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M E C A N I C A P AR A E N G E N H A R I A

10a EDIÇÃO

R. C. Hibbeler

Companion
PEARSON Websrte
Prentice Site com material de
Hall apoio para professores
E S T A T I C A
M E C Â N I C A PARA E N G E N H A R I A

10â EDIÇÃO

Hibbeler

T ra d u ç ã o
Everi A ntonio Carrara
D o u to r em astrofísica pelo In s titu to A stro n ô m ico e G eofísico d a U n iv ersid a d e d e São P aulo
P ó s-d o u to r pelo N a tio n a l Radio A stro n o m y O b serv ato ry - NRAO
Professor titu la r da U niversidade B an d eira n te de São P aulo - UNIBAN

Joaquim Pinheiro Nunes da Silva


E n g en h eiro civil pela U n iv ersid ad e P resb iteria n a M ackenzie
P ós-graduado em e n g e n h a ria de sistem as pela Escola P o litécn ica da U n iv ersid a d e de São P aulo

R evisão T écn ica


W ilson Carlos da Silva Junior
M estre e d o u to ra n d o em e n g e n h a ria pela Escola P o litécn ica d a U n iv ersid a d e de São P aulo
Professor m estre da U niversidade B an d eira n te de São P aulo - UNIBAN
Professor assisten te da U n iv ersid ad e de M ogi das C ruzes - UM C

EDITORA AFILIADA

São Paulo

Brasil Argentina Colômbia Costa Rica Chile Espanha Guatemala México Peru Porto Rico Venezuela
© 2005 Pearson Education do Brasil
Título original: Engineering Mechanics: Statics, tenth edition
© 2004 R. C. Hibbeler
Tradução autorizada a partir da edição original em inglês, publicada pela
Pearson Education Inc., sob o selo Prentice Hall.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida
ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico,
incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e
transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito,
da Pearson Education do Brasil.

Diretor editorial: José Martins Braga


Gerente editorial: Roger Trimer
Gerente de produção: Heber Lisboa
Editora de texto: Patrícia Carla Rodrigues
Preparação: Maria Luiza Favret
Revisão: Juliana Takahashi
Capa: Marcelo da Silva Françozo (foto de R. C. Hibbeler)
Sobre a capa: As forças dos elementos dessa ponte em treliça devem ser
determinadas ao se projetá-la.
Diagramação: ERJ Composição Editorial

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


_________________________(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)________________________

Hibbeler, R.C.
Estática : mecânica para engenharia, vol. 1 / R.C. Hibbeler; tradução Everi Antonio
Carrara, Joaquim Nunes Pinheiro ; revisão técnica Wilson Carlos da Silva Junior. — São
Paulo : Pearson Prentice Hall, 2005.

Título original: Statics : engineering


ISBN 85-87918-97-4

1. Engenharia mecânica 2. Estática 3. Mecânica aplicada I. Título.

0 4-7 4 5 3 ______________________________________________________________ r n p - f i 7 0 103

índices para catálogo sistemático:

1. Estática : Mecânica para engenharia : Tecnologia 620.103

2006
1â reimpressão
Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos
à Person Education do Brasil,
uma empresa do grupo Pearson Education
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e-mail: vendas@personed.com
A o E stu d a n te
Com a esperança de que este trabalho estim ule
o interesse em m ecânica para engenharia e sirva de
guia para o entendim ento deste assunto.
S u m á r io

Prefácio xi

1 Princípios Gerais 1
1.1 M ecânica 1
1.2 C o n ceito s F u n d a m e n ta is 2
1.3 U n id ad es de M edida 4
1.4 Sistem a In te rn a c io n a l de U n id ad es 5
1.5 C álculos N u m érico s 6

2 Vetores Força 12
2.1 Escalares e V etores 12
2.2 O perações V etoriais 13
2.3 A dição de Forças V etoriais 14
2.4 A dição de u m Sistem a de Forças C o p lan ares 23
2.5 Vetores C artesian o s 33
2.6 A dição e S ubtração de V etores C artesian o s 36
2.7 Vetores Posição 45
2.8 V etor Força O rie n ta d o ao lo n g o de u m a Reta 49
2.9 P ro d u to Escalar 57

3 Equilíbrio de um Ponto Material 68


3.1 C o n d ição de E quilíbrio de um P o n to M aterial 68
3.2 D iagram a de C orpo Livre 68
3.3 Sistem as de Forças C o p lan ares 71
3.4 Sistem as de Força T rid im en sio n al 83

4 Resultantes de Sistemas de Forças 96


4.1 M o m e n to de u m a Força — F orm ulação Escalar 96
4.2 P ro d u to V etorial 100
4.3 M o m e n to de u m a Força — F orm ulação V etorial 103
4.4 P rincípios dos M o m e n to s 107
4.5 M o m e n to de u m a Força em relação a um Eixo Específico 117
4.6 M o m e n to de um B inário 125
4 .7 S istem a E q u iv alen te 135
v iii E s t á t ic a

4 .8 R esu ltan tes d e u m S istem a d e Forças e M o m e n to s de B inários 137


4 .9 R eduções A dicionais de u m Sistem a d e Forças e M o m e n to s 140
4 .1 0 R ed u ção d e u m Sistem a Sim ples de C argas D istrib u íd as 153

5 Equilíbrio de um Corpo Rígido 164


5.1 C o n d iç õ e s de E quilíbrio p ara u m C o rp o R ígido 164
5 .2 E q u ilíb rio em D uas D im en sõ es — D iagram as de C o rp o Livre 166
5 .3 E q u açõ es de E q u ilíb rio 177
5 .4 E lem en to s co m D uas e Três Forças 186
5 .5 E q u ilíb rio em Três D im en sõ es — D iagram as de C o rp o Livre 197
5 .6 E q u ações d e E q u ilíb rio 202
5 .7 R estrições p ara u m C o rp o R ígido 202

6 Análise Estrutural 220


6 .1 Treliças S im ples 220
6 .2 O M é to d o d o s N ós 222
6 .3 E lem en to s d e Força N u la 228
6 .4 O M é to d o das Seções 233
*6.5 Treliças Espaciais 242
6 .6 E stru tu ras e M á q u in a s 245

7 Forças Internas 277


7.1 Forças In te rn a s D esen v o lv id as em E lem en to s E stru tu rais 277
*7.2 E q u ações e D iagram as d e Forças de C isa lh a m e n to e d e M o m e n to s Fletores 291
*7.3 R elações e n tre C a rre g a m e n to D istrib u íd o , Força d e C isa lh a m e n to e M o m e n to Fletor 298
*7.4 C ab o s 308
00

Atrito 322
8 .1 C aracterísticas d o A trito Seco 322
8 .2 P ro b lem as E n v o lv e n d o A trito Seco 325
8 .3 C alço s 343
8 .4 Forças de A trito em P arafusos 345
8 .5 Forças d e A trito em C orreias P lanas 351
*8.6 Forças de A trito em M ancais de Escoras co m A néis, em M ancais Axiais e em D iscos 357
8 .7 Forças d e A trito em M ancais R adiais 360
*8 .8 R esistência ao R o la m e n to 361

9 Centro de Gravidade e Centróide 371


9.1 C e n tro d e G ra v id ad e e C e n tro d e M assa d e u m Sistem a d e P o n to s M ateriais 371
9 .2 C e n tro d e G rav id ad e, C e n tro d e M assa e C e n tró id e de u m C o rp o 373
9 .3 C o rp o s C o m p o sto s 391
*9.4 T eorem as de P ap p u s e G u ld in u s 401
*9.5 R esu ltan te de u m C a rre g a m e n to D istrib u íd o G eral 408
*9.6 Pressão d e u m F luido 409
S u m á r io ix

10 Momentos de Inércia 422


10.1 D efinição de M o m en to s de Inércia de Áreas 422
10.2 Teorem a dos Eixos Paralelos para u m a Área 423
10.3 Raio de G iração de u m a Área 424
10.4 M o m e n to s de Inércia de u m a Área p o r In teg ração 424
10.5 M o m e n to s de Inércia de Áreas C o m p o sta s 431
*10.6 P ro d u to de Inércia de u m a Área 438
*10.7 M o m e n to s de Inércia de u m a Área em relação a Eixos In c lin a d o s 441
*10.8 C írcu lo de M o h r para M o m en to s de Inércia 444
10.9 M o m e n to de Inércia de M assa 452

11 Trabalho Virtual 464


11.1 D efinição de T rabalho e T rabalho V irtual 464
11.2 P rin cíp io dos T rabalhos V irtuais para um P o n to M aterial e para u m C o rp o R ígido 466
11.3 P rin cíp io dos T rabalhos V irtuais para um Sistem a de C o rp o s Rígidos In terlig a d o s 467
*11.4 Forças C on serv ativ as 478
*11.5 Energia P otencial 480
*11.6 C ritério da Energia P otencial para o E quilíbrio 481
*11.7 E stabilidade do E quilíbrio 482

Expressões Matemáticas 493

B Análise Numérica e Computacional 495

Revisão dos Fundamentos de Engenharia 500

Respostas 515

índice 529
P r e fá c io

O objetivo principal deste livro é fornecer ao estudante um a apresentação clara e com pleta da teoria de
mecânica e aplicações à engenharia. Para atingir esse objetivo o autor não tem trabalhado isoladam ente; em
grande parte, esta obra, ao longo de suas 10 edições, tem sido m oldada pelos com entários e sugestões de cen te­
nas de professores que a revisaram , bem como por muitos dos alunos do autor.

N ovas ca ra cterística s
Esta décima edição apresenta características singulares, dentre as quais podem os destacar:

• I l u s t r a ç õ e s . Ao longo do livro, foram incluídas ilustrações realistas que apresentam um a forte conexão
com a natureza 3-D da engenharia. Além disso, procurou-se fornecer uma boa visão dos objetos físicos, suas
dimensões e os vetores a eles aplicados, de m aneira que as situações possam ser facilm ente entendidas.

• P r o b le m a s . Os conjuntos de problem as foram revisados de m odo que os professores possam selecionar


problem as tanto de projeto quanto de análise com um am plo leque de dificuldade. A lém do autor, dois outros
profissionais verificaram todos os problem as para garantir clareza e exatidão das soluções. No fim de alguns capí­
tulos, foram propostos projetos a serem desenvolvidos.

• M a t e r i a l d e R e v is ã o . Foram incluídas no final dos capítulos seções de revisão para o aluno recordar
os pontos im portantes.

N aturalm ente, os pontos fortes deste livro perm anecem os mesmos: onde necessário, dá-se grande ênfase à
construção de diagram as de corpo livre e ressalta-se a im portância da seleção de um sistem a de coordenadas
apropriado, com a devida convenção de sinal para os com ponentes dos vetores.

C on teú d o
O livro é dividido em 11 capítulos, nos quais os princípios são aplicados prim eiro a situações simples e depois
a situações mais complicadas. Na m aioria das vezes, cada princípio é aplicado prim eiro a um ponto m aterial,
depois a um corpo rígido subm etido a um sistema de forças coplanares e finalm ente a um caso geral de sistem a
de forças tridim ensional atuando sobre um corpo rígido.
O C apítulo 1 começa com um a introdução à m ecânica e um a discussão sobre unidades. A notação de um
vetor e as propriedades do sistem a de forças concorrentes são introduzidas no C apítulo 2. Essa teoria é então
aplicada ao equilíbrio de uma partícula no C apítulo 3. O C apítulo 4 contém uma discussão geral dos sistem as de
forças concentradas e distribuídas e os m étodos usados para simplificá-los. Os princípios do equilíbrio de corpo
rígido são desenvolvidos no C apítulo 5 e depois são aplicados a problem as específicos envolvendo o equilíbrio
de treliças, estruturas e m áquinas, no C apítulo 6, e à análise das forças internas em vigas e cabos, no C apítulo 7.
No Capítulo 8 são oferecidas aplicações a problem as que envolvem forças de atrito e no C apítulo 9 são ap re ­
sentados tópicos relacionados a centro de gravidade e centróide. Se o tem po perm itir, podem ser estudadas
seções concernentes a tópicos mais adiantados, indicadas por asteriscos (*). A m aioria desses tópicos está incluí­
da no Capítulo 10 (m om entos de inércia de área e m assa) e no C apítulo 11 (trabalho virtual e energia p o ten ­
cial). Observe que esse m aterial tam bém oferece uma referência dos princípios básicos a serem discutidos em
cursos mais avançados.
x ii E s t á t ic a

D e se n v o lv im e n to A lte r n a tiv o .
A critério do professor, alguns dos m ateriais podem ser apresentados
num a seqüência diferente sem perda de continuidade. Por exemplo, é possível introduzir o conceito de força e
todos os m étodos necessários de análise vetorial abordando prim eiro o C apítulo 2 e a Seção 4.2. Então, depois
que o restan te do C apítulo 4 (sistem as de força e m om ento) tiver sido estudado, podem ser discutidos os m éto­
dos de equilíbrio dos capítulos 3 e 5.

C a ra cterística s E sp eciais

O rg a n iza çã o e A b o rd a g em . O conteúdo de cada capítulo está organizado em seções bem definidas que
contêm uma explanação de tópicos específicos, exem plos (problem as resolvidos) e um conjunto de problem as
propostos. Os tópicos em cada seção estão colocados em subgrupos definidos por títulos em negrito. O propósi­
to dessa disposição é apresentar um m étodo estruturado para a introdução de cada nova definição ou novo con­
ceito, to rn an d o o livro adequado para futuras referências e recapitulações.

C o n teú d o d os C a p ítu lo s.
C ada capítulo inicia-se com uma ilustração dem onstrando a ampla aplicabili­
dade do m aterial nele contido. Um a lista do conteúdo do capítulo é fornecida para dar uma visão geral do m ate­
rial a ser abordado.

D ia g ra m a s d e Corpo Livre. O prim eiro passo na resolução da m aioria dos problem as de mecânica exige
a construção de um diagram a. Com isso, o aluno cria o hábito de organizar os dados necessários, enquanto se con­
centra nos aspectos físicos do problem a e na sua geom etria. Se esse passo for dado corretam ente, a aplicação das
equações relevantes se tornará bastante sistem ática, pois os dados podem ser tom ados diretam ente do diagram a
construído. Esse passo é particularm ente im portante quando se resolvem problem as de equilíbrio, e, por essa
razão, enfatiza-se fortem ente ao longo do livro a construção de diagram as de corpo livre. Em particular, foram
p reparados seções especiais e exem plos para m ostrar com o se traçam diagram as de corpo livre, e, para se desen­
volver essa prática, foram incluídos em m uitas seções problem as propostos.

P r o c e d im e n to p ara A n á lise. E ncontrado no fim de m uitos capítulos, este recurso singular fornece ao
estu d an te um m étodo lógico e ordenado para a aplicação da teoria. Segue-se esse m étodo para resolver os pro­
blem as propostos com o exemplos, de m odo que sua aplicação num érica seja esclarecida. E ntretanto, deve-se
en ten d er que uma vez que se tenha aprendido os princípios relevantes e se tenha obtido a confiança suficiente,
o estudante poderá, então, desenvolver seus próprios procedim entos para resolver os problemas.

F o to g ra fia s. Utilizam -se m uitas fotos ao longo de todo o livro para explicar com o os princípios da m ecânica
se aplicam a situações reais. Em m uitas seções, usaram -se fotografias para m ostrar como os engenheiros devem
p ropor inicialm ente um m odelo idealizado para a análise e passar, então, à construção de um diagram a de corpo
livre para aplicar a teoria a esse modelo.

P o n to s Im p o r ta n te s. Este recurso fornece um resum o dos conceitos mais im portantes apresentados na


seção, enfatizando os pontos mais significativos que devem ser entendidos ao se aplicar a teoria à solução de
problem as.

E n te n d im e n to C o n ceitu a i. Pelo uso de fotos distribuídas ao longo do livro, aplica-se a teoria de m aneira
simplificada para ilustrar algum as de suas características conceituais mais im portantes e introduzir gradativam ente
o significado físico de m uitos dos term os usados nas equações. Essas aplicações simplificadas aum entam o interesse
no assunto e ajudam o estudante a entender os exemplos e solucionar os problemas.

E xem p los. Todos os problem as propostos com o exem plos são apresentados de m aneira concisa e num estilo
de fácil com preensão.
P r e f á c io x iii

P rob lem as P rop ostos


• P ro b le m a s d e D ia g ra m a d e Corpo Livre. Muitas seções do livro contêm problem as introdutórios
que apenas exigem o traçado do diagram a de corpo livre. Essas tarefas m ostrarão ao estudante a im portância
dessa habilidade para a resolução com pleta de qualquer problem a de equilíbrio.

• P ro b le m a s d e A n á lise G eral e P rojeto s. A m aioria dos problem as neste livro retrata situações
realistas encontradas na prática de engenharia e alguns deles provêm de produtos reais utilizados na indústria.
Espera-se que esse realism o tanto estimule o interesse do estudante pela m ecânica, quanto forneça um m eio de
desenvolver a habilidade em reduzir qualquer problem a nessa área a um m odelo ou representação simbólica ao
qual os princípios da mecânica possam ser aplicados.
Procurou-se m anter um bom equilíbrio entre o uso de unidades do SI e do FPS. A lém disso, tentou-se ap re ­
sentar os problem as, em todos os conjuntos, em ordem crescente de dificuldade. (O s problem as de revisão no
fim de cada capítulo são apresentados aleatoriam ente.) As respostas de três em cada q u atro problem as p ro p o s­
tos são dadas no final do livro. Para alertar o leitor da falta de resposta utilizou-se um asterisco (*) antes do
núm ero do problem a.

• P ro b le m a s C o m p u ta cio n a is. Foram incluídos alguns problem as que podem ser resolvidos usando-
se procedim entos num éricos executáveis tanto num m icrocom putador quanto num a calculadora program ável. No
A pêndice B são apresentadas técnicas num éricas adequadas e respectivos program as de com putador. A intenção
é am pliar a aptidão do estudante para usar outras formas de análise m atem ática sem sacrificar o tem po necessário
ao entendim ento da aplicação dos princípios da mecânica. Problem as desse tipo, que podem ou devem ser resolvi­
dos por meio de procedim ento numérico, são identificados por um quadrado (■) antes de seu núm ero.

• P rojetos. No fim de alguns capítulos, foram incluídos projetos. C onsidera-se que esse tipo de tarefa seja
proposto som ente após o estudante ter adquirido o conhecim ento básico do assunto. Esses projetos são dedica­
dos à solução de problem as por meio da especificação da geom etria de uma estrutura ou objeto m ecânico
necessário para uma tarefa específica. Exige-se uma análise cinem ática e dinâm ica, e, em m uitos casos, os resul­
tados podem abranger questões de segurança e custos.

• R evisão d o s C a p ítu lo s. Novas seções de revisão resum em , freqüentem ente em listas, os pontos
im portantes em cada capítulo.

• A pên dices. Os apêndices são uma fonte de fórm ulas m atem áticas e de análise num érica necessárias à
solução dos problemas.

M aterial de A poio
No site do livro (ww w .prenhall.com /hibbeler_br) estão disponíveis recursos adicionais para p ro ­
fessores e estudantes, com o as figuras do livro em PowerPoint, exercícios adicionais (em inglês) e o
M anual de Soluções (tam bém em inglês).

A g ra d ecim en to s
O autor em penhou-se em escrever este livro para atender o estudante e o professor. A través dos anos, m uitas
pessoas contribuíram para seu desenvolvim ento, e serei sem pre grato pelas suas valiosas sugestões e com entários.
Particularm ente, quero agradecer as seguintes pessoas pelos com entários que fizeram sobre este livro:

Paul Heyliger, Colorado State University


Kenneth Sawyers, Lehigh University
John Oyler, Universidade de Pittsburgh
Glenn Beltz, Universidade da Califórnia - Santa Barbara
Johannes Gessler, Colorado State University
x iv E s t á t ic a

W ilfred Nixon, Universidade de Iowa


Jonathan Russell, U.S. Coast Guard A cadem y
R obert Hinks, A rizona State University
Cap. M ark O rw at, U.S. Military Academy, West Point
Cetin C etinyaka, Clarkson University
Jack Xin, Kansas State University
Fierre Julien. Colorado State University
S tephen Bechtel, O hio State University
W.A. C urtain. Brown University
R obert O akberg, M ontana State University
R ichard B ennett, Universidade do Tennessee

D evo um agradecim ento especial aos professores Will Liddell, Jr. e Henry Kuhlman por sua ajuda específi­
ca. Devo tam bém apresentar um agradecim ento especial a Scott Hendricks da VPI e Karim N ohra da University
of South Califórnia, que diligentem ente verificaram todo o texto e os problemas. G ostaria de agradecer a revisão
feita por m inha esposa, Conny (C ornelie), durante o tem po em que preparei o m anuscrito para publicação.
Finalm ente, m uitos agradecim entos são estendidos a todos os meus alunos e aos professores que espon­
tan eam en te gastaram seu tem po para me enviar sugestões e com entários. Com o uma lista com todos os nomes
seria m uito extensa, espero que aqueles que me ajudaram dessa m aneira aceitem meu reconhecim ento anônimo.
A preciaria muitíssim o receber a qualquer m om ento seus com entários, sugestões ou problem as a respeito
desta edição.
Rnssel Charles Hibbeler
hibbeler@ bellsouth.net
P r in c íp io s G e r a is

O bjetivos do C a pítu lo

• Oferecer uma introdução às quantidades básicas


e idealizações da mecânica.
• Apresentar o enunciado das leis de Newton do
movimento e da gravitação.
• Revisar os princípios para a aplicação do Sistema
Internacional de Unidades - SI.
• Investigar os procedimentos padrão de execução
de cálculos numéricos.
• Oferecer uma orientação geral para a resolução
de problemas.

1 .1 M e c â n ic a

A mecânica é definida como o ram o das ciências O projeto desta estrutura de foguete e de torre de lançamento
requer conhecimento básico de estática e dinâmica, que são o obje­
físicas que trata do estado de repouso ou de m ovim en­ to da mecânica.
to de corpos sujeitos à ação de forças. Em geral, esse
assunto é subdividido em mecânica dos corpos rígidos, mecânica dos corpos
deformáveis e mecânica dos fluidos. Este livro trata apenas da m ecânica dos
corpos rígidos, um a vez que esta constitui um a base adequada para o projeto
e a análise de m uitos tipos de dispositivos estruturais, mecânicos ou elétricos
encontrados na engenharia. Além disso, ela fornece o conhecim ento necessá­
rio para o estudo da mecânica dos corpos deform áveis e da m ecânica dos
fluidos.
A mecânica dos corpos rígidos divide-se em duas áreas: estática e dinâm i­
ca. A estática trata do equilíbrio dos corpos, isto é, daqueles que estão em
repouso ou em m ovimento, com velocidade constante; já a dinâmica preocu­
pa-se com o m ovim ento acelerado dos corpos. A pesar de a estática poder ser
considerada um caso especial da dinâm ica, no qual a aceleração é nula, ela
m erece tratam ento separado no estudo da engenharia, um a vez que m uitos
objetos são desenvolvidos com o intuito de que se m antenham em equilíbrio.
D e se n v o lv im e n to H istórico. O s princípios da estática desenvolveram -se
há m uito tem po, p o rq u e podiam ser explicados sim plesm ente p o r m edições
de g eo m etria e força. Por exem plo, os escritos de A rq u im ed e s (287-212
a.C.) trata m do princípio da alavanca. E studos so b re polia, plan o in clin a­
do e to rção tam bém aparecem reg istrad o s em escritos antigos, da época
em que os req u isito s da en g en h aria restringiam -se b asicam en te à c o n stru ­
ção de edifícios.
2 E s t á t ic a

C om o os princípios da dinâm ica dependem da m edição precisa do tem po,


esse assunto se desenvolveu bem mais tarde. Galileu Galilei (1564-1642) foi
um dos prim eiros que m uito contribuiu nesse campo. Seu trabalho consistiu
em experiências com pêndulos e corpos em queda. As contribuições mais sig­
nificativas para a dinâm ica, no entanto, foram oferecidas por Isaac Newton
(1642-1727), conhecido por sua explicação das três leis fundam entais do m ovi­
m ento e pela lei universal da atração da gravidade. Pouco depois que essas leis
foram postuladas, técnicas im portantes para sua aplicação foram desenvolvi­
das p o r Euler, D ’A lem bert, Lagrange e outros.

1 .2 C o n c e it o s F u n d a m e n t a is

A ntes de com eçarm os o estudo da m ecânica, é im portante com preender


o significado de alguns conceitos e princípios fundamentais.
Q u a n tid a d e s B á sica s. As quatro quantidades que se seguem são usadas em
toda a mecânica.
Com prim ento. O com prim ento é necessário para localizar a posição de um
ponto no espaço e, por meio dele, descrever a dim ensão de um sistema físico.
U m a vez definida um a unidade-padrão de com prim ento, pode-se definir qu an ­
titativam ente distâncias e propriedades geom étricas de um corpo como
m últiplos da unidade de com prim ento.
Tempo. O tem po é concebido com o uma sucessão de eventos. A pesar de os
princípios da estática serem independentes do tem po, essa quantidade desem ­
penha im portante papel no estudo da dinâmica.
M assa. A m assa é um a propriedade da m atéria pela qual se pode com parar
a ação de um corpo com a de outro. Essa propriedade se m anifesta com o uma
atração da gravidade entre dois corpos e fornece a m edida quantitativa da resis­
tência da m atéria à m udança de velocidade.
Força. Em geral, a força é considerada um ‘em purrão’ ou ‘puxão’ exercido
por um corpo sobre outro. Essa interação pode ocorrer quando há contato dire­
to entre os dois corpos, com o quando um a pessoa em purra uma parede, ou
pode ocorrer à distância, quando os corpos estão fisicamente separados. Alguns
exem plos deste últim o caso são as forças da gravidade, elétricas e magnéticas.
Em qualquer caso, a força é com pletam ente caracterizada por sua intensida­
de, direção e ponto de aplicação.
Id e a liza çõ e s. As idealizações ou m odelos são usadas em mecânica a simpli­
ficar a aplicação da teoria. A lgum as das idealizações serão definidas a seguir.
O utras serão discutidas em outros m om entos, quando for necessário.
Ponto Material. Um p onto material possui massa, porém suas dim ensões são
desprezíveis. Por exemplo, o tam anho da Terra é insignificante com parado às
dim ensões de sua órbita e, portanto, ela pode ser m odelada como um ponto
m aterial ao se estudar seu m ovim ento orbital. Q uando um corpo é idealizado
com o um ponto m aterial, os princípios da mecânica reduzem -se a um a form a
sim plificada, um a vez que a geom etria do corpo não será envolvida na análise
do problem a.
Corpo Rígido. U m corpo rígido pode ser considerado a com binação de gran­
de núm ero de partículas no qual todas elas perm anecem a um a distância fixa
um as das outras, tanto antes com o depois da aplicação de um a carga. Com o
resultado, as propriedades do m aterial de qualquer corpo supostam ente rígido
não precisam ser consideradas na análise das forças que atuam sobre ele. Na
m aioria dos casos, as deform ações reais que ocorrem em estruturas, máquinas,
Cap. i P r in c íp io s G e r a is 3

mecanismos e sim ilares são relativam ente pequenas e a hipótese de corpo rígi­
do é adequada para a análise.
Força Concentrada. Um a força concentrada representa o efeito de uma car­
ga adm itida com o atuando em um ponto do corpo. Pode-se representar uma
carga como força concentrada, desde que a área sobre a qual ela é aplicada Equilíbrio
seja pequena, com parada às dim ensões totais do corpo. Um exem plo seria a
força de contato entre uma roda e o terreno.
A s Três Leis cio M o v im e n to de N e w to n . Tudo o que a m ecânica aborda é
explicado a partir das três leis do m ovimento de Newton, cuja validade é basea­ Movimento acelerado
da em observações experimentais. Essas leis se aplicam ao m ovim ento do ponto
m aterial m edido a partir de um sistema de referência não acelerado.* Em rela­ . força de A sobre B
ção à Figura 1.1, pode-se dizer, em resumo, o que se segue. F ' i F
A B V
Primeira Lei. Um ponto m aterial inicialm ente em repouso ou m ovendo-se em força de B sobre A
linha reta, com velocidade constante, perm anece nesse estado desde que não Ação — reação
seja subm etido a uma força desequilibrada.
Segunda Lei. Um ponto m aterial sob a ação de um a força desequilibrada F Figura 1.1
sofre uma aceleração a que tem a m esma direção da força e grandeza direta­
m ente proporcional a ele.1 Se F for aplicada a um ponto m aterial de massa m,
essa lei pode ser expressa m atem aticam ente como:

F = ma ( 1.1)
Terceira Lei. As forças m útuas de ação e reação entre dois pontos m ateriais
são iguais, opostas e colineares.
Lei d e N e w to n de A tra ç ã o d a G ra vid a d e. Depois de explicar suas três leis
do m ovimento, N ewton postulou a lei que governa a atração da gravidade entre
dois pontos m ateriais quaisquer. Expressa m atem aticam ente:

(1.2)

onde
F = força da gravidade entre os dois pontos m ateriais
G = constante universal da gravidade; de acordo com evi­
dência experim ental, G = 66,73(10 -12) m3/(k g * s2)
m u m 2 = massa de cada um dos dois pontos m ateriais
r = distância entre os dois pontos m ateriais
Peso. De acordo com a Equação 1.2, quaisquer dois pontos m ateriais ou cor­
pos têm uma força de atração m útua (gravitacional) que atua entre eles.
E ntretanto, no caso de um ponto m aterial localizada sobre a superfície da Terra
ou próxima dela, a única força de gravidade com intensidade m ensurável é aque­
la entre a Terra e o ponto m aterial. Conseqüentem ente, essa força, denom inada
peso, será a única força da gravidade considerada neste estudo da mecânica.
Pela Equação 1.2, pode-se desenvolver uma expressão aproxim ada para deter­
minar o peso W de um ponto material com massa m x = m. Admitindo-se que a
Terra seja uma esfera de densidade constante que não gire e que tenha massa m 2
= M t , e se r é a distância entre o centro da Terra e o ponto material, tem-se:

* Como vimos à p. 2, neste livro optou-se pelo uso do termo 'ponto material'; em alguns casos,
como o das leis de Newton, seria comum também o uso do termo párticula’ (N. do E.).
1 Dito de outra maneira, a força desequilibrada que atua sobre o ponto material é proporcional
à taxa de mudança do momento linear deste.
4 E s t á t ic a

Fazendo-se g = GM rlr2, tem-se:

W = mg (1.3)

Por com paração com F = m a, denom inam os g a aceleração devida à gra­


vidade. Com o ela depende de r, pode-se observar que o peso de um corpo não
é um a quantidade absoluta. A o contrário, sua intensidade é determ inada onde
a m edição foi feita. Para a m aioria dos cálculos de engenharia, entretanto, g é
determ inada ao nível do m ar e na latitude de 45°, que é considerada a 'locali-
zação-padrâo’.

1 .3 U n id a d e s de M e d id a

As quatro quantidades básicas — força, massa, com prim ento e tem po —


não são todas independentes umas das outras. Elas estão relacionadas pela
segunda lei do m ovim ento de Newton, F = ma. Por causa disso, as unidades
usadas para m edir essas quantidades não podem ser selecionadas arbitraria­
m ente. A igualdade F = m a é m antida som ente se três das quatro unidades,
cham adas unidades básicas, são definidas arbitrariamente, e a quarta unidade
é então derivada da equação.
U n id a d es SI. O Sistema Internacional de Unidades, abreviado SI, do fran­
cês “Système International d ‘U nités”, é uma versão m oderna do sistema
m étrico que teve aceitação m undial. Com o m ostra a Tabela 1.1, o sistema SI
especifica o com prim ento em m etros (m), o tem po em segundos (s) e a massa
em quilogram as (kg). A unidade de força, cham ada newton (N), é derivada de
F = ma. Assim, um new ton é igual à força requerida para dar a 1 quilogram a
de m assa um a aceleração de 1 m/s2 (N = kg-m /s2).
Se o peso de um corpo situado na ‘localização-padrão’ for determ inado
em newtons, então deverá ser aplicada a Equação 1.3. Nessa equação, g =
9,80665 m/s2; entretanto, nos cálculos, será usado o valor g = 9,81 m/s2. Assim:

l kg W = m g (g = 9,81 m/s2) (1.4)

Portanto, um corpo de massa de 1 kg pesa 9,81 N, um corpo de 2 kg pesa


* 9,8 i n 19,62 N e assim por diante (Figura 1.2a).
S is te m a U su a l A m e r ic a n o . No sistem a de unidades Usual A m ericano (FPS
— fe e t, p o u n d , second — pé, libra, segundo), o com prim ento é m edido em
(pés), a força em libras (lb) e o tem po em segundos (s) (Tabela 1.1). A uni-
] ]u dade de m assa, cham ada slug, é derivada de F = ma. Portanto, 1 slug é igual
r à quantidade de m atéria acelerada de 1 pé/s2 quando acionada por uma força
de 1 lb (slug - lb • s2/pé).
Para se determ inar a massa de um corpo que tenha o peso m edido em
32,2 lb libras, deve-se aplicar a E quação 1.3. Se as m edidas forem feitas na ‘localiza-
(b) ção-padrão’, então g — 32,2 pé/s2 será usado nos cálculos. Portanto:

Figura 1.2 W ,
m = — (g = 32,2 pés/s2) (1.5)

Desse modo, um corpo pesando 32,2 lb tem massa de 1 slug, um corpo


pesando 64,4 lb tem massa de 2 slugs e assim por diante (Figura 1.2b).
Cap. i P r in c íp io s G e r a is 5

T abela 1.1 • Sistem as de U n id a d es

Nome Comprimento Tempo Massa Força


Sistema Internacional metro segundo quilograma newton*
de Unidades (m) (s) (kg) (N)
(SI)
(\ Ts )/
Usual Americano pé segundo slug* libra
/lb - s2\
(FPS) (pé) (s) V pé / (lb)

* Unidade derivada.

C onversão de U n idades. A Tabela 1.2 fornece um conjunto de fatores de


conversão direta entre unidades FPS e SI para as quantidades básicas. Além
disso, lembre-se de que no sistema FPS, 1 pé = 12 polegadas, 5.280 pés = 1
milha, 1.000 lb = 1 kip (quilo-libra) e 2.000 lb = 1 t.

T abela 1.2 • Fatores de C onversão

Unidade de Unidade de
Quantidade medida Igual a medida (SI)
(FPS)
Força lb 4,4482 N
Massa slug 14,5938 kg
Comprimento pé 0,3048 m

1 .4 S istem a I n t e r n a c io n a l de U n id a d e s

O sistema SI será bastante usado neste livro, visto que se pretende torná-
lo o padrão de m edidas m undial. Por isso, as regras para seu uso e a term inologia
relevante para a mecânica são apresentadas a seguir.
P refixos. Q uando uma quantidade num érica é muito grande ou m uito p eq u e­
na, as unidades usadas para definir seu tam anho devem ser acom panhadas de
um prefixo. Alguns dos prefixos usados no sistema SI são m ostrados na Tabela
1.3. Cada um representa um m últiplo ou subm últiplo de uma unidade que, apli­
cado sucessivamente, move o ponto decimal de uma quantidade num érica para
cada terceira casa decim al.2 Por exemplo, 4.000.000 N = 4.000 kN (quilonew-
ton) = 4 MN (m eganew ton) ou 0,005 m = 5 mm (m ilím etros). O bserve que o
sistema SI não inclui o m últiplo deca (10) nem o subm últiplo centi (0,01), que
fazem parte do sistema métrico. Exceto para algumas m edidas de volum e e
área, o uso desses prefixos deve ser evitado em ciência e engenharia.
R egras de Uso. As regras a seguir perm item o uso adequado dos vários sím ­
bolos SI:
1. Um símbolo nunca é escrito no plural, uma vez que pode ser confun­
dido com a unidade de segundo (s).

2 O quilograma é a única unidade básica definida com prefixo.


6 E s t á t ic a

T abela 1 .3 • P refixos
Forma exponencial Prefixo Símbolo SI
Múltiplo
1 000 000 000 IO9 giga G
1 000 000 106 mega M
1 000 103 quilo k
Submúltiplo
0,001 IO"3 mili m
0,000 001 IO-6 micro P
0,000 000 001 10“9 nano n

2. Os símbolos devem ser sempre escritos com letras minúsculas, com as


seguintes exceções: os símbolos dos dois prefixos maiores m ostrados na
Tabela 1.3, giga e mega, G e M, respectivamente, devem ser sempre
escritos com letra maiúscula; os símbolos referentes a nomes de pes­
soas tam bém devem ser escritos com letra maiúscula, por exemplo, N.
3. Q uantidades definidas por diferentes unidades que são múltiplas
umas das outras devem ser separadas por um ponto para evitar con­
fusão com a notação do prefixo, como no caso de N = kg-m /s2 =
k g -n v s -2 . Da m esm a m aneira, m*s (m etro-segundo), enquanto ms
(m ilissegundo).
4. Potência representada por uma unidade refere-se a ambas as unida­
des e seu prefixo. Por exemplo, p.N 2 = (;u.N)2 = p N • pN . Da mesma
m aneira, m m 2 representa (m m )2 = m m ‘mm.
5. A o realizar cálculos, represente os núm eros em term os de suas uni­
dades básicas ou derivadas, convertendo todos os prefixos a potências
de 10. O resultado final deve então ser expresso usando-se um único
prefixo. A lém disso, após os cálculos, é m elhor m anter os valores
num éricos entre 0,1 e 1.000; caso contrário, deve ser escolhido um p re­
fixo adequado. Por exemplo:

(50 kN)(60 nm) = [50(103) N ][60(10'9) m]


= 3.000(10~6) N • m = 3(10 3) N • m = 3 mN • m

6. Prefixos com postos não devem ser usados. Por exemplo, kp s (quilo-
m icrossegundo) deve ser expresso como ms (milissegundo), visto que
1 k p s = 1(103)(10-6) s = 1(10“3) s = 1 ms.
7. Com exceção da unidade básica quilograma, evite, em geral, o uso de
prefixo no denom inador de unidades compostas. Por exemplo, não escre­
va N/mm, mas kN/m; além disso m/mg deve ser escrito como Mm/kg.
8. A pesar de não serem expressos em m últiplos de 10, o m inuto, a hora
etc. são m antidos, por razões práticas, com o m últiplos do segundo.
Além do mais, as m edidas angulares planas são feitas em radianos
(rad). N este livro, entretanto, serão usados com freqüência graus,
sendo 180° = t t rad.

1 .5 C álculos N u m é r ic o s

Os cálculos num éricos, em engenharia, costum am ser executados com fre­


qüência em calculadoras de m ão e com putadores. E im portante, porém , que as
respostas de quaisquer problem as sejam expressas com precisão e com o uso
de algarism os significativos adequados. Nesta seção serão discutidos esses e
outros aspectos im portantes envolvidos em todos os cálculos de engenharia.
Cap. i P r in c íp io s G e r a is 7

H om ogeneidade D im ensional. Os termos de qualquer equação usada para des­


crever um processo físico devem ser dimensionalmente homogêneos, ou seja, cada
um deles deve ser expresso nas mesmas unidades. Se for o caso, todos os termos
de uma equação poderão ser combinados se os valores numéricos forem substi­
tuídos pelas variáveis. Vamos considerar, por exemplo, a equaçãos s = vt + 1Hat2,
na qual, em unidades SI, 5 é a posição em metros, t é o tem po em segundos (s),
v é a velocidade em m/s e a é a aceleração em m/s2. Independentem ente de
como a equação seja avaliada, ela m antém sua hom ogeneidade dim ensional.
Na forma descrita, cada um dos três term os é expresso em m etros [m, (m/s)8,
(m/á?)S2J ou, resolvendo em função de a, a = 2s /t2 — 2v /t, cada um dos term os
é expresso em unidades de m /s2 [m /s2, m /s2, (m/s)/sj.
Como os problem as de m ecânica envolvem a solução de equações dim en­
sionalm ente hom ogêneas, o fato de que todos os term os de uma equação são
representados por um conjunto de unidades consistente pode ser usado como
verificação parcial para m anipulações algébricas de um a equação.
A lg a rism o s S ig n ifica tivo s. A precisão de um núm ero é determ inada pela
quantidade de algarismos significativos que ele contém . Algarism o significati­
vo é qualquer algarismo, inclusive o zero, desde que não seja usado para
especificar a localização de um ponto decimal do núm ero. Por exemplo, 5.604
e 34,52 têm . cada um, quatro algarismos significativos. Q uando os núm eros
começam ou term inam com zeros, entretanto, é difícil dizer quantos algarismos
significativos há neles. Vamos considerar o núm ero 400. Ele tem um (4), talvez
dois (40), ou três (400) algarismos significativos? A fim de esclarecer essa situa­
ção, o núm ero deve ser descrito como potência de 10. U sando a notação da
engenharia, o expoente é expresso em m últiplos de três para facilitar a conver­
são das unidades SI para as que tenham prefixo apropriado. Assim, 400 expresso
com um algarism o significativo deve ser escrito 0,4(103). Da m esma m aneira,
2.500 e 0,00546 expressos com três algarismos significativos devem ser escritos
assim: 2,50(103) e 5,46(10“ 3).
A r re d o n d a m e n to d e N ú m ero s. Nos cálculos numéricos, a precisão do resul­
tado de um problem a em geral não pode ser m elhor do que a precisão dos dados
do problema. É o que se espera, mas freqüentem ente calculadoras de bolso ou
com putadores envolvem mais dígitos na resposta do que o núm ero de algaris­
mos significativos dos dados. Por essa razão, o resultado calculado deve ser
sempre 'arredondado' para um núm ero apropriado de algarismos significativos.
Para assegurar uma precisão apropriada, aplicam-se as seguintes regras de
arredondam ento de um núm ero com n algarismos significativos:
• Se o n + 1 dígito for m enor do que 5, o n + 1 dígito e os outros que
o seguem devem ser descartados. Por exemplo, 2,326 e 0,451, arred o n ­
dados com n = 2 dígitos significativos, tornam -se 2,3 e 0,45.
• Se o n + 1 dígito for igual a 5 seguido de zeros, arredonda-se o ené-
simo dígito para um núm ero par. Por exemplo, 1,245(103) e 0,8655,
arredondados com n = 3 algarismos significativos, tornam -se 1,24(103)
e 0,866.
• Se o n + 1 dígito for m aior do que ou igual a 5 seguido de qualquer
quantidade de dígitos diferentes de zero, então aum enta-se o enési-
m o dígito de 1 e abandona-se o n + 1 dígito e os que o seguem. Por
exemplo, 0,723 87 e 565,500 3, arredondados com n = 3 dígitos signi­
ficativos, tornam -se 0.724 e 566.

C álculos. Como regra geral, para garantir a precisão do resultado final, ao exe­
cutar cálculos com uma calculadora de bolso deve-se m anter sem pre um núm ero
de dígitos maior do que os dados do problema. Se possível, deve-se procurar
8 E s t á t ic a

fazer os cálculos de m odo que núm eros aproxim adam ente iguais não sejam sub­
traídos, um a vez que a precisão em geral é perdida no resultado do cálculo.
Nos cálculos de engenharia, costuma-se arredondar a resposta final com três
algarismos significativos, já que os dados de geometria, cargas e outras medidas
são expressos com essa precisão.3 Por isso, neste livro, os cálculos interm ediários
dos exemplos em boa parte são realizados com quatro algarismos significativos
e as respostas são dadas em geral com três algarismos significativos.

E X E M P L O 1. 1

C onverta 2 km/h para m/s. Q uantos pés vale essa m edida?

SOLUÇÃO
Com o 1 km = 1.000 m e 1 h = 3.600 s, os fatores de conversão são organiza­
dos na seguinte ordem, de m odo que possa ser feito um cancelamento de unidades:

2 kríi /1.000 m Itf


2 k m /h =
K V ká 3.600 s
2.000 m
= 0,556 m /s R esposta
3.600 s
Pela Tabela 1.2,1 pé = 0,3048 m. Assim:

0,556 hí 1 pé
0,556 m /s =
s 0,3048 ih
= 1,82 pés/s R esposta

EX EM PLO 1.2

C onverta as quantidades 300 lb • s e 52 slug/pé3 para unidades SI ap ro ­


priadas.

SOLUÇÃO
U sando a Tabela 1.2, 1 lb = 4,448 2 N.

4,4482 N
300 lb • s = 300 lb ♦ s
Y6

= 1.334,5 N - s = 1,33 k N -s R esposta

A lém disso, 1 slug = 14,593 8 kg e 1 pé = 0,304 8 m.

52 slug/pé3 =
52 sltíg /'14,593 8 k g \
pré3 '^ 1 sltíg
( lpê
) V0,3048 m j
Y

= 26,8(103)kg/m 3

= 26,8 M g/m 3 R esposta

3 Naturalmente, alguns números, como tt, usados nas fórmulas deduzidas, são exatos e, portanto,
precisos com número infinito de algarismos significativos.
Cap. i P r in c íp io s G e r a is 9

E X E M P L O 1. 3 ________________________________________________

Avalie cada uma das seguintes expressões e expresse-as em unidades SI


com prefixo adequado: (a) (50 mN)(6 GN), (b) (400 mm) (0,6 M N)2, (c) 45
M N3/900 Gg.

SOLUÇÃO
Prim eiram ente, converta cada núm ero para unidades básicas, execute as
operações indicadas e depois escolha um prefixo adequado (consulte a Regra
5 da p. 6).
P a rte (a)

(50 m N )(6 G N ) - [50(10“3) N][6(109) N]

= 300(106) N 2

= 300 kN 2 Resposta

Observe com atenção a convenção kN 2 = (kN )2 = 106 N 2 (R egra 4 da


p. 6).
P a rte (b)
(400 mm)(0,6 M N)2 = [400(10”3) m][0,6(106) N]2

= [400(10~3) m][0,36(1012) N : ]

= 144( 109) m • N 2

= 144 Gm • N Resposta
Podemos escrever também:

= 0,144 m - M N 2

P a rte (c)

45(106 N )3
45 M N 3/900 Gg =
~ 900(106) kg

= 0,05(1012) N 3/k g

= 0,05(103) kN 3/kg

= 50 kN 3/k g Resposta

Nesse caso, usamos as regras 4 e 7 da p. 6.


10 E s t á t ic a

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e
A maneira mais eficaz de aprender os princípios da mecânica é resolvendoproblemas. Para obter sucesso nessa
empreitada, é importante apresentar o trabalho de maneira lógica e ordenada,como sugerido na seguinte seqüên­
cia de passos:
1. Leia o problema cuidadosamente e tente relacionar a situação física real com a teoria estudada.
2. Trace os diagramas necessários e tabule os dados do problema.
3. Aplique os princípios relevantes, geralmente sob a forma matemática.
4. Resolva as equações requeridas algebricamente da maneira mais prática possível e assegure-se de que estejam
dimensionalmente homogêneas, use um conjunto de unidades consistentes e complete a solução numericamen­
te. Expresse a resposta com a quantidade de algarismos significativos compatível com a precisão dos dados.
5. Analise a resposta com julgamento técnico e bom senso para verificar se ela parece ou não razoável.

P ontos Im portantes
• A estática é o estudo dos corpos em repouso ou em movimento com velocidade constante.
• Um ponto material tem massa, mas dimensões desprezíveis.
• Um corpo rígido não se deforma sob a ação de uma carga.
• Forças concentradas são consideradas como atuando em um único ponto do corpo.
• As três leis de Newton devem ser memorizadas.
• Massa é uma propriedade da matéria que não muda de um local para outro.
• Peso refere-se à atração da gravidade da Terra sobre um corpo ou quantidade de massa. Sua intensidade depende
da altitude em que a massa esteja localizada.
• No sistema de unidades de força SI, o newton é uma unidade derivada. Metro, segundo e quilograma são unida­
des básicas.
• Os prefixos G, M, k, /x, n são usados para representar quantidades numéricas grandes e pequenas. Suaexpressão
exponencial deve ser conhecida, juntamente com suas regras de uso, para usar unidades SI.
• Execute os cálculos numéricos com vários algarismos significativos e expresse a resposta com três algarismos sig­
nificativos.
• As manipulações algébricas de uma equação podem ser verificadas em parte assegurando que a equação perma­
neça dimensionalmente homogênea.
• Conheça as regras de arredondamento de números.

P ro bl em a s

1.1. Arredonde os seguintes números com três algaris­ 1.6. Calcule numericamente cada uma das seguintes expres­
mos significativos: (a) 4,65735, (b) 55,578 s, (c) 4.555 N, (d) sões e escreva-as com um prefixo apropriado: (a) (430 kg)2,
2.768 kg. (b) (0,002 mg)2, (c) (230 m)3.
1.2. A madeira tem densidade de 4,70 slug/pé3. Qual é sua 1.7. Um foguete tem massa de 250(103) slugs na Terra.
densidade expressa em unidades SI? Especifique (a) sua massa em unidades SI, (b) seu peso em
unidades SI. Se o foguete estiver na Lua, onde a aceleração
1.3. Escreva cada uma das seguintes quantidades na forma devido à gravidade é gL = 5,30 pés/s2, determine, com três
SI correta usando um prefixo apropriado: (a) 0,000431 kg, algarismos significativos: (c) seu peso em unidades SI e (d)
(b) 35,3 (103) N, (c) 0,00532 km. sua massa em unidades SI.
*1.4. Escreva cada uma das seguintes combinações de uni­ *1.8. Escreva cada uma das seguintes combinações de uni­
dades na forma SI correta usando o prefixo apropriado: (a) dades na forma SI correta: (a) kN/^ts, (b) Mg/mN, (c)
m/ms, (b) /tkm, (c) ks/mg, (d) km • /iN. MN/(kg •ms).
1.5. Se um carro trafega a 55 mi/h, determine sua velocida­ 1.9. O pascal é uma unidade de pressão muito pequena.
de em quilômetros por hora e metros por segundo. Para comprovar essa afirmação, converta 1 Pa = 1 N/m2 para
Cap. i P r in c íp io s G e r a is 11

lb/pé2. A pressão atmosférica ao nível do mar é 14,7 lb/pol2. *1.16. Dois pontos materiais têm massa de 8 kg e 12 kg, res­
Quantos pascais vale essa quantidade? pectivamente. Se estão separados 800 mm, determine a força
da gravidade que atua entre eles. Compare o resultado com
1.10. Qual é o peso em newtons de um objeto que tem
o peso de cada ponto material.
massa: (a) 10 kg, (b) 0,5 g, (c) 4,50 Mg? Expresse o resultado
com três algarismos significativos. Use o prefixo apropriado. 1.17. Determine a massa de um objeto que tem peso de (a)
20 mN, (b) 150 kN, (c) 60 MN. Escreva a resposta com três
1.11. Calcule numericamente cada uma das expressões
algarismos significativos.
com três algarismos significativos e escreva cada resposta
em unidades SI usando um prefixo adequado: (a) 354 mg(45 1.18. Se um homem pesa 155 lb na Terra, especifique: (a)
km)/(0,035 6 kN), (b) (0,004 53 Mg)(201 ms), (c) 435 sua massa em slugs, (b) sua massa em quilogramas, (c) seu
MN/23,2 mm. peso em newtons. Se o homem estiver na Lua, onde a acele­
ração devida à gravidade é gL = 5,30 pés/s2, determine: (d)
*1.12. Converta cada uma das seguintes expressões e escre­
seu peso em libras, (e) sua massa em quilogramas.
va a resposta usando um prefixo adequado: (a) 175 lb/pé3
para kN/m\ (b) 6 pés/h para mm/s, (c) 835 lb- pés para kN■m. 1.19. Usando as unidades básicas do sistema SI, mostre que
a Equação 1.2 é uma equação dimensionalmente homogê­
1.13. Converta cada uma das seguintes expressões com três
nea que dá F em newtons. Determine, com três algarismos
algarismos significativos: (a) 200 lb-pés para N-m, (b) 450
significativos, a força da gravidade que atua entre duas esfe­
lb/pé3 para kN/m3, (c) 15 pés/h para mm/s.
ras que se tocam. A massa de cada esfera é 200 kg e o raio
1.14. Se um objeto tem massa de 40 slugs, determine sua é 300 mm.
massa em quilogramas.
*1.20. Calcule cada uma das seguintes expressões com três
1.15. A água tem densidade de 1,94 slugs/pé3. Qual é a den­ algarismos significativos e escreva cada resposta em unida­
sidade expressa em unidades SI? Escreva a resposta com três des SI usando o prefixo apropriado: (a) (0,631 Mm)/(8,60
algarismos significativos. kg)2, (b) (35 mm)2 (48 kg)3.
V etores Força

O bjetivos do C a pít u l o

• Mostrar como somar forças e decompô-las em


componentes usando a lei do paralelogramo.
• Expressar a força e sua localização na forma veto-
rial cartesiana e explicar como determinar a
intensidade e a direção dos vetores.
• Introduzir o conceito de produto escalar para
determinar o ângulo entre dois vetores ou a pro­
jeção de um vetor sobre o outro.

2 .1 ESC ALARES E VETORES

A m aioria das quantidades físicas, em mecânica, pode


ser expressa m atem aticam ente por meio de escalares e
vetores.
E scalar. Um a quantidade caracterizada por um núm e­
ro positivo ou negativo é cham ada escalar. Por exemplo,
A torre de comunicações é estabilizada pelos cabos que exercem massa, volume e com prim ento são quantidades escala­
força nos pontos de acoplamento. Neste capítulo mostraremos
como determinar a grandeza e a direção da força resultante em
res usadas freqüentem ente em estática. N este livro, os
cada ponto. escalares serão indicados por letras em itálico, como o
escalar A .
Vetor. Vetor é uma quantidade que tem intensidade e direção. Em estática, as
quantidades vetoriais encontradas com freqüência são posição, força e m om en­
to. Em trabalhos manuscritos, o vetor é representado geralm ente por uma letra
com uma flecha sobre ela, como em A. A intensidade é designada por | A | ou
sim plesm ente A. Neste livro, os vetores serão representados em negrito; por
exemplo, A será usado para designar o vetor A ’. Sua intensidade, que é sempre
uma quantidade positiva, será representada em itálico, escrita como 1^41ou sim­
plesm ente A , quando ficar entendido que A é um escalar positivo.
Um vetor é representado graficam ente por um flecha, usada para definir
sua intensidade, direção e sentido. A intensidade do vetor é o com prim ento da
flecha, a direção é definida pelo ângulo entre o eixo de referência e a reta de
ação da flecha e o sentido é indicado pela ponta da flecha. Por exemplo, o vetor
A m ostrado na Figura 2.1 tem intensidade de 4 unidades, direção de 20° m edi­
dos no sentido anti-horário a partir do eixo horizontal e sentido para cima e
para a direita. O ponto O é cham ado cauda do vetor, o ponto P é a ponta.
Cap. 2 V etores Força 13

Figura 2.1

2 .2 O perações V etoriais

M u ltip lic a ç ã o e D ivisã o de u m Vetor p o r u m Escalar. O produto do vetor


A pelo escalar a, dando a A , é definido como o vetor de intensidade \aA \. O
sentido de a A é o m esm o de A, desde que a seja positivo, e é oposto a A , se a
for negativo. O valor negativo de um vetor é calculado m ultiplicando-se o vetor
pelo escalar ( —1) (Figura 2.2). A divisão de um vetor é definida usando-se as
leis da m ultiplicação, visto que A /a = (l/a )A , com a # 0. A Figura 2.3 m ostra Vetor A e sua contrapartida negativa
graficam ente exemplos dessas operações.
Figura 2.2

Multiplicação e divisão escalares


Figura 2.3

A d iç ã o V etorial. Dois vetores A e B. tais com o um a força ou posição


(Figura 2.4a), podem ser som ados para form ar um vetor ‘resu ltan te ' R = A
+ B usando-se a lei do paralelogramo. P ara isso, A e B são unidos em suas
origens (Figura 2.4b). R etas paralelas desenhadas a p artir da extrem idade de
cada vetor interceptam -se em um ponto com um , form ando os lados adjacen­
tes de um paralelogram o. Com o m ostrado na figura, a resultante R é a
diagonal do paralelogram o que vai das origens de A e B à intersecção das
retas desenhadas.
Pode-se tam bém adicionar B a A usando a construção do triângulo, que
é um caso especial da lei do paralelogram o, pela qual o vetor B é som ado ao
vetor A ‘da origem para a extrem idade’, ou seja, unindo a origem de A à
extrem idade de B (Figura 2.4c). A resultante R vai da origem de A à ex tre ­
m idade de B. De m aneira similar, R tam bém pode ser obtida adicionando-se
A a B (Figura 2A d). Pode-se perceber que a adição de vetores é com utativa;
em o utras palavras, os vetores podem ser som ados em qu alq u er ordem , isto
é, R = A + B = B + A .

R =B+A
R =A + B

Lei do paralelogramo Construção do triângulo Construção do triângulo


(b) (c) (d)
Figura 2.4
14 E s t á t ic a

No caso especial em que os dois vetores A e B são colineares, isto é, ambos


têm a m esm a linha de ação, a lei do paralelogram a reduz-se a uma adição algé­
brica ou escalar R - A + B, com o m ostra a Figura 2.5.
R = A+B
S u b tr a ç ã o V etorial. A resultante diferença entre dois vetores A e B do
Adição de vetores colineares m esm o tipo pode ser expressa como
Figura 2.5
R = A B = A + ( —B)

Esse vetor soma é m ostrado graficam ente na Figura 2.6. A subtração é


definida, portanto, com o um caso especial de adição, de modo que as regras da
adição vetorial tam bém se aplicam à subtração vetorial.

- K

A ou

Lei do paralelogramo Construção do triângulo

Subtração vetorial
Figura 2.6

D e co m p o siç ã o de Vetores. Um vetor pode ser decom posto em dois


‘com ponentes’ que têm linhas de ação conhecidas usando-se a lei do paralelo­
gramo. Por exem plo, se R da Figura 2.1a for decom posto nos com ponentes
que atuam ao longo das retas a e um a com eça na origem de R e estende-
se em um a reta paralela a a até interceptar b. Do m esm o modo, desenha-se
um a reta paralela a b a partir da origem de R até o ponto de intersecção com
a (Figura 2.1a). Os dois com ponentes A e B são então traçados de m odo que
se estendam da origem de R até os pontos de intersecção, com o m ostra a
Figura 2.1b.

(a) (b)

Decomposição de um vetor

Figura 2.7

2 .3 A d iç ã o de Fo r ç a s V etoriais

Foi dem onstrado experim entalm ente que um a força é um a quantidade


vetorial, um a vez que tem intensidade, direção e sentido especificados e sua
som a é feita de acordo com a lei do paralelogram o. Dois problem as com uns
em estática são a determ inação da força resultante, conhecendo-se seus com ­
ponentes, e a decom posição de um a força conhecida em dois com ponentes.
Cap. 2 V e to re s F o r ç a 15

Com o descrito na Seção 2.2, am bos os problem as requerem a aplicação da


lei do paralelogram o.
Se a som a envolve mais de duas forças, é preciso realizar aplicações suces- F2
sivas da lei do paralelogram o a fim de obter a força resultante. Por exem plo,
se três forças Fj. F 2, F 3 atuam sobre o ponto O (Figura 2.8), determ ina-se a
resultante de duas forças quaisquer — digamos, Fj + F 2 — e depois se adi­
ciona essa resultante à terceira força, obtendo-se a resultante das três forças,
ou seja, F * = (F, f 2) + F 3. O uso da lei do paralelogram o para adicionar
mais de duas forças, com o m ostrado, norm alm ente req u er cálculos extensos
Figura 2.8
de geom etria e trigonom etria para determ inar os valores num éricos da inten­
sidade e direção da resultante. Problem as desse tipo são resolvidos mais
facilmente usando-se o ‘m étodo dos com ponentes retan g u lares’, que será
explicado na Seção 2.4.

Se são conhecidas as forças Fa e Ffe que


duas correntes a e b exercem sobre o gan­
cho, pode-se determinar a força resultante
F( usando a lei do paralelogramo. Isso
requer que se desenhem retas paralelas a
a e b a partir das extremidades de Fa e Ffc,
como mostrado, formando um paralelo­ Lei dos senos:
gramo. A _ B _ C
De maneira similar, se a força Ft sen a sen b sen c
ao longo da corrente c é conhecida,
então seus dois com ponentes Fa e Ffc, Lei dos cossenos:
que atuam ao longo de a e b, podem ser C= >lA2 + B2- 2AB cos c
determinados pela lei do paralelogramo.
Nesse caso, deve-se começar pela extre­
midade de Fc, traçar retas paralelas a a
e b e assim construir o paralelogramo. Figura 2.9

P r o c e d im e n t o p a r a A n á l is e
Problemas que envolvem a soma de duas forças podem ser resolvidos como se segue.

Lei do Paralelogram o
• Trace um desenho esquemático que mostre a adição vetorial usando a lei do paralelogramo.
• Duas forças ‘componentes’ são somadas de acordo com a lei do paralelogramo, dando uma força resultante
que forma a diagonal do paralelogramo.
• Se uma força tiver de ser decomposta em componentes ao longo de dois eixos orientados a partir da cauda
dela, então comece na extremidade da força e construa linhas paralelas aos eixos, formando, desse modo, o
paralelogramo. Os lados do paralelogramo representam as forças componentes.
• Identifique todas as intensidades das forças conhecidas e desconhecidas e os ângulos no desenho esquem áti­
co e determine as duas forças desconhecidas.
Trigonom etria
• Desenhe metade do paralelogramo para mostrar a adição ponta-cauda triangular das forças componentes.
• A intensidade da força resultante é determinada pela lei dos cossenos e sua direção, pela lei dos senos
(Figura 2.9).
• As intensidades das duas forças componentes são determ inadas pela lei dos senos (Figura 2.9).
16 E s t á t ic a

P ontos Im portantes
• Escalar é um número positivo ou negativo.
• Vetor é uma quantidade que tem grandeza, direção e sentido.
• A multiplicação ou divisão de um vetor por um escalar muda a intensidade do vetor. O sentido dele muda se
o escalar for negativo.
• No caso especial em que os vetores são colineares, a resultante é formada pela adição algébrica ou escalar dos
vetores.

E X E M P L O 2.1

O parafuso tipo gancho da Figura 2.10a está sujeito a duas forças F! e F2.
D eterm ine a intensidade (m ódulo) e a direção da força resultante.

(a) (b) (c)


Figura 2.10

SOLUÇÃO
Lei do P a ra lelo g ra m o . A lei do paralelogram o de adição é m ostrada na
Figura 2.106. As duas incógnitas são a intensidade de F/? e o ângulo 6.
T rig o n o m etria . Pela Figura 2.106, o triângulo de vetores (Figura 2.10c) foi
construído. F* é determ inada usando-se a lei dos cossenos.

Fr = \ / ( 1 0 0 N ) 2 + (150 N )2 - 2(100 N )(1 5 0 N ) cos 115c

= V 10 000 + 22 500 - 30 000(-0,4226) = 212,6 N


= 213 N R esposta

O ângulo 0 é determ inado aplicando-se a lei dos senos, usando-se o valor


calculado de F^.

150 N 212,6 N
sen 9 sen 115c
150 N
sen 6 - (0,9063)
212,6 N
d = 39,8°

Assim, a direção (J) áe FR m edida a partir da horizontal é:

<f> = 39,8° + 15° = 54,8° ^ Resposta


Cap. 2 V e to r e s F o rça 17

EXEMPLO 2.2

D ecom ponha a força de 200 lb que atua sobre o tubo (Figura 2.11 a), em
com ponentes, nas direções (a) x e y\ (b) x ' e y.

(a) (c)

SOLUÇÃO
Em cada um dos casos, a lei do paralelogram o é usada para decom por F
em seus dois com ponentes. Constrói-se então o triângulo de vetor para d eter­
m inar os resultados num éricos por trigonom etria.
P arte (a). O vetor adição F = F v -I- Fv é mostrado na Figura 2.11 b. Observe que
o comprimento dos componentes encontra-se em escala ao longo dos eixos x e y,
construindo-se primeiro linhas a partir da extremidade de F paralelas aos eixos,
de acordo com a lei do paralelogramo. Pelo triângulo de vetores (Figura 2.11c):

Fx = 200 lb cos 40° = 153 lb R esposta


F v = 200 lb sen 40° = 129 lb Resposta

P a rte (b). O vetor adição F = F v- + Fy é m ostrado na Figura 2.1 k/. Observe


com atenção como o paralelogram o foi construído. Aplicando-se a lei dos senos
e usando-se os dados listados no triângulo de vetores (Figura 2.1 le), obtém -se:

Fx> 200 lb
sen 50° sen 60°

sen 50°
F * = 200 lb^ = 177 lb Resposta
Vsen 60°

Fy 200 lb
sen 70° sen 60° (e)
( sen 70° Figura 2.11
F y = 200 lb Vsen 60°
— = 217 lb Resposta

E X E M P L O 2 . 3 ________________________________________________

A força F que atua sobre a estrutura m ostrada na Figura 2.12a tem inten­
sidade de 500 N e deve ser decom posta em dois com ponentes que atuam ao
longo dos elem entos A B e AC. D eterm ine o ângulo 0, m edido abaixo da hori­
zontal, de m odo que o com ponente F^c seja orientado de A para C e tenha
grandeza de 400 N.
18 E s t á t ic a

SOLUÇÃO
b A U sando-se a lei do paralelogram o, a adição de vetores dos dois com po­
nentes que dão a resultante é m ostrada na Figura 2.126. O bserve atentam ente
com o a força resultante é decom posta nos dois com ponentes ¥AB e ¥ AC, que
têm as linhas de ação especificadas. O triângulo de vetores correspondente é
m ostrado na Figura 2.12c.
O ângulo <f>é determ inado usando-se a lei dos senos:

400 N 500 N
sen 4> sen 60c

/4 0 0 N '
sen <f> = f ) sen 60° = 0,6928

4> = 43,9°

(a) Portanto:

= 180° - 60° - 43,9° = 76,1° Resposta

U sando esse valor para 9, aplique a lei dos cossenos ou dos senos e mos­
tre que tem intensidade de 561 N.
O bserve que F tam bém pode ser orientada com o ângulo 9 acima da hori­
zontal, com o m ostra a Figura 2.\2d, e ainda assim origina o com ponente
necessário FAC. M ostre que, nesse caso, 9 = 16,1° e ¥ AB = 161 N.

J20°7\60o
_1___ _______ i___
Fac = 400 N
500 N

(c) (d)
Figura 2.12

E X E M P L O 2 . 4 ____________________________________________________________________________

O anel m ostrado na Figura 2.13a está subm etido a duas forças Fj e F2. Se
for necessário que a força resultante tenha intensidade de 1 kN e seja orien­
tada verticalm ente para baixo, determ ine (a) a intensidade de F} e F2, desde
que 9 = 30°, e (b) as intensidade de Fi e F2, se F2 for mínima.

SOLUÇÃO
P a rte (a). O desenho esquem ático da adição dos vetores, de acordo com a
lei do paralelogram o, é m ostrado na Figura 2.136. Pelo triângulo de vetores
construído na Figura 2.13c, as intensidades desconhecidas Fx e F 2 são determ i­
nadas usando-se a lei dos senos:

Fi _ 1.000 N
sen 30° sen 130°
Cap. 2 V e to re s F o rç a 19

130°

1000 N

<20 °

v 1000N
(b)

Fi = 653 N R esposta
F2 1.000 N
sen 20° sen 130c
F2 = 446 N R esposta

P a rte (b). Se 6 não for especificado, então, pelo triângulo de vetores (Figura
2.13d), F2 pode ser adicionada a Fx de várias m aneiras para dar força resultan­
te de 1.000 N. O com prim ento ou intensidade m ínim a de F2 ocorrerá quando
sua linha de ação for perpendicular a F j . Q ualquer outra direção, tal com o O A
ou O B , dá um valor m aior para F2. Portanto, quando d = 90° —20° = 70°, F2 é
mínima. Pelo triângulo m ostrado na Figura 2A3e, vê-se que:

Fx = 1.000 sen 70°N = 940 N R esposta

F2 = 1.000 cos 70°N = 342 N R esposta

N
20 E s t á t ic a

L P roblem as
2.1. Determine a intensidade da força resultante = F,
+ F2 e sua direção, medida no sentido anti-horário, a partir
do eixo x positivo.

F,= 300 N
F2= 500 N V
Problemas 2.4/S/6

2.7. A chapa está submetida a duas forças em A e B, como


mostrado na figura. Se 6 = 60°, determine a intensidade da
resultante das duas forças e sua direção medida a partir da
horizontal.
*2.8. Determine o ângulo 9 necessário para acoplar o ele­
mento A à chapa, de modo que a força resultante de FA e FB
Problema 2.1 seja orientada horizontalmente para a direita. Além disso,
informe qual é a intensidade da força resultante.
2.2. Determine a intensidade da força resultante se: (a) FR
= F, + F2; (b) F'r = ¥ , - F2. = 8 kN

2.3. Determine a intensidade da força resultante F* = Fi


+ F2 e sua direção, medida no sentido anti-horário, a partir
do eixo x positivo.

2.9. A força vertical F atua para baixo em A nos dois ele­


mentos da estrutura. Determine as intensidades dos dois
componentes de F orientados ao longo dos eixos de AB e
AC. Considere que F = 500 N.
2.10. Resolva o Problema 2.9 para F = 350 lb.

Problema 2.3

*2.4. Determine a intensidade da força resultante F^ = Fi


+ F2 e sua direção, medida no sentido anti-horário, a partir
do eixo u positivo.
2.5. Decomponha a força Fi nos componentes que atuam
ao longo dos eixos u e v e determine a intensidade deles.
2.6. Decomponha a força F2 nos componentes que atuam
ao longo dos eixos « e v e determine a intensidade deles.

Problemas 2.9/10
Cap. 2 V e to re s F o rç a 21

2.11. A força que atua no dente da engrenagem é F = 20 2.15. Determine o ângulo de projeto 6 (0o < 9 ^ 90°) da
1b. Decomponha a força nos componentes que atuam ao escora A B , de modo que a força horizontal de 400 lb tenha
longo das linhas aa e bb. um componente de 500 lb orientado de A para C. Qual é o
valor do componente da força que atua ao longo do elemen­
*2.12. O componente da força F que atua ao longo da linha
to A B ? Considere que = 40°.
aa deve ter 30 lb. Determine a intensidade de F e de seu com­
ponente ao longo da linha bb. *2.16. Determine o ângulo de projeto cf>(0o < (f) < 90°) entre
as escoras AB e AC, de modo que a força horizontal de 400
b lb tenha um componente de 600 lb que atue para cima e para
F a esquerda, na direção de B para A. Considere que 6 - 30°.

Problemas 2.11/12

2.13. A força de 500 lb que atua na estrutura deve ser


Problemas 2.15/16
decomposta em dois componentes que atuem ao longo do
eixo das escoras AB e AC. Se o componente da força ao longo 2.17. O cinzel exerce uma força de 20 lb sobre o pino de
de AC tiver de ser de 300 lb, orientado de A para C, deter­ madeira que gira em um torno mecânico. Decomponha a
mine a intensidade da força que atua ao longo de AB e o força em componentes que atuem (a) ao longo dos eixos n e
ângulo 6 da força de 500 lb. t e (b) ao longo dos eixos x e y.
F = 500 lb

Problema 2.17
2.14. A estaca deve ser arrancada do solo usando-se duas
2.18. Duas forças são aplicadas na extremidade de um olhai
cordas A e B. A corda A está submetida a uma força de 600
a fim de remover a estaca. Determine o ângulo 6 (0o ^ 6 <
lb orientada a 60° a partir da horizontal. Se a força resultan­
90°) e a intensidade da força F, de modo que a força resul­
te que atua verticalmente para cima sobre a estaca for de
1.200 lb, determine a força T na corda B e o ângulo corres­ tante que atua sobre a estaca seja orientada verticalmente
pondente 0. para cima e tenha intensidade de 750 N.
y
6001b

Problema 2.14 Problema 2.18


22 E s t á t ic a

2.19. Se Fi = F2 = 30 lb, determine os ângulos 6 e (f>, de 2.22. Determine a intensidade e a direção da resultante F«
modo que a força resultante seja orientada ao longo do eixo = Fi + F2 + F3das três forças, encontrando primeiro a resul­
x positivo e tenha intensidade FR = 20 lb. tante F' = Fi + F2 e depois compondo F/? = F' + F3.
2.23. Determine a intensidade e a direção da resultante FR
= Fx + F2 + F3 das três forças, encontrando primeiro a resul­
tante F' = F2 + F3 e depois compondo F« = F' + F^

*2.24. Decomponha a força de 50 lb nos componentes que


atuam ao longo (a) dos eixos x e y e (b) dos eixos x e y'.
*2.20. A caminhonete deve ser rebocada usando-se duas 50 lb
cordas. Determine a intensidade das forças e F# que
atuam em cada corda a fim de produzir uma força resultan­
te de 950 N, orientada ao longo do eixo x positivo. Considere
que d = 50°.

