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Centro Federal de Educação Tecnológica/RJ

Celso Suckow da Fonseca


Curso de Graduação em Engenharia Mecânica

Metalografia e Tratamentos Térmicos II

Ligas de Magnésio
e
Ligas de Estanho

Prof. Alexandre Sant’Anna

1
Magnésio e suas ligas

2
Principais características físicas e químicas

• Sistema cristalino: Hexagonal Compacta (HC).


• Aparência prateada.
• Densidade: 1,74 g/cm3
• Temperatura de fusão: 649oC.
• Temperatura de ebulição: 1.103C.
• Número atômico: 12.
• Elevada reatividade, principalmente em presença de gás 𝑂2 .
• Tendência à formação de compostos intermetálicos com outros metais.

3
Propriedades das Ligas de Magnésio

Quadro comparativo entre elementos químicos


Metal Densidade Fusão Ebulição LRT Al Dureza
(g/cm³) (C) (C) (MPa) (%) (HB)
Mg 1.74 649 1103 98 5 30
Al 2.74 660 2486 88 45 23
Fe 7.85 1535 2754 265 45 67

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Principais desvantagens do uso do magnésio

• Uma grande desvantagem do Mg é a facilidade à corrosão, que impede sua


utilização sem adição de elementos de liga.
• A sua estrutura cristalina HC dificulta a realização do trabalho a frio.

5
Produção do Magnésio

 É o 6º elemento químico mais abundante, constitui cerca de 2,76% da crosta


terrestre.
 A produção mundial de Mg é relativamente pequena, cerca de 300.000 ton/ano.
 No Brasil, as principais reservas estão nos Estados do Pará e Mato Grosso do
Sul.

6
Aplicações do magnésio

 Cerca de 50% da produção nacional é usada em ligas de Alumínio, para melhoria


de suas propriedades mecânicas, podendo variar entre 1,5 a 4,5%p Mg.
 Aplicações importantes do magnésio:
• Fundição em molde ou areia de componentes metálicos;
• Dessulfuração do aço;
• Inoculação de ferro fundido;
• Como reagente químico;
• Proteção anódica contra a corrosão, tais como estruturas de aço de cascos de
navio, cilindros para armazenagem de gás e petróleo ou esquentadores domésticos.

7
Minérios de Magnésio

 A alta reatividade, entretanto, significa que não é encontrado no seu estado


metálico na natureza.
 A água do mar contém 0,13% de magnésio extraído para produção de magnésio
metálico.
 Outras fontes comerciais são a dolomita ((CaMg)CO3), magnesita (MgCO3),
carnalite (KCl.MgCl2.6H2O) e silicato de magnésio (talco).

8
Esquema de obtenção do magnésio puro e suas ligas

Mineração, transporte e
Água do manipulação da DOLOMITA
mar
dolomita
𝐶𝑂2 , perdas e
Calcinação
subprodutos
MgO/CaO
Coque e Precipitação, purificação, perdas e
Salmoura de calcinação e pelotização subprodutos
𝑀𝑔𝐶𝑙2 Pelotas de
MgO
Clorinação 𝐶𝑂2 e perdas
𝐶𝑙2 gás MgCl2 líquido
Eletrólise subprodutos

Retorno para
Elementos de Fundição Reciclagem fundição
liga Lingotes de
Mg
Perdas e Magnésio
subprodutos puro e ligas 9
Termos e Conceitos

• Calcinação: tratamento térmico aplicado à carbonatos visando promover sua


decomposição térmica. A calcinação ocorre abaixo da temperatura de fusão do material.
• Precipitação: é uma reação química onde ocorre a formação de uma partícula sólida.
Ocorre quando a substância "insolúvel", o precipitado, é formada na solução devido à
reação química ou quando a solução foi supersaturada por um composto. Visa produzir um
sólido que será coletado da solução por filtração, purificação, decantação ou
centrifugação.
• Lixiviação: é o processo de extração de uma substância presente em componentes
sólidos através da sua dissolução num líquido.
• Eletrólise: processo, no qual se induz artificial e forçadamente uma corrente no
sistema, seja ela elétrica ou química, a fim de se obter uma reação química. O objetivo é
a separação de elementos através de corrente elétrica ou química forçada. O processo
de eletrólise é uma reação de oxirredução não espontânea.
• Pelotização: é o processo pelo qual partículas sólidas são moídas e aglomeradas por
processo mecânico (moinhos), que formam pelotas visando facilitar processos
posteriores. 10
Ligas de magnésio

 O consumo das ligas de Mg cresce cada vez mais devido às suas excelentes
propriedades, tais como:

• alta resistência;
• baixa ductilidade;
• baixo ponto de fusão;
• boa trabalhabilidade;
• Soldável;
• boa resistência à corrosão (ligado a elementos);
• boa resistência à fadiga;
• alta resistência ao impacto.

