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LIVRO DO

PROFESSOR
CRÉDITOS
PATROCÍNIO
Endesa Brasil: Ampla, Coelce, Endesa Cachoeira, Endesa
Cien e Endesa Fortaleza
Lei de Incentivo à Cultura – Pronac 089009

Idealização e coordenação geral: La Fabbrica


Comunicação e Marketing
Diretora de projetos: Fabiana Marchezi
Diretor administrativo: Mauro Mantica
Relacionamento institucional: Elaine Marin
Coordenação geral: Marina Stern
Gestão de incentivo: Animarte Consultoria

Criação e redação de conteúdos: Fabiana Marchezi,


Lilian Ana P. Faversani e Kiara Terra
Escrita das histórias: Ana Luísa Gonçalves Rodrigues
Ilustrações: Fúlvia Marchezi
!"#$%&#'(")*+#, Renata Barros
Assistente de diagramação: Marco Mello

DVD
Roteiro e desenvolvimento das “Dicas de Kiara”: Kiara
Terra
Roteiro e desenvolvimento da atividade
“Mar de histórias”: Lilian Ana P. Faversani Idealização La Fabbrica Comunicação e Marketing

Filmagem e edição: Tânia Campos

Nosso agradecimento especial aos alunos da Escola Ânima


pela participação no DVD.
ÍNDICE
ERA UMA VEZ
Atividade 01
AS HISTÓRIAS NOSSAS DE CADA DIA 08

Atividade 02
O SEGREDO GUARDADO NAS HISTÓRIAS 14

Atividade 03
UMA HISTÓRIA EM 7 PARTES:
DESCOBRINDO A ESTRUTURA
DAS HISTÓRIAS 20

Atividade 04
VIVERAM FELIZES
UMA HISTÓRIA DE PRESENTE 26 PARA SEMPRE
Atividade 05
AS IMAGENS TAMBÉM Atividade 11
CONTAM HISTÓRIAS 30 AS HISTÓRIAS QUE ME DÃO MEDO 60

Atividade 12
FESTIVAL DE PIADAS E OUTRAS
HISTÓRIAS ENGRAÇADAS 64

ENQUANTO ISSO Atividade 13


UMA HISTÓRIA PREDILETA 68

Atividade 06 Atividade 14
ESCOLHENDO UMA HISTÓRIA O CONTADOR DE HISTÓRIAS 1 74
PARA CONTAR 36
Atividade 15
Atividade 07 O CONTADOR DE HISTÓRIAS 2 78
A PALAVRA DITA COM O CORAÇÃO 40

Atividade 08
VAMOS FAZER UM SARAU? 44

Atividade 09
OS COMEÇOS SÃO UM CONVITE 48

Atividade 10
AS HISTÓRIAS QUE ESTÃO PERTINHO DE NÓS 54
ERA UMA VEZ
ATIVIDADE 01
AS HISTÓRIAS
NOSSAS DE
CADA DIA

ATIVIDADE 02
O SEGREDO
GUARDADO NAS
HISTÓRIAS

ATIVIDADE 03
UMA HISTÓRIA EM 7
PARTES: DESCOBRINDO
A ESTRUTURA DAS
HISTÓRIAS

ATIVIDADE 04
UMA HISTÓRIA
DE PRESENTE

ATIVIDADE 05
AS IMAGENS
TAMBÉM CONTAM
HISTÓRIAS
Ele dirá aos alunos que, ao longo do projeto
Contadores, aquela caixinha ficará repleta de
pedacinhos das histórias de todos eles. Será uma
caixinha mágica, cheia da magia que eles puderem
colocar ali.
Depois de contar e de depositar seu objeto na
caixinha das histórias, ele dirá aos alunos que todos
farão a mesma coisa nos próximos dias.
Para organizar a participação de cada um,

ATIVIDADE 01 professor e alunos devem montar um calendário


e cada aluno e aluna deve escolher o dia em que

AS HISTÓRIAS gostaria de contar sua história. É preciso que


fique claro para as crianças também que, como
NOSSAS DE foi com o professor, a história que será contada é

CADA DIA uma escolha da criança: pode ser curta, comprida,


pessoal, retirada de um livro, ou do jeito que ela

Nesta atividade, o professor contará uma história desejar. A única regra aqui é que todos devem

para os alunos. Pode ser qualquer história: a de trazer sua história para o grupo: quando e como

como foi seu dia anterior, a história do dia que ele é escolha de cada um.

nasceu, uma história de família, a história que ele Deve ser dito para as crianças, porque todos

mais gostava de ouvir quando era pequenininho, os que estão vivos têm histórias para contar.

uma história inventada.... Pode ser também a Quando a gente é muito pequenininho, elas são

história de um brinquedo, um presente, ou de contadas por outras pessoas, mas conforme a

qualquer outro objeto que tenha uma história. gente vai crescendo, nós mesmos passamos a

Pode ser qualquer uma. Pode ser uma música que ser os contadores de nossas histórias ou das

conta uma história. Pode ser curtinha, pode ser histórias que tornamos como nossas.

mais longa. Pode ser de verdade, pode ser Assim, com tudo organizado, a cada dia

de mentirinha. Não precisa escrever. Só um ou alguns alunos presentearão os colegas

contar. Depois de contar a história, ele com uma história. Quando terminarem de

colocará numa caixinha o objeto que contar suas histórias, as crianças, como o

representa essa história. Pode ser um professor, devem depositar algo na caixinha,

objeto visível ou invisível (como um algo que tenha a ver com a história, que pode

beijo, um grito, um som). ser algo visível ou invisível, não importa.

O professor contará também Um exercício divertido e interessante de

porque escolheu aquela história aquecimento para este momento diário de

para contar aos seus alunos. contação de histórias pode ser justamente
relembrar o que cada um dos que já contaram

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suas histórias pôs na caixinha, pois esta é também exemplo. Há professores que selecionam uma série
uma forma de relembrar as histórias já contadas de objetos que podem ser usados para contar as
e preparar-se para as que serão apresentadas histórias, como uma maleta, um saquinho ou algo
naquele dia. do gênero e, dentro deles, cacarecos que qualquer
É interessante também fazer um exercício breve um pode usar para contar e/ou ilustrar as histórias
de encerramento a cada sessão de contação de que se contam: guizos, bolotinhas de algodão,
histórias, que pode ser uma roda em que cada retalhos de tecido, caixinhas de vários tamanhos e
criança fale sobre a parte de que mais gostou das cores, bolinhas. A montagem deste acervo pode ser
histórias contadas naquele dia. feita em parceria com as crianças e ser ela mesma
Alguns professores gostam de marcar este uma atividade a mais neste projeto.
momento de contação de histórias com alguns Pode acontecer de uma criança se comprometer
ritos e isso também pode ser muito organizador. a contar uma história e, chegado o dia de fazê-lo,
Há professores que acendem uma vela no centro não ter nada a dizer, nenhuma história preparada,
da roda e apagam as luzes da sala; há professores enfim, não se sentir confortável para manter
que começam este momento com uma música, que seu compromisso com o grupo. Neste caso,
pode ser tocada ou cantada enquanto as crianças recomendamos aos professores que, primeiramente,
ocupam seus lugares na roda de histórias, por tentem ajudar a criança a organizar uma história
de qualquer maneira: pode ser a história de um
filme que ela tenha assistido recentemente, pode
ser uma história do folclore familiar, daquelas que
se escutam nos almoços de domingo ou pode ser
simplesmente algo que tenha acontecido na escola
mesmo, naquele dia mesmo, alguns momentos
antes. Pode ser também um sonho que ela teve e
consegue se lembrar. Se mesmo assim a criança
recusar sua participação naquele momento, o
professor ou professora deve, então, negociar
com a criança uma nova data, preferencialmente
próxima, como o dia seguinte, e oferecer uma série
de instrumentos de ajuda, como sugestões de
fontes de onde a história poderá ser
retirada, empréstimos de livros da sala
ou da biblioteca da escola que possam
funcionar como inspiração ou a
sugestão de que a criança entreviste
um familiar ou um amigo para coletar
uma história bem bacana para trazer
para os colegas.

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ATIVIDADE EM 7 PARTES:
AS HISTÓRIAS NOSSAS DE CADA DIA

1. Prepare uma caixa para ser a caixinha de lembranças das


histórias.
2. Escolha uma história e conte para seus alunos.
3. Conte a eles por que escolheu essa história.
4. Coloque na caixinha de lembranças das histórias o objeto
visível ou invisível que representa a história contada.
5. Diga a eles que todos temos histórias para contar e monte
com eles um calendário para que todos possam contar sua
história.
6. Deixe claro que a história que será contada é uma escolha
de cada um: pode ser curta, comprida, um sonho, retirada
de um livro ou qualquer outra.
7. Não se esqueça de alimentar a caixinha de lembranças
das histórias toda vez que alguém contar uma história.
Como exemplo de tudo isso que se fala, o professor deve,
então, dizer a seus alunos e alunas que lhes dará hoje uma
história que é cheinha destes presentes, porque foi inventada há
muito tempo, por um povo que vivia em um lugar bem diferente.
O desafio, nesse caso, o professor deve continuar, é a gente
descobrir que perguntas estão escondidinhas nesta história e, se
houver, que respostas ela pode fornecer para estas perguntas.
É preciso ressaltar que estas perguntas e respostas virão
sempre embrulhadinhas em palavras, que a gente precisa
ATIVIDADE 02 desembrulhar com os olhos e com os ouvidos, mas também

O SEGREDO com as coisas que a gente já aprendeu por aí, ouvindo outras
histórias.

