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Norma

NP EN ISO 10545-3
2019

Portuguesa
Pavimentos e revestimentos cerâmicos
Parte 3: Determinação da absorção de água, da porosidade
aberta, da densidade relativa aparente e da massa volúmica
global
(ISO 10545-3:2018)

Carreaux et dalles céramiques


Partie 3: Détermination de l’absorption d’eau, de la porosité ouverte, de la densité
relative apparente et de la masse volumique globale
(ISO 10545-3:2018)

Ceramic tiles
89
Part 3: Determination of water absorption, apparent porosity, apparent relative
density and bulk density
(ISO 10545-3:2018)
T1
C

ICS HOMOLOGAÇÃO
91.100.23 Termo de Homologação n.º 238/2019, de 2019-11-29
A presente norma substitui a
NP EN ISO 10545-3:2001 (Ed. 1)

CORRESPONDÊNCIA ELABORAÇÃO
Versão portuguesa da EN ISO 10545-3:2018 CT 189 (CTCV)

CÓDIGO DE PREÇO 2ª EDIÇÃO


X004 2019-12-16

 IPQ reprodução proibida

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2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101


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Preâmbulo nacional
À Norma Europeia EN 10545-3:2018 foi dado o estatuto de norma portuguesa em 2018-05-02 (Termo
de Adoção nº 609/2018 de 2018-05-02).
O presente documento foi elaborado pela Comissão Técnica de Normalização CT 189 «Ladrilhos
Cerâmicos», cuja coordenação é assegurada pelo Organismo de Normalização Setorial, Centro
Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (ONS/CTCV).

89
T1
C

Aviso: Documento com direitos de propriedade


© IPQ reprodução proibida
As normas e os documentos normativos são documentos abrangidos por direitos de Propriedade Intelectual a
qual inclui a Propriedade Industrial, Direitos de Autor e Direitos Conexos. É proibida e punida, nos termos da
legislação aplicável, a sua reprodução, utilização, distribuição ou divulgação pública, de qualquer parte deste
documento, em qualquer formato, eletrónico ou mecânico, incluindo fotocópia ou colocação na internet ou numa
intranet, sem autorização prévia escrita. A autorização deve ser requerida ao Instituto Português da Qualidade
enquanto Organismo Nacional de Normalização.
NORMA EUROPEIA EN ISO 10545-3
EUROPÄISCHE NORM
NORME EUROPÉENNE
EUROPEAN STANDARD março de 2018

ICS: 91.100.23 Substitui a EN ISO 10545-3:1997

Versão portuguesa
Pavimentos e revestimentos cerâmicos
Parte 3: Determinação da absorção de água, da porosidade aberta, da densidade relativa aparente e da
massa volúmica global
(ISO 10545-3:2018)

Keramishe Fliesen und Platten Carreaux et dalles céramiques Ceramic tiles


Teil 3: Bestimmung von Partie 3: Détermination de Part 3: Determination of
Wasseraufnahme, offener l´absorption d´eau, de la water absorption, apparent
Porosität, scheinbarer relativer porosité ouverte, de la densité porosity, apparent relative
Dichte und Rohdichte relative apparente et de la density and bulk density
(ISO 10545-3:2018) masse volumique globale (ISO 10545-3:2018)
89 (ISO 10545-3:2018)

A presente norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN ISO 10545-13:2018, e tem o mesmo estatuto que as
versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade.
Esta norma europeia foi ratificada pelo CEN em 2018-01-22.
T1
Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as
condições de adoção desta norma europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.
Podem ser obtidas listas atualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes
junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.
A presente norma europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra língua,
obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e notificada ao
Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.
C

Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Antiga
República da Macedónia, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha,
Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega,
Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Sérvia, Suécia, Suíça e Turquia.

CEN
Comité Europeu de Normalização
Europäisches Komitee für Normung
Comité Européen de Normalisation
European Committee for Standardization

Secretariado Central: Rue de la Science 23, B-1040 Brussels

 2018 CEN Todos os direitos de exploração sob qualquer forma e por qualquer meio reservados
mundialmente para os membros do CEN

Ref. nº EN ISO 10545-32018 Pt


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Sumário .......................................................................................................................................................... Página


