no intuito de promover debates na integração entre o sujeito e o
objeto de conhecimento e por subsidiar novas ideias a respeito do trabalho do
professor como mediador no desenvolvimento da aprendizagem do aluno na escola.
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2. DESENVOLVIMENTO

2.1 A função social da escola

A instituição familiar é o ambiente onde a criança passa por momentos de


compreensão e apreensão dos acontecimentos vivenciados no cotidiano. No
entanto, é notório o conhecimento de que é na escola em que esta compreensão se
faz de maneira planejada e intencionada com apoio de profissionais que se
preocupam com o desenvolvimento da aprendizagem do aluno.
Barbosa (2001, p. 37) afirma que "a escola se caracteriza como um espaço
concebido para realização do processo de ensino/aprendizagem do conhecimento
historicamente construído; lugar no qual, muitas vezes, os desequilíbrios não são
compreendidos".
A escola é uma instituição educacional que precisa favorecer um aprendizado
de maneira dinâmica com visão holística. Esse aprendizado tem que acontecer com
quantidade e, principalmente com qualidade, para que o aluno obtenha
oportunidades variadas em sua vida; essas oportunidades é que desencadearão as
capacidades e habilidades imprescindíveis para o seu convívio em sociedade de
maneira a produzir no seu dia a dia a vontade da busca pelo novo.

Devemos inferir, portanto, que a educação de qualidade é aquela mediante


a qual a escola promove para todos os domínios dos conhecimentos e o
desenvolvimento de capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao
atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos. (LIBÂNEO,
2005, p. 117)

No espaço da escola é onde ocorrem as relações que envolvem os atos de


ensinar e aprender, assim como as relações culturais, sociais, materiais, e também
os métodos e técnicas de ensino com suas crenças, reflexões teóricas e práticas.
Em Fontana e Cruz (1997, p.2) temos que “O cotidiano da escola é permeado por
toda esta complexidade, logo não é nada simples procurar aprendê-lo e
compreendê-lo”.
Nesse sentido, pode-se levantar um questionamento sobre: qual a real função
da escola? O que ela pode fazer para atender as necessidades individuais e sociais
dos alunos?
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Para Saviani (1992), a função da escola é antes de tudo, estender a todos os


alunos o conhecimento elaborado e sistematizado, fundamental para que as
pessoas tenham maior liberdade de ação pela assimilação e internalização do
conhecimento, a partir do processo de ensino e de aprendizagem e para a boa
convivência em sociedade.
Pensando assim, a função da educação que ocorre na escola é feita tomada
em sentido amplo, possibilitado o levantamento de consciência das potencialidades
do indivíduo para que ele escolha e assuma a direção de seu próprio destino, isto é,
“[...] orienta-se o indivíduo para que ele mesmo tenha condições de escolher seu
futuro ou se conduz o indivíduo a um rumo já determinado.” (CARVALHO, 1979,
p.35)
No entanto, as escolas encontram-se emaranhadas em problemas presentes
há muito tempo na educação, com muitas dificuldades para cumprir seu papel.

A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo


do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita
organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é
a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não representam a
questão central da pedagogia, por que se produzem a partir das relações
sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A
sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a
escola normalmente garante, mas não ocorre no interior das escolas.
(SAVIANI, 1992, p. 80)

As ideias e os conceitos que aprendemos na escola trazem consigo


organizações lógicas e metodológicas que visão apreender os fatos sociais,
históricos e culturais além dos fenômenos da natureza que implicam na utilização de
operações complexas de transição de uma generalização para outras, devendo
sempre considerar a criança como o centro do processo de ensino e aprendizagem.
É no ambiente escolar que se fomenta as expressões culturais importante
para a continuidade do aprendizado, saber valorizar este conhecimento reflete o que
se denomina de eficácia na educação. E esta eficácia está associada à escola como
um todo, pois um segmento está interligado ao outro.
Gadotti (2010, p.2), ressalta que a qualidade da educação não se separa da
qualidade do professor, nem tão pouco do aluno ou da sua comunidade. Para ele, a
qualidade da educação precisa ser encarada de forma sistêmica, em todas as
etapas do ensino.
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É notória a visualização do aluno que temos em nossas escolas, sendo