GUARDADO NAS Assim, ao ouvir a história, todas as crianças devem descobrir


perguntas e segredos que esta história esconde sob suas

HISTÓRIAS palavras. Ao final da história, todos poderão falar sobre o que


descobriram!
O professor deve começar contando O professor deve ler a história “O Filho da Mãe D’Água” para
a seus alunos que histórias são coisas os alunos. Depois de
mágicas por vários motivos: porque foram ler, deve perguntar a Cada uma destas questões trata de instâncias
feitas sempre por pessoas como a gente, mas eles: diferentes da criação de histórias.
A primeira delas cria um continente, ou um tema,
que a gente não conhece e que não nos conhecem 1. Do que fala essa sobre o que fala a história.
e, ainda assim, chegam a nós como se fossem história? A segunda, trata das tais questões que sempre
cartas soltas no tempo e no espaço, à procura de 2. Quais as
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isso mesmo, sempre estão presentes nas histórias,
quem as leia uma e outra vez. perguntas sem de uma maneira ou de outra. Essas perguntas,
As histórias muitas vezes nos mostram que, para respostas que ela como dissemos, não têm respostas, porque não
as grandes perguntas da vida, nunca há somente são passíveis de uma única resposta, mas de
guarda? uma diversidade delas. Tendo isso em mente, o
uma resposta, mas várias e diferentes respostas, 3. Há alguma professor deve acolher as opiniões de seus alunos
o que é só um outro jeito de nos mostrar que a pergunta com resposta a esse respeito.
A terceira pergunta, por sua vez, trata das
gente sempre tem escolha, qualquer que seja a nesta história? posições opinativas do(s) autore(s) de uma
situação, sobre a forma como vamos viver cada história, também sempre presentes, uma vez que
situação de nossas vidas. este é um dos motivos justamente que leva alguém
ou um povo a construir uma história. Neste caso,
além do acolhimento ao que os alunos dizem, pode
caber a discussão sobre a legitimidade destas
opiniões para o tempo presente, para a vida de
seus alunos e alunas.

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Cada uma destas questões e as respostas que as crianças PARA FAZER NA FRENTE DA SALA
puderem fornecer devem ser registradas na forma de uma lista, O professor deve chamar alguns alunos à frente
que pode e deve ser consultada no decorrer das discussões para que eles digam as palavras que a Mãe D’Água
que se seguirão. Este registro também poderá ajudar seus usou para amaldiçoar a moça. Deve pedir que
alunos e alunas a recontar esta história, quando a oportunidade eles tentem imaginar também como ela diria tais
se apresentar, e a fazer as atividades complementares que se palavras: com que entonação, com que gesto, com
sugere a seguir. que olhar.
O professor também deve convidar à frente da
PARA FAZER NO CADERNO sala os alunos que desejarem recontar o final da
Cada criança deverá responder em seu caderno ou em folha história para seus colegas.
própria para isso às seguintes questões propostas pelo professor: No final da atividade, o professor deve pedir a
um aluno para guardar na caixinha de lembrança
1. Na sua opinião, quais foram as palavras que a Mãe D’Água das histórias um objeto que esteja ligado à história
disse para amaldiçoar a moça? do “Filho da Mãe D’Água”.
Há muitas formas e muitas fórmulas para se amaldiçoar alguém, mas alguns
aspectos são mínimos necessários: uma maldição deve, necessariamente,
conter um mal desejo que se dirige a alguém; deve também prever um
tempo de duração para este desejo (pode até ser para a vida toda, mas um
tempo!) e, neste caso, deve também conter a fórmula de sua superação, ou 234'56(&)4'!4'/+!4',(%$+.7!4',!%!'*%#!.8!4'('
o desencanto. adultos e foi isso que nós ouvimos:

DO QUE FALA ESSA HISTÓRIA?


2. Imagine a Mãe D’Água e faça um desenho dela.
- Essa história fala sobre uma lagoa. Tenta
A Mãe D’Água é um personagem delimitado por seu próprio nome e explicar porque essa lagoa é tão grande.
seus alunos e alunas devem pensar nisso quando a desenharem. Isso não - A história fala sobre as conseqüências dos
significa que eles devam fazer uma representação literal e fotográfica das nossos atos. Mostra que todos podemos ser
palavras que compõem o nome da personagem, mas alguns elementos afetados tanto pelos nossos atos quanto pelos
devem aparecer necessariamente, mesmo que por evocação. Por exemplo, atos de outras pessoas.
não é preciso que apareçam elementos líquidos na composição da - A história fala de uma tristeza.
personagem, mas é preciso que a ideia de água seja evocada, seja pela 9':'-#473%#!';!<!'/('*)#4!4'0+('.=)'7>&'5&?
presença de conchas ou por um cabelo ou roupas azuladas, mas algo deve
remeter à ideia de água de forma imediata. SOBRE AS PERGUNTAS SEM RESPOSTA
- Por que a Mãe D’Água não compreendeu
3. Se você fosse mudar o final dessa história, como ela o sofrimento da moça e a amaldiçoou
assim mesmo?
terminaria?
9'@)%'0+(')'5<-)'7!&AB&';)#'!&!</#8)!/)'
Alterar o fim de uma história não é tarefa simples e muitas crianças não se se ele era só um bebê?
sentem confortáveis com isto. Se isto acontecer com algum de seus alunos
e alunas, ofereça-lhes alternativas: eles podem incluir outros personagens, SOBRE AS PERGUNTAS COM RESPOSTA
por exemplo, um herói, que modifique o desenrolar da narrativa; - Do que a moça tinha vergonha? Tinha
podem também escolher outros nomes para a história; podem ainda, C(%$).-!'/('7(%'+&'5<-)'4(&',!#?
simplesmente, reescrever esta mesma história sem qualquer alteração
importante além da subversão do foco narrativo: como seria a mesma
história contada pela mãe que abandona seu filho na lagoa? E se fosse
contada por uma das lavadeiras que é assombrada pelo Barba Ruiva?

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ATIVIDADE EM 7 PARTES:
O SEGREDO GUARDADO NAS HISTÓRIAS

1. Conte que as histórias são mágicas e explique.


2. Peça para eles prestarem atenção na história que você irá contar
para descobrirem perguntas e segredos que a história esconde.
3. !"#$%$%&#'()*#$%+,%-.#/&,%+$%01"%23456$7%"8%$,%9:$/8%;$<$%$'%=%
perguntas.
4. Registre na lousa as respostas de seus alunos.
5. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%/#'($+$'%:,%->$*$%;$A"*%:,%B$+"*:,7C
6. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%/#'($+$'%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%+$%'$/$7C
7. Escolha junto com os alunos um objeto que represente a história
do Barba Ruiva para colocar na caixinha de lembranças das
histórias.
Em seguida, o professor deve avisar a seus
alunos e alunas que, nesta aula, haverá uma outra
história, que ele vai contar em seguida. Ele pode
dizer que essa segunda história foi escolhida
porque ela pode ensinar uma das coisas mais
importantes que existem sobre histórias: ela pode
mostrar o caminho de uma história, como as placas
de sinalização de rua mostram os caminhos que
devemos tomar para chegar a algum lugar.
Assim como na cidade ou nas estradas, essa
sinalização sobre o caminho que a história segue
está na própria história, faz parte dela e, por isso,
podemos reconhecê-la. Por isso também podemos
compará-la às varinhas de uma pipa (ou papagaio,
ou quadrado). Elas são a parte que dá estrutura,
de tal forma que o brinquedo possa voar.
Com esta introdução, o professor lerá para as
crianças a história “A Lenda do Açaí”.
Ao concluir a leitura, fará as mesmas perguntas
que já fez na atividade 2 (Do que fala essa
ATIVIDADE 03 história? Que perguntas sem resposta ela

UMA HISTÓRIA EM 7 guarda?), e explicará que estas perguntas são


tão importantes que eles vão passar por elas

PARTES: DESCOBRINDO muitas vezes, em muitas das histórias com


que vão trabalhar.

A ESTRUTURA DAS Depois disso, ele explicará às crianças que


elas farão um exercício muito interessante. Elas
HISTÓRIAS terão que recontar a “Lenda do
Açaí” em 7 partes. O objetivo A redução de uma história
Esta atividade também começa com uma história contada pelo
desse exercício é reconhecer qualquer a sete partes que
professor. Além de contar a história, o professor pode contar as a resumam é um exercício
a estrutura da história (toda que evidencia a estrutura
outras histórias que nascem desta primeira: por que escolheu
história tem uma estrutura, ou mínima de uma história, ou
esta história para seus alunos e alunas bem naquele dia, onde seja, é algo que funciona
seja, partes fundamentais que
a ouviu ou leu pela primeira vez, porque a guardou consigo precisamente como os
dão vida e identidade a ela). pontos de referência
especialmente para trazer para eles neste dia.
Uma das maneiras de se que utilizamos quando
Ao acabar esta primeira história, o professor deve colocar queremos explicar a
começar esse exercício é pedir
na caixinha de histórias o objeto visível ou invisível que alguém que caminho fazer
às crianças que selecionem sete para chegar a algum lugar.
corresponde a ela.

