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COLEÇÃO DE ESTUDOS E DOCUMENTOS DE COMÉRCIO EXTERIOR

Como Exportar
Moçambique

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES


Departamento de Promoção Comercial e Investimentos
Divisão de Inteligência Comercial

1
Sumário

INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................5
MAPA .............................................................................................................................................................................7
DADOS BÁSICOS .........................................................................................................................................................8
I. ASPECTOS GERAIS ......................................................................................................................................10
1. Geografia ........................................................................................................................................................10
1.1. Distâncias .......................................................................................................................................................10
1.2. Clima ...............................................................................................................................................................10
2. População, centros urbanos e nível de vida ...................................................................................................11
2.1. População .......................................................................................................................................................11
2.2. Centros Urbanos .............................................................................................................................................11
2.3. Principais indicadores socioeconômicos (ano base 2014)..............................................................................12
3. Transportes e Comunicações .........................................................................................................................13
3.1. Transportes e infra-estrutura ..........................................................................................................................13
3.2. Comunicações ................................................................................................................................................17
4. Organização Política e Administrativa ............................................................................................................17
4.1. Organização Política .......................................................................................................................................18
4.2. Organização Administrativa ............................................................................................................................19
5. Organizações e acordos internacionais mais relevantes ................................................................................19
II. ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS ...............................................................................................................20
1. Conjuntura Econômica....................................................................................................................................20
2. Principais setores de Atividade .......................................................................................................................21
3. Moeda e Finanças ..........................................................................................................................................28
3.1. Moeda .............................................................................................................................................................28
3.2. Balanço de pagamentos e reservas internacionais ........................................................................................28
3.3. Finanças Públicas ...........................................................................................................................................29
3.4. Sistema Bancário ............................................................................................................................................30
3.5. Riscos para o país ..........................................................................................................................................30
III. COMÉRCIO EXTERIOR GERAL DO PAÍS ....................................................................................................30
1. Evolução recente: considerações gerais ........................................................................................................30
2. Direção............................................................................................................................................................31
3. Composição ....................................................................................................................................................32
IV. RELAÇÕES ECONÔMICAS BRASIL – MOÇAMBIQUE ................................................................................34
2
1. Intercâmbio comercial bilateral .......................................................................................................................34
2. Comércio bilateral ...........................................................................................................................................37
3. Principais acordos econômicos com o Brasil..……………………………………………………………………..37
4. Matriz de oportunidades: principais produtos importados por Moçambique para o Mundo ............................39
V. ACESSO AO MERCADO ...............................................................................................................................40
1. Sistema Tarifário .............................................................................................................................................40
2. Sistema não Tarifário ......................................................................................................................................42
2.1 Normas de qualidade e Metrologia .................................................................................................................42
2.2 Normas Sanitárias e Normas Fitossanitárias ..................................................................................................42
3. Regulamentação de importação .....................................................................................................................43
3.1. Regulamentação Geral ...................................................................................................................................43
3.2. Licenciamento .................................................................................................................................................47
3.3. Despachantes e Agentes Aduaneiros .............................................................................................................47
4. Documentação e Formalidades ......................................................................................................................47
4.1. Inspeção pré-embarque ..................................................................................................................................47
4.2. Desembaraço Aduaneiro ................................................................................................................................49
5. Regimes especiais ..........................................................................................................................................50
5.1. Regulamentação específica............................................................................................................................52
5.2. Regime cambial ..............................................................................................................................................52
5.3. Pagamento das importações ..........................................................................................................................53
5.4. Regulamentação de importação .....................................................................................................................53
VI. ESTRUTURAS DE COMERCIALIZAÇÃO ......................................................................................................54
1. Canais de distribuição.....................................................................................................................................54
1.1. Considerações gerais .....................................................................................................................................54
1.2. Estrutura Geral................................................................................................................................................54
1.3. Canais recomendados ....................................................................................................................................55
1.4. Compras governamentais ...............................................................................................................................56
2. Promoção de vendas ......................................................................................................................................57
2.1. Feiras e exposições ......................................................................................................................................57
2.2. Veículos Publicitários ......................................................................................................................................58
2.3. Consultoria de “marketing”..............................................................................................................................60
3. Práticas Comerciais ........................................................................................................................................60
3.1. Negociações e contratos de importação .........................................................................................................60
3.2. Preços e moeda ..............................................................................................................................................60
3
3.3. Designação dos Agentes ................................................................................................................................61
3.4. Abertura de escritório de representação comercial ........................................................................................61
3.5. Seguros de embarques...................................................................................................................................62
3.6. Supervisão de embarques ..............................................................................................................................62
3.7. Financiamento das importações .....................................................................................................................64
3.8. Litígios e Arbitragem Comercial ......................................................................................................................64
VII. RECOMENDAÇÕES ÀS EMPRESAS BRASILEIRAS ...................................................................................67
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................................72
ANEXOS ......................................................................................................................................................................79
I. ENDEREÇOS .................................................................................................................................................79
1. Anexo I, 1 – Principais Entidades De Classe Locais - (Comércio Atacadista e Retalhistas) ..........................79
2. Anexo I, 2 – Lista de Bancos Comerciais de Moçambique: ............................................................................81
3. Anexo I, 3 – Principais Feiras e Exposições ...................................................................................................82
4. Anexo I, 4 – Meios de Comunicação ..............................................................................................................83
5. Anexo I, 5 – Consultoria de Marketing ............................................................................................................84
6. Anexo I, 6 – Conexão Aérea ...........................................................................................................................86
7. Anexo I, 7 – Acesso aos Mercados................................................................................................................88
8. Anexo I, 8 – Representação diplomática e consular brasileira .......................................................................92
9. Anexo I, 9 – Órgãos oficiais no Brasil .............................................................................................................92
10. Anexo I, 10 – Empresas brasileiras ................................................................................................................94
11. Anexo I, 11 – Câmaras do Comércio ..............................................................................................................96

4
INTRODUÇÃO
Moçambique é considerado um dos países com melhor desempenho econômico de África Subsariana e é
referido como exemplo de uma transição pós-conflito bem-sucedida.
Durante os últimos dez anos, a média anual de crescimento econômico foi de 6,6%, impulsionado
principalmente pelo investimento em recursos minerais, indústria, serviços e um forte apoio por parte de
países doadores. Nos últimos três anos, no entanto, houve desaceleração econômica, e o PIB cresceu
3,8% em 2016 e 3,7% em 2017. Moçambique foi impactado negativamente pela queda dos preços das
commodities, condições climáticas e revelação das dívidas ocultas.
Situado na zona austral e na costa oriental de África, o país ocupa uma superfície de 799.380 km². A Norte
faz fronteira com a Tanzânia; a Ocidente com o Malawi, Zâmbia, Zimbabué e África do Sul; e a Sul com a
Suazilândia e África do Sul. Com uma população estimada em 27.98 milhões de pessoas, a predominância
geográfica da mesma verifica-se em zonas rurais, sendo que apenas 36,4% se localizam em zonas
urbanas.
A economia moçambicana é dominada maioritariamente pela agricultura, empregando este setor cerca de
83% da população. As principais indústrias do país são o alumínio, o gás natural, camarões, castanha de
caju, algodão, açúcar, limão, madeira e eletricidade em bruto.
Os principais países de destino das exportações de Moçambique são: África do Sul (US$1,09 Bilhões),
Holanda (US$998 Bilhões), Índia (US$628 milhões), Bélgica-Luxemburgo (US$404 Milhões) e Itália
(US$400 Milhões). Por outro lado, as principais importações de Moçambique vêm da África do Sul (US$2,37
Bilhões), da China (US$1,056 Bilhões), da Holanda (US$554 Milhões), da Índia (US$465 Milhões)
e Portugal (US$447 Milhões).1
A diversidade e a vastidão de recursos minerais existentes no país, como o gás natural, carvão, ouro,
titânio, ilmenite, zircão, rutilo, tantalite, mármores e pedras preciosas, representam enormes oportunidades
de investimento, os quais, aliados ao desenvolvimento das infra-estruturas, têm trazido alterações ao
panorama econômico moçambicano. Com o início da extração comercial de gás natural, reabilitação e
construção de novas instalações hidroelétricas, início da exploração e fomento das energias alternativas e
renováveis, como solar, oleico, e biocombustíveis, o país ampliou a sua capacidade de geração de energia
em mais de 16.000 Megawatts. Adicionalmente, o Governo de Moçambique, em parceria com o setor
privado, tem investido no desenvolvimento de infra-estruturas públicas, nomeadamente estradas, pontes,
telecomunicações, águas, para além de outros setores, o que permite o acesso a locais antes inacessíveis
e o desenvolvimento de novas indústrias. Assim, a economia do país beneficia-se igualmente do transporte
de mercadorias de e para o continente africano, tendo havido crescentes investimentos nos corredores que
ligam Moçambique aos países fronteiriços.
O setor imobiliário tem estado em franco desenvolvimento. Devido ao aumento do volume de investimentos
públicos e privados em infra-estruturas, o setor da construção tem merecido a atenção do governo
moçambicano e de investidores nacionais e estrangeiros. A tendência para investir na área imobiliária deve-
se, maioritariamente, à extensão do país e ao desenvolvimento dos diversos setores da economia nacional.

1 Fonte: Atlas Media: (https://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/moz/).


5
A descoberta de grandes reservas de gás natural na Bacia do Rovuma possibilitou o posicionamento de
Moçambique como uma grande oportunidade de investimento no continente africano. O futuro econômico
de Moçambique depende da gestão, por parte do governo, das receitas provenientes dos projetos de gás
natural, cuja operacionalização está prevista para após 2020.

Para racionalizar as operações públicas, promover uma boa governação, melhorar a transparência e reduzir
os riscos fiscais, o governo aprovou legislação e uma auditoria de fundos públicos que possibilitaram
reformar as empresas públicas. Esta decisão é vista como um movimento progressivo para a economia em
geral e como um crescimento de oportunidades para as empresas que procuram expandir-se em
Moçambique.

De acordo com as previsões do FMI, prevê-se que as taxas de crescimento aumentem quando Moçambique
começar a exportar gás natural liquefeito (GNL). O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) é a instituição
designada para promover o comércio, potenciar a competitividade e coordenar os vários setores e
instituições. A estratégia nacional e interministerial em relação ao comércio é definida na Estratégia
Nacional de Desenvolvimento 2015-35 (ENDE) e no Plano Quinquenal do Governo (PQG) para o período
2015-2019.

