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 Qualidades do Orixá Esu

Exu Oro
Exu Oro é o responsável pela transmissão do poder através da fala. Ele é quem
dá para os sacerdotes e sacerdotisas o poder de acionar as forças espirituais
através das evocações sagradas: preces , encantações , cânticos . Existem
algumas palavras de grande axé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes
não se conhece a tradução. Elas funcionam como códigos para abrir certos
portais do mundo Invisível (ORUN), acionando o poder para transformar nossas
vidas. Somente Exu Oro conhece estes segredos, e somente ele pode dar a
autorização necessária para entrarmos nestes mistérios.

Oriki : Exu Oro ma ni ko. Exu Oro ma ja ko. Exu Oro Tohun tire site. Exu
Oro Ohun Otohun ni ima wa kiri. Axé
Tradução; O Divino Mensageiro do Poder da Palavra causa confronto. Divino
Mensageiro do Poder da Palavra não me cause confronto. O Divino Mensageiro
do Poder da Palavra tem a voz do poder. O Divino Mensageiro do Poder da
Palavra tem uma voz que ressoa por todo o Universo.
Que assim seja (axé).

Exu Opin
É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local como
sagrado. É ele quem faz a demarcação dos limites que separam o espaço
sacralizado do espaço comum. Fazem-se uma construção qualquer e nela
queremos instalar os nossos assentamentos de Orixás, além de evocar o exu do
nosso caminho pessoal será necessário pedir a Exu Opin que aceite uma
oferenda para consagrar o lugar. A partir daquele local deve passar a ser usado
exclusivamente para fins religiosos, e deve haver uma separação bem nítida
entre este espaço e o espaço livre para a circulação.

No caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é


aconselhável colocá-lo sobre uma esteira e, se possível cercar em volta com uma
outra esteira. Sempre pedindo a exu Opin para sacratizar o ambiente, não
importa a localização ou tamanho. Isto é válido, também, para os ambientes
ritualísticos estabelecidos ao ar livre.

Exú GOGO
Este caminho de Exu *Divino Executor*. É conhecido também como o Exu
responsável peta recompensa divina a todos os atos dos seres humanos (e
também dos seres espirituais). Exu Gogó conhece todas as nossas reencarnações
estende sua ação através destes diversos ciclos encarnatórios. Aquilo que
costumamos chamar lei do retomo é exatamente a função do exú Gogó fazer este
retorno acontecer: O bem recompensado com o bem; o mal recompensado com o
mal. Dentro destas atribuições de cobrança espiritual e material encontra-se
sempre a chance de todos se arrependerem, pagarem por seus erros e tomarem
um outro ritmo de vida. Quando isto não acontece numa vida, poderá ser
resgatado numa próxima encarnação.

Oriki:
EXÚ GOG Ó O, ORI MI MA JE NKO O. EX Ú GOGO O, OR Í MA JE
NKO O. EB LOWO RE GOGO? O OKAN LOWO EX Ú GOG Ó BABA
AWO. AXÉ.
Tradução:
Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o pleno
caminho. Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o reto
caminho. Quanto tu estas pedindo para o Divino Mensageiro do Pleno
Pagamento? O Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, o Pai do Mistério, está
pedindo por um centavo. Que assim seja.

Exú WARA
Ele é o exú que controla os relacionamentos Interpessoais. Ou seja: amizade,
sociedade de negados, casamento, companheirismo de trabalho, vinculo familiar,
fraternidade religiosa... Enfim, todos os tipos de relacionamentos só possuem
um estado de plena compreensão, harmonia e verdadeira colaboração quando
aprovados por EXÚ WARA.
Sempre que se planeja estabelecer um novo vinculo é aconselhável consular Exú
Wara e, de preferência, fazer-lhe uma oferenda de apaziguamento, para que tudo
possa ocorrer sempre na mais perfeita ordem, sem possibilidades de atrito,
confusão, mal-entendidos, etc...

Oriki de Exu WARA:


EXÚ WARA NA WA O. EXÚ WARA O. EXÚ WARA NA WA KO MI O,
EXÚ WARA O. BA MI WA IYAWO O, EXÚ WARA O. MA JE ORI MI O
BAJE O, EX Ú WARA O. ME JE ILE MI O DARU. EXÚ WARA O, AXÉ.
Tradução: Divino Mensageiro dos Relacionamentos Pessoais traga a boa
fortuna. Divino Mensageiro dos relacionamentos pessoais. Divino Mensageiro
dos Relacionamentos Pessoais.