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palavras que não poderiam faltar na história. É recontá-la. Para isso, deverão ser organizados em grupos
preciso que a seleção seja cuidadosa e negociada de sete e cada membro do grupo deve tomar sob sua
entre todos, porque o objetivo aqui é que eles responsabilidade uma das frases escolhidas por todos.
construam sete partes pequenas que dêem conta Alguns cuidados podem ser importantes aqui:
de suportar, sozinhas, o continente da história, a đ As crianças devem contar a história como puderem
própria história. As palavras devem ser escritas recordá-la, sem ler a frase que lhe cabe, simplesmente;
na lousa para que eles se lembrem, daquilo que đ Não é necessário ou desejável que esta contação se
consideraram fundamental para a história. reduza às frases que a inspiram. As crianças podem
Para organizar a atividade das crianças, o recuperar os elementos que enriquecem a história,
professor pode prosseguir perguntando-lhes como conforme se lembram, e incorporá-los à parte que
fariam caso quisessem recontar esta história. As contam;
frases ditas pelas crianças devem ser escritas na đ Cada grupo, com o auxílio do professor, deve
lousa, mesmo que sejam – e provavelmente serão, combinar formas de deixar claro quando uma criança
neste momento – em número superior às sete considera encerrada sua parte, para ceder a vez à
sugeridas aqui. criança que a sucederá;
Uma vez registradas as frases, pode-se convidar đ Se alguma criança não conseguir lembrar a parte
as crianças a eliminar aquelas que não lhes que deve contar ou não quiser fazê-lo por qualquer
parecerem tão importantes, ou porque representam motivo, outra pessoa do grupo pode ajudá-la. O
alguma redundância, ou porque não trazem em si professor deve lembrá-los que esta é uma atividade
os elementos centrais do enredo da narrativa. de equipe, que a história e aquele momento de
As que devem ser mantidas, é claro, são aquelas recontá-la é de todos e, por isso mesmo, eles podem
que dão vida e identidade à história. e devem se ajudar, cooperar.
Finalmente, pode ser preciso ainda ordenar
estas sete frases restantes, de forma a manter o Quando todos os grupos tiverem apresentado sua
eixo cronológico que organiza a narrativa. versão da história, o professor deve finalizar a atividade
selecionando com seus alunos o objeto visível ou invisível
PARA FAZER NO CADERNO que será colocado na caixinha para marcar esta história.
Quando tudo isso tiver sido feito e as frases
estiverem lá, bonitinhas e organizadas, os alunos e
FAZENDO AO CONTRÁRIO
alunas devem copiar em seus cadernos as sete frases
Outra atividade que pode
que resumem e revelam a estrutura da história. ser interessante, é fornecer
Outra possibilidade, depois de feita a cópia, é a a seus alunos e alunas
sete frases previamente
de transformar a história contada em uma história
preparadas e, então, pedir-
em quadrinhos, com sete quadrinhos, é claro! lhes que transformem cada
frase em um parágrafo,
enriquecendo a história
PARA FAZER NA FRENTE DA SALA que foi apresentada
Depois desse exercício de ir e vir pela estrutura resumidamente.
da história, as crianças estarão prontas para

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ATIVIDADE EM 7 PARTES:
DESCOBRINDO A ESTRUTURA DAS HISTÓRIAS

1. Escolha uma história para contar aos seus alunos e diga por
que você decidiu contá-la para eles.
2. Deposite o objeto visível ou invisível na caixinha de lembranças
das histórias.
3. Diga que, hoje, vocês aprenderão sobre uma coisa chamada
“estrutura das histórias” e leia para eles a “Lenda do Açaí”.
4. .$<$%$'%=%?"*56:($'C
5. Proponha a eles o exercício de recontar a lenda do Açaí em 7
partes pequenininhas.
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7. >*,?,:&$%$%$(#@#+$+"%+"'B*#($%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%+$%
sala”.
ATIVIDADE 04

UMA HISTÓRIA acontecer de alguma criança ficar sem presente, e

DE PRESENTE outra ganhar mais de um. Nesse caso, o professor


pedirá à criança que tem muitos presentes que
Esta atividade começa com o professor dizendo escolha um deles para repassar àqueles que não
que está trazendo um presente para a classe. Esse ganharam. Pode acontecer também de alguma
presente é uma história. Ele deve dizer à sala criança esquecer de trazer sua história-presente.
porque escolheu aquela história como presente. Nesse caso, o professor pode ter algumas pequenas
Depois de “dar” a história para as crianças histórias para suprir esta falta ou mesmo convidar
e colocar o objeto que representa a história na os alunos e alunas a oferecerem outras histórias que
caixinha, o professor pedirá às crianças que voltem conheçam.
para casa e escolham uma outra história. Mas, Os amigos que foram presenteados com
desta vez, eles a darão de presente a um amigo. as histórias poderão dizer à classe, se assim o
Ela deve ser escolhida com muito cuidado, como desejarem, seus agradecimentos pelo presente
um presente. O professor deve lembrar aos alunos recebido. Se não quiserem, podem apenas
que quando escolhemos um presente para alguém, agradecer com um simples obrigado, mas é papel
pensamos naquilo que combina com essa pessoa, do professor assegurar que todos recebam seu
que, acreditamos que a faria feliz. A escolha da presente educadamente.
história de presente deve ser feita com o mesmo Caso não haja tempo suficiente para que todos
cuidado. Pode ser uma história curtinha, de os presentes sejam dados, o professor deve dizer
verdade ou de mentira, pode ser uma piada, uma que eles podem se reunir depois, para que todos
música, um sonho. O importante é que deve ser recebam e dêem seus presentes, ou ainda que eles
escolhida de coração, para o amigo ou amiga que possam transformar seus presentes, desenhando
ele quiser. ou escrevendo as histórias que escolheram para os
amigos e, então, entregá-las.
PRA FAZER NA FRENTE DA SALA
No dia seguinte, o professor convidará os alunos PARA FAZER NO CADERNO
a “entregarem” seus presentes. Os alunos que O professor pedirá a seus alunos que registrem em
quiserem poderão ir até a frente da sala e dar seu seus cadernos a história que ganharam de presente
presente, contando a história e não esquecendo de ou aquela da qual mais gostaram. Deve lembrá-
nomear o amigo que irá recebê-la. Se for possível, los que o registro deve conter as partes mais
ele poderá contar a todos por que escolheu importantes da história, ou seja, sua estrutura. O
aquela história como presente. Desta vez, o objeto registro não precisa ser longo, mas ele deve conter
que representa a história (visível ou invisível) todas as partes importantes da história. Ilustrações
pode ser entregue ao amigo ou amiga, em vez serão muito bem vindas também. Afinal, as
de ser colocado na caixinha das histórias. Pode imagens também contam histórias.

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ATIVIDADE EM 7 PARTES:
UMA HISTÓRIA DE PRESENTE

1. Diga aos seus alunos que você trouxe um


presente para a classe.
2. Diga a eles que esse presente é uma história.
3. Conte a eles a história e explique o motivo pelo
qual você escolheu justamente essa história para
contar.
4. 2"9:$%B,D%"/"'%,%,EF"(,%G6"%'"*H%B,/,B$+,%:$%
caixinha de lembranças das histórias.
5. Peça para as crianças pensarem com muito
cuidado numa história para dar de presente para
um colega.
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7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%
no caderno”.
ATIVIDADE 05

AS IMAGENS
TAMBÉM CONTAM PARA FAZER NO CADERNO
O professor deve pedir a seus alunos que lembrem

HISTÓRIAS uma história conhecida e, em seguida, desenhem


uma imagem que corresponda a esta história
O professor deve levar para a sala de aula uma em seu caderno. Não deve haver, neste trabalho,
imagem grande, com muitos elementos, ou nenhuma escrita ou qualquer outra indicação da
algumas imagens menores. De qualquer forma, a história que inspirou o desenho.
seleção deve ser feita cuidadosamente. Podem ser Em seguida, o professor deve organizar com
reproduções de obras de arte, imagens retiradas seus alunos uma exposição destes trabalhos, ou
de revistas, fotografias, desenhos etc. uma roda em que todos possam mostrar seus
Antes de mostrar a imagem para seus alunos, o desenhos e em que os colegas tentarão descobrir
professor deve dizer-lhes que imagens são sempre que história inspirou as imagens.
pedaços de uma história, congelados no tempo.
Isto é, é sempre possível supor um antes e um PARA FAZER NA FRENTE DA SALA
depois para uma imagem qualquer. Assim como as imagens contam histórias, nossos
Em seguida, o professor deve mostrar a imagem gestos também podem revelar muitas coisas
(ou distribuir as imagens, se for o caso) aos seus quando contamos histórias.
alunos e alunas e convidá-los a analisar o que O professor deve desafiar seus alunos a fazer
vêem e a imaginar o que acontecia antes daquilo um jogo muito divertido. Eles devem pensar num
que está na imagem e o que teria acontecido personagem e atribuir algumas características a
depois. Além disso, é importante que o professor ele (não vale falar para ninguém). Por exemplo: eu
os oriente a prestar atenção aos detalhes, como penso num personagem feminino, uma princesa,
a determinação do lugar que serve como cenário muito bonita, alta, de cabelos compridos e
para esta imagem, indicativos de época (como cacheados que vão até o pé, que usa vestidos
roupas, objetos e mesmo o cenário), longos, é muito boazinha e gosta de dançar.
expressões faciais que revelam o que Na frente da sala, minha tarefa será descrever
sentem e pensam os personagens. esse personagem somente com gestos (não vale
Os alunos, então, serão convidados falar nada) e a sala inteira vai ter que adivinhar
a falar livremente sobre que histórias quais características têm meu personagem tem.
poderiam ser contadas por aquela Ilustrações serão muito bem vindas também.
imagem.
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
AS IMAGENS TAMBÉM CONTAM HISTÓRIAS

1. Selecione várias imagens e leve-as para mostrar a seus alunos. Podem


ser reproduções de obras de arte, imagens retiradas de revistas,
;,(,5*$9$'8%+"'":&,'%"(BC%
2. Antes de mostrar as imagens, explique aos alunos que imagens são
pedaços de histórias, congelados no tempo. Sempre podemos supor
um antes e um depois para qualquer imagem.
3. Mostre a eles as imagens que você selecionou.
4. Oriente seus alunos a prestarem atenção nos detalhes de cada
imagem.
5.%I,:@#+"J,'%$%;$/$*%/#@*"D":("%',E*"%G6$#'%&#'()*#$'%?,+"*#$D%'"*%
contadas por aquela imagem.
6.%>*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:,%B$+"*:,7C
7.%>*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%+$%'$/$7C
ENQUANTO
ISSO
ATIVIDADE 06
ESCOLHENDO
UMA HISTÓRIA
PARA CONTAR

ATIVIDADE 07
A PALAVRA DITA
COM O CORAÇÃO

ATIVIDADE 08
VAMOS FAZER
UM SARAU?

ATIVIDADE 09
OS COMEÇOS
SÃO UM CONVITE

ATIVIDADE 10
AS HISTÓRIAS QUE
ESTÃO PERTINHO
DE NÓS
ATIVIDADE 06

ESCOLHENDO Todos os livros devem ser levados para a sala de aula e cada

UMA HISTÓRIA criança deve explicar aos colegas as razões que o levaram a
escolher exatamente aquele livro, entre tantos outros possíveis.