Os acordos de comércio internacional integrados por Moçambique podem ser agrupados em quatro tipos:
acordos bilaterais (acordos com o Zimbabwe e o Malawi); acordos regionais (incluem a Zona de Comércio
Livre da SADC (Southern Africa Development Community), e os Acordos de Parceria Econômica SADC-
EU); iniciativas unilaterais (referem-se essencialmente aos Acordos de Comércio Preferencial destinados
aos LDC (Least Developed Countries), incluindo a Lei do Crescimento e Oportunidades para África) e
acordos multilaterais (refere-se às negociações comerciais entre os países membros da OMC –
Organização Mundial do Comércio). Segundo o “Mozambique Economic Update”, o relatório semestral do
Banco Mundial, os fluxos do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique cresceram desde 2010
e em 2012 Moçambique recebeu 15% de todo o IDE da África Subsaariana (SSA). Entre 2013 a 2015, o
Banco Mundial afirmou que o IDE representava 70% do PIB de Moçambique - "a maior participação de
todos os países africanos".

No que se refere ao potencial das relações econômicas entre Moçambique e Brasil referimo-nos ao fato de
que para além da língua em comum, tanto Moçambique como o Brasil lidam com desafios de exploração de
recursos e são reconhecidos internacionalmente pelos seus recursos naturais, riqueza ecológica e
biodiversidade. O Brasil, com experiência no apoio a comunidades dependentes de recursos naturais e na
gestão de grandes ecossistemas florestais, oferece capacidade em áreas relevantes para Moçambique, no
sentido de melhorar as condições de vida da sua população rural e promover a gestão sustentável dos
recursos naturais. Moçambique tem tido um peso residual nas relações comerciais com o Brasil,
salientando-se o aumento das relações comerciais entre os dois países.

6
MAPA

Figura 2: Mapa de Moçambique com países fronteiros, principais linhas ferroviárias e rodoviárias.

7
DADOS BÁSICOS
Demografia:

Superfície: 801,590 km (2018)2


População: 30,206,175 (2018)3
Densidade demográfica: 37.8 hab/ km (2018)4
População economicamente ativa: 84,9% (2016)5

Principais cidades:

Maputo (capital), Xai-Xai, Beira, Quelimane, Tete, Nampula, Nacala Porto e Pemba.

Moeda:

Metical (sigla nacional: MT; ISO 4217: MZN)

Cotação:

61,74 MZN = 1USD (abril de 2018)

PIB US$ bilhões6:

2015 2016 2017


14.798 11.015 12.334

PIB (2017)7: 12.334 bilhões.

Crescimento real do PIB8:

2015ª 2016ᵇ 2017ᵇ


6,6% 3,8% 3,7%

Evolução do PIB:

Fonte: Index Mundi (https://www.indexmundi.com/g/r.aspx?c=mz&v=65&l=pt).

2 Fonte: World Population Review (http://worldpopulationreview.com/countries/mozambique-population/).


3 Fonte: World Population Review (http://worldpopulationreview.com/countries/mozambique-population/).
4 Fonte: Country Meters (http://countrymeters.info/en/Mozambique).
5 Fonte: Uneca (https://www.uneca.org/sites/default/files/uploaded-documents/CountryProfiles/2017/mozambique_en.pdf).
6 Fonte: Central Intelligence Agency (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/mz.html).
7
Fonte: worldbank(https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?locations=MZ)
8 Fonte: Anuário Estatístico (http://www.ine.gov.mz/estatisticas/publicacoes/anuario/nacionais)

8
Comércio exterior em 20179:

 Exportações: 4.773 bilhões (2017) USD


 Importações: 5.021 bilhões (2017) USD

Evolução do intercâmbio comercial Brasil – Moçambique 10

9
Fonte: Theodora (https://theodora.com/wfbcurrent/mozambique/mozambique_economy.html).
10
MDIC: http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-
mensal-2
9
I. ASPECTOS GERAIS

1. Geografia

1.1. Distâncias

Localizado na costa oriental da África Austral, Moçambique está dividido em 11 províncias cuja capital,
Cidade de Maputo, é considerada província e tem o seu próprio governador provincial.

Distância em km (a partir de Maputo para a


Província Capital Área (km²)
capital da província)
Cidade de Maputo Maputo 300 -
Maputo Matola 26,058 20 km
Gaza Xai-Xai 75,549 214 km
Inhambane Inhambane 68,615 470 km
Sofala Beira 68,018 1 204, 2 km
Manica Chimoio 61,661 1 140 km
Tete Tete 100,724 1 525, 7 km
Zambézia Quelimane 105,008 1 564 km
Nampula Nampula 81,606 2 029, 9 km
Cabo Delgado Pemba 82,625 2 433, 5 km
Niassa Lichinga 129,056 2 343, 6 km
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE): Estatísticas e Indicadores Sociais, 2012-2013.

Moçambique faz fronteira com alguns países importantes de África, tendo como limites11:
 A Norte, a Tanzânia (840 km);
 A Noroeste, o Malawi (1498 km) e a Zâmbia (439 km);
 A Oeste, o Zimbabué (1402 km), a África do Sul e a Suazilândia (108 km);
 A Sul, a África do Sul (496 km); e
 A Leste, a secção do Oceano Índico designada por Canal de Moçambique.

1.2. Clima

O clima dominante em Moçambique é o clima quente do tipo tropical, e que se subdivide em clima tropical
semiárido, clima tropical de altitude, clima tropical húmido e clima tropical seco. A estação das chuvas
ocorre entre outubro e abril, em que se registram temperaturas mais altas, e a estação seca de maio a
setembro. As temperaturas médias variam entre os 20°C no Sul e 26°C no Norte, sendo que em Maputo
variam entre os 13-24°C em julho, e 22-31°C em fevereiro.

11 Fonte: Central Intelligence Agency (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/mz.html).

10
2. População, centros urbanos e nível de vida

2.1. População

A população de Moçambique é de 30,206,175 habitantes, o que representa uma densidade demográfica de


aproximadamente 38 habitantes por quilómetro quadrado.

População urbana e rural em 2017

População urbana
33%

População Rural
67%

População Rural População urbana

Fonte: Theodora (https://theodora.com/wfbcurrent/mozambique/mozambique_people.html).

2.2. Centros Urbanos


Província Total Mulheres Homens
Cidade de Maputo (capital) 571, 660
529,510
1 101 170 51,9%
48,1%
Maputo 1,328, 611
1,178,487
2 507 098 53%
47%
Gaza 779,998 666,656
1 446 654 53,9% 46,1%

Inhambane 809,772 687,102


1 496 824 54,1% 45,9 %

Sofala 1,149,973 1,071,830


2 221 803 51,8% 48,2%

Manica 995,616 915.621


1 911 237 52,1% 47,9%

Tete 1,414,177 1,349,992


2 764 169 51,2% 48,8%

Zambézia 2,688,388 2,422,399


5 110 787
52,6% 47,4%

11
Nampula 3,161,523
2,941,344
6 102 867 51,8%
48,2%
Cabo Delgado 1,202,042
1,131,236
2 333 278 51,4%
48,5%
Niassa 959,296
906,680
1 865 976 51,4%
48,6%

Fonte: INE: DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS PRELIMINARES IV RGPH 2017 (http://www.ine.gov.mz).

2.3. Principais indicadores socioeconômicos (ano base 2014)

Principais faixas salariais12

Salário mínimo por


Setor Subsetor
mês em MT
Agricultura, Pecuária, Caça e Silvicultura 4.142,00
Pesca industrial 5.115,00
Pesca
Kapenta 4.063,00
Indústria de extração de minerais Grandes indústrias 8.262,00
Pedreiras, micro, pequenas e médias empresas 5.798,00
Indústria Extrativa
Indústria de minerais salinas 5.018,00
Setor industrial
Indústria Transformadora 6.620,00
Setor de planificação 4.699,00
Produção e distribuição de eletricidade e Grandes empresas 7.796,00

12 Fonte: Meu Salário (https://meusalario.org/mocambique/main/salario/salario-minimo). Em vigor entre 1.04.2018 a 31.03.2019.


12
água
Produção, distribuição de eletricidade, gás
Pequenas empresas
e água 6.422,00
Construção -
5.786,00
Atividades de serviços não financeiros -
6.250,00
Atividades de serviços financeiros Bancos e seguradoras 11.987,60
Serviços financeiros Microfinanças 10.570,56
Hotelaria e Turismo 5.878,00

Educação
No ensino geral foram matriculados no I Semestre de 2017 pouco mais de 6.7 milhões de alunos, representando um
crescimento de 2% em relação a 2016 e uma realização do Plano Econômico e Social de 98%. O crescimento foi
mais acentuado no ensino secundário do 2º ciclo (ESG2) que atingiu 19% em relação a 2016, superando a meta em
9%. O ensino primário do 1º Grau (EP1) apenas registrou um incremento de 1% e uma realização da meta em 98%.
No ensino superior foram matriculados no primeiro semestre 2017, um total de 199,482 estudantes, o
correspondente a uma realização de 100% e um crescimento de 1% comparativamente a 2016. No ensino técnico
profissional até ao primeiro semestre 2017, foram matriculados 83.890 estudantes, o correspondente a 99% da meta
planificada e um crescimento de 10% comparativamente a 2016.13

3. Transportes e Comunicações
3.1. Transportes e infra-estrutura

Extensão da rede de estradas (em km) segundo a classificação, tipo de superfície e por províncias14:

13
Balanço do Plano Económico e Social de 2017 - 1º Semestre, 15 de Agosto de 2017
(http://www.mef.gov.mz/index.php/documentos/1201-bdpes-i-sem-2017-ar/file?force)
14
Fonte: INE – Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2014 (http://www.ine.gov.mz/estatisticas/estatisticas-
sectoriais/transporte-e-comunicacao).
13
Tipo de estradas classificadas (tipo de superfície em km)15:
Província Revestida Não revestida Total
Maputo 485 1110 1595
Gaza 998 1721 2719
Inhambane 700 2172 2872
Sofala 584 1758 2342
Manica 513 1935 2448
Tete 961 2009 2970
Zambézia 910 3622 4532
Nampula 566 3470 4036
Cabo Delgado 733 2152 2885
Niassa 591 3346 2937
Total 7041 23295 30336

Linhas Ferroviária e suas características16:

Rede de Hidrovias:

Principais bacias hidrográficas:


 Umbeluzi: nasce perto da fronteira ocidental da Suazilândia, e corre aproximadamente de oeste
para leste, atravessando a província de Maputo para desaguar no estuário do Espírito Santo, junto

15
Fonte: INE – Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2014 (http://www.ine.gov.mz/estatisticas/estatisticas-
sectoriais/transporte-e-comunicacao).