AS QUALIDADES MAIS CONHECIDAS SÃO:

Exú Elegbára = senhor do poder


Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente – água +
terra
Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)
Exú Obá = rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)

 Qualidades do Orixá Ogun

Como diz Altair T´ogun em seu livro, não existe qualidade de orixá, mas sim
diferentes meios de cultuá-lo baseado em cultura advinda de várias cidades
africanas diferentes, porém a partir de hoje estarei escrevendo sobre suas
qualidades e começarei com o Orixá Ogun.
- Ògún Meje - É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ògún completo, velho
solteirão rabujento.

- Ôgúnjá - é um Ògún, como indica seu nome, particularmente combativo.


Amigo do cachorro que lhe é consagrado é como ele um protetor seguro. Mas
tem temperamento rabugento, solitário, veste-se de verde escuro e usa contas
verdes..Dizem que acompanha Ogúnté.

- Ògún Ajàká - é o "verdadeiro Ògún guerreiro", sanguinririo, que em princípio


se veste de vermelho. Teria sido rei de Òyó e irmão de Sàngó. Ajàká é um tipo
particularmente agressivo de Ògún, um militar acostumado a dar ordens e a ser
obedecido, seco e voluntarioso, irascível e prepotente.

- Ògún Xoroke - usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo do


colar de Esú, seu irmão e amigo íntimo. "Xoroke é um Ògún que tende a
confundir-se com Esú, agitado, instável, suscetível e manhoso.

- Ogun Meme - veste-se igualmente de verde e usa contas verdes, como Ogunjá,
mas de uma tonalidade diferente.

Ògún Wori - (Warri, ou wori: Yorübá) - é um Ògún perigoso, dado da


feitiçaria, ligado ao màriwò, aos antepassados.; Tem temperamento difícil,
suscetível, autoritário o espírito dogmático.

Ògún Lebede (Alagbede) - é o Ògún dos ferreiros, marido de Yémánjá Ogúnté


e pai de Ògún Akoro. Representam um tipo mais velho de Ògún, trabalhadores
conscienciosos, severos, que “não brincam em serviço”, ciente de seus deveres
como de seus direitos, exigente e rabujento.

Ògún Akoró - é o irmão de Òsòsi, ligado a floresta, qualidade benéfica de Ògún


invocada no pàdé. Filho de Ogúnté, Akoró é um tipo de Ògún jovem e dinâmico,
entusiasta, era preendedor, cheio de iniciativa, protetor seguro, amigo fiel, e
muito ligado a mãe.

Ògún Oniré - é o título do filho do Ògún que reinou sobre Iré, o dono de Iré,
primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um Ògún antigo que desapareceu debaixo
da terra. Usa também contas verdes. Guerreiro impulsivo é o cortador de
cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente,
arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente.

Ògún Olode - é o Ògún dos caçadores, originário de Kétu. Não come galo por
ser um animal doméstico. Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos
caminhos, e é um guia seguro. Seu temperamento solitário assemelha ao de
Òsòsi.

Igbo - é outro

Ògún Popo – seria o nome de Ògun quando foi a terra dos jeje, é um tipo
fanático.
 Qualidades do Orixá Odé

Filho de YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ é o deus da caça e vive nas florestas, onde


moram os espíritos dos antepassados. Tem a virtude de dominar os espíritos da
floresta.
Na África era a principal divindade de ILOBU, onde era conhecido pelo nome
de YRINLÉ ou INLÉ, um valente caçador de elefantes. Conduziu seu povo de
ILOBU a guerra e os ensinou a arte de guerrear, permanecendo até hoje nesta
cidade.
Ocupa um lugar de destaque nos Candomblés em Salvador, isto porque é o
patrono de todos os terreiros tradicionais.
ÒXÓÒSÌ é o único Òrixá que entra na mata da morte, joga sobre si uns pós-
sagrados, avermelhados, chamados AROLÉ, que passou a ser um de seus dotes.
Este pó o torna imune à morte e aos EGUNS.
Sendo ele um rei, carrega o EYRUQUERE (espanta moscas) que só era usado
pelos reis africanos, pendurado no saiote.
Come com ÈXÙ e mora do lado esquerdo, onde está situado toda a sua força.
Ele é um EBORÁ da esquerda. Cura-se e raspa-se pelo lado esquerdo. OLODÉ
é o ÈXÙ de ÒXÓÒSÌ e come pelo lado esquerdo.
 QUALIDADES

YBUALAMO

É velho e caçador. Come nas águas mais profundas. Conta um mito que
YBUALAMO é o verdadeiro pai de LOGUNEDE. Apaixonado por ÒXÚN e
vendo-a no fundo do rio, ele atirou-se nas águas mais profundas em busca do seu
amor.
Sua vestimenta é azul celeste, como suas contas. Come com OMOLU
AZOANI. Usa um capacete feito de palha da costa e um saiote de palha.