preciso lançar novas perspectivas sobre o sentido da formação da cidadania, “o que
se faz necessário educar para participação social, para o reconhecimento das
diferenças entre vários grupos sociais, para a diversidade cultural, para os valores e
direitos humanos” (LIBÂNEO, 2001 p. 38).
Com isso vemos a necessidade de uma educação pautada na qualidade do
ensino com vertentes voltadas para a pesquisa teórica e prática do ato de aprender.
Ensinar e aprender demandam especificações próprias na formação integral do
indivíduo para sua autonomia pessoal, social de convivência em comunidade.

2.2 A atuação do professor como mediador na sala de aula

Atuando no espaço da sala de aula diretamente com o aluno, o professor tem


por norte o desenvolvimento interpessoal da criança e agir de maneira adequada em
relação a eles; colaborando para o andamento do desenvolvimento educacional,
social e pessoal.
A formação do indivíduo é sempre um processo educativo, podendo ser direto
ou indireto, intencional ou não-intencional, podendo ser realizado por meio de
atividades práticas ou de explanações orais, etc. No caso específico da educação
escolar, trata-se de um processo direto e intencional. (DUARTE, 2004, p. 51)
Nesse sentido, o professor ao rever sua prática, rever a forma como
conseguir que a criança chegue ao conhecimento, é também proporcionar à mesma
se incluir no ambiente educacional de maneira compreensiva e com postura crítica e
reflexiva.
A ação do professor mediador está voltada para uma atividade educacional
de forma intencional e contextualizada, para o estudo da realidade do aluno,
trazendo-a para dentro da escola, no sentido da melhoria da promoção do seu
desenvolvimento.
Pensar a ação do professor no espaço escolar é extrair ideias de forma
reflexiva e crítica norteando os pensamentos para ações que visem a sanar as
barreiras que aparecem na aprendizagem do aluno. Essas barreiras se referem às
deficiências que alguns alunos apresentam e que tendem a bloquear o seu
desenvolvimento cognitivo e pessoal.
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Sua prática não vem desvinculada da teoria. Precisamos da construção do


conhecimento, do pensamento e da linguagem do nosso aluno. Cabe a este
profissional, juntar aos demais profissionais da educação, e, dentro das suas
especificidades, favorecer as relações entre o desenvolvimento e o aprendizado do
aluno.
Para isto, “é fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa em
relação à capacidade de progredir dos alunos e que não desista nunca de buscar
meios para ajudá-los a vencer os obstáculos escolares.” (MANTOAN, 2006, p.48).
Neste contexto, é necessária a observação dentro da sala ou fora da sala de
aula a fim de constatar o comportamento grupal e individual dos alunos e, junto com
a equipe da escola fazer levantamento de estratégias a serem realizadas no
ambiente da sala de aula no intuito de promover o desenvolvimento global da
criança.
Muitas das vezes o desenvolvimento da aprendizagem não acontece de
maneira encadeada, sequenciada; é aí que se descobre que as rupturas estão
acontecendo por causa de deficiências de aprendizagem. A descoberta dessas
deficiências de aprendizagem é crucial para ajudar no andamento do planejamento
do professor, pois este profissional precisa ter uma visão do todo e com isso

[...] precisa-se conhecer o que acontece dentro e fora da escola, avaliação


do currículo, os métodos de ensino e também o como se aprende, o
trabalho com os grupos e a comunidade, a alfabetização e as questões
relativas à aquisição da linguagem e à produção do conhecimento e a
pesquisa. (PENTEADO, 2000 p.16).

Dessa forma, mesmo que existam conflitos de ideias nas escolas, só por meio
de uma orientação contextualizada é que possibilitará as alternativas disponíveis
para sanar tais conflitos. Sendo assim, a escola estará cumprindo com os seus
objetivos de formação de um verdadeiro cidadão.