16Fonte: INE – Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2014 (http://www.ine.gov.mz/estatisticas/estatisticas-


setoriais/transporte-e-comunicacao).
14
à cidade de Maputo. O total da área da bacia do Rio Umbeluzi é de 5,400 km. A altitude diminui de
quase 2,000 m na parte oeste até ao nível do mar, na foz do rio.
 Incomati: nasce na província sul-africana de Mpumalanga e atravessa a fronteira de Moçambique
em Ressano Garcia e desemboca no Oceano Índico na parte norte da Baía de Maputo. A bacia do
Incomáti possui uma área de 46.200 km², da qual somente 32% situa-se em território
moçambicano. O comprimento do rio em Moçambique é de 280 km (cerca de 40% de comprimento
total).
 Limpopo: segundo maior rio africano que a desaguar no Oceano Índico (logo a seguir ao
Zambeze), com cerca de 1600 km de comprimento, dos quais 278 são navegáveis. A bacia do rio
Limpopo conta com uma área de drenagem de 408 250 km², cobrindo vastas áreas em países
como o Botswana, Moçambique, África do Sul e Zimbabué.
 Save: nasce no Zimbabwe (a cerca de 100 km a sul de Harare), atravessando Moçambique de
oeste para leste, e desaguando no Oceano Índico. O rio tem um comprimento total de 735 km, dos
quais 330 km em Moçambique e 405 km no Zimbabwe, e uma bacia hidrográfica de 106 420 km²
(22 575 km² em Moçambique e 83 845 km² no Zimbabué).
 Zambeze: o maior rio de Moçambique e o quarto maior do continente africano – depois do Nilo, do
Zaire e do Níger. Nasce na Zâmbia e entra em Moçambique na cauda montante de um grande
empreendimento hidroelétrico: a barragem de Cahora Bassa. Tem de comprimento 2574 km e a
sua bacia hidrográfica estende-se por quase 1.400.000 km².
 Rovuma: nasce próximo do Lago Niassa e desagua no oceano Índico a nordeste da província de
Cabo Delgado, com um total de 760 km de comprimento dos quais 650 km em Moçambique.

Transporte Marítimo

Concessionárias Portuárias a operar em Moçambique: Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo


(MPDC); Cornelder de Moçambique (CdM); Cornelder Quelimane e Sociedade Corredor de
Desenvolvimento do Norte (CDN). A empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, E.P. (CFM), é
uma pessoa coletiva de direito público, que detém a capacidade de exploração no domínio da indústria do
transporte ferroviário e portuário, satisfazendo as necessidades de mobilidade e deslocação das
populações, contribuindo para o equilíbrio e melhoramento da balança de pagamentos do país.

Principais Portos:

CFM Sul CFM Centro CFM Norte


Porto de Maputo: Porto da Beira: Porto de Nacala:
- Cais de pesca, terminal de cabotagem, - Terminal de contentores e propósitos - Terminal de granéis líquidos,
cais de carga geral; terminal de múltiplos; terminal de carga geral, terminal de terminal de carga geral, terminal de
embarque de melaço; terminal de combustíveis, terminal frigorífica. contentores.
citrinos; terminal de açúcar; terminal
de contentores; terminal de aço;
terminal de carvão da Matola;
terminal de graneleiro da Matola,
terminal de combustíveis, terminal de
alumínios da Matola.
Porto de Quelimane Porto de Pemba

15
i) Porto de Maputo: tem ligação férrea ao principal centro financeiro da África do Sul, Joanesburgo, a
capacidade do terminal de contentores é de 300 m em comprimento (984 pés) e está situado na
margem esquerda do rio Matola, é composto por duas importantes áreas: o Porto Comercial de
Maputo e o Complexo Industrial da Matola. Possui uma capacidade global de manuseamento
de carga de aproximadamente 17.000.000 toneladas métricas/ano. A operação de dragagem
do canal de acesso ao Porto de Maputo de 11 para 14,2 m de profundidade visa permitir o
acesso de navios de até 80 mil toneladas, tornando o porto de Maputo mais competitivo nos
mercados regional e internacional.
ii) Porto da Beira: localizado na Costa Leste do Continente Africano; compreende 12 cais e a sua
profundidade ao longo dos mesmos varia entre 8 a 10 m. Tem uma largura mínima de 60 m e
máxima de 20 m, um comprimento de 31.487 km.
iii) Porto de Nacala: localiza-se no extremo Sul da baía de Bengo, é o maior porto natural de águas
profundas da costa Oriental de África e um Porto de baldeação por excelência para toda a
costa africana do Índico. Divide-se em: Terminal de carga geral capacitado para manusear 2
milhões de toneladas anualmente; 8 armazéns com uma superfície total de 21.000 m²; terminal
de contentores com 327 m de comprimento e 15 m de profundidade, 30.000 TEUs anuais de
capacidade de manuseamento e 62.000 m² de área pavimentada para o armazenamento de
2.750 contentores; Pórtico de parque de 25 Tons para contentores de 20 pés; e terminal para
granéis líquidos.

Transporte Aéreo

Lista de aeroportos: Aeroporto Internacional de Maputo; Aeroporto de Inhambane; Aeroporto de Vilanculos;


Aeroporto Internacional da Beira; Aeroporto de Chimoio; Aeroporto de Tete; Aeroporto de Quelimane;
Aeroporto de Nampula; Aeroporto de Nacala; Aeroporto de Pemba e Aeroporto de Lichinga. O aeroporto
com maior tráfego aéreo é o Aeroporto Internacional de Maputo, que recebe voos de Portugal, África do Sul,
Angola, Turquia e Qatar. A partir de Maputo, e em alguns casos a partir da cidade da Beira, é que se fazem
os voos de ligação para as restantes províncias.

A companhia nacional que efetua voos domésticos é a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), que devido à
conjuntura econômica atual, viu-se obrigada a reduzir o número de voos, bem como alterar as rotas dos
voos comerciais e de ligação com outros países, como é o caso de Angola (que agora é efetuado pela
companhia aérea angolana, TAAG) e a Tanzânia. Não existem voos diretos do Brasil para Moçambique,
pelo que as melhores rotas serão: (i) via África do Sul, nomeadamente, Joanesburgo; (ii) via Luanda,
Angola; ou (iii) via Lisboa, Portugal (cfr. Anexo I, 6).

No dia 03 de novembro de 2017, uma nova companhia aérea – a Fastjet – operando aviões Embraer E145
com capacidade para 50 passageiros, começou oficialmente operar no mercado moçambicano, explorando
as rotas Maputo-Beira-Tete-Nampula. Refira-se que a rota Maputo-Beira é feita duas vezes por dia, às
sextas-feiras e domingos, e uma vez nos restantes dias. A rota Maputo-Nampula é diária e Maputo-Tete é
feita quatro dias por semana.17

17
http://www.google.co.mz/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiusf2rtKbaAhULbRQKHfdSDPEQFggx
MAI&url=http%3A%2F%2Fportalmoznews.com%2F2017%2F11%2Fnova-companhia-aerea-comeca-hoje-operar-
mocambique.html&usg=AOvVaw07lZRWqgCcmr_h_8m91Btm
16
3.2. Comunicações

A comunicação em Moçambique tem evoluído de forma considerável nos últimos anos, atualmente sendo
feita através de internet, telefonia móvel e telefonia fixa. Em Moçambique, operam atualmente três
companhias de telefonia móvel: Mcel, (Moçambique Celular – empresa estatal); Vodacom Moçambique,
cuja acionista maioritária é a Vodacom International Limited e Movitel, sociedade composta por capital
Moçambicano e Vietnamita. Para além do acesso à internet por telemóvel, é possível aceder à internet em
cafés, restaurantes e hotéis. O acesso à internet móvel em algumas regiões pode ser condicionado, sendo
que umas operadoras funcionam melhor que as outras, consoante a região. O serviço de Internet é
suportado pela tecnologia ADSL (Assymetric Digital Subscriber Line); Internet sem fio.
Refira-se que o volume de prestação de serviços em comunicações e informação cresceu 9.6%, o que
reflete o crescimento do uso da telefonia móvel (11.2%). Este desempenho positivo é sustentado,
fundamentalmente, pelas diferentes estratégias de marketing que estimularam a procura por estes serviços.
Ainda no ramo das comunicações há a salientar o decréscimo do serviço de comunicações fixas que
registram uma redução de 0.1% em relação a igual período de 2016.18
Conforme constatado no mercado, a comunicação com o Brasil e com outros mercados tem sido direta e
indireta. A comunicação direta acontece nas feiras, em particular, na FACIM – Feira Agro-Pecuária,
Comercial e Industrial de Moçambique, bem como, em reuniões de trabalho que são articuladas entre
empresas nacionais e empresas brasileiras no âmbito de transações comerciais. Por sua vez, a
comunicação indireta acontece no âmbito das transações comerciais entre empresas ou pessoas individuais
com recurso ao email, sites de internet, whatsapp, entre outros.

4. Organização Política e Administrativa

Poder Legislativo Poder executivo


A Assembleia da República, com 250 O Presidente da República que é o
membros, é um dos órgãos de Chefe de Estado, é eleito por sufrágio
soberania consagrados na Constituição universal direto desde 1994, para um
da República de Moçambique, além do mandato de 5 anos, podendo apenas
Presidente da República, o Governo, ser reeleito uma única vez. O Governo
os Tribunais e o Conselho é formado pelo Conselho de Ministros,
Constitucional. Tem como função que assegura a administração do país,
primordial a representação dos garante a integridade territorial, vela
cidadãos, mas também compete à pela ordem pública e pela segurança e
Assembleia da República assegurar a estabilidade dos cidadãos, promove o
aprovação das leis fundamentais da desenvolvimento econômico, e
República e a vigilância pelo desenvolve e realiza a política externa
cumprimento da Constituição, das leis do país.
e dos atos do Governo. Os membros
do parlamento são eleitos por um
período de 5 anos por representação
proporcional.

