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DIREITO ADMINISTRATIVO

Carga Horária: 60 Horas

Professor: Alexandre Cordeiro Soares


DIREITO ADMINISTRATIVO

Apresentação do componente curricular;

Bibliografias - Por onde estudar?;

Cronograma;

Atividades (Questões instigantes);

Avaliações e VCM’s.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

Sociedade – Convívio harmônico – Regras;

Regras = Normas – Impostas pelo Estado;

 Estado – Pessoa jurídica de direito público. Nação


politicamente organizada detentora de soberania.

 Estado politicamente organizado – Estado de


Direito (Aquele que obedece às suas próprias leis).
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

 Elementos do Estado:

• Povo;
• Território; e
• Soberania.

 Poderes do Estado (CRFB, artigo 2º):

• Executivo;
• Legislativo; e
• Judiciário.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

 Funções do Estado:

• Típica; e
• Atípica.

Função Legislativa – Função legiferante. Com


repercussão erga omnis. Função inovadora.

Função Judiciária – Solução de conflitos. Aplicação


coativa da produção legislativa.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

Função Executiva ou Administrativa – Função


exercida pelo Estado ou por seus delegados,
subjacente à ordem constitucional e legal, sob
regime de direito público, com vistas a alcançar os
fins colimados pela ordem jurídica.

 Governo – É o comando, a direção do Estado.

 Administração – É a estrutura para o exercício da


função pública.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

 Direito – Conjunto de regras que irão disciplinar a


vida em sociedade. Tais normas são impostas pelo
Estado à sociedade.

 Direito Interno – Rege as situações dentro do


território nacional;

 Direito Internacional – Regula as situações fora do


território nacional;

 Direito Público – Atuação do Estado visando o


interesse público;
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

 Direito Privado – Atuação dos particulares visando o


lucro e os interesses privados;

 Direito Posto – Direito que está vigente num dado


momento histórico.

 Direito Administrativo (Teoria da Administração


Pública) – O Direito Administrativo é um conjunto
harmônico de princípios e normas jurídicas
(Regime Jurídico Administrativo) que rege os
órgaos, os agentes, as entidades e a atividade
administrativa, tendentes a realizar de forma direta,
concreta e imediata os fins desejados pelo Estado.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

Forma direta – Independe de provocação. O Estado


age de ofício. Ex.: O Estado não precisa de
provocação para desapropriar, licitar etc.

Forma concreta – Para destinatário determinado. Ex.:


nomeação de servidor aprovado em concurso
público;

Forma imediata – Função jurídica do Estado.


Aplicação da norma, ainda que forma coercitiva,
produzida pelo Legislativo.
SISTEMAS ADMINISTRATIVOS OU
MECANISMOS DE CONTROLE

 Contencioso Administrativo – Os atos praticados


pela Administração só podem ser revistos pela
própria Administração.

 Surgido na França;
 Judiciário só controla situações específicas.

 Jurisdição Única – Quem dá a última palavra é o


Judiciário. Há a possibilidade de a Administração
dar a decisão, mas a sentença poderá ser julgada
em caráter de revisão.

 Surgido na Inglaterra.
SISTEMAS ADMINISTRATIVOS OU
MECANISMOS DE CONTROLE

 Questões instigantes:

 É possível um sistema de controle misto?

 O que significa coisa julgada administrativa?

 Qual o sistema atualmente adotado pelo Brasil?


FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

 Leis

Fonte do Direito Administrativo que deve ser


considerada em sentido amplo. Ex.: Leis ordinárias,
leis complementares, decretos, atos normativos,
medidas provisórias, regulamentos, resoluções etc.

 Doutrina

Resultado do trabalho dos estudiosos do Direito.


FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

OBS.: Como não há uma codificação, a doutrina do


Direito Administrativo no Brasil é muito
divergente.

 Jurisprudência

São julgamentos reiterados de um mesmo Tribunal.


Uma decisão única de um tribunal é um acórdão.
Exerce papel importante para dirimir as
divergências.
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

OBS.: Consolidado um posicionamento por um


Tribunal Superior, normalmente se edita uma
Súmula.

Costumes

Prática habitual em que se crê estar realizando ato


obrigatório. É possível, desde que não venha ferir a
ética e a moral.

Princípios Gerais do Direito


FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

Regras que estão no alicerce do Direito.


Normalmente, são regras implícitas no nosso
ordenamento jurídico. Ex.: É vedado o
enriquecimento ilícito.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Regime Jurídico Administrativo – É o conjunto


harmônico de princípios e regras.

