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Transportador

Autônomo de
Cargas – TAC
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Transportador Autônomo de Cargas –


TAC – Brasília: SEST/SENAT, 2016.

304 p. :il. – (EaD)

1. Transporte de carga. 2. Transporte de carga -


funcionamento. I. Serviço Social do Transporte. II.
Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. III.
Título.

CDU 656.025.4

ead.sestsenat.org.br
Sumário

Apresentação 12

Módulo 1 – Parte 1 14

Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas 15

1 Importância do Transporte Rodoviário de Cargas 16

2 Modalidades de Transporte 17

2.1 Modo Rodoviário 18

2.2 Modo Ferroviário 19

2.3 Modo Aquaviário 19

2.4 Modo Aeroviário (ou Modo Aéreo) 20

2.5 Modo Dutoviário 20

3 Intercâmbio de Cargas entre Regiões 21

3.1 A Importância da Integração entre as Regiões Brasileiras 21

3.2 O Histórico da Integração Nacional 22

3.3 Integração entre as Regiões nos Dias de Hoje 23

Atividades 26

Referências 27

Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos 30

1 Classificação dos Caminhões 31

2 Tipos de Carroceria 33

3 Classificação das Mercadorias 35

3.1 Carga Geral 35

3.2 Carga a Granel 36

3.3 Carga Frigorificada 36

3.4 Neo-granel 36

3
3.5 Produto Perigoso 37

Atividades 38

Referências 39

Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança 42

1 Importância da Embalagem 43

2 Classificação das Embalagens 44

3 Tipos de Embalagem 46

Atividades 50

Referências 51

Módulo 1 – Parte 2 54

Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e Mercado Regulado 55

1 O Princípio da Livre Concorrência 56

2 Concentração na Oferta ou na Demanda 58

2.1 Monopólios e Oligopólios 58

2.2 Monopsônios e Oligopsônios 60

3 Mercado Regulado 62

Atividades 64

Referências 65

Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do Serviço de Transporte 68

1 Entidades e Agentes Públicos 69

1.1 Agente Público Responsável pelo Planejamento dos Transportes 69

1.2 Agente Público Responsável pela Infraestrutura de Transportes 70

1.3 Agente Público Responsável pela Regulação 70

1.4 Agente Público Responsável pela Fiscalização de Normas Agropecuárias 71

2 Entidades e Agentes Privados 71

2.1 Embarcador ou Expedidor 71

4
2.2 Transportador 72

2.3 Operadores Logísticos 73

2.4 Estações Aduaneiras de Interior (EADI) 73

2.5 Despachante Aduaneiro 74

2.6 Operador de Transporte Multimodal (OTM) 74

Atividades 75

Referências 76

Módulo 2 – Parte 1 79

Unidade 1 | Legislação Específica Do Transporte Rodoviário De Cargas – Parte 1 80

1 Órgãos Reguladores e Fiscalizadores 81

2 Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas 82

3 Vale-Pedágio Obrigatório 83

4 Implantação do Vale-Pedágio Obrigatório 83

5 Principais Aspectos da Regulamentação 84

6 Benefícios do Uso do Vale-Pedágio 86

7 Fiscalização do Vale-Pedágio 87

Atividades 89

Referências 90

Unidade 2 | Legislação Específica do Transporte Rodoviário de Cargas – Parte 2 94

1 Pagamento Eletrônico de Frete 95

1.1 Implantação do Pagamento Eletrônico de Frete 95

1.2 Definições 97

1.3 Formas de Pagamento 99

1.4 Empresas Habilitadas para Receber o Pagamento 100

Atividades 101

Referências 102

5
Unidade 3 | Legislação Específica do Transporte Rodoviário De Cargas – Parte 3 106

1 Noções de Transporte Rodoviário Internacional de Cargas 107

2 Regulamentação do TRIC 109

2.1 Habilitação 109

3 Legislação Básica e Simbologia dos Produtos Perigosos 111

Glossário 115

Atividades 116

Referências 117

Módulo 2 – Parte 2 121

Unidade 4 | Documentação e Responsabilidade Penal do Motorista 122

1 Documentação Exigida 123

1.1 Motorista 123

1.1.1 Jornada de Trabalho do Motorista 123

1.2 Veículo 124

1.3 Mercadorias em Geral 125

1.4 Produtos Perigosos 126

2 Responsabilidade Civil e Criminal do Condutor 127

3 Documentação Estadual e Tributos Relativos ao Transporte Rodoviário de Cargas 128

3.1 Código Fiscal de Operação Presente no CTRC 128

3.2 ISS ou ICMS? 130

3.3 Tributação pelo ICMS 131

4 Tributos Que Recaem sobre o Transporte Rodoviário de Cargas 133

Atividades 134

Referências 135

Unidade 5 | Legislação Referente a Dimensões, Peso e Altura dos Veículos 139

1 Capacidade Máxima de Peso e Altura da Carga no Brasil 140

6
2 Capacidade Máxima de Peso e Altura da Carga no Mercosul 142

Atividades 144

Referências 145

Módulo 3 – Parte 1 149

Unidade 1 | Fatores Operacionais que Interferem


no Planejamento da Operação do Transporte 150

1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para Desenvolver


o Plano de Viagem 151

1.1 Veículo 151

1.2 Condutor 153

1.3 Cargas e Carrocerias 154

1.4 Manutenção 155

1.5 Tecnologia 156

1.6 Infraestrutura Viária 156

2 Plano de Viagem ou Rotograma 157

2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de Viagem 158

Atividades 162

Referências 163

Unidade 2 | Procedimentos do Condutor para a Preparação da Viagem 164

1 Procedimentos Iniciais 165

2 Interpretação e Leitura de Mapas 168

3 Identificando as Rotas nos Mapas 174

4 Interpretação e Leitura de Guias Rodoviários 175

Atividades 179

Referências 180

Unidade 3 | Custos de Transportes 181

1 Modelos de Custos e Tarifação dos Serviços de Transporte 182

7
2 Variáveis Importantes – Cálculo dos Custos e Definição das Tarifas 183

2.1 Custos Fixos 183

2.2 Custos Variáveis 184

3 Gestão dos Custos e Formação de Preço 185

4 Controle de Custo Operacional 185

5 Como Dimensionar o Custo do Km Rodado 186

5.1 Custos Fixos 186

5.2 Custos Variáveis 189

Atividades 193

Referências 194

Módulo 3 – Parte 2 195

Unidade 4 | Elaboração de Contrato e Conhecimento de Transporte 196

1 Agentes Envolvidos na Prestação do Serviço de Transporte Rodoviário de Cargas 197

2 Fatores que Influenciam o Valor do Frete 198

3 Contratos de Transporte Rodoviário de Cargas 199

4 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRC) 201

Atividades 204

Referências 205

Unidade 5 | Procedimentos de Conferência da Carga e da Nota Fiscal 206

1 Conferência da Carga 207

2 Pedido de Mercadorias 209

3 Nota Fiscal 211

4 Definição ou Verificação da Rota de Coleta ou Entrega 212

4.1 Etapas da Roteirização 213

5 Lacres de Segurança 214

Atividades 215

8
Referências 216

Unidade 6 | Procedimentos de Carga e Descarga 217

1 Recebimento das Mercadorias nos Depósitos ou Armazéns 218

2 Ferramentas e Processos Necessários para a Descarga do Caminhão 219

2.1 Manual 219

2.2 Mecânica 220

2.3 Automática 220

3 Expedição das Mercadorias dos Depósitos ou Armazéns 221

4 Arrumação Adequada das Cargas nos Veículos 222

5 Condições e Dicas para a Operação dos Veículos 224

5.1 Tacógrafo 225

5.2 Uso do Conta-Giros 226

5.3 Regras Obrigatórias para Operação pelos Motoristas de Veículos de Transporte 226

Atividades 228

Referências 229

Módulo 4 – Parte 1 230

Unidade 1 | Estatísticas e Causas de Acidentes Rodoviários com Caminhões 231

1 Estatísticas de Acidentes nas Rodovias Brasileiras 232

2 Causas de Acidentes em Rodovias 235

Atividades 238

Referências 239

Unidade 2 | Meio Ambiente e o Cidadão 241

1 A Relação entre o Homem e o Meio Ambiente 242

2 Consumo Sustentável: Ações que Podem Ajudar o Meio Ambiente 243

3 Combate à Prostituição Infantil 246

Atividades 247

9
Referências 248

Unidade 3 | Normas e Procedimentos de Segurança 250

1 Segurança no Trabalho 251

2 Equipamento de Proteção Individual (EPI) 252

3 Procedimentos de Segurança em Situações de Emergência 253

Atividades 258

Referências 259

Unidade 4 | Saúde no Trabalho 261

1 Saúde Física e Mental do Trabalhador 262

2 Ergonomia no Ambiente de Trabalho 263

3 Alimentação, Trabalho e Saúde 266

Atividades 268

Referências 269

Módulo 4 – Parte 2 271

Unidade 5 | Noções de Combate a Incêndio 272

1 Fogo x Incêndio 273

2 Classes de Incêndios 274

3 Equipamentos de Combate ao Incêndio 275

4 Primeiros Socorros em Caso de Incêndio 277

Atividades 279

Referências 280

Unidade 6 | Conceito de Logística e de Cadeia Logística 282

1 Logística 283

2 Atividades nas Cadeias Logísticas 284

3 Fluxo de Produtos e Serviços nas Cadeias Logísticas 285

10
4 O Papel das Empresas e Cooperativas de Transporte de Cargas
nas Cadeias Logísticas 287

Atividades 288

Referências 289

Unidade 7 | Noções de Operação em Terminais e Armazéns 291

1 Importância do Transporte 293

2 Tipos de Terminais e Armazéns 293

3 Atividades Realizadas nos Terminais e Armazéns 295

4 Controle de Chegadas e Manobras dos Veículos 297

Atividades 299

Referências 300

Gabarito 302

11
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Transportador Autônomo de Cargas – TAC!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que têm a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

Este curso possui carga horária total de 84 horas e foi organizado em 4 módulos,
conforme a tabela a seguir.

Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

Módulos Unidades Carga Horária

Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas 2h

Parte 1 Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos 2h

Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança 2h

Módulo 1 Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e Mercado


2h
Regulado
Parte 2
Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do
2h
Serviço de Transporte

Carga Horária Total do Módulo 1 10h

Unidade 1 | Legislação Específica do Transporte


4h
Rodoviário de Cargas – Parte 1

Unidade 2 | Legislação Específica do Transporte


Parte 1 4h
Rodoviário de Cargas – Parte 2

Unidade 3 | Legislação Específica do Transporte


Módulo 2 4h
Rodoviário de Cargas – Parte 3

Unidade 4 | Documentação e Responsabilidade Penal


4h
do Motorista
Parte 2
Unidade 5 | Legislação Referente a Dimensões, Peso e
4h
Altura dos Veículos

Carga Horária Total do Módulo 2 20h

12
Unidade 1 | Fatores Operacionais que Interferem no
4h
Planejamento da Operação do Transporte

Parte 1 Unidade 2 | Procedimentos do Condutor para a


5h
Preparação da viagem

Unidade 3 | Custos de Transportes 5h


Módulo 3
Unidade 4 | Elaboração de Contrato e Conhecimento
4h
de Transporte

Parte 2 Unidade 5 | Procedimentos de Conferência da Carga


4h
e da nota Fiscal

Unidade 6 | Procedimentos de Carga e Descarga 4h

Carga Horária Total do Módulo 3 26h

Unidade 1 | Estatísticas e Causas de Acidentes


4h
Rodoviários com Caminhões

Parte 1 Unidade 2 | Meio Ambiente e o Cidadão 4h

Unidade 3 | Normas e Procedimentos de Segurança 4h

Unidade 4 | Saúde no Trabalho 4h


Módulo 4
Unidade 5 | Noções de Combate a Incêndio 4h

Unidade 6 | Conceito de Logística e de Cadeia


4h
Parte 2 Logística

Unidade 7 | Noções de Operação em Terminais e


4h
Armazéns

Carga Horária Total do Módulo 4 28h

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato através do e-mail suporteead@sestsenat.org.br.

Bons estudos!

13
Transportador
Autônomo de
Cargas – TAC
MÓDULO 1 –
PARTE 1
UNIDADE 1 | O TRANSPORTE
RODOVIÁRIO DE CARGAS

15
Unidade 1 | O Transporte Rodoviário de Cargas

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 1 do curso Responsável Técnico – RT! O


transporte possibilita o deslocamento das pessoas e a movimentação de cargas. Ele
ajuda a melhorar a integração entre regiões e permite que pessoas e cargas possam
ser transportadas de um país para outro. Nesta unidade, vamos conhecer mais sobre a
importância do transporte e algumas de suas características. Bons estudos!

1 Importância do Transporte Rodoviário de Cargas

Você já parou para pensar na importância do transporte para o desenvolvimento de


uma sociedade? Ele é o responsável direto pelo desenvolvimento.

O que isso quer dizer?

Isso significa que, quanto melhor for o sistema de transporte de um país, maior será o
seu desenvolvimento. Você sabe por quê?

Porque a agropecuária, a indústria, o comércio e outros serviços dependem diretamente


do transporte de matérias-primas e de produtos, bem como do deslocamento das
pessoas até o mercado de consumo. Além disso, ele permite o acesso das pessoas ao
trabalho, ao lazer, à saúde, à educação, à cultura e à informação.

No Brasil, a movimentação dos produtos é realizada por todas as modalidades, mas, o


modo rodoviário é o mais utilizado, sendo responsável por mais de 60% de toda a carga
movimentada no país. Observe a figura.

Figura 1: Movimentação de produtos no Brasil

16
O caminhão é o veículo mais utilizado no transporte rodoviário de cargas. Sua
característica principal é a flexibilidade para realizar o transporte “porta a porta”, ou
seja, tem a capacidade de coletar a mercadoria no local de produção e levá-la até o
destino final.

Na verdade, o transporte rodoviário deveria ser utilizado para movimentar mercadorias


em pequenas e médias distâncias ou servir de transporte complementar aos modos
ferroviário e aquaviário. Isso porque sua capacidade de carga é pequena. Assim sendo,
cabe bem menos carga em um caminhão do que em um trem ou em um navio.

Segundo dados da ANTT (2017), o transporte rodoviário é realizado por mais de 500
mil transportadores no Brasil, aproximadamente:

• 417.046 mil autônomos;

• 118.496 mil empresas;

• 282 cooperativas.

Como podemos perceber, o transportador é um agente de grande importância no


sistema de transporte brasileiro. Ele possibilita que as mercadorias sejam movimentadas
entre as empresas e os consumidores.

Agora vamos conhecer as diferentes modalidades de transporte de cargas.

2 Modalidades de Transporte

Cinco modalidades ou modos de transporte são utilizados para o deslocamento das


pessoas e para a movimentação de cargas. São eles: rodoviário, ferroviário, aquaviário,
aéreo e dutoviário.

Você já tinha ouvido falar de todos eles?

17
2.1 Modo Rodoviário

Este modo é utilizado tanto para o transporte


de passageiros quanto para a movimentação de
cargas. A infraestrutura utilizada é composta
por vias urbanas e rurais. Podemos destacar,
também, o uso dos terminais rodoviários e pontos
de parada no transporte de passageiros, e dos
armazéns, depósitos e centros de distribuição no
transporte de cargas.

A infraestrutura rodoviária é composta por 1.721.088,7 km de

ee rodovias: pavimentadas federais, estaduais e municipais (12 %),


não pavimentadas (78,58 %) e planejadas (9,14 %) (CNT, 2017).

Existem equipamentos e instalações de apoio que ajudam a


viabilizar as operações de transporte. Por exemplo: semáforos,
centrais de monitoramento, postos de pesagem, centros de
fiscalização, postos de contagem e postos da Polícia Rodoviária,
dentre outros.

gg
No site do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT), você vai encontrar mais informações a
respeito da infraestrutura de transporte. Confira!

http://www.dnit.gov.br/

18
2.2 Modo Ferroviário

Corresponde a todo transporte que é feito


sobre trilhos. Exemplos: trem, metrô, Veículo
Leve Sobre Trilhos (VLT). No modo ferroviário,
são transportados passageiros e cargas. A
infraestrutura é composta basicamente pelas
estradas de ferro, os trilhos e os equipamentos
de apoio, além das estações, terminais e centros
de controle e monitoramento das viagens.

hh
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT), o sistema ferroviário brasileiro tem mais de 29 mil
quilômetros de trilhos. Ele está presente em todas as regiões,
mas se concentra no Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.

2.3 Modo Aquaviário

Abrange o transporte que é feito por mar,


rios e lagos. No modo aquaviário, podem ser
transportados passageiros e cargas. Este modo
pode ser dividido em:

• Transporte hidroviário, no qual as vias são os


rios, lagos e lagoas.

• Transporte marítimo, no qual as vias são os


oceanos e mares.

O Brasil possui mais de 40 mil quilômetros de rios que são vias navegáveis, além de
mais de 7 mil quilômetros de costa (litoral) para a navegação de cabotagem (transporte
ao longo da costa).

19
gg
Você pode saber mais detalhes sobre a malha hidroviária
brasileira no site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários
(ANTAQ). Confira!

http://www.antaq.gov.br/

2.4 Modo Aeroviário (ou Modo Aéreo)

No modo aéreo, são os aviões que transportam


passageiros e cargas. As rotas aéreas são as vias
pelas quais as aeronaves trafegam, e são conhecidas
como aerovias. A infraestrutura conta, ainda, com
os aeroportos, que são terminais de decolagem e
aterrissagem de aviões.

gg
Você pode descobrir mais detalhes sobre o transporte aéreo no
site da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Confira!

http://www.anac.gov.br/

2.5 Modo Dutoviário

Este modo é utilizado exclusivamente para


movimentar mercadorias. Ele é composto por dutos
(uma espécie de tubulação), que são as vias por
onde as cargas são movimentadas.

Os dutos utilizados neste modo podem ser


classificados em:

20
• Oleodutos: transportam petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool, Gás
Liquefeito de Petróleo (GLP), querosene dentre outros.

• Minerodutos: transportam minério de ferro, concentrado fosfático e outros


minerais.

• Gasodutos: transportam o gás natural e outros gases.

3 Intercâmbio de Cargas entre Regiões

As mercadorias produzidas nos mais


variados locais podem ser distribuídas e
consumidas em todo o território nacional.
Isso é possível graças aos avanços
tecnológicos aplicados ao transporte
e à abrangência de suas diversas
modalidades nos estados e regiões
brasileiras. A essa troca de mercadorias
entre produtores e consumidores,
chamamos intercâmbio de cargas.

3.1 A Importância da Integração entre as Regiões Brasileiras

O setor de transportes deve ser visto de forma global. Nesse sentido, não há como
dissociar o planejamento de transportes do planejamento econômico e social do país,
tema que envolve decisões quanto à localização das indústrias, ao suprimento de
insumos e à distribuição de produtos, ou seja, aspectos relacionados ao planejamento
logístico (SCHROEDER; CASTRO, 1996).