18
Balanço do Plano Económico e Social de 2017 - 1º Semestre, 15 de agosto de 2017
(http://www.mef.gov.mz/index.php/documentos/1201-bdpes-i-sem-2017-ar/file?force).
17
4.1. Organização Política

Após a sua independência em 1975, Moçambique adotou um regime presidencialista, cujo governo é
nomeado pelo Presidente da República. A nível nacional elege-se o Chefe de Estado, que é o Presidente
da República, o parlamento e a Assembleia da República. A nível provincial são eleitas Assembleias
Provinciais, por um período de 5 anos e cuja função é supervisionar o governo provincial. A nível local, são
eleitos o Presidente do Conselho Municipal e os partidos que integram as Assembleias Municipais, em
cidades e vilas consideradas municípios pela Assembleia da República.

Principais Órgãos do Governo: Conselho de Ministros, Governadores Provinciais, Governadores Distritais e


Conselhos Municipais.

Partidos Políticos

A FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) foi o movimento que lutou pela libertação do país,
desde o início da década de 1960. Após a independência do país, a FRELIMO permaneceu no poder até os
dias atuais, tendo ganho as eleições parlamentares realizadas em 1994, 1999, 2004, 2009 e 2014, e conta
com dois principais partidos da oposição, a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) e o MDM
(Movimento Democrático de Moçambique). Atualmente, a FRELIMO detém maioria na Assembleia da
República com 142 deputados, tendo a RENAMO 75 e o MDM, 30 deputados.

Conselho de Ministros:

1. Presidente da República: Filipe Jacinto Nyusi; 13. Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos
2. Primeiro-Ministro: Carlos Agostinho do Rosário; 14. Ministra da Saúde
3. Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação 15. Ministro da Juventude e Desportos
4. Ministro da Economia e Finanças 16. Ministra do Género, Criança e Ação Social
5. Ministro da Defesa Nacional; 17. Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano
6. Ministro de Interior; 18. Ministro da Indústria e Comércio
7. Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar; 19. Ministro dos Transportes e Comunicações
8. Ministra da Administração e Função Pública; 20. Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural;
9. Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social; 21. Ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e
Técnico Profissional
10. Ministra na Presidência para os Assuntos da Casa 22. Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recurso
Civil; Hídricos;
11. Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas; 23. Ministro da Cultura e Turismo
12. Ministra dos Recursos Minerais e Energia; 24. Ministro dos Combatentes

Os principais Ministérios e órgãos com funções econômicas são o Ministério da Indústria e do Comércio, o
Ministério da Economia e Finanças e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Ministério da
Indústria e do Comércio (MIC) dirige, coordena, assegura e planifica a execução de políticas, estratégias e
planos de atividades nas áreas da indústria, comércio e prestação de serviços no âmbito das suas
atribuições.19

19Fonte: Autoridade Tributária de Moçambique (http://www.at.gov.mz/por/Perguntas-Frequentes2/Procedimento-de-Importacao-e-


Exportacao).
18
4.2. Organização Administrativa

Moçambique está dividido em 11 províncias, cujos governadores são nomeados pelo Presidente da
República. O Governo Provincial é o órgão encarregue de garantir a execução, ao nível da província, da
política governamental e exerce a tutela administrativa sobre a as autarquias locais. As autarquias locais
que são os municípios e as povoações, estão sujeitas à tutela administrativa do Estado. Os municípios
elegem o seu Presidente do Conselho Municipal e os partidos que integram as Assembleias Municipais.

5. Organizações e acordos internacionais mais relevantes


Moçambique pertence a organizações internacionais importantes, nomeadamente: Organização das
Nações Unidas (ONU); UNICEF - United Nations Children's Fund; Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (UNDP); Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP); Comunidade para o
Desenvolvimento da África Austral (SADC); Organização Mundial do Comércio (OMC); Banco Africano do
Desenvolvimento (BAD) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Moçambique encontra-se inserido nos seguintes acordos de comércio internacional: Acordos regionais,
Iniciativas unilaterais e Acordos Multilaterais. Os Acordos regionais incluem a Zona de Comércio Livre da
SADC, os Acordos de Parceria Econômica SADC-UE (assinados em junho de 2016), bem como o acordo
tripartido entre a the Southern Africa Development Commission, East African Community e o Common
Market for Eastern and Southern Africa (SADC-EAC-COMESA), que está a ser negociado.

As iniciativas unilaterais referem-se essencialmente aos Acordos de Comércio Preferencial (Preferential


Trade Agreement - PTA) destinados aos LDC - Least Developed Countries, incluindo a Lei do Crescimento
e Oportunidades para África (African Growth and Opportunity Act – AGOA). Por Acordos Multilaterais,
entende-se as negociações comerciais entre os países membros da OMC.

Em 30 de março de 2015, foi assinado o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre
o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República de Moçambique, que é o primeiro
tratado assinado com base no novo modelo brasileiro de acordos de investimentos, elaborado pelo
Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Ministério da Fazenda, em
consultas com o setor privado.

19
II. ECONOMIA, MOEDA E FINANÇAS

1. Conjuntura Econômica
A economia moçambicana apresenta alguns sinais de recuperação, após um difícil ano de 2016, com um
abrandamento acentuado do crescimento e impactos na moeda e inflação do país. O crescimento do PIB no
primeiro trimestre em 2017 aumentou 2,9%, mais do que o dobro da taxa de crescimento do trimestre
anterior. O metical, que teve uma contínua desvalorização nos primeiros dez meses de 2016, está agora
mais estável, tendo fortalecido cerca de 28%, face ao dólar americano nos últimos 9 meses.

Uma forte política monetária foi a chave desta mudança e também contribuiu para o lento alívio da inflação
em meados de 2017. O crescimento moderado da atividade econômica, em 2017, refletiu a baixa procura
doméstica em face das dificuldades de financiamento da despesa pública e da forte redução do crédito
bancário ao setor privado. Em 2017 observou-se uma recuperação do crescimento do ramo da agricultura,
favorecido pelas boas condições climáticas, após uma seca severa em 2016, que afetou toda a zona da
África Austral.

Projeção do Produto Interno Bruto para 201820

A inflação continuou a desacelerar, em termos anuais, ao passar de 7,15%, em novembro de 2017, para
3,84%, em janeiro de 2018, (após 20,56% em janeiro de 2016). Estes dados refletem a fraca procura
interna e o aumento da oferta de produtos agrícolas.
No entanto, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018 a inflação foi de 1,50%, justificada pelos
ajustamentos dos preços dos combustíveis líquidos (+1,53%), do gás doméstico (+15,28%) e das matrículas
e propinas das escolas públicas (+6,7%).

20 Fonte: Plano Económico e Social para 2018.


20
Por sua vez, estimativas preliminares relativas à evolução da atividade econômica em 2017, indicam que o
PIB registrou um crescimento anual de 3,7%, cerca de 10 pb abaixo do verificado no ano anterior. O
desempenho da atividade econômica foi propiciado pela expansão robusta da indústria extrativa, decorrente
do aumento da procura externa de matérias primas de exportação, e combinação com uma melhor dinâmica
dos ramos de agricultura, dos transportes e comunicações.

Crescimento anual do PIB

Formação do PIB por principais setores – variação anual

2. Principais setores de Atividade


Setor Florestal

Atualmente, as receitas aduaneiras da madeira rondam os 20 milhões de dólares. As projeções do Ministro


do Ambiente, são de 140 milhões de dólares, com a criação de um órgão regulador da atividade. O
exercício da atividade florestal em Moçambique carece de autorização pela entidade competente.

21
Entende-se por atividade florestal ou exploração florestal o conjunto de medidas e operações ligadas à
extração dos produtos florestais para a satisfação das necessidades humanas (abate, transporte, serragem
de material lenhoso, extração, secagem, fabrico de carvão, processamento de madeira ou qualquer outra
que a evolução técnica venha a indicar).

Existem mais de 1000 licenças atribuídas em Moçambique a entidades para exportarem madeira.
A floresta cobre cerca de 70% da superfície total do país, cerca de 40,1 milhões de hectares, divididos em
26,9 Milhões de hectares de florestas produtoras de madeira e 13,2 Milhões de hectares de áreas de
conservação. O projeto “Floresta em Pé” – principal programa da Direção Nacional de Florestas, entidade
tutelada pelo Ministério de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural – assenta em 5 ideias-chave:
Conservação e valorização das florestas, sustentabilidade financeira das atividades florestais, formação,
transparência e acesso à informação e mitigação das alterações climáticas.

Situação atual das Florestas em Moçambique21


Apesar do grande potencial florestal, Moçambique ainda enfrenta enormes desafios na gestão destes
recursos, em parte devido a grande demanda da indústria florestal, e pelo fato de cerca de 85% das
necessidades energéticas serem satisfeitas pela energia de biomassa.

O relatório “Global Forest Resource Assessemt de 2005” indicava que Moçambique possuía, em 1990,
cerca de 20 milhões de hectares de floresta produtiva e 42.4 milhões de hectares de outras formas de
floresta aberta de pouca produtividade madeireira. Segundo esta fonte, em 2005, a superfície coberta por
floresta produtiva reduziu em cerca de 3.7%, i.e., em 15 anos a floresta produtiva diminuiu em cerca de 740
mil hectares.

O último inventário florestal nacional disponível remonta a 2007. Segundo o inventário, a taxa de
desmatamento é estabelecida em 0.58%, correspondente a uma perda florestal anual de 219 mil hectares.
Um estudo elaborado pela Universidade Eduardo Mondlane e publicado em fevereiro de 2014 concluiu que
a situação não só piorou como houve um aumento de 88% de exploração ilegal desde 2007. O relatório
também estima que, em 2012, tenham sido cortados 900,000 m³ para consumo doméstico e mercados
internacionais, excedendo massivamente os 320,000 m³ de corte licenciado para esse mesmo ano.