Os princípios guardam entre si uma correlação lógica.


Pode-se, portanto, aplicar mais de um princípio ao
mesmo caso concreto.

O rol de princípios não é taxativo. Não há delimitação


doutrinária ou legal dos princípios.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Supremacia do Interesse Público

É a superioridade do interesse público face o interesse


privado. Tal princípio é um pressuposto essencial
para o convívio social. É uma prerrogativa de
superioridade para o Estado.

Este princípio está presente em todos os institutos do


Direito Administrativo.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Indisponibilidade do Interesse Público

O administrador exerce função pública. O interesse é


público, não podendo o Administrador abrir mão
do primado.

O administrador não pode comprometer a futura


administração. Ex.: Fraude ao licitar e fraude ao
concurso público.

São limites impostos à atuação do administrador.


REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Questões instigantes:

 De onde decorrem os atributos dos atos


administrativos de caráter público?

 Em que consiste, basicamente, o princípio da


indisponibilidade do interesse público?

 Quais são as pedras de toque do Direito


Administrativo?
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Princípios Mínimos ou Constitucionais do Direito


Administrativo (Artigo 37, caput, da CRFB – artigo
alterado pela EC n.º 19/1998, conhecida como
Reforma Administrativa do Estado).

 Legalidade

Correlação compulsória entre os atos administrativos


e as leis produzidas pelo próprio Estado.
Estado de Direito – Estado que tem uma organização
política e que obedece às suas próprias leis.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

OBS.: O legislador desconfiava que o administrador


não respeitaria tal princípio. Diante disso, a CRFB
foi bastante redundante.

A legalidade deve ser entendida sob dois enfoques:

 Particular – Pode tudo, exceto o que estiver vedado


na lei.
 Administrador – Só pode o que estiver
expressamente autorizado pela lei. Não é dado o
direito de criar regras (Subordinação total à norma).
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Impessoalidade

Tratamento dos administrados deve ser:

 Sem discriminações;
 Sem proporcionar situações benéficas nem
favoritismos;
 Simpatias ou animosidades pessoais, políticas ou
ideológicas não podem interferir na atuação
administrativa.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

OBS: Finalidade – Busca da vontade da lei.


Impessoalidade – ausência de subjetividade.

Conclusão: Finalidade está atrelada à legalidade e


impessoalidade correlata à isonomia.

 Moralidade

Não possui um conceito definido.


Ligação com a idéia de:
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Ética;
 Honestidade;
 Boa-fé; e
 Lealdade.

OBS: Moral comum é diferente de moral


administrativa.

Moral Comum – Conceito popular de certo e errado.


Moral Administrativa – Atos visando à boa
administração.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Exemplo: Nepotismo no Brasil (EC 45/2004) –


Súmula Vinculante n.º 13.

Proibição de nomeação de parentes do nomeante


para cargos em comissão.

Há também a vedação do nepotismo cruzado.

OBS: Agentes políticos estão fora das hipóteses de


proibição.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Publicidade

Dever de dar conhecimento ao titular do poder


(Povo). Além disso, serve como condição de eficácia
dos contratos e atos administrativos. Marca o início
da produção dos efeitos.

A partir da publicidade que se determina o início da


contagem dos prazos.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

A partir da publicidade, torna-se possível o controle,


a fiscalização e o questionamento dos atos e das
contas da Administração.

Exceções à Publicidade:

 Violação da intimidade, vida privada e honra;


 Para proteção da segurança nacional;
 Atos processuais sigilosos. Ex.: Médico investigado
pelo CRM.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Eficiência

Os atos da Administração devem buscar oferecer o


melhor resultado possível para o administrado.
Inclusive na realização de contratos.

Algumas ferramentas foram criadas:

Estabilidade no serviço público – EC 19/1998:


REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Aprovação em concurso público;


 Nomeação em cargo efetivo;
 Atuação por 3 anos e ser aprovado em Avaliação de
Desempenho.

Hipóteses de perda da estabilidade:

 Via processo administrativo;


 Via processo judicial;
 Por reprovação em Avaliação Periódica de
Desempenho.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Gastos com folha de pagamento dos servidores:

LRF (LC 101/2000) determina:

 União – Poderá gastar 50% dos valores arrecadados;


 Estados e Municípios – Poderão gastar 60% dos
valores arrecadados.

