Você está na página 1de 164

MBA AUDITORIAS, MANIFESTAÇÕES PRIMEIRO DIA:

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


PATOLÓGICAS, AVALIAÇÕES & PERÍCIAS DA
ENGENHARIA
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA
DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES
Professor RODRIGO CARVALHO DA MATA, M.Sc., Dr.

15:15 Versão 1 – Novembro de 2018 01


PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
Professor Rodrigo Carvalho da Mata, M.Sc., Dr.
Graduado em Engenharia Civil pela PUC-Goiás (2003), mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de
Santa Catarina (2006) com ênfase em processo executivo e estrutural em alvenaria estrutural e doutor em
Engenharia de Estruturas pela USP - Escola de Engenharia de São Carlos (2011), com ênfase na mecânica do
faturamento de painéis em alvenaria estrutural. Foi residente durante o estágio de doutoramento na
Universidade do Minho Campus Azurém na cidade de Guimarães em Portugal no ano de 2009, atuando em
estudo da mecânica do faturamento e patologias em alvenaria estrutural.
• Professor Adjunto I da Escola de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás;
• Membro da Comissão de Estudo de Alvenaria Estrutural (ABNT/CE-002:123.010);
• Membro da Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil (ABNT/CE-002:134.003);
• Conselheiro CREA-GO triênio 2017-2019;
• Professor e coordenador de cursos de Pós-graduação da DALMASS – Escola de Líderes.
rodrigodamata@dalmass.com
62-982382974
15:15 02
OBJETIVOS
GERAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Introduzir os conceitos e definições sobre a Perícia como gênero e suas espécies e as atribuições e aplicações
profissionais do Engenheiro e do Arquiteto nas atividades de vistoria, perícia, inspeção, avaliação,
monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem.

ESPECÍFICOS

 Definições importantes para atuação do Arquiteto e Engenheiro na área de avaliação e perícia;


 Perícias em edificações no âmbito judicial;
 Principais instruções normativas sobre avaliações e perícias;
 Descrições das principais instruções normativas para realização de vistorias e perícias;
 Apresentação de diversos estudos de casos evidenciando a atuação do profissional em Arquitetura e Engenharia.

15:15 03
PROGRAMAÇÃO

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Assunto

APRESENTAÇÃO GERAL DA PÓS GRADUAÇÃO EM AVALIAÇÕES & PERÍCIAS DA ENGENHARIA;


1. Definições importantes; Sexta-feira: 18 às 23hs.
2. Perícias em edificações – Âmbito judicial.

2. Perícias em edificações – Âmbito judicial;


3. Principais instruções normativas. Sábado: 8 às 13hs.

3. Principais instruções normativas; Sábado: 14 às 19hs.

4. Diversos estudos de casos;


Domingo: 8 às 13hs.
ATIVIDADE AVALIATIVA 1

Carga Horária Total do Módulo = 24h.a.


15:15
MÉTODO AVALIATÓRIO

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Princípio:
A avaliação será baseada na capacidade do aluno de compreender as
informações transmitidas ao longo das aulas.

Critérios Objetivos:
1º) Trabalhos em sala de aula => 8 pontos;
2º) Frequência e Assiduidade => 2 pontos.

Critérios Subjetivos:
1º) Participação pró-ativa e efetiva nas atividades;
2º) Respeito ao colega (silêncio nas horas devidas);
3º) Presença mental.

15:15 05
6

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

A, Ms., Dr.
A T Dr.
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR

D A MMs.,
ESTRUTURAS, FUNDAÇÕES & PONTES

13752: Perícias de engenharia na construção civil. Rio de

da Mata,
Janeiro, 1996.
 INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE

VALHO
O C A RCarvalho
ENGENHARIA. Norma de Inspeção Predial Nacional. São
Paulo, 2012.

R I GRodrigo
 BRASIL. Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002. 1a
edição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.

P R O F R O D Prof
15:15
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES

1. Definições Importantes

15:15 07
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Vistoria

Constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição


minuciosa dos elementos que o constituem. (ABNT 13752 :versão em revisão)

15:15 08
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


a. Perícia

Atividade técnica desenvolvida para, isolada ou cumulativamente, AVERIGUAR


E ESCLARECER FATOS, VERIFICAR O ESTADO DE UM BEM, APURAR AS CAUSAS
QUE MOTIVARAM DETERMINADO EVENTO, IDENTIFICAR SUAS
CONSEQUÊNCIAS, RECOMENDAR SOLUÇÕES, OU AINDA AVALIAR BENS,
CUSTOS, FRUTOS OU DIREITOS.

15:15 09
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


a. Perícia

https://www.youtube.com/watch?v=H4FJaj_HV5o
https://www.youtube.com/watch?v=86kGbjwokU4
15:15 010
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


a. Perícia

15:15 011
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Inspeção Predial
É a análise isolada ou combinada das condições técnicas, de uso e de
manutenção da edificação, IBAPE (2012).

15:15 012
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Inspeção Predial

Relatório de Técnico de Vistoria de Não-


Conformidade Predial - RT.141117.14012

15:15 013
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Avaliação de bens
Segundo a ABNT NBR 14653:1 (2005):

“Análise técnica, realizada por ENGENHEIRO DE AVALIAÇÕES, para


identificar o valor de um bem, de seus custos, frutos e direitos, assim como
determinar indicadores da viabilidade de sua utilização econômica, para uma
determinada finalidade, situação e data.” ABNT NBR 14653:1 (2001 – errata
2005).

15:15 014
1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


Perito

Profissional legalmente habilitado, idôneo e


capacitado para realizar uma perícia. IBAPE (2012)

Assistente técnico

Profissional legalmente habilitado, indicado e


contratado pela parte para orientá-la, assistir os
trabalhos periciais em todas as fases da perícia e,
quando necessário, emitir seu parecer técnico.
15:15
IBAPE (2012) 015
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES

2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO


JUDICIAL

15:15 016
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL

O campo de trabalho não se resume à ESFERA JUDICIAL, pois os trabalhos também


poderão ser EXTRAJUDICIAIS. O profissional que atua nessa área deverá ter o
conhecimento que normalmente é requisitado para solução de um conflito e para tal
deverá estar preparado para auxiliar na resolução da questão em análise (Deutsch,
2013).
ESFERA JUDICIAL EXTRAJUDICIAIS

Quando um conflito está instalado e sem O campo de trabalho é muito vasto. Existem
uma solução amigável, normalmente uma os mais diversos tipos de requisição de
das partes ingressa em juízo com a intenção pareceres técnicos. Nas questões em que há
de obter do órgão jurisdicional (juiz) uma litígio, o parecer técnico preliminar
decisão que acolha sua pretensão, pondo fim normalmente analisa detalhadamente a
à questão. questão, fornecendo soluções para resolução
15:15
dos problemas existentes. 017
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL

Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/83679-fase-de-execucao-e-a-que-mais-aumenta-tempo-de-tramitacao-de-processos

LEI Nº 9.099, DE 26 DE SETEMBRO DE 1995.


Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;

A pesquisa identificou que, na média das cinco cidades, o tempo de tramitação dos
processos até a sentença é de 200 dias. Além disso, constatou-se uma demora de até 168
dias para realização da primeira audiência entre as partes, quando se propõe a conciliação.
Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/79711-pesquisa-revela-funcionamento-dos-juizados-especiais-em-cinco-capitais
15:15 018
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS
A esfera extrajudicial compreende todos os tipos de pareceres técnicos para solução de
um conflito ou de uma questão que necessita de conhecimento técnico específico, sem
que o caso chegue à esfera judicial.
Na área de patologias incluem-se laudos e pareceres de: inspeção, vistoria, verificação
dos mais diversos tipos de danos e vícios construtivos ocultos ou redibitórios*.
* O vício redibitório resulta da
existência de vícios, ou defeitos
O parecer técnico preliminar auxilia as partes em um ocultos da coisa, cuja venda se
entendimento, buscando um acordo e evitando-se que o procede, existentes ao tempo
problema chegue à esfera judicial, mais morosa e mais da aquisição, e que a tornem
imprestável, ou imprópria ao
onerosa (Deutsch, 2013). seu uso, ou destino, diminuindo,
por isso, o seu justo valor.
15:15 019
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias

Os Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias auxiliam a solucionar disputas e


conflitos, com sigilo, rapidez e baixos custos, sem necessidade de se procurar os
tribunais de justiça e de se contratar um advogado. Os processos normalmente são
desburocratizados, com muito menos formalidades e com período definido para
solução.

Os meios alternativos de solução de conflitos viabilizam um desenlace de problemas


mais fácil, EVITANDO O DESGASTE, A DEMORA E O ÔNUS DE UM PROCESSO JUDICIAL.

15:15 020
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias

NEGOCIAÇÃO CONCILIAÇÃO

MEDIAÇÃO ARBITRAGEM

15:15 021
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias

PARTE A PARTE B
(RECLAMANTE) NEGOCIAÇÃO (RECLAMADO)

ACORDO

15:15 Esquema de uma negociação. Fonte: DEUTSCH (2013), adaptado. 022


2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias
MEDIADOR
(EX.: Arquiteto Neutro)

PARTE A PARTE B
(RECLAMANTE)
COMUNICAÇÃO ENTRE AS PARTES (RECLAMADO)

ACORDO
15:15 Esquema de uma mediação. Fonte: DEUTSCH (2013), adaptado. 023
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias
CONCILIADOR
(Ex.: Ouvidorias autarquias)

ACORDO

PARTE A COMUNICAÇÃO ENTRE AS PARTES PARTE B


(RECLAMANTE) (RECLAMADO)

15:15 Esquema de uma conciliação. Fonte: DEUTSCH (2013), adaptado. 024


2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
EXTRAJUDICIAIS MASC – Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias

ÁRBITRO* Lei 9.307 de 23 de setembro de 1996

(Ex.: Qualquer pessoa CAPAZ.)