Como sabemos, o desenvolvimento dos diversos setores que compõem a economia de


um país requer a oferta de meios adequados e eficientes de transporte. No entanto,
Galvão (1996) ressalta que os transportes constituem apenas um fator de facilitação, e
não necessariamente funcionam como causa ou pilar do crescimento econômico.

21
O lento processo de integração dos estados brasileiros e as profundas desigualdades
inter-regionais de desenvolvimento podem ser corrigidos com o desenvolvimento de
sistemas eficientes de transporte que permitam melhor comunicação entre as regiões
e a redução das desigualdades regionais.

Um detalhe importante que deve ser considerado quando falamos em integração


regional e intercâmbio de cargas pelo território nacional é a crescente interiorização
da produção agroindustrial.

Nas últimas décadas, a fronteira agrícola e pecuária vem se

ee expandindo para as regiões Centro-Oeste e Norte, enquanto a


indústria de base e de bens de consumo cresce bastante na
região Nordeste.

Segundo Vilaça (2013), essas mudanças fizeram com que a


distância média percorrida para a distribuição de cargas no
Brasil aumentasse em 11 % nas ferrovias e em 16 % nas rodovias,
entre 2006 e 2012. Ou seja, estamos indo mais longe em busca
de mercadorias e transportando produtos por todo o território
nacional.

3.2 O Histórico da Integração Nacional

A integração entre os estados e regiões sempre foi uma preocupação no Brasil. Por
ser um país de grandes dimensões e de baixa densidade, os vazios territoriais levaram
ao isolamento econômico e geográfico, dificultando o intercâmbio entre produtores
e consumidores brasileiros. Como ressalta Galvão (1996), essa é uma preocupação
antiga, presente desde os tempos coloniais.

No século XIX, alguns planos de transporte foram elaborados com o propósito de


interligar as distantes e isoladas províncias em busca da constituição de uma nação
verdadeiramente unificada. Galvão (1996) destaca que, décadas mais tarde, no século
XX, o Brasil ainda possuía regiões economicamente isoladas, fato que resultou na
ideologia nacionalista de marcha para o Oeste. Na época, o Governo Federal buscou a
integração nacional por meio de grandes obras rodoviárias e da construção de Brasília.

22
Na primeira metade do século XX o Brasil sofria de relativo isolamento entre as
economias regionais, e a produção industrial se encontrava bastante concentrada em
pequena área do território nacional.

Você sabe como as cargas eram distribuídas


pelo Brasil em tal período?

A cabotagem era o único sistema de


transporte de caráter nacional e, em muitos
casos, a única modalidade de comunicação
entre as regiões. As ferrovias também
chegaram a exercer um papel relevante,
embora em grau menor, na unificação dos
mercados de certas partes das economias de
regiões diferentes (GALVÃO, 1999).

Já na segunda metade do século XX, foi possível notar uma intensificação das ligações
inter-regionais. Apesar de ainda haver grande concentração industrial, as trocas de
mercadorias entre regiões iniciaram um crescente processo de integração. Galvão
(1999) ressalta que, após a efetivação de um programa nacional de construção de
rodovias nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil reduziu o isolamento das economias
regionais. Assim, a expansão do comércio inter-regional foi resultado do avanço no
processo da integração econômica do país, com a formação de um mercado nacional
unificado.

3.3 Integração entre as Regiões nos Dias de Hoje

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI, 2014) aponta que a baixa


qualidade dos serviços logísticos no Brasil repercute diretamente na competitividade
do produto nacional e na atração de novos investimentos. Dessa forma, estradas de má
qualidade, portos ineficientes, cabotagem pouco expressiva, escassez de ferrovias e
de áreas de armazenagem, entre outros fatores, afetam a indústria e a sua capacidade
de integração às cadeias globais de produção.

Ou seja, as ligações existem, mas elas poderiam estar muito melhores...

23
A CNI (2014) destaca que a indústria brasileira precisa de redes integradas de
transportes e sistemas logísticos eficientes para possibilitar maior crescimento. Nesse
sentido, Silveira (2013) afirma que as diversas cadeias de produção, de comércio e
de serviços são cada vez mais dependentes dos sistemas de transportes, pois uma
boa conexão entre as redes de transporte e as atividades econômicas resulta em
diminuição significativa de custos. Essa ligação transparece na formação de eixos
territoriais de intenso adensamento de atividades econômicas e populacionais, como
também em expressivas interações espaciais, frutos de movimentações financeiras, de
mercadorias, de pessoas e de informações entre as regiões.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2014), a


distribuição espacial das redes de transportes no território brasileiro revela uma
predominância do modo rodoviário, em especial na região Centro-Sul, com destaque
para o estado de São Paulo.

O IBGE destaca que o estado de São Paulo é o que


apresenta melhor infraestrutura de transportes
entre as cidades do interior e a capital, incluindo
rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do
Tietê. Ademais, localizam-se nesse estado o maior
aeroporto do país, Guarulhos, instalado na região
metropolitana da capital, e o porto organizado
com maior movimentação de cargas, o Porto de
Santos.

Apesar de sua desigual distribuição pelo território brasileiro, a malha rodoviária


possui vascularização e densidade muito superiores aos demais modos de transporte
em praticamente todos os estados. Isso mostra a predominância dessa modalidade
para a circulação de mercadorias e pessoas no país, à exceção da região amazônica,
onde a circulação por vias fluviais tem papel importante, uma vez que a densidade
da rede fluvial é naturalmente propícia a esse tipo de transporte. Estudos do IBGE
(2014) destacam também a alta densidade de ligações de transporte nas Regiões
Metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Você sabe dizer porque essas regiões possuem uma malha de transportes mais adensada?

Um dos fatores para a concentração está relacionado à produção das mercadorias. São
Paulo abriga a maior parte das indústrias do país. Por esse motivo, muitas rodovias
federais ligam a capital paulista a outras capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte
e Curitiba. Tais rodovias reúnem os maiores fluxos de mercadorias e pessoas, ligando

24
também o Oeste paulista, o Triângulo Mineiro, o Noroeste paranaense e o estado de
Mato Grosso do Sul, caracterizados pela elevada produção agropecuária associada ao
agronegócio (IBGE, 2014).

Outro fator preponderante está ligado à produção agropecuária. A Região Sul, o


Centro-Oeste e o estado de São Paulo se destacam, o que pode ser confirmado pela
concentração espacial dos principais armazéns de grãos, uma vez que eles tendem a se
localizar próximo às áreas produtoras.

Segundo o IBGE (2014), a ligação entre Recife e João Pessoa, entre Brasília e Goiânia, o
entorno de Salvador e o de São Luís também se destacam pela elevada acessibilidade.
Por outro lado, é interessante notar alguns “vazios logísticos” onde a rede de transporte
é mais escassa, como: o interior do Nordeste; a região do Pantanal, excetuando-se a
área de influência da hidrovia do Paraguai; e o interior da floresta amazônica, à exceção
do entorno das hidrovias Solimões-Amazonas e o do Madeira.

As áreas adensadas e os vazios logísticos são resultado da dinâmica de produção e de


distribuição de mercadorias no Brasil. Elas interferem nos fluxos de mercadorias e no
grau de integração entre as regiões.

E como podemos reduzir essas lacunas de integração?

Para ampliar o intercâmbio de mercadorias é importante investir na ampliação das


infraestruturas, bem como no acesso às informações, pois a falta de infraestrutura
eleva o valor dos produtos, fazendo com que eles se tornem menos competitivos no
comércio nacional e internacional.

25
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. De acordo com o IBGE, o estado
de São Paulo é o que apresenta melhor infraestrutura de
transportes entre as cidades do interior e a capital, incluindo
rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do Tietê.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Nas últimas décadas, a fronteira


agrícola e pecuária vem se expandindo para a região
Nordeste, enquanto a indústria de base e de bens de consumo
cresce bastante nas regiões Centro-Oeste e Norte.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

26
Referências

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de Andrade. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil, Campinas, Edicamp, v.
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27
Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes
e dá outras providências. Brasília, 2001. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
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29
UNIDADE 2 | TIPOS DE CARGAS,
CARROCERIAS E VEÍCULOS

30
Unidade 2 | Tipos de Cargas, Carrocerias e Veículos

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 2! O transporte de cargas pode ser efetuado
por diferentes tipos de veículos. No transporte rodoviário, o principal veículo é o caminhão,
que pode apresentar diferentes composições. Nesta unidade, vamos conhecer os principais
tipos e suas aplicações na movimentação de cargas. Bons estudos!

1 Classificação dos Caminhões

Você sabe que existem diversos modelos de caminhões e que cada um é utilizado
para um serviço de transporte específico. Existem algumas maneiras para classificar
os caminhões de carga. Uma delas consiste em dividi-los entre veículos rígidos e
articulados.

Mas, o que são veículos rígidos?

São aqueles que trazem o motor e a unidade de transporte em um só veículo. São os


caminhões chamados de “tocos ou trucks”.

E os articulados?

São aqueles que têm a cabine com o motor separada do reboque. Em geral, são
formados por um cavalo mecânico e uma carreta.

31
Os veículos também podem ser classificados em função do peso máximo transmitido
ao pavimento. Esta classificação é apresentada pela Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA):

Tipo de veículo Peso transmitido


Semileves 3,5t < PBT < 6t
Leves 6t < PBT < 10t
Médios 10t < PBT < 15t
Semipesados

Caminhão-chassi PBT > 15t e CMT < 45t

Caminhão-trator PBT > 15t e PBTC < 40t


Pesados

Caminhão-chassi PBT > 15t e CMT > 45t

Caminhão-trator PBT > 15t e PBTC > 40t

Legenda:

Peso Bruto Total (PBT): Peso máximo que o veículo transmite ao pavimento,
constituído da soma da tara mais a lotação.

Peso Bruto Total Combinado (PBTC): Peso máximo transmitido ao pavimento pela
combinação de um caminhão-trator mais seu semirreboque, ou do caminhão mais o
seu reboque ou reboques.

Capacidade Máxima de Tração (CMT): É o peso que a unidade de tração é capaz de


tracionar, indicado pelo fabricante, com base em condições sobre suas limitações
de geração e multiplicação de momento de força e resistência dos elementos que
compõem a transmissão.
Fonte: Adaptado de ANFAVEA (2014) e Brasil (2007)

32
gg
A Portaria do Denatran nº 63/09 e suas alterações, homologa os
veículos e as combinações de veículos de transporte de carga e
de passageiros, com seus respectivos limites de comprimento,
Peso Bruto Total (PBT) e Peso Bruto Total Combinado (PBTC)
para circulação nas vias públicas. Mais detalhes estão no site do
Denatran. Confira!

www.denatran.gov.br

Outra classificação é a apresentada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura


de Transportes (DNIT) na qual os veículos são classificados de acordo com seus eixos
(DNIT, 2012). As variações são muitas, sendo que atualmente os caminhões podem ter
entre dois e nove eixos!

2 Tipos de Carroceria

Os caminhões podem apresentar diferentes tipos de carroceria, sendo que cada modelo
é usado para transportar cargas específicas. A variedade é grande, mas existem alguns
que são mais utilizados.

Veja a seguir uma lista, com exemplos de caminhões, organizada em função do tipo de
carroceria. Certamente você já dirigiu pelo menos um deles!

33
Definição e tipos de cargas
Ilustração Tipo de carroceria
transportadas

Usados para mercadorias que não


estragam nem perdem a qualidade
Caminhões abertos quando transportadas ao ar livre. Em
caso de chuva, são usadas lonas para
proteger a carga.

Em geral apresentam o formato de


Caminhões cobertos um vagão para proteger as cargas
das condições climáticas adversas.

A carroceria possui um refrigerador


para conservar a temperatura
Caminhões
interior. Utilizados no transporte
refrigerados
de carne, derivados do leite,
medicamentos, dentre outros.

A carroceria tem o formato de um


tanque. Utilizados para o transporte
Caminhões-tanques
de produtos líquidos, como
combustível.

A carroceria cilíndrica tem estrutura


Caminhões-tanques reforçada para suportar a pressão
para gás a granel dos gases transportados, como GLP
e amônia.

Usados para transportar contêineres,


Caminhões de
engradados amarrados com cordas
plataforma ou estrado
ou correntes, entre outros produtos.

Caminhões- Utilizados para o transporte de


cegonheiros diversos tipos de veículos.

São caminhões basculantes,


Caminhões de
utilizados no transporte de entulhos,
caçamba
terra, cascalho.

34
Caminhões para
Usados no transporte de botijões de
transporte de botijões
gás.
de gás

Caminhões Usados para o transporte de cana-de-


canavieiros açúcar.

Caminhões para
Usados para o transporte de bovinos,
transporte de animais
equinos e outros animais.
vivos

Usados para o transporte de bebidas,


Caminhões para
geralmente acondicionadas em
transporte de bebidas
engradados.

3 Classificação das Mercadorias

Veja algumas formas de agrupar conceitualmente as mercadorias.

3.1 Carga Geral

Carga embarcada, com marca de identificação e contagem de unidades, podendo ser


soltas ou unitizadas:

• Soltas (não unitizadas): itens avulsos, embarcados separadamente em embrulhos,


fardos, pacotes, sacas, caixas, tambores etc.

• Unitizadas: agrupamento de vários itens em unidades de transporte.

35
3.2 Carga a Granel

Carga líquida ou seca (sólida) embarcada e


transportada sem acondicionamento, sem marca de
identificação e sem contagem de unidades. Exemplos:
petróleo, minérios, trigo, farelos, grãos etc.

3.3 Carga Frigorificada

Carga que necessita ser refrigerada ou congelada para


conservar as qualidades essenciais do produto durante
seu transporte e sua armazenagem. Exemplos: frutas
frescas, laticínios, pescados, carnes etc.

3.4 Neo-granel

Carregamento formado por conglomerados


homogêneos de mercadorias de carga geral sem
acondicionamento específico, cujo volume ou
quantidade possibilita o transporte em lotes, em um
único embarque. Exemplo: transporte de veículos.

36
3.5 Produto Perigoso

Carga composta por produtos que, por sua natureza


físico-química, podem provocar acidentes, danificar
outras cargas ou os meios de transporte ou, ainda,
gerar riscos para as pessoas.

37
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. De acordo com a Anfavea, o
caminhão classificado como leve tem peso transmitido de 6 t
< PBT < 10 t.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Os caminhões cegonheiros são


usados para transportar contêineres, engradados amarrados
com cordas ou correntes, entre outros produtos.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

38
Referências

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41
UNIDADE 3 | EMBALAGENS E
SÍMBOLOS DE SEGURANÇA

42
Unidade 3 | Embalagens e Símbolos de Segurança

Caro(a) aluno(a), bem-vindo(a) à unidade 3! Cada produto deve ter a embalagem que se
adapte melhor a ele. É preciso observar a maneira como o produto será transportado e os
danos que podem ocorrer. A seguir vamos compreender melhor o papel da embalagem.
Bons estudos!

1 Importância da Embalagem

A principal função da embalagem é proteger contra danos. Mas ela tem outras funções,
como: conter o produto para ele não vazar; facilitar o transporte e o consumo; tornar
o produto mais atraente.

Para a maioria dos produtos, a embalagem deve funcionar como uma barreira contra
fatores como: temperatura, odores, animais, luz, oxigênio e umidade. Se a embalagem
não for corretamente projetada, podemos ter a qualidade do produto comprometida,
principalmente se ele for perecível.

Além da função de proteção ao produto, as embalagens permitem a inclusão de


tecnologias de rastreamento do produto.

Você sabe o que é rastreamento?

É um serviço que permite acompanhar o histórico do produto ao longo da cadeia


logística. É possível conhecer suas características, saber por onde ele passou e qual
sua localização exata no momento da consulta.

O rastreamento é um serviço que disponibiliza as informações

ee necessárias para o acompanhamento completo do processo de


fabricação, desde a aquisição e análise das matérias-primas, até
o processamento e destino final de cada item.

43
2 Classificação das Embalagens

Figuras Tipo Descrição


Embalagem que entra
em contato direto com
o produto. Deve haver
Embalagem de compatibilidade entre os
contenção ou primária materiais do produto e
os da embalagem, para
que o produto não seja
comprometido.

Embalagem utilizada para


Embalagem de
apresentar o produto
apresentação ou
ao usuário, no ponto de
secundária
venda.

As embalagens quaternárias e quintenárias são muito utilizadas para a unitização de


cargas.

Figuras Tipo Descrição


Embalagem que tem a função
de proteger várias unidades
Embalagem de de produtos. As embalagens
comercialização ou de comercialização,
terciária agrupadas em quantidades
predefinidas, formam uma
unidade de movimentação.
Formada por um conjunto
de embalagens de
Embalagem de comercialização, para que
movimentação ou possa ser movimentada por
quaternária equipamentos mecânicos,
como paleteiras e
empilhadeiras.

44
Embalagem utilizada para
dar maior agilidade à carga,
descarga e transporte de
longa distância. Importantes
Embalagem para na arrumação das cargas
o transporte ou em armazéns e veículos,
quintenária pois oferecem segurança
na movimentação, proteção
contra avarias e melhor
ocupação dos espaços de
armazenagem.
Fonte: Adaptado de Moura e Banzato (1990)

Você sabe o que é a unitização?

A unitização é o processo de agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga


maior, ou seja, é a arrumação de pequenos volumes de mercadorias em unidades
maiores e padronizadas, para que possam ser movimentadas mecanicamente.

Os equipamentos de unitização mais utilizados são os paletes e os contêineres.

O palete pode ser feito de madeira,


aço, alumínio, plástico ou papelão.

Já o contêiner é uma estrutura


sempre metálica, muito utilizada para
o transporte rodoviário, ferroviário e
aquaviário.

45
O processo de unitizar cargas traz muitas vantagens para o transporte:

• Permite a movimentação de cargas maiores;

• Reduz o tempo de carga e descarga;

• Permite melhor ocupação dos armazéns e veículos;

• Reduz a probabilidade de danos nos materiais estocados.

3 Tipos de Embalagem

Existe grande variedade de tipos, formas e modelos de embalagem que podem ser
utilizadas para envolver, conter ou proteger produtos.

Para cada tipo de produto são indicadas embalagens específicas, que devem ser
projetadas e fabricadas da maneira mais compatível possível com as características das
mercadorias: forma, peso, dimensões, material, perecibilidade, fragilidade, dentre
outras.

Embalagem Tipo Descrição

Recipiente geralmente
fabricado em madeira,
Barril alumínio ou plástico,
destinado a conter
produtos líquidos.

Recipiente cilíndrico
Botijão usado para
armazenagem de gás.

