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SMITH AND KANT:


PRESSUPOSTOS MORAIS NA CONCEPÇÃO DO COMÉRCIO.

RESUMO

O comércio sempre esteve presente nas relações entre os povos; e a economia de uma
nação, entre outros fatores, é pautada por sua moralidade. Tendo em vista que os pressupostos
morais, foram amplos objetos de estudo de Adam Smith e Immanuel Kant, o presente projeto
de pesquisa consiste na investigação e na análise destes pressupostos morais na concepção do
comércio, segundo estes dois pensadores Europeus do século XVIII.
Há indícios de que os escritos de Smith, acerca da moral, influenciaram Kant. Mas a
filosofia moral, tanto Smithiana como Kantiana, determinou suas visões sobre o comércio?
Portanto, esse trabalho aborda as aproximações de ambos filósofos e suas respectivas
concepções de comércio, derivadas de suas ideias acerca da moralidade.

INTRODUÇÃO

Uma carta de Marcus Herz a Kant datada de 09 de julho de 1771, refere-se


provavelmente à obra A Teoria dos Sentimentos Morais, que teve uma tradução para o alemão
publicada em 1770: “Eu tenho vários comentários a fazer sobre o inglês Smith que, segundo
me disse o Sr. Friedländer, é o seu favorito” (Br 10:126).
Na Teoria dos Sentimentos Morais, Adam Smith aponta uma filosofia moral que usa
um idioma psicológico para descrever a moralidade como uma prática social. Esta descrição de
moralidade vai inteiramente contra a moral metafísica de Immanuel Kant revelada em sua
Fundamentação e na Segunda Crítica, a qual descreve a moralidade como um fator da razão.
Ambos representavam duas linhas divergentes do pensamento ocidental, para ilustrar o escopo
de seus antagonismos filosóficos. Contudo, um estudo original de Kant, apresenta as descrições
de Smith sobre moralidade e política, sugerindo terem influenciado a filosofia moral e política
de Kant.
Diversos intérpretes escreveram a respeito das relações entre esses autores, sobre o
mercado econômico, mas principalmente envolvendo o âmbito da moral. Usando considerações
de filósofos que sucederam Smith e Kant; este trabalho também oferece uma análise
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contemporânea do tema abordado, análogos aos contextos da Prússia (atual Alemanha) de Kant
e Escócia-Inglaterra de Smith, do Século XVIII.
Samuel Fleischacker, em um de seus ensaios, preocupa-se não apenas em meramente
trazer à tona uma conexão histórica entre duas figuras do século XVIII: mas tenta mostrar que
Adam Smith foi uma influência importante em Kant, colocando-se na posição de reinterpretar
o propósito da filosofia moral de Kant. Onde a conexão histórica é interessante por si só e
curiosamente ignorada pela maioria dos estudiosos. Toma essa proposta acadêmica como uma
desculpa, em uma das seções, para examinar as evidências concretas da influência de Smith em
Kant. Em outra seção, parte do princípio de que a interpretação errônea de Smith ajudou a
desviar a atenção de sua importância para Kant, apresenta seu entendimento do ponto central e
da principal contribuição da Teoria dos Sentimentos Morais (TMS). Procura mostrar ainda, o
que podemos ganhar lendo a Base de Kant à luz da TMS. E, finalmente, discute onde Kant
difere de Smith e por quê.
Dietrich Hegewisch, em um outro exemplo, desenvolveu uma forma distinta de
cosmopolitismo de livre mercado. Defende, de acordo com Smith, que o protecionismo
mercantilista falha porque supõe falsamente que o próprio estado terá lucro se outros estados
não puderem exportar suas mercadorias. Em vez disso, argumenta, é mais vantajoso para todos
os envolvidos se as nações importarem bens, do que custar mais caro para produzir
internamente. Segundo esse filósofo alemão, é um erro conceber importações como uma mera