PARTE A PARTE B
(RECLAMANTE)
SENTENÇA (RECLAMADO)

Esquema de uma arbitragem. Fonte: DEUTSCH (2013), adaptado.

15:15 * O árbitro poderá ser um profissional habilitado, neutro e estranho ao conflito, de confiança e escolha das partes em divergência. 025
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS

O processo judicial acontece quando dois lados diversos possuem um conflito de


interesses sobre determinado assunto. O conflito pode gerar a vontade de uma das
partes de exigir a subordinação do interesse da outra.

No andamento processual, o juiz utiliza as normas do direito civil. Existe uma série de
atos judiciais destinados à aplicação dessas normas editados no Código de Processo
Civil, inclusive a nomeação e atuação do perito judicial.

O processo judicial é um complexo de atos e fatos. No processo compreendem-se


direitos, deveres e ônus das partes, além de poderes, deveres e direitos dos órgãos
jurisdicionais.
15:15 026
PROCESSO JUDICIAL
JUIZ

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


PARTE A PARTE B
(RECLAMANTE) (RECLAMADO)
iv) Despacho
SANEADOR
i) PETIÇÃO INICIAL ii) CONTESTAÇÃO

iii) RÉPLICA TESTEMUNHAL

v) PROVAS DOCUMENTAL

PROCEDIMENTO PERICIAL

15:15 Etapas do processo judicial até a nomeação do perito. Fonte: DEUTSCH (2013), adaptado. 027
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS PROCEDIMENTO PERICIAL:
No processo judicial, quando há necessidade da realização de perícia técnica, há espaço
para o trabalho de três profissionais: perito do juízo e assistentes técnicos das partes.

A nomeação do perito é realizada da mesma maneira que a contratação de um serviço


temporário. O juiz indicará um profissional habilitado de sua confiança para lhe auxiliar
emum caso em que não possui o conhecimento necessário. Trata-se de um trabalho
profissional liberal, sem vínculo empregatício.
Ao ser indicado um perito, as partes podem indicar um assistente técnico de sua
confiança e devem formular os QUESITOS que considerar imprescindíveis para o
esclarecimento da questão em litígio. Os assistentes técnicos SÃO PAGOS PELAS PARTES
e cabe a eles defenderem o seu cliente dentro dos limites da ética e do bom
15:15profissionalismo sem se violentarem tecnicamente. 028
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS PROCEDIMENTO PERICIAL:
A perícia é essencialmente um meio de prova. A prova normalmente é realizada por
meio de vistorias, coleta de documentação e avaliação da situação.

Segundo ABUNAHMAN (1999), “Toda perícia envolve a apuração de um fato”.


“Cabe ao Perito fornecer ao Juízo elementos técnicos de convicção para que
o julgamento possa ser apreciado sem dúvidas da parte do Magistrado
formando-se, assim, um sistema proporcionador de dados para o
convencimento que gerará a decisão (sentença). Esta, em caso de recurso
pela Parte perdedora que acha que seus direitos não foram suficientemente
atendidos, pode apelar para a 2a Instância (Tribunal de
Justiça/Desembargadores), que decidirá em colegiado sobre a manutenção
15:15 ou reforma da sentença de 1a Instância.” ABUNAHMAN, 1999. 029
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS PROCEDIMENTO PERICIAL:

Após uma anamnese da situação, o perito deverá agendar a vistoria, a qual se destina a
apurar os fatos no local onde ocorrer e constatar os problemas citados pelas partes. As
perícias são diferenciadas e dependerão da abrangência que está sendo questionada;
pode se resumir a uma vistoria e constatação de fatos e pode ser mais ampla,
necessitando-se investigar as causas do problema.

15:15 030
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS PROCEDIMENTO PERICIAL:

São obrigações do perito:

a. Analisar cuidadosamente todas as peças dos autos;


b. Realizar a vistoria, informando aos assistentes a data e horário da mesma;
c. Recolher toda documentação que considerar necessária para elaboração do
trabalho técnico;
d. elaborar o laudo com vagar e cuidado;
e. responder aos quesitos das partes;
f. atender as partes, esclarecendo quando necessários pontos que ficaram obscuros
no laudo.

15:15 031
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.1 AS ESFERAS JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
JUDICIAIS PROCEDIMENTO PERICIAL:
Honorários:
Os honorários do perito judicial são fixados:
• Levando em consideração o tempo que será gasto para realização da prova pericial;
• O grau de dificuldade da mesma;
• O tipo de causa;
• As despesas que serão necessárias para análise da questão;
• A necessidade ou não da contratação de serviços de terceiros;
• A necessidade de serviços de topografia ou sondagem;
• Necessidade da realização de exames laboratoriais ou ensaios.

15:15 032
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA

a. Imóveis e Benfeitorias;
b. Máquinas e Equipamentos;
c. Veículos Automotores;
d. Instalações;
e. Frutos;
f. Direitos;
g. Projetos e Documentos Técnicos.

15:15 033
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
a. Imóveis e Benfeitorias

• Imóveis:
Bem constituído de terreno e eventuais benfeitorias a ele incorporadas. Pode ser
classificado como urbano ou rural, em função da sua localização, uso ou vocação.
ABNT NBR 14653-1 (2001);

• Benfeitorias:
Obras ou serviços que se realizem em um móvel ou imóvel com o intuito de conservá-
lo, melhorá-lo ou embelezá-lo, incorporados permanentemente ao bem ou ao solo pelo
homem, que não podem ser retirados, sem destruição, fratura ou dano.
ABNT NBR 13752 (1996);

15:15 034
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
a. Imóveis e Benfeitorias

• Benfeitoria necessária:
Aquela que tem a finalidade de conservar o bem ou evitar a sua deterioração.
ABNT NBR 13752 (1996);

• Benfeitoria útil:
Aquela que aumenta ou facilita o uso do bem. ABNT NBR 13752 (1996);

• Benfeitoria voluptuária:
Aquela que não aumenta o uso normal do bem, sendo sua finalidade de mero recreio
ou deleite. ABNT NBR 13752 (1996).

15:15 035
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
b. Máquinas e Equipamentos (ABNT NBR 14653-5, 2005)

• Máquina:
Todo e qualquer aparelho, composta por um ou mais equipamentos, destinado a
executar uma ou mais funções específicas a um trabalho ou à produção industrial.

• Equipamentos:
Qualquer unidade auxiliar componente de máquina.

15:15 036
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
c. Veículos Automotores:

São classificados como


máquinas e equipamento
ISOLADOS, quanto à
avaliação para garantia. ABNT
NBR 14653-5 (2005).

15:15 037
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
d. Instalações:

Conjunto de aparelhos, peças ou dispositivos necessários ou acessórios à utilização de


um bem. ABNT NBR 14653-1 (2001).
e. Frutos:

Resultado da exploração econômica de um bem. ABNT NBR 14653-1 (2001).

15:15 038
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
f. Direitos (ABNT NBR 13752, 1996):

• Direito de propriedade:
Direito de usar, gozar e dispor de um bem;

• Direito hereditário:
Direito transmitido por herança;

• Direito possessório:
Direito decorrente da posse.

15:15 039
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
g. Projetos e Documentos Técnicos :

Segundo a ABNT NBR 6118 (2014) são requisitos de qualidade do projeto de estrutura:
• Qualidade na solução adotada:
A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabeleci-dos nas normas
técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura.

• Condições impostas ao projeto:


As exigências relativas à capacidade resistente e ao desempenho em serviço deixam de ser satisfeitas, quando são
ultrapassados os respectivos estados-limites (ABNT NBR 6118:2014). Quanto a durabilidade, essa deixa de
atendida observados os critérios de projeto que visam a durabilidade (drenagem, formas arquitetônicas e
estruturais, qualidade do con-creto de cobrimento, detalhamento das armaduras, controle de fissuração, medidas
especiais para proteção da estrutura, inspeção e manutenção preventiva).

15:15 040
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À NATUREZA DO OBJETO DA PERÍCIA
g. Projetos e Documentos Técnicos :

Segundo a ABNT NBR 6118 (2014) são requisitos de qualidade do projeto de estrutura:
• Documentação da solução adotada:
Segundo o item 5.2.3.1 da ABNT NBR 6118 (2014) O produto final do projeto estrutural é constituído por
desenhos, especificações e critérios de projeto. As especificações e os critérios de projeto podem constar nos
próprios desenhos ou constituir documento separado. Nos itens seguintes descrevem que o projeto deve conter
informações claras, corretas, consistentes entre si e com as exigências estabelecidas na ABNT NBR 6118 (2014),
além de proporcionar as informações necessárias para a execução da estrutura.
Como critério de aceitação do projeto e recebimento do projeto deve-se procedê-lo, quando cumpridas as
exigências normativas acima descritas. Verificada a existência de não conformidades, deve ser emitido termo de
aceitação provisório do projeto, no qual devem constar todas as pendências.
Na falta de habilitação técnica do contratante para a aceitação do projeto, ele deve designar um preposto
legalmente habilitado para tal (Seção 25.1 - ABNT NBR 6118:2014). Uma vez sanadas as pendências, deve ser
emitido o termo de aceitação definitiva do projeto.

15:15 041
2. PERÍCIAS EM EDIFICAÇÕES – ÂMBITO JUDICIAL

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


2.2 QUANTO À ESPÉCIE DE PERÍCIAS

a. Avaliações;

b. Exames;

c. Vistorias:

15:15 042
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES

3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

15:15 043
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


 ABNT NBR 13752 – Perícias de Engenharia na Construção Civil (1996)*;
 ABNT NBR 14653 – Avaliações e bens:
 Parte 1: Procedimentos Gerais (2019);
 Parte 2: Imóveis urbanos (2011);
 Parte 3: Imóveis Rurais (2019);
 Parte 4: Empreendimentos (2002);
 Parte 5: Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em
geral (2006);
 Parte 6: Recursos naturais e ambientais (2009);
 Parte 7: Bens de patrimônios históricos e artísticos (2009).

