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ICC: “Síndrome clínica complexa e progressiva, que pode resultar de

qualquer distúrbio funcional ou estrutural do coração que altere sua


capacidade de enchimento e/ou ejeção.”
A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue mais
desempenhar uma ou ambas funções eficientemente.
• PEQUENA CIRCULAÇÃO: o sangue chega pela veia cava
direita no átrio direito e depois pela válvula tricúspide para o
ventrículo direito e sai pela artéria tronco pulmonar
(responsável por levar para os pulmões, rico em CO2)
• GRANDE CIRCULAÇÃO: as veias pulmonares trazem um
sangue rico em O2, chegando ao átrio esquerdo, depois as
válvulas ventral e bicúspide se enchem e o sangue vai para o
ventrículo esquerdo e o sangue vai ser levado para todo o corpo
pela artéria aorta.
CAUSAS:
• Isquemia cardíaca ou o • Febre reumática;
infarto do miocárdio;
• Tabagismo;
• HAS;
• Fumo;
• Doenças valvares;
• Sedentarismo/Obesidade
• Gravidez;
SINAIS E SINTOMAS:
• Baixo débito de sangue • Edema;
para o corpo;
• Diminuição do débito
• Fraqueza e o cansaço aos urinário;
esforços;
• Distúrbios na condução
• Falta de ar ao deitar; elétrica/arritmias (Uma
das conseqüências pode
• (EAP); ser a morte súbita por
fibrilação ventricular).
CLASSIFICAÇÃO:
• Classe I- Assintomático com boa tolerância aos exercícios;
• Classe II- Atividade física moderada causa dispnéia, fadiga ou
palpitação;
• Classe III- Confortável em repouso, mas atividade física leve
causa fadiga, dispnéia ou palpitação;
• Classe IV- Dispnéia em repouso e incapacidade de atividade
física mesmo leve.
ICC ESQUERDA:
• Coração esquerdo começa a não conseguir bombear o
sangue os rins interpretam isso como uma queda no
volume de sangue do corpo e começam a reter água e
sal para tentar encher as artérias.
• Sintomas: Edema agudo de pulmão, cardiomegalia, confusão
mental.
ICC DIREITA:
• Edemas são ainda maiores, pois além do excesso de
água, o ventrículo direito não consegue fazer com que
o sangue das pernas chegue aos pulmões;
• Sintomas: Edemas de MMII,ascite, hepatoesplenomegalia,
estase de jugular
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
• Dispnéia; • Hipofluxo renal- oligúria;
• Tosse; • Digestão alterada;
• Estertores; • Hipofluxo cerebral-
confusão, inquietação e
• Queda da saturação de
ansiedade.
O2;
CLASSIFICAÇÃO:
• I doença cardíaca, sem sintomas;
• II limitação física para atividades cotidianas (andar
rápido, subir escadas, carregar compras);
• III acentuada limitação física para atividades simples
(tomar banho, se vestir, higiene pessoal);
• IV sintomas em repouso.
DIAGNÓSTICO:
• Histórico e evolução clínica;
• Ecocadiograma;
• Radiografia de tórax;
• Eletrocardiograma;
• Exames Laboratoriais;
• Teste de esforço;
• Cateterismo cardíaco;
• Avaliação da função ventricular.
SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS: engloba um conjunto de manifestações
clínicas que refletem um quadro de isquemia miocárdica aguda incluindo três formas
principais:
• Angina
• Infarto agudo do miocárdio
• Infarto do miocárdio com supradesnivelamento de ST
ATEROSCLEROSE CORONARIANA
• Acúmulo anormal de substâncias lipídicas/ gordurosas no revestimento das
paredes vasculares, arteriais.
• Lesão se desenvolve e gera uma resposta inflamatória
• Células endoteliais formam uma capa espessa sobre todas essas células
formando ateroma:
• Estável ou Instável
• Criam um bloqueio e estreitam os vasos coronários = redução de fluxo
sanguíneo para o miocárdio.