46
Recipiente
normalmente utilizado
para produtos maiores
Caixa de madeira e mais pesados,
que não podem ser
transportados em caixas
de papelão ou plástico.
Embalagem não
retornável com laterais
coladas, grampeadas
ou fixadas. Utilizada
Caixa de papelão para mercadorias
ondulado de consumo e bens
industriais variados,
para estocagem,
movimentação e
transporte.
Geralmente
reutilizável, encaixável
e confeccionada em
polietileno de alta
Caixa plástica
resistência. Seu uso
mais frequente é para
produtos agrícolas,
pesca e avicultura.
Recipiente geralmente
fabricado em vidro,
com boca estreita,
Frasco
destinado a acomodar
líquidos (medicamentos,
perfumes).

Engradado de madeira
ou material plástico
Garrafeira
destinado a conter
garrafas.

47
Normalmente possuem
corpo cilíndrico,
com tampa e fundo.
Latas Utilizadas para
acomodar líquidos,
pastas ou sólidos em
conserva.
Moldados em
diferentes formas e
tamanhos, utilizados
Potes plásticos principalmente para
armazenar alimentos,
tais como iogurtes e
margarinas.
Embalam materiais de
construção (cimento,
Sacos de papel
cal), produtos químicos,
multifolhados
açúcar, café, farelos,
cacau, sal.
Utilizados para embalar
produtos agrícolas
que necessitam de
Sacos têxteis ventilação. Embalam
também produtos
industrializados como
açúcar e farinha.
Utilizados para embalar
principalmente
cereais. Fabricados
de polipropileno em
diversos tamanhos,
possuem resistência
Sacos plásticos
superior à de outros
sacos. Muito utilizados
para acondicionar
fertilizantes, rações e
produtos granulados,
dentre outros.

48
Utilizado para
acondicionar materiais
líquidos ou sólidos,
em grãos ou em
Tambor
pó. Adequado para
acondicionar tintas,
sólidos, pastas, pós e
produtos químicos.

Fonte: Adaptado de Moura e Banzato (1990)

49
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. A unitização é o processo de
agrupamento de embalagens ou volumes em uma carga
maior.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Para cada tipo de produto são


indicadas embalagens específicas, que devem ser projetadas
e fabricadas da maneira mais compatível possível com as
características das mercadorias.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

50
Referências

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51
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53
Transportador
Autônomo de
Cargas – TAC
MÓDULO 1 –
PARTE 2
UNIDADE 4 | NOÇÕES DE LIVRE
CONCORRÊNCIA E MERCADO
REGULADO

55
Unidade 4 | Noções de Livre Concorrência e
Mercado Regulado

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 4! Um dos aspectos importantes que devem
ser conhecidos pelos profissionais e pelas empresas de transporte está relacionado ao
funcionamento do mercado em que atuam. É necessário compreender as diferenças entre
mercados de livre concorrência e mercados regulados, além de compreender as dinâmicas
dos mercados de transporte de cargas. Bons estudos!

1 O Princípio da Livre Concorrência

Você sabe o que significa dizer que existe livre concorrência?

A livre concorrência é imprescindível para o funcionamento do sistema capitalista. Ela


existe quando se pode verificar a presença de diversos produtores ou fornecedores de
um mesmo produto ou serviço concorrendo entre si (PANTONI, 2011).

E por que a livre concorrência pode ser benéfica?

Quando duas ou mais empresas concorrem entre si, elas são forçadas a aprimorar seus
métodos e técnicas, impactando positivamente nos custos e nos preços cobrados dos
consumidores. Em situações como esta, em geral, os consumidores são beneficiados e
a economia de mercado alcança maior êxito.

A concorrência é um dos alicerces da economia liberal e tem por finalidade assegurar


o regime de economia de mercado. Segundo Pantoni (2011), um dos pressupostos da
concorrência é a não existência de monopólio ou qualquer outra forma de distorção do
mercado livre, como os oligopólios ou monopsônios. A livre concorrência traz consigo
a ideia de competição entre pessoas e empresas na busca de um do mesmo objetivo ou
vantagem, desde que estejam atuando em condições de igualdade.

Para Pantoni (2011), na área econômica, este conceito representa a disputa entre
as empresas para atender a uma maior quantidade de consumidores, e assim fazer
crescer e obter maior e melhor espaço no mercado. Bagnoli (2005, p. 61) esclarece

56
que o mercado com livre concorrência é aquele que apresenta condições para que os
agentes econômicos (empresas, fornecedores, vendedores) tenham oportunidade de
competir de forma justa no mercado, destacando-se por sua qualidade e eficiência.

No entanto, nem sempre o fato de ter um mercado com muitos competidores faz dele
um mercado livre. Nesse sentido, devemos diferenciar a livre concorrência da livre
iniciativa.

A livre iniciativa significa a possibilidade de os agentes


econômicos entrarem no mercado sem que o Estado crie
obstáculos. Já a livre concorrência significa que os agentes
econômicos competem entre si em condições de igualdade.

Portanto, é muito mais simples garantir a livre iniciativa do que a livre concorrência!

Pantoni (2011) ressalta que, apesar de distintos, a


livre iniciativa e a livre concorrência são conceitos
complementares. Só há livre concorrência quando
existe livre iniciativa (BASTOS, 2004, p. 144). Segundo
esta autora, a livre iniciativa caracteriza-se pela
liberdade individual de ação no plano da economia. Já
a livre concorrência se apresenta como o “princípio econômico” pelo qual o livre jogo
das forças determina os preços praticados.

Como assim?

Ora, em um mercado de livre concorrência os preços são estabelecidos de acordo com


uma concorrência entre as empresas. Quanto maior a concorrência, menores tendem
a ser os preços.

Segundo Andrade (2003, p. 131-151), em um mercado ideal, ou seja, onde ocorre


concorrência, as empresas têm dimensão pequena em relação ao tamanho do
mercado em que atuam. Por este motivo, nenhuma empresa tem condições de definir
isoladamente os preços no mercado.

57
2 Concentração na Oferta ou na Demanda

Nem todos os mercados funcionam em ambientes de concorrência perfeita, sendo,


alguns, imperfeitos (monopólios, oligopólios, monopsônios, oligopsônios). Nesses
casos, existe apenas uma ou poucas empresas que abastecem o mercado ou apenas
um ou poucos consumidores para um mesmo produto.

2.1 Monopólios e Oligopólios

No monopólio, existe apenas uma empresa que vende determinado produto ou


serviço. Ela atua sem qualquer tipo de concorrência, ou seja, ela tem maior poder
de estabelecer seus preços, pois os consumidores só possuem uma alternativa para
a compra. Por esta razão, o preço será em geral mais alto, e a produção, menor, o
que resulta em situação de ineficiência. Nesses casos, o monopolista pode optar por
diminuir sua produção para elevar os preços até atingir o ponto em que a quantidade
produzida gere à empresa o lucro máximo (CADE, 2015).

Apesar de trabalhar sem concorrentes, não é incorreto dizer que

ee a empresa pode colocar qualquer preço. Segundo Varian (2006),


mesmo em situação de monopólio, ela sempre dependerá da
existência de consumidores dispostos a pagar o preço desejado
pela empresa.

Além dos preços mais elevados, o monopólio tem outros efeitos


negativos. Mayer (2009) ressalta que, por dominar o mercado, o
monopolista não possui interesse em buscar ou implementar
inovações tecnológicas, seja para reduzir seus custos, seja para
melhorar o serviço que oferece ou o produto vendido a seus
consumidores.

Mas não é apenas o consumidor que sai perdendo...

58
No longo prazo, o monopolista permanece estagnado e afeta sua própria capacidade
de monopólio. Por não acompanhar as constantes evoluções na produção, ele abre
espaço para que empresas mais modernas entrem no mercado e acabem com o
monopólio.

Talvez você já tenha ouvido falar, também, dos monopólios naturais. Neste tipo
de mercado, os investimentos iniciais necessários são muito elevados e os custos
marginais são muito baixos. O alto valor do investimento inicial faz com que apenas
uma ou poucas empresas tenham força e capacidade para implementar a infraestrutura
mínima necessária. Uma vez construída a rede de fornecimento, que representa o
maior investimento, os custos de uma unidade adicional (uma expansão, por exemplo)
são proporcionalmente baixos.

Os monopólios naturais são caracterizados, por serem bens exclusivos, e com muito
pouca ou nenhuma rivalidade. Esses mercados são geralmente regulamentados
pelos governos e possuem prazos de retorno muito grandes, por isso funcionam
melhor quando são protegidos, ou seja, quando o governo concede exclusividade na
exploração de determinado serviço durante um longo tempo, com a finalidade de
garantir o retorno dos investimentos. Geração e distribuição de energia elétrica e
fornecimento de água são exemplos clássicos de monopólios naturais.

Em geral, o monopólio natural é a forma mais eficiente de se produzir um bem ou


serviço. Essa situação é geralmente observada quando existem elevadas economias de
escala ou de escopo em relação ao tamanho do mercado (CADE, 2015).

Nos mercados do tipo oligopólio não há exclusividade. Nesses casos, existem poucas
empresas relativamente grandes, sendo que cada uma delas representa um percentual
elevado do mercado. No entanto, mesmo que não exista exclusividade, essas poucas
empresas possuem grande poder de mercado e uma grande fatia de consumidores
garantida.

hh
É importante ressaltar que existem diferenças entre o oligopólio
e o cartel. Ambas as formas são combatidas, pois o oligopólio
tende a levar o mercado a uma situação de ineficiência e preços
mais elevados. Mas, o Cartel é crime!

59
O oligopólio é algo espontâneo e se caracteriza pela junção de
alguns produtores que têm a percepção de que é mais lucrativo
agir de maneira interdependente do que de forma solitária. Ele
prejudica os consumidores por não terem muitas alternativas de
escolha e deve ser evitado.

A Constituição Federal protege a livre iniciativa, os direitos dos consumidores e a


liberdade de trabalho, combatendo o monopólio e o oligopólio por serem prejudiciais
para os consumidores, mas entende que estas não são situações ilegais. Por outro lado,
a Constituição Federal (CF) criminaliza práticas de dumping, e cartéis, entre outras, que
incidem de forma negativa sobre a ordem econômica, situações previstas no artigo 4
da Lei nº 8.137/90 (BRASIL, 1990).

O dumping se caracteriza por ser a venda de um produto por um


valor menor que o de mercado e o de custo, de forma a eliminar
a concorrência. O cartel é uma união de empresas que tem como
objetivo aumentar o preço dos produtos ou restringir a oferta
para os consumidores, dominando assim o mercado e suprimindo
a livre iniciativa.

2.2 Monopsônios e Oligopsônios

Uma quantidade pequena de empresas e a falta de concorrência afetam o funcionamento


do mercado. Além disso, são ainda consideradas estruturas de concorrência imperfeita
os casos em que a quantidade de consumidores é pequena e capaz de influenciar
fortemente os preços de mercado. Essas estruturas são chamadas monopsônios e
oligopsônios e foram explicadas pela primeira vez por Robinson (1960).

Monopsônios são as estruturas de mercado que possuem


inúmeros vendedores, mas apenas um comprador, chamado de
monopsonista.

60
O monopsônio é inverso ao caso do monopólio, no qual existe apenas um vendedor e
vários compradores. Um comprador monopsonista tem grande poder de mercado e
pode influenciar os preços de um determinado bem, variando apenas a quantidade
comprada.

Tal situação ocorre, por exemplo, quando uma


grande empresa de molho de tomate compra
sozinha toda a produção de tomates de uma
localidade. Se ela for a única empresa de molho da
região, os produtores são praticamente obrigados
a vender toda a sua produção pelo preço que a
empresa oferece. Eles até poderiam vender para
outra empresa, localizada mais distante, mas, os
custos da operação e do transporte acabariam inviabilizando o negócio e trazendo
riscos de perda da safra.

Condição semelhante também pode ser encontrada em mercados com mais de um


comprador (mais de uma empresa que compre os mesmos produtos), mas cuja
quantidade de compradores seja suficientemente pequena o suficiente para lhes
garantir o poder de compra. O conjunto de poucas empresas compradoras acaba sendo
mais forte do que o conjunto de muitos produtores. Nesse caso, o mercado é chamado
de oligopsônio.

O oligopsônio é inverso ao caso do oligopólio, este caracterizado pela existência


de apenas alguns vendedores e vários compradores. Os oligopsonistas têm poder
de mercado e podem influenciar os preços de determinado bem, variando apenas a
quantidade comprada. Essa estrutura é intermediária entre a de monopsônio e a de
mercado plenamente competitivo.

61
3 Mercado Regulado

O princípio da livre concorrência está previsto no artigo 170, inciso IV da Constituição


Federal (CF) e baseia-se no pressuposto de que a concorrência não pode ser restringida
por agentes econômicos com poder de mercado (CADE, 2015). Nesse sentido, a
Regulação dos mercados tem como principal intuito garantir a livre concorrência,
ou seja, garantir que todos os agentes econômicos possam atuar em condições de
igualdade.

É importante esclarecer que a Constituição não condena o exercício do poder econômico.


Ela busca evitar situações de abuso, as quais devem ser alvo de intervenção estatal,
coibindo excessos, tais como os cartéis e monopólios de fato, que possam atrapalhar o
livre funcionamento das estruturas do mercado.

Na década de 1990, o Brasil passou por uma Reforma Administrativa que alterou
algumas relações do Estado com a sociedade. Um dos aspectos principais foi a criação
de Agências Reguladoras, que têm a atribuição de fiscalizar e regularizar setores da
economia no Brasil. Com a criação das agências, a prestação direta de alguns serviços
públicos foi repassada à iniciativa privada, ficando estas com a tarefa de monitorar
o funcionamento dos serviços, e de regular o setor quando necessário (FERNANDES,
2003).

O Estado preservou a atuação direta em algumas atividades, como o poder de polícia e


a regulação econômica. Nas demais atividades, o Estado transferiu a tarefa de prestar
o serviço para a iniciativa privada e passou a aprimorar a regulação em diversos setores
por meio da atuação das Agências Reguladoras (SILVA, 2002).

O CADE (2015) pontua algumas vantagens do mercado regulado. Segundo o Conselho,


em um mercado em que há concorrência entre os produtores de um bem ou serviço,
os preços praticados tendem a manter-se nos menores níveis possíveis. Portanto, para
conseguirem permanecer no mercado, as empresas precisam buscar constantemente
formas de se tornarem mais eficientes, e assim aumentar os seus lucros. À medida que
tais ganhos de eficiência são conquistados e difundidos entre os produtores, ocorre
uma readequação dos preços, que beneficia o consumidor.

62
A livre concorrência não garante apenas que os consumidores
sejam beneficiados com preços menores. Mercados nos quais as
empresas são obrigadas a competir estimulam a criatividade e a
inovação das empresas.

No entanto, nem toda norma dirigida aos agentes econômicos pode ser considerada
uma atividade regulatória. As Agências precisam assegurar a prestação de serviços
adequados, de qualidade, não se limitando a normas negatórias, e devendo ser
prescritivas, identificando especificamente o que a empresa regulada pode e deve
fazer (SILVA, 2002).

Fernandes (2003) ressalta que a atividade econômica não precisa apenas ser regulada. É
necessário que existam mecanismos regulatórios que garantam a adequada prestação
de serviços públicos. Assim, percebe-se a nítida intervenção estatal regulatória a partir
das prescrições de normas, processos técnicos, e padrões mínimos a que os agentes
econômicos, que desejem atuar no respectivo setor econômico regulado, devem
obedecer (SILVA, 2002).

63
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. Monopsônios são as estruturas
de mercado que possuem inúmeros vendedores, mas apenas
um comprador, chamado de monopsonista.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. A livre concorrência não


garante apenas que os consumidores sejam beneficiados
com preços menores.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

64
Referências

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67
UNIDADE 5 | ENTIDADES
ENVOLVIDAS NA PRESTAÇÃO
DO SERVIÇO DE TRANSPORTE

68
Unidade 5 | Entidades Envolvidas na Prestação do
Serviço de Transporte

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 5! No Brasil, diversas instituições estão


envolvidas direta ou indiretamente com a operação, o uso ou a regulação dos diferentes
modos de transporte disponíveis para mercadorias. A seguir, vamos conhecer as principais
entidades, suas características e sua participação nas operações de transporte rodoviário
de mercadorias. Bons estudos!

1 Entidades e Agentes Públicos

Vamos começar esta unidade falando dos diversos agentes públicos que estão
envolvidos com a prestação dos serviços de transporte de cargas, tanto no
planejamento de sistemas e da infraestrutura, quanto na regulamentação, fiscalização
e normatização dos variados fatores que regem a atividade.

1.1 Agente Público Responsável pelo Planejamento dos


Transportes

O Ministério dos Transportes (MT), o Ministério da Defesa (MD) e o Ministério do


Orçamento Planejamento e Gestão (MPOG) são as entidades públicas envolvidas no
planejamento dos transportes brasileiros.

O MT ocupa o mais alto nível da organização da área de transporte, sendo responsável


por determinar a política nacional de transporte. A preocupação maior do Ministério
centra-se na formulação, coordenação e supervisão de políticas e participação no
planejamento estratégico (ANTT, 2011).

69
1.2 Agente Público Responsável pela Infraestrutura de
Transportes

No transporte rodoviário, a responsabilidade pela infraestrutura de transportes, de


acordo com a legislação vigente, está sob a custódia do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O DNIT foi criado com o objetivo de implementar,


em sua esfera de atuação, a política formulada para a
administração da infraestrutura do Sistema Federal de
Viação, compreendendo sua operação, manutenção,
restauração ou reposição, adequação de capacidade,
e ampliação mediante construção de novas vias e
terminais (ANTT, 2011).

1.3 Agente Público Responsável pela Regulação

As Agências Reguladoras distinguem-se pela independência administrativa, autonomia


financeira e funcional e mandato fixo de seus dirigentes. A ANTT é o órgão responsável
pela regulação e fiscalização dos transportes terrestres em território nacional. Suas
atribuições estão relacionadas à concessão, permissão e autorização. A ANTT possui
competências para atuar nos seguintes seguimentos de transporte (ANTT, 2011):

• Ferroviário: exploração da infraestrutura ferroviária concedida; prestação do


serviço público de transporte ferroviário de cargas e de passageiros.

• Rodoviário: exploração da infraestrutura rodoviária concedida; prestação do


serviço público de transporte rodoviário de cargas e de passageiros.

• Dutoviário: cadastro de dutovias.

• Multimodal: promoção do transporte multimodal e habilitação do Operador de


Transportes Multimodal (OTM).

• Terminais e vias: concessão da exploração.

70
1.4 Agente Público Responsável pela Fiscalização de Normas
Agropecuárias

A missão conferida ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é a


formulação e a implementação de políticas para o desenvolvimento do agronegócio,
integrando os aspectos de mercado tecnológicos, organizacionais e ambientais com o
atendimento dos consumidores do País.