INLE

É o filho querido de OXOGUIAN e YEMONJA. Veste-se de branco em


homenagem a seu pai. Usa chapéu com plumas brancas e azuis claro. É tão
amado que OXOGUIAN usa em suas contas um azul claro de seu filho. Come
com seu pai e sua mãe (todos os bichos) e tem fundamento com ÒGÚNJÁ.

DANA DANA

Tem fundamento com ÈXÙ, ÒSÓNYÍN. ÒXÙMÀRÈ e OYA. É ele o Òrixá


que entra na mata da morte e sai sem temer EGUN e a própria morte. Veste azul
claro.

AKUERERAN

Tem fundamento com ÒXÙMÀRÈ e ÒSÓNYÍN. Muitas de suas comidas são


oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura. Ele mora nas profundezas das matas.
Veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Suas contas são azul claro. Seus bichos
são: pavão, papagaio e arara, tiram-se as penas e se solta o bicho.

OTYN

Guerreiro e muito parecido com seu irmão ÒGÚN, vive na companhia dele,
caçando e lutando. É muito manhoso e não tem caráter fácil. Muito valente este
sempre pronto a sacar sua arma quando provocado. Não leva desaforos e castiga
seus filhos quando desobedecido. Usa azul claro e o vermelho, conta azul, leva
capangas, roupas de couro de leopardo e bode. Tem que se dar comida a ÒGÚN.

MUTALAMBO

Tem fundamento com ÈXÙ.

GONGOBILA

É um ÒXÓÒSÌ jovem. Tem fundamento com ÒÒXÀÀLÀ e ÒXÚN.

KOIFÉ

Não se faz no Brasil e na África, pois, muitos de seus fundamentos estão


extintos. Seus eleitos ficam um ano recolhidos, tomando todos os dias o banho
das folhas. Veste vermelho, leva na mão uma espada e uma lança. Come com
ÒSÓNYÍN e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas são
azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa um capacete que lhe cobre todo o
rosto. Assenta-se KOIFÉ e faz-se YBO, YNLÉ ou ÒXÚN KARÉ; trinta dias
após, faz-se toda a matança.

AROLÉ

Propicia a caça abundante. É invocado no PADE. É um dos mais belos tipos de


ÒXÓÒSÌ. Um verdadeiro rei de KÉTU. As pessoas dele são muito antipáticas.
Jovem e romântico, gosta de namorar, vive mirando-se nas águas, apreciando
sua beleza. Come com ÒGÚN e ÒXÚN. Veste azul claro, aprecia a carne de
veado e é ágil na arte de caçar.

ODE KARE

É ligado as águas e a ÒXÚN, porém os dois não se dão bem, pois, exercem as
mesmas forças e funções. Come com ÒXÚN e ÒÒXÀÀLÀ. Usa azul e um
BANTÉ dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador
mora sempre perto das fontes.

ODÉ WAWA

Vem da origem dos Òrixás caçadores. Veste-se de azul e branco, usa arco e
flecha e os chifres do touro selvagem. Come com ÒÒXÀÀLÀ e XÀNGÓ, pois,
dizem que ele fez sua morada debaixo da gameleira. Está extinto, assenta-se ele
e faz-se AIRÁ ou ÒXÚN KARÉ.
ODÉ WALÈ

É velho e usa contas azuis escuro. É considerado como rei na África, pois, seu
culto é ligado, diretamente, a pantera. É muito severo, austero, solteirão e não
gosta das mulheres, pois, as acha chatas, falam demais, são vaidosas e fracas.
Come com ÈXÙ e ÒGÚN.

ODÉ OSEEWE OU YGBO

É o senhor da floresta, ligado as folhas e a ÒSÓNYÍN, com quem vive nas


matas. Veste azul claro e usa capacete quase tampando o seu rosto.

SUAS ERVAS:
- João borandi, São Gonçalinho, espinho cheiroso, alecrim do campo, maminha
de vaca, abre caminho, alfavaca, saião, ingá, acácia jurema, alecrim caboclo,
arruda miuda, bredo de Santo Antonio caiçara, erva curraleira, aperta ruão,
groselha (folhas) , pitanga, rabo de tatu, patchulim ( folhas ) e língua de vaca.

LENDA
Conta-se que um grande caçador entrou na mata com seu filho, LOGUNEDE,
ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha, Após inúmeras
caçadas, LOGUN sentou-se embaixo de uma árvore para descansar.

Nessa árvore pousou um pássaro e ÒXÓÒSÌ preparou sua arma e atirou.


