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SISTEMA DE ENSINO SEMIPRESENCIAL CONECTADO

CURSO SUPERIOR EM PEDAGOGIA

TAMIRES DE OLIVEIRA BENEDICTO

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR FRENTE ÀS TEORIAS E


CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS

SOROCABA
2021
TAMIRES DE OLIVEIRA BENEDICTO

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR FRENTE ÀS TEORIAS E


CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS CONTEMPORÂNEAS

Trabalho apresentado à Universidade UNOPAR, como


requisito parcial para a obtenção de média semestral nas
disciplinas de Avaliação na Educação; História da
Educação; Teorias e Práticas do Currículo; Sociologia da
Educação; Educação Formal e Não Formal; Práticas
Pedagógicas: Gestão da Sala de Aula e Didática.

Tutor (a): Kassia Regina Bar

SOROCABA
2021

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3

2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................4

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................10

REFERÊNCIAS...........................................................................................................11

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1 INTRODUÇÃO

A necessidade de reconsiderar a formação e capacitação docente se


impõe, principalmente nesse momento, onde o trabalho dos professores se tornam
indispensáveis na sociedade contemporânea, constituindo o papel de mediador nos
desenvolvimentos de construção e estruturação da cidadania dos alunos.
Desta maneira, torna-se de relevante considerar a formação do
professor frente às teorias e concepções pedagógicas contemporâneas focadas
especificamente na natureza e especificidade de forma reflexiva da avaliação da
aprendizagem das concepções avaliativas: classificatória e formativa; da história da
educação; do currículo escolar, das práticas pedagógicas: gestão da sala de aula e
didática.
Para obter o sucesso na formação docente, e preciso que o
professor desenvolva um desejo de investigar a sua prática pedagógica, tendo como
elemento básico o seu caráter permanente, para garantir a eficiência dessa
formação, a mesma necessita ser constante.
Assim, o professor deve estar em contínua busca de seu
aperfeiçoamento pessoal e de sua autonomia. Dessa forma, modificando a
concepção de que o professor somente executa os planejamentos, currículos e
programas pré impostos a ele.
É necessário que o professor tenha a compreensão que possui um
novo papel, que é ajudar ao aluno a interpretar dados, a relacioná-los, a
contextualizá-los, na formação de um sujeito integrado à nova realidade, altamente
relacional, apto a viver imerso na informação, crítico de seu papel social em um
mundo cada vez mais globalizado, multicultural e sem antigas fronteiras.

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2 DESENVOLVIMENTO

O processo ensino aprendizagem é alvo de muitas pesquisas e


reflexões em busca de melhores aprendizagens, com isso, é notável a importância
de repensar as práticas avaliativas, pois quando utilizada de forma correta é uma
ferramenta importante para conquistar e obter aprendizagens significativas. A
avaliação classificatória ocorre ao final de um período com o objetivo de gerar uma
nota que comprove a promoção ou retenção do aluno, meio da aplicação de
instrumentos que, aparentemente, não repercutem em análises das aprendizagens.
Nota-se que essa é uma forma de avaliação que se assemelha
àquela concretizada nas tendências tradicional e tecnicista, nas quais a
comunicação entre docente e aluno é exclusivamente técnica, visando garantir a
eficácia na transmissão de conteúdo, ou seja, valorizando o produto sem
investigação dos dados que revelam, desprezando assim, a importância de se ter
ações pedagógicas que possibilitem a superação das dificuldades dos educandos.
A avaliação, quando concretizada na concepção formativa, cumpre o
seu papel, que é acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens do aluno e
informar os atores do processo, ou seja, possibilitar ao professor conhecer o que o
aluno já sabe e ainda o que é necessário aprender, com o objetivo de ajustar suas
práticas de ensino e ao aluno possibilitar conhecer sua própria aprendizagem, no
intuito de buscar outras estratégias de estudo. Nestes termos, a avaliação formativa
ocorre quando há momentos de avaliação diagnóstica, de feedback, permitindo que
o aluno repensasse sobre o processo de aprender e, sobretudo, acerca da
oportunidade de aprender com a avaliação.
As representações acerca da avaliação formativa surgem quando os
alunos anunciam que, no processo avaliativo, eles têm um papel ativo e regulador e
o professor um papel de mediador, onde a avaliação das aprendizagens deve
acontecer a todo o momento, assim, sendo de extrema importância para o contexto
de aprendizagem, podendo até ser a solução para não deixar os alunos
desmotivados ou podendo reestabelecer o ânimo daqueles alunos cansados dos
métodos de ensinos tradicionais. Durante a análise das leituras algumas
contradições surgiram, pois, de um lado, houve reconhecimento da importância da

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avaliação formativa, de outro, a avaliação mostrou-se como objetivo medir e
classificar.

