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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Patricia Vieira Brandão


Marielly Borges Barbosa Gaioso
Josiane Oliveira Gornik
Antônia Gonçalves Carvalho dos Santos
Ângela Maria de Queiroz Moreira

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE APRENDIZAGEM COM O AUXÍLIO


DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS

Paulo de Faria - SP
2021
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E


ESCRITA REALIZADAS COM O AUXÍLIO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS

Relatório Técnico - Científico apresentado na


disciplina de Projeto Integrador para o curso de
Pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São
Paulo (UNIVESP).

Paulo de Faria - SP
2021
BRANDÃO, Patricia Vieira; GAIOSO, Marielly Borges Barbosa; GORNIK, Josiane Oliveira;
SANTOS, Antônia Gonçalves Carvalho dos; MOREIRA, Ângela Maria de Queiroz.
PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA
REALIZADAS COM O AUXÍLIO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS. 12f. Relatório
Técnico-Científico. Pedagogia – Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor:
Sanara Aparecida Gomes Pereira. Polo: Paulo de Faria, 2020.

RESUMO

O objetivo desse projeto é apresentar um plano de aula direcionado à utilizar a


tecnologia para o desenvolvimento da aprendizagem de leitura e escrita em uma turma de 1a série
com dificuldades de oralidade e escrita, abrangendo crianças de idade entre 5 e 6 anos.
Para validação das práticas pedagógicas propostas no plano de aula, utilizou-se de
aplicativos on-line para avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções.
Foram feitas pesquisas qualitativas para se considerar o tema e a abordagem que seriam
adotadas no projeto.
Com o resultado esperado, busca-se conscientizar alunos e familiares sobre o uso das
tecnologias como ferramenta aliada, na busca pelas soluções de dificuldades na aprendizagem
escolar. O objetivo de se contribuir na consolidação do uso das tecnologias como recursos
complementares para o processo de ensino e aprendizagem nas crianças para seu melhor
aproveitamento e no enriquecimento da didática dos docentes.

PALAVRAS-CHAVE: Plano de aula; Tecnologias; Práticas Pedagógicas; Ensinar.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1– A PLICATIVO DE ATIVIDADE.....................................................................................12


FIGURA 2– A PLICATIVO DE ATIVIDADE.....................................................................................12
FIGURA 3– A PLICATIVO DE ATIVIDADE.....................................................................................12
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 1
2. DESENVOLVIMENTO 3
2.1 PROBLEMA E OBJETIVOS 3
2.2. JUSTIFICATIVA 3
2.3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4
2.4. A PLICAÇÃO DAS DISCIPLINAS ESTUDADAS NO PROJETO INTEGRADOR 6
2.5. METODOLOGIA 7
REFERÊNCIAS 10
ANEXOS 12
1

1. INTRODUÇÃO

Com a instauração da tecnologia, todos os setores da sociedade sofreram repercussões


significativas, visto que ela transformou a forma como vivemos, nos relacionamos, nos
comunicamos e, consequentemente, a maneira como ensinamos e aprendemos. Há muitas
falhas no sistema de ensino tradicional, pois ocorre uma grande preocupação com as
metodologias utilizadas para ensinar, mas não ocorre a preocupação em saber se essas
metodologias estão sendo adequadas ao ensino dessas crianças do mundo contemporâneo.
Assim, cabe aos professores, juntamente com pais e a comunidade interessada
ressignificar o papel da escola, implementando no cotidiano maneiras para atender às
necessidades do mundo moderno, trazendo inovação para a sala de aula e ambiente escolar. A
proposta na qual são definidas o conjunto de valores, crenças, conhecimentos, capacidades e
atitudes para utilizar adequadamente as tecnologias, que possibilitam a busca, o acesso, a
organização e a utilização da informação para construir conhecimento, um desafio em
desenvolver práticas pedagógicas que abrangem todas essas esferas da atualidade.
Por esse motivo apresenta-se este trabalho que visa estudar as correlações existentes no
uso das tecnologias como fonte de ensino e aprendizagem dos alunos. A escolha deste tema foi
fortemente influenciada por dados coletados através das pesquisas qualitativas com os
professores da instituição escolhida para se desenvolver o trabalho. Todos os professores
entrevistados reconhecem o uso da tecnologia como fator de qualidade na educação, levando
em conta todo o contexto e o ambiente o qual estão inseridos.
Mediante a isso, um plano de aula bem elaborado e aplicado contribui
consideravelmente para que as crianças utilizem as Tecnologias da Informação e Comunicação
(TICs) de maneira adequada e desenvolvam as habilidades do futuro e as competências
propostas pela BNCC.
Vamos saber mais? É de suma importância buscar um ambiente escolar mais inclusivo,
onde todos os alunos se sintam acolhidos e compreendidos tanto pelos professores e outros
profissionais da escola quanto pelos colegas. A experiência diferenciada constitui-se em um
conjunto de práticas, conhecimentos e fatos construídos e acumulados pelas crianças no
contexto em que estão inseridos e que facilitam a aprendizagem, ensinando e repassando
valores essenciais para a vida e dando a eles uma nova concepção de mundo.
Durante o uso das ferramentas tecnológicas, cabe ao educador propor situações para
que as crianças participem do processo, permitindo assim, que eles façam suas próprias
descobertas. O seu relevante papel como mediador do desenvolvimento e da aprendizagem da
2