Caso os entes federativos ultrapassem os limites de


gastos deverão (Art. 169, CRFB/1988):
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Cargos em comissão e função de confiança;


 Servidores não estáveis de acordo com a necessidade;
 Servidores estáveis (Este terá direito à indenização
equivalente a uma remuneração para cada ano
trabalhado. Além disso, o cargo será extinto.

Atenção!

Esses cinco princípios deverão, obrigatoriamente, ser


observados em todos os atos realizados pela
Administração.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Para facilitar a memorização, vai esta dica (LIMPE):

Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Outros Princípios:

 Isonomia

Tratamento a partir da Igualdade material.

 Contraditório e Ampla Defesa

Contraditório – Através dele se dá ciência do


processo ao servidor. Inicia-se assim a
bilateralidade do processo.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Ampla Defesa – Garante à parte chamada ao processo


a oportunidade de defesa, informando-lhe o prazo
para isso.

Condições para a Ampla Defesa:

 Parte deve ter defesa prévia, antes do provimento


final;
 Parte deve conhecer as possíveis consequências que
podem ocorrer ao final do processo;
 Parte deve conhecer o procedimento;
 Parte deve ter acesso ao processo.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

Razoabilidade e Proporcionalidade

Razoabilidade – Dever de agir com coerência, com


lógica, de forma equilibrada.

Proporcionalidade – Equilíbrio entre os fins e os


meios.

 Questões instigantes:
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Município X precisa urgentemente de um hospital e


de uma escola, mas só conta com recursos
suficientes para a construção de um deles. O
administrador decide fazer o hospital justificando
sua decisão no princípio da razoabilidade. O
Judiciário poderá rever tal decisão?

 Uma passeata de protesto contra a discriminação


racial estava atrapalhando o trânsito de uma das
principais avenidas da cidade. Para reverter a
situação, a polícia utilizou-se de bombas de gás e de
balas de borracha para liberar o trânsito. Houve
violação de algum princípio?
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Continuidade

O Estado tem a obrigação de prestar o serviço público


de forma contínua.

Direito de greve para servidores públicos.

Corte de energia elétrica para servidor inadimplente


(Artigo 6º, §3º, da Lei 8.987/1995):
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO

 Situações de emergência – chuvas torrenciais;


 Por razões de ordens técnicas ou de segurança das
instalações – gato de energia elétrica;
 Por inadimplemento do usuário, considerando o
interesse da coletividade.
VERIFICAÇÃO DO CONTEÚDO MINISTRADO
VCM (ATIVIDADE EM GRUPO)

01 – Defina o que são mecanismos ou sistemas de controle


administrativos.

02 – De acordo com a Teoria da Administração Pública, destaque o que


significa a realização dos fins desejados pelo Estado de forma direta,
concreta ou imediata.

03 – Discorra sobre a questão do nepotismo no Brasil.

04 – Em que consistem os princípios da ampla defesa e do


contraditório? Há requisitos para aquele?

05 – Quais as condições para o corte de energia elétrica? Há exceções


para a decretação de corte mesmo com a ocorrência das condições?
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Formas de Prestação da Atividade Administrativa

Prestação Centralizada – Administração Direta (União,


Estados, Municípios e DF) realizada pelos entes
políticos.

Prestação Descentralizada – Administração Indireta ou


particulares; Pressupõe uma nova pessoa física ou
jurídica.

Prestação Desconcentrada – Deslocamento dentro da


própria pessoa jurídica – criação dos órgãos públicos.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

OBS.: Na descentralização há controle, mas não existe


hierarquia. Já na desconcentração há relação de
hierarquia.

Descentralização Administrativa

 Outorga

Transferência da titularidade e da execução do


serviço.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Transferência apenas mediante lei;


 Transferência possibilitada apenas às Pessoas
Jurídicas de Direito Público (Autarquias e Fundações
Públicas).

 Delegação

Transfere-se apenas a execução dos serviços.

 Formalizada por lei, contrato ou ato administrativo


unilateral;
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Pode ocorrer para Pessoas Jurídicas de Direito


Privado (Empresas Públicas e Sociedades de
Economia Mista);
 Para os particulares (mediante contratos);
 Por concessão e permissão de serviço; e
 Por ato unilateral, para particulares por autorização.

Lei – Pessoas jurídicas de direito privado;


Contrato – Particulares (concessão e permissão);
Ato Unilateral – Particulares (autorização).
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Administração Direta

Relação entre o Estado e seus agentes

 Teoria do Mandato – Entre o Estado e seus agentes


é celebrado um contrato de mandato.