Imagem 01: Formas de Avaliação.


Fonte: adaptado pelo autor.

Considerando a imagem acima, evidencia-se que a avaliação vai ao


encontro do processo de ensino e aprendizagem do aluno, pois está presente em
todos os momentos e principalmente, para avaliar a atuação do educador, pois o
desempenho dos alunos reflete o trabalho realizado pelo educador.
Deve-se repensar a atuação do professor que forma professor, pois,
se a formação da identidade docente se dá com base nas experiências pessoais e
profissionais apresentar e problematizar questões referentes à avaliação das
aprendizagens é uma possibilidade de estimular práticas menos instrumentais e
mais relacionadas aos processos de ensino aprendizagem.
Faz-se mister a importância de se rever como as práticas
pedagógicas vêm sendo desenvolvidas e considerar que as mudanças na educação
básica e nas práticas avaliativas passam, principalmente, pelos cursos de formação
de professores. Outra questão que merece muita atenção refere-se à História da
Educação, elencando sua relevância na forma do professor conhecer como se deu a
construção do percurso histórico da educação.
Os historiadores da educação sabem que a História da Educação
foi criada, como especialidade da História, em diferentes lugares, no final do século
XIX. Durante esse desenvolvimento, como em qualquer campo disciplinar,

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ocorreram e ainda ocorrem debates polêmicos em decorrência do modelo que
conformou o seu processo de criação e sua consolidação.
É consenso o entendimento de que a História da Educação se
construiu como parte da Filosofia da Educação, pois pesquisadores do campo da
História da Educação vêm estudando os fatores que levaram à aproximação da
História e da Filosofia da Educação, sendo possível identificar que não são poucos
os fatores apontados como responsáveis por essa aproximação.
A História da Educação, apesar de ser criada como uma das
especializações da História, desenvolveu-se muito mais próxima do terreno da
Educação, da Pedagogia e, portanto, da Filosofia. Conforme os agentes –
professores e alunos – da História da Educação iam se familiarizando com o
universo dos conteúdos da Educação e da Pedagogia em geral (como as
doutrinas pedagógicas e os pedagogos consagrados), os estudos e as
pesquisas voltavam-se para a história das ideias pedagógicas, sendo que a fonte
para o desenvolvimento destes recortes temáticos era a obra dos grandes
pensadores.
O currículo escolar bem como seus pressupostos teóricos e práticos
contornam a prática de ensino aprendizagem de forma analítica e crítica. Diante
disto pontua-se que há a teoria não crítica ou tradicional a crítica e a pós-crítica. Na
teoria não crítica ou tradicional, o papel do professor a partir da pode ser resumido
como ‘dar a lição’ e ‘tomar a lição’, não se apresentando maiores preocupações em
vincular as informações com o contexto social onde o sujeito está.
Diante disto, salienta-se que uma das maiores discussões atuais no
meio educacional é a necessidade de se formar professores críticos, comprometidos
com uma educação de qualidade e com o seu papel frente ao sucesso escolar.
Pensando nessa perspectiva, a formação de professores presume pensar um
currículo que possibilite esse perfil de profissional.
As teorias críticas de currículo, ao deslocar a ênfase dos conceitos
simplesmente pedagógicos de ensino e aprendizagem para os conceitos de
ideologia e poder, permitem ver a educação de uma nova maneira, as teorias
tradicionais eram teorias de aceitação, ajuste e adaptação que tinha como função
transmitir conhecimento aos alunos, mas mantendo distância. As teorias críticas
basicamente são de desconfiança, questionamento e radical transformação.

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A teoria crítica se preocupa com as classes sociais, conscientização
e libertação dessas classes (trabalhadoras), que são forçadas a aceitar a condição
de aprender na escola a cultura dominante, inteiramente voltada para os interesses
da burguesia.
As teorias pós–críticas enfatiza as preocupações com a diferença,
com as relações saber-poder no âmbito escolar, o multiculturalismo, as diferentes
culturas raciais e étnicas, enfim, não é uma questão de superação da teoria crítica.
A teoria pós–crítica deve se combinar com a teoria crítica para nos
ajudar a compreender os processos pelos quais, através de relações de poder e
controle, nos tornamos o que somos. Ambas nos ensinaram, de diferentes formas,
que o currículo é uma questão de saber, identidade e poder. O currículo, a partir da
teoria pós–crítica, deve ser visto como um complemento, como uma forma de
aprofundamento e ampliação às teorias críticas.
As práticas pedagógicas, ou seja, a gestão da sala de aula reflete as
relações interativas na sala de aula promovem a atividade mental auto estruturante,
pois aprender significa elaborar uma representação do conteúdo, interiorizá-lo,
torná-lo seu, integrá-lo nos próprios esquemas do conhecimento.