ISQUEMIA MIOCÁRDICA:É o desequilíbrio entre o consumo e a oferta de oxigênio. A


redução da oferta ocorre por redução do fluxo ou mesmo por redução do conteúdo
arterial de oxigênio
Pode ser: Insidiosa: CRÔNICA Aguda: INFARTO FULMINANTE

INSIDIOSA
• Síndromes coronárias crônicas e estáveis
• Lesões ateroscleróticas geram obstruções significativas ao fluxo arterial limitando a
oferta de oxigênio em valores fixos
• Com o aumento da demanda, por exemplo, durante exercícios físicos, a oferta torna-se
insuficiente, gerando isquemia
AGUDA
• Síndromes coronárias instáveis a redução do fluxo é abrupta e a isquemia ocorre em situação de
baixa demanda – repouso.
ANGINA ESTÁVEL
• Desconforto no tórax, mandíbula, dorso ou braço, desencadeada por esforço ou
estresse emocional, aliviada com o repouso ou nitroglicerina sublingual;
• É usualmente associada com doença de vasos epicárdicos, mas pode ocorrer em
pacientes com doença cardíaca valvar, ou hipertensão arterial não controlada;
• O Início pode ser súbito ou desencadeado por esforço ou ainda emoção, sendo o
tipo mais descrito – aperto, peso, pressão ou queimação
• A localização habitual é retroesternal ou precordial e abrange todo o precórdio
• Intensidade variável
• Irradiação para mandíbula, pescoço e face interna do MSE
• Dura de 2 a 10 minutos
• Pode acompanhar-se freqüentemente de manifestações relacionadas ao SNC, as
quais se relacionam com gravidade maior
EXAME FÍSICO
• Habitualmente é normal, e deve ser realizado minuciosamente – diagnóstico
diferencial
• O exame realizado no momento da dor pode evidenciar:
• Sopro paraesternal e ou mitral
• Congestão pulmonar
• Alterações da pressão arterial
• Alterações da freqüência cardíaca
SINTOMAS: náuseas, dor no estomago, dor no peito, emoção, stress.

ANGINA INSTÁVEL
• Dor ou desconforto torácico ou equivalente
• Ocorre em repouso ou aos mínimos esforços e dura mais de 10 minutos;
• É severa e de início recente
• Modelo em “crescendo”: mais intensa, mais freqüente e prolongada que
anteriormente
SINTOMAS
• Dor localizada na região retroesternal.
• Podendo irradia-se para o pescoço, mandíbula, MMSS, região dorsal, cervical e
porção superior do abdômen.
EXAME FÍSICO
• Pode ser normal
• Pode estar alterado durante o episódio de isquemia – semelhante às
alterações da angina estável
• Sinais de hipoperfusão ou baixo débito
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
• Oxigenoterapia: aumentar a • Orientar sobre a importância de
quantidade de oxigênio para o cessar o tabagismo.
miocárdio. • Controle da DM
• Monitoração dos SSVV • Medicamento para abaixar o
• Controle da dor colesterol
• AMBULATORIAIS • Orientar uma dieta hipolipídica
• Educação do paciente e familiares
INFARTO
• O IAM causa morte do tecido do músculo miocárdio devido ao suprimento
inadequado de sangue
• Os IAM são classificados de acordo com a camada de tecido do miocárdio
envolvido ou com a localização da lesão.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO SEM ELEVAÇÃO DO SEGMENTO ST


• Não ocorre necrose da musculatura cardíaca,
• Recomenda-se eletrocardiograma seriado e o diagnóstico é confirmado por
alterações enzimáticas
• Risco de arritmia aumentado
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM ELEVAÇÃO DO SEGMENTO ST
• É a limitação do fluxo sangüíneo de tal magnitude e duração que leva à
necrose do músculo cardíaco
• Em 90% dos casos ocorre um evento trombótico, que se instala após a fissura
da placa de ateroma
SINTOMAS
• Dor torácica subesternal • Sudorese
persistente, do tipo • Náuseas ou vômitos
esmagamento, que pode se • Fadiga
irradiar ao braço esquerdo, • Dispnéia
mandíbula, pescoço ou escápula • FC e FR aumentadas
a • Ansiedade
• dor pode ser descrita como um
peso um aperto ou um
esmagamento
DIAGNÓSTICO
• ECG- Alterações clássicas são: inversão da onda T elevação do segmento ST e
desenvolvimento de uma onda Q anormal.
• A lesão miocárdica faz com que a onda T se torne aumentada e simétrica.
• Quando a lesão se torna isquêmica, a repolarização miocárdica é alterada e
retadarda,fazendo a onda T inverter-se
• As células miocárdicas lesionadas despolarizam normalmente, porém
repolarizam com maior rapidez que as células normais, fazendo com que o
segmento ST se eleve em pelos menos, 1 mm
CUIDADOS DE ENFERMAGEM:Conforto na instalação do cateter tipo óculos ou máscara de
oxigenoterapia
• Oxigenoterapia umidificada
• Atenção aos sinais de náuseas, sonolência e rebaixamento do nível de consciência (analgesia)

