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O SISTEMA PREVENTIVO DE DOM BOSCO E A EDUCAÇÃO DA FAMÍLIA

DRA. MERCEDES PALET FRITSCHI

Tradução Robert Barbosa Batista

Na obra e na vida de São João Bosco existem muitas orientações e conselhos educativos de
grande relevância psicológica e educativa para uma reflexão sobre uma educação cristã (na
família) que atenda às aspirações e às necessidades e circunstâncias próprias da infância e da
primeira juventude. Mas, além disso, São João Bosco, profundo conhecedor da alma infantil
(especialmente da alma da criança do sexo masculino), propõe muitas indicações que
continuam a ser extraordinariamente válidas, mesmo tendo em conta o tempo em que foram
propostas aos jovens e aos educadores de seu tempo. Para além da atenção às questões da
formação e instrução das crianças e dos jovens e ao seu crescimento psicomoral, os
ensinamentos de São João Bosco em matéria educativa têm um propósito declarado: o de
desenvolver um programa de santidade juvenil. Para São João Bosco - e nisso João Paulo II
parecia segui-lo de maneira muito especial -, "o Senhor ama os jovens de maneira muito
especial.”1 Daquele amor aos jovens tão especial, do qual São João Bosco participou
vivamente, nasce uma série de considerações e advertências que, também pela sua
profundidade psicológica e sabedoria, são também especialmente práticas no âmbito
educativo da família.

Na sua obra O jovem cristão São João Bosco, parte da convicção de que “a salvação do cristão
depende habitualmente dos anos da juventude.”2 Por isso, o máximo esforço educativo e
atenção dos pais, educadores e professores devem concentrar-se nesta primeira fase da vida,
quando as crianças e os jovens "ainda estão a tempo de fazer muitas boas obras.”3 Mas é nas
mesmas condições da infância e da juventude que o santo descobre as duas maiores
circunstâncias de natureza mais psicológica que o demônio costuma aproveitar para afastar os
jovens da virtude. A primeira, a tentação de fazer crer às crianças e aos jovens que a vida

1 JUAN BOSCO, El joven cristiano, Obras fundamentales, BAC, 1995, p. 511.


2 JUAN BOSCO, Ibid., p. 512.
3 JUAN BOSCO, Ibid., p. 511
cristã, a vida de santidade, é uma vida melancólica, desprovida de toda diversão e prazer.4 Por
isso, segundo São João Bosco, o primeiro vínculo que o diabo tende a cuidar das crianças e dos
jovens consiste em colocar-lhes "diante dos olhos a impossibilidade de permanecer no difícil
caminho da virtude" por falta de prazer e diversão.5 E a segunda, que as crianças e os jovens
tendem por natureza a considerar que terão uma vida longa e que, portanto, no futuro,
sempre terão oportunidades para corrigir os erros cometidos hoje. Mas o santo chama essa
tendência de "falsa esperança de longa vida" que, embora seja natural e um sinal da vitalidade
típica da juventude, não deixa de ser usada pelo inimigo da alma (e nos nossos dias mais do
nunca alimentado pela superficialidade da vida mundana) para tentar o jovem com a falsa
esperança de poder adiar indefinidamente o exercício das boas obras.

São João Bosco, sem nunca esquecer que a educação dos jovens é uma tarefa difícil,6
apresenta um estilo de vida alegre e fácil, mas suficiente para que as crianças e os jovens
sejam o consolo dos pais, a honra. da pátria, bons cidadãos da terra e, depois, felizes
habitantes do céu.7

Vejamos agora os pontos fundamentais sobre os quais se baseia este "sistema preventivo"
para verificar que de modo especial eles competem e são muito congruentes com a vida
familiar, especialmente graças ao exemplo de vida e de virtude dos pais.

Para São João Bosco, esta difícil arte de educar centra-se, por um lado, na promoção e no
encorajamento de um conjunto de ações e atitudes de que o jovem necessita para alcançar a
virtude:

1- Conhecimento de Deus

2- Obediência aos pais e educadores

3- Respeito pelos lugares sagrados e pelos ministros do Senhor

4- Leitura espiritual e a Palavra de Deus

5- A devoção a Maria Santíssima 8

Por outro lado, segundo São João Bosco, em evitar e fugir de uma série de circunstâncias e
situações:

1- O ócio

2- Má companhia

3- Conversas ruins, fúteis ou mesquinhas

4 JUAN BOSCO, Ibid., p. 508.


5 JUAN BOSCO, Ibid., p. 524.
6 S. JUAN BOSCO, El sistema preventivo de la educación de la juventud, Obras

fundamentales, BAC, 1995, p. 561.