PARA CONTAR O professor deve então informar a seus alunos que uma
daquelas histórias será lida ou contada para a sala, mas que
O professor deve dizer a seus alunos que escolher eles precisarão escolher juntos, não numa votação, em que
uma história é exatamente como escolher outra a maioria vence, mas a minoria perde, mas num trabalho de
coisa qualquer: a gente precisa de uma razão argumentação, em que as crianças deverão convencer seus
para escolher esta e não aquela. Pode ser que colegas sobre determinada história, apresentando suas razões,
a gente escolha história como a gente escolhe criando outras razões possíveis e ouvindo os argumentos dos
o sabor do sorvete: porque gostamos, porque outros também.
queremos experimentar algo novo ou porque Quando, finalmente a história tiver sido escolhida, o professor
alguém nos disse que era muito bom. Pode deve lê-la para a sala (ou contá-la a seu modo). Todas as outras
ser que a gente escolha a história, como quem histórias devem compor uma lista de recomendações de leitura,
escolhe um presente: porque achamos que o que deverá ser afixada
outro vai gostar muito! Pode ser que a gente na parede da sala ou no PARA ORIENTAR MELHOR AS
CRIANÇAS, VOCÊ PODE OFERECER
escolha a história como a gente escolhe coisas mural da biblioteca.
AS PERGUNTAS QUE DEVEM SER
em um supermercado: porque é mais fácil, Ao final da leitura, o
RESPONDIDAS POR ELAS NO
porque estava logo ali ou porque a gente já está professor e seus alunos e TEXTO QUE ELAS TERÃO QUE
acostumado a esta história. Não importa qual seja alunas devem escolher um PRODUZIR. SÃO ELAS:
a comparação, sempre há uma razão. objeto visível ou invisível D'O que eu gostei na história
O professor pode, em seguida, contar a seus para depositar na caixinha e acho que você vai gostar
também?
alunos e alunas como ele escolhe uma história, de histórias e para ser
D'Qual é o nome do livro?
quando vai, por exemplo, a uma livraria ou a uma entregue ao responsável
D'Onde você pode encontrá-lo?
biblioteca. Será que ele é daquelas pessoas que pela biblioteca, se for o
D'Qual é o nome do autor ou
escolhem pela capa ou preferem os autores já caso, como um presente
autores?
conhecidos? Será que ele coleta indicações entre que acompanhará a
D'Qual a editora que o publicou?
amigos e livreiros? Será que ele gosta da aventura de devolução do livro.
escolher uma história só porque não sabe nada sobre
ela ou seu autor? PARA FAZER NO CADERNO
O professor deve, então, convidar seus alunos e Cada aluno deverá escrever as razões pelas quais recomendaria
alunas a irem à biblioteca da escola ou apresentar- a mais alguém a leitura da história que escolheu originalmente
lhes livros previamente selecionados e pedir- e coletar, com a ajuda de seu professor, os dados bibliográficos
lhes que escolham uma história qualquer, só que organizam esta indicação, tais como nome do livro, nome
não vale repetir a do colega. do autor, do ilustrador, quando houver, editora etc.

36 / 37
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
ESCOLHENDO UMA HISTÓRIA PARA CONTAR
1. Diga a seus alunos que escolher uma história é como
escolher outra coisa qualquer: a gente tem uma razão
para escolher uma e não outra.
2. Conte a seus alunos e alunas como você escolhe
uma história, quando vai, por exemplo, a uma livraria
ou a uma biblioteca.
3. Leve os alunos para a biblioteca da escola ou apresente
a eles vários livros. Cada um deverá escolher uma história.
4. Em sala, cada criança deverá argumentar na tentativa
de convencer as demais que sua história deve ser lida
para todos.
5. A história escolhida deve ser lida ou contada para
a classe e as demais devem compor uma lista de
*"B,D":+$<K"'%+"%/"#(6*$%G6"%'"*H%$9L$+$%:,%D6*$/%+$%
biblioteca ou na sala de aula.
6. Alimente a caixinha de lembranças das histórias com o
objeto que representa a história.
7.%>*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:,%
caderno”.
importantes da personagem, como um gigante que tenha uma
voz grave e alta!

PARA FAZER NA FRENTE DA SALA


Em seguida, o professor deve propor a seus alunos e alunas um
desafio: eles vão ler a história “Sopa de Pedra”, uma história
de malasartes, caprichando na entonação, especialmente
ATIVIDADE 07 no momento da fala dos personagens. Para isso, podem

A PALAVRA DITA se dividir em grupos, de forma que uma criança fique


responsável pela narração, outra pelas falas de

COM O CORAÇÃO um personagem, mais uma pelas falas de outro


personagem e assim por diante.
O professor deve contar a seus alunos que há O desafio será o seguinte: antes de começarem
muitos jeitos diferentes de se dizer uma mesma a leitura, as crianças terão que nomear que
coisa e, dependendo de como se diz, o significado característica do personagem querem enfatizar
da coisa pode mudar também. É interessante ou revelar com a entonação que proporão.
oferecer exemplos que demonstrem esta fala, Pedro pode ser esperto, mas também pode ser
como a fala de uma mãe diante do desenho feito só desonesto ou mal intencionado.
por seu filho (“Que bonito!”) e a fala desta mesma A velhinha pode ser sovina ou pouco inteligente,
mãe, diante da bagunça feita por este mesmo filho ou mesmo má.
quando brincava (“Que bonito!”). No primeiro caso, A cena da história em que os dois se encontram
trata-se de um elogio, enquanto que no segundo, pode ser dramatizada por todos os grupos,
com a entonação apropriada, trata-se do início de com diferentes interpretações e entonações
uma bronca, quase uma ironia. que as revelem.
A entonação da fala é quase que a música dos Depois de explorarem a história, professor e
textos, das histórias e pode ser acompanhada de seus alunos e alunas devem escolher um objeto
uma pequena dança também: as expressões faciais visível ou invisível que a represente para ser
e corporais. Este recurso da linguagem nos ajuda a depositado na caixinha.
mostrar como nos sentimos sobre o que falamos ou
quando dizemos algo. PARA FAZER NO CADERNO
Quando contamos uma história, este é um recurso O professor deve pedir às crianças que escrevam a
que fala mais sobre os personagens ou sobre suas receita da sopa de pedras, lembrando sempre que
sensações e experiências na história. Pode ser os principais ingredientes, aqui, são a esperteza do
também uma das formas de mostrar características menino e a curiosidade da velhinha.

40 / 41
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
A PALAVRA DITA COM O CORAÇÃO
1. I,:("%$%'"6'%$/6:,'%G6"%&H%D6#(,'%F"#(,'%+#;"*":("'%
de se dizer uma mesma coisa e, dependendo de
B,D,%'"%+#A8%,%'#5:#9B$+,%+$%B,#'$%?,+"%D6+$*%
também.
2. Dê exemplos.
3.%2#5$%G6"%$%":(,:$<1,%+$%;$/$%M%6D$%"'?MB#"%+"%
música das histórias.
4.%2#5$%G6"%$'%"L?*"''K"'%;$B#$#'%"%B,*?,*$#'%'1,%
uma espécie de dança que pode acompanhar uma
história contada.
5. Diga que, quando contamos uma história,
podemos dar mais vida aos personagens se
encontrarmos jeitos de mostrar aos nossos ouvintes
algumas de suas características (tente imitar um
gigante com uma voz grave e alta).
6. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:$%
;*":("%+$%'$/$7C
7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:,%
caderno”.
outras pessoas que cuidam de nós). Estas histórias podem ser
conhecidas por mais gente ou podem ser simplesmente histórias
da família, parte do que chamamos de folclore familiar.
Nesse caso também não importa muito a competência de
quem conta a história, o que importa é o carinho de quem a ouve.
O professor deve, então, convidar seus alunos a falarem sobre
estas histórias e seus contadores. Quem são eles, quando contam
ou contaram estas histórias (sim, porque há histórias familiares
ATIVIDADE 08 que são repetidas uma e outra vez), quem os ouve, qual é a coisa
mais bacana desta contação em particular ou da pessoa que a

VAMOS FAZER conta. O professor também pode participar desta roda falando
sobre seu próprio folclore familiar, suas recordações infantis ou
UM SARAU? seu papel atual como adulto em uma família.

Contar uma história é muito gostoso, mas nem sempre é


PARA FAZER EM CASA E NO CADERNO
fácil. Para as crianças, que estão apenas começando nesta
As crianças devem procurar a pessoa que lhe conta a história
aventura, pode ser ainda mais difícil, embora isso não
de que mais gosta em sua família ou em seu círculo de amigos.
necessariamente aconteça.
Pode ser uma história conhecida ou uma história que diz
Mas há crianças que ficam envergonhadas diante do
respeito apenas àquele grupo, não importa. A criança deve
grupo que ouve a história e, então, falam baixinho, ou alto
pedir à pessoa que lhe conte a história uma vez mais e escrevê-
e esganiçado, ou muito rapidamente...
la em seu caderno para mostrá-la a seus colegas. A história
É por isso que parte importante da contação de
pode ser escrita ou desenhada, se a criança preferir.
histórias está em quem ouve a história contada.
Para explicar tudo isso a seus alunos e alunas, o
PARA FAZER NA FRENTE DA SALA
professor deve começar lembrando que as histórias
Quando as crianças trouxerem suas histórias familiares, devem
que nos contam no decorrer da vida são presentes que
falar tanto sobre a história, quanto sobre a pessoa que conta
recebemos, e que receber presentes requer, muitas vezes,
esta história.
uma generosidade igual à de quem os dá.
Depois disso, as crianças devem escolher, com a ajuda
Assim, o professor deve dizer a seus alunos que ali eles
de seus professores, as histórias que elas mais gostaram e
não precisam se preocupar, porque estão entre amigos
programar um sarau de histórias com estas pessoas.
e isso é muito gostoso. Ali, tudo que eles tiverem para
Para isso, as crianças poderão confeccionar convites para
oferecer, será bem recebido!
cada um dos contadores escolhidos. É preciso também
Existem outros lugares onde isso também é verdade,
oferecer algo em retribuição à visita e ao presente-história que
como a casa da gente.
se recebe. Aqui, vale qualquer coisa: pode ser um chá ou um
O professor deve lembrar às crianças que eles muito
lanchinho que todos partilham enquanto ouvem as histórias
provavelmente vêm ganhando histórias de presentes
ou podem ser outras histórias que as crianças preparem para
há mais tempo do que conseguem se lembrar, pois
oferecer como retribuição.
seus pais, avós, tios e irmãos mais velhos as contam (ou