Acertou em cheio pássaro e, também, uma colméia de abelhas. Elas foram cair
justamente sobre a cabeça de LOGUNEDE, que sem ter como se defender foi
picado. ÒXÓÒSÌ vendo o desespero do filho correu a acudi-lo, sendo mordidas
várias vezes. Conseguindo fugir, deitou seu filho em folhas frescas e, sem saber
o que fazer pôs-se a chorar.

Eis que o Òrixá OMOLÚ vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de


LOGUNEDE, pois, a criança estava morrendo. OMOLÚ tirou de sua capanga
água de cana e gengibre, pilou e aplicou sobre os ferimentos, aliviando as dores.
Após isto, fez o mesmo com ÒXÓÒSÌ, curando-o completamente.

ÒXÓÒSÌ então lhe disse: Senhor dos aflitos ponho o meu reino a seus pés e toda
a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos. OMOLÚ
agradeceu e seguiu seu caminho. Então ÒXÓÒSÌ jurou que nunca mais comeria
o mel, pois, o mel o faria lembrar todo o sofrimento seu e de seu filho. Por isso
ÒXÓÒSÌ não leva mel e LOGUNEDE é lavado com açúcar mascavo e gengibre.
Toda pessoa de LOGUN tem que assentar AZOANI. Tem que ter um pedaço de
colméia para quando LOGUN chegar, depois se enrola num murim e joga-se no
rio. Também é proibido aos filhos de LOGUN comerem palmito, fígado de boi e
caças.

Parece que existe, para cada òrìsà que conhecemos, uma “qualidade” que é logo
citada por alguém, mas, como costumo dizer aos meus amigos, para mim só
existem qualidades é de sabonete, sabão em pó, margarina; mesmo assim, se
formos investigar a fundo veremos que em sua maioria pertencem à mesma
indústria, mudando tão somente o nome fantasia, não passando de maquiagem
os seus nomes. Tomo primeiramente como exemplo Òsóòsì, onde temos
algumas “qualidades” como:

Ode Inlè: É outro òrìsà ode cujo culto original se perdeu no tempo e como no
caso de alguns outros òrìsà, acabou “virando qualidade a mais, de Òsóòsì”.

Ode Ofà: Não é qualidade, significa, “o arco e a flecha do caçador, sendo de


Òsóòsì o seu principal apetrecho”.

Ode táfà-táfà: O caçador arqueiro, aquele que exímio atirador de flechas, é


predicado que se diz de Òsóòsì.

Ode Dáná-dáná: Literalmente, o caçador acendeu o fogo; quando termina a sua


caçada ele acende o fogo para cozinhá-la e preparar sua refeição.

Ode Erìnlè: É também um outro òrìsà ode, que, a exemplo de Inlè, cujo culto
também caiu no obscurantismo, acabando por tornar-se “qualidade de Òsóòsì”.

Ode Akúeran: ( Ode ókúeran ); O caçador, aquele que mata animal (a caça), é o
que faz todo caçador.

Ode tókúeran: O caçador é quem mata a caça, diz-se da atuação do caçador.

Ode Otókan sósó: Não é qualidade, é um oríkì que significa o caçador que só
tem uma flecha . Ele não precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o
alvo.
Título que Òsóòsì recebeu ao matar o pássaro de Ìyámi Eléye. Não fazendo parte
do rol dos caçadores que possuíam várias flechas, Òsóòsì era aquele que só tinha
uma flecha.
Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuíam, mas, Òsóòsì
com apenas uma flecha foi o único que acertou o pássaro de Ìyámi, ferindo-o
com um tiro certeiro no peito.
Por essa razão é que ele não recebe mel, pois o mel é um dos elementos
fabricado pelas abelhas, que são tidas como animais pertencentes a Òsún, mas,
também as Ìyámi Eléye.
Então, é èèwò (proibição) para Òsóòsì. Por essa razão também, é que se dá para
Òsóòsì o peito inteiro das aves, como reminiscência desse ìtàn.
 Qualidades do Orixá Sango

Suas cores são o vermelho e branco


Sua saudação é: Kawó kabiyèsílé! - Venham ver o Rei descer sobre a terra!
Em sua dança, o alujá, Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que a
cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa)
imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra.
 QUALIDADES

1) Dadá
2) Afonjá
3) Lubé
4) Ogodo
5) Koso
6) Jakuta
7) Aganju
8) Baru
9) Oloroke
10) Airá Intile
11) Airá Igbonam
12) Airá Mofe ou Adjaos
XANGO: AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU;
ALAFIM

Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmão, Aganju um
dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà
composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos,
sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais
vermelhos, e seriam originários da região de Savê.
 Qualidades do Orixá Obalúaiyé
 É o rei da terra,
Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho
esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó.

Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncios escutem; hora da devoção.


Sua vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a
"palha da costa", elemento de grande significado ritualístico, principalmente em
ritos ligados à morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar
oculto.

Compostos de duas partes o “Filá” e o “Azé", a primeira parte, a de cima que


cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de
palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé, seu asó-ìko (roupa de
palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em
outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça,
também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do
renascimento.

Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente


carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e
ligação com a morte.
Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer; ou ainda
aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas,
seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas
aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.

Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação;
carneiro, peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido
como filho de Nànà, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é
bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de
conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao
território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos
nagôs. Em alguns lugares se misturam em outros são deuses distintos,
confundido até com Nànà Buruku; Omolu em keto e Abeokutá.

Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê


segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko
Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três
personagens superpostos, também em Fita próximo de Pahougnan, território
Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo
tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).
 QUALIDADES

Jagun Agbagba (ligação com Oyá)


Omolu
Obàluáyê
Soponna/Sapata/Sakpatá
Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante, infeccioso
Savalu/Sapekó (ligação com Nana)
Dasa
Arinwarun (wariwaru) título de xapanan
Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare)
Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá)
Posun/Posuru
Agoro
Tetu/Etetu
Topodun
Paru
Arawe/Arapaná (ligação com oyá)
Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian)
Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain)
Ahoye
Aruaje
Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén).

 Qualidades do Orixá Obá

Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire (Obá xirê)


 QUALIDADES

1) Obá Gideo
2) Obá Rewá

 Qualidades de Oxun

Òsun, divindade feminina por excelência, é a filha predileta de Òsàlá e de


Yemánjá. Alguns dão Òsun por fruto de uma relação ilícita de Yémánjá com Ifá,
mas ela também aparece, como outras versões míticas, como mulher deste
último; ela está relacionada como a dona do jogo divinatório.

Os mitos mostram-nos Òsun casada com Òsòsi e mãe de Logun Edé; às vezes
ela cria Yasan, outras vezes, na qualidade de co-esposa de Òsòsi com Yasan, ela
cria os filhos que esta última abandona. Òsun, mulher volúvel, engana Osòsi
com Sàngó, razão pela qual, desgostoso, o deus da caça resolve ir viver sozinho
na floresta. Ela seduz Omolu, deixando-o perdidamente apaixonado, e obtém
dele que afaste a peste do reino de Sàngó. Mas Òsun é unanimemente
considerada como a esposa de Sàngó que por ela apaixonou-se, o como rival de
Yasan e de Obá com as quais disputa os favores, do senhor do trovão.

Òsun divindade das águas doces e do rio Òsun no país ijèsà, é ligada à família
real de Osogbo. Foi trazida pelos escravos Ijès, e é considerada como Orisá
dessa nação; òsun é a deusa dos rios, fontes e regatos, das águas que nascem da
terra.

Não é uma divindade das águas salgadas, embora receba em dezembro um


presente no mar, juntamente com Yémánjá. Òsun é essencialmente a divindade
dás mulheres, e preside às funções fisiológicas femininas, à menstruação, à
gravidez, ao parto. Pode castigar suas filhas provocando-lhes hemorragias, ou
tirando-lhes a menstruação antes do tempo. Òsun “olo kiki” “(dona do ekódíde),
transformou o sangue da governanta de Òsàlá em ekódíde, pena do papagaio da
Costa cuja cor vermelha é associada ao sangue menstrual e que evoca a idéia do
nascimento, da fecundidade e da riqueza.

Òsun, divindade da gestação e do nascimento desempenha, pois importante


função nos ritos de iniciação. Ela orna as crianças, e foi ela quem criou os filhos
do Yasan”.

"IYA MI TI TO SO OKU DE À IY É” - (ela transforma a morte em vida)


“ODI ONA KU ITA Ò RUN” - (ela fecha o caminho da morte)

Òsun também é uma mulher-menina que brinca de boneca. Sua relação com a
maternidade exprime-se através de sua associação com o peixe, como no caso do
Yémánjá; ela é representada sob a forma de uma sereia que é levada em
procissão no dia do ipété, ou às vezes na forma de um peixe, símbolo da
fecundidade e da fartura. Seu abèbé é geralmente enfeitado de um pequeno peixe
ou de uma sereia. Generosa, nada recusa, e nunca se enfurece, o que pode
acontecer com Yémánjá.

Fecundidade e fertilidade significam por extensão abundância e fartura, òsun é a


divindade da riqueza. "A WURA OLU" (a dona do ouro) O pássaro de òsun,
segundo me informaram, é o ADÀBÁ tipo de pombo de olhos vermelhos.