7 Cf . S. JUAN BOSCO, El joven cristiano, Obras fundamentales, BAC, 1995, p. 509.
8 Cf. S. JUAN BOSCO, Ibid., pp. 510-518 y p. 526.
4- O escândalo9

A promoção e o fomento dessas ações e atitudes tem, originalmente, seu lugar natural e
principalíssimo na família, “Igreja Doméstica”, pois o amor dos pais dispõe e capacita o coração
do filho a acolher o bem e as verdades que seus pais lhe comunicam.10 Para São João Bosco, a
educação se expressa com aquela linguagem do amor que conquista o coração do discípulo e
sobre ele exerce grande influência, permitindo à criança, o aluno, aquele conhecimento
experimental simples e vital com que a criança se alimenta de quem quer que seja ao dizer as
coisas a que se mostra. É um conhecimento que envolve uma união intencional da criança
muito especialmente com os seus pais, mas também com os bons educadores pelos quais,
além disso, está ligada a quem lhe diz o que e como as coisas são e quem, por natureza, tem
lugar próprio de aquisição: a família fundada no casamento indissolúvel entre um homem e
uma mulher.11

***

Na sua obra O jovem cristão, São João Bosco inclui, por fim, alguns conselhos práticos para a
vida concreta e para a vida espiritual das crianças e dos jovens que também são de grande
interesse e revelam, mais uma vez, o profundo conhecimento que o santo teve do muitas
necessidades, mas também da vitalidade e do desejo pelo bem típico da psicologia infanto-
juvenil. As principais virtudes próprias da infância e da primeira juventude são, segundo São
João Bosco, a piedade e a oração, a obediência e a pureza, por um lado; e, por outro lado,
algumas virtudes particulares de temperança e fortaleza que as crianças maiores e os jovens
particularmente precisam para fugir, sobretudo, das tentações do lazer e das más
companhias.12 Essas virtudes são o estudo,13 a modéstia, os exercícios nas artes "mecânicas e
liberais", o trabalho doméstico, as brincadeiras e os exercícios físicos adequados, e também o
jejum para as crianças maiores. E tudo isso sob a orientação e assistência da graça divina,
então, além de corrigir e ordenar inclinações desordenadas e promover e ordenar as boas
desde a mais tenra infância, sobretudo, o que a educação busca é "iluminar o entendimento e

9 Cf. S. JUAN BOSCO, Ibid., pp. 518-522.


10 SANTO TOMÁS DE AQUINO, Suma teológica I-II, q. 28, a. 5, única advertência: Quatro efeitos
imediatos podem ser atribuídos ao amor, a saber: liquefação ou derretimento, sabor, fraqueza e fervor.
[...] Ora, pertence ao amor que o apetite se torne adequado para receber o bem que se ama, como o
amado está no amante, como já foi dito (q.1 a.2). [...] Por outro lado, a liquefação ou derretimento
envolve um amolecimento do coração, o que o torna capaz de penetrar no ente querido.
11 Cf. PALET, M., La familia educadora del ser humano, Scire, Barcelona, 2000, p. 136-137

Neste contexto, merece uma menção especial a insistente atenção que São João Bosco dá à questão do
ócio desordenado e às perigosas consequências que isso acarreta, visto que, sobretudo em relação às
crianças e aos jovens, o entende como o «pai de todos os vícios. " The young Christian, Basic Works,
BAC, 1995, p. 528.
Acima de tudo sobre história e geografia.
12 PIO XI, Divini illius magistri, 44.
13 PIO XI, Divini illius magistri, 45.
fortalecer a vontade com as verdades sobrenaturais e os meios da graça, sem os quais não é
possível dominar as inclinações perversas e alcançar a devida perfeição educativa da Igreja.”14

Por isso, fugindo de todo naturalismo pedagógico que “de alguma forma exclui ou diminui a
formação sobrenatural cristã na instrução dos jovens”; e também fugir de qualquer
modalidade de educação que "se baseie, total ou parcialmente, na negação ou no
esquecimento do pecado original e da graça e, conseqüentemente, unicamente nas forças da
natureza humana.”15 É por esta razão que São João Bosco insiste repetidamente e com
veemência na necessidade de uma recepção frequente dos sacramentos da confissão e da
Eucaristia.

