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PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI GUAÇU

Secretaria Municipal de Educação


ROTEIRO DE ESTUDOS 11
AGOSTO/2021
TEMPO DE ESTUDO:
7º ANO

11º Roteiro de História – 7º ano

Habilidade a ser desenvolvida

(EF06HI16) Caracterizar e comparar as dinâmicas de abastecimento e as formas de organização


do trabalho e da vida social em diferentes sociedades e períodos, com destaque para as relações
entre senhores e servos.

Instruções: Caro aluno para desenvolver esse roteiro de estudo, você deverá ler os textos
com atenção, observar e relacionar as imagens a tema e textos trabalhados, e desenvolver
as atividades baseando- se nos textos e pesquisas em outras fontes se considerar
necessário. As atividades deverão ser copiadas e respondidas em seu caderno e enviada a
seu professor após a conclusão.

Escravidão na Antiguidade Clássica


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7º ANO

A escravidão foi organizada de diferentes formas durante a Antigüidade.


A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da
humanidade. Já na Antiguidade, o código de Hamurábi, conjunto de leis escritas da civilização
babilônica, apresentava itens discutindo a relação entre os escravos e seus senhores. Não se
restringindo aos babilônios, a escravidão também foi utilizada entre os egípcios, assírios,
hebreus, gregos e romanos. Dessa forma, podemos perceber que se trata de um fenômeno
histórico extenso e diverso.

Em Atenas, boa parte dos escravos era proveniente de regiões da Ásia Menor e Trácia. Em geral,
eram obtidos por meio da realização de guerras contra diversos povos de origem estrangeira. Os
traficantes realizavam a compra dos inimigos capturados e logo tratavam de oferecê-los em
algum lucrativo ponto comercial. Mesmo ocupando uma posição social desprivilegiada, os
escravos tinham diferentes posições dentro da sociedade ateniense.

Alguns escravos eram utilizados para formar as forças policiais da cidade de Atenas. Outros eram
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usualmente empregados em atividades artesanais e, por conta de suas habilidades técnicas,
tinham uma posição social de destaque. Em certos casos, um escravo poderia ter uma fonte de
renda própria e um dia poderia vir a comprar a sua própria liberdade. Em geral, os escravos que
trabalhavam nos campos e nas minas tinham condições de vida piores se comparadas às dos
escravos urbanos e domésticos.

A escravidão ateniense não era marcada por nenhuma espécie de distinção com relação aos
postos de trabalho a serem ocupados. O uso de escravos tinha até mesmo uma grande
importância social ao conceder mais tempo para que os homens livres tivessem tempo para
participar das assembléias, dos debates políticos, filosofar e produzir obras de arte. Conforme
algumas pesquisas, a classe de escravos em Atenas chegou a compor cerca de um terço da
população no Período Clássico.

No caso da cidade-Estado de Esparta, a escravidão tinha uma organização distinta. Os escravos,


ali chamados de hilotas, eram conseguidos por meio das vitórias militares empreendidas pelas
tropas espartanas. Não dando grande importância às práticas comerciais, por causa de sua
cultura xenófoba, a escravidão não articulava um comércio de seres humanos no interior desta
sociedade. Os escravos eram de propriedade do Estado e ninguém poderia ser considerado
proprietário de um determinado escravo.

O Império Romano foi uma das sociedades antigas onde a utilização da mão-de-obra escrava
teve sua mais significativa importância. Em geral, os escravos trabalhavam nas propriedades dos
patrícios, grupo social romano que detinha o controle da maior parte das terras cultiváveis do
império. Assim como em Atenas, o escravo romano também poderia exercer diferentes funções
ou adquirir a sua própria liberdade. A única restrição jurídica contra um ex-escravo impedia-o de
exercer qualquer cargo público.