44 / 45
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
VAMOS FAZER UM SARAU?
1. Relembre aos alunos que histórias são presentes que
recebemos ao longo da vida.
2. Diga também que somos generosos tanto por dar quanto
por receber as histórias que nos são dadas.
3. N:;$(#A"%G6"%(,+,'%"'(1,%":(*"%$D#5,'%"%G6"%(,+$'%$'%
&#'()*#$'%G6"%(#@"*"D%?$*$%,;"*"B"*%'"*1,%B$*#:&,'$D":("%
recebidas por todos.
4. Lembre seus alunos que eles provavelmente vêm
ganhando histórias de presentes há muito tempo e que
D6#($'%+"''$'%&#'()*#$'%/&"'%;,*$D%+$+$'%?,*%'"6'%?$*":("'%
ou amigos mais velhos.
5. I,:@#+"%,'%$/6:,'%$%;$/$*"D%',E*"%&#'()*#$'%+$%;$DO/#$%
P;,/B/,*"%;$D#/#$*QC%>$*(#B#?"%($DEMD%B,:($:+,%&#'()*#$'%
',E*"%$%'6$%#:;R:B#$%,6%*"B,*+$<K"'%#:;$:(#'C
6. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%"D%B$'$%"%
no caderno”.
7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%
da sala”.
Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve ou Cinderela. A fórmula “Era uma
vez...” certamente surgirá e deve ser anotada na lousa. Se surgirem outras
formas clássicas de introduzir uma história, também devem ser anotadas
(como “há muito tempo atrás”, “em um reino distante” etc).
Agora, todos devem voltar à história lida, “As Ondas do Mar”, para
verificar que ela não usa nenhuma destas formas mais próprias dos contos
ATIVIDADE 09 de fadas, mas sua introdução também remete a uma ideia de tempo remoto,
irrecuperável, um tempo em que as coisas eram muito diferentes de como as

OS COMEÇOS conhecemos hoje. É um convite para que nossa imaginação viaje para aquele
tempo no qual as coisas podiam ser muito diferentes das que vemos hoje.
SÃO UM CONVITE PARA FAZER NO CADERNO OU NUMA OUTRA FOLHA DE PAPEL
O professor deve ler para seus alunos e alunas
Desta vez, o objeto que será colocado na caixinha de lembranças das histórias
a história “As Ondas do Mar”. Depois de ler
não será escolhido pelas crianças, mas feito por elas.
e discutirem um pouco sobre a história, suas
Os alunos e alunas devem escrever um pequeno manual para começar
perguntas e respostas, o professor deve chamar
e terminar histórias, listando todas as fórmulas lingüísticas de que se
a atenção de seus alunos para o fato de que
lembrarem. É interessante discutir com as crianças como cada uma destas
este é um conto bem antigo, do folclore afro-
fórmulas tem funções específicas, como distanciar a história no tempo
brasileiro. Deve também explicar o que isso
e espaço, como já vimos, ou aproximá-la, como se faz nas crônicas, por
significa, dizendo que os africanos chegaram ao
exemplo, cuja introdução usa fórmulas distintas, como “outro dia mesmo”,
Brasil primeiramente na condição de escravos
“aconteceu comigo”, ou “era uma manhã qualquer”. O mesmo acontece, é
capturados e que suas histórias, assim como suas
claro, com as fórmulas de encerramento.
músicas e crenças religiosas, foram um jeito que
Os alunos e alunas devem receber uma versão simplificada de um conto
esses prisioneiros encontraram para manter um
de fadas clássico qualquer. Com a ajuda de seu professor, devem localizar
pouquinho de sua terra natal e de sua cultura,
todos os elementos textuais que situam esta história em um tempo e lugar
mesmo em condições tão desfavoráveis.
distantes, desde as fórmulas de introdução do conto, até elementos próprios
Depois dessa pequena introdução, o professor
do cenário (castelo) e caracterização de personagens (príncipe, princesa).
deve dizer aos alunos que ele gostaria de falar,
Uma vez localizados e devidamente marcados, as crianças devem reescrever
hoje, sobre os começos, porque eles são muito
o conto substituindo cada um destes elementos para modernizar a narrativa,
importantes quando contamos, lemos, ouvimos
remontando a história como se ela se passasse nos dias de hoje.
ou escrevemos uma história. Os começos são
um convite para entrarmos num outro mundo,
PARA FAZER NA FRENTE DA SALA
o mundo das histórias. Eles nos convidam para
O professor dirá às crianças que os contadores de histórias se preocupam
uma viagem encantada. Por isso, devemos muito com os começos. E que eles criam muitos jeitos diferentes para
prestar muita atenção aos começos. convidar os ouvintes a entrar no mundo mágico de suas histórias.
Então, o professor deve perguntar aos O professor, então, mostrará às crianças algumas das chamadas “fórmulas
alunos se eles se lembram de como começam, de aquecimento” que os contadores usam para encantar seus ouvintes e levá-
tradicionalmente, os contos de fadas, como los nas viagens maravilhosas da imaginação.

48 / 49
FÓRMULAS DE AQUECIMENTO 2. Nas Guianas, o contador grita:
1. Os marinheiros franceses usam essa fórmula para - Massak!
começar a contar suas histórias. Eles começam dizendo O auditório responde:
o seguinte: - Kam!
Todas as histórias moram num grande poço, o poço
das histórias. Nesse poço os personagens vivem em 3. Entre os bambaras (um povo da África) o primeiro
?"*;"#($%&$*D,:#$C%N/"'%@1,%/"@$:+,%'6$%@#+$%T%"'?"*$%+"% que toma a palavra diz:
que alguém os chame para que suas histórias possam - Eu vou contar meu conto.
ser contadas. O contador de histórias é alguém que O público responde:
'$E"%B,D,%5#*$*%$%D$:#@"/$%+"''"%?,<,%?$*$%(*$A"*%T% - Namoun!
tona todos esses personagens com suas surpresas e - É uma mentira – diz o contador.
encantamentos. Mas o contador só consegue girar a - Namoun!
manivela se vocês o ajudarem. J%S"D%(6+,%M%;$/', – retoma o contador.
Então: - Namoun!
Quando eu disser CRIC, vocês dirão CRAC
Quando eu disser MISTICRIC, vocês dirão MISTICRAC 4. Em outras regiões, o aquecimento pode ser uma
Quando eu disser DECLIC, vocês dirão DECLAC brincadeira.
Vamos lá:
CRIC! 5. Na Turquia, o contador senta-se numa cadeira e usa
CRAC! um lenço e um bastão. Antes de iniciar a história, ele faz
MISTICRIC! malabarismos e mímicas com o lenço para prender a
MISTICRAC! atenção dos ouvintes.
DECLIC
DECLAC! Depois de dar os exemplos, o professor, então,
E agora a manivela gira.... gira... convidará os alunos e alunas para que se reúnam em
Era uma vez... grupos e criem suas próprias fórmulas de aquecimento.
É importante lembrá-los que não há fórmulas certas ou
erradas e que deem asas à sua imaginação para criá-las.
Podem usar palavras, gestos, sons, objetos e tudo o que
desejarem. Os grupos que se sentirem dispostos, podem
apresentar suas fórmulas na frente de toda a sala.

PROFESSOR, NO DVD QUE ACOMPANHA ESTE MATERIAL


A CONTADORA DE HISTÓRIA KIARA TERRA TAMBÉM FALA
SOBRE AS FÓRMULAS DE AQUECIMENTO.

50 / 51
SOBRE OS COMEÇOS - AS FÓRMULAS INTRODUTÓRIAS ATIVIDADE EM 7 PARTES:
Os contos etiológicos (aqueles que explicam porque as coisas são OS COMEÇOS SÃO UM CONVITE
assim) podem começar com uma pergunta, e logo depois uma 1. Leia para seus alunos a história “As Ondas do Mar”.
-*".-/0#,
2. I&$D"%$%$(":<1,%+,'%$/6:,'%?$*$%,%;$(,%+"''$%&#'()*#$%
- Houve um tempo em que a água do mar era doce como melado, agora
(<!'B'4!<$!/!?'E)*>4'4!A(&',)%'0+('(<!'5*)+'4!<$!/!F'@)#4'C)+'*).7!%' ?"*(":B"*%$,%6:#@"*',%+$'%&#'()*#$'%$;*,JE*$'#/"#*$'%"%G6"%,'%
por quê... $;*#B$:,'%B&"5$*$D%$,%U*$'#/%:$%B,:+#<1,%+"%"'B*$@,'%"%G6"%
'6$'%&#'()*#$'%;,*$D%6D%F"#(,%G6"%":B,:(*$*$D%?$*$%D$:("*%
No Marrocos, os chleuhs começam seduzindo o auditório: um pouco de sua terra natal e da sua cultura.
- Eis o que escutei entre os nobres. Eu o contarei a vocês... 3. Pergunte aos alunos se eles se lembram de como começam,
(*$+#B#,:$/D":("8%,'%B,:(,'%+"%;$+$%"%$:,("%(,+,'%,'%
Os contadores espanhóis dizem:
começos lembrados na lousa.
- Habia una vez... (Havia uma vez...)
- Aunque lês cueste creerlo... (Embora seja difícil de acreditar...) 4. Diga que os começos são muito importantes porque eles são
- Em um lejano lugar... (Num lugar distante) como convites para uma viagem encantada.
- Hace mucho, mucho tiempo (Há muito, muito tempo...) 5. V,/("%T%/"#(6*$%+$%&#'()*#$%-W'%X:+$'%+,%0$*7%?$*$%/"DE*HJ
los de como essa história começa com um convite para que
Nos contos húngaros, encontramos: nossa imaginação viaje para aquele tempo no qual as coisas
- Onde foi, onde não foi, além dos sete reinos e pra cá do mar
?,+#$D%'"*%E"D%+#;"*":("'%+$'%G6"%@"D,'%&,F"C
Openciano (um mar ou rio imaginário)
- Bem pra lá do cafundó onde fuça o porquinho Rabicó... 6. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:,%B$+"*:,%
- Num lugar distante, vivia certa vez um rei... ,6%:6D$%,6(*$%;,/&$%+"%?$?"/7C
- Além dos sete reinos... 7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%
- Faz tanto tempo que naquela época as pedras ainda nem tinham da sala”.
endurecido...