***

O método educativo de São João Bosco se baseia no que ele chama de "sistema preventivo".
Este sistema "consiste em dar a conhecer as prescrições e regulamentos de um instituto e
depois monitorá-los para que os alunos tenham sobre eles o olhar atento do diretor ou dos
assistentes, que como pais amorosos, servem de guia para todas as circunstâncias, dão
aconselhar e corrigir com gentileza, que é como dizer: consiste em colocar os filhos na
impossibilidade de faltar.”16

O “sistema preventivo” da educação infantil consiste, antes de mais, em acompanhar, orientar,


guiar, aconselhar e corrigir crianças e jovens, colocando-os na “impossibilidade de faltar.” É um
sistema que emana principalmente da caridade, que “não se identifica com um movimento
sentimental cheio de bondade, mas depende totalmente da experiência natural da bondade
de Deus.”17 e que "baseia-se inteiramente na razão, na religião e amor; e, portanto, exclui
todas as punições violentas e procura afastar mesmo as leves.”18 Isso não significa que seja um
sistema que não use a correção, porque “não há educação cristã sem correção, assim como
não há caridade sem verdade.”19

Na perspectiva do pai e do educador, chama a atenção aquela chave educativa que São João
Bosco propõe como síntese do seu método preventivo: “colocar os filhos na impossibilidade de
faltar”. Isto só se concebe a partir de uma atitude vigilante que, a partir da experiência do
amor de Deus, «descobre a violência e a força do mal e do pecado e as formas insuspeitadas
como penetra nas almas; o educador zela, vigília, preza pelo bem das almas e não

14 S. JUAN BOSCO, El sistema preventivo de la educación de la juventud, Obras


fundamentales, BAC, 1995, p. 562.
15 AMADO, A., La educación cristiana, Editorial Balmes, 1999, p. 120.
16 S. JUAN BOSCO, Ibid., p. 562.
17 AMADO, A., Ibid., p. 120: “A correção é, por parte de quem tem autoridade, ou do irmão, colocar o

outro na verdade. Conseqüentemente, na educação cristã se fala de correção fraterna, de correção


entre os filhos do mesmo Pai. A correção é movida por e quem não corrige seus filhos os odeia. A
verdadeira correção não deixa o homem só, mas o acompanha na direção da verdade. A caridade como
motivo e propósito da educação cristã não institui um sistema correcional baseado em penalidades e
punições, mas busca forte correção daquele que odeia o mal. "
18 AMADO, A., Ibid., pp. 120-121
19 S. JUAN BOSCO, El sistema preventivo de la educación de la juventud, op. cit., p. 562.
condescende com a iniqüidade.”20 As razões pelas quais São João Bosco entende que o
sistema preventivo é "totalmente preferível" denotam conhecimentos profundos e muito
precisos, que os santos tinham da psicologia infantil, mas, ao mesmo tempo, destacam as
principais atitudes da educação dos filhos no seio da família cristã.

Essas razões são, antes de tudo, leveza infantil. “A razão fundamental [que torna o sistema
preventivo preferível] é a leviandade infantil, pela qual as crianças esquecem facilmente as
regras disciplinares e os castigos com que são sancionadas. É por essa leviandade que, muitas
vezes, a jovem é culpado de uma falta e merece um castigo a que nunca tinha prestado
atenção e da qual não se lembrava na hora de cometer a falta e que certamente teria evitado,
se uma voz amiga o tivesse alertado.”21 É uma leveza infantil que nem (sempre) procura
intencionalmente cometer uma falta, longe disso, o mal. É uma leveza causada sobretudo pela
imaturidade e falta de experiência, típicas da infância, e que rapidamente conduzem à
"inevitável distração e imprudência.”22 São João Bosco viu nesta inexperiência, nesta falta de
organização da vida psíquica, na falta de reflexão e instrução, a causa de que (especialmente)
as crianças abandonadas a si mesmas se deixam arrastar cegamente para a desordem.

Na sociedade e no modo de vida superficial de nossos dias, muitas crianças e jovens estão
expostos a esse “ser deixado por sua própria conta” e nas mãos de elementos que impactam
diretamente na alma da criança, gerando um turbilhão de imagens e percepções perniciosas
na memória das crianças, que dificultam muito a reflexão e a instrução. No seio da família
cristã, pela ação educativa dos pais, pela instrução moral e cristã, se inicia e se promove aquele
debate interior necessário para o discernimento moral das próprias ações e sem o qual aquela
reflexão que não é possível é , com a aquisição ordenada de uma experiência enriquecedora,
permitirá a emissão de um julgamento prudente sobre si mesmo.