15:15 * Em processo de revisão desde 2017. 044


3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho(2013):

 Parte 1: Procedimentos Gerais;


 Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;
 Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos;
 Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e
externas — SVVIE;
 Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas;
 Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

 ABNT NBR 16747 – Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos,


terminologia e procedimento (2020)

15:15 045
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


 Instruções normativas do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de
Engenharia;
 Resoluções CONFEA;
 Regulamentos e Leis: Ex.: Código de Defesa do Consumidor (1990),
Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002. 1a edição. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2002..

15:15 046
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.1 ABNT NBR 14653

A NBR 14.653 é a norma referente às avaliações em geral. Divide-se em sete partes, sendo elas:

 Parte 1: Procedimentos Gerais (2019);


 Parte 2: Imóveis urbanos (2011);
 Parte 3: Imóveis Rurais (2019);
 Parte 4: Empreendimentos (2002);
 Parte 5: Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em
geral (2006);
 Parte 6: Recursos naturais e ambientais (2009);
 Parte 7: Bens de patrimônios históricos e artísticos (2009).

15:15 047
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.1 ABNT NBR 14653

Na primeira parte da norma são definidos os diversos tipos de avaliações existentes. Essa parte inicial desempenha
o papel de guia das demais partes, indicando os procedimentos gerais e as diretrizes para as avaliações em geral.

Dentro das diretrizes das normas o profissional deverá estar atento a: classificação e natureza do bem;
terminologias e definições; descrições gerais; definição da metodologia a ser adotada no seu trabalho; nos
requisitos básicos para a elaboração de laudos e pareceres técnicos.

Na parte 1, item 3, há várias definições relacionadas à engenharia de avaliações e engenharia legal. No item 3.18
define-se engenharia legal:

“3.18. Engenharia Legal: Parte da engenharia que atua na interface técnico-legal


envolvendo avaliações e toda a espécie de perícias relativas a procedimentos judiciais.”
ABNT NBR 14653-1 (2019).

15:15 048
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.1 ABNT NBR 14653

Outras definições importantes e relacionadas à engenharia legal são:

“3.35. Perícia: Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica,
para averiguar e esclarecer fatos, verificar o estado de um bem, apurar as causas que
motivaram determinado evento, avaliar bens, seus custos, frutos ou direitos.
3.36. Pesquisa: Conjunto de atividades de identificação, investigação, coleta, seleção,
processamento, análise e interpretação de resultados sobre dados de mercado.
...
3.50. Vida Útil: Prazo de utilização funcional de um bem.
...
3.52. Vistoria: Constatação local de fatos, mediante observações criteriosas em um
bem e nos elementos e condições que o constituem ou o influenciam.”
ABNT NBR 14653-1 (2019).

15:15 049
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.1 ABNT NBR 14653

A segunda parte da NBR 14.653 refere-se à avaliação de imóveis urbanos. Tal como na primeira parte, no terceiro
item da norma há uma série de definições pertinentes e ligadas ao tema em estudo, porém, mais especificamente
a trabalhos relacionados à área de avaliações. Dessas definições, as que mais serão utilizadas no presente caso
são:

“3.8 Defeitos construtivos: Anomalias que podem causar danos efetivos ou representar
ameaça potencial à saúde ou à segurança do usuário, decorrentes de falhas do projeto,
do serviço ou do material aplicado na execução da construção.
...
3.70. Vício: Anomalia que afeta o desempenho de produtos ou serviços, ou os torna
inadequados aos fins a que se destinam, causando transtornos ou prejuízos materiais
ao consumidor.
3.71. Vício Construtivo: Vício que decorre da falha de projeto, de material aplicado na
construção ou de execução.
3.72. Vício de Utilização: Vício que decorre de utilização inadequada ou falha na
manutenção.” ABNT NBR 14653-2 (2011).

15:15 050
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.2 ABNT NBR 13.752 (1996) – em revisão desde 2017.

Trata das perícias de engenharia na construção civil. Fixa as diretrizes básicas, conceitos, critérios e procedimentos
na realização de perícias de engenharia.

Nessa norma encontra-se a definição de assistente técnico e perito, já esclarecidos nos itens anteriores, e também
várias definições de termos utilizados nos casos de perícias, inclusive em trabalhos técnicos relacionados à
patologia das edificações, tais como vícios e vícios redibitórios.

“3.75. Vício – Anomalias que afetam o desempenho de produtos, serviços ou os tornam


inadequados aos fins a que se destinam, causando transtornos ou prejuízos materiais
ao consumidor. Podem decorrer de falha de projeto de execução ou ainda da
informação defeituosa sobre sua utilização ou manutenção.
3.76. Vícios Redibitórios – Vícios ocultos que diminuem o valor da coisa ou a torna
imprópria ao uso a que se destina e que, se fossem do conhecimento prévio do
adquirente, ensejariam pedido de abatimento do preço pago ou inviabilizariam a
compra.
3.77. Vistoria – Constatação de um fato, mediante exame circunstancial e descrição
minuciosa dos elementos que o constituem. ABNT NBR 13752 (1996).
15:15 051
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

Esta norma representa um marco na análise


de desempenho de edificações
habitacionais, pois cria uma série de
exigências técnicas e objetivas para o
correto funcionamento dos principais
componentes civis de um imóvel avaliados
em separados ou de forma sistêmica.

15:15 052
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

Está em vigor desde maio de 2010, porém somente poderá entrar em exigibilidade em julho de 2013;

Não se aplica a obras em andamento, de reforma ou retrofit;


Traz o foco para os usuários (consumidores) => requisitos que traduzem suas necessidades durante a vida útil
dos edifícios;

Visão sistêmica e de longo prazo;

Estabelece resultados desejados (normas de desempenho) e não como obtê-los (mudança de cultura de normas
prescritivas p/ avaliação do resultado final);

Estimula a inovação tecnológica;

Estimula a conformidade técnica (faz referência a mais de 150 normas em vigor);

15:15 053
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Estrutura da Norma:
Parte 1: Requisitos gerais
Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;
Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos internos;
Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais;
Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas;
Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários.
Obs.: Não são contemplados os sistemas elétricos, pois fazem parte de um conjunto de normas com base na NBR 5.410.

A norma formaliza as responsabilidades das principais partes interessadas: Incorporadores,


Projetistas (arquitetos e engenheiros), Especificadores, Construtores, Fabricantes, Administradores /
Responsáveis por manutenção; e Usuários.
15:15 054
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 1: Requisitos Gerais

A parte 1 da NBR 15.575 Edificações Habitacionais - Desempenho trata dos requisitos gerais nos quais são tratadas
as interações entre os diferentes elementos da obra. Em comparação aos textos anteriores, a grande mudança é em
relação à abrangência da norma, que deixa de abordar apenas os edifícios de até cinco pavimentos para tratar de
todos os novos edifícios residenciais. A norma estabelece vida útil variável para cada um dos sistemas (estruturas,
vedações, pisos, coberturas, instalações elétricas e hidráulicas).

• Os projetos devem prever considerações sobre as condições de agressividade do solo, do ar e


da água na época do projeto, prevendo-se as proteções aos sistemas estruturais e suas partes.
O comportamento em serviço da edificação ou do sistema também deve ser previsto em
projeto, de forma que os estados limites de serviço (ELS) não causem efeitos estruturais que
impeçam o uso da construção se atingidos.

15:15 055
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 1: Requisitos Gerais

• A edificação deve reunir características que atendam às exigências de desempenho térmico,


considerando-se as zonas bioclimáticas definidas na NBR 15.220 - Desempenho Térmico de
Edificações.

• A norma apresenta níveis mínimos de iluminância (natural e artificial) para os ambientes. Por
exemplo, quando utilizada luz artificial, o iluminamento deve ser maior ou igual a 100 lux em
salas de estar, cozinhas e dormitórios.

• Os projetos devem ser desenvolvidos de forma que o edifício e os sistemas projetados tenham
boas condições de acesso para inspeção predial.

15:15 056
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 1: Requisitos Gerais

• As águas servidas provenientes dos sistemas hidrossanitários devem ser encaminhadas às redes
públicas de coleta e, na indisponibilidade destas, devem ser utilizados sistemas que evitem a
contaminação do ambiente local. A norma traz uma tabela com parâmetros de qualidade de água
para usos restritivos não potáveis.

• As instalações elétricas devem privilegiar a adoção de soluções que minimizem o consumo de


energia, entre elas a utilização de iluminação e ventilação naturais e de sistemas de aquecimento
baseados em energias alternativas.

• Os projetos devem prever mecanismos de prevenção de infiltração da água de chuva e da umidade


do solo nas habitações.

15:15 057
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 1: Requisitos Gerais

• Com relação ao desempenho acústico, a edificação deve atender ao limite mínimo de


desempenho estabelecido nas partes 3, 4 e 5 da NBR 15.575.

• O projeto deve especificar o valor teórico para a Vida Útil de Projeto (VUP) para cada
um dos sistemas que o compõe, não inferior ao estabelecido em tabela apresentada
na norma.

15:15 058
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 2: Estruturas

O texto não muda a forma de projetar e construir estruturas convencionais, que continuarão seguindo as
prescrições das normas específicas existentes. Para novos materiais e sistemas construtivos, que ainda não
possuem normas brasileiras específicas de projeto estrutural, o novo texto permite adotar critérios de estabilidade
e segurança estrutural por meio de cálculos, modelos e ensaios. "Isso facilitará a entrada de novas tecnologias,
desde que sejam implantadas com critérios técnicos rigorosos e para construções de pequeno porte", explica o
engenheiro Jorge Batlouni Neto, relator dessa parte da norma e diretor técnico da construtora Tecnum. Entre os
requisitos mais importantes, Batlouni destaca os de estabilidade e resistência do sistema estrutural, relacionados
ao estado limite último, e os de deformações ou estados de fissuração do sistema estrutural, relacionados ao
estado limite de serviço.