"perda de dinheiro". Quando os habitantes compram bens por dinheiro, eles não só recebem
algo em troca, mas eles também adicionam algo mais importante, ou seja, um aumento no seu
bem-estar. Portanto, se eles trocam livremente seu dinheiro por bens de sua preferência, a
compra resulta não em uma perda, mas um ganho para o estado. Por outro lado, se o governo
torna os bens importados mais caros através da imposição de tarifas, isso torna a população
menos feliz do que poderia ser. A população tem que pagar mais (seja pelos bens produzidos
mais caros internamente ou para os tributados e, portanto, produtos importados ainda mais
caros), e isso significa que eles terão menos dinheiro para gastar em outras coisas. Essas “outras
coisas” podem incluir a educação de seus filhos, ou outros bens que gerariam empregos
domesticamente.
O compromisso de Kant, em sua teoria do direito, com uma noção republicana de
cidadania, combinados com sua teoria da propriedade e seus pontos de vista sobre tributação e
alívio da pobreza, implica que o comércio deve ser, em primeiro lugar, justo, e que pode ser
“Livre” apenas dentro dos limites da justiça. Apesar de sua falta de proeminência, nos textos
de Kant essa visão do comércio internacional desempenha um papel importante dentro de sua
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teoria cosmopolita de meados dos anos de 1790. É evidente a sua alegação de que o comércio
internacional, com razão concebido, traz o equivalente funcional de uma liga de estados e
promove a realização do direito cosmopolita, superando a injustiça do colonialismo e da
escravidão.
“Como” Kant concebeu o comércio, e especialmente “se” ele defendeu o livre comércio,
dificilmente é discutido na literatura. Isso é especialmente notável, dado o quão bem conhecido
a sua afirmação é que o "espírito de comércio" promove paz. Se alguém coloca suas
observações sobre o espírito de comércio, juntamente com seus pontos de vista de meados da
década de 1790 sobre a justiça econômica e o objetivo do estado, torna-se claro que Kant não
é nem um mercantilista nem um defensor incondicional do livre comércio, nem uma estranha
mistura destes, mas ele defende uma posição alternativa própria. Ele discute o papel e limites
do mercado em termos de "direito", e ele é capaz de lidar com os problemas relacionados com
a posição da Hegewisch, como a apresentada acima.
Kant nem sempre descreveu os efeitos do comércio em termos positivos. Em a Crítica
do Juízo (1790)1, por exemplo, sua atitude foi bastante negativa. No momento em que Kant
introduz a nova noção de "direito cosmopolita", no entanto, em Toward Perpetual Peace
(1795), sua avaliação mudou radicalmente. À luz da importância que Kant aqui atribui à mútua
compreensão, à comunidade e à paz, é claro que ele é agora inequivocamente positivo sobre os
efeitos do comércio. Ele escreve que foi o comércio que “Primeiro trouxe [povos] para relações
pacíficas uns com os outros, mesmo com aqueles a uma grande distância, e assim em relações
baseadas em mútuo entendimento, comunidade e paz” (ZeF 8: 364).
Em direção à Paz Perpétua, o “espírito de comércio” é a resposta para a questão do que
pode “garantir” que os princípios do direito cosmopolita serão respeitados. Ele agora chama a
paz resultante do comércio, de "nobre" em vez de expressar-se com depreciação, e escreve que
o espírito do comércio leva a uma situação que funcionalmente se assemelha uma liga de
estados. Ele escreve: “É o espírito do comércio, que não pode coexistir com a guerra (KANT,
1795, p.30-31)”. Kant argumenta aqui que o comércio une estados diferentes (e suas
populações) através do interesse recíproco e do benefício mútuo, e nos casos em que as tensões