Preâmbulo nacional .................................................................................................................................................. 2
Preâmbulo .................................................................................................................................................................... 5
Nota de endosso.......................................................................................................................................................... 5
Introdução .................................................................................................................................................................... 6
1 Objetivo e campo de aplicação .......................................................................................................................... 7
2 Referências normativas ....................................................................................................................................... 7
3 Termos e definições .............................................................................................................................................. 7
4 Princípio .................................................................................................................................................................... 7
5 Aparelhos e utensílios .......................................................................................................................................... 7
89
6 Provetes ..................................................................................................................................................................... 8
6.1 Amostragem ............................................................................................................................................................................. 8
6.2 Corte do provete ..................................................................................................................................................................... 9
7 Procedimento ....................................................................................................................................................... 13
T1
7.1 Preparação da amostra ..................................................................................................................................................... 13
7.2 Impregnação com água ..................................................................................................................................................... 13
7.3 Pesagem hidrostática ........................................................................................................................................................ 14
8 Resultados.............................................................................................................................................................. 14
8.1 Absorção de água ................................................................................................................................................................ 14
C

8.2 Porosidade aberta ............................................................................................................................................................... 14


8.3 Densidade relativa aparente .......................................................................................................................................... 14
8.4 Massa volúmica global ...................................................................................................................................................... 15
9 Relatório de ensaio ............................................................................................................................................. 15

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Preâmbulo
O presente Documento (EN ISO 10545-3:2018) foi elaborado por colaboração entre o Comité Técnico
ISO/TC 189 “Ceramic tiles” e o Comité Técnico CEN/TC 67 “Ceramic tiles”, cujo secretariado é
assegurado pelo UNI.
A esta norma europeia deve ser atribuído o estatuto de norma nacional, seja por publicação de um texto
idêntico, seja por adoção, o mais tardar em setembro de 2018 e as normas nacionais divergentes devem
ser anuladas, o mais tardar em setembro de 2018.
Pode acontecer que alguns elementos do presente documento sejam objeto de direitos de propriedade.
O CEN não é responsável pela identificação de alguns ou de todos esses direitos.
O presente documento substitui a EN ISO 10545-3:1997.
De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, o presente documento tem que ser
implementado pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Antiga
89
República da Macedónia, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia,
Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia,
Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia,
Sérvia, Suécia, Suíça e Turquia.

Nota de endosso
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O texto do presente Documento Internacional ISO 10545-3:2018 foi aprovado pelo CEN como
documento europeu sem qualquer modificação.
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Introdução
Para pavimentos e revestimentos cerâmicos, a absorção de água é utilizada para classificar produtos.
Este documento descreves os procedimentos para a medição da absorção de água e propriedades
relacionadas utilizando técnicas arquimedianas clássicas. A impregnação da porosidade aberta é
obtida apenas pelo método do vácuo. As técnicas são fornecidas para pavimentos e revestimentos
cerâmicos grandes ou com formas irregulares.

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1 Objetivo e campo de aplicação


Este documento especifica um método para a determinação da absorção de água, a porosidade aberta,
a densidade relativa aparente e a massa volúmica global dos ladrilhos cerâmicos. Este método é
aplicável à classificação de ladrilhos cerâmicos e especificações de produto.

2 Referências normativas
Não há referências normativas neste documento.

3 Termos e definições
Para os fins do presente documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.
A ISO e IEC gerem bases de dados de terminologia cujo objetivo é a sua utilização como ferramentas de
normalização. Estão disponíveis nos seguintes endereços:


89
ISO online browsing platform: http://www.iso.org/obp
IEC Electropedia: http://www.electropedia.org/

4 Princípio
Impregnação de ladrilhos cerâmicos secos com água e depois submissão à pesagem hidrostática.
T1
Cálculo das características citadas a partir das relações existentes entre as massas da amostra seca,
saturada com água e imersa.

5 Aparelhos e utensílios
5.1 Estufa, capaz de funcionar, pelo menos, a (110  5) °C. Micro-ondas, infravermelhos ou outros
C

sistemas de secagem poderão ser utilizados, desde que fique garantido que dão os mesmos resultados.

5.2 Balança, com exatidão de 0,01 % da massa do provete.

5.3 Água destilada ou desionizada

5.4 Exsicador

5.5 Tecido de microfibras

5.6 Anel metálico, laço ou cesto, capaz de manter os provetes imersos em água, para permitir as
medições de massas suspensas.

5.7 Proveta de vidro, ou recipiente similar, com dimensão e formato tais que o provete, suspenso da
balança (5.2) pelo anel metálico (5.6), fique totalmente imerso em água, sem entrar em contacto com
qualquer parte do recipiente.

5.8 Câmara de vácuo e sistema de vácuo, com capacidade suficiente para conter o número
especificado de provetes e manter um vácuo de 10 kPa  5 kPa (91 kPa  5 kPa abaixo da pressão
atmosférica padrão de 101 kPa) durante 30 min.