Setor Agro-pecuário

O principal tipo de agricultura praticada em Moçambique é a de subsistência da qual depende 83% da


população rural. O Plano Econômico e Social, assim como o Orçamento do Estado para 2017, dão um
enfoque particular no financiamento para o desenvolvimento socioeconômico, privilegiando quatro áreas:
agricultura, energia, turismo e infra-estruturas.

O programa “Sustenta”, lançado oficialmente em fevereiro, é a consolidação da aposta do governo


moçambicano no setor agrário. Financiado pelo Banco Mundial em cerca de 218 milhões de euros,
estrutura-se nos recursos naturais e na agricultura integrada.
Os produtos tradicionalmente exportados pelo setor agrário são: tabaco (Tete e Zambézia), açúcar
(Marromeu e Mafambisse – Sofala, e Maragra e Xinavane - Maputo), caju (Nampula) e algodão (Nampula e
Cabo Delgado).

21 Inventário Florestal Nacional.


22
Moçambique é o 4.º maior produtor de tabaco de África. A agricultura, enquanto base da economia
moçambicana, é a prioridade para combater a pobreza em Moçambique.

Medidas no setor agrário até 2020: produção e distribuição de 17,6 milhões de doses de vacinas diversas
para a sanidade animal; produção de 2,8 milhões de toneladas de cereais, 707 mil toneladas de
leguminosas e 12,8 milhões de toneladas de raízes e tubérculos.
A soja é uma cultura emergente em Moçambique e registra-se um aumento na sua procura, principalmente
para a indústria avícola, com maior concentração nas províncias de Niassa, Nampula, Zambézia, Tete e
Manica. Para 2017, prevê-se uma taxa de crescimento de 22%.

Moçambique conta com um potencial estimado em 900 mil hectares para a produção de arroz, dos quais
apenas cerca de 310 mil estão sendo explorados atualmente. Cerca de 90% da produção do arroz é
realizada pelo setor familiar em regime de sequeiro, com rendimentos médios entre 1.0 e 1.2 toneladas por
hectare no sistema de sequeiro e 2.8 e 3.5 toneladas no sistema irrigado. É nas províncias de Sofala e
Nampula que se encontram os principais produtores de arroz do país.

Mineração

Moçambique é um país dotado de abundantes recursos naturais, com destaque para o potencial
hidroelétrico, reservas de gás natural, carvão e minerais. A economia de Moçambique registrou um
crescimento de 3,8% em termos reais em 2016. A evolução da economia do país ficou a dever-se em
primeiro lugar ao desempenho do setor secundário, seguido pelo setor terciário e, por fim, o primário. Neste,
o crescimento foi de 3,9%, impulsionado pela extração mineira, que cresceu 10,9%.

O maior crescimento econômico de 2017 assenta na exploração dos recursos minerais, caso do carvão,
que deverá registrar um aumento substancial devido ao aumento dos preços, da maior procura por parte
das empresas da Índia e dos esforços das próprias empresas realizados em 2015 e 2016, no sentido de
melhorarem a respectiva eficiência. A produção de óxido de titânio também deverá aumentar com as
empresas a procurar obter benefícios econômicos devido ao aumento dos preços nos mercados
internacionais.

A esperança de crescimento econômico acelerado reside no setor de energia e recursos minerais,


nomeadamente a energia hidroelétrica, gás natural e petróleo, carvão, areias pesadas e outros metais,
pedras preciosas e semipreciosas e minérios industriais. Em 2016, o alumínio foi a principal matéria-prima
exportada e Moçambique tem vindo a apostar na criação de infra-estruturas nos setores geológico, mineral
e energético.

A Indústria Extrativa

Segundo dados de março de 2018, a contribuição da indústria extrativa na economia nacional está a
registrar um aumento. Atualmente, o setor contribui com 4,1 por cento. Moçambique tem efetuado reformas
na legislação aplicável ao setor com vista a criar comodidade aos investidores e adequá-la às boas práticas
internacionais, bem como, para uma partilha justa e transparente dos ganhos entre os operadores do setor
extrativo e o Estado.

23
O Banco Mundial espera que os investimentos previstos nas indústrias extrativas de Moçambique
aumentem as receitas públicas. A instituição considera que Moçambique está a preparar-se para um novo
ambiente caracterizado por recursos abundantes, bem como o desenvolvimento de uma economia mais
diversificada e produtiva. Estas conclusões são apoiadas pelo Plano Quinquenal do Governo 2015-2019 e
pelas reuniões com parceiros nacionais e internacionais.
A implementação de gás natural no projeto Coral Sul, e o complexo industrial ligado ao processamento de
gás natural, no distrito de Palma, ambos na província de Cabo Delgado, são projetos que reforçam
Moçambique enquanto mercado catalisador de investimento estrangeiro.

Indústrias extrativas e a sua localização geográfica22:


 Carvão – Tete, Manica e Niassa;
 Bentonite – Maputo;
 Cobre – Tete e Manica;
 Bauxite – Manica, Tete, Zambézia e Niassa;
 Mármore – Cabo Delgado;
 Grafite – Cabo Delgado e Tete;
 Granito e saibro – todas as Províncias;
 Sal – no litoral;
 Asbestos – Manica, Zambézia e Tete;
 Areias pesadas – Gaza e Nampula;
 Gás natural – Inhambane (Pande e Temane) e Sofala (Búzi);
 Feldspato – Zambézia, Manica, Tete e Nampula;
 Tântalo – Zambézia, Tete, Manica e Sofala;
 Petróleo – Bacia de Rovuma e Zambeze;
 Columbite, berilo, pedras preciosas e caulino – Niassa, Manica, Tete, Zambézia e Nampula;
 Mica – Sofala, Zambézia, Manica, Tete e Nampula.
O terminal multiusuário de Nacala-a-Velha já exportou pouco mais de 9.5 milhões de toneladas de carvão
mineral extraído em Moatize, desde a sua operacionalização na fase experimental em finais de 2015. De
Moatize, o carvão é transportado por via férrea num percurso de 912km da linha que atravessa o vizinho
Malawi, e desagua nas águas profundas da baía do Bengo, em Nacala.
Após a conclusão da construção de raíz do Porto de Nacala-a-Velha e da construção/reabilitação de novos
troços da ferrovia, a infra-estrutura atendeu mais de 120 navios, um dos quais com capacidade bruta de 210
mil toneladas. O terminal inaugurado tem capacidade para escoar 18 milhões de toneladas por ano.
A médio prazo, o The Economist Intelligence Unit prevê que o carvão possa ser a maior fonte de exportação
para Moçambique, com a região centro do país em claro destaque. O país tem reservas estimadas em 200
bilhões de toneladas, revelando potencialidade para se afirmar como um dos 10 maiores produtores de
carvão.
A mina de Moatize é dos principais investimentos no setor, com um aumento previsto de 8,7 milhões de
toneladas produzidas em 2016 para 13 milhões no corrente ano. Prevê-se que o carvão ultrapasse o
alumínio como a maior fonte de receitas de exportação em Moçambique ainda em 2017. A Índia é o
principal destino das exportações de carvão, com um crescimento da procura anual a rondar os 5%.

22 Dados referentes a 2014 (http://aulaindustriamoz.blogspot.com/2013/09/a-industria-em-mocambique.html).


24
Dados sobre o Corredor de Nacala:

i) Previsão de transporte de 10 milhões de toneladas de carvão;


ii) 4 mil empregos criados direta e indiretamente pelo empreendimento;
iii) Extensão de 915 quilómetros – é o percurso da maior linha férrea de Moçambique e que passa por
Malawi (120 vagões);
iv) a sua função é escoar o carvão produzido pela empresa brasileira Vale, na província de Tete;
v) o carvão metalúrgico e o térmico extraídos nas minas de Moatize têm como destino os mercados do
Brasil, China, Japão e índia.

O processamento de grafite é um dos projetos mais ambiciosos em Moçambique a longo prazo. O “Ancuabe
Graphite Project” prevê produzir cerca de 60 000 toneladas/ano em 17 anos, sob alçada da Triton Minerals.
Em Namanhumbir, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, foram descobertos rubis de
caráter excecional, tornando a reserva em desenvolvimento mais significativa do mundo, cuja área de
exploração é de 340km².
Outros operadores: Savannah Resources; Gemfields; Syrah Resources; MG Graphit Kropfmühl e
Montepuez Ruby Mining Ltd.

Indústria

A indústria transformadora cresceu 7,3% em 2016, sendo o subsetor com melhor desempenho no setor
secundário. Este é, aliás, o que ocupa o primeiro lugar no pódio dos três setores que mais contribuíram para
o crescimento de 3,8% da economia moçambicana em 2016.
Ainda pouco industrializado, o setor da indústria representava, em 2015, 21,6% do PIB e empregava
apenas 6% da força laboral. O país conta com indústrias nas áreas alimentar, tabaco, química, têxtil e
bebidas alcoólicas. Os principais tipos de indústria são a extrativa e a transformadora.
O processo de industrialização de Moçambique prevê um crescimento de 9,1% do setor. Os vastos recursos
minerais disponíveis, particularmente de carvão e gás natural, e os projetos já em curso ou em carteira são
essenciais para este crescimento. Destaque para o apoio da China nesta aposta do governo moçambicano
no processo de industrialização, num investimento previsto de 1,4 bilhão de dólares.
A indústria transformadora divide-se em:
Indústria ligeira (indústria de bens de uso e consumo): Indústria de açúcar (Maputo e Sofala), Indústria
alimentar e de bebidas (em todas as províncias), Indústria de calçado e outros artigos de vestuário (Maputo,
Sofala, Manica e Zambézia), Indústria tabaqueira (Maputo, Sofala e Tete) e Indústria de descaroçamento de
algodão e desfibramento de sisal (Sofala, Cabo Delgado, Niassa e Inhambane).
Indústria pesada (base e equipamento): Indústria de produtos minerais não metálicos (províncias de
Maputo, Sofala, Nampula e Zambézia), Indústrias químicas (província de Maputo, Sofala e Tete), Indústrias
metalúrgicas de base (província de Maputo), Indústrias de materiais de construção (Cabo Delgado,
Zambézia, Nampula, Niassa e Maputo), Indústrias de construção de meios de transporte – Maputo, Sofala,
Tete e Nampula e Indústrias de pesca (Maputo, Inhambane, Sofala e Nampula).
25
Energia