2.25. A tora deve ser rebocada por dois tratores A e B.


Determine as intensidades das duas forças de arrasto e
FB, se for necessário que a força resultante tenha intensida­
Problema 2.20
de Fr = 10 kN e seja orientada ao longo do eixo x. Considere
2.21. A caminhonete deve ser rebocada usando-se duas cor­ que 6 = 15°.
das. Se a força resultante for de 950 N, orientada ao longo do 2.26. Se a resultante F* das duas forças que atuam sobre a
eixo x positivo, determine as intensidades das forças F^ e Ffl tora estiver orientada ao longo do eixo x positivo, com inten­
que atuam em cada corda e o ângulo 6 de FB, de modo que sidade de 10 kN, determine o ângulo 0 do cabo acoplado a B
a intensidade de Fs seja mínima. F^ atua com 20° a partir do para que a força F« nesse cabo seja mínima. Qual é a inten­
eixo Jt, como mostra a figura. sidade da força em cada cabo, nessa situação?

n
L— i

Problema 2.21 Problemas 2.25/26


Cap. 2 V e to re s F o r ç a 23

2.27. A viga da figura deve ser içada usando-se duas corren­


tes. Determine a intensidade das forças F^ e Ffí que atuam em
cada corrente, a fim de obter uma força resultante de 600 N
orientada ao longo do eixo y positivo. Considere que 6 = 45°.
*2.28. A viga da figura deve ser içada usando-se duas cor­
rentes. Se a força resultante for de 600 N, orientada ao longo
do eixo y positivo, determine as intensidades das forças F^ e
Fã que atuam em cada corrente e a orientação 6 de Fs , de
modo que a intensidade de Fs seja mínima. F^ atua com 30°
a partir do eixo y, como mostrado.

200 lb
Problema 2.29

2.30. Os três cabos puxam um tubo de tal modo que geram


uma força resultante com intensidade de 900 lb. Se dois dos
cabos estiverem submetidos a forças conhecidas, como mostra
a figura, determine a direção 6 do terceiro cabo, de modo que
a intensidade da força F nesse cabo seja mínima. Todas as
forças estão localizadas no plano x-y. Qual é a intensidade
de F? Dica: determine primeiro a resultante das duas forças
conhecidas.

Problemas 2.27/28

2.29. Três correntes atuam sobre o suporte da figura,


criando uma força resultante de 500 lb de intensidade. Se duas
das correntes estão submetidas a forças conhecidas, como
mostrado, determine a orientação 6 da terceira corrente,
medida no sentido horário a partir do eixo x positivo, de
modo que a intensidade da força F nessa corrente seja míni­
ma. Todas as forças estão localizadas no plano x-y. Qual é a
intensidade de F? Dica: determine primeiro a resultante das
duas forças conhecidas. A força F atua nessa direção.
Problema 2.30

2 .4 A d iç ã o de u m S istem a de Fo r ç a s C o p la n a r e s

Q uando é necessário obter a resultante de mais de duas forças, é m ais fácil


determ inar os com ponentes de eixos especificados, adicionar algebricam ente
esses com ponentes e depois gerar a resultante, em vez de determ inar a resul­
tante das forças pela aplicação sucessiva da lei do paralelogram o, com o
discutido na Seção 2.3.
N esta seção, vamos decom por cada uma das forças em seus com ponentes
retangulares F* e Fy, que se localizam ao longo dos eixos x e y, respectivam en-
24 E s t á t ic a

te (Figura 2.14a). A pesar de um eixo ser horizontal e o outro, vertical, podem


ser orientados com qualquer inclinação, desde que perm aneçam perpendicula­
res um ao outro (Figura 2.14b). Em qualquer dos casos, pela lei do
paralelogram o, é necessário que:

F = F, + F v

(a) F' = F'r + F'

Com o m ostrado na Figura 2.14, o sentido da direção de cada força com­


ponente é rep resentado graficamente pela ponta da flecha. E ntretanto, para
um trabalho analítico, deve-se estabelecer a notação que representa o senti­
do de direção dos com ponentes retangulares, o que pode ser feito de duas
m aneiras.
N o ta ç ã o E sca la r. Com o os eixos x e v têm direções positiva e negativa desig­
nadas, a intensidade e o sentido de direção dos com ponentes retangulares da
força podem ser expressos em term os de escalares algébricos. Por exemplo, os
com ponentes de F na Figura 2.14a são representados por escalares positivos
(b)
Fx e Fy, um a vez que seu sentido de direção é ao longo dos eixos . r e y positi­
Figura 2.14 vo.s, respectivam ente. De m odo sem elhante, os com ponentes de F ' na Figura
2.14b são F 'x e —F'y. Nesse caso, o com ponente y é negativo, visto que F 'y é
orientado ao longo do eixo y negativo.
É im portante lem brar que a notação escalar deve ser usada apenas para
fins de cálculo, não para representações gráficas em figuras. Neste livro, a extre­
m idade do vetor, em qualquer figura, representa o sentido do vetor graficamente;
sinais algébricos não são usados para essa finalidade. Assim, os vetores das
figuras 2.14a e 2.14b são designados usando-se notação (de vetor) em negrito.1
Sem pre que forem escritos sím bolos em itálico próxim o das flechas de veto­
res nas figuras, eles indicam a intensidade do vetor, que é sem pre uma
quantidade positiva.
N o ta ç ã o d e V etor C a rte sia n o . Também é possível representar os com po­
nentes de um a força em term os de vetores cartesianos unitários. Q uando isso
é feito, os m étodos da álgebra vetorial são mais fáceis de aplicar e pode-se
ainda verificar que essa prática torna-se particularm ente vantajosa para resol­
ver problem as tridimensionais.
Em duas dim ensões, os vetores cartesianos unitários i e j são usados para
designar as direções dos eixos .r e y, respectivam ente (Figura 2.15a).2 Esses
vetores têm intensidade unitária e seu sentido (ou ponta da flecha) será des­
crito analiticam ente por um sinal de mais ou de menos, dependendo se apontam
ao longo do sentido positivo ou negativo dos eixos .v ou y.
Com o m ostra a Figura 2.15a, a intensidade de cada com ponente de F é
sem pre um a quantidade positiva, representada pelos escalares (positivos) Fx e
Fy. Tendo, portanto, estabelecido a notação para representar a intensidade e a
direção de cada vetor com ponente, pode-se expressar F na Figura 2.15a como
o vetor cartesiano:

F = Fx\ + Fy]

1 Sinais negativos são usados nas figuras com notação em negrito apenas quando mostram pares
de vetores iguais mas opostos, como na Figura 2.2.
2 Em trabalho manuscrito, os vetores unitários são indicados usualmente por um acento circun-
flexo, por exemplo, i e j.
Cap. 2 V etores F orça 25

D a m esm a m aneira, F' na Figura 2.156 pode ser expresso como:

F' = F'x\ + F'y{ —j)

ou simplesmente:

F = F 'xi - F'y\

Figura 2.15
R e s u lta n te s d e Forças C oplanares. Q ualquer um dos m étodos descritos
pode ser usado para determ inar a resultante de várias forças coplanares. P ara
isso, cada força é prim eiro decom posta em seus com ponentes x e y\ depois os
respectivos com ponentes são som ados usando-se álgebra escalar, um a vez que
são colineares. A força resultante é então com posta adicionando-se as resul­
tantes de x e y, usando a lei do paralelogram o. Por exemplo, vam os considerar
as três forças concorrentes na Figura 2.16a, que têm os com ponentes x e y,
como m ostra a Figura 2.166. Para resolver esse problem a usando notação veto­
rial cartesiana, cada força é representada com o um vetor cartesiano, isto é:

Fi = Fu \ + Flyj
F2 = - F lx\ + Fly\
F3 = F3xi - F3yi

F 2y
F,v
^ ^ r F .

f - - - r F u
-------------- X

\ f3
F 3, P
(a) (b)
Figura 2.16

O vetor resultante é, portanto:

Ffl = Ft + F2 + F3
= Flxi + Flyj - F2xi + F2yj + F3xi - F3yj

= (Flx - Flx + ^3x)i + + Fly - F3y)\


= (Frx)i + (FRy)j
26 E s t á t ic a

Se for usada a notação escalar, então pela Figura 2.166, uma vez que Jt é
positivo para a direita e y é positivo para cima, teremos:

F/?v L_ Fs (^ ) F r * = F\x - F 2x + Flx

( + í) FRy = F\y + F 2y ~ F 3y

Os resultados são os m esm os que os com ponentes i e j de F/? determ ina­


dos anteriorm ente.
Em geral, os com ponentes x e y da resultante de qualquer núm ero de for­
(c) ças coplanares podem ser representados sim bolicam ente pela soma algébrica
dos com ponentes x e y de todas as forças, ou seja:
Figura 2.16

II
2F,

*
( 2 . 1)

£
'ZFy

II
>>
A o aplicar essas equações, é im portante usar a convenção de sinal estabe­
lecida para os com ponentes; assim, os com ponentes que têm sentido de direção
ao longo do eixo de coordenadas positivo são considerados escalares positivos,
ao passo que aqueles que têm sentido de direção ao longo do eixo de coorde­
nadas negativo são considerados escalares negativos. Se essa convenção for
seguida, os sinais dos com ponentes da resultante especificarão o sentido deles.
Por exemplo, um resultado positivo indica que o com ponente tem sentido de
direção da coordenada de direção positiva.
U m a vez que os com ponentes da resultante estejam determ inados, podem
ser traçados em um desenho esquem ático ao longo dos eixos x e y, nas d ire­
ções apropriadas, e a força resultante pode ser determ inada por adição vetorial,
com o m ostra a Figura 2.16c. Pelo desenho esquem ático, a intensidade de F^ é
A força resultante das quatro forças que determ inada pelo teorem a de Pitágoras, isto é:
atuam sobre os cabos é determinada
somando-se algebricamente os com po­
nentes x e y separados de cada força do Fr Rx + F
cabo. A resultante FK produz o mesmo
efeito de tração no suporte que os qua­
Além disso, o ângulo de direção 0, que especifica a orientação da força, é
tro cabos.
determ inado trigonom etricam ente:

P Ry
0 = tg^1
F r,

Os conceitos anteriores são ilustrados num ericam ente nos exem plos que
se seguem.

P ontos Im portantes
• A resultante de várias forças coplanares é determ inada facilmente se for estabelecido um sistema de coorde­
nadas x e y e as forças forem decompostas ao longo dos eixos.
• A direção de cada força é especificada pelo ângulo que sua reta de ação forma com um dos eixos ou por um
triângulo inclinado.
• A orientação dos eixos x e y é arbitrária e suas direções positivas são especificadas pelos vetores cartesianos
unitários i e j.
• Os componentes x e ^ d a força resultante são simplesmente a soma algébrica dos componentes de todas as for­
ças coplanares.
• A intensidade da força resultante é determ inada pelo teorem a de Pitágoras e, quando os componentes são tra­
çados em um desenho esquemático de eixos jc e y, a direção é determinada trigonometricamente.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 27

E X E M P L O 2 .5

Determ ine os com ponentes . v e y d e F 1 e F 2 que atuam sobre a lança m os­


trada na Figura 2.17a. Expresse cada força como vetor cartesiano.

y
F, = 2 0 f'

F,= 200 N
ÀFlv= 200 cos 30° N
\
x
V
\
\
F2 = 260 N x
Fix = 200 sen 30°N
(a) (b)
Figura 2.17

SOLUÇÃO

N o ta çã o Escalar. Pela lei do paralelogram o, F] é decom posta nos com po­


nentes x e y (Figura 2.17b). A intensidade de cada com ponente é determ inada
por trigonom etria. U m a vez que F u. atua na direção —x e F ly, na direção +y,
temos:
F lx = -2 0 0 sen 30° N = - 1 0 0 N = 100 N ^ - R esposta
F{y = 200 cos 30° N = 173 N = 173 N f R esposta

A força F2 é decom posta em seus com ponentes x e y, com o m ostrado na


Figura 2.17c. Nesse caso, o declive da reta de ação da força é indicado. Por esse
‘triângulo representando a inclinação’ pode-se obter o ângulo 0, ou seja,
9 = tg _ 1(^2 ) e determ inar as intensidades dos com ponentes da m esm a m anei­
ra que para F (. Um m étodo mais fácil, entretanto, consiste em usar partes
proporcionais de triângulos semelhantes, isto é:

De m aneira sem elhante:

F2í = 2 6 0 (||)N

(c)
Figura 2.17
28 E s t á t ic a

O bserve que aintensidade do com ponente horizontal, F ^ , foi obtida m ul­


tiplicando a intensidade da força pela relação entre o cateto horizontal do
triângulo inclinado e a hipotenusa, enquanto a intensidade do com ponente ver­
tical, F2y, foi obtida m ultiplicando a intensidade da força pela relação entre o
cateto vertical dividido pela hipotenusa. Então, usando notação escalar:

F2x = 240 N — 240 N —> Resposta

F2y = - 1 0 0 N = 1 0 0 N | Resposta

N o ta ç ã o V etorial C a r te s ia n a . Tendo determ inado a intensidade e a dire­


ção dos com ponentes de cada força, pode-se expressar cada um deles como um
vetor cartesiano.

Fi = { —lOOi + 173j} N Resposta

F2 = {240i - 100j} N R esposta

EXEM PLO 2.6

O elo da Figura 2.18a está subm etido a duas forças F t e F2. D eterm ine a
intensidade e a orientação da força resultante.

= 400N b\ = 600N F2 = 400N _____________ , F, = 600N


.45° y x 45° -

> -^ 3 0 °
/+ i

' s
(a) (b)
Figura 2.18

SO LUÇ ÃO I
N otação Escalar.Este problem a pode ser resolvido usando-se a lei do paralelo­
gramo. Entretanto, nesse caso, vamos decompor cada força em seus componentes
x e y (Figura 2.186) e som ar esses com ponentes algebricam ente. Indicando o
sentido ‘positivo’ dos com ponentes x e y da força ao lado de cada equação,
temos:

FRx = ZFX- FRx = 600 cos 30° N - 400 sen 45° N


= 236,8 N ->
(c)
+ '[Ffy = ZFy. FRy = 600 sen 30° N + 400 cos 45° N
Figura 2.18
= 582,8 N f

A força resultante m ostrada na Figura 2.18c tem a seguinte intensidade:

Fr = \ / (236,8 N )2 + (582,8 N )2
= 629 N Resposta
Cap. 2 V e to re s F o rç a 29

Pela adição vetorial (Figura 2.18c), o ângulo de direção d é:

_1/5 8 2 ,8 N \
9 = tg ~ = 6 7 ’9 ° R e s p m ,a

SOLUÇÃO II

N o ta ç ã o V etorial C a rte sia n a . Pela Figura 2.18b, cada força é expressa


como um vetor cartesiano:

F t = {600 cos 30°i + 600 sen 30°j} N

F2 = { -4 0 0 sen 45°i + 400 cos 45°j} N

Assim:

F R = ¥ l + F 2 = (600 cos 30° N - 400 sen 45° N )i

+ (600 sen 30° N + 400 cos 45° N )j

= {236,8i + 582,8j} N

A intensidade e a direção de F^ são determ inadas da m esm a m aneira m os­


trada acima.
C om parando-se os dois m étodos de solução, pode-se verificar que o uso da
notação escalar é mais eficiente, visto que os com ponentes são determ inados
diretamente, sem ser necessário expressar prim eiro cada força com o um vetor
cartesiano antes de adicionar os componentes. Vamos m ostrar, mais adiante, que
a análise vetorial cartesiana facilita a solução de problem as tridimensionais.

E X E M P L O 2 . 7 ________________________________________________

A extrem idade de uma lança O na Figura 2.19a está subm etida a três for­
ças concorrentes e coplanares. D eterm ine a intensidade e a orientação da força
resultante.

3- y.

Figura 2.19

SOLUÇÃO
Cada força está decom posta em seus com ponentes x e y (Figura 2.19b).
Somando os com ponentes x, temos:

FRx = 2 F ,; F Rx = -4 0 0 N + 250 sen 45° N - 200(f) N

= -3 8 3 ,2 N = 383,2 N < -
30 E s t á t ic a

O sinal negativo indica que FRx atua para a esquerda, ou seja, na direção
x negativa, com o indicado pela flecha pequena. Somando-se os com ponentes
y, obtém -se:

+ 1 F Xy = 2 F y; FRy = 250 cos 45° N + 200(f) N


= 296,8 N f

A força resultante, m ostrada na Figura 2.19c, tem a seguinte intensidade:

F R = \ / ( - 3 8 3 , 2 N ) 2 + (296,8N )2
Resposta
= 485 N

Pela adição vetorial na Figura 2.19c, o ângulo de direção 6 é:

_xf 296,8
= tg = 37,8C R esposta
383,2

O bserve a conveniência de usar esse m étodo, com parado às duas aplica­


ções da lei do paralelogram o.

P roblemas
2.31. Determine os componentes x e y da força de 800 lb.

800 lb 20 kN

Prohlema 2.31
12 kN
*2.32. Determine a intensidade da força resultante e sua Problema 2.33
direção, medida no sentido horário a partir do eixo x positivo.
2.34. Determine a intensidade da força resultante e sua dire­
ção, medida no sentido anti-horário a partir do eixo x positivo.

70 N

65 N

Problema 2.32

2.33. Determine a intensidade da força F, de modo que a


resultante FR das três forças seja a menor possível.
Cap. 2 V e to re s F o r ç a 31

2.35. Três forças atuam sobre o suporte da figura.


Determine a intensidade e a direção 9 de Fj, de modo que a
força resultante seja orientada ao longo do eixo x' positivo
e tenha intensidade de 1 kN.
*2.36. Se Fi = 300 N e 9 = 20°, determine a intensidade
e a direção, medida no sentido anti-horário, a partir do eixo
x', da força resultante das três forças que atuam sobre o
suporte.

Problemas 2.39/40

2.41. Resolva o Problema 2.1 somando os componentes


retangulares ou x e y das forças para obter a força resultante.
2.42. Resolva o Problema 2.22 somando os componentes
retangulares ou x e y das forças para obter a força resultante.
2.43. Determine a intensidade e a orientação 9 de Ffí, de
modo que a força resultante seja orientada ao longo do eixo
y positivo e tenha intensidade de 1.500 N.
*2.44. Determine a intensidade e a orientação, medida no
Problemas 2.35/36 sentido anti-horário, a partir do eixo v positivo, da força resul­
tante que atua sobre o suporte, se FB = 600 N e 9 = 20°.
2.37. Determine a intensidade e a direção 9 de Fj, de modo
que a força resultante seja orientada verticalmente para cima y
e tenha intensidade de 800 N.
2.38. Determine a intensidade e a direção, medida no sen­
tido anti-horário, a partir do eixo jc, da força resultante das
três forças que atuam sobre o anel A. Considere que Fi =
500 N e 9 = 20°.

2.45. Determine os componentes x e y de Fj e F2.


2.46. Determine a grandeza da força resultante e sua dire­
ção, medida no sentido anti-horário, a partir do eixo x positivo.

Problemas 2.37/38

2.39. Expresse Fj e F2 como vetores cartesianos.


*2.40. Determine a intensidade da força resultante e sua
direção, medida no sentido anti-horário, a partir do eixo x
positivo.
32 E s t á t ic a

2.47. Determine os componentes x e y de cada força que 2.51. Expresse cada uma das três forças que atuam sobre a
atua sobre a chapa de ligação da estrutura tipo treliça que coluna na forma vetorial cartesiana e calcule a intensidade
sustenta a ponte. Demonstre que a força resultante é nula. da força resultante.

F2=275 lb
lb
F,=150 lb F3=75 lb

60°

Problema 2.47
Problema 2.51
*2.48. Se 6 = 60° e F = 20 kN, determine a intensidade da
força resultante e sua direção, medida no sentido horário, a *2.52. As três forças concorrentes que atuam sobre o olhai
partir do eixo x positivo.
produzem uma força resultante F/? = 0. Se F2 = \ fx e Ft esti­
ver a 90° de F2, como mostrado, determine a intensidade
y
necessária de F3 expressa em termos de F\ e do ângulo 6.
50 kN

Problema 2.48

2.49. Determine a intensidade e a orientação 6 de F^, de


modo que a força resultante seja orientada ao longo do eixo
jc positivo e tenha intensidade de 1.250 N.
2.50. Determine a intensidade e a orientação, medida no
sentido anti-horário, a partir do eixo x positivo, da força resul­
tante que atua sobre o anel em O, se FA = 750 N e 0 = 45°. 2.53. Determine a intensidade da força F, de modo que a
resultante das três forças F/* seja a menor possível. Qual é a
intensidade mínima de F^?
.......................................... frir

Problemas 2.49/50 Problema 2.53


Cap. 2 V e to re s F o rç a 33

2.54. Expresse cada uma das três forças que atuam sobre o *2.56. Três forças atuam sobre um suporte. Determine a
suporte em forma vetorial cartesiana em relação aos eixos x intensidade e a orientação 0 de F2, de modo que a força resul­
e y. Determine a intensidade e a orientação 6 de Fj, de modo tante seja orientada ao longo do eixo u positivo e tenha
que a força resultante seja orientada ao longo do eixo x' posi­ intensidade de 50 lb.
tivo e tenha intensidade FR — 600 N.
2.57. Se F2 — 150 lb e 6 = 55°, determine a intensidade e a
y orientação, medida no sentido horário, a partir do eixo x posi­
tivo, da força resultante das três forças que atuam sobre o
suporte.

F3 =521b

fj = 80 lb
—i— ►-------- *
Problema 2.54 25°

2.55. As três forças concorrentes que atuam sobre o poste


produzem uma força resultante = 0. Se F2 = \ F X e F\
estiver a 90° de F2, como mostrado, determine a intensidade
necessária de F3 expressa em termos de F^ e do ângulo d.
y Problemas 2.56/57

2.58. Determine a intensidade da força F, de modo que a


força resultante das três forças seja a menor possível. Qual é
a intensidade da força resultante?

Problema 2.55 Problema 2.58

2 .5 V etores C artesiano s

As operações da álgebra vetorial, quando aplicadas na solução de proble­


mas tridimensionais, são simplificadas se os vetores são representados prim eiro
na form a vetorial cartesiana. N esta seção será apresentado um m étodo geral
para fazer a conversão. Na próxima seção, o m étodo será aplicado na resolu­
ção de problem as que envolvem a adição de forças. A plicações sem elhantes
serão utilizadas para vetores de posição e de m om ento dados, em seções pos­
teriores do livro.
S is te m a de C o o rd en a d a s U tiliza n d o a Regra d a M ã o D ireita . Um sis­
tem a de coordenadas utilizando a regra da m ão direita será usado para
desenvolver a teoria da álgebra vetorial a seguir. Diz-se que um sistem a de
34 E s tá tic a

coordenadas retangulares ou cartesianas é da mão direita desde que o polegar


dessa m ão direita aponte na direção positiva do eixo z, quando os dedos dessa
m ão são dobrados em torno desse eixo e orientados a partir do eixo x positi­
vo para o eixo y positivo (Figura 2.20). Além disso, de acordo com essa regra,
o eixo z para um problem a bidim ensional, com o na Figura 2.19, está orienta­
do para fora, perpendicularm ente à página.
C om ponentes R etangulares de um Vetor. Um vetor A pode ter um, dois
ou três com ponentes ao longo dos eixos de coordenadas x, y , z, dependendo
de com o está orientado em relação aos eixos. Em geral, quando A está orien­
tado em um oitante do sistem a x, y, z (Figura 2.21), com duas aplicações
sucessivas da lei do paralelogram o pode-se decom pô-lo em com ponentes, como
Sistema de coordenadas da mão direita A = A' + A, e depois A' = A x + A v. C om binando essas equações, A é rep re­
sentado pela som a vetorial de seus três com ponentes retangulares.
Figura 2.20
A = A v + A y + Aj (2.2)

z Vetor U nitário. A direção de A é especificada usando-se um vetor unitário,


que tem esse nom e porque apresenta intensidade 1. Se A é um vetor com inten­
sidade A =£ 0, então o vetor unidade que tem a mesma direção de A é
representado por:

A
Ua ~ Ã (2.3)

de m odo que:

A = A ua (2.4)

Sendo A de um certo tipo. por exemplo, vetor força, costum a-se usar o
conjunto de unidades apropriadas para descrevê-lo. A intensidade de A tam ­
bém tem o m esm o conjunto de unidades. Então, pela Equação 2.3, o vetor
unitário é adimensional, visto que as unidades seanulam. A Equação 2.4 indi­
ca, portanto, que o vetor A é expresso em term os tanto de sua intensidade
quanto de sua direção separadamente, ou seja, A (escalar positivo) define a
intensidade de A, e u^ (vetor adim ensional) define a direção e o sentido de A
(Figura 2.22).
Vetores C artesian os U nitários. Em três dimensões, o conjunto de vetores
unitários i, j, k é usado para designar as direções dos eixos *, y, z, respectiva­
m ente. Com o foi dito na Seção 2.4, o sentido (ou ponta da flecha) desses vetores
será descrito analiticam ente por um sinal positivo ou negativo, dependendo se
indicam o sentido positivo ou negativo dos eixos x, y ou z. Os vetores carte­
Figura 2.22 sianos unitários positivos são m ostrados na Figura 2.23.

Figura 2.23
Cap. 2 V e to re s F o rça 35

Figura 2.24

Representação de um Vetor Cartesiano. Com o os três com ponentes de A


na Equação 2.2 atuam nas direções positivas i, j. k (Figura 2.24), pode-se escre­
ver A sob a form a de vetor cartesiano como:

A = A x\ + A y\ + A ZV. (2.5)

H á um a vantagem em escrever os vetores dessa m aneira. N ote que a inten­


sidade e a direção de cada com ponente do vetor estão separadas e, com o
resultado, simplificam-se as operações de álgebra vetorial, particularm ente em
três dimensões. Figura 2.25
Intensidade de um Vetor Cartesiano. É sempre possível obter a intensidade
de A, desde que ele esteja expresso sob a forma vetorial cartesiana. Com o mostra
a Figura 2.25, temos, pelo triângulo retângulo cinza-claro, A = \ / A ' 2 + A 2,
e, pelo triângulo retângulo cinza-escuro, A ' = \ / A 2X + A 2y. C om binando-se
essas duas equações, obtém-se:

A = \ / A 2x + A 2 + A 2z (2.6) i4,k.
A
Portanto, a intensidade de A é igual à raiz quadrada positiva da som a dos 4
quadrados de seus componentes.
/
Direção de um Vetor Cartesiano. A orientação de A é definida pelos ângu­ y/
los diretores coordenados a (alfa), /3 (beta) e y (gama), m edidos en tre a origem ■%/
/
de A e os eixos positivos x, y, z localizados na origem de A (Figura 2.26). aí 7 Y ^vj
Observe que cada um desses ângulos está entre 0o e 180°, independentem en­ ( '
te da orientação de A. /
A AJ
Para determ inarm os a, /3 e y, vamos considerar a projeção de A sobre os
eixos x ,y , z, (Figura 2.27). Com referência aos triângulos retângulos som breados
m ostrados em cada um a das figuras, temos: Figura 2.26

Ay
cos a = cos (3 = —— cos y = (2.7)
A

Esses núm eros são conhecidos como cossenos diretores de A. U m a vez


obtidos, os ângulos diretores coordenados a, (3 e y são determ inados pelo inver­
so dos cossenos.
36 E s t á t ic a

90

A n
/ //
K /
j y /A
// V
/
90°
b / ►.--------v

s " /

(a) (b) (c)


Figura 2.27

U m m odo fácil de o b ter os cossenos diretores de A é criar um vetor uni­


tário na direção de A (E quação 2.3). Desde que A seja expresso sob a forma
de vetor cartesiano, A = A xi + A yj -I- A zk (Equação 2.5), então:

onde A = \ J A \ + A\, + A \ (E quação 2.6). Por com paração com as equações


2.7, vem os que os com ponentes de uA (i, j, k) representam os cossenos direto­
res de A, isto é:

u^ = cos ai + cos /3j + cos yk (2.9)

Com o a intensidade do vetor é igual à raiz quadrada positiva da soma dos


quadrados da intensidade de seus com ponentes e u^ tem intensidade 1, então
se pode estabelecer um a relação im portante entre os cossenos diretores:

cos2 a + cos2 (3 + cos2 y = 1 (2 . 10)


Com o o vetor A localiza-se em um oitante conhecido, essa equação pode
ser usada para determ inar um dos ângulos da coordenada de direção se os
outros dois forem conhecidos.
Finalm ente, se a intensidade e os ângulos da coordenada de direção de A
são dados. A pode ser expresso sob form a vetorial cartesiana como:

A = A ua

= A cos a i + A cos /3j + A cos yk

= A x[ + A y\ + A zk (2.11)

2 .6 A d iç ã o e S ubtração de V etores C artesiano s

As operações vetoriais de adição e subtração de dois ou mais vetores são


bastante simplificadas se os vetores são expressos em função de seus com po­
nentes cartesianos. Por exemplo, se A = A xi + v4vj + A ZV. e B = f ivi + By\ +
Cap. 2 V etores F orça 37

B zk (Figura 2.28), então o vetor resultante R tem com ponentes que represen­
tam as somas escalares de i, j, k de A e B, ou seja:

R = A + B = ( A x + fív)i + ( A v + fiv)j + ( A z + S-)k

Figura 2.28

O vetor subtração, sendo um caso especial de vetor adição, sim plesm ente
requer uma subtração escalar dos respectivos com ponentes i, j, k, tan to de A
como de B. Por exemplo:

R = A — B = { A x — B x) i + ( A v — Z?v)j + ( A z — Bz) k

S is te m a s de Forças C oncorrentes. Se o conceito de vetor adição for gene­


ralizado e aplicado em um sistema de várias forças concorrentes, então a força
resultante será o vetor soma de todas as forças do sistema e poderá ser escri­
ta como:

¥r = 2 F = 2 F vi + 2 F yj + ZFzk (2 .12)
Nesse caso, XFV, XFy e XFZ representam as somas algébricas dos respecti­
vos com ponentes x, y, z ou i. j. k de cada força do sistema.
Os exemplos a seguir ilustram num ericam ente os m étodos usados para
aplicar a teoria acima na resolução de problem as envolvendo força com o q u an ­
tidade vetorial.

A força F que o cabo de amarração


da aeronave exerce sobre o apoio em
O é orientada ao longo do cabo. Usan-
do-se os eixos x, y, z locais, pode-se
medir os ângulos diretores coordena­
dos a,l3 e y. Os cossenos desses ângulos
são os componentes de um vetor uni­
tário u que atua na direção do cabo.
Se a força tiver intensidade F, então
ela será escrita em form a vetorial car-
tesiana como F = Fu = F cos ai + F
cos + F cos yk.
38 E s t á t ic a

P o n t o s Im po r ta n tes
• A análise vetorial cartesiana é usada freqüentem ente para resolver problemas em três dimensões.

• A direção positiva dos eixos x, y, z é definida pelos vetores cartesianos unitários i, j, k, respectivamente.

• A intensidade de um vetor cartesiano é A = \J ~ Ã \ + Ã j + A l

• A direção de um vetor cartesiano é definida pelos ângulos que a origem do vetor forma com os eixos positi­
vos x, y y z , respectivamente. Os com ponentes do vetor unitário u = AJA representam os cossenos diretores a,
(3, y. A penas dois dos ângulos a, /3, y devem ser especificados. O terceiro ângulo é calculado pela relação cos2
a -I- cos2 /3 + cos2 y — 1.

• Para determ inar a resultante de um sistema de forças concorrentes, expresse cada força como um vetor carte­
siano e adicione os componentes i, j, k de todas as forças do sistema.

EX EM PLO 2.8

E xpresse a força F, m ostrada na Figura 2.29, com o um vetor cartesiano.

SO LUÇÃO
C om o apenas dois ângulos de direção de coordenadas são dados, o tercei­
ro ângulo, a, deve ser calculado pela E quação 2.10, isto é:

cos2 a + cos2 + cos2 7 = 1

cos2 a -I- cos2 60° + cos2 45° = 1

cos a = V 1 “ (°>5 )2 ~ (0,707)2 = ±0,5

E ntão, existem duas possibilidades:

a = cos-1 (0,5) = 60° ou a = cos_1( - 0 ,5 ) = 120°


F = 200 N

Pela Figura 2.29, é necessário que a = 60°, desde que Fx esteja na direção +x.
U sando-se a E quação 2.11, com F = 200 N, tem-se:

F = F cos a i + F cos /3j + F cos yk

= (200 cos 60° N )i + (200 cos 60° N )j + (200 cos 45° N )k


Figura 2.29
= { 100Í + lOOj + 141,4k}N Resposta

A plicando a Equação 2.6, observe que realm ente a intensidade F = 200 N.

F = yjF \ + f\ + F\

= V í 100)2 + ( 100)2 + (141,4)2 = 200 N


Cap. 2 V e to r e s F o rça 39

EXEMPLO 2.9 _______________________________________________

D eterm ine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força


resultante que atua sobre o anel, conform e a Figura 2.30a.

(a) (b)

Figura 2.30

SOLUÇÃO
Um a vez que cada força está representada na form a vetorial cartesiana, a
força resultante, m ostrada na Figura 2.30b, é:

¥r = £F= Fi + F2 = {60j + 80k} lb + {50i - lOOj + 100k} lb

= {50i - 40j + 180k} lb

A intensidade de F^ é calculada pela E quação 2.6, isto é:

F r = \ / (50)2 + ( - 4 0 ) 2 + (180)2 = 191


= 191 lb R esposta

As direções dos ângulos das coordenadas a , (3, y são determ inadas pelos
com ponentes do vetor unitário que atua na direção de F/?.

F^ _ 50 . 40 . 180
UfR ~ F r ~ 191 * 191 J + 191

= 0,2617i - 0,2094j + 0,9422k

de m odo que:

cos a = 0,2617 a = 74,8° R esposta


cos (3 = -0,2094 f3 = 102° R esposta
cos y = 0,9422 y = 19,6° R esposta

Esses ângulos são m ostrados na Figura 2.30b. O bserve que (3 > 90°, um a
vez que o com ponente j de uF/? é negativo.
40 E s t á t ic a

E X E M P L O 2 . 1 0 ________________________________________________________________________

Expresse a força F 1? m ostrada na Figura 2.31a, como vetor cartesiano.

(a) (b)

Figura 2.31

SOLUÇÃO
Os ângulos de 60° e 45° que definem a direção de F 1 não são ângulos dire­
tores coordenados. As duas aplicações sucessivas da lei do paralelogram o
necessárias para decom por Fi em seus com ponentes x, y, z são mostradas na
Figura 2.31b. Pela trigonom etria, as intensidades dos com ponentes são:

F u = 100 sen 60° lb = 86,6 lb

F ' = 100 cos 60° lb = 50 lb


F íx = 50 cos 45° lb = 35,4 lb

F ly = 50 sen 45° lb = 35,4 lb

C onstatando-se que Fiy tem direção definida por - j . tem-se:

F, = {35,4i - 35,4j + 86,6k} lb Resposta

P ara m ostrar que a intensidade desse vetor é na verdade 100 lb, aplique a
E quação 2.6:

F, = V f I + F,5 + 7}z
= V ( 35’4 )2 + ( -3 5 ,4 )2 + (86,6)2 = 100 lb

Se necessário, os ângulos diretores coordenados de ¥ x são determ inados


pelos com ponentes do vetor unitário que atua na direção de F]. Então:
Cap. 2 V e to re s F o rç a 41

de m odo que:

«! = cos-1(0,354) = 69,3° = 100 lb

/3i = cos-1( -0,354) = 111°

7 ! = cos-1 (0,866) = 30°


.v
Esses resultados são m ostrados na Figura 2.31c.
Usando esse mesmo m étodo, m ostre que F2, na Figura 2.31a, é escrito na
forma vetorial cartesiana como:
X

F2 — {1061 + 184j — 212k} N Resposta (c)

Figura 2.31

EXEMPLO 2.11

Duas forças atuam sobre o gancho m ostrado na Figura 2.32a. Especifique


os ângulos diretores coordenados de F2, de m odo que a força resultante F^
atue ao longo do eixo positivo y e tenha intensidade de 800 N.

(a) (b)
Figura 2.32

SOLUÇÃO
Para resolver este problem a, a força resultante F^ e seus dois com ponen­
tes, F] e F2, serão expressos na forma vetorial cartesiana. E ntão, com o m ostra
a Figura 2.326, é necessário que Fw = ¥i + F2.
Aplicando a Equação 2.11:

Fj = Fj cos a x\ + Fx cos 4- Fx cos y ^


= 300 cos 45° Ni + 300 cos 60° Nj + 300 cos 120° k
= {212,li + 150j - 150k} N
F2 = Flx i + F2yj + F1:k

Como a força resultante F^ tem intensidade de 800 N e atua na direção +j:

F * = (8 0 0 N )(+ j) = {800j} N

Pede-se:
F/? = Fj + F2
800j = 212,li + 150j - 150k + F 2xi + F 2vj + F 2:k
42 E s t á t ic a

800j = (212,1 + F lx) i + (150 + F2y) j + ( - 1 5 0 + F 2z)k

Para satisfazer essa equação, os com ponentes i, j, k correspondentes dos


lados esquerdo e direito devem ser iguais. Isso é equivalente a dizer que os com ­
ponentes x , y , z de devem ser iguais aos com ponentes x ,y ,z correspondentes
de (F, + F2). Então:

0 = 212,1 + F2x F2x = -212,1 N

800 = 150 + F2y F2y = 650 N

0 = - 1 5 0 + F2z F2z = 150 N

C om o as intensidades de F2 e de seus com ponentes são conhecidas, pode-


se usar a E quação 2.11 para determ inar a2, fo , y2.

-212,1 = 700 cos a 2 Resposta


= cos- ( ^ = 108‘

650 = 700 cos /32 Resposta


= c o s ~ ' ( i 0 = 2 1 ’8<

150 = 700 cos y 2 Resposta


* = cos"‘© = 77’6°

Esses resultados são m ostrados na Figura 2.32b.

2.59. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­ 2.61. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­
denados de Fj = {60i - 50j + 40k} N e F2 = {—40i - 85j + denados da força F que atua sobre a estaca.
30k} N. Esquematize cada força em um sistema de referên­
cia x, y, z.
z
*2.60. O cabo da extremidade da lança do guincho exerce
uma força de 250 lb sobre a lança, como mostrado. Expresse
F como vetor cartesiano.

Problema 2.61

Problema 2.60 2.62. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­


denados da força resultante.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 43

z
z

Problema 2.62

2.63. O tarugo montado no torno está sujeito a uma força *2.68. Os cabos presos ao olhai estão submetidos às três
de 60 N. Determine o ângulo de direção das coordenadas /3 forças mostradas. Expresse cada força na forma vetorial car­
e expresse a força como vetor cartesiano. tesiana e determine a intensidade e os ângulos diretores
coordenados da força resultante.

Problema 2.63

*2.64. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­


denados da força resultante e esquematize esse vetor no Problema 2.68
sistema de coordenadas.
2.69. A viga está sujeita às duas forças mostradas. Expresse
2.65. Especifique os ângulos diretores coordenados de Fj e cada força na forma vetorial cartesiana e determine a inten­
F2 e expresse cada força como um vetor cartesiano. sidade e os ângulos diretores coordenados da força
resultante.
z
z

2.66. O mastro está sujeito às três forças mostradas. Deter­


mine os ângulos diretores coordenados a 1? y, de Fj, de
modo que a força resultante que atua sobre o mastro seja
F« = {350i} N.
2.67. O mastro está sujeito às três forças mostradas.
Determine os ângulos diretores coordenados j81? yi de F,, 2.70. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­
de modo que a força resultante que atua sobre o mastro seja denados da força resultante e esquematize esse vetor no
nula. sistema de coordenadas.
44 E s t á t ic a

z 2.74. O poste da figura está submetido à força F, que tem


componentes atuando ao longo dos eixos *,y, z, como mos­
trado. Se a intensidade de F for de 3 kN, (5 = 30° e y = 75°,
determine as intensidades de seus três componentes.
2.75. O poste está submetido à força F, que tem componen­
tes Fx = 1,5 kN e Fz = 1,25 kN. Se j3 = 75°, determine as
intensidades de F e Fv.

2.71. As duas forças F| e F2 que atuam em A têm uma força


resultante F« = {—100k[ lb. Determine a intensidade e os
ângulos diretores coordenados de F2.
*2.72. Determine os ângulos diretores coordenados da
força Fj e indique-os na figura.

Problemas 2.74/75

*2.76. A força F está aplicada em A no topo da torre. Se ela


atua na direção mostrada, de modo que um de seus compo­
nentes localizado no plano sombreado y-z tem intensidade
de 80 lb, determine sua intensidade F e os ângulos diretores
Problemas 2.71/72 coordenados a, /3, y.

2.73. O suporte está sujeito às duas forças mostradas.


Expresse cada força na forma vetorial cartesiana e depois
determine a força resultante F^, a intensidade e os ângulos z
diretores coordenados dessa força.

F, = 250 N
Problema 2.76
Problema 2.73
Cap. 2 V e to re s F o rç a 45

2.77. Três forças atuam sobre o gancho. Se a força resultan­


te tiver intensidade e direção como mostrado, determine
a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força F3.
2.78. Determine os ângulos diretores coordenados de F]
e F*.

Problema 2.79

*2.80. Duas forças F t e F2 atuam sobre o olhai. Se a força


resultante F« tiver intensidade de 50 lb e ângulos diretores
coordenados a = 110° e (3 - 80°, como mostrado, determi­
ne a intensidade de F2 e seus ângulos diretores coordenados.

Problemas 2.77/78

2.79. O parafuso está submetido à força F, que tem com­


ponentes atuando ao longo dos eixos x ,y , z, como mostrado.
Se a intensidade de F for 80 N, a — 60° e y — 45°, determi­
ne as intensidades de seus componentes.

J
2 .7 V e to r e s P o s iç ã o

Nesta seção será introduzido o conceito de vetor posição e m ostrado que


esse vetor tem im portância na form ulação de vetor força cartesiano orientado
entre dois pontos quaisquer do espaço. Mais adiante, no C apítulo 4, vam os usá-
lo para determ inar o m om ento de uma força.
Coordenadas x, y, z. A o longo do livro, será em pregado o sistem a de coor­
denadas, usando-se a regra da mão direita para indicar a localização de pontos
no espaço. Além disso, será utilizada a convenção adotada em m uitos livros
técnicos, que é definir o sentido positivo do eixo z orientado para cima (d ire­
ção do zênite), de modo que esse seja o sentido para m edir a altura de um
objeto ou a altitude de um ponto. Então, os eixos x, y ficam no plano horizon­
tal (Figura 2.33). Os pontos no espaço são localizados em relação à origem das
coordenadas, O , por meio de m edidas sucessivas ao longo dos eixos x ,y , z. Por
exemplo, na Figura 2.33, as coordenadas do ponto A são obtidas com eçando
em O e m edindo x A = + 4 m ao longo do eixo x; y A = +2 m ao longo do eixo
y; e Za - ~ 6 m ao longo do eixo z ■Então, A ( 4, 2, - 6 ) . De m aneira sem elhan­
te, medidas ao longo dos eixos x , y, z de O para B dão as coordenadas de B,
isto é, Z?(0, 2, 0). Observe tam bém que C(6, —1, 4).
A
Figura 2.33
Vetor Posição. O vetor posição r é definido com o um vetor fixo que locali­
za um ponto do espaço em relação a outro. Por exemplo, se r estende-se da
origem de coordenadas, O , para o ponto P (x ,y, z) (Figura 2.34a), então r pode
ser expresso na form a de vetor cartesiano como:

r = vi + yj + zk

O bserve que a adição de vetor da origem para a extrem idade dos três com­
ponentes dá o vetor r (Figura 2.346). Com eçando na origem O, desloca-se sobre
x na direção +i, depois sobre y na direção + j e finalm ente sobre z na direção
+ k para atingir o ponto P(x, y, z).

(a) (b)
Figura 2.34

Em geral, o vetor posição é orientado do ponto A para o ponto B no espa­


ço (Figura 2.35a). Com o indicado, esse vetor tam bém é designado pelo símbolo
r. Por uma questão de convenção, no entanto, vamos nos referir algumas vezes
a esse vetor com dois índices subscritos para indicar o ponto de origem e o
ponto para o qual está orientado. Assim, r tam bém será designado como rAB.
O bserve tam bém que rA e rB na Figura 2.35a são escritos com apenas um índi­
ce, visto que se estendem a partir da origem das coordenadas.
Da Figura 2.35a, pela adição de vetores ponta-cauda, é necessário que:

*a + r = rn

R esolvendo-se em r e expressando-se rA e xB na forma vetorial cartesia­


na, tem-se:

r= rR - rA = ( x Bi + yBj + zBk) - (x^i + yAj + z Ak)


Cap. 2 V e to re s F o rç a 47

yB’
zA)k

Figura 2.35
ou

(2.13)

Assim, os componentes i, j, k do vetor posição r são form ados tom ando-se


as coordenadas da origem do vetor, A ( x a , y A, z A), e subtraindo-as das coorde­
nadas correspondentes da extremidade, B (xB, y B, Zb)- O bserve novam ente que
a adição no sentido da origem para a extrem idade desses três com ponentes dá
r, isto é, indo de A para B (Figura 2.35b), deslocam o-nos prim eiro da distân­
cia (xB — x A) na direção + i, depois (yH — y A) na direção + j e finalm ente (zb
— Z a ) na direção +k.

O comprimento e a direção do cabo A B usado para suportar a chaminé são determinados m edin­
do-se as coordenadas dos pontos A e B e usando-se os eixos x, y, z. O vetor posição r ao longo do
cabo é então estabelecido. A intensidade r representa o comprimento do cabo e a direção dele é defi­
nida por a, (3, y, que são determinados pelos componentes do vetor unitário calculados a partir do
vetor posição u = r/r

E X E M P L O 2 . 1 2 _______________________________________________

Um a fita elástico está presa aos pontos A e B, com o m ostra a Figura 2.36a.
D eterm ine seu com prim ento e sua direção, m edidos de A para B.
48 E s tá tic a

SOLUÇÃO
Prim eiro se estabelece um vetor posição de A para B (Figura 2.36b). De
acordo com a E quação 2.13, as coordenadas da origem A ( \ m, 0, —3 m) são
subtraídas das coordenadas da extrem idade B ( —2 m, 2 m, 3 m), o que dá:
r = [—2 m — 1 m]i + [2 m — 0| j + [3 m - ( - 3 m)]k
= { —3i + 2 j + 6k} m

Esses com ponentes de r tam bém podem ser determ inados diretamente
observando-se na Figura 2.36a que eles representam a direção e a distância do
deslocam ento realizado ao longo de cada eixo a fim de mover-se de A para B,
isto é, {—3i} m ao longo do eixo x, {2 j} m ao longo do eixo v e {6k} m ao longo
do eixo z.
A intensidade de r representa o com prim ento da fita elástica.

r = \ / ( —3 )2 + (2 )2 + ( 6 ) 2 = 7 m Resposta

Definindo um vetor unitário na direção de r, temos:


r -3 . 2. 6,
u = - = —i H— j H— k
r 7 7J 7

Os com ponentes desse vetor unitário dão os ângulos diretores coordenados:

a = cos^1^ = 115° Resposta

(3 = cos"1! 7 ) = 73’4° Resposta

y = cos j = 31° Resposta

Esses ângulos são m edidos a partir dos eixos positivos de um sistema de


coordenadas cartesianas localizado na origem de r, ponto A , como m ostrado
na Figura 2.36c.

Figura 2.36
Cap. 2 V e to re s F o rç a 49

2 .8 V etor F o r ç a O r ientado ao l o n g o
d e u m a R eta

Freqüentem ente, nos problem as de estática tridim ensional, a direção de


um a força é definida por dois pontos pelos quais passa sua linha de ação. Essa
situação é m ostrada na Figura 2.37, na qual a força F é orientada ao longo da
corda A B . Pode-se definir F como um vetor cartesiano pressupondo que ele
tenha a mesm a direção e sentido que o vetor posição r orientado do ponto A
para o ponto B da corda. Essa direção comum é especificada pelo vetor unitá­
rio u = r/r. Então:

F = Fu = F -

Figura 2.37
A pesar de term os representado F sim bolicam ente na Figura 2.37, note
que ele tem unidades de força, ao contrário de r, que tem unidades de com ­
prim ento.

A força F que atua ao longo da corrente pode ser


representada como um vetor cartesiano definindo-
se primeiro os eixos x, y, z, formando-se um vetor
posição r ao longo do comprimento da corrente e
determinando-se depois o vetor unitário u = t/r cor­
respondente que define a direção tanto da corrente
quanto da força. Finalmente, a intensidade da força
é combinada com sua direção, F = Fu.

P o n to s Im po rtan tes
• Um vetor posição localiza um ponto no espaço em relação a outro ponto.
• A maneira mais simples de definir os componentes de um vetor posição é determ inar a distância e a direção
que devem ser percorridas ao longo das direções x, y, z, indo da origem para a extremidade do vetor.
• Uma força F que atua na direção de um vetor posição r é representada na forma cartesiana se o vetor uni­
tário u do vetor posição estiver determinado e se este for multiplicado pela intensidade da força, isto é, F =
Fu = F(r/r).

E X E M P L O 2 . 1 3 _______________________________________________

O hom em m ostrado na Figura 2.38a puxa a corda com um a força de 70 lb.


R epresente essa força, que atua sobre o suporte A , com o vetor cartesiano e
determ ine sua direção.
50 E s t á t ic a

SOLUÇÃO
A força F é m ostrada na Figura 2.38b. A direção desse vetor, u, é d eter­
m inada pelo vetor posição r. que se estende de A a B (Figura 2.38b). As
coordenadas das extrem idades da corda são A {0,0, 30 pés) e 5(12 pés, - 8 pés,
6 pés). D efinindo o vetor posição pela subtração das coordenadas correspon­
dentes x, y e z de A das coordenadas de B , temos:

r = (12 pés — 0)i + ( - 8 pés — 0)j + (6 pés - 30 pés)k


= { 12i - 8j — 24k} pés

Esse resultado tam bém pode ser obtido diretamente pela Figura 2.38a.
D eve-se ir de ^4{—24k) pés, depois {—8j) pés e finalm ente {12i} pés para atin­
gir B.
A intensidade de r, que representa o com primento da corda A B , é:

r = \ / ( 1 2 p é s ) 2 + ( - 8 p és)2 + ( —24 pés)2 = 28 pés

D efinindo-se o vetor unitário que determ ina a direção e o sentido de r e


F, obtém -se:

r 12. 8 . 24,
U “ r ~ 28 ' 28 J 28

C om o F tem intensidade de 70 lb e direção especificada por u, então:

,1 2 8 24
F = F u = 701b [ — i - — j
28' 28J 28

= {30i - 20j - 60k} lb Resposta

O s ângulos diretores coordenados são medidos entre r (ou F) e os eixos


positivos de um sistem a de coordenadas cartesianas com origem em A (Figura
2.38b). Pelas com ponentes do vetor unitário:
Figura 2.38

a = cos Resposta
-< § ) - « •

/3 = cos 1 28 1 = 10V R esposta

-2 4
y — cos 1 = 149c R esposta
28

E X E M P L O 2 . 1 4 ... — .............. - ..................................................


A placa circular da Figura 2.39a é parcialm ente suportada pelo cabo A B .
Se a força do cabo no gancho em A for F = 500 N, expresse F como vetor car­
tesiano.

SOLUÇÃO
Com o m ostra a Figura 2.39b, F tem a mesma direção e sentido que o vetor
posição r, que se estende de A a B. As coordenadas dos pontos das extrem i­
dades do cabo são v4(0, 0, 2 m) e 5(1,707 m, 0,707 m, 0), como indicado na
figura. Assim:
Cap. 2 V e to re s F o r ç a 51

r = (1,707 m — 0)i + (0,707 m - 0)j + (0 - 2 m )k

= { l,707i + 0,707j - 2k} m

Observe que se pode calcular esses com ponentes diretamente indo de A ,


{—2k} m ao longo do eixo z, depois para {1,707i} m ao longo do eixo x e para
{0,707j} m ao longo do eixo y para chegar a B.
A intensidade de r é:

= V O V T O T j ^ + l Õ j Õ T ) ^ ^ ^ = 2,723 m

Assim:
(a)
r __ 1,707 . 0,707 . 2
U _ r ~ 2,723 ' + 2,723 J ~ 2,723 k

= 0,6269i + 0,2597j - 0,7345k

Como F - 500 N e F tem a direção de u, temos:

F = F u = 500 N(0,6269i + 0,2597j - 0,7345k)

= {313i + 130j - 367k} N R esposta 1m


i
1 sen 45° m
U sando esses com ponentes, observe que na verdade a intensidade de F é
500 N, isto é: B (1,707 m, 0,707 m. 0)

F = \ / ( 313)2 + ( 130)2 + ( —367)2 = 500 N

M ostre que o ângulo de direção da coordenada y = 137° e indique esse


ângulo na figura.

EXEMPLO 2.15

A co b ertu ra é su portada por cabos, com o m ostrado na foto. Se os cabos


exercerem as forças FAB = 100 N e FAC - 120 N no gancho em A , com o
m ostrado na Figura 2.40a, determ ine a intensidade da força re su ltan te que
atu a em A .

SOLUÇÃO
A força resultante F* é m ostrada graficam ente na Figura 2.406. Pode-se
expressar essa força com o vetor cartesiano definindo antes ¥ AB e ¥ AC com o
vetores cartesianos e depois adicionando seus com ponentes. As direções de
Ea b e F a c são especificadas definindo-se os vetores unitários e uAC ao
longo dos cabos. Esses vetores unitários são obtidos dos vetores posição asso­
ciados rAB e rAC. Com referência à Figura 2.406, para tem os:

rAB ~ (4 m — 0)i + (0 - 0)j + (0 - 4 m )k

= {4i — 4k} m
52 E s t á t ic a

F- = 100Nf e ) = 100N( Í i - Í k
Fab = {70,7i - 70,7k} N

P ara FAC temos:

rAC = (4 m - 0)i + (2 m - 0)j + (0 - 4 m)k

= {4i + 2j - 4k} m

rAc = V ( 4 ) 2 + (2)2 + ( - 4 ) 2 = 6 m

F- = 120Nf e ) = 120N( t Í + | j ^ k
= {80i 4- 40j - 80k} N

A força resultante é, portanto:

F/? = ?AB + ?AC = {70,7i - 70,7k} N + {801 + 40j - 80k} N

= {150,71 + 40j - 150,7k} N

A intensidade de FR é, então:

F r = \ / ( 1 5 Õ j ) 2 + (40)2 + (-1 5 0 ,7)2

= 217 N Resposta
(b)

Figura 2.40

P roblem as

2.81. Se rt = {3i — 4j + 3k} m, r2 = {41 — 5k} m, r3 = {3i —


2j + 5k} m, determine a intensidade e direção de r = 2tx —
r2 + 3r3.
2.82. Represente o vetor posição r que atua do ponto A(5 m,
5 m, 6 m) para o ponto B(5 m, —2 m, 1 m) na forma de vetor
cartesiano. Determine seus ângulos diretores coordenados e
a distância entre os pontos A e B.
2.83. Um vetor posição estende-se da origem ao ponto
A(2 m, 3 m, 6 m). Determine os ângulos a, /3, y que a origem
do vetor faz, respectivamente, com os eixos jc, y, z.
*2.84. Expresse o vetor posição r na forma cartesiana;
depois determine sua intensidade e os ângulos diretores coor­
denados.
2.85. Expresse o vetor posição r na forma cartesiana;
depois determine sua intensidade e os ângulos diretores
coordenados.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 53

Problema 2.85

2.86. Expresse a força F como um vetor cartesiano; depois


determine seus ângulos diretores coordenados.

z 2.89. A chapa articulada é suportada pela corda AB. Se a


força na corda for F — 340 lb, expresse essa força orientada
de A para B e como um vetor cartesiano. Qual é o compri­
mento da corda?

Problema 2.86

2.87. Determine o comprimento do elemento AB da treli-


ça estabelecendo primeiro um vetor posição cartesiano de A
para B e depois determinando sua intensidade.
Problema 2.89
y
2.90. Determine o comprimento A B da biela definindo
antes um vetor posição cartesiano de A para B e depois deter­
minando sua intensidade.
y

Problema 2.87

*2.88. Em um dado instante, a posição de um avião em A


e a de um trem em B são medidas em relação à antena de Problema 2.90
radar em O. Determine a distância d entre A e B nesse ins­
tante. Para resolver o problema, defina um vetor posição 2.91. Determine os comprimentos dos arames A D, BD e
orientado de A para B e depois determine sua intensidade. CD. O anel em D está no centro entre A e B.
54 E s t á t ic a

Problema 2.91 Problema 2.94


*2.92. Expresse a força F como um vetor cartesiano; depois
determine seus ângulos diretores coordenados.

Problema 2.92

2.93. Expresse a força F como um vetor cartesiano; depois Problema 2.95


determine seus ângulos diretores coordenados.
*2.96. Os dois cabos de amarração exercem forças na popa
z de um navio, como mostrado na figura. Represente cada força
como um vetor cartesiano e determine a intensidade e a dire­
ção da resultante.

2.94. Determine a intensidade e os ângulos diretores coor­


denados da força resultante que atua sobre o ponto A.
2.95. A porta é mantida aberta por meio de duas correntes.
Se a tensão em A B e CD for FA = 300 N e F c = 250 N, res­
pectivamente, expresse cada uma dessas forças na forma
vetorial cartesiana.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 55

2.97. Os dois tratores puxam a árvore com as forças mos­


tradas. Represente cada força como um vetor cartesiano e
determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados
da força resultante.

Problema 2.97

2.98. Os cabos de tração são usados para suportar o poste


de telefone. Represente a força em cada cabo na forma de
vetor cartesiano.

Problema 2.100

Problema 2.98

2.99. Expresse cada uma das forças na forma vetorial car-


tesiana e determine a intensidade e os ângulos diretores
coordenados da força resultante.
*2.100. O cabo preso ao trator em B exerce uma força de
350 lb sobre a estrutura. Expresse essa força como um vetor
cartesiano.
2.101. A carga em A cria uma força de 60 lb no arame AB.
Expresse essa força como um vetor cartesiano atuando sobre
A e orientada para B, como mostrado na figura. Problem a 2.101
56 E s t á t ic a

2.102. O tubo é suportado em sua extremidade pela corda


AB. Se a corda exerce uma força F — 12 lb no tubo em A,
expresse essa força como um vetor cartesiano.

Problema 2.102

2.103. A corda exerce uma força F = {12i + 9j — 8k} lb no


gancho. Se ela tiver 8 pés de comprimento, determine a loca­
lização x,y do ponto de acoplamento B e a altura z do gancho.
*2.104. A corda exerce uma força F = 30 lb no gancho. Se
ela tiver 8 pés de comprimento, z — 4 pés e o componente x
da força for Fx — 25 lb, determine a localização jc, y do ponto
de acoplamento B da corda no chão.
Problema 2.105

Problemas 2.103/104

2.105. Cada uma das quatro forças que atuam em E tem


intensidade de 28 kN. Expresse cada força como um vetor
cartesiano e determine a força resultante.
2.106. A torre é mantida reta pelos três cabos. Se a força
em cada cabo que atua sobre a torre for aquela mostrada na Problema 2.106
figura, determine a intensidade e os ângulos diretores coor­
denados a, /3, y da força resultante. Considere que x = 20 m, 2.107. O cabo preso à estrutura de barras exerce uma força
y = 15 m. F = 350 lb. Expresse essa força como um vetor cartesiano.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 57

50 lb que atua em A ao longo da corrente como um vetor


z cartesiano e determine seus ângulos diretores coordenados.

Problema 2.107 *

*2.108. A janela é mantida aberta pela corrente AB. Problema 2.108


Determine o comprimento da corrente, expresse a força de

2 .9 P r o d u t o E scalar

Às vezes, em estática, é preciso calcular o ângulo en tre duas re ta s ou


os com ponentes de um a força paralela ou p erp en d icu lar a um a reta. Em
duas dim ensões, esses problem as são resolvidos p o r trig o n o m etria, um a vez
que a geom etria é fácil de vizualizar. Em três dim ensões, e n tre ta n to , fre ­
qü en tem en te a visualização é difícil e torna-se necessário em p reg ar m éto d o s
vetoriais para a solução. O p ro d u to escalar define um m éto d o p artic u la r
para ‘m ultiplicar’ dois vetores e é usado para resolver os problem as m e n ­
cionados.
O produto dos vetores A e B, escrito A • B e lido com o 'A escalar B ’, é
definido como o produto das intensidades de A e de B e do cosseno do ângu­
lo 6 entre suas origens (Figura 2.41). Expresso na form a de equação:

A • B = A B cos 0 (2.14)

onde 0o < 6 < 180°. O produto escalar com freqüência é cham ado produto
escalar de vetores, visto que o resultado é um escalar, e não um vetor.
Leis d a s O perações
1. Lei comutativa:
A B = B A

2. M ultiplicação por escalar:


a ( \ ■B) = ( a \ ) • B = A • (aB) = (A • B )a

3. Lei distributiva:

A • (B + D) = (A • B) + ( A - D )
58 E s t á t ic a

A prim eira e a segunda leis são fáceis de ser provadas usando a Equação
2.14. No caso da lei distributiva. a prova será feita por você, como um exercí­
cio (veja o Problem a. 2.109).
D e fin iç ã o d e V etor C a rte sia n o . A E quação 2.14 é usada para determ inar
o produto escalar de cada um dos vetores unitários cartesianos. Por exemplo,
i • i = (1 )(1 ) cos 0° = l e i - j = ( l ) ( l ) cos 90° = 0. De m aneira similar:

i *i = 1 j •j = 1 k • k = 1
ij = 0 i - k = 0 k •j = 0

Esses resultados não devem ser decorados. É preciso com preender clara-
m ente com o cada um é obtido.
C onsiderem os o produto escalar de dois vetores gerais A e B expressos
na form a vetorial cartesiana. Temos:

A B = ( A xi + A yj + / Lk) *(f l vi + By\ + B. k)

“ A A ( i - i ) + Ar#>-(*'j) + A xBz( Í ‘ k)

+ A yBx{ \ - \ ) + AyBy(i *j) + A yBz(j • k)

+ A ZBX( k - i ) + A zBy{ k - j ) + A ZBZ{ k*k)

E fetuando as operações do produto escalar, obtem os o resultado final

A • B — A XBX + A vBy + A ZB Z (2.15)

Então, para se calcular o produto escalar de dois vetores cartesianos, mul-


tiplicam-se seus com ponentes correspondentes x, y, z e somam-se os produtos
algebricamente. C om o o resultado é um escalar, deve-se tom ar cuidado para
não incluir nenhum vetor unitário no resultado final.
A plicações. O produto escalar tem duas aplicações im portantes em mecânica:
1. O ângulo form ado entre dois vetores ou retas que se interceptam. O
ângulo 8 entre as origem dos vetores A e B na Figura 2.41 pode ser
determ inado pela E quação 2.14 e escrito como:

Nesse caso. A • B é calculado pela Equação 2.15. Observe que, se A * B


= 0, então d — cos-1 0 = 90°, de m odo que A será perpendicular a B.
2. Os com ponentes paralelo e perpendicular de um a reta a um vetor. O
com ponente do vetor A paralelo ou colinear à reta aa' na Figura 2.42
é definido por A|, onde A\\ = A cos 0. Esse com ponente é algumas

a ii a
A m= A cos 6 ii

Figura 2.42
Cap. 2 V e to re s F o rç a 59

vezes cham ado de projeção de A sobre a reta, já que se form a um


ângulo reto na construção. Se a direção da reta é especificada pelo
vetor unitário u. então, como u = 1, podem os determ inar A\\ direta­
m ente pelo produto escalar (Equação 2.14), isto é:

A\\ = A cos 6 = A • u

Portanto, a projeção escalar de A ao longo de uma reta é determinada


pelo produto escalar de A e o vetor unitário u que define a direção da
reta. Observe que, se esse resultado for positivo, então A | terá o m esm o
sentido de direção de u, enquanto, se A\\ for um escalar negativo, então
A\\ terá sentido de direção oposto a u. O com ponente A. rep resen ta­
do como um vetor é, portanto:

A| = A cos 0 u = (A • u)u

O com ponente de A perpendicular à reta aa' tam bém pode ser obti­
do (Figura 2.42). Como A = A | + A ± , então A ± = A — A|. H á
duas m aneiras de obter A ± . Um a delas é determ inar 6 a partir do
produto escalar, 0 = cos-1 (A • n /A )- então A ± = A sen 0. Da m esma
m aneira, se A \ for conhecido, então, pelo teorem a de Pitágoras, po d e­
rem os tam bém escrever: A ± — v A2 — A \ .

O ângulo 9 entre a corda e a viga A pode


ser determinado usando-se o produto
escalar. Definem-se vetores posição ou
vetores unitários ao longo da viga, u 4 =
rAlrA, e ao longo da corda, ur = rrlrr.
C omo 0 é definido entre as caudas
desses vetores, pode-se resolver em 6
usando-se 6 = c o s ^ ^ r ^ T f / r ^ ) =
cos- ux • u R.

Se a corda exerce uma força F sobre a junta,


a projeção dessa força ao longo da viga A
pode ser determinada definindo-se primei­
ro a direção da viga, usando-se o vetor
unitário uA = rAlrA e, depois definindo-se
a força como um vetor cartesiano, F =
F {tjrr) = Fu, Aplicando-se o produto
escalar, a projeção será: Fj = F • u ,(.
60 E s t á t ic a

P ontos Im portantes
• O produto escalar é usado para determ inar o ângulo entre dois vetores ou a projeção de um vetor em uma
direção especificada.
• Se os vetores A e B forem expressos na forma cartesiana, o produto escalar será determinado multiplicando-
se os respectivos com ponentes escalares x, y, z e adicionando-se algebricamente os resultados, isto é,
A • B = A XB X + A yB y + A ZB Z.
• Pela definição de produto escalar, o ângulo formado entre as origens dos vetores A e B é 6 = cos 1 (A B /A B ) .
• A intensidade da projeção do vetor A ao longo da uma reta cuja direção é especificada por u é determinada
pelo produto escalar A \ = A • u.

EXEMPLO 2.16

A estrutura m ostrada na Figura 2.43a está subm etida a uma força hori­
zontal F = {300j} N. D eterm ine a intensidade dos com ponentes da força
paralela e perpendicular ao elem ento A B .

(a) (b)
Figura 2.43

SOLUÇÃO
A intensidade do com ponente de F ao longo de A B é igual ao produto
escalar de F pelo vetor unitário u fl, que define a direção de A B (Figura 2.436).
C om o

rB 2i + 6j + 3k
uB = = 0,286i + 0,857j + 0,429k
rB \ / ( 2 ) 2 + (6)2 + (3)2

então

F a b = F cos 6 = F • u l{ = (300j) • (0,286i + 0,857j + 0,429k)


= (0) (0,286) + (300) (0,857) + (0)(0,429)
= 257,1 N Resposta

C om o o resultado é um escalar positivo, ¥ AB tem o mesmo sentido de dire­


ção de u s (Figura 2.43b).
E xpressando F ^ na form a vetorial cartesiana, temos:

F ab = F a b ub = (257,1 N)(0,286i + 0,857j + 0,429k)


= {73,51 + 220j + 110k} N Resposta
Cap. 2 V e to re s F o rç a 61

O com ponente perpendicular (Figura 2.43Z?) é, portanto:

F_l = F - F ab = 300j - (73,5i + 220j + llO k)

- {—73,5i + 80j - llOk} N

Sua intensidade é determ inada tanto por meio desse vetor com o pelo teo ­
rem a de Pitágoras (Figura 2.43Ò):

F ± = \ / F 2 ~ F : AB

= \ / (300 N )2 - (257,1 N )2

= 155 N R esposta

EXEMPLO 2.17

O tubo da Figura 2.44a está sujeito à força F = 80 lb. D eterm ine o ângu­
lo 6 entre F e o segm ento B A do tubo e as grandezas dos com ponentes de F,
que são paralelos e perpendiculares a BA.

(a)
Figura 2.44

SOLUÇÃO

 n g u lo 6. Prim eiro definirem os vetores posição de B para A e de B para C.


Em seguida, calcularem os o ângulo 6 entre as caudas desses dois vetores.

*b a = {—2i - 2j + lk } pés

iflc = {“ 3j + lk} pés

Então:

r/M' r8ç (-2)(0) + (~2)(—3) + (1)(1)


cos u =
tb a tb c 3V ÍÕ
= 0,7379

0 = 42,5° R esposta
62 E s t á t ic a

C o m p o n e n te s d e F. A força F é decom posta em com ponentes, como m os­


trad o na Figura 2.44b. Com o Fba ~ F • u BA, devemos prim eiro definir o vetor
unitário ao longo de BA e a força F como vetores cartesianos.

r BA ( —2i - 2j + lk ) 2. 2 .1
'BA ----------------------- — ----I — —j + —K
r BA 3 3 3J 3

F = 80 lb
(?) -»( - 3 j + lk
VTÕ
= —75,89j + 25,30k

Portanto:

2. 2 . 1
Fba = F - u ba = ( —75,89j + 25,30k) — i -------i + —k
3 3J 3

= 0 + 50,60 + 8,43

- 591b Resposta

Um a vez que o ângulo 6 foi calculado por meio da Figura 2.44b, o mesmo
resultado tam bém pode ser obtido diretam ente por trigonom etria:

F ba = 80 cos 42,5° lb = 59 lb Resposta

O com ponente perpendicular é calculado por trigonom etria,

F ± = F sen 6
= 80 sen 42,5° lb
= 54 lb Resposta

ou pelo teorem a de Pitágoras:

F i = V f~
2- W a = V m 2- (59)2
= 541b Resposta

P roblem as
2.109. Dados os três vetores A, B e D, demonstre que *2.112. Determine a intensidade do componente de r, pro­
A • (B + D) = (A- B) + (A- D). jetada sobre r2 e a projeção de r2 sobre
2.110. Determine o ângulo 6 entre os dois vetores.

Problemas 2.111/112
Problema 2.110
2.113. Determine o ângulo 8 entre o eixo y do poste e o
2.111. Determine o ângulo 6 entre os dois vetores. arame AB.
Cap. 2 V e to re s F o rç a 63

z 2.117. Determine os componentes de F que atuam ao longo


da haste AC e perpendicularmente a ela. O ponto B está loca­
lizado no ponto médio da haste.
2.118. Determine os componentes de F que atuam ao longo
da haste AC e perpendicularmente a ela. O ponto B está loca­
lizado sobre a haste a 3 m da extremidade C.