No contexto do sistema de transporte de cargas, o Ministério

ee determina a exigência de diversos documentos específicos, a


depender da carga a ser transportada.

São exemplos de documentos exigidos: o documento para o


controle do trânsito de animais, Guia de Trânsito Animal (GTA), e
o controle do trânsito de produtos de origem animal, que pode
ser o Certificado de Inspeção de Produtos, a Guia de Trânsito de
Produtos ou o Certificado de Inspeção Sanitária (CIS).

2 Entidades e Agentes Privados

Vamos conhecer agora quais são as principais entidades privadas envolvidas com a
prestação dos serviços de transporte rodoviário de mercadorias.

2.1 Embarcador ou Expedidor

O embarcador é normalmente o dono das mercadorias. Em geral, ele representa a


empresa que necessita do deslocamento de produtos entre dois pontos em uma
cadeia de suprimentos. Também conhecido como expedidor ou remetente de cargas,
é ele quem está despachando a carga, ou seja, quem está expedindo a nota fiscal.

71
Podemos dizer que o expedidor é o responsável pela entrega da carga ao transportador,
a qual deverá estar devidamente acondicionada/embalada, acompanhada dos
documentos necessários ao cumprimento das formalidades legais perante a fiscalização
tributária, alfandegária, de polícia e de saúde, nos âmbitos Federal, Estadual ou
Municipal. Portanto, o expedidor é a pessoa física ou jurídica que celebra o contrato de
transporte com o transportador.

O expedidor é responsável pela

ee exatidão
declarações
das indicações
constantes
documentos necessários à emissão
ou
nos

do Conhecimento de Carga, bem


como pelos danos resultantes de
declarações ou indicações inexatas, irregulares e/ou incompletas.

2.2 Transportador

O transportador é aquele responsável pelo transporte da carga, ou seja, empresas


ou autônomos que possuem transporte a oferecer. Portanto, os transportadores
rodoviários são aqueles que realizam movimentação de cargas por meio do modo
rodoviário, seja a carga a transportar própria ou não (ANTT, 2011).

De acordo com a legislação brasileira, o exercício da atividade de transporte rodoviário


de cargas por conta de terceiros é efetuada mediante remuneração e o transportador
deve estar previamente inscrito e habilitado no Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Cargas (RNTRC).

72
2.3 Operadores Logísticos

Segundo a ANTT (2011), os operadores logísticos são


empresas especializadas que prestam serviços que
integram atividades de armazenagem, processamento
de pedidos, movimentação de cargas, gerenciamento de
estoques, sistemas de distribuição e de gerenciamento
de transporte, entre outras atividades.

Para facilitar a vida das empresas, os operadores são


contratados para realizar funções de gestão e distribuição dos materiais e, em alguns
casos, também fornecem suporte físico e a infraestrutura necessária para a realização
das operações.

2.4 Estações Aduaneiras de Interior (EADI)

Os Portos Secos, como são conhecidas as EADI, são recintos alfandegados de uso
público, nos quais são executadas as operações de movimentação, armazenagem e
despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem.

Como ressalta a ANTT (2011), alguns portos secos apresentam maior importância
para o transporte intermodal, já que servem de plataformas de integração dos modos
de transporte. As características inerentes dos portos secos que agregam também
serviços como armazéns, pátios para contêineres, sistemas informatizados, agilidade
nas operações, trâmites alfandegários e outros, representam um atrativo para os
usuários de transporte, bem como para os operadores.

73
2.5 Despachante Aduaneiro

É o profissional que representa o importador ou exportador na intermediação dos


serviços aduaneiros. Deve estar credenciado pela Secretaria da Receita Federal para o
exercício das atividades, órgão que dispõe sobre a forma de investidura nas funções de
despachante aduaneiro e de ajudante de despachante aduaneiro.

2.6 Operador de Transporte Multimodal (OTM)

A figura do OTM foi definida na Lei n° 9.611, de 19 de fevereiro de 1998. Este operador é
a pessoa jurídica contratada como principal para a realização do Transporte Multimodal
de Cargas da origem até o destino, por meios próprios ou por intermédio de terceiros.
O Operador de Transporte Multimodal poderá ser transportador ou não transportador,
sendo que o exercício de suas atividades depende de prévia habilitação na ANTT. Cabe
a ele emitir o Conhecimento de Transporte Multimodal de Carga.

Quando o OTM puder habilitar-se para operar em outros países, ele deverá atender,
além das normas estabelecidas pela ANTT, todos os requisitos que forem exigidos
em tratados, acordos ou convenções firmadas pelo Brasil com o país de destino da
mercadoria.

74
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. O expedidor é o responsável
pela entrega da carga ao transportador, a qual deverá estar
devidamente acondicionada/embalada, acompanhada dos
documentos necessários ao cumprimento das formalidades
legais perante a fiscalização tributária, alfandegária, de
polícia e de saúde, nos âmbitos Federal, Estadual ou
Municipal.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. O despachante aduaneiro é o


profissional que representa o importador ou exportador na
intermediação dos serviços aduaneiros.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

75
Referências

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de Andrade. (Org.). Regulação pública da economia no Brasil, Campinas, Edicamp, v.
1, 1. ed., p. 131-151, 2003.

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da Indústria Automobilística Brasileira. São Paulo: ANFAVEA, 2014. Disponível em:
<http://www.anfavea.com.br/anuario.html>. Acesso em: dez. 2014.

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julho de 2015. Regulamenta procedimentos para inscrição e manutenção no Registro
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Brasília, 2015. Disponível em: <http://www.antt.gov.br/>. Acesso em: dez. 2015.

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BASTOS, C. R. Curso de direito econômico. São Paulo: Celso Bastos, 2004.

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cadeia de suprimentos. São Paulo: Atlas, 2001.

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dez. 2014.

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transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas
de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de

76
Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes
e dá outras providências. Brasília, 2001. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
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77
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78
Transportador
Autônomo de
Cargas – TAC
MÓDULO 2 –
PARTE 1
UNIDADE 1 | LEGISLAÇÃO
ESPECÍFICA DO TRANSPORTE
RODOVIÁRIO DE CARGAS –
PARTE 1

80
Unidade 1 | Legislação Específica do Transporte
Rodoviário De Cargas – Parte 1

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao Módulo 2 do curso Responsável Técnico – RT!


Como sabemos, o transporte rodoviário de cargas é uma atividade que necessita de
acompanhamento constante do governo. A seguir, vamos conhecer os principais órgãos
que atuam no setor e a legislação que deve ser obedecida para realizar essa atividade.
Bons estudos!

1 Órgãos Reguladores e Fiscalizadores

Fique atento! Cada órgão possui atribuições específicas com o objetivo de garantir o
bom funcionamento do transporte.

ÓRGÃO ATRIBUIÇÕES
Habilitar os transportadores por
Agência Nacional meio do Registro Nacional do
de Transportes Transportador Rodoviário de Cargas
Terrestres (RNTRC). Monitorar o valor do frete
(ANTT) cobrado. Formular normas, operação e
fiscalização.
Assegurar a livre circulação nas
rodovias federais, realizando
patrulhamento, cumprindo e fazendo
Polícia
cumprir a legislação especificada pelo
Rodoviária
Código de Trânsito Brasileiro e de-
Federal (PRF)
mais normas. Inspecionar e fiscalizar
o trânsito, assim como aplicar multas
impostas por infrações de trânsito.
Ministério da
Estabelecer regras e inspecionar as
Agricultura,
condições de acondicionamento de
Pecuária e
produtos agropecuários durante o
Abastecimento
transporte.
(MAPA)

81
Estabelecer regras e fiscalizar as
Agência Nacional
condições de acondicionamento
de Vigilância
de produtos como alimentos,
Sanitária
medicamentos e agrotóxicos, dentre
(ANVISA)
outros.
Fiscalizar a arrecadação dos impostos
que recaem sobre a prestação dos
serviços de transportes e sobre
Órgãos os produtos transportados. No
Fazendários contexto do transporte de cargas de
importação e exportação, esse papel
é exercido pela Secretaria da Receita
Federal.

2 Legislação do Transporte Rodoviário de Cargas

As principais regras que compõem a legislação do transporte rodoviário de cargas no


Brasil são determinadas pela Lei nº 11.442/07 e pela Resolução nº 4.799/2015, da
ANTT. Não podemos nos esquecer, também, da Lei nº 13.103/15, que regula e disciplina
a atuação do motorista profissional.

LEI DESCRIÇÃO
Determina que o transporte rodoviário de cargas poderá
ser exercido por pessoa física ou jurídica e a necessidade de
inscrição prévia do interessado no RNTRC (Registro Nacional
Lei nº 11.442/07
do Transportador Rodoviário de Cargas) da ANTT. A Lei
também dispõe sobre as regras de operação, principalmente
no que diz respeito à responsabilidade do transportador.
Detalha os critérios para a inscrição no RNTRC, além de
Resolução nº tratar de questões sobre a identificação dos veículos, o
4.799/15 conhecimento de transportes, as infrações e as penalidades
que podem recair sobre o transportador.
Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista. Tem o
Lei nº 13.103/15 objetivo principal de regular e disciplinar a jornada de trabalho
e o tempo de direção do motorista profissional.

82
3 Vale-Pedágio Obrigatório

O Vale-Pedágio obrigatório veio atender a uma antiga reivindicação das empresas


de transporte rodoviário de cargas e dos caminhoneiros autônomos, que se sentiam
penalizados com os custos de pedágio em suas viagens. Sua regulamentação estabelece
as normas de fornecimento do Vale-Pedágio e institui: os procedimentos de habilitação
das empresas fornecedoras em âmbito nacional; a aprovação de modelos e sistemas
operacionais; as infrações e suas respectivas penalidades.

4 Implantação do Vale-Pedágio Obrigatório

Instituído pela Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001, o Vale-Pedágio obrigatório foi


criado com o objetivo de atender a uma das principais reivindicações dos transportadores
— a desoneração do transportador quanto ao pagamento de pedágio.

Com a criação desse dispositivo legal, os


embarcadores ou equiparados passaram a ser os
responsáveis pelo pagamento antecipado do pedágio
e pelo fornecimento do respectivo comprovante de
pagamento ao transportador. Até então, o custo
do pedágio era frequentemente incluído no valor
do frete contratado, obrigando o transportador a
assumir essa despesa, nem sempre repassada pelo
embarcador.

Ou seja, muitas vezes o embarcador considerava que o frete já tinha incluso o valor do
pedágio. Em outros casos, a empresa de transporte cobrava o custo do pedágio do dono
da carga, mas não transferia o valor correspondente para o transportador autônomo.
Além disso, mesmo quando recebia de volta o valor devido, o ressarcimento se fazia
moroso. O transportador pagava o pedágio ao realizar a viagem e só era reembolsado
algum tempo depois.

Tais distorções foram minimizadas quando o pagamento antecipado do pedágio


tornou-se obrigatório, e passou a realizar-se por meio do fornecimento de um Vale-
Pedágio.

83
Até 2002, as atividades de regulamentação, coordenação, delegação, fiscalização e
aplicação das penalidades pelo não fornecimento do Vale-Pedágio eram atividades
desempenhadas pelo Ministério dos Transportes. No entanto, a Medida Provisória nº
68/02, convertida na Lei nº 10.561/02, transferiu à ANTT essas competências.

Atualmente, o Vale-Pedágio obrigatório é regulamentado pela Resolução nº 2.885,


publicada no Diário Oficial da União em 23 de setembro de 2008. Essa resolução alterou
as regulamentações anteriores com o objetivo de estabelecer uma definição mais
precisa do papel de cada agente envolvido nas operações de transporte rodoviário de
carga (transportador, embarcador, operadoras de pedágio e empresas habilitadas a
fornecer o Vale-Pedágio obrigatório), quanto à responsabilidade e custos.

5 Principais Aspectos da Regulamentação

As definições de maior relevância presentes na Resolução nº 2.885 podem ser


resumidas nos seguintes itens:

• Definição mais precisa das responsabilidades pela instalação e operação do


sistema e modelos de Vale-Pedágio, e de seus custos;

• Possibilidade de utilização de quaisquer modelos e sistemas de Vale-Pedágio


obrigatório de empresas habilitadas pela ANTT;

• Disciplinamento das operações financeiras entre embarcador (dono da carga),


operador (de rodovias sob pedágio) e a empresa fornecedora do Vale-Pedágio
(empresa habilitada pela ANTT);

• Conforme art. 26 da Resolução nº 2.885, de 9 de setembro de 2008, o Regime


Especial para o Vale-Pedágio obrigatório foi extinto, ficando vedadas novas
concessões.

A Resolução ANTT nº 150, de 7 de janeiro de 2003, instituiu o Regime Especial. Com


ele, a empresa de transporte que fazia, para um só embarcador, transporte de carga
fechada ou de lotação, poderia solicitar Regime Especial, desobrigando o embarcador
da antecipação do Vale-Pedágio. Caso autorizado pela ANTT, o Vale-Pedágio era
desvinculado do valor do frete, ficando o embarcador obrigado a ressarcir seu valor
posteriormente.

84
E se a concessão para o Regime Especial ainda estiver válida?

A Resolução nº 2.885 determina que os beneficiários do Regime Especial, cujos


certificados se encontrem dentro do prazo de validade, devem anotar no Conhecimento
de Transporte o respectivo número.

Caso seja parado pela fiscalização, o transportador deverá

ee apresentar o número do certificado do Regime Especial anotado


no Conhecimento de Transporte. A fiscalização verificará sua
validade.

Aqueles que já o solicitaram e ainda não receberam o resultado


da análise devem informar no Conhecimento de Transporte o
número do protocolo da solicitação até a notificação de
deferimento ou indeferimento do pedido. Esse número também
será verificado pela fiscalização.

Veja a seguir alguns importantes aspectos regulamentados pela Lei nº 10.209,


Resolução ANTT nº 106/2002 e Resolução ANTT nº 149/2003.

• Subcontratação: A empresa de transporte que subcontratar o serviço fica


obrigada a repassar o Vale- Pedágio que recebeu do embarcador nos casos de
transporte de carga fechada ou lotação, e a adquirir e entregar ao transportador
(empresa subcontratada ou autônomo) nos casos de transporte de carga
fracionada.

• Carga fracionada: No transporte de carga fracionada não existe a obrigatoriedade


da entrega do Vale- Pedágio por parte do embarcador à empresa de transporte.
O pedágio deve ser cobrado mediante rateio, destacado no conhecimento e
pago com o frete. A empresa de carga fracionada que utiliza veículo próprio não
está obrigada a utilizar o Vale-Pedágio.

• Internacional: O transporte internacional rodoviário de carga, assim considerado


aquele em que o mesmo veículo inicia o transporte em um determinado país e
encerra a viagem em país diverso, não está sujeito à aplicação da lei do Vale-
Pedágio.

85
6 Benefícios do Uso do Vale-Pedágio

Com as mudanças na regulamentação e a efetiva implantação do Vale-Pedágio


obrigatório, todos são beneficiados: caminhoneiros, embarcadores e operadores de
rodovias.

Você sabe por quê?

Primeiro, os transportadores rodoviários de carga,


principalmente os autônomos, deixam, efetivamente, de
assumir o custo do pedágio. Apesar de estarem amparados
na legislação federal, é fato que alguns embarcadores
acabavam embutindo o valor da tarifa na contratação
do frete, obrigando o transportador a pagar o pedágio
indevidamente.

Como a negociação do Vale-Pedágio obrigatório não será mais feita em espécie, essa
possibilidade torna-se inviável.

Os embarcadores ou equiparados passam a ter maior controle sobre os itinerários


seguidos e garantem mais segurança no transporte de suas mercadorias. Fornecendo
o Vale-Pedágio obrigatório ao transportador rodoviário, o embarcador ou equiparado
determina o roteiro a ser seguido, pois o vale obedece ao preço do pedágio de cada
praça.

hh
Para fazer uso do Vale-Pedágio, o transportador deverá passar
pelas rodovias previamente determinadas. Escolhendo o roteiro,
o embarcador corre menor risco com relação ao roubo de cargas.

Os Operadores de Rodovias pedagiadas também saíram ganhando!

Com o roteiro preestabelecido pelo embarcador, as operadoras de rodovias sob


pedágio garantem a passagem do veículo pela praça de pedágio, diminuindo o uso
das rotas de fuga para evitar o pagamento da tarifa. Isso representa uma redução
significativa de evasão de receitas.

86
Devemos nos lembrar, ainda, que as rodovias pedagiadas muitas

ee vezes oferecem condições mais adequadas de tráfego para os


veículos. Isso significa que os transportadores vão utilizar vias
melhores e seus caminhões sofrerão menores danos no médio e
longo prazos.

7 Fiscalização do Vale-Pedágio

A fiscalização do cumprimento da legislação do Vale-Pedágio é feita de duas formas:


direta ou provocada.

A direta é feita por iniciativa do fiscal junto ao embarcador, equiparado ou transportador


nas rodovias. É também realizada por meio de fiscalização direta junto às operadoras de
rodovias para a verificação da aceitação obrigatória do Vale-Pedágio e do cumprimento
das demais obrigações previstas na legislação. Já a fiscalização provocada é feita a
partir de denúncias sobre a existência de possíveis infratores.

A fiscalização da ANTT é feita nas rodovias federais. As demais

ee rodovias são fiscalizadas pelos órgãos competentes estaduais


ou municipais, através das secretarias de governo ou agências
reguladoras estaduais.

87
As principais infrações relativas ao Vale-Pedágio são:

• O embarcador não antecipar o Vale-Pedágio obrigatório ao transportador;

• O embarcador não registrar as informações sobre a aquisição do Vale-Pedágio


obrigatório no documento de embarque;

• As operadoras de rodovias sob pedágio não aceitarem o Vale-Pedágio obrigatório.

Verificada a infração, o órgão fiscalizador notifica o infrator sobre pagamento da multa


ou apresentação de defesa. Ao embarcador ou equiparado será aplicada multa por cada
veículo que participe da infração e para cada viagem na qual não fique comprovada a
antecipação do Vale-Pedágio obrigatório. Já a operadora de rodovia sob pedágio que
não aceitar o Vale-Pedágio obrigatório será penalizada com o pagamento de multa
referente a cada dia que deixar de aceitar os modelos habilitados pela ANTT.