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6 Provetes
6.1 Amostragem
A amostragem deve ser feita de acordo com as dimensões dos ladrilhos cerâmicos como indicado no
Quadro 1. No Quadro 2 são indicados alguns exemplos de dimensões comuns diferentes. O número de
provetes a ensaiar para cada ladrilho assim como o número de ladrilhos são função da dimensão do
ladrilho. Os ladrilhos cerâmicos e provetes relevantes não devem conter defeitos visíveis ou fendas
antes do ensaio e não devem ter sido previamente ensaiados. Qualquer material solto ou contaminado
deve ser removido. Isto inclui qualquer malha, papel e adesivo que tenham sido aplicados nos
mosaicos.
Quando a massa de cada ladrilho individual é inferior a 50 g, deve ser obtido um número suficiente de
ladrilhos para que cada provete atinja uma massa de 50 g a 100 g. Para esses provetes a Secção 6.2 não
é aplicável.

Área máxima A
cm2
89 Quadro 1 – Amostragem

Secção de
referência
para o corte
N° de provetes
por ladrilho a
Nº total de
ladrilhos
N° total de
provetes
ser ensaiado
de amostras
T1
A ≤ 400 6.2.2 1 5 5

400 < A ≤ 3 600


6.2.3 1 5 5
(com x e y > 20 cm)
400 < A ≤ 3 600
(com lado menor y ≤ 20 cm, e 6.2.4 1 5 5
C

lado maior x < 100 cm)


400 < A ≤ 3 600
(com lado menor y ≤ 20 cm, e 6.2.4 2 5 10
lado maior x ≥ 100 cm)
A > 3 600
(com lado menor y ≤ 20 cm, e 6.2.5 2 3 6
lado maior x ≥ 100 cm)
A > 3 600
(com lado menor y > 20 cm) 6.2.5 4 3 12

NOTA: Para um ladrilho não-retangular, considerar a área do menor retângulo no qual o ladrilho pode caber.

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Quadro 2 – Exemplos de amostragem para dimensões comuns diferentes

Exemplo de
N° de provetes
Área máxima A tamanho N° total de
por ladrilho a Nº total de provetes
cm2 nominal ladrilhos
ser ensaiado
cm
400 20 × 20 1 5 5
600 10 × 60 1 5 5
900 30 × 30 1 5 5
1 350 15 × 90 1 5 5
2 160 18 × 120 2 5 10
2 250 15 × 150 2 5 10
2 500
3 600
4 500
8950 × 50
60 × 60
18 × 250
1
1
2
5
5
3
5
5
6
8 100 90 × 90 4 3 12
T1
7 200 60 × 120 4 3 12
16 200 90 × 180 4 3 12
14 400 120 × 120 4 3 12
28 800 120 × 240 4 3 12
30 000 100 × 300 4 3 12
C

>30 000 120 × 300 4 3 12

6.2 Corte do provete

6.2.1 Generalidades
Cada ladrilho deve ser cortado em pedaços menores, conforme descrito em 6.2.2 a 6.2.5, onde alguns
exemplos comuns são indicados. O corte dos provetes deve consistir marcar e cortar amostras, ou
serrando-as quando é impossível cortá-las com equipamento convencional (como pode ser o caso de
porcelanatos altamente texturizados e estruturados). O corte poderá ser realizado na fábrica, de
acordo com os critérios de amostragem descritos, onde a amostra a ser cortada é pelo menos 10 cm
maior para cada lado do corte. Nas instalações de ensaio, o corte não deve ser realizado mais de
quatro horas antes de as amostras serem colocadas na estufa. Os provetes devem ser mantidos limpos,
sem material contaminante após o corte.

6.2.2 Ladrilhos cerâmicos com área menor ou igual a 400 cm2


Os provetes devem ser cortados ao meio, dentro do limite de 1 cm. Os provetes devem ser cortados
perpendicularmente ao lado mais comprido se o provete tiver lados desiguais. Selecionar
aleatoriamente metade de cada provete para ensaio (ver Figura 1).