criança, o educador precisa administrar as informações, comunicar o conhecimento, possibilitar


a resolução de problemas e acompanhar a sociedade, que está em constante transformação.
Compreender um formato dinâmico e atual na educação das crianças possibilitará uma melhor
abordagem sobre elas. Trata-se de enxergar potenciais, trabalhar empecilhos e abrir caminho a
um futuro educacional justo, coerente e inclusivo.
Na educação, a qualidade é um processo construído por diferentes fatores da sociedade.
Sendo assim, no momento atual de isolamento social, em que as escolas estão fechadas, os
alunos estão realizando todas as atividades em casa, então as ferramentas digitais para o ensino
remoto são essenciais para possibilitar a continuidade dos estudos e garantir o desenvolvimento
da aprendizagem. Um cenário que requer o envolvimento de todos: educadores, família, equipe
gestora, o ambiente e tudo mais que envolve o processo de ensino-aprendizagem. Todos estes
fatores trabalhados juntos se completam, resultando em uma educação de qualidade. O acesso a
uma educação de qualidade pode contribuir para que a criança se torne um adulto alegre,
criativo e feliz, assim como pode dar se o oposto, em situações de experiências negativas no
âmbito da educação. Dada a relevância dessa fase da vida, é necessário que haja a oferta e o
acesso de todas as crianças à educação com alta qualidade, atendendo às suas necessidades
específicas de desenvolvimento e aprendizagem. Como um processo em construção, a
qualidade não é algo linear, nem permanente. A qualidade é um desafio constante para todos
atuantes na educação.
Espera-se que com o desenvolvimento deste trabalho, os professores ajudem os alunos
a desenvolverem habilidades digitais práticas de leitura e escrita que podem ser aplicadas nas
tarefas do cotidiano, dentro e fora da sala de aula, e permitem explorar o mundo através da
comunicação e informação. A criança é um ser influente, consumidor, produtor de cultura e
ativo em seu meio social. Na perspectiva de qualidade, o educador é aquele que estimula e
acompanha o desenvolvimento da criança, ajudando a construir conhecimentos a partir de suas
experiências.
Nessa perspectiva, tão importante quanto as atividades é o trabalho pedagógico. A
forma como ela é orientada e como é exercida, e o porquê de estar sendo realizada. Visto que
podem ser utilizadas em qualquer lugar devido à praticidade e proporcionam maior autonomia
aos alunos, assim como facilitam o trabalho dos professores com materiais complementares.
Refletindo sobre as possibilidades de intervenção e de ensino com o uso das tecnologias, um
educador que observa seus alunos em ações, palavras e seus gestos irá perceber quando e como
intervir durante as atividades pedagógicas desenvolvidas com as crianças.
3

O uso de tecnologias como prática pedagógica requer estudo, conhecimento e pesquisa


por parte do educador. A relação é muito próxima entre ferramentas digitais e a educação de
crianças, que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento de conteúdos escolares e do
cotidiano, além de ser um recurso para motivação no ensino.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Problema e objetivos


2.1.1 Problema
Como ensinar práticas alternativas da aprendizagem de leitura e escrita de forma
atrativa para uma turma de 1ª série no ensino remoto?