Em segundo lugar, por causa da tendência natural da criança para alegria, diversão,
brincadeiras e prazer. São João Bosco não perdeu de vista que “é algo muito difícil fazer os
jovens sentirem prazer na oração. Na sua idade volúvel, tudo o que exige uma grande atenção
mental os torna enfadonhos e também enormemente pesados.”23 Essa tendência infantil de se

20 BRAIDO, P., El sistema educativo de Don Bosco. Prevenir, no reprimir, CCS, Madrid,
2001, p. 220
21 BRAIDO, P., Ibid, p. 221. Para São João Bosco, a vida espiritual, desde a infância, tem um claro caráter

de seriedade. Embora o santo saiba da propensão para brincar e divertir-se das crianças, não as exime
de certas responsabilidades morais de acordo com a idade e por isso adverte seriamente os educadores
e especialmente os confessores das crianças: “Eu acho que as confissões de muitos jovens não podem
ser regidas pelas normas da teologia. Geralmente eles não percebem as faltas cometidas dos oito aos
doze anos; e se um confessor não tenta particularmente sondá-los e questioná-los, eles não
reconsideram sobre ele e siga em frente, construindo assim em um terreno falso ", en BRAIDO, P., El
sistema educativo de Don Bosco. Prevenir, no reprimir, CCS, Madrid, 2001, p. 224, citando São João
Bosco em MB, p. 404 Ed. Esp, p. 347. Na mesma linha de preocupação pelos primórdios da reflexão
espiritual nas crianças, Santo Tomás de Aquino adverte gravemente que "antes de atingir os anos de
discernimento, a falta de idade, que impede o uso da razão, o desculpa (um) do pecado mortal;
portanto, o isentará muito mais do pecado venial se ele cometer algo que o seja devido à sua espécie.
Mas, quando o uso da razão começou, não é desculpável da culpa do pecado venial e mortal. Mas a
primeira coisa que então acontece ao homem é deliberar sobre si mesmo. E se ele se ordenar para o fim
devido, ele alcançará pela graça a remissão do pecado original. Mas se, pelo contrário, ele não se auto-
ordenar a si mesmo no final devido, na medida em que ele seja capaz de discernimento nessa época, ele
pecará mortalmente por não fazer o que está em si mesmo. E a partir de então não haverá pecado
venial sem pecado mortal, a menos que depois tudo seja perdoado por a graça."
22 SANTO TOMÁS DE AQUINO, Suma teológica I-II, q. 89, a. 6, in c.
23 S. JUAN BOSCO, Ibid., Vida de Francisco Besucco, p. 300.
divertir e brincar faz com que uma vida espiritual séria pareça muito "difícil" e "entediante.”24
E, no entanto, segundo São João Bosco, para se tornar bom "só" três coisas são necessárias:
alegria, estudo e piedade. 25 Para São João Bosco, a alegria assume um significado religioso e
não apenas porque a alegria é um sinal de virtude, consumada, mas também porque a faz
coincidir com a santidade.26

O cuidado e a atenção a uma alegria sã, aos jogos e às diversões oportunas, cheios de risos,
barulho e muito movimento são muito típicos da atitude educativa de São João Bosco e são
essencialmente indicativos do modo educativo da família. Os alunos devem ter ampla
liberdade para pular, correr e gritar como quiserem.”27 Para educar os filhos, a alegria é
necessária. A vida familiar cotidiana, e muito particularmente a família cristã, com suas festas e
tradições religiosas e os indivíduos são o lugar apropriado para o crescimento na alegria que é
própria do cristão.