Fórmulas utilizadas na Idade Média ainda são utilizadas hoje:


- No tempo em que Deus passeava pela terra...
- No tempo em que os animais falavam...
- Quando Nosso Senhor andava pelo mundo...

Os índios da Amazônia dizem:


- Uatá, uatá, uatá (Andou, andou, andou)

Os contadores russos dizem:


- Foi lá que isso se passou, além do Mar Vermelho, além da Floresta
Azul, além da Montanha de Cristal, além da Cidade de Palha, lá onde se
junta água na peneira...
- Muito longe, além da extremidade do mundo e além mesmo das
Montanhas dos Sete Cães, era uma vez um rei....

As informações contidas nesta atividade relativas às fórmulas de aquecimento e introdutórias foram


*)<(7!/!4''/!',+A<#*!8=)'#.7#7+<!/!'GH'H5*#)'/)'I).7!/)%'/('J#473%#!4K1'/('L#4<!M.(':C(<!%'N!7)4'('O..)'
P)%4M1'(/#7!/!4',(<!'QNR'N!%7#.4'R).7(4?'E!<('!',(.!'!'<(#7+%!'*)&,<(7!'/(47!'A(<!')A%!?
que às vezes alguns povos até usam as histórias como memória, como uma
forma de manter vivo aquilo que eles não querem esquecer, exatamente como
algumas pessoas usam, hoje em dia, as fotografias ou os filmes.
O professor deve, então, explicar a seus alunos e alunas que este é o caso
da história que conhecerão nesta atividade.
É mais uma história dos afro-brasileiros, negros que foram capturados na
África e trazidos para o Brasil como escravos. Diferentemente da história
de Iemanjá que conheceram outro dia, esta história fala de pessoas reais,
que realmente existiram e de coisas que elas realmente fizeram. É claro
que não há forma de saber se o que a história conta foi precisamente o
que aconteceu, mas é certo que a história mostra o que este povo quis que
ficasse na memória de todos para sempre, o que não deveria ser esquecido.
Partes da história podem ser verificadas, como a Igreja de “Chico Rei”, que
existe até hoje, em Ouro Preto, Minas Gerais e é uma igreja diferente de
ATIVIDADE 10 todas as outras, pois os santos dos altares são todos negros e os enfeites
das paredes são todos representações de plantas e animais africanos (há
AS HISTÓRIAS QUE muitas imagens dessa igreja disponíveis em guias turísticos e na Internet e o

ESTÃO PERTINHO professor pode mostrar algumas delas a seus alunos e alunas).
É o momento de ler a história de “Chico Rei”, este personagem tão

DE NÓS interessante, que até parece ficção, mas não é.


Depois de lida a história, o professor deve conduzir a discussão sobre as
O professor deve começar esta atividade dizendo a seus perguntas e respostas que ela encerra. Uma das mais interessantes perguntas
alunos que as histórias estão em toda parte, o tempo todo. desta história é sobre o que é a liberdade, afinal, o dono de Chico nem era
Elas acontecem ao nosso redor, com outras pessoas, com a tão ruim quanto poderia e, ainda assim, o escravo ansiava por ser livre.
gente, com quem a gente gosta (e também com quem a gente Depois dessa discussão, crianças e professor devem escolher o objeto
pode não gostar tanto). visível ou invisível que deve ir para a caixinha.
Afinal, uma história nada mais é do que uma série de eventos
se desdobrando no tempo e nosso esforço pessoal para PARA FAZER NO CADERNO
entender cada um deles e o conjunto todo. Essa também seria As crianças devem pesquisar em casa outras histórias que têm a mesma
uma boa definição para a própria vida, não é mesmo? função, ou seja, que servem como a memória de um povo sobre aquilo que
Porque as histórias são assim, tão parecidas com a própria é considerado importante. Nesta categoria, entram as histórias bíblicas, os
vida, todos os povos do mundo contam, criam, escrevem, contos moralizantes, aqueles que ensinam às crianças como se comportar ou
transmitem e recontam suas histórias, especialmente para as histórias de família.
as crianças, como uma forma de ajudá-las a entender como É importante deixar claro que esta não é uma pesquisa ou discussão sobre
funciona o mundo em que chegaram. a veracidade das histórias, que não importa, mas sobre as perguntas e
O professor, então, deve dizer a seus alunos que este poder respostas que elas encerram, pois é isso o que deve ser lembrado.
que as histórias têm de explicar o mundo é tão impressionante

54 / 55
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
AS HISTÓRIAS QUE ESTÃO PERTINHO DE
NÓS
1. Conte aos seus alunos que as histórias estão em toda
parte, o tempo todo, que acontecem a todo instante
ao nosso redor e que são tão parecidas com a própria
vida que muitos povos contam suas histórias para
as crianças para que elas possam entender melhor o
mundo em que vivem.
2. Diga que este poder que as histórias têm de explicar o
D6:+,%M%(1,%#D?*"''#,:$:("%G6"%T'%@"A"'%$/56:'%?,@,'%
$(M%6'$D%$'%&#'()*#$'%B,D,%D"D)*#$8%B,D,%6D$%;,*D$%
de manter vivo aquilo que eles não querem esquecer.
3. Avise que esse é o caso da história que será contada.
4. Leia a história de Chico Rei.
5. Conduza uma discussão sobre as perguntas desta
história e respostas que ela encerra.
6. Escolha com eles um objeto que melhor represente
a história e deposite na caixinha de lembranças das
histórias.
7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%
no caderno”.
VIVERAM FELIZES
PARA SEMPRE
ATIVIDADE 11
AS HISTÓRIAS QUE
ME DÃO MEDO

ATIVIDADE 12
FESTIVAL DE PIADAS
E OUTRAS HISTÓRIAS
ENGRAÇADAS

ATIVIDADE 13
UMA HISTÓRIA
PREDILETA

ATIVIDADE 14
O CONTADOR
DE HISTÓRIAS 1

ATIVIDADE 15
O CONTADOR
DE HISTÓRIAS 2
ATIVIDADE 11

AS HISTÓRIAS QUE
ME DÃO MEDO
O professor deve começar a conversa desse dia dizendo que
da voz e na linguagem corporal e facial para os momentos de suspense ou
existem muitas histórias que são assustadoras, que nos dão
aqueles que são simplesmente assustadores.
medo. Isso acontece porque o medo é também um sentimento
Se for possível, é interessante criar todo um clima compatível à temática
humano e enfrentá-lo nas histórias, em lugar de fazê-lo na vida
da história, apagando as luzes da sala, sentando-se no chão, em uma roda
real, é uma forma mais ou menos segura de aprender a fazer isso.
em que todos possam ficar pertinho uns dos outros, acendendo uma vela no
Já faz algum tempo, nossa cultura acredita que estas não são
centro da roda.
histórias para crianças pequenas, mas em outros tempos e em
Depois de lida ou ouvida a história, professor e alunos devem escolher
outros lugares não é assim. Estas são histórias para todo
um objeto, visível ou invisível, mas que seja bem assustador, assim como a
mundo, adultos e crianças. É este precisamente o caso
história, para colocar na caixinha.
da história que as crianças conhecerão nesta atividade.
Como muitas histórias clássicas de medo, a história
PARA FAZER EM CASA E NO CADERNO
“Corpo Seco” tinha, muito provavelmente, a função
As crianças devem pesquisar com familiares ou conhecidos histórias ou
de ensinar a um povo sobre os lugares que
personagens assustadores. Só não valem os do cinema e da televisão, embora
deveriam ser evitados ou coisas que não deveriam
se possa falar sobre eles, porque, no limite, são personagens de histórias
ser feitas, porque eram consideradas perigosas de
também. Mas o interessante aqui seria recuperar aqueles personagens que
alguma forma. Em lugar de fazer longas advertências
se usavam para assustar as crianças antigamente, como o bicho-papão, ou o
sobre os muitos perigos que há no mundo – e são
homem do saco, ou aqueles personagens que compõem as lendas escolares,
tantos -, muitos povos escolheram construir
como a loira do banheiro.
histórias que tornavam estes lugares ou ações
Ao voltar para a aula com a tarefa feita, as crianças devem escolher
tão assustadores quanto proibidos.
um destes personagens e
O professor deve, então, ler a história
escrever sua história. Se for
para seus alunos e alunas, ou contá-
um daqueles casos em que
la, caprichando na entonação
o personagem é mais conhecido do
que a história em si, não tem problema, é só criar uma história para
ele. Todas estas histórias podem ser agrupadas em uma pequena
publicação, como o Caderno de Arrepiar os Cabelos, ou qualquer outro
título que seja suficientemente sugestivo.

PARA FAZER NA FRENTE DA SALA OU EM OUTRAS SALAS DA ESCOLA


Os alunos ou grupos de alunos que quiserem poderão contar
as histórias mais arrepiantes para toda a sala ou, melhor ainda,
poderão visitar outras salas para contar histórias aos alunos
menores para que eles também fiquem morrendo de medo.