2.1.2 Objetivo Geral


O objetivo geral deste projeto é elaborar um plano de aula que apresenta práticas de
leitura e escrita em uma turma de 1ª série com dificuldades de aprendizagem com o auxílio das
tecnologias digitais.

2.1.3 Objetivos Específicos


❏ Identificar e conhecer as necessidades e dificuldades dos alunos nas práticas de
leitura e escrita;
❏ Elaborar atividades utilizando as ferramentas tecnológicas que atuam como
material complementar;
❏ Analisar os desafios enfrentados pelos professores no contexto escolar visando a
elaboração de estratégias para superação da problemática;
❏ Integrar o conhecimento aplicado referente às disciplinas que integram o
módulo do Projeto Integrador;
❏ Identificar ações pedagógicas desenvolvidas por educadores em instituições de
educação infantil brasileira.

2.2. Justificativa
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Com as novas tecnologias, ampliou-se o diálogo entre alunos e professores frente a um


novo modo de ensinar e aprender, levando à criação de novos espaços de aprendizagem.
Quando o professor utiliza uma plataforma digital de estudo virtual de informações, ele
potencializa a aprendizagem de um conteúdo curricular, sobretudo contribui pedagogicamente
para a inclusão deste educando na tecnologia digital.
Por esse motivo, o grupo escolheu como base de desenvolvimento desse trabalho, o
tema em questão. As ferramentas tecnológicas proporcionam a criança se expressar de diversas
maneiras, como lateralidade, melhora a coordenação psicomotora, a prática da escrita e
oralidade, assim como torna os alunos mais participativos. No espaço digital, a criança pode
desenvolver suas potencialidades, assim como compartilhar experiências adquiridas através da
independência dos mesmos. O ato de estudar através das ferramentas digitais faz com que a
criança venha a desenvolver e melhorar a confiança em si mesma, sua imaginação, a
autoestima, o autocontrole, a cooperação e a criatividade.

2. 3. Fundamentação teórica

A tecnologia auxilia o aprendizado e a sua incompreensão poderá gerar na atualidade o


mesmo tipo de preconceito que sofre o analfabeto no mundo da escrita. A utilização de novas
formas de interação tecnológica atende às necessidades dos alunos, levando-os a ter maior
interesse pelo aprendizado. Segundo Arruda,

"A utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma


realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação
capitalista” que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não
apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.”
(2004, p. 14)

Através das tecnologias, à aquisição de conhecimento para a construção da


aprendizagem; é relevante e diversificada a melhoria da qualidade da comunicação entre
educadores e educandos, viabilizada pelas ferramentas interativas. Percebe-se também que o
professor que vê na tecnologia uma forma de melhorar sua práxis pedagógica. Por esse motivo,
o professor deve cada vez mais participar de formação continuada e aprimorar o seu
aperfeiçoamento. É prioritário reconhecer que os recursos tecnológicos digitais estão para
remanejar as circunstâncias de acesso ao conhecimento, ampliando assim situações de
aprendizagem, multiplicando o acesso à educação escolar.
5

O sociólogo Anthony Giddens, aponta que:

"A disseminação da tecnologia da informação expandiu as possibilidades de


contatos entre as pessoas ao redor do planeta”. (2012, p. 104)

Faz-se indispensável um novo comportamento, e a quebra de padrão de todos aqueles


que são responsáveis por fazer educação de qualidade que transforme as informações em
conhecimentos.
“O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o
desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos
específicos. As aulas se estruturam em projetos e em conteúdos. A Internet está se
tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de
busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitaram em
muito o acesso às informações necessárias. Nunca como até agora professores,
alunos e todos os cidadãos possuíam a riqueza, variedade e acessibilidade de milhões
de páginas WEB de qualquer lugar, a qualquer momento e, em geral, de forma
gratuita” (MORAN, 2000, p. 12)