88
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. A legislação do transporte
rodoviário de cargas no Brasil são determinadas pela Lei nº
11.442/2007 e pela Resolução nº 2.550/2008 da ANTT.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Vale-Pedágio obrigatório foi


criado com o objetivo de atender a uma das principais
reivindicações dos caminhoneiros autônomos — a
desoneração do transportador quanto ao pagamento de
pedágio, beneficiando apenas os caminhoneiros autônomos.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

89
Referências

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução ANTT nº 106 de


17/10/2002. Aprova os atos relativos à regulamentação da implantação do vale-
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remuneração e estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, e dá outras providências. Brasília, 2015.
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operar no transporte rodoviário internacional entre os países da América do Sul, e de
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para o Vale-Pedágio obrigatório e institui os procedimentos de habilitação de empresas
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90
infrações e suas respectivas penalidades. Brasília, 2008. Disponível em: <https://www.
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1.474, de 31 de maio de 2006, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição
de Licença Originária, de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais
de transporte rodoviário de cargas autorizadas a operar no transporte rodoviário
internacional entre os países da América do Sul, e de Licença Complementar, em caso
de empresas estrangeiras, e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: <
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Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República
Oriental do Uruguai. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
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91
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de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração, entre outros. Brasília,
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Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes,
e dá outras providências. Brasília, 2007. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
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92
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do TRC, 2017. Disponível em: <http://www.guiadotrc.com.br/arquivos/?arquivo=curso_
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QUALITYCONTABIL. Transporte: saiba quando aplicar o ISS ou ICMS. Site Quality


Contabil, 2017. Disponível em: <http://qualitycontabil.com.br/boletim/texto/647/
transporte-saiba-quando-aplicar-o-iss-ou-icms>. Acesso em: maio 2017.

93
UNIDADE 2 | LEGISLAÇÃO
ESPECÍFICA DO TRANSPORTE
RODOVIÁRIO DE CARGAS –
PARTE 2

94
Unidade 2 | Legislação Específica do Transporte
Rodoviário de Cargas – Parte 2

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 2! Vamos continuar a conhecer a legislação


específica existente no país sobre o transporte rodoviário de cargas. Bons estudos!

1 Pagamento Eletrônico de Frete

1.1 Implantação do Pagamento Eletrônico de Frete

A legislação brasileira estabelece importantes aspectos relacionados ao pagamento


do frete do transporte rodoviário de cargas. A seguir vamos conhecer os principais
aspectos regulamentados.

A Lei nº 13.103/2015 regulamenta o art. 5º-A da Lei nº 11.442,

ee de 5 de janeiro de 2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário


de cargas por conta de terceiros mediante remuneração.

A art. 5º-A da Lei nº 11.442/07 determina que o pagamento do


frete do transporte rodoviário de cargas ao Transportador
Autônomo de Cargas (TAC) deverá ser efetuado por meio de
crédito em conta mantida em instituição integrante do sistema
financeiro nacional, inclusive poupança, ou por outro meio de
pagamento regulamentado pela Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT).

O Artigo 5-A determina ainda que:

§ 1º A conta de depósitos ou o outro meio de pagamento deverá


ser de titularidade do TAC e identificado no conhecimento de
transporte.

95
§ 2º O contratante e o subcontratante dos serviços de transporte
rodoviário de cargas, assim como o consignatário e o proprietário
da carga, são solidariamente responsáveis pela obrigação prevista
no caput deste artigo, resguardado o direito de regresso destes
contra os primeiros.

§ 3º Para os fins deste artigo, equiparam-se ao TAC a Empresa de


Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) que possuir, em sua frota,
até 3 veículos registrados no Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Cargas (RNTRC) e as Cooperativas de Transporte
de Cargas.

§ 4º As Cooperativas de Transporte de Cargas deverão efetuar o


pagamento aos seus cooperados na forma do caput deste artigo.

§ 5º O registro das movimentações da conta de depósitos ou do


meio de pagamento de que trata o caput deste artigo servirá
como comprovante de rendimento do TAC.

§ 6º É vedado o pagamento do frete por qualquer outro meio


ou forma diverso do previsto no caput deste artigo ou em seu
regulamento.

§ 7º As tarifas bancárias ou pelo uso de meio de pagamento


eletrônico relativas ao pagamento do frete do transporte
rodoviário de cargas ao Transportador Autônomo de Cargas (TAC)
correrão à conta do responsável pelo pagamento.

96
1.2 Definições

Considerando a necessidade de garantir a


movimentação de bens em cumprimento a
padrões de eficiência e modicidade nos fretes,
e considerando os problemas causados ao
mercado de transporte rodoviário de cargas
pela adoção de sistemáticas ineficientes de
pagamento do frete, a ANTT regulamentou
o pagamento eletrônico do frete por meio da
Resolução nº 3.658/11.

O Art. 2º da Resolução traz algumas importantes definições. Para fins desta Resolução,
considera-se:

I. Operação de Transporte: viagem decorrente da prestação do


serviço de transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros
e mediante remuneração.

II. Código Identificador da Operação de Transporte: o código


numérico obtido por meio do cadastramento da Operação de
Transporte nos sistemas específicos;

III. Contrato de Transporte: as disposições firmadas, por escrito,


entre o contratante e o contratado para estabelecer as condições
para a prestação do serviço de transporte rodoviário de cargas
por conta de terceiros e mediante remuneração;

IV. Contratante: a pessoa jurídica responsável pelo pagamento


do frete ao Transportador Autônomo de Cargas (TAC) ou a seus
equiparados, para prestação do serviço de transporte rodoviário
de cargas, indicado no cadastramento da Operação de Transporte;

V. Contratado: o TAC ou seu equiparado, que efetuar o


transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante
remuneração, indicado no cadastramento da Operação de
Transporte;

VI. Subcontratante: o transportador que contratar outro

97
transportador para realização do transporte de cargas para o
qual fora anteriormente contratado, indicado no cadastramento
da Operação de Transporte;

VII. Consignatário: aquele que receberá as mercadorias


transportadas em consignação, indicado no cadastramento da
Operação de Transporte ou nos respectivos documentos fiscais;

VIII. Proprietário da carga: o remetente ou o destinatário da carga


transportada, conforme informações dos respectivos documentos
fiscais;

IX. Instituição de Pagamento Eletrônico de Frete: a pessoa


jurídica previamente habilitada junto ao Banco Central do Brasil
como Instituição de Pagamento e Emissor de Moeda Eletrônica,
e posteriormente habilitada junto à Agência Nacional de
Transportes Terrestres, por sua conta e risco;

X. Arranjo de Pagamento: conjunto de regras e procedimentos que


disciplina a prestação de determinado serviço de pagamento ao
público aceito por mais de um recebedor, mediante acesso direto
pelos usuários finais, pagadores e recebedores;

XI. Descrição dos Negócios: o(s) arranjo(s) de pagamento(s) do(s)


qual(is) fará(ão) parte, sistemática de funcionamento, indicação
dos serviços a serem prestados, público-alvo, área de atuação,
local da sede e das eventuais dependências;

XII. Instituidor de Arranjo de Pagamento: pessoa jurídica


responsável pelo arranjo de pagamento e, quando for o caso, pelo
uso da marca associada ao arranjo de pagamento; e

XIII. Emissor de Moeda Eletrônica: Instituição de Pagamento


que gerencia conta de pagamento de usuário final, do tipo
pré-paga, disponibiliza transação de pagamento com base em
moeda eletrônica aportada nesta conta, converte tais recursos
em moeda física ou escritural, ou vice-versa, podendo habilitar a
sua aceitação com a liquidação em conta de pagamento por ela
gerenciada.

98
1.3 Formas de Pagamento

O Art. 2º da Resolução nº 3.658/11 define como será efetuado o pagamento eletrônico


do frete. Segundo o artigo, o pagamento do frete do transporte rodoviário de cargas
ao TAC ou ao seu equiparado será efetuado obrigatoriamente por:

• Crédito em conta bancária, seja corrente ou poupança; ou

• Outros meios de pagamento eletrônico habilitados pela ANTT.

Esse artigo determina ainda que o contratante e o subcontratante dos serviços de


transporte rodoviário de cargas, assim como o consignatário e o proprietário da carga,
serão solidariamente responsáveis pela obrigação prevista neste artigo, resguardado
o direito de regresso destes contra os primeiros.

As Cooperativas de Transporte de Cargas (CTC) deverão efetuar

ee o pagamento do valor pecuniário devido aos seus cooperados


por um dos meios de pagamento regulamentados pela ANTT.

Na utilização de conta de depósito para o pagamento do frete,


o emissor do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas
(CTRC) ou de seu documento substituto deverá fazer constar no
documento, além do Código Identificador da Operação de
Transporte (CIOT), as informações referentes a nome e número
da instituição bancária, número da agência e número da conta
de depósito onde será creditado o pagamento do frete.

É importante ressaltar que no recebimento do pagamento do frete por meio de


Pagamento Eletrônico de Frete (PEF), o TAC ou equiparado não terá despesas com:

• A habilitação e o recebimento da primeira via do cartão e de um cartão adicional


(que pode ser utilizado como cartão de débito),

• Consultas de saldo/extrato (desde que sem impressão),

• Transferência de valores para uma conta de depósito em qualquer instituição


bancária a cada quinze dias.

99
1.4 Empresas Habilitadas para Receber o Pagamento

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Resolução


nº4.592/2015, que trata do novo procedimento de habilitação de empresas
administradoras para pagamento eletrônico de frete (PEF).

A nova norma alterou o processo de habilitação das


empresas para interessadas no PEF. De acordo com o
art. 12 da Resolução nº 4.592/2015, a ANTT habilitará
as instituições de pagamento eletrônico de frete –
antes denominadas de administradoras de meios de
pagamento eletrônico de frete – após a autorização
do Banco Central do Brasil (Bacen).

O Banco Central, para emitir o documento, faz uma série de exigências financeiras,
tecnológicas e documentais. A empresa interessada deve apresentar o pedido de
habilitação à ANTT, acompanhado de documentos como descrição do negócio,
indicação dos serviços a serem prestados, público-alvo, área de atuação, local da sede,
regularidade junto ao Bacen para funcionar como instituição de pagamento, etc.

As empresas já habilitadas terão um prazo de 180 dias para adequar-se ao novo


regramento.

100
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. O Vale-Pedágio obrigatório
veio atender a uma antiga reivindicação das empresas de
transporte rodoviário de cargas e dos caminhoneiros
autônomos, que se sentiam penalizados com os custos de
pedágio em suas viagens.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Para fazer uso do Vale-Pedágio,


o transportador deverá passar pelas rodovias previamente
determinadas. Porém a escolha do roteiro, não diminui o
risco do embarcador corre com relação ao roubo de cargas.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

101
Referências

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução ANTT nº 106 de


17/10/2002. Aprova os atos relativos à regulamentação da implantação do vale-
pedágio obrigatório. Brasília, 2002. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=98525>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 4.799, de 2015, e suas alterações. Dispõe sobre o exercício
da atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante
remuneração e estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, e dá outras providências. Brasília, 2015.
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procedimentos relativos à expedição de Licença Originária, de Autorização de Caráter
Ocasional, para empresas nacionais de transporte rodoviário de cargas autorizadas a
operar no transporte rodoviário internacional entre os países da América do Sul, e de
Licença Complementar, em caso de empresas estrangeiras, e dá outras providências.
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fornecedoras em âmbito nacional, aprovação de modelos e sistemas operacionais, as

102
infrações e suas respectivas penalidades. Brasília, 2008. Disponível em: <https://www.
diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2008-09-09-2885>. Acesso
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_______. Resolução ANTT nº 3826, de 29 de maio de 2012. Altera a Resolução nº


1.474, de 31 de maio de 2006, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição
de Licença Originária, de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais
de transporte rodoviário de cargas autorizadas a operar no transporte rodoviário
internacional entre os países da América do Sul, e de Licença Complementar, em caso
de empresas estrangeiras, e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: <
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=241923>. Acesso em: maio 2017.

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1980 (AAP/A14TM/17) — Acordo sobre Pesos e Dimensões de Veículos de Transporte
Rodoviário de Passageiros e Cargas —, assinado entre os Governos da República
Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República
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105
UNIDADE 3 | LEGISLAÇÃO
ESPECÍFICA DO TRANSPORTE
RODOVIÁRIO DE CARGAS –
PARTE 3

106
Unidade 3 | Legislação Específica do Transporte
Rodoviário De Cargas – Parte 3

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 3! Atualmente o mercado internacional de


transporte rodoviário de mercadorias é atendido por mais de 100.000 empresas nacionais
e estrangeiras registradas no Brasil (ANTT, 2015). Pela dimensão e importância, é essencial
aos transportadores conhecerem sua regulamentação. Nesse sentido, a ANTT vem
simplificando os procedimentos para habilitação ao Transporte Rodoviário Internacional
de Cargas (TRIC) e, inclusive, ampliando as possibilidades de entrada de novos agentes no
mercado. Nessa unidade, veremos a terceira parte da legislação específica do transporte
rodoviário de cargas. Bons estudos!

1 Noções de Transporte Rodoviário Internacional de Cargas

Devido à sua posição geográfica na América do


Sul, o Brasil tem uma relação muito próxima
com diversos países vizinhos, com os quais
realiza grandes volumes de compra e venda
de mercadorias. Para a movimentação destas,
o transporte rodoviário é a modalidade
mais utilizada, ampliando sobremaneira o
intercâmbio de cargas.

Segundo a ANTT (2015), para a consecução dos intercâmbios, o Brasil mantém


historicamente acordos de transporte internacional terrestre com quase todos os
países da América do Sul. E, ainda conforme informações disponibilizadas pela Agência,
está em negociações com Colômbia, Equador, Suriname e Guiana Francesa.

Os acordos entre países buscam facilitar o incremento do

ee comércio, turismo e cultura no transporte de bens e pessoas,


permitindo que veículos e condutores de um país, contando com
trâmites fronteiriços simplificados, circulem com segurança nos
territórios dos demais países.

107
Contemplando as modalidades de transporte rodoviário e ferroviário, o Acordo sobre
Transporte Internacional Terrestre entre os Países do Cone Sul inclui Argentina, Bolívia,
Brasil, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai, sendo que entre Brasil e Venezuela refere-se
apenas ao transporte rodoviário. A negociação que está em andamento com a Guiana
também alude apenas ao transporte rodoviário, o único disponível atualmente.

O Mercado Comum do Sul (Mercosul), que é um Tratado de

cc Integração, com maior amplitude entre Argentina, Brasil,


Paraguai e Uruguai, absorveu o Acordo de Transportes do Cone
Sul.

Para o crescimento do TRIC são realizadas negociações conjuntas


periódicas visando atender as crescentes necessidades dos
países, a incorporação dos avanços tecnológicos e operacionais,
maior grau de segurança e maior agilidade dos procedimentos
aduaneiros e imigratórios. Segundo a ANTT (2015), no caso do
Mercosul, os países-membros já atingiram estágio mais avançado
com a negociação e adoção de normas técnicas comunitárias.

Por meio das discussões e dos acordos firmados, os fluxos internacionais de bens e
pessoas tornam-se cada vez mais dinâmicos, competitivos e seguros, beneficiando as
empresas que importam e exportam mercadorias em diferentes países.

É importante ressaltar que, além dos acordos básicos citados, têm sido estabelecidos
acordos específicos no Mercosul, como o de Transporte de Produtos Perigosos e o
Acordo sobre Trânsito.

gg
Os atos legais e regulamentares, os procedimentos operacionais
e as informações estatísticas sobre o Transporte Internacional
Terrestre podem ser encontrados na página da ANTT. Confira!

www.antt.gov.br

108
2 Regulamentação do TRIC

Para regulamentar os procedimentos relativos ao TRIC, a ANTT publicou em 2006 a


Resolução nº 1474, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição de
licenças e autorizações para a execução dos serviços de transporte internacional de
cargas. Essa regulamentação foi posteriormente alterada em 2012 pela Resolução
nº3826 da própria Agência.

As normas vigentes buscam garantir o cumprimento dos termos estabelecidos nos


acordos internacionais entre o Brasil e os demais países da América do Sul. Para isso, os
procedimentos contidos nessa resolução são para a expedição de Licença Originária,
de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais de transporte rodoviário
de cargas, e de Licença Complementar, em caso de empresas estrangeiras.

Veja a seguir os principais aspectos relativos ao transporte rodoviário internacional de


mercadorias presentes na regulamentação.

2.1 Habilitação

Os procedimentos para uma empresa de


Transporte Rodoviário de Carga obter
autorização para o transporte internacional
estão regulamentados no Brasil por meio da
Resolução ANTT nº1.474, de 31 de maio de
2006. A habilitação para o transporte pode ser:

a) Licença Originária: Para habilitar-se ao


transporte rodoviário internacional de
cargas, a empresa deverá atender aos
seguintes requisitos:

• Ser constituída nos termos da legislação brasileira;

109
• Ser proprietária de uma frota que tenha capacidade de transporte dinâmica total
mínima de 80 (oitenta) toneladas, a qual poderá ser composta por equipamentos
do tipo trator com semirreboque, caminhões com reboque ou veículos do tipo
caminhão simples;

• Possuir infraestrutura composta de escritório e adequados meios de comunicação;

• Atender as especificações exigidas pela resolução Mercosul/GMC/RES. n° 25/11,


quanto aos veículos da frota a ser habilitada.

b) Autorização de Viagem de Caráter Ocasional: A empresa que solicitar


Autorização de Caráter Ocasional deverá apresentar as seguintes informações:

• Nome ou razão social da empresa responsável pela viagem ocasional;

• Origem e destino da viagem;

• Pontos de fronteira a serem utilizados durante o percurso;

• Tipo de carga a ser transportada, tanto na ida quanto no regresso;

• Relação dos veículos a serem utilizados e cópia autenticada dos respectivos


certificados de registro e licenciamento de veículo (CRLV) e da apólice de seguros
de responsabilidade civil por lesões ou danos a terceiros;

• Cópia autenticada do certificado de inspeção técnica veicular periódica (CITV);

• Vigência pretendida para a autorização; e

• Número de inscrição do transportador no RNTRC, nos termos da resolução nº


437, de 2004.

c) Licença Complementar: A Licença Complementar autoriza, ainda, a entrada,


saída e trânsito dos veículos da empresa licenciada em território brasileiro,
através de pontos de fiscalização aduaneira.

O pedido de Licença Complementar será dirigido à ANTT, mediante requerimento de


representante legal da empresa no Brasil, ao qual deverão ser anexados os seguintes
documentos:

110
• Licença Originária e seus anexos, concedida há, no máximo, 120 dias pelo
organismo nacional competente, e legalizada na representação diplomática do
Brasil no país de origem; e

• Procuração por instrumento público, outorgada a representante legal, único,


perante a ANTT, residente e domiciliado em território brasileiro e com poderes
para representar a empresa e responder por ela em todos os atos administrativos
e judiciais, facultado o substabelecimento com reserva de poderes.

3 Legislação Básica e Simbologia dos Produtos Perigosos

A Regulamentação do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos tem como objetivo


proporcionar condições de segurança para todos os envolvidos no transporte, para
tanto seguem padrões internacionais ditados pela Organização das Nações Unidas
(ONU).