 Teoria sem fundamento;


 Estado não tem como externar sua vontade sem o
agente;
 Quem assinaria pelo Estado?
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Teoria da Representação – Similar à tutela e à


curatela. Tem como característica a representação
de um incapaz.

 Teoria sem fundamento;


 Estado se apresentaria como um incapaz, o que não
condiz com o Estado brasileiro (art. 37, § 6º, da
CRFB).

 Teoria da Imputação ou Teoria do Órgão – Relação


decorrente de imputação legal.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Lei como definidora das relações;


 Vontade do Estado se confunde com a do agente;
 Agente manifesta a própria vontade do Estado;
 Teoria atualmente adotada.

Órgãos Públicos

Distribuição em vários centros especializados em


virtude da grandiosidade administrativa (órgãos
públicos).
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

OBS.: Os órgãos públicos podem fazer parte da


Administração direta ou indireta.

1 – Características dos Órgãos Públicos

 Não possui personalidade jurídica

 Não é sujeito de direito nem de obrigação;


 Responsabilidade do ente administrativo responsável
pelo órgão;
 Não podem celebrar contratos, mas podem geri-los.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Algumas observações:

 Contrato de gestão é admitido para órgãos públicos;


 Órgãos públicos poderão possuir CNPJ;
 Órgão público poderá ir a juízo em caráter
excepcional.

 Questões instigantes

 O que seria um contrato de gestão?


ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Qual a justificativa para o cadastro dos órgãos


públicos?

 Em que situações os órgãos públicos poderão ir a


juízo?

2 – Classificação

 Quanto à posição estatal

 Independentes – estão no comando de cada um dos


poderes.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Autônomos – não têm independência, mas gozam de


autonomia. São subordinados aos independentes.

 Superiores – estão logo abaixo dos autônomos. Têm


poder de decisão mais restrito, não detendo
autonomia ou independência.

 Subalternos – órgãos de mera execução.

 Quanto à Estrutura
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Simples – não possuem outros órgãos agregados a


sua estrutura.

 Compostos – possuem outros órgãos agregados a sua


estrutura. Ex.: postos de saúde e hospitais.

 Quanto à Atuação Funcional

 Singular – Decisões tomadas por um único agente.

 Colegiado – Tomada de decisão de forma colegiada.


ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Administração Indireta

Características comuns a todas as pessoas da


Administração Indireta

 Detentoras de Personalidade jurídica;


 Patrimônio próprio;
 Receita própria;
 Detentoras de autonomia técnica, administrativa e
financeira.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Criação e extinção (art. 37, XIX, CF)

 Lei específica – cria a autarquia;


 Lei específica – autoriza a criação de empresa pública,
sociedade de economia mista e da fundação;
 Lei complementar – definirá as finalidades da fundação.

OBS: A lei específica é uma lei ordinária com a única e


exclusiva finalidade determinada de criação ou
autorização.

OBS: Para as entidades com criação autorizada por lei,


deve-se contar com:
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Registro de Criação:

 Natureza jurídica civil – cartório;


 Natureza jurídica comercial – junta comercial.

OBS: Para os entes criados por lei, sua extinção se dá


por lei; para os de criação autorizada por lei, sua
extinção se dá por autorização legal.

OBS: O rol de finalidades da fundação será


determinado por lei complementar.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Mais características comuns:

 Não têm fins lucrativos – o lucro pode até


acontecer, mas essa não é a finalidade;
 Finalidade específica – será definida na lei de
criação ou autorização;
 Não sofrem relação de subordinação, mas estão
sujeitas a controle e à fiscalização.

O controle é exercido pelo Tribunal de Contas e pela


Supervisão Ministerial (em sua área de atuação).
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Autarquias:

São pessoas jurídicas de direito público. Portanto,


submetem-se ao regime jurídico aplicado ao Estado
(Regime de Fazenda Pública).

 Autarquias corporativas – São os conselhos


profissionais. Ex.: CRO, CRM etc.

 Autarquias em Regime Especial – Possuem


algumas peculiaridades. Ex.: Universidades
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Gozam de autonomia funcional;


 Dirigentes escolhidos pelos membros para cumprir
mandato certo;
 Maior independência em relação ao ente federativo.

OBS.: Autonomia financeira – curiosidades!

OBS.: Agências Reguladoras – Órgãos criados a partir


do regime neoliberal (privatizações) – Órgãos de
fiscalização dos particulares para garantir o
interesse público.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Agência Executiva:

Velhas autarquias ou velhas fundações em que se


tenta recuperá-las. Para isso, são concedidos mais
recursos, mais liberdade e autonomia.