Setor Elétrico

95% da energia em Moçambique é proveniente de barragens hidroelétricas, instaladas nas províncias de


Tete, Manica e Niassa.
A barragem de Cahora Bassa é a maior produtora do país e localiza-se sobre o rio Zambeze, na província
de Tete, com 171 metros de altura por 303 metros de largura e encontra-se equipada com 5 turbinas com
uma potência de 415 megawatts, a represa é comparável à de Hoover, nos EUA, tanto em tamanho como
em capacidade de geração elétrica.
Em 2015, a produção rondou os 16,078 GWh, em que cerca de 70% é vendida à África do Sul, Botswana e
Zimbabué.
O projeto foi concebido numa lógica de exportação. A barragem possui uma capacidade de geração elétrica
máxima que ronda os 2 mil megawatts, excedendo amplamente a procura elétrica de todo o país na altura
em que a obra começou.
A produção de energia hidroelétrica está a ser desenvolvida pela Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) em
Tete. Em 2016, foi inaugurada uma nova unidade de processamento do gás natural em Cabo Delgado, na
Bacia do Rovuma. O projeto do gás natural liquefeito (GNL) que está em desenvolvimento em Cabo
Delgado tem o objetivo de reunir, processar e exportar o gás natural que será extraído na Bacia do Rovuma.
Este GNL será utilizado como uma fonte de energia em Moçambique e em outros países.
Beneficiando de uma localização estratégica, Moçambique é considerado uma plataforma de entrada nos
mercados do universo da SADC (Southern African Development Community), que agrega cerca de 280
milhões de consumidores. Nos últimos anos, o país foi encarado como um caso de sucesso entre as
economias africanas e tem assumido um papel cada vez mais determinante no contexto da África Austral,
atendendo, nomeadamente, ao seu potencial como fornecedor de energia para a região.
O Governo investe, por ano, perto de 100 milhões de dólares para a expansão da rede elétrica de
Moçambique. Este investimento é direcionado para vários projetos, como a construção de centrais
termoelétricas de gás natural.
Estima-se que de 2015 para 2016, as vendas de energia aumentaram 78%, passando de 3.907
gigawatts/hora para 4.054 gigawatts/horas (GWh).
No que toca às exportações, estas cresceram 79% de 2015 para 2016. As vendas de energia aos países da
região austral de África passaram de 862 GWh para 1.541 GWh durante o mesmo período. O potencial
instalado no país, em termos energéticos, aumentou de 12.000 MW a 18.000 MW e pode gerar mais de
95.000 GWh/ ano.
Principais players no setor de energia: Hidroelétrica Cahora Bassa (HCB) e a empresa pública Eletricidade
de Moçambique (EDM).

26
Hidrocarbonetos

Moçambique já é considerado o 13.º país no mundo com mais reservas de combustíveis fósseis. Somente
em 2012, foram descobertos mais de 100 bilhões de pés cúbicos de gás natural em solo nacional. A região
norte do Rio Rovuma, na província de Cabo Delgado, é hoje a mais promissora para o desenvolvimento do
setor de petróleo e gás no país.
Em 2010, a Anadarko Petroleum Corporation (Anadarko) e a Ente Nazionale Idrocarburi S.p.A. (ENI),
anunciaram descobertas de 33 a 38 triliões de pés cúbicos de gás natural recuperável ao longo da costa na
bacia do Rovuma. Como líder na exploração em águas profundas, a Anadarko identificou características
geológicas na Bacia do Rovuma que a tornam uma área atrativa para a empresa procurar petróleo ou gás
natural.
O projeto de pesquisa e exploração da bacia do Rovuma é liderado pela empresa Anadarko, a Empresa
Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique e pela ENI (Mozambique Rovuma Venture SpA). Além
das previamente citadas, outras grandes companhias como a Galp Energia, ExxonMobile, Statoil Holding
Netherlands B.V., Sasol Petroleum International, Petronas, Kogas, China National Petroleum Corporation
(CNPC), e Mitsui, também estão envolvidas no projeto.
O valor do investimento atual gira em torno de US$ 25 bilhões para o desenvolvimento de uma cadeia de
valor que inclui desde a implantação das indústrias a centros de gaseificação. O Banco Mundial tem se
aliado ao governo moçambicano com o objetivo de apoiar os planos de desenvolvimento do setor do
petróleo e gás.
A atividade de pesquisa de hidrocarbonetos concentra-se em zonas de acumulação de rochas
sedimentares denominadas Bacias Sedimentares.
Em Moçambique existem 6 grandes Bacias Sedimentares, designadamente:
 Bacia de Moçambique;
 Bacia do Rovuma;
 Bacia do Lago Niassa;
 Bacia de Maniamba;
 Bacia do Médio Zambeze;
 Bacia do Baixo Zambeze.
As Bacias costeiras de Moçambique e do Rovuma constituem as principais Bacias Sedimentares no país
quer em termos de volume de sedimentos acumulados, assim como de ocorrências de hidrocarbonetos.
Nestas bacias tem vindo a concentrar-se grande parte das atividades de pesquisa de hidrocarbonetos.
A Bacia de Moçambique estende-se ao longo da planície costeira das zonas central e sul de Moçambique.
Por sua vez, a Bacia do Rovuma localiza-se no Norte de Moçambique ocupando mais de 29 500 km² desde
a zona costeira continental à marítima.

27
Atividades de Pesquisa
Atualmente, o país possui 8 áreas de pesquisa de hidrocarbonetos, localizadas nas bacias de Moçambique
e do Rovuma. A ENH participa nas atividades de pesquisa em parceria com outras empresas internacionais.
Estas atividades têm por objetivo a identificação do potencial de ocorrência de hidrocarbonetos, bem como
a avaliação para o desenvolvimento de novos reservatórios.

3. Moeda e Finanças

3.1. Moeda

A moeda nacional é o Metical (MZN). Durante o terceiro trimestre de 2017, o Metical manteve a sua
tendência de desvalorização face às principais moedas de referência para o país, nomeadamente, o Dólar
americano, o Euro e o Rand sul-africano, contrariando os esforços das autoridades monetárias nacionais na
redução dos níveis de desvalorização do Metical face àquelas sustentada pelas variações de -14,2%, -9,7%
e -8,6%, respetivamente, em relação ao mesmo período de 2016. Note-se que a variação mais expressiva,
até meados de 2017, foi em relação ao Dólar americano. Atualmente, o metical encontra-se estável em
relação ao Dólar americano, na ordem dos 60 MZN.

Variação Cambial do MZN face ao Dolar

Fonte: Banco de Moçambique

3.2. Balanço de pagamentos e reservas internacionais

Dados provisórios indicam que, no primeiro trimestre de 2017, o défice da balança de transações correntes
registrou uma redução na ordem dos USD 263 milhões situando-se em USD 718 milhões, a refletir um
aumento das exportações de bens acima do incremento das importações.

A melhoria da conta corrente foi favorecida pelo aumento dos preços das mercadorias no mercado
internacional, que combinado com o efeito volume levou ao aumento do valor das exportações dos grandes
projetos em USD 289 milhões, perante uma ligeira redução das exportações dos produtos tradicionais (-
USD 9 milhões), num contexto em que as importações totais reduziram em USD 110 milhões.
Refira-se, no entanto, que excluindo os grandes projetos, as importações da economia incrementaram em
USD 153 milhões.
28
Os recursos externos para o financiamento da economia, espelhados na conta financeira, reduziram no
primeiro trimestre do presente ano em USD 79 milhões, comparativamente ao período homólogo do ano
passado. A redução dos fluxos financeiros no período em análise refletiu a diminuição do IDE em USD 131
milhões, com destaque para o destinado aos setores tradicionais (cerca de USD 126 milhões) e a redução
de investimentos de carteira (cerca de USD 68 milhões), o que foi atenuado pelo incremento dos outros
passivos em USD 150 milhões, com destaque para os créditos comerciais contraídos por empresas
privadas23.

Reservas internacionais líquidas24

3.3. Finanças Públicas25

O Orçamento do Estado para 2017, aprovado através da Lei n.º 10/2016, de 30 de dezembro, é o reflexo
financeiro das ações que expressam os objetivos definidos no Plano Econômico e Social para 2017,
alinhados com o Plano Quinquenal do Governo 2015-2019.
Deu-se um equilíbrio orçamental no período entre janeiro a junho de 2017, do qual foram cobradas as
Receitas do Estado no valor de 85,181.10 milhões de Meticais, equivalentes a 45.7% da previsão anual,
tendo realizado despesas totais que atingiram o montante de 109,028.80 milhões de Meticais,
correspondente a 40% do Orçamento anual.

Para a cobertura do défice, o Estado teve que recorrer ao financiamento Externo e Interno nos montantes
de 21,065.70 e 6,357.00 milhões de Meticais. Pondo em prática a execução do Orçamento do Estado,
destacamos o período compreendido entre janeiro a junho de 2017, como sendo de maior equilíbrio na
medida em que foram cobradas receitas do Estado no valor de 85,181.10 milhões de Meticais, equivalentes
a 45.7% da previsão anual, no mesmo período realizaram–se despesas na ordem de 109.028,80 milhões
de meticais, o que corresponde a 40 % do orçamento anual.

23
Balanço do Plano Económico e Social de 2017 - 1º Semestre -15 de Agosto de 2017, pg. 41 e 42
24 Fonte: BM – Relatório Anual 2016 (http://www.bancomoc.mz/fm_pgTab1.aspx?id=106&bs=1).
25
Balanço do Plano Económico e Social de 2017 - 1º Semestre -15 de Agosto de 2017, pg. 43
29
3.4. Sistema Bancário26

O sistema bancário é dominado, essencialmente, por três bancos, nomeadamente, o Banco Internacional
de Moçambique (Millennium BIM), o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Standard Bank. É
notório o surgimento contínuo de novos bancos resultado do aumento de investidores nacionais e regionais,
tornando-se, assim, num setor muito competitivo, implicando, em alguns casos, a redução de marcos de
lucros anuais. Numa análise agregada do setor bancário, têm-se verificado uma necessidade clara: um
crescimento qualitativo e inclusivo dos bancos comerciais, tendo como focos a crescente transparência e
fortalecimento dos mesmos. Para além dos 3 principais bancos, operam no mercado, embora com uma
capacidade e influência menor, os seguintes bancos: Banco ABC; Barclays Bank Moçambique; Banco de
Negócios Internacional (BNI); Banco Único; Capital Bank; Ecobank; First National Bank (FNB); Moza Banco
e Société Générale Moçambique.