Em 1988, o governo federal aprovou o regulamento para o Transporte Rodoviário


de Produtos Perigosos com a publicação do Decreto nº 96.044/88, complementado
por algumas portarias do Ministério dos Transportes. Alguns anos mais tarde, a ANTT
atualizou estas normas por meio das Resoluções nº 420/04 e nº 3.632/11, dentre
outras.

A legislação sobre o transporte de produtos perigosos é complexa, pois para cada tipo
de produto há especificidades a serem consideradas. Veja a seguir uma lista com as 9
classes de Produtos Perigosos. Lembre-se de que cada classe deve ser identificada por
símbolos específicos.

111
Rótulos Classe
Classe 1: Explosivos
Subclasse 1.1:
Substâncias e artigos
com risco de explosão
em massa;

Subclasse 1.2:
Substâncias e artigos
com risco de projeção,
mas sem risco de
explosão em massa;

Subclasse 1.3:
Substâncias e artigos
com risco de fogo e
com pequeno risco
de explosão ou de
projeção, ou ambos,
Subclasses
mas sem risco de
explosão em massa;

Subclasse 1.4:
Substâncias e artigos
que não apresentam
risco significativo;

Subclasse 1.5:
Substâncias muito
insensíveis, com risco de
explosão em massa;

Subclasse 1.6: Artigos


extremamente
insensíveis, sem risco de
explosão em massa.

112
Classe 2: Gases

Subclasse 2.1: Gases


inflamáveis;

Subclasse 2.2: Gases não


Subclasses
inflamáveis, não tóxicos;

Subclasse 2.3: Gases


tóxicos.

Classe 3: Líquidos inflamáveis

Classe 4: Sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas


à combustão espontânea; substâncias que, em
contato com água, emitem gases inflamáveis
Subclasse 4.1: Sólidos
inflamáveis, substâncias
autorreagentes e
explosivos sólidos
insensibilizados;

Subclasse 4.2:
Subclasses Substâncias sujeitas à
combustão espontânea;

Subclasse 4.3:
Substâncias que,
em contato com
água, emitem gases
inflamáveis.

113
Classe 5: Substâncias oxidantes e peróxidos
orgânicos

Subclasse 5.1:
Substâncias oxidantes;
Subclasses
Subclasse 5.2: Peróxidos
orgânicos.

Classe 6: Substâncias tóxicas e substâncias


infectantes

Subclasse 6.1:
Substâncias tóxicas;
Subclasses
Subclasse 6.2:
Substâncias infectantes.

Classe 7: Material radioativo

Classe 8: Substâncias corrosivas

Classe 9: Substâncias e artigos perigosos diversos

114
Volumes contendo substâncias que apresentem risco para o meio ambiente também
devem ser marcados com simbologia específica (ANTT, 2011). Veja:

Rótulos Classe

Símbolo para o transporte de substâncias


perigosas para o meio ambiente

Fonte: ANTT (2004; 2011)

Glossário

Autorização de Viagem de Caráter Ocasional: Licença concedida para a realização de


viagem não caracterizada como prestação de serviço regular e permanente, ou aquela
que vier a ser definida em acordos bilaterais ou multilaterais.

Licença Complementar: Ato expedido no Brasil, pelo qual a ANTT, atendidos os


acordos internacionais vigentes, autoriza empresas com sede em outro país à prestação
e operação de serviço de transporte rodoviário internacional de cargas.

Licença Originária: Autorização necessária para realizar transporte rodoviário


internacional de cargas.

Produtos Perigosos: Para fins de transporte, os Produtos Perigosos são as


substâncias encontradas na natureza ou produzidas por qualquer processo que, por
suas características físico-químicas, representem risco para a saúde de pessoas, para a
segurança pública e para o meio ambiente.

115
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. Os procedimentos para uma
empresa de Transporte Rodoviário de Carga obter autorização
para o transporte internacional estão regulamentados no
Brasil por meio da Resolução ANTT nº 1.474/2016.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. Os acordos entre países


buscam facilitar o incremento do comércio, turismo e cultura
no transporte de bens e pessoas, permitindo que veículos e
condutores de um país, contando com trâmites fronteiriços
simplificados, circulem com segurança nos territórios dos
demais países.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

116
Referências

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução ANTT nº 106 de


17/10/2002. Aprova os atos relativos à regulamentação da implantação do vale-
pedágio obrigatório. Brasília, 2002. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=98525>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 4.799, de 2015, e suas alterações. Dispõe sobre o exercício
da atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante
remuneração e estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, e dá outras providências. Brasília, 2015.
Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=287658>. Acesso em:
maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 3.632/11, de 9 de fevereiro de 2011. Altera o


Anexo da Resolução no 420, de 12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções
Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.
Brasília, 2011. Disponível em: <http://www.cidadesustentavel.org.br/treinamento/
Resolucao_ANTT_3632.pdf>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 420, de 12 de fevereiro de 2004, e suas alterações.


Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de
Produtos Perigosos. Brasília, 2004. Disponível em: < https://www.diariodasleis.com.br/
busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2004-02-12-420>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT nº 1474, de 31 de maio de 2006. Dispõe sobre os


procedimentos relativos à expedição de Licença Originária, de Autorização de Caráter
Ocasional, para empresas nacionais de transporte rodoviário de cargas autorizadas a
operar no transporte rodoviário internacional entre os países da América do Sul, e de
Licença Complementar, em caso de empresas estrangeiras, e dá outras providências.
Brasília, 2006. Disponível em: <https://www.diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?
numlink=1-8-34-2006-05-31-1474>. Acesso em: maio 2006.

_______. Resolução ANTT nº 2885, de 09 de setembro de 2008. Estabelece as normas


para o Vale-Pedágio obrigatório e institui os procedimentos de habilitação de empresas
fornecedoras em âmbito nacional, aprovação de modelos e sistemas operacionais, as

117
infrações e suas respectivas penalidades. Brasília, 2008. Disponível em: <https://www.
diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2008-09-09-2885>. Acesso
em: maio 2008.

_______. Resolução ANTT nº 3826, de 29 de maio de 2012. Altera a Resolução nº


1.474, de 31 de maio de 2006, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição
de Licença Originária, de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais
de transporte rodoviário de cargas autorizadas a operar no transporte rodoviário
internacional entre os países da América do Sul, e de Licença Complementar, em caso
de empresas estrangeiras, e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: <
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=241923>. Acesso em: maio 2017.

_______. TRIC: Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Brasília, 2017. Disponível


em: <http://portal.antt.gov.br/index.php/content/view/4966/TRIC___Transporte_
Rodoviario_Internacional_de_Cargas.html>. Acesso em: 05 setembro 2015.

_______. Vale-pedágio obrigatório. Brasília, 2017. Disponível em: <http://www.antt.


gov.br/cargas/ValePedagio_obrigatorio.html>. Acesso em: 28 agosto 2015.

BRASIL. Decreto nº 7.282, de 1º de setembro de 2010. Dispõe sobre a execução do


Acordo de Alcance Parcial nº 17 ao Amparo do Artigo 14 do Tratado de Montevidéu de
1980 (AAP/A14TM/17) — Acordo sobre Pesos e Dimensões de Veículos de Transporte
Rodoviário de Passageiros e Cargas —, assinado entre os Governos da República
Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República
Oriental do Uruguai. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7282.htm>. Acesso em: dez. 2014.

_______. Decreto nº 96.044, de 18 de maio de 1988. Aprova o Regulamento para o


Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e dá outras providências. Brasília, 1988.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d96044.htm>.
Acesso em: maio 2017.

_______. Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. Dispõe sobre o imposto


dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias
e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, e dá outras providências (Lei Kandir). Brasília, 1996. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp87.htm>. Acesso em: maio 2017.

118
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração, entre outros. Brasília,
2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/
l11442.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o código de trânsito


Brasileiro. Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L9503.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001. Institui o vale-pedágio obrigatório


sobre o transporte rodoviário de carga e dá outras providências. Presidência da
República. Brasília, 2001. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
LEIS_2001/L10209.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos


transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas
de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de
Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes,
e dá outras providências. Brasília, 2007. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10233.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão


de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do
motorista profissional; e dá outras providências. Brasília, 2015. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm. Acesso em: maio
2017.

CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Resolução nº 210, de 13 de novembro


de 2006. Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem
por vias terrestres e dá outras providências. Brasília, 2006. Disponível em: <www.
denatran.gov.br/download/resolucoes/resolucao_210.rtf>. Acesso em dezembro de
2014.

KOBIELSKI, L. ICMS no transporte de cargas: armadilhas e oportunidades à vista.


Portal Affectum, out. 2012. Disponível em: <http://affectum.com.br/affectum_site/
index.php?option=com_content&view=article&id=175:icms-no-transporte-de-cargas-
armadilhas-e-oportunidades-a-vista&catid=7:artigos&Itemid=32>. Acesso em: set.
2015.

119
OLIVEIRA, O. A. Transporte rodoviário de carga: módulo documentos fiscais. Portal Guia
do TRC, 2017. Disponível em: <http://www.guiadotrc.com.br/arquivos/?arquivo=curso_
doc_ame=TRANSPORTE+RODOVIARIO+DE+CARGA+MODULO+DOCUMENTOS+FISC
AIS>. Acesso em: maio 2017.

RODOCRED. O que é o vale-pedágio obrigatório. Portal Rodocred, 2017. Disponível


em: <https://www.rodocred.com.br/ValePed%C3%A1gio/ValePed%C3%A1gioobrigat
%C3%B3rio/tabid/506/Default.aspx>. Acesso em: maio 2017.

QUALITYCONTABIL. Transporte: saiba quando aplicar o ISS ou ICMS. Site Quality


Contabil, 2017. Disponível em: <http://qualitycontabil.com.br/boletim/texto/647/
transporte-saiba-quando-aplicar-o-iss-ou-icms>. Acesso em: maio 2017.

120
Transportador
Autônomo de
Cargas – TAC
MÓDULO 2 –
PARTE 2
UNIDADE 4 | DOCUMENTAÇÃO E
RESPONSABILIDADE PENAL DO
MOTORISTA

122
Unidade 4 | Documentação e Responsabilidade
Penal do Motorista

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo (a) à unidade 4! Vamos conhecer os documentos obrigatórios
do motorista e do veículo, a documentação estadual para o transporte, a legislação específica
para o exercício da profissão e a responsabilidade penal do motorista por crimes praticados
contra a Administração em geral. Bons estudos!

1 Documentação Exigida

1.1 Motorista

Você deve ter sempre em mãos sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que
deverá ser das categorias “C” ou “E”, conforme determina o CTB e deve apresentar o
documento original quando solicitado pelos órgãos fiscalizadores, como por exemplo,
a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

1.1.1 Jornada de Trabalho do Motorista

Para proteger a saúde dos trabalhadores, a Lei nº 13.103/15


regula a jornada de trabalho dos motoristas profissionais e o
tempo máximo que eles poderão ficar na direção do veículo
de maneira ininterrupta (BRASIL, 2015).

Essa lei ficou conhecida como “Lei do Caminhoneiro” e define


a quantidade máxima de horas seguidas que o motorista pode
dirigir, tornando obrigatórias as paradas de descanso, um
intervalo para as refeições e o tempo de descanso entre um
dia e outro de trabalho.

123
A jornada diária do motorista continua a ser de oito horas, com possibilidade de
duas horas extras, totalizando o máximo de dez horas. A cada seis horas ao volante,
o motorista deverá descansar 30 minutos. Esse tempo poderá ser fracionado, assim
como o de direção, desde que o tempo dirigindo seja limitado ao máximo de 5,5 horas
contínuas.

Lembre-se de que o intuito da lei é evitar a pressão das empresas transportadoras


sobre os motoristas profissionais para que eles trabalhem mais do que sua saúde física
e mental permite.

hh
No caso dos transportadores autônomos é preciso ter atenção
redobrada!

Você é seu próprio patrão, então, é o único responsável por


cuidar de sua saúde. Procure obedecer aos limites estabelecidos,
pois eles foram criados para proteger a saúde e a vida dos
trabalhadores.

1.2 Veículo

Em relação ao veículo, é exigido o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo


(CRLV), que comprova que você pagou todos os impostos, taxas e multas, devendo ser
apresentado o documento original. Como você trabalha com o transporte remunerado
de cargas, é necessário apresentar também o registro do veículo no RNTRC.

124
1.3 Mercadorias em Geral

É exigido que você apresente:

DOCUMENTO DESCRIÇÃO
Comprova a posse da mercadoria e tem como principal
objetivo atender às exigências do Fisco quanto ao trânsito das
Nota Fiscal
mercadorias e das operações realizadas entre adquirentes e
fornecedores.
Comprova a contratação do transportador pelo embarcador
Conhecimento para a realização do serviço de transporte. Esse documento é
de Transporte emitido pelo transportador e indica que as mercadorias estão
Rodoviário sob sua responsabilidade para a entrega, de acordo com o que
está descrito no conhecimento.
Utilizada no transporte de carga a granel, de combustíveis
líquidos ou gasosos e de produtos químicos ou petroquímicos,
Autorização de quando, no momento da contratação do serviço, não
Carregamento forem conhecidos os dados relativos a peso, distância e
e Transporte valor da prestação do serviço. A utilização da autorização
de carregamento não dispensa a posterior emissão do
Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas.
Utilizada pelo estabelecimento transportador que executar
serviço de coleta de cargas no endereço do remetente, e
Ordem de
destina-se a acobertar a prestação de serviço, do endereço do
Coleta de
remetente até o do transportador, para emissão obrigatória
Carga
do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, no qual
será anotado o número da respectiva ordem de coleta.
Obrigatória somente no transporte rodoviário de carga
Manifesto de fracionada, sendo utilizado pelos transportadores de cargas
Carga que executarem serviço de transporte intermunicipal e
interestadual.

125
1.4 Produtos Perigosos

Se você estiver transportando algum tipo de Produto Perigoso, qualquer que seja sua
classe, serão exigidos também:

DOCUMENTO ADICIONAL DESCRIÇÃO


Compatíveis com a carga, original,
Certificado de capacitação do veículo
expedido pelo INMETRO ou entidade
e dos equipamentos
por ele credenciada.
Contendo o número ONU (número
especificado pela Organização das
Documento fiscal do produto
Nações Unidas), classe ou subclasse,
transportado
nome apropriado para o embarque, e a
quantidade total por produto.
Escrita nos idiomas dos países de
origem, trânsito e destino da carga,
contendo:

• Identificação do expedidor ou do
fabricante do produto que forneceu as
instruções;

• Identificação do produto ou grupo


de produtos a que as Instruções se
Ficha de emergência e envelope para aplicam;
transporte
• Natureza dos riscos apresentados
pelos produtos;

• Medidas a serem adotadas em caso de


emergência (medidas a adotar em caso
de contato com o produto, incêndio,
ruptura de embalagens ou tanques,
realização de transbordo e telefones
de emergência dos bombeiros, polícia
e defesa civil).

126
Com observação de habilitação
para produtos perigosos (curso
Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Movimentação e Operações de
Produtos Perigosos, MOPP).
Quando exigível (IBAMA, INMETRO,
Licença Especial
FEPAM, etc.).
Kit de emergência e EPI (Equipamento
Equipamentos de Segurança
de Proteção Individual).
Painel em formato de losango, onde
estão estipulados o símbolo gráfico e
Rótulo de Risco
a cor, que correspondem à classe do
produto perigoso transportado.
Painel retangular de cor laranja
contendo o número ONU e o número
Painel de Segurança
de risco do produto perigoso
transportado.

2 Responsabilidade Civil e Criminal do Condutor

A responsabilidade civil – prevista no Código Civil – determina que o culpado é


obrigado a indenizar financeiramente sua vítima, por exemplo, por acidentes ou danos
provocados durante o transporte, quaisquer que sejam os danos, materiais ou morais.

A responsabilidade criminal é aquela que zela pelo respeito – individual e/ou coletivo
– dos valores fundamentais de sociedade, tais como a vida, a segurança, a integridade
física, a saúde, entre outros. Para isso, o Direito Penal identifica as infrações penais e
especifica as respectivas penalidades.

127
Um crime pode ser praticado por omissão. Por exemplo, um

ee acidente que ocorre devido a uma falha no veículo que poderia


ter sido detectada durante os procedimentos de manutenção
preventiva.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (BRASIL, 1997),


ao proprietário do veículo caberá sempre a responsabilidade
por infrações referentes às condições do veículo. Já ao condutor
caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos
praticados na direção do veículo.

Lembre-se de que o Art. 291 do CTB estabelece que aos crimes


cometidos na direção de veículos automotores aplicam-se as
normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal.

3 Documentação Estadual e Tributos Relativos ao Transporte


Rodoviário de Cargas

Vamos agora conhecer algumas particularidades referentes à documentação para o


transporte e à documentação fiscal que variam de um estado para outro.

3.1 Código Fiscal de Operação Presente no CTRC

Como sabemos, o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC) é


obrigatório no transporte da mercadoria. Ele deve ser emitido antes do início da
prestação do serviço pelo transportador.

128
No Conhecimento de Transporte existe um campo importante que deve ser preenchido
chamado Código Fiscal da Operação. Em algumas guias de CTRC esse campo se chama
CÓDIGO, enquanto em outras guias ele recebe a sigla CFOP. Tal código especifica o
tipo de serviço que está sendo realizado e a natureza fiscal do serviço.

Os códigos fiscais para serviços de transportes são:

5.351 (5.61) Prestação de Serviços de Transportes da


mesma natureza dentro do Estado

6.351 (6.61) Prestação de Serviços de Transportes da


mesma natureza para fora do Estado

5.352 (5.62) Prestação de Serviços de Transportes a


estabelecimento Industrial localizado no Estado. Incluindo
estabelecimento industrial de cooperativas.

6.352 (6.62) Prestação de Serviços de Transportes a


estabelecimento Industrial localizado fora do Estado. Incluindo
estabelecimento industrial de cooperativas.

5.353 (5.62) Prestação de Serviços de Transportes a


estabelecimento Comercial localizado no Estado. Incluindo
estabelecimento comercial de cooperativas.

6.353 (6.63) Prestação de Serviços de transportes a


estabelecimento Comercial localizado fora do Estado. Incluindo
estabelecimento comercial de cooperativas.

129
5.357 (5.63) Prestação de Serviços de Transportes a não
contribuinte no Estado

6.357 (6.63) Prestação de Serviços de transportes a não


contribuinte fora do Estado

3.2 ISS ou ICMS?

A tributação pelo ISS (Imposto sobre Serviços


de Qualquer Natureza) ou ICMS (Imposto
sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual, Intermunicipal e de
Comunicação) não é uma escolha do prestador
ou do contratante do serviço, e sim uma
determinação das legislações relacionadas
aos tributos envolvidos. Por incidirem sobre o
mesmo serviço, definir qual imposto deve ser cobrado — se ICMS ou ISS, causa dúvidas
para os contribuintes e para os usuários do serviço de transporte.