Inserir as Tecnologias Digitais na Educação, exige que a escola reveja sua conduta
educacional e não simplesmente faça uso sem responsabilidade, se faz essencial que o corpo
docente tenha a compreensão, entendimento e uma metodologia adequada na apreciação das
particularidades pedagógicos e educacionais, devendo estar em comprazimento com a prática
do conhecimento, preocupada com o processo de ensino aprendizagem recíproca, visando uma
educação de qualidade, que se faz através da formação continuada dos docentes. De acordo
com Freire,
“Ensinar exige segurança e competência profissional... Quanto mais penso sobre a
prática educativa, reconhecendo a responsabilidade que ela exige de nós, mais me
convenço do nosso dever de lutar para que ela seja realmente respeitada.” (FREIRE,
2001, p. 102).

Assim, as influências e as implicações das Tecnologias de Informação e Comunicação


(comumente denominadas como TICs) tornam-se cada vez mais evidentes e intensas na
contemporaneidade, nesta sociedade da informação (CASTELLS, 2003; BARROS, 2009;
SILVA, 2009), na qual a sociedade vive em rede (CASTELLS, 2011 e 2013) e em crescente
processo de convergência digital (CANCLINI, 2008; PEREIRA, 2011). Fica evidente,
portanto, que estudos sobre a internet podem considerar a internet em diferentes perspectivas,
6

que incluem “recurso” tecnológico é um “local” de ação e comunicação, que tem exercido
significativas influências no processo de ensino e aprendizagem.
Corroborando com tal assertiva, Nonato, assevera que

[...] as Novas Tecnologias são, na Educação Contemporânea, um instrumento


importantíssimo, dir-se-ia mesmo imprescindível, na consecução de práticas e
procedimentos didático-pedagógicos que viabilizem a inserção positiva, produtiva e
atuante do cidadão na sociedade em todos os seus aspectos, mormente no mercado de
trabalho. (2006 p.84).

2.4. Aplicação das disciplinas estudadas no Projeto Integrador

Didática

Estudar a diversidade de técnicas que podem ser aplicadas na sala de aula, nos
fez criar vários caminhos para que obtivéssemos sucesso no processo ensino-aprendizagem do
aluno, portanto, a partir do estudo da didática, conseguimos instituir uma nova forma de
trabalho pedagógico. Aplicar a didática no desenvolvimento do plano de aula tem como
objetivo para nós, planejar adequadamente a parte tecnológica para que consiga atender a todos
os alunos, de forma eficaz e inclusiva.
Trabalhar as ferramentas tecnológicas é um processo que envolve operações
mentais, como: analisar, refletir, definir, selecionar, estruturar, distribuir ao longo do tempo, e
prever formas de agir e organizar, e essas são todas as práticas e ensinamentos que a didática
nos ensina.
“Disciplinas como a didática assumem um papel de destaque, pois exaltada ou
negada esta disciplina como reflexão sistemática e busca de alternativas para os
problemas da prática pedagógica, tem sido colocada em questão” (CANDAU, 2007).

Pensamento Computacional

De acordo com o CIEB3 , Centro de Inovação para a Educação Brasileira, o


Pensamento Computacional:

Refere-se à capacidade de resolver problemas a partir de conhecimentos e práticas


da computação, englobando sistematizar, representar, analisar e resolver problemas.
7

O Pensamento Computacional tem sido considerado como um dos pilares


fundamentais do intelecto humano, junto a leitura, a escrita e a aritmética, visto que
ele também é aplicado para descrever, explicar e modelar o universo e seus processos
complexos. (CIEB, 2019).