15:15 059
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 2: Estruturas

1 Sob a ação de cargas gravitacionais, de temperatura, de


vento, recalques diferenciais das fundações ou quaisquer
outras solicitações passíveis de atuarem sobre a construção,
conforme a NBR 8.681, os componentes estruturais não
devem apresentar deslocamentos maiores que os
estabelecidos nas normas existentes de projeto estrutural. Na
falta de norma brasileira específica, as tabelas 1 ou 2 da NBR
15.575 servem de referencial.

15:15 060
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 2: Estruturas

2 A estrutura não deve sofrer ruptura ou instabilidade sob as


energias de impacto indicadas na Norma de Desempenho. São
dispensadas da verificação desse requisito as estruturas
projetadas conforme a NBR 6.118, a NBR 7.190, a NBR 8.800, a
NBR 9.062, a NBR 15812, NBR 15961 e a NBR 14.762.

15:15 061
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 2: Estruturas

3 Devem ser previstas e realizadas manutenções preventivas


sistemáticas e, sempre que necessário, manutenções
corretivas. Desde que utilizados como preconizado em
projeto e submetidos a intervenções periódicas de
manutenção, a estrutura e os elementos que fazem parte do
sistema estrutural devem manter sua capacidade funcional
durante toda a Vida Útil do Projeto (VUP).

15:15 062
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 2: Estruturas

4 As manutenções devem ser realizadas obedecendo-se ao


Manual de Operação, Uso e Manutenção, fornecido pelo
incorporador ou pela construtora, e às boas práticas, de
acordo com a NBR 5.674. O manual deve prever
periodicidade, forma de realização e forma de registro das
inspeções prediais e das manutenções.

15:15 063
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos

A norma, mais abrangente, não tratará apenas dos pisos internos, mas também dos externos. Ela traz uma nova
concepção do que é sistema de pisos, ressaltando que o desempenho depende da interação de todos os
componentes, e não só da camada de acabamento. O requisito de resistência ao escorregamento foi um dos temas
mais polêmicos. "Mudou-se o título do requisito para coeficiente de atrito e foi adicionado um texto explicativo dos
fatores que afetam o escorregamento", explica Ana Paula Menegazzo, superintendente do Centro Cerâmico do Brasil
(CCB) e relatora da parte 3 da norma. "Além disso, foram estabelecidas as áreas onde se requer resistência ao
escorregamento: áreas molhadas, rampas, escadas em áreas de uso comum e terraços."

15:15 064
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos 1 O piso não pode apresentar ruína ou falhas que ponham em risco a integridade do
usuário. Os deslocamentos verticais da camada estrutural devem ser limitados, bem como
as fissuras. O piso deve resistir aos impactos nas condições de serviço, bem como a cargas
verticais concentradas.

15:15 065
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos 2 O coeficiente de atrito da superfície dos pisos deve tornar segura a circulação dos
usuários, evitando escorregamentos e quedas.

15:15 066
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos 3 A norma estabelece níveis de desempenho mínimos para os pisos com relação ao
isolamento de ruídos entre unidades. Por exemplo, a diferença padronizada de nível
ponderada (Dnt.w) em dB deve ser maior ou igual a 45 no piso que separa unidades
habitacionais autônomas em áreas em que um dos recintos seja dormitório.

15:15 067
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos 4 Os sistemas de pisos devem ser estanques à umidade ascendente e devem impedir a
passagem da umidade para outros elementos construtivos da habitação. O piso de áreas
molháveis exposto a uma lâmina de água 10 mm na cota mais alta por um período de 72
horas não pode apresentar, após 24 horas da retirada da água, danos como bolhas,
fissuras, empolamentos e destacamentos.

15:15 068
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 3: Pisos 5 A norma estabelece limites para ondulações no acabamento do piso. A planeza deve
apresentar valores iguais ou inferiores a 3 mm com régua de 2 m em qualquer direção.

15:15 069
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

Os critérios relativos ao estado limite de serviço e ao estado limite último foram ressaltados. Nos requisitos
de estanqueidade à água, mudaram os critérios relativos às esquadrias externas. No que se refere à isolação a
ruídos aéreos de fachadas, existem agora três situações a serem consideradas: locais pouco ruidosos, locais
muito ruidosos e situação intermediária. No que se refere ao desempenho acústico das vedações verticais
internas, há duas mudanças importantes - a primeira envolve os critérios relativos à isolação entre hall e
apartamentos, e a segunda, à isolação entre unidades autônomas, que se tornou mais rigorosa.

15:15 070
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais
6 As paredes devem suportar as solicitações originadas pela fixação de peças suspensas
(armários, prateleiras, lavatórios, redes de dormir, quadros e outros). A NBR 15.575-4 inclui
tabela com cargas de ensaio e critérios para peças suspensas fixadas por mão-francesa.

15:15 071
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

7 Sob impactos, os sistemas de vedação vertical não podem sofrer ruptura ou instabilidade,
nem apresentar fissuras, escamações e delaminações que comprometam a utilização. A NBR
15.575-4 indica em tabelas os desempenhos mínimos para diferentes energias de impacto.

15:15 072
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

8 Os sistemas de vedação devem permitir o acoplamento de portas. Quando elas forem


submetidas a dez operações de fechamento brusco, as paredes não podem apresentar
falhas, tais como fissuras no encontro com o marco.

15:15 073
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

9 As paredes externas devem apresentar transmitância térmica e capacidade térmica que


proporcionem, ao menos, desempenho térmico mínimo estabelecido na norma para a zona
bioclimática em questão. As fachadas também devem ser estanques à água. Os ensaios de
estanqueidade devem se contextualizar em uma das cinco regiões brasileiras de exposição.

15:15 074
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

10 As fachadas devem apresentar aberturas com dimensões adequadas para proporcionar a


ventilação interna dos ambientes. Esse requisito aplica-se aos ambientes de longa
permanência.

15:15 075
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 4: Vedações Verticais

11 Com relação aos ruídos permitidos na edificação, a norma traz tabela com valores
indicativos de isolação acústica. O novo texto é mais rigoroso no que tange à isolação entre
unidades autônomas.

15:15 076
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 5: Coberturas

Na parte que trata dos sistemas de coberturas, a nova versão da NBR 15.575 não trouxe grandes
novidades, mas aprimoramentos em relação a outras normas que também se atualizaram, informa o
engenheiro Ricardo Pina, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo
(SindusCon- SP) e relator do Grupo de Trabalho 5 da norma. Ele destaca entre os requisitos mais importantes
aqueles referentes à segurança contra incêndio e ao desempenho acústico. "Entre os requisitos mais críticos
estão os que tratam da reação ao fogo dos materiais de revestimento e acabamento e da resistência ao fogo
do sistema de cobertura." Nesse último item, a norma determina que a resistência ao fogo da estrutura da
cobertura atenda às exigências da NBR 14.432, considerando um valor mínimo de 30 minutos.

15:15 077
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 5: Coberturas 1 O sistema de cobertura deve
apresentar nível satisfatório de
segurança contra a ruína e não
apresentar avarias ou deslocamentos
que prejudiquem sua
funcionalidade. Da mesma forma,
deve suportar cargas transmitidas
por pessoas e objetos nas fases de
montagem ou de manutenção.

15:15 078
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 5: Coberturas
2 A cobertura não deve apresentar
escorrimento, gotejamento de água
ou gotas aderentes. Aceita-se o
aparecimento de manchas de
umidade, desde que restritas a no
máximo 35% da área. Sob a ação de
granizo e outras pequenas cargas
acidentais, somente é tolerada a
ocorrência de falhas superficiais nas
telhas, como fissuras e lascamentos
que não impliquem perda de
estanqueidade.

15:16 079
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 5: Coberturas

3 A cobertura deve ter capacidade


para drenar a máxima precipitação
passível de ocorrer na região, não
permitindo empoçamentos ou
extravasamentos para o interior da
edificação, para os áticos ou
quaisquer outros locais não previstos
no projeto.

15:16 080
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 5: Coberturas

4 A cobertura deve apresentar


transmitância térmica e absortância
à radiação solar que proporcionem
desempenho térmico apropriado
para cada zona bioclimática. A
cobertura também deve ajudar no
isolamento sonoro. A norma indica
métodos de avaliação de ruídos nos
ambientes e define níveis mínimos
de desempenho para os sistemas de
coberturas.

15:16 081
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

A parte 6 da NBR 15.575 compreende os sistemas prediais de água fria e de água quente, de esgoto
sanitário e ventilação, além dos sistemas prediais de águas pluviais. Para a engenheira Vera Fernandes Hachich,
relatora dessa parte da norma e sócia- gerente da Tesis, o texto explora conceitos incomuns em normas
prescritivas específicas, como a durabilidade dos sistemas, a previsão e antecipação de critérios para a
manutenção da edificação e suas partes, bem como o funcionamento dos sistemas hidrossanitários. "Critérios de
avaliação da instalação de metais sanitários, tubulações, reservatórios e demais componentes do sistema
hidrossanitário também acrescentam às normas existentes formas de verificação do funcionamento do conjunto
antes da entrega do edifício", comenta Vera. O texto também traz considerações sobre a separação física dos
sistemas de água fria potável e não potável, em consonância com as tendências atuais de reúso de água. A
acústica dos sistemas hidrossanitários insere-se na norma em caráter informativo, com métodos de medição dos
impactos sonoros do funcionamento dos equipamentos hidráulicos sobre o usuário.

15:16 082
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

5 Os sistemas hidrossanitários
devem resistir às solicitações
mecânicas, dinâmicas e não devem
provocar golpes e vibrações que
impliquem risco à sua estabilidade
estrutural. As válvulas de descarga,
os metais de fechamento rápido e do
tipo monocomando não podem
provocar sobrepressões no
fechamento maiores a 0,2 MPa.

15:16 083
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

6 As instalações devem ter


reservatório de água fria com
volume necessário para o combate a
incêndio, além do necessário para o
consumo. Também devem dispor de
extintores conforme legislação.