 Plano estratégico de recuperação;


 Assinatura de um contrato de gestão;
 Concessão de maiores garantias.

Críticas doutrinárias ao modelo.


ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Fundações Públicas:

Fundação – Patrimônio atrelado a um fim. Destinação


de bens a uma finalidade.

Fundação Pública – Destinação de patrimônio público


para a criação de uma pessoa jurídica. Ex.: FUNAI;
FUNASA.

 Fundação Pública de Direito Público;


 Fundação Pública de Direito Privado.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Empresas Estatais:

Expressão ampla, dividem-se em empresas públicas e


sociedades de economia mista.

Empresa Pública Soc. De Economia Mista


Capital 100% público Capital Misto (Maioria
público)

Qualquer forma societária Apenas Sociedade Anônima

Ações com competência na Competência da Justiça


Justiça Federal Comum (Estadual).
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

OBS.: Regime Jurídico Híbrido – Parte público e parte


privado.

Podem atuar como prestadoras de serviço público ou


como exploradoras de atividade econômica.

 Prestadoras de serviço público – Regime mais público


que privado;
 Exploradoras de atividade econômica – Regime mais
privado do que público.

OBS.: Não podem visar lucros!


ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

 Seguem regime celetista para seus servidores;


 Não gozam de prerrogativas processuais;
 Seus contratos são civis;
 Não gozam do regime de fazenda pública.

Exceção: Correios – Decisão do STF.

Entes de Cooperação:

Colaboram com o Estado prestando serviços públicos.


Ex.: Sistemas autônomos – SESI; SESC; SENAI etc.
PODERES ADMINISTRATIVOS

São instrumentos concedidos ao Estado para que seja


possível o alcance do interesse público.

 Poder Vinculado – quando a lei não dá margem de


escolha ao agente público;

 Poder Discricionário – quando há margem de


escolha ao agente público nos limites conferidos
pela lei.
PODERES ADMINISTRATIVOS

 Poder Normativo – poder de estabelecer normas


gerais ou abstratas. Não confundir com o Poder
Legislativo.

 Poder Hierárquico – é o poder de estruturação da


Administração.

 Poder Disciplinar – é o poder de estabelecer


punições. Acontece em situações de vínculo
especial entre o Estado e o administrado.
PODERES ADMINISTRATIVOS

 Poder de Polícia – Não confundir polícia


administrativa com polícia judiciária. Não tem nada
a ver com crimes. É o poder de restrição de direitos
e liberdades individuais na busca do atendimento
ao interesse público. Baseia-se na supremacia do
interesse público em face do privado.

Pode ser geral (para todos) ou individual.


ATOS ADMINISTRATIVOS

É uma manifestação de vontade do Estado, que irá


criar, modificar ou extinguir direitos com o objetivo
de realizar o interesse público, sujeito a Regime
Jurídico de Direito Público.

O ato administrativo deve sempre observar a previsão


legal.

Elementos dos Atos Administrativos - COM FI FOR M OB

São elementos essenciais para a validação dos atos


administrativos.
ATOS ADMINISTRATIVOS

Competência:

O sujeito que realiza um ato administrativo deve ser


um agente público competente.

A competência decorre de:

 Previsão legal ou Constitucional.

Características da competência:
ATOS ADMINISTRATIVOS

 Decorre de previsão legal ou Constitucional;


 Irrenunciável;
 Imodificável;
 Inegociável;
 Imprescritível;
 Improrrogável;
 Pode ser delegada ou avocada em situações
excepcionais.

Forma:

Deve atender à forma prevista em lei.


ATOS ADMINISTRATIVOS

Em regra, deverão ser escritos, mas se a lei autorizar a


sua realização de outra forma, poderão ser
praticados de forma diversa. Ex.: gestos do agente
de trânsito.

Motivo:

Entende-se por motivo os fatos e os fundamentos


jurídicos que justificam a prática do ato. Ex.:
Fechamento de uma fábrica poluente. Motivo:
poluição.
ATOS ADMINISTRATIVOS

** Teoria dos Motivos Determinantes:

Uma vez declarado um motivo, a autoridade estará


vinculada a este, tendo que obedecer ao motivo
declarado. Ex.: Administrador que exonera servidor
em cargo de comissão ad nutum.

Exceção: Tredestinação – Mudança de motivo


autorizada.

Objeto:
ATOS ADMINISTRATIVOS

É o resultado prático do ato. Aquilo que o ato faz em


si mesmo.

Finalidade:

Aquilo que se quer com o ato. Deverá ser sempre


uma razão de interesse público.