GASOMETRIA ARTERIAL
 Amostra sangue arterial coletado na a. radial, (braquial-questionável),
femoral ou dorsal do pé
 Verifica-se:
 o estado ácido-básico (pH) e
 ventilação: PaCO2 e PaO2
AVALIAÇÃO DE:
 Ventilação (PaCO2)
 Oxigenação (PaO2)
 Condição ácido-básica (pH,PaCO2,HCO3)
• Resposta do paciente à terapia
• Diagnóstico
• Evolução clínica
PARÂMETROS AVALIADOS (ARTERIAL)
• pH: 7,35 a 7,45
• PaO2: 80 a 100 mmhg
• PaCO2: 35 a 45 mmhg
• SaO2: acima de 95%
• HCO3: 22 a 28 mEq/L
• BE: - 2 a +2
PARÂMETROS AVALIADOS (VENOSO)
• PH : 7.35 A 7.45
•PaCO2: 40 A 45 mmHg
•PaO2: 40 a 60 mmHg
• Sat O2: 60 a 65%
• HCO3: 24 a 28 mEq/L
• BE: -2 a +2 mEq/L
EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE
• ↑ H+ = pH ↓ = acidose
• ↓ H+ = pH ↑ = alcalose
PH
 Alteração sugere desequilíbrio no sistema respiratório ou metabólico
 Valores normais: entre 7,35 e 7,45
 pH < 7,35 = acidose
 pH > 7,45 = alcalose
 Ph <6,8 ou >7,8 é incompatível com vida
PaCO2
 Eficácia da ventilação alveolar
 Valores normais: de 35 a 45 mmhg
 Reflete distúrbios respiratórios do pH
 ↓PaCO2 = hiperventilação = Alcalose respiratória
 ↑PaCO2 = hipoventilação = Acidose respiratória
 ↑PaCO2 = ↑ H+ = ↓ pH = Acidose respiratória
 ↓PaCO2 = ↓ H+ = ↑ pH = Alcalose respiratória
BICARBONATO - HCO3
 Concentração depende da função renal
 Valores normais: de 22 a 28mMol/l
 Reflete distúrbios metabólicos
 ↓HCO3 = ↓ pH = acidose metabólica
 ↑HCO3 = ↑ pH = alcalose metabólica
 ↑HCO3 = ↓H+ = ↑ pH = alcalose metabólica
 ↓HCO3 = ↑H+ =↓pH = acidose metabólica

ACIDOSE RESPIRATÓRIA
 Acidose: pH ↓ 7,35
 Respiratória: PaCO2 ↑ 45mmHg
Hipoventilação ↑ PaCO2 ↓pH = Acidose
 Compensação: após 12 a 48h ↓ eliminação renal de HCO3
CAUSAS:
 ↓ drive ventilatório (lesão SNC ou inibição por drogas)
 Obstrução VAs
 Dçs neuromusculares, SARA, TEP, edema pulmonar, atelectasia, fibrose
 VM inadequada
ALCALOSE RESPIRATÓRIA
 Alcalose: pH ↑ 7,45
 Respiratória: PaCO2 ↓ 35mmHg
Hiperventilação ↓PaCO2 ↑pH = Alcalose
 Compensação: ↑ eliminação renal de HCO3
CAUSAS:
 Dor, ansiedade, febre, grandes altitudes
 Lesão SNC
 VM inadequada
ACIDOSE METABÓLICA
 Acidose: pH ↓ 7,35
 Metabólica: HCO3 ↓ 22 mEq/L
CAUSAS:
 Insuficiência renal
 Cetoacidose diabética
 Febre, doenças infecciosas
 Compensação: Hiperventilação
ALCALOSE METABÓLICA
 Alcalose: pH ↑7,45
 Metabólica: HCO3 ↑ 28 mEq/L
CAUSAS:
 Insuficiência respiratória crônica (DPOC)
 Oferta excessiva de bicarbonato
 Perda excessiva de conteúdo gástrico
 Compensação: depressão respiratória é incomum
ACIDOSE MISTA
 Acidose: pH ↓ 7,35
 Mista: PaCO2 ↑ 45mmHg e
HCO3 ↓ 22 mEq/L
Ex: IResp → PaCO2↑ → fadiga mm respirat.→ ↑ produção de ácido lático →
tamponado pelo HCO3 ↓ = pH ↓
ALCALOSE MISTA
 Alcalose: pH ↑ 7,45
 Mista: PaCO2 ↓ 35mmHg
HCO3 ↑ 28 mEq/L
Ex: hiperventilação em VMI → PaCO2 ↓ → perda de suco gástrico por vômito →
HCO3 ↑ = pH ↑
REGRA PRÁTICA
pH : acidose ↓ 7,35 normal 7,45 ↑ alcalose
PaCO2 : alcalose ↓ 35 normal 45 ↑acidose
HCO3 : acidose ↓ 22 normal 28 ↑ alcalose