11
Tratamentos Térmicos

 As ligas de Mg são tratadas termicamente para melhoria das propriedades das


peças em estado bruto de fusão.
 Os tratamentos térmicos alteram ductilidade, resistência à tração, dureza, etc.
 O principal objetivo dos tratamentos térmicos é reduzir a dilatação das peças
quando submetidas a elevadas temperaturas de serviço.
 A temperatura de tramento depende principalmente da composição química do
material, enquanto que o tempo de estágio depende da geometria da peça e da
microestrutura desejada.
 A definição destes parâmetros de tratamento térmico é feita considerando
dados experimentais, e a relação custo/benefício.

12
Tratamentos Térmicos

 Tratamento Térmico de Solubilização - T4:


• Aumenta o LRT, a ductilidade e a resistência ao impacto
• Reduz ligeiramente a LE e a dureza.
• Intervalo de temperaturas: 340 a 565ºC.
 Tratamento Térmico de Envelhecimento - T5:
• Aumenta a LE e a dureza.
• Intervalo de temperaturas: 120 a 230ºC.
 Solubilização seguido de um Envelhecimento -T6
• Este tratamento térmico e oT4 seguido do T5, onde ocorre um aumento
considerável da LE e a dureza, no entanto diminui a resistência ao impacto e a
ductilidade. 13
Tratamentos Térmicos

 Solubilização seguido de Estabilização -T7


• Principal objetivo é obter o máximo alívio de tensões e mínima dilatação que as
peças apresentam, quando sujeitas a elevadas temperaturas.

14
Microestrutura

Microestrutura de tubo extrudado em liga de magnésio AZ91 na direção


perpendicular à direção de extrusão
15
Microestrutura

Microestrutura de tubo extrudado em liga de magnésio AZ91 na direção


perpendicular à direção de extrusão 16
Microestrutura

 Micrografias da Liga AE44 no estado FUNDIDO, em condições de lingote.


 Microestrutura caracterizada por solução sólida (SS), possui uma estrutura
acicular e precipitações irregulares.

Microestrutura como fundido de liga AE44 SEM microestrutura de lingote AE44


17
Microestrutura

 Liga de magnésio AE44, após a fundição na câmara quente, é caracterizada por


uma SS, estrutura com pequenas partículas de fases nos contornos de grãos. A
SS é caracterizada por grãos muito pequenos devido à taxa de resfriamento
rápido.

SEM microestrutura do AE44 depois da câmara à quente de fundição


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Classificação das Ligas de Magnésio Trabalhadas
Designação Composição química, LRT
%peso LE Al
e número Estado (MPa)
(MPa) (%)
da liga Al Mn Zn Zr outros
Ligas de Mg para trabalho mecânico

Chapa fina e
chapa grossa

AZ 31B 3,0 0,20 1,0 220 103 - 124 2-9

Barras e outras
formas extrudadas

AZ31B 3,0 0,20 1,0 F 213 - 241 110 - 152 4-8


AZ61A 6,5 0,15 1,0 F 220-276 110 – 165 7–9
AZ80A 8,5 0,15 0,5 F 289-296 186 - 193 4-9
ZK30A 2,8 0,4 F 276 - 303 193 - 227 8
ZK60A 5,5 0,4 T5 296 - 317 213 - 262 4–6
ZM21A 1,0 2,0 F 207 - 241 152 - 158 8 - 20

F – como fabricado; T5 – tratamento térmico 19


Aplicações das ligas de Mg para trabalho mecânico

Liga Aplicações típicas


AZ31B Chapas finas e chapas grossas de utilização geral

AZ31B Extrudadas de utilização geral


AZ61A Melhores propriedades do que AZ31B
AZ80A Extrudadas com elevada resistência mecânica
ZK30A Extrudadas com elevada resistência mecânica
ZK60A Extrudadas com elevada resistência mecânica
ZM21A Excelente aptidão de extrusão

20
Aplicações das ligas de magnésio

 As ligas de magnésio têm uma vasta aplicação resultante das suas excelentes
propriedades, dentro das quais se podem referir a sua dureza, resistência ao
impacto, baixa densidade, etc.
 Estas ligas aplicam-se nas indústrias automobilística, aeroespacial e em
equipamentos comerciais, etc.

21
Aplicações das ligas de magnésio

Componentes do sistema de transmissão de um helicóptero Roda de motocicleta em liga de magnésio forjada.