Se o ato for realizado com outra finalidade que não


seja o interesse público, caracteriza-se o desvio de
finalidade.
ATOS ADMINISTRATIVOS

Quando se tratar de atos vinculados, os elementos do


ato são todos vinculados.

Quando se tratar de atos discricionários, o motivo e o


objeto poderão ser discricionários, desde que o
juízo de valor seja feito dentro dos parâmetros
legais, ou seja, o mérito do ato administrativo seja
discricionário por conveniência + oportunidade.

O Poder Judiciário pode rever qualquer ato


administrativo no que diz respeito ao controle de
legalidade (Leis e princípios).
ATOS ADMINISTRATIVOS

Porém, não pode controlar o mérito do ato


administrativo.

Mérito Administrativo – Juízo de valor; Liberdade


discricionária concedida para os administradores
para realizarem determinados atos administrativos.

Atributos dos Atos Administrativos:

 Presunção de Legitimidade;
 Autoexecutoriedade;
 Imperatividade.
ATOS ADMINISTRATIVOS

Formação dos Atos Administrativos:

Os atos devem ser:

 Perfeito – quando cumpre seu ciclo de formação;


 Válido – quando atende aos requisitos;
 Eficaz – quando está pronto para produzir seus efeitos.

Extinção dos Atos Administrativos:

Pode se dar por:


ATOS ADMINISTRATIVOS

Anulação – retirada do ato em razão de ilegalidade.


O ato ilegal pode ser retirado pela própria
Administração como também pelo Judiciário.

Revogação – retirada do ato em razão de sua


inconveniência.
O ato só poderá ser revogado pela Administração.

Quando houver vício corrigível ou sanável (vícios de


forma e de competência) será possível a
convalidação do ato administrativo.
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA
Histórico

 1ª Fase – Fase de irresponsabilidade do Estado (O


Estado não errava);

 2ª Fase – Responsabilidade Civil com necessidade de


previsão legal expressa;

 3ª Fase – Responsabilidade Civil Subjetiva – Quando se


comprova que o agente agiu com dolo ou culpa;

 4ª Fase – Responsabilidade Subjetiva por Culpa do


Serviço - Necessária a comprovação da má prestação
do serviço;
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

5ª Fase – Responsabilidade Objetiva – Conduta do


agente somada ao dano causado a um particular
mais nexo de causalidade (Vigora no Brasil).

Conduta + Dano + Nexo Causal = Responsabilidade


Objetiva do Estado.

OBS: Caracterizado o dolo ou a culpa do agente, o


Estado pode atuar de forma regressiva contra este
(3ª fase).
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

Responsabilidade Objetiva do Estado

Não depende de comprovação de ilicitude. Basta a


ocorrência dos três elementos: conduta; dano e
nexo causal.

 Por ato ilícito – Princípio da Legalidade;


 Por ato lícito – Princípio da Isonomia (Dano anormal e
específico). Ex: construção de cemitério; viaduto etc.

Excludentes da Responsabilidade do Estado


RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

Situações em que haja ausência de um dos elementos


objetivos. Ocorre quando o dano deriva de caso
fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima.

OBS: O Brasil adota a Teoria do Risco Suscitado. Mas


em determinados casos, esta teoria é ampliada:

 Acidente nuclear;
 Acidente de trânsito – Seguro DPVAT;
 Custódia – Para pessoas e bens; e
 Danos Ambientais a partir de conduta comissiva do
Estado.
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA

Responsabilidade por Obras Públicas

Má Execução da Obra:

 Se a obra estiver sendo executada pelo Estado -


Responsabilidade Objetiva do Estado;

 Obra realizada por um Empreiteiro – Responsabilidade


Subjetiva;

 Omissão da Fiscalização em obras contratadas –


Responsabilidade Subjetiva do Estado.
LICITAÇÕES

Licitações:

Conceito: Procedimento administrativo através do


qual a Administração vai escolher a proposta mais
vantajosa para o interesse público.

Previsão: Art. 37, XXI da CF; Lei 8.666/93.

Finalidades da Licitação:

 Escolha da proposta mais vantajosa;


 Impessoalidade nas contratações;
 Promoção do desenvolvimento nacional.
LICITAÇÕES

OBS: A promoção do desenvolvimento nacional é


possibilitada através da concessão de prazos
diferenciados, à preferência nos desempates etc.

Quem é obrigado a licitar?

