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"Políticas de Saúde no Brasil: um século de luta pelo direito à saúde"

registros (breves comentários) quanto ao

 Século XX
 Epidemia de Febre amarela
 No começo do século XX, a população só dispunha de atendimento filantrópico
nos hospitais de caridade mantidos pela igreja
 Crise de imigrantes: fim da escravidão
 Oswaldo cruz diretor diretoria nacional de saúde: instituto suroterápico de
Manguinhos, produção de vacina, campanhas, saneamento rj
 Prefeito: limpar centro dos pobres e dos cortiços
 Vacina contra varíola: obrigatória... contra x a favor.
 Contra: militares positivistas não queriam o caráter obrigatório.
 Revolta da vacina: derrota
 Em SP...
 Saneamento em santos. Emílio ribas.
 Produção industrial
 Greve das industrias têxteis (1917)
 Gripe espanhola
 Sp na mão dos grevistas
 1919: voltam ao trabalho
 1922 forte de copa cabana
 1923 aposentadoria
 Paulo Souza no br: obra no centro de saúde (social e educativa, fim do caráter
 1924 Sp bombardeada coluna prestes
 Getúlio vargas
 Perda de poder do café
 Vargas decreta uniformização do sistema de saúde
 Atritos com sp
 Vargas: aposentadoria e assistência médica, iaps
 Industrialização - iaps
 Recursos dos iaps foram aplicados no financiamento da industrialização
 1935 comunistas, levante militar
 1937 vargas, estado de sítio, estado novo
 Ministério do trabalho, iaps
 Guerra mundial
 Combate a malária, exportação da borracha (sespe)
 1945 oposição ao estado novo, vargas deposto
 Dutra, partido comunista ilegal
 Roberto josé: modelo estadunidense (grandes hospitais, mais especialistas,
modernos e equipados) – dinheiro decide quem se trata
 Vargas de novo
 Petrobras
 Ministério da saúde
 Labs Saratudo
 Med preventiva, médicos especialistas, segregação. Não é saúde para todos.
 Lacerda - vargas morte
 Jk (gov. de desenvolvimento, entusiasmo, bsb, carros)
 Iaps novos e aumentam
 Jânio quadros – iaps (desigualdade e insatisfação das empresas). Nova ideia:
medicina de grupo, empresas médicas para prestar serviços privados para quem
contrata.
 João Goulart: reforma de base para a saúde.
 Militares em 64: castelo branco (prisões e muita censura, arrocho salarial, êxodo
rural, sistema de previdência unificado),
 Obras faraônicas, transamazônica, usina hidrelétrica, iniciativa privada para criar
hospitais que iriam atender o povo da previdência (o campo vai se atendido)
 Falta de investimento na saúde, censura para casos de doenças
 1978 revolta, saúde para todos. Movimento popular de saúde em municípios,
cidadãos fazem a saúde deles
 Sinpas
 Falência do sist. Da saúde e de previdência= mais impostos
 Diretas já
 Conferencia nacional de saúde= sistema único de saúde
 Principios do sus: equidade, universalidade, integralidade
 Saúde como direito, universal
 1990 – regulamentação do sus
 Collor
 Dificuldade na implantação do sus. Cooperativas?
 Rombo na previdência
 Saúde da família, assist. social
 Internet
 Planos de saúde
 Fhc – privatizar o sus
 Lula – reforma da previdência, sus: iniciativa privada lucra com a doença, oss, falta
de responsabilidade sanitária, desigualdade, tragédia do pas em sp (?)
 2006 – sus base da saúde (pacto pela saúde, indicadores de saúde)
A TRAJETÓRIA DA CONCEPÇÃO DE SAÚDE HEGEMÔNICA DURANTE O SÉCULO XX

1. 1900
 Contexto histórico
- Abolição da escravatura, proclamação da República, aumento de imigrantes
europeus e de trabalhadores (exportação do café).
- Crescimento populacional nas cidades: sem saneamento, mínimas condições de
higiene, aglomerações.
- Epidemias: febre amarela, tifo, cólera, peste bubônica.

 Visão do processo saúde/doença


- Modelo campanhista no início do século XX: SESP
- 1920 - 1940: Centros de saúde defendiam que as políticas de saúde deveriam
estar em consonância com ações sociais, educativas e com atenção central à
família.

 Grau de intervenção do Estado nas questões de Saúde da população


- Políticas públicas (autoritárias) objetivando combater tais doenças: interesse
econômico (a exportação de café e a entrada de imigrantes) e pressão da elite.
- Investimento em pesquisas e desenvolvimento de vacinas
- Saneamento (questão de polícia): expulsão dos pobres das regiões salubres
- Contexto social injusto, desigual e concentrador de riqueza
- Revolta da vacina

 Acesso da população aos serviços e ações de saúde.


- Cuidado à saúde como responsabilidade individual
- Assistência aos pobres como caridade

2. Crescimento industrial

 Contexto histórico
- Revolução russa: ideias anarquistas e marxistas
- Guerra mundial: industrialização brasileira
- Greves operárias

 Visão do processo saúde/doença


- Lucratividade
- Modelo campanhista estimulado para combater a malária na região amazônica
(interesse econômico)
- Fortalecimento da medicina de grupo, da lógica famacoquímicas, medicamentos
(Serviços especializados, vinculados à lógica farmacoquímica e hospitalocêntrica)

 Grau de intervenção do Estado nas questões de Saúde da população


- Políticas públicas objetivando combater o movimento operário e garantir
condições para o crescimento e a lucratividade das indústrias
- CPAs - Caixas de Aposentadoria e Pensão – O deputado Eloy Chaves - fundo para
pensão e para aposentadoria
- e IAPs – Institutos de Aposentadoria e Pensão – Vargas – centralização das CPAs,
que passou a ser centralizada pelo Estado: desvio de recursos e má administração
- Mais tarde, em 1966, criou-se o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social),
que centralizou ainda mais os fundos: fraudes, corrupção (obras faraônicas)
- Financiamento dos hospitais privados

 Acesso da população aos serviços e ações de saúde.