Imagem 02: Práticas Pedagógicas


Fonte: adaptado pelo autor

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A ilustração acima contribui elucidando que esta representação não
se inicia do zero, parte dos conhecimentos que os alunos já dispõem e que lhes
permitem fazer conexões com os novos conhecimentos. Atribuir-lhe o conceito ao
que se aprende requer um processo extremamente ativo realizado pelos alunos.
A didática é considerada arte e ciência do ensino, ela é decidida,
não conhece apenas por conhecer, ela busca aplicar seus princípios com o intuito de
progredir no individuo as habilidades cognitivas para torná-los críticos e reflexivos. O
professor tem como dever, garantir uma relação didática entre ensino e
aprendizagem, tendo consciência sobre a formação individual da personalidade do
aluno.
Didática é considerada como arte e ciência do ensino, o propósito
deste artigo é apresentar o processo didático educativo e suas contribuições
positivas para um melhor desempenho no processo de ensino-aprendizagem.

Imagem 03: Importância da Didática


Fonte: Adaptado pelo autor

A ilustração acima demonstra que como arte a didática não objetiva


somente o conhecimento por conhecimento, mas busca aplicar os seus próprios
princípios com o intuito de desenvolver no individuo as habilidades cognoscitivas,
transformando-os em críticos e reflexivos, dessa forma desenvolvendo um
pensamento independente.
Destaca-se o importante papel que a didática desempenha no
processo de ensino e aprendizagem, ela proporciona os meios, as condições pelos
quais a prática educacional se concretiza, também orienta o trabalho do professor
fazendo-o significativo para que possa guiar de forma competente, expressiva e
coerente as práticas de ensino.

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Através dos elementos que compõem o processo de ensino, visa
propiciar os meios para a atividade singular de cada aluno, busca ainda formá-los
para serem indivíduos críticos, reflexivos aptos para desenvolver habilidades e
capacidades intelectuais. 

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

É extremamente necessário que o professor tenha a compreensão


de seu novo papel, que é ajudar ao aluno a interpretar dados, a relacioná-los, a
contextualizá-los, na formação de um sujeito integrado à nova era, grandemente
relacional, apto a viver imerso na informação, crítico de seu papel social num
ambiente cada vez mais globalizado, multicultural e, sem antigas fronteiras.
Cabe ao professor promover a aprendizagem do aluno para que
esse consiga construir o conhecimento dentro de um ambiente que o desafie,
resultado de um trabalho coletivo, propondo diálogos, criando condições para que a
aprendizagem transcorra como um processo dinâmico. Para que isso aconteça é
fundamental que o professor busque base teórica que lhe permita constatar
problemas, apreendendo o significado de sua prática.
Observou-se durante a realização do presente trabalho a
necessidade de repensar a realização de estudos permanentes dos docentes e que
esses profissionais conquistem o espaço para a promoção de discussões, pesquisas
em torno de questões que os envolvam e consequentemente, a prática pedagógica.
O trabalho de repensar e reestruturar a educação escolar exige o passar pelo
caminho da sensibilização e compreensão dos professores em relação às
constantes e rápidas transformações de ordem política, social, econômica, cultural,
comunicacional e educacional provocado pelas rápidas mudanças das novas
tecnologias de comunicação e informação.
O Sistema Educacional somente tem razão de ser e encontra
justificativa na atualidade, se levar em conta, em seus processos didáticos –
pedagógicos, a natureza e especificidade de forma reflexiva da avaliação da
aprendizagem das concepções avaliativas: classificatória e formativa; da história da
educação; do currículo escolar, das práticas pedagógicas: gestão da sala de aula e
didática.

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REFERÊNCIAS

NASCIMENTO, Mari Clair Moro; BARBOSA, Raquel Lazzari Leite; ANNIBAL, Sérgio
Fabiano. Avaliação das Aprendizagens: Representações decorrentes de Práticas
Instituídas na Formação Inicial. Educação em Revista, Marília, v.18, n.1, p.7-22, Jan-
Jun., 2017. Disponível em:
https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/educacaoemrevista/article/view/6992

NEVES, Fátima Maria; COSTA, Célio Juvenal. A importância da História da


Educação para a Formação de Profissionais da Educação. Rev. Teoria e Prática da
Educação, v.15, n. 1, p. 113-121, jan./abr. 2012. Disponível em:
http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/TeorPratEduc/article/view/18570/9795

PINHEIRO, Geslani Cristina Grzyb. Teoria curricular crítica e pós-crítica: uma


perspectiva para a formação inicial de professores para a educação básica.
Analecta, v.10, n. 2, p. 11-25 jul./dez. 2009. Disponível em:
https://revistas.unicentro.br/index.php/analecta/article/view/2096/1799.

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