Por outro lado, òsun desempenha importante papel no jogo de búzios, pois ela é
quem formula as perguntas às quais Esu responde.
Em outros terreiros pode ser assentada junto com Sàngó. Seu assento é uma
sopeira de louça tampada com desenhos amarelados de tonalidade clara
contendo seus otá, seixos redondos de cor também amarelada, e sua ferramenta,
geralmente um pequeno abèbe de latão, imersos no mel. O peji é enfeitado de
bonecas, de flores e frascos de perfume; òsun é representada sob a forma de uma
sereia que sai em solene procissão numa charola, no dia do Ipétè de òsun.

O dia do òyè de òsun é sábado, dia das águas; oferecem-lhe nesta ocasião
omolukum, ovos cozidos, arroz, o ègbo de milho de Òsàlá. Nos dias da
obrigação, ela pode receber uma cabra de cor amarelada; os animais de dois pés
que acompanham são geralmente pombas ou galinhas. Mas, òsun aprecia
igualmente pato e conquém. Suas comidas secas são as já citadadas omolukum,
ipété, adun, isu, feijão preto, milho com coco, èkó, alua.

O ovo, sobretudo é consagrado a òsun, pela cor amarelo dourado de sua gema e
por representar a gestação. Òsun adora o mel, doce como ela. Òsun; como era de
se prever, não suporta o carneiro, e os filhos de Òsun não podem por esta razão
assistir ao sacrifício na festa de Sàngó. Quiabo e mamão são proibidos.

Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é


a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode
vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por
exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita
seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma
sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.

O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas
(ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem
afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá,
por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando
graciosamente a saia.

O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado
pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún
também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje
do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio,
penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma
filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar
Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.

Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:

- ÒSUN ABALU (Agba ilu) é uma velha òsun, a mais idosa de todas, e chefe
das mulheres. Maternal avó amorosa é uma mulher que tem numerosos filhos e
netos. Mas é bastante severa e autoritária. Usa azul claro. E abèbé

- ÒSUN IJIMU (ou Ajímu, ou Jimu) é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de
azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e seus colares são feitos de contas de
cristal amarelo escuro. Representa um tipo semelhante a Abalu, mas talvez mais
meiga.

- IYA OMI é a òsun saudada no siré, também idosa. É aquela que faz as
perguntas a Esu no jogo divinatório de Ifá.

- ÒSUN ABOTO é uma òsun muito jovem e vaidosa, que usa colares de contas
de louça amarelo claro.

- ÒSUN APARÁ seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que
acompanha Ògún (ou Sàngó) vivendo com ele pelas estradas; dança com ele
quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode
vestir-se de cor de rosa.

- ÒSUN AJAGURA, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, casada com
Aganju, rival de Yasan. Representa um tipo semelhante a Apará; Apara parece,
porém mais agressiva, e Ajugura mais orgulhosa.

- YEYE OKE é, provavelmente, a mesma que Yeye Loke, tipo muito guerreiro.

- YEYE PONDÁ (ou òsun Ipondá ) é também uma òsun Guerreira, casada com
Òsòsi Iboalama, mãe de Logun Edé . Yeye Pondá é a verdadeira òsun ijesa que
veio de Ijesa ou de Ipondá Vive no mato com o marido, leva uma espada e
veste-se de amarelo ouro. E desconfiada, astuta, observadora, intuitiva.

- YEYE ODO é a òsun das fontes; talvez seja a mesma que íyá mi Odo ou Iya
Nodo, um tipo Yemánjá.

- YEYE OGA é uma òsun velha e rabugenta.

- YEYE KARÉ é um tipo de òsun mais velha, autoritária é guerreira e


agressiva.

- ÒSUN Ê WUJ Í é uma òsun maternal e generosa, saudada no pàdé.

- YEYE IPETU deve ser Oya Petu.

Como sacrifício aceita

Pepeyé (pata), atéeute (cabra amarela), odá (bode castrado).


Omolokun - feijão fradinho, camarão e ovos cozidos.
ipetè - massa de inhame cozida temperado com cebola e camarão seco
Ariokô - feito com feijão fradinho, galinha e mel (comida na nação de Angola)
Wuado - milho torrado e moído com mel
Moinmoin - parecido com o vatapá

Seja qual for é feita com azeite doce, o dendê é somente para certas qualidades
as quais tem fundamento com os orisás que pegam dendê
Come também ekó, papa de milho, obi, orogbô, ewé, egbó, arroz mel.
Suas filhas não podem comer quiabo, mamão, pombo ou pato.