2.2 Pensar as dificuldades de aprendizagem como fatores bloqueadores do


conhecimento

A educação no espaço escolar acontece de forma a produzir na criança o


desenvolvimento de capacidades e habilidades pertinentes à sua aprendizagem. No
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entanto, existem crianças que, durante o percurso escolar, não conseguem alcançar
as capacidades e habilidades trabalhadas pelo professor.
Dizemos que um aluno está com dificuldades de aprendizagem, quando
passa a não conseguir ler, escrever, calcular ou desempenhar outras atividades
escolares, com sucesso, independentemente, deste, ter ou não potencial normal ou
superior para aprender. “Isto quer dizer que os problemas de aprendizagem são
aqueles que se superpõem ao baixo nível intelectual, não permitindo ao sujeito
aproveitar as suas possibilidades”. (PAÍN, 1985, p. 13)
A partir do diagnóstico realizado com a criança, o que o professor poderá
fazer para ajudá-lo? Quais as ações podem ocorrer como auxílio na superação das
dificuldades de aprendizagem?
Essa reflexão se faz importante, por proporcionar levantamento de questões
intra e extraescolar que podem afetar a aprendizagem do aluno. É preciso pensar
sobre o papel de quem ensina e de como se aprende, pois na relação professor e
aluno criam-se vínculos fundamentais para a aprendizagem utilizando de uma
didática sóciointeracionista, em que ensinar e aprender envolve o professor, o aluno
e o meio onde se dá a aprendizagem.
Para a autora Sara Paín (1985),

[...] existem dois tipos de condições para a aprendizagem: as externas, que


definem o campo do estímulo, e as internas que definem o sujeito. Umas e
outras podem estudar-se em seu aspecto dinâmico, como processos, e em
seu aspecto estrutural como sistemas. A combinatória de tais condições nos
leva a uma definição operacional da aprendizagem, pois determina as
variáveis de sua ocorrência. (PAÍN, 1985, p. 25)

De acordo com a estudiosa os fatores externos e internos funcionam de forma


dialética num esquema de estímulo-resposta na qual o sujeito e o objeto se
interagem à medida que se desenvolvem surgindo assim, a aprendizagem.
Vários estudos apontam como causa de deficiência de aprendizagem fatores
como a falta de preparo de educadores, condições precárias de estrutura física da
escola, do funcionamento de gestão administrativa, pedagógica, questões
econômicas/ sociais e culturais das famílias.
Com isso, esses fatores e outros, têm servido de pauta para debates dentro e
fora das escolas, responsabilizando estes como causadores dos problemas de
aprendizagem escolar.
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[...], no que se refere à prática docente suponho que o despreparo e a


insegurança estão na raiz da dissimulação, da estratégia de culpar a vítima
e ao mesmo tempo ama-la sem nada poder fazer de objetivo para evitar- lhe
o peso do fracasso. Uma melhor capacidade profissional do professor
permitiria, no mínimo, eliminar essa hipótese. [...], vejo na capacidade
profissional o ponto crítico a partir do qual imprimir um caráter político à
prática docente para esse professor. (SCOZ, 2002, p. 12).

Observando a realidade educacional brasileira, percebe-se que o sistema


escolar não conseguiu implantar uma política clara e segura de intervenção para
tornar a escola capaz de ensinar as crianças e contribuir para a superação de
problemas de aprendizagem.
Nesse sentido, Scoz (2002, p.22) afirma que não há apenas uma única causa
para os problemas de aprendizagem “[...] é preciso compreendê-los a partir de um
enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos/
sociais“.
Pensando sobre os problemas de aprendizagem, estes não têm origem
apenas de forma cognitiva e, atribuir ao próprio aluno indício da sua deficiência, sem
considerar as condições de aprendizagem, que a escola oferece para o aluno e
outros fatores extras- escolares, é reforçar fracasso tanto do aluno como da escola.
Assim, para a escola resolver problemas de aprendizagem é necessário levar
em conta todos os locais em que o indivíduo participa, ou seja, desde a escola, a
família, e os ambientes fora destes locais. É notório o esclarecimento que os
primeiros ensinamentos vêm da família, esta é a base para a construção da
subjetividade e da criança e sua interação com outras pessoas e espaços.
No entanto, nem sempre uma dificuldade de aprendizagem está relacionada
com deficiência mental ou algum tipo de distúrbio parecido. Na verdade, existem
fatores fundamentais que precisam ser trabalhados para se obter melhor rendimento
em todos os níveis de aprendizagem.

