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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


UNIDADE ACADÊMICA DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL II
ALUNO: Delani Gledson Alves Júnior
MATRÍCULA: 118210689
TURMA:01

Relatório sobre Fontes e suas Resistências Internas

CAMPINA GRANDE – PB
2021
1.INTRODUÇÃO

1.1 INTRODUÇÃO TEÓRICA


É importante destacar que o osciloscópio é um instrumento (de medição) que permite
visualizar graficamente sinais elétricos. Na maioria das aplicações, o osciloscópio mostra
como é que um sinal elétrico varia no tempo. Neste caso, o eixo vertical (YY) representa a
amplitude do sinal (tensão) e o eixo horizontal (XX) representa o tempo. A intensidade (ou
brilho) do écran é por vezes chamada de eixo dos ZZ .
O osciloscópio é utilizado por diversos profissionais, num sem número de aplicações,
tão variadas como a reparação de televisores, a análise do funcionamento das unidades
electrónicas de controlo dos automóveis, a análise de vibrações (de um motor, por exemplo),
o projecto de circuitos de condicionamento de sinal (para sistemas de instrumentação, por
exemplo) ou sistemas biomédicos. Porém, a utilidade do osciloscópio não se limita ao mundo
da electricidade/electrónica. Com o transdutor apropriado, o osciloscópio poderá utilizar-se
para visualizar e medir qualquer tipo de grandeza física.

1.2 OBJETIVOS
Como objeto a ser alcançado na realização do experimento é familiarizar-se com o
manuseio e ajuste dos controles de um osciloscópio. Além disso, conhecer o princípio físico
de funcionamento de um osciloscópio e utilizá-lo para medir tensão, período e frequência e
determinar as características de um sinal ondulatório.

1.3 MATERIAIS UTILIZADOS


Para realização do experimento foi necessário:
● Osciloscópio Digital.
● Gerador de funções, ondas senoidais, triangulares e quadradas.
● Pontas de provas para o Osciloscópio e o Gerador de funções.
● Painel com plugs de conexão e cabos de ligação.

1.4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Medida de Tensão
Para dar início ao experimento é ligado o gerador de sinal senoidal e medido com o
multímetro a tensão de saída do gerador de sinal. Logo após, é ligado o osciloscópio e é então
conectada a entrada vertical à saída do gerador de sinal. Com isso, é medida a tensão de pico
e tensão de pico a pico com o osciloscópio. Essas etapas são repetidas para sinal de amplitude
diferente e para onda quadrada e triangular.

Medida do período e da frequência de uma forma de onda


Para esse momento, é aplicada a forma de onda a entrada vertical do osciloscópio e
ajustados os controles para o aparecimento de três ciclos (se possível), no posicionamento
adequado do controle de base de tempo. Então, é medida a largura da forma de onda central.
Os valores obtidos foram organizados em uma tabela.
Observação e Medição do Tempo RC no Osciloscópio
Neste último momento do experimento, é medido o valor do fator RC no osciloscópio
comparado com o valor esperado. Modificando a amplitude do sinal de alimentação do
circuito, é observado o que acontece com as formas de onda das tensões VR e VC. No lugar
do resistor é então colocado um potenciômetro (resistor variável).

2 DESENVOLVIMENTO

Serão apresentadas a seguir as tabelas com os valores e resultados obtidos de cada


etapa do experimento.

Medida de Tensão

SINAL VOLT/DIV Nº DIV VP NºDIV VPP VRMS VMEDIDO DESVIO


(CH1) (Yp) (VOLTS) (YPP) (VOLTS) (VOLTS) (MULTIM (%)
ETRO)

SENOIDAL 500 4 3,2 8 2,84 V 2,87 V 1,06


1,0 0,2 7,3 3 0,14 V 1,08 V 671,4
TRIANGULAR 200 4 6,8 8 2,31 V 2,27 V 1,73
1,0 0,2 4,4 3 0,12 V 0,85 V 507,1
QUADRADO 100 4 5,3 8 4V 4,52 V 13
1,0 0,2 5,7 3 0,2 V 1,7 V 750

Medida do período e da frequência de uma forma de onda

SINAL Tempo/Div Largura Tempo (s) Período Freq. Freq. Desvio


(M) (H)(NºD T(s) (Prevista) (Medida) (%)
IV)

Senoidal 1 250 us 11 2x10^-9 s 364 Hz

Senoidal 2 250 us 6 1x10^-9 s 659,8


Hz
Triangular 1 500 us 11,7 2x10^-12 s 170,3
Hz

Triangular 1 100 us 8,6 1x10^-9 s 1151H


z
Quadrado 1 500 us 11,7 2x10^-9 s 170, 3
Hz
Quadrado 2 100 us 11,1 1x10^-9 s 896,7
KHz
Observação e Medição do Tempo RC no Osciloscópio

SINAL ValPico Vmax Vmin VRMS VRMS Vmultim Desvio


(Calcul.) (%)

SENOIDAL 7,92 4,01 -4,08 2,64 2,84 2,87 7,5


TRIANGULAR 7,92 4,00 -4,00 2,16 2,31 2,27 1,7
QUADRADA 8,00 4,16 -4,16 3,92 4,00 4,52 13

Portanto, com o auxílio da teoria foi possível medir a tensão VPP e VP observando a
distribuição do sinal no osciloscópio, sempre tendo em vista a quantidade volt/divisão. A
tensão VRMS foi obtida dividindo VP por √2 para o sinal senoidal, por √3 para o sinal
triangular, e para o sinal quadrado VRMS = VP.
Além disso, para as duas frequências impostas pelo osciloscópio pela tela, foi possível
medir a largura de cada ciclo. Observando o fator tempo/ divisão calculou-se o período
de cada ciclo, tendo a frequência como o inverso. Ao modificar a amplitude do sinal de
alimentação do circuito, vemos que o valor de pico de tempo também muda tanto para VC
quanto para VR. E ao colocar no lugar do resistor um potenciômetro percebemos que quando
o potenciômetro está no mínimo o osciloscópio esboça o sinal de ondas quadradas e a medida
do aumentamos o potenciômetro o valor de pico diminui e o de tempo aumenta.

3 CONCLUSÃO

Então, por meio desse experimento vemos que o osciloscópio é essencial para o
conhecimento de gráficos visíveis de diferenças de potencial. É percebido que os valores
obtidos para as tensões foram satisfatórios, uma vez que os desvios calculados não foram
significativos. Além disso, os níveis de tensão apresentam diferenças devido a erros
sistemáticos presentes no circuito, como a resistência dos cabos, na bancada e a introdução
dos instrumentos.

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