15:16 084
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

7 Quando houver sistema de água


quente, devem ser previstas formas
de limitar a temperatura da água na
saída do ponto de utilização. Os
aparelhos elétricos de aquecimento
por acumulação devem ser providos
de dispositivo de alívio para o caso
de sobrepressão e de dispositivo de
segurança que corte a alimentação
de energia em caso de
superaquecimento.

15:16 085
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

8 As peças e os componentes dos


sistemas hidrossanitários
manipulados pelos usuários não
podem possuir cantos vivos ou
superfícies ásperas.

15:16 086
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Parte 6: Sistemas Hidrossanitários

9 As instalações devem fornecer


água na pressão, na vazão e no
volume compatíveis com o uso,
associado a cada ponto de utilização,
considerando a possibilidade de uso
simultâneo. Elas devem apresentar
estanqueidade quando submetidas
às pressões de projeto e devem
manter a capacidade funcional
durante vida útil de projeto, desde
que o sistema seja submetido à
manutenção periódica.

15:16 087
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):
Níveis de desempenho:
A norma define três níveis de desempenho: Mínimo (M), Intermediário (I) e Superior (S). Todos os sistemas devem
ter um desempenho que atinja pelo menos o nível M.

Os prazos de garantia mínimos, por exemplo, devem ser aumentados em 25% ou 50% para se atingir os níveis I e
S, respectivamente.

Exemplo: Desempenho acústico de vedações.


Os ensaios de campo para níveis de ruído determinam:
• Nível M: Redução sonora na faixa de 30 a 34 dB;
• Nível I: Desempenho melhor, com redução de 35 a 37 dB;
• Nível S: Desempenho superior, com reduções acima de 37 dB.

Essa classificação deve ser um diferencial para a comercialização do imóvel, pois se pode cobrar mais por um empreendimento que tenha
melhor desempenho e durabilidade, e que possivelmente trará menos custos, por exemplo, com economia de energia
15:16 088
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

Importância Jurídica:
• Servirá de balizamento para as exigências dos compradores / consumidores;

• Poderá ser tomado como referência para as vistorias e perícias em geral. Ou seja, será tomado como base
em causas judiciais;
• Estabelece referenciais objetivos quanto aos serviços (requisitos de qualidade técnica, critérios de
avaliação, prazos de garantia, etc.).
•Ambiente técnico mais claro e definido: maior rastreabilidade e responsabilidade dos envolvidos.

Importância Técnico-Comercial:
• Otimização do uso dos recursos – custo global menor – vida útil contemplada;
• Indução a uma nova metodologia de projetar: valorização do projeto;
• Redução da concorrência predatória (redução de custos equilibrada à qualidade do imóvel;
• Privilegiar edificações construídas atendendo os requisitos mínimos de qualidade.
15:16 089
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

QUESITOS DE DURABILIDADE:

• VIDA ÚTIL: Período de tempo durante o qual o imóvel pode ser utilizado sob condições satisfatórias de
segurança, salubridade e higiene, mantida a sua funcionalidade, desde que seja cumprido um plano de
manutenções preventivas e corretivas.

• VIDA ÚTIL DE PROJETO (VUP): Manifestação do projetista (estabelecida


inicialmente para balizar todo o processo de produção do bem) de quanto ele julga tecnicamente razoável durar
o bem que irá projetar (definida em conjunto com o contratante e, se for o caso, com os usuários).

15:16 090
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

QUESITOS DE DURABILIDADE:
Na ausência de indicação em projeto da vida útil dos sistemas, admite-se que os valores adotados correspondem
aos relacionados ao lado para o desempenho mínimo. (Anexo C – tabela C.6 da Norma)

15:16 091
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

QUESITOS DE DURABILIDADE:

A norma estabelece ainda que, depois de decorridos 50% dos prazos, caso os requisitos de desempenho tenham
sido atendidos e não surjam patologias significativas, considera-se atendida a vida útil, salvo prova objetiva em
contrário.

• PRAZO DE GARANTIA (PG): É o tempo em que há baixa probabilidade de ocorrência de defeitos de


fabricação (patologias). A definição dos prazos de garantias de cada sistema deve constar no manual do
imóvel e devem ser de no mínimo:

15:16 092
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

QUESITOS DE DURABILIDADE:

Valores mínimos de prazos de


garantia sugeridos, conforme
Anexo D.1, Parte 1 da NBR
15.575.

A não obediência aos


planos de manutenção e
uso do imóvel podem
invalidar a VU e o PG.

15:16 093
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

QUESITOS DE DURABILIDADE:
• Ainda na esfera Jurídica pelo Código Civil (Lei 10.406):

Art. 618: Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de
materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do
trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.

§1o , Art. 445: Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do
momento em que dele tiver ciência, [...]; e de um ano, para os imóveis.

Entende-se aqui:
• que solidez deva se referir à condição de integridade estrutural da edificação;

•que segurança deva se referir à ausência de patologias que coloque em risco o


usuário;
15:16 094
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.3 ABNT NBR 15575 – Edificações habitacionais — Desempenho (2013):

Links do CBIC diversas publicações sobre ABNT NBR 15.575 (2013):

• https://cbic.org.br/wp-content/uploads/2017/11/Guia_da_Norma_de_Desempenho_2013.pdf;
• https://cbic.org.br/wp-
content/uploads/2017/11/Duvidas_Sobre_a_Norma_de_Desempenho_Especialistas_Respondem_2014.pdf;
• https://cbic.org.br/wp-
content/uploads/2017/11/Analise_dos_Criterios_de_Atendimento_A_Norma_de_Desempenho_ABNT_NBR_1
5_575_2017.pdf;
• https://cbic.org.br/wp-content/uploads/2018/03/Panorama.pdf.

15:16 095
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

15:16 096
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Introdução

A inspeção predial é um processo que visa auxiliar na gestão da edificação e, quando realizada com
periodicidade regular, contribui com a mitigação de riscos técnicos e econômicos associados à perda do
desempenho. Sua periodicidade está de acordo com às leis e regulamentos vigentes, bem como à eventual
recomendação do profissional da inspeção. Uma vez que a utilização da edificação é uma atividade dinâmica,
assim como sua exposição permanente a agentes degradantes, os resultados da inspeção predial são
referentes ao momento em que a inspeção foi realizada e, portanto, são sempre associados à data da vistoria
que a embasou.

A atividade de inspeção predial estabelecida nesta Norma tem por objetivo constatar o ESTADO DE
CONSERVAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA EDIFICAÇÃO, seus sistemas e subsistemas, de forma a permitir um
acompanhamento sistêmico do comportamento em uso ao longo da vida útil, para que sejam mantidas as
condições mínimas necessárias à segurança, habitabilidade e durabilidade da edificação. Trata- se, portanto,
de trabalho com finalidade de instruir a gestão de uso, operação e manutenção da edificação, sendo certo
que não se presta ao objetivo de instruir ações judiciais para asserção de responsabilidades por eventuais
irregularidades construtivas.
15:16 097
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Introdução

Conforme as especificidades de cada edificação, serão determinados os sistemas, subsistemas, elementos e


componentes construtivos a serem contemplados na inspeção predial. A atividade de inspeção predial, pelo
seu caráter de análise global da condição de conservação e funcionamento da edificação, inerentemente
possui características multidisciplinares e pode demandar equipes com profissionais de diferentes formações.

A inspeção predial considerada nesta Norma não tem a finalidade de avaliar de forma exaustiva o
cumprimento de todas as normas técnicas que se aplicam às edificações e, no caso dos empreendimentos
imobiliários, não tem a finalidade de avaliar a aderência do empreendimento ao que foi vendido ou avaliar o
atendimento aos requisitos da ABNT NBR 15575, pois se baseia na premissa de que, no ato de recebimento
da edificação por parte do proprietário, é responsabilidade das construtoras e incorporadoras entregar o
imóvel em consonância a todas as normas técnicas vigentes. Considera-se, também, que a mesma tem caráter
fundamentalmente sensorial, destacando-se, assim, não ser parte do processo a identificação de problemas
que não tenham manifestado funcionamento inadequado, sintomas ou sinais aparentes, ou que somente
possam ser identificados por ensaios específicos.

15:16 098
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Introdução

A inspeção predial objeto desta Norma também não substitui as atividades de inspeções periódicas que são
parte dos programas de manutenção, conforme estabelecido na ABNT NBR 5674, que devem ser previstas nos
manuais elaborados de acordo com a ABNT NBR 14037.

• ABNT NBR 5674 - Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção (2012);
• ABNT NBR 14037 - Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações —
Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos (2011 – versão corrigida 2014).

15:16 099
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Introdução – ERRATA 1 publicada em 15.07.2020

A inspeção predial descrita nessa norma ocupa a função de um exame “clínico geral” que avalia as condições
globais da edificação e detecta a existência de problemas de conservação ou funcionamento, com base em
uma análise fundamentalmente sensorial por um ou mais profissionais habilitados, tal que esta equipe deve
ser tomada de acordo com as características e complexidades técnicas dos sistemas e procedimentos
descritos nesta norma. Pode ser recomendada a contratação de inspeções especializadas, ou de outras ações,
quando necessário complementar ou aprofundar o diagnóstico.

As diretrizes, conceitos, terminologias e procedimentos para as INSPEÇÕES ESPECIALIZADAS não estão


cobertos por esta Norma, e caberão ser desenvolvidos em textos normativos próprios e específicos para essa
finalidade e escopo específico.

15:16 0100
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Escopo

Esta Norma fornece diretrizes, conceitos, terminologia e procedimentos relativos à inspeção predial, visando
uniformizar metodologia, estabelecendo métodos e etapas mínimas da atividade.

Esta Norma se aplica às edificações de qualquer tipologia, públicas ou privadas, para avaliação global da
edificação, fundamentalmente através de exames sensoriais por PROFISSIONAL HABILITADO.

15:16 0101
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Agentes de degradação

Tudo aquilo que, ao agir sobre um sistema, contribui para reduzir seu desempenho.

Anamnese

Etapa da inspeção predial que consiste em uma ou mais entrevistas para coleta de dados e obtenção de
informações sobre o histórico da edificação, realizada com representantes qualificado para tanto.