 Entes da administração direta;


 Entes da administração indireta;
 Fundos especiais;
 Empresas estatais;
 Demais entes controlados direta ou indiretamente pelo
Poder Público.
LICITAÇÕES

Princípios Específicos da Licitação:

 Vinculação ao Instrumento Convocatório – tudo que for


importante para a licitação deverá estar disposto no
edital. O edital é a “lei” da licitação.
 Julgamento Objetivo – O edital tem que definir de
forma precisa os critérios de seleção.
 Sigilo das Propostas – O sigilo das propostas é
garantido até a abertura dos envelopes em sessão
pública;
 Procedimento Formal – O administrador deve cumprir
os procedimentos previstos em lei. Não pode criar
regras. Questões irrelevantes não deverão ser formais.
LICITAÇÕES

OBS: A única modalidade sem sigilo de propostas é o


leilão.

Competência Legislativa – Privativa da União.

Dispensa e Inexigibilidade de Licitações

Dispensa – Quando a lei diz que não precisa. Não há


discricionariedade para o administrador (art. 17, da
Lei 8.666/93).

Rol Taxativo.
LICITAÇÕES

Pode-se considerar dispensáveis as situações em que


a competição é viável, possibilitando a
discricionariedade do administrador (Art. 24, da
Lei 8.666/93).

Inexigibilidade – Competição inviável (art. 25, da Lei


8.666/93). O rol não é taxativo, sendo meramente
exemplificativo, ou seja, sempre que a competição
for inviável será inexigível.

Requisitos para a Viabilidade da Competição


LICITAÇÕES
 Pressuposto lógico (Pluralidade de fornecedores);
 Pressuposto jurídico (Atender o interesse público);
 Pressuposto fático (Interesse de mercado).

OBS: Faltando qualquer um desses pressupostos, a


licitação se torna inexigível.

Tipos de Licitação

 Menor preço;
 Melhor técnica;
 Melhor técnica e preço;
 Maior lance.
LICITAÇÕES

Intervalo Mínimo – prazo compreendido entre a


publicação edital e a data marcada para a abertura
dos envelopes. Varia de acordo com a modalidade
de licitação.

Comissão para a licitação – Mínimo de três membros,


onde ao menos dois deverão ser servidores efetivos
do órgão.

Modalidades de Licitação:
LICITAÇÕES

 Concorrência; Modalidades em razão


 Tomada de Preço; do valor do contrato.
 Convite;
 Concurso;
 Leilão; e
 Pregão.

Gráfico referente ao Valor do Contrato:


Contratos Convite Tomada de Concorrência
Preço
Obras de De 0 a 150 mil De 150 mil a 1.5 Acima de 1,5
Engenharia milhões milhões
Outros De 0 a 80 mil De 80 mil a 650 Acima de 650 mil
mil
LICITAÇÕES
Concorrência – Modalidade utilizada para licitações
de valores mais altos.

OBS: A concorrência pode ser utilizada em razão do


objeto em algumas hipóteses:

 Imóvel – Aquisição ou alienação de imóveis. Exceção:


Bem imóvel decorrente de decisão judicial ou dação em
pagamento poderá ser através de concorrência ou leilão.

 Concessão de Direito Real de Uso de Bem Público. Ex:


Uma universidade quer ceder um espaço para
interessados em montar um restaurante para atender a
comunidade acadêmica.
LICITAÇÕES

Intervalo Mínimo na concorrência:

 Tipo técnica ou técnica e preço – 45 dias;


 Tipo preço – 30 dias.

Tomada de Preços – Também se utiliza o parâmetro


valor. Participam desta modalidade os licitantes
cadastrados, ou seja, que tenham uma habilitação
prévia.

Observações:
LICITAÇÕES
 Podem ainda participar os interessados que
preencherem os requisitos para o cadastramento até o
terceiro dia anterior à data da abertura dos envelopes.
 Necessário um requerimento com os documentos que
comprovem tal condição.

Intervalo Mínimo na Tomada de Preços:

 Tipo técnica ou técnica e preço – 30 dias;


 Tipo preço – 15 dias.

Convite – Tem como parâmetro o valor. Utilizada em


valores menores.
LICITAÇÕES

Participam dessa modalidade os licitantes convidados


cadastrados ou não. Serão convidados em número
mínimo de três. Caso no mercado só haja dois
(restrição de mercado) ou, tendo sido convidados
três participantes, só dois compareçam, poderá ser
realizada mediante a justificação.

Podem participar, ainda, os licitantes cadastrados que


manifestarem interesse de participar com uma
antecedência de até 24 horas.

Não há edital, mas apenas carta-convite.