No primeiro século as relações entre o escravo e o seu senhor começaram a sofrer algumas
alterações impostas pelo governo romano. Uma das obrigações essenciais do senhor consistia
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em dar uma boa alimentação ao seu escravo e mantê-lo bem vestido. No século I, os senhores
foram proibidos de castigar seus escravos até a morte e, caso o fizessem, poderiam ser julgados
por assassinato. Além disso, um senhor poderia dar parte de suas terras a um escravo ou libertá-
lo sem nenhuma prévia indenização.

Essas medidas em favor dos escravos podem ser vistas como uma conseqüência imediata a uma
rebelião de escravos, liderada por Espártaco, que aconteceu em Roma no ano em 70 d. C.. Nos
séculos posteriores, as invasões bárbaras e a redução dos postos militares fizeram com que o
escravismo perdesse sua força dentro da sociedade romana. Com a ascensão da sociedade
feudal, a escravidão perdeu sua predominância dando lugar para as relações servis.

Atividades

1) Onde trabalhavam os escravos na sociedade romana?

2) Em quais sociedades existiam o trabalho escravo?

3) Como eram conseguidos escravos nas sociedades antigas?

4) De que forma a revoltas liderado por espártaco teria influenciado na condição dos escravos?

Diferenças nas relações de trabalho escravo e servil

No trabalho escravo, a pessoa não recebe nada além da alimentação necessária, e é proposto à
condições sub-humanas, esforço físico exagerado. No trabalho servil, a pessoa têm algumas
coisas em troca de seus serviços, como moradia, alimentação, mas é uma relação de fidelidade e
que gera dependência ao servido.Outra e a A principal diferença entre o servo e o escravo é
justamente a questão da propriedade. Enquanto os escravos eram de seus senhores — e
podiam, portanto, ser trocados ou vendidos em transações comerciais —, os servos não
pertenciam a ninguém. A relação estabelecida, nesse caso, era a de dependência, não de
propriedade.
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Imagens de trabalho servil

5) Observe e descreva que trabalhos estão sendo realizados pelos camponeses.

Outra dinâmica do trabalho


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Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e isso é o que o protege


contra abusos.
É bastante comum ouvir a afirmação, feita majoritariamente por políticos e intelectuais, de que o
"trabalho não é uma mercadoria". Não sendo uma mercadoria, o preço do trabalho (o salário) não
pode ficar ao sabor das flutuações do mercado.

Consequentemente, para garantir um "valor justo" para a mão-de-obra é imprescindível: a) estipular


por lei um valor mínimo para o salário; b) proibir reduções salariais durante recessões econômicas;
c) fomentar a atividade sindical, pois apenas os sindicatos poderiam proteger os trabalhadores e
impor um valor salarial justo para a mão-de-obra.

Poucos se atrevem a questionar essa "verdade", a qual parece ser tão evidente que está
praticamente arraigada em nossos profundos sentimentos humanos.

Ademais, a própria história da civilização é a luta do homem contra essa tão odiosa instituição que
foi a escravidão, na qual vários seres humanos eram comprados, utilizados e vendidos como se
fossem animais. Esse nosso lamentável histórico ajuda ainda mais a propagar a ideia de que o
trabalho humano não pode ser tratado como uma mercadoria.

Mas é uma mercadoria

No entanto, apesar das considerações anteriores, a realidade é que os serviços efetuados pelo
trabalho humano (e não nos referimos à pessoa humana em si mesma, a qual é indiscutivelmente
inalienável) estão submetidos às mesmas leis econômicas que valem para todas as outras
mercadorias e fatores de produção.

E as leis econômicas afetam de forma inexorável a todos os agentes que intervêm no mercado,
independentemente de qual seja o sentimento popular em relação às mesmas.

Em concreto, são duas as leis econômicas mais importantes relacionadas ao fator trabalho: a lei
"da oferta e da demanda", e a lei que diz que "o salário será determinado pelo valor presente da
esperada produtividade marginal futura do trabalho".
Autor:

Jesús Huerta de Soto


, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor,
tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o
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autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da
monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.

6) Segundo o autor, o que é necessário para garantir um bom salário?

7) O que diz a lei da “oferta e da demanda”?

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