2.114. A força F = {25i — 50j + 10k[ N atua na extremida­


de A do conjunto do tubo. Determine a intensidade dos
componentes F[ e F2 que atuam ao longo do eixo de AB e
na perpendicular a ele.
z

2.119. O fixador é usado em um dispositivo. Se a força ver­


tical que atua sobre o parafuso for F = {—500k) N, determine
as intensidades dos componentes Fi e F2 que atuam ao longo
do eixo OA e perpendicularmente a ele.

r
Problema 2.114
2.115. Determine o ângulo d entre os lados da chapa trian­
gular.
*2.116. Determine o comprimento do lado BC da chapa Problema 2.119
triangular. Resolva o problema calculando a intensidade de
xBC. Em seguida, verifique o resultado calculando primeiro *2.120. Determine a projeção da força F ao longo do poste.
0, rAB e rAC e depois use a lei do cosseno.
z
z

Problemas 2.115/116
64 E s t á t ic a

2.121. Determine o componente projetada da força de 80 2.126. Determine o ângulo 6 entre os dois cabos presos ao
N que atua ao longo do eixo AB do tubo. tubo.
z z

Problemas 2.125/126

2.127. Determine o ângulo 6 entre os cabos AB e AC.


*2.128. Se F tem intensidade de 55 lb, determine as inten­
2.122. O cabo OA é usado para suportar a coluna OB. sidades das projeções de seus componentes que atuam ao
Determine o ângulo 6 que ele forma com a viga OC. longo do eixo x e do cabo AC.
2.123. O cabo OA é usado para suportar a coluna OB. z
Determine o ângulo 4>que ele forma com a viga OD.

Problemas 2.127/128
*2.124. A força F atua sobre a extremidade A do conjunto do
2.129. Determine o ângulo 6 entre as bordas do suporte de
tubo. Determine as intensidades dos componentes Fj e F2 que
chapa metálica.
atuam ao longo do eixo de AB e perpendicularmente a ele.
z

Problema 2.124

2.125. Dois cabos exercem forças sobre o tubo. Determine


a grandeza do componente de F, projetado ao longo da linha y
de ação de F2. Problema 2.129
Cap. 2 V e to r e s F o rça 65

2.130. Cada um dos cabos exerce uma força de 400 N sobre *2.132. Determine os ângulos 9 e 4> entre os eixos OA do
o poste. Determine a intensidade da projeção do componen- poste da bandeira e AB e AC de cada cabo, respectivamente,
te de Ft ao longo da linha de ação de F2.
2.131. Determine o ângulo 9 entre os dois cabos presos ao
poste.

Problemas 2.130/131 Problema 2.132

______________________________________________________________________________________________________________________________ I

R e v is ã o do C a p ít u l o
• Lei do P a ra lelo g ra m o . Dois vetores são somados de acordo com a lei do paralelogramo. Os com ponen­
tes formam os lados do paralelogramo e a resultante é a diagonal. Como os vetores são somados pela regra da
adição, use a lei do triângulo para obter os componentes ou a resultante e, em seguida, use a lei dos senos e
a lei dos cossenos para calcular seus valores.
• Vetores C a rte sia n o s. Um vetor pode ser desmembrado em seus componentes cartesianos ao longo dos
eixos x, y, z, de modo que F = Fvi + /\.j + F.k.
A intensidade de F é determinada pela equação F = V / 72 + F 2 + F: e os ângulos diretores coordenados a ,
f3, y são determinados definindo-se o vetor unitário u = (FxIF)i + (F JF )j + (F JF )k na direção de F. Os com­
ponentes de u representam cos a, cos (3, cos y. Esses três ângulos são relacionados pela expressão cos2 a +
cos2 (3 + cos2 y = 1, de modo que dois dos três ângulos são independentes um do outro.
• Vetores Força e Posição. Um vetor posição é orientado entre dois pontos. É definido calculando-se a dis­
tância e a direção em que é preciso deslocar-se ao longo dos eixos x , y, z de um ponto (a origem) a outro
ponto (a ponta). Se a linha de ação de uma força passa por esses dois pontos, então ela atua na mesma dire­
ção u que o vetor posição. A força é expressa como vetor cartesiano usando-se F = Fu = F(r/r).
• P ro d u to E scalar. O produto escalar entre dois vetores A e B é definido por A B = A B cos 6. Se A e B
forem expressos como vetores cartesianos, então A B - A XBX + A yB y + A ,B Z. O produto vetorial é usado
em estática para calcular o ângulo entre os vetores, 9 = cos-1 (A B/AB). Também é empregado para deter­
minar a projeção do componente de um vetor A sobre um eixo definido pelo seu vetor unitário u. de modo
que A = A cos 6 = A • u.
66 E s t á t ic a

P robi fm a s de R ev isão
2.133. Determine a intensidade e os ângulos diretores
L
coordenados de F3, de modo que a resultante das três for­
ças atue ao longo do eixo positivo y e tenha intensidade de
600 lb.
2.134. Determine a intensidade e os ângulos diretores coorde­
nados de F3, de modo que a resultante das três forças seja nula.

Problema 2.136

2.137. Duas forças F] e F2 atuam sobre o gancho. Se suas


linhas de ação estiverem separadas de um ângulo d e a inten­
sidade de cada força for = F2 = F, determine a intensidade
da força resultante F* e o ângulo entre F« e Fj.

Problemas 2.133/134

2.135. Determine o ângulo 6 (6 < 90°) entre as duas esco-


ras, de modo que a força horizontal de 500 lb tenha um
componente de 600 lb orientado de A para C. Qual é o com­
ponente da força que atua ao longo de BA?

2.138. Determine os ângulos 6 e $ entre os segmentos do


arame.
z

Problema 2.135

*2.136. A força F tem intensidade de 80 lb e atua no ponto


médio C da haste fina. Expresse a força como um vetor
cartesiano. Problema 2.138
Cap. 2 V etores F orça 67

2.139. Determine as intensidades das projeções dos compo­ z


nentes da força F = (60i + 12j —40k) N na direção dos cabos
A B e AC.

2.141. O barco deve ser puxado para a praia usando-se duas


cordas. A força resultante é de 80 lb, orientada ao longo do
casco, dado pela linha aa, como mostrado na figura. Deter­
mine as intensidades das forças T e P que atuam em cada
corda e o ângulo 6, de modo que P seja mínima. T atua a 30°
da quilha, como mostra a figura.

Problema 2.139
T
*2.140. Determine a intensidade das projeção do compo­
nente da força de 100 lb que atua ao longo do eixo BC do
tubo. Problema 2.141
E q u ilíb r io de um
P o n to M a t er ia l

O bjetivos do C a pítulo

• Introduzir o conceito de corpo livre para ponto


material.
• Mostrar como resolver problemas de equilíbrio de
ponto material usando as equações de equilíbrio.

3 .1 C o n d iç ã o de E q u ilíbr io de um
P o n t o M aterial

Um ponto m aterial encontra-se em equilíbrio desde


que esteja em repouso, se originalm ente se achava em
repouso, ou tenha velocidade constante, se originalmente
estava em movimento. Mais freqüentem ente, entretanto, o
term o ‘equilíbrio’ ou, mais especificamente, ‘equilíbrio
estático’ é usado para descrever um objeto em repouso. Para
m anter o equilíbrio, é necessário que seja satisfeita a pri­
meira lei do movimento de Newton, pela qual a força
resultante que atua sobre um ponto m aterial deve ser igual
Quando são usados cabos para elevar uma carga, eles devem ser a zero. Essa condição é expressa m atem aticam ente como:
selecionados de m odo que não falhem quando posicionados em
seus pontos de acoplamento. Neste capítulo, será mostrado como :f - o
calcular as cargas nos cabos em tais casos.
onde S F é o vetor som a de todas as forças que atuam sobre
o ponto m aterial.
A E quação 3.1 não é apenas uma condição necessária do equilíbrio, é
tam bém uma condição suficiente. Isso decorre da segunda lei do m ovim ento
de N ew ton, escrita com o XF — m a. Com o o sistem a de força satisfaz a
E q u ação 3.1, e n tão m a = 0 e, portanto, a aceleração do ponto m aterial a =
0. C onseqüentem ente, o ponto m aterial move-se com velocidade constante ou
perm anece em repouso.

3 .2 D iagram a de C o r po L ivre

Para aplicarm os a equação de equilíbrio, devem os considerar todas as for­


ças conhecidas e desconhecidas (2F) que atuam sobre o ponto m aterial. A
m elhor m aneira de fazer isso é desenhar o diagrama de corpo livre do ponto
m aterial. O diagram a é sim plesm ente um esboço que m ostra o ponto material
‘livre’ de seu entorno e com todas as forças que atuam sobre ele.
A ntes de apresentarm os o procedim ento formal para desenhar o diagra­
ma de corpo livre, vam os prim eiro considerar dois tipos de conexões
encontradas freqüentem ente nos problem as de equilíbrio do ponto material.
Cap. 3 E q u i l í b r i o de um P o n t o M a t e r i a l 69

M olas. Se for usada para apoio a mola elástica linear, o com prim ento da m ola
variará em proporção direta com a força que atua sobre ela. U m a caracterís­
tica que define a ‘elasticidade' é a constante da mola ou rigidez k. A intensidade
da força exercida na mola elástica linear que tem rigidez k e está deform ada
(alongada ou com prim ida) de uma distância s , m edida a partir de sua posição
sem carga, é:

F - ks (3.2)

Nesse caso, a distância s é definida pela diferença entre o com prim ento
deform ado da mola / e seu com prim ento sem deform ação /0, isto é, s = l — l0.
Se s for positivo, F ‘puxa’a mola; se for negativo, F a ‘em p u rra’. Por exemplo,
a mola m ostrada na Figura 3.1 tem com prim ento sem deform ação /0 = 0,4 e
rigidez k = 500 N/m. Para esticá-la de m odo que / = 0,6 m, é necessária uma
força F = ks = (500 N/m)(0,6 m - 0,4 m) = 100 N. Da m esm a m aneira, para
comprimi-la a um com prim ento / = 0,2 m, é necessária um a força F = ks —
(500 N/m)(0,2 m - 0,4 m) = -1 0 0 N (Figura 3.1).

F
+s
Figura 3.1

C abos e P olias. Ao longo deste livro, exceto na Seção 7.4, será considerado
que todos os cabos (ou cordas) têm peso desprezível e são indeform áveis. A lém
disso, o cabo suporta apenas uma tensão ou força de ‘traç ão ’, que atua sem pre
na direção do cabo. No Capítulo 5 será m ostrado que a força de tensão atuando
em um cabo contínuo que passa sobre uma polia sem atrito deve ter intensi­
dade constante para m anter o cabo em equilíbrio. Portanto, para qualquer
ângulo 6 m ostrado na Figura 3.2, o cabo está subm etido a um a tensão constan­ T
te T ao longo de todo o seu com prim ento.
O cabo está em tensão

Figura 3.2

A caçamba é mantida em equilíbrio pelo cabo, e, instin­


tivamente, sabemos que a força no cabo deve ser igual
ao peso da caçamba. Desenhando o diagrama de corpo
MT livre da caçamba podemos compreender por que isso
ocorre. Esse diagrama mostra que há apenas duas fo r­
ças atuando sobre a caçamba, ou seja, seu peso W e a
força T do cabo. Para manter o equilíbrio, a resultante
dessas forças deve ser igual a zero e, assim, T = W. O
importante é que, isolando-se a caçamba, a força desco­
nhecida do cabo T torna-se ‘exposta’ e deve ser
considerada requisito para o equilíbrio.
70 E s t á t ic a

P r o c e d im e n t o para T raçar um D ia g r a m a d e C orpo L iv r e


Como devemos considerar iodas as forças que atuam sobre o ponto material ao aplicar as equações de equilíbrio,
não devemos dar ênfase excessiva à importância de desenhar primeiro o diagrama de corpo livre. Para construí-
lo é necessário seguir estes passos:

D e se n h e o c o n to r n o d o p o n to m a te r ia l a ser e s tu d a d o . Imagine que o ponto material esteja isolado, ou


‘seccionado’, ou ‘livre’ de seu entorno, e desenhe o contorno de sua forma.

M o stre to d a s a s fo rça s. Indique nesse esboço todas as forças que atuam sobre o ponto material. Essas for­
ças podem ser ativas. tendendo a pôr o ponto material em movimento, ou reativas, que são o resultado de restrições
ou apoios que tendem a impedir o movimento. Para se considerarem todas as forças, é interessante traçar o con­
torno em torno do ponto material, anotando cuidadosamente cada força que age sobre ele.

I d e n tifiq u e c a d a fo rça . As forças conhecidas devem ser marcadas com suas intensidades, direções e senti­
dos. São usadas letras para representar as intensidades, direções e sentidos das forças desconhecidas.

Considere a bobina de peso W suspensa


pela lança do guindaste. Se quisermos
obter as forças nos cabos A B e AC, deve­
remos considerar o diagrama de corpo
livre do anel em A, visto que as forças
atuam sobre o anel. Nesse caso, os cabos
A D exercem a força resultante W sobre o
anel e a condição de equilíbrio é usada
para obter Tg e T c.

E X E M P L O 3.1

A esfera da Figura 3.3a tem massa de 6 kg e está apoiada como m ostra­


do. D esenhe o diagram a de corpo livre da esfera, da corda C E e do nó em C.

SOLUÇÃO
E sfera . Verifica-se que há apenas duas forças atuando sobre a esfera: seu
peso e a força da corda CE. A esfera tem peso de 6 kg (9,81 m/s2). O diagra­
m a de corpo livre é m ostrado na Figura 3.3b.

r C£ (Força da corda CE atuando sobre a esfera)


B

58,9N (Peso ou gravidade atuando sobre a esfera)


(a) (b)

Figura 3.3
Cap. 3 E q u ilíb rio de um P o n to M a t e r ia l 71

C orda CE. Q uando a corda C E é isolada de seu entorno, seu diagram a de


corpo livre m ostra som ente duas forças atuando sobre ela: a força da esfera e
a força do nó (Figura 3.3c). Observe que a ¥ CE m ostrada nessa figura é igual
mas oposta à m ostrada na Figura 3.3b, em conseqüência da terceira lei de
Newton. Além disso, FC£: e ¥ EC puxam a corda e a m antêm sob tensão, de m odo
que não se rom pa. Para o equilíbrio, FCE = FEC.
Nó. O nó em C está sujeito a três forças (Figura 3.3d). Elas são causadas pelas
cordas CBA e C E e pela mola CD. Como solicitado, o diagram a de corpo livre
m ostra todas as forças identificadas por suas intensidades, direções e sentidos.
E im portante observar que o peso da esfera não atua diretam ente sobre o nó;
é a corda C E que subm ete o nó a essa força.

F£C (Força do nó atuando


t . sobre a corda CE)

FcgA (Força da corda CBA atuando sobre o nó)

FC£ (Força da esfera atuando


sobre a corda CE)
(c) (d)
Figura 3.3

3 .3 S istem as de Fo rças C o planares

Se um ponto material estiver subm etido a um sistema de forças coplana­


res localizado no plano x - y (Figura 3.4), então cada força poderá ser desdobrada
em seus com ponentes i e j. Para o equilíbrio (Equação 3.1). podem os escrever:

2F = 0
1 F Xi + s / y = 0

Para que essa equação vetorial seja satisfeita, os com ponentes x e v devem
ser nulos. Portanto:

2F, = 0
(3.3)
y = 0
72 E s t á t ic a

Essas equações escalares de equilíbrio requerem que a soma algébrica dos


com ponentes x e y de todas as forças que atuam sobre o ponto m aterial seja
nula. Com o resultado, as equações 3.3 são resolvidas no máximo para duas
incógnitas, geralm ente representadas como ângulos e intensidade das forças
m ostradas no diagram a de corpo livre do ponto m aterial.
N o ta ç ã o Escalar. Como cada uma das duas equações requer o desdobram en­
to dos com ponentes do vetor ao longo de um eixo especificado x ou v, vamos
usar a notação escalar para representar os com ponentes ao aplicar as equações.
A o se adotar essa condição, o sentido de cada com ponente é considerado pelo
sinal algébrico que corresponde ao sentido da ponta da flecha do com ponente
ao longo de cada eixo. Se a força tiver intensidade desconhecida, o sentido da
ponta da flecha da força no diagram a de corpo livre poderá ser suposto. Como
a intensidade de uma força é sempre positiva, se a solução der um escalar nega­
tivo, isso indicará que o sentido da força atua no sentido oposto do assumido.

A í correntes exercem três forças sobre o anel em A. O anel não se


move ou se move com velocidade constante, desde que a somató­
ria das forças ao longo dos eixos x e y do diagrama de corpo livre
seja nula. Se uma das três forças for conhecida, as intensidades das
outras duas podem ser obtidas pelas duas equações de equilíbrio.

Por exem plo, considere o diagram a de corpo livre do ponto m aterial sub­
m etido às duas forças m ostradas na Figura 3.5. Nesse caso, supõe-se que a força
desconhecida F atua para a direita para m anter o equilíbrio. A plicando a eq u a­
ção do equilíbrio ao longo do eixo x , temos:

+ F + 10 N = 0

Os dois term os são ‘positivos’, uma vez que am bas as forças atuam na dire­
ção positiva de .v. Q uando essa equação for resolvida, F = - 1 0 N. Nesse caso,
o sinal negativo indica que F deve atuar para a esquerda para m anter o ponto
m aterial em equilíbrio (Figura 3.5). Observe que, se o eixo + x da Figura 3.5
for o rientado para a esquerda, am bos os term os da equação serão negativos,
mas, de novo, depois de resolver, F = —10 N. indicando que F deve ser orien­
tada para a esquerda.

K> —► x
F 10 N

Figura 3.5
Cap. 3 E q u ilíb r io de um P o n to M a t e r i a l 73

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e
Os problemas de equilíbrio de forças coplanares para um ponto material são resolvidos usando-se este procedimento:
D iagram a de Corpo Livre.
• Defina os eixos x , y com orientação adequada.
• Identifique todas as intensidades e sentidos conhecidos e desconhecidos dasforças no diagrama.
• O sentido da força que tenha intensidade desconhecida é suposto.
Equações de Equilíbrio.
• Aplique as equações de equilíbrio 1,FX = 0 e XFy = 0.
• Os componentes serão positivos se forem orientados ao longo do sentido positivo do eixo, e negativos se forem
orientados ao longo do sentido negativo do eixo.
• Se existirem mais de duas incógnitas e o problema envolver mola, deve-se aplicar F = ks para relacionar a
força da mola à deformação s da mola.
• Se a solução der resultado negativo, isso indica que o sentido da força é oposto ao m ostrado no diagrama de
corpo livre (que foi suposto).

E X E M P L O 3. 2

D eterm ine a tensão nos cabos A B e A D para o equilíbrio do m otor de


250 kg m ostrado na Figura 3.6a.

SOLUÇÃO
D ia g ra m a de C orpo Livre. Para resolver este problem a, vam os investigar
o equilíbrio do anel em A , porque esse ‘ponto m aterial’ está subm etido tanto
à força do cabo A B quanto à do A D . E ntretanto, veja que o m otor tem um
peso (250 kg)(9,81 m/s2) = 2.452 kN que é suportado pelo cabo CA. Portanto,
com o m ostrado na Figura 3.6b, há três forças concorrentes atuando sobre o
anel. As forças T/f e T /) têm intensidades desconhecidas mas sentidos conhe­
cidos, e o cabo A C exerce uma força descendente em A igual a 2.452 kN.

jc

2.452 kN

(a) (b)
Figura 3.6

E q u ações de E q u ilíbrio. As duas intensidades desconhecidas T fí e T D são


obtidas pelas duas equações escalares do equilíbrio, 1F X = 0 e XFy = 0. Para
aplicar essas equações, os eixos x, y são definidos no diagram a de corpo livre
e T fl deve ser desdobrada em seus com ponentes x, y. Assim:
74 E s t á t ic a

^ 2 F X = 0; T b cos 30° - T D = 0 (1)


+ 1 2 Fy = 0; T b sen 30° - 2.452 kN = 0 (2)

R esolvendo a E quação 2 em Fg e fazendo a substituição na Equação 1


para obter TD:

T B = 4,90 kN Resposta
T D = 4,25 kN Resposta

A precisão desses resultados depende da precisão dos dados, isto é, m edi­


das da geom etria e cargas. Para a m aioria dos trabalhos de engenharia que
envolvem um problem a com o esse, os dados m edidos com três dígitos signifi­
cativos são suficientes. Além disso, observe que,nesse caso, foram desprezados
os pesos dos cabos, hipótese razoável, visto que eles seriam pequenos em com­
paração com o peso do m otor.

E X E M P L O 3 . 3 ____________________________________________________________________________

Se o saco da Figura 3.7a tiver peso de 20 lb em A , determ ine o peso dele


em B e a força necessária em cada corda para m anter o sistema na posição de
equilíbrio m ostrada.

SOLUÇÃO
1 EG
Com o o peso de A é conhecido, a tensão desconhecida nas duas cordas
30° E G e EC é determ inada investigando-se o equilíbrio do anel em E. Por quê?

,
7
E D ia g ra m a d e C orpo Livre. H á três forças atuando sobre E , com o m ostra­
do na Figura 3.1b.
EC E q u a çõ es d e E q u ilíb rio . Definindo os eixos x , y e decom pondo cada força
r20 lb
em seus com ponentes x, y pelo uso de trigonom etria, temos:
(b)

Figura 3.7 2 F r - 0; T EG sen 30° - T EC cos 45° = 0 (1)


+ T 2 F y - 0; T eg cos 30° - T ec sen 45° - 20 lb = 0 (2)

R esolvendo a E quação 1 para T EG em função de T EC e inserindo o resul­


tado na E quação 2 encontram os a solução para T EC. O btem os então TEG da
E quação 1. Os resultados são:
Cap. 3 E q u ilíb r io d e um P o n to M a t e r ia l 75

T ec = 38,6 lb R esposta

T eg = 54,6 lb R esposta

Usando-se o resultado obtido para T EC, o equilíbrio do anel em C é então


investigado para determ inar a tensão em CD e o peso de B.
D ia g ra m a de C orpo Livre. Como m ostrado na Figura 3.7c, TEC = 38,6 lb
‘puxa’ C. A razão se torna clara quando se desenha o diagram a de corpo livre
da corda C E e se aplica o equilíbrio e o princípio de ação e reação, igual mas
oposto à força de reação (terceira lei de New ton) (Figura 3.7d).

(Força da corda EC
atuando sobre a corda E)

38,6 lb
(Força do anel E
amando sobre a corda EC)

Ação-
reação (Força do anel C
38,6 lb atuando sobre o anel EC)
(Força da corda EC
atuando sobre o anel C)

(d)
Figura 3.7

E q u a çõ es de E q u ilíbrio. D efinindo-se os eixos x, y e observando-se que os


com ponentes de T CD são proporcionais à inclinação da corda, com o definido
pelo triângulo 3-4-5, tem-se:

2 F * = 0; 38,6 cos 45° lb - ( \) T CD = 0 (3 )


2 F y = 0; (§)T cd + 38,6 sen 45° lb - W B = 0 (4 )
Resolvendo-se a Equação 3 e inserindo-se o resultado na E quação 4,
obtém-se:

T cd = 34,2 lb R esposta

W B = 47,8 lb R esposta

EXEMPLO 3.4

D e te rm in e o co m p rim en to da co rd a A C da F igura 3.8a, de m odo que


a lu m in ária de 8 kg seja suspensa na posição m o strad a. O c o m p rim en to
não d efo rm a d o da m ola A B é i AB = 0,4 m e a m ola tem rigidez k AB =
300 N/m.

SOLUÇÃO
Se a força na mola A B for conhecida, o alongam ento da mola será determ i­
nado usando-se F = ks. É possível então calcular geom etricam ente o com prim ento
de AC.
E s t á t ic a

D ia g r a m a d e C orpo L ivre. A lum inária tem peso W - 8(9,81) = 78,5 N. O


diagram a de corpo livre do anel em A é m ostrado na Figura 3.86.

= 300 N/m

Figura 3.8

E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio . U sando os eixos jc, y :

2 F x = 0; T ab ~ TAC cos 30° = 0

+ f 2 F j , = 0; T ac sen 30° - 78,5 N = 0

R esolvendo, obtém -se:

T a c = 157 N

T ab = 136 N

O alongam ento da m ola A B é, portanto,

T a b = k a b sa b 136 N = 300 N /m (sy4g)

sAB = 0,453 m

de m odo que o com prim ento alongado é:

I a b = 1'a b + SAB

1Ab = 0,4 m + 0,453 m = 0,853 m

A distância horizontal de C a B (Figura 3.8o) requer:

2 m = lAC cos 30° + 0,853 m

lAC = 1,32 m R esposta


Cap. 3 E q u ilíb rio de um P o n to M a t e r i a l 77

P roblem as

3.1. Determine as intensidades de F, e F2 de modo que o


ponto material P esteja em equilíbrio.

3.5. As partes de uma treliça são acopladas por pinos na


junta O, como mostra a figura. Determine as intensidades de
3.2. Determine a intensidade e o sentido 6 de F de modo Fj e F2 para equilíbrio. Suponha que 6 = 60°.
que o ponto material esteja em equilíbrio.
3.6. Determine agora as grandezas de Fi e seu ângulo 0para
equilíbrio. Suponha que F2 = 6 kN.
y

3.7. O dispositivo mostrado na figura é usado para desem-


3.3. Determine a intensidade e o ângulo Qde F! de modo penar a estrutura de automóveis que sofreram uma trombada.
que o ponto material P esteja em equilíbrio. Determine a tensão de cada segmento da corrente, A B e BC,
considerando que a força que o cilindro hidráulico DB exer­
y ce no ponto B é de 3,50 kN. como mostrado na figura.

4 0 0 m m 2 5 0 m m

Problema 3.7

*3.8. Determine a força necessária nos cabos AB e AC para


suportar o farol de tráfego de 12 kg.
3.9. As cordas AB e AC da figura podem suportar, cada
uma, uma tensão máxima de 800 lb. Se o tambor tem peso
*3.4. Determine a intensidade e o ângulo 6 de F de modo de 900 lb, determine o menor ângulo 6 em que as cordas
que o ponto material esteja em equilíbrio. podem ser presas a ele.
78 E s t á t ic a

*3.12. O cotovelo de concreto tem peso de 400 lb e o cen­


tro de gravidade está localizado no ponto G. Determine a
____ A ______ — — 12° força necessária nos cabos AB e CD para suportá-lo.
i

Problema 3.8

Problema 3.12

3.13. Determine a deformação que cada mola da figura


deve ter para equilibrar o bloco de 2 kg. As molas encontram-
Problema 3.9 se em posição de equilíbrio.
3.10. A caixa de 500 lb é erguida com um guincho pelas cor­ 3.14. O comprimento sem deformação da mola AB é de 2 m.
das A B e AC. Cada corda resiste a uma força de tração Com o bloco mantido na posição de equilíbrio mostrada,
máxima de 2.500 lb sem se romper. Se AB permanece sem­ determine a massa dele em D.
pre horizontal, determine o menor ângulo 9 pelo qual a caixa
pode ser levantada.

Problema 3.10
3.11. Duas esferas carregadas eletricamente, cada uma com
massa de 0,2 g, estão suspensas por fios leves de igual com­
primento. Determine a força horizontal de repulsão
resultante F que atua em cada esfera se a distância medida
entre elas é r = 200 mm.

Problemas 3.13/14

3.15. A mola ABC da figura tem rigidez de 500 N/m e com­


primento sem deformação de 6 m. Determine a força horizontal
F aplicada à corda que está presa no pequeno anel B, de
modo que o deslocamento do anel em relação à parede seja
d = 1,5 m.
*3.16. Determine agora o deslocamento d da corda em
relação à parede quando uma força F = 175 N é aplicada à
corda.
Cap. 3 E q u il íb r io d e u m P o n t o M a t e r ia l 79

3.19. Cada uma das cordas BC A e CD pode suportar uma


carga máxima de 100 lb. Determine o peso máximo da caixa
Jfc= 500 N/m
que pode ser levantado com velocidade constante e o ângu­
lo 6 para equilíbrio.
*3.20. Determine as forças necessárias nos cabos AC e A B
da figura para manter a esfera D, de 20 kg, em equilíbrio.
Suponha que F = 300 N e d = 1 m.
* = 500 N/m 3.21. A esfera D tem massa de 20 kg. Se uma força F =
100 N for aplicada horizontalmente ao anel em A, determi­
ne a maior dimensão d de modo que a força no cabo seja
nula.

Problemas 3.15/16

3.17. Determine o peso máximo do vaso de planta que pode


ser suportado, sem exceder uma força de tração de 50 lb nem
no cabo AB nem no AC.

Problemas 3.20/21

3.22. O bloco da figura tem peso de 20 lb e está sendo levan­


Problema 3.17 tado com velocidade constante. Determine o ângulo 6 para
equilíbrio e a força necessária em cada corda.
3.18. O motor, em B, enrola a corda presa à caixa de 65 lb
3.23. Determine o peso máximo W do bloco que pode ser
com velocidade constante. Determine a força na corda CD
levantado na posição mostrada, se cada corda suporta uma
que suporta a polia e o ângulo 6 para equilíbrio. Despreze as
força de tração máxima de 80 lb. Determine também o ângu­
dimensões da polia em C.
lo 6 para equilíbrio.

Problemas 3.18/19 Problemas 3.22/23


80 E s t á t ic a

*3.24. Determine a intensidade e o sentido da força de equi­


líbrio Fab exercida ao longo do elo A B pelo dispositivo de
tração mostrado. A massa suspensa é de 10 kg. Despreze as
dimensões da polia em A.

Problema 3.24

3.25. Os blocos D t F pesam 5 lb cada um e o bloco E pesa


8 lb. Determine o comprimento s para equilíbrio. Despreze
as dimensões das polias.
3.26. Se os blocos D e F têm peso de 5 lb cada um, deter­
mine o peso do bloco £ se o comprimento s é de 3 pés.
Despreze as dimensões das polias.

4 pés------- 4*------- 4 pés Problema 3.28

3.29. O quadro tem peso de 10 lb e deve ser pendurado no


pino em B. Se um fio for preso à moldura nos pontos A e C
e a força máxima que ele puder suportar for de 15 lb, deter­
mine o menor comprimento do fio que pode ser usado com
segurança.

Problemas 3.25/26

3.27. A barra de sustentação é usada para levantar um reci­


piente com massa de 500 kg. Determine a força em cada um
dos cabos A B e AC em função de é>. Se a força máxima em
cada cabo for de 5 kN, determine o menor comprimento do Problema 3.29
cabo A B e do AC que pode ser usado para o levantamento. 3.30. O tanque de massa uniforme de 200 lb está suspenso
O centro de gravidade do recipiente está localizado em G. por meio de um cabo de 6 pés de comprimento preso nas
*3.28. A carga da figura tem massa de 15 kg e é levantada suas laterais e que passa sobre uma pequena polia localiza­
pelo sistema de polias mostrado. Determine a força F na da em O. Se o cabo puder ser preso em qualquer um dos
corda em função do ângulo 6. Faça um gráfico da função da pontos A e B ou C e D, determine qual acoplamento produz
força F versus o ângulo 6 para 0 < 6 =£ 90°. a menor força de tração no cabo e qual é essa força.
Cap. 3 E q u ilíb r io de um P o n to M a t e r ia l 81

,5 pé

Problema 3.33

Problema 3.30
600 lb 1k
■3.31. Uma força vertical P = 10 lb é aplicada às extremi­
dades da corda AB de 2 pés de comprimento e da mola AC.
Se a mola tem comprimento de 2 pés sem deformação, deter­
mine o ângulo 6 para equilíbrio. Suponha que k = 15 lb/pé.
*3.32. Determine o comprimento da mola AC sem defor­
mação se uma força P — 80 lb forma o ângulo 6 = 60° para
que haja equilíbrio. A corda AB tem 2 pés de comprimento.
Suponha que k = 50 lb/pé.

Problema 3.34

■3.35. A mola tem rigidez k — 800 N/m e comprimento de


200 mm sem deformação. Determine a força nos cabos BC e
BD quando a mola é mantida na posição mostrada.

Problemas 3.31/32

■3.33. O conjunto da figura foi construído com uma corda


de 4 pés de comprimento e um bloco D de 10 lb. A corda
está presa a um pino em A e passa sobre duas polias peque­
nas. Determine o peso do bloco suspenso B se o sistema
estiver em equilíbrio quando s = 1,5 pé.
■3.34. Um carro deve ser rebocado usando-se o arranjo mos­
trado na figura. A força de arrasto necessária é de 600 lb.
Determine o comprimento mínimo / da corda AB, de modo
que a força não exceda 750 lb nem na corda AB nem na AC.
Dica: use a condição de equilíbrio no ponto A para determi­
nar o ângulo 9 requerido para o acoplamento, depois determine
/ usando trigonometria aplicada ao triângulo ABC. Problema 3.35
82 E s t á t ic a

*3.36. A amarra BAC é usada para levantar a carga de 100 3.39. Uma esfera de 4 kg está em repouso sobre a superfí­
lb com velocidade constante. Determine a força na amarra, cie parabólica lisa. Determine a força normal que ela exerce
faça o gráfico de seu valor T (ordenada) em função de sua sobre a superfície e a massa mB do bloco B necessária para
orientação 8, sendo 0 < 8 < 90°. mantê-lo na posição de equilíbrio mostrada na figura.

Problema 3.36

■3.37. A luminária de 10 lb está suspensa por duas molas, Problema 3.39


cada uma com comprimento de 4 pés sem deformação e rigi­ *3.40. O tubo de 30 kg é suportado em A por um sistema
dez k = 5 lb/pé. Determine o ângulo 6 para equilíbrio. de cinco cordas. Determine a força em cada corda para a con­
dição de equilíbrio.

338. O balde e seu conteúdo têm massa de 60 kg. Se o compri­


mento do cabo é de 15 m, determine a distância y da polia para
a condição de equilíbrio. Despreze as dimensões da polia
em A.

Problema 3.40

Problema 3.38
J
Cap. 3 E q u ilíb rio de um P o n to M a te r ia l 83

3 .4 S istemas de F or ç a T r id im e n s io n a l

Para o equilíbrio de um ponto m aterial é necessário que:

2F - 0 (3.4)

Se as forças estiverem decom postas em seus respectivos com ponentes i, j,


k (Figura 3.9), então terem os:

S/^i + 2/^j + 2F zk = 0

P ara se garantir o equilíbrio, é necessário que as três equações escalares


dos com ponentes que se seguem sejam satisfeitas:

2FX = 0
= 0
= 0

Essas equações representam a soma algébrica dos com ponentes x, y, z da


força que atuam sobre o ponto m aterial. Usando-as, podem os encontrar no
máxim o três incógnitas, geralm ente representadas como ângulos ou intensida­
des das forças m ostradas no diagram a de corpo livre.

Figura 3.9

O anel em A está submetido à força


do gancho, bem como às forças de
cada uma das três correntes. Se o
eletroímã e sua carga tiverem peso
W, então a força do gancho será W
e as três equações escalares de equi­
líbrio poderão ser aplicadas ao
diagrama de corpo livre do anel
para determinar as forças da cor­
rente: Ftí, ¥ c e ¥ n .
84 E s t á t ic a

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e
Problemas de equilíbrio de força tridimensional de um ponto material são resolvidos usando-se o procedimento
a seguir.
D ia g ra m a de Corpo Livre.
• Defina os eixos x, y, z numa orientação adequada.
• Identifique todas as intensidades e sentidos conhecidos e desconhecidos das forças no diagrama.
• O sentido de uma força que tenha intensidade desconhecida é suposto.
E quações de Equilíbrio.
• Use as equações escalares de equilíbrio XFx = 0, XFy = 0, l tFz = 0 nos casos em que seja fácil decompor cada
força em seus componentes jc, y, z.
• Se a geom etria tridimensional parecer difícil, primeiro expresse cada força como vetor cartesiano, faça a
substituição pelos vetores na equação £ F = 0 e iguale a zero os componentes i, j, k.
• Se a solução der resultado negativo, isso indica que o sentido da força é oposto ao mostrado no diagrama de
corpo livre.

E X E M P L O 3 . 5 ____________________________________________________________________________

U m a carga de 90 lb está suspensa pelo gancho m ostrado na Figura 3.10a.


A carga é suportada por dois cabos e por um a m ola com rigidez k = 500 lb/pé.
D eterm ine a força nos cabos e a deform ação da mola para a condição de equi­
líbrio. O cabo A D está localizado no plano x - y e o cabo AC , no plano x -z .

Figura 3.10

SOLUÇÃO
A deform ação da m ola poderá ser determ inada um a vez que a força sobre
a m ola esteja determ inada.
D ia g r a m a d e C orpo Livre. O acoplam ento em A é escolhido para a análi­
se do equilíbrio, visto que as forças do cabo são concorrentes nesse ponto. O
diagram a de corpo livre é m ostrado na Figura 3.10Ò.
E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio . C ada força pode ser facilm ente decom posta em
seus com ponentes x, y, z e, portanto, as três equações escalares de equilíbrio
podem ser diretam ente aplicadas. C onsiderando os com ponentes orientados ao
longo dos eixos com o ‘positivos’, temos:
Cap. 3 E q u i l í b r i o d e u m P o n t o M a t e r ia l 85

2 F , = 0; F o sen30° — = 0 (1)

2 F y = 0; - P d cos 30o + FB = 0 (2)

2 F Z - 0; §Fc - 9 0 1 b = 0 (3)

Resolvendo a E quação 3 em Fc , a Equação 1 em FD e a Equação 2 em


Fb , tem-se:

Fc = 150 lb R esposta

Fd = 240 lb R esposta

Fb = 208 lb R esposta

O alongam ento da mola é, portanto:

Pb = k sAB

208 lb = 500 lb/pé(

~ 0,416 pé R esposta

EXEMPLO 3.6

D eterm ine a intensidade e os ângulos dos sentidos das coordenadas da



força F da Figura 3.11a necessários para o equilíbrio do ponto m aterial O. \

\
\
SO L U Ç Ã O 6m

D ia g ra m a de Corpo Livre. Q uatro forças atuam sobre o p onto m aterial O J


r
(Figura 3.116).
/* — 3 m —t '
E qu açõ es de E qu ilíbrio. Cada um a das forças é expressa na form a de vetor
cartesiano e as equações de equilíbrio são aplicadas para determ inar os
com ponentes x, y, z de F. Se as coordenadas de B são B ( - 2 m, - 3 m, 6 m),
temos:

Fi = {400j} N (a)

F2 = {—800k} N

- 2 i - 3j + 6k
F, = — | = 700 N
rB

= {—2001 - 300j + 600k} N

F = Fxi + Fy\ + Fzk

Para o equilíbrio:

2F = 0 Fj + F2 + F3 + F = 0
(b)
400j - 800k - 200i - 300j + 600k + Fxi + F vj + F ,k = 0
Figura 3.11
86 E s t á t ic a

Igualando a zero os respectivos com ponentes i, j, k, temos:

= 0 -2 0 0 + Fx = 0 Fx = 200 N

ZFy = 0 400 - 300 + Fv = 0 F = -1 0 0 N

1FZ= 0 -8 0 0 + 600 + Fz = 0 Fz = 200 N

Assim:

F = {200i - lOOj + 200k} N

F = V (2 0 0 )2 + ( - 1 0 0 ) 2 + (200)2 = 300 N R esposta


F 200. _ 100. 200
(C) Uf ~ F ~ 300* 300J + 300
Figura 3.11
“ =cos_i(m ) =48’2' R esposta

Resposta
13 = cos" ( w 1 “ 109‘

R esposta
Y= cos" ( f i ) = 48’2°
A intensidade e os sentidos corretos de F são m ostrados na Figura 3.11c.

EXEMPLO 3.7

D eterm ine a força desenvolvida em cada cabo usado para suportar a caixa
de 40 lb m ostrada na Figura 3.12a.

(a)

Figura 3.12
Cap. 3 E q u ilíb r io de um P o n to M a t e r i a l 87

SOLUÇÃO
D ia g ra m a de C orpo Livre. Com o m ostrado na Figura 3.12b. o diagram a de
corpo livre do ponto A é considerado a fim de ‘expor' as três forças desconhe­
cidas nos cabos.
E quações de E quilíbrio. Primeiro, vamos expressar cada força na forma veto­
rial cartesiana. Como as coordenadas dos pontos B e C são B {—3 pés, —4 pés,
8 pés) e C (—3 pés, 4 pés, 8 pés), temos:

- 3 i - 4j + 8k
Fr = F
V ( —3 )2 + ( —4)2 + (8)2.

—0,318/^i - 0,424F„j + 0,848Ffik


- 3 i + 4j + 8k (b)
F r = F,
L V ( - 3 ) 2 + (4)2 + (8)2.
Figura 3.12
- -0 ,3 1 8Fc i + 0,424Fcj + 0,484Fc k
F d = FDi
W = { —40k} lb

O equilíbrio requer:

2 F = 0; F s + Fc + F d + W = 0

-0 ,3 1 8 F fii - 0,424F fíj + 0,848F«k - 0,318Fc i + 0,424Fcj


+0,848Fc k + Fd i - 40k - 0

Igualando a zero os respectivos com ponentes i. j. k. temos:

2 Fx = 0; -0,3 1 8 F fí - 0,318FC + FD = 0 (1)

Z F y = 0; -0,4 2 4 F fl 4- 0,424FC = 0 (2)

X F , = 0; 0,848F/i + 0,848FC - 40 = 0 (3)

Pela Equação 2, FB = Fc . Assim, resolvendo a E quação 3 em FB e F c e


substituindo-os por esse resultado na Equação 1 para obter F D, tem-se:

Fb ~ Fc = 23,6 lb Resposta
Fd = 151b R esposta

E X E M P L O 3 . 8 ________________________________________________

A caixa de 100 kg m ostrada na Figura 3.13a é suportada por três cordas,


uma delas acoplada à mola m ostrada. D eterm ine a força nas cordas ^4C e A D
e a deform ação da mola.

SOLUÇÃO
D ia g ra m a d e C orpo Livre. A força em cada uma das cordas é determ ina­
da investigando o equilíbrio do ponto A . O diagram a de corpo livre é m ostrado
na Figura 3.13b. O peso da caixa é W - 100(9,81) = 981 N.
88 E s t á t ic a

(b)

Figura 3.13
E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio . C ada vetor do diagram a de corpo livre é prim eiro
expresso na form a de vetor cartesiano. U sando a E quação 2.11 para F c e tom an­
do o ponto D{ —1 m, 2 m, 2 m) para F 0 , temos:

Fb = Fb i

Fc = Fc cos 120°i + Fc cos 135°j + Fc cos 60°k

= -0 ,5 F c i - 0,707Fcj + 0,5Fc k
- l i + 2j + 2k
F n = Fr
LV(-l)2 + (2)2 + (2)2.
= -0 ,3 3 3 F Di + 0,667FZ)j + 0,667FDk
W - { —981k} N

O equilíbrio requer:

2 F = 0; F# + Fc + ¥ D + W = 0

Fb i - 0,5Fc i - 0,707Fcj + 0,5Fc k - 0,333FDi + 0,667FDj


+ 0,667FZ)k - 981k = 0

Igualando a zero os respectivos com ponentes i, j, k, temos:

2 F X= 0 Fb - 0,5Fc ~ 0,333FD - 0 (1)


2 Fy = 0 —0,707Fc + 0,667FD = 0 (2)
2 F Z= 0 0,5FC + 0,667FD - 981 = 0 (3 )

R esolvendo a E quação 2 para FD em função de F c e fazendo a substi­


tuição na E quação 3, obtem os F c ; FD é determ inada pela E quação 2.
Finalm ente, substituindo na E quação 1 F c e FD pelos resultados encontram os
Fb . E ntão:

Fc = 813 N R esposta
Fd = 862 N R esposta
F b = 693,7 N
Cap. 3 E q u ilíb r io d e um P o n t o M a t e r i a l 89

A deform ação da mola é, portanto:

F = ks 693,7 = 1.5005
s = 0,462 m R esposta

P roblem as

3.41. Determine a intensidade e o sentido de F! necessários *«3.44. Determine a intensidade e o sentido da força P
para manter o sistema de força concorrente em equilíbrio. necessários para manter o sistema de força concorrente em
equilíbrio.

F4 = 300 N

3.42. Determine as intensidades de Flt F2 e F3 para a con­


Problema 3.44
dição de equilíbrio do ponto material.
3.45. Os três cabos são usados para suportar a luminária de
800 N. Determine a força desenvolvida em cada cabo para a
condição de equilíbrio.

3.43. Determine as intensidades de Fj, F2 e F3 para a con­


dição de equilíbrio do ponto material.

Problema 3.45

3.46. Considerando que o cabo A B esteja submetido a uma


força de tração de 700 N, determine as forças de tração nos
cabos AC e A D e a intensidade da força vertical F.
90 E s t á t ic a

■3.49. A caixa de 2.500 N deve ser levantada com veloci­


dade constante do porão de um navio usando-se o arranjo de
cabos mostrado na figura. Determine a força de cada um dos
três cabos para a condição de equilíbrio.

Problema 3.46

3.47. Determine a deformação necessária em cada uma das


molas para manter a caixa de 20 kg na posição de equilíbrio
mostrada na figura. Cada mola tem comprimento de 2 m sem
deformação e rigidez k — 300 N/m.

Problema 3.49

■3.50. A luminária tem massa de 15 kg e é suportada por


um poste AO e pelos cabos AB e AC. Se a força no poste
atua ao longo de seu eixo, determine as forças em AO, AB e
AC para a condição de equilíbrio.
3.51. Os cabos A B e AC suportam tração máxima de 500 N
e o poste, compressão máxima de 300 N. Determine o peso
máximo da luminária sustentada na posição mostrada na
figura. A força no poste atua ao longo do eixo dele.
Problema 3.47

*3.48. Se o balde e seu conteúdo têm peso total de 20 lb,


determine a força nos cabos de apoio DA, DB e DC.

Problemas 3.50/51

*3.52. Determine a força de tração necessária nos cabos


Problema 3.48 AB, AC e AD para manter a caixa de 60 lb em equilíbrio.
Cap. 3 E q u ilíb rio d e um P o n to M a t e r ia l 91

3.55. Determine a força necessária que atua ao longo do


eixo de cada uma das três escoras para suportar o bloco de
500 kg.

Problema 3.52

3.53. O cabo suporta a caçamba e seu conteúdo, que têm massa


total de 300 kg. Determine as forças desenvolvidas nas escoras
A D e A E e a força na parte AB do cabo para a condição de
equilíbrio. A força em cada escora atua ao longo de seu eixo. Problema 3.55

*3.56. O vaso é suportado de A pelos três cabos. Determine


a força que atua em cada cabo para a condição de equilíbrio.
Considere d = 2,5 m.
3.57. Determine a altura d do cabo A B de modo que a for­
ça nos cabos A D e AC seja metade da intensidade da força
no cabo AB. Encontre a força em cada cabo para esse caso.
O vaso de flores tem massa de 50 kg.

h-2 m ——2 m —j

Problema 3.53 ■ y f r
f 3m
3.54. Determine a força necessária em cada um dos três
d/ -4 —
cabos para levantar a escavadeira que tem massa de 8 t.
6m

Problemas 3.56/57

3.58. O candelabro de 80 lb é suportado por três arames,


como mostrado na figura. Determine a força em cada arame
para a condição de equilíbrio.
3.59. Se cada arame pode sustentar a força máxima de 120
lb, determine o maior peso do candelabro que os cabos supor­
Problema 3.54 tam na posição mostrada na figura.
92 E s t á t ic a

Problema 3.61

Problemas 3.58/59 3.62. Um pequeno pino está em repouso sobre a mola con­
tida dentro do tubo liso. Quando a mola é comprimida de
*3.60. São usados três cabos para suportar o anel de 900 modo que s = 0,15 m, ela exerce uma força de 60 N para
lb. Determine a força em cada cabo para a condição de cima sobre o pino. Determine o ponto de acoplamento A(jc,
equilíbrio. y, 0) da corda PA de modo que as tensões nas cordas PB e
PC sejam iguais a 30 N e 50 N, respectivamente.

,^

y \ y <
X
4 pés 0,3 m

Problema 3.62

3.63. Determine a força necessária em cada cabo para


suportar a plataforma de 3.500 lb. Considere d = 4 pés.
Problema 3.60 ■*3.64. A esfera de 80 lb está suspensa a partir do anel hori­
zontal por meio de três molas, cada uma com comprimento
3.61. O cilindro de 800 lb é suportado por três correntes, de 1,5 pé sem deformação e rigidez de 50 lb/pé. Determine
como mostrado na figura. Determine a força em cada cor­ a distância vertical h do ponto A do anel para a condição de
rente para a condição de equilíbrio. Considere d = 1 pé. equilíbrio.
Cap. 3 E q u il íb r io d e u m P o n t o M a t e r ia l 93

3.65. Determine a força desenvolvida nos cabos OD e OB


e necessária na escora OC para suportar a caixa de 50 kg. A
mola OA tem comprimento de 0,8 m sem deformação e rigi­
dez k OA = 1,2 kN/m. A força na escora atua ao longo do eixo
dela.

3 pés

Problema 3.63

1,5 pé-------4-------- 1,5 pé

Problema 3.65

Problema 3.64
J
R e v is ã o do C a p ít u l o

• Equilíbrio. Quando um ponto material está em repouso ou se move com velocidade constante, encontra-se
em equilíbrio. Essa situação requer que todas as forças que atuam sobre o ponto material tenham força resul­
tante nula. Para se considerarem todas as forças é necessário traçar um diagrama de corpo livre. Esse diagrama
é o contorno da forma do ponto material que mostra todas as forças, com suas intensidades e sentidos conhe­
cidos e desconhecidos.
• D uas D im ensões. As duas equações escalares de equilíbrio da força = 0 e XFy — 0 podem ser aplica­
das quando referidas a um sistema de coordenadas x, y definido. Se a solução para a intensidade de uma força
der um escalar negativo, então a força atua no sentido oposto àquele m ostrado no diagrama de corpo livre.
Se o problema envolve mola elástica linear, então o tracionamento ou a compressão 5 da mola é relacionado
à força aplicada pela expressão F = ks.
• Três D im ensões. Como a geometria tridimensional é difícil de visualizar, a equação de equilíbrio £ F = 0
deve ser aplicada usando-se análise vetorial cartesiana, o que requer primeiro expressar cada força no diagra­
ma de corpo livre como um vetor cartesiano. Quando as forças são somadas e igualadas a zero, os componentes
i. j, k também são nulos, de modo que S F V=0, XFy = 0 e 2 F . = 0.
94 E s t á t ic a

( P roblem as de R e v is ã o

3.66. O tubo é mantido na posição pela morsa. Se o para­


I
fuso exerce uma força de 50 lb sobre o tubo na direção
mostrada, determine as forças FA e FB que os contatos lisos
em A e B exercem sobre o tubo.

Problema 3.69
Problema 3.66

3.67. Quando y é nulo, as molas sustentam uma força de 60 ■3.70. Determine as intensidades das forças F t, F2 e F3
lb. Determine a intensidade das forças aplicadas F e —F necessárias para manter a força F = {—91 - 8j - 5k} em equi­
necessárias para afastar o ponto A do ponto B de uma dis­ líbrio.
tância y = 2 pés. As extremidades das cordas CAD e CBD
estão presas aos anéis em C e D.
*3.68. Quando y é nulo, as molas estão esticadas 1,5 pé.
Determine a distância y se uma força F = 60 lb for aplicada
nos pontos A e B, como mostrado na figura. As extremidades
das cordas CAD e CBD estão presas aos anéis em C e D.

(4 m, 4 m, - 2 m)

Problema 3.70
Problemas 3.67/68

3.69. Romeu tenta alcançar Julieta subindo com velocida­ 3.71. O homem tenta puxar a tora em C usando as três cor­
de constante por uma corda amarrada no ponto A. Qualquer das. Determine a direção 6 em que ele deve puxar sua corda
um dos três segmentos de corda suporta uma força máxima com uma força de 80 lb de modo a exercer uma força máxi­
de 2 kN sem se romper. Determine se Romeu, que tem massa ma sobre a tora e defina qual é essa força. Determine
de 65 kg, pode subir pela corda. Em caso positivo, verifique também a direção em que ele deve puxar a tora a fim de
se ele, juntamente com Julieta, que tem massa de 60 kg, pode maximizar a força na corda presa em B e defina qual é essa
descer pela corda com velocidade constante. força máxima.
Cap. 3 E q u il íb r io d e u m P o n t o M a t e r ia l 95

Problema 3.73

3.74. Determine a força necessária em cada cabo para


suportar a carga de 500 lb.

Problema 3.71

*■3.72. O anel de dimensões desprezíveis está submetido a


uma força vertical de 200 lb. Determine o comprimento I da
corda AC necessário para que a força atuando em AC seja de
160 lb. Além disso, determine a força que atua sobre a corda
AB. Dica: use a condição de equilíbrio para determinar o
ângulo 6 necessário para acoplamento, depois determine l
usando trigonometria aplicada ao A ABC.
Problema 3.74
3.75. A união da estrutura espacial está sujeita às forças dos
quatro elementos. O elemento OA localiza-se no plano x-y
e o elemento OB, no plano y-z. Determine as forças que
atuam em cada um dos elementos necessárias para o equilí­
brio da união.

Problema 3.72

3.73. Determine o peso máximo do motor que pode ser


suportado sem exceder uma força de 450 lb na corrente AB
e de 480 lb na corrente AC. Problema 3.75
R esultantes de
S ist em a s de
Forças

O b je t iv o s do C a p ít u l o

• Discutir o conceito do momento de uma força e


mostrar como calcular esse momento em duas e
três dimensões.
• Apresentar um método para obtenção do
momento de uma força em relação a um eixo
específico.
• Definir o momento de um binário.
• Apresentar métodos para a determinação das
resultantes de sistemas de forças não concor­
rentes.
• Mostrar como converter uma carga distribuída
simples em uma força resultante e seu ponto de
aplicação.

4 .1 M om ento de um a Força —
O poste de eletricidade está sujeito a muitas forças causadas pe­
los cabos e pelo peso do transformador. Em alguns casos, é
Fo rm ulação E scalar
importante conseguir simplificar esse sistema em uma única força
resultante e especificar onde ela atua no poste. O m om ento de um a força em relação a um ponto ou
a um eixo fornece um a m edida da tendência dessa força
de provocar a rotação de um corpo em torno do ponto ou do eixo. Por
exemplo, considere a força horizontal F v que age perpendicularm ente
ao cabo da chave inglesa e está localizada a um a distância dy do ponto
O (Figura 4.1a). Pode-se observar que essa força tende a provocar um
giro do tubo em torno do eixo z. Q uanto m aior a força ou a distância
dy, m aior o efeito da rotação. Essa tendência de rotação provocada pela
força ¥ x algum as vezes é cham ada de torque, mas norm alm ente é
ta i denom inada m om ento de uma força ou sim plesm ente m om ento (M 0 )z.
O bserve que o eixo do m om ento (z) é perpendicular ao plano som ­
breado (x-y), o qual contém tanto Fx quanto dy, e que intercepta o
plano no ponto O.
C onsidere agora a aplicação da força Fz na chave inglesa da Figura
4.1 b. Essa força não provocará rotação no tubo, em torno do eixo z. Em
vez disso, a tendência de giro do tubo será em torno do eixo x. O bserve
Figura 4.1 que, em bora não seja possível realm ente ‘girar’ o tubo dessa m aneira,
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is te m a s d e F o r ç a s 97

F z ainda provoca um a tendência de rotação, e assim é produzido o m om en­


to (Mo)*. Da m esm a m aneira que no caso anterior, a força e a distância dy
estão contidas no m esm o plano som breado (y -z ) que, po r sua vez, é p e rp e n ­
dicular ao eixo (x ) de m om ento. Finalm ente, se um a força F v é aplicada à
chave na Figura 4.1c, nenhum m om ento é produzido em relação ao ponto O.
Nesse caso, haverá ausência total de giro do tubo, um a vez que a linha de
ação da força passa pelo ponto O e, em conseqüencia, nenhum a tendência de
rotação será possível.

Figura 4.1

Vamos agora generalizar a discussão anterior e considerar a força F e o


Eixo do momento
ponto O , que estão situados no plano som breado (Figura 4.2a). O m om ento
M o em relação ao ponto O , ou ainda em relação a um eixo que passa por O
perpendicularm ente ao plano, é um a quantidade vetorial, um a vez que d epen­
de de sua intensidade ou m ódulo, direção e sentido para ser determ inado.
In te n s id a d e . A intensidade de M 0 é:

M0 = Fd (4.1)

onde d é denom inado braço do m om ento e é a distância perpendicular do ponto


O até a linha de ação da força. As unidades da intensidade do m om ento são Sentido de rotação
dadas pelo produto de força por distância, por exemplo, N *m ou lb • pé.
D ireção e S en tid o . A direção e o sentido de M 0 devem ser determ inados
pela ‘regra da m ão direita’. Para a aplicação dessa regra, os dedos da m ão direi­
/ ! - M0 \
ta devem ser curvados de tal form a que acom panhem o sentido de rotação da
força, caso esta pudesse girar em torno do ponto O, com o ilustrado na Figura \>
4.2a. O polegar; então, se orienta ao longo do eixo do m om ento, determ inando /
a direção e o sentido do vetor m om ento, que nesse caso é dirigido para cima
e é perpendicular ao plano som breado contendo F e d.
O vetor é representado em três dim ensões por um a seta envolvida (b)
por outra seta de form ato circular, para distingui-lo do vetor força (Figura 4.2a).
M uitos problem as em mecânica, entretanto, envolvem sistem as de forças copla­
nares que podem ser representados convenientem ente em duas dim ensões. Por Figura 4.2
exemplo, na Figura 4.2b pode-se ver em duas dim ensões a Figura 4.2a. Nesse
caso, M 0 é representado pela seta de form ato curvo (no sentido anti-horário),
que indica a ação da força F. A extrem idade da seta de form ato curvo é usada
para m ostrar o sentido de rotação provocado por F. U tilizando a regra da m ão
direita, entretanto, perceba que a direção e o sentido do vetor m om ento na
Figura 4.26 são indicados pelo polegar, que aponta para fora da página, um a vez
que os outros dedos acompanham a curvatura da seta. Veja tam bém que essa
seta de form ato curvo ou o sentido da rotação pode sempre ser determinado, obser­
98 E s t á t ic a

vando em que direção a força ‘orbitaria’ em torno do ponto O (anti-horário na


Figura 4.26). Em duas dim ensões, vamos com freqüência nos referir à obten­
ção do m om ento de um a força ‘em torno de um p o n to ’ (O). Lembre-se, no
entanto, de que o m om ento sempre atua em relação a um eixo que é perp en ­
dicular ao plano contendo F e d e que esse eixo intercepta o plano no ponto
(O ) (Figura 4.2a).
M o m e n to R e s u lta n te d e u m S is te m a de Forças C oplanares. Se um siste­
ma de forças se situa em um plano x —y, então o m om ento produzido por cada
força em relação ao ponto O é direcionado ao longo do eixo z, como se vê na
Figura 4.3. C o n seqüentem ente, o m om ento resultante M ^0 do sistem a pode
ser determ inado adicionando-se os m om entos de todas as forças algebricamen-
te, um a vez que os m om entos vetores são colineares. Podemos escrever essa soma
vetorial sim bolicam ente como:

i + m r0 (4.2)

A seta indicada no sentido anti-horário dessa equação significa, conven­


cionalm ente, que o m om ento de qualquer força será positivo se apontar ao
longo do eixo + z e negativo se estiver direcionado ao longo do eixo —z.
Os exem plos a seguir ilustram algumas aplicações num éricas das equações
4.1 e 4.2.

O m omento de uma força nem sem­


pre provoca rotação. Por exemplo, a
força F tende a girar a viga-mestra no
sentido horário em relação ao supor­
te A , com m omento MA = FdA. A
rotação efetiva ocorreria se o suporte A o empurrar para baixo a barra da alavanca, a carga sobre o piso no ponto A pode ser levantada.
em B fosse removido. Da mesma O efeito de giro provocado pela força aplicada é devido ao momento em relação ao ponto A. Para
maneira, F cria uma tendência de rota­ produzir esse momento com um m ínim o de esforço, por intuição sabemos que a força deveria ser
ção da viga-mestra no sentido anti- aplicada em uma das extremidades da barra; porém, a direção na qual essa força é aplicada tam­
horário em relação a B, com um bém é importante. Isso ocorre porque o momento é o produto da força e do braço de momento.
m omento M B = FdB. Nesse caso, o Note que, quando a força está a um ângulo B < 90° a distância do braço de momento é menor do
suporte em A evita a rotação. que quando ela é aplicada perpendicularmente à barra, pois 6 = 90°, isto é, d' < d. Em conseqüên­
cia, maior momento é produzido quando a força é aplicada no ponto mais afastado do ponto A e
perpendicularmente ao eixo da barra, de modo a maximizar o braço de momento.

EXEMPLO 4.1

D eterm ine o m om ento da força em relação ao ponto O em cada caso ilus­


trad o na Figura 4.4.

SOLUÇÃO (ANÁLISE ESCALAR)


A linha de ação de cada força é prolongada com o uma linha tracejada
p ara estabelecer o braço de m om ento d. As figuras m ostram tam bém as ten ­
dências de rotação provocadas pelas forças sobre cada elem ento, por meio de
setas curvas em torno dos pontos de referência. Assim:
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 99

Fig. 4.4a Mo — (100 N )(2 m ) — 2 0 0 N , m 1(J R esposta 100 N


Fig. 4.4b M 0 = (50 N)(0,75 m) = 37,5 N - m J Resposta
Fig. 4.4c M 0 — (40 lb )(4 pés + 2 cos 30° pés) = 229lb • pés } Resposta
Fig. 4.4d M 0 = (60 lb )(1 sen 45° pés) = 42,4 lb • pés ^ R esposta
Fig. 4.4e M C) = (7 kN )(4 m - 1 m) = 21 kN • m R esposta ~2m

(a)

2m

0,75 m
^ ------- 50 N
(b) (c)

[•— 2 m—«j
r
1m
n * ------ 1— 7 kN

-3 pés-
4m

1 P ^ V 4 5o 1 sen 45° Pés

60 lb

(d) (e)

Figura 4.4

EXEMPLO 4.2

D eterm ine os m om entos da força de 800 N que atua sobre a estrutura na


Figura 4.5 em relação aos pontos A . B, C e D.

SO LU Ç Ã O (A N Á L IS E E S C A L A R )
Em geral. M = Fd, onde d é o braço de m om ento ou a distância perpen­ 1,25 m
dicular do ponto no eixo do m om ento até a linha de ação da força.
C onseqüentem ente:

M A = 800 N(2,5 m) = 2.000 N *m J R esposta

M B = 800 N (l,5 m) = 1.200 N • m } Resposta

M C = 8 00N (0) = 0 (a linha de ação de F passando por C ) Resposta

M d = 800 N(0,5 m) = 400 N • m "j R esposta

As setas de form ato curvo em cada uma das equações indicam os senti­
Figura 4.5
dos de rotação dos m om entos, que são definidos pelos sentidos de circulação
da força em torno de cada ponto.
100 E s t á t ic a

EXEMPLO 4.3

D eterm ine o m om ento resultante das quatro forças que atuam na haste
m ostrada na Figura 4.6 em relação ao ponto O.

Figura 4.6
SOLUÇÃO
Supondo que m om entos positivos atuam na direção + k , isto é, no senti­
do anti-horário, temos:

l+ A /* o = 2 F d
M Rq = - 5 0 N (2m ) + 60 N (0) + 20 N(3 sen 30° m)
- 4 0 N (4 m + 3 cos 30° m)
M Ru — —334 N ■m = 334 N • m J. Resposta

P ara esses cálculos, note que as distâncias dos braços dos m om entos para
as forças de 20 N e 40 N foram estabelecidas pelo prolongam ento das linhas
de ação de cada um a delas (linhas tracejadas).

4 .2 P r o d u t o V e t o r ia l

O m om ento de um a força será form ulado com o uso de vetores cartesia­


nos na próxim a seção. A ntes disso, porém , é necessário am pliar nosso
conhecim ento de álgebra vetorial introduzindo a técnica de produto vetorial
na m ultiplicação de vetores.
O produto vetorial de dois vetores A e B produz o vetor C, que é escrito
como:
C = AxB
C = A x B

e pode ser lido com o ‘C é igual ao produto vetorial de A e B ’.


In te n s id a d e . A intensidade de C é definida como o produto das intensida­
des de A e B e o seno do ângulo 6 entre os dois vetores, prolongando-os, se
necessário, de m odo que suas origens se localizem no m esm o ponto (0o ^ 0 <
180°). Assim , C = A B sen 6.
D ireçã o e se n tid o . O vetor C tem direção perpendicular ao plano conten­
do A e B. de m odo que seu sentido é determ inado pela regra da m ão direita;
B isto é, curvando os dedos da m ão direita e direcionando-os do vetor A para o
v etor B, o polegar indicará o sentido de C, como m ostra a Figura 4.7.
C onhecendo a intensidade, a direção e o sentido de C, podem os escrever:
Figura 4.7 C = A X B = (,4 fís e n 0 )u c (4 3 }
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is te m a s de F o r ç a s 101

onde o escalar A B sen 6 define a intensidade de C e o vetor unitário u c defi­


ne sua direção e seu sentido. Os term os da Equação 4.3 são ilustrados
graficam ente na Figura 4.8.
Leis de O peração.
1. O produto vetorial é /íão-comutativo, isto é:
A X B ^ B X A

Ou melhor:
A X B = -B X A

Esse resultado é m ostrado na Figura 4.9 utilizando a regra da m ão direita. Figura 4.8
O produto vetorial B X A resulta em um vetor que atua no sentido opos­
to de C. ou seja, B X A = —C.

2. M ultiplicação por um escalar:


a(A X B) = («A) X B = A X (tfB) = (A X B )a

Essa propriedade pode ser facilmente verificada, uma vez que a intensida­
de do vetor resultante ( \a \A B sen 6), sua direção e seu sentido são os
mesmos em cada caso.
3. Lei distributiva:
A X (B + D ) = (A X B) + (A X D)

Você provará essa identidade ao realizar o Problem a 4.1. É im portante


notar que a ordem do produto vetorial deve ser m antida, um a vez que a
propriedade com utativa não é válida nessa operação.
F o rm u la çã o V etorial C a rte sia n a . A Equação 4.3 pode ser utilizada para
obter o produto vetorial de um par de vetores unitários cartesianos. Por exem ­
plo, para obter i X j. a intensidade do vetor resultante é (/) (/) (sen 90°) = (1)
(1) (1) = 1; para determ inar sua direção e seu sentido, usa-se a regra da m ão
direita. Conform e é m ostrado na Figura 4.10, o vetor resultante aponta na d ire­
ção + k. Portanto, i X j = (1) k. De m aneira similar:
i X j = k i X k = -j i X i = 0
j X k = i j X i = -k j Xj = 0
k X i = j k x j = —i k x k = 0 F igura 4.10
102 E s t á t ic a

Esses resultados não devem ser m em orizados; deve-se com preender com
clareza com o cada um deles é obtido com o uso da regra da m ão direita e com
a definição do produto vetorial. Um esquem a simples, apresentado na Figura
4.11, é útil para a obtenção dos mesmos resultados quando for necessário. Se
0 círculo é construído de acordo com a figura, então o produto vetorial de dois
vetores unitários consecutivos no sentido anti-horário fornece o terceiro vetor
unitário com sinal positivo', por exemplo, k X i = j. R epetindo o m ovimento,
porém no sentido horário, obtém -se um vetor unitário negativo4,por exemplo,
Figura 4.11 1 X k — j.
C onsidere agora o produto vetorial de dois vetores quaisquer A e B, os
quais são expressos na form a de vetores cartesianos. Assim, temos:
A X B = ( A xi + A yj + A zk) X (fíxi -l- Byi + Bzk)

= A xBx{i X i) + A xBy(i x j) + A xBz(i X k)

+ A y B x(j X l) + AyBy(} X j ) + A yB j X k)
+ A ZBX{k X i) + A zBy(k x j) + A ZBZ{k x k)

E fetuando as operações de produto vetorial e com binando os termos,


obtem os:
A x B = ( A yBz- A zBy) \ - ( A xBz- A zBx) j + ( A xBy- A yBx)k (4.4)

Essa equação tam bém pode ser escrita na form a mais com pacta do d eter­
m inante de um a m atriz como:

i j k
A X B = Ax Ay Az (4.5)
Bx By Bz

E ntão, para o b ter o p roduto vetorial de quaisquer pares de vetores carte­


sianos A e B. é necessário expandir um determ inante. A prim eira linha de
elem entos consiste em vetores unitários i. j, k; a segunda e a terceira linhas
representam os com ponentes x, y, z dos dois vetores A e B, respectivam ente.1

1 Um determ inante com três linhas e três colunas pode ser expandido usando-se três determinan­
tes menores. Cada um deles deve ser multiplicado por um dos três elementos da primeira linha.
H á quatro elem entos para cada determinante menor, Por exemplo:
j4ir
n\
Por definição, essa notação representa os termos (A u A z 2 ~ A 12A 2 1 ). Trata-se simplesmente do
produto de dois elem entos da diagonal principal (A u A zz) menos o produto dos dois elementos
da diagonal secundária (A 12 A 21 ). Para um determinante 3 x 3 , como o da Equação 4.5, os três
determ inantes menores podem ser construídos de acordo com o seguinte esquema:

Para o elemento i: = i(A yB z - A zBy)

Para o elem ento j : = - j (A XB Z - A ZBX)

Para o elem ento k: = k (A xB y - A yBx

Adicionando os resultados e observando que o elemento j deve ser acompanhado do sinal nega­
tivo, chega-se à forma expandida de A X B dada pela Equação 4.4.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 103

Eixo do momento
4 .3 M om ento de um a Força — Form ulação
V e t o r ia l

O m om ento de um a força F em relação a um ponto O ou, mais exatam en­ M0


te, em relação ao eixo de m om ento que passa por O perpendicularm ente ao
plano, contendo O e F, de acordo com a Figura 4.12a, pode ser expresso na
form a de um produto vetorial:

M0 = r X F ( 4 .6 )

(a)
Nesse caso, r representa um vetor posição traçado de O até qualquer ponto
sobre a linha de ação de F.
Vamos m ostrar agora que de fato o m om ento M 0 quando obtido po r Eixo do momento
esse p ro d u to vetorial, tem sua intensidade, sua direção e seu sentido bem
determ inados.
In te n s id a d e . A intensidade do produto vetorial é definida pela E quação 4.3
como M 0 = rF sen 6. O ângulo 6 é m edido entre as direções de r e F. Para
definir esse ângulo, r deve ser tratado com o um vetor deslizante, de m odo que
6 possa ser representado corretam ente (Figura 4.12b). U m a vez que o braço
de m om ento d - r sen 6, então:
F
M 0 = rF sen 6 = F (r sen 6) = Fd
(b)

em concordância com a E quação 4.1. Figura 4.12


D ireção e S en tid o . A direção e o sentido de M 0 na E quação 4.6 são d e te r­
m inados pela regra da mão direta, com a aplicação do p roduto vetorial. D esse
modo, deslocando r ao longo da linha tracejada e curvando os dedos da m ão
direita de r para F, ‘r produto vetorial F ’, o polegar fica direcionado para cima,
ou seja, fica perpendicular ao plano contendo r e F, que está na m esm a dire­
ção e no m esm o sentido de M 0 , o m om ento da força em relação ao ponto O
da Figura 4.126. N ote que tanto a ‘curvatura’ dos dedos em torno da linha ver­
tical no ponto A como a seta que circula o vetor m om ento indicam o sentido
de rotação provocado pela força. Lem brando que o produto vetorial é não
com utativo, é im portante m anter a ordem de r para F na E quação 4.6.

Figura 4.13

P rincípio da T ra n sm issib ilid a d e. Considere a força F aplicada no ponto A


da Figura 4.13. O m om ento criado por F em relação a O é M 0 = rA x F. N o
entanto, foi m ostrado anteriorm ente quer ‘r’ pode se deslocar de O até qualquer
ponto sobre a linha de ação de F. Em conseqüência, F pode ser aplicada no ponto
104 E s t á t ic a

B ou no C, e o m esm o m om ento M0 = rB x F = rc X F deverá ser obtido.