 Qualidades de Yemonjá

São 16 as qualidades, na realidade não são qualidades, cada uma é um orisá


individual (independente) da outra.

EWO (PROIBIÇÕES):

Azeite de dendê, sal por ser orisá odo ( água doce).


ASDGBA OU SOBA - é a mais velha manca e rabugenta, gosta de fiar seu
cristal, comanda caçadas mais profundas do oceano, afinidade com Nana não se
dá etu. Veste branco ou vestes sem branco.

OGUNTÉ - Pela hierarquia é a Segunda, considerada nova guerreira, dona da


espada, esposa de Ogun ferreiro e mãe de Ogum Akorô e Osossi, veste branco e
azul, em cima do okutá pode levar em vez do abebê, miniatura de um facão.

YA SESSU - Além do assentamento, tem que se assentar Osun e Obaluayê, no


seu assentamento leva corais e 8 conchas brancas, veste branco.

IYAMI ODO - tem aproximação Osum e Yemohjá, água doce sendo muito
feminina e vaidosa.

A OYO - benéfica, muito feminina, saudada na cerimônia do padê, veste branco,


rosa e azul claro.

IYWEA - igual a Ewa não tem ligação com santo nenhum.

IYEMOYO - ligação com Osalá, fundamento está no ori, representa a vida,


pode curar doenças da cabeça.

IYA SUSSURE - ligada à gestação

São sete conhecidas e seus nomes diferem conforme região:

1) Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)


2) Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)
3) Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)
4) Yemoja Tuman/Aynu/Iewa
5) Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)
6) Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)
7) Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

Alimentos:
Ekó, isú, abado min. (arroz), obi, orobô.
Bichos:
(agbo) carneiro, odá (bode castrado), euré, cabara, ajapá, adie.
Coquem não é aconselhada pra qualquer qualidade, toda comida é feita sem sal,
tempero: azeite doce e mel.
 Qualidades de Oxalá

Os deuses da família de Orsalá - Òbatalá.


O Orisá ou Rei do pano branco deveriam ser sem dúvida, os únicos a serem
chamados Orisas sendo os outros deuses chamados por seus próprios nomes, ou,
então sob a denominação mais geral de Ebora para es deuses masculinos o termo
imole empregado abrangeria o conjunto dos deuses yorubanos.

Os Orisas Funfun seriam em número de cento e cinqüenta e quatro, aqui


escreverei sobre algum deles:
ORISÁ OLOFON AJIGÚNA KOARI - aquele que grita quando acorda
(conhecido por nós só pelo nome de Oxalufon)

ORISÁ OGIYAN EWÚLEE JIIGBO - senhor de Ejigbô (conhecido pelo


nome de oxaguiã)

ORISÁ OBANÍJITA

ORISÁ AKIRE OU IKIRE - um valente guerreiro muito rico que transforma


em surdo e mudo a quem negligencia

ORISÁ ETETO OBÁ DUGBE - outro guerreiro, ligado a Orisalá

ORISÁ ALASE OU OLÚOROGBO - salvou o mundo fazendo chover num


período de seca.

ORISÁ OLÓJO, ORISÁ ARÓWU, ORISA ONIKI, ORISÁ, ONÍRINJA

ORISA AJAGEMO - para o qual durante a sua festa anual em edé, dança-se e
representa-se com mímicas, um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último
sai vencedor.

ORINSALA/OBATALÁ - é casado com Yemowo, suas imagens são colocadas


uma do lado da outra e cobertas com traços e pontos desenhados com efum, no
ilésin, local de adoração, dizem que Yemowo foi a única mulher de Orisalá -
Òbatalá um caso excepcional de monogamia entre orisas e eboras

OSALUFÃ (ORISA OLÚ FON)


Orisá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô, a cerimônia
de saudações é de dezesseis em dezesseis dias.

OSOGUIÃ (ORISÁ OGIYAN)


Orisá jovem e guerreiro, cujo templo principal encontra-se em Ejigbô. Tomou o
titulo de ELEEJIGBÔ Rei de Ejigbô uma de suas características e o gosto pelo
inhame pilado chamado lyán, que lhe valeu o apelido de ORISA-JE-IYÁN ou
ORISÁJIYAN. A tradição exige que os habitantes de dois bairros XOLÔ e OKÉ
MAPÔ lutem uns contra os outros a golpes de varas
 Qualidades do Nanã

Obáíyá - é um Òrisà ligado a água, a lama e aos pântanos, é a qualidade de


Naná que usa contas de cristal e veio do país Bariba.

Ajàosi (guardiã da esquerda)- é uma Nàná guerreira e agressiva que veio de If e,


e confunde-se às vezes com Obá. É uma divindade das águas doces, e que se
veste de azul.