15:16 0102
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Anomalia

Irregularidade, anormalidade e exceção à regra que ocasionam a perda de desempenho da edificação ou suas
partes, oriundas da fase de projeto, execução ou final de vida útil, além de fatores externos, podendo,
portanto, ser classificadas como anomalia ENDÓGENA, anomalia FUNCIONAL ou anomalia EXÓGENA.

Avaliação do comportamento em uso na inspeção predial

Constatação e avaliação sensorial do comportamento em uso dos sistemas construtivos na fase de uso,
operação e manutenção, considerando os requisitos dos usuários e o desempenho esperado dos elementos e
sistemas analisados

15:16 0103
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Avaliação sensorial

avaliação dos atributos de um produto pelos órgãos dos sentidos para evocar, medir, analisar e interpretar
reações às características dos mateiais como são percebidos pelos cinco sentidos: VISÃO, OLFAÇÃO,
GUSTAÇÃO, TATO e AUDIÇÃO.

Condições de exposição

Conjunto de ações atuantes sobre a edificação, incluindo cargas gravitacionais, ações externas e ações
resultantes da ocupação.

15:16 0104
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Conformidade

Conjunto de operações que visa reparar, preservar ou manter em bom estado a edificação existente,
conforme ABNT NBR 16280 - Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos (2020).

Desempenho

Comportamento em uso de uma edificação e de seus sistemas (estruturas, fachadas, paredes externas, pisos,
instalações hidrossanitárias, instalações elétricas), quando submetidos às condições de exposição e de uso a
que estão sujeitos ao longo de sua vida útil e mediante as operações de manutenção previstas em projeto e
na construção

15:16 0105
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Deterioração

Degradação antes do final da vida útil dos materiais e/ou componentes das edificações, em decor- rência de
anomalias e/ou falhas de uso, operação e manutenção.

Durabilidade

Capacidade da edificação ou de seus sistemas de desempenhar suas funções ao longo do tempo e sob
condições de exposição, de uso e manutenção previstas em projeto, construção e no manual de uso e
manutenção.

15:16 0106
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Falha (de uso, operação ou manutenção)

irregularidade ou anormalidade que implica no término da capacidade da edificação ou de suas partes de


cumprir suas funções como requerido, ou seja, atingimento de um desempenho não aceitável (inferior ao
desempenho mínimo requerido).

Inspeção predial

Processo de avaliação das condições técnicas, de uso, operação, manutenção e funcionalidade da edificação e
de seus sistemas e subsistemas construtivos, de forma sistêmica e predominantemente sensorial (na data da
vistoria), considerando os requisitos dos usuários.

15:16 0107
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Inspeção predial especializada

processo que visa avaliar as condições técnicas, de uso, operação, manutenção e funcionalidade de um
sistema ou subsistema específico, normalmente desencadeado pela inspeção predial, de forma a
complementar ou aprofundar o diagnóstico.

Inspetor predial

documento escrito, emitido pelo inspetor predial, que registra os resultados da inspeção predial, conforme
5.3.9 - Redação e emissão do laudo técnico de inspeção.

15:16 0108
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Manifestação patológica

ocorrência resultante de um mecanismo de degradação. Sinais ou sintomas decorrentes da existência de


mecanismos ou processos de degradação de materiais, componentes ou sistemas, que contribuem ou atuam
no sentido de reduzir seu desempenho.

Manutenibilidade

grau de facilidade de um sistema, elemento ou componente de ser mantido ou recolocado no estado em que
possa executar suas funções requeridas sob condições de uso especificadas.

15:16 0109
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Patamares de prioridades

organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações apresentadas


pelo inspetor predial, necessárias para restaurar ou preservar o desempenho dos sistemas, subsistemas e
elementos construtivos da edificação afetados por falhas, anomalias ou manifestações patológicas, conforme
5.3.7 - Organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações
apresentadas pelo inspetor predial.

Profissional habilitado

profissional com formação nas áreas de conhecimento da engenharia ou arquitetura e urbanismo, com
registro no respectivo conselho de classe, e consideradas suas atribuições profissionais.

15:16 0110
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Plano de manutenção

programa para determinação das atividades essenciais de manutenção, sua periodicidade, responsáveis pela
execução, documentos de referência e recursos necessários, todos referidos individualmente aos sistemas e,
quando aplicável, aos elementos, componentes e equipamentos, conforme ABNT NBR 5674 - Manutenção de
edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção.

Requisitos de desempenho

condições que expressam qualitativamente os atributos que a edificação e seus sistemas necessitam possuir, a
fim de que possam atender aos requisitos do usuário.

15:16 0111
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Sistema

conjunto de elementos e componentes destinados a atender a uma macrofunção que o define, sendo a
maior parte funcional do edifício.

Vida útil (VU)

período em que um edifício ou seus sistemas se prestam às atividades para as quais foram projetados e
construídos, com atendimento dos níveis de desempenho esperados, considerando a periodicidade e a
correta execução dos processos de manutenção especificados.

15:16 0112
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Termos e definições

Vistoria

processo de constatação, no local, predominantemente sensorial, do comportamento em uso da edificação,


por ocasião da data da vistoria (diligencia).

15:16 0113
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Atribuições profissionais

As inspeções prediais devem ser realizadas apenas por profissionais habilitados, devidamente registrados nos
conselhos profissionais pertinentes e dentro das respectivas atribuições profissionais contempladas na
legislação vigente

A atividade de inspeção predial, pelo seu caráter de análise global da condição de conservação e
funcionamento da edificação, inerentemente possui características multidisciplinares e pode demandar
equipes de profissionais de diferentes formações.

15:16 0114
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Abrangências da análise

A inspeção predial baseia-se na avaliação das condições técnicas, de uso, operação, manutenção e
funcionalidade da edificação e de seus sistemas e subsistemas construtivos, de forma sistêmica e
predominantemente sensorial (na data da vistoria), considerando os requisitos dos usuários.

A avaliação consiste na constatação da situação da edificação quanto à sua capacidade de atender à suas
funções segundo os requisitos dos usuários, com registro das anomalias, falhas de manutenção, uso e
operação e manifestações patológicas identificadas nos diversos componentes de uma edificação.

15:16 0115
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Abrangências da análise

A abrangência da avaliação de desempenho na inspeção predial deve considerar no mínimo o seguinte


subconjunto de requisitos dos usuários:

a. Segurança:
i. Segurança estrutural;
ii. Segurança contra incêndio;
iii. Segurança no uso e na operação.

b. Habitabilidade:
i. Estanqueidade;
ii. Saúde, higiene e qualidade do ar;
iii. Funcionalidade e acessibilidade.

15:16 0116
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Etapas da metodologia da inspeção predial

O processo de inspeção predial envolve as seguintes etapas:

a) levantamento de dados e documentação;


b) análise dos dados e documentação solicitados e disponibilizados;
c) anamnese para a identificação de características construtivas da edificação, como idade, histórico de
manutenção, intervenções, reformas e alterações de uso ocorridas;
d) vistoria da edificação de forma sistêmica, considerando a complexidade das instalações existentes;
e) classificação das irregularidades constatadas;

15:16 0117
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Etapas da metodologia da inspeção predial

O processo de inspeção predial envolve as seguintes etapas:

f) recomendação das ações necessárias para restaurar ou preservar o desempenho dos sistemas, subsistemas
e elementos construtivos da edificação afetados por falhas de uso operação ou manu- tenção, anomalias ou
manifestações patológicas constatadas e/ou não conformidade com a documentação analisada
(considerando, para tanto, o entendimento dos mecanismos de dete- rioração atuantes e as possíveis causas
das falhas, anomalias e manifestações patológicas);
g) organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações apresentadas
pelo inspetor predial;

15:16 0118
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Etapas da metodologia da inspeção predial

O processo de inspeção predial envolve as seguintes etapas:

h) avaliação da manutenção, conforme a ABNT NBR 5674;


i) avaliação do uso;
j) redação e emissão do laudo técnico de inspeção.

O desenvolvimento das etapas deve ser planejado conforme o tipo da edificação, consideradas suas
características construtivas, idade da construção, instalações e equipamentos e qualidade da documentação
entregue ao profissional habilitado.

15:16 0119
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

a) Levantamento de dados e documentação:

O profissional habilitado deve solicitar acesso para consulta aos documentos que devem servir à análise,
conforme recomendado no Anexo A.

A listagem dos documentos solicitados deve ser confrontada com a fornecida, consignando-se no laudo técnico
de inspeção predial.

15:16 0120
15:16
0121

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

b) Análise dos dados e documentação solicitados e disponibilizados

O profissional habilitado deve verificar se os documentos técnicos, em geral, estão devidamente arquivados e
em poder do responsável legal, proprietário, síndico ou gestor predial, conforme ABNT NBR 5674 -
Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção e ABNT NBR 14037 -
Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações — Requisitos para
elaboração e apresentação dos conteúdos.

As não conformidades e falhas constatadas na análise da documentação devem estar relacionadas e descritas
no laudo técnico de inspeção predial.

15:16 0122
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

c) Anamnese para a identificação de características construtivas da edificação (idade, histórico de


manutenção, intervenções, reformas e alterações de uso ocorridas etc.)

Obter informações e coletar dados, por meio de entrevistas, sobre a edificação e seu histórico, para instruir o
profissional habilitado na realização da inspeção predial.

15:16 0123
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

d) Vistorias da edificação de formas sistêmicas, considerando a complexidade das instalações existentes

Vistoria da edificação para constatação das anomalias e falhas de manutenção, uso e operação (e de suas
eventuais repercussões em termos de sinais e sintomas de deterioração), considerandos os requisitos dos
usuários.
As vistorias devem considerar:
a) características construtivas;
b) idade das instalações e da construção e vida útil prevista;
c) exposição ambiental da edificação;
d) agentes (e processos) de degradação (atuantes);
e) expectativa sobre o comportamento em uso.