Com o resultado, F apresenta a propriedade de um vetor deslizante e pode, devi­
do a esse ato, agir em qualquer ponto sobre sua linha de ação e ainda produzir
o m esm o m om ento em relação ao ponto O. A esse resultado dá-se o nome de
princípio da transmissibilidade, propriedade que será discutida na Seção 4.7.
F o rm u la ç ã o V etorial C a rte sia n a . Fixando os eixos coordenados x, y, z, o
vetor posição r e a força F podem ser expressos como vetores cartesianos
(Figura 4.14). A plicando a Equação 4.5, temos:

i j k
M0 = r x F = rx ry rz (4.7)
Fx Fy Fz

onde:
r„, r. representam os com ponentes x, y, z do vetor posição traçado
do ponto O até qualquer ponto sobre a linha de ação da força
FX, Fy, Fz representam os com ponentes x, y, z do vetor força

D esenvolvendo o determ inante de acordo com a Equação 4.4, temos:

= (ryFz - rzFy)i - (rxFz - rzFx)j + (rxFy - ryFx)k ^

O significado físico desses três com ponentes do m om ento se torna eviden­


te ao se analisar a Figura 4.14a. Por exemplo, o com ponente i de M 0 é obtido
dos m om entos de F v, F^ e Fz em relação ao eixo jc. N ote que F* não cria nenhum
m om ento nem tendência de rotação em relação ao eixo x, uma vez que essa
força é paralela a esse eixo. A linha de ação de Fv passa pelo ponto E, de m odo
que a intensidade do m om ento de Fy em relação ao ponto A no eixo x seja
rzFy. Pela regra da m ão direita, esse com ponente atua na direção negativa de
i. D a m esm a form a, Fz contribui com um com ponente do m om ento dado por
ryFz i. Assim , (M 0 )x = (ryFz - rzFy), como m ostra a Equação 4.8. Como exer­
cício, estabeleça do m esm o m odo os com ponentes j e k do m om ento M 0 e
m ostre que de fato a form a expandida do determ inante da E quação 4.8 rep re­
senta o m om ento de F em relação o ponto O. U m a vez que M 0 tenha sido
determ inado, verifique que sua direção será sem pre perpendicular ao plano
som breado que contém os dois vetores r e F da Figura 4.14b.

Eixo do

(a) (b)

Figura 4.14

Será m ostrado no E xem plo 4.4 que o uso do produto vetorial no cálculo
do m om ento tem um a clara vantagem em relação à form ulação escalar na
resolução de problem as em três dimensões. Isso ocorre porque, em geral, é
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 105

mais fácil encontrar o vetor r para a força do que determ inar o com prim en­
to d do braço do m om ento, que deve ter direção perpendicular à linha de ação
da força.
M o m e n to R e s u lta n te de u m S is te m a d e Forças. Se um corpo está sujei­
to à ação de um sistema de forças (Figura 4.15), o m om ento resultante das
forças em relação ao ponto O pode ser determ inado pela soma vetorial por
meio de aplicações sucessivas da E quação 4.6. Essa resultante pode ser escri­
ta sim bolicam ente como

M ro = 2 ( r X F) (4 9 )

como pode ser visto na Figura 4.15.

Se puxarm os o cabo BC com uma


força F em qualquer ponto ao longo
do cabo, o m omento dessa força em
relação ao ponto A na base do poste
será sempre o mesmo. Esse resultado
é conseqüência do princípio da trans-
missibilidade. Note que o braço do
momento ou a distância perpendicu­
lar de A até o cabo é r& de modo que
y M a — rd E Em três dimensões, essa
distância é, em geral, difícil de ser
determinada e pode-se usar o produ­
to vetorial para obter o momento de
maneira mais direta. Por exemplo,
\1 4 = t AB X F = rAC X F. Conforme
X necessário, ambos os vetores posição
devem ser direcionados do ponto A
Figura 4.15 até um ponto qualquer sobre a linha
de ação da força.

E X E M P L O 4 . 4 ________________________________________________

O poste da Figura 4.16a está sujeito a uma força de 60 N na direção de C


para B. D eterm ine a intensidade do m om ento criado pela força em relação ao
suporte em A.

Bi 1 m, 3 m, 2 m)

m, 4 m, 0)

Figura 4.16

SO LU Ç Ã O (A N Á L IS E V E T O R IA L )
Com o m ostra a Figura 4.166. cada um dos dois vetores posição podem ser
usados para a solução, já que = rfl X F ou = rc X F. Os vetores posi­
ção são representados como:

r s = {li + 3j + 2k} m e rc = {3i + 4j} m


106 E s tá tic a

A força tem intensidade de 60 N e a direção e o sentido são especificados


pelo vetor unitário u^ de C para B. Então:

(1 - 3)i + (3 - 4 )| + (2 - 0)k
F = (60 N )u f = (60 N)
V (-2)2 + (-1)2 + (2):
= {—40i - 20j + 40k} N

C onvertendo para a form ulação de determ inante, conform e a E quação 4.7,


e seguindo o esquem a para expansão de term inante, conform e descrito na nota
1 , tem-se:

i j k
M a = rB X F = 1 3 2
-4 0 -2 0 40
= [3(40) 2( 20)]i [1 (40) 2( 40)] j + [ 1 ( - 2 0 ) - 3 ( - 4 0 ) ] k

ou

' j k
= rc X F - 3 4 0
-40 -2 0 40
= [4(40)—0( —20)]i—[3(40) —0( —40)] j + [3( —20) —4( —40)]k

E m am bos os casos:

= {160i - 120j + lOOk] N • m

A intensidade de é, portanto:

Ma = \/(1 6 0 )2 + ( 120)2 + (100 )2 = 224 N • m Resposta

Como já era de esperar, atua perpendicularm ente ao plano sombreado


X contendo os vetores F, rB e rc , como na Figura 4.16c. (Como você encontraria os
(c) ângulos diretores coordenados a = 44,3°. /3 = 122° e 7 = 63,4°?). Caso esse pro­
Figura 4.16 blem a tivesse sido resolvido utilizando uma solução escalar, em que MA — Fd,
haveria dificuldade para se encontrar o braço d do momento.

EXEMPLO 4.5

Três forças atuam na barra m ostrada na Figura 4.17íí. D eterm ine o m om en­
to resultante criado pelas forças em relação à flange em O e os ângulos diretores
coordenados para o eixo do m om ento.

SOLUÇÃO
Os vetores posição estão direcionados do ponto O para cada força, de
acordo com a Figura 4.176. Esses vetores são:

rA = {5 jj pés
rB - {4i + 5j - 2 k } pés

Com o conseqüência, o m om ento resultante em relação a O é:


Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is te m a s d e F o r ç a s 107

= 2(r X F)
= rA X Fl + rA X F2 + t b X F3

Í j k i j k i j k
0 5 0 + 0 5 0 + 4 5 - 2
-6 0 40 20 0 50 0 80 40 - 3 0

= [5(20) - 40(0)]i - [Oj] + [0(40) - (-6 0 )(5 )] k + [Oi - Oj + Ok]

+ [5(—30) - (40)( 2)]i - [4( 30) - 8 0 (-2 )] j + [4(40) - 80(5)]k

= {30i - 40j + 60k} lb • pé R esposta


(a)
O eixo do m om ento está direcionado ao longo da linha de ação de M/*0.
U m a vez que a intensidade desse m om ento é:

M Rq = \ / ( 3 0 ) 2 + ( - 4 0 ) 2 + (60)2 = 78,10 lb • pés

o vetor unitário que define a direção do eixo do m om ento é:

M Ro 30i - 40j + 60k


u = = 0,38411 - 0,512 lj + 0,7682k
M, 78,10

Portanto, os ângulos diretores coordenados do eixo do m om ento são:

c o s a = 0,3841; « = 67,4° R esposta

cos (i = —0,5121; P = 121° R esposta

cos y = 0,7682; 7 = 39,8° R esposta

y = {301 —40j + 60k} lb • pés


iC .tr = 39,8

Figura 4.17

Esses resultados são m ostrados na Figura 4.17c. Veja que as três forças
tendem a fazer com que a barra gire em relação ao eixo x da m aneira m ostra­
da pela seta de form ato curvo que contorna o vetor m om ento.

4 .4 P r in c íp io s d o s M o m e n t o s

Um conceito bastante utilizado em mecânica é o princípio dos m om entos,


tam bém conhecido como teorema de Varignon, uma vez que foi desenvolvido
originalm ente pelo m atem ático francês Varignon (1654-1722). O teorem a esta­
belece que o m om ento de uma força em relação a um ponto é igual à som a dos
m om entos dos componentes das forças em relação ao m esm o ponto. Esse teo-
108 E s t á t ic a

rem a pode ser provado diretam ente da propriedade distributiva do produto


vetorial. Para isso. considere a força F e dois de seus com ponentes em coorde­
nadas retangulares, onde F = Fj + F2 (Figura 4.18). Então, temos:

M <9 = r X F[ + r X F2 = r X (F j + F2) = r X F

Esse conceito tem im portantes aplicações na solução de problem as e p ro ­


vas de teorem as, uma vez que com freqüência é mais simples determ inar os
m om entos dos com ponentes de uma força do que o m om ento da própria força.

O cabo amarrado ao ponto B da figura exerce no poste


uma força F, criando um momento em relação à base
do poste em A que é dado por MA = Fd. Se a força
Figura 4.18
fo r substituída pelos seus dois componentes F, e F y no
mesmo ponto B onde o cabo age sobre o poste, então
a soma dos momentos desses dois componentes em
relação a A produzirá o mesmo momento resultante.
O componente F v produzirá um momento nulo em
relação ao ponto A, de modo que MA = Fx h. Esta é
uma aplicação do princípio dos momentos. Além disso,
pode-se aplicar o princípio da transmissibilidade e des­
locar a força para o local onde sua linha de ação
intercepta o solo no ponto C. Nesse caso, F* criará um
momento nulo em relação a A e MA = Fyb.

P o n to s Im portantes
• O momento de uma força indica a tendência de um corpo de girar em torno de um eixo que passa por um
ponto específico O.
• Utilizando a regra da mão direita, o sentido de rotação é indicado pelos dedos e o polegar é dirigido ao longo
do eixo de momento ou da linha de ação do momento.
• A intensidade do momento é determ inada por M 0 = Fd, onde d é a distância perpendicular ou a mais curta
distância do ponto O até a linha de ação da força F.
• Em três dimensões, utilize o produto vetorial para determ inar o momento, isto é, M0 = r X F. Lembre-se de
que o sentido do vetor r é orientado a partir do ponto O até qualquer ponto da linha de ação da força F.
• O princípio dos momentos estabelece que o momento de uma força em relação a um ponto é igual à soma dos
m omentos dos componentes da força em relação ao ponto. Isso é um método bastante conveniente para ser
utilizado em problemas de duas dimensões.

EXEMPLO 4.6

F = 200 N U m a força de 200 N atua sobre o suporte m ostrado na Figura 4.19a.


D eterm ine o m om ento da força em relação ao ponto A.

SOLUÇÃO I
O braço de m om ento d pode ser encontrado por meio da trigono­
m etria, utilizando a construção m ostrada na Figura 4.196. Analisando o
triângulo retângulo BCD:

C B = d = 100 cos 45° = 70,71 mm = 0,07071 m

Portanto:
(a)
M A = F d = 200 N (0,07071 m) = 14,1 N - m ^
Figura 4.19
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 109

(b) (c)

Figura 4.19

Conform e a regra da mão direita, está orientada na direção + k , uma


vez que a força tende a girar no sentido anti-horário em relação ao ponto A.
Dessa forma, expressando o m om ento com o um vetor cartesiano, temos:

M/i — {14,lk} N *m R esposta

SOLUÇÃO II
A força de 200 N pode ser decom posta nos com ponentes x e y, com o m os­
tra a Figura 4.19c. De acordo com o princípio dos m om entos, o m om ento de F
calculado em relação ao ponto A é equivalente à soma dos m om entos p ro d u ­
zidos pelos dois com ponentes da força. Supondo que a rotação no sentido
anti-horário seja positiva, isto é, na direção + k , podem os aplicar a E quação 4.2
(A/ 4 = 'XFd), que nesse caso fica:

i,+ M A = (200 sen 45° N )(0,20 m) - (200 cos 45° N )(0,10 m)

= 14,1 N -m ^

Então:

M/i — {14,lk} N *m R esposta

C om parando, pode-se perceber que a solução II fornece um a form a mais


conveniente de análise do que a solução I, uma vez que o braço do m om ento
para cada com ponente da força é mais facilm ente encontrado.

EXEMPLO 4.7

A força F é aplicada nos term inais de cada suporte em ângulo m ostrado


na Figura 4.20a. D eterm ine o m om ento da força em relação ao ponto O.

SOLUÇÃO I (ANÁLISE ESCALAR)


A força é desm em brada nos com ponentes x e y, com o m ostra a Figura
4.20b, e os m om entos dos com ponentes são calculados em relação ao ponto O.
C onsiderando positivos os m om entos no sentido anti-horário, isto é, na dire­ F - 400 N
ção + k, temos:

{,+ M o = 400 sen 30° N(0,2 m) - 400 cos 30° N(0,4 m)

= -9 8 ,6 N • m = 98,6 N - m J
110 E s t á t ic a

ou

M 0 = { —98,6k} N • m Resposta

SOLUÇÃO II (A N Á L ISE V E T O R IA L )
U tilizando a aproxim ação de vetor cartesiano, os vetores força e posição
trados na Figura 4.20c podem ser representados como:

r = {0,4i — 0,2j} m

F = {400 sen 30°i - 400 cos 30°j} N

- {200i - 346,4j} N

O m om ento é, portanto:

> J
Mn = r X F = 0,4 - 0 ,2
200 -3 4 6 ,4

- Oi - Oj + [0,4(-34 6 ,4 ) - ( —0,2)(200)]k

= { -9 8 ,6 k } N * m Resposta

C om parando, percebe-se que a análise escalar (solução I) forneceu um


procedim ento m ais conveniente para análise do que a solução II, uma vez
que a direção e o sentido do m om ento, bem com o os braços de m om ento
Figura 4.20
p ara cada co m p o n en te de força, foram facilm ente determ inados. Por isso,
esse m éto d o costum a ser recom endado p ara a resolução de problem as que
envolvem duas dim ensões. Já a análise de vetores cartesianos em geral é
reco m en d ad a som ente p ara a solução de problem as tridim ensionais, um a vez
que os braços de m om ento e os com ponentes das forças são freq ü en tem en ­
te m ais difíceis de determ inar.

P roblem as

4.1. Sendo A, B e D vetores conhecidos, prove a proprieda­


de distributiva para o produto vetorial, isto é, A X (B + D)
= (A X B) + (A X D).
4.2. Prove a identidade com o produto vetorial tríplice A
X (B X C) = (A X B ) C .

4.3. Dados três vetores não-nulos A. B e C, mostre que se


A •(B X C) = 0 , então os três vetores devem ser coplanares.
*4.4. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação ao ponto O.
4.5. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação a um ponto P.
4.6. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação ao ponto O.
4.7. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação a um ponto P. Problemas 4.4/5
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 111

y
y

*4.8. Determine a intensidade, a direção e o sentido do


momento resultante das forças em relação ao ponto O.
4.9. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento resultante das forças em relação ao ponto P

Problemas 4.12/13

4.15. Se Fb — 30 lb e Fc — 45 lb, determine o momento


resultante em relação ao parafuso localizado em A.

Problemas 4.8/9

4.10. A chave de boca é usada para soltar o parafuso.


Determine o momento de cada força em relação ao eixo do
parafuso que passa através do ponto O.

Problema 4.10
Problemas 4.14/15
4.11. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
*4.16. O poste de energia elétrica suporta as três linhas.
momento resultante das forças em relação ao ponto O.
Cada linha exerce uma força vertical sobre o poste devi­
*4.12. Determine o momento em relação ao ponto A de do ao próprio peso, conforme mostra a figura. Determine
cada uma das três forças agindo sobre a viga. o momento resultante na base D provocado por todas essas
forças. Supondo que seja possível que o vento ou o gelo
4.13. Determine o momento em relação ao ponto B de cada
sejam capazes de romper as linhas, determine qual ou quais
uma das três forças que atuam na viga.
linhas, quando rompidas, criariam a condição para o máxi­
4.14. Determine o momento de cada força em relação ao mo momento em relação à base. Qual será esse momento
parafuso localizado em A. Considere FH = 40 lb e Fc = 50 lb. resultante?
112 E s t á t ic a

j—3 pés-H

Problema 4.16 Caso 1 Caso 2

4.17. Uma força de 80 N atua sobre o cabo de um cortador Problema 4.19


de papel em A. Determine o momento criado por essa força
em relação à dobradiça em O, se 0 = 60°. Em que ângulo 8 *4.20. O braço da grua tem comprimento de 30 pés, peso de
a força deve ser aplicada para que o momento criado em rela­ 800 lb e centro de massa em G. Se o máximo momento que
ção ao ponto O (no sentido horário) seja o máximo? Qual é pode ser desenvolvido pelo motor em A é M = 20 X 103 lb *pés,
esse máximo momento? determine a máxima carga W, com centro de massa em G \
que pode ser elevada. Considere 6 = 30°.

2 pés

Problema 4.20
Problema 4.17
4.21. A ferramenta em A é usada para prender uma lâmi­
4.18. Determine a direção 6 (0o < 6 < 180°) da força F = na estacionária de cortador de grama, enquanto a porca é
40 lb de modo que ela crie (a) o máximo momento em rela­ solta com uma chave. Se a força de 50 N é aplicada à chave
ção ao ponto A e (b) o mínimo momento em relação a esse em B na direção e no sentido mostrados na figura, determi­
mesmo ponto. Calcule o momento em cada caso. ne o momento criado em relação à porca em C. Qual é a
intensidade da força F em A de modo a gerar o momento
oposto em relação a Cl

Problema 4.18

4.19. O cubo de roda na figura pode ser fixado ao eixo tanto


com um afastamento negativo (para a esquerda) como com
um afastamento positivo (para a direita). Se o pneu está sujei­
to às cargas normal e radial, como mostrado, determine o
momento resultante dessas cargas em relação ao eixo no
ponto O em ambos os casos. Problema 4.21
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 113

4.22. Determine o momento de cada uma das três forças


em relação ao ponto A. Resolva o problema primeiro utili­ o

zando cada força como um todo e, depois, o princípio dos


momentos.
c A
J

Problemas 4.24/25

4.26. O cabo do reboque exerce uma força P = 4 kN na


extremidade do guindaste de 20 m de comprimento. Se 0 =
30°, determine o valor de x do gancho preso em A, de forma
que essa força crie um momento máximo em relação ao ponto
O. Nessa condição, qual é esse momento?
4.27. O cabo do reboque aplica uma força P = 4 kN na
extremidade do guindaste de 20 m de comprimento. Sendo *
= 25 m, determine a posição 9 do guindaste, de modo que a
força crie um momento máximo em relação ao ponto O. Qual
Problema 4.22 é esse momento?
4.23. Como parte de uma manobra acrobática, um homem
sustenta uma garota que pesa 120 lb e está sentada em uma
cadeira no alto de um mastro. Estando o centro de gravida­
de da garota localizado em G e sendo de 250 lb •pés o máximo
momento no sentido horário que o homem pode exercer
sobre o mastro no ponto A , determine o ângulo máximo de
inclinação, 0, que não permite que a garota caia, isto é, que
seu momento anti-horário em relação ao ponto A não seja
maior do que 250 lb-pés.

Problemas 4.26/27

*4.28. Determine a direção 0, com 0o < 0 < 180°, da força


F, de maneira que ela produza (a) o máximo momento em
relação ao ponto A e (b) o mínimo momento em relação ao
ponto A. Calcule o momento em cada caso.
4.29. Determine o momento da força F em relação ao ponto
A como uma função de 9. Faça um gráfico do resultado com
M (na ordenada) e 9 (na abscissa) para 0o < 0 < 180°.

F = 400 N

Problema 4.23

*4.24. Os dois garotos empurram o portão com forças de


FA — 30 lb e Ftí = 50 lb, como mostra a figura. Determine o
momento de cada força em relação a C. O portão sofrerá
uma rotação no sentido horário ou anti-horário? Despreze a
espessura do portão.
4.25. Se o garoto aplica em B uma força FH — 30 lb, deter­
mine a intensidade da força FA que ele deve aplicar em A 3 m

a fim de evitar que o portão gire. Despreze a espessura do


portão. Problemas 4.28/29
114 E s t á t ic a

4.30. A prótese do quadril está sujeita à força F = 120 N. 4.33. Segmentos de um tubo D para perfuração de um poço
Determine o momento dessa força em relação ao pescoço em de petróleo estão ajustados por meio de uma pinça regula­
A e à haste em B. dora T que aperta o tubo e de um cilindro hidráulico (não
mostrado na figura), para regular a força F aplicada à pinça.
Essa força atua ao longo do cabo que passa ao redor de uma
pequena polia P. Estando o cabo originalmente perpendicu­
lar à pinça, como mostrado na figura, determine a intensidade
da força F que deve ser aplicada de modo que o momento
em relação ao tubo seja M = 2.000 lb • pés. Com o intuito de
manter esse mesmo momento, qual intensidade de F é neces­
sária quando a pinça é ajustada em 30°, como na posição
esboçada com tonalidade mais clara? Nota: o ângulo DAP
não é 90° nessa posição.

Problema 4.30

4.31. O guindaste pode ser ajustado para qualquer ângulo


0° < 0 < 90° e qualquer extensão 0 < x < 5 m. Para uma
massa suspensa de 120 kg, determine o momento desenvol­
Problema 4.33
vido em A como função de x e 6. Quais valores de x e 6
conduzem ao máximo momento possível em A l Calcule esse 4.34. Determine o momento de uma força no ponto A em
momento. Despreze as dimensões da polia em B. relação ao ponto O. Expresse o resultado como um vetor
cartesiano.
4.35. Determine o momento da força em A em relação ao
ponto P. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

Problema 4.31

*4.32. Determine o ângulo 6 para o qual a força de 500 N


deve atuar em A para que o momento dessa força em rela­
ção ao ponto B seja igual a zero.

Problemas 4.34/35

*4.36. Determine o momento da força F em A relativamen­


te ao ponto O. Expresse o resultado como um vetor
cartesiano.
4.37. Determine o momento da força F no ponto A em rela­
ção ao ponto P. Expresse o resultado como um vetor
Problema 4.32 cartesiano.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 115

4.41. O bastão curvado tem raio de curvatura de 5 pés. Se


uma força de 60 lb atua em sua extremidade, como mostrado
na figura, determine o momento dessa força em relação a C.

Problemas 4.36/37

4.38. O bastão curvado se estende no plano x —y e tem um


raio de curvatura de 3 m. Se a força F = 80 N atua em sua
extremidade, como é mostrado na figura, determine o
momento dessa força em relação ao ponto O.
4.39. O bastão curvado se estende no plano x —y e tem um
raio de curvatura de 3 m. Se a força F = 80 N atua em sua
extremidade, como é mostrado na figura, determine o
momento dessa força em relação ao ponto B.

4.42. Uma força F com intensidade F = 100 N atua ao


longo da diagonal do paralelepípedo. Determine o momen­
to de F em relação ao ponto A , utilizando = rB X F e
= rc X F.

Problema 4.42
Problemas 4.38/39
4.43. Determine a menor força F que deve ser aplicada na
*4.40. A força F = {600i + 300j - 600k} N atua na extre­ corda para envergar o bastão, o qual tem raio de 5 pés, até
midade da viga. Determine o momento da força em relação que ele quebre no suporte C. Isso requer que o ponto C sofra
ao ponto A. um momento M = 80 lb *pés.
116 E s t á t ic a

z 4.47. Usando a análise vetorial cartesiana, determine o


momento resultante das três forças em relação à base da colu­
na em A , dado: Fj = (4001 + 300j + 120k( N.

*4.44. A estrutura tubular da figura está sujeita à força de


80 N. Determine o momento dessa força em relação ao
ponto A.
4.45. Agora, determine o momento dessa força em relação
ao ponto B.
z

Problema 4.47

*4.48. Uma força F = (6i —2j +lk} kN produz um


momento M0 = {4i +5j — 14k} kN *m em relação à origem
das coordenadas no ponto O. Considerando que a força
atua em um ponto com coordenadas x = 1 m, determine as
demais coordenadas y e z.

4.46. A escora A B de uma comporta de 1 m de diâmetro


exerce uma força de 450 N no ponto B. Determine o momen­
to dessa força em relação ao ponto O.
z

Problema 4.48

4.49. A força F = {6i +8j +10kJ N dá origem a um momen­


to em relação ao ponto O de M<> = {—14i + 8j + 2k} N-m.
Considerando que a força atua em um ponto com coordena­
da x igual a 1 m, determine as coordenadas y e z desse ponto.
Além disso, considere que Ma — Fd e encontre a distância
perpendicular d do ponto O até a linha de ação da força F.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 117

Problema 4.49

■4.50. Usando uma peça anelar, a força de 75 N pode ser


aplicada no plano vertical para vários ângulos 6. Determine
a intensidade do momento produzido em relação ao ponto
A. Faça um gráfico do resultado de M (na ordenada) versus
d (na abscissa) para 0o < 6 < 180° e especifique os ângulos
Problema 4.50
que fornecem os momentos máximo e mínimo.

4 .5 M o m e n t o d e u m a F orça em relação a u m
E ix o E specífico

Lem bre-se de que, quando o m om ento de uma força é calculado em rela­


ção a um ponto, seu eixo é sempre perpendicular ao plano contendo a força e
o braço do m om ento. Em alguns problem as, é im portante en contrar o com po­
nente desse m om ento ao longo de um eixo específico que passa pelo ponto. Na
resolução desses problem as, pode ser usada a análise escalar ou a vetorial.

(a)

Figura 4.21
A n á lis e Escalar. Para m ostrar a resolução num érica desse tipo de problem a,
considere a estrutura tubular apresentada na Figura 4.21a, que se estende no
plano horizontal e está sujeita à força vertical F = 20 N aplicada no ponto A.
O m om ento dessa força em relação ao ponto O tem a intensidade dada por
M ü = (20 N) (0,5 m) = 10 N • m, com direção e sentido definidos pela regra da
mão direita, como m ostra a Figura 4.21a. Esse m om ento tende a girar o con­
junto em relação ao eixo Ob. Por razões práticas, no entanto, pode ser necessário
determ inar o com ponente de M0 em relação ao eixo y, My, um a vez que esse
118 E s t á t ic a

com ponente tende a desparafusar o cano da flange em O. Da Figura 4.21a,


verifica-se que M v tem intensidade M y = |(1 0 N ■m) = 6 N • m: a direção e o
sentido são m ostrados pela resolução dos vetores. Em vez de executar esse pro­
cedim ento em duas etapas, ou seja, prim eiro encontrar o m om ento da força em
relação ao ponto O e depois ao longo do eixo v, é possível resolver esse pro­
blem a diretamente. Para tanto, é necessário determ inar o braço do m om ento ou
a distância perpendicular da linha de ação de F até o eixo y. Da Figura 4.21 a,
verifica-se que essa distância é 0,3 m. Então, a intensidade do m om ento da força
em relação ao eixo y é novam ente M y = 0,3(20 N) = 6 N • m; a direção e o sen­
tido são determ inados pela regra da mão direita, como m ostra a figura.
Dessa form a, em geral, se a linha de ação de uma força F é perpendicular
a qualquer eixo específico a a . a intensidade do m om ento de F em relação ao
eixo pode ser determ inada da equação:

M n = F dn (4.10)

onde da é a distância mais curta ou a perpendicular da linha de ação da força


até o eixo. A direção e o sentido são determ inados com o polegar da mão direi­
ta quando os dem ais dedos estão curvados de acordo com a direção de rotação
produzida pela força. Deve ficar claro sobretudo que a força não contribui com
um m om ento em relação a um eixo específico se a linha de ação da força é para­
lela ao eixo ou se passa pelo eixo.
A n á lis e V etorial. A solução em duas etapas apresentada na análise escalar,
pela qual prim eiro se encontra o m om ento da força em relação a um ponto do
eixo e depois se obtém a projeção desse m om ento em relação ao eixo, pode
ser obtida pela análise vetorial (Figura 4.21/j). Nesse caso, inicialm ente d eter­
m ina-se o m om ento em relação ao ponto O a partir de M 0 = X F = (0,3i
+ 0,4j) x ( —20k) = {—8i + 6j } N ■m. O com ponente ou projeção desse m om en­
to sobre o eixo y é então determ inado pelo produto escalar (veja a Seção 2.9).
U m a vez que o vetor unitário para esse eixo (ou linha) é = j. então My =
M o • u íf = ( —8i ^j) *j — 6 N *m. Esse resultado é certam ente esperado, pois
representa o com ponente j de M 0 .
Se uma força horizontal F é aplicada à
alavanca da chave de cabeça flexível, esta
tende a girar o soquete no ponto A em
relação ao eixo z. Esse efeito é provoca­
do pelo momento de F em relação ao
eixo z. O máximo mom ento é obtido
quando a chave está no plano horizon­
tal, porque, nesse caso, o braço do
momento tem a mesma extensão da ala­
vanca da chave, isto é, (Mz)máx = Fd. Se
a chave não está na posição horizontal,
então o momento em relação ao eixo z é
determinado de M z = F d’, onde d ’ é a
distância perpendicular da linha de ação
da força até o eixo. Pode-se também
determinar esse momento primeiro
encontrando o momento de F em rela­
ção a A , que é MA = Fd, e em seguida
encontrando a projeção ou o com ponen­
te desse momento ao longo de z, isto é, Figura 4.21
M z = M a cos 6.
U m a análise vetorial com o essa é particularm ente vantajosa no cálculo do
m om ento de um a força em relação a um eixo quando o com ponente da força
ou o braço de m om ento apropriado são difíceis de se determ inar. Por essa
razão, o processo em duas etapas m ostrado será generalizado e aplicado a um
corpo de form ato arbitrário. Para tanto, considere o corpo m ostrado na Figura
4.22, subm etido à força F que atua no ponto A. Nesse caso. deseja-se determ i-
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 119

nar o efeito de F devido à sua tendência de fazer o corpo girar em torno do


eixo aa’. A tendência de rotação é m edida pelo com ponente do m om ento M a.
Para determ inarm os M„, prim eiramente calculamos o m om ento de F em relação
a qualquer ponto arbitrário O localizado no eixo aa\ Nesse caso, é expresso
pelo produto vetorial M 0 = r X F, onde r é direcionado de O para A . Nessa
situação, M 0 atua ao longo do eixo bb' e o componente ou a projeção de
sobre o eixo aa' é Ma. A intensidade de Ma é calculada pelo produto escalar M a
- M 0 cos 6 = M 0 ■ua, onde u„ é o vetor unitário que define a direção do eixo aa ’.
Combinando essas duas etapas em uma única expressão geral, temos Ma = (r X
F) • ua. Como o produto escalar é comutativo, podemos também escrever:

M a = u„ • (r X F)

Na álgebra vetorial, essa com binação de produto escalar e vetorial resul­


tando no escalar M a é denom inada produto escalar triplo. U m a vez conhecidos
os eixos x, y, z e podendo ser determ inados os com ponentes cartesianas de
cada um dos vetores o produto escalar triplo pode ser escrito na form a de um
determ inante como:

i k Figura 4.22
j
M a = (ua i + uaJ + ua k) • rx ry rz
Fx Fy Fz
ou simplesmente:

^ax M(iv Haz


Ma = ufl • (r X F) = rx ry rz
Fx Fy Fz (4.11)

onde:
representam os com ponentes x, y, z dos vetores uni­
tários que definem a direção do eixo aa'
rXyry, rz representam os com ponentes x, y, z dos vetores posi­
ção com origem em qualquer ponto O no eixo aa' e
extrem idade em qualquer ponto A na linha de ação
da força
Fx, Fy, Fz representam os com ponentes z dos vetores força.

Se Ma for calculado a partir da Equação 4.11, o resultado poderá ser um


escalar positivo ou negativo. O sinal desse escalar indicará o sentido de M (í
sobre o eixo a a \ Se for positivo, M(i terá o m esmo sentido de u„; se for nega­
tivo, M„ será oposto a u(J. O vento soprando na placa de trânsito
cria unia força resultante F que tende a
Um a vez calculado M a, pode-se expressar M„ com o um vetor cartesiano, derrubar a placa devido ao momento M 4
isto é: criado em relação ao eixo a — a. O
momento de F em relação a um ponto A
Mau a [uB- (r X F )]ua (4.12) sobre o eixo é MU = r X F. A projeção
desse momento ao longo do eixo, cuja
direção é definida pelo vetor unitário ua,
Finalmente, se o m om ento resultante de uma série de forças deve ser cal­ é M a = u , • (r X F). Caso esse m om en­
culado em relação ao eixo aa’, então os com ponentes dos m om entos de cada to seja calculado usando-se métodos
força devem ser som ados algebricam ente, já que se encontram ao longo do escalares, a distância perpendicular da
mesmo eixo. Então, a intensidade de M„ é: ação da linha de força até o eixo a — a
deverá ser determinada, o que, nesse
Ma = 2 [ u fl- ( r X F)] = u fl• 2 ( r X F) caso, tornará a tarefa mais difícil.

Os exemplos a seguir ilustram uma aplicação num érica dos conceitos ap re­
sentados.
120 E s t á t ic a

P o n to s Im portantes
• O m om ento de uma força em relação a um eixo específico pode ser determinado, contanto que a distância per­
pendicular da entre a linha de ação da força e o eixo possa ser determinada. Ma = Fda.
• Se a análise vetorial for utilizada, Ma = u,, ■(r X F), onde u„ define a direção e o sentido do eixo e r é orien­
tado de qualquer ponto sobre o eixo a qualquer ponto sobre a linha de ação da força.
• Se Ma for calculado como um escalar negativo, então o sentido de orientação de MtJ será oposto ao de u„.
• O momento Ma expresso como um vetor cartesiano é determ inado de Ma = Ma u„.

EXEM PLO 4,8

A força F = {—40i + 20j -I- 10k} N atua no ponto A m ostrado na Figura


4.23a. D eterm ine os m om entos dessa força em relação aos eixos x e a.

S O L U Ç Ã O I (ANÁLISE VETORIAL)
Podem os resolver esse problem a utilizando o vetor posição r^. Por quê?
Com o rA = { —3i + 4j + 6k} m e \ix = i, aplicando a Equação 4.11:

1 0 0
M x = * * (*\4 X F) = -3 4 6
-4 0 20 10

= l [ 4 ( 1 0 ) - 6 ( 2 0 ) ] - 0 [ ( - 3 ) ( 1 0 ) - 6 ( - 4 0 ) ] + 0 [ ( - 3 ) ( 2 0 ) - 4 ( —40)]

— —80 N • m Resposta

O sinal negativo indica que o sentido de M v é oposto ao de i.


Q uando se calcula M,„ utiliza-se tam bém rA, porque esse vetor se estende
de um ponto no eixo a até a força. O vetor unitário é u „ = —l i + 4j. Então:
_3
5
Ma = Ufl* {rA x f ; -3
-4 0 20 10

= |[4 ( 10) 6(20)] ^[( 3)( 10) 6( 40)]+0[( 3)(20) 4( 40)]

= -1 2 0 N -m R esposta

O que indica o sinal negativo?


Os com ponentes do m om ento são m ostrados na Figura 4.23b.

S O L U Ç Ã O II ( A N A L I S E E S C A L A R )
Com o os com ponentes da força e os braços de m om ento são fáceis de
y determ inar para calcular M x, um a análise escalar pode ser usada para resolver
esse problem a. Com referência à Figura 4.23c, apenas as forças de 10 N e 20
N contribuem para m om entos em relação ao eixo x. (A linha de ação da força
de 40 N é paralela a esse eixo e, conseqüentem ente, seu m om ento em relação
Figura 4.23 ao eixo .t é zero.) U tilizando a regra da mão direita, a soma algébrica dos com ­
ponentes do m om ento em relação ao eixo x é, portanto:

M x — (1 0 N ) (4 m ) (2 0 N )(6 m ) — 8 0 N * m R esposta
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 121

A pesar de não ser solicitado nesse exemplo, note que:

M y = (10 N )(3 m) - (40 N )(6 m) = - 2 1 0 N - m


M . = (40 N )(4 m) - (2 0 N )(3 m ) = 100 N • m

Para se determ inar M u pelo m étodo escalar, seria necessário m uito mais
esforço, uma vez que os com ponentes da força de 40 N e de 20 N não são p e r­
pendiculares ã direção do eixo a. A análise vetorial fornece uma solução mais
im ediata.

E X E M P L O 4 . 9 _______________________________________________

A barra m ostrada na Figura 4.24a é sustentada por dois gram pos em A e


B. D eterm ine o m om ento produzido por F = {—6001 + 200j - 300k) N,
que tende a girar a barra em torno do eixo A B .

SO LU ÇÃ O
Uma análise vetorial utilizando M AB = u# • (r X F) será considerada para
a solução, uma vez que o braço do m om ento ou a distância perpendicular da
linha de ação de F até o eixo A B é difícil de determ inar. Cada um dos term os
na equação será identificado.
O vetor unitário u# define a direção e o sentido do eixo A B do bastão na
Figura 4.24b, onde:

rB 0,4i + 0,2j
UB = — = = 0,894i + 0,447j
Tb (0,4)2 + (0,2)2

O vetor r é orientado de qualquer ponto sobre o eixo A B até qualquer


ponto da linha de ação da força. Por exemplo, os vetores posição rc e rD são
bem convenientes, como se vê na Figura 4.246 (em bora não tenha sido m os­
trado, xBC ou xBD tam bém podem ser usados). Para simplificarmos, escolhem os
xD, sendo:

rD = {0 '2 j} m

A força é:

F = {—600i + 200j - 300k} N

Escrevendo esses vetores na forma de determ inante e expandindo, temos: Figura 4.24

0,894 0,447 0
M ab - UB" ( r D X F) — 0 0,2 0
-6 0 0 200 -3 0 0

= 0,894[0,2(-300) - 0(200)] - 0,447[0(-300) - 0 (-6 0 0 )] +

0[0(200) - 0 ,2(—600)]

= -53,67 N • m

O sinal negativo indica que o sentido de é oposto ao de u«.


Expressando-se como um vetor cartesiano, resulta:
122 E s t á t ic a

M ab = M a b ub = (-5 3 ,6 7 N -m )(0,894i + 0,447j)

= { -4 8 , Oi - 24]} N -m Resposta

O resultado é m ostrado na Figura 4.24b.


N ote que, se o eixo A B fosse definido por um vetor unitário orientado de
B em direção a A , na form ulação acima seria necessário utilizar - u fi. Isso con­
duziria a M a b = +53,67 N*m . C onseqüentem ente, = M AB ( ~ u B),
encontrando-se de novo o resultado acima.

P ro b l e m a s

4.51. Determine o momento da força F em relação ao eixo


Oa. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

4.54. Determine a intensidade do momento de cada uma


Problema 4.51 das três forças em relação ao eixo AB. Resolva o problema
(a) na forma de vetor cartesiano e (b) na forma escalar.
*4.52. Determine o momento da força F em relação ao eixo
aa. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

Problema 4.52 Problema 4.54

4.53. Determine o momento resultante de duas forças em 4.55. A corrente AB exerce uma força de 20 lb na porta em
relação ao eixo Oa. Expresse o resultado como um vetor car- B. Determine a intensidade do momento dessa força ao longo
tesiano. do eixo x da porta.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 123

Problema 4.57

Problema 4.55

*4.56. A força F — 30 N atua no suporte, como mostrado


na figura. Determine o momento da força em relação ao eixo
a-a do tubo. Determine também os ângulos diretores coor­
denados a fim de produzir o máximo momento em relação
ao eixo a-a. Qual é o valor desse momento?

Problema 4.58

4.59. Determine a intensidade dos momentos da força F em


relação aos eixos x, y, z. Resolva o problema usando (a) a
forma de vetores cartesianos e (b) a forma escalar.
*4.60. Determine o momento da força F em relação a um
eixo que se estende entre A e C. Expresse o resultado como
um vetor cartesiano.

Problema 4.56

4.57. A ferramenta cortante em um torno mecânico exer­


ce uma força F sobre o tarugo na direção e no sentido
mostrados. Determine o momento dessa força em relação ao
eixo v do tarugo.
4.58. O capô do automóvel é sustentado pela haste de
suporte A B , que aplica uma força F = 24 lb no capô.
Determine o momento dessa força em relação ao eixo de arti­
culação y.
124 E s t á t ic a

4.61. A chave cachimbo e uma chave de suporte são usa­ *4.64. A chave de catraca com cabeça flexível está subme­
das em combinação para remover o parafuso do cubo da tida a uma força P — 16 lb, aplicada perpendicularmente ao
roda. Sendo F = {4i - 12j + 2k} N a força aplicada na extre­ cabo da chave, como mostra a figura. Determine o momen­
midade da chave de suporte, determine a intensidade do to ou o torque que é transferido ao longo do eixo vertical do
momento dessa força em relação ao eixo x que efetivamen­ parafuso em A.
te solta o parafuso.
4.65. Se um torque ou momento de 80 lb •pol é solicitado
para afrouxar o parafuso em A, determine a força P que deve
ser aplicada perpendicularmente ao cabo da chave de catra­
ca com cabeça flexível.

Prolenta 4.61

4.62. Uma força de 70 lb atua verticalmente no suporte em


forma de ‘Z ’. Determine o valor do momento dessa força em
relação ao eixo do parafuso (eixo z).
70 lb Prohlemas 4.64/65

4.66. A estrutura em forma de A está sendo içada por uma


força vertical F = 80 lb. Determine o momento dessa força
em relação ao eixo y quando a estrutura encontra-se na
posição mostrada.

Problema 4.62

4.63. Determine a intensidade do momento da força F = (50i


—20j —80k} N em torno da linha de base CA do tripé.

Problema 4.66

4.67. Uma força horizontal F = {—50i} N é aplicada per­


pendicularmente ao cabo da chave inglesa. Determine o
momento que essa força exerce ao longo do eixo OA (eixo
z ) da estrutura de tubos. Tanto a estrutura de tubos quanto
a chave, em OABC, estão no plano y —z- Dica: empregue a
análise escalar.
Problem a 4.63
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 125

(eixo z) do conjunto de tubos igual a = {4k} N • m. Tanto


a estrutura de tubos quanto a chave, em OABC, estão no
plano y —z. Dica: empregue a análise escalar.
0,2 m

Problema 4.67

*4.68. Determine a intensidade da força horizontal F =


—Fi que atua no cabo da chave, de forma que essa força pro­
duza um componente de momento ao longo do eixo OA Problema 4.68
J
4 .6 M om ento de u m B iná r io

Um binário é definido como duas forças paralelas de m esm a intensidade,


sentidos opostos e separadas por uma distância perpendicular d , com o m ostra F
a Figura 4.25. Como a força resultante é nula, o único efeito de um binário é L
produzir rotação ou tendência de rotação em determ inada direção. d
O m om ento produzido por um binário é cham ado de m om ento de um
□------- ►
binário. Podemos determ inar seu valor calculando a soma dos m om entos das -F
forças que com põem o binário em relação a qualquer ponto arbitrário. Por
exemplo, na Figura 4.26, os vetores posição r4 e rB são orientados do ponto O Figura 4.25
para os pontos A e B. respectivam ente, que se localizam na linha de ação de
- F e F. O m om ento do binário calculado em relação a O é, portanto:

M = r4 X ( - F ) + rB X F

Em vez de som ar os m om entos de am bas as forças para determ inar o


m om ento binário, é mais simples tom ar os m om entos em relação a um ponto
localizado na linha de ação de uma das forças. Se, por exem plo, o ponto A é
escolhido, então o m om ento de —F é zero, e se tem:

M = rXF (4.13)

O fato de se obter o m esm o resultado em ambos os casos pode ser dem ons­
trado observando-se que no primeiro caso se pode escrever M = (rfl — r^) X F
Figura 4.26
e, pela regra do triângulo de adição vetorial. + r = rfi ou r = rfl - rA. Assim,
por substituição se obtém a Equação 4.13. Esse resultado indica que o m om en­
to de um binário é um vetor livre, isto é, pode atuar em qualquer p o n to , pois
M depende apenas do vetor posição r. que é orientado entre as forças, não se
encontrando ligado ao ponto arbitrário O. Isso não acontece com os vetores
posição t A e rB, que têm origem no ponto O e extrem idade nas forças. Esse
conceito é, portanto, diferente do m om ento de uma força, que requer um ponto
(ou eixo) definido em relação ao qual o m om ento é determ inado.
126 E s t á t ic a

M F orm ulação Escalar. O m om ento de um binário, M (Figura 4.27), é defini­


do com intensidade dada por:

M = Fd (4.14)

onde F é a intensidade de um a das forças e d é a distância perpendicular ou


braço do m om ento entre as forças. A direção e o sentido do m om ento binário
são determ inados pela regra da m ão direita, pela qual o polegar indica a dire­
ção e o sentido quando os dem ais dedos estão curvados com o sentido de
rotação provocado pelas duas forças. Em todos os casos, M atua perpendicu­
larm ente ao plano contendo essas forças.
Figura 4.27 F orm ulação Vetorial. O m om ento de um binário pode tam bém ser expres­
so pelo produto vetorial utilizando a E quação 4,13, isto é:

M = r X F (4.15)

A aplicação dessa equação pode ser facilmente lem brada tom ando-se os
m om entos de am bas as forças em relação a um ponto sobre a linha de ação de
um a delas. Se os m om entos são tom ados em relação ao ponto A na Figura 4.26,
p or exemplo, o m om ento de - F é nulo em relação a esse ponto, e o m om ento
de F é definido a partir da Equação 4.15, Portanto, nessa formulação, r é mul­
tiplicado vetorialm ente por F, que é a força em cuja direção r está orientado.
(a)
*
Binários E quivalentes. D ois binários são ditos equivalentes se produzem o
m esm o m om ento. C om o o m om ento produzido por um binário é sem pre per­
pendicular ao plano que contém as forças desse binário, é necessário que as
forças de binários iguais estejam ou no m esm o plano ou em planos paralelos
en tre si. D essa form a, as direções dos m om entos gerados por esses binários
M, serão as mesmas, isto é, perpendiculares aos planos paralelos.
M om ento de Binário R esu ltan te. Como os m om entos de binários são veto­
res livres, podem ser aplicados a qualquer ponto P de um corpo e somados
vetorialm ente. Por exemplo, dois binários atuando em planos diferentes do
(b) corpo na Figura 4.28a devem ser substituídos pelos seus correspondentes
m om entos de binários e M2, como na Figura 4.28b. Esses vetores livres
podem ser m ovidos até o ponto arbitrário P e som ados para se obter o m om en­
to de binário resultante Ms = M, + M2, com o m ostrado na Figura 4.28c.
Se mais de dois m om entos de binário atuam no m esmo corpo, pode-se
Mi generalizar esse conceito e escrever o vetor resultante como:

\ M r = 2 (r X F) (4.16)

M- (c) Esses conceitos são ilustrados num ericam ente nos exemplos a seguir. Em
geral, problem as com projeção bidim ensional devem ser resolvidos com o auxí­
lio de um a análise escalar, já que os braços de m om entos e os com ponentes
Figura 4.28 das forças são facilm ente obtidos.

A s forças de atrito do piso com as lâminas da


máquina de acabamento de concreto geram um
momento de binário Mr sobre a máquina, que
tende a girá-la. Um momento binário de mesmo
valor, mas oposto, deve ser aplicado pelas mãos
do operador para evitar o giro. Nessa situação,
o momento de binário, Mc = Fd, é aplicado no
cabo, embora pudesse ser aplicado em qualquer
outro ponto da máquina.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 127

Um momento de 12 N • m é necessário para girar o eixo conectado ao centro do volante. Para


se fazer isso, é recomendável a aplicação de um binário, que é bastante eficiente nesses casos,
porque produz uma rotação pura. A s forças do binário podem ser tão pequenas quanto pos­
sível ao se posicionar as mãos no aro da roda, onde a distância ao eixo é de 0,4 m. Nesse caso,
12 N • m = F (0,4 m), F = 30 N. Um momento de binário equivalente de 12 N • m pode ser
gerado segurando-se o volante na parte interna, apesar de ser necessário, nesse caso, uma força
bem mais intensa. Se a distância entre as mãos fo r de 0,3 m, então 12 N • m = F ’ (0,3), F ’ =
40 N. Deve-se observar também que se o volante fo r conectado ao eixo em um ponto qual­
quer fora de seu centro, esse ainda será capaz de girar quando as forças forem aplicadas, uma
vez que o momento do binário de 12 N * m é um vetor livre.

P o n to s Im portantes
• Um momento de binário é produzido por duas forças não colineares que são iguais em intensidade e dire­
ção, mas têm sentidos opostos. Seu efeito é o de produzir tão-somente rotação ou tendência de rotação, uma
direção específica.
• Um momento de binário é um vetor livre e, como resultado, ele provoca o mesmo efeito de rotação em um
corpo, independentemente de seu ponto de aplicação nesse corpo.
• O momento gerado pelas duas forças do binário pode ser calculado em relação a qualquer ponto. Por conve­
niência, esse ponto freqüentemente é escolhido na linha de ação de uma das forças, com a finalidade de eliminar
o momento dessa força em relação ao ponto.
• Nos casos tridimensionais, o momento de binário costuma ser determ inado por meio da formulação vetorial,
M = r X F, onde r tem origem em qualquer ponto sobre a linha de ação de uma das forças e extremidade em
qualquer ponto sobre a linha de ação da outra força F.
• Um momento de binário resultante é simplesmente a soma vetorial de todos os momentos de binários do sis­
tema.

EXEMPLO 4 .1 0 ______________________________________________

Um binário atua nos dentes da engrenagem m ostrada na Figura 4.29a.


Substitua esse binário por um equivalente, com posto por um par de forças que
agem nos pontos A e B.

(b)
Figura 4.29
128 E s t á t ic a

SOLUÇÃO ( ANÁL I S E ESCALAR)


O m om ento de binário tem intensidade M = Fd = 40 (0,6) = 24 N • m,
orientado perpendicularm ente e para fora da página, uma vez que as forças
tendem a girar no sentido anti-horário. M é um vetor livre e por isso pode ser
aplicado em qualquer ponto da engrenagem , conform e a Figura 4.2% . Para
preservar o sentido de rotação de M. forças verticais atuam pelos pontos A e
B , que devem ser orientadas como m ostrado na Figura 4.29c. A intensidade de
cada um a das forças é:

M = Fd 24 N -m = F (0 ,2 m )

F = 120 N Resposta

EXEMPLO 4.11

D eterm ine o m om ento de binário que age no elem ento m ostrado na


Figura 4.30a.

150 lb 90 lb
1201b

120 lb
lb

(a) (b)
Figura 4.30

S OLUÇÃO ( AN ÁL I S E ESCALAR)
Nesse caso, há certa dificuldade em determ inar a distância perpendicular
en tre as forças e o m om ento de binário calculado pela fórm ula M = Fd. Em
vez disso, pode-se decom por cada força na direção horizontal e na vertical,
Fx = ^(150 lb) = 120 lb e Fy = |( 150 lb) = 90 lb, conform e a Figura 4.306, e
usar o princípio dos m om entos. O m om ento de binário pode ser calculado em
relação a qualquer ponto. Por exemplo, se o ponto D é escolhido, tem-se para
as quatro forças:

i+ A Í = 120 lb(0 pé) - 90 lb(2 pés) + 90 lb(5 pés) + 120 lb (l pé)


= 390 lb *pés *| R esposta

É mais fácil, no entanto, determ inar os m om entos em relação aos pontos


A ou B com o objetivo de eliminar o m om ento de forças que atuam nesses
pontos. P ara o ponto A , na Figura 4.306, tem-se:

h+M = 90 lb(3 pés) + 1 2 0 1 b (lp é )


= 390 lb • pés ^ Resposta

M ostre que se pode chegar ao mesm o resultado se os m om entos forem


som ados em relação ao ponto B. Observe tam bém que o binário na Figura 4.30a
pode ser substituído por dois binários, com o na Figura 4.306. Utilizando-se a
expressão M = Fd, um binário tem o m om ento Aí; = 90 lb(3 pés) = 270 lb • pés;
o m om ento do outro binário é Aí2 = 120 lb (l pé) = 120 lb *pés. Pela regra da
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 129

m ão direita, am bos os m om entos são no sentido anti-horário e estão, p o rtan ­


to, direcionados para fora da página. Com o esses dois m om entos de binários
são vetores livres, podem ser movidos para qualquer ponto e som ados, o que jp M f c ____ aí = 390 lb • pés
dá Aí = 270 lb • pés + 120 lb • pés — 390 lb • pés "j, no m esm o sentido anti- WM
horário, que é o m esm o resultado determ inado anteriorm ente. M é um vetor
livre e pode, como conseqüência, atuar em qualquer ponto do elem ento, con­
forme a Figura 4.30c. N ote tam bém que os efeitos externos, tais com o as reações W jÊjF (c)
de apoio sobre o elem ento, serão as mesmas caso o elem ento esteja sob a ação
do binário da Figura 4.30a ou do m om ento de binário da Figura 4.30c. p. ra ^ ^

EXEMPLO 4.12 _____________________________________________

D eterm ine o m om ento de binário que atua sobre a estru tu ra de tubos


m ostrada na Figura 4.31a. O segm ento A B está orientado em 30° abaixo do
plano x —y.

Figura 4.31

SOLUÇÃO I ( ANÁLI S E VE T OR I AL )
O m om ento de duas forças binárias pode ser obtido relativam ente a qual­
quer ponto. C onsiderando-se o ponto O, como na Figura 4.31 b, tem-se:

M = rA X ( —25k) + rB X (25k)

= (8j) X ( —25k) + (6 cos 30°i + 8j - 6 se n 3 0 °k ) X (25k)

= -2 0 0 i - 129,9j + 200i

= { —130j } lb *pol R esposta

É mais simples considerar os m om entos de forças binárias em relação a


pontos que estejam sobre a linha de ação de uma das forças, como, por exem ­
plo, o ponto A na Figura 4.31c. Nesse caso,o m om ento da força aplicada em
A é nulo, de form a que:

M = rA B X (25k)

= (6 co s3 0 °i — 6 sen 30°k) X (25k)

= { —130j } lb • pol R esposta


130 E s t á t ic a

Figura 4.31

S OLUÇÃO II ( A N Á L I S E ESCALAR)
A pesar de esse problem a ser apresentado em três dimensões, a geom etria
é simples o suficiente para se usar a equação escalar M - Fd. A distância per­
pendicular entre as linhas de ação das forças é d = 6 cos 30° = 5,20 pol (Figura
4.31 d). Portanto, considerando-se os m om entos de forças em relação a ambos
os pontos A e B, obtém -se:

M = F d = 25 lb(5,20 pol) = 129,9 lb • pol

A plicando-se a regra da m ão direita, verifica-se que M atua na direção - j .


E ntão:

M = {—130j } lb • pol Resposta

EXEMPLO 4.13

Substitua os dois binários que atuam na coluna tubular na Figura 4.32a


p or um m om ento de binário resultante.

Figura 4.32

S OL UÇÃO ( A N Á L I S E VE T OR I AL )
O m om ento de binário M x, desenvolvido pelas forças em A g B, pode facil­
m ente ser determ inado a partir de uma form ulação escalar.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 131

A/i — F d — 150N (0,4m ) = 60 N • m

Pela regra da mão direita, M, atua na direção + i, conform e a Figura 4.32b.


Então:

IV! i = { 60i} N • m

Um a análise vetorial será usada para determ inar M2, provocado pelas for­
ças em C e D. Se os m om entos são calculados em relação ao ponto D, na Figura
4.32a, M2 = rDC X Fc , então:
A/, = 60 N ■m

M2 = roc X Fc = (0,3i) X [125(|)j - 125(|)k]


= (0,3i) X [lOOj - 75k] = 30(i X j) - 22,5(i X k) (b)
= {22,5j + 30k} N • m

Procure estabelecer M2 utilizando a form ulação escalar (Figura 4.326).


Como M! e M2 são vetores livres, podem ser movidos para algum ponto
P arbitrário e som ados vetorialm ente, como m ostra a Figura 4.32c. O m om en­
to de binário resultante se torna:

IN* = M, + M2 = {60i + 22,5j + 30k} N -m R esposta

(c)

Figura 4.32

P roblem as

4.69. Determine a intensidade, a direção e o sentido do mo­ y


mento de binário.

Problema 4.69

4.70. Se o momento de binário tem intensidade de 250 N *m,


determine a intensidade Fdas forças que o compõem.
4.71. Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento de binário. Cada força tem intensidade F = 8 kN.
Problema 4.71
132 E s t á t ic a

*4.72. Se o momento de binário tem intensidade de 300 N


lb-pés, determine a intensidade F das forças do binário.

Problema 4.75
Problema 4.72
*4.76. O sistema de rodízio é submetido a dois binários.
4.73. Um momento torsor de 4 N • m é aplicado ao cabo de Determine as forças F que os dois mancais criam no eixo, de
uma chave de fenda. Decomponha esse momento de binário modo que o momento de binário resultante no rodízio seja
em um par de binários F exercido no cabo e P atuando na nulo.
lâmina da ferramenta.

4.74. O momento de binário resultante criado pelos dois


binários atuantes no disco é MR = {10k}kip *pol. Determine
a intensidade da força T.

4.77. Quando o motor do avião está funcionando, a reação


vertical que o solo exerce na roda em A é de 650 lb. Com o
motor desligado, no entanto, as reações verticais em A e B
são de 575 lb cada uma. A diferença nas leituras da força em
A é provocada pela ação de um momento de binário nas héli­
ces quando o motor está em funcionamento. Esse momento
tende a tombar o avião no sentido anti-horário, que é opos­
to ao sentido horário de rotação das hélices. Determine a
intensidade desse momento de binário e a intensidade da
força de reação exercida em B quando o motor está em fun­
cionamento.

Problema 4.74

4.75. Um dispositivo chamado de ‘rolamite’ é empregado


de várias maneiras para substituir movimento de escorrega-
mento por movimento de rolagem. Se o cinto que envolve os
roletes está sujeito à tensão de 15 N, determine as forças rea­
tivas N dos discos superior e inferior dos roletes, de modo
que o binário resultante que atua neles seja nulo. Problema 4.77
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 133

4.78. Dois binários atuam na viga. Determine a intensida­ 4.82. Dois binários atuam na viga mostrada na figura.
de de F, de modo que o momento de binário resultante seja Determine a intensidade de F de modo que o momento de
450 lb ‘pés no sentido anti-horário. Em que local da viga o binário resultante seja 300 lb • pés no sentido anti-horário. Em
momento de binário resultante atua? que local da viga o momento de binário resultante atua?

200 lb

1,5 pé
________ a a I________
\ Ym ] ^ 200]b I
r -2 pés ---------------- 1

Problema 4.78

4.79. Expresse o momento de binário que atua na estrutu­


ra tubular na forma de vetor cartesiano. Resolva o problema
(a) utilizando a Equação 4.13 e (b) somando os momentos
de força em relação ao ponto O. Considere F = (25k}N. Problema 4.82
*4.80. Seomomento de binário atuando nos tubos tem 4.83. Dois binários atuam na estrutura da figura. Determine
intensidade de400 N • m, determine aintensidade F daforça a distância d entre as forças do binário de 80 lb para que o
vertical aplicada em cada chave. momento de binário resultante seja nulo.
z *4.84. Dois binários atuam na estrutura. Se d = 4 pés, deter­
mine o momento de binário resultante. Calcule o mesmo
resultado decompondo cada força nos componentes x, y e
obtenha o momento de cada binário (a) por meio da Equação
4.13 e (b) somando os momentos de todos os componentes
de força em relação ao ponto A.
4.85. Dois binários atuam na estrutura. Se d = 4 pés, deter­
150 mm mine o momento de binário resultante. Calcule o mesmo
resultado decompondo cada força nos componentes x, y e
obtenha o momento de cada binário (a) por meio da Equação
4.13 e (b) somando os momentos de todos os componentes
de força em relação ao ponto B.

200 mm
y

Problemas 4.79/80

4.81. As extremidades da chapa triangular estão sujeitas a


três binários. Determine a dimensão d da chapa de modo que
o momento de binário resultante seja 350 N *m no sentido
horário.

100 N

Problemas 4.83/84/85

4.86. Determine o momento de binário. Expresse o resul­


tado como um vetor cartesiano.
4.87. Determine o momento de binário. Expresse o resul­
tado como um vetor cartesiano. Cada força tem intensidade
F = 120 lb.
Problema 4.81
134 E s t á t ic a

z y
Mv
A y'

Problema 4.89
-F = {—50i +20j -8 0 k ) lb
4.90. Como F = {100k} N, determine o momento de binário
Problema 4.86 que atua na montagem. Expresse o resultado como um vetor
cartesiano. O elemento BA está localizado no plano x —y.

z 4.91. Como a intensidade do momento de binário resultan­


te é igual a 15 N-m, determine a intensidade F das forças
aplicadas sobre as chaves.

Problema 4.87

*4.88. O redutor de velocidade está sujeito a quatro


momentos binários. Determine a intensidade do momento de
binário resultante e seus ângulos diretores coordenados.

Problemas 4.90/91

*4.92. O redutor de velocidade está sujeito ao momento de


binário mostrado na figura. Determine o momento de biná­
rio resultante, especificando sua intensidade e os ângulos
diretores coordenados.

Problema 4.88

4.89. A viga principal ao longo de uma das asas de um aero-


plano é forçada para trás a um ângulo de 25°, como mostra a
figura. Com base nos cálculos das cargas que atuam sobre a
asa foi determinado que a viga está sujeita aos momentos de
binários Mx — 11 kip-pés e Mv = 25 kip-pés. Determine os
momentos de binário resultantes gerados em relação aos eixos
x ’ e y ’. Os eixos se localizam no mesmo plano horizontal. Problema 4.92
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 135

4.93. O redutor de velocidade está sujeito aos momentos de 4.95. Um binário atua em cada um dos volantes da válvula
binário mostrados na figura. Determine o momento de biná­ bidirecional. Determine a intensidade e os ângulos diretores
rio resultante, especificando sua intensidade e os ângulos coordenados do momento de binário resultante.
diretores coordenados.
z
z

M2 = 80 lb • pés

Problema 4.93

4.94. As rodas dentadas estão sujeitas aos momentos de


binário mostrados na figura. Determine a intensidade do Problema 4.95
momento de binário resultante e especifique seus ângulos
diretores coordenados. *4.96. Determine o momento de binário resultante dos dois
binários que atuam na estrutura tubular. A distância de A até
B é d = 400 mm. Expresse o resultado como um vetor car­
tesiano.
4.97. Determine a distância d entre A e B de modo que o
momento de binário resultante tenha intensidade MR = 20
Nm.

(35k}N

x ^ { 5 0 i} N

Problema 4.94 Problemas 4.96/97

4 .7 S istem a E quivalente

Uma força aplicada sobre um corpo tem a capacidade de provocar tanto


sua translação quanto sua rotação, com intensidade que depende do ponto de
aplicação e de como essa força é aplicada. Na próxim a seção, vam os discutir o
m étodo usado para reduzir um sistema de forças e m om entos de binário que
atuam em um corpo em uma única força e m om ento de binário atuando sobre
um ponto especificado O. Para tanto, porém , é necessário que o sistem a força
e m om ento de binário produza o m esm o efeito ‘externo’ de translação e ro ta ­
ção do corpo que suas resultantes. Q uando isso ocorre, esses dois conjuntos de
cargas são ditos equivalentes.
Nesta seção, vamos m ostrar com o m anter essa equivalência quando um a
única força é aplicada em um ponto específico do corpo e quando a força está
localizada em outro ponto O. Dois casos serão considerados em relação à loca­
lização do ponto O.
O P o n to O E stá sobre a L in h a d e A çã o d a Força. C onsidere o corpo
m ostrado na Figura 4.33a, que está sujeito à força F aplicada no ponto A. Com
a finalidade de aplicar a força no ponto O sem alterar os efeitos externos sobre
o corpo, prim eiram ente aplicarem os nesse ponto as forças F e - F , de mesma
intensidade, porém opostas, como m ostra a Figura 4.336. A força aplicada no
ponto A e a força negativa aplicada no ponto O se cancelam por serem opos­
tas e de m esm a intensidade, restando apenas a força F aplicada no ponto O,
com o era desejado. Veja a Figura 4.33c. Com esse procedim ento de constru­
ção, um sistema equivalente foi m antido entre cada um dos diagramas, como é
m ostrado pelo sinal de igualdade entre eles. Observe, porém , que a força foi
sim plesm ente ‘deslocada’ ao longo de sua linha de ação, do ponto A , na Figura
4.33a, ao ponto O, na Figura 4.33c. Em outras palavras, a força pode ser con­
siderada um vetor deslizante, um a vez que pode atuar sobre qualquer ponto ao
longo de sua linha de ação. Na Seção 4.3 nos referim os a esse conceito como
o princípio da transmissibilidade. É im portante com preender que apenas os
efeitos externos, com o o m ovim ento de um corpo ou as forças necessárias para
sustentá-lo caso esteja imóvel, perm anecem inalterados após o deslocam ento
de F. C ertam ente, os efeitos externos dependem da localização de F. Por exem ­
plo, quando F atua no ponto A , as forças internas ao corpo têm intensidade
m uito elevada nas proxim idades desse ponto. Q uando F é afastada das proxi­
m idades de A , no entanto, as forças internas diminuem.

(a) (b) (c)

O P o n to O n ã o E stá sobre a L in h a de A ç ã o d a Força. Este caso está


ilustrado na Figura 4.34a, onde F deve ser m ovida para o ponto O sem alterar
os efeitos externos no corpo. Seguindo o m esm o procedim ento apresentado
anteriorm ente, devem os prim eiro aplicar duas forças de m esm a intensidade,
porém de sentidos opostos, no ponto O. conform e a Figura 4.346. Nesse caso,
as duas forças F e - F , indicadas por um traço em cada uma delas, form am um
binário que tem um m om ento perpendicular a F e é definido como o produto
vetorial M = r X F. U m a vez que o m om ento de binário é um vetor livre, pode
ser aplicado a qualquer p onto P do corpo, como m ostrado na Figura 4.34c.
A lém da existência desse m om ento de binário, F atua agora no ponto O, con­
form e desejado.

M=r x F ^

• A

(c)

Figura 4.34
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 137

Considere os efeitos sobre a mão quando


um bastão de peso desprezível suporta
uma força F em uma de suas extremida­
des. Quando a força é aplicada horizon­
talmente, é sentida pelos dedos da mão
m * na outra extremidade, independentemen­
te de onde é aplicada ao longo de sua
linha de ação. Essa é uma conseqüência
do princípio da transmissibilidade.

Quando a força é aplicada verticalmente,


provoca dois efeitos sobre a mão: uma
força F para baixo e um momento de
binário no sentido horário de intensida­
de M = Fd. Esses mesmos efeitos são
sentidos se F é aplicada no ponto de
apoio da mão e M é aplicado em qual­
quer ponto do bastão. Em ambos os
Resumindo esses conceitos, quando o ponto no corpo está sobre a linha de casos, os sistemas são equivalentes.
ação da força, simplesmente desloque ou deslize a força ao longo de sua linha
de ação até o ponto. Q uando ele não está na linha de ação da força, m ova a força
até o ponto desejado e introduza um m om ento de binário num ponto qualquer
do corpo. Esse m om ento de binário é obtido calculando-se o m om ento da força
em relação ao ponto para o qual ela foi deslocada. Q uando essas regras são con­
sideradas, os efeitos externos equivalentes são produzidos.

4.8 R e s u lta n te s d e um Sistem a d e F o r ç a s e


M o m e n to s de B in ário s

Q uando um corpo rígido está sujeito a um sistema de forças e m om entos


de binários, com freqüência é mais simples estudar os efeitos externos sobre
ele substituindo o sistema por um a única força resultante equivalente, atuando
em um ponto específico O, e um m om ento resultante. Para m ostrar com o d e te r­
m inar essas resultantes, vamos considerar um corpo rígido na Figura 4.35a e
usar conceitos discutidos nas seções anteriores. Como o ponto O não está na
linha de ação das forças, um efeito equivalente é produzido se elas são deslo­
cadas para o po n to O e os correspondentes m om entos Mj = ^ x F] e M2 =
r2 X F2, A lém disso, o m om ento de binário M( é sim plesm ente deslocado para
o ponto O, já que se trata de um vetor livre. Esses resultados são m ostrados
na Figura 4.356. Pela som a vetorial, a força resultante é + F2 e o
m om ento resultante é = Mc + + M2, conform e a Figura 4.35c. C om o
a equivalência é m antida entre os diagram as na Figura 4.35, cada sistem a de
forças e m om entos provocará os m esm os efeitos externos, isto é, a m esm a trans-
lação e rotação do corpo. N ote que tanto a intensidade com o a direção e o
sentido de F^ são independentes da localização do ponto 0 ; entretanto,
depende dessa localização, porque os m om entos Mx e M2 são determ inados
utilizando-se os vetores posição r 2 e r2. Veja tam bém que M/?o é um vetor livre
e pode atuar em qualquer ponto do corpo, ainda que o ponto O seja, em geral,
escolhido como ponto de aplicação.
Esse procedim ento de simplificação de qualquer sistema de forças e m om en­ (c) o
tos de binários em um a força resultante atuando no ponto O e um m om ento
resultante pode ser generalizado e representado pela aplicação das seguintes
equações:

F * = 2F

M r<> = 2 M C + SM 0 ( 4 .1 7 ) Figura 4.35


138 E s t á t ic a

A prim eira equação estabelece que a força resultante do sistema é equi­


valente à som a de todas as forças, enquanto a segunda indica que o m om ento
de binário resultante do sistema é equivalente à soma de todos os m om entos de
binários XMC, acrescido dos m om entos em relação ao ponto O, de todas
as forças. Se o sistem a de forças se estende pelo plano x —y e quaisquer m om en­
tos de binário são perpendiculares a esse plano, isto é, ao longo do eixo z , então
as equações anteriores se reduzem a três equações escalares:

2F,

I
£
I
S M C+

N ote que a força resultante F/? é equivalente à soma vetorial de seus dois
com ponentes F^ e F^ .

Se duas forças atuam em um bastão e são substituídas por uma força resultante e um momento de binário equivalentes, no ponto A, ou pela
sua força resultante e momento de binário equivalentes, no ponto B, então, em cada caso, a mão pode fornecer a mesma resistência à transla­
ção e rotação para manter o bastão na posição horizontal. Em outras palavras, os efeitos externos sobre o bastão são os mesmos em cada caso.

P r o c e d im e n t o para A n á l is e

Os seguintes pontos devem ser lembrados quando as equações 4.17 ou 4.18 forem utilizadas.
• Estabeleça os eixos de coordenadas com a origem localizada no ponto O e com orientação adequada.
S o m a tó rio d a s Forças.
• Se o sistema de forças é coplanar, decomponha cada força em seus componentes x, y. Se um componente é
orientado ao longo dos eixos positivos x o u y ,é representado por um escalar positivo; se é orientado ao longo
dos eixos negativos, deve ser um escalar negativo.
• Em três dimensões, represente cada força por um vetor cartesiano antes de efetuar a soma.
S o m a tó rio dos M om entos.
• Para determ inar os momentos de um sistema de forças coplanares em relação ao ponto O, em geral é mais
vantajoso usar o princípio dos momentos, isto é, determ inar os momentos dos componentes de cada força, em
vez de calcular os m omentos das próprias forças.
• Em três dimensões, utilize o produto vetorial para determinar o momento de cada força em relação ao ponto.
Nesse caso, os vetores posição se estendem desde o ponto O até qualquer ponto na linha de ação de cada força.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 139

EXEMPLO 4 .1 4

Substitua as forças atuantes no suporte m ostrado na Figura 4.36a por uma


força resultante e um m om ento atuante no ponto A.