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a) Lados iguais: x ≤ 20 cm, a = 1/2 × (dentro do limite de 1 cm)

89
T1
b) Lados desiguais: x > y, a = 1/2 × (dentro do limite de 1 cm)

Figura 1 – Esquema de corte para ladrilhos com área menor ou igual a 400 cm2
C

6.2.3 Ladrilhos cerâmicos com área superior a 400 cm2 e menor ou igual a 3 600 cm2, em que x e
y > 20 cm
Deve ser cortada de um canto de cada provete para ensaio uma porção de 20  20 cm, dentro do limite
de 1 cm (ver Figura 2).

x > 20 cm, y > 20 cm, a = 20 cm (dentro do limite de 1 cm)

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Figura 2 – Esquema de corte para ladrilhos com área superior a 400 cm2 e menor ou igual a
3 600 cm2 em que x e y > 20

6.2.4 Ladrilhos cerâmicos com área superior a 400 cm2 e menor ou igual a 3 600 cm2, em que
apenas y é ≤ 20 cm
Proceder como indicado na (Figura 3 b) também se aplica a ladrilhos cerâmicos com área superior a
3 600 cm2):
 x < 100 cm, deve ser cortada de cada provete para ensaio uma porção em que uma dimensão é igual
a y e a outra dimensão é igual a 20 cm, dentro do limite de 1 cm (ver Figura 3 a)).

 x ≥ 100 cm, devem ser cortadas de cada provete para ensaio duas porções em que uma dimensão é
igual a y e a outra dimensão é igual a 20 cm, dentro do limite de 1 cm (ver Figura 3 b)).

89
T1
a) x < 100 cm, y ≤ 20 cm, a = 20 cm (dentro do limite de 1 cm)
C

b) x ≥ 100 cm, y ≤ 20 cm, a = 20 cm (dentro do limite de 1 cm)


NOTA: Figura 3b) também se aplica a ladrilhos cerâmicos com área >3 600 cm2.

Figura 3 – Esquema de corte para ladrilhos com área superior a 400 cm2 e menor ou igual a
3 600 cm2 em que y ≤ 20 cm

6.2.5 Ladrilhos cerâmicos com área superior a 3 600 cm2


Proceder como indicado:
 se y ≥ 40 cm, deve ser cortada, a partir dos quatro cantos de cada provete para ensaio, uma porção
de 20  20 cm, dentro do limite de 1 cm (ver Figura 4 a)).

 se 20 cm < y < 40 cm, deve ser cortada, a partir dos quatro cantos de cada provete para ensaio, uma
porção de 20 cm ⨯ y/2 cm, dentro do limite de 1 cm (ver Figura 4 b)).

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 se y ≤ 20 cm, devem ser cortadas de cada provete para ensaio duas porções em que uma dimensão
é igual a y e a outra dimensão é igual a 20 cm, dentro do limite de 1 cm (ver Figura 3b)).

89
T1
a) x ≥ 40 cm, y ≥ 40 cm, a = 20 cm (dentro do limite de 1 cm)
C

b) x ≥ 40 cm, 20 cm < y < 40 cm, a = 20 cm (dentro do limite de 1 cm)


NOTA: Ver também a Figura 3 b).

Figura 4 – Esquema de corte para ladrilhos com área superior a 3 600 cm2

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7 Procedimento
7.1 Preparação da amostra
Secar os provetes até massa constante (ver nota) na estufa (5.1), regulada para um mínimo de 110 °C,
não excedendo 160 °C por um período mínimo de 24 h (ou outro tempo que tenha sido estabelecido
para a estufa em utilização e a massa de ladrilhos a serem secos). A secagem dos provetes e a
determinação das suas massas poderão ser feitas antes ou depois de os provetes terem sido
impregnados com água. Geralmente a massa seca é determinada antes da impregnação. No entanto, se
os provetes forem friáveis ou a evidência indicar que as partículas se soltaram durante a impregnação,
os provetes devem ser secos e pesados após a determinação da massa obtidapor pesagem hidrostática
e da massa do provete saturado. Neste caso, a segunda massa seca deve ser utilizada em todos os
cálculos apropriados.
NOTA: A massa constante é atingida quando, após duas pesagens sucessivas, a massa final não se altera mais de 0,1 %. Os
provetes que foram ensaiados diretamente após o seu fabrico podem ser considerados totalmente secos, desde que não
89
tenham sido submetidos a nenhum processo que molhe o provete após a cozedura (como pode ocorrer nas operações de
corte e polimento), e sejam colocados num exsicador com a rapidez necessária (geralmente dentro de não mais de 30
minutos após a saída do forno) para que nenhuma humidade tenha sido absorvida do ar ambiente, como pode ser confirmado
pela pesagem até massa constante após a impregnação.

Arrefecer os ladrilhos no exsicador (5.4) sobre sílica gel ou outro dessecante adequado, mas não um
ácido.
T1
Pesar cada ladrilho e determinar com uma exatidão de 0,01 % da massa, a massa, m1, de cada provete.