CME
MATERIAL CRÍTICO - ESTERILIZAÇÃO:
Usados em procedimentos invasivos(vasos sanguíneos, pele). Ex:
instrumental
MATERIAL SEMI-CRÍTICO – DESINFECÇÃO:
Entra em contato com mucosa ou pele integras colonizadas. Ex:
inaladores
MATERIAL NÃO CRÍTICO – LIMPEZA:
Entra em contato com pele íntegra. Ex: comadre
LIMPEZA
Processo de remoção mecânica das sujidades, realizado com
água, sabão ou detergente, de forma manual ou automatizada
Finalidade:
 Remoção da sujidade
 Remoção ou redução de microorganismos
 Remoção ou redução de substâncias pirogênicas
MANUAL
 detergente (enzimático)  jatos de água
 escovas  água quente
E.P.I. – luvas grossas, avental impermeável, óculos e máscara
AUTOMATIZADA
 equipamentos específicos  detergente enzimático
(lavadoras)  temperatura
E.P.I. – luvas grossas, avental impermeável, óculos e máscara

DESINFECÇÃO
Processos Químicos: glutaraldeído 2%, ácido peracético,
compostos fenólicos, cloro, álcool 70%
Processos Físicos : pasteurizadora e lavadoras
termodesinfetadoras

DESINFECÇÃO QUÍMICA
Alto Nível: aldeídos e ácido peracético
Nível Intermediário: álcool, hipoclorito de sódio a 1%, cloro
orgânico, fenol sintético
Baixo Nível: quaternário de amônio e hipoclorito de sódio 0,2%

PROCESSOS FÍSICOS
Pasteurização
 Desinfecção de alto nível – água 75ºC por 30 minutos
 Utilizada para artigos de terapia respiratória.
 Necessita secagem, pode causar queimaduras
Lavadora termodesinfetadora
• Lavam e fazem desinfecção de alto nível – 60 a 95ºC
• Utilizada para artigos de terapia respiratória, acessórios de
respiradores, comadres, papagaios, cubas.
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
1.FÍSICOS
RADIAÇÃO IONIZANTE
 CALOR: ÚMIDO(AUTOCLAVE)SECO(ESTUFA)
2.QUÍMICOS
SOLUÇÃO:
• glutaraldeído 2% • peróxido de hidrogênio 3-
• ácido peracético 0,2% 6%
A utilização de soluções esterilizantes deve ser
desencorajada devido às dificuldades de
operacionalização e não garantia de qualidade do
processo.
GASOSO
• Óxido de etileno - ETO
• Plasma de peróxido de hidrogênio
• Autoclave de formaldeído
ESTERILIZAÇÃO A VAPOR SATURADO
Autoclave - Parâmetros essenciais:
 tempo
 temperatura/ pressão
Tipos de autoclave # ENTRE AMBAS TEMPO
• Gravitacional (ar removido por gravidade). De 132 a 135cº/
de 10 a 15 minutos. De 121 a 123cº/de 15 a 30min.
• Pré-vácuo(ar rmovido pela formação de vácuo). De 132 a
135cº/ de 3 a 4 minutos.
INDICADORES QUÍMICOS
Classe 2: Teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema
de vácuo da autoclave pré-vácuo.