3.5. Riscos para o país

A inflação anual de Moçambique passou de 3,05%, em março de 2018 para 3,26% em maio do mesmo ano
e o crescimento econômico continua moderado. De acordo com dados do Banco de Moçambique27, as
contas externas do primeiro trimestre de 2018, apontam para um aumento das exportações, estimuladas
pelo bom desempenho da economia global, traduzindo-se numa maior oferta de divisas no mercado
doméstico, com impacto no comportamento da taxa de câmbio do Metical face às principais moedas
transacionadas no mercado. Assistiu-se ao retorno da tendência de ganhos nominais do Metical, com o
Banco de Moçambique a registrar compras líquidas de divisas, contribuindo para reforçar a posição das
reservas internacionais.
Sem o progresso no processo de reestruturação da dívida até à data, a posição da dívida do país mantém-
se insustentável. A massa salarial continua a ser uma fonte significativa de pressão, dados os recentes
cortes ao orçamento do investimento terem afetado os setores econômico e social, prejudicando
potencialmente a composição do orçamento. Os riscos fiscais, particularmente para algumas das grandes
empresas públicas de Moçambique, estão a materializar-se e podem comprometer os esforços de
recuperação, se não forem geridos de forma proativa.28

III. COMÉRCIO EXTERIOR GERAL DO PAÍS

1. Evolução recente: considerações gerais


O fato de Moçambique se encontrar numa zona estratégica, sendo porta de acesso marítimo a muitos
países, como Malawi, Zâmbia e Zimbabué, é fator decisivo na sua relação comercial com o exterior.
Efetivamente, Moçambique tem como principal fonte de exportação o alumínio, no entanto, evidencia-se,
igualmente, pela exploração de carvão, gás natural, minerais e hidroeletricidade29.

26 Fonte: Associação Moçambicana de Bancos (http://www.amb.co.mz/)


27
Fonte: Banco de Moçambique – Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação
28 Fonte: Banco Mundial (htt://www.worldbank.org/pt/country/mozambique/overview)
29 Moçambique Overview – Perspectivas Econômicas para 2016 – TTA

30
A África do Sul apresenta-se como um parceiro comercial decisivo. Em 2015, foi o país que mais importou,
sendo o segundo cliente de Moçambique no que concerne à exportação. O maior cliente da exportação
moçambicana são os Países Baixos, fruto de Roterdão ser o principal porto de desembarque das
mercadorias moçambicanas para os Estados-Membros da União Europeia. Estes dois países representam
quase metade das exportações moçambicanas (48,1% em 2015).

Os países que se destacaram nas relações comerciais com Moçambique no terceiro Trimestre de 2017 em
termos de destino das exportações foram: Índia (30,3%), África do Sul (20,9%), Países Baixos (13,3%),
China (4,8%) e Hong Kong (4,5%) tendo como principais produtos de transação: barras de alumínio, gás,
madeira serrada, minérios de titânio, coques e semi-coques, energia elétrica, hulha e pedras preciosas.

Relativamente às importações, destacam-se entre os fornecedores para Moçambique os seguintes países:


África do Sul (31,7%), Emirados Árabes Unidos (11,5%), China (9,5%), Países Baixos (7,5%) e Índia (7,0%).

Os principais produtos transacionados são: energia, automóveis, óleos de petróleo, alumínio bruto,
medicamentos, trigo e aparelhos elétricos para telefonia e telegrafia.30

2. Direção
Quadro sintético das Importações

2014 (por 2015 (por 2016 (por 2017 (por


Importações por principais
milhares de milhares de milhares de milhares de
países31
US Dolar) US Dolar) US Dolar) US Dolar)
Mundo 8.743 7.907 5.295 5.761
1.º África do Sul 2.892 2.380 1,587 1.649
2.º Emirados Árabes Unidos 479 342 379 542
3.º China 700 987 417 493
4.º Países Baixos 599 575 125 490
5.º Índia 328 316 325 471
6.º França 70 270 63 252
7.º Portugal 456 457 305 242
8.º Japão 275 243 108 127
11º EUA 159 195 120 111
(...)
25.º Brasil 85 48 29 33

30
Síntese de Conjuntura Econômica Nº 18, III Trimestre, Dezembro 2017 – INE, pg 14
31 Cfr. International Trade-Center (http://www.trademap.org/countrymap/Country_SelProductCountry_TS.aspx).
31
Quadro sintético das Exportações

2015 (por 2016 (por 2017 (por


Importações por
milhares de milhares de US milhares de
principais países32
US Dolar) Dolar) US Dolar)
Mundo 3.196 3.354 4,687

1.º Índia 339 675 1,621


2.º África do Sul 585 706 858

3.º Países Baixos 952 701 472

4.º Itália 100 41 270

5.º China 88 142 252

6.º Reino Unido 81 59 210

7.º Singapura 145 140 136

8.º Bélgica 89 46 89
9.º Zimbabué 79 45 56

(...)

3. Composição

Quadro sintético de Importações mundiais de Moçambique por principais produtos ou grupos de


produtos33:

2013 (por 2014 (por 2015 (por 2016 (por 2017 (por
Descrição milhares de milhares de milhares de milhares de milhares de
US Dolar) US Dolar) US Dolar) US Dolar) US Dolar)
2,969,535 1,705,312 1,026,977 1,016,793
Combustíveis 1,293,247
Máquinas 1,134,993
902,605 950,296 638,673 503,751
mecânicas
Automóveis 835,497 860,144 724,509 329,860 324,689
Máquinas
538,045 697,243 611,471 423,679 340,326
elétricas
Navios, barcos
e estruturas 4,488 12,476 535,411 6,111 216,593
flutuantes
Alumínio 517,166 575,431 518,914 139,309 505,087
Obras de ferro
236,639 342,191 333,084 194,159 153,138
ou aço
Cereais 405,696 371,261 323,713 301,400 364,908

32 Cfr. International Trade-Center (http://www.trademap.org/countrymap/Country_SelProductCountry_TS.aspx).

32
Produtos
156,549 171,195 315,672 197,952 205,113
farmacêuticos
Ferro e aço 196,965 252,543 169,747 92,463 117,286
Plástico 190,131 182,449 164,126 130,762 124,889
Locomotivas e
material 68,346 101,833 141,095 21,425 32,214
circulante
Sal, enxofre,
terra, pedra,
146,450 108,439 112,052 79,507 78,783
gesso, cal e
cimento
Mobília,
colchões e 110,230 117,277 104,413 65,768 60,300
semelhantes
Produtos
65,711 77,652 84,756 85,572 86,654
químicos
Gorduras e 93,507 94,206
óleos animais 185,495 162,507 100,467
ou vegetais
10,099,147 8,743,074 7,907,622 5,295,313 5,761,505
Total

Quadro Sintético de Exportações mundiais de Moçambique por principais produtos ou grupos de


produtos34:

2013 (por 2014 (por 2015 (por 2016 (por 2017 (por
Descrição milhares de milhares de milhares de milhares de milhares de
US Dolar) US Dolar) US Dolar) US Dolar) US Dolar)
1,064,303 1,074,468 889,325 1,199,031
Alumínio 1,413,761
1,346,469 1,419,377 934,502 2,426,243
Combustíveis 971,283
Tabaco e sucedâneos 257,334 258,066 292,850 233,684 211,577
Minérios, escórias e cinzas 157,885 187,161 147,421 191,269 210,706
Açúcar 190,470 86,484 123,366 49,109 27,014
Pedras e matais preciosos, 103,364 101,289
1,221 80,440 99,398
naturais e semipreciosas
Madeiras e derivados 50,667 123,377 48,404 29,751 59,176
Frutas 55,763 81,283 45,869 72,854 90,966
Maquinaria 94,879 43,490 39,559 26,961 21,021
Algodão 102,450 79,827 39,058 21,265 13,619
Peixe e marisco 42,200 59,889 37,334 44,400 40,882
Bebidas 5,239 15,153 32,232 26,127 14,455
Vegetais 26,397 48,959 30,593 35,229 35,899
Gorduras e óleos animais ou 14,443 22,808
18,739 33,306 25,177
vegetais
Sementes, grãos e frutos 19,458 15,952
51,659 56,784 24,201
industriais e medicinais

34 Fonte: Trademap (http://www.trademap.org/countrymap/Product_SelCountry_TS.aspx).

33
Aeronaves e outros veículos 887 32,537
17,458 35,692 18,582
espaciais
4,023,719 4,725,331 3,196,082 3,352,109 4,687,405
Total

Importações CIF (Cost, Insurance and Freight) ao longo dos anos 2000 - 201035

II. RELAÇÕES ECONÔMICAS BRASIL – MOÇAMBIQUE

1. Intercâmbio comercial bilateral36

Evolução recente

Moçambique apresenta um enorme potencial enquanto parceiro econômico e comercial do Brasil. Tal deve-
se, para além da língua em comum, ao fato de Moçambique se apresentar com um mercado de consumidor
de 22 milhões de pessoas.
Em 2015, Moçambique ocupava a 95ª posição de países para onde o Brasil exporta. É de realçar que
houve uma queda significativa entre 2011 e 2015. Contudo, entre 2014 e 2015 verificou-se uma variação
positiva das exportações, fruto de um aumento das exportações. Posto isto, as exportações do Brasil para
Moçambique representam apenas 0,04% do total.
Por outro lado, em 2015, Moçambique ocupava a 90ª posição na lista de países importadores do Brasil. Ao
longo dos últimos anos registrou-se um aumento das importações, após uma quebra relevante entre 2013 e
2014. Assim sendo, as importações de Moçambique representam somente 0,01% do total das importações
brasileiras. Neste sentido, a balança comercial entre Brasil e Moçambique é claramente positiva para o
Brasil, ainda que tenha vindo a diminuir:

35 Fonte: INE (http://www.ine.gov.mz).


36 Fonte: Trade Map (http://www.trademap.org/(X(1)S(1vlmhb45ko42gf551eu32c55))/countrymap/Bilateral_TS.aspx).
34
Balança comercial

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017


Exportações do Brasil 50,565 29,954
81,184 122,309 123,852 63,861 69,100
para Moçambique
Importações de 23,059 139,62
Moçambique para 4,094 24,150 24,709 10,207 18,939
Brasil
Saldo balança
77,090 98,159 99,143 53,654 50,161 27, 506 -109,678
comercial

Importação Brasileira de produtos de Moçambique

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-


comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-mensal-2).