Mo. = 551 N • m

Figura 4.36

SOLUÇÃO ( AN ÁL I S E ESCALAR)
O princípio dos m om entos será aplicado à força de 400 N e por m eio dele
os m om entos dos com ponentes retangulares da força serão considerados.
S o m a tó rio de Forças. A força resultante tem com ponentes x, y de:

^ F Rx = Z F X. F Rx = -1 0 0 N - 400 cos 45°N = -3 8 2 ,8 N = 382,8 N « -


+ f F r = ZFy. F r = -6 0 0 N - 400 sen 45°N = -8 8 2 ,8 N = 882,8 NJ,

Como m ostrado na Figura 4.366, F# tem intensidade de:

F r = V í F r ,)1 + ( F r , ) 2 = \ / (3 8 2 ,8 )2 + (8 8 2 ,8 ) 2 = 962 N Resposta

e direção dada por:

= tg' = 66,6C Resposta

S o m a tó rio dos M o m e n to s. O m om ento resultante é determ inado pela soma


dos m om entos das forças em relação ao ponto A . Supondo que os m om entos
positivos atuem no sentido anti-horário, isto é, na direção + k , tem-se:

\i+ M Ra = ^ M Á-

M Ra = 100 N (0) - 600 N(0„4 m) - (400 sen 45°N )(0,8 m)

- (400 cos 45°N)(0,3 m )

— —551 N • m — 551 N • m J R esposta

Assim, quando M /?( e Fw atuarem no ponto A do suporte (veja a Figura


4.366), esses vetores produzirão o m esm o efeito externo ou as mesm as reações
de apoio produzidas pelo sistema de forças m ostrado na Figura 4.36a.
140 E s t á t ic a

EXEMPLO 4.15

U m elem ento estrutural está sujeito a um m om ento M e a forças Fi e F2,


A/ = 500 N ■m
com o m ostrado na Figura 4.37a. Substitua esse sistema por um a força resultan­
te e um m om ento equivalentes que atuam em sua base no ponto O.
N
S o lu çã o (A n á lis e V etorial)
O aspecto tridim ensional do problem a pode ser simplificado usando-se
um a análise vetorial cartesiana. Expressando as forças e o m om ento de biná­
rio com o vetores cartesianos, temos:

Fi = {—800k} N

F2 = (300 N )u Cfi = (300 N )( — ]


\ rC B /

-0 ,1 5 i + 0 ,lj
= 300 = {—249,6i + 166,4j} N
- V ( - 0 , 1 5 ) 2 + (0,1)2-

M = - 5 0 0 ( |) j + 5 0 0 (|)k - {—400j + 300k} N -m

S o m a tó r io de Forças
¥r = 2F F r = Fi + F2 = -8 0 0 k - 249,6i + 166,4j
= { —249,6i + 166,4j - 800k} N R esposta

S o m a tó rio de M o m e n to s

M Ro = 2 M C + 2 M 0

M Ro = M + rc X F, + rB X F2

i J k
Md = (-4 0 0 J + 300k) + (lk ) X ( —800k) + -0 ,1 5 0,1 1
-2 4 9 ,6 166,4 0
(b)
= ( —400J + 300k) + (0) + ( —166,41 - 249,6j)
Figura 4.37
= { —166i — 650j + 300k} N -m Resposta

Os resultados são m ostrados na Figura 4.37b.

4.9 Reduções Adicionais de um Sistema de


Forças e Momentos

S im p lific a ç ã o p a r a u m a Ú nica Força R e s u lta n te . C onsidere agora um


caso particular em que o sistem a de forças e de m om entos que atuam em um
corpo rígido (Figura 4.38a) se reduz no ponto O a um a força resultante F^ =
2 F e a um m om ento resultante = 2 M 0 , que são perpendiculares entre si,
com o na Figura 4.386. Sem pre que isso ocorre, podem os fazer um a simplifica­
ção adicional do sistem a de forças e m om entos, deslocando F^ para outro ponto
P localizado no corpo ou fora dele, de form a que nenhum m om ento resultan­
te tenha que ser aplicado sobre ele, conform e a Figura 4.38c. Em outras
palavras, se o sistem a de forças e m om entos na Figura 4.38a for reduzido a um
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 141

sistema resultante no ponto P , apenas a força resultante terá que ser aplicada
ao corpo visto na Figura 4.38c.

(c)

Figura 4.38

A distância do ponto P ao ponto O pode sem pre ser determ inada, desde
que Fr e M ^0 sejam conhecidos, com o na Figura 4.386. Com o m ostra a Figura
4.38c, P deve se localizar sobre o eixo 66, que é perpendicular tanto à linhas
de ação de Ffl quanto ao eixo aa. Esse ponto é escolhido de tal m odo que a
distância d satisfaça a equação escalar M Rfí = FRcl ou d = M RJ F R. Com F*
assim localizada, os efeitos externos produzidos sobre o corpo serão os m es­
mos produzidos tanto pelo sistema de forças e de m om entos na Figura 4.38a
quanto pelas resultantes da força e do m om ento na Figura 4.38b.
M esmo que um sistema contenha forças concorrentes, coplanares ou p ara­
lelas entre si, poderá sempre ser reduzido, como no caso anterior, a uma única
força resultante F^. Isso é possível porque em cada um desses casos F^ e
sem pre são perpendiculares entre si quando o sistema de forças é sim plifica­
do para um ponto O qualquer.
Sistemas de Forças Concorrentes. O sistema de forças concorrentes foi tra ta ­
do em detalhes no C apítulo 2. Obviam ente, com o todas as forças atuam num
único ponto, não há nenhum m om ento resultante nesse ponto, então o ponto
P está autom aticam ente definido. Veja a Figura 4.39.

Fj
Figura 4.39
Sistemas de Forças Coplanares. Os sistemas de forças coplanares, que podem
incluir m om entos de binários orientados perpendicularm ente ao plano das for­
ças, como m ostrado na Figura 4.40#, podem ser reduzidos a uma única força
resultante, porque quando cada força no sistema é deslocada para qualquer
ponto O no plano x-y , ela provoca o surgim ento de um m om ento que é per­
pendicular ao plano, isto é, na direção ±k. O m om ento resultante
M R() = SM + 2 ( r X F) é, portanto, perpendicular à força resultante F w, con­
forme a Figura 4.406. Além disso, F/? pode ser posicionada à distância d do
ponto O para criar esse mesmo m om ento em relação a O (Figura 4.40c).
142 E s t á t ic a

(b) (c)
Figura 4.40

Sistem as de Forças Paralelas. Os sistemas de forças paralelas podem incluir


m om entos de binários que são perpendiculares às forças, com o m ostra a Figura
4.41a, e podem ser reduzidos a um a única força resultante, porque quando cada
força é deslocada para qualquer ponto O no plano x -y , ela cria um m om ento
que tem com ponentes apenas nos eixos x e y. O m om ento resultante
+ 2 (r X F) é então perpendicular à força resultante m ostra­
da n a Figura 4.41 b. Assim, F* pode ser m ovida para um ponto à distância d,
de m aneira que gera o m esm o m om ento em relação a O.

(a) (b) (c)

Figura 4.41

u
1/
r
i L-.1
A s três forças paralelas que atuam no bastão podem ser substituídas por uma única força resultan­
te Fr que atua à distância d do ponto em que ele é sustentado pela mão. Para ser equivalente, é
necessário que a força resultante seja igual à soma das forças, ou seja, FR = Fx + F2 + F3, e tam­
bém que a distância d faça o momento da força resultante em relação à mão ser igual ao momento
de todas as forças em relação ao mesmo ponto, isto é, FKd = F\ d\ + F2 d2 + Fj dj.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 143

P r o c e d im e n t o para A n á l is e
• A técnica utilizada para reduzir um sistema de forças coplanares ou paralelas a uma única força resultante segue
um procedimento semelhante já empregado na seção anterior.
• Estabeleça os eixos x,y, z e posicione a força resultante a uma distância arbitrária da origem das coordenadas.
Som atório de Forças
• A força resultante é igual à soma de todas as forças no sistema.
• Para um sistema de forças coplanares, decomponha cada força em seus com ponentes x e y. Os componentes
positivos são orientados ao longo das direções positivas dos eixos x, y e os componentes negativos, ao longo
das direções negativas dos eixos x, y.
Som atório dos M om entos
• O momento da força resultante em relação ao ponto O é igual à soma de todos os momentos no sistema,
acrescido dos momentos de todas as forças no sistema em relação ao mesmo ponto.
• A condição acima é utilizada para se encontrar a distância da força resultante ao ponto O.

R ed u ç ã o a u m Torsor. No caso mais geral, o sistema de forças e m om en­


tos atuantes em um corpo, como na Figura 4.35a, se reduzirá a um a única força
resultante FR e a um m om ento M/?0 em O que não são perpendiculares entre
si. A o contrário, F* atuará em um ângulo 0 em relação a M Ro, com o na Figura
4.35c. No entanto, conform e pode ser visto na Figura 4.42a, pode ser
decom posta em dois com ponentes: um perpendicular. M ± , e outro paralelo,
M|, em relação à linha de ação da força F/?. Com o discutido anteriorm ente, o
com ponente perpendicular deve ser eliminado m ovendo-se até o ponto
P, como m ostra a Figura 4.426. Esse ponto se localiza no eixo bb, que é p e r­
pendicular a am bos os vetores e ¥ R. Para m anter um a equivalência de
cargas, a distância de O a P é d = M j_. Além disso, quando F^ é aplicado em
P, o m om ento de que tende a provocar rotação do corpo em relação a O
está na mesma direção de M ± , conform e a Figura 4.42a. Finalm ente, um a vez
que M]| é um vetor livre, pode ser deslocado até P a fim de ficar colinear a F fi
(Figura 4.42c).
Essa com binação de força e m om ento colineares é cham ada de torsor ou
parafuso. O eixo do torsor está na mesm a linha de ação das forças. Em conse­
qüência, o torsor tende a provocar tanto uma translação ao longo do eixo com o
uma rotação em torno dele. C om parando as figuras 4.42a e 4.42c, pode-se ver
que um sistema genérico de forças e m om entos atuando em um corpo pode
ser reduzido a um torsor. O eixo do torsor e o ponto pelo qual esse eixo passa
podem sem pre ser determ inados.

(a) (b) (c)


Figura 4.42
144 E s t á t ic a

EXEMPLO 4.16

A viga A E ilustrada na Figura 4.43a está sujeita a um sistem a de forças


coplanares. D eterm ine a intensidade, a direção, o sentido e a localização na
viga de um a força resultante equivalente ao sistema de forças dado em rela­
ção ao ponto E.

(a)
Figura 4.43

SOLUÇÃO
A origem do sistem a de coordenadas está centrada no ponto E, com o m os­
tra a Figura 4.43a.
S o m a tó r io d e Forças. D ecom pondo a força de 500 N nos eixos x ,y e som an­
do os com ponentes, obtem os:

F Rx = 'LFX. F Rx = 500 cos 60° N + 100 N = 350 N —>

+ ] F Rx = 'ZFy. F r = -5 0 0 sen 60° N + 200 N = -2 3 3 N

= 233 N |

A intensidade, a direção e o sentido da força resultante são derivados da


adição vetorial m ostrada na Figura 4.436. Temos:

F r = \ / ( 3 5 0 ) 2 + (233)2 = 420,5 N Resposta

f 233\
6 = tg í -----J — 33,1° ^ e Resposta

S o m a tó r io d e M o m e n to s . Os m om entos serão considerados em relação ao


pon to E. Por isso, das figuras 4.43a e 4.436, é preciso que o m om ento dos
com ponentes de (ou o m om ento de F R) em relação ao ponto E seja igual
aos m om entos do sistem a de forças em relação ao m esm o ponto. Supondo
que os m om entos sejam positivos no sentido anti-horário, temos:

[i+ M Re =
233 N (d )+ 3 5 0 N (0) - (500 sen 60° N )(4 m) + (500 cos 60° N )(0)
- (100 N)(0,5 m ) - (200 N)(2,5 m)
1 182 1
d - = 5,07 m Resposta

N ote que, utilizando-se um a convenção de sinal positivo no sentido horá­


rio, obtém -se o m esm o resultado. Com o d é positivo, F^ atua à esquerda de E,
com o m ostrado. Tente resolver esse m esm o problem a som ando os m om entos
em relação ao ponto A e m ostre que d ’ = 0,927 m, m edido à direita de A .
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 145

y
d
A 350 N
1 X

(b)
Figura 4.43

EXEMPLO 4 .1 7

A lança do guindaste m ostrado na Figura 4.44a está subm etido a três for­
ças coplanares. Substitua esse carregam ento por um a força resultante
equivalente e especifique onde a linha de ação da resultante intercepta a colu­
na A B e o braço BC.
y

y x
C

2601b

(a) (b)

Figura 4.44

SOLUÇÃO
S o m a tó rio d a s Forças. D ecom pondo a força de 250 lb nos com ponentes x
e y e som ando esses com ponentes, obtém -se:

^ F Rx = 2 F x. F Ri = -2 5 0 lb(§) - 175 lb = -3 2 5 lb = 325 lb


+ = 2 F y.’ F Rv = -2 5 0 lb (|) - 60 lb - -2 6 0 lb = 260 lbj,

Como m ostrado pela som a vetorial na Figura 4.446:

R esposta

R esposta

S o m a tó rio dos M o m e n to s. Os mom entos serão somados em relação ao ponto


arbitrário A Considerando que a linha de ação de FR intercepta A B (Figura 4.44Ò),
é necessário que o m om ento dos com ponentes de F^ na Figura 4.446 em rela­
ção a A seja igual aos m om entos do sistem a de forças na Figura 4.44a em
relação ao m esm o ponto, isto é:
146 E s tá tic a

1 + M Ra = Z M a . 325 \b(y) + 260 lb(0)

= 175 lb(5 pés) - 60 lb(3 pés) + 250 l b ( f ) ( l l pés) - 250 lb (|)(8 pés)

y — 2,29 pés Resposta

Pelo princípio da transm issibilidade, pode-se considerar que tam bém


intercepta o braço BC, com o se vê na Figura 4.446. Nesse caso, tem-se:

= Z M a. 325 lb( 11 pés) - 260 lb(x)

= 175 lb(5 pés) - 60 lb(3 pés) + 250 l b ( |) ( l l pés) - 250 lb (|)( 8 pés)

x = 10,9 pés R esposta

Podem os tam bém determ inar essas coordenadas supondo que atue em
um ponto arbitrário (x, y) de sua linha de ação (Figura 4.446). Som ando os
m om entos em relação ao ponto A obtem os:

t+ M tf , = Z M a . 325 lb(y) - 260 lb(*)

= 175 lb(5 pés) - 60 lb(3 pés) + 250 l b ( |) ( l l pés) - 250 lb (|)(8 pés)

325y - 260* = 745

que é a equação correspondente à reta tracejada na Figura 4.446. Para encon­


trarm os o ponto de intersecção com a coluna A B , fazemos x = 0 e obtem os y =
2,29 pés. Para encontrarm os o ponto de intersecção sobre o braço BC fazemos
y = 11 pés, obtendo x = 10,9 pés.

E X E M P L O 4. 18
A lâm ina da Figura 4.45a está subm etida a quatro forças paralelas.
D eterm ine a intensidade, a direção e o sentido da força resultante equivalen­
te ao sistem a de forças dado e localize seu ponto de aplicação sobre a lâmina.

400 N

600 N

'Z

x
(a)
Figura 4.45

SOLUÇÃO (ANÁLISE ESCALAR)


S o m a tó r io d a s F o rça s. Da Figura 4.45a, a força resultante é:

+ ]F r = 1F. F r = -6 0 0 N + 100 N - 400 N - 500 N


= -1 .4 0 0 N = 1.400 N [ Resposta
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 147

S o m a tó rio do s M o m e n to s . Devem os fazer com que o m om ento em rela­


ção ao eixo x da força resultante, na Figura 4.456, seja igual à som a dos
m om entos em relação ao mesm o eixo de todas as forças atuantes no sistem a
da Figura 4.45a. Os braços dos m om entos são determ inados a partir das coor­
denadas y, uma vez que estas representam as distâncias perpendiculares do eixo
x até as linhas de ação das forças. Utilizando a regra da m ão direita, pela qual
os m om entos positivos atuam na direção +i, temos:

M Rx = 2 M ,
-(1 .4 0 0 N )y = 600 N (0) + 100 N(5 m) - 4 0 0 N (1 0 m ) + 500 N (0)
—1.400y = -3.5 0 0 y — 2,50 m Resposta

D a m esm a m aneira, supondo que os m om entos positivos se orientem na


direção + j, uma equação de m om ento pode ser escrita em relação ao eixo y,
utilizando os braços de m om ento definidos pelas coordenadas x de cada força.

M Ry = 2 M y
(1.400 N ) jc = 600 N (8 m) - 1 0 0 N (6 m ) + 400 N (0) + 500 N (0)
1.400* = 4.200 jc = 3m Resposta

Assim, a força FR — 1.400 N aplicada ao ponto P{3 m, 2,50 m) sobre a


lâmina na Figura 4.456 é equivalente ao sistema de forças paralelas que atuam
na lâm ina m ostrada na Figura 4.45a.

EXEMPLO 4.19

Três forças paralelas de travam ento atuam nas bordas de um a chapa cir­
cular de cobertura m ostrada na Figura 4.46a. D eterm ine a intensidade, a direção
e o sentido da força resultante equivalente ao sistem a de forças dado e locali­
ze seu ponto de aplicação, P, sobre a chapa.

SOLUÇÃO (ANÁLISE VETORIAL)


S o m a tó rio d a s Forças. Utilizando a Figura 4.46a, a força resultante FR é:

¥r = 2F ; F r = -3 0 0 k - 200k - 150k.

= {-6 5 0 k } lb Resposta

S o m a tó rio dos M o m e n to s. Escolhendo o ponto O com o referência para


calcular os m om entos, supondo que atue no ponto P (x , y), com o na Figura (a)
4.466, e igualando os momentos, temos:
Figura 4.46

r X F ^ ^ X ( —300k) + xB X (-2 0 0 k ) + rc X (-1 5 0 k )

(*i + yj) X (-6 5 0 k ) = (8i) X (-3 0 0 k ) + ( - 8 j ) X (-2 0 0 k )

+ ( - 8 s e n 4 5 ° i + 8 c o s4 5 °j) X (-1 5 0 k )
650*j - 650yi = 2.400j + 1.600Í - 848,5j - 848,5i

C om parando os com ponentes j e i correspondentes, obtem os:

650* = 2.400 - 848,5 (1)


148 E s t á t ic a

-6 5 0 y = 1.600 - 848,5 (2)

F* R esolvendo essas equações, determ inam os as coordenadas do ponto P.

O z-yy x = 2,39 pés y = -1 ,1 6 pés Resposta


*/ /'
P (x,y)
O sinal negativo indica que assumir uma posição +y para F/*, com o m os­
tra a Figura 4.466, foi incorreto.
É possível tam bém estabelecer as equações 1 e 2 diretam ente som ando os
m om entos em relação aos eixos y q x. Utilizando a regra da mão direita, tem-se:
M r = S A Íy;, 650* = 300 lb (8 pés) - 150 lb (8 sen 45° pés)

(b) M r = 1M -650y = 200 lb (8 pés) - 150 lb (8 cos 45° pés)

Figura 4.46

P roblemas

4.98. Substitua a força em A por uma força e um momen­


to equivalentes no ponto O.
4.99. Substitua a força em A por uma força e um momen­
to equivalentes no ponto P.

Problemas 4.100/101

*4.100. Substitua o sistema de forças e momentos por uma


força e momento equivalentes ao sistema, atuantes no
ponto O.
4.101. Substitua o sistema de forças e momentos por uma
força e momento equivalentes ao sistema, atuantes no
ponto P.
4.102. Substitua o sistema de forças por uma força e um
momento equivalentes no ponto O.
4.103. Substitua o sistema de forças por uma força e um
momento equivalentes no ponto P.
*4.104. Substitua o sistema de forças e binários por uma força
e momento equivalentes ao sistema, atuantes no ponto O.
C ap.4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 149

4.105. Substitua o sistema de forças e binários por uma força 4.110. Substitua o sistema de forças que atua sobre a viga
e momento equivalentes ao sistema, atuantes no ponto P. por uma força e momento equivalentes no ponto A.

y 4.111. Substitua o sistema de forças que atua sobre a viga


por uma força e momento equivalentes no ponto B.

3 kN
2,5 kN l,5kN™o

*- -rfi
AJ ^ ...................................
L 1______4
r— 2 ra —-r--------- 4 m ---------*h—2 m —*|

Problemas 4.104/105 Problemas 4.110/111


4.106. Substitua o sistema de forças e binários por uma força *4.112. Substitua as três forças atuantes no cano por uma
e momento equivalentes no ponto O. única força resultante. Especifique onde a força atua, toman­
4.107. Substitua o sistema de forças e binários por uma força do a extremidade A como referência.
e momento equivalentes no ponto P. 4.113. Substitua as três forças atuantes no cano por uma
única força resultante. Especifique onde a força atua, toman­
do a extremidade B como referência.

r---------5 pés----------4-— 3 pés — 4—2 pés~4*-----4 pés-------“j

Problemas 4.112/113

4.114. Substitua as cargas na estrutura por uma única força


resultante. Especifique onde sua linha de ação intercepta o
elemento A B , medido a partir de A.
Problemas 4.106/107

*4.108. Substitua o sistema de forças por uma única força 300 lb 200 lb 400 lb
resultante e especifique seu ponto de aplicação, medido ao
longo do eixo x a partir do ponto O.
4.109. Substitua o sistema de forças por uma única força
resultante e especifique seu ponto de aplicação, medido ao
longo do eixo x a partir do ponto P.

Problema 4.114

4.115. Substitua as cargas atuantes na viga por uma única


força resultante. Especifique em que ponto a força atua sobre
a viga, tomando como referência a extremidade A.
150 E s t á t ic a

*4.116. Substitua as cargas atuantes na viga por uma única 4.121. Agora, especifique onde sua linha de ação intercepta
força resultante. Especifique onde a força atua, tomando o elemento CD, tomando como referência a extremidade C.
como referência o ponto B.

700 N
300 N

Problemas 4.115/116

4.117. Determine as intensidades de F, e F2 e a direção e


sentido de Fi de forma que as cargas da figura produzam uma
força e um momento resultante nulos sobre a roda.
y

Problemas 4.120/121

4.122. Substitua o sistema de forças agindo na estrutura por


uma força resultante equivalente e especifique onde a linha
de ação da resultante intercepta o elemento AB, medido a
60 lb partir do ponto A.
---- ►------- x
4.123. Substitua o sistema de forças atuantes na estrutura
por uma força resultante equivalente e especifique onde a
linha de ação da resultante intercepta o elemento BC, medi­
do a partir do ponto B.
*4.124. Substitua o sistema de forças atuantes sobre a estru­
tura por uma força resultante e um momento equivalentes
Problema 4.117 ao sistema sobre o ponto A.
4.118. Os pesos dos vários componentes do caminhão são
mostrados na figura. Substitua esse sistema de forças por
uma força resultante e um momento equivalentes com atua­
ção no ponto A.
4.119. Agora, substitua esse sistema de forças por uma força
resultante e especifique sua localização a partir do ponto A.

Problemas 4.122/123/124

4.125. Substitua o sistema de forças e de momentos biná­


rios por uma força resultante e um momento equivalente ao
sistema no ponto O. Expresse os resultados na forma de veto­
res cartesianos.
Problemas 4.118/119
4.126. Substitua o sistema de forças e de momentos biná­
*4.120. Substitua as cargas sobre a estrutura por uma única rios por uma força resultante e um momento equivalente ao
força resultante. Especifique onde sua linha de ação intercep­ sistema no ponto P. Expresse os resultados na forma de veto­
ta o elemento A B , tomando como referência o ponto A. res cartesianos.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 151

4.127. Substitua o sistema de forças e de momentos biná­ plano y —z. Substitua esse sistema de forças paralelas por
rios por uma força resultante e um momento equivalente ao uma força e momento equivalentes ao sistema que atuam
sistema no ponto Q. Expresse os resultados na forma de veto­ na espinha dorsal, no ponto O. Expresse os resultados na
res cartesianos. forma de vetores cartesianos.

z
z

Problemas 4.125/126/127

*4.128. A correia que passa pela polia é submetida às for­


ças F[ e F2, cada uma com intensidade de 40 N. A força F]
atua na direção -k . Substitua essas forças por uma força e
momento equivalentes no ponto A. Expresse o resultado na
forma de vetor cartesiano. Considere 6 = 0o, de forma que
F2 atue na direção —j.
4.129. Agora, faça o mesmo, mas considere que 6 — 45°. Problema 4.130

z
z

z
Problemas 4.128/129

4.130. Substitua o sistema de forças por uma força e um


momento equivalentes no ponto A.
4.131. A lâmina está prestes a ser içada pelos três cabos
mostrados na figura. Substitua o sistema de forças que atua
nos cabos por uma força e um momento equivalentes no
ponto O. A força F, é vertical.
*4.132. Um modelo biomecânico da região lombar do
corpo humano é mostrado na figura. As forças que atuam
nos quatro grupos musculares são: FR = 35 N para o mús­
culo reto abdominal, F() = 45 N para o oblíquo abdominal,
Fl = 23 N para o lumbar latissinms dorsi e Ff = 32 N para
o erector spinae. Essas cargas são simétricas em relação ao Problema 4.132
152 E s t á t ic a

4.133. A laje da figura está submetida a quatro colunas


z
paralelas com cargas. Determine a força resultante equiva­
lente e especifique sua localização (*, y ) sobre a laje.
Considere que Fx = 30 kN e F2 — 40 kN.
4.134. Agora, faça o mesmo, mas considere que Fi = 20 kN
e F2 = 50 kN.

20 kN 50 ^

Problema 4.136

F*= {800k}N
Fa = {500i}N ^

Problemas 4.133/134

4.135. Substitua os dois torsores que atuam na estrutura de


tubos por uma força resultante e um momento equivalentes
no ponto O.
X

1 100 N • m

Fc = {300j }N
t

Problema 4.137

4.138. Substitua as três forças atuantes na placa por um tor­


sor. Especifique a intensidade da força, o momento para o
torsor e o ponto P(y, z) em que sua linha de ação intercep­
ta a placa.

- 1- 60j}lb
Problema 4.135

*4.136. As três forças que atuam no bloco têm, cada uma


intensidade de 10 lb. Substitua esse sistema por um torsor e
especifique o ponto em que sua linha de ação intercepta o
eixo z, tomando como referência o ponto O.
4.137. Substitua as três forças que atuam na placa por um
torsor. Especifique a intensidade da força, o momento para
Fc = {-40i}lb
o torsor e o ponto P (x,y) onde sua linha de ação intercepta Fa = {-80k}lb
a placa.
Problema 4.138
Cap. 4 R esu lta n tes

4 .1 0 R e d u ç ã o d e um S is te m a Sim ples d e C a r g a s
D istrib u íd as

Em muitas situações, uma grande área da superfície de um corpo pode


estar sujeita a cargas distribuídas, com o aquelas provocadas por ventos, escoa­
m ento de líquidos ou sim plesmente pelo peso do m aterial suportado pela
superfície. A intensidade dessas cargas em cada ponto da superfície é definida
com o pressão p (força por unidade de área), que pode ser m edida em lb/pé2
ou pascal (Pa), sendo 1 Pa = 1 N/m 2.
Nesta seção, vamos estudar o caso mais comum de carregam ento distribuí­
do pela pressão, que é uniforme ao longo de um eixo de um corpo de superfície
plana retangular sobre o qual as cargas são aplicadas.2 Um exemplo desse caso
é m ostrado na Figura 4.47a. A distribuição das cargas devido à pressão é indi­
cada pelo sentido das setas apresentadas no diagrama de intensidade de carga.
O carregam ento total na placa é, portanto, um sistema de forças paralelas infi­
nitas em quantidade, cada uma delas atuando em uma área infinitesimal da
placa. Nesse caso, a função carregamento, p — p(x) em pascal, é apenas um a
função de x, uma vez que a pressão é uniform e ao longo do eixo y. Se m ultipli­
carmos p - p( x ) pela largura em m etros da placa, obterem os w = \p{x) N/m 2]
a m = w(x) N/m. Essa função de carregam ento, m ostrada na Figura 4.47b, é
uma m edida da distribuição de cargas ao longo da linha y = 0, que está no plano
de simetria do carregam ento, conform e a Figura 4.47a. Com o se pode observar,
w(x) é medido com o força por unidade de com prim ento, em vez de força por
unidade de área. C onseqüentem ente, o diagram a de intensidade de carga para
w = w(x) pode ser representado por um sistema de forças paralelas coplanares
m ostrado em duas dim ensões na Figura 4.476. Utilizando os m étodos da Seção
4.9, esse sistema de forças pode ser reduzido a uma única força resultante e
sua localização x pode ser especificada, conform e a Figura 4.47c.
In te n s id a d e d a Força R e s u lta n te . Da Equação 4.17 (FR = 1.F), a intensi­
dade de Fk é equivalente à soma de todas as forças no sistema. Nesse caso,
uma integração deve ser usada, porque há um núm ero infinito de forças p a ra ­
lelas dF atuando ao longo da placa, como se vê na Figura 4.476. Com o dF está
atuando em um elem ento de com prim ento dx e iv(jc) é a força por unidade de
com prim ento, no ponto x , dF = h^.y) dx = d A . Em outras palavras, a intensi­
dade de dF é determ inada a partir da área diferencial dA sob a curva de
carregam ento. Para o com prim ento total da placa:

+ 1F r = 2 F ; F r = f w( x) d x = dA = A (4.19)
JL JA

Assim, a intensidade da força resultante é igual à área total A sob o diagra­


ma de carga w = vv’(a), conform e a Figura 4.47c.
L o ca liza çã o d a Força R e s u lta n te . A plicando a E quação 4.17 ( M Rq =
' I Mo) , a localização x da linha de ação da força F^ pode ser d eterm inada
pela equação dos m om entos da força resultante e da distribuição de forças
em relação ao ponto O (o eixo y). Com o d F produz um m om ento x d F = x
w(jc) dx em relação ao ponto O, conform e a Figura 4.476, então, para toda a
placa, na Figura 4.47c:

2 O caso mais geral de carregamento de superfícies não-uniformes atuando sobre um corpo será
tratado na Seção 9.5.
154 E s t á t ic a

r + M o = 2 A f0. xFR = x w( x) dx

R esolvendo para x, utilizando a Equação 4.19, podem os escrever:

x w ( jc ) dx x dA
Jl Ja
(4 .2 0 )
>v(.r) dx dA

Essa equação representa a coordenada .v para o centro geom étrico ou cen­


tróide da área sob o diagram a de carregam ento distribuído w(x). Portanto, a
força resultante tem um a linha de ação que passa pelo centróide C (centro geo­
métrico) da área definida pelo diagrama de carregamento distribuído w(x)
(Figura 4.47c).
U m a vez que x esteja determ inado, pela simetria passa pelo ponto de
coordenadas ( jc, 0) sobre a superfície da placa (Figura 4.47d). Se considerarm os
agora a carga de pressão tridim ensional p(x) (Figura 4.41a), poderem os con­
cluir que a força resultante tem intensidade igual ao volume sob a curva de
carregamento distribuído p = p(x) e uma linha de ação que passa pelo centrói­
de (centro geométrico) desse volume. As técnicas de integração para o cálculo
de centróide de volum es ou áreas serão tratadas detalhadam ente no Capítulo
9. Em m uitos casos, no entanto, o diagram a de carregam ento distribuído tem
form ato de retângulos, triângulos ou outra form a geom étrica simples. Os cen-
tróides para essas form as geom étricas mais simples não precisam ser
determ inados da Equação 4.20; eles podem ser obtidos diretam ente da tabela
A s vigas que sustentam esta pilha de fornecida no final deste livro.
madeiras estão submetidas a uma distri­
buição uniforme de cargas e, portanto, o
diagrama de intensidade de cargas tem
formato retangular. Sendo a intensidade
de cargas w0, então a força resultante é
determinada a partir da área do retângu­
lo, Fr = w0 b. A linha de ação da força
passa pelo centróide ou centro dessa área,
X = a + b/2. Essa resultante é equivalen­
te ãs cargas distribuídas e ambos os
carregamentos produzem os mesmos efei­
tos ‘externos' ou suportam as reações de
apoio sobre as vigas.

P ontos Im portantes
• Carregam entos distribuídos são definidos pelo uso de uma função de carregamento w = w(x) que indica a
intensidade de cargas ao longo do comprimento de um elemento de sustentação. Essa intensidade é medida
em N/m ou lb/pé.
• Os efeitos externos provocados por um carregamento distribuído coplanar que atua em um corpo podem ser
representados por uma única força resultante.
• A força resultante é equivalente à área sob o diagrama das cargas distribuídas e tem uma linha de ação que
passa pelo centróide ou centro geométrico dessa área.

EXEMPLO 4.20

D eterm ine a intensidade e a localização da força resultante equivalente


que atua no eixo m ostrado na Figura 4,48a.
C ap.4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 155

w = (60 x2 )N/m 240 N/m


Fr = 160 N
dA = w dx - _ i

r tT H m
'5 S T J effi
-d x -x = 1,5 m-------- *)
-2 m -

(a) (b)
Figura 4.48

SOLUÇÃO
Como w = w(x) é dado, esse problem a será solucionado pela técnica de
integração. O elem ento diferencial de área é dA = w dx = 60 dx. A plicando
a E quação 4.19 e som ando esses elem entos d e j t = 0 a j t = 2 m , obtem os a
força resultante F#.

F fí = 2 F -
2
í d A = í 260* 2d x = 60 rr3l = 60 r? 3 031
Fr =
JA J0 .3 0 [3 3J
= 160 N R esposta

Com o o elem ento de área dA encontra-se a um a distância arbitrária x do


ponto O , a localização de F^ medida a partir de O (Figura 4.486), é determ i­
nada com o auxílio da Equação 4.20.

2 r 24 04
xdA x((fàx2) dx 60 r —
* 4i
60l —------ -
_4 .0 L4 4
x -
160 160 160
dA
JA
= 1,5 m R esposta

Esse resultado deve ser verificado com o uso da tabela que aparecce no
final deste livro, onde é m ostrado que, para um a área de segm ento de p aráb o ­
la de com prim ento a e altura b, com o form ato m ostrado na Figura 4.48a:

ab 2 m (2 4 0 N /m ) 3 3
A = = ---------- ----------= 160 N e jc = —a = —(2 m) = 1,5 m

EXEMPLO 4.21 _____________________________________________

Um carregam ento distribuído com p = 800* Pa atua no topo de um a super­


fície de um a viga, com o m ostra a Figura 4.49a. D eterm ine a intensidade e a
localização da força resultante equivalente.

SOLUÇÃO
A função de carregam ento p = 800* Pa indica que a intensidade das car­
gas varia uniform em ente de p = 0 em x = 0 a p = 7.200 Pa em x = 9 m. U m a
vez que a intensidade é uniform e ao longo da largura da viga (eixo y ), o car­
regam ento deve ser visualizado em duas dimensões, com o m ostrado na Figura
4.496. Nesse caso:
156 E s t á t ic a

Fr = 6,48 kN

(a) (b) (C)

Figura 4.49

w — (800 a N/m2) (0,2 m)


= (160 a ) N /m

Note que, em x — 9 m, w = 1.440 N/m. A inda que se possa aplicar as eq u a­


ções 4.19 e 4.20 com o no Exem plo 4.20, é mais simples usar a tabela no final
do livro.
A intensidade da força resultante é equivalente à área sob o triângulo defi­
nida pela curva.

F r = |( 9 m )( 1.440 N/m) = 6.480 N = 6,48 kN Resposta

A linha de ação de passa pelo centróide C do triângulo.


C onseqüentem ente:

x = 9 m - |( 9 m) = 6 m R esposta

Os resultados são m ostrados na Figura 4.49c.


Pode-se tam bém visualizar a resultante F^ como uma carga atuante atra­
vés do centróide do volum e do diagram a de cargas p = p(x) na Figura 4.49a.
Dessa form a, F/? intercepta o plano x —y no ponto (6 m, 0). Além disso, a in ten ­
sidade de Ftf é igual ao volum e sob o diagram a de carregam ento, isto é:

F R = V = 1(7.200 N/m2)(9 m) (0,2 m) = 6.48 kN Resposta

EXEMPLO 4.22

O m aterial granuloso provoca o carregam ento distribuído sobre a viga,


com o m ostrado na Figura 4.50 a. D eterm ine a intensidade e a localização da
força resultante equivalente.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 157

SOLUÇÃO
50
A área do diagram a de carregam ento é trapezoidal e, portanto, a solução
50
pode ser obtida diretam ente das fórmulas da área e centróide de um trapezói-
de que aparecem no final do livro. Como essas fórm ulas não são de fácil
memorização, vamos resolver esse problem a utilizando áreas ‘com postas’. Para
isso, vamos dividir o carregam ento trapezoidal em uma carga retangular e outra
triangular, conform e a Figura 4.506. A intensidade da força que representa cada
um desses carregam entos é igual à sua área associada.

F \ — ^(9 pés)(50 lb/pé) = 2251b


F 2 - (9 pés)(50 lb/pé) = 4501b

As linhas de ação dessas forças paralelas passam pelos centróides de suas


áreas correspondentes e, portanto, interceptam a viga nos pontos:

*i = ã(9 pés) = 3 pés

*2 = pés) = 4,5 pés

As duas forças paralelas F x e F2 podem ser reduzidas a um a única resul­


tante Fr , cuja intensidade é:

+ 1F r — ZF ; F r - 225 + 450 = 675 lb R esposta

Em relação ao ponto A (figuras 4.506 e4.50c) podem os encontrar a loca­


lização de F r . Para isso:

r + M RA = Z M a ; *(675) = 3(225) + 4,5(450)


x - 4 pés R esposta

Nota: a área trapezoidal na Figura 4.50a tam bém pode ser dividida em
duas áreas triangulares, com o m ostra a Figura 4.50d.Nesse caso:

F j = ^(9 pés)(100 lb/pé) = 4501b

F 2 = \(9 p é s)(50 lb/pé) = 225 lb


e
* 1 = ^(9 pés) = 3 pés

-*2 ~ |( 9 pés) — 3 pés

U tilizando esses resultados, m ostre que obtem os novam ente FR = 675 lb


e * = 4 pés.

Figura 4.50
158 E s tá tic a

P roblemas
■■■■■■■■■■
4.139. As cargas na estante de livros estão distribuídas como 3000 lb
mostrado na figura. Determine a intensidade da força resul­
tante equivalente e sua localização, tomando como origem o
ponto O. 80 lb/pé

9pés
2 lb/pé 3,5 lb/pé

* r• O rr ~\ 200 lb/pé
LlI [2J ú
2,75 pés ■ Problema 4.143
4 pés 1,5 pés
15 kN/m
Problema 4.139 5 kN/m
*4.140. O suporte de alvenaria gera a distribuição de car­
gas atuando nas extremidades da viga. Simplifique essas
cargas a uma única força resultante e especifique sua locali­
zação, medida a partir do ponto O. 9m

Problema 4.144

4.145. Substitua o carregamento distribuído por uma força


resultante equivalente e especifique sua localização sobre a
viga, a partir do pino em C.
2,5 kN/m

Problema 4.140

4.141. Substitua as cargas por uma força e um momento


equivalentes, atuantes no ponto O.
4.142. Substitua as cargas por uma única força resultante e
especifique a localização dessa força sobre a viga, medida a
partir do ponto O.

6 kN/m 15 kN

5°^ vrTT 4.146. Substitua as cargas por uma força e um momento


equivalentes, atuantes no ponto O.

200 N/m
7.5 m 4,5 m
r~ T r> ~ T -
Problemas 4.141/142

4.143. A coluna é usada para sustentar o piso superior, que 4m 3m


exerce uma força de 3.000 lb no topo dela. O efeito da pres­
são do solo na lateral da coluna é distribuído como mostrado Problema 4.146
na figura. Substitua esse carregamento por uma força resul­
4,147. Os tijolos sobre a viga e os suportes sobre o solo
tante equivalente e especifique em que ponto a força atua ao
geram o carregamento distribuído mostrado na segunda figu­
longo da coluna, a partir de sua base A.
ra. Determine a intensidade necessária w e a dimensão d do
*4.144. Substitua as cargas por uma força e um momento suporte direito de modo que a força resultante e o momento
equivalentes que atuam no ponto O. em relação ao ponto A do sistema sejam ambos nulos.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 159

200 N/m

, t ♦I f U 1 1


0,5 m
75 N/m '
Problema 4.150

4.151. Substitua as cargas por uma força resultante equiva­


-3 m-
lente e especifique sua localização sobre a viga, medida a
Prohlema 4.147 partir do ponto B.

*4.148. Substitua o carregamento distribuído por uma força


resultante equivalente e especifique sua localização medida 800 lb/pé
a partir do ponto A. 500 lb/pé

800 N/m

B•
200 N/m n r
Y----------------- 12 pés 9 pés

Problema 4.151

*4.152. Substitua as cargas distribuídas por uma força resul­


tante equivalente e especifique onde sua linha de ação
intercepta o elemento A B , medido a partir de A.
4.153. Substitua as cargas distribuídas por uma força resul­
Problema 4.148 tante equivalente e especifique onde sua linha de ação
4.149. A distribuição das cargas do solo na base de uma laje intercepta o elemento BC, medido a partir de C.
é mostrada na figura. Substitua essas cargas por uma força
resultante equivalente e especifique sua localização, toman­
do como referência o ponto O.

50 lb/pé 100 lb/pé

Problema 4.149

4.150. A viga é submetida ao carregamento distribuído


mostrado na figura. Determine o comprimento b da distri­ Problemas 4.152/153
buição uniforme de cargas e o posicionamento a para que a
força resultante e o momento atuantes na viga sejam ambos 4.154. Substitua as cargas por uma força resultante e
nulos. momento equivalentes atuantes no ponto O.
160 E s t á t ic a

7,5 kN/m

Problema 4.156

20 kN/m L

Problema 4.154

4.155. O concreto molhado exerce uma pressão distribuída


ao longo das paredes da fôrma. Determine a força resultante
dessa distribuição e especifique a altura h em que a escora
deve ser colocada para que se posicione na linha de ação da
força resultante. O muro tem espessura de 5 m.

420 lb/pé H’ = (5 (x - 8)2 +100) lb/pé


100 lb/pé 120 lb/pé

Problema 4.155

*4.156. A ação do vento criou um depósito de areia sobre


uma plataforma tal que a intensidade da carga de areia so­
bre essa plataforma pode ser aproximada por uma função w
= (0,5jc3) N/m. Reduza esse carregamento distribuído a uma Problema 4.159
força resultante equivalente e especifique a intensidade e a *4.160. Determine a força resultante equivalente do carre­
localização da força, medida a partir de A. gamento distribuído e sua localização, medida a partir do
4.157. Substitua o carregamento por uma força e um ponto A. Avalie as integrais usando a regra de Simpson.
momento equivalentes atuantes no ponto O.
4.158. A força de sustentação ao longo da asa de um avião
a jato consiste em uma distribuição uniforme ao longo da dis­
tância A B e uma distribuição parabólica no trecho BC, com
origem em B. Substitua esse carregamento por uma única
força resultante e especifique sua localização, medida a par­
tir do ponto A.
4.159. Determine a intensidade da força resultante equiva­
lente da distribuição de cargas e especifique sua localização
sobre a viga, medida a partir do ponto A. Problema 1.160
J
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 161

R e v is ã o do C a p ít u l o

• M o m e n to d e u m a Força. Uma força produz um efeito de giro em torno de um ponto O que não se loca­
liza em sua linha de ação. Na forma escalar, a intensidade do momento é M a = Fd, onde d é o braço do
momento ou distância perpendicular do ponto O à linha de ação da força. A direção e o sentido do m om en­
to são definidos utilizando a regra da mão direita. Em vez de encontrar d, costuma ser mais fácil decompor a
força em seus componentes x e y. determinar o momento de cada componente em relação ao ponto e somar
os resultados vetorialmente. Uma vez que a geometria tridimensional em geral é mais difícil de visualizar, o
produto vetorial pode ser usado para determinar o momento M a = r X F. onde r é o vetor posição que se
estende desde o ponto O até qualquer ponto sobre a linha de ação de F.
• M om ento em R elação a um E ixo Específico. Se o momento de uma força em relação a um eixo arbitrá­
rio deve ser determinado, é necessário obter a projeção do momento sobre o eixo. C ontanto que a distância
da, que é perpendicular tanto à linha de ação da força quanto ao eixo, possa ser determ inada, o momento da
força em relação ao eixo é simplesmente Ma = Fda. Se a distância da não pode ser encontrada, então o pro­
duto vetorial tríplice deve ser usado, sendo Ma = u(, • r X F. Nesse caso, ufl é o vetor unitário que especifica
a direção do eixo e r é um vetor de posição que está orientado de um ponto arbitrário sobre o eixo até qual­
quer ponto da linha de ação da força.
• M o m e n to d e B inário. Um binário consiste de duas forças iguais em intensidade, porém de sentidos opos­
tos, que atuam a uma distância perpendicular d entre elas. Os binários tendem a produzir rotação sem
translação. O momento de um binário é determinado de M = Fd e sua direção e seu sentido são estabeleci­
dos por meio da regra da mão direita. Se o produto vetorial for usado para determ inar o m om ento do binário,
então M = r X F. Nesse caso, r tem origem em qualquer ponto sobre a linha de ação de uma das forças e
extremidade em qualquer ponto sobre a linha de ação da força F utilizada no produto vetorial.
• R ed u ç ã o d e u m S is te m a de Forças e M o m e n to s. Qualquer sistema de forças e momentos pode ser
reduzido a uma única força resultante e a um momento resultante atuando em um ponto. A força resultante
é a soma vetorial de todas as forças do sistema e o momento resultante é igual ao momento da força resul­
tante adicionado aos momentos do sistema no mesmo ponto. Simplificações adicionais para uma única força
resultante são possíveis se o sistema de forças é concorrente, coplanar ou paralelo. Para encontrar a localiza­
ção da força resultante em relação a um ponto, nesses casos, é necessário igualar o momento da força resultante
aos momentos das forças e momentos do sistema em relação ao mesmo ponto. Com esse procedimento, para
qualquer outro tipo de sistema de forças gerará um torsor, que consiste em uma força resultante e momento
colineares.
• C a rreg a m en to D istribuído. Um carregamento distribuído simples pode ser substituído por uma força resul­
tante, que é equivalente à área sob a curva de carregamento. Essa resultante tem uma linha de ação que passa
pelo centróide ou centro geométrico da área ou volume sob a curva do diagrama de carregamento.

P r o b l e m a s de R evisão

4.161. Determine os ângulos diretores coordenados a, (3 e


L
F = 20 lb
y de F, que é aplicado à extremidade A de uma estrutura
tubular, de modo que o momento de F em relação a O seja
nulo. z
4.162. Determine o momento da força F em relação ao
ponto O. A força tem ângulos diretores coordenados a = 60°,
f3 = 120° e y = 45°. Expresse o resultado como um vetor car­
tesiano.
4.163. Se uma força F = 125 lb é utilizada para retirar um
prego, determine a menor força vertical F que deve ser apli­
cada ao cabo do pé-de-cabra. Dica: os momentos de F e de
P em relação ao ponto A devem ser iguais. Por quê?
x

Problemas 4.161/162
162 E s t á t ic a

Problema 4.163

*4.164. Determine o momento da força Fc em relação à


dobradiça A da porta. Expresse o resultado como um vetor
Problema 4.166
cartesiano.
4.165. Determine a intensidade do momento de força Fc em
relação ao eixo aa das dobradiças da porta.

Problema 4.167

200 mm

Problemas 4.164/165

4.166. Determine o momento resultante dos dois binários


que atuam na estrutura. O elemento OB se encontra no plano
x-y.
4.167. Substitua a força F que tem intensidade F = 50 lb e
atua no ponto A por uma força e um momento equivalentes Problema 4.168
no ponto C.
4.169. A força horizontal de 30 N é aplicada ao cabo da
*4.168. A força horizontal de 30 N é aplicada ao cabo da chave. Determine o momento dessa força em relação ao
chave. Qual é a intensidade do momento dessa força em rela­ ponto O. Especifique os ângulos diretores coordenados a, /3
ção ao eixo z? e y do eixo do momento.
Cap. 4 R e s u l t a n t e s d e S is t e m a s d e F o r ç a s 163

momento equivalentes que atuam no ponto P. Expresse os


resultados na forma de vetores cartesianos.
30 N
200 mm

50 10 mm

120 mm
Problema 4.169

4.170. As forças e os momentos que são aplicados nos


suportes dos dedos e do calcanhar de um esqui de neve são
F, = {—501 + 80j —158k} N, M, = {—6i + 4j + 2k} N-m e ¥h
= {—20i 4- 60j - 250k} N, M/, = {—20i + 8j + 3kj N*m, res­
pectivamente. Substitua esse sistema por uma força e um
Problema 4.170

A 1
E q u il íb r io de u m
C o rpo R íg id o
O bjetivos do C a pít u l o

• Desenvolver as equações de equilíbrio para um


corpo rígido.
• Introduzir o conceito de diagrama de corpo livre
para um corpo rígido.
• Mostrar como resolver problemas de equilíbrio
de um corpo rígido usando equações de equilí­
brio.

5 .1 C o n d iç õ e s d e E q u il íb r io para
u m C o r po R íg id o

N esta seção vamos conhecer as condições necessárias


e suficientes para o equilíbrio de um corpo rígido. Para
isso, considere o corpo rígido da Figura 5.1a, solidário ao
referencial x , y , z e que está em repouso ou m ovendo-se
com velocidade constante. U m diagram a de corpo livre da
O guindaste de torre está submetido ao seu peso e à carga que /-ésima partícula do corpo é m ostrado na Figura 5.1 b. H á
suporta. Para calcular as reações que o guindaste sofre, é necessá­
rio aplicar os princípios de equilíbrio. duas forças que atuam na partícula: a força interna resul­
tante, f,, que é provocada pela interação com as partículas
adjacentes, e a força externa F,-, que representa, por exemplo, os efeitos das for­
ças gravitacional, elétrica, m agnética ou das forças de contato entre a i-ésima
partícula e os corpos ou partículas vizinhos não incluídos no corpo. Se a p ar­
tícula está em equilíbrio, aplicando a prim eira lei de Newton, temos:

F, + f, = 0

Q uando a equação de equilíbrio é aplicada a cada um a das outras partículas


do corpo, são obtidas equações similares. Som ando todas essas equações veto-
rialmente, obtem os:

2F, + 2f, = 0

O som atório das forças internas será igual a zero, pois essas forças entre
as partículas do próprio corpo ocorrem aos pares, são opostas e de mesma
intensidade, conform e a terceira lei de Newton. C onseqüentem ente, restará
Figura 5.1 apenas a som a das forças externas. Portanto, fazendo-se XF, = 2F , a equação
an terio r pode ser escrita como:

SF = 0
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 165

Vamos considerar agora os m om entos das forças atuantes na í-ésima *


partícula em relação ao ponto arbitrário O, como na Figura 5.16. Utilizando a
equação anterior para o equilíbrio da partícula e a propriedade distributiva do
produto vetorial, temos:

r, X (F, + f,) = r, X F,- + r, X f, = 0

Equações similares podem ser escritas para as outras partículas do corpo.


Som ando-as en tre si vetorialm ente, obtemos:

S r i X Ff- + Sr,- X f , = 0

O segundo term o dessa equação é nulo, pois, com o já foi explicitado, as


forças internas são iguais aos pares, mas ocorrem em sentido oposto ao deles Figura 5.1
e, conseqüentem ente, o m om ento resultante para cada par de forças em rela­
ção ao ponto O é zero. Desse modo, utilizando a notação S M 0 = Sr, X F„
temos:

SM 0 = 0

Por isso, as duas equações de equilíbrio para um corpo rígido podem ser
escritas como:

2F = 0
(5.1)
2M o = 0

Essas equações requerem que o corpo rígido perm aneça em equilíbrio, o


que é necessário para que a soma das forças externas atuantes no corpo seja
igual a zero e a som a dos m om entos das forças externas em relação a um ponto
tam bém seja igual a zero. O fato de essas condições serem necessárias para o
equilíbrio será dem onstrado a seguir. Essas condições tam bém são suficientes
para a m anutenção do equilíbrio. P ara confirm ar isso, suponha que o corpo
esteja em equilíbrio e que o sistema de forças atuando nele satisfaça as eq u a­
ções 5.1. C onsidere que uma força adicional F' seja aplicada ao corpo. Com o
resultado, as equações de equilíbrio se tornam :

SF + F = 0

XM0 + M'0 = 0

onde M b é o m om ento de F' em relação a O. Com o S F = 0 e 2 M 0 = 0, então


F ' = 0 (e tam bém M'0 = 0). C onseqüentem ente, a força adicional F ' não é
necessária e, de fato, as equações 5.1 tam bém são condições suficientes para a
m anutenção do equilíbrio.
M uitos tipos de problem as de engenharia envolvem carregam ento sim é­
trico e podem ser resolvidos pela projeção de todas as forças que atuam num
corpo em um único plano. Por isso, na próxim a seção, será considerado o equi­
líbrio de um corpo sujeito a um sistema coplanar ou bidimensional de forças.
Norm alm ente, a geom etria desses tipos de problem as não é m uito com plexa e,
nesses casos, a utilização de um procedim ento escalar é bastante adequada
como ferram enta de análise. Um a discussão mais am pla sobre os corpos rígi­
dos sujeitos a sistemas de forças em três dimensões será realizada na p arte final
deste capítulo. Será possível verificar então que m uitos desses tipos de pro b le­
mas podem ser resolvidos pela análise vetorial.
166 E s t á t ic a

E q u il íb r io em d u a s D im en sõ es

5 .2 D iag ra m a s de C o r po L ivre

Para uma aplicação bem-sucedida das equações de equilíbrio, é preciso uma


com plela especificação de todas as forças externas conhecidas e desconhecidas
que atuam no corpo. A m elhor m aneira de fazer isso é construindo o diagrama
de corpo livre para esse corpo. O diagrama é um esboço da forma do corpo,
representado isolado ou ‘livre’ dos elem entos vizinhos, isto é, como um ‘corpo
livre’. Nesse esboço é necessário m ostrar todas as forças e m om entos que as vizi­
nhanças exercem sobre o corpo para que esses efeitos sejam levados em
consideração quando as equações de equilíbrio forem aplicadas. Por essa razão,
saber bem com o desenhar um diagrama de corpo livre é de primordial importân­
cia na resolução de problemas de mecânica.

Tabela 5 .1 A poios de C orpos R ígidos S ujeitos a S istemas de Forças B idimensionais

Tipos de ligação Reação Número de incógnitas

Uma incógnita. A reação é uma força de tensão que


atua no sentido de afastamento do elemento, puxando-o
ao longo do cabo.
Cabo

(2)

Uma incógnita. A reação é uma força que atua ao longo


do eixo da haste.

Haste ou vínculo sem peso

n
Uma incógnita. A reação é uma força que atua
(3) È perpendicularmente à superfície no ponto de contato.
Â
Rolete F

(4)

Uma incógnita. A reaçao é uma força que atua


perpendicularmente à guia.

Rolete ou pino confinado


em uma guia sem atrito

(5)

Uma incógnita. A reação é uma força que atua


perpendicularmente à superfície no ponto de contato.
F
Balancim

Uma incógnita. A reaçao é uma força que atua


fo:
/
perpendicularmente à superfície no ponto de contato.
Superfície de
contato sem atrito F
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 167

T a b e l a 5.1 A p o io s d e C o r p o s R í g i d o s S u j e i t o s a S i s t e m a s d e F o r ç a s B i d i m e n s i o n a i s ( C o n ti n u a ç ã o )

Tipos de ligação Reação Número de incógnitas

Uma incógnita. A reação é uma força que atua


perpendicularmente à barra.

Elemento em forma de
cavilha conectado ao colar deslizante
por uma barra sem atrito

Duas incógnitas. As reações são dois componentes de


força, ou a intensidade e direção <}>da força resultante.
Note que 4> e 0 não são necessariamente iguais
(geralmente não o são, a menos que a barra mostrada seja
Pino sem atrito
ou articulação vinculada como em (2)).

(9)
/y
Duas incógnitas. As reações são o momento e a força que
atua perpendicularmente à barra.
Elemento fixo a um colar F
deslizante sobre uma
barra sem atrito

( 10)

Três incógnitas. As reações são o momento e os dois


Í— ou componentes de força, ou o momento e a intensidade e
M* M* direção <j>da força resultante.
Apoio fixo ou engaste

R eações d e A p o io . A ntes de apresentar um procedim ento formal de com o


desenhar um diagram a de corpo livre, vamos considerar prim eiram ente os
vários tipos de reações que ocorrem nos apoios e nos pontos de apoio entre
os corpos subm etidos a sistemas de forças coplanares. Com o regra geral, se um
apoio impede a translação de um corpo em dada direção, então um a força é
desenvolvida sobre o corpo naquela direção. Da mesma form a, se a rotação é
impedida, um m om ento é aplicado sobre o corpo.
Para exemplificarmos, vamos considerar três m aneiras pelas quais um ele­
m ento horizontal, tal com o uma viga, é apoiado em suas extrem idades. Um
prim eiro exemplo é um rolete ou cilindro (Figura 5.2a). Com o esse apoio im pe­ rolete
de apenas a translação da viga na direção vertical, o rolete pode exercer uma (a) (b)
força sobre ela apenas nessa direção (Figura 5.2b).
A viga pode ser apoiada de uma m aneira mais restritiva usando-se um Figura 5.2
pino (Figura 5.3a). O pino passa por um furo na viga e por duas chapas que
são fixadas no solo. Nesse caso, ele pode im pedir a translação da viga em qual­
quer direção (Figura 5.36) e então deve exercer um a força F sobre a viga
nessa direção. Para fins de análise, em geral é mais fácil representar essa força
F resultante pelos seus dois com ponentes F v e Fy, com o visto na Figura 5.3c.
Se F t e Fv são conhecidos, então F e <t>podem ser calculados.
168 E s t á t ic a

A j/*h— i
pino Fv
(a) (b) (c)
Figura 5.3

A form a mais restritiva de apoiar a viga é em pregando um apoio fixo


(Figura 5.4a). Esse apoio im pedirá tanto a translação quanto a rotação da viga
e, para isso, devem ser desenvolvidos uma força e um m om ento sobre a viga
apoio fixo nesse ponto (Figura 5.4b), Com o no caso do pino, a força costum a ser rep re­
(a) sentada pelos seus com ponentes Fv e Fv.
Na Tabela 5.1 são m ostrados outros tipos com uns de apoios para corpos
M sujeitos a sistemas de forças coplanares. (Em todos os casos, consideram os que
o ângulo é conhecido.) Observe com atenção cada um dos símbolos utiliza­
dos para representar esses apoios e os tipos de reações que eles exercem sobre
- e t seus elem entos de contato. A inda que as forças e os m om entos concentrados
sejam m ostrados nessa tabela, eles realm ente representam as resultantes de
Fv pequenas superfícies de cargas distribuídas que existem entre cada apoio e seus
(b) correspondentes elem entos de contato. Essas resultantes serão determ inadas
das equações de equilíbrio.
Figura 5.4
Exemplos de apoios mostrados na Tabela 5.1 são apresentados na seqüência de fotos a seguir.

Os cabos exercem uma força sobre o apoio O apoio da viga-mestra dessa ponte permite
na direção dele. (1) movimento horizontal, de forma que a ponte
tenha liberdade de expansão e contração devido
às variações de temperatura. (5)

Essa viga-mestra de concreto se apóia na A estrutura mostrada na fo to é sustenta­ A s vigas do piso desse prédio são engasta­
saliência, que se pretende que atue como da por pinos colocados nas extremidades das entre si e formam uma conexão fixa. (10)
uma superfície de contato sem atrito. (6) das colunas. (8)
C ap.5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 169

Forças E x te r n a s e In te r n a s . Com o um corpo rígido é um a com posição de


partículas, tan to as cargas internas com o as externas podem atuar sobre elas. É
im portante salientar, no entanto, que no desenho do diagram a de corpo livre
as forças internas ao corpo não devem ser representadas. Com o explicitado na
Seção 5.1, essas forças são iguais em intensidade, sem pre ocorrem aos pares
colineares e opostos. Como conseqüência, sua resultante sobre o corpo é nula.
Em alguns problem as, um diagram a de corpo livre pode ser usado para
análise de ‘sistem as’ de corpos interligados. Um exem plo é o diagram a de corpo
livre de um autom óvel (sistem a) constituído de suas várias partes. O bviam ente,
as forças de conexão entre suas partes representariam as forças internas, que
não devem ser incluídas no diagram a de corpo livre do autom óvel. Resum indo,
forças internas atuam entre as partículas que se localizam nas partes internas
aos limites do diagram a de corpo livre. A s partículas ou corpos que estão fora
desses limites exercem forças externas sobre o sistema, e som ente essas forças
devem ser representadas no diagram a de corpo livre.
Peso e o C en tro d e G ravidade. Q uando um corpo está sujeito a um campo
gravitacional, cada um a de suas partículas tem um peso estipulado. Para o corpo
como um todo, é apropriado representar essas forças gravitacionais como um
sistema de forças paralelas atuantes em todas as partículas contidas no interior
do corpo. Foi m ostrado na Seção 4.9 que esse tipo de sistema pode ser reduzi­
do a um a única força resultante atuante por meio de um ponto especificado.
Essa força é conhecida como peso W do corpo e a localização de seu ponto de
aplicação é cham ada de centro de gravidade. Os m étodos usados para o cálcu­
lo de centros de gravidade serão tratados no Capítulo 9.
Nos exemplos e problem as a seguir, se o peso do corpo for im portante
para as resoluções, essa força será considerada nos enunciados. Q uando o corpo
for uniform e ou feito de m aterial hom ogêneo, o centro de gravidade coincidi­
rá com o centro geométrico ou centróide do corpo; no entanto, se ele for
não-hom ogêneo ou de form ato irregular, a localização do seu centro de gravi­
dade será fornecida.
M o d elo s Id e a liza d o s. Com o objetivo de realizar um a análise adequada de
forças para qualquer objeto, é im portante considerar um m odelo analítico ou
idealizado correspondente que forneça resultados o mais próxim o possível da
situação real. P ara tanto, devem-se fazer escolhas adequadas para que a seleção
dos tipos de apoios, o com portam ento do m aterial e as dim ensões do objeto
possam ser justificados. D essa forma, um engenheiro poderá se sentir seguro
de que qualquer projeto ou análise fornecerá resultados confiáveis. Em casos
complexos, esse processo deve ser analisado, mas, de qualquer m odo, o proces­
so de seleção requer tanto habilidade quanto experiência.
Para m ostrar como desenvolver um m odelo adequado, vam os considerar
alguns casos. Com o m ostrado na Figura 5.5a, a viga de ferro deve ser usada
para sustentar o vigam ento do telhado de um prédio. Por m eio de um a análi­
se de forças, é razoável assumir que o m aterial é rígido, um a vez que som ente
pequenas deflexões ocorrerão durante o carregam ento da viga. U m a conexão
em form a de cavilha em A perm itirá pequena rotação que ocorrerá quando a
carga for aplicada e, portanto, pode-se utilizar um pino para esse efeito. Em B
pode ser utilizado um rolete, pois o apoio não oferece nenhum a resistência ao
m ovim ento horizontal nesse ponto. N orm as de construção são utilizadas para
a especificação de carregam ento do telhado, das quais resultam os cálculos das
cargas F do vigamento. Essas forças serão m aiores do que qualquer outra
decorrente do carregam ento da viga, pois devem levar em conta os casos extre­
mos de carregam ento, incluindo os efeitos dinâm icos ou de vibrações. O peso
da viga em geral é desprezado quando é pequeno em com paração com o da
carga que sustenta. O m odelo idealizado da viga é m ostrado com dim ensões
médias a, b, c, d na Figura 5.5b.
170 E s t á t ic a

(a) (b)

Figura 5.5

N este segundo caso, vam os considerar a haste do elevador da Figura 5.6a.


A haste é apoiada por um pino em A e por um cilindro hidráulico em B C , o
qual pode ser considerado um a haste de peso desprezível. O m aterial pode
ser considerado rígido e, conhecendo sua densidade, o peso da haste do ele­
vador e a localização de seu centro de gravidade G podem ser determ inados.
Q uando um carregam ento de projeto P é especificado, o m odelo idealizado
m ostrado na Figura 5.6b pode ser usado para um a análise de forças. Dim ensões
m édias (não m ostradas) são utilizadas para especificar as localizações das car­
gas e seus apoios.
M odelos idealizados de objetos específicos serão apresentados em exem ­
plos ao longo do texto. D everá ser considerado, no entanto, que cada caso
representa a exem plificação de uma situação prática, utilizando hipóteses sim-
plificadoras, com o as que foram mostradas.

(a) Figura 5.6 (b)

P r o c e d im e n t o pa r a C o n s t r u ir u m D ia g r a m a d e C orpo L iv r e
Para construir um diagrama de corpo livre para um corpo rígido ou um grupo de corpos como um único sistema,
devem ser seguidos estes passos:
• D e se n h e a F o rm a d o C o n to rn o . Imagine o corpo a ser isolado ou mantido ‘livre’ de quaisquer vínculos
e conexões e desenhe (esboce) o formato de seu contorno.
• M o stre to d a s a s F orças e M o m e n to s . Identifique todas as forças e momentos externos que atuam no
corpo. Essas forças e esses momentos geralmente encontrados são devidos (1) a cargas aplicadas, (2) a rea­
ções que ocorrem nos apoios ou em pontos de contato entre outros corpos (veja a Tabela 5.1) e (3) ao peso
do corpo em análise. Para levar em conta todos esses efeitos, pode ser útil traçar cuidadosamente, sobre o con­
torno do corpo, cada força ou momento de binário presentes.
• Id e n tifiq u e c a d a C a rre g a m e n to e F orneça a s D im e n sõ e s. As forças e os momentos conhecidos devem
ser identificados, com suas respectivas intensidades, direções e sentidos. Letras são utilizadas para representar
as intensidades e os ângulos de direção de forças e os momentos desconhecidos. Estabeleça um sistema de
coordenadas x, y de modo que as incógnitas A x, Bx etc. possam ser identificadas. Indique as dimensões do
corpo necessárias para o cálculo dos momentos das forças.
Cap. 5 E q u ilíb r io d e um C o r p o R íg id o 171

P o n t o s Im p o r t a n t e s
• Na resolução de qualquer problema de equilíbrio, primeiro se deve desenhar o diagrama de corpo livre, de
modo que sejam considerados todas as forças e todos os momentos que atuam no corpo.
• Se um apoio restringe a translação de um corpo e em particular sua direção, então ele exerce uma força sobre
o corpo naquela direção.
• Se a rotação é impedida, então o apoio exerce um momento sobre o corpo.
• Estude a Tabela 5.1.
• Forças internas nunca devem ser mostradas no diagrama de corpo livre, pois elas ocorrem em pares iguais, mas
com sentidos opostos e, portanto, se cancelam mutuamente.
• O peso de um corpo é uma força externa e seu efeito é mostrado como uma única força resultante atuante
sobre o centro de gravidade G do corpo.
• Os momentos podem ser colocados em qualquer parte no diagrama de corpo livre, uma vez que são vetores livres.
As forças podem atuar em qualquer ponto ao longo de suas linhas de ação, pois são vetores deslizantes.

E X E M P L O 5.1 ________________________________________________

Desenhe o diagram a de corpo livre para a viga uniform e m ostrada na


Figura 5.1a. A viga tem massa de 100 kg.

1.200 N

SOLUÇÃO
O diagram a de corpo livre da viga é m ostrada na Figura 5.1b. Com o o
apoio em A é uma parede fixa, existem três reações atuantes na viga em A ,
definidas com o \ x, A y e MA, traçadas em uma direção arbitrária. As intensi­
dades desses vetores são incógnitas e seus sentidos foram adotados. O peso da
viga, W — 100(9,81) = 981 N, atua através do centro de gravidade G da viga,
que está a 3 m de A , pois o feixe é uniforme.

(peso) atuante na viga


<b)

Figura 5.7
172 E s t á t ic a

E X E M P L O 5 . 2 ____________________________________________________________________________

D esenhe o diagram a de corpo livre da alavanca do pedal m ostrado na


Figura 5.8a. O operador aplica uma força vertical ao pedal, de forma que a mola
seja esticada em 1,5 pol e a força na pequena articulação em B seja de 20 lb.

Figura 5.8

SOLUÇÃO
A alavanca está presa à estrutura do veículo em A . de modo que permita a
rotação. A barra em B está presa por um pino em sua extrem idade e serve para
“transm itir a pressão efetuada sobre a alavanca”. Depois da realização das medi­
ções apropriadas, mostra-se o modelo idealizado da alavanca na Figura 5.8b. O
diagram a de corpo livre pode ser desenhado a partir desse esboço inicial. Como
m ostra a Figura 5.8c, o suporte do pino em A exerce uma força por meio de seus
com ponentes A v e A y sobre a alavanca. Cada com ponente tem uma linha de
ação conhecida, mas intensidade desconhecida. A haste conectada em B exerce
uma força de 20 lb que atua na direção dela. Além disso, a mola tam bém exer­
ce uma força horizontal sobre a alavanca. Se a rigidez da mola for k = 20 lb/pol,
então, uma vez que sua deform ação é s = 1,5 pol, utilizando a Equação 3.2 para
a força da mola, Fm — ks = 20 lb/pol(l,5 pol) = 30 lb. Finalmente, o sapato do
operador aplica um a força vertical F no pedal. As dimensões da alavanca tam ­
bém são m ostradas no diagram a de corpo livre, porque essa informação é útil
nos cálculos dos m om entos das forças. Os sentidos dessas forças desconhecidas
em A foram adotados, como tem sido feito. Os sentidos corretos se tornarão apa­
rentes após a solução das equações de equilíbrio.

EX EM PLO 5.3

Dois tubos lisos, cada um com massa de 300 kg, são apoiados pelos garfos
de um trato r (Figura 5.9a). D esenhe o diagram a de corpo livre para cada um
dos tubos em separados e para am bos os tubos em conjunto.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 173

(a) (b)

SOLUÇÃO
O m odelo idealizado do qual devemos desenhar o diagram a de corpo livre
é m ostrado na Figura 5.9b. Nesse caso, os tubos foram identificados, as dim en­
sões foram adicionadas e a situação física foi reduzida a sua form a mais simples.
O diagram a de corpo livre para o tubo A é m ostrado na Figura 5.9c. Seu
peso W = 300(9,81) = 2.943 N. Supondo que todas as superfícies de contato
sejam lisas, as forças de reação T , F e R atuam na direção norm al à tangente
em suas superfícies de contato.

Efeito de B atuante em
Efeito da lâmina R
inclinada atuante em A

(d)

Efeito do garfo
Efeito da gravidade F inclinado
(peso) atuante em A
(c)

O diagram a de corpo livre do tubo B é m ostrado na Figura 5.9d. Você


pode identificar cada uma das três forças que atuam nesse tubo? Veja que
R. representando a força de A sobre B (Figura 5.9d), é igual e oposta a R. que
representa a força de B em A (Figura 5.9c). Isso é uma conseqüência da te r­
ceira lei de Newton dos movimentos.
O diagram a de corpo livre para am bos os tubos com binados (‘sistem a’) é (e)
m ostrado na Figura 5.9c. Nesse caso, a força de contato R. que atua entre A e
B , é considerada uma força interna e por isso não foi incluída no diagram a de Figura 5.9
corpo livre. Isso quer dizer que essa força representa um par de forças colinea-
res e opostas com mesma intensidade e que se cancelam m utuam ente.

EXEMPLO 5.4 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

D esenhe o diagram a de corpo livre da plataform a vazia que está suspen­


sa na lateral da plataform a de petróleo m ostrada na Figura 5.10a. A plataform a
tem massa de 200 kg.
174 E s tá tic a

SOLUÇÃO
O m odelo idealizado da plataform a será considerado em duas dimensões
porque o carregam ento e as dimensões são simétricos em relação ao plano ver­
tical que passa pelo seu centro, conforme a Figura 5.10Ò. Nesse caso, a conexão
1m em A é feita por meio de um pino e o cabo sustenta a plataform a em B. A dire­
ção do cabo e as dim ensões m édias da plataform a foram anotadas e o centro de
gravidade foi calculado, como m ostra essa figura. É a partir desse m odelo que
se deve desenhar o diagram a de corpo livre m ostrado na Figura 5.10c. O peso
da plataform a é 200(9,81) = 1.962 N. Os com ponentes da força A* e \ y, ju n ta­
(C) m ente com a força do cabo T, representam as reações que ambos os pinos e os
cabos exercem na plataform a, conforme a Figura 5.10a. Em conseqüência, após
Figura 5.10 a solução para essas reações, suas intensidades são distribuídas, sendo m etade
aplicada em A e a outra m etade, em B.

