Você está na página 1de 54

Profa.

Bianca Carla Dantas de Araújo


DESDOBRAMENTOS
Isolamento – consiste na utilização de materiais e detalhes
construtivos adequados para promover a situação
adequada onde existem locais próximos com requisitos
acústicos diferenciados ou quando existem ruídos nas
proximidades.
Condicionamento – consiste no adequado tratamento das
superfícies para obter boa condição de audiabilidade. É
muito relacionado com a adequação do tempo de
reverberação.
•Projeto geométrico – consiste na adequada utilização da forma
para obtenção das condições acústicas.
• Os problemas causados pelo ruído em recintos incluem o risco da perda de
audição numa indústria, a redução da inteligibilidade da fala numa sala de
aula, a dificuldade de concentração numa biblioteca, a perturbação do sono
num dormitório, a dificuldade de comunicação numa sala de estar, etc.
• A acústica aplicada a ambientes fechados é chamada de Acústica de Salas.
Esta denominação tem na realidade sentido mais amplo, pois trata da
acústica em qualquer recinto fechado, quer este seja uma sala propriamente
dita, um auditório, um estúdio de gravação, um grande galpão industrial, ou
uma pequena oficina.
• Em campo livre, como indica o próprio nome, a propagação da onda se dá
de forma livre, sem interferência de outras ondas. Já em recintos, a
propagação da onda a partir da fonte, sofre interferência das ondas que
são refletidas nas superfícies que delimitam o recinto — paredes, teto e piso.
2) ACÚSTICA DE RECINTOS

• Reflexão
• Absorção
• Transmissão
ENTÃO, APÓS A ETAPA DE IDENTIFICÃÇÃO DO
AMBIENTE ACÚSTICO, CRITÉRIOS DE
IMPLANTAÇÃO, ISOLAMENTO....EXISTE OUTRA
ETAPA FUNDAMENTAL DA ACÚSTICA
ARQUITETÔNICA:

• O CONDICIONAMENTO DO AMBIENTE INTERNO


ATRAVÉS DO ESTUDO DE:

1. Suas FORMAS (reflexões)


2. Seus MATERIAIS (absorções)
É FUNÇÃO DE:
• Silêncio - baixo nível dos ruídos de fundo;
• Nível sonoro adequado - em todos os pontos,
permitindo a todos os ouvintes captar os sons sem
esforço ou fadiga, e com bastante nitidez;
• Boa distribuição do som - inexistência de áreas para
as quais é canalizada excessivamente a energia
sonora disponível, ao mesmo tempo que outras áreas
são atingidas por parcelas insignificantes dessa
mesma energia;
• Satisfatório tempo de reverberação - igual ou muito
próximo, em todas as freqüências, ao valor ótimo
recomendável para determinado ambiente, tomando
em conta sua utilização e seu volume, a fim de que a
transmissão da palavra e da música seja nítida e fiel.
PARA A PALAVRA FALADA
(auditórios – aulas, conferências, peças, etc.)
• Propagação e decaimento sonoros
são importantes;

PARA A MÚSICA
(concertos, orquestras, óperas, etc.)
• O crescimento e a seqüência de
reflexões sonoras são essenciais.
• A inteligibilidade da
voz humana depende
da recepção clara de
sons, que muitas vezes
são de curta duração,
enquanto a música
apresenta sons que são
 A potência da voz humana é
limitada. Para música, a sustentados por uma
variação de nível de fração de tempo mais
intensidade e de freqüência é prolongada.
muito grande.
 Projetar formas é determinar a direção de
propagação dos raios sonoros;
 As formas devem evitar o desenvolvimento de erros
acústicos;
 Atenuação para formas côncavas:
 superfícies difusoras ou de
materiais absorventes;
distanciamento do foco.
segue a Lei do “ângulo de
incidência = ângulo de
reflexão”
assim como a luz, bolas de
bilhar etc
ondas refletidas podem
interferir em ondas incidentes
construtiva
destrutiva
• reflexão  perda de energia

sala vazia  reflexões sala mobiliada  absorção


excessivas
• uso de espelhos acústicos
• uso de espelhos acústicos

Reflexão ocorre segundo as leis da ótica;

Reflexão é diretamente proporcional à dureza do


material;

Concreto, mármore, azulejos, vidros refletem quase


100% do som incidente;
Muitas superfícies refletoras causam reverberação
e baixos índices de reconhecimento de fala.
voz humana:
baixas e médias distribuem uniformemente,
com ângulos mais abertos
alta tendem a se concentra no eixo
longitudinal
perda da inteligibilidade ao se afastar do
eixo longitudinal (alteração do padrão)
auditórios: melhores lugares?
ECOS DE DUAS OU MAIS REFLEXÕES
• Havendo duas ou mais reflexões sucessivas, que fazem um raio
sonoro passar de novo pela posição do observador, ocorrerá eco se
a diferença de trajetos, ao longo do raio refletido e do raio direto,
ultrapassar o valor de 22 metros