Os serviços de transporte serão tributados ou pelo ISS ou pelo ICMS dependendo do


trajeto no qual sejam prestados. A tributação por um deles elimina a outra alternativa.

Para definir qual tributação é devida, se ISS ou ICMS, precisamos

ee primeiro identificar o início e o término do serviço de transporte,


para então concluir se o percurso é municipal, intermunicipal ou
interestadual.

O serviço de transporte tem início quando o prestador coleta efetivamente a carga a


ser transportada, e termina quando o prestador do serviço entrega a carga no local
determinado pelo contratante ou usuário do serviço.

Quando o transporte começa e termina dentro de um mesmo município, é preciso


recolher o ISS. Quando o serviço de transporte sai do município, é preciso recolher o
ICMS.

130
3.3 Tributação pelo ICMS

O ICMS foi definido pela chamada Lei Kandir, que corresponde à Lei Complementar nº
87, de 13 de setembro de 1996. Ela dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito
Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.

O segundo artigo da lei estabelece claramente as situações nas quais deve ser recolhido
o ICMS. Veja.

Art. 2º O imposto incide sobre:

I. Operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o


fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares;

II. Prestações de serviços de transporte interestadual e


intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias
ou valores;

III. Prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer


meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão,
a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de
qualquer natureza;

IV. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não


compreendidos na competência tributária dos municípios;

V. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços


sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos municípios,
quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à
incidência do imposto estadual.

§ 1º - O imposto incide também:

I. Sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior,


por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte
habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade;

131
II. Sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha
iniciado no exterior;

III. Sobre a entrada, no território do estado destinatário, de


petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos
dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à
comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações
interestaduais, cabendo o imposto ao estado onde estiver
localizado o adquirente.

Portanto, considerando apenas as situações que envolvem o serviço de transporte, o


ICMS é um imposto que deve ser recolhido quando tiver as seguintes características:

• Iniciar em um município e terminar em outro município: é o que chamamos de


serviço intermunicipal, ou seja, entre municípios;

• Iniciar em um estado e terminar em outro: é o que chamamos de serviço


interestadual, ou seja, entre estados; ou

• Iniciar fora do Brasil e ocorrer em um trecho intermunicipal ou interestadual no


Brasil.

O ICMS é devido ao estado onde for iniciada


a prestação do serviço, ou seja, deve ser
pago para o estado onde o caminhão for
carregado, exceto quando o início do
serviço de transporte acontecer fora do
Brasil. Nesse último caso, o ICMS será
devido ao estado onde o serviço terminar.

Alguns estados adotaram a isenção do


ICMS para algumas modalidades de
serviço. Portanto, dependendo do estado onde o transporte tenha iniciado, é preciso
verificar se existe ou não a isenção.

Um exemplo de isenção do ICMS no transporte ocorre no Estado do Rio Grande do Sul.


Todo transporte iniciado em território gaúcho, realizado por empresas transportadoras
nele sediadas, e cujo tomador (pagador) tenha inscrição estadual, está isento do
pagamento do ICMS.

132
Existem algumas situações em que, embora aparentemente seja uma prestação efetiva
de serviço de transporte, não o é. O simples fato de transportar uma mercadoria não
caracteriza a prestação de serviço de transporte para fins de tributação do ISS ou do
ICMS.

O transporte de carga própria, por exemplo, não é tributado com ICMS, pois não houve
efetiva prestação de serviço de transporte. Ou seja, nenhuma pessoa física ou jurídica
foi contratada para prestar o serviço de transporte propriamente dito.

4 Tributos Que Recaem sobre o Transporte Rodoviário de


Cargas

São muitos os tributos que incidem sobre a atividade de transporte rodoviário de


cargas. Porém, alguns merecem destaque. Veja.

TRIBUTOS DESCRIÇÃO
Imposto que é pago no início de cada ano
Imposto sobre Propriedade de Veículos
pelo proprietário do veículo e a cobrança é
Automotores (IPVA)
proporcional ao valor do veículo.
Proporcional ao valor do frete. Recai
Imposto sobre Circulação de Mercadorias sobre os serviços interestaduais e tem
e Serviços (ICMS) porcentagem variada de estado para
estado.
Proporcional ao valor do frete. Exclusivo
Imposto sobre Serviços de Qualquer para os casos de transporte intermunicipal
Espécie (ISS) e pode ser no máximo 5% do valor cobrado
pelo frete.
Tributo pago na compra de combustíveis
Contribuição de Intervenção sobre o e tem como finalidade investir os recursos
Domínio Econômico (CIDE) arrecadados na manutenção e construção
de rodovias.

133
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. A Lei do Caminhoneiro define
a quantidade máxima de horas seguidas que o motorista
pode dirigir, tornando obrigatórias as paradas de descanso,
um intervalo para as refeições e o tempo de descanso entre
um dia e outro de trabalho.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. A responsabilidade criminal é


aquela que zela pelo respeito – individual e/ou coletivo e
determina que o culpado é obrigado a indenizar
financeiramente sua vítima, por exemplo, por acidentes ou
danos provocados durante o transporte, quaisquer que sejam
os danos, materiais ou morais.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

134
Referências

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução ANTT nº 106 de


17/10/2002. Aprova os atos relativos à regulamentação da implantação do vale-
pedágio obrigatório. Brasília, 2002. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=98525>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 4.799, de 2015, e suas alterações. Dispõe sobre o exercício
da atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante
remuneração e estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, e dá outras providências. Brasília, 2015.
Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=287658>. Acesso em:
maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 3.632/11, de 9 de fevereiro de 2011. Altera o


Anexo da Resolução no 420, de 12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções
Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.
Brasília, 2011. Disponível em: <http://www.cidadesustentavel.org.br/treinamento/
Resolucao_ANTT_3632.pdf>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 420, de 12 de fevereiro de 2004, e suas alterações.


Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de
Produtos Perigosos. Brasília, 2004. Disponível em: < https://www.diariodasleis.com.br/
busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2004-02-12-420>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT nº 1474, de 31 de maio de 2006. Dispõe sobre os


procedimentos relativos à expedição de Licença Originária, de Autorização de Caráter
Ocasional, para empresas nacionais de transporte rodoviário de cargas autorizadas a
operar no transporte rodoviário internacional entre os países da América do Sul, e de
Licença Complementar, em caso de empresas estrangeiras, e dá outras providências.
Brasília, 2006. Disponível em: <https://www.diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?
numlink=1-8-34-2006-05-31-1474>. Acesso em: maio 2006.

_______. Resolução ANTT nº 2885, de 09 de setembro de 2008. Estabelece as normas


para o Vale-Pedágio obrigatório e institui os procedimentos de habilitação de empresas
fornecedoras em âmbito nacional, aprovação de modelos e sistemas operacionais, as

135
infrações e suas respectivas penalidades. Brasília, 2008. Disponível em: <https://www.
diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2008-09-09-2885>. Acesso
em: maio 2008.

_______. Resolução ANTT nº 3826, de 29 de maio de 2012. Altera a Resolução nº


1.474, de 31 de maio de 2006, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição
de Licença Originária, de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais
de transporte rodoviário de cargas autorizadas a operar no transporte rodoviário
internacional entre os países da América do Sul, e de Licença Complementar, em caso
de empresas estrangeiras, e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: <
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=241923>. Acesso em: maio 2017.

_______. TRIC: Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Brasília, 2017. Disponível


em: <http://portal.antt.gov.br/index.php/content/view/4966/TRIC___Transporte_
Rodoviario_Internacional_de_Cargas.html>. Acesso em: 05 setembro 2015.

_______. Vale-pedágio obrigatório. Brasília, 2017. Disponível em: <http://www.antt.


gov.br/cargas/ValePedagio_obrigatorio.html>. Acesso em: 28 agosto 2015.

BRASIL. Decreto nº 7.282, de 1º de setembro de 2010. Dispõe sobre a execução do


Acordo de Alcance Parcial nº 17 ao Amparo do Artigo 14 do Tratado de Montevidéu de
1980 (AAP/A14TM/17) — Acordo sobre Pesos e Dimensões de Veículos de Transporte
Rodoviário de Passageiros e Cargas —, assinado entre os Governos da República
Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República
Oriental do Uruguai. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7282.htm>. Acesso em: dez. 2014.

_______. Decreto nº 96.044, de 18 de maio de 1988. Aprova o Regulamento para o


Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e dá outras providências. Brasília, 1988.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d96044.htm>.
Acesso em: maio 2017.

_______. Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. Dispõe sobre o imposto


dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias
e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, e dá outras providências (Lei Kandir). Brasília, 1996. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp87.htm>. Acesso em: maio 2017.

136
_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário
de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração, entre outros. Brasília,
2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/
l11442.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o código de trânsito


Brasileiro. Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L9503.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001. Institui o vale-pedágio obrigatório


sobre o transporte rodoviário de carga e dá outras providências. Presidência da
República. Brasília, 2001. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
LEIS_2001/L10209.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001. Dispõe sobre a reestruturação dos


transportes aquaviário e terrestre, cria o Conselho Nacional de Integração de Políticas
de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de
Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes,
e dá outras providências. Brasília, 2007. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10233.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão


de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do
motorista profissional; e dá outras providências. Brasília, 2015. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm. Acesso em: maio
2017.

CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Resolução nº 210, de 13 de novembro


de 2006. Estabelece os limites de peso e dimensões para veículos que transitem
por vias terrestres e dá outras providências. Brasília, 2006. Disponível em: <www.
denatran.gov.br/download/resolucoes/resolucao_210.rtf>. Acesso em dezembro de
2014.

KOBIELSKI, L. ICMS no transporte de cargas: armadilhas e oportunidades à vista.


Portal Affectum, out. 2012. Disponível em: <http://affectum.com.br/affectum_site/
index.php?option=com_content&view=article&id=175:icms-no-transporte-de-cargas-
armadilhas-e-oportunidades-a-vista&catid=7:artigos&Itemid=32>. Acesso em: set.
2015.

137
OLIVEIRA, O. A. Transporte rodoviário de carga: módulo documentos fiscais. Portal Guia
do TRC, 2017. Disponível em: <http://www.guiadotrc.com.br/arquivos/?arquivo=curso_
doc_ame=TRANSPORTE+RODOVIARIO+DE+CARGA+MODULO+DOCUMENTOS+FISC
AIS>. Acesso em: maio 2017.

RODOCRED. O que é o vale-pedágio obrigatório. Portal Rodocred, 2017. Disponível


em: <https://www.rodocred.com.br/ValePed%C3%A1gio/ValePed%C3%A1gioobrigat
%C3%B3rio/tabid/506/Default.aspx>. Acesso em: maio 2017.

QUALITYCONTABIL. Transporte: saiba quando aplicar o ISS ou ICMS. Site Quality


Contabil, 2017. Disponível em: <http://qualitycontabil.com.br/boletim/texto/647/
transporte-saiba-quando-aplicar-o-iss-ou-icms>. Acesso em: maio 2017.

138
UNIDADE 5 | LEGISLAÇÃO
REFERENTE A DIMENSÕES,
PESO E ALTURA DOS VEÍCULOS

139
Unidade 5 | Legislação Referente a Dimensões,
Peso e Altura dos Veículos

Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à unidade 5! Nesta unidade, discutiremos um pouco


sobre a legislação brasileira define dimensões, peso e altura máximos dos veículos que
trafegam nas rodovias brasileiras. Bons estudos!

1 Capacidade Máxima de Peso e Altura da Carga no Brasil

O que define a capacidade de carga é a maneira como os eixos se distribuem no veículo


e a distância entre os eixos. Os “Pesos Máximos por Eixo” são definidos pela Resolução
n. 210/06 do Contran:

ENTRE-
CARGA TOLERÂNCIA
EIXOS RODAGEM SUSPENSÃO EIXOS
(kg) (7,5 %)
(m)

Isolado simples direcional - 6.000(1) 6.450

Isolado simples direcional - 6.000(2) 6.450

Isolado dupla - - 10.000 10.750

Duplo simples direcional - 12.000 12.900

>1,20 ou
Duplo dupla tandem 17.000 18.280
≤ 2,40

não em >1,20 ou
Duplo dupla 15.000 16.130
tandem ≤ 2,40

Duplo simples+dupla especial < 1,20 9.000 9.680

>1,20 ou
Duplo simples+dupla especial 13.500 14.520
≤ 2,40

>1,20 ou
Duplo extralarga(4) pneumática 17.000 18.280
≤ 2,40

>1,20 ou
Triplo(3) dupla tandem 25.500 27.420
≤ 2,40

>1,20 ou
Triplo(3) extralarga(4) pneumática 25.500 27.420
≤ 2,40

140
(1) Para rodas com diâmetro inferior ou igual a 830mm

(2) Observada a capacidade e os limites de peso indicados pelo fabricante dos


pneumáticos e diâmetro superior a 830mm

(3) Aplicável somente a semirreboques

(4) Pneu single (385/65 R 22,5) aplicável somente a semirreboques e reboques


conforme a Resolução n. 62 de 22/05/98 do Contran
Fonte: Adaptado de Contran (2006) e DNIT (2012)

A Resolução nº 210/06 também estabelece as dimensões para veículos que transitem


por vias terrestres. O art. 1º estabelece as dimensões autorizadas para veículos, com
ou sem carga, sendo elas:

DIMENSÕES PERMITIDAS NO BRASIL


Largura máxima 2,60 metros
Altura máxima 4,40 metros
• Veículos não articulados: máximo de 14,00 metros;

• Veículos não articulados de transporte coletivo urbano de


passageiros que possuam 3º eixo de apoio direcional: máximo
de 15 metros;

• Veículos articulados de transporte coletivo de passageiros:


máximo 18,60 metros;
Comprimento total
• Veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão-
trator e semirreboque: máximo de 18,60 metros;

• Veículos articulados com duas unidades do tipo caminhão ou


ônibus e reboque: máximo de 19,80 metros;

• Veículos articulados com mais de duas unidades: máximo de


19,80 metros.
Nos veículos não articulados de transporte de carga, até
Comprimento
60 % (sessenta por cento) da distância entre os dois eixos,
máximo do balanço
não podendo exceder a 3,50 m (três metros e cinquenta
traseiro
centímetros)
Comprimento
O balanço dianteiro dos semirreboques deve obedecer à NBR
máximo do balanço
NM ISO 1726.
dianteiro
Fonte: Adaptado de Contran (2006)

141
2 Capacidade Máxima de Peso e Altura da Carga no Mercosul

Os veículos que circulam no Mercosul devem obedecer aos acordos firmados entre os
países membros. No Brasil, estes limites foram estabelecidos pelo Decreto nº 7.282
(BRASIL, 2010), que dispõe sobre o Acordo sobre Pesos e Dimensões de Veículos de
Transporte Rodoviário de Passageiros e Cargas.

Em seu Art. 4º, o Decreto nº 7.282 define os limites de pesos permitidos para a
circulação de veículos de transporte de carga no âmbito do Mercosul:

QUANTIDADE DE
EIXOS LIMITE (t)
RODAS
2 6
SIMPLES
4 10,5
4 10

DUPLO 6 14

8 18
6 14

TRIPLO 10 21

12 25,5

Fonte: Adaptado de Brasil (2010)

142
Já o art. 8º especifica as dimensões máximas permitidas:

DIMENSÕES PERMITIDAS NO MERCOSUL


• Caminhão simples: máximo de 14
metros

• Caminhão com reboque: máximo de


20 metros

Comprimento máximo • Reboque: máximo de 8,6 metros

• Caminhão-trator com semirreboque:


máximo de 18,6 metros

• Caminhão-trator com semirreboque e


reboque: máximo de 20,5 metros
Largura máxima (m) 2,60 metros
Altura máxima (m) 4,30 metros

Fonte: Adaptado de Brasil (2010)

143
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. O que define a capacidade de
carga é a maneira como os eixos se distribuem no veículo e a
distância entre os eixos.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. O Decreto nº 7.282 define os


limites de pesos permitidos para a circulação de veículos de
transporte de carga no âmbito do Mercosul.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

144
Referências

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Resolução ANTT nº 106 de


17/10/2002. Aprova os atos relativos à regulamentação da implantação do vale-
pedágio obrigatório. Brasília, 2002. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=98525>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 4.799, de 2015, e suas alterações. Dispõe sobre o exercício
da atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante
remuneração e estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de
Transportadores Rodoviários de Carga RNTRC, e dá outras providências. Brasília, 2015.
Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=287658>. Acesso em:
maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 3.632/11, de 9 de fevereiro de 2011. Altera o


Anexo da Resolução no 420, de 12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções
Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.
Brasília, 2011. Disponível em: <http://www.cidadesustentavel.org.br/treinamento/
Resolucao_ANTT_3632.pdf>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT n° 420, de 12 de fevereiro de 2004, e suas alterações.


Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de
Produtos Perigosos. Brasília, 2004. Disponível em: < https://www.diariodasleis.com.br/
busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2004-02-12-420>. Acesso em: maio 2017.

_______. Resolução ANTT nº 1474, de 31 de maio de 2006. Dispõe sobre os


procedimentos relativos à expedição de Licença Originária, de Autorização de Caráter
Ocasional, para empresas nacionais de transporte rodoviário de cargas autorizadas a
operar no transporte rodoviário internacional entre os países da América do Sul, e de
Licença Complementar, em caso de empresas estrangeiras, e dá outras providências.
Brasília, 2006. Disponível em: <https://www.diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?
numlink=1-8-34-2006-05-31-1474>. Acesso em: maio 2006.

_______. Resolução ANTT nº 2885, de 09 de setembro de 2008. Estabelece as normas


para o Vale-Pedágio obrigatório e institui os procedimentos de habilitação de empresas
fornecedoras em âmbito nacional, aprovação de modelos e sistemas operacionais, as

145
infrações e suas respectivas penalidades. Brasília, 2008. Disponível em: <https://www.
diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?numlink=1-8-34-2008-09-09-2885>. Acesso
em: maio 2008.

_______. Resolução ANTT nº 3826, de 29 de maio de 2012. Altera a Resolução nº


1.474, de 31 de maio de 2006, que dispõe sobre os procedimentos relativos à expedição
de Licença Originária, de Autorização de Caráter Ocasional, para empresas nacionais
de transporte rodoviário de cargas autorizadas a operar no transporte rodoviário
internacional entre os países da América do Sul, e de Licença Complementar, em caso
de empresas estrangeiras, e dá outras providências. Brasília, 2012. Disponível em: <
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=241923>. Acesso em: maio 2017.

_______. TRIC: Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Brasília, 2017. Disponível


em: <http://portal.antt.gov.br/index.php/content/view/4966/TRIC___Transporte_
Rodoviario_Internacional_de_Cargas.html>. Acesso em: 05 setembro 2015.

_______. Vale-pedágio obrigatório. Brasília, 2017. Disponível em: <http://www.antt.


gov.br/cargas/ValePedagio_obrigatorio.html>. Acesso em: 28 agosto 2015.