EXEM PLO 5.5

O diagram a de corpo livre de cada objeto é apresentado na Figura 5.11.


E stude com atenção cada solução e identifique o que cada carregam ento rep re­
senta, com o foi apresentado na Figura 5.7b.

SOLUÇÃO
Bv
200 n I
B I Bt

730'

(a) 4

Figura 5.11
Cap. 5 E q u ilíb r io d e um C o r p o R íg id o 175

500 N-m

500 N-m

(b)

Av

4 kN

Nota: As forças internas de um elemento em outro


são iguais em intensidade, porém colineares e de sentidos
opostos. Não devem ser incluídas aqui, uma vez
que se cancelam mutuamente.

(d)
Figura 5.11

L i ROBLEMAS
5.1. Desenhe o diagrama de corpo livre do rolo de papel de 50 5.2. Desenhe o diagrama de corpo livre da perfuradora
kg que tem centro de massa em G e está em equilíbrio sobre a manual que é fixada por um pino em A e pressiona a super­
lâmina sem atrito do carregador de papel. Explique o significa­ fície lisa em B.
do de cada força atuando no diagrama. (Veja a Figura 5.1b.)

1,5 pé

0,2 pé 2 pés

Problema 5.1 Problema 5.2


176 E s tá tic a

5.3. Desenhe o diagrama de corpo livre da caçamba D do


caminhão, que tem peso de 5.000 lb e centro de gravidade
em G. A caçamba é apoiada por um pino em A e por um
cilindro hidráulico BC conectado por pino (haste curta).
Explique o significado de cada força no diagrama. (Veja a
Figura 5.7b.)

Problema 5.5

Problema 5.3

*5.4. Desenhe o diagrama de corpo livre do guindaste de


lança AB, que está conectado por um pino em A e é susten­
tado pelo elemento (haste) BC.

Problema 5.6

800 lb 800 lb

*5.8. Desenhe o diagrama de corpo livre da barra ABC, que


é sustentado por um colar deslizante sem atrito em A, por
Problema 5.4
um rolete e m B e por uma haste curta CD. Explique o sig­
5.5. Desenhe o diagrama de corpo livre da treliça, que é sus­ nificado de cada uma das forças que atuam no diagrama.
tentada pelo cabo A B e por um pino C. Explique o significado (Veja a Figura 5.1b.)
de cada força atuante no diagrama. (Veja a Figura 5.7b.)
5.6. Desenhe o diagrama de corpo livre da lança do guin­
daste AB, que tem peso de 650 lb e centro de gravidade em
G. A lança é sustentada por um pino em A e um cabo BC.
A carga de 1.250 lb está pendurada por um cabo preso em
B. Explique o significado de cada força atuante no diagrama.
(Veja a Figura 5.1b.)
5.7. Desenhe o diagrama de corpo livre da viga, que é conec­
tada por um pino em A e se apóia sobre um plano inclinado
sem atrito em B.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 177

5.9. Desenhe o diagrama de corpo livre da barra uniforme, 5.10. Desenhe o diagrama de corpo livre da viga, que é
que tem massa de 100 kg e centro de massa em G. Os apoios conectada por um pino em A e por um balancim em B.
A, B e C são lisos.

5 0 0 N

Problema 5.10
J
5 .3 Equações de E q u ilíbr io

Na Seção 5.1 desenvolvemos as duas equações que são a condição neces­


sária e suficiente para o equilíbrio de um corpo rígido: £ F = 0 e = 0.
Q uando o corpo está sujeito a um sistema de forças no plano x —y, as forças
podem ser desm em bradas em seus com ponentes x e y. C onseqüentem ente, as
condições para o equilíbrio em duas dim ensões são:

2 F, = 0
= 0 (5.2)
= 0 . A

Nesse caso, e £ F Vrepresentam , respectivam ente, as som as algébricas


dos com ponentes x e y de todas as forças atuantes no corpo e 2A /0 rep resen ­
A -
ta a soma algébrica dos m om entos de binário e dos m om entos de todos os
com ponentes de forças em relação a um eixo perpendicular ao plano x -y , pas­
sando pelo ponto arbitrário O, que pode pertencer ao corpo ou estar fora dele. (a)
C o n ju n to s A lte r n a tiv o s de E quações de E q u ilíb rio . A pesar de as eq u a­
ções 5.2 serem mais freqüentemente usadas para solucionar problem as de
equilíbrio coplanar, dois conjuntos alternativos de três equações de equilíbrio
independentes tam bém podem ser usados. Um desses conjuntos é:

2Fa = 0
2 MÁ = 0 (5.3)
SM ,, = 0

Q uando se utilizam essas equações, é necessário que uma linha que passa
pelos pontos A e B não seja perpendicular ao eixo a. Para provar que as e q u a­
ções 5.3 obedecem às condições de equilíbrio, considere o diagram a de corpo
livre de um corpo irregular m ostrado na Figura 5.12a. U tilizando os m étodos
da Seção 4.8, todas as forças no diagram a de corpo livre podem ser substituí­ (b)
das por uma força resultante equivalente Fw = 1F, que atua no ponto A , e um
m om ento resultante = I M 4, com o na Figura 5.126. Se a condição XMA
= 0 é satisfeita, é necessário que M Ra = 0. Além disso, para que F^ satisfaça Figura 5.12
178 E s t á t ic a

a a condição = 0, não deve haver nenhum de seus componentes no eixo a e,


portanto, sua linha de ação deve ser perpendicular ao eixo a, como m ostra a
Figura 5.12c. Finalm ente, se é necessário que ^.M fí = 0, sendo que B não p er­
tence à linha de ação de F^, então F^ = 0. Um a vez que 2 F = 0 e 1 M A = 0,
o corpo na Figura 5.12a está de fato em equilíbrio.
U m segundo conjunto alternativo de equações de equilíbrio é:
ZM a = 0
'Z M b = 0 ( 5 .4 )
2M C = 0

Nesse caso, é necessário que os pontos A , B e C não estejam na m esma


a
linha. Para provar que essas equações, quando satisfeitas, garantem o equilí­
(c)
brio, considere o diagram a de corpo livre da Figura 5.13. Se X M A = 0 deve ser
Figura 5.12 satisfeita, então ( = 0. Se a linha de ação de F^ passar pelo ponto B , como
m ostrado na figura, = 0 é satisfeita. Finalmente, para que 2A /C = 0, sendo
que C não está sobre a linha A B , é necessário que F^ = 0. O corpo na Figura
5.12a, então, deve estar em equilíbrio.

a
Figura 5.13

P r o c e d im e n t o p a r a A n á l is e
Os problemas de equilíbrio de forças coplanares para um corpo rígido pode ser resolvido utilizando o procedi­
m ento a seguir.
D ia g ra m a de Corpo Livre
• Estabeleça os eixos coordenados x, y em uma orientação adequada.
• Desenhe um esboço do corpo em estudo.
• Mostre todas as forças e momentos atuantes no corpo.
• Indique todas as cargas e especifique suas direções relativas aos eixos x, y. O sentido da força ou do momen­
to que tenha intensidade desconhecida, mas linha de ação conhecida, pode ser adotado.
• Indique as dimensões do corpo necessárias para os cálculos dos momentos de forças.
E quações de E quilíbrio
• Aplique a equação de equilíbrio dos momentos = 0, em relação a um ponto (O), localizado na intersec­
ção das linhas de ação de duas forças desconhecidas. Dessa forma, os momentos dessas forças desconhecidas
são zero em relação a O, o que permite a determ inação da terceira incógnita por solução direta.
• Ao aplicar as equações de equilíbrio para as forças, 1FX = O e XFy = 0, oriente os eixos x, y ao longo das
linhas que forneçam a resolução mais simples das forças em termos de seus componentes x, y.
• Se a solução da equação de equilíbrio produzir um escalar negativo para a intensidade da força ou do momen­
to, será um indicativo de que o sentido da força ou do momento é oposto ao que foi adotado no diagrama de
corpo livre.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 179

EXEMPLO 5.6

D eterm ine os com ponentes horizontal e vertical da reação para a viga car­
regada, como m ostrado na Figura 5.14a. D espreze o peso da viga em seus
cálculos.

6001IN
N 200 N

°’21m
41
-1 —
* 1 -3B -m — :—

L____o
r z m ____-J * o3 ™
m ■------2 m -------*j

100 N
(a)

SOLUÇÃO
D ia g ra m a d e Corpo Livre. Você pode identificar cada um a das forças m os­
tradas no diagram a de corpo livre da viga na Figura 5.146? P ara simplificar, a
força de 600 N é representada pelos seus com ponentes jc, y, conform e m ostra­
da nesta figura. Veja tam bém que a força de 200 N atua sobre a viga no ponto
B e é independente dos com ponentes e B v da força, que representam o efei­
to do pino na viga.
E quações de E q u ilíbrio. Som ando as forças na direção jc , obtem os:

ZFX = 0; 600 cos 45° N - Bx = 0


Bx = 424 N R esposta

U m a solução direta para \ y pode ser obtida aplicando-se a equação dos


m om entos X MB = 0 em relação ao ponto B. Para esse cálculo, devem os notar
que as forças de 200 N, B , e B v, criam um m om ento nulo em relação ao ponto
B. Supondo que a rotação anti-horária em relação a B seja positiva (na dire­
ção +k), com o visto na Figura 5.146, temos:

{,+ 2 M b = 0; 100 N (2 m) + (600 sen 45° N ) (5 m)


- (600 cos 45° N )(0,2 m) - A y(J m ) = 0
A y = 319 N R esposta

(b)

Figura 5.14
180 E s t á t ic a

Incluindo esse resultado e som ando as forças na direção y, obtemos:

+ ^ F y = 0; 319 N - 600 sen 45° N - 100 N - 200 N + B y = 0


By = 405 N Resposta

Pode-se conferir esse resultado som ando osm om entos em relação ao


ponto A .

i + 2 M A = 0; —(600 sen 45°N )(2 m ) - (600 cos 45°N ) (0,2 m)


-( 1 0 0 N )(5 m) - (200 N )(7 m ) + B y(7 m) = 0
B y = 405 N Resposta

EXEMPLO 5.7

A corda m ostrada na Figura 5.15a suporta um a força de 100 lb apoiando-


se num a polia sem atrito. D eterm ine a força de tração na corda em C e nos
com ponentes horizontal e vertical da reação no pino em A .

100 lb
(a) (b)

SOLUÇÃO
D ia g ra m a de C orpo L ivre. Os diagram as de corpo livre da corda e da polia
são m ostrados na Figura 5.15c. O princípio de ação, com um a reação igual em
intensidade, porém de sentido oposto, deve ser cuidadosam ente observado ao
se d esenhar cada um desses diagramas: a corda exerce um a distribuição de
carga desconhecida p em p arte da superfície da polia, enquanto a polia exer­
ce na corda um efeito igual, mas oposto. Para a solução, no entanto, é mais
sim ples com binar os diagram as de corpo livre da polia e da parte da corda que
está em contato, de m odo que a carga distribuída se torne interna ao sistema
e seja, portanto, elim inada da análise. Veja a Figura 5.15c.
E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio . Som ando os m om entos relativam ente ao ponto A
para elim inar \ x e A v (Figura 5.15c), temos:

- 0; 100 lb(0,5 pé) - T(0,5 pé) = 0


T = 100 lb R esp o sta

Pode-se n o tar que a força perm anece constante à m edida que a corda
passa pela polia. (Isso é verdadeiro para qualquer ângulo 6 que dá a direção
(c) da corda e p ara qualquer raio r da polia). U tilizando o resultado para T, o
som atório das forças é aplicado para determ inar os com ponentes da reação
Figura 5.15 no pino A .
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 181

2 F X = 0; - A x + 100 sen 30° lb = 0


A x = 50 lb R esposta
+ | S F V = 0; A y - 1001b - 100 cos 30° lb = 0
Ay - 187 lb Resposta

E X E M P L O 5 . 8 ________________________________________________

A haste m ostrada na Figura 5.16a é conectada por um pino em A e sua


extrem idade B tem o m ovim ento lim itado pelo apoio liso em B. Calcule os
com ponentes horizontal e vertical da reação no pino A .

(a)

SOLUÇÃO
D ia g ra m a de C orpo Livre. Com o m ostrado na Figura 5.166, a reação é
perpendicular ao vínculo em B. Os com ponentes horizontal e vertical da re a ­
ção tam bém estão representados em A .
E q u ações de E quilüjrio. Som ando os m om entos em relação a A , obtem os
uma solução direta para N B:

l+ Z M A = 0; - 9 0 N • m - 60 N(1 m ) + N B{0J5 m) = 0
N b = 200 N

Utilizando esse resultado, obtemos:

Z F X = 0; A x - 200 sen 30° N = 0


A x = 100 N R esposta
+ |2 F y = 0; A y - 2 0 0 co s3 0 °N - 60 N = 0
A y = 233 N
182 E s t á t ic a

EXEMPL O 5.9

A chave de boca m ostrada na Figura 5.17íi é utilizada para apertar o para­


fuso em A . Se a chave não gira quando a carga é aplicada ao seu cabo.determ ine
o torque ou m om ento e a força da chave aplicados ao parafuso.

_ 0,3 m---- +------- 0,4 m


------------- ----------------------------—
VI
52 N 1---- * 30 N
(b)
Figura 5.17

SOLUÇÃO
D ia g r a m a d e C orpo L ivre. O diagram a de corpo livre para a chave é m os­
trad o na Figura 5.176. U m a vez que o parafuso atua com o um ‘apoio fixo’,
ele exerce um a força de com ponentes A ^ e A ^ e um torque sobre a chave
em A .
E q u a ç õ e s d e E q u ilíb rio .

:Z F X = 0; A x - 5 2 (^ )N + 30 cos 60° N = 0
AX = 5N Resposta

+ 1 Z F y = 0; A y - 52({§)N - 30 sen 60° N = 0


Avyv = 74 N Resposta

= 0; M a - 52(jf)N (0,3 m) - (30 sen 60° N)(0,7 m) = 0


M A = 32,6 N ■m Resposta

O ponto A foi escolhido para se efetuar o som atório dos m om entos p or­
que as linhas de ação das forças incógnitas A x e A v passam por esse ponto e,
conseqüentem ente, essas forças não contribuem com os m om entos relativos a
ele. Lem bre-se, porém , de que deve ser incluído nesse somatório. Esse
m om ento é um vetor livre e representa a resistência de torção do parafuso
sobre a chave. Pela terceira lei de Newton, a chave aplica um m om ento ou to r­
que igual, porém oposto, sobre o parafuso. A lém disso, a força resultante na
chave é:

F A = \ / ( 5 ) 2 + (74)2 = 74,1 N R esposta

D evido ao fato de os com ponentes A x e A y terem sido calculados como


quantidades positivas, seus sentidos já estão m ostrados corretam ente no dia­
gram a de corpo livre na Figura 5.176. Portanto:

, 74 N
e = ,g T n " 86'1 ^
Lem bre-se de que atua na direção oposta sobre o parafuso. Por quê?
A p esar de se poder escrever apenas três equações de equilíbrio indepen­
dentes para um corpo rígido, é preciso verificar os cálculos utilizando uma
Cap. 5 E q u il íb r io d e um C o rpo R íg i d o 183

q u arta equação de equilíbrio. Por exemplo, os cálculos anteriores podem ser


verificados em parte pelo som atório dos m om entos em relação ao ponto C:

= 0; 52({§)N (0,4 m) + 32,6 N -m - 74,0 N(0,7 m ) = 0


19,2 N • m + 32,6 N -m - 51,8 N • m = 0

EXEMPLO 5.10

O descarregam ento de concreto do cam inhão é realizado utilizando a calha


m ostrada nas fotos (Figura 5.18a). D eterm ine a força que o cilindro hidráuli­
co e a estrutura do cam inhão exercem sobre a calha para m antê-la na posição
m ostrada. A calha e o concreto nela contido têm peso uniform e de 35 lb/pé.

(a)

SO LU Ç Ã O
O m odelo idealizado da calha é m ostrado na Figura 5.186. Nessa figura,
as dim ensões são dadas e considera-se que a calha está conectada à estrutura
do cam inhão em A por meio de pinos e o cilindro hidráulico B C age como
uma haste de ligação entre a calha e a estrutura.
D ia g ra m a de C orpo Livre. Um a vez que a calha tem com prim ento de 16
pés, o peso total suportado é (35 lb/pé)(16 pés) = 560 lb, que supom os ser apli­
cado no seu ponto médio G. O cilindro hidráulico exerce uma força horizontal
FfíC na calha (Figura 5.18c).
E q u ações d e E q u ilíbrio. Um a solução direta para F /^ ’ é possível por meio
do som atório dos m om entos em relação ao pino em A . Para isso, vam os usar
o princípio dos m om entos e decom por o peso em seus com ponentes paralelo
e perpendicular à calha. Assim, terem os:

[,+ ^ M a = 0;
(c)
—F BC (2 pés) -l- 560 cos 30° lb(8 pés) + 560 sen 30° lb(0,25 pé) = 0
Figura 5.18
F b c = 1-975 lb Resposta

Som ando as forças para obter A x e A v:

Z F X = 0; - A x + 1.975 lb = 0
A x = 1.975 lb R esposta
+ | S F y = 0; A y — 560 lb = 0
A y = 5601b R esposta
184 E s tá tic a

P ara verificarm os essa solução, podem os som ar os m om entos em relaçao


ao ponto B.

i+ S A f* = 0; —1.975 Ib(2 pés) + 560 lb(4 cos 30° pés) +


560 cos 30°lb(4 pés) + 560 sen 30° lb(0,25 pé) = 0

EXEMPLO 5.11 __________________________________________________________________________

A barra lisa e uniform e m ostrada na Figura 5.19a está sujeita a um a força


e um m om ento. Se a barra é apoiada em A por um a parede lisa, e em B e C,
na p arte superior e inferior, é apoiada por roletes, determ ine as reações nesses
apoios. D espreze o peso da barra.

/ 2m

300 N

(b)
Figura 5.19

SOLUÇÃO
D ia g r a m a d e C orpo L ivre. Com o m ostrado na Figura 5.196, todas as re a ­
ções de apoio atuam na direção norm al à superfície de contato, um a vez que
estas são lisas. As reações em B e C são m ostradas atuando na direção de y'
positivo. Com isso, pode-se supor que apenas os roletes localizados na parte
inferior da b arra são utilizados como apoio.
E q u a çõ e s de E q u ilíb rio . U tilizando o sistem a de coordenadas x , y na Figura
5.196, tem os:

2 F X = 0; Cy sen 30° + By sen 30° - A x = 0 (1)


+f = 0; -3 0 0 N + Cy cos 30° + By cos 30° = 0 (2)
= 0; ~By>(2 m ) + 4.000 N *m - C y (6 m )

+ (300 cos 30° N ) (8 m ) = 0

Q uando se escreve a equação dos m om entos, deve-se notar que a linha de


ação do com ponente de força 300 sen 30° N passa pelo ponto A e, conseqüen­
tem ente, essa força não é incluída na equação porque seu m om ento é nulo.
R esolvendo as equações 2 e 3 sim ultaneam ente, obtemos:

By = -1 .0 0 0 N = —1 kN R esposta
Cy, = 1346,4 N = 1,35 kN R esposta
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 185

Como By> é um escalar negativo, o sentido de Bv- é oposto àquele m ostra­


do no diagram a de corpo livre na Figura 5.196. Como conseqüência, é o rolete
da parte superior em B que atua com o apoio, e não o rolete correspondente
na parte inferior. C onservando o sinal negativo para By>(por quê?) e inserindo
os resultados na Equação 1, obtemos:

1.346,4 sen 30° N - 1.000 sen 30° N - A x = 0


A x — 173 N R esposta

EXEMPLO 5.12 _____________________________________________


A ram pa uniform e de um cam inhão m ostrada na Figura 5.20a tem peso
de 400 lb e é fixada por pinos à estrutura do cam inhão em cada um a de suas
extrem idades, sendo m antida na posição m ostrada na figura pelos dois cabos
laterais. D eterm ine a tensão nos cabos.

Figura 5.20

SOLUÇÃO
O m odelo idealizado da ram pa, que indica todas as dim ensões necessá­
rias, assim com o os apoios, é m ostrado na Figura 5.206. N essa figura, o centro
de gravidade está localizado no ponto médio, uma vez que a ram pa é quase
uniforme.
D ia g ra m a de C orpo Livre. A partir do m odelo idealizado, constrói-se o dia­
grama de corpo livre para a ram pa, m ostrado na Figura 5.20c.
E quações d e E qu ilíbrio. O som atório dos m om entos em relação ao ponto
A fornecerá uma solução direta para a tensão do cabo. U tilizando o princípio
dos m om entos, existem diversas m aneiras de determ inar o m om ento de T em
relação a A . U sando os com ponentes jt, y com T aplicado em B. temos:
186 E s t á t ic a

[i + 'Z M a = 0; —T cos 20°(7 sen 30°pés) + T sen 20°(7 cos 30°pés)

+ 400 lb(5 cos 30° pés) = 0


T = 1.425 lb

Pelo princípio da transm issibilidade, podem os posicionar T em C, mesmo


que este ponto não esteja na ram pa, conform e a Figura 5.20c. Nesse caso, o
com ponente horizontal de T não contribui com nenhum m om ento em relação
a A . Em prim eiro lugar, devem os determ inar d utilizando a lei dos senos:

d 7 pés
d — 3,554 pés
sen 10° sen 20°
= 0; - T sen 20°(3,554 pés) + 400 lb(5 cos 30°pés) = 0
T = 1.425 lb

A m aneira mais simples de calcular o m om ento de T em relação ao ponto


A é desm em brar T nos com ponentes paralelo e perpendicular à ram pa em B.
Então, o m om ento do com ponente paralelo é zero em relação a A , de forma que:

= 0; - T sen 10°(7 pés) + 400 lb (5 cos 30°pés) = 0


T = 1.425 lb

Com o existem dois cabos sustentando a rampa:

T ’ = — = 712 lb
2 Resposta

Com o exercício, m ostre que A x - 1.339 lb e A v = 887,4 lb.

5 .4 E lem e n to s com D uas e T rês Fo rças

A solução de determ inados problem as de equilíbrio pode ser simplifica­


da se houver a possibilidade de reconhecer elem entos que estão sujeitos a
apenas duas ou três forças.

F,
F.

.1
B

■7\
(a)

;
Fb= -F„
fb)
Elementos de duas forças
Figura 5.21
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 187

E lem e n to s S u je ito s a D u a s Forças. Q uando um elem ento não está sujei­


to à ação de nenhum m om ento e as forças aplicadas atuam em apenas dois
pontos sobre ele, recebe o nom e de elemento de duas forças. Um exem plo é
m ostrado na Figura 5.21a. As forças em A e B são som adas para obter suas
respectivas resultantes F^ e F fi.Veja a Figura 5.216. Essas duas forças m ante­
rão um equilíbrio translacional ou equilíbrio de forças ( 1 F — 0), contanto que
F^ seja de mesma intensidade e direção oposta a F fi. Além disso, o equilíbrio
rotacional ou de m om ento ÇLM0 — 0) será satisfeito se F^ for colinear a F/.*.
Como resultado, a linha de ação de am bas as forças será conhecida, já que ela
sempre passa por A e B. C onseqüentem ente, apenas a intensidade deve ser
determ inada ou estabelecida. O utros exemplos de elem entos de duas forças
m antidas em equilíbrio são m ostrados na Figura 5.22.

Elementos de duas forças

Figura 5.22

E lem e n to s S u je ito s a Três Forças. Se um elem ento está sujeito a apenas


três forças, é necessário que as forças que atuam sobre ele sejam concorrentes
ou paralelas para que fique em equilíbrio. Para m ostrar a condição de concor­
rente, considere o corpo da Figura 5.23a e suponha que quaisquer duas das três
forças que atuam no corpo tenham linhas de ação que se interceptam no ponto
O. Para satisfazer o equilíbrio de m om entos em relação a 0 , isto é, SA/0 = 0,
a terceira força tam bém deve passar por O, o que torna as forças um sistem a
concorrente. Para a condição de paralelism o (Figura 5.236) é necessário que o
ponto O esteja no ‘infinito’, pois nesse caso a terceira força deve ser paralela
às outras duas para que se interceptem nesse ‘p o n to ’.

F
F2t
Forças concorrentes Forças paralelas
(a) (b)

Elementos de três forças

Figura 5.23
188 E s tá tic a

Muitos elementos mecânicos atuam como elementos de duas ou três forças e a habilidade para reco-
nhecê-los no problema simplifica consideravelmente a análise de equilíbrio do sistema.
• A ligação A B na caçamba de uma retroescavadeira é um exemplo típico de elemento de duas
forças, uma vez que ela é fixada por pinos em suas extremidades e, considerando seu peso des­
prezível, nenhuma outra força atua nesse elemento.
• O cilindro hidráulico B C é fixado por pinos em suas extremidades. Este é um elemento de três
forças. O braço A B D está sujeito ao peso do motor suspenso em D, à força do cilindro hidráu­
lico em B e à força do pino em A. Caso o peso do braço seja desprezível, essa estrutura será
considerada um elemento de três forças.
• A carroceria basculante do caminhão opera pela extensão do cilindro hidráulico telescópico AB.
Se o peso de A B é desprezível, podemos classificá-lo como elemento de duas forças, uma vez
que ele está conectado por pinos em suas extremidades.

EXEMPLO 5.13

A alavanca A B C é apoiada por pinos em A e conectada a um pequeno


braço B D (Figura 5.24«). C onsiderando os pesos dos elem entos desprezíveis,
determ ine a força do pino sobre a alavanca em A .

45°

/7 l
(b)

|— ■ - 0,5 m

400 N
*
-----;—

0,5 m

0,2 m

0,2 m
s . /I
D

W
0,1 m
(a)
Figura 5.24
Cap. 5 E q u ilíb r io d e um C o r p o R íg id o 189

SO LU Ç Ã O
D ia g ra m a de C orpo Livre. Como m ostrado no diagram a de corpo livre
(Figura 5.246), a pequena ligação BD é um elemento de três forças, então, as
forças resultantes nos pinos D e B devem ser iguais, colineares e opostas.
E m bora a intensidade das forças não seja conhecida, sua linha de ação é, uma
vez que esta passa pelos pontos B e D.
A alavanca A B C é um elemento de três forças e, portanto, para satisfazer o
equilíbrio dos momentos, as forças não paralelas atuantes sobre ela devem ser
concorrentes em O (Figura 5.24c). N ote que a força F sobre a alavanca em B
é igual em intensidade, porém oposta à força F na ligação no m esm o ponto.
Por quê? A distância CO deve ser de 0,5 m, pois as linhas de ação de F e a
força de 400 N são conhecidas.
E q u ações de E q u ilíb rio . Como o ponto O, o sistema de forças deve ser
concorrente, pois = 0, o ângulo 6 que define a linha de ação de FA pode
ser determ inado por trigonom etria:

d = tg-1 f ^ Q = 60,3° ^ *6 R esposta

U tilizando os eixos x, y e aplicando as equações de equilíbrio de forças,


pode-m os obter FÁ e F:

?,FX = 0 F A cos 60,3° - F cos 45° + 400 N = 0


+ | S F >, = 0 F A sen 60,3° — F sen 45° = 0

Resolvendo, obtem os:

F A = 1,07 kN R esposta
F = 1,32 kN

Observação: Pode-se tam bém resolver este problem a rep resen tan d o a força
em A por meio de seus dois com ponentes, A r e A y, e aplicando
^ M a = 0, = 0, 'ZFy = 0 para a alavanca. U m a vez determ inados A x e
A y, como se pode o bter FA e 61

P roblem as

5.11. Determine as reações nos apoios do Problema 5.1. 5.19. Determine a intensidade das reações na viga em A e
B. Despreze a espessura dela.
*5.12. Determine a intensidade da força resultante que atua
no pino A do perfurador manual no Problema 5.2.
5.13. Determine as reações nos apoios da treliça no Pro­
600 N 15°
blema 5.5.
5.14.
5.15.
Determine as reações na lança do Problema 5.6.
Determine as reações de apoio da viga no Problema
J ' f ”

5.7.
*5.16. Determine as reações nos elementos em A, B e C do f— 4m 4------ 8m ---------- -
Problema 5.8.
5.17. Determine as reações nos pontos em contato com A,
B e C da barra no Problema 5.9. Problema 5.19

5.18. Determine as reações no pino em A e no rolete em B *5.20. Determine as reações nos apoios em A e B da
da viga no Problema 5.10. estrutura.
190 E s t á t ic a

Problema 5.20

5.21. Quando se segura uma pedra de 5 lb em equilíbrio, o


úmero H, considerado liso, exerce uma força normal Fc e
no rádio C e no cúbito A, como mostra a figura. Determine
essas forças e a força F« que o bíceps B exerce sobre o rádio
para manter o equilíbrio. A pedra tem centro de massa em
G. Despreze o peso do braço.

Problema 5.23

Problema 5.21

5.22. O homem está puxando uma carga de 8 lb com um


dos braços e segurando como mostra a figura. Determine a
força F// exercida no osso úmero H e a tensão desenvolvida
no músculo bíceps B. Despreze o peso do braço.
5.23. A rampa de um navio tem peso de 200 lb e o centro
de gravidade em G. Determine a força do cabo em CD neces­
sária para apenas iniciar o levantamento da rampa (isto é,
apenas o suficiente para que a reação em B seja nula).
Determine também os componentes horizontal e vertical da 5.25. Compare a força exercida nos dedos e no calcanhar
força na articulação (pino) em A. de uma mulher de 120 lb quando ela está usando sapatos de
*5.24. Determine a intensidade da força no pino A e no salto normal e de salto alto. Suponha que todo o seu peso
cabo BC necessária para sustentar a carga de 500 lb. Despreze esteja concentrado em um pé e que as reações acontecem nos
o peso da haste AB. pontos A e B, como mostrado na figura.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 191

1201b
120 lb

1,25 pol 0,75 pol 3,75 pol

Problema 5.25 Problema 5.28


5.29. O dispositivo é usado para manter a porta de um ele­
5.26. Determine as reações nos pinos A e B. No estado de
vador aberta. Se a mola tem rigidez de k = 40 N/m e está
repouso, a mola tem comprimento de 80 mm.
comprimida em 0,2 m, determine os componentes horizontal
k = 600 N/m e vertical da reação no pino A e a força resultante no man­
cai da roda B.

50 mm

150 mm
50 inm
Problema 5.26

5.27. A estrutura da plataforma tem peso de 250 lb e cen­


tro de gravidade em Gx e deve ser capaz de sustentar uma
carga máxima de 400 lb colocada no ponto G2■Determine o
menor contrapeso W que deve ser colocado em B para evi­
tar que a plataforma tombe.

5.30. O cortador está sujeito a uma força horizontal de 580 lb


e a uma força normal de 350 lb. Determine os componentes
horizontal e vertical da força que atua no pino A e a força ao
longo do cilindro hidráulico BC (um elemento de duas forças).

580
Problema 5.27

*5.28. Determine a força no cabo e os componentes hori­ 350 lb


zontal e vertical da reação do pino em A. A polia em D é
Problema 5.30
sem atrito e o cilindro pesa 80 lb.
192 E s t á t ic a

5.31, O guindaste de braço horizontal da figura é usado para


3 pés-
sustentar a carga de 780 lb. Se a carretilha T pode ser posi­
cionada em qualquer ponto entre 1,5 pé < x < 7,5 pés,
determine a máxima intensidade de reação nos apoios A e
B. Note que os apoios são colares que permitem ao guindas­
te girar livremente em torno do eixo vertical. O colar em B
suporta uma força na direção vertical, o que não acontece
com o colar em A.

Problenia 5.33

Problema 5.31

*5.32. O carro esporte tem massa de 1,5 t e centro de massa


em G. Se as duas molas frontais têm rigidez kA = 58 kN/m
cada uma e as duas molas traseiras têm k H = 65 kN/m cada
uma, determine suas compressões quando o carro é estacio­
nado numa ladeira com 30° de inclinação. Que força de
fricção F/j deve ser aplicada em cada uma das rodas trasei­
ras para manter o carro parado? Dica: determine primeiro
as forças normais em A e B e, então, determine as compres­
sões nas molas.

Problema 5.34

5.35. Se o carrinho de pedreiro e seu conteúdo têm massa


de 60 kg e centro de massa em G, determine a intensidade
da força resultante que o homem deve exercer em cada um
dos braços do carrinho para mantê-lo em equilíbrio.

Problema 5.32

5.33. O poste de energia elétrica sustenta as três linhas, cada


uma exercendo uma força vertical no poste devido ao seu
próprio peso, como mostra a figura. Determine as reações no 0.6
apoio fixo D. Se o vento ou o gelo podem romper as linhas,
determine qual(is) linha(s), quando removida(s), criará(ão)
uma condição para a maior reação do momento em D.
5.34. O guindaste de lança é fixado por um pino em A e Problema 5.35
apoiado por um colar liso em B. Determine a posição x do
rolete com a carga de 5.000 lb, de modo que permita a máxi­ *5.36. O alicerce da figura é usado para apoiar uma carga
ma e a mínima reação nos apoios. Calcule essas reações em de 12.000 lb. Determine as intensidades w^ e w2 do carrega­
cada caso. Despreze o peso do guindaste. O posicionamento mento distribuído que atua em sua base, de maneira que o
deve estar no intervalo 4 pés < x < 10 pés. equilíbrio seja mantido.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 193

12.0001b

1— 1 0i pés —J

Problema 5.38

Problema 5.36

5.37. O anteparo AD está sujeito às pressões da água e do


aterramento. Supondo que AD esteja ‘fixado por pinos’ ao
solo em A , determine as reações horizontal e vertical nesse
ponto e a força no reforço BC necessária para manter o
equilíbrio. O anteparo tem massa de 800 kg.

Problema 5.39

*5.40. A viga está sujeita às duas cargas concentradas, como


é visto na figura. Supondo que a base da fundação exerce
uma distribuição de cargas que varia linearmente, (a) deter­
118 kN/m A
mine as intensidades das cargas vvt e w2 na condição de
310 kN/m
equilíbrio em função dos parâmetros mostrados na figura e
(b) faça os cálculos com P = 500 lb, L = 12 pés.
Problema 5.37

5.38. O poste telefônico, de espessura desprezível, está sujei­


to à força de 80 lb orientada como mostra a figura. O poste
é sustentado pelo cabo BCD e pode ser considerado fixo por
meio de pinos em sua base A. Com a finalidade de desobs­
truir o local para uma calçada, onde se encontra o ponto D,
o apoio CE é introduzido no ponto C, como mostrado pela
linha tracejada (o segmento de cabo CD é removido). Se a
força em CD' deve ser o dobro da força em BCD, determine
a altura h para a colocação da escora CE.
5.39. O trabalhador usa um carrinho de mão para levar Problema 5.40
material rampa abaixo. Se o carrinho e seu conteúdo são man­
tidos na posição mostrada, ambos pesando 100 lb, com o 5.41. A estante sustenta o motor elétrico da figura, que tem
centro de gravidade em G, determine a força normal resul­ massa de 15 kg e centro de massa em Gm. A plataforma
tante das duas rodas no solo em A e a intensidade da força tem massa de 4 kg e centro de massa em Gp. Supondo que
necessária na mão do trabalhador em B. um único parafuso B prenda o suporte na parede lisa em A ,
194 E s t á t ic a

determine a força normal nesse ponto e calcule os compo­ *5.44. O guindaste móvel tem peso de 120.000 lb e centro
nentes horizontal e vertical da reação do parafuso no suporte. de gravidade em G]. A lança do guindaste tem peso de
30.000 lb e centro de gravidade em G2 Determine o menor
ângulo de inclinação 8 da lança para evitar que o guindaste
tombe, se a carga suspensa for W — 40.000 lb. Despreze a
espessura dos trilhos em A e B.
5.45. Determine agora as reações normais nos trilhos A e
B , sabendo que a carga tem peso de W = 16.000 lb. Despreze
a espessura dos trilhos e adote 9 = 30° para esses cálculos.

Problema 5.41

5.42. Uma viga em balanço, com comprimento livre de 3 m,


é submetida a uma força vertical de 500 N, conforme a figura.
Supondo que a parede resista a essa carga, com uma distribui­
ção linear de cargas numa extensão de 0,15 m na porção
embutida da viga, determine a intensidade dos carregamentos
distribuídos Wj e w2 para manter o equilíbrio.
Problemas 5.44/45

5.46. O guincho da figura consiste em um tambor de raio


de 4 pol, que está conectado por pinos no seu centro em C.
Na sua parte exterior há uma catraca com raio médio de 6
pol. A lingüeta AB atua como um elemento de duas forças
(haste curta) e bloqueia a rotação do tambor. Determine os
componentes horizontal e vertical da reação no pino C,
sabendo que a carga suspensa pesa 500 lb.

Problema 5.42

5.43. A parte superior da lança do guindaste consiste da


estrutura A B , que é apoiada pelo pino em A , pelo seu cabo
de sustentação BC e pelo cabo CD que sustenta o mastro em
C. Cada um desses cabos está ligado independentemente ao
mastro. Determine a intensidade da força resultante que o
pino exerce na estrutura em A para a condição de equilíbrio,
a tensão no cabo BC e a tensão T no cabo elevador, quando
a carga de 5 kN está suspensa por esse cabo, que passa pela
polia em B. Despreze o peso da estrutura AB. A polia em B
tem raio de 0,1 m.

Problema 5.46

5.47. O guindaste é formado de três partes, que têm pesos


de W, = 3.500 lb, W2 = 900 lb, W3 = 1.500 lb e centro de
gravidade em Gj, G2 e G3, respectivamente. Despreze o peso
da lança, determine (a) as reações em cada um dos quatro
pneus quando a carga de 800 lb estiver sendo levantada com
velocidade constante e (b) a máxima carga que o guindaste
pode levantar sem tombar, quando a lança for posicionada
Problema 5.43 como mostrado na figura.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 195

5.51. O comutador com ação de cotovelo consiste em uma


alavanca que é presa por pinos a uma estrutura fixa em A e
mantida numa dada posição por meio da mola, que tem com­
primento de 200 mm quando relaxada. Determine a
intensidade da força resultante em A e a força normal na
cavilha em B quando a alavanca está na posição mostrada na
figura.

Problema 5.47

*5.48. A lança mantém penduradas duas cargas verticais.


Despreze as dimensões dos colares em D e B, a espessura da
lança e calcule os componentes horizontal e vertical da força
no pino A e a força no cabo CB. Considere Fx = 800 N e F2
= 350 N.
5.49. A lança da figura deve manter penduradas duas car­
gas verticais e F2. Se a carga máxima suportada pelo cabo
CB é de 1.500 lb, determine as cargas críticas para a condição
Fi =2F2. Qual é a intensidade da reação máxima no pino A l

Problema 5.51

*5.52. A viga não flexível de peso desprezível é apoiada


horizontalmente por duas molas e um pino. Considerando
que as molas não estão deformadas quando a carga é remo­
vida, determine a força em cada mola quando é aplicada a
carga P Calcule também a deflexão vertical da extremidade
C. Considere que a rigidez da mola k é grande o suficiente
de modo a permitir apenas pequenas deflexões. Dica: a viga
gira em relação ao ponto A e as deflexões nas molas podem
ser relacionadas.

J
Problemas 5.48/49

5.50. Três livros de formatos regulares, cada um com peso


W e comprimento a são empilhados como mostrado na figu­
ra. Determine a máxima distância d que o livro de cima pode
se deslocar em relação ao livro de baixo de modo que a pilha 5.53. A barra uniforme AB tem peso de 15 lb e a mola está
não desmorone. relaxada para 6 = 0o. Determine a rigidez k da mola para 0
= 30° de modo que a barra fique em equilíbrio.

ü * aJ

Problema 5.50
Problema 5.53
196 E s t á t ic a

5.54. O tubo liso está em repouso contra a parede nos pon­ 5.58. O carrinho de pedreiro e seu conteúdo têm massa m
tos de contato A, B e C. Determine as reações necessárias e centro de massa em G. Determine o maior ângulo de incli­
nesses pontos para suportar a força vertical de 45 lb. Despreze nação 6 sem deixar o carrinho tombar.
a espessura do tubo para os cálculos.

Problema 5.58

5.59. Um garoto mantém-se na extremidade de uma pran­


cha de mergulho, que é apoiada por duas molas A e B, cada
uma com rigidez k = 15 kN/m. Na posição mostrada na figu­
ra, a prancha está na horizontal. Se o garoto tem massa de
40 kg, determine o ângulo de inclinação da prancha em rela­
Problema 5.54 ção à horizontal depois que ele salta. Despreze o peso da
prancha e considere-a inflexível.
5.55. A viga horizontal é apoiada por molas em suas extre­
midades. Cada mola tem rigidez k = 5 kN/m e está relaxada
inicialmente. Determine o ângulo de inclinação do feixe se
uma carga de 800 N for aplicada no ponto C, conforme mos­
trado na figura.
*5.56. A viga horizontal é apoiada por molas em suas extre­
midades. Sendo kA = 5 kN/m a rigidez da mola em A,
determine a rigidez da mola em B necessária para se aplicar
800 N de carga sobre a viga e ela permanecer na posição hori­
zontal. As molas são originalmente construídas para que a
viga fique na posição horizontal quando não está recebendo
nenhuma carga.
800 N

1 Problema 5.59
, 1 .................................... —
B
*5.60. A viga uniforme tem peso W. comprimento / e é
apoiada por um pino em A e um cabo em BC. Determine os
componentes horizontal e vertical da reação em A e a ten­
------- 1 m --------- - são necessária no cabo para manter a viga na posição
mostrada na figura.
3m
Problemas 5.55/56

5.57. Determine a distância d para a colocação da carga P


de modo que a barra lisa seja mantida em equilíbrio na posi­
ção d, como mostrado na figura. Despreze o peso da barra.

Problema 5.60

5.61. A barra uniforme tem comprimento / e peso W. Ela é


apoiada na extremidade A por uma parede lisa e na outra
extremidade por uma corda de comprimento s, que está amar­
rada na parede como se vê na figura. Mostre que para a
condição de equilíbrio é necessário que h = [(s2 — /2)/3]1/7.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 197

5.62. O disco B tem massa de 20 kg e permanece apoiado


na superfície cilíndrica lisa por meio de uma mola de rigidez
k = 400 N/m e comprimento não distendido /0 = 1 m, A mola
permanecerá na posição horizontal, uma vez que sua extre­
midade em A está presa ao pequeno rolete-guia, de peso
h desprezível. Determine o ângulo 6 para o limiar de equilíbrio
do rolete.

B
Problema 5.61
Problema 5.62

Equilíbrio em Três D imensões

5.5 D iagramas de Corpo Livre


O prim eiro passo na resolução de problem as de equilíbrio em três dim en­
sões, assim como em duas dimensões, é desenhar o diagram a de corpo livre do
corpo (ou do grupo de corpos considerados com o um sistem a). A ntes de m os­
trarm os esse procedim ento, no entanto, é necessário discutir os tipos de reações
que podem ocorrer nos apoios.
R eações d e A p o io . As forças e os m om entos de reações que atuam nos vários
tipos de apoios e conexões, quando os elem entos são vistos em três dim ensões,
são apresentados na Tabela 5.2. E im portante reconhecer os sím bolos utiliza­
dos para representar cada um desses apoios e entender claram ente com o as
forças e os m om entos são desenvolvidos por cada apoio. Com o no caso de duas
dimensões, a força é desenvolvida por um apoio que restringe a translação do
elemento, uma vez que o m om ento ocorre quando a rotação do elem ento liga­
do é impedida. Por exemplo, na Tabela 5.2, a junta esférica (4) im pede qualquer
translação do elem ento no ponto de conexão. Essa força tem três com ponen­
tes com intensidades incógnitas Fx, Fy e Fz. Após se determ inarem os valores desses
com ponentes, pode-se obter a intensidade da força, F = V F * 4- F y + F?,com
sua orientação definida pelos ângulos diretores coordenados a, (3 e y, confor­
me as equações 2.7.1 Como os com ponentes de conexão podem girar livrem ente
em torno de qualquer eixo, não há resistência a nenhum m om ento por um a
junta esférica.
Deve ser observado que os apoios com m ancai simples (5) e (7), com o
pino ou articulação simples (8) e a dobradiça simples (9) são apresentados
como apoios que estão sujeitos aos com ponentes de forças e m om entos. Se,
no entanto, esses apoios são usados em com binação com outros m ancais, pinos
ou dobradiças para sustentar o equilíbrio de um corpo rígido e se estão ade­
quadamente alinhados ao corpo, então as reações das forças nesses apoios
devem ser adequadas p o r si só para sustentar o corpo. Em outras palavras, os
m om entos se tornam redundantes e não são apresentados no diagram a de
corpo livre. O m otivo disso ficará claro após os exem plos a seguir.

1As três incógnitas podem também ser representadas como uma força desconhecida de intensi­
dade F e dois ângulos diretores coordenados desconhecidos. O terceiro ângulo é obtido com a
utilização da identidade cos2a + cos2 (3 + cos2y = 1 (Equação 2.10).
198 E s t á t ic a

T abela 5 .2 A p o io s d e C o r p o s R í g i d o s S u j e it o s a S is t e m a s d e F o r ç a s T r id im e n s io n a is

Tipos de ligação Reação Número de incógnitas

(d ^

Uma incógnita. A reação é uma força de tração que atua


m no sentido de afastamento do elemento, puxando-o ao
/ longo do cabo.

cabo

Uma incógnita. A reação é uma força


que atua perpendicularmente à superfície
no ponto de contato.

apoio de superfície lisa

(3)

Uma incógnita. A reação é uma força que atua


perpendicularmente à superfície no
ponto de contato.

rolete

Três incógnitas. As reações são três


componentes retangulares da força.

junta esférica

Quatro incógnitas. As reações são dois


componentes de força e dois componentes
de momento perpendiculares ao eixo.

mancai radial simples

(6 )
M.
Cinco incógnitas. As reações são dois
M, componentes de força e três componentes
M, * de momento.
mancai simples com eixo
de seção transversal quadrada
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 199

Tabela 5 .2 A poios de C orpos R ígidos S ujeitos a S istemas de Forças T ridimensionais (Continuação)


Tipos de ligação Reação Número de incógnitas

(7)

Cinco incógnitas. As reações são três


componentes de força e dois componentes
de momento.
mancai axial ou de encosto

M.
(8)

Cinco incógnitas. As reações são três


Fu M componentes de força e dois componentes
de momento.
pino sem atrito ou articulação

M.
(9)

Cinco incógnitas. As reações são três


componentes de força e dois componentes
de momento.

dobradiça simples M,

(10)
f

£ M M,
Seis incógnitas. As reações são três
componentes de forças e três componentes
de momento.

apoio fixo ou engaste

Exemplos típicos de apoios reais citados na Tabela 5.2 são mostrados na seguinte seqüência de fotos.

Esta junta esférica permite uma conexão en­


tre o protetor de uma máquina niveladora de
terreno e sua estrutura. (4)
200 E s t á t ic a

Este mancai simples apóia uma extremi­ Este mancai de encosto é usado para Esta articulação é usada para apoiar uma
dade do eixo. (5) apoiar o eixo da caixa de transmissão de extremidade de um braço da estrutura de
uma máquina. (7) um trator. (8)

D ia g ra m a s de C orpo Livre. O procedim ento geral para desenhar o diagra­


m a de corpo livre para um corpo rígido foi apresentado na Seção 5.2.
Essencialm ente, é necessário em prim eiro lugar ‘isolar’ o corpo desenhando
seu contorno. Feito isso, identifica-se com cuidado todas as forças e m om entos
em relação a um sistem a de coordenadas x, y, z. Como regra geral, os com po­
nentes de reação que tenham intensidades desconhecidas são apresentados no
diagram a de corpo livre atuando no sentido positivo. D essa m aneira, se qual­
q uer valor negativo for obtido, será um indicativo de que, na verdade, os
com ponentes atuam no sentido negativo no mesmo sistem a de coordenadas.

(a) (b)

É um engano utilizar uma única dobradiça para apoiar uma porta, porque a dobra­
diça deve criar uma força Cy para equilibrar o peso W da porta e um momento M
para equilibrar o momento de W, isto é, M = Wd. Se, em vez disso, forem utilizadas
duas dobradiças adequadamente alinhadas, então o peso será distribuído para am­
bas, tal que A y + By - W, e a resistência ao momento da porta será fornecida pelas
duas forças das dobradiças, F, e —Fr Essas forças formam um binário, de tal forma
que Fxd' = Wd. Em outras palavras, nenhum momento é gerado pelas dobradiças
na porta, porque elas estão adequadamente alinhadas. Em vez disso, as forças F* e
- F x resistirão à rotação provocada por W.

E X E M P L O 5 . 1 4 ___________________________________________________________________________

Exem plos de objetos e seus diagram as de corpo livre associados são m os­
trados na Figura 5.25. E m todos os casos, os eixos y, z são estabelecidos e os
com ponentes de reação incógnitos são indicados no sentido positivo. Os pesos
dos objetos são desconsiderados.
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 201

45 N • m

A.
1'
500 N
Mancais radiais corretamente alinhados em A, B e C. As forças de reação desenvolvidas pelos mancais são suficientes para o equilíbrio, uma vez
que impedem a rotação do elemento em cada um dos eixos do sistema de coordenadas.
(a)

Os componentes dos momentos são desenvolvidos pelo pino sobre a barra,


para evitar a rotação do elemento em relação aos eixos x, z-

(b)

400 lb

A.y

Mancai radial em A e dobradiça em C corretamente Apenas forças de reação são desenvolvidas pelo mancai e pela dobradiça sobre a placa.
alinhados. Rolete em B. para evitar rotação em tomo dos eixos do sistema de coordenadas.
Nenhum momento é desenvolvido na dobradiça.
(c)

.4 kN
k A r yc
MlAy
6 kN

Mancai de encosto em A e cabo em BC. Componentes de momento são desenvolvidos pelo mancai sobre a barra para evitar
sua rotação em tomo dos eixos y, z-

(d)

Figura 5.25
202 E s t á t ic a

5.6 E q u a ç õ e s d e E q u ilíb r io

Com o foi discutido na Seção 5.1, para o equilíbrio de um corpo rígido sujei­
to a um sistem a tridim ensional de forças, é preciso que tanto a força resultante
quanto o m om ento resultante que atuam no corpo sejam iguais a zero.
E q u a çõ es V etoriais de E quilíbrio. As duas condições para o equilíbrio de
um corpo rígido podem ser expressas m atem aticam ente na forma vetorial como:

2F = 0
2M 0 = 0

onde 2 F é a soma vetorial de todas as forças externas que atuam no corpo e


é a soma vetorial dos m om entos de binários e dos m om entos de todas as
forças em relação a qualquer ponto O localizado tanto no corpo como fora dele.
E q u a çõ es E sca la res d e E q u ilíb rio . Se todas as forças externas aplicadas e
os m om entos forem expressos na form a de vetores cartesianos e substituídos
nas equações 5.5, terem os:
S F = Z F xi + XFvj + S F -k = 0
2 M 0 = E M xi + 2 M yj + 2 M Zk = 0

Com o os com ponentes i, j e k são independentes entre si, as equações


acim a serão satisfeitas desde que:

= 0
ZFy = 0 (5.6a)
ZFz = 0
e
2M , = 0
2M V= 0 (5.6 b)
= 0

Essas seis equações escalares de equilíbrio podem ser usadas para resolver
no máxim o seis incógnitas m ostradas no diagrama de corpo livre. As equações
5.6a expressam, de fato, que a soma de todos os com ponentes externos das for­
500 N ças atuantes nas direções jc , y, z deve ser nula e as equações 5.6b requerem que
a soma dos com ponentes dos m om entos em relação aos eixos x , y, z seja nula.

5.7 R e s t r iç õ e s p a r a um C o r p o R íg id o

Para garantir o equilíbrio de um corpo rígido, é necessário não apenas satis­


fazer as equações de equilíbrio, mas o corpo também deve estar adequadam ente
preso ou seus m ovim entos lim itados pelos seus apoios. Alguns corpos podem
ter m ais apoios do que o necessário para seu equilíbrio, enquanto outros po ­
dem não ter o suficiente ou os apoios podem ter sido posicionados de uma
m aneira que poderia provocar o desm oronam ento deles. Cada um desses casos
será discutido agora.
R estriçõ es R e d u n d a n te s . Q uando um corpo tem apoios redundantes, isto
é, m ais apoios do que o necessário para se m anter em equilíbrio, seu estado de
equilíbrio se torna estatisticamente indeterminado, o que significa que haverá
(a) mais cargas incógnitas no corpo do que equações de equilíbrio disponíveis para
sua solução. Por exemplo, o problem a bidim ensional na Figura 5.26a e o
Figura 5.26 problem a tridim ensional da Figura 5.26b. m ostrados com seus respectivos dia-
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 203

gramas de corpo livre, são am bos estatisticam ente indeterm inados por causa
de reações de apoio adicionais. No caso bidimensional, há cinco incógnitas, M A,
A x, A v, By e Cy, para as quais apenas três equações de equilíbrio podem ser
escritas: XFx = 0, ! F V = 0 e £A /0 = 0 (equações 5.2). O problem a tridim en­
sional tem oito incógnitas, para as quais apenas seis equações de equilíbrio
podem ser escritas (equações 5.6). As equações adicionais necessárias para
resolver os problem as indeterm inados dos tipos m ostrados na Figura 5.26
geralm ente são obtidas das condições de deform ação nos pontos de apoio. Essas
equações envolvem as propriedades físicas dos corpos, que são estudadas nas
áreas relacionadas com a m ecânica das deform ações, tais com o ‘resistência dos
m ateriais’.2

Figura 5.26

R estrições In a d e q u a d a s . Em alguns casos, pode haver tantas forças incóg­


nitas no corpo quanto equações de equilíbrio; no entanto, o corpo pode se
tornar instável pelas restrições inadequadas a que se subm ete. No caso de pro­
blemas tridimensionais, o corpo é inadequadam ente restrito quando todas as
reações de apoio interceptam um eixo com um . Para os problem as de duas
dimensões, esse eixo é perpendicular ao plano das forças e, por esse motivo,
aparece como um ponto. C onseqüentem ente, quando todas as forças de rea­
ção são concorrentes nesse ponto, o corpo se torna inadequadam ente restrito.
Exem plos de am bos os casos são dados na Figura 5.27. Pode-se ver, a partir
dos diagram as de corpo livre, que o som atório dos m om entos em relação ao
eixo x (Figura 5.21a) ou ao ponto O (Figura 5.21b) não será igual a zero; assim,
surgirão rotações em relação ao eixo x ou ao ponto O.3 A lém disso, em am bos
os casos se tornará impossível obter as incógnitas completamente, um a vez que
se pode escrever uma equação de m om ento que não envolve nenhum a das re a­
ções de apoio desconhecidas e, como resultado, isso reduz para um a o núm ero
de equações de equilíbrio disponíveis.
O utra m aneira pela qual uma restrição inadequada conduz à instabilida­
de ocorre quando as forças de reação são todas paralelas. Exem plos de três e
de duas dim ensões podem ser vistos na Figura 5.28. Em am bos os casos, o som a­
tório das forças ao longo do eixo x não será nulo.

' Veja Hibbeler, R.C. Resistência dos materiais. 5. ed. São Paulo, Prentice Hall, 2004.
1 Para o problema em três dimensões, = (400 N)(0,6 ra) ^ 0 e, para o problema em duas
dimensões, 2Af0 = (100N )(0,2m ) ¥= 0.
204 E s t á t ic a

4 0 0 N

(a)

L A / o * 0

(b)
Figura 5.27

1 0 0 N
(a)

r w'
A

t í
• 3C
.
1 0 0 N * ô 1 0 0 N

A
I F r*0
\*
(h) F*

Figura 5.28
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 205

Em alguns casos, um corpo pode ter m enos forças de reação do que eq u a­


ções de equilíbrio que possam ser satisfeitas. Ele se torna então apenas
parcialmente restrito. Por exemplo, considere o corpo m ostrado na Figura 5.29a
com o diagram a de corpo livre correspondente m ostrado na Figura 5.29b. Se
o ponto O não está localizado na linha A B , a equação XFx = 0 nos dá FA =
Fb e = 0. No entanto, S F y = 0 não será satisfeita para as condições de
carregam ento e, desse modo, o equilíbrio não será m antido.

100 N 100 N

-► F d
,±l
•o •o
(a) (b)
Figura 5.29

Um a restrição adequada, portanto, requer que (1) as linhas de ação de for­


ças de reação não interceptem um eixo comum e (2) as forças reativas não
sejam paralelas entre si. Q uando um núm ero mínimo de forças reativas for
necessário para restringir adequadam ente o corpo em estudo, o problem a esta­
rá estatisticam ente determ inado e as equações de equilíbrio poderão ser usadas
para determ inar todas as forças de reação.

P o n to s Im portantes
• Sempre desenhe em primeiro lugar o diagrama de corpo livre.
• Se um apoio impede a translação de um corpo em uma direção específica, então ele exerce uma força sobre o
corpo naquela direção.
• Se a rotação em torno de um eixo é impedida, então o apoio exerce um momento sobre o corpo em relação
àquele eixo.
• Se um corpo está sujeito a mais reações incógnitas do que equações de equilíbrio disponíveis, então o proble­
ma é estatisticamente indeterminado.
• Para evitar a instabilidade de um corpo, é necessário que as linhas de ação das forças de reação não intercep­
tem um eixo comum e não sejam paralelas entre si.

P r o c e d im e n t o para A n á l is e
Os problemas de equilíbrio tridimensionais para um corpo rígido podem ser solucionados utilizando o procedi­
mento a seguir.
D iagram a de Corpo Livre
• Faça um esboço da forma do corpo.
• Mostre todas as forças e momentos atuantes no corpo.
• Estabeleça a origem dos eixos x, y, z adequadamente e oriente-os de maneira que sejam paralelos ao maior
número possível de forças e momentos externos.
• Identifique todas as cargas e especifique suas direções em relação aos eixos x, y, z. Mostre todos os com po­
nentes incógnitos e adote o sentido positivo ao longo de x , y, z , caso seus sentidos verdadeiros não possam ser
determinados previamente.
• Indique as dimensões do corpo necessárias para o cálculo dos momentos das forças.
206 E s t á t ic a

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e (C o n tin u a ç ã o )

E quações de E quilíbrio
• Se os com ponentes x , y , z das forças e dos momentos puderem ser facilmente determinados, aplique as seis
equações escalares de equilíbrio; caso contrário, use as equações vetoriais.
• Não é necessário que o conjunto de eixos escolhidos para o somatório de forças coincida com o conjunto de
eixos escolhidos para o somatório dos momentos. Qualquer conjunto de eixos não ortogonais pode ser esco­
lhido para esse propósito.
• Escolha a direção de um eixo para o somatório dos momentos tal que o eixo intercepte as linhas de ação de
tantas forças incógnitas quanto possível. Procedendo-se dessa forma, os momentos das forças que passam pelos
pontos nesse eixo e as forças que são paralelas a ele serão nulos.
• Se as soluções das equações de equilíbrio fornecerem escalares negativos para as intensidades de forças e
momentos, estarão indicando que os sentidos adotados inicialmente no diagrama de corpo livre são opostos
aos verdadeiros.

EXEMPLO 5.15

A placa hom ogênea m ostrada na Figura 5.30a tem massa de 100 kg e está
sujeita a um a força e a um m om ento em suas bordas. Se ela é apoiada no plano
horizontal por m eio de um rolete em A , um a junta esférica em B e um a corda
em C, determ ine os com ponentes das reações nos apoios.

SOLUÇÃO (ANÁLISE ESCALAR)


Diagrama de Corpo Livre . H á cinco reações incógnitas atuando na placa,
com o m ostrado na Figura 5.306. Vamos considerar que cada um a dessas rea­
ções atue no sentido do eixo das coordenadas positivas.
Equações de Equilíbrio. Com o essa geom etria tridim ensional é particular­
m ente simples, um a análise escalar fornece um a solução direta para esse
problem a. O som atório de forças ao longo de cada eixo dá:

2F* = 0; Bx —0 Resposta
'ZFy = 0; By = 0 Resposta
= 0; A z + B z + T c - 300 N - 981 N = 0 (1)

Lem bre-se de que o m om ento de uma força em relação a um eixo é igual


ao produto da intensidade da força pela distância perpendicular (braço de
m om ento) ou a m enor distância da linha de ação da força até o eixo. O sentido
Figura 5.30 ^o m 0m ento é determ inado pela regra da m ão direita. As forças paralelas a
um eixo ou que passam por ele não geram nenhum m om ento em relação a esse
eixo. C onseqüentem ente, som ando os m om entos das forças no diagram a de
corpo livre e considerando seus sentidos positivos coincidentes com os senti­
dos positivos dos eixos x ou y, temos:

Z M X = 0; T c {2 m ) - 981 N(1 m ) + B z{2 m) = 0 (2)


^ M y = 0;
300 N (l,5 m ) + 981 N (l,5 m ) - B z(3 m ) - A z(3 m ) - 2 0 0 N *m = 0 (3)

O s com ponentes da força em B podem ser elim inados se os eixos x \ y ’ e


z ' forem utilizados. Assim, obtem os:
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 207

2 M X>= 0; 981 N(1 m) + 300 N(2 m ) — A z(2 m) = 0 (4)


2 M y = 0;
—300 N (l,5 m) - 981 N (l,5 m ) - 200 N -m + í c (3 m ) = 0 (5)

Resolvendo as equações 1 a 3 ou, de forma mais conveniente, as equações


1, 4 e 5, encontram os:

A z = 790 N fíz = -2 1 7 N Tc = 707 N Resposta

O sinal negativo indica que B. atua para baixo.


Veja que, na solução desse problem a, não foi necessário utilizar o som a­
tório de m om entos em relação ao eixo z. A placa está parcialm ente restrita,
uma vez que os apoios não podem evitar que ela gire em torno do eixo z se
uma força for aplicada sobre ela, no plano x -y .

EXEMPLO 5.16 ______________________________________________

O m olinete m ostrado na Figura 5.31a é apoiado por um m ancai de encos­


to em A e um mancai simples em B. que estão adequadam ente alinhados no
eixo. D eterm ine a intensidade da força vertical P que deve ser aplicada ao cabo
da m anivela para m anter em equilíbrio um balde de 100 kg. Calcule tam bém
as reações nos mancais.

(a) (b)

Figura 5.31

SO L U Ç Ã O (A N Á L IS E E S C A L A R )
D ia g ra m a de C orpo Livre. Com o os m ancais em A e B estão alinhados cor­
retam ente, apenas as forças de reação estão presentes nesses apoios, conform e
a Figura 5.316. Por que não há reações de m om entos?
E quações de E q u ilíbrio. O som atório dos m om entos em relação ao eixo x
produz uma solução direta de P. Por quê? Para um som atório escalar de
m omentos, é necessário determ inar o m om ento de cada força com o o p rodu­
to da intensidade da força pela distância perpendicular do eixo x até a linha de
ação dela. U tilizando a regra da m ão direita e adotando os m om entos positi­
vos na direção +i, temos:

2 M X = 0; 981 N(0,1 m) - P(0,3 cos 30°m) = 0


P = 377,6 N R esposta
208 E s t á t ic a

U tilizando esse resultado e som ando os m om entos em relação aos eixos


y, z, obtem os:

2 M y = 0;
-9 8 1 N(0,5 m ) + ^ ( 0 , 8 m ) + (377,6 N )(0,4 m ) = 0

A z = 424,3 N Resposta

Z M z = 0; - A y(0,8 m) = 0 Ay = 0

As reações em B são determ inadas pelo som atório das forças, utilizando
os resultados acima:

Z F X = 0; Ax = 0
'ZFy = 0; 0 + By = 0 By = 0
= 0; 424,3 - 981 + B z - 377,6 = 0 B z = 934 N Resposta

EXEMPLO 5.17
D eterm ine as tensões nos cabos B C , B D e as reações na junta esférica A
para o m astro m ostrado na Figura 5.32a.

F= 1.000 N

Tc
6m

A, >
(b)

Figura 5.32

SOLUÇÃO (ANÁLISE VETORIAL)


D ia g ra m a d e C orpo L ivre. Há cinco forças com intensidades desconheci­
das m ostradas no diagram a de corpo livre da Figura 5.32b.
E q u a çõ es d e E q u ilíb rio . Expressando cada força na form a de vetores car­
tesianos, temos:

F = {-l.OOOj} N
= A x\ + Ay) + A zk

T c = 0,7077c i - 0,7 0 7 rc k

Tn = t J — = ——
9 7VJ
Td\ + -9TTd\
ni - -9 Td k
D \ r BD /
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 209

Aplicando a equação de equilíbrio de forças:

2 F = 0: F + F^ + T c + T D = 0

( A x + 0,707rc - ^ T d )i + (-1 .0 0 0 + A y + ^ T D)j

+ ( A z - 0,707rc - - 7 D)k = 0

2 F X = 0; A x + 0,707T c - - T D = 0 O)

S F y = 0; ^ - 1.000 = 0 (2 )

2 F Z = 0; - 0,707Tc ~ \ td = 0 (3)

Somando os m om entos em relação ao ponto A , temos:

2 M „ = 0: r B X (F + T c + T D) = #

6k X ( —l.OOOj + 0,707rc i - 0.707Tc k _ l T[)i + | r Dj _ l r£)k) = 0

Calculando o produto vetorial e reunindo os termos, obtem os:

( - 4 Td + 6.000)i + (4,247c - 2TD)\ = 0

SM * = 0; - 4 T d + 6.000 = 0 (4)
'ZMy = 0; 4,24rc - 2TD = 0 (5)

A equação dos m om entos em relação ao eixo z, X M Z = 0, é autom atica­


m ente satisfeita. Por quê? Resolvendo as equações 1 a 5, temos: (c)

Figura 5.32
T c = 707 N T d = 1.500 N R esposta
Ax = 0N Ay = 0 N A z — 1.500 N R esposta

Como o m astro é um elem ento de duas forças (Figura 5.32c), o valor A x


= A v = 0 poderia ter sido determ inado por inspeção.

EXEMPLO 5.18

A barra A B m ostrada na Figura 5.33a está sujeita a uma força de 200 N.


D eterm ine as reações na junta esférica A e a tensão nos cabos BD e BE.

SOLUÇÃO (ANÁLISE VETORIAL)


D ia g ra m a de C orpo Livre. Figura 5.336.
E quações de E qu ilíbrio. R epresentando os com ponentes cartesianos de
cada uma das forças no diagram a de corpo livre, temos:

¥ a = A xi + A yj + A zk

T f = TEi

T d = 7))j

F = {—200k} N
210 E s t á t ic a

Figura 5.33

A plicando a equação de equilíbrio de forças:

2 F = 0; ¥ a + T e + Td + F - 0

( A x + Te ) i + ( A y + TD)j + ( A z - 200)k = 0

2 F , = 0; Ax+ Te = 0 (1)
ZFy = 0; Ay + T d = 0 (2)

1 F Z = 0; A z - 200 = 0 (3)

O som atório dos m om entos em relação ao ponto A fornece:

2M a = 0: rc X F + rB X (T £ + T D) = 0

C om o rc = \ tb, então:

(0,5i + lj - lk ) X (-2 0 0 k ) + (li + 2j - 2k) X (TEi + TDj) = 0

Expandindo e rearranjando os termos, obtem os:

(2 Td - 200)i + ( - 2 Te + 100)j + ( Td - 2TE)k = 0


= 0; 2TD - 200 = 0 (4)
2 M y = 0; —2T £ + 100 = 0 (5)
2 M . = 0; Tn - 2 T F= 0 (6)

R esolvendo as equações 1 a 6, obtemos:

Td — 100 N Resposta
= 50 N Resposta
Ax = - 5 0 N Resposta
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 211

Ay 100 N Resposta

A z — 200 N Resposta

Os sinais negativos indicam que A x e A v têm sentidos opostos aos m os­


trados no diagram a de corpo livre, na Figura 5.336.

EXEMPLO 5 . 1 9 ________________________________________________

A barra dobrada da Figura 5.34a está apoiada em A por um mancai sim­


ples, em D por uma junta esférica e em B por meio de um cabo BC. Utilizando
apenas uma equação de equilíbrio, obtenha uma solução direta para a força no
cabo BC. O mancai em A é capaz de exercer com ponentes de forças apenas na
direção z, y , um a vez que ele está corretam ente alinhado no eixo.

Figura 5.34

S O L U Ç Ã O (ANÁLISE VETORIAL)
D ia g ra m a de C orpo Livre. Como m ostrado na Figura 5.346, há seis incóg­
nitas: três com ponentes de força originados na junta esférica, dois causados
pelo mancai e um causado pelo cabo.
Equações de Equilíbrio. A força de tração no cabo J B pode ser obtida direta­
mente pelo somatório dos momentos em relação a um eixo passando pelos pontos
D e A. Por quê? A direção do eixo é definida por um vetor unitário u, onde:

_ r DA _ ___ 1_ . _____ 1 _ .
‘ rDA ~ V 2 1 V 2J

= -0,707i - 0,707j

C onseqüentem ente, a soma dos m om entos em relação a esse eixo será


zero, contanto que:

= u* 2 ( r X F) = 0

Nessa equação, r representa um vetor posição com origem em qualquer


ponto sobre o eixo DA e extrem idade em qualquer ponto sobre a linha de ação
da força F (veja a Equação 4.11). Em relação à Figura 5.346, podem os escrever:
212 E s t á t ic a

u • (rB X T b + rE X W ) = 0

(-0 ,7 0 7 ! - 0,707j) * [( lj) X ( ^ T s i - ^ T r Í + $ T Bk)

+ ( —0,5j) X (~981k)] = 0

( —0,707i - 0,707j) • [(-0 ,8 5 7 rB + 490,5)i + 0,2867ek] - 0

- 0,707(-0,8577 b + 490,5) + 0 + 0 = 0

490 5 R esposta
r* = ^ = 572N
A vantagem de usar vetores cartesianos para essa solução é bem evidente.
Seria tedioso determ inar a distância perpendicular do eixo D A à linha de ação
de usando os m étodos escalares.
Nota: De m aneira similar, pode-se obter D z(= 490,5 N) por meio do som a­
tório dos m om entos em relação a um eixo que passa por A B . O com ponente
A z(= 0) tam bém pode ser obtido som ando os m om entos em torno do eixo y.

P roblem as
L
5.63. A carga uniforme tem massa de 600 kg e é levanta­
da utilizando-se uma viga reforçada e quatro fios de corda,
como mostrado na figura. Determine a força em cada seg­
mento de corda e a força que deve ser aplicada ao elevador
em A.

Problema 5.63

*5.64. A asas de um avião a jato estão sujeitas cada uma a


um arranque de T = 8 kN de sua turbina e à força de eleva­
ção resultante L — 45 kN. Se a massa de uma asa é de 2,1
Mg e seu centro de massa está em G, determine os compo­
nentes de reação x, y , z no ponto A, local onde a asa é fixada Problema 5.65
na fuselagem.
5.66. O aparelho de ar condicionado é erguido até o teto
5.65. A lâmina uniforme de concreto tem peso de 5.500 lb. de um edifício utilizando-se os três cabos mostrados na figura.
Determine a força em cada um dos três cabos de sustenta­ Se as forças nos cabos são iguais a TA = 250 lb, TB = 300 lb
ção paralelos quando a lâmina é mantida no plano horizontal, e Tc = 200 lb, determine o peso do aparelho e a localização
como mostrado na figura. (x, y) do centro de gravidade G.
C ap.5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 213

5.69. O carrinho de transporte sustenta o engradado uni­


forme, que tem massa igual a 85 kg. Determine as reações
verticais nos três rodízios em A, B e C. O rodízio em B não
é mostrado na figura.

