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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

São Gabriel
NPJ – Núcleo de Prática Jurídica
Prática Simulada I – Advocacia Cível
Prof. Sérgio Timo Alves

Relatório de Audiência

Nome: Luana Pedreira Oliveira

Matrícula: 629968

Período Letivo: 7º Período/Manhã

Disciplina: Estágio Supervisionado I - Prática Simulada (Advocacia Civil)

Professor-Orientador: Sergio Timo Alves

Dados do Processo

Tribunal/Juízo/Vara/Juizado/Câmara/Turma: Supremo Tribunal Federal

Ação/Recurso: Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental

Processo nº: 186

Partes: Ação ajuizada pelo Partido Político Democratas (DEM) e analisada pelos
ministros do STF

Julgador/Relator: Ministro Ricardo Lewandowski

Data: 25 a 26 de abril de 2012

Relatório:

Motivos para a escolha do processo assistido:

Após analisar os demais processos, decide assistir o processo referente a ADPF


186, pois infelizmente atualmente as diferenças sociais entre brancos e negros ainda
são nítidas no cotidiano.

Em relação aos aspectos econômicos, pessoas pretas e pardas são maioria entre as
que possuem rendimentos mais baixos. Ademais a persistência de situações de
maior vulnerabilidade, indicada por evidências nos campos da educação, saúde,
moradia, entre outros, mostram evidente desequilíbrio na garantia de direitos em
prejuízo para a população negra.

Além disso o Brasil tem uma dívida histórica com os pretos do pais, tendo em vista
que chamamos de dívida histórica elementos como a escravidão e a exploração,
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que fizeram parte do passado histórico do nosso país e que acentuaram questões
de desigualdades, deixando de lado a justiça contra momentos de abusos. Por conta
desse fator, se vê a necessidade de políticas afirmativas em favor de populações
subalternizadas, com objetivo de resgatar injustiças passadas e dissolvê-las.

Ressalta-se que além da dívida histórica que o país tem com os afrodescendentes
por anos de exploração, a ADPF 186 também veio para minimizar as diferenças
raciais e socioeconômicas que sempre existiram no Brasil.

Com isso, o tema abordado pelo STF é de extrema importância para a sociedade
brasileira, pois trata do princípio da igualdade e consiste em abordar a forma como
se relacionam os indivíduos e, principalmente, definir qual é a proteção que o Estado
oferece a esse grupo em particular.

Resumo do voto do relator:

Ministro Ricardo Lewandowski relator da ADPF 186, inicialmente discutiu o


cabimento da ação, “uma vez que não há outro meio hábil de sanar a lesividade
apontada pelo partido político DEM”.

Ato contínuo, fez considerações sobre a igualdade formal e a material. No que diz
respeito a igualdade formal dissertou: “A igualdade formal é a igualdade perante a
lei. É aquela que permite que todos sejam tratados, em abstrato, da mesma forma,
independentemente de critérios outros que não o seu reconhecimento como sujeito
de direito. Se todos têm os mesmos direitos e obrigações, todos são igualmente
livres para realizar suas próprias perspectivas de vida, respeitada a máxima
segundo a qual, no plano do indivíduo, o que não é proibido é permitido. Mas, por
ser uma igualdade formal, com idêntico tratamento em normas gerais e abstratas,
trata-se de igualdade presumida, enquanto desconsidera processos sociais
concretos de formação de desigualdades”. E sobre a igualdade formal, em síntese
escreveu: “É escusado dizer que o constituinte de 1988 – dada toda a evolução
política, doutrinária e jurisprudencial pela qual passou esse conceito – não se
restringiu apenas a proclamar solenemente, em palavras grandiloquentes, a
igualdade de todos diante da lei. ”

Ressalta-se que ele não se ateve, simplesmente, a dissertar sobre o princípio da


isonomia no plano formal, mas principalmente buscou deixar claro o fato de que era
importante estarem discutindo sobre esse, de maneira a assegurar a igualdade
material a todos os brasileiros e estrangeiros que vivem no País, levando em
consideração a diferença que os distingue por razões naturais, culturais, sociais,
econômicas ou até mesmo acidentais, além de atentar, de modo especial, para a
desequiparação ocorrente no mundo dos fatos entre os distintos grupos sociais.