BRASIL. Decreto nº 7.282, de 1º de setembro de 2010. Dispõe sobre a execução do


Acordo de Alcance Parcial nº 17 ao Amparo do Artigo 14 do Tratado de Montevidéu de
1980 (AAP/A14TM/17) — Acordo sobre Pesos e Dimensões de Veículos de Transporte
Rodoviário de Passageiros e Cargas —, assinado entre os Governos da República
Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República
Oriental do Uruguai. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7282.htm>. Acesso em: dez. 2014.

_______. Decreto nº 96.044, de 18 de maio de 1988. Aprova o Regulamento para o


Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e dá outras providências. Brasília, 1988.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d96044.htm>.
Acesso em: maio 2017.

_______. Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. Dispõe sobre o imposto


dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias
e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, e dá outras providências (Lei Kandir). Brasília, 1996. Disponível em:
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146
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_______. Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o código de trânsito


Brasileiro. Brasília, 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L9503.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001. Institui o vale-pedágio obrigatório


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de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a Agência Nacional de
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_______. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão


de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do
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148
Transportador
Autônomo de
Cargas – TAC
MÓDULO 3 –
PARTE 1
UNIDADE 1 | FATORES
OPERACIONAIS QUE INTERFEREM
NO PLANEJAMENTO DA
OPERAÇÃO DO TRANSPORTE

150
Unidade 1 | Fatores Operacionais que Interferem
no Planejamento da Operação do Transporte

Bem-vindo(a) à unidade 8! A operação do transporte deve ser realizada com planejamento


prévio para cumprir o contrato que foi estabelecido entre o dono da carga e a empresa
transportadora ou o transportador autônomo. Nesse sentido, diversos são os fatores que
interferem no planejamento da operação e no plano de viagem. Nesta unidade, iremos
estudá-los!

1 Fatores Operacionais que Devem ser Considerados para


Desenvolver o Plano de Viagem

1.1 Veículo

Primeiramente, é necessário conhecer bem as


características da frota de veículos que se tem à
disposição para executar o serviço de transporte.
Por ocasião do dimensionamento da frota, chega-
se ao entendimento sobre as reais necessidades
em termos de equipamento (quantidade, tipo,
características operacionais, capacidade de carga,
entre outros aspectos) para atender à demanda
dos clientes.

São vários os tipos, tamanhos e marcas de veículos existentes no mercado e o


transportador deve estudar a composição adequada da frota, de modo a capacitá-la
para corresponder ao desempenho esperado.

De acordo com Valente, Novaes e Passaglia (2007), sinteticamente, pode-se dizer que
há duas situações distintas com as quais as empresas se defrontam por ocasião do
processo de dimensionamento da frota: demanda desconhecida e demanda conhecida.

151
A primeira situação, quando é preciso prever a demanda, é a que traz maiores problemas.
O complexo trabalho de previsão é, em geral, feito por profissionais que trabalham
com números – economistas, engenheiros de tráfego e transporte, estatísticos, entre
outras categorias profissionais – os quais possuem conhecimentos profundos em
modelos matemáticos e estatísticos.

Conhecendo ou prevendo a demanda, em ambos os casos é conveniente, antes de


tudo, classificá-la em função das distâncias a serem percorridas entre a origem e o
destino das cargas. Esse fator determina o tamanho e as características dos veículos
que serão utilizados.

Assim, teremos duas situações a considerar:

• Transporte de cargas de longo curso: em geral realizado na área rural, ligando


duas cidades que não estão situadas na mesma aglomeração. Há nessa situação
uma distância significativa entre o ponto de origem e o de destino da carga
(podem-se considerar distâncias acima de 200 km); e

• Transporte de cargas no meio urbano: são as entregas e coletas realizadas nos


centros urbanos ou aglomerações.

Se o transportador trabalha nos dois tipos de mercado (urbano


e rural), ele precisa de uma frota constituída por veículos
de diferentes tamanhos e características para atender às
necessidades dos dois mercados. Caso opere somente em um
mercado, pode ter uma frota mais homogênea em termos de
capacidade.

Um roteiro para o dimensionamento da frota de veículos é proposto por Valente,


Novaes e Passaglia (2007)

1. Determinar a demanda mensal de carga e sua unidade (volume, peso etc.).

2. Fixar os dias de trabalho durante o mês e as horas de trabalho por dia.

3. Verificar as rotas a serem utilizadas, analisando o relevo, as condições de tráfego,


as condições do pavimento, o tipo de pavimento etc.

4. Determinar a velocidade média de deslocamento durante o percurso.

152
5. Determinar os tempos de carga, descarga, paradas em filas, paradas para refeição
e descanso dos motoristas, as horas em manutenção etc.

6. Analisar as especificações técnicas de cada modelo de veículo, para escolher o


que melhor atende às exigências do transporte desejado.

7. Identificar a capacidade de carga útil do veículo escolhido.

8. Calcular o número de viagens / mês que cada veículo pode realizar.

9. Determinar a quantidade de carga transportada por veículo durante o mês.

10. Calcular o número de veículos necessários dividindo-se a demanda mensal de


carga pela quantidade transportada por veículo durante o mês.

11. Acrescentar ao número de veículos calculando unidades adicionais para


substituir os caminhões em manutenção, os avariados etc.

Veja que a definição do veículo ou da frota de veículos a se

ee utilizar para a execução do transporte influencia diretamente o


programa de manutenção que será adotado para os veículos
(marca, características operacionais, tipos etc.). E a frota já
estará direcionada ao transporte de uma carga específica, uma
vez que o transportador autônomo ou a empresa já terão
estudado seus mercados.

1.2 Condutor

O papel do condutor é fundamental na execução do transporte, além das características


técnicas exigidas para a condução dos diferentes tipos de veículos (toco, truck, reboque,
semirreboque) e de carrocerias (vários tipos de carga), ele precisa ter conhecimentos
adicionais de primeiros socorros, noções de meio ambiente e de saúde ocupacional,
para executar o planejamento da atividade de transporte com êxito.

153
Nesse sentido, os condutores precisam ter a habilitação exigida pela legislação para
os diferentes tipos de veículos e serem capacitados nos outros aspectos. Também
importante é a habilidade em utilizar as tecnologias embarcadas (GPS, computador
de bordo, botão de pânico etc.) para ajudar no gerenciamento da viagem e no
gerenciamento de risco (roubos, acidentes etc.).

Finalmente, os condutores necessitam ter conhecimentos básicos de manutenção e de


funcionamento dos veículos para poderem atuar em casos de emergência nas rodovias.

1.3 Cargas e Carrocerias

Vimos no Módulo I deste curso que há diferentes


tipos de carga. Cada tipo exige equipamento,
tecnologia, carrocerias e gerenciamento
adequados às suas características. É por isso,
por exemplo, que os produtos perigosos são
transportados em carrocerias e veículos bem
específicos, em função da classificação da
Organização das Nações Unidas (ONU) para essas
cargas.

Por outro lado, há cargas que exigem maiores cuidados por serem muito visadas por
ladrões. Esse fator exige que o motorista seja treinado especificamente para gerenciar
o risco e para utilizar diferentes tecnologias de apoio ao gerenciamento da viagem.

Outras mercadorias são perecíveis, e necessitam de carrocerias e cuidados especiais


por parte do condutor e do transportador, já que têm períodos curtos de validade,
precisando ser disponibilizadas aos clientes com maior rapidez e nos prazos combinados.

Também cabe destacar as cargas unitizadas em paletes e contêineres ou em outros


artefatos de unitização de cargas. Esse tipo de carga necessita de equipamentos
especiais para movimentação, carga e descarga nos caminhões.

Logo, a carga e o tipo de carroceria relacionam-se com os outros fatores operacionais


e influenciam diretamente o planejamento do transporte e as necessidades de
tecnologia e equipamentos específicos para a sua movimentação.

154
1.4 Manutenção

Os programas de manutenção da frota são vitais para o cumprimento dos níveis de


serviço prometidos aos clientes e são diretamente influenciados pelo tipo e pela
intensidade de uso do veículo. Também, dependem da forma de conduzir do motorista
e das condições de infraestrutura das vias.

Manutenção é um conjunto de ações para manter ou restabelecer


um bem em um estado específico, ou para assegurar um serviço.

Os programas de manutenção podem ser de três tipos:

• Manutenção corretiva

• Manutenção preventiva

• Manutenção preditiva

A manutenção corretiva é realizada,


normalmente, após uma falha. Esse tipo de
manutenção é usado para corrigir as causas e
efeitos de ocorrências já constatadas.

A manutenção preventiva é frequentemente


realizada de acordo com os critérios
preestabelecidos para reduzir probabilidades
de falha do veículo ou a degradação de um
serviço efetuado.

A manutenção condicional ou preditiva é fazer a manutenção quando o equipamento


realmente necessita.

A prática dessa manutenção exige mecânicos bem treinados e motoristas capacitados


para observarem qualquer alteração do veículo durante a operação. Além disso, é
fundamental uma integração entre a manutenção e a operação.

155
A base dessa prática está na inspeção com auxílio de equipamentos e/ou sentidos
humanos. Adicionalmente, é necessário conhecer os parâmetros de desempenho
de cada peça para um determinado ambiente de operação, de forma a identificar
problemas potenciais futuros e executar a manutenção antes.

1.5 Tecnologia

Atualmente, a tecnologia embarcada auxilia muito os transportadores e seus


condutores no planejamento e na execução da operação de transporte.

Hardwares como GPS, computador de bordo,


terminais de dados do motorista, entre outros,
permitem que o veículo seja acompanhado e
que se conheça, com precisão e de maneira
instantânea, sua localização geográfica, em
qualquer ponto do globo terrestre. Isso auxilia
as centrais de monitoramento a detectar
problemas como acidentes, roubos ou desvio
de rotas, por meio de informações passadas
por via satélite desde o veículo até a central.

As tecnologias embarcadas combinadas com sistemas modernos de transmissão


da informação permitem planejar melhor os deslocamentos, rastrear os veículos e
monitorá-los ao longo de todo o percurso.

1.6 Infraestrutura Viária

As rodovias ou estradas são os últimos fatores que têm influência e que precisam ser
obrigatoriamente considerados pela empresa ou pelo transportador autônomo nos
seus planos de viagem.

156
O tipo de rodovia, as condições de rodagem e de sinalização, os traçados e as
alternativas de caminhos diferentes para a execução da operação de transporte são
fundamentais para o cumprimento dos objetivos de atendimento aos clientes por
parte dos transportadores.

O estado de conservação e as características da infraestrutura viária têm efeitos na


forma de conduzir do motorista, na manutenção do veículo, no gerenciamento do risco
durante as viagens (roubos, acidentes, desvios de carga etc.) e no tempo de viagem.
Por esse motivo, o plano de viagem deve especificar com detalhes a infraestrutura
viária existente no trajeto do veículo.

Todos os fatores analisados têm inter-relação, e fornecem subsídios para a confecção


do plano de viagem.

Na sequência do curso, veremos como os diferentes fatores devem ser tratados no


plano de viagem ou rotograma.

2 Plano de Viagem ou Rotograma

A preparação dos dados necessários para o planejamento das operações de transporte


é de fundamental importância para o sucesso da execução do serviço de transporte.
Isso é conseguido com a elaboração do plano de viagem ou rotograma.

157
Rotograma ou plano de transporte é o instrumento que reúne
as informações relativas ao planejamento das viagens.

2.1 Dados que Devem Constar no Rotograma ou Plano de


Viagem

Os rotogramas representam o planejamento da viagem, o qual deve ser seguido


à risca pelos motoristas. Um rotograma deve obrigatoriamente conter as principais
informações sobre a rota: origem, destino, distância total, identificação do veículo,
modelo do veículo, tempo de viagem, velocidade média, pontos de referência, praças
de pedágio, postos policiais e de fronteira e pontos de entrega dos produtos aos
clientes.

Na melhor situação, o rotograma deve ainda conter as seguintes informações:

• Trechos de rodovia, indicando sigla, UF e nome das rodovias; extensão dos


trechos; tipo de pavimento (natural, pavimentado e duplicado); travessia de
balsas.

• Cidades mais próximas ao longo das rodovias, com prioridade para as cidades
maiores, com indicação da distância aproximada até o centro da cidade. No
caso de serviços na área rural, informações acerca da localização das fazendas e
propriedades rurais, das distâncias entre elas e entre a rodovia e as propriedades
etc., são de suma importância.

• Outras informações importantes ao longo da rota, tais como balanças, postos


fiscais, parques nacionais, pontes etc.

• Tempo de viagem e distância percorrida em cada trecho de rodovia ou estrada


rural.

158
Obeserve a seguir um modelo de rotograma, que será apresentado em duas partes.

159
160
Além desses dados, o cliente ou o embarcador deve: informar ao motorista as
características do produto que será entregue, a quantidade de itens, o peso ou volume
da carga, o endereço completo do(s) destinatário(s) da mercadoria; e fornecer toda a
documentação necessária para a viagem.

161
Atividades

aa
1) Julgue verdadeiro ou falso. Determinar a velocidade média
de deslocamento durante o percurso faz parte do roteiro
para o dimensionamento da frota de veículos.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

2) Julgue verdadeiro ou falso. A tecnologia embarcada não


auxilia os transportadores no planejamento nem na execução
da operação de transporte.

Verdadeiro
( ) Falso
( )

162
Referências

ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. São Paulo: Pioneira, 2000.

BALLOU, R. R. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e


distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.

BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da profissão


de motorista, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do
motorista profissional; e dá outras providências.

_______. Lei n° 11.442, de 05 de janeiro de 2007. Dispõe sobre o transporte rodoviário


de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração e revoga a Lei no6.813,
de 10 de julho de 1980. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11442.htm>. Acesso em: maio 2017.

_______. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 11 – Transporte, Movimentação,


Armazenagem e Manuseio de Materiais. Publicada em 08 de junho de 1978 e suas
alterações. Disponível em: <http://acesso.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E60
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CENTODUCATO, D. O sonho de dez entre dez gestores de logística. Rev. Tecnologística


– Especial TI, ago. 2010. Disponível em: < http://www.gpspamcary.com.br/
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CNT — Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de rodovias: 2014.


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MOURA, R. A. Logística: suprimentos, armazenagem, distribuição física. São Paulo:


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NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. Rio de Janeiro:


Campus, 2001.

VALENTE, A. M.; NOVAES, A. G.; PASAGLIA, E.; VIEIRA, H. Gerenciamento de transporte


e frotas. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

163
UNIDADE 2 | PROCEDIMENTOS
DO CONDUTOR PARA A
PREPARAÇÃO DA VIAGEM

164
Unidade 2 | Procedimentos do Condutor para a
Preparação da Viagem

A participação efetiva do condutor é fundamental para que o planejamento executado


para a viagem seja obedecido. Sem a consciência do papel do condutor para executar
o serviço, qualquer planejamento é fadado ao fracasso. Por isso, nesta unidade, vamos
destacar alguns cuidados e procedimentos que o motorista precisa realizar para seguir à
risca o plano de viagem. Bons estudos!

1 Procedimentos Iniciais

Antes de iniciar a viagem, é recomendável que o condutor adote alguns procedimentos


para que o percurso ocorra sem incidentes. Os seguintes cuidados podem ajudá-lo a
atingir esses objetivos:

• Procure conhecer bem o itinerário antes de iniciar a viagem.

• Verifique as condições de acondicionamento, distribuição e embalagem da carga.

• Identifique as paradas para embarque e desembarque de cargas.

• Observe os horários que devem ser cumpridos; nunca tente recuperar algum
tempo perdido.

• Conheça previamente o traçado das vias e rodovias pelas quais terá que passar.
Procure levar consigo um mapa com todas as vias e solicite informações do
trajeto quanto a: distância, locais de abastecimento, alimentação, repouso,
segurança da carga e do veículo, interrupção temporária ou definitiva do trecho
a ser percorrido, entre outras.

• Localize os postos da polícia rodoviária.

• Tenha sempre à mão os números de telefones úteis para qualquer emergência:


Polícia Militar: 190; Polícia Rodoviária Federal: 191; SAMU: 192; e Corpo de
Bombeiros: 193.

165
hh
Quando dirigir em estradas e rodovias, é recomendável que se
faça, antes da viagem, uma avaliação das condições da estrada.
Busque informações junto ao Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (DNIT), à Polícia Rodoviária ou a
algum órgão regional responsável pelas rodovias.

Complementarmente, o plano de viagem deve ser apoiado pelo porte dos documentos
obrigatórios para o transporte de cargas, por parte do motorista.

166
Assim, deve-se sempre conferir a posse dos seguintes documentos relativos à carga:

• Nota fiscal

• Conhecimento de transporte rodoviário

• Autorização de carregamento e transporte

• Ordem de coleta de carga

• Manifesto de carga

Por outro lado, é necessário conferir a


documentação do condutor e do veículo. Para
o condutor é necessária a Carteira Nacional
de Habilitação (CNH) nas categorias “C” ou
“E” e, eventualmente, também a carteira
de identidade. Já para o veículo é exigido
o Certificado de Registro e Licenciamento
do Veículo (CRLV) e o registro do veículo
no Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Cargas (RNTRC).

É ainda muito importante que o Responsável Técnico ou o responsável pela expedição


e o motorista realizem a conferência da carga com a descrição apresentada na nota
fiscal, para se ter certeza de que a empresa está realmente transportando o que
está descrito na nota. Além disso, é necessário conferir as informações da carga
que constam no conhecimento de embarque, tais como peso, volume e quantidade,
evitando problemas no momento da entrega.

Nos casos de carga fracionada, conferir o manifesto é um procedimento muito


importante. Assim, é possível ter certeza de que a empresa não está deixando de
transportar nenhuma carga. Antes de sair, o motorista deverá verificar o lacre, para
assegurar que ele não estava violado antes do transporte.

Por fim, o motorista deverá conferir o roteiro e as estradas que irá seguir. O caminho
vai ajudar, inclusive, na disposição das mercadorias dentro do veículo.

167
2 Interpretação e Leitura de Mapas

Conhecer mapas e guias rodoviários e saber interpretá-los é de fundamental


importância para o trabalho do motorista. A leitura correta de um mapa permite, por
exemplo, que se utilize uma rota mais curta, mais segura e de melhor qualidade no
pavimento.

Um mapa é uma representação gráfica do conjunto de


municípios, estados, regiões ou países. Quando contém os
limites geográficos da área em questão, é chamado de mapa
político-administrativo.

O mapa político-administrativo ainda pode conter a representação das rodovias


federais, estaduais e municipais, das hidrovias, ferrovias, aeroportos e portos da área
representada.

Veremos aqui como interpretar os mapas rodoviários, pois você trabalha nesse
ambiente. Para isso, tomemos como exemplo, o mapa rodoviário do Distrito Federal.

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