Algumas características próprias da infância, como a vitalidade interior, a aguda


impressionabilidade e a receptividade das crianças, são também novos motivos que levam São
João Bosco a preferir o "sistema preventivo" e a insistir no cuidado de uma alegria sã. e de
uma vida de devoção adequada desde a mais tenra infância, porque "a juventude, até se
tornar escrava dos vícios, para apenas em transmitir outras coisas, mas as máximas religiosas,
e acima de todas as máximas eternas, eles produzem a impressão vívida.”28

Em terceiro lugar, São João Bosco prefere o "sistema preventivo" porque supõe um sistema de
vigilância corretiva amorosa 29 que, na medida do possível, tenta evitar que a criança se
envergonhe da ofensa cometida e procura "conquistá-la o coração."30

A criança não só deve ser amada pelos pais e educadores, mas, para poder amar e aceitar com
amor o bem que lhe é proposto e exemplificado, deve saber que é amada.31 “A educação exige
uma relação pessoal para sua integridade. O educando só se forma diante de alguém e não de
algo. O educador só educa alguém.”32

Como o principal agente da educação é o próprio aluno, a criança e o jovem, depende em


grande parte desse conhecimento de que ele é amado que a educação chega ao seu fim, que é
ensinar a viver bem, para que o homem tenha vida em si mesmo plenamente humano, em um
viver autêntico e efusivo, doador. 33

24 S. JUAN BOSCO, Ibid., Santo Domingo Savio, p. 186: "Saiba que aqui fazemos a santidade consistir em
ser muito feliz."
25 S. JUAN BOSCO, El sistema preventivo de la educación de la juventud, Obras

fundamentales, BAC, 1995, p. 563.


26 BRAIDO, P., El sistema educativo de Don Bosco. Prevenir, no reprimir, CCS, Madrid,

2001, p. 223. «Se, pois, pretendes ser verdadeiros pais dos teus alunos, deves ter um coração de pais e
nunca usar a repressão e o castigo sem razão, sem justiça, mas apenas como alguém que tem de se
resignar a ela por necessidade e para cumprir um dever doloroso ”, carta de S. JUAN BOSCO escrita em
1883 e citada por AMADO, A., Ibid., pp. 120
27 S. JUAN BOSCO, El sistema preventivo de la educación de la juventud, op. cit., p. 561.
28 Cf. AMADO, A., Ibid., p. 121.
29 Cf. AMADO, A., Ibid., p. 22.
30 Cf. AMADO, A., Ibid., p. 20.
31 Cf. AMADO, A., Ibid., p. 21.
32 S. JUAN BOSCO, Ibid, p. 563.
33 S. JUAN BOSCO, Ibid, p. 565.
Por isso, a educação “deve possibilitar essa abertura e o encontro com os outros homens e
com Deus.”34) Recorde-se, neste sentido, que São João Bosco insistia que o educador deve
“viver consagrado aos seus alunos e nunca aceitar ocupações que o afastem da sua posição;
mais ainda: deve encontrar-se sempre com os seus alunos”, e “Nunca os abandones.” 35 A
insistência do Santo neste ponto é notável: “O educador é uma pessoa consagrada ao bem dos
seus discípulos, por isso deve estar pronto a suportar qualquer contratempo ou cansaço para
alcançar a finalidade que se propõe, nomeadamente, a educação moral, intelectual e cívica
dos seus alunos.”36 Para São João Bosco a prática do "sistema preventivo" é totalmente
sustentada pela caridade teológica e, portanto, [somente a família cristã], só o cristão pode
praticar com sucesso o sistema preventivo. “A razão e a religião são os meios que o educador
deve utilizar, ensinando e praticando-os se deseja ser obedecido e chegar ao seu fim”. Razão e
religião sustentadas e alimentadas pela vida das orações, “a confissão e comunhão freqüentes
e a missa diária são as colunas que devem sustentar a edificação educacional”.

Em nossos dias tão cheios de confusão e deterioração educacional, é mais importante do que
nunca lembrar que a educação ou é cristã ou não é educação. “É, portanto, da maior
importância não errar em matéria de educação, da mesma forma que é da maior importância
não errar na direção pessoal para o fim último, com o qual toda a obra de Deus está íntima e
necessariamente ligada. Pois, como a educação consiste essencialmente na formação do
homem como ele deve ser e deve se comportar nesta vida terrena para atingir o fim sublime
para o qual foi criado, é evidente que assim como não pode haver verdadeira educação que
não o faça está totalmente ordenado para este fim último, assim também na ordem presente
da Providência, isto é, depois que Deus se revelou a nós em seu Filho unigênito, caminho
único, verdade e vida (Jo 14,6), não pode existe outra educação completa e perfeita do que a
educação cristã "

34 S. JUAN BOSCO, Ibid, p. 563.


35 S. JUAN BOSCO, Ibid, p. 563.
36 PIO XI, Divini illius magistri, 5.

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