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Até a guerra, quando conduzida com ordem e respeito pelos direitos civis, tem algo sublime sobre ela, e também
forma a maneira de pensar de um povo, conduzindo à guerra desta maneira, ainda mais sublime, quanto mais
perigos foram expostos e puderam se levantar com coragem. Em contraste, uma paz longa tende a tornar o mero
espírito do comércio dominante e, com ele, o interesse próprio, a covardia, e fraqueza, e assim [uma longa paz]
tende a rebaixar a maneira de pensar de um povo. (KdU 5: 263)
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emergem entre os estados, o espírito do comércio os leva a perseguir negociação e mediação,


“como se fossem membros de uma organização permanente”.
A alegação de Kant de que o comércio tem efeitos positivos para a paz mundial não nos
diz que sua atitude é para a chamada liberdade de comércio. Na literatura, a alegação de Kant
é frequentemente lida como uma simples defesa do livre comércio, mas a reivindicação em si
é compatível com uma série de posições sobre o assunto. De fato, Kant não defende o livre
comércio como um ideal por si só. Além do mais, há passagens em que ele defende claramente
medidas protecionistas e impostos sobre o comércio.
Antes que tal república mundial seja formada, no entanto, o argumento de Kant para o
alívio da pobreza não tem paralelo no nível internacional. O argumento kantiano está ligado à
estrutura específica das relações entre os cidadãos e a república, e na ausência de uma estrutura
desse tipo, o argumento não sai do chão. Além disso, porque uma frouxa e voluntária “Liga dos
Estados” não tem leis comuns aplicáveis, não poderia institucionalizar de maneira suficiente os
esquemas de alívio da pobreza e de tributação de qualquer maneira.
Isso não significa que Kant não tem mais nada a dizer sobre a economia global justiça
perante a república mundial. A primeira coisa a mencionar é a sua concepção de direito
cosmopolita. Embora essa categoria de direito cosmopolita cobre muito mais do que apenas o
comércio, ela cobre explicitamente comércio. Esse fato já demonstra que Kant viu a
necessidade de um quadro, em termos de direito, para o comércio internacional.
O papel positivo que Kant atribui ao mercado internacional comércio não implica um
endosso incondicional de “livre” comércio, embora uma liberalização considerável do comércio
seja compatível com os pontos de vista de Kant, desde que as condições da justiça internacional
estejam bem implementadas. Essas condições de fundo são articuladas em termos de sua teoria
de direito. O comércio internacional, por sua vez, é tido como o que leva uma liga de estados a
promover a realização de um direito cosmopolita.
Antes dessa visão de Kant mais favorável ao comércio, este trabalho aborda a forma
com que o prussiano e Adam Smith entendem a moralidade. Isso fornece um sério problema a
qualquer um que queira defender que Kant tinha Smith em mente ao desenvolver sua filosofia
moral. Somente após explicar a incompatibilidade entre eles, podemos explicar como Kant
incorporou as ideias de Smith.
Diante de uma investigação preliminar, é possível afirmar que em ambos, os
pressupostos morais são subjacentes ao mercado e é nessa vertente em que se desdobra todo o
desenvolvimento do presente projeto.
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OBJETIVOS

1) Geral:
a) Determinar o papel da moral na concepção do comércio, segundo Kant e Smith.

2) Específicos:
a) Identificar as principais características da moralidade Kantiana e Smithiana.
b) Discriminar similaridades e divergências do pensamento de Kant e Smith, bem como
reflexos nas aplicações práticas da política econômica.
c) Analisar se o imperativo categórico de Kant e a Simpatia de Smith são conceitos
legítimos e relevantes para as relações comerciais entre os povos, afim de clarificar e
ampliar a implementação de políticas regulatórias entre as nações.
d) Verificar os possíveis paralelos entre o pensamento de Kant e Smith que refletem a
realidade da época e sua aceitação na Europa.
e) Examinar as diferenças apontadas por intérpretes dos pensamentos de Kant e Smith.
f) Analisar se há nuanças na qualificação e no emprego de orientações morais, bem como
divergências, sobre as transações comerciais.

JUSTIFICATIVA

Sabe-se que para o esclarecimento teórico-filosófico, consideramos, nos conceitos


apresentados, a influência de autores que antecederam as proposições de nosso objeto de estudo.
Pensar nas atuais relações político-econômicas hoje, nos remete também à reflexão sobre os
valores morais difundidos nestes últimos séculos e seus respectivos conceitos, fornecidos por
seus protagonistas acadêmicos.
Embora as relações entre esses relevantes filósofos, Smith e Kant, tenham sido muito
estudadas em outros países, dada também sua grande importância na linha de pesquisa de ética
e filosofia política, esse tema ainda não é muito explorado no Brasil.
Fora do país, a relação entre estes autores foi amplamente abordada. Como, por
exemplo, Amartya Sen, que representa um importante papel na filosofia contemporânea, ter
escrito sobre a relação de ambos, mostra que o tema é digno de atenção.
Existem divergências entre intérpretes destes pensadores, tanto acerca da moralidade,
como em seu impacto nas relações comerciais. Esse também é um cenário que gera discussões
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muito interessantes sobre as filosofias Smithianas e Kantianas, nas diferentes interpretações de


seus registros, envolvendo a moral e o comércio.

PLANO DE TRABALHO E CRONOGRAMA

2019 2020 2021


ATIVIDADES / ETAPAS
1º e 2º sem 1º sem 2º sem 1º sem 2º sem
a) Levantamento e revisão
X X
de fontes bibliográfica
b) Elaboração do pré-
X
projeto de pesquisa
c) Processo Seletivo e
apresentação do pré- X
projeto
d) Cursar as disciplinas do
programa X X X
e) Coleta de dados para
estudo / Leituras
X X X
(Bibliografia principal e
secundária)
f) Redação dos capítulos
de fundamentação X X
g) Redação dos capítulos
de descrição e análise X X
h) Revisão e redação final X
i) Participação em eventos
relacionados ao projeto
X X X
de pesquisa

j) Elaboração de artigos
científicos e capítulos
X
de livros

k) Apresentação do
trabalho (Pré-Banca) X

l) Apresentação do
trabalho (Banca) X
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Ref. “d”, há 16 créditos já cursados como aluno(a) especial.

Ref. “i” e “j”, Espera-se apresentar três (3) comunicações em evento de filosofia na Inglaterra
e/ou Brasil e publicar dois (2) artigos em revista de filosofia com estrato B1 ou superior.

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