Além disso, ele destacou que o único modo para a “transformação do direito à
isonomia em igualdade de possibilidades, sobretudo no tocante a uma participação
equitativa nos bens sociais, apenas é alcançado, segundo John Rawls, por meio da
aplicação da denominada “justiça distributiva”. Só ela permite superar as
desigualdades que ocorrem na realidade fática, mediante uma intervenção estatal
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determinada e consistente para corrigi-las, realocando-se os bens e oportunidades


existentes na sociedade em benefício da coletividade como um todo. ”

Em síntese com as diversas falas do relator, é valido citar a alegação do mesmo


sobre as universidades “é preciso construir um espaço público aberto à inclusão do
outro, do outsider social. Um espaço que contemple a alteridade. E a universidade é
o espaço ideal para a desmistificação dos preconceitos sociais com relação
ao outro e, por conseguinte, para a construção de uma consciência coletiva plural e
culturalmente heterogênea, aliás, consentânea com o mundo globalizado em que
vivemos. ”

Em conclusão o ministro expôs que as políticas de ação afirmativa promovidas pela


UnB estabelecem um ambiente acadêmico plural e diversificado, e têm o objetivo de
superar distorções sociais historicamente consolidadas. Afirmou também que os
meios empregados e os fins perseguidos pela UnB são marcados pela
proporcionalidade, razoabilidade e as políticas são transitórias, com a revisão
periódica de seus resultados.

Resumo dos demais votos:

Voto do Ministro Luiz Fux: este fundamentou seu voto no art. 3º, inciso I, da
Constituição Federal, que prevê: “Constituem objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil: (...) I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; ”, ou
seja, impõe ao Estado brasileiro uma reparação de danos pretéritos do país em
relação aos negros. Ademais, considerou que a criação de cotas raciais dá
cumprimento ao art. 208, inciso V, da Constituição Federal, no qual situa o dever do
Estado com a educação: será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis
mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade
de cada um.
Fux enfatizou que não basta somente políticas que visão a melhoria financeira da
população afrodescendente. Para combater a desigualdade do desenvolvimento
humano entre brancos e negros é necessária uma reforma estrutural, é preciso
reconhecer a igualdade de direitos entre todas as raças.
De igual modo, o Ministro pontuou a autonomia administrativa das universidades,
quanto os critérios de seleção e admissão de estudantes, inclusive com a
possibilidade de incluir programas que tenham como base critérios étnicos-raciais.
Por esse motivo o Senhor Ministro Luiz Fux vota pela “improcedência do pedido
deduzido na presente Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.”.

Voto da Ministra Rosa Weber: esta considerou a ADPF instrumento processual hábil
para questionar a adequação à Constituição da República dos atos administrativos
evocados, à falta no ordenamento jurídico pátrio de outro instrumento processual,
com igual eficácia, idôneo a tanto.
Ela considerou que sem igualdade mínima de oportunidades, não há igualdade de
liberdade, em outros termos, às vezes se fazem necessários tratamentos desiguais
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em determinadas questões sociais ou econômicas para que o resto do sistema


possa presumir que todos são iguais nas demais esferas da sociedade.
Por fim, ressaltou que o sistema de cotas raciais permite à universidade ampliar o
número de negros matriculados, pluralizando e democratizando a representatividade
social no ambiente universitário. “Quando o negro se tornar visível nas esferas mais
almejadas das sociedades, política compensatória alguma será necessária”;

Voto da Ministra Cármen Lúcia: esta iniciou sua fala, antecedendo ao voto com sua
opinião sobre a gravidade do tema julgado, entende que a Universidade de Brasília
agiu de forma compatível com a constituição e enfatizou a importância de quem é
contra ou a favor das cotas raciais.
Ela aborda a questão da responsabilidade social e estatal para que o princípio
constitucional da igualdade mude para transformar a sociedade conforme o artigo 3º
da Constituição Federal de 1988, impõe que tenhamos como objetivo ter um Brasil
livre, justo e solidário. Ressalta que o sistema de reserva de cotas raciais não é a
única providencia para equilibrar a sociedade pluralista e democrática, o comando
constitucional reconhece caber a todos e cada um, atuações para construção de
uma sociedade igualitária com oportunidades para que os estudantes se dotem de
igual capacidade intelectual obedecendo o princípio da dignidade da vida que não
pode conviver com desigualdades.
A Ministra finaliza seu voto dizendo que os que tiveram a oportunidade das cotas e
delas se valeram a sobrevalorizando tiveram o apoio das universidades que
acompanharam estas pessoas com outras providencias para reforçar que o
preconceito não se estabelecesse criando grupos de apoio e políticas de ações
afirmativas para que todos se sintam iguais, dignos, com as ações afirmativas. Por
fim, vota pela improcedência da arguição de descumprimento de preceito
fundamental por considerar que os atos praticados pelos requeridos são
perfeitamente constitucionais.