Roda automotiva em liga de Pedais de bicicletas de alto


Porsche com estrutura metálica desempenho
magnésio forjada. 22
Classificação das ligas de magnésio

 A ASTM estabelece que as ligas de magnésio, divididas em fundidas e


trabalhadas.
 São designadas por um conjunto de caracteres alfanuméricos, no qual as duas
primeiras letras se referem aos dois principais elementos de liga, os números
seguintes são relativos aos teores nominais de cada um destes elementos e a
letra posterior indica variações da liga básica associadas à introdução de outros
elementos minoritários.
 Após o hífen indica-se o tratamento térmico ou termomecânico de modo
semelhante ao que ocorre com as ligas de alumínio.

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Nomenclatura das Ligas de Magnésio

 Neste sistema as duas primeiras letras indicam os elementos de liga principais


de acordo com o seguinte código:

A – Alumínio; H – Tório; Q – Prata; B – Bismuto; K – Zircónio; R – Cromo; C –


Cobre; L – Berílio; S – Silício; D – Cádmio; M – Manganês; T – Estanho; E – Terras
Raras ; N – Níquel; Z – Zinco; F – Ferro; P – Chumbo.

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 As letras “A” e “B” no final referem-se a variações da composição nominal. A
última parte indica o tratamento térmico e/ou mecânico efetuado na liga:
A – composição básica;
B – composição variada
F – Não tratado
O – Recozido
H10 e H11 – Levemente Encruado
H23, H24, H26 – Encruado e parcialmente recozido
T4 – Tratamento térmico de solubilização
T5 – Envelhecido artificialmente
T6 – Tratamento térmico de solubilização e envelhecido artificialmente (T4 e T5)
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Classificação das ligas de magnésio - Exemplo

 A liga de magnésio mais conhecida e utilizada, designada por AZ92A-T6,


significa:
A Al (9 %p nominal de Al)
Z Zn (2%p nominal de Zn)
A Composição básica (sem variações)
T6 Tratamento térmico de solubilização e envelhecimento com o objetivo de
obter dureza máxima (T6).

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Classificação das ligas de magnésio – Exemplo 2

 A Liga AZ81A-T4 significa:


• É constituída por alumínio e zinco, com 8 e 1%p respectivamente. Foi realizado
um tratamento térmico de solubilização nesta liga.

27
Composição nominal das ligas de Mg por Fundição

%
Liga Processo Metais
Designação de Mn Terras Tn
ASTM Fundição Al Zn Zr
(min.) Raras

AM100A A ou MP 10,0 0,10


AZ63A A 6,0 0,15 3,0
AZ81A A ou MP 7,6 0,13 0,7
AZ91A, B SP 9,0 0,13 0,7
AZ91C A ou MP 8,7 0,13 0,7
Legenda:
A = Fundição em Molde de Areia Verde;
MP = Fundição em Molde Permanente;
SP = Fundição Sob Pressão

28
Composição nominal das ligas de Mg por Fundição

%
Liga Processo Metais
Designação de Mn Terras Th
ASTM Fundição Al Zn Zr
(min.) Raras

AZ92A A ou MP 9,0 0,10 2,0


ZE41A A 4,2 0,7
ZK55A A 4,6 4,7 0,7
ZH42 A 4,0 0,5 1,25 2,0
ZH62A A 5,7 0,7 1,25 1,8
Legenda:
A = Fundição em Molde de Areia Verde;
MP = Fundição em Molde Permanente;
SP = Fundição Sob Pressão
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Composição nominal das ligas de Mg por
Fundição
%
Liga Metais
Processo
Designação Terras Tn
de Fundição Al Mn Zn Zr
ASTM (min.) Raras

EK30A A
EZ33A A ou MP 2,6 3,4
EK41A A ou MP 2,1 3,2
HK31A A 3,2
HZ32A A 0,20 MIN 3,2
Legenda:
A = Fundição em Molde de Areia Verde;
MP = Fundição em Molde Permanente;
SP = Fundição Sob Pressão

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Efeito da temperatura no LE de ligas de Mg fundidas em
areia (kg/mm²)

LIGA
ºC
AZ92A-T6 ZK51A-T5 ZH72A-T5 EZ33A-T5 HZ32A-T5 HK31A-T6
50 11,1 9,6 11,6
100 15,6 16,8 18,0 10,4 8,5 11,1
150 14,1 14,3 15,9 9,5 7,7 10,6
200 11,6 12,0 13,6 8,0 7,0 10,1

250 8,6 9,4 10,8 6,3 6,4 9,4


300 6,0 6,5 7,6 5,1 5,7 8,5
350 3,9 4,6 5,0 4,2 5,1 6,7

31
Ligas Mg - Al

 Foram as primeiras a serem processadas.