15:16 0124
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

d) Vistorias da edificação de formas sistêmicas, considerando a complexidade das instalações existentes

As vistorias podem ser realizadas por equipe multidisciplinar, conforme a complexidade e/ou especificidade
das instalações existentes na construção.

Conforme já destacado no texto de introdução desta Norma, a inspeção predial contemplada nesta Norma tem
caráter FUNDAMENTALMENTE SENSORIAL, e, portanto, não é capaz de identificar vícios ocultos que não
tenham manifestado funcionamento inadequado, sintomas ou sinais aparentes, ou que somente possam ser
identificados por ensaios específicos.

15:16 0125
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

e) Classificação das irregularidades constatadas

As irregularidades constatadas devem ser classificadas em anomalias ou falhas considerando


os seguintes conceitos:

i. as anomalias caracterizam-se pela perda de desempenho de um elemento, subsistema ou sistema


construtivo e são ainda divididas em:

• ENDÓGENA ou CONSTRUTIVA: quando perda de desempenho decorre das etapas de projeto e/ou
execução;

15:16 0126
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

e) Classificação das irregularidades constatadas

i. as anomalias caracterizam-se pela perda de desempenho de um elemento, subsistema ou sistema


construtivo e são ainda divididas em:

• EXÓGENA: quando a perda de desempenho relaciona-se a fatores externos à edificação, provocados


por terceiros;

• FUNCIONAL: quando a perda de desempenho relaciona-se ao envelhecimento natural e consequente


término da vida útil.

15:16 0127
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

e) Classificação das irregularidades constatadas

ii. as falhas caracterizam-se pela perda de desempenho de um elemento, subsistema ou sistema


construtivo, decorrentes do USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO.

iii. como a inspeção predial é uma avaliação sensorial, pode não ser possível classificar em anomalias e
falhas a totalidade das irregularidades constatadas e apontadas no desenvolvimento do trabalho. Neste
caso, deve o inspetor predial incluir nas recomendações a análise mais aprofundada e específica desta
irregularidade, conforme 5.3.6 (a seguir).

15:16 0128
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

f) Recomendação das ações necessárias para restaurar ou preservar o desempenho dos sistemas, subsistemas
e elementos construtivos da edificação
As recomendações técnicas para correção das anomalias, falhas de uso, operação ou manutenção e/ou não
conformidades com a documentação analisada, constatadas durante o processo de inspeção predial devem
ser apresentadas de forma clara e acessível, possibilitando fácil compreensão ao responsável legal, gestor,
síndico ou proprietário. Recomenda-se indicar manuais, ilustrações e normas pertinentes para facilitar as
futuras providências do contratante.

As recomendações técnicas podem indicar a necessidade de contratação adicional de profissional


especialista (para inspeção predial especializada) e/ou serviços técnicos com ensaios e avaliações específicas,
para emissão de relatórios e pareceres complementares ao laudo técnico de inspeção predial entregue,
especialmente quando as manifestações patológicas não puderem ser classificadas em anomalias ou falhas
por prescindirem de análise mais detalhada.
15:16 0129
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

g) Organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações apresentadas


pelo inspetor predial
As recomendações técnicas para correção das anomalias, falhas de uso, operação ou manutenção e/ou não
conformidades com a documentação analisada, devem ser organizadas em patamares de urgência, conforme
a seguir.

i. PRIORIDADE 1: ações necessárias quando a perda de desempenho compromete a saúde e/ou a


segurança dos usuários, e/ou a funcionalidade dos sistemas construtivos, com possíveis
paralisações; comprometimento de durabilidade (vida útil) e/ou aumento expressivo de custo de
manutenção e de recuperação. Também devem ser classificadas no patamar “Prioridade 1” as ações
necessárias quando a perda de desempenho, real ou potencial, pode gerar riscos ao meio
ambiente;

15:16 0130
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

g) Organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações apresentadas


pelo inspetor predial

ii. PRIORIDADE 2: ações necessárias quando a perda parcial de desempenho (real ou potencial) tem
impacto sobre a funcionalidade da edificação, sem prejuízo à operação direta de sistemas e sem
comprometer a saúde e segurança dos usuários;

ii. PRIORIDADE 3: ações necessárias quando a perda de desempenho (real ou potencial) pode
ocasionar pequenos prejuízos à estética ou quando as ações necessárias são atividades
programáveis e passíveis de planejamento, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor
da edificação. Neste caso, as ações podem ser feitas sem urgência porque a perda parcial de
desempenho não tem impacto sobre a funcionalidade da edificação, não causa prejuízo à operação
direta de sistemas e não compromete a saúde e segurança do usuário.
15:16 0131
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

h) Avaliação da manutenção e uso

A avaliação do estado de manutenção e condições de uso deve sempre ser fundamentada, considerando as
condições do comportamento em uso dos sistemas, frente às constatações das falhas de uso, operação ou
manutenção, confrontando-se com as condições previstas em projeto e construção cujos dados e
informações estejam disponíveis.
São elementos observados no trabalho de inspeção predial que devem ser considerados na avaliação da
manutenção: falhas nos elementos, subsistemas e sistemas construtivos; não conformidades e falhas
registradas nos documentos analisados e pertinentes à manutenção; não conformidades em relação ao
disposto na ABNT NBR 5674; organização das prioridades quanto às ações corretivas recomendadas pelo
inspetor predial para os sistemas, subsistemas e elementos construtivos.
Também, deve ser observado o atendimento à ABNT NBR 5674, no que diz respeito às responsabilidades
pela manutenção da edificação.
15:16 0132
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

a) identificação do solicitante ou contratante e responsável legal da edificação;


b) descrição técnica da edificação (localização, mês e ano de início da ocupação, tipo de uso, número de
edificações quando for empreendimento de múltiplas edificações, número de pavimentos, número de
unidades quando for edificação com unidades privativas, área construída, tipologia dos principais
sistemas construtivos e descrição mais detalhada, quando necessário);
c) data das vistorias que compuseram a inspeção;
15:16 0133
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

d) documentação solicitada e documentação disponibilizada;


e) análise da documentação disponibilizada;
f) descrição completa da metodologia da inspeção predial, acompanhada de dados, fotos, croquis,
normas ou documentos técnicos utilizados, ou o que for necessário para deixar claros os métodos
adotados;

15:16 0134
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

g) lista dos sistemas, elementos, componentes construtivos e equipamentos inspecionados e não


inspecionados;
h) descrição das anomalias e falhas de uso, operação ou manutenção e não conformidades constatadas
nos sistemas construtivos e na documentação analisada, inclusive nos laudos de inspeção predial
anteriores;
i) classificação das irregularidades constatadas;
15:16 0135
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

j) recomendação das ações necessárias para restaurar ou preservar o desempenho dos sistemas,
subsistemas e elementos construtivos da edificação;
k) organização das prioridades, em patamares de urgência, tendo em conta as recomendações
apresentadas pelo inspetor predial, conforme estabelecido em 5.3.7;
l) avaliação da manutenção dos sistemas e equipamentos e das condições de uso da edificação;

15:16 0136
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

m) conclusões e considerações finais;


n) encerramento, onde deve constar a seguinte nota obrigatória: Este Laudo foi desenvolvido por
solicitação de (nome do contratante) e contempla o parecer técnico do(s) subscritor(es), elaborado com
base nos critérios da ABNT NBR 16747;
o) data do laudo técnico de inspeção predial;

15:16 0137
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.4 ABNT NBR 16747 - Inspeção predial ― Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento

Procedimento de inspeção predial

Objetivos

i) Redação e emissão do laudo técnico de inspeção

O laudo técnico de inspeção predial é o documento completo resultante da inspeção realizada, que deve ter,
no mínimo, o seguinte conteúdo:

p) assinatura do(s) profissional(ais) responsável(eis), acompanhada do nº no respectivo conselho de


classe;
q) anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT).

15:16 0138
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia - IBAPE - entidade Federativa Nacional - é o órgão
federativo da classe formado por profissionais de Engenharia, Arquitetura, Agronomia, sem fins lucrativos. Seu
objetivo é o de congregar os institutos estaduais para difusão de informações e avanços técnicos com a elaboração
de normas e estudos na defesa dos interesses profissionais e morais dos seus filiados e membros titulares
estaduais.

Em atenção aos seus objetivos, O IBAPE disponibiliza a presente Norma de Inspeção Predial Nacional 2012,
baseada em texto normativo pioneiro do IBAPE/SP, que modifica a versão anterior desta norma de 2009, para
atender à ABNT NBR 5674, ABNT NBR 15575-1 e, principalmente, para colaborar com a “saúde dos edifícios”, sua
segurança, funcionalidade, manutenção adequada e valorização patrimonial.

15:16 0139
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
Objetivo:

Esta norma fixa as diretrizes, conceitos, terminologia, convenções, notações, critérios e procedimentos relativos à
inspeção predial, cuja realização é de responsabilidade e da exclusiva competência dos profissionais, engenheiros
e arquitetos, legalmente habilitados pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia - CREAs -, de acordo
com a Lei Federal 5194 de 21/12/1966 e resoluções do CONFEA e Conselhos de Arquitetura e Urbanismo - CAUs -
Lei nº 12.378 de 31/12/2010 e resoluções do CAU-BR.

a) Classifica a sua natureza;


b) Institui a terminologia, as convenções e as notações a serem utilizadas;
c) Define a metodologia básica aplicável;
d) Estabelece os critérios a serem empregados nos trabalhos;
e) Prescreve diretriz para apresentação de laudos e pareceres técnicos.

15:16 0140
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)

SERÃO ABORDADOS NESTE CURSO OS ITENS 6, 7, 11 E 12

15:16 0141
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
6. Classificação das Inspeções Prediais 6.1 QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO

A Inspeção Predial é classificada quanto a sua complexidade e elaboração de laudo, consideradas as características
técnicas da edificação, manutenção e operação existentes e necessidade de formação de equipe multidisciplinar
para execução dos trabalhos. Os níveis de inspeção predial podem ser classificados em NÍVEL 1, NÍVEL 2 e NÍVEL 3.