Voto do Ministro Joaquim Barbosa: este declarou que o seu voto é o mesmo do
Ministro Lewandowski e que não há mais o que complementar pois o Ministro
Lewandowski abrangeu todo o tema em sua declaração, afirmou que o voto do
mesmo “esgotou o assunto e está em sintonia com o que há de mais moderno a
respeito das políticas de ações afirmativas”. E nesse sentindo ressaltou: “não se
deve perder de vista o fato de que a história universal não registra, na era
contemporânea, nenhum exemplo de nação que tenha se erguido de uma condição
periférica à condição de potência econômica e política, digna de respeito na cena
política internacional, mantendo, no plano doméstico, uma política de exclusão em
relação a uma parcela expressiva da sua população”

Voto do Ministro Cezar Peluso: este inicia seu voto enaltecendo as palavras do
Ministro Joaquim Barbosa declarando que seria desnecessário incluir qualquer
consideração. Porem ele acaba se pronunciando sobre alguns pensamentos que
acha importante, uma vez que, o julgamento é de mera relevância para o Ministro.
Ele entende que o princípio constitui maneira própria, tanto pelo aspecto formal
quanto pelo material, de acordo com a realidade sobre a qual incida. Por isso, diz
que: “aceitar que o princípio implica a necessidade jurídica não apenas da
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interpretação, mas também de produção normativa da equiparação de situações que


não podem ser desequiparadas sem uma razão lógico-jurídica suficiente”.
Ressalta que “o raciocínio de que o acesso à educação tem que ser visto como meio
indispensável de acesso ou, pelo menos, da possibilidade de acesso mais efetivo
aos frutos de desenvolvimento socioeconômico e, portanto, de uma condição
sociocultural que corresponda ao grande ideal da dignidade da pessoa humana e do
projeto de vida de cada um”. E por fim, não concordou com o entendimento de que
as cotas raciais são um incentivo ao racismo: “não há elemento empírico para
sustentar essa tese. A experiência é que não tem ocorrido, e se tem, foi em escala
irrelevante que não merece consideração”.
Em vista dos argumentos apresentados, o Ministro Cezar Peluso, acompanha
totalmente o voto do relator, Ministro Ricardo Lewandowski, que julga improcedência
a essa ADPF.

Voto do Ministro Gilmar Mendes: este foi o sétimo ministro a votar e fez ressalvas no
sentido de que, por se tratar de um programa novo nas universidades federais, ele
está sujeito à questionamentos e aperfeiçoamento: “o modelo da UnB, nas
universidades públicas federais, tem a virtude e, obviamente, os eventuais defeitos
de um modelo pioneiro, feito sem paradigmas anteriores”.
Destacou que a pequena quantidade de negros nas universidades é decorrente de
um processo histórico, oriundo do modelo escravocrata de desenvolvimento, da
baixa qualidade da escola pública e da “dificuldade quase lotérica” de acesso à
universidade por intermédio do vestibular. Como base nestes fundamentos,
ressalvou que o critério exclusivamente racial pode ocasionar situações
indesejáveis, como permitir que negros não hipossuficientes se beneficiem das
cotas, mas isso não ocasionaria a inconstitucionalidade do modelo, diante de ser um
modelo novo da UnB.
Ante o exposto, com todas as ressalvas realizadas na fundamentação, o ministro
disse que acompanha o Relator quanto à parte dispositiva e votou pela
improcedência da ação.