 A adição do Al ao magnésio permite
aumentar a sua resistência mecânica e à
corrosão.
 As ligas AM60 e AM100 são dois exemplos
de ligas mais comercializadas.
 No Diagrama de fases, podemos verificar
a presença do alumínio (como elemento
majoritário), verificando o início da
solidificação próximo a 615 ºC e a
Temperatura final de solidificação ficando
próxima de 590 ºC.
32
Ligas Mg-Al-Zn

 As ligas de Mg-Al-Zn têm uma importância industrial pois apresenta uma boa
combinação de baixo peso, resistência mecânica e resistência à corrosão.
 O Zn aumenta a resistência desta ligas por solução sólida e precipitação.
 O aumento do teor deste elemento pode provocar um aumento da
microporosidade e da contração neste tipo de ligas.
 Esta liga não é particularmente resistente ou dúctil, mas têm baixa densidade e
são relativamente de fácil produção. Têm o inconveniente de não poderem ser
aplicadas em temperatura superior a 95ºC.
 A liga AZ91 é a mais utilizada e é também a que tem maior produção na
fundição.

33
Ligas de Mg-Zn-Zr

 Estas ligas apresentam excelentes propriedades mecânicas, no entanto não têm


uma vasta aplicação devido à sua susceptibilidade à microporosidade durante o
vazamento;
 Não são soldáveis devido à elevada quantidade de zinco (5 a 6%) e sofrem
fissuração a quente.
 O zinco permite um aumento da resistência da liga, enquanto o zircónio refina o
grão.

34
Ligas de Mg-Zn-Terras Raras-Zr

 Os elementos de terras raras combinados com ligas Mg-Zn-Zr produzem as


ligas para fundição em areia EZ33 e ZE41.
 Estas ligas têm uma soldabilidade relativamente boa porque o seu baixo ponto
de fusão eutético forma uma cadeia nas ligações dos grãos durante a
solidificação, a qual tende a diminuir a microporosidade.
 No entanto, as forças de tensão à temperatura ambiente das ligas EZ33-T5 e
ZE41-T5 são relativamente baixas devido em parte à remoção de algum Zn da
solução sólida para formar as fases estáveis da liga Mg-Zn-Terras Raras nas
ligações do grão.
 As ligas EZ33 e ZE41 têm uma boa resistência à fadiga.

35
Ligas para altas temperaturas

 Para aplicações entre 200 e 250ºC foram desenvolvidas as ligas Mg-Ag-Terras


Raras e Mg-Y-Terras Raras.
 Para melhorar as propriedades mecânicas a altas temperaturas surgiu a liga
QE22A, onde a prata substitui o zinco e as propriedades mecânicas são melhoradas
pela ação de refino do grão através do zircónio.
 A utilização de “ítrio” (Y) surge para ultrapassar os problemas inerentes ao tório
e à prata. O primeiro causa problemas ambientais e a prata tem um preço muito
instável.
 Na liga WE54A, o ítrio aparece em torno de 5%p combinado com o elemento
terras raras.
 Esta liga tem melhores propriedades a altas temperaturas e tem uma resistência
à corrosão quase tão boa como as ligas de alta pureza do tipo Mg-Al-Zn.
36
Estanho e suas ligas

37
Introdução

 Produzido por 35 países , com extração em torno de 200.000 toneladas/ano, mas


é relativamente escasso e sua concentração na crosta terrestre é de 2 ppm.
 Os maiores produtores são a Malásia, Indonésia e Tailândia (1/3 produção
mundial). Entretanto, a China, Nigéria, república do Congo e Bolívia (maior
produtor da América do Sul) também se destacam.
 No Brasil, as principais reservas são nos Estados de Rondônia, Amazonas e Pará.

38
Propriedades Físicas e Químicas

 As principais propriedades do Estanho(Sn) são:


• Ponto de fusão: 232ºC.
• Ponto de ebulição: 2602ºC.
• Massa específica: 7,31 g/cm³.
• Módulo de elasticidade: 42,4 GPa.
• Estrutura cristalina: TCC

39
Principais Características

 Coloração branca prateada.


 Alta ductilidade.
 Baixa resistência mecânica: 11 MPa.
 Maleável em baixas temperaturas; Lingotes de Estanho

 Elemento de liga em importantes ligas, como o bronze.