Modelar soluções e resolver problemas de forma eficiente, de forma que possam


ser executadas por processadores de informações - humanos, computadores ou uma
combinação de ambos. É a partir dessa interdisciplinaridade que as crianças podem se
empoderar intelectualmente de competências simples, mas que lhe permitem pensar
amplamente e chegar a resoluções de problemas de forma prática e objetiva O desenvolvimento
e aplicação dessa disciplina torna-se uma solução para estimular o raciocínio lógico e a
criatividade das crianças de forma lúdica e sem grandes investimentos.
Em meio a tantas tecnologias e do acesso livre às informações em tempo real,
utilizar o Pensamento Computacional na elaboração de um plano de aulas, a partir de
metodologias ativas, em que os alunos constroem seu conhecimento, compartilham ideias,
desenham, criam, combinam, investigam e participam na construção de seu próprio
aprendizado.
O mais importante é ensinar a buscar e a selecionar a informação necessária,
abstrair, decompor, reconhecer padrões e programar para que o aluno possa de modo
criativo e dinâmico, enfrentar os problemas propostos em determinada circunstância,
através do pensamento crítico e uma metodologia para auxiliar no processo de
resolução de problemas. Dessa forma (...) se pretende contribuir para uma maior
reflexão sobre a inclusão do Pensamento Computacional no Ensino Fundamental a
partir do entendimento que atualmente ele é uma habilidade básica, assim como ler e
escrever (BRACKMANN, 2017, p. 20)

Portanto, trabalhar o Pensamento Computacional em sala de aula é necessário,


com o intuito de acrescentar raciocínio à “caixa de ferramenta cognitiva” do aluno, que lhe
possibilite ser um produtor de saberes tecnológicos e não apenas um consumidor desses
saberes. Todavia, a reflexão é válida para distinguir o tipo de aluno que está sendo formado, se
é um aluno que produz conhecimento ou crianças que apenas consomem o que já vem pronto.

2.5. Metodologia
8

Após uma pesquisa de campo, feita na Escola Municipal Turma da Mônica1, localizada
no município de Paulo de Faria, no estado de São Paulo, extraímos dados e informações
diretamente da realidade da instituição escolar. Para o desenvolvimento do projeto, foi feita
uma pesquisa qualitativa, para se identificar os principais problemas enfrentados pela escola. A
primeira etapa, um aprofundamento em tudo o que envolve e afeta a escola. Realizamos uma
análise SWOT, que mapeia as ameaças, oportunidades, fraquezas e pontos fortes, tanto do
ponto de vista interno quanto da perspectiva externa.
Das 26 crianças, 4 iniciaram o ano praticamente não-leitoras e outras 5 lendo de forma
silabada e com dificuldade em sílabas/palavras mais complexas, precisando de ajuda para
resolução das atividades e/ou leituras propostas. O restante conseguia ler de forma autônoma,
porém muitos desses conseguiam apenas decodificar, mas não sabiam, por exemplo, interpretar,
fazer inferências e etc.
Depois de reunir uma grande quantidade de ideias relevantes, o grupo considerou
escolher aquelas com maiores chances de sucesso. Para reduzir o risco de falhas, criamos um
protótipo do que foi idealizado antes de realmente investir em sua execução. A primeira razão
para o grupo investir nessa abordagem de atividade tecnológica, é o fato que ela pode ser o
diferencial necessário para o desenvolvimento da aprendizagem da oralidade e escrita das
crianças em uma fase de tantas descobertas e incertezas.
Foi preciso manter um monitoramento constante a fim de identificar pontos de
melhorias e avaliar o sucesso da ação. Um cronograma para organizar todas as etapas e prazos
foi desenvolvido.
Desenvolvemos um roteiro de pesquisa bibliográficas para formular uma plano de ação
para se chegar à obtenção de um resultado para o problema diagnosticado. A partir de
minuciosas análises de revisões de diversas obras que envolvem o tema, juntamente com os
enfoques apreendidos das diferentes disciplinas de formação dos cursos de licenciatura, foram
planejadas ações buscando as melhores práticas para alcançar o objetivo proposto. Uma das
práticas escolhidas foi trabalhar o uso das ferramentas digitais, diante do cenário de isolamento
e distanciamento social por causa da pandemia da Covid-19, como recurso complementar para
solucionar a dificuldade de aprendizagem de escrita e leitura, de uma turma de 1∘ série do ciclo
I do fundamental.

