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A pará bola do Filho Pró digo.

Jesus ao propor a pará bola sobre o filho pró digo, segundo a bíblia de estudo
Thompson, estava no terceiro ano do seu ministério, já nos ú ltimos meses de vida,
pró ximo de sua entrada triunfal em Jerusalém que ocorre no capítulo 19.
Esta pará bola é relatada no evangelho de Lucas capítulo 15 versos de 11 a 32. Porém
é interessante observar que no início do capítulo 15, os versos de 1 a 2 mostra que
antes de propor a pará bola do filho pró digo, Jesus estava discursando para dois
pú blicos distintos: de um lado estavam os publicanos e pecadores e do outro lado
os escribas e fariseus.
(Lucas 15:1-2) Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores
para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe
pecadores e come com eles.

É necessá rio observar que o verso 11 do capítulo 15, que da início à pará bola, deixa
claro que existe uma conexã o desta pará bola, com as duas outras pará bolas contadas
nos versos anteriores. Ou seja Jesus estava estabelecendo uma linha de raciocínio,
fortalecer um conceito que nã o pode ser desprezado, para o perfeito entendimento
desta pará bola do filho pró digo.
Primeiro Jesus aborda a pará bola das cem ovelhas, descrita nos versos de 4 a 7.
(Lucas 15:4-7) Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e
perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca
da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros,
cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes:
Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que,
assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que
por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Nesta pará bola Jesus mostra que qualquer pessoa entre os seus ouvintes que tiver
algo mesmo que seja em grande quantidade, ao der falta de um ú nico item, nã o para,
para procurar o que se perdeu. E ainda dá uma conotaçã o de dois grupos, onde um
estava em segurança e outro que se perde.
A Segunda pará bola, chamada de a pará bola das 10 dracmas.

(Lucas 15:8-10) Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma,
não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-
la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos
comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de
igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se
arrepende.

Nesta segunda pará bola Jesus mostra agora uma mulher Judia, voltada para a sua
realidade que era de viver a maior parte do tempo no interior de sua casa, enquanto
que o homem vivia a maior parte do seu tempo em campo aberto. Uma dracma era
uma moeda grega de prata, equivalente ao dená rio romano, e ao salá rio de um dia de
trabalho. Jesus mostra que é possível se perder algo fora de casa, e que também
possível perder algo estando dentro de casa.

Neste contexto Jesus conta outra pará bola para o mesmo pú blico, ele inicia entã o a
famosa pará bola do filho pró digo, onde o filho, que estava no seio do seu lar chega
para o seu pai e solicita o direito de sua herança, mas curiosamente o herdeiro iria
receber sua herança mas sem que o seu pai estivesse morto. Sim pois o normal seria
o filho primogênito solicitar a herança do pai. E nã o o filho mais moço.

(Deuteronômio 21:17 ) Mas ao filho da aborrecida reconhecerá por


primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto possuir, porquanto
aquele é o primogênito do seu vigor; o direito da primogenitura é dele.

E nesta pará bola Jesus conta a histó ria de um pai amoroso, que mesmo sem ter o
dever de acolher o desejo de um filho mais moço, ele prontamente permite que o seu
filho faça a sua escolha. O filho devido o seu desejo incomum, atrai sobre ele a
antipatia e desprezo de todos daquela vila, talvez por isso teve de ir para uma “terra
distante”. Ele de forma irresponsá vel começa a consumir tudo o que possuía vivendo
dissolutamente, e para piorar a sua condiçã o vem sobre aquela terra uma grande
fome, talvez fosse uma peste que começou a dizimar toda a lavoura, talvez fosse
alguma praga que estava devorando toda a lavoura, talvez fosse alguma seca que
estava destruindo a condiçã o financeira de todos os cidadã os daquela cidade.
Mas quando ele começou a passar necessidade, quando começou a perceber que a
sua vida estava em risco, a bíblia diz que ele caiu em si! E se lembrou de quem era o
seu pai, e entã o resolveu ir pedir misericó rdia.
O filho pró digo ao retornar e querer ter uma vida de escravo, recebe do pai um anel
de filho, recebe do pai o fraterno abraço e uma festa. Mas também recebe uma
imensa hostilidade de seu pró prio irmã o, que preferia vê-lo morto que ali, em sua
casa. Ele o via como inimigo, como alguém que estava ali para tomar algo dele. É
importante frisar que no momento em que o pai dividiu a herança ao filho mais
moço, obrigatoriamente ele também dividiu a herança com o filho mais velho. Que
pelo fato de ser o primogênito, ele recebeu tudo em dobro!!!!!! Mas ao que parece a
ganancia estava segando o filho mais velho. Pois mesmo com sua posse ainda queria
o restante que o pai tinha em vida. Ficou revoltado de talvez ter de dividir o que
estava na posse do pai com o irmã o.

Mas ainda fica a pergunta: para o pú blico que estava escutando naquele
momento a 3 histó ria o que realmente Jesus queria transmitir?
Eram dois pú blicos distintos, um a escó ria da sociedade, os impuros, os pecadores, os
sem acesso a Deus. e por outro lado, a elite da sociedade, aqueles que se
consideravam luz para os homens, aqueles instruídos em todo o conhecimento e
portadores do acesso até Deus.

O que aqueles homens poderiam tirar de bom destas histó rias?

Gostaria de ressaltar um aspecto diferente desta narrativa que é muito pouco


explorado. Pois Jesus naquele momento estava falando sobre a misericó rdia de
Deus e do seu empenho em salvar aqueles que estã o perdidos. Mas também fala
sobre AQUELES QUE ESTÃO DENTRO DA CASA DO PAI, E QUE SE PERDEM,
aqueles que estã o em posiçã o de destaque mas que se perdem no caminho. Daqueles
que estã o dentro da casa do pai, que cumprem todas as ordenanças mas que nã o
conhecem o pai que possuem. Daqueles que estã o tã o preocupados em obter cargos,
que perdem a comunhã o com o Pai. e aqueles que estã o tã o preocupados em
trabalhar, trabalhar mas esquecem de trabalharem em si mesmos, daqueles que se
esforçam para obter dons, fazer prodígios, milagres mas seu coraçã o está tã o distante
do pai que permitiram que a ganâ ncia, a inveja, a falta de amor e o ciú me sejam
tamanhos que desejam a morte de seus irmã os. Sã o casos de pessoas que se
perderam e foram dominados pelo pecado.

Para estes o grande risco é chegar no fim da caminhada e ao encontrar com o pai
escutem:

(Mateus 7:20-23) Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor!


Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não
expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci.
APARTAI-VOS DE MIM, OS QUE PRATICAIS A INIQUIDADE.

Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.


Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas
aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.