60 /61
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
AS HISTÓRIAS QUE ME DÃO MEDO
1. Comece a conversa explicando que eles bem sabem que
algumas histórias são assustadoras e nos dão medo.
2.%2#5$%G6"%,%D"+,%M%6D%'":(#D":(,%&6D$:,%"%":;*":(HJ/,%
:$'%&#'()*#$'%M%6D$%;,*D$%+"%/#+$*%B,D%"''"%'":(#D":(,C%
Diga também que existem histórias que servem para nos
+#A"*%G6"%M%?"*#5,',%;$A"*%B"*($'%B,#'$'%,6%"'($*%"D%B"*(,'%
lugares.
3. Prepare a sala de aula: escureça a sala e peça para que os
alunos sentem-se em roda e acenda uma vela no meio.
4. Ao ler a história “Corpo Seco” capriche na entonação da
voz e na linguagem corporal.
5. Escolha junto com os alunos um objeto que melhor
represente a história e deposite na caixinha de lembranças
das histórias.
6. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%"D%B$'$%"%
no caderno”.
7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:$%;*":("%
da sala ou em outras salas da escola”.
O professor deve explicar a seus alunos e alunas que o
que faz uma história engraçada, quando contada, nem é tanto
seu conteúdo, mas a forma como se conta a história, o ritmo
que se imprime à narrativa e as expressões faciais que
sustentam o humor que a história pode conter. É como contar
uma piada, que nada mais é do que uma história bem curtinha
e engraçada demais.

PARA FAZER NO CADERNO, NA FRENTE DA SALA


OU NO PÁTIO DA ESCOLA
A proposta, então, é a de começarem com um festival de piadas
e anedotas na sala. Todas as crianças devem ser convidadas a
contar uma piada para toda a sala e o professor deve fazê-lo
também.
Depois disso, o professor pode coordenar a escrita de uma
história coletiva, na lousa, cujo título será “A História mais
Engraçada do Mundo”. Cada criança contribuirá com uma idéia
ATIVIDADE 12
para a história, sobre coisas que eles imaginam que sejam muito

FESTIVAL DE PIADAS engraçadas e todos juntos farão o esforço necessário para reuni-
las em uma narrativa que faça sentido.

E OUTRAS HISTÓRIAS Divididas em grupos, então, as crianças deverão, depois de


terem individualmente copiado a história em seus cadernos,

ENGRAÇADAS escolher maneiras para contá-la. Pode ser por meio de uma
dramatização, pode ser contando mesmo, pode ser com cada
Assim como existem histórias assustadoras, de arrepiar os um fazendo um pedaço da história.
cabelos, existem histórias muito, muito engraçadas, de deixar Para alegrar a escola inteira, os alunos poderão se organizar
a barriga doendo de tanto rir. O professor deve convidar seus para promover um “Festival de Piadas e outras Histórias
alunos e alunas a lembrar destas histórias, muitas vezes parte Engraçadas”, em que todos os alunos e alunas poderão participar,
do cotidiano de todos nós e, algumas vezes tão entranhadas contando suas próprias histórias engraçadas ou piadas.
neste cotidiano que só ficam engraçadas para quem estava lá Todos devem se lembrar de colocar um objeto visível ou
e viveu a história. invisível na caixinha que lembre as histórias engraçadas.

64 / 65
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
FESTIVAL DE PIADAS E OUTRAS
HISTÓRIAS ENGRAÇADAS
1. Lembre seus alunos que assim como existem histórias que
:,'%+1,%D"+,8%,6(*$'%:,'%;$A"D%*#*C%%
2. Pergunte a eles se eles querem compartilhar algumas
dessas histórias engraçadas que eles tenham vivido ou que
tenham ouvido de alguém.
3. Ouça algumas dessas histórias.
4. NL?/#G6"%G6"%,%G6"%;$A%6D$%&#'()*#$%'"*%D$#'%,6%D":,'%
":5*$<$+$%("D%D6#(,%$%@"*%B,D%$%;,*D$%B,D,%"/$%M%
contada.
5. Lembre a todos que, quando contamos uma história,
+"@"D,'%?*"'($*%$(":<1,%$,%*#(D,8%:$'%"L?*"''K"'%;$B#$#'%"%
tudo o mais que pode sustentar o humor contido na história.
6. Diga que é como contar uma piada, que nada mais é do
que uma história bem curtinha.
7. >*,?,:&$%$'%$(#@#+$+"'%+"'B*#($'%:,%->$*$%;$A"*%:,%
B$+"*:,8%:$%;*":("%+$%'$/$%,6%:,%?H(#,%+$%"'B,/$7C%
ATIVIDADE 13

UMA HISTÓRIA
PREDILETA
O mundo está cheinho de histórias e algumas delas são mesmo
sensacionais, daquelas que quando a gente lê, dá até vontade
de ter escrito.
Essa sensação, entretanto, não é gratuita e exige trabalho
e repertório. Por isso, é muito pouco comum entre crianças,
que estão apenas chegando ao mundo e não conhecem tantas
histórias assim.
Todo professor ou professora pode dar sua contribuição para
implantar esse desejo por histórias e pela autoria, ampliando o
repertório de seus alunos e alunas com histórias de qualidade,
interessantes, instigantes, diferentes.
Muitas vezes, a competência de leitura
das crianças, ainda em formação, aparece
como um fator limitador, mas todo professor
pode contar a seus alunos e alunas histórias
sensacionais que eles ainda não conseguem ler
sozinhos. Mais do que contar, os professores
sempre podem recuperar a velha e boa prática
de ler histórias para seus alunos, mesmo que
sejam histórias longas, um pouquinho a cada dia, fazendo a
narrativa se desenrolar lenta e delicadamente.
Nesta atividade, o que se propõe é exatamente isso: que o
professor escolha uma história que ele gostaria de ter escrito
e a ofereça a seus alunos. Espera-se que a escolha seja a mais
honesta possível, independentemente do grau de dificuldade
que isso vai significar.
Ao oferecer a história, o professor pode escolher apresentar
uma versão simplificada, contando um bom resumo da história
original. Mesmo assim, é interessante que ele leve para seus
alunos e alunas a história mesmo, nem que seja só para mostrar-
lhes; pode ser o livro ou alguma informação adicional sobre a
história ou seu autor. Pode ser também que o professor escolha

68 / 69
contar a história inteirinha, lendo um pouquinho a cada dia, Desta forma, como todas as crianças já vêm estudando isso
acrescentando à história suas recordações sobre ela, a primeira há algum tempo e estão muito boas em contação de histórias,
vez que a ouviu ou leu, as sensações que isso lhe trouxe. o professor deve pedir que se reúnam em pequenos grupos ou,
Como esta é a história escolhida pelo professor, caberá a se preferirem, também podem fazer isso sozinhas e preparem a
ele escolher que objeto visível ou invisível vai para a caixinha, história que escolheram para contar a outras pessoas da escola.
neste caso. Em seguida, o professor deverá distribuir entre seus Devem pensar nas pessoas para quem contar sua história, pode
alunos cópias das histórias que compõem este projeto, as já ser outra classe, pode ser um grupo de colegas reunidos no
contadas e as ainda inéditas. Deve pedir a cada um deles que recreio, pode ser para os professores e outros funcionários,
escolha sua preferida, aquela que eles gostariam de ter escrito. pode ser para pais e mães, convidados especialmente para isso.
Pode acontecer de algum aluno não querer nenhuma destas Pensando na história e no público escolhidos, as crianças
histórias, o que não é um problema desde que ele traga uma devem preparar a contação, coletando materiais que queiram
outra história qualquer para compor a atividade. usar para isso, ensaiando com a ajuda de colegas e do professor,
Uma vez escolhidas as histórias, o professor deve explicar a lendo e relendo a história escolhida muitas vezes.
seus alunos e alunas que contar uma história é também uma Se o professor preferir, ele poderá mostrar às crianças o
forma de ser o autor da história. Isso acontece porque a história DVD que acompanha o material dos Contadores de Histórias
escrita não tem todas aquelas coisas sobre as quais eles vêm Encantadas. Nele, a contadora de histórias Kiara Terra dá muitas
estudando, como a entonação, as expressões corporais e faciais. dicas de como tornar uma história ainda mais encantadora.
Uma história escrita também não pode olhar nos olhos das
pessoas da audiência e, assim, levar a história até bem lá dentro PARA FAZER NA ESCOLA OU NA CIDADE
E NÃO SE ESQUEÇA!
de cada uma delas, como deve ser. Faz parte da proposta dos Contadores Organize com seus alunos e com a
de Histórias Encantadas a realização coordenação da escola as sessões
de um concurso cultural. No concurso
de contações de histórias. Elas
há duas categorias, lembra-se? Uma
que inclui a produção de histórias podem acontecer em outras salas
escritas e outra que inclui as histórias de aula, nas salas de educação
contadas que serão enviadas por meio
infantil ou até em casas para idosos.
de registros audiovisuais.
Aproveite a atividade 13 e grave essas Se a cidade for pequena, as sessões
sessões de contações de histórias de podem ser feitas de porta em porta.
seus alunos. Você terá, certamente, um
material muito rico para participar do Já pensou que bacana?
concurso cultural dos Contadores de
Histórias Encantadas.
Além disso, todas essas gravações
poderão ser colocadas na “Biblioteca
E#%7+!<'/('J#473%#!4'S.*!.7!/!4K'.)'
www.historiasencantadas.com.br

70 / 71
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
UMA HISTÓRIA PREDILETA
1. Escolha uma história que você gosta tanto que até desejaria
("*%"'B*#(,%"%,;"*"<$%$%'"6'%$/6:,'C%V,BY%?,+"%"'B,/&"*%
contá-la ou lê-la para eles. Só não esqueça de apresentar o
livro, caso essa história tenha sido publicada.
2. Coloque na caixinha de lembranças das histórias o objeto
que você escolheu para representar sua história.
3. Distribua cópias das histórias que compõem o material dos
“Contadores de Histórias Encantadas” e peça para cada
um escolher aquela que mais gosta. Eles também podem
decidir por outras histórias e, neste caso, devem trazê-la no
próximo encontro.
4.%NL?/#G6"%G6"%B,:($*%6D$%&#'()*#$%M%($DEMD%6D$%;,*D$%
de ser o autor da história e convide-os para se preparar
com muito carinho para contar a história escolhida a outras
pessoas da escola ou da comunidade.
5. 2#5$%G6"%"/"'%?,+"D%6'$*%,EF"(,'8%*,6?$'%+#;"*":("'8%
outros elementos de cena.
6. Apresente a eles as “Dicas de Kiara para os novos
contadores” que estão no DVD que você recebeu.
7. Conte a eles sobre o Concurso Cultural e a “Biblioteca
Virtual de Histórias Encantadas” e planeje as gravações em
vídeo para poder enviá-las ao Central de Relacionamento
Contadores de Histórias Encantadas.
ATIVIDADE 14
as melhores histórias entre todas as
O CONTADOR participantes.