Problema 5.69

5.70. A lança A B é mantida em equilíbrio por uma junta


esférica A e um sistema de polias e cordas, como mostrado
Problema 5.66 na figura. Determine os componentes x, y, z da reação em A
e a tensão no cabo DEC quando F = {—1.500k} lb.
5.67. O carrinho de plataforma sustenta as três cargas mos­
tradas na figura. Determine as reações normais em cada uma 5.71. O cabo CED pode sustentar uma força máxima de 800
das três rodas. lb antes de se romper. Determine a maior força vertical F que
pode ser aplicada à lança. Determine também quais são os
componentes x, y, z da reação na junta esférica em A.

Problema 5.67
Problemas 5.70/71
*5.68. A chave é utilizada para apertar o parafuso em A.
Se a força F = 6 lb for aplicada ao cabo da chave, como mos­ *5.72. Determine o componente da força que atua na junta
trado na figura, determine as intensidades da força resultante esférica em A , a reação no rolete B e a tensão na corda
e do momento que a cabeça do parafuso exerce na chave. A CD necessários para o equilíbrio da chapa de um quarto
força F está em um plano paralelo ao plano x —z. de círculo.
z

Problema 5.72

5.73. O molinete está sujeito a uma carga de 150 lb. Deter­


mine a força horizontal P necessária para manter o cabo da
manivela na posição mostrada na figura e os componentes
de reação na junta esférica A e no mancai simples B. O man-
214 E s t á t ic a

cal em B está alinhado corretamente e exerce somente for­


ças de reação sobre o molinete. z

5.74. Um poste de linha de força elétrica está sujeito a duas


forças nos cabos de 60 lb cada uma, ambas em um plano para­
lelo ao plano x —y. Sendo a tensão no fio AB que sustenta o
poste igual a 80 lb, determine os componentes x, y, z da rea­
ção devida a essas três forças em sua base fixa O.

Problema 5.76

5.78. Determine agora a força horizontal T na correia da


polia B e os componentes de reação x , y, z no mancai sim­
ples em C e no mancai de encosto em D, quando 8 — 45°. Os
mancais estão adequadamente alinhados e exercem apenas
forças de reação sobre o eixo.
z
5.75. O elemento A B é sustentado por um cabo BC e em
A é sustentado por uma barra quadrada que se encaixa com
folga através de um orifício quadrado na junta da extremi­
dade do elemento, como é visto na figura. Determine os
componentes de reação em A e a força no cabo necessários
para manter o cilindro de 800 lb em equilíbrio.
*5.76. A armação de tubos sustenta as cargas verticais mos­
tradas na figura. Determine os componentes de reação na junta
esférica A e a tensão nos cabos de sustentação BC e BD.
5.77. Ambas as polias são fixadas no eixo que gira com velo­
cidade angular constante. A potência da polia A é transmitida
à polia B. Determine a força horizontal T na correia da polia Problemas 5.77/78
B e os componentes de reação x, y , z no mancai simples em
C e no mancai de encosto em D, quando 8 = 0o. Os mancais 5.79. A barra dobrada é apoiada em A, B e C por mancais
estão adequadamente alinhados e exercem apenas forças de simples. Calcule os componentes de reação x,y, z nos mancais
reação sobre o eixo. quando a barra está sujeita às forças Fx = 300 lb e F2 = 250
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o

lb. F{ se localiza no plano y~ z. Os mancais estão alinhados


corretamente e exercem apenas forças reativas sobre a barra.
*5.80. A barra dobrada é apoiada em A, B e C por mancais
simples. Determine a intensidade de F2 capaz de fazer a rea­
ção Cy no mancai C ser igual a zero. Os mancais estão
adequadamente alinhados e exercem apenas forças de rea­
ção na barra. Considere que Fx = 300 lb.

Problema 5.82

Problemas 5.79/80 5 kN

5.81. O silo tem peso de 3.500 lb e centro de gravidade em


G. Determine os componentes verticais das forças que cada
um dos três apoios em A, B e C exerce sobre o silo quando
ele está sujeito à força resultante devida ao vento de 250 lb,
que atua na direção indicada.

lb Problema 5.83

lb

x
Vista superior

Problema 5.81

5.82. Determine as tensões nos cabos e os componentes de


reação que atuam no colar sem atrito em A, necessários para
manter a placa de 50 lb em equilíbrio. O centro de gravida­
de da placa está em G.
5.83. A lança é apoiada por uma junta esférica e m A e u m
cabo de sustentação em B. Se as cargas de 5 kN se encontram
num plano paralelo ao plano x —y, determine os componen­
tes de reação Jt, y, z em A e a tensão no cabo em B.
*5.84. A lança AC é apoiada em A por uma junta esféri­
ca e por dois cabos BDC e CE. O cabo BDC é contínuo e
passa pela polia em D. Calcule a força nos cabos e os com­
ponentes de reação x, y, z em A, se o engradado tem peso
de 80 lb. Problema 5.84
216 E s t á t ic a

5.85. A barra AB é apoiada por uma junta esférica em A e


por um cabo em B. Determine os componentes de reação x,
y, z nesses apoios, sabendo que a barra está sujeita a uma
força vertical de 50 lb, como é mostrado na figura.

3m

Problemas 5.87/88

5.89. Os cabos exercem no poste as forças mostradas na


figura. Supondo que o poste é apoiado por uma junta esfé­
rica em sua base, determine os componentes das reações
em A. As forças de 140 lb e 75 lb se encontram num plano
horizontal.

Problema 5.85

5.86. Uma força vertical de 50 lb atua no eixo da manive-


la. Determine a força de equilíbrio horizontal P que deve ser
aplicada ao cabo da manivela, os componentes de reação x,
y, z no mancai simples em A e no mancai de encosto em B.
Os mancais estão adequadamente alinhados e exercem ape­
nas forças de reação no eixo.

5.90. O poste está sujeito às duas forças mostradas na figura.


Determine os componentes de reação do apoio A , admitin­
do ser uma junta esférica. Calcule também a tensão em cada
um dos cabos de sustentação, BC e ED.

Problema 5.86

5.87. A plataforma tem massa de 3 Mg e centro de massa


localizado em G. Se ela é erguida com velocidade constan­
te utilizando-se os três cabos, determine a força em cada um
dos cabos.
*5.88. A plataforma tem massa de 2 Mg e centro de massa
localizado em G. Se ela é erguida utilizando-se os três cabos,
determine a força em cada um dos cabos. Encontre cada
força utilizando uma única equação de momento para o
equilíbrio.
Problema 5.90
Cap. 5 E q u il íb r io d e u m C o r p o R íg id o 217

R e v is ã o do C a p ít u l o
• D ia g r a m a de C orpo L ivre. Ao analisar qualquer problem a de equilíbrio, é necessário, antes de tudo,
desenhar um diagrama de corpo livre. Trata-se de um esboço do formato do corpo que m ostra todas as
forças e momentos que atuam nele. Lembre-se de que o apoio exerce uma força sobre o corpo em uma
direção particular, se a força impede a translação do corpo naquela direção, e exerce um m omento sobre
o corpo, se impede a rotação dele. Os ângulos utilizados para decom por as forças e as dim ensões necessá­
rias para se obter os momentos das forças também devem ser indicados no diagram a de corpo livre.
• D u a s D im en sõ es. Normalmente, as três equações escalares de equilíbrio %FX = 0, XFV = 0, 'IM q = 0
podem ser aplicadas na solução de problemas em duas dimensões, uma vez que a geometria é fácil de visua­
lizar. Para uma solução mais direta, tente somar as forças ao longo de um eixo, eliminando tantas forças
desconhecidas quanto possível. Some os momentos em relação a um ponto O que passe pela linha de ação de
tantas forças desconhecidas quanto possível.
• Três D im en sõ es. Em três dimensões, em geral é vantajoso usar uma análise vetorial cartesiana ao aplicar
as equações de equilíbrio. Para isso, expresse primeiramente como um vetor cartesiano cada força conhecida
e as incógnitas, assim como os momentos, mostrados no diagrama de corpo livre. Então, faça o somatório das
forças igual a zero, isto é, 2 F = 0. Considere os momentos em relação a um ponto O que esteja na linha de
ação de tantos componentes de forças incógnitas quanto possível. A partir do ponto O , oriente os vetores de
posição para cada força e use o produto vetorial para determ inar o momento de cada uma. É exigido que
SM „ = Sr x F = 0. As seis equações escalares de equilíbrio são estabelecidas fazendo com que os respecti­
vos componentes i, j e k dessas somas de forças e momentos sejam iguais a zero.

P roblem as de R e v is ã o

5.91. A montagem com eixo apóia-se em dois mancais sim­


ples A e B e uma ligação curta DC. Se um momento é
aplicado ao eixo como mostrado na figura, determine os com­
ponentes da força de reação nos mancais e a força na ligação.
A ligação se localiza em um plano paralelo ao plano y —z e
os mancais estão adequadamente alinhados sobre o eixo.

F F F

Problema 5.92

5.93. Se o rolete em B é capaz de sustentar uma carga máxi­


ma de 3 kN, determine a maior intensidade de cada uma
dessas três forças F que podem ser sustentadas pela treliça.

Problema 5.91

*5.92. Determine os componentes horizontal e vertical da


reação no pino A e a reação no rolete B, necessárias para
apoiar a treliça. Considere F = 600 N.

Problema 5.93
218 E s t á t ic a

5.94. Determine a reação normal no rolete A e os compo­


nentes horizontal e vertical no pino B para o equilíbrio do
elemento.

10 kN

F2 - {350j }N

F, = {-800k}N

Problema 5.96
Problema 5.94

5.95. A estante simétrica está submetida a uma carga uni­ 400 N/m
forme de 4 kPa. O apoio é fornecido por um parafuso (ou 200 N/m
pino) localizado em cada extremo A e A ' e pelos suportes
simétricos que se apóiam na parede lisa, em ambos os lados
B e B '. Determine a força de resistência oferecida por cada
parafuso na parede e a força normal em B para manter o
equilíbrio.

Problema 5.97

0,

Problema 5.95

*5.96. Determine os componentes de reação x, z no man­


cai simples A e a força necessária nas cordas BC e BD para
o equilíbrio da barra.
5.97. Determine as reações nos apoios A e B para o equi-
líbrio da viga. Problema 5.9X

5.98. Determine os componentes de reação x, y, z nos 5.99. Determine os componentes de reação x, y, z na pare-
apoios esféricos f i , Ce n a junta esférica A (não mostrada na de fixa A. A força de 150 N é paralela ao eixo z e a força de
figura) para a placa carregada uniformemente. 200 N é paralela ao eixo y.
Cap. 5 E q u ilíb r io d e um C o r p o R íg id o 219

*5.100. A viga horizontal é sustentada por molas em suas


extremidades. Sendo kA = 5 kN/m a rigidez da mola em A,
determine a rigidez necessária para a mola em B de forma
que, se a viga for carregada com a força de 800 N, ela man­
tenha a posição horizontal tanto antes quanto depois de
carregada.

-1 m -2 m-

Prohlema 5.100
I

s - A n á lise
° E stru tu ral

O bjetivos do C a pítulo

• Mostrar como determinar as forças nos elemen­


tos de uma treliça utilizando o método dos nós e
das seções.
• Analisar as forças que atuam nos elementos de
estruturas e máquinas compostas por elementos
conectados por pinos.

6 .1 T reliças S im ples

A treliça é uma estrutura de elem entos relativam en­


te delgados ligados entre si pelas extrem idades. Os
elem entos com um ente utilizados em construções são de
m adeira ou barras de m etal e em geral são unidos uns aos
outros por meio de uma placa de reforço na qual eles são
aparafusados ou soldados, como m ostra a Figura 6.1a, ou
podem ser m antidos unidos por um grande parafuso ou
pino que perfura cada um dos elem entos, como na Figura
A s forças entre os elementos desta ponte de treliça devem ser deter­
6.1 b.
minadas para que cada elemento de sua estrutura possa ser
desenvolvido adequadamente.

(a) (b)
Figura 6.1

Treliças P la n a s. Treliças planas são aquelas que se distribuem em um único


plano e geralm ente são utilizadas na sustentação de telhados e pontes. A tre­
liça A B C D E m ostrada na Figura 6.2a é um exem plo típico de treliça de
sustentação de telhado. Nessa figura, a carga do telhado é transm itida à treli­
ça nos pontos de conexão dos elem entos por meio de uma série de travessas,
com o em D D '. C om o o carregam ento im posto pelo telhado atua no mesmo
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 221

plano da treliça (Figura 6.26), a análise das forças desenvolvidas nos seus ele­
m entos é bidimensional.

No caso de uma ponte, como é m ostrado na Figura 6.3a, a carga no piso


é prim eiro transm itida às longarinas, em seguida às transversinas e, finalm en­
te, às juntas B ,C e D das duas treliças de apoio lateral. Com o no caso da treliça
de telhado, o carregam ento da treliça de ponte é coplanar, com o pode ser visto
na Figura 6.3b.

" ji.
d longarina
--- \
A '
transversina

(a)

(b)
Figura 6.3

Q uando as treliças de pontes ou telhados se estendem por longas distân­


cias, é comum o uso de balancins ou roletes para apoiar um a das extrem idades,
como, por exemplo, a junta E nas figuras 6.2a e 6.3í7. Esse tipo de apoio p e r­
mite liberdade de expansão ou contração dos elementos, por causa da tem pera­
tura ou da aplicação de cargas.
222 E s t á t ic a

H ip ó te se s d e P rojeto. Para projetar os elem entos e as conexões de uma tre­


liça, é necessário, em prim eiro lugar, determ inar a força desenvolvida em cada
elem ento quando a treliça é subm etida a determ inado carregam ento. Por isso,
serão consideradas duas hipóteses im portantes:
1. Todas as cargas são aplicadas aos nós. Na m aioria das situações, como
no caso de treliças de pontes e telhados, essa suposição é verdadeira.
F reqüentem ente na análise de forças, o peso dos elem entos é desprezado,
um a vez que as forças que eles suportam é bem maior. Se o peso de um
elem ento deve ser incluído na análise, em geral é satisfatório aplicá-lo como
um a força vertical, distribuindo m etade de sua intensidade para cada extre­
m idade do elem ento.
2. Os elem entos são ligados entre si por pinos lisos. Nos casos em que são
usadas conexões aparafusadas ou soldadas, essa suposição é satisfatória,
um a vez que as linhas centrais dos elem entos ligados são concorrentes, como
na Figura 6.1a.
Por causa dessas hipóteses, cada elemento de treliça atua com o um elemen­
to de duas forças e, conseqüentem ente, as forças em suas extrem idades devem
ser direcionadas ao longo do seu próprio eixo. Se uma força tende a alongar o
elem ento, é cham ada de força de tração (T) (Figura 6.4a); enquanto, se ela tende
a encurtar o elem ento, é cham ada de força de compressão (C) (Figura 6.46). No
projeto real de um a treliça, é im portante definir se a natureza da força é de tra­
ção ou de compressão. Com freqüência, os elem entos sob compressão devem ser
mais espessos que os elem entos sob tração, devido ao efeito de deform ação ou
flam bagem de coluna que ocorre quando um elem ento está sob compressão.
Treliça S im p le s. Para evitar a perda de estabilidade, a form a de uma treli­
ça deve ser suficientem ente rígida. Obviam ente, a geom etria das quatro barras
A BC D na Figura 6.5 perderá sua estabilidade, a m enos que um elem ento dia­
Tração Compressão gonal, com o o elem ento AC , seja adicionado à estrutura. A form a geom étrica
(a) (b) rígida ou estável m ais simples é a de um triângulo. C onseqüentem ente, uma
treliça simples é construída a partir de um elem ento triangular básico, tal como
Figura 6.4 A B C na Figura 6.6, e então conectando-se dois elem entos (A D e BD ) para for­
m ar outra estrutura triangular. Cada elem ento triangular, com posto de dois
elem entos básicos e um nó, é inserido na estrutura, tornando assim possível a
construção de um a treliça simples.

Figura 6.6 6.2 0 M é to d o DO S Nós


Para analisarm os ou projetarm os uma treliça, devemos obter a força em
cada um de seus elem entos. Se consideram os um diagram a de corpo livre da
treliça com o um todo, então as forças nos elem entos devem ser tratadas como
forças internas, de m odo que não podem ser obtidas a partir de uma análise
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 223

de equilíbrio. Se, em vez disso, consideram os o equilíbrio de um nó da treliça,


então a força sobre um elem ento se torna uma força externa no diagram a de
corpo livre para o nó e as equações de equilíbrio podem ser aplicadas para
obterm os a intensidade da força. Esse procedim ento constitui a base para a
aplicação do método dos nós.
Devido ao fato de os elem entos da treliça serem todos elem entos retilíneos
de duas forças e pertencerem a um único plano, o sistema de forças atuantes em
cada nó é coplanar e concorrente. C onseqüentem ente, o rotacional ou o equilí­
brio de m om entos é autom aticam ente satisfeito no nó (ou pino), sendo necessário
apenas satisfazer 1,FX = 0 e 2 F V = 0 para assegurar a condição de equilíbrio.
A o utilizar o m étodo dos nós, é necessário primeiro desenhar o diagram a
de corpo livre dos nós antes de aplicar as equações de equilíbrio. Para isso, lem-
bre-se de que a linha de ação da força de cada elem ento que atua no nó é
especificada a partir da geometria da treliça. uma vez que a força em um ele­
m ento atua ao longo de seu eixo geométrico. Como exemplo, considere o pino
no nó B da treliça na Figura 6.1a. Três forças atuam no pino: a força de 500 N e
as forças exercidas pelos elementos BA e BC. O diagrama de corpo livre é m os­
trado na Figura 6.1b. Como se pode ver, está ‘puxando’ o pino, o que significa Estas treliças são utilizadas para susten­
tar o telhado do prédio de metal. Note
que o elem ento BA está sendo tracionado, enquanto FBC está ‘em purrando’ o como os elementos se unem em um ponto
pino e, conseqüentem ente, o elem ento BC está sob compressão. Esses efeitos são comum da placa de reforço e como as
claram ente m ostrados isolando-se o nó com pequenos segmentos de elem entos travessas do telhado transmitem a carga
conectados ao pino, como na Figura 6.1c. A ação de em purrar ou puxar esses aos nós.
pequenos segmentos indica o efeito de compressão ou tração neles próprios.

► 500 N -► 500 N

FBA(tração) F BC (compressão) '45° F5C (compressão)


tração)
(b) (c)

Figura 6.7

Em todo caso, a análise deve com eçar no nó que tem pelo m enos um a
força conhecida e não mais que duas desconhecidas, conform e a Figura 6.1b.
Desse modo, a aplicação de = Oe 2 F V = 0 gera duas equações algébricas
que podem ser resolvidas para as duas forças incógnitas. Q uando aplicamos
essas equações, o sentido correto de um a força desconhecida pode ser d e te r­
m inado utilizando-se um destes dois procedim entos:
• A dm itir sempre que as forças incógnitas dos elementos que atuam no nó do
diagram a de corpo livre sejam de tração, isto é, que estejam ‘puxando’ o
pino. Dessa form a, a solução num érica das equações de equilíbrio p ro d u ­
zirá escalares positivos para os elementos sob tração e escalares negativos
para os elementos sob compressão. Q uando um a força incógnita do elem en­
to é encontrada, utilize sua intensidade e seu sentido corretos (T ou C) nos
diagram as de corpo livre dos nós subseqüentes.
• O sentido correto da força incógnita de um elem ento pode, em m uitos casos,
ser determ inado ‘por inspeção’. Por exemplo, F Bc na Figura 6.1b deve em pur­
rar o pino (compressão) porque seu com ponente horizontal, FBC sen 45°,
224 E s t á t ic a

deve balancear a força de 500 N (S F V = 0). Da mesma forma, ¥ BA é uma


força de tração, um a vez que equilibra o com ponente vertical, FBC cos 45°
( 2 F V = 0). Nos casos mais complexos, o sentido da força incógnita de um
elem ento pode ser escolhido arbitrariam ente; então, após a aplicação das
equações de equilíbrio, o sentido adotado deve ser conferido por meio dos
resultados numéricos obtidos. Um resultado positivo para a intensidade da
força indica que o sentido adotado é o correto, enquanto uma resposta ne­
gativa indica que o sentido m ostrado no diagram a de corpo livre dever ser
o oposto. Esse é o procedim ento que usarem os nos exemplos mais à frente.

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e
Este procedimento apresenta uma estratégia típica para a análise de uma treliça utilizando o método dos nós.
• Desenhe o diagrama de corpo livre de um nó com pelo menos uma força conhecida de no máximo duas incóg­
nitas. (Se o nó está em um dos apoios da treliça, então é necessário conhecer as reações externas nesse apoio.)
• Utilize um dos dois métodos descritos anteriorm ente para estabelecer o sentido de uma força incógnita.
• Oriente os eixos x e y de tal forma que as forças no diagrama de corpos livres possam ser facilmente desmem­
bradas em seus componentes x e y e então aplique as duas equações de equilíbrio de forças 2 Fx = 0 e XFV= 0.
Resolva as equações de equilíbrio para as duas forças incógnitas do elemento e verifique se seus sentidos estão
corretos.
• Continue a analisar cada um dos nós quando é necessário escolher um nó que tenha no máximo duas forças
incógnitas e pelo menos uma conhecida.
• Uma vez encontrada a força em um elemento a partir da análise de um nó em uma de suas extremidades, o
resultado pode ser usado para analisar as forças atuantes na outra extremidade. Lembre-se de que um ele­
mento, quando sujeito a uma compressão, ‘em purra’ o nó e um elemento sob tração ‘puxa’ o nó.

EXEMPLO 6.1 ________________________________________________________________________________

D eterm ine a força em cada elem ento da treliça m ostrada na Figura 6.8a
e indique se os elem entos estão sob tração ou compressão.

SO L U Ç Ã O
Analisando-se a Figura 6.8a. verifica-se que há duas forças incógnitas nos
elem entos do nó B , duas forças incógnitas nos elem entos e uma força de rea­
ção no nó C e duas forças incógnitas nos elem entos e duas forças de reação
desconhecidas no nó A . Com o não deve haver mais que duas forças incógni­
tas e é necessária ao m enos uma força conhecida atuando em um nó,
2m com eçarem os a análise pelo nó B.
(a)
N ó B. O diagram a de corpo livre no pino em B é m ostrado na Figura 6.8b.
\707, 1 N A plicando as equações de equilíbrio para esse nó, temos:
•45r v
------- ►500 N F < f ^ C
-
2 F r = 0; 500 N - F BC sen 45° = 0F BC = 707,1 N (C ) R esposta
F » J45° FBC c.
+ | Z F >, = 0; F BC cos 45° - F BA = 0 F BA - 500 N (T) Resposta
(b) (c)
Com o a força no elem ento BC foi calculada, podemos iniciar a análise do
FBa = 500 N
nó C para determ inar a força no elem ento CA e a reação no apoio no balancim.
------ ► Fca = 500 N N ó C. No diagram a de corpo livre do nó C (Figura 6.8c),temos:

^ Z F X = 0; -F ca + 707,1 cos 45°N = 0 F CA = 500 N (T) R esposta


(d)
+ t 2 F V = 0; C y - 707,1 sen 45°N = 0 C y = 500 N Resposta
Figura 6.8
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 225

N ó A . A inda que não seja necessário, podem os determ inar as reações de


apoio no nó A utilizando os resultados de FCA — 500 N e FHA = 500 N. Pelo 500 N
diagram a de corpo livre, na Figura 6.8d, temos:

2 F V - 0;500 N - A x = 0 A x = 500 N
+ t 2 F V = 0;500 N — A y = 0 A v = 500 N
... -
Traçao
45o- 707,1 N
Os resultados da análise estão resumidos na Figura 6.8e. Note que o diagra- 50o Nj^oo^j*
500 500 N
ma de corpo livre para cada pino m ostra os efeitos de todos os elem entos 500 N
conectados e as forças externas aplicadas sobre ele, enquanto o diagram a de
(e)
corpo livre de cada elem ento m ostra apenas os efeitos dos pinos no elemento.
Figura 6.8

EXEMPLO 6. 2

Determ ine as forças que atuam em todos os elem entos da treliça m ostra­
da na Figura 6.9a.

SOLUÇÃO

C onseqüentem ente, as reações de apoio na treliça devem ser determ inadas de


início. M ostre que elas foram calculadas corretam ente no diagram a de corpo
livre na Figura 6.9b. Podemos agora com eçar a análise no nó C.Por quê?
N ó C. Com base no diagram a de corpo livre da Figura 6.9c:

'EFX = 0; ~ F cd c o s 30° + FCB sen 45° = 0


+ f 2 F V = 0; 1,5 kN + FCD sen 30° - FCB cos 45° = 0
► 3 kN

Essas duas equações devem ser resolvidas simultaneamente para cada um a 2


das duas incógnitas. Veja, no entanto, que uma solução direta para uma das for­
ças incógnitas deve ser obtida pela aplicação de um som atório de forças ao ■*—
longo de um eixo perpendicular à direção da outra incógnita. Por exemplo, a 3 kN
soma das forças ao longo do eixo y \ que é perpendicular à direção de F CD
(Figura 6.9d), fornece uma solução direta para FCB. 1,5 kN ,5 kN
(b)
+ / 2 / y = 0;
1,5 cos 30°kN - F cb sen 15° = 0 FCB = 5,02 kN (C ) Resposta

De m aneira similar, o som atório das forças ao longo do eixo na Figura


6.9c, fornece uma solução direta para FCD:

+ / 2 / y = 0:
1,5 cos 45°kN - F cd sen 15° = 0 F cd ~ 4,10 kN (T) R esposta

i i DB

3 0 ^0 ^0 °
Fm 4.10 kN
(f)
Figura 6.9
226 E s t á t ic a

N ó D. Podem os agora analisar o nó D. O diagram a de corpo livre desse nó


é m ostrado na Figura 6.9f.

^ Z F X = 0; -F da c o s 30o + 4,10 cos 30°kN = 0

F da ~ 4,10 kN (T) Resposta

+ f 2 F y = 0; F db - 2(4,10 sen 30°kN) = 0

^DB = 4,10kN (T) Resposta

A força no últim o elem ento, BA, pode ser obtida do nó B ou do A. Como


exercício,desenhe o diagram a de corpo livre para o nó B, some as forças na
direção horizontal e m ostre que FBA = 0,776 kN (C).

EXEMPLO 6.3

D eterm ine a força em cada elem ento da treliça m ostrada na Figura 6.10#.
Indique se os elem entos estão sob tração ou compressão.

400 N

(a) (b)

SO L U Ç Ã O
R eações de A p o io . N enhum nó pode ser analisado até que as reações de apoio
sejam determ inadas. Por quê? Um a diagram a de corpo livre de toda a treliça é
fornecido na Figura 6.106. A plicando as equações de equilíbrio, temos:

Z F X = 0; 600 N - Cx = 0 Cx = 600 N

{,+ 2A /C = 0; - A y{6 m ) + 400 N(3 m) + 600 N (4 m ) = 0

------ x y
= 600 N

+ 1 2 F V = 0; 600 N - 400 N - Cy = 0 Cy = 200 N

A análise pode agora se iniciar pelo nó A ou C. A escolha é arbitrária,


um a vez que há um a força conhecida e duas forças desconhecidas que atuam
nos pinos em cada um desses nós.
N ó A (Figura 6.10c). Com o foi m ostrado no diagram a de corpo livre, há três
Figura 6.10 forças que atuam no pino no nó A. A inclinação de ¥ AB é determ inada a p ar­
tir da geom etria da treliça. A nalisando, você pode ver por que essa força é
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 227

considerada compressiva, enquanto é considerada de tração? A plicando


as equações de equilíbrio, temos:

+ T 2 F , = 0; 600 N - \F ab = 0 FAB = 750 N (C ) Resposta

2.FX = 0; FÁp — 5(750 N) = 0 FA[j = 450 N (T ) R esposta

N ó D (Figura 6A0d). O pino nesse nó é o próxim o a ser estudado, já que,


exam inando-se a Figura 6.10a, verifica-se que a força em A D é conhecida e as
forças incógnitas em D B e D C podem ser determ inadas. Som ando as forças na
direção horizontal (Figura 6.10d), temos:

^ Z F X = 0; -4 5 0 N + | f d s + 600 N = 0 FDB = -2 5 0 N

O sinal negativo indica que ¥ DB atua no sentido oposto 1 ao m ostrado na (d)


Figura 6.10d. Conseqüentem ente:

Fdb = 250 N (T) Resposta

Para determ inarm os podem os opcionalm ente alterar o sentido de


¥ db e então aplicar 2 F V = 0, ou aplicar essa equação e m anter o sinal negati­
vo para FDB, isto é:

+ | 2 F V = 0; - F dc - f ( - 2 5 0 N ) = 0 FDC= 200N (C ) Resposta

N ó C (Figura 6.10e).

^ 2 F X = 0; Fcb - 600 N = 0 FCB — 600N (C) Resposta


200 N
+ | 2 F y = 0; 200 N - 200 N = 0 (prova)
CV 600 N
A análise, resum ida na Figura 6.10/, m ostra o diagram a de corpo livre já n
corrigido para cada pino e cada elem ento.
200 N

(e)

1 O sentido correto poderia ter sido determinado por inspeção, antes mesmo de se ter aplicado a
equação %FX = 0.
228 E s t á t ic a

6 .3 E lem e n to s de Fo r ç a N ula

A análise de treliças utilizando o m étodo dos nós torna-se bem mais


sim ples se em prim eiro lugar somos capazes de determ inar os elem entos que
não estão sujeitos a nenhum carregamento. Esses elementos de força nula são
usados para aum entar a estabilidade da treliça durante sua construção e tam ­
bém para fornecer apoio caso o carregam ento seja alterado.

A Z F , = 0; Fab = 0 + \ UFy = 0; Fdc sen 0 = 0 ; FDC = 0 uma vez que sen 0 ^ 0


+T LFy = 0; Faf = 0 + ^ £Fx = 0 ; F +0 = 0 ; F^g —0

(a) (b) (c)

Os elem entos de força nula de um a treliça geralm ente podem ser d eter­
m inados p o r inspeção de cada um dos nós. Por exemplo, considere a treliça
m ostrada na Figura 6.1 la. Se um diagram a de corpo livre do pino no nó A é
desenhado, com o na Figura 6.116, podem os ver que os elem entos A B e A F são
elem entos de força nula. Por outro lado, note que não teríam os chegado a essa
conclusão se tivéssem os desenhado o diagram a de corpo livre dos nós F o u B,
sim plesm ente porque há cinco incógnitas em cada um desses nós. De forma
sem elhante, considere o diagram a de corpo livre do nó D, na Figura 6.11c.
Nesse caso, novam ente, podem os ver que D C e D E são elem entos de força
nula. C om o regra geral, se som ente dois elementos form am um nó de treliça e
nenhum a carga externa ou reação de apoio é aplicada ao nó, então eles devem
Figura 6.11 ser elementos de força nula. A carga na treliça, na Figura 6.11a, é, portanto,
apoiada por apenas cinco elem entos, como m ostrado na Figura 6.11 d.
C onsiderem os agora a treliça m ostrada na Figura 6.12a. O diagram a de
corpo livre do pino no nó D é m ostrado na Figura 6.126. D irecionando o eixo
y ao longo dos elem entos D C e D E e orientando o eixo x ao longo do elem en­
to D A , podem os ver que esse é um elem ento de força nula. N ote que esse é
tam bém o caso do elem ento C A, na Figura 6.12c. Em geral, se três elementos
fo rm a m um nó de treliça para o qual dois deles são colineares, o terceiro ele­
m ento é um elemento de força nula, uma vez que nenhum a força externa ou
reação de apoio é aplicada no nó. A treliça m ostrada na Figura 6.12d é, p or­
tanto, adequada para apoiar a carga P.

\D

+ * "LFX= 0; *04=0
+ \ "LFy = 0; F nr = Fr

(b)
Figura 6.12
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 229

+1
/ T.FX= 0; Fcasend= 0; FCA - 0 uma vez que sen 8 ^ 0 ;
+ \ I F y = 0; FCB = FCD

(c)
Figura 6.12

E X E M P L O 6 . 4 __________________________________________________

Utilizando o m étodo dos nós, determ ine todos os elem entos de força nula
da treliça Fink para telhados m ostrada na Figura 6.13a. C onsidere que todos os
nós estejam conectados por pinos.

(a)

SOLUÇÃO
Procure os nós que apresentam três elem entos para os quais dois são coli- ■<---------------►— x
Fg h g F gf
neares. Temos:
(b)
N ó G (Figura 6.13b).

+ Í2 F =0; Resposta

Observe que não poderíam os concluir que GC é um elem ento de força


nula pela análise do nó C, em que há cinco incógnitas. O fato de G C ser um /
elem ento de força nula significa que a carga de 5 kN em C deve ser sustenta­
da pelos elem entos C B , C H , CF e CD. /
(c)
N ó D (Figura 6.13c).

+ / I F , = 0; Fdf = 0 Resposta Figura 6.13


230 E s t á t ic a

Nó F (Figura 6.13c/).

+ '\ 1 F V = 0; F f c co s 6 = 0

Com o 6 ^ 90°, F FC = 0 R esposta

(d) (e)
Veja que, se o nó B for analisado (Figura 6.13e):
2 kN
+ \ 2 F X = 0; 2 kN - F BH = 0 F BH = 2 kN (C)

N ote que FHC deve satisfazer XFy = 0 (Figura 6.13f) e, conse­


F/m H f wc qüentem ente, H C não é um elem ento de força nula.
Figura 6.13 (f)

P roblem as

6.1. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­ 6.3. A treliça usada para sustentar uma sacada está sujeita
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. ao carregamento mostrado na figura. Considere cada nó
Considere que Pi = 800 lb e P2 — 400 lb. como um pino e determine a força em cada elemento. Indique
se os elementos estão sob tração ou compressão. Considere
6-2. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que Px = 600 lb e P2 = 400 lb.
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que Px = 500 lb e P2 — 100 lb. *6.4. A treliça usada para sustentar uma sacada está sujei­
ta ao carregamento mostrado na figura. Considere cada nó
como um pino e determine a força em cada elemento. Indique
se os elementos estão sob tração ou compressão. Considere
que Px = 800 lb e P2 = 0 lb.
6.5. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere cada nó como um pino. Considere que P = 4 kN.
6.6. Suponha que cada elemento de uma treliça é feito de
aço com massa por unidade de comprimento de 4 kg/m.
Considerando que P = 0, determine a força em cada ele­
mento e indique se esses elementos estão sob tração ou com­
B pressão. Desconsidere o peso de cada placa de reforço e
considere cada nó como um pino. Resolva o problema admi­
tindo que o peso de cada elemento pode ser representado
Pi
como uma força vertical, metade da qual é aplicada na extre­
midade de cada um deles.
Problemas 6.1/2
2 P

Pi

Problemas 6.5/6

6.7. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­


Problemas 6.3/4 que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 231

*6.12. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­


que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = 10 kN e P2 = 15 kN.
6.13. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = 0 e P2 — 20 kN.

Problema 6.7

*6 .8 . Determine a força em cada elemento da treliça e indi


que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = 2 kN e P2 - 1,5 kN.
6.9. Determine a força em cada elemento da treliça e indi
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = P2 = 4 kN.
6.14. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = 100 lb, P2 = 200 lb e = 300 lb.
6.15. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P\ = 400 lb, P2 = 400 lb e P3 = 0 lb.

B C

Problemas 6.8/9
Problemas 6.14/15
6.10. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. *6.16. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
Considere que Px = 0 e P2 = 1.000 lb. que se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Considere que P = 8 kN.
6.11. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. 6.17. Se a força máxima que qualquer elemento pode sus­
Considere que P\ = 500 lb e P2 = 1.500 lb. tentar é 8 kN de tração e 6 kN de compressão, determine a
força máxima P que pode ser suportada no nó D.

Problemas 6.10/11 Problemas 6.16/17


232 E s t á t ic a

6.18. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­ *6.24. Determine a força em cada elemento da tesoura
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. Dica: dupla em termos da carga P e indique se esses elementos
o componente horizontal da força em A deve ser nulo. Por quê? estão sob tração ou compressão.

Problemas 6.21/22

4 kN
Problema 6.18

6.19. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­


que se esses elementos estão sob tração ou compressão. Dica:
a força resultante no pino E atua ao longo do elemento ED.
Por quê?
*6.20. Cada elemento da treliça é uniforme e tem massa por
unidade de comprimento de 8 kg/m. Remova as cargas exter­
nas de 3 kN e 2 kN e determine a força aproximada em cada
elemento devido ao peso da treliça. Indique se esses elemen­
tos estão sob tração ou compressão. Solucione o problema
admitindo que o peso de cada elemento pode ser represen­
tado como uma força vertical, metade da qual é aplicada nas
extremidades de cada um dos elementos. Problema 6.23

B C

Problema 6.24
Problemas 6.19/20 6.25. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. Dica:
6.21. Determine a força em cada elemento da treliça em
o componente vertical da força em C deve ser igual a zero.
termos do carregamento externo e indique se esses elemen­
Por quê?
tos estão tracionados ou comprimidos.
6.26. Cada elemento da treliça é uniforme e tem massa por
6.22. A máxima força de tração permissível em um elemen­
unidade de comprimento de 8 kg/m. Remova as cargas exter­
to de treliça é (Ft)máx = 2 kN e a máxima força de compressão
nas de 6 kN e 8 kN e determine a força aproximada em cada
permissível é (Fc)máx = 1,2 kN. Determine as intensidades
elemento devido ao peso da treliça. Indique se esses elemen­
máximas P das duas cargas que podem ser aplicadas à treli­
tos estão sob tração ou compressão. Solucione o problema
ça. Suponha que L = 2 m e 0 = 30°.
admitindo que o peso de cada elemento pode ser represen­
6.23. Determine a força em cada elemento da treliça e indi­ tado como uma força vertical, metade da qual é aplicada à
que se esses elementos estão sob tração ou compressão. extremidade de cada elemento.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 233

Problemas 6.27/28

Problemas 6.25/26

6.27. Determine a força em cada elemento da treliça em


termos da carga P e indique se esses elementos estão sob tra­
ção ou compressão.
*6.28. Se a força máxima que qualquer elemento pode sus­
tentar é 4 kN de tração e 3 kN de compressão, determine a
força máxima P que pode ser sustentada no ponto B. Con­
sidere que d = 1 m.
■6.29. A treliça de dois elementos está sujeita a uma força
de 300 lb. Determine a faixa de 6 para a aplicação da carga,
de forma que a força em cada elemento não exceda 400 lb
(T) o u 200 lb (C).
Problema 6.29
J
6 .4 0 M étodo das S eções

O m étodo das seções é utilizado para determ inar as forças atuantes d en ­


tro de um corpo. Ele baseia-se no princípio segundo o qual, se um corpo está
í
Forças *j
em equilíbrio, então qualquer parte dele tam bém está em equilíbrio. Por exem ­ 1ias
internas5v —T4
plo, considere os dois elem entos da treliça m ostrados na Figura 6.14. Para de tração
Lção
determ inarm os as forças internas aos elem entos, qualquer seção im aginária,
como a indicada pela linha preta horizontal que está dividindo a garra em duas
partes, pode ser utilizada para cortar cada elem ento em duas partes e, com o Tração
conseqüência, ‘expor’ cada força interna, tornando-a externa no diagram a de
corpo livre m ostrado no lado direito da figura. Podemos ver claram ente que a
condição de equilíbrio requer que os elem entos sob tração (T) estejam sujei­
tos a um ‘puxão’ e os elem entos sob com pressão (C) estejam sujeitos a um
‘em p u rrão ’.
O m étodo das seções tam bém pode ser utilizado para ‘c o rta r’ ou secionar
os elem entos de uma treliça com pleta. Se secionam os a treliça em duas e dese­
nham os o diagram a de corpo livre de uma de suas partes, podem os então aplicar
as equações de equilíbrio para determ inar as forças nos elem entos na ‘seção Forças
de co rte’ da parte isolada. Com o som ente três equações de equilíbrio indepen­
dentes Ç£FX = 0, %Fy = 0, 'IM o — 0) podem ser aplicadas à parte isolada da
treliça, devemos tentar selecionar uma seção que, em geral, passe por não mais
internas de
compressão
tC
do que três elem entos nos quais as forças são desconhecidas. Por exemplo, con­
sidere a treliça na Figura 6.15a. Para determ inarm os a força no elem ento GC, Compressão
a seção aa deve ser apropriada. Os diagram as de corpo livre das duas partes
Figura 6.14
234 E s t á t ic a

são m ostrados nas figuras 6.15fr e 6.15c. Veja que a linha de ação da força em
cada elem ento é especificada a partir da geometria da treliça. uma vez que a
força em um elem ento passa ao longo de seu eixo. Note tam bém que as for­
ças que atuam nos elem entos em um a parte da treliça são iguais e opostas
àquelas que atuam na outra parte — terceira lei de Newton. Como já obser­
vado anteriorm ente, os elem entos considerados sob tração (B C e GC) estão
sujeitos a um ‘puxão’, enquanto o elem ento sob compressão (GF) está sujeito
a um ‘em p u rrão ’.

(c)
Figura 6.15

As três forças incógnitas dos elem entos F flC, FGC e ¥ GF podem ser obti­
das pela aplicação das três equações de equilíbrio ao diagram a de corpo livre
da Figura 6.15b. C onsiderando, porém , o diagram a de corpo livre da Figura
6.15c, as três reações de apoio D x, D v e E v devem ser determ inadas em prim ei­
ro lugar. Por quê? (Isso, é claro, é feito da forma usual considerando-se um
diagram a de corpo livre para toda a treliça.)
A o se aplicarem as equações de equilíbrio, deve-se encontrar um modo
de form ulá-las para se produzir uma solução d ir e ta para cada uma das incóg-
Duas treliças P m , são utilizadas p a n nilas' em vez de se resolvê-las sim ultaneam ente. Por exemplo, o som atório dos
a construção desta passarela. m om entos em relação a C na Figura 6.15b produziria um a solução direta para
F G/t, um a vez que ¥ BC e Fc;c criam um m om ento nulo em relação a C. De
m aneira sem elhante, F s c pode ser obtido diretam ente pelo som atório dos
m om entos em relação a G. Por último, F<7 C pode ser encontrado diretam ente
de um som atório de forças na direção vertical, um a vez que FGFe ¥ HC não têm
com ponentes verticais. Essa capacidade de determinar diretamente a força em
um elem ento particular da treliça é uma das principais vantagens de utilizar o
m étodo das seções.2
C om o no m étodo dos nós, há duas formas pelas quais se pode determ inar
o sentido correto da força incógnita de um elem ento:

2 Por comparação, se o método dos nós fosse utilizado para determinar, por exemplo, a força no
elem ento GC, seria necessário analisar os nós A , B e G nessa ordem.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 235

• A dm ita sempre que as forças incógnitas de um elem ento na seção de corte


estejam sob tração, isto é, ‘puxando o elem ento'. Ao se fazer isso, a solução
num érica das equações de equilíbrio resultará em valores escalares positi­
vos para os elementos sob tração e em valores escalares negativos para os
elementos sob compressão.
• O sentido correto da força incógnita de um elem ento pode, em m uitos casos,
ser determ inado ‘por meio de inspeção’. Por exemplo, ¥ BC é um a força de
tração, com o representada na Figura 6.156, um a vez que o equilíbrio de
m om entos em relação a G requer que FBC gere um m om ento oposto àque­
le provocado pela força de 1.000 N. Além disso, F GC é um a força de tração,
uma vez que seu com ponente vertical deve balancear a força de 1.000 N
que atua para baixo. Em casos mais complexos, o sentido de um elem ento
incógnito deve ser adotado. Nesse caso, se a solução produz um valor esca­
lar negativo, isso significa que o sentido da força é oposto ao indicado no
diagram a de corpo livre. Esse é o m étodo que usarem os nos problem as dos
exemplos a seguir.

P r o c e d im e n t o para A n á l is e
As forças nos elementos de uma treliça devem ser determinadas por métodos de seções, utilizando o procedimen­
to a seguir.
D ia g ra m a de C orpo Livre
• Decida como ‘cortar’ ou secionar uma treliça através dos elem entos em que as forças devem ser determ i­
nadas.
• Antes de isolar a seção adequada, é necessário determinar as reações externas da treliça. Feito isso, três equa­
ções de equilíbrio estão disponíveis para resolver as forças dos elementos na seção de corte.
• Desenhe o diagrama de corpo livre da parte da seção da treliça que tenha a menor quantidade de forças atuan­
tes sobre ela.
• Utilize um dos dois métodos descritos para estabelecer o sentido de uma força incógnita de um elemento.
E quações d e E q u ilíb rio
• Os momentos devem ser somados em relação a pontos que se localizam nas intersecções das linhas de ação
de duas forças desconhecidas, de forma que a terceira incógnita seja determinada diretam ente da equação de
momentos.
• Se duas das forças incógnitas são paralelas, as forças perpendiculares à direção das incógnitas podem ser soma­
das para a determinação direta da terceira força incógnita.

E X E M P L O 6 . 5 __________________________________________________

D eterm ine a força nos elem entos G E, G C e BC da treliça m ostrada na


Figura 6.16a. Indique se os elem entos estão sob tração ou com pressão.

g a E

Figura 6.16
236 E s t á t ic a

SOLUÇÃO
A seção aa na Figura 6.16a foi escolhida porque corta os três elem entos
cujas forças devem ser determ inadas. Para que possam os utilizar o m étodo das
seções, no entanto, devem os primeiramente determ inar as reações externas em
A ou D. Por quê? Um diagram a de corpo livre da treliça como um todo é m os­
trado na Figura 6.16Ò. A plicando as equações de equilíbrio, temos:

Z F X = 0; 400 N - A x = 0 A x = 400 N

l + 2 A f M = 0; -1 .2 0 0 N (8 m) - 400 N(3 m ) + D y{ 12 m) - 0
Dv = 900 N

+ | 2 F y = 0; A y — 1.200 N + 900 N = 0 A v = 300 N

D ia g ra m a de C orpo Livre. O diagram a de corpo livre da porção esquerda


da treliça secionada é m ostrado na Figura 6.16c. Esse diagram a será utilizado
para a análise das forças porque envolve a m enor quantidade de forças.
E quações d e E q u ilíb rio , O som atório dos m om entos em relação ao ponto
G elim ina F G£: e FGC e perm ite uma solução direta para FBC:

300 N {,+ Z M g = 0; -3 0 0 N (4 m) - 400 N(3 m) + FBC(3 m ) = 0


(c)
Fbc = 800 N (T) Resposta
Figura 6.16
Da m esm a form a, o som atório dos m om entos em relação ao ponto C fo r­
nece um a solução direta para FGE:

1 + 2 M C = 0; -3 0 0 N (8 m ) + FGE{3 m ) = 0

FC£ = 800N (C ) Resposta

Com o FflC e FG£ não apresentam com ponentes verticais, o som atório das
forças na direção y fornece diretam ente Fc c , isto é:

+ | 2 F V= 0 300 N - -5 F gc = 0
Fgc — 500 N (T) Resposta

Como exercício, obtenha esses resultados aplicando as equações de equi­


líbrio ao diagram a de corpo livre para a porção direita da treliça secionada.

EXEMPLO 6.6 ________________________________________________________________________________

D eterm ine a força no elem ento CF da ponte da treliça m ostrada na Figura


6.17a. Indique se o elem ento está sob tração ou compressão. Suponha que cada
elem ento esteja conectado por pinos.

SOLUÇÃO
D ia g r a m a d e C orpo L ivre. Será utilizada a seção aa na Figura 6.17a, uma
vez que ‘expõe’ a força interna no elem ento CF, tornando-a uma força ‘externa1
no diagram a de corpo livre tanto na parte direita com o na esquerda da treli­
ça. E necessário, em prim eiro lugar, determ inar as reações externas em cada
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 237

uma das partes. Verifique os resultados m ostrados no diagram a de corpo livre


da Figura 6.176.

Figura 6.17

O diagram a de corpo livre na parte direita da treliça, que é mais simples


de analisar, é apresentado na Figura 6.17c. H á três forças desconhecidas, Ff g ,
FCf e FCd -
E q u a çõ es d e E q u ilíb rio . O m étodo mais direto para solucionar esse p ro ­
blem a req u er a aplicação da equação dos m om entos em relação ao pon to que
elim ina duas das forças incógnitas. C onseqüentem ente, para o b ter F C/r, d ev e­
mos elim inar Ff g e FCD efetuando o som atório dos m om entos em relação ao
ponto O (Figura 6.17c). N ote que a localização do ponto O, a p a rtir de E, é
d eterm inada pela proporção de triângulos, isto é, 4/(4 + x ) = 6/(8 + Jt), x =
4 m. Ou. colocando de outra m aneira, podem os observar na Figura 6.17c que
a inclinação da direção do elem ento G F sofre uma queda de altu ra de 2 m
em cada deslocam ento horizontal de 4 m. Com o FD é 4 m (Figura 6.17c),
para que o prolongam ento do elem ento G F intercepte a reta horizontal tra ­
cejada, isto é, o ponto O, a distância horizontal a ser percorrida será de 8 m,
que é a distância de D até O.
Um a m aneira simples de determ inar o m om ento de F rjP em relação ao
ponto O é usar o princípio da transm issibilidade, m over essa força até o ponto
C e então decompô-la em dois com ponentes retangulares. Assim procedendo,
temos:

= 0;

—F cf sen 45°(12 m) + (3 k N ) (8 m ) - (4,75 k N )(4 m ) = 0

F cf = 0,589 kN (C) Resposta


238 E s t á t ic a

EXEMPLO 6.7

D eterm ine a força no elem ento E B para a treliça do telhado m ostrado na


Figura 6.18a. Indique se o elem ento está sob tração ou compressão.

1.000 N
1.000 N

30°

4.000 N 2.000 N 4.000 N Fed sen 30°

SOLUÇÃO
D ia g r a m a d e C orpo L ivre. Pelo m étodo de seções, qualquer secionam en-
to vertical im aginário em E B (Figura 6.18a) deve atingir tam bém três outros
elem entos p ara os quais as forças são desconhecidas. Por exemplo, a linha de
seção aa corta os elem entos E D , EB, FB e A B . Se os com ponentes de reação
em A são calculados em prim eiro lugar (A x = 0, A y = 4.000 N) e se conside­
ram os um diagram a de corpo livre para o lado esquerdo desse secionam ento
(Figura 6.18b), é possível o b ter ¥ ED pelo som atório dos m om entos em rela­
ção a B p ara elim inar as outras três incógnitas; no entanto, ¥ EB não pode ser
d eterm inada pelas duas equações de equilíbrio restantes. U m a m aneira de
o b ter ¥ EB é prim eiro d eterm inar ¥ ED com base no secionam ento aa e então
usar esse resultado no corte bb (Figura 6.18a), que é m ostrado na Figura 6.18c.
N esse caso, o sistem a de forças é concorrente e o diagram a de corpo livre se-
cionado é o m esm o para o pino em E (m étodo dos nós).
E q u a çõ es d e E q u ilíb rio . P ara a determ inação do m om ento de F ££>em rela­
ção ao ponto B, na Figura 6.18b, decom pom os a força em com ponentes
retangulares e, pelo princípio da transm issibilidade, desloca-se essa força até o
30°
ponto C, com o m ostrado. Os m om entos de 1.000 N, FAB, Ff b , F eb e FED cos 30°

'EF
J Fed = 3.000 N
são todos nulos em relação a B. C onseqüentem ente:

i,+ E M s = 0; 1.000 N (4 m) + 3.000 N (2 m ) - 4.000 N (4 m)


(c) + Fed sen 30°(4) = 0
F ed = 3.000 N (C )

Figura 6.18 C onsiderando agora o diagram a de corpo livre do corte bb, na Figura 6.18c,
tem os:

2 F x = 0; F ef cos 30° - 3.000 cos 30° N = 0

F ef = 3.000 N (C )

+ t 2 F V = 0; 2(3.000 sen 30° N) - 1.000 N - FEB = 0

f eb = 2 .0 0 0 N (T ) Resposta
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 239

P roblem as

6.30. Determine as forças nos elementos BC, HC e HG para


a treliça da ponte e indique se eles estão sob tração ou com­ 8 kN
pressão.

Problema 6.33

6.34. Determine a força nos elementos CD, CJ, KJ e DJ da


treliça, que é utilizada como apoio do piso de uma ponte.
Indique se esses elementos estão sob tração ou compressão.
Problema 6.30
6.35. Determine a força nos elementos EI e JI da treliça,
6.31. Determine as forças nos elementos GF, CF e CD para que é utilizada como apoio do piso de uma ponte. Indique se
a treliça da ponte e indique se eles estão sob tração ou com­ esses elementos estão sob tração ou compressão.
pressão.
8.0001b
H

Problemas 6.34/35

*6.36. Determ ine as forças nos elementos BG, CG e GF


da treliça Warren. Indique se eles estão sob tração ou
Problema 6.31 compressão.

*6.32. Determine a força nos elementos DE, DF e GF da 6.37. Determine as forças nos elementos CD, CF e FG da tre­
treliça em balanço e indique se eles estão sob tração ou com­ liça Warren. Indique se eles estão sob tração ou compressão.
pressão.
3m 3m
D

Problema 6.32

6.33. A treliça de telhado sustenta o carregamento vertical 6.38. Determine as forças desenvolvidas nos elementos GB
mostrado na figura. Determine a força nos elementos BC, e GF da treliça da ponte e indique se eles estão sob tração
CK e KJ e indique se eles estão sob tração ou compressão. ou compressão.
240 E s t á t ic a

6.42. Determine as forças nos elementos BC. HC e HG.


4 pés 4 pés
Após a treliça ser secionada, utilize uma única equação de
F equilíbrio para o cálculo de cada força. Indique se esses ele­
mentos estão sob tração ou compressão.
6.43. Determine as forças nos elementos CD, CF e CG e
indique se eles estão sob tração ou compressão.

5 kN

600 lb
800 lb

Problema 6.38

■6.39. A treliça sustenta a carga vertical de 600 N.


Determine as forças nos elementos BC, BG e HG em fun­
ção da variação da dimensão L. Faça um gráfico dos
resultados de F (considere nas ordenadas as forças de tração
como positivas) versus L (na abscissa) para 0 < L < 3 m. Problemas 6.42/43

*6.44. Determine as forças nos elementos GF, FB z BC da


treliça Fink e indique se eles estão sob tração ou compressão.

6001b

600 N

Problema 6.39
6.45. Determine as forças no elemento GJ da treliça e indi
*6.40. Determine as forças nos elementos IC e CG da tre­ que se ele está sob tração ou compressão.
liça e indique se eles estão sob tração ou compressão. Indique
também todos os elementos com força nula. 6.46. Determine as forças no elemento GC da treliça e indi
que se ele está sob tração ou compressão.
6.41. Determine as forças nos elementos JE e GF da treli­
ça e indique se eles estão sob tração ou compressão. Indique 1.000 lb
também todos os elementos com força nula.

Problemas 6.45/46

6.47. Determine as forças nos elementos GF, CF e CD da


6 kN 6 kN treliça de telhado e indique se eles estão sob tração ou com­
Problemas 6.40/41 pressão.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 241

1,5 kN

Problema 6.47

*6.48. Determine as forças nos elementos BG, HG e BC da


treliça e indique se eles estão sob tração ou compressão.
Problemas 6.49/50

Problema 6.48 Problemas 6.51/52

6.49. A treliça enviesada é submetida à carga mostrada na 6.53. Determine as forças nos elementos KJ, NJ, ND e CD
figura. Determine as forças nos elementos CB, BE e EF e da treliça K e indique se eles estão sob tração ou compres­
indique se eles estão sob tração ou compressão. Considere são. Dica: faça os cortes aa e bb.
que todos os nós estão fixados por pinos. 6.54. Determine as forças nos elementos JI e DE da treliça
6.50. A treliça enviesada é submetida à carga mostrada na K e indique se eles estão sob tração ou compressão.
figura. Determine as forças nos elementos AB, BF e EF e
indique se eles estão sob tração ou compressão. Considere
que todos os nós estão fixados por pinos.
6.51. Determine as forças nos elementos CD e CM da tre­
liça da Ponte de Baltimore e indique se eles estão sob tração
ou compressão. Indique também todos os elementos de força
nula.
*6.52. Determine as forças nos elementos EF, EP e LK da
treliça da Ponte de Baltimore e indique se eles estão sob tra­
ção ou compressão. Indique também todos os elementos de
força nula.

Problemas 6.53/54

I
242 E s t á t ic a

* 6 .5 T reliças E spaciais

Uma treliça espacial consiste de elem entos ligados entre si em suas extre­
m idades para form ar uma estrutura tridimensional estável. A estrutura mais
simples de treliça espacial é um tetraedro, que é formado pela interconexão de
seis elementos, como m ostra a Figura 6.19. Q ualquer elem ento adicional nessa
estrutura será redundante na sustentação da força P. Um a treliça espacial sim ­
ples pode ser construída a partir desse tetraedro básico acrescentando-se três
outros elem entos e um nó, form ando um sistema de tetraedros multiconectados.

Figura 6.19

H ipóteses de P rojeto. Os elem entos de uma treliça espacial devem ser trata­
dos como elem entos de duas forças, uma vez que o carregam ento externo é
aplicado nos nós, os quais podem ser considerados conexões de juntas esféricas.
Essas suposições são justificadas se as ligações dos elementos, aparafusadas ou
,, ■ , j , ,
Uma típica treliça espacial de sustenta-
soldadas, se interceptam
r
em um 1ponto comum e os pesos
r
dos elem entos, podem
1
ção de telhado. Note a utilização de ser desprezados. Em casos nos quais o peso de um elem ento deva ser incluído
juntas esféricas nas conexões dos ele- na análise, em geral é suficiente considerá-lo uma força vertical, sendo m etade
mentos. de sua intensidade aplicada em cada uma das extrem idades do elemento.

P r o c e d im e n t o pa ra A n á l is e
Tanto o método dos nós como o das seções podem ser usados para determinar as forças desenvolvidas nos ele­
mentos de uma treliça espacial simples.
M é to d o d o s N ós
Em geral, se as forças em todos os elementos de uma treliça devem ser determinadas, o método dos nós é mais
adequado para a análise. Quando se utiliza esse método, é necessário resolver as três equações escalares de equi­
líbrio, %FX = 0, XFy = 0, 2F- = 0 em cada nó. A solução de muitas equações simultâneas pode ser evitada se a
análise das forças é iniciada em um nó com pelo menos uma força conhecida e no máximo três forças incógnitas.
Se a geometria tridimensional de um sistema de forças no nó é difícil de ser visualizada, é recomendável a utili­
zação de uma análise vetorial cartesiana para a solução.
M é to d o d a s Seções
Se apenas algumas forças devem ser determinadas, deve-se utilizar o método das seções. Quando se faz um corte
imaginário em uma treliça e esta é separada em duas partes, o sistema de forças atuantes em uma das partes
deve satisfazer as seis equações escalares de equilíbrio: 2F* = 0, 'IFy = 0 ,2 F Z = 0, %MX = 0 ,1 M V = 0 ,1 M Z = 0
(equações 5.6). A escolha apropriada do corte e dos eixos para o somatório de forças e momentos permite
calcular diretamente muitas das forças incógnitas dos elem entos da treliça espacial, utilizando uma única equa­
ção de equilíbrio.
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 243

EXEMPLO 6.8
D eterm ine as forças atuantes nos elem entos da treliça espacial m ostrada
na Figura 6.20a. Indique se eles estão sob tração ou compressão.

2 kN

SO L U Ç Ã O
Um a vez que há um a força conhecida e três incógnitas atuantes no nó A ,
com eçarem os a análise de forças da treliça por esse nó.
N ó A (Figura 6.20b). Expressando cada força que atua no diagram a de corpo
livre do nó A em notação vetorial, temos:

P = { 4 j} kN, FAB — FABj, F ^c = - F ÁCk,

F^£ = = Fa e {0,577i + 0,577j - 0,577k)


\ r AE/

Para o equilíbrio:

2 F = 0; P + Fab + F^c + FAE = 0


- 4 j + Fabj - Fa c k + 0,511 FAEí + 0,511Fae] - 0,511FAEk = 0
2 F , = 0; 0,511Fa e = 0
2 F y = 0; - 4 + Fab + 0,517 FAE = 0
2 F Z = 0; - F ac - 0,511Fae = 0 (b)
Fac = Fae = 0 R esposta
Fab = 4 kN (T) R esposta

Um a vez que é conhecida, o nó B deve ser analisado em seguida.


N ó B (Figura 6.20c).

2 / ^ = 0; - R b c o s 45o + 0,707 F B E = 0
Fj u = 4 kN
= 0; —4 + R b sen 45° = 0

2 F* = 0; 2 + F 8D - 0,107Fbe = ü (c)

= = 5,66 kN (T), F BD = 2 kN (C ) R esposta Figura 6.20


244 E s t á t ic a

A equação escalar de equilíbrio tam bem deve ser aplicada diretam ente ao
sistem a de forças no diagram a de corpo livre para os nós D e C, uma vez que
os com ponentes das forças podem ser facilmente determ inados. M ostre que:

FDe = F d c = F c e = 0 Resposta

6.55. Determine as forças em cada um dos três elementos de 6.57. Determine as forças em cada um dos elementos da
uma treliça espacial que sustenta um carregamento de 1.000 lb treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­
e indique se esses elementos estão sob tração ou compressão. pressão. A treliça é apoiada por roletes em A, B e C.

8 kN
z

Problema 6.57
Problema 6.55
6.58. A treliça espacial é apoiada por uma junta esférica em
*6.56. Determine as forças em cada um dos elementos da D e por conexões curtas em C e E. Determine as forças em
treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­ cada um dos elementos e indique se eles estão sob tração ou
pressão. Dica: as reações de apoio em E atuam ao longo do compressão. Considere que Fx = {-500k} lb e F2 = {400j} lb.
elemento EB. Por quê?
6.59. A treliça espacial é apoiada por uma junta esférica em
D e por conexões curtas em C e E. Determine as forças em
z
cada um dos elementos e indique se eles estão sob tração ou
compressão. Considere que Fj = {2001 + 300j - 500k} lb e
F2 = {400j} lb.

Problema 6.56
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 245

*6.60. Determine as forças em cada um dos elementos da


treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­
pressão. A treliça é apoiada por uma junta esférica em A , B
e E. Considere que F ={—200i + 400j} N. Dica: a reação de
apoio em E atua ao longo dos elementos EC. Por quê?

Problemas 6.62/63

*6.64. Determine as forças desenvolvidas em cada um dos


elementos da treliça espacial e indique se eles estão sob tra­
ção ou compressão. O engradado tem peso de 150 lb.

Problema 6.60

6.61. Determine as forças em cada um dos elementos da tre­


liça espacial e indique se eles estão sob tração ou compressão.
A treliça é apoiada por juntas esféricas em C, D, E e G.

Problema 6.64

6.65. A treliça espacial é utilizada para sustentar forças ver­


ticais nos nós B ,C e D. Determine as forças em cada um dos
elementos e indique se eles estão sob tração ou compressão.

Problema 6.61

6.62. Determine as forças nos elementos BE, DF e BC da


treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­
pressão.
6.63. Determine as forças nos elementos AB, CD, ED e CF
da treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­
pressão.
Problema 6.65

6 .6 Estr utu ra s e M á q u in a s

E struturas e m áquinas são dois tipos com uns de m ontagens freq ü en te­
m ente com postas por elementos de múltiplas forças e conectadas por pinos, isto
é, elem entos que estão sujeitos a mais de duas forças. Estruturas são geralm en-
246 E s tá tic a

te estacionárias e utilizadas para sustentar cargas, enquanto máquinas possuem


peças m óveis e são projetadas para alterar os efeitos de forças. C ontanto que
um a estrutura ou um a m áquina esteja adequadam ente vinculada e não possua
mais apoios ou elem entos do que os necessários para evitar seu colapso, as for­
ças atuantes nos nós e nos apoios podem ser determ inadas pela aplicação das
equações de equilíbrio a cada elem ento. Após o cálculo das forças nos nós, é
possível projetar as dim ensões dos elem entos, conexões e apoios, utilizando a
teoria da resistência dos m ateriais e um código de norm as apropriadas para
projetos de engenharia.
D ia g r a m a s d e C orpo L ivre. Para se determ inarem as forças atuantes nos
nós e nos apoios de um a estrutura ou m áquina, deve-se desenhar os diagram as
de corpo livre de suas partes isoladam ente. Para isso, os seguintes pontos im por­
tantes devem ser observados:
• Isole cada parte da estrutura ou m áquina e desenhe seu contorno. Em segui­
da, indique todas as forças e/ou os m om entos que atuam na peça.
C ertifique-se de denom inar ou identificar cada uma das forças ou m om en­
tos conhecidos e incógnitos em relação a um determ inado sistema de
coordenadas jc, y. Indique tam bém quaisquer dim ensões utilizadas para a
obtenção de m om entos. Freqüentem ente, as equações de equilíbrio são mais
fáceis de aplicar se as forças estão representadas pelos seus com ponentes
retangulares. Com o anteriorm ente, o sentido de uma força ou m om ento
desconhecido pode ser adotado.
• Identifique todos os elem entos de duas forças da estrutura e represente
seus diagram as de corpo livre com duas forças de m esma intensidade e
opostas, atuando nos seus pontos de aplicação. (Veja a Seção 5.4.)
R econhecendo os elem entos de duas forças, evita-se resolver um núm ero
desnecessário de equações de equilíbrio.
• As forças com uns a quaisquer pares de elem entos em contato atuam com
intensidades iguais, porém em sentido oposto aos seus respectivos elem en­
tos. Se dois elem entos são tratados como um ‘sistem a’ de elementos
conectados, então essas forças são ‘internas ’ e não são mostradas no diagra­
m a de corpo livre do sistema: no entanto, se for desenhado o diagram a de
corpo livre de cada elem ento, as forças serão ‘externas’ e deverão ser indi­
cadas em cada um dos diagram as de corpo livre.
Os exemplos a seguir ilustram graficamente a aplicação desses pontos com
a aplicação de diagram as de corpo livre de uma estrutura ou máquina com suas
partes isoladas. Em todos os casos, os pesos dos elem entos são desprezados.

EXEMPLO 6.9 _____________________ -

D esenhe o diagram a de corpo livre para a estrutura m ostrada na Figura


6.21a (a) de cada elem ento, (b) do pino em B e (c) dos dois elem entos conec­
tados entre si.

SOLUÇÃO
P a rte (a ). Por inspeção, BA e BC não são elem entos de duas forças. A o con­
trário, conform e m ostrado no diagram a de corpo livre (Figura 6.21b), BC está
subm etido não a cinco, mas a três forças, que são as forças resultantes dos pinos
B e C e a força externa P. Da m esma forma, A B está sujeito às forças resul­
tantes dos pinos em A e B e ao m om ento externo M.
P a rte (b). Pode-se ver na Figura 6.21a que o pino em B está subm etido a
apenas duas forças, isto é, às forças dos elem entos BC e A B . Na condição de
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 247

equilíbrio, essas forças e, em conseqüência, seus respectivos com ponentes


devem ser iguais e opostos, conform e a Figura 6.21c. Perceba que a terceira lei
de Newton é aplicada entre o pino e seus elem entos de contato, isto é, o efei­
to do pino nos seus dois elem entos (Figura 6.216) e o efeito igual m as de sentido
oposto dos dois elem entos sobre o pino, m ostrado na Figura 6.21c. N ote tam ­
bém que B v e B v, que são m ostrados como iguais e opostos na Figura 6.216,
não resultam da aplicação da terceira lei de Newton, m as são o resultado da
análise de equilíbrio do pino, na Figura 6.21c.

Dy Dy

L 4 H

A,-------- ►

(b)

Efeito do
elemento BC
no pino

V 1, BV
Y l
i

1
1t A v Efeito do
b> elemento AB
Equilíbrio no pino

(c) (d)

Figura 6.21

P a rte (c). O diagram a de corpo livre de ambos os elem entos interligados e já


removidos dos pinos de apoio em A e C é m ostrado na Figura 6.21 d. Os com ­
ponentes das forças, B x e By, não são mostrados nesse diagrama, pois eles formam
um par de forças internas que são opostas e de mesma intensidade (Figura 6.216)
e, em conseqüência, se cancelam m utuam ente. Além disso, para que haja consis­
tência ao se aplicarem as equações de equilíbrio, os com ponentes de forças
incógnitas em A e C devem atuar no mesm o sentido, como m ostra a Figura 6.216.
Nesse caso, o m om ento M pode ser aplicado em qualquer ponto da estrutura
para a determ inação das reações em A e C. Note, no entanto, que ele deve atuar
sobre o elem ento A B na Figura 6.216, e não sobre o elem ento BC.

EXEMPLO 6.10

U m a tração constante é m antida na correia de transporte graças ao uso do


dispositivo m ostrado na Figura 6.22a. D esenhe os diagram as de corpo livre da
estrutura e do cilindro que sustenta a correia. O bloco suspenso tem peso W.
248 E s tá tic a

S OL UÇÃO
O m odelo idealizado do dispositivo é m ostrado na Figura 6.22b. Nesse
caso, supõe-se que o ângulo 8 seja conhecido. N ote que a tração na correia é
a m esm a em cada lado do cilindro, pois ele pode girar livremente. A partir
desse modelo, os diagram as de corpo livre da estrutura e do cilindro são mos­
(c) trados nas figuras 6.22c e 6.22d, respectivam ente. N ote que a força que o pino
em B exerce sobre o cilindro pode ser representada pelos seus com ponentes
t ^By horizontal e vertical B* e Bv, os quais podem ser determ inados pelo uso das
equações de equilíbrio aplicadas ao cilindro ou pelos dois com ponentes T,
fc. 1/ g que provocam m om entos iguais e opostos no cilindro, im pedindo-o de girar.
A,
O bserve que, uma vez determ inadas as reações do pino em A , m etade de seus
i fAv f valores atuará em cada lado da estrutura, já que ela está conectada por pino
nos seus dois lados (Figura 6.22a).
(d)

Figura 6.22

EXEMPLO 6.1 1

D esenhe o diagram a de corpo livre de cada parte do pistão liso e do


m ecanism o de ligação usado para am assar latas para reciclagem, conform e a
Figura 6.23a.
F= 8 0 0 N

(a)
Figura 6.23
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 249

SOLUÇÃO
Por inspeção, o elem ento A B é do tipo de duas forças. Os diagram as de
corpo livre das partes que form am o dispositivo são m ostrados na Figura 6.23b.
Como os pinos em B e D interligam apenas duas partes do mecanismo, as for­
ças que neles atuam são representadas como iguais e opostas nos diagram as
de corpo livre de seus respectivos elementos. Em especial, quatro com ponen­
tes de força atuam no pistão: D v e Dy representam o efeito do pino (ou alavanca
E B D ), N w. é a força resultante na superfície que dirige o m ovim ento do pistão
e P é a força resultante de com pressão provocada pela lata C.

30° F- 8 0 0 N

D,------- ---------------- P

D,
y

(b)

Figura 6.23

E X E MP L O 6 . 1 2

D esenhe os diagram as de corpo livre com base na Figura 6.24a (a) da


estrutura como um todo, incluindo as polias e as cordas, (b) da estrutura sem
as polias e as cordas e (c) de cada uma das polias isoladam ente.

(a)
Figura 6.24

SOLUÇÃO
P a rte (a). Q uando são incluídas as polias e as cordas na estrutura, as inte­
rações nos pontos onde elas se ligam à estrutura tornam -se pares de forças
internas que se cancelam m utuam ente e, conseqüentem ente, não são m ostra­
das no diagrama de corpo livre correspondente, conform e a Figura 6.24b.
250 E s t á t ic a

P a rte (b). Q uando as cordas e polias são removidas, seus efeitos sobre a
estrutura devem ser indicados, como m ostra a Figura 6.24c.
P a rte (c). Os com ponentes das forças B r, B v, Cx e Cy dos pinos nas polias
(Figura 6.24d) são iguais e opostos aos com ponentes das forças exercidas pelos
pinos na estrutura, conform e a Figura 6.24c. Por quê?

jjT*— Ajt

(c)
Figura 6.24

EXEMPLO 6.13

D esenhe os diagram as de corpo livre da caçam ba e da lança vertical da


retroescavadeira m ostrada na foto (Figura 6.25a). A caçam ba e seu conteúdo
têm peso W. D espreze o peso dos elementos.