Voto do Ministro Marco Aurélio: este iniciou seu voto citando que as constituições
sempre abordaram sobre o tema da igualdade. Segundo ele na carta de 1824,
apenas se remetia o legislador ordinário à equidade, onde na época, existia a
escravatura e o escravo não era se quer considerado como gente.
Destacou que “a prática das ações afirmativas pelas universidades públicas
brasileiras é uma possibilidade latente nos princípios e regras constitucionais
aplicáveis à matéria” e a supremacia da Constituição e o princípio da autonomia
universitária autorizam sua implementação, ainda que por deliberação
administrativa.
Estabeleceu que “a meritocracia sem igualdade de pontos de partida é apenas uma
forma velada de aristocracia”. “Só existe a supremacia da Carta quando, à luz desse
diploma, vingar a igualdade. A ação afirmativa evidencia o conteúdo democrático do
princípio da igualdade jurídica. ” Anotou, contudo, que o Brasil ainda está longe
disso. “Façamos o que está a nosso alcance, o que está previsto na Constituição
Federal. ”
Por fim, baseando-se no histórico da constituição desde a carta de 1824, até a
constituição atual do pais de 1988, que se inicia com o preâmbulo destacando a
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ideia de isonomia, e com base nas leis supracitadas que destacam a questão de
inclusão dos grupos de minoria nos concursos públicos, na lei eleitoral e na lei de
licitação. O Ministro Marco Aurélio, deu seu voto como improcedente, o pedido
formulado incialmente, com relação ao sistema quotas para ingresso em
universidades públicas considerados brancos e negros.

Voto do Ministro Celso de Mello: este disse que o sistema adotado pela UnB está de
acordo com a Constituição Federal e com os tratados internacionais referentes à
defesa dos direitos humanos. Na sua avaliação, o modelo implementado pela
universidade é um mecanismo compensatório que se destina a concretizar o direito
da igualdade. “O desafio não é apenas a mera proclamação formal de reconhecer o
compromisso em matéria dos direitos básicos da pessoa humana, mas a efetivação
concreta no plano das realizações materiais dos encargos assumidos”.
Além disso, mencionou que o modelo analisado é temporário e passará por
reavaliação após dez anos. “O desafio não é apenas a mera proclamação formal de
reconhecer o compromisso em matéria dos direitos básicos da pessoa humana, mas
a efetivação concreta no plano das realizações materiais dos encargos assumidos”
Por fim, o ministro destacou que a repulsa ao racismo, no Brasil, se tornou expressa
com a Constituição de 1988 e também com a subscrição de tratados internacionais
neste sentido e deu seu voto como improcedente o pedido formulado incialmente.

Voto do Ministro Ayres Britto: este encerrou o julgamento com o seu voto e para
fundamenta-lo, ele utiliza a Constituição, alega que esta, nesse sentido, deve ser
interpretada no contexto daqueles que sofrem discriminação. Para Britto, o sentido
de discriminação é aquele que confere a uma dada pessoa um tratamento
humilhantemente desigual, nela internalizando um sentimento de inata carência.
Destaca ainda o preconceito, mostrando que este é histórico, visto que é praticado
pelos indivíduos desde a época da colonização. Além disso, trata do preconceito
como algo persistente no tempo, acaba fazendo parte das relações sociais de base,
definindo o caráter de uma sociedade. Por fim, o Ministro faz referência a abolição
da escravatura, sendo esta apenas um ponto de partida, perpetuando as sequelas
da escravidão até os dias atuais e finaliza o seu voto dizendo que à Constituição
deve-se realizar uma interpretação de forma humana. Desta forma, fica claro o voto
do Ministro para a improcedência da ADPF 186.

Resultado do julgamento:

Em síntese, a ADPF 186 foi julgada improcedente por unanimidade e as cotas


continuaram a serem consideradas constitucionais.

Os Ministros do STF votaram e consideraram que as costas são legais e fazem


parte de um processo de melhoria da condição de posicionamento e engajamento
de grupos vistos como minoria como os negros e índios. E através do julgamento
da ADPF 186, observa-se que o Supremo Tribunal Federal, corretamente,
posicionou-se a favor das ações afirmativas.
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Ademais, numa profunda análise social e constitucional, concluiu, inclusive, pela


constitucionalidade das chamadas cotas raciais, desde que pautadas na
razoabilidade, proporcionalidade e demais princípios a elas inerentes.

Houve modulação? Aplicou-se a técnica da interpretação conforme?

A ADPF 186 não houve modulação, tendo em vista que as cotas raciais continuaram
sendo constitucionais e não houve nenhuma alteração na lei. Em relação
a interpretação conforme onde a Constituição é um método de salvamento da norma
infraconstitucional, pela qual o intérprete alarga ou restringe o sentido dela, para
colocá-la em consonância com a Constituição, evitando o descompasso com os
preceitos da Carta Maior e a sua consequente decretação de nulidade, pode-se
concluir que houve essa interpretação na ADPF 186 pois o relator e os ministros
alargaram a constituição para que ela entrasse em consonância com a matéria
apresentada.

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