1
Nome fictício
9

Sob orientação do professor, o plano de aula tem duração de duas aulas de 50 minutos
cada. Um cronograma foi elaborado para se executar as atividades com êxito. Os alunos
desenvolveram as atividades na seguinte ordem;
● No primeiro momento, foi exibido para as crianças o conto literário “os três
porquinhos”, onde os alunos assistiram ao vídeo pelo celular ou notebook. Foi
escolhido um vídeo lúdico e apropriado para a faixa de idade dos alunos, de
forma que eles compreendessem a história de forma clara e objetiva.
● No segundo momento: foi indicado aos pais que auxiliassem as crianças a
fazerem o download do aplicativo “Os Três Porquinhos”, que proporciona a
interação do aluno com a história contada no vídeo. O aplicativo inclui vários
jogos educativos com atividades lógicas. O aplicativo foi elaborado por uma
psicóloga infantil profissional com o intuito de auxiliar nos fundamentos da
aprendizagem. As atividades desenvolvem o senso lógico, memória e atenção.
Eles também estão disponíveis separados da história em si, com 4 níveis de
dificuldade cada um. Tipos de atividades incluem: Passar por labirintos; Montar
quebra-cabeças; Jogos de memória; Colocar figuras na sequência correta para
demonstrar como a casa foi construída; Posicionar os objetos corretamente;
Identificar os porquinhos pela cor; entre outros.
● No terceiro momento: os alunos foram orientados a fazer a reescrita do conto
literário em questão, utilizando de palavras e desenhos, utilizando lápis de cor e
o próprio caderno para a realização da atividade.
O último momento será para avaliar o desenvolvimento dos alunos após desenvolverem
as demais atividades. A orientação dada para finalizar o cronograma de atividades foi a
gravação de um vídeo único e curto, onde as crianças contavam a história dos 3 porquinhos,
enquanto exibiam suas ilustrações do conto. O propósito dessa atividade final, foi avaliar a
oralidade da criança e sua coordenação motora na escrita e desenhos.
O objetivo é o desenvolvimento do aluno em todos os aspectos. O grupo buscou
desenvolver métodos que buscam atender e avaliar as áreas mais bem-sucedidas e o que ainda
requer ajustes, para se atender a todos os alunos. A efetividade da aprendizagem precisa ser
avaliada durante todo o trabalho pelo professor responsável, sempre registrando todos os
passos da atividade e a participação e reações dos alunos. Espera-se que durante a execução do
plano de aula, possa se trabalhar todas as áreas de ensino-aprendizagem, emocional e cognitivo
do aluno. Na área emocional, se sabem lidar com as variações de sentimentos de forma
10

saudável; no cognitivo; a capacidade de comunicação e argumentação; na área de


ensino-aprendizagem, se conseguem desenvolver amplamente a oralidade e escrita.

REFERÊNCIAS

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HERNANDEZ, S. Computational thinking: Panorama of the Americas. . p.1–6, 2016.
IEEE. Disponível em:http://ieeexplore.ieee.org/document/7751839/

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concedida por Ramon M. Consenza.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à prática educativa. São


Paulo: Paz e Terra, 1996 (coleção leitura).

GAROFALO, DÉBORA. “Como as ferramentas digitais contribuem para o processo de


aprendizagem”. Disponível
em:https://novaescola.org.br/conteudo/12714/como-as-ferramentas-digitais-contribuem-p
ara-o-processo-de-aprendizagem

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina Andrade. Metodologia do trabalho


científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e
trabalhos científicos. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2007.

MORAN, Manuel José. As muitas formas de comunicarmo-nos. Trecho do segundo


capítulo do meu livro Desafios na comunicação pessoal,3. ed, Paulinas, 2007, p.43-50.
Como utilizar as tecnologias na escola. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/
moran/utilizar.htm. Disponível em http://www.edapeci-ufs.net/ANAIS/04/
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MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e


Mediação Pedagógica. 16. ed. Campinas: Papirus, 2009, p.12-17

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fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação
Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 174p.

PERRRENOUD, Philippe. A Prática Reflexiva no Ofício do Professor Profissionalização


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Pensamento Computacional Desplugado: Ensino e Avaliação na Educação Primária da


Espanha - Christian P. Brackmann1, Rafael M. Boucinha2, Marcos Román-González3,
11

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C:/Users/Positivo%20N8530/Downloads/7487-9475-1-PB.pdf

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SANTAROSA, Lucila Maria Costi (org.). Tecnologias Digitais Assistíveis. Porto


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Formação Profissional. 9. ed. Petrópolis/RJ: Vozes. 2008, 325p231
12

ANEXOS

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