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TRABALHO DE HISTORIA ECONOMICA GERAL

WESLEY BUGDANOVICZ SIMÃO

A crise do capitalismo nos anos 1970 e as transformações do capitalismo na década


de 1980

GUARAPUAVA
2020
TRABALHO UNIDADE XX

Questões sobre o texto: “A crise do capitalismo nos anos 1970 e as transformações


do capitalismo na década de 1980”

1- Explique a crise do capitalismo nos anos 1970, sob a ótica da “estagflação”.

R: Nos EUA em 1970 essa situação ocorreu após uma expansão excessiva do crédito e demanda
agregada durante a década anterior, que fez elevar o endividamento tanto do governo americano quanto
das empresas e dos consumidores.
O estopim dessa crise se deu a partir de restrições impostas pelos países produtores de petróleo,
levando ao aumento dos preços da matéria prima e deixando em dificuldades produtores que
dependiam muito fortemente da commodity.
Isto acabou por trazer uma pressão nos preços (inflação) em conjunto com a queda da atividade
empresarial que, por estar bastante alavancada, teve dificuldades em realizar novos projetos.

2- Quando a taxa de câmbio se tornou flutuante passou a ser utilizada como instrumento
de política econômica. Descreva como ela foi utilizada pelo governo americano nos
anos 1970 e 1980.

R: Allende assume o poder em 1970 e implanta um intenso programa populista. Introduz um


congelamento de câmbio, redução de tarifas públicas e forte aumento dos salários públicos financiados
por emissões monetárias. Como consequência, o déficit orçamentário passa de 2,7% em 1970 para
10,7% do PIB em 1971. O crédito e os salários reais se expandem fortemente e, partindo da utilização
de capacidade instalada ociosa, a economia chilena apresenta taxa de crescimento de 9% em 1971,
comparada a apenas 2,1% em 1970.
Em 1972, os desequilíbrios macroeconômicos decorrentes da política populista começam a
surgir. O descasamento entre o lento crescimento da capacidade produtiva e o aumento da demanda
acelera a inflação de 20% para 75% ao ano. As estatizações em diversos setores desestimulam a
inversão privada. O excessivo aumento de importações esgota as reservas internacionais acumuladas
até o início da década dos 70 levando a implantação de um sistema de controle cambial e aumento do
mercado negro de divisas.
Em 1973, a inflação atinge a marca de 361% e o PIB sofre uma queda de aproximadamente
5%. Numa situação de inúmeros desequilíbrios econômicos e baixa governabilidade, Allende é
derrubado por um golpe militar em setembro de 1973. Os elementos clássicos do populismo aparecem
de forma bastante intensa nesse episódio: descontrole fiscal e sobrevalorização cambial

3- Comente as medidas adotadas pelo governo Reagan, que permitiram superar a


recessão americana a partir de 1983.
R: Um dos aspectos mais visíveis da econômica do governo Reagan foi sua política fiscal.
Impostos foram cortados, mirando principalmente a população mais pobre e os mais ricos (embora
estes tenham visto, inicialmente, um leve aumento em suas contribuições).
Estas políticas ficaram conhecidas como "trickle-down economics" (ou "economia do
gotejamento", em português), com muitos benefícios e cortes de impostos e taxas para a população
mais rica e para as grandes empresas, numa esperança de que estes, com menos dinheiro sendo enviado
para o governo federal, pudessem "repassar" seus benefícios para as camadas mais pobres da
população.
Segundo um estudo de 2003, o principal motivo do aumento do déficit das contas do governo
e o aumento da dívida pública foram os cortes de impostos, que começaram em 1981, sem uma política
clara de cortes de gastos por parte do governo para acompanhar. As receitas do governo caíram no
começo, mas cresceram nos anos seguintes, ainda que em menor nível que os gastos públicos mas,
mesmo assim, acima da inflação.

4- As mudanças econômicas verificadas nos anos de 1980 levou a uma redução do


papel do Estado na economia, identificada como Neoliberalismo. Como foi este
processo nos EUA.

R: A partir da década de 1980, passou a significar a doutrina econômica que defende a absoluta
liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal na economia, só devendo esta ocorrer em
setores imprescindíveis e, ainda assim, num grau mínimo (minarquia).
É nesse segundo sentido que a palavra é mais usada atualmente. [35] No entanto, autores
da filosofia econômica[36] e comentaristas de economia[37] que se alinham com as postulações liberais
rejeitam a classificação de "neoliberal", preferindo se declarar liberais.
Nesse sentido, pode-se afirmar que neoliberalismo é mais um termo elaborado pelos críticos dos
pressupostos do liberalismo do que uma reivindicação terminológica por parte dos precursores de sua
doutrina.

5- Descreva as alterações nas relações de trabalho nos anos 1980 e 1990.

R: Nos anos 1980, as mudanças no âmbito econômico alteraram a dinâmica do mercado de


trabalho, pois ocorreu um aumento do desemprego urbano e teve início a deterioração das condições de
trabalho, com a ampliação da informalidade.
No entanto, como nesse período as estruturas industrial e produtiva não estavam
completamente desestruturadas, o desemprego e a precarização do trabalho ainda foram relativamente
baixos, devido às intensas oscilações do ciclo econômico, ao aumento do emprego no setor público e a
preservação na estrutura industrial. Assim, tivemos um período de recessão entre 1981/83,
recuperação/retomada do crescimento entre 1984/86 e estagnação entre 1987/89.
Até a década de 1980, o desemprego oscilava com a economia. Se a economia crescia, o desemprego
caía, e vice-versa. Já nos anos 1990, a situação mudou, quando a atividade econômica crescia, não
havia a recuperação dos empregos perdidos na mesma proporção.
Este fato tem-se agravado com a abertura da economia aos produtos importados, que
prejudicou alguns setores da indústria nacional (calçados, tecidos, brinquedos e autopeças), somando-se
a isso a perda da capacidade de investimento e de geração de empregos do Estado, pois nessa década
muitas empresas estatais foram privatizadas, como Cia. Vale do Rio Doce (mineração), Usiminas
(siderurgia), entre outras. As empresas nacionais tiveram que aumentar sua produtividade e, assim,
competir com os produtos importados. Para isso, reduziram ainda mais seu quadro de trabalhadores.