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àY O livro é dedicado ao capital produtivo de longo prazo, elegendo como promissoras 50


empresas em várias partes do mundo e seus negócios em 6 segmentos:

educação,
entretenimento,
meio ambiente,
segurança pessoal,
biotecnologia,
telecomunicações.

Não se trata, portanto, de um livro voltado para pequenos empreendedores (os que colocam a
"mão na massa" gerenciando o empreendimento) e sim aos médios e grandes investidores que
queiram comprar rentáveis ações de empresas produtivas, no entanto a leitura pode ser útil
aos empreendedores, na medida em que podem nele identificar pistas para novos
empreendimentos.

Lançado em 1997, nos Estados Unidos, o livro, por um lado, pode parecer ultrapassado porque
afirma coisas óbvias demais para os dias de hoje. O que apresenta-se como tendência, hoje
pode ser um paradigma. Muitas das empresas citadas como promissoras já mudaram
substancialmente sua gestão e propriedade através dos processos de globalização da
economia: fusões, incorporações, privatizações etc.

Por outro lado, nada há que desqualifique as previsões e tendências apontadas (nem mesmo a
crise asiática). Em sua grande maioria, as análises e tendências apontadas continuam valendo,
ou porque estão em franco processo de confirmação ou porque ainda permanecem como
tendências dominantes.

EDUCAÇÃO: o autor destaca o software educacional - aliado ao entretenimento - como o


grande negócio beneficiado pela nova atitude dos americanos (sociedade e governo) em
valorizar a educação e em promover a educação baseada em computadores.

Aqui o autor entende que os melhores negócios não estão nas grandes, tipo Microsot e
Nintendo, e sim em pequenas empresas de software - hoje já não tão pequenas e sim grandes
empresas de capital aberto - como:

a Broderbund Software, criada em 1980 por dois irmãos, a qual em 1996 tinha um rendimento
de 186 milhões de dólares;
Scholastic Corporation, uma editora de livros, vídeos e softwares para a educação infantil;
Harcourt General, proprietária de redes de cinema e lojas de departamento e de empresas
produtoras de software de educação e entretenimento;
Informatic Holding, originária de Cingapura e beneficiada pelo governo local e pelo
crescimento da economia asiática antes da avassaladora crise, a empresa cresceu globalmente
através de franquias de suas escolas de informática e outros empreendimentos em educação.
INDÚSTRIA DE ENTRETERIMENTO: são três elementos básicos da superestrada da informação -
conteúdo, distribuição e computação.

A combinação de conteúdo e distribuição - principalmente criação e veiculação de programas


de tv - representa as melhores oportunidades do setor para a próxima década. No entanto o
autor alerta para as possibilidades de fracassos, porque a demanda esperada pode não se
concretizar e a concorrência na oferta pode levar a uma queda abrupta nos preços.

As empresas mais promissoras, segundo Vietia, são:

a America On Line - provedor de Internet;


a Microsot - produção de conteúdos;
a Viacom - produção de programação infantil para a tv e distribuição, proprietária de canais de
tv, distribuidoras e locadoras de vídeo etc.;
a News Corporation - produção e distribuição em tv e cinema;
a Television Broadcast, de Hong Kong, - atuando em produção e distribuição de programas de
tv, principalmente para países asiáticos;
a Berjaya Leisure, da Malásia - com negócios em vários segmentos, como hotelaria, cassinos,
transporte etc.;
a Sony - produção de hardware para vídeo e áudio, assim como na produção de conteúdos
para entretenimento, entre outros segmentos;
a Village Roadshow, australiana - distribuição e produção de filmes, parques climáticos, rádios
FM e centros de lazer.
MEIO AMBIENTE: a valorização do meio ambiente e as leis mais rígidas regulamentando o uso
do meio ambiente pela atividade econômica representam uma faca de dois gumes:
oportunidades para empresas de despoluição e descontaminação ambiental e dificuldades
para a indústria poluidora que é sobrecarregada com impostos, ameaças de extinção e
transferências de suas operações para outros territórios que não o dos países desenvolvidos.

O Programa de Restauração Ambiental do Departamento de Defesa dos Estados Unidos


despendeu, em 1993, 2 bilhões de dólares na contratação de empresas despoluidoras para
recuperação de áreas das bases militares americanas.

O segmento privado americano também recebe muitas verbas e incentivos para operações de
descontaminação ambiental. As empresas que mais tem sido beneficiadas nestas contratações
e, portanto, significando excelentes oportunidades de negócios são as americanas, e outras
empresas não americanas, como:

OHM Corporation - tecnologia e serviços de remoção de resíduos