Eco
(a + b + c) - d > 22 metros
• distância do som direto << dist. do som refletido
• (> 11 m)
• intervalo de tempo  1/30 s (344m – 1s; x – 0,03. x=10,32)
• percepção do som separado
ECOS DEVIDOS ÀS PAREDES DE FUNDO
• Quando o comprimento da sala é pouco superior a 11 m ,
os ecos só podem prejudicar os próprios oradores, atores
ou músicos, que se acham no palco.
• Se o comprimento ultrapassa bastante o valor de 11
metros, os assistentes das primeiras fileiras ficam em
condições de ouvir eco, pois, conforme a posição da fonte
sonora, poderá ser maior do que 22 metros a diferença
entre o trajeto do som direto e o trajeto do som refletido ou
somente pela parede de fundo, ou por essa mesma
superfície em combinação com as paredes laterais,
supostas todas refletoras.
a) Torná-la altamente absorvedora, mediante revestimento apropriado: em
conseqüência, o nível sonoro junto à parede posterior será um tanto
enfraquecido (Fig. a).
b) Dar forma poliédrica ou curva convexa a essa parede, tornando-a
difusora, o que melhora a acústica geral do recinto (Fig. b).
c) Inclinar para baixo toda a parede posterior ou boa parte dela: esta
solução aumenta o nível sonoro, nas últimas fileiras de ouvintes (Fig. c)

Fig. a Fig. b Fig. c

a) b) c)
 Atenção ao paralelismo e o problema das ondas
estacionárias.
 Soluções: descontinuidades em paredes e tetos
 Elementos difusores e/ou pequenas inclinações.
 Adoção de medidas não múltiplas na relação largura,
altura e comprimento.
a energia sonora é absorvida quando é convertida em outra
forma de energia (soma energia dissipada e transmitida)
COEFICIENTE DE ABSORÇÃO
I = Ir + Ia + It
onde:
I = Intensidade do som incidente;
Ir = Intensidade do som refletido;
Ia = Intensidade do som absorvido no contorno;
It = Intensidade do som transmitido além do contorno
Dividindo tudo por I:
I = Ir + Ia + It  1 = r + a + t  onde: a + t = 
I I I I
 = (coeficiente de absorção ) = a + t = 1 - r
• O coeficiente de absorção (seu valor numérico) depende de:
1 - Natureza do material da superfície;
2 - Freqüência do som;
3 - Condições da montagem do material (espessura, modo de fixação, etc.);
4 - Ângulo de incidência da onda.
• Obs.: No estudo da Acústica Arquitetônica, considera-se em todas as incidências possíveis,
como geralmente acontece nas superfícies de contorno dos recintos, as quais são atingidas
por ondas numa infinidade de direções.

• O valor de  é apresentado em tabelas para algumas freqüências


fundamentais: 128, 256, 512, 1024, 2048, 4096 c/s. Certos autores
adotam números redondos: 125, 250, 500, 1000, 2000, 4000 c/s.
• NRC – índice que representa uma média aritmética entre os coeficientes
de absorção das frequências de 250, 500, 1000 e 2000 Hz. Serve para
comparativo básico de materiais
Campo direto
Primeiras reflexões
Campo Reverberante
Som
Direto

Primeiras
reflexões
Nível

Reverberação
• Quando a fonte sonora deixa de funcionar, o som
captado não se extingue instantaneamente.
• A onda direta cessa depois de curto lapso de tempo (à razão de 0,1 seg.
para cada 34,5 m de distância entre a fonte e observador)
• As ondas indiretas como seguem trajetos mais longos, vão desaparecendo
com atrasos maiores, que não são os mesmos para todas elas
• o som perdura certo tempo, embora vá perdendo intensidade
• Reverberação - persistência do som, no recinto, após o
emudecimento da fonte
• Sabine: tempo de reverberação T é o tempo correspondente
ao caimento do nível de intensidade de 60 dB
TEMPO DE REVERBERAÇÃO
“ Fórmula de Sabine”
TR = 0,161 V/A
Onde:
V = Volume do ambiente ( m3)
A = Absorção total do ambiente (m2)

Onde:
A= S x  S = área (m ) 2

 = coeficiente de absorção médio


do recinto (m2 sabine)
• recomendações de volume mínimo para auditórios
• respeito ao Tr
1. O tempo “ótimo” de reverberação depende da
utilização do recinto:
• relativamente curto para a palavra falada (teatros, salas de conferência,
auditórios, etc.)
• valor intermediário para salas de concerto.
• relativamente longo para a música de órgão para a qual não se exige alta
“definição” (igrejas, etc.)
2. O tempo de reverberação recomendável cresce com o
volume total do recinto: TOT proporcional 3V.
3. Para as baixas freqüências ( 512 c/s) é aceitável
reverberação mais longa do que para as altas
freqüências.
 VER EXEMPLO DA SALA SÃO PAULO
 VER EXEMPLO DA SALA SÃO PAULO
http://www.salasaopaulo.art.br/
 Qual é a natureza das fontes? E suas localizações nas salas?

TRÊS SOLUÇÕES:
• Previsão de superfícies móveis, de maneira que possam ser
alterados o volume, a planta e os materiais do ambiente;
• Estabelecer a atividade prioritária e favorecê-la em
detrimento à outra;

 Satisfazer critérios comuns, sabendo que alguns critérios não


serão contemplados para alguma atividade.

Você também pode gostar