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Nome - __________________ PORTUGUÊS – 10ºA

Data - ____________________

APRECIAÇÃO CRÍTICA

Um texto de apreciação crítica centra-se na apreciação de um livro, de um filme, de uma peça de


teatro, de uma obra de arte, cartoon, etc. Para tal, expõe informação significativa, encadeada
logicamente, sobre o objeto visado (filme, livro, obra de arte, cartoon…) e associa-lhe um
comentário crítico, orientado numa perspetiva positiva ou negativa.

Este tipo de texto poderá ter a seguinte estrutura:

Introdução:

• Apresentação sucinta (breve) e valorativa do objeto (livro, filme …), com recurso a
linguagem expressiva denunciadora da posição pessoal /ponto de vista.

Desenvolvimento:

• Descrição pormenorizada do objeto a apreciar, acompanhada de um comentário crítico


pessoal e registo de sentimentos, emoções suscitadas pelo mesmo. Posicionamento com
apresentação de juízos de valor (argumentos a favor e/ou contra), fundamentados com
exemplos ilustrativos.

Conclusão:

• Síntese final do que foi apresentado e reforço do ponto de vista pessoal (balanço final).

(ver também as páginas 349 e 350 do manual).

CARACTERÍSTICAS DO REGISTO LINGUÍSTICO

• Uso de linguagem valorativa – elogiosa ou depreciativa (adjetivação rica, rigorosa,


expressiva, orações relativas).
• Predomínio de linguagem clara e, geralmente, sem ambiguidades, apesar de poder ser
utilizada a insinuação.
• Discurso na 3ª pessoa.

Exemplos de adjetivos / expressões valorativas


Com valor apreciativo Com valor depreciativo

fascinante, impressionante,
chocante, repetitivo,
magnífico, belo, grandioso,
desagradável, horrível, limitado,
popular, sofisticado, agradável,
vulgar, desajustado,
versátil, interessante, apelativo…
inconveniente, aborrecido….
PORQUE PIRILAMPISCAM OS PIRILAMPOS

Introdução A ciência está ao alcance de todos neste livro


acessível, prático e esclarecedor. Recheado de
- Breve apresentação do factos curiosos e respostas aos mais intrigantes
ivro. fenómenos, será apreciado pelos miúdos e
graúdos que querem saber como funciona o
- Comentário crítico
mundo à sua volta. Uma bela edição, apelativa e
valorativo que demonstra
informativa.
uma opinião positiva
sobre o livro. Porque pirilampiscam os pirilampos, usando de
empréstimo a criativa palavra inventada por Mia
Couto, é uma das curiosidades abordada neste
livro de divulgação química. Para miúdos e
Desenvolvimento graúdos, em linguagem simples e acessível, abordam-se os mais
variados temas da química do dia a dia: dos pirilampos à cozinha,
- informações sobre o
passando pelos plásticos, pelo perfume e pela chuva. Numa viagem plena
livro: público a quem se de desafiantes “porquês”, apresenta-se a química como uma ciência
destina; conteúdo e central. O funcionamento do ozono estratosférico como filtro solar, a
temas abordados. utilização de bioetanol, biodiesel e biogás como possíveis soluções
- comentário crítico energéticas, as indesejáveis dioxinas e furanos, bem como o prometedor
valorativo. grafeno e os novos materiais, são assuntos-matéria-prima para a
construção de perguntas e de alguns trilhos de resposta.
Conclusão A química está por todo o lado e é fascinante saber como são as coisas e
- Breve reflexão sobre a como se transformam umas nas outras. O conhecimento científico abre
temática dominante no livro horizontes e estimula a vida. A química, de entre todas as ciências, é uma
das mais determinantes na evolução da qualidade de vida e uma das mais
e apresentação de
estimulantes para o espírito. Com 38 questões, pistas para lhes responder
argumentos que justificam a
e novas questões que, a propósito, se levantam, tenta fazer-se um pouco
sua leitura.
de luz. Vale a pena espreitar e descobrir porque pirilampiscam os
- apreciação final – apelo à pirilampos… e muitas outras questões luminosas sobre química!
leitura do livro.
http://www.gradiva.pt (consultado em julho de 2014, adaptado)