LICITAÇÕES

A carta-convite não é publicada em diário oficial, mas


é endereçada aos convidados e afixada no átrio da
repartição.

Os contratos de até 10% do valor do convite podem


contar com dispensa de licitação. Critério
discricionário dos administradores.
As Empresas Estatais têm prorrogado este limite para
até 20%.

Leilão – Modalidade de alienação. Não se compra


nada por leilão.
LICITAÇÕES

Bens Passíveis de Leilão:

 Imóveis – Decorrentes de decisão judicial ou de dação em


pagamento;
 Móveis – Inservíveis e os apreendidos (até o limite de R$
650.000,00.

O leilão é executado pelo leiloeiro.

Intervalo Mínimo – 15 dias.


LICITAÇÕES
Concurso – Trabalho técnico, artístico ou científico,
onde quem ganhar receberá um prêmio ou uma
remuneração.

Intervalo mínimo – 45 dias.

Obs.: A comissão do concurso é uma comissão especial,


podendo ser avaliado por pessoas reconhecidas na
área.

Pregão – Modalidade usada para aquisição. Definido


na lei 10.250/02. Serve para a aquisição de bens e
serviços comuns.
LICITAÇÕES

Bens comuns são aqueles que podem ser conceituados


de forma usual no edital. Ex.: lápis, caneta, papel etc.

Intervalo mínimo – 8 dias úteis.

Obs.: Realizada sempre no tipo menor preço pelo


pregoeiro, com o auxílio de uma equipe de apoio.

Obs.: O procedimento do pregão é invertido. Ele pode,


ainda, ser realizado de forma presencial ou eletrônico
(virtual).
LICITAÇÕES

Procedimento Licitatório (Modalidades: Concorrência,


Tomada de Preços e Convite)

É realizado em duas fases: Fase Interna e Fase Externa.

 Fase Interna

 Capa – Autuação de um processo;


 Primeira folha – Identificação da necessidade;
 Reserva de Recurso Orçamentário;
 Nomeação da Comissão;
 Elaboração do Edital;
LICITAÇÕES
 Parecer Jurídico do Edital – Geralmente dado pela
Procuradoria;
 Autorização formal – Deflagração do certame.

 Fase Externa:

 Publicação do Edital

A Administração não pode estabelecer a compra do


edital como condição de participação.

Fica o edital sujeito à impugnação por qualquer


cidadão em até cinco dias úteis antes da abertura dos
envelopes.
LICITAÇÕES

O licitante poderá requerer a impugnação da licitação


em até dois dias úteis da data da abertura dos
envelopes.

Junto ao edital deverá ir em anexo a minuta do


contrato. O licitante, ao impugnar, deverá questionar
todos os pontos do contrato.

A impugnação não tem natureza de recurso e, além


disso, não tem efeito suspensivo. O processo não irá
parar.
LICITAÇÕES

A alteração só poderá ser realizada no momento em


que houver impugnação. As alterações são possíveis
através do aditamento.

Caso haja mudanças nas obrigações do edital, dever-se-


á reabrir o prazo de intervalo mínimo.

Caso o licitante chegue atrasado, mas a comissão


estiver ainda recebendo os envelopes, poderão ser
aceitos os envelopes com atraso.

Todos os envelopes deverão ser rubricados por todos


os membros da comissão e demais licitantes.
LICITAÇÕES

Habilitação (8 dias úteis para recurso)

 Jurídica;
 Técnica;
 Econômica;
 Fiscal;
 Ausência de exploração de menores.

Classificação e Julgamento

Analisam-se as propostas e as formalidades. Verifica-se


se o preço está compatível com o mercado.
LICITAÇÕES

Logo após, ordenam-se os licitantes na ordem de


classificação.

Se nenhum licitante for habilitado ou classificado –


Licitação fracassada.

Homologação

Confirmação da autoridade que nomeou a comissão –


Ratificação da regularidade do processo.

Adjudicação
LICITAÇÕES
Resultado Oficial – Dar ao licitante o status de
vencedor.

A empresa vencedora não tem direito à assinatura do


contrato. Terá apenas mera expectativa de direito.

Obs: A empresa vencedora estará obrigada a assinar o


contrato nos 60 dias seguintes a contar da data de
entrega dos envelopes, desde que o edital não
indique outro prazo. Se a empresa desistir, aplicam-
se as penalidades. Daí, chama o 2º colocado para
assinar o contrato nos valores da proposta do 1º, mas
sem previsão de penalidades em caso de recusa.

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