- A falta de investimentos em saneamento e em promoção e prevenção da saúde
gerou o aumento de doenças: cólera, febre amarela, peste bubônica e verminoses
- Os hospitais, com a falta de recursos, passaram a contemplar serviços privados
com pagamentos individuais

3. 1970

 Contexto histórico
- Grande crescimento econômico, o milagre brasileiro, estimulado pelo
financiamento multinacional, pelo endividamento do país e pela “Revolução
Verde”.
- A mecanização do campo e químicos: concentração de terras e êxodo.
- Crescimento desordenado das cidades, a falta de saneamento, o arrocho salarial,
a falta de políticas de saúde e educação
- Censura

 Visão do processo saúde/doença


- “Saúde como direito a todos e dever do Estado” no Movimento da Reforma
Sanitária

 Grau de intervenção do Estado nas questões de Saúde da população


-

 Acesso da população aos serviços e ações de saúde.


- VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986: mobilização social
- Assembleia Constituinte: “saúde como direito de todos e dever do Estado” (Art.
196 da CF/1988)
- SUS

4. SUS
 Bases: universalidade, equidade e a integralidade
UNIVERSALIDADE:
- A saúde é direito de todos.
- A saúde é dever do Estado (municípios, estados e União)
INTEGRALIDADE:
- Sistema de saúde integral, voltado a promover, proteger e recuperar a saúde
- Integralidade vertical, integralidade do ser humano. (Ações devem levar em conta
todos os aspectos do ser humano: biológicos, psíquicos e sociais)
- Integralidade horizontal, integralidade do sistema. (As diversas ações em saúde:
promoção, prevenção, recuperação, assistência, reabilitação e alívio, que precisam
estar articuladas)
A integralidade compreende o ser humano (não reduzido em partes) e o SUS como um
todo (as ações em saúde em todos os níveis, da baixa à alta complexidade)
EQUIDADE:
- Pessoas iguais no âmbito do direito, diferentes do ponto de vista de suas
necessidades específicas (garantia de acesso a todos)

 Diretrizes organizativas do SUS

REGIONALIZAÇÃO
- As ações e serviços em saúde devem estar organizadas a partir de regiões,
delimitadas do âmbito municipal ao federal, passando pelo estadual, numa rede
que garanta ao cidadão fácil acesso a serviços qualificados.
HIERARQUIZAÇÃO
- As ações de saúde estejam articuladas entre si de forma hierarquizada, da
atenção básica à alta complexidade.
DESCENTRALIZAÇÃO
- É a municipalização da saúde, que dá poder de decisão a quem executa
RACIONALIZAÇÃO E RESOLUÇÃO
- Indicadores epidemiológicos
- Resolver o problema do cidadão
- Prevê que não haja oferta de procedimentos desnecessários e, portanto,
desperdício de recursos
COMPLEMENTARIDADE DO SETOR PRIVADO
- Setor privado como complemento
- No contrato ou convênio, terá sempre primazia o fim público – direito à saúde do
cidadão – e não o fim privado – lucro
PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
- Participação social

 Um conjunto de unidades, serviços e ações que interagem para um fim comum


 Implantação como responsabilidade de governo: União, estados e municípios
 Financiamento:
- Contribuição dos recursos da União, estados e municípios
- Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 169, de 1993: propunha que à União se
aplica 30% das receitas de contribuições da seguridade social e 10% das receitas
de impostos.
- Emenda Constitucional (EC) 29: desvinculando a saúde da seguridade social
- Pactuação intergestores e movimentos: estruturaram as ações de
municipalização e regionalização de serviços
- NOB, 1993: a instituição do repasse fundo a fundo.
- Em 2006, o Pacto pela Saúde: definiu as seguintes ações prioritárias: atenção
básica; atenção de média e alta complexidade; vigilância em saúde; assistência
farmacêutica; gestão do SUS; e bloco de financiamento para a atenção básica.
Definiu, ainda, apoiar as iniciativas de fortalecimento da gestão com base nos
seguintes sub-blocos: regulação, controle, avaliação e auditoria; planejamento e
orçamento; programação; regionalização; participação e controle social; gestão do
trabalho; educação em saúde; e incentivo à implementação de políticas
específicas.

Assim, verificamos que o financiamento do SUS mobiliza diversos setores da


sociedade e é prioritário para os movimentos de saúde e conselhos, no que diz
respeito ao aumento dos recursos, à formulação de políticas equitativas que
orientem as ações e os gastos e firmes na fiscalização e na elaboração de Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO), planos de saúde, Lei Orçamentária Anual (LOA) e
relatórios anuais de gestão.

1. Contexto histórico
2. Visão do processo saúde/doença em diferentes momentos históricos,
3. Grau de intervenção do Estado nas questões de Saúde da população
4. Acesso da população aos serviços e ações de saúde.

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