7.2 Impregnação com água


Colocar os ladrilhos em posição vertical, com um dos lados cortados voltado para o fundo, sem
contactarem entre eles e a câmara de vácuo (5.8). Estabelecer um vácuo de 10 kPa  5 kPa
(91 kPa± 5 kPa abaixo da pressão atmosférica padrão de 101 kPa) e mantê-lo durante 30 min ± 2 min.
C

Em seguida, sempre mantendo o vácuo, introduzir lentamente água suficiente, não demorando mais de
10 min, para cobrir os ladrilhos a uma altura de 5 cm. Eliminar o vácuo e deixar os ladrilhos
mergulhados na água durante 15 min ± 2min. Determinar a massa do provete suspenso de acordo com
7.3. Após a determinação da massa do provete suspenso, ou diretamente após os 15 min ± 2 min de
imersão, se a massa do provete suspenso não for determinada, limpar cada provete levemente com um
tecido de microfibras húmido para remover todas as gotas de água visíveis da superfície, e determinar
a massa saturada m2 de cada provete, com uma exatidão de 0,01% da massa. Um tecido de
microfibrasseco deve ser saturado com água igual a duas vezes o seu peso seco (por exemplo, um
tecido de de 50 g é saturado com 100 g de água). Isto poderá ser conseguido colocando o tecido numa
tigela, adicionando a quantidade de água necessária e espremendo o tecido para garantir que toda a
água seja absorvida e que o tecido fique uniformemente saturado, sem áreas secas. A área facial do
tecido de microfibras deve ser de pelo menos 65 % da área facial total dos provetes ensaiados (por
exemplo, cinco provetes de 20 cm ⨯ 20 cm requerem uma área de superfície de tecido de microfibras
de 1 300 cm2 ou mais). Vários tecidos de microfibras poderão ser utilizados para atender à área facial
mínima requerida. O processo de limpeza deve envolver bater levemente o provete em todos os lados
e superfícies com o tecido de microfibras húmido. Tomar cuidado para não limpar o provete
excessivamente, pois isso pode introduzir erros devido à evaporação da água dos poros do provete. A
determinação da massa do provete saturado deve ser realizada imediatamente após o processo de
limpeza para evitar erros devido à evaporação da água do provete.
Repetir conforme necessário, até que todos os provetes necessários tenham sido ensaiados.

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7.3 Pesagem hidrostática


Após impregnação sob vácuo dos provetes, determinar por pesagem hidrostática a massa m3, com uma
exatidão de 0,01 % da massa, de cada um dos provetes. Efetuar a pesagem colocando o provete num
anel metálico, num laço ou num cesto (5.6) suspenso de um braço da balança (5.2). Antes de pesar,
tarar a balança mergulhando o anel, o laço ou o cesto à mesma profundidade que a utilizada durante a
medição com o provete aplicado.

8 Resultados
8.1 Absorção de água
Nos cálculos seguintes, considera-se que a massa de 1 cm3 de água é igual a 1 g, sendo:
m1 massa do ladrilho seco;
m2 massa do ladrilho impregnado pelo método de imersão sob vácuo;
89
m3 massa obtida por pesagem hidrostática do ladrilho impregnado sob vácuo.
Para cada ladrilho, a absorção de água Ev, expressa em percentagem da massa seca, é calculada por
meio da Equação 1:

E v  100 
 m2  m1  (1)
T1
m1

8.2 Porosidade aberta

8.2.1 O volume exterior V, expresso em centímetros cúbicos, calcula-se pela Equação 2:


V = m2 − m3 (2)
C

8.2.2 O volume de poros abertos V0 e o volume da porção impermeável VI, expressos em centímetros
cúbicos, são calculados pelas Equações 3 e 4:
V0 = m2 − m1 (3)

VI = m1 − m3 (4)

8.2.3 A porosidade aberta P, expressa em percentagem, é a relação existente entre o volume de poros
abertos do provete e o seu volume exterior. A porosidade aberta é calculada pela Equação 5:

P  100 
m2  m1  (5)
V

8.3 Densidade relativa aparente


A densidade relativa aparente, T, da parte impermeável do provete, é calculada pela Equação 6:
T = m1/(m1 − m3) (6)

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8.4 Massa volúmica global


A massa volúmica global de um provete, B, expressa em gramas por centímetro cúbico, é o quociente
da sua massa seca dividida pelo volume exterior, incluindo os poros. Calcula-se a massa volúmica
global pela Equação 7:
m1
B (7)
V

9 Relatório de ensaio
O relatório de ensaio deve conter a seguinte informação
a) referência ao presente documento;
b) descrição dos ladrilhos, incluindo dimensões antes e depois da preparação dos provetes;
89
c) para cada propriedade determinada, registar os resultados individuais de cada provete;
d) para cada propriedade determinada, registar o valor médio.
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C

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