6.1.1 - NÍVEL 1

Inspeção Predial realizada em edificações com baixa complexidade técnica, de manutenção e de operação de seus
elementos e sistemas construtivos. Normalmente empregada em edificações com planos de manutenção muito
simples ou inexistentes.

A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma especialidade.

15:16 0142
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
6. Classificação das Inspeções Prediais 6.1 QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO

6.1.2 - NÍVEL 2

Inspeção Predial realizada em edificações com média complexidade técnica, de manutenção e de operação de
seus elementos e sistemas construtivos, de padrões construtivos médios e com sistemas convencionais.
Normalmente empregada em edificações com vários pavimentos, com ou sem plano de manutenção, mas com
empresas terceirizadas contratadas para execução de atividades específicas como: manutenção de bombas,
portões, reservatórios de água, dentre outros.

A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma especialidade.

15:16 0143
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
6. Classificação das Inspeções Prediais 6.1 QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO

6.1.3 - NÍVEL 3

Inspeção Predial realizada em edificações com alta complexidade técnica, de manutenção e operação de seus
elementos e sistemas construtivos, de padrões construtivos superiores e com sistemas mais sofisticados.
Normalmente empregada em edificações com vários pavimentos ou com sistemas construtivos com automação.

Nesse nível de inspeção predial, obrigatoriamente, é executado na edificação uma Manutenção com base na
ABNT NBR 5674. Possui, ainda, profissional habilitado responsável técnico, plano de manutenção com atividades
planejadas e procedimentos detalhados, softwear de gerenciamento, e outras ferramentas de gestão do sistema
de manutenção existente.

A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados e de mais de uma especialidade. Nesse
nível de inspeção, o trabalho poderá ser intitulado como de Auditoria Técnica.

15:16 0144
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
7. Critério E Método Da Inspeção Predial 7.1 CRITÉRIO

A elaboração de s de inspeção predial baseia-se na análise do risco oferecido aos usuários, ao meio ambiente e ao
patrimônio, diante das condições técnicas, de uso, operação e manutenção da edificação, bem como da natureza
da exposição ambiental.

A análise do risco consiste na classificação das anomalias e falhas identificadas nos diversos componentes de uma
edificação, quanto ao seu grau de risco relacionado com fatores de manutenção, depreciação, saúde, segurança,
funcionalidade, comprometimento de vida útil e perda de desempenho.

15:16 0145
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
7. Critério E Método Da Inspeção Predial 7.2 MÉTODO

O MÉTODO a ser empregado consiste em:

• Determinação do nível de inspeção (ver item 6);


• Verificação e análise da documentação (ver item 8);
• Obtenção de informações dos usuários, responsáveis, proprietários e gestores das
• edificações (ver item 9);
• Vistoria dos tópicos constantes na listagem de verificação (ver item 10);
• Classificação das anomalias e falhas constatadas nos itens vistoriados, e das não
• conformidades com a documentação examinada (ver item 11);
• Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco (ver item 12);
• Definição de prioridades (ver item 13);
• Recomendações técnicas (ver item 14);
• Avaliação da manutenção e uso (ver item 15);
• Recomendações gerais e de sustentabilidade (ver item 16);
• Tópicos essenciais do laudo (ver item 17);
• Responsabilidades (ver item 18).
15:16 0146
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
7. Critério E Método Da Inspeção Predial 7.2 MÉTODO

Consoante o desenvolvimento dos itens abordados acima, a inspeção predial deverá ser planejada conforme o
tipo da edificação, consideradas suas características construtivas, qualidade da documentação entregue ao
inspetor e nível de inspeção a ser realizado.

O planejamento da vistoria deverá ter início com uma entrevista com o responsável da edificação (síndico,
administrador ou gestor predial), com abordagem dos aspectos cotidianos do uso e da manutenção do imóvel.

15:16 0147
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
11. Classificação Das Anomalias E Falhas

As anomalias e falhas constituem não conformidades que impactam na perda precoce de desempenho real ou
futuro dos elementos e sistemas construtivos, e redução de sua vida útil projetada. Podem comprometer,
portanto: segurança; funcionalidade; operacionalidade; saúde de usuários; conforto térmico, acústico e lumínico;
acessibilidade, durabilidade, vida útil, dentre outros parâmetros de desempenho definidos na ABNT NBR 15575.

As não conformidades podem estar relacionadas a desvios técnicos e de qualidade da construção e/ou
manutenção da edificação. Podem, ainda, não atender aos parâmetros de conformidade previstos para os
sistemas construtivos e equipamentos instalados, tais como: dados e recomendações dos fabricantes, manuais
técnicos em geral, projetos e memoriais descritivos, normas, etc.

15:16 0148
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
11. Classificação Das Anomalias E Falhas 11.1 ANOMALIA

As anomalias podem ser classificadas em:


ENDÓGENA
Originaria da própria edificação (projeto, materiais e execução).

EXÓGENA
Originaria de fatores externos a edificação, provocados por terceiros.

NATURAL
Originaria de fenômenos da natureza.

FUNCIONAL
Originaria da degradação de sistemas construtivos pelo envelhecimento natural e, consequente, término
da vida útil.
15:16 0149
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
11. Classificação Das Anomalias E Falhas 11.2 FALHA

As falhas podem ser classificadas em:


DE PLANEJAMENTO
Decorrentes de falhas de procedimentos e especificações inadequados do plano de manutenção, sem aderência a
questões técnicas, de uso, de operação, de exposição ambiental e, principalmente, de confiabilidade e
disponibilidade das instalações, consoante a estratégia de Manutenção. Além dos aspectos de concepção do
plano, há falhas relacionadas às periodicidades de execução.

DE EXECUÇÃO

Associada à manutenção proveniente de falhas causadas pela execução inadequada de procedimentos e


atividades do plano de manutenção, incluindo o uso inadequado dos materiais.

15:16 0150
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
11. Classificação Das Anomalias E Falhas 11.2 FALHA

As falhas podem ser classificadas em:

OPERACIONAIS
Relativas aos procedimentos inadequados de registros, controles, rondas e demais atividades pertinentes.

GERENCIAIS

Decorrentes da falta de controle de qualidade dos serviços de manutenção, bem como da falta de
acompanhamento de custos da mesma.

15:16 0151
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
12. Classificação do Grau de Risco

A classificação quanto ao grau de risco de uma anomalia ou falha deve sempre ser fundamentada, conforme
limites e os níveis da Inspeção Predial realizada, considerado o grau de risco oferecido aos usuários, ao meio
ambiente e ao patrimônio.

Pode ser classificado como:

CRÍTICO

Risco de provocar danos contra a saúde e segurança das pessoas e do meio ambiente; perda excessiva de
desempenho e funcionalidade causando possíveis paralisações; aumento excessivo de custo de manutenção e
recuperação; comprometimento sensível de vida útil.

15:16 0152
3. PRINCIPAIS INSTRUÇÕES NORMATIVAS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


3.5 NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL NACIONAL - IBAPE (2012)
12. Classificação do Grau de Risco

MÉDIO

Risco de provocar a perda parcial de desempenho e funcionalidade da edificação sem prejuízo à operação direta
de sistemas, e deterioração precoce.

MÍNIMO

Risco de causar pequenos prejuízos à estética ou atividade programável e planejada, sem incidência ou sem a
probabilidade de ocorrência dos riscos críticos e regulares, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor
imobiliário.

15:16 0153
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES

4. ESTUDOS DE CASOS

15:16 0154
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.1 – PERÍCIA DE UMA EDIFICAÇÃO EM ESTADO DE RUPTURA

15:16 0155
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.2 – PERÍCIA DE UMA EDIFICAÇÃO COM ESTALOS NA LAJE DO ÚLTIMO PAVIMENTO

15:16 0156
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.3 – PERÍCIA DE UMA EDIFICAÇÃO PARA ORÇAMENTO DE REFORMA

15:16 0157
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.4 – PERÍCIA DE UMA EDIFICAÇÃO ANTES DO TÉRMINO DA GARANTIA DE SOLIDEZ E SEGURANÇA

15:16 0158
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.5 – Relatório Técnico de avaliação estrutural das edificações e projeto de reforço/manutenção
estrutural das manifestações patológicas da apontadas nas edificações da ESCOLA NICANOR
GOMES.

15:16 0159
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.6 – Relatório Técnico de Vistoria de Não-Conformidade Predial na região da piscina de água fria do
condomínio RESIDENCIAL PAYSAGE.

15:16 0160
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.6 – Avaliação estrutural das edificações da Unidade de Pronto Atendimento – UPA do município de
São Luiz dois Montes Belos – GO. Emissão de atestado técnico das condições de segurança
estrutural da edificação.

VIDEOS

15:16 0161
4. ESTUDO DE CASOS

PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.


4.7 – Relatório técnico de inspeção predial, relatório das inconformidades e das manifestações
patológicas, avaliação estrutural e orientações para devidas correções da Quadra coberta com
vestiário, na Escola Municipal da Serra do Ouro – Parque Alvorada IV, situada no Município de
Alexânia/GO. Emissão de atestado técnico das condições de segurança estrutural da edificação.

15:16 0162
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE VISTORIAS, PERÍCIAS,
INSPEÇÕES & AVALIAÇÕES

ATIVIDADE AVALIATIVA 1
A partir do relatório fotográfico disponibilizado no portal do aluno (sistema GAI), identificar e
classificar as ANOMALIAS, FALHAS e o GRAU DE RISCO de acordo com a norma de
inspeção predial do IBAPE (2012).

GRUPO DE 5 ALUNOS.

15:16 0163
PROF RODRIGO CARVALHO DA MATA, Ms., Dr.
MBA AUDITORIAS, MANIFESTAÇÕES
PATOLÓGICAS, AVALIAÇÕES & PERÍCIAS DA
ENGENHARIA

15:16 Professor Engº Rodrigo Carvalho da Mata, M.Sc., Dr. 0164

Você também pode gostar