De forma similar, os clássicos da literatura psicológica, tais como os


trabalhos de Binet e outros, admitem que o desenvolvimento é sempre um
pré-requisito para o aprendizado e que, se as funções mentais de uma
criança (operações intelectuais) não amadurecem a ponto de ela ser capaz
de aprender um assunto particular, então nenhuma instrução se mostrará
útil. (COLE et al., 2007, p. 88)
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Portanto, quando no ambiente escolar se prioriza um ensino por uma


aprendizagem com qualidade, o conhecimento é aprendido e apreendido e passa a
ter significado para a vida do aluno.
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3. CONCLUSÃO

Educar, hoje, exige mais do que nunca olhar o sujeito/aluno de forma ampla,
um ser que é que constituído de história, crenças e valores, e por isso a escola deve
ter um projeto político-pedagógico, onde nele, implícito ou explicitamente, deve ser
refletido a questão da formação do sujeito.
Pensar em educação formal é voltar-se a ter uma preocupação com a
formação educacional do aluno. Nesse sentido, o trabalho executado pelo professor
na mediação com o aluno ocorre com vistas à construção do conhecimento,
assumindo papel de promotor, mediador e motivador da aprendizagem, devendo ser
fonte de motivação para o aluno.
O professor estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o
estabelecimento de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as
mais recentes concepções a respeito desse processo. Procura envolver a equipe
escolar, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e das circunstâncias de
produção do conhecimento, proporcionando ao aluno a superar os obstáculos que
se interpõem ao pleno domínio das ferramentas necessárias à leitura do mundo.
Nesse sentido, é importante voltar o olhar pedagógico para os problemas de
aprendizagem, as deficiências apresentadas, pois estes constituem uma situação
real dentro das instituições escolares.
A partir de então, é necessário repensar o trabalho do professor como
fomentador de aprendizagens no espaço escolar, de forma a garantir a sua eficácia
na execução das atividades, pois a sua atuação está diretamente relacionada com o
aluno.
Assim, se faz necessário que todos os envolvidos no processo de ensino e
aprendizagem sejam leitores e pesquisadores de estratégias de mediação da
aprendizagem para que possa possibilitar ao aluno o desenvolvimento global da
aprendizagem de forma a minimizar problemas de aprendizagens no dia a dia da
escola.
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4. REFERÊNCIAS

BARBOSA, L. M. S. A psicopedagogia no âmbito da instituição escolar. Curitiba:


Expoente, 2001.
COLE, Michael et al. (Org.) Interação entre o aprendizado e o desenvolvimento.
In:___A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos sociológicos
superiores. L. S. Vigotsky. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
CARVALHO, Maria de Lourdes Ramo da Silva. A função do orientador
educacional. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979.
DUARTE, Newton. Formação do Indivíduo, Consciência e Alienação: o ser
Humano na Psicologia de A.N. Leontiev, Cad.Cedes, Campinas, vol.24, n.62, p.44-
63, abril de 2004. Disponível em: <http://www.cedes.unicamp.br> Acesso em 02 de
out. 2020.
FONTANA, R. A. C.; CRUZ, M.N. da. Psicologia e Trabalho Pedagógico. São
Paulo: Atual, 1997.
GADOTTI, Moacir. Qualidade na Educação: uma nova abordagem. Cadernos de
Formação, Vol. V. São Paulo, Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2010.
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 3ª ed.
Alternativa, Goiânia/GO, 2001.
___, J. C.; OLIVEIRA J. F.; TOSCHI M. S.. Educação escolar: políticas, estrutura e
organização. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2005. (Coleção Docência em Formação).
MANTOAN, Maria Tereza. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São
Paulo: Moderna, 2006. p.48-61.
PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem.
Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
PENTEADO, Wilma M. Alves e outros. Orientação Educacional na Prática:
princípios, técnicas, instrumentos, São Paulo: Pioneira, 2000.
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. 3.ed. São
Paulo: Cortez: Autores Associados, 1992.
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de
aprendizagem. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

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