Ajàpa (guardiã que mata) - é um Òrisà bastante temido, ligado a lama e a morte,
que veio de Savè . Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios. Ajàpa é
associada às profundezas da terra, aos mistérios da morte e do renascimento.
Destaca-se como enfermeira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos
moribundos. Nela predominam a razão.

Oporá - veio de Kétu, coberta de òsun vermelho. É a mãe de Obalùaiyé, ligada a


terra, temida, agressiva e irascível.

Burúkú (o mal) - também é chamada Olú waiye (senhor da terra), ou Oló wo


(senhor do dinheiro) ou ainda Olusegbe. Este Òrisà veio de Abomey; ligado à
água doce dos pântanos, usa um ibirí azul.

As comidas:

Em geral são iguarias para todas as qualidades. EWOS (proibições) - feijão


vermelho, pimenta vermelha, banana prata, seus ases podem ser azeite doce
ou dendê.

Alimentos:
Adun, ekó , aberem, damboro, obi osi, isu, eguidy (feito na folha da banana
seca).

Aves:
Adie (galinha), etú, pepeye (pata), eyele

Animais:
Eure - ajapa - águia - rã

 Qualidades de Oyá

Foi a única mulher de Sango que o acompanhou em sua fuga para a terra de
Tapa, mas se desencorajou em Ira, sua cidade natal, onde, de acordo com o
ditado "Oyà wole ni ile Ira, Sango wole ni Koso" (Oyà entrou na terra na casa de
Ira, Sango entrou em Koso), ela suicidou-se ao receber a noticia da morte de
Sango. Oya tornou-se a divindade do Rio Níger. Os tornados e tempestades são
as marcas de seu descontentamento.

QUALIDADES:

1) Oyà Biniká
2) Oyà Seno
3) Oyà Abomi
4) Oyà Gunán
5) Oyà Bagán
6) Oyà Onìrá
7) Oyà Kodun
8) Oyà Maganbelle
9) Oyà Yapopo
10) Oyà Onisoni
11) Oyà Bagbure
12) Oyà Tope
13) Oyà Filiaba
14) Oyà Semi
15) Oyà Sinsirá
16) Oyà Sire
17) Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna a terra) se subdividem em:
a) Oyà Gbale Funán
b) Oyà Gbale Fure
c) Oyà Gbale Guere
d) Oyà Gbale Toningbe
e) Oyà Gbale Fakarebo
f) Oyà Gbale De
g) Oyà Gbale Min
h) Oyà Gbale Lario
i) Oyà Gbale Adagangbará

Essas Oyàs estão ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar
as almas errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu, Ogun e
Exú.

YANSA
São nove divindades das nove cabeças, Ya Mesan Oru, oito tem fundamento
com Ogum e Omulú a nona com Esú.

IYA MESAN - mãe nove, espírito meio animal meio mulher, foi esposa de
Osossi e Sangô

OYA PETU -senhora dos ventos, esposa de nagô e amante de osoyin,


fundamento com as árvores e suas folhas, guerreira usa cobre.

OYA ONIRA - guerreira e agressiva, companheira de Osun, dona das estradas,


principalmente com nas encruzilhadas, tem quizila com Ogum.

OYA ODO - simboliza o amor e o sexo, o prazer, fundamento na água.

OYA BAGAN - fundamento com Oçossi

OYA EGUNITA - fundamento com Ogum Wari e Ode

OYA ONISONI - fundamento com Omulú

OYA TOPE - fundamento com Ogum Soroquê

Bichos de yasã
Eure (cabrita), ajapá, Agbô (abo), malú (vaca).

Aves
Adie, etú, pepeyé, eyele

 Qualidades de Osumaré
Dan - corresponde ao nome jeje de Òsumarè e, no Alakétu, constitui uma
qualidade deste último: é a cobra que participou da criação. É uma qualidade
benéfica, ligada a chuva, à fertilidade de abundância; gosta de ovos e de azeite
de dendê. Como tipo humano, é generoso e até perdulário.

Dangbé - é um Òsúmàrè mais velho que seria o pai de Dan; governa os


movimentos dos astros. Menos agitado que Dan, possui uma grande intuição e
pode ser um adivinho esperto.

Becém - dono do terreiro do Bogun, veste-se de branco e leva uma espada.


Becém é um nobre e generoso guerreiro, um tipo ambicioso, combativo de
Òsumare, menos afetado e menos superficial que Dan. Aido Wedo, também é
uma qualidade de Òsúmàrè conhecida no Bogun.

Azaunodor - é o príncipe de branco que reside no baobá, relacionado com os


antepassados; come frutas e "leva tudo de dois".

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