Introdução
O RAPAZ QUE NÃO SE TINHA QUIETO
- breve apresentação do
conto e indicação do Rita Taborda Duarte escreve para leitores
público a quem se que não se medem aos palmos, nem se
destina. Referência à contam pelos anos. Com ilustrações de Ana
autora e à ilustradora. Ventura, eis um belo conto arquitetado sobre
- comentário crítico com as geometrias da imaginação.
o objetivo de levar o
“Gosto de viajar. Mas não sou um
leitor a prosseguir a
miúdo pequeno, e os meus pais dizem que os
leitura do texto.
gaiatos não se fizeram para andar por aí a
passarinhar de terra em terra como se fossem
Desenvolvimento andorinhas, ou saltimbancos, ou acrobatas,
- Transcrição do início ou arlequins, polichinelos”. Começa assim a
do conto, com a história deste rapaz, e ainda mal o
finalidade de conhecemos já calculamos que fará tudo ao
contrário. A subversão é uma das forças condutoras da escrita de Rita Taborda
apresentar/caracterizar
o seu protagonista.
Duarte (Lisboa, 1973), o que a coloca num lugar à parte na literatura para os
mais novos, livre de fórmulas, modismos e beneplácitos geracionais.
Desenvolvimento
O Rapaz Que Não Se Tinha Quieto (Caminho) vem juntar-se ao
- Informações diversas percurso iniciado com a Verdadeira História de Alice, Prémio Branquinho
sobre a obra literária: da Fonseca/Expresso/Gulbenkian 2003. Construindo uma história com
relação com outras obras vários níveis de leitura, a escritora responde à sua poeticidade imanente, ao
da autora; características humor lúdico e paródico (e mesmo autoparódico), à vocação de
da linguagem, construção experimentar a linguagem como um jogo. À medida que progredimos na
narrativa, irrompe uma arquitetura feita da simbologia dos quatro
da narrativa.
elementos (ar, terra, fogo e água), bem como das formas geométricas da
- comentários valorativos. matéria, que as ilustrações delicadas de Ana Ventura (Lisboa, 1972) vêm
configurar. Ressalta também a musicalidade das frases, como um texto cantado
- Citações textuais que em que as rimas não parecem nem procuradas, nem evitadas: “Conheço uma
comprovam a opinião do torre italiana, com nome de comida, que, em vez de crescer para cima, vai
crítico. subindo lentamente na diagonal. Mas essa é uma torre especial, feita de
pedregulhos mágicos, com saudades da terra de onde foram arrancados. Esses
pedregulhos, saudosos pedregulhos, não desistem nunca de a mirar, desejando
- comentário crítico a ela um dia tornar.”
valorativo sobre a autora Também o rapaz deste conto ambiciona construir uma torre para se
Conclusão
do conto. evadir do mundo onde as pessoas “passam a ver tudo aos quadradinhos e
muitas vezes, quase sempre, ficam também elas quadradas.” O devaneio
- Breve reflexão sobre a não lhe chega, há que deitar mãos à obra: “Dá trabalho, é preciso um dia
temática dominante no livro, atrás de outro dia. É preciso trabalhar com afinco, mas na verdade não
acompanhada de citações tem muito que saber”. Juntando pedras e estrelas, a torre fica pronta e
textuais. iluminada. Mas porque “o homem é o único animal que constrói desejos
sobre os desejos”, também este rapaz, que, entretanto, deixa de o ser, se cansa
- Apreciação final para
da torre de granito e inventa outra coisa. E nesse contínuo movimento, leva-
incentivar a leitura do conto.
nos a nós, leitores, por caminhos singulares. “Um verdadeiro viandante, um
genuíno calcorreador de estradas, deve ser imprudente. Tal como eu”.
Carla Maia de Almeida, LER, junho de 2014
Exemplo de PLANIFICAÇÃO de um texto de APRECIAÇÃO CRÍTICA DE UM LIVRO:
Grelha de planificação

Título

Objetivos do meu texto • Fazer a apreciação crítica do livro…


• Indicar características objetivas do livro.
• Apresentar a minha posição crítica relativamente ao que li.
• Publicar o meu texto no blogue: “Horizontes de Leitura”.
Introdução (um parágrafo)

Apresentação genérica do livro (com referência ao seu autor e público a quem se destina) e breve comentário
crítico do mesmo.
Desenvolvimento (dois ou mais parágrafos)

Secção descritiva - eventual referência a aspetos interessantes da capa e contracapa.

- breve resumo da obra.

Secção de apreciação - referência ao enredo, destacando episódios interessantes.


crítica
(mais extensa do que a
- caracterização das personagens que se destacam.
anterior) - comentário sobre a relação entre as personagens.
- referência a temas abordados na obra e à sua mensagem.
- apresentação /comentário de excertos e/ou frases marcantes.
- apreciação da linguagem utilizada.
-…
Conclusão (um parágrafo)

- Motivos pelos quais vale a pena ler este livro.

Conectores a utilizar Exemplo:


visto que; na verdade; de facto, no entanto; não só… mas também; para
concluir… (ver lista em anexo)
Palavras ou expressões Exemplo:
para
Vocabulário valorativo – apreciativo ou depreciativo.
apreciar criticamente.

GRELHA DE AUTOAVALIAÇÃO DO TEXTO DE APRECIAÇÃO CRÍTICA

Sim Não
1. Dividi o texto em três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão?
2. Na introdução, procedi a uma apresentação geral do livro e fiz um breve comentário crítico
sobre o mesmo?
3. Dividi o Desenvolvimento em duas partes, indicando dados objetivos sobre o livro ( título,
autor, aspetos paratextuais, resumo)e comentei-o criticamente na segunda?
4. Terminei com uma Conclusão na qual aconselho ou desaconselho justificadamente a
leitura do livro?
5. Utilizei conectores apropriados para organizar a informação, para justificar e para concluir
o texto?
6. Utilizei palavras ou expressões de caráter apreciativo/valorativo?
7. Fiz releituras durante a textualização no sentido de detetar incorreções ao nível da
ortografia, da pontuação, da divisão em parágrafos, do limite de parágrafos?
Na elaboração de um texto deves utilizar conectores/marcadores discursivos para
exprimir e articular adequadamente as tuas ideias. Eis alguns exemplos:

(Ver também nas páginas 380 e 381 do manual.)

ATIVIDADE

Escreve uma apreciação crítica do livro que apresentaste oralmente na aula, num
texto entre 180-300 palavras.

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