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CURSO:

DISCIPLINA: Montagem de Sistemas Elétricos


ALUNO (A): TURMA:
PROFESSOR (A): TURNO:
DATA:

RECONHECER AS CARACTERÍSTICAS E OS PADRÕES DOS DIFERENTES


TIPOS DE ATERRAMENTOS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Qual melhor tipo de aterramento Amarildo deverá escolher para atender às
características da bomba? 

ATERRAMENTO 

Em nosso dia a dia, muitas vezes passamos despercebidos pelos componentes de um


sistema de aterramento, mas, se observamos, podemos facilmente vê-los em edificações
ou mesmo na rede de distribuição elétrica, como em postes ou medidores de energia.

Nos plugues de equipamentos domésticos mais atuais, é possível notar um pino no


meio, ele será conectado ao condutor de aterramento.
Este tipo de proteção serve para evitar danos aos equipamentos e choque elétrico nos
usuários, devido a alguma corrente elétrica que possa surgir indevidamente na carcaça
de equipamentos. Não havendo aterramento, essa corrente vai circular pelo caminho
mais curto até o solo, o que pode ser uma pessoa, caso ela apresente baixa resistividade.

Essa é uma preocupação não só com situações domésticas, mas em âmbito industrial
também é muito crítica, pois os valores das grandezas elétricas envolvidas costumam
ser bem maiores. Portanto, nesta unidade de estudo, abordaremos sobre a necessidade
do aterramento no ambiente industrial e os tipos de esquemas de aterramento.

ATERRAMENTO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

O manuseio ou funcionamento de máquinas e equipamentos industriais pode, por algum


motivo, gerar o acúmulo de eletricidade estática em suas carcaças. Nesse caso, um
sistema de aterramento pode descarregar as cargas estáticas acumuladas para a terra.

Outra situação é se por acaso as partes dos equipamentos que devem ser isoladas, como
carcaças, alavancas, botões, entre outras, estiverem eletrificadas por alguma falha de
isolamento, pode gerar corrente de fuga, e um sistema de aterramento também atua
nesse caso, fazendo com que essa corrente circule diretamente para a terra, devido à
menor resistividade.

Existe também o sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) que é um


tipo de aterramento para proteção das edificações que funciona fazendo a captura das
descargas elétricas através do para-raios e descarregando no solo por via dos cabos e
malha de aterramento.

A seguir, veremos os tipos de aterramento segundo classificação da NBR-5410 –


Instalações elétricas de baixa tensão I – Proteção e segurança.

TIPOS DE ATERRAMENTOS E SUAS APLICAÇÕES 


Conforme classificação da NBR-5410, os sistemas de aterramento são classificados em
três famílias: TN, TT e IT, que podem ter derivações. Nas instalações industriais, os
tipos mais comuns de aterramento são o TN-S, TN-C e o TT, sendo que os dois
primeiros são derivações da família TN. 

Para entendermos sobre esses tipos mais usados, vamos fazer a análise dos circuitos
utilizando a representação do secundário do transformador da rede elétrica trifásica,
com o ponto neutro aterrado. 

Onde uma carga é ligada nas fases.

TIPO TN-S
No tipo de esquema TN-S, neutro e terra se originam na entrada de forma separada e
seguem assim ao longo de todo o circuito. O neutro alimenta os pontos de neutro nas
cargas e o terra, identificado por PE (do inglês Protection Earth – Terra de Proteção) é
ligado nas carcaças dos equipamentos.

TIPO TT

Neste esquema, o neutro sai da origem até as cargas, alimentando os pontos de neutro.
Porém, se só existe no local equipamento trifásico, o neutro não circula. 

O condutor terra é individual, sendo feito um sistema de aterramento próprio para cada
equipamento, isoladamente do aterramento do neutro. 
Esse sistema é bastante indicado quando a carga estiver instalada distante da fonte.

Dos tipos mais utilizados, esse é o esquema mais eficiente.

TIPO TN-C

Nesse esquema, o condutor de proteção terra e neutro se originam juntos no quadro


elétrico de alimentação e seguem em um só condutor, servindo de terra e neutro.

Dos três, esse é o menos eficiente. Apesar de normalizado, é recomendado apenas em


caso de impossibilidade dos outros tipos.

Como vimos, sempre que possível, o esquema TT deve ser adotado, mas isso depende
também de outros fatores, como viabilidade estrutural, operacional, ou até mesmo o
custo. Nesse caso, acaba-se optando pelo TN-S, que acaba sendo o mais comum deles. 

Além disso, os equipamentos podem ter em seus manuais a informação do tipo de


aterramento especificado pelo fabricante, que deve ser observada.    

Vamos retomar o problematizando? Qual tipo de aterramento Amarildo deverá escolher


para atender às características da bomba?
Referência do material utilizado: Estudo Adaptativo de Mecânica (Plataforma Acrobatiq).

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