(a) (c)

Figura 6.25

SOLUÇÃO
O m odelo idealizado do conjunto é m ostrado na Figura 6.256. As dim en­
sões e os ângulos que devem ser determ inados, juntam ente com a localização
do centro de gravidade G da carga, não são m ostrados na figura. Por inspeção,
os elem entos A B , B C , B E e H1 são elem entos de duas forças, um a vez que
estão conectados por pinos em suas extrem idades e nenhum a outra força atua
sobre eles. O s diagram as de corpo livre da caçam ba e da lança são m ostrados
na Figura 6.25c. N ote que o pino C está subm etido a apenas duas forças: a força
do elem ento de ligação B C e a força da lança. N a condição de equilíbrio, essas
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 251

forças devem ser iguais em intensidade, porém opostas em direção (Figura BC


6.25d). O pino em B está subm etido a três forças (Figura 6.25c). A força F /í£
surge por causa do cilindro hidráulico e as forças ¥ BA e F#c são provocadas C
pelos respectivos elem entos de ligação. Essas três forças estão relacionadas pelas f bc

duas equações de equilíbrio de forças aplicadas sobre o pino. (d) (e)


Figura 6.25

Antes de prosseguir, é recomendável que você resolva os exemplos anterio­


res e tente desenhar os diagramas de corpo livre solicitados. Procedendo dessa
forma, certifique-se de que seu trabalho está sendo executado criteriosamente e
de que todas as forças e m om entos estão devidamente identificados.
E quações de E q u ilíbrio. Um a vez que a estrutura (m ontagem ou m áquina)
esteja adequadam ente apoiada e não tenha mais apoios ou elem entos do que
o necessário para evitar seu colapso, então as forças incógnitas nos apoios e
conexões podem ser determ inadas a partir das equações de equilíbrio. Se a
estrutura se encontra no plano x -y , para cada diagram a de corpo livre dese­
nhado o carregam ento deve satisfazer XFx — 0, XFV= 0 e l.M 0 = 0. A escolha
dos diagramas de corpo livre utilizados para a análise é com pletam ente arbi­
trária. Os diagram as podem representar cada um dos elem entos da estrutura,
uma parte da estrutura ou a estrutura em sua totalidade. Por exemplo, vamos
encontrar os seis com ponentes das reações do pino em A , B e C para a m on­
tagem m ostrada na Figura 6.26a. Se a estrutura é desm em brada, com o m ostrado
na Figura 6.26b. essas incógnitas podem ser determ inadas pela aplicação das
três equações de equilíbrio a cada um dos dois elem entos (total de seis equa­
ções). O diagram a de corpo livre para toda a montagem tam bém pode ser usado
como parte da análise (Figura 6.26c). Então, se desejado, todas as seis incógni­
tas podem ser determ inadas pela aplicação das três equações de equilíbrio a
toda a m ontagem , conform e a Figura 6.26c, e tam bém a cada um de seus ele­
mentos. Além disso, os resultados podem ser conferidos em p arte pela aplicação
das três equações de equilíbrio ao ‘segundo’ elem ento restante. Em geral, p o r­
tanto, esse problem a pode ser resolvido pelo uso de no máximo seis equações
de equilíbrio aplicadas aos diagram as de corpo livre dos elem entos e/ou pela
com binação dos elem entos conectados entre si. Q ualquer outra equação além
das seis já obtidas será redundante e servirá apenas para verificar os resulta­
dos obtidos.

(a) (b) (C )

Figura 6.26
252 E s t á t ic a

P r o c e d im e n t o pa ra A n á l is e

As reações nos nós em montagens ou máquinas (estruturas) compostas por elementos de múltiplas forças podem
ser determ inadas adotando-se o procedimento a seguir.
D ia g r a m a de C orpo L ivre
• Desenhe o diagrama de corpo livre de toda a estrutura, de uma parte dela ou de cada um de seus elementos.
A escolha deve ser feita de uma forma que conduza à solução mais direta do problema.
• Quando o diagrama de corpo livre de um grupo de elementos de uma estrutura é desenhado, as forças nos
pontos de conexão das partes desse grupo são internas e não aparecem no diagrama de corpo livre do grupo.
• As forças que são comuns a dois elementos que estão em contato entre si atuam com intensidades iguais,
porém em sentidos opostos nos respectivos diagramas de corpo livre dos elementos.
• Os elementos de duas forças, independentemente de suas formas, têm forças iguais e opostas atuando em suas
extremidades.
• Em muitos casos, é possível dizer por inspeção o sentido correto de forças incógnitas que atuam em um ele­
mento; no entanto, se houver dificuldade, o sentido pode ser adotado.
• O momento de uma força é um vetor livre e pode atuar em qualquer ponto no diagrama de corpo livre. A
força é um vetor deslizante e pode atuar em qualquer ponto ao longo de sua linha de ação.
E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio
• A contagem de incógnitas pode ser comparada com o número total de equações de equilíbrio disponível. Em
problemas de duas dimensões, podem ser formuladas três equações de equilíbrio para cada elemento.
• Some os momentos em relação a um ponto que se encontra na intersecção das linhas de ação da maior quan­
tidade de forças incógnitas possível.
• Se o resultado da intensidade de uma força ou momento for negativo, significa que o sentido da força é opos­
to ao adotado na construção de seu diagrama de corpo livre.

EXEMPLO 6 .1 4

D eterm ine os com ponentes horizontal e vertical da força que o pino em


C exerce no elem ento CB da estrutura na Figura 6.27a.

2.000 N

Figura 6.27

SOLUÇÃO I
D ia g r a m a s d e C orpo L ivre. Por inspeção, pode-se verificar que A B é um
elem en to de duas forças. Os diagram as de corpo livre são m ostrados na
Figura 6.21b.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 253

E q u ações de E qu ilíbrio. As três incógnitas Cx, Cv e FAB podem ser d eter­


m inadas pela aplicação das três equações de equilíbrio para o elem ento C B : 2.000 N

1 + 2 A /C = 0; 2.000 N(2 m) - (FAB sen 60°)(4 m) = 0 FAB = 1.154,7 N


-------►<?
ik
i 9

-> m
S F x = 0; 1.154,7 cos 60°N — Cx = 0 Cx — 577 N Resposta Bv 1

+ t Z F y = 0 ; 1.154,7 sen 60°N - 2.000 N + C y = 0 Cy = 1.000 N Resposta

SOLUÇÃO II
D ia g ra m a s de C orpo Livre. Caso não se reconheça que A B é um elem en­
to de duas forças, a solução desse problem a é mais trabalhosa. Os diagram as
de corpo livre são m ostrados na Figura 6.27c.
E q u ações de E qu ilíbrio. As seis incógnitas A K, A y, B x, B y, Cx e Cv são d eter­
m inadas pela aplicação das três equações de equilíbrio para cada um dos
elementos. Figura 6.27

Elemento AB

— 0; B x(3 sen 60° m) - B y(3 cos 60° m) = 0 (1)


± * 2 F , = 0; A r - BY= 0 (2)

+ Í 2 F , = 0; Ay ~ By = 0 (3)

Elemento BC

i + 2 A / c = 0; 2.000 N (2 m) - B y(4 m) = 0 (4)

-* • 2FX = 0; Br — Cr — 0 (5)

+ 1 2 ^ = 0; By - 2.000 N + C y = 0 (6)

As resultantes para Cx e Cy podem ser determ inadas pela solução dessas


equações na seguinte seqüência: 4, 1, 5 e então 6. As resultantes são:

By = 1.000 N

B x = 577 N

Cx = 577 N Resposta

Cv = 1.000 N Resposta

Com parando, verifica-se que a Solução I é mais simples, um a vez que a


condição de que FAB na Figura 6.276 seja igual, oposta e colinear nas extrem i­
dades do elem ento A B autom aticam ente satisfaz as equações 1, 2 e 3 e,
portanto, elimina a necessidade de escrevê-las. Assim, sempre identifique os ele­
m entos de duas forças antes de iniciar a análise!
254 E s tá tic a

E X E M P L O 6.15

A viga com posta m ostrada na Figura 6.28a é conectada por um pino em


B. D eterm ine as reações em seus apoios. D espreze seu peso e sua espessura.

SOLUÇÃO
D ia g ra m a s de C orpo Livre. Por inspeção, se considerarm os um diagram a
de corpo livre para toda a viga A B C , haverá três reações incógnitas em A e
um a em C. Essas quatro incógnitas não podem ser determ inadas por meio de
três equações de equilíbrio e, desse modo, será necessário desm em brar a viga
em seus dois segmentos, com o m ostra a Figura 6.28b.

10 kN
8 kN

M,
1
2m y ím1
4m L— 2 m

(b)
Figura 6.28

E q u a çõ e s de E q u ilíb rio . As seis incógnitas são determ inadas como se segue:


Segmento BC

-*• Z F X = 0; Bx = 0

li+ S M s = 0; - 8 k N ( l m) + Cy{2 m ) = 0

+ TZ F y = 0; By - 8 kN + Cy = 0

Segmento AB

^ 2 F X = 0; ^ - (10kN )(§) + 2?, = 0

L + S A /, = 0; M a - (10 k N )( |)(2 m ) - fíy(4 m ) = 0

+í = 0; A y - (1 0 k N ) (|) - By = 0

R esolvendo cada um a dessas equações sucessivamente, utilizando os resul­


tados já calculados, obtem os:

A x = 6kN A y = 12 kN ma = 3 2 k N -m Resposta

5 = 0 B v = 4 kN

Cy = 4 kN Resposta
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 255

EXEMPLO 6.16
Determ ine os com ponentes horizontais e verticais das forças que o pino 0,4 m
em C exerce no elem ento A B C D da m ontagem m ostrada na Figura 6.29a.
u/t m f i
SO LU Ç Ã O
D ia g ra m a s de C orpo Livre. Por inspeção, os três com ponentes de reação
que os apoios exercem em A B C D podem ser determ inados a partir do diagra­
ma de corpo livre da estrutura com o um todo, na Figura 6.29b. O diagram a de
corpo livre de cada elem ento da estrutura é m ostrado na Figura 6.29c. Perceba
que B E é um elem ento de duas forças. Como m ostram as linhas tracejadas, as
forças em B, C e E têm intensidades iguais, mas direções opostas nos diagra­
(a)
mas de corpo livre separados.
E q u a çõ es de E q u ilíb rio . As seis incógnitas A x, A y, FB, Cx, Cv e D x serão
determ inadas pelas equações de equilíbrio aplicadas à estrutura com o um todo
e então aos elem entos CEF. Assim, temos:
Estrutura Completa

= 0; -9 8 1 N(2 m) + £>,(2,8 m) = 0 D x = 700,7 N

^ 2 F * = 0; A x - 700,7 N = 0 A x = 700,7 N

+ t 2 F v = 0; A y — 981 N = 0 A y = 981 N

Elemento CEF

L + 2 M C = 0; -9 8 1 N(2 m ) - (FB sen 45°)(1,6 m ) = 0

Fb = -1734,2 N

Z F X = 0; - C x - (-1.734,2 cos 45° N) = 0

C x = 1.226 N R esposta

+ t 2 F v = 0; Cy - (-1.734,2 sen 45° N) - 981 N = 0

C , = -2 4 5 N Resposta

Com o as in ten sidades de e Cy deram com o re su ltad o g ra n d e ­


zas negativas, isso significa que elas foram ad o tad as com o a tu an te s no
sentido oposto no diagram a de corpo livre (Figura 6.29c). Os sentidos
dessas forças p o d eriam ter sido determ inados co rretam en te ‘por
in sp eção ’ antes da aplicação das equações de equilíbrio ao elem en to
CEF. Com o m o stra a Figura 6.29c, o equilíbrio de m om ento em re la ­
ção ao po n to E no elem en to C E F indica que C v deve re alm en te a tu a r
para b a ixo , para co n trab alan çar o m om ento criado pela força de 981
N em relação a E. De m aneira sim ilar, ao fazer o som atório dos
m om entos em relação a C, podem os ver que o co m p o n en te vertical
de deve de fato a tu a r para cim a, e en tão F# deve a tu a r para cim a
e p ara a direita.
Os cálculos acima podem ser verificados pela aplicação das três eq u a­
ções de equilíbrio ao elem ento A B C D , na Figura 6.29c.
256 E s t á t ic a

EXEMPLO 6 .17

O disco liso m ostrado na Figura 6.30a é conectado por um pino em D e


tem peso de 20 lb. D esprezando os pesos dos outros elem entos, determ ine os
com ponentes horizontais e verticais das reações nos pinos B e D.

3,5 pés

(a)

Figura 6.30

SOLUÇÃO
D ia g r a m a s de C orpo Livre. Por inspeção, os três com ponentes de reação
nos apoios podem ser determ inados a partir do diagram a de corpo livre da
estrutura com o um todo, conform e a Figura 6.306. Os diagram as de corpo livre
dos elem entos tam bém são m ostrados na Figura 6.30c.
E q u a ç õ e s d e E q u ilíb rio . As oito incógnitas podem , evidentem ente, ser
obtidas pela aplicação de oito equações de equilíbrio a cada elem ento — três
ao elem ento A B , três ao elem ento B CD e duas ao disco. (O equilíbrio do
m om ento é autom aticam ente satisfeito para o disco.) Esse procedim ento, no
entanto, nos perm ite o b ter os resultados apenas da resolução sim ultânea de
algum as das equações. (Faça a tentativa e com prove isso.) Para evitar essa
situação, é m elhor determ inar prim eiro as três reações de apoio na estru tu ­
ra com o um todo. E ntão, usando-se esses resultados, as cinco equações de
equilíbrio restan tes podem ser aplicadas a duas outras partes a fim de se reso l­
verem sucessivam ente as equações para as dem ais incógnitas.
Estrutura Completa

{i+ 'Z M a — 0; - 2 0 lb(3 pés) + Cx(3,5 pés) = 0 Cx = 17,1 lb


1

cr

A x = 17,1 lb
II

^ Z F X = 0;
o

+ ]'Z F y = 0; A y - 20 lb = 0 A v = 20 lb

Elemento AB

^ 2 F X = 0; 17,1 lb - B x = 0 Bx = 17,1 lb
i + 2 M 5 = 0; - 2 0 lb(6 pés) + N D(3 pés) = 0 N d = 40 lb
+ T 2 F , = 0; 20 lb — 40 lb + B, = 0 By - 20 lb Resposta

Disco

Resposta
n
O

-*■ Z F , = 0;
40 lb - 20 lb - D v = 0 Dy = 201b Resposta
+ T 2 F y = 0;
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 257

EXEMPLO 6.18

D eterm ine a tração e a força P nos cabos necessárias para sustentar a carga
de 600 N utilizando o sistema de polias sem atrito, conform e a Figura 6.31 a.

1 I,

Tt
• B

!p

1t

ir
600 N 600 N
(b)

Figura 6.31

SOLUÇÃO
D ia g ra m a de C orpo Livre. Um diagram a de corpo livre de cada polia,
incluindo seu pino e uma parte do cabo que passa por ela, é m ostrado na Figura
6.316. Como o cabo é contínuo e as polias não têm atrito, ele possui um a tra­
ção constante P atuando ao longo de seu com prim ento (veja o E xem plo 5.7).
A ligação entre as polias B e C é feita por um elem ento de duas forças que
está sujeito a uma tração incógnita T. Note que o princípio de ação, igual, mas
de reação oposta deve ser cuidadosam ente observado para as forças P e T quan­
do os diagramas de corpo livre forem desenhados separadamente.
E quações de E q u ilíbrio. As três incógnitas são obtidas pelo procedim ento
a seguir:
Polia A

+ | 2 F y = 0; 3P - 600 N = 0 P = 200 N Resposta

Polia B

+ f 2 F v = 0;T - 2P = 0 T = 400 N Resposta

Polia C

+ | 2 F y = 0; R - 2 P - T = 0 R = 800 N Resposta

E X E M P L O 6 . 1 9 _________________________________________________

Um homem com peso de 150 lb sustenta a si próprio por m eio do cabo e


do sistema de polias mostrados na Figura 6.32a. Se o assento tem peso de 15
lb. determ ine a força que o homem deve exercer no cabo em A e a força que
ele aplica ao assento. Despreze o peso dos cabos e das polias.
258 E s t á t ic a

SOLUÇÃO I
D ia g r a m a s de C orpo L ivre. Os diagram as de corpo livre do hom em , do
assento e da polia C são m ostrados na Figura 6.32b. Os dois cabos estão sub­
m etidos às trações T ^ e T g , respectivam ente. O hom em está sujeito a três forças:
seu peso, a tração do cabo A C e a reação N devida ao assento.
E quações de E q u ilíb rio . As três incógnitas são obtidas da seguinte maneira:
H om em

+ t 2 F y = 0; TA + Ns - 150 lb = 0 (1)

Assento

+ t 2 F y = 0; T e - Ns - 15 lb = 0 (2 )
(a)

Polia C

+T = 0; 27V - T a = 0 (3)

Nesse ponto, TE pode ser determ inada pela adição das equações 1 e 2,
com a finalidade de elim inar N, e em seguida pelo uso da Equação 3. As demais
forças podem ser obtidas, por exemplo, pela substituição de TE na Equação 3
e de T a na E quação 1.
150 lb
Ta = 1101b R esposta
N,

T e = 55 lb
151b
Ns = 40 lb R esposta
(b)

SOLUÇÃO II
D ia g r a m a s d e C orpo L ivre. U tilizando o corte horizontal m ostrado na
Figura 6.32a, o hom em , a polia e o assento podem ser considerados um único
sistema (Figura 6.32c). Nesse caso, N* e T A são forças internas e, portanto, não
são incluídas nesse diagram a de corpo livre ‘com binado’.
E q u a çõ es d e E q u ilíb rio . A plicando = 0, obtem os um a solução direta
p ara T E:

+ f 2 F y = 0; 3T e - 15 lb - 150 lb = 0 T E = 55 lb

A s outras incógnitas podem ser obtidas das equações 2 e 3.


15 lb
(c)
Figura 6.32

EXEMPLO 6.20

A m ão exerce um a força de 8 lb no punho do com pressor de molas m os­


trado na Figura 6.33a. D eterm ine a força sobre a mola necessária para m anter
o equilíbrio do m ecanismo.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 259

Figura 6.33

SOLUÇÃO
D ia g ra m a s de C orpo Livre. Por inspeção, os elem entos E A , E D e E F são
elem entos de duas forças. Os diagram as de corpo livre para as partes D C e
A B G são m ostrados na Figura 6.336. O pino em E tam bém foi incluído nesse
caso, porque sobre ele ocorrem interações de três forças. Essas forças re p re­
sentam os efeitos dos elem entos E D , EA e EF. Observe com o as forças de
reação, iguais e opostas, surgem entre cada uma das partes.
E quações de E q u ilíbrio. A nalisando os diagram as de corpo livre, a m anei­
ra mais direta de obter a força na mola é aplicando as equações de equilíbrio
na seguinte seqüência:
Alavanca ABG

[i+ 'Z M b = Q-, Fe a (1 pol) - 8 lb (4 p o l) = 0 FEA = 32 lb

Pino E

+| - 0; Fed sen 60° — Fef sen 60° = 0 FED - F ef = F


■±* 'L F X = 0; 2F cos 60° — 32 lb = 0 F = 32 lb

Braço DC

{,+ 2 A /c = 0; —Fs(6 pol) + 32 cos 30° lb(3 pol) = 0

F s = 13,9 lb R esposta

EX E MP L O 6 . 2 1 _________________________________________________

O bloco de 100 kg é m antido em equilíbrio por m eio de um sistem a de


um cabo e polias, conform e a Figura 6.34a. E stando o cabo preso no pino em
B , calcule as forças que esse pino exerce em cada um dos elem entos a ele
conectados.

SOLUÇÃO
D ia g ra m a s de Corpos Livres. Um diagrama de corpo livre para cada ele­
mento da estrutura é m ostrado na Figura 6.346. Por inspeção, os elem entos A B
e CB são do tipo de duas forças. Além disso, o cabo deve ser subm etido a uma
260 E s t á t ic a

força de 490,5 N para m anter a polia D q o bloco em equilíbrio. Um diagram a


de corpo livre do pino em B se faz necessário, uma vez que quatro interações
ocorrem nesse pino. Essas interações são provocadas pelo cabo fixado no pino
(490,5 N), pelos elem entos A B (F/ls ), CB (Fcfi) e pela polia B (BAe By).

0,8 m

(a)

E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio . A plicando as equações de equilíbrio de forças para


5 . Bv a polia B , temos:

2Fr = 0; B x - 490,5 cos 45° N = 0 Bx = 346,8 N Resposta

490,5 N +1 = 0; B y - 490,5 sen 45° N - 490,5 N = 0

By — 837,3 N Resposta

U sando esses resultados, o equilíbrio do pino requer que:

+ f 'LFy = 0; í p cB _ 837?3 N _ 490 5 N p CB = 1.660 N Resposta

(c) Z F X = 0; pAB - |(1.660 N) - 346,8 N = 0 FAB = 1.343 N Resposta

Figura 6.34 D eve-se observar que o elem ento de duas forças CB está sujeito a uma
flexão provocada pela força F Cb - D o ponto de vista de projeto, seria acon­
selhável utilizar um elem en to retilíneo (de C a B) de tal form a que a força
¥ cb sobre esse elem en to fosse apenas tração.

A ntes de se resolverem os problem as a seguir, é recom endável que se faça


um a breve revisão de todos os exemplos anteriores. Isso pode ser feito acom ­
panhando cada solução, tentando localizar os elem entos de duas forças,
desenhando os diagram as de corpo livre e criando outras formas de aplicação
das equações de equilíbrio para obter as soluções.
Cap. 6 A n á lis e E st r u tu r a l 261

P roblem as

6.66. Em cada caso, determine a força P necessária para


manter o equilíbrio dos sistemas. O bloco pesa 100 lb.

Problema 6.68

(b) (c)

Problema 6.66 100 mm

6.67. O gancho tipo olhai tem um sistema de fechadura tipo


ferrolho que sustenta a carga porque suas duas partes são
conectadas por um pino em A, que é pressionado contra a 80 mm
superfície lisa em B. Determine a força resultante no pino e
a força normal em B quando o gancho sustenta uma carga
de 800 lb.

50 mm

Problema 6.69

6.70. Os princípios de um bloco diferencial de corrente estão


indicados esquematicamente na figura. Determine a intensi­
dade da força P necessária para sustentar a carga de 800 N.
Encontre também a distância .v onde o cabo deve ser preso
à barra AB para que esta permaneça na posição horizontal.
Todas as polias têm raio de 60 mm.

*6.68. Determine a força P necessária para sustentar o peso


de 100 lb. Cada polia tem peso de 10 lb. Além disso, quais são
as reações da corda em A e 5?
6.69. O vínculo é utilizado para manter a barra no lugar.
Determine a força axial no parafuso em E necessária para
que a maior força que deve ser aplicada na barra em B, C ou
D seja de 100 lb. Além disso, encontre a intensidade da força
de reação no pino A. Considere sem atrito todas as superfí­
cies de contato. Problema 6.70
262 E s tá tic a

6.71. Determine a força P necessária para manter a massa


de 20 kg suspensa, utilizando o equipamento espanhol Burton.
Quais são as reações nos ganchos de sustentação A, B e C?

Problema 6.74

200 N/m

Problema 6.71

*6.72. A viga composta é fixada em A e apoiada por roletes


em B e C. Existem articulações (pinos) em D e em E.
Determine as reações nos apoios.

15 kN

A D \ B l7
--------------------- 21--------- ^ — <Ú-------------------
_. w ,
*-----6 m | T * ~6 m
2 m 12 m 2 m

Problema 6.72

6.73. A viga composta é apoiada por pinos em C e por role­


tes em A e B. Existe uma articulação (pino) em D. Determine Problema 6.75
as reações nos apoios. Despreze a espessura da viga.

Problema 6.73

6.74. Determine a maior força P que deve ser aplicada à


estrutura, sabendo-se que a maior força resultante em A deve
ter intensidade de 2 kN.
6.75. Determine os componentes horizontais e verticais das
forças nos pinos A e C da estrutura de dois elementos.
Problema 6.76
*6.76. O arco com três dobradiças sustenta as cargas Fx =
8 kN e F2 = 5 kN. Determine os componentes verticais e 6.77. Determine os componentes horizontais e verticais das
horizontais das reações nos pinos em A e B. Considere que forças nos pinos A, B e C e as reações para o apoio fixo D
h = 2 m. da estrutura de três elementos.
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 263

Problema 6.80
Problema 6.77
6.81. Determine a força P na corda e o ângulo 6 que o ele­
6.78. Determine os componentes horizontal e vertical da mento de ligação da polia superior, AB, forma com a vertical.
força em C exercida pelo elemento ABC sobre o elemento Despreze as massas das polias e do elemento AB. O bloco
CEF. tem peso de 200 lb e a corda está fixada no pino em B. As
polias têm raio rx = 2 pol e r2 = 1 pol.

Problema 6.78
6.82. A parte dianteira do automóvel deve ser levantada
6.79. Determine os componentes horizontais e verticais das utilizando uma tábua de 10 pés de comprimento, rígida e sem
forças que os pinos em A, B e C exercem em seus elemen­
atrito. O automóvel tem peso de 3.500 lb e centro de gravi­
tos interligados.
dade em G. Determine a posição x do suporte para que uma
força de 100 lb aplicada em E levante as rodas da frente do
automóvel.

1001b

x ---------
10 pés —

Problema 6.79 Problema 6.82

6.80. O macaco hidráulico sustenta um motor de 125 kg. 6.83. O guindaste de parede sustenta uma carga de 700 lb.
Determine a força que a carga produz no elemento DB e no Determine os componentes horizontais e verticais das reações
FB, o qual contém o cilindro hidráulico H. nos pinos A e D. Qual é a força sobre o cabo no tambor W?
264 E s tá tic a

850 mm

Problema 6.86
Problema 6.83

*6.84. Determine a força que o rolete liso C aplica na viga


AB. Quais são os componentes vertical e horizontal da rea­
ção no pino A l Despreze o peso da estrutura e do rolete.

Problema 6.84

6.85. Determine os componentes horizontais e verticais das


forças que os pinos exercem no elemento ABC.

*6.88. O cortador de tubos mantém pressionado o tubo P.


Sabendo-se que o disco em A aplica uma força normal FA =
80 N no tubo, determine as forças normais dos discos S e C
sobre o tubo. Calcule também a reação do pino sobre o disco
em C. Cada um dos discos tem raio de 7 mm e o tubo tem
raio externo de 10 mm.

80 lb

Problema 6.85

6.86. O macaco hidráulico da figura é utilizado para susten­


tar o motor de 200 kg. Determine a força que atua no cilindro
hidráulico A B , os componentes horizontal e vertical da força
Problema 6.88
no pino C e as reações no suporte fixo D.
6.87. Determine os componentes horizontais e verticais das 6.89. Determine os componentes horizontais e verticais das
forças nos pinos B e C. forças em cada pino. O cilindro suspenso tem peso de 80 lb.
Cap. 6 A n á l is e E s t r u t u r a l 265

*6.92. O guindaste é conectado por um pino ao pivô em A.


Determine a maior massa que pode ser sustentada pelo guin­
daste se a força máxima que o pino em A é capaz de suportar
é de 18 kN.

6.90. O cabo da prensa de alavanca articulada está sujeito


a uma força F. Determine a força de prensagem vertical que
atua em E. Problema 6.92

6.93. Determine a massa que o cilindro suspenso deve ter


para que a tração na corrente em torno da engrenagem de
rotação livre seja de 2 kN. Qual é a intensidade da força resul­
tante no pino A l

6.91. Determine os componentes horizontais e verticais das


forças que os pinos em A, B e C aplicam no elemento ABC
da estrutura.

400 N

Problema 6.93

6.94. A unidade de bombeamento é usada para recuperar


óleo. Quando a viga móvel ABC está na posição horizontal,
a força que atua no cabo é de 250 lb. Determine o torque M
que deve ser aplicado pelo motor para superar essa carga. A
cabeça do cavalo C pesa 60 lb e tem o centro de gravidade
em Gc. A viga móvel A B C tem peso de 130 lb e centro de
gravidade em GB, enquanto o contrapeso tem 200 lb e cen­
tro de gravidade em G w. O puxador AD é conectado com
Problema 6.91 pinos em suas extremidades e tem peso desprezível.
266 E s t á t ic a

Problema 6.94

6.95. Determine a força P no cabo, sabendo-se que a mola Problema 6.96


está comprimida em 0,5 pol quando o mecanismo está na
posição mostrada na figura. A mola tem rigidez k = 800 lb/pé.

1 0 0 m m 7 5 m m

Problema 6.95 Problema 6.97

*6.96. Determine a força que os niordentes J do cortador


de metal exercem no cabo liso C, sendo de 100 N as forças
aplicadas aos pegadores. Os mordentes são presos por pinos
em E e A, D e B. Há também um pino em F.
6.97. O arranjo composto da balança de prato é mostrado na
figura. Se a massa no prato é 4 kg, determine os componentes
horizontais e verticais das forças nos pinos A, B e C e a dis­
tância x da massa de 25 g para manter a balança equilibrada.
6.98. A plataforma de elevação em formato de tesoura
consiste em dois conjuntos de elementos cruzados e dois
cilindros hidráulicos D E, localizados simetricamente em
cada lado da plataforma. O elevador tem massa uniforme
de 60 kg, com centro de gravidade em G\. A carga de 85 kg,
com centro de gravidade em G2, é centralizada entre cada
lado do elevador. Determine as forças em cada um dos cilin­ |— 1,5 m — ]— 1,5 m —■j
dros hidráulicos para a condição de equilíbrio. Roletes são
colocados em B e D. Problema 6.98
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 267

6.99. Determine os componentes horizontais e verticais que


as forças nos pinos em A ,B e C aplicam na estrutura. O cilin­
dro tem massa de 80 kg. A polia tem raio de 0,1 m. = 6 lb

T
0,5 m
J_

Problema 6.99

*6.100. Pressionando o freio de mão da bicicleta, o ciclista


provoca no cabo do freio uma tração de 50 lb. Se o mecanis­
mo de ajuste do freio é conectado por um pino em B,
determine a força normal que cada sapata do freio exerce no
aro da roda. São essas as forças capazes de fazer com que a
roda pare de girar? Explique. Problema 6.101

Problema 6.102

Problema 6.100

6.101. Sendo P — 6 lb a força aplicada perpendicularmente


ao braço do mecanismo, determine a amplitude da força F
para a condição de equilíbrio. Os elementos são todos conec­
tados por pinos em A, B, C e D.
6.102. A caçamba da retroescavadeira e seu conteúdo têm
peso de 1.200 lb e centro de gravidade em G. Determine as
forças do cilindro hidráulico AB e as forças nos elementos
de ligação AC e A D para que a carga seja mantida na posi­
ção mostrada. A caçamba é conectada por pino em E.
6.103. Dois tubos lisos A e B, ambos com o mesmo peso W,
são suspensos de um ponto comum O por meio de cordas de
iguais comprimentos. Um terceiro tubo C é posicionado entre
A e B. Determine o maior peso que C pode ter sem pertur­
bar o equilíbrio. Problema 6.103
268 E s t á t ic a

*6.104. A tenaz de duplo elemento de ligação é usada para 6.107. A tenaz simétrica sustenta uma bobina que tem
levantar a trave. Sendo o peso da trave igual a 4 kN, deter­ massa de 800 kg e centro de massa em G. Determine os com­
mine os componentes horizontal e vertical da força que atua ponentes horizontais e verticais das forças que os elementos
no pino em A e o s componentes horizontal e vertical da força de ligação aplicam nos pontos D e E da placa DEIJH. A bobi­
que a flange da trave aplica no mordente em B. na aplica apenas reações verticais em K e L.

4 kN

1ftf| mm

120 mm

Problema 6.104

6.105. A viga composta tem apoio fixo em C e é apoiada


por roletes em A e B. Se há articulações sem atrito (pinos)
e m D e £ , determine os componentes de reação nos apoios.
Despreze a espessura da viga.
Problema 6.107
900 lb
650 lb *6.108. Se uma força de 10 lb é aplicada ao ponto de
4001b
. 3001b uL . empunhadura da ferramenta de aperto, determine a força
L A___ L B D E P C compressiva F que o bloco de madeira exerce sobre ela.
& T jS r
T T pés 4 pés
, J 6 pés 4 pés I ! I T T pes
2 pes 2 pes 2 pes
Problema 6.105

6.106. Determine os componentes horizontal e vertical da


força no pino B e a força normal que o pino em C aplica sobre
a fenda lisa. Determine também o momento e as reações hori­
zontal e vertical da força em A. Há uma polia em E.

Problema 6.108

6.109. Se cada um dos três elementos de ligação uniformes


do mecanismo tem comprimento L e peso W, determine o
ângulo 9 para a condição de equilíbrio. A mola, que perma­
Problema 6.106 nece sempre na vertical, é relaxada quando 9 = 0o.
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 269

*6.112. A porta do hangar de aeronaves abre e fecha len­


tamente por meio de um motor que movimenta o cabo AB.
Se a porta é confeccionada em duas seções (dobrável) e cada
seção tem peso uniforme W e comprimento L, determine a
força no cabo como função da posição 6 da porta. As seções
são conectadas por pinos em C e D e a parte inferior é vin­
culada a um rolete que se movimenta por um trilho vertical.

6.110. A carroçaria plana tem peso de 7.000 lb e centro de


gravidade em GT. Ela é conectada por pino ao carro reboca­
dor de peso igual a 6.000 lb e centro de gravidade em Gc.
Determine a faixa de valores de x para a posição de uma
carga L de 2.000 lb, para que, quando esta é carregada sobre
o eixo traseiro, nenhum dos eixos deva sustentar mais que
5.500 lb. A carga tem centro de gravidade em GL.

Problema 6.112

6.113. Um homem pesando 175 lb tenta fazer o levantamen­


to de seu corpo utilizando um dos dois métodos mostrados.
Determine a força total que ele deve aplicar na barra A B em
cada caso e a reação normal que ele aplica na plataforma em
C. Despreze o peso da plataforma.
6.114. Determine agora a força total que esse homem deve
aplicar na barra AB em cada caso e a reação normal que ele
aplica na plataforma em C. A plataforma tem peso de 30 lb.
Problema 6.110

6.111. Os três elementos conectados por pinos mostrados


em vista superior sustentam uma força para baixo de 60 lb
em G. Se apenas forças verticais são sustentadas nas cone­
xões B, C e E e nos blocos de apoio A, D e F, determine as
reações em cada bloco.

(a) (b)

Problemas 6.113/114

6.115. O pistão C move-se verticalmente entre as duas pare­


des, sem atrito. Se as molas têm rigidez k = 15 Ib/pol e não
estão deformadas quando 6 = 0o, determine o momento M
que deve ser aplicado a A B para manter o mecanismo em
equilíbrio quando 6 — 30°.
270 E s t á t ic a

_—

Problema 6.115
Problema 6.117
*6.116. A estrutura de dois elementos sustenta o cilindro
de 200 lb e um momento de 500 lb^pés. Determine a força
do rolete em B sobre o elemento AC e os componentes hori­
zontais e verticais das forças que o pino em C aplica sobre o
elemento CB e o pino em A aplica sobre o elemento AC. O
rolete C não faz contato com o elemento CB.

Problema 6.118
6.119. O macaco hidráulico e suas ligações são mostrados
na figura. Se a carga do macaco é 2.000 lb, determine a pres­
são atuante no fluido quando ele está na posição mostrada.
Todos os pontos indicados por letras são pinos. O pistão em
H tem uma área de seção transversal A = 2 pol2. Dica: obte­
nha a força F que atua ao longo do elemento de ligação EH.
A pressão no fluido é p = FIA.

Problema 6.116
6.117. O braço do guindaste do trator sustenta a massa uni­
forme de 500 kg em sua caçamba, que tem centro de massa
em G. Determine a força em cada cilindro hidráulico A B e
CD e a força resultante nos pinos E e F. A carga é sustenta­
da igualmente em cada lado do trator por um mecanismo
similar.
6.118. O mecanismo é utilizado para guardar aparelhos
eletrodomésticos dentro de um armário, fazendo com que
a estante gire para baixo. Se a batedeira pesa 10 lb, está
centralizada na estante e tem centro de massa em G, deter­
mine a tração na mola necessária para manter a estante na
posição de equilíbrio mostrada. Há um mecanismo semelhan­
te em cada lado da estante, de forma que cada mecanismo
sustenta 5 lb de carga. Cada uma das molas tem rigidez
k = 4 lb/pol. Problema 6.119
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 271

*6.120. Determine a força P que deve ser aplicada nas lâmi­


nas da tesoura de podar, de forma que elas apliquem uma
força normal de 10 lb no ramo em E.

0,75 pol 0,75 pol

Problema 6.120
6.121. As três linhas de energia exercem as forças mostra­
das nos nós da treliça, que por sua vez é conectada por pinos
aos postes A H e EG. Determine a força no fio de sustenta­
ção A I £ a força de reação no pino do suporte H.

Problema 6.123

Problema 6.121
6.122. O guindaste é usado para levantar a carga de 1.400
lb. Determine a força no cilindro hidráulico A B e as forças
nos elementos de ligação AC e AD quando a carga é manti­
da na posição mostrada na figura.
6.123. A escultura cinética requer que cada uma das três
vigas ligadas por pinos esteja perfeitamente balanceada
durante todo o tempo de seu movimento em câmara lenta. Problema 6.124
Se cada elemento tem peso uniforme de 2 lb/pé e compri­
6.125. A estrutura de quatro elementos em forma de ‘A' é
mento de 3 pés, determine os contrapesos W1,W 2 e W3 que
sustentada nos pontos A e E por colares lisos e em G por um
devem ser adicionados aos terminais de cada elemento para
pino. Todos os outros pontos são ligados por juntas esféricas.
manter o sistema balanceado em qualquer posição. Despreze
Se o pino em G falhar quando a força resultante sobre ele
as dimensões dos contrapesos.
for 800 N, determine a maior força P vertical que pode ser
*6.124. A estrutura de três elementos está conectada às suas sustentada pela estrutura. Quais são os componentes x ,y e z
extremidades por meio de juntas esféricas. Determine os com­ das forças que o elemento BD aplica sobre os elementos
ponentes x,y e z da reação em B e a tração no elemento ED. EDC e ABC1 Os colares em A e E e o pino em G somente
A força que atua em D é F = {135i -I- 200j — 180k} lb. aplicam componentes de força na estrutura.
272 E s tá tic a

600 mm

600 mm
600 mm

Problema 6.125
6.126. A estrutura está submetida ao carregamento mostra­
do na figura. O elemento AD é apoiado por um cabo AB,
um rolete em C e se ajusta em um orifício circular liso no
ponto D. O elemento ED é apoiado por um rolete em D e
por um poste que se encaixa sem folga num orifício circular
liso em E. Determine os componentes jc, y e z da reação em
E e a tração no cabo AB.
6.127. A estrutura mostrada na figura está submetida a uma
força de 450 lb que se orienta paralelamente ao plano y-z.
O elemento A B é sustentado por uma junta esférica em A e
se encaixa sem folga a um orifício em B. O elemento CD é
apoiado por um pino em C. Determine os componentes x, y
e z das reações em A e C.

J
Problema 6.127

R e v is ã o do C a p ít u l o

• A n á lis e d e Treliça. Uma treliça simples consiste em elementos triangulares interligados por pinos. As for­
ças entre seus elementos podem ser determinadas considerando-se que todos eles são do tipo de duas forças,
interligados não paralelam ente em cada nó.
• M é to d o d o s N ós. Se uma treliça está em equilíbrio, então cada um de seus nós também está em equilí­
brio. Para uma treliça coplanar, o sistema de forças concorrentes em cada nó deve satisfazer o equilíbrio das
forças, X Fx = 0 e 2 Fy = 0. Para obter uma solução numérica das forças nos elementos, selecione um nó que
tenha um diagrama de corpo livre com não mais que duas forças incógnitas e uma força conhecida. (Para isso,
pode ser necessário primeiro encontrar as reações nos apoios.) Uma vez que uma força em um elemento seja
encontrada, aplique esse resultado a um nó adjacente. Lembre-se de que as forças que puxam o nó são forças
de tração, enquanto aquelas que empurram o nó são forças de compressão. Para evitar uma solução simultâ­
nea de duas equações, tente somar as forças em uma direção perpendicular a uma das incógnitas. Isso permitirá
uma solução direta para as outras incógnitas. Para simplificar a análise, identifique primeiramente todos os
elementos de força nula.
• M é to d o d a s Seções. Se uma treliça está em equilíbrio, então cada seção dessa treliça também está. Faça
um corte através do elem ento cuja força deve ser determinada. Então, desenhe o diagrama de corpo livre
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 273

R e v is ã o d o C a p ít u l o ( C o n t i n u a ç ã o )
da parte secionada que tenha a menor quantidade de forças. Os elementos secionados que estão sendo puxa­
dos encontram-se sob tração e os que estão sendo empurrados, sob compressão. Se a força do sistema é coplanar,
então três equações de equilíbrio podem ser obtidas para determinar as incógnitas. Se possível, faça o soma­
tório das forças na direção perpendicular a duas das três forças incógnitas. Isso fornecerá uma solução direta
para a terceira força. Alternativamente, pode-se fazer o somatório dos momentos em relação a um ponto que
passa pela linha de ação de duas das forças incógnitas. Dessa forma, a terceira força desconhecida também
poderá ser determinada diretamente.
• E s tr u tu ra s e M á q u in a s . As forças que atuam nos nós de uma estrutura ou máquina podem ser determ i­
nadas pela construção dos diagramas de corpo livre de cada um de seus elementos ou partes. O princípio de
ação-reação deve ser cuidadosamente observado ao se aplicarem essas forças em cada elemento adjacente ou
pino. Para um sistema de forças coplanares, há três equações de equilíbrio disponíveis para cada elemento.

P roblem as de R e v is ã o

*6.128. Determine as forças resultantes nos pinos B e C I-— 100 mm— —j


sobre os elementos ABC da estrutura de quatro elementos.

150 lb/pé
150 mm
I

Problema 6.129

If •2 pés -
500 N/m

Problema 6.128

6.129. O mecanismo consiste em engrenagens acopladas A


e B idênticas e em braços que são fixados às engrenagens.
A mola encaixada nas extremidades dos braços tem compri­
mento em repouso de 100 mm e sua rigidez é k = 250 N/m.
Se um torque M — 6 N-m é aplicado na engrenagem A ,
determine o ângulo 9 pelo qual o braço gira. As engrena­
gens são todas conectadas por pinos em suportes fixos em
seus centros.
6.130. Determine os componentes horizontais e verticais
das forças nos pinos A e C da estrutura de dois elementos.
400 N/m

Problema 6.130
274 E s t á t ic a

6.131. A mola tem comprimento relaxado de 0,3 m.


Determine o ângulo d para a condição de equilíbrio, se os
elementos são uniformes e cada um tem massa de 5 kg.

Problemas 6.133/34

Problema 6.131

*6.132. A mola tem comprimento indeformado de 0,3 m.


Determine a massa m de cada elemento uniforme se o ângu­
lo 6 = 20° na condição de equilíbrio.

Problema 6.135

B C D

6.133. Determine os componentes horizontais e verticais


das forças que os pinos A e B aplicamna estrutura de dois
elementos. Considere que F = 0. 10 kN
20 kN
6.134. Determine os componentes horizontais e verticais Problema 6.136
das forças que os pinos A e B exercem na estrutura de dois
elementos. Considere que F — 500 N.
6.135. O mecanismo de duas barras consiste em um braço
de alavanca A B e um elemento de ligação CD, que tem um
colar fixo na sua extremidade C e um rolete na extremidade
D. Determine a força P necessária para manter a alavanca
na posição d. A mola tem rigidez k e comprimento relaxado
de 2L, O rolete pode se apoiar tanto na parte superior quan­
to na parte inferior da guia horizontal.
*6.136. Determine a força em cada um dos elementos da
treliça e indique se eles estão sob tração ou compressão.
6.137. Determine as forças nos elementos AB, AD e AC da
treliça espacial e indique se eles estão sob tração ou com­

J J
pressão.
F = {-600k}lb
Problema 6.137
Cap. 6 A n á lis e E s t r u t u r a l 275

e que a máxima carga centrada na plataforma de carrega­


ESTUDO DE PROJETOS mento seja de 400 lb. Faça um desenho em escala de seu
projeto e explique como ele funciona, com base na análise
6 .1 P P rojeto de u m a P onte em de forças.
T reliça
plataforma de carregamento
Uma ponte alinhada horizontal deve ter um vão limitado por
dois pilares A e B, com altura arbitrária. Para isso, é preci­ 1 pé (máximo)
so utilizar uma treliça conectada por pinos, consistindo em
elementos de aço todos parafusados em placas de reforço de
aço, como é mostrado na figura. Os apoios nas extremidades
são admitidos como sendo um pino em A e um rolete em B.
Uma carga de 5 kN deve ser sustentada pela ponte em uma
faixa de 3 m na região central do vão. Essa carga pode ser Problema 6.2P
aplicada em parte a diversos nós na linha de nível e a qual­
quer ponto dessa faixa, ou em um único nó no meio da linha.
A força do vento e os pesos dos elementos devem ser des­
prezados. 6 .3 P P r o j e t o de um S is te m a de

A força máxima de tração em cada elemento não deve exce­ P o lia s


der 4,25 kN e, apesar do comprimento dos elementos, a força
máxima de compressão não pode exceder 3,5 kN. Projete a A viga de aço AB, com comprimento de 5 m e massa de 700
treliça mais econômica que será capaz de suportar o carre­ kg, deve ser içada na posição horizontal, de altura igual a
gamento. Os elementos custam $3,50/m e as placas de reforço 4 m. Projete um sistema de polias e cordas que permita sus­
custam $8,00 cada. Examine sua análise de custo dos mate­ pender a viga A B acima da viga CD por um único operário.
riais juntamente com um desenho em escala da treliça, Considere que a máxima (confortável) força que pode ser
identificando nesse desenho as forças de tração e compres­ aplicada à corda é de 180 N. Faça um desenho de seu proje­
são em cada elemento. Inclua também seus cálculos da análise to, especifique o custo aproximado do material necessário à
completa de forças. sua execução e discuta os aspectos de segurança de sua ope­
ração. O custo da corda é $l,25/m e cada polia custa $3,00.

4m

4m
Problema 6.1P

6 .2 P P r o je to de u m C a rro 5m
E le v a d o r d e C a r g a s
Problema 6.3P
Um carrinho de mão é usado para mover uma carga de um
galpão para outro. Em cada galpão haverá uma diferença de
altura entre a plataforma de carregamento do carrinho e a 6 .4 P P rojeto d e u m I n s t r u m e n t o
carroceria do caminhão que recolherá a carga. Torna-se
necessário então que a plataforma de carregamento levante U t il iz a d o para P o sic io n a r
a carga até o nível de altura da carroceria do veículo trans­ u m a C a r g a S u sp e n s a
portador, como mostrado na figura. A diferença de elevação
máxima entre a plataforma do carrinho de mão e a carroce­ As cargas pesadas são içadas por uma polia suspensa e devem
ria do caminhão é de 1 pé. Projete no carrinho um sistema se posicionadas sobre um local onde serão depositadas. Projete
mecânico operado manualmente que permita que a carga um equipamento que possa ser usado para encurtar ou alon­
seja elevada dessa altura. Suponha que o operador possa gar a corda A B da polia de uma pequena quantidade, o
aplicar (sem esforço) uma força de 20 lb para essa operação
276 E s tá tic a

suficiente para um ajuste de posicionamento das cargas.


Suponha que o operário possa aplicar uma força máxima 6.5P Projeto de u m Removedor
(sem esforço) de 25 lb ao equipamento e que a força máxi­ de Postes de Cerca
ma permitida sobre a corda AB seja de 500 lb. Apresente um
desenho em escala do equipamento e uma breve explicação
Um fazendeiro deseja remover vários postes de cerca. Cada
(de um parágrafo) sobre como ele funciona utilizando uma
poste está enterrado 18 pol no solo e irá requerer uma força
análise de forças. Inclua uma discussão sobre os aspectos de
vertical de 175 lb para sua remoção. Ele pode utilizar um
segurança de seu uso.
caminhão para esse propósito, mas é necessário encontrar
uma forma de remover os postes sem quebrá-los. Imagine um
método que possa se utilizado, considerando que os únicos
materiais disponíveis são uma corda resistente e vários peda­
ços de madeira com formatos e comprimentos variados.
Apresente um esboço de seu projeto e discuta a segurança e
a confiabilidade de seu uso. Forneça também uma análise de
forças para mostrar como o método funciona e por que ele
causará um mínimo dano aos postes durante a remoção.

175 lb máximo

Problema 6.5P
Forças Internas

O bjetivos do C a pít u l o

• Mostrar como utilizar o método das seções para


determinar as forças internas em um elemento.
• Generalizar esse procedimento pela formulação de
equações que podem ser traçadas graficamente,
de modo que sejam descritas as camadas internas
e os momentos através de um elemento.
• Analisar as forças e estudos de geometria de ca­
bos de sustentação de cargas.

7 .1 Fo rças I n t er n a s D esen v o lv id a s
em E l em en to s E struturais

O projeto de qualquer elem ento estrutural ou m ecâ­


nico req u er um a investigação das cargas que atuam em
seu interior para a garantia de que o m aterial utilizado
possa resistir a tal carregam ento. Esses efeitos internos
podem ser determ inados pelo uso do m étodo das seções. O projeto e a análise de qualquer elemento estrutural requerem
Para ilustrar esse procedim ento, considere a viga ‘simples­ conhecimento das cargas atuantes no interior desse elemento, não
apenas quando ele já está instalado no seu local de trabalho, mas
m ente apoiada’ m ostrada na Figura 7.1a, que está
também durante seu deslocamento e instalação nesse local, como
subm etida às forças e F 2 e reações de apoio \ x, A v e B v mostrado na foto. Neste capítulo discutiremos como os métodos
(Figura 7.16). Para determ inarm os as forças internas que de engenharia determinam essas cargas.
atuam na seção reta em C, devem os fazer um secionam en-
to im aginário da viga, cortando-a em dois segmentos. Com 1 F
esse procedim ento, as cargas internas ao corte tornam -se externas nos
diagram as de corpo livre de cada novo segm ento (Figura 7.1c). Como /
ambas as partes do segm ento (A C e C B ) estavam em equilíbrio antes
de a viga ser secionada, o equilíbrio de cada um desses novos segm en­
tos é mantido, desde que os com ponentes retangulares das forças N c ,
V c e um m om ento resultante M c sejam desenvolvidos nessas seções (a)
de corte. N ote que esses carregam entos devem ser iguais em intensi­
dade e de sentidos opostos em cada um dos segm entos (terceira lei
de Newton). As intensidades de cada um a dessas cargas podem agora
ser determ inadas pela aplicação das três equações de equilíbrio tanto
ao segm ento A C q u an to ao CB. U m a solução direta para N c é o b ti­
da da aplicação de XFx = 0; V c é o b tid a d ireta m e n te de SFy = 0;
e M c é d eterm in ad o pelo som atório de m om entos em relação ao
ponto C, isto é, X M C = 0, para elim inar os m om entos das incógni­
tas N c e V c . (b)

Figura 7.1
278 E s t á t ic a

M,

(c)

Figura 7.1

Em mecânica, os com ponentes da força N, atuando norm al à


viga na região de corte, e V, que atua tangente a essa região, são
denom inados força norm al ou axial e força de cisalhamento, res­
Para economizar no material, as vigas utilizadas para pectivam ente. O m om ento M é denom inado m om ento fletor
sustentar o telhado desse abrigo se tomam mais finas (Figura 1.2a). Em três dimensões, atuarão nessa seção uma força
em direção às extremidades, uma vez que a carga do interna genérica e um m om ento resultante. Os com ponentes x, y,
telhado produzirá um momento interno bem maior no z dessas cargas são m ostrados na Figura 1.2b. Nesse caso, Ny é a
centro das vigas do que nas extremidades.
força norm al, \ x e V v são os componentes da força de cisalhamen­
to. M v é um m om ento torsor ou torcionai, M* e Mz, componentes
do m om ento fletor. P ara a m aioria das aplicações, esses carregamentos resul­
tantes atuarão no centro geom étrico ou centróide (C) da seção reta da região
de corte. A inda que a intensidade para cada carregam ento, em geral, seja dife­
rente em vários pontos ao longo do eixo do elem ento, o m étodo das seções
pode sem pre ser usado para determ inar seus valores.

Força de cisalhamento

Força normal

c |1 * N
J M

Momento de flexão ou fletor

(a) (b)

Figura 7.2

D ia g r a m a s d e C orpo L ivre. Com o as estruturas e as m áquinas são com pos­


tas de elementos de múltiplas forças, cada um deles geralm ente estará subm etido
a esforços norm ais internos, de cisalham ento e de flexão. Considere, por exem ­
plo a estrutura que se vê na Figura 1.3a. Se a linha de corte m ostrada na figura
passa através da estrutura para determ inar os carregam entos internos nos pon­
tos H, G e F, o diagram a de corpo livre resultante da parte superior dessa seção
é m ostrado na Figura 1.3b. Em cada ponto, o elem ento é secionado, e há uma
força norm al ou axial, um a força de cisalham ento e um m om ento fletor, todos
incógnitos. D essa m aneira, não podem os aplicar as três equações de equilíbrio
a esse corte para o bter essas nove incógnitas.1 E m vez disso, para resolvermos

1 Lembre-se de que esse método de análise forneceu bons resultados para treliças, uma vez que
Figura 7.3 os elementos da treliça são elementos retilíneos de duas forças, os quais suportam apenas cargas
axiais ou normais.
Cap. 7 F o r ç a s In t er n a s 279

esse problem a devemos inicialmente desmembrar a estrutura e determ inar as


reações nos pontos de conexão dos elem entos usando as técnicas da Seção 6.6.
U m a vez que isso esteja feito, cada elemento deve então ser secionado nos pon­
tos adequados e as três equações de equilíbrio podem ser aplicadas para
determ inar N ,V e M . Por exemplo, o diagram a de corpo livre do segm ento DG
(Figura 7.3c) pode ser usado para encontrar os carregam entos internos em G,
desde que as reações do pino, D r e D v, sejam conhecidas.

D G
fe ► N
T Mr.

Figura 7.3

Em cada caso, o elemento de ligação na retroescavadeira é do tipo de duas forças. Na foto à es­
querda, o elemento está sujeito tanto a cargas de flexão quanto axial em seu centro. Para elementos
retilíneos, como na foto da direita, apenas uma força axial atua sobre ele.

P r o c e d im e n t o pa r a A n á l is e

O método das seções pode ser usado para determinar os carregamentos internos numa posição específica de um
elemento, seguindo o procedimento abaixo.
R eações de A p o io
• Antes que um elemento seja ‘cortado’ ou secionado, torna-se necessário inicialmente determ inar as reações
de apoio desse elemento, de forma que as equações de equilíbrio sejam utilizadas apenas para calcular as for­
ças de carregamentos internos, após seu secionamento.
• Se o elemento é parte de uma estrutura ou uma máquina, as reações nessas conexões são determinadas utili­
zando os métodos da Seção 6.6.
D ia g ra m a de Corpo Livre
• Mantenha todas as cargas distribuídas, os momentos e as forças atuantes no elemento em suas posições exa­
tas. Em seguida, faça um secionamento imaginário através do elemento, perpendicularmente ao seu eixo, no
ponto onde os carregamentos internos devem ser determinados.
• Depois do secionamento. desenhe um diagrama de corpo livre do segmento que contém o m enor núm ero
de cargas sobre ele e indique os com ponentes x, y, z da força e do m om ento resultantes na seção corres­
pondente.
• Se o elemento está submetido a um sistema de forças coplanares, apenas N, V e M atuam na seção.
• Em muitos casos, é possível prever por inspeção o sentido correto dos carregamentos desconhecidos; no entan­
to, se esse procedimento for difícil, poderá ser adotado um sentido.
E quações de E quilíbrio
• Os momentos devem ser somados na seção em relação aos eixos que passam pelo centróide ou centro geom é­
trico da seção transversal do elemento para eliminar as forças incógnitas de cisalhamento e normal, e assim
obter soluções diretas para os componentes do momento.
• Se a solução das equações de equilíbrio fornecer um escalar negativo, o sentido da grandeza adotado será
oposto ao mostrado no diagrama de corpo livre.
280 E s tá tic a

EXEMPLO 7.1

4 kN 4 kN U m a barra é fixada em suas extrem idades e é carregada como m ostra a


Figura 7.4a. D eterm ine as forças norm ais internas nos pontos B e C.
D
SOLUÇÃO
C
R eações d e A poio. Um diagram a de corpo livre da barra com o um todo é
m ostrado na Figura 7.46. Por inspeção, apenas uma força norm al A v atua no
12 kN 12 kN apoio fixo, um a vez que as cargas são aplicadas sim etricam ente ao longo do
eixo da barra ( A x = 0, M A = 0).

+ TZ F V = 0; A y - 16 kN + 12 kN - 4 kN 0 A y = 8kN
16 kN 16 kN

D ia g ra m a s de C orpo Lixre. As forças internas e m f i e C serão obtidas utili­


zando os diagram as de corpo livre da barra secionada, conforme a Figura 7.4c.
N enhum a força de cisalhamento ou m om ento atuará nessas seções, por não serem
necessários para a condição de equilíbrio. Foram escolhidos os segmentos A B e
Ay D C porque eles contêm m enor quantidade de forças.
(a) (b) E q u a çõ es d e E q u ilíb rio
Segmento AB
4 kN
+ Í S F V = 0; 8 kN - N b = 0 N b = 8 kN Resposta

Segmento D C

+ Í 2 F V = 0; Nc - 4 kN - 0 Nc = 4 kN Resposta
§ kN
(c) Tente resolver esse problem a da seguinte maneira: determ ine N B utilizan­
do o segm ento BD . (N ote que esse procedim ento não requer solução para a
Figura 7.4 reação de apoio em A .) U sando o resultado para N B. isole o segm ento B C para
determ inar N c .

E X E M P L O 7 . 2 ________________________________________________________________________________

O eixo circular está sujeito a três torques concentrados, como m ostra a


Figura 7.5a. D eterm ine os torques internos nos pontos B e C.

SOLUÇÃO
R eações d e A poio. Devido ao fato de o eixo estar sujeito som ente a torques
colineares, um torque de reação ocorre no apoio (Figura 7.5b). Utilizando a
regra da m ão direita para definir as direções positivas para os torques, fazemos:

2 M X = 0; - 1 0 N • m + 15 N -m + 20 N • m - T D = 0
Td = 25 N • m

D ia g ra m a s de C orpo Livre. Os torques internos em B e C serão determ i­


nados por m eio do uso dos diagram as de corpo livre dos segm entos A B e CD
m ostrados na Figura 7.5c.
E q u a çõ e s de E q u ilíb rio . A plicando a equação de equilíbrio dos m om entos
longitudinalm ente ao eixo circular, temos:
Cap. 7 F o r ça s In tern a s 281

Segmento AB

1 M X = 0; - 1 0 N - m + 15 N -m - TB = 0 T{ — 5 N • m Resposta

Segmento CD

2 M X = 0; 7"c — 25 N • m = 0 Tc = 25 N • i R esposta

(a) (b)

(c)
a 7.5

Tente encontrar a solução para 7"c utilizando o segm ento CA. O bserve
que, para esse procedim ento, não é necessário obter uma solução para a re a ­
ção de apoio em D.

E X E MP L O 7 . 3 _____________________________________________

A viga sustenta o carregam ento, conform e a Figura 7.6a. D eterm ine


as forças internas norm al e de cisalham ento e o m om ento fletor que
atuam nos pontos B e C, localizados, respectivam ente, à esquerda e à
direita do ponto de aplicação da força de 6 kN.

SOLUÇÃO
Reações de A poio. O diagram a de corpo livre da viga é m ostrado na
Figura 1.6b. Ao determ inar as reações externas, perceba que o m om ento
de 9 kN-m é um vetor livre e, conseqüentem ente, pode ser deslocado
para qualquer posição do diagram a de corpo livre da viga. Nesse caso,
vamos determ inar apenas A v, já que som ente os segm entos A B e A C
serão usados para a análise.

i+ S M z , = 0; 9 k N -m + (6 k N ) (6 m ) - >4y(9 m ) = 0

A y = 5 kN
Figura 7.6
282 E s t á t ic a

D ia g r a m a s de C orpo Livre. Os diagram as de corpo livre dos segm entos do


lado esquerdo da viga, A B e AC , são m ostrados nas figuras 7.6c e 7.6d. Nesses
casos, o m om ento de 9 kN • m não é incluído nesses diagramas, pois ele deve
ser m antido em sua posição original m esm o após o secionam ento da viga ser
realizado e as partes para análise serem isoladas. Em outras palavras, os dia­
gram as de corpo livre dos segm entos da parte esquerda da viga não m ostram
o m om ento, já que esse m om ento realm ente não atua nesses segmentos.
6 kN

1 E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio
Segmento AB

F
15 kN
3 m ----- -| y -h = 0; NR = 0 Resposta

(d) + tS F y 0; 5 kN — VB — 0 VB — 5 kN Resposta

Figura 7.6 i,+ 2 M s = 0; —(5 kN )(3 m ) + M B = 0 M B = 15 kN • m Resposta

Segmento A C

^ 2F * = 0; Nc = 0 Resposta

+ t XFy = 0; 5 kN - 6 kN + Vc = 0 Vc = 1 kN Resposta

{,+ 2 M c = 0; - ( 5 kN )(3 m ) + M c = 0 M c = 15 kN -m Resposta

O braço de m om ento para a força de 5 kN em ambos os casos é aproxi­


m adam ente 3 m, pois B e C são ‘quase’ coincidentes.

E X E M P L O 7 . 4 ________________________________________________________________________________

D eterm ine as forças internas norm al e de cisalham ento e o m om ento fle-


tor atuando no ponto B da estrutura de dois elem entos m ostrada na Figura 7.7a.

SO L U Ç Ã O
R eações d e A p o io . Um diagram a de corpo livre de cada elem ento é m ostra­
do na Figura 7.7b. C om o CD é um elem ento de duas forças, as equações de
equilíbrio devem ser aplicadas som ente no elem ento AC.

i + 2 A f ,4 = 0; -4 0 0 lb(4 pés) + (5 ) ^ ( 8 pés) - 0 = 333,3 lb

^ 2 F * = 0; - A x + ( f ) (333,3 lb) = 0 A x = 266,7 lb

+T = 0; A y - 400 lb + §(333,3 lb) = 0 A y = 200 lb

D ia g r a m a s d e C orpo Livre. Um secionam ento imaginário perpendicular ao


eixo do elem ento AC , passando pelo ponto B, fornece os diagramas de corpo
livre dos segm entos A B e B C m ostrados na Figura 7.7c. A o se desenharem esses
diagramas, é im portante m anter o carregam ento distribuído exatam ente como
é fornecido, até que o secionam ento da estrutura seja efetuado. Somente então
o carregam ento poderá ser substituído por um a única força equivalente. Por
Cap. 7 F orça s Intern a s 283

quê? Observe tam bém que N fi,V Be M# atuam com a mesma intensidade, porém
em direções opostas em cada segm ento (terceira lei de Newton).

h*---- 4 pés------4*---- 4 pés----- -I

mjiukiiiu
6 pés

(a) fb)

E quações d e E q u ilíb rio . Aplicando as equações de equilíbrio ao segm ento


A B , temos:

2 F V = 0; NB - 266,7 lb = 0 Afe = 267 lb R esposta

+ í S F V = 0; 200 lb - 200 lb - VB = 0 VB = 0 Resposta

i = 0; À/s — 200 lb(4 pés) + 2001b(2pés) = 0 R esposta

Mb = 400 lb • pés

Como exercício, tente obter esses mesmos resultados utilizando o segm en­
to BC.

200 lb 200 1b
[—2 pés ^2 pés^| -2 pés 4 - 2 pés—
j
i 1 Mfi ' ------- iJ--------
266,7 lb í ______ l I Nfi f _____▼

H p — - ”P + N' - t f * ^
1200'b 333,3 â '
(c)
Figura 7.7

E X E M P L O 7 . 5 __________________________________________________

D eterm ine a força normal, a força de cisalham ento e o m om ento fletor


que atuam no ponto E da estrutura carregada, como m ostra a Figura 7.8a.

SO LU ÇÃ O
Reações de A poio. Por inspeção, A C e CD são elem entos de duas forças,
(Figura 7.8b). Para determ inarm os os carregam entos internos em £ , devemos
em prim eiro lugar determ inar a força R na extrem idade A C do elem ento. Para
isso, devemos analisar o equilíbrio do pino em C. Por quê?
284 E s t á t ic a

E fetuando o som atório das forças na direção vertical sobre o pino (Figura
7.8b), temos:

+ Í 2 F V = 0; R sen 45° - 600 N = 0 R = 848,5 N

D ia g ra m a d e C orpo L iv re . O diagram a de corpo livre do segm ento C E é


m ostrado na Figura 7.8c.

IVli
V, -M-
0,5 m

848,5 N

(c)
Figura 7.8

E q u a çõ e s d e E q u ilíb rio

2F* = 0; 848,5 cos 45° N — VE — {) VE = 600 N Resposta

+ í 2 F V = 0; -8 4 8 ,5 sen 45° N + NE = 0 NE = 600 N Resposta


= 0; 848,5 cos 45 °N(0,5 m) - M E = 0 A/£ = 300 N *m Resposta

Esses resultados indicam um projeto de má qualidade. O elem ento A C


deveria ser retilíneo (de A para C), de forma que o m om ento fletor sobre ele
fosse eliminado. Se A C fosse retilíneo, a força interna seria apenas uma força
de tração no elem ento. Veja o Exem plo 6.21.

EXEMPLO 7.6

O painel m ostrado na Figura 1.9a tem massa de 650 kg e é sustentado pela


coluna fixa. As regras do projeto indicam que o carregam ento uniform e máxi­
Cap. 7 F o rç a s In te rn a s 285

mo esperado devido ao vento no local onde se encontra o painel é de 900 Pa.


D eterm ine os efeitos devidos ao carregam ento em A.

S O LU Ç Ã O
O m odelo idealizado para o painel e a coluna é m ostrado na Figura 7.9b. Nesse
caso, as dim ensões necessárias são indicadas. Podemos considerar o diagram a
de corpo livre da seção acima do ponto A , pois dessa m aneira não serão incluí­
das as reações de apoio.
D ia g ra m a de C orpo Livre. O painel tem peso W = 650(9,81) = 6,376 kN
e o vento provoca um a força resultante Fv — 900 N/m2 (6 m)(2,5 m) = 13,5
kN. perpendicular à superfície do painel. Esses carregam entos são m ostrados
no diagram a de corpo livre, na Figura 7.9c.
(a)
E quações de E q u ilíb rio . C om o o problem a é em três dim ensões, será utili-
zada uma análise vetorial.

(b)

Figura 7.9

2 F = 0; FÁ - 13,51 - 6,376k = 0

F* = {13,51 + 6,38k} kN R esposta

M /t + r X (Fw + W ) = 0

i j k
MÁ + 0 3 5,25 = 0
-1 3 ,5 0 6,376

M A = { - 1 9 ,li + 70.9j + 40,5k} kN • m Resposta

Nesse caso, FA_ = {6,38k} kN representa a força norm al, onde FAx = {13,5i)
kN é a força de cisalhamento. Além disso, o m om ento de torsão é = {40,5k}
k N -m e o m om ento fletor é determ inado a partir de seus com ponentes
= {—19,11} k N - m e = {-70,9j} kN -m , isto é, M b = V A /2 V M\, .
286 E s tá tic a

L P roblem as

7.1. A coluna é fixada ao solo e está sujeita às cargas mos­ transmitir potência ao maquinário adjacente. Sendo os tor­
tradas na figura. Determine as forças internas normal e de ques aplicados às polias, conforme mostra a figura, determine
cisalhamento e o momento nos pontos A e B. os torques internos nos pontos C ,D e E .

6 kN 6 kN

Problema 7.4

7.5. O eixo é apoiado por um mancai de rolamento em A


e um mancai axial em B. Determine a força normal, a força
de cisalhamento e o momento em uma seção que passa (a)
pelo ponto C, que está próximo ao lado direito do mancai
em A, e (b) pelo ponto D, que está próximo ao lado esquer­
do da força de 3.000 lb.

Problema 7.1 2.500 lb 3.0001b


75 lb/pé____________ I
7.2. A barra está submetida às forças mostradas na figura.
Determine a força normal interna nos pontos A, B e C.
1111 n m i
z_____ :_______________ •jl • flf l

550 lb
6 pés 12 pés
2 pés

Problema 7.5

7.6. Determine as forças internas normal e de cisalhamen­


to e o momento fletor nos pontos C e D da viga. Considere
que o apoio em B é um rolete. O ponto C está localizado
imediatamente à direita da carga de 8 kip.

8^p
40 kip - pés

B
I pés- pes- pes

Problema 7.6
Problema 7.2
7.7. Determine a força de cisalhamento e o momento nos
7.3. As forças atuam no eixo mostrado. Determine a força pontos C e D.
normal interna nos pontos A, B e C.
500 lb 300 lb

1
200 lb

Xs
4 kN □ 7 kN
5 kN 4 kN
[
B
* ------- ■ *
C
f 1
4 kN
nu
Problema 7.3 -HH
-4 pés 4*—4 pés^j*— 6 pés-
*7.4. O eixo é apoiado por dois mancais de desligamento A 2 pés
e B. As quatro polias encaixadas no eixo são usadas para Problema 7.7
Cap. 7 F orça s Internas 287

*7.8. Determine a força normal, a força de cisalhamento e


o momento em uma seção que passa pelo ponto C. Suponha
que o apoio em A possa ser considerado como um pino e B,
como um rolete.
pes 3 pés
2 rés
5 pés
10,k‘P n e ukip/pe
0,8 - / ' 8 kIlP

1 11111111ITTTTI 1 4 -
300 lb
'B
7 pés
—6 pés—
4f|----- 12 pés 12 pés 6 pés

Problema 7.8
Problema 7.12
7.9. Determine a força normal, a força de cisalhamento e o
momento na seção reta que passa pelo ponto D. Considere 7.13. Determine as forças internas normal e de cisalhamen­
w = 150 N/m. to e o momento interno atuantes no ponto C e no ponto D,
o qual está localizado imediatamente à direita do suporte tipo
7.10. A viga AB cederá se o momento interno máximo em rolete em B.
D atingir o valor de 800 N *m ou a força normal no elemen­
to BC for de 1.500 N. Determine a maior carga w que pode
ser sustentada pela viga.
300 lb/pé
200 lb/pé 200 lb/pé

-4 pés- 4 pés- 4 pés —- 4 pés—

Problema 7.13

p------- 4 m i 7.14. Determine a força normal, a força de cisalhamento e


o momento na seção transversal que passa pelo ponto D da
Problemas 7.9/10 estrutura de dois elementos.

7.11. Determine a força de cisalhamento e o momento


atuantes na seção reta que passa pelo ponto C na viga. 400 N/m

3 kip/pé

4 pe
.Al \A

6 pés
18 pés

Problema 7.11

*7.12. A lança DF do guindaste e a coluna DE têm peso


uniforme de 50 lb/pé. Se o gancho elevador e a carga pesam Problema 7.14
ambos 300 lb, determine a força normal, a força de cisalha­
mento e o momento nas seções que passam pelos pontos A, 7.15. Determine a força normal, a força de cisalhamento e
B e C do guindaste. Dica: considere desprezível o peso da o momento na seção que passa pelo ponto E da estrutura de
extremidade da lança, à direita do gancho elevador. dois elementos.
288 E s t á t ic a

400 N/m capaz de suportar e calcule a força interna normal, a força


de cisalhamento e o momento na seção que passa pelo ponto