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PRINCÍPIOS BÁSICOS DE DIREITO PENAL

Os princípios são mandados de otimização e são aplicados no sentido de uma máxima


efetividade possível. São regras que orientam a aplicação do direito penal, dizendo o que
os operadores do direito podem ou não fazer. Sendo eles:
Legalidade: Consagrado na fórmula nullum crimen, nulla poena sine lege, é previsto na
Constituição em seu art.5°, XXIX: não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena
sem prévia cominação legal.
Intervenção mínima: A intervenção mínima (ultima ratio, em latim) é um princípio
destinado ao legislador como critério quando da seleção de crimes e se baseia na ideia de
que o direito penal só pode ser invocado em caso de extrema necessidade e quando se
afigure como meio idôneo.
Culpabilidade: Complemento essencial ao princípio da legalidade, consagrado na fórmula
latina nullum poena sine culpa, a culpabilidade se refere à capacidade de determinação do
indivíduo frente ao delito, numa perspectiva finalista.
Responsabilidade pessoal: Diz que a pena não pode passar da pessoa do condenado,
como prevê expressamente a Constituição no Art.5°, XLV.
Insignificância: O critério de insignificância, criado por Claus Roxin, permite afastar a
incidência da norma penal por entender que embora esteja contida na descrição típica, a
conduta não afeta o bem jurídico de modo relevante.
Lesividade ou ofensividade: exige que haja, no mínimo, perigo de lesão ao bem jurídico
para se configurar o crime.
Adequação social: procura estabelecer uma relação de atualização da norma
incriminadora sob a ótica da relevância social e desvalor do comportamento. A sua razão é
evitar que comportamentos socialmente aceitos ou tolerados sejam criminalizados.
Proporcionalidade: Diz que a pena deve ser proporcional ao crime. A proporcionalidade
deve ser critério tanto da cominação da pena, quanto na aplicação da mesma.
Limitação das penas ou da humanidade: Derivado da dignidade da pessoa humana
(art.1°, III, da CR) em direito penal reflete a necessidade de limitação das penas e
prescreve forma de tratamento ao preso que respeitem os direitos humanos.
Proibição da analogia “in malam partem”: Proibição da adequação típica “por
semelhança” entre os fatos, se for prejudicial ao réu, caso contrário pode ser feita.
Irretroatividade da lei mais severa: A lei só pode retroagir para beneficiar o réu.
Fragmentariedade: O estado só protege os bens jurídicos mais importantes, assim
intervém só nos casos de maior gravidade.
Estado de inocência: “Ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória.” (CF/88, art. 5º, LVII).
Igualdade: Todos são iguais perante a lei. (CF/88, art. 5º, caput).
Ne bis in idem: É dizer que ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo fato.