DE HISTÓRIAS 1 Se a história for escrita, pode ser também


ilustrada e, depois de revisada, publicada no site
do projeto ou no liveo impresso que conterá as 30
Nesta atividade, o professor deverá solicitar que
melhores histórias. Se a história for contada, o professor
seus alunos e alunas criem, efetivamente, suas
pode filmar seus alunos contando, depois de eles já terem
próprias histórias originais. Deve, antes, dizer
feito isso para seus colegas e outras pessoas, para treinar
às crianças que vai lhes contar um segredo e
bastante.
informar-lhes, com voz de coisa
É preciso lembrar, entretanto, e ensinar às crianças, que
muito secreta, que nenhuma
histórias escritas são diferentes de histórias contadas. Tudo aquilo
história é mesmo inteirinha nova,
que fazemos com a voz, o rosto e o corpo quando contamos uma
originalzinha. O segredo está
história só pode aparecer no texto escrito na forma de palavras,
em arrumar partes de histórias,
parágrafos e sinais de pontuação. Pode haver também ilustrações,
personagens, eventos e vilões de um
que enriquecem a história, mas nada disso é semelhante àquilo
jeito novo, não em criar tudo de novo. Sempre que
que se faz com o próprio corpo e voz ao contar uma história.
alguém precisa fazer uma nova história, é como se a
A história contada, por sua vez, pode ter uma série de
pessoa pegasse todas as histórias que já conheceu
repetições e fórmulas lingüísticas que seriam muito chatas
um dia, pusesse dentro de um caldeirão de bruxa,
se fossem escritas, assim como partes cantadas e uma
e misturasse tudinho. É claro que a gente mistura
caracterização toda especial de personagens, modulada com a
sempre do nosso jeito e, às vezes, coloca um
voz de quem conta.
outro ingrediente e, assim, temos uma
Estas diferenças devem ficar claras não para mostrar que as
história novinha em folha.
histórias escritas são melhores que as contadas, ou vice-versa,
Outra forma de introduzir esta
mas para que cada criança possa fazer o melhor aproveitamento
atividade é fazendo o aquecimento do
possível de funções e características que são próprias de uma
“Mar de Histórias”, como se mostra no vídeo
modalidade ou outra. O objetivo aqui, afinal, é que cada criança
que acompanha este material.
faça a melhor história que puder!
As histórias criadas pelas crianças poderão
Além de ir para o acervo da biblioteca virtual e participar do
ser escritas ou contadas, mas é importante
concurso, estas histórias podem compor o acervo de uma pequena
que passem por revisões, seja do professor,
biblioteca circulante na própria escola, que uma vez montada pode
seja de seus colegas, pois
ficar um período determinado em cada sala de aula.
todas elas serão inscritas
Ao final desta atividade, o professor deverá pedir a cada um de
como parte do acervo
seus alunos que traga de casa uma embalagem em formato de
da biblioteca virtual, um
caixinha para usarem na próxima atividade.
grande produto coletivo de todos os que
Além da caixinha, as crianças deverão trazer também para
participaram do projeto, e participarão
a próxima aula o objeto visível ou invisível que corresponde à
do concurso que selecionará
história que elas mesmas criaram.

74 / 75
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
O CONTADOR DE HISTÓRIAS 1
1. Diga a seus alunos que nessa atividade eles vão criar uma
história original. Ela poderá ser escrita ou contada.
2. Conte a eles que nenhuma história é mesmo nova,
originalzinha e revele “o segredo”.
3.%Z"%@,BY%G6#'"*8%;$<$%B,D,%$G6"B#D":(,%$%$(#@#+$+"%-0$*%+"%
histórias” que está disponível no DVD.
4. Diga que, se eles concordarem, as histórias produzidas
serão enviadas para o Concurso Cultural dos Contadores de
Histórias Encantadas para serem publicadas na “Biblioteca
Virtual de Histórias Encantadas”.
5. NL?/#G6"%:,@$D":("%$'%+#;"*":<$'%#D?,*($:("'%":(*"%$'%
histórias escritas e as histórias contadas.
6. Todas as histórias devem ser revisadas tanto por você
quanto por eles.
7. Peça para os alunos trazerem para a próxima aula uma
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":;"#(HJ/$C%>"<$%($DEMD%G6"%"'B,/&$D%6D%,EF"(,%@#'O@"/%,6%
#:@#'O@"/%G6"%B,**"'?,:+$%T%&#'()*#$%G6"%B$+$%6D%B*#,6C
Além das caixinhas, o professor deve disponibilizar para seus alunos
e alunas vários materiais, como tintas, retalhos de tecidos, material para
colagem etc.
Então, o professor deve dizer a seus alunos e alunas que esta é a última
atividade do projeto “Contadores de Histórias Encantadas” e que todos eles
fizeram um excelente trabalho, se saíram muito bem e já podem, agora, ser
chamados de contadores de histórias mesmo.
Por isso, como se fosse uma formatura, cada um deles fará, hoje, sua
própria caixinha de lembranças das histórias que conhece e que contará
durante sua vida, decorando a caixinha que trouxeram de casa da forma
como preferirem, desde que cada caixinha seja exatamente como são os
contadores: única!
Depois que todas as caixinhas estiverem prontas, o professor deverá dizer
a seus alunos e alunas que ali começa uma tradição: da mesma forma que
eles se formaram contadores mergulhando nas histórias que ouviram, criaram
e contaram, agora eles podem ajudar outras pessoas a descobrirem esse
universo delicioso de conhecimentos, fantasia e aventura, contando histórias
e colecionando lembranças que vão guardar em suas caixinhas pessoais.
Cada caixinha deve ser inaugurada com o objeto visível ou invisível que foi
ATIVIDADE 15 escolhido para representar as histórias que as crianças criaram na atividade
anterior. Depois que todas tiverem dito qual é seu objeto e colocado cada
O CONTADOR um deles em suas respectivas caixinhas, o professor deve pegar a caixinha
das histórias de todos, aquela que vem colecionando os objetos de todas as
DE HISTÓRIAS 2 histórias deste projeto e colocá-la no meio da roda, convidando cada criança
a escolher um objeto visível ou invisível que foi guardado ali e que, agora,
O professor deve pedir a seus alunos e alunas
deverá compor o acervo de sua própria caixinha.
que peguem as caixinhas que trouxeram de casa.
Cada criança começará sua carreira de contador de histórias, então, com
Recomenda-se que o professor também traga
pelo menos dois objetos em suas caixinhas: um advindo da história que ela
algumas consigo, para aquelas crianças que, por
própria criou e outro advindo das histórias que compartilhou com seu grupo
qualquer motivo, não puderam cumprir a tarefa.
durante o projeto.
O professor deve então finalizar esta atividade dizendo que espera
que algum dia estes contadores, que estão inaugurando suas caixinhas
hoje, possam também tirar algo delas para dar a mais alguém que esteja
começando então.... Assim são as tradições: a gente fica com elas por um
tempo e, depois, dá de presente a mais alguém que seguirá, e que dará a
alguém mais... Assim, cada tradição pode viver mais do que nós mesmos,
pode até viver para sempre!

78 / 79
ATIVIDADE EM 7 PARTES:
O CONTADOR DE HISTÓRIAS 2
1. Peça aos alunos que apresentem suas caixinhas. Não se esqueça,
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2. Diga que essa é a última atividade do projeto e que eles se saíram tão
bem que já podem ser chamados de “Contadores de Histórias”.
3.%I,D,%'"%;,''"%6D$%;,*D$(6*$8%B$+$%6D%+"/"'%;$*H%'6$%?*)?*#$%B$#L#:&$%
de lembranças das histórias. Única, como todo contador é!
4. Depois de prontas as caixinhas, diga a eles que ali começa uma
(*$+#<1,[%+$%D"'D$%;,*D$%G6"%"/"'%'"%;,*D$*$D%B,:($+,*"'8%$5,*$%
poderão ajudar outras pessoas a descobrirem esse universo delicioso e
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e colecionando lembranças que vão guardar em suas caixinhas
pessoais.
5. Cada caixinha deve ser inaugurada com o objeto visível ou invisível
G6"%;,#%"'B,/&#+,%?$*$%*"?*"'":($*%$'%&#'()*#$'%G6"%$'%B*#$:<$'%B*#$*$D%
na atividade anterior.
6. Depois, pegue a caixinha das histórias de todos (aquela que vem
colecionando os objetos de todas as histórias deste projeto) e
coloque-a no meio da roda, convidando cada criança a escolher um
,EF"(,%@#'O@"/%,6%#:@#'O@"/%G6"%;,#%56$*+$+,%$/#%"%G6"8%$5,*$8%+"@"*H%
compor o acervo de sua própria caixinha.
7. Finalize a atividade dizendo que espera que algum dia estes
contadores, que estão inaugurando suas caixinhas hoje, possam
também tirar algo delas para dar a mais alguém que esteja começando.
W''#D%'1,%$'%(*$+#<K"'[%$%5":("%9B$%B,D%"/$'%?,*%6D%("D?,%"8%+"?,#'8%
dá de presente a mais alguém que seguirá, e que dará a alguém mais...
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