 Elevada resistência à corrosão em água do mar e potável;
 Atacado por ácidos fortes, bases e sais ácidos (sulfúrico, nítrico e clorídrico)
com bases produz estanatos*
* Sal produzido pela combinação do ácido estânico com uma base.
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Principais Aplicações

 O estanho é empregado na forma de chapas, folhas e fios estanhados e como


elemento básico de certas ligas, como para fabricação de mancais e varetas de
soldas, ou como elemento secundário de ligas importantes, como o bronze.
 Sua principal aplicação é na “estanhação”, por imersão a quente ou
eletrodeposição, de chapas ou folhas de aço, originando as chamadas folhas de
flandres.
 Também é bastante utilizado em dispositivos de segurança contra o fogo, em
alarmes, metais de soldagem e vedação.

41
Principais Aplicações

 O Sn é muito aplicado onde se requer boa resistência contra corrosão,


soldabilidade, ductilidade e camadas não tóxicas.
 O Sn encontra a sua maior aplicação na indústrias:
• Alimentícia (lâminas para acondicionar chocolates...),
• Eletrônica (soldagem)
• Cabos e fios (pré-tratamento dos fios de cobre anterior ao revestimento com
borracha)
• Utensílios domésticos (artigos decorativos),
• Motores (camada fina para amaciamento de motores).

42
Principais Aplicações

 A Folha-de-flandres é um aço de baixa espessura


revestido em ambos os lados por uma fina camada
de estanho que a torna ótima para uso no setor
alimentício.

No início do Século XIX, a Marinha


Inglesa utilizava as latas de
estanho, e os enlatados de
alimentos começaram a aparecer
nas lojas inglesas.
43
Principais Aplicações

 Devido à marcante característica anti-fricção das


ligas que contêm estanho (chumbo-estanho, cobre-
estanho e alumínio-estanho), estes materiais são
muito utilizados em mancais de deslizamento
(sistemas bimetálicos e trimetálicos).

44
Principais Aplicações

 O estanho é muito utilizado em ligas para soldagem de componentes eletrônicos.

45
Principais Aplicações

 Estanhação por imersão à quente é o


processo utilizado para proteger
revestindo estruturas metálicas,
chapas, tubos, telhas, etc.
 Consiste na imersão do substrato de
aço, limpo e adequadamente preparado
em um banho líquido, dentro de uma
cuba metálica ou cerâmica, a uma
temperatura em torno de 450°C.

46
Principais Aplicações

 O estanho de alta pureza é utilizado em


aplicações de revestimentos em chapas de aço
pelo processo de eletrodeposição*, pois
quanto mais puro o estanho (anodo), mais
eficiente o processo e melhor a qualidade do
depósito obtido.

 Comercialmente puro: plantas de destilação, no transporte de água de alta


pureza, e outras aplicações que requerem a utilização de materiais quimicamente
inerte.

* Eletrodeposição é um processo utilizado para realizar o recobrimento de peças através de um metal condutor ou outra
substância, sendo que a obtenção do resultado, se dá, com a emigração de partículas carregadas eletricamente através de
uma solução aquosa iônica, uma vez que haja o auxílio de uma corrente elétrica com o intuito de impedir a deterioração das
peças devido à oxidação, corrosão, ataque de bactérias e outras agressões. 47
Classificação

 O estanho é classificado de acordo com a sua aplicação em processos de


soldagem, nos seguintes tipos:
 Solda de estanho antimonial: soldagem de equipamentos elétricos, juntas de
tubulações de cobre, e bobinas de resfriamento de equipamentos refrigeradores.
 Solda-prata: Composta basicamente de 95% de Sn e 5% de Ag, utilizada na
soldagem de componentes de aplicação elétrica e de alta temperatura.
 Solda-prata eutética: propriedades e aplicações semelhantes à solda prata
comum. A única diferença é que possui uma quantidade maior de estanho.
 Solda-branca: existem dois tipos, o primeiro com 70% de Sn, sendo utilizado na
junção e no revestimento de metais, e segundo tipo com 60% de Sn, que é utilizado
na soldagem de equipamentos eletroeletrônicos, especialmente na soldagem de
circuitos impressos.
 Solda eutética: soldagem de produtos eletrônicos. 48
Referências Bibliográficas

1) VICENTE CHIAVERINI, Tecnologia Mecânica, Materiais de Construção


Mecânica Vol.III.
2) WILLIAN D. CALLISTER. JR, Ciência e Engenharia de Materiais: Uma
Introdução, Willian D. Callister. Jr, 9ª Edição, Editora LTC, 2016.
3) CASSIO BARBOSA, Metais Não Ferrosos e suas Ligas – Microestrutura,
propriedades e aplicações, 1ª ed – Rio de Janeiro: E-papers, 2014.
4) http://www.infoescola.com/elementos-quimicos/estanho/ acesso em 27 de
julho de 2015.

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