35
Exportações Brasileiras para Moçambique

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-


comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-mensal-2).

A matéria-prima mineral assume a maior fatia das importações brasileiras de Moçambique. Nomeadamente
os combustíveis minerais, os óleos minerais e os produtos da destilação provenientes de minerais (92% das
importações na relação entre Brasil – Moçambique, 17.483 milhões de dólares). O tabaco apresenta-se
como segundo produto mais importado (1.374 milhões de dólares), restando as importações de pedras
preciosas e pérolas, ainda que de valor reduzido (79 milhões de dólares).

36
2. Comércio bilateral

3. Principais acordos econômicos com o Brasil 37

Data de Entrada em
Acordo Matéria
celebração Vigor
Acordo para cooperação econômica e
Ajuste Complementar ao Acordo Geral
empresarial entre empresas, visando a
de Cooperação de 15 de novembro de 27/05/1989 27/05/1989
cooperação técnica entre Moçambique/Brasil na
1981, na Área de Agricultura Irrigada
área da agricultura irrigada.
Acordo para aprofundamento cooperação e
Acordo de Cooperação Científica,
01/06/1989 Em tramitação aprofundamento das capacidades técnico
Técnica e Tecnológica
institucionais.
Acordo sobre Supressão de Vistos em
Acordo sobre a supressão de vistos em
Passaportes Diplomáticos, Especiais e 17/07/2000 Em tramitação
passaportes diplomáticos, especiais e de serviço.
de Serviço (no âmbito da CPLP)
Memorando de Entendimento nas Projetos de cooperação nas áreas de geologia,
Áreas de Geologia, Mineração e 05/11/2003 Vigente mineração, exploração mineral, tecnologia
Transformação Mineral mineral e economia mineral.
Memorando de Entendimento na Área
Acordo tendo em vista implementação de plano
de Biocombustíveis entre Brasil e 06/09/2007 25/05/2009
comum em matéria de biocombustíveis.
Moçambique
Memorando de Entendimento entre o
Governo da República Federativa do Desenvolvimento e potenciação do turismo e
Brasil e o Governo da República de 16/06/2009 Vigente criação de mais postos de trabalhos nos dois
Moçambique para o Desenvolvimento países.
do Turismo
Ajuste Complementar ao Acordo Geral Incremento da Capacidade de Pesquisa e de
09/11/2010 09/11/2010
de Cooperação entre o Governo da Difusão Tecnológica para o Desenvolvimento
37
República Federativa do Brasil e o Agrícola do Corredor de Nacala, Moçambique
Governo da República de Moçambique
para Implementação do Projeto
“Incremento da Capacidade de
Pesquisa e de Difusão Tecnológica
para o Desenvolvimento Agrícola do
Corredor de Nacala, Moçambique”
Memorando de Entendimento entre a
República Federativa do Brasil e a
Cooperação para o desenvolvimento sustentável
República de Moçambique sobre a 30/03/2015 Vigente
de fontes limpas e acessíveis.
Cooperação na Área de Energias
Renováveis
Promoção e elaboração de acões conjuntas e de
Memorando de Entendimento Brasil- projetos para apoiar o crescimento do fluxo
Moçambique para a Promoção de 30/03/2015 Vigente bilateral de comércio e de investimentos, da
Investimentos prestação de serviços e das parcerias em
diversos setores.

O acordo visa facilitar as operações


internacionais que envolvam o tráfego entre os
Acordo sobre Serviços Aéreos entre o dois países e também contempla a possibilidade
17/6/2010 13/10/2017
Brasil e a República de Moçambique. de combinação com alguns outros mercados
através do tráfego acessório.

O protocolo, assinado entre o Governo da


República Federativa do Brasil e o Governo da
República de Moçambique, tem por objetivo a
Protocolo de Facilitação da Concessão
30/3/2015 Em tramitação facilitação de entrada e permanência de Homens
de Vistos de Negócios.
de Negócios nacionais de cada Estado, entre os
territórios de ambas as Partes.

Este acordo, realizado entre o Governo da


República Federativa do Brasil e o Governo da
República de Moçambique (ACFI) tem o objetivo
Acordo de Cooperação e Facilitação
30/3/2015 Em tramitação de alavancar a internacionalização de empresas
de Investimentos (ACFI)
entre Brasil e Moçambique, oferecendo maior
segurança para os investidores dos países
signatários.
O acordo permitirá a contagem do tempo de
contribuição aos sistemas de Previdência Social
de Moçambique e do Brasil. Assim, permitirá a
Acordo bilateral de Previdência Social 11/5/2017 Em tramitação obtenção de benefícios (como aposentadoria por
idade, pensão por morte e aposentadoria por
invalidez) e ainda evitará a bitributação em caso
de deslocamento temporário de até 24 meses.

38
4. Matriz de oportunidades: principais produtos importados por Moçambique para
o Mundo

Produtos importados e exportados em 201637


Importados:

Exportados:

37 Fonte: Trading Economic (https://tradingeconomics.com/mozambique/imports-by-category).


39
Importações de Moçambique por país em U. S. dollars 38:

Segundo dados reportados em 2016, os países dos quais Moçambique realizou mais importações foram os
seguintes: África do Sul ($1.59B), Singapura ($426.35M), China ($417.90M), Emirados Árabes Unidos
($379.29M), Índia ($325.47M), Portugal ($305.51M), Alemanha ($141.51M) e Holanda ($125.93M).

V. ACESSO AO MERCADO

1. Sistema Tarifário
O território aduaneiro moçambicano é toda a extensão geográfica de Moçambique sobre a qual as
alfândegas nacionais exercem a sua jurisdição. No Anexo 7 indica-se os contatos das principais instâncias
aduaneiras e de outras entidades relevantes para este efeito.

Em Moçambique a classificação de bens importados e exportados é regida pela Pauta Aduaneira, aprovada
pela Lei n.º 11/2016, de 30 de dezembro e demais legislações aplicáveis. A classificação pautal das
mercadorias efetua-se de acordo com as regras gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado de
Designação e de Codificação de Mercadorias. É igualmente aplicável o Decreto n.º 9/2017, de 6 de abril
(Regras Gerais do Desembaraço Aduaneiro de Mercadorias). Na pauta Aduaneira consta a lista de
designação de mercadorias, seus códigos e direitos de importação / tarifas. A Pauta Aduaneira pode ser
consultada através do site http://www.at.gov.mz.

Sobre as importações de bens para o território nacional incidem as seguintes imposições:


 Direitos Aduaneiros39
 Direitos Anti Dumping40;
 Imposto sobre o Consumo Específico41;
 Sobretaxas42
 Imposto sobre o Valor Acrescentado43
 Taxa de Serviços Aduaneiros44;
 Taxa de Radiodifusão;
 Taxa de Sobrevalorização;
 Outras aprovadas por lei.

38 Fonte: Trading Economic (https://tradingeconomics.com/mozambique/imports-by-country).


39 São calculados de acordo com as taxas indicadas nas respetivas colunas de tributação da Pauta Aduaneira.
40 Correspondem ao produto da aplicação da taxa anti dumping sobre a diferença entre o valor praticado com dumping e o valor real calculado

com base nas regras aceites no país.


41 É calculado mediante a aplicação da taxa prevista no respetivo código e incide sobre o valor adicionado do total dos direitos efetivamente

pagos.
42 Resulta da aplicação da taxa relativa a sobretaxa, definida em legislação própria, que incide sobre o valor aduaneiro.
43 É calculado mediante a aplicação da taxa prevista no respetivo Código e incide sobre o valor aduaneiro adicionado do total dos direitos

aduaneiros efetivamente pagos.


44 É fixada em 2.500,000MT por cada operação de importação com isenção de direitos aduaneiros e é cobrada em todos os DU´s e DUA´s

sendo consignada a Autoridade Tributária de Moçambique.


40
A Política geral de importação é liberal. Há produtos cuja taxa de direitos é zero no âmbito Protocolo sobre
trocas Comercias da SADC, uma política que visa essencialmente a proteção do Comércio Regional da
SADC.
O que se resume no fato de os produtos das classes A e B originários dos países membros da SADC
disporem de taxa zero de direitos desde janeiro de 2008. Ficando, entretanto, sujeitos ao pagamento das
demais imposições caso se apliquem.
No site das alfândegas de Moçambique (http://alfandegas.cplp.org) tem informação sobre a legislação,
listagem de designação das mercadorias, Documento Único – DU.

A informação contida na referida página não dispensa a consulta de serviços especializados das
Alfândegas (ver Anexo 7).

Benefícios fiscais de natureza aduaneira


Gozam de benefício pautal no pagamento de direitos e demais imposições, as mercadorias constantes da
Pauta Aduaneira, e o mesmo só será concedido mediante submissão de requerimento prévio à entidade
competente.
Regra geral qualquer mercadoria importada sob isenção de direitos aduaneiros e outras imposições só pode
ser utilizada para os fins para os quais o benefício foi concedido.
Em princípio, tais bens não podem ser vendidos, emprestados, alugados, trocados, doados ou penhorados
a favor de terceiros. No entanto, se os bens não forem utilizados - por alguma razão - para a finalidade para
a qual foram importados em primeiro lugar, podem ser transferidos para outro terceiro desde que a
aprovação prévia seja obtida do Diretor Nacional da Autoridade Aduaneira e os direitos aduaneiros
relevantes e o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) são pagos.
Observe que se os bens forem transferidos para uma entidade que também goza de benefícios fiscais
semelhantes, os direitos aduaneiros não serão cobrados, embora a aprovação para tal transferência ainda
seja necessária.

No ato da solicitação do benefício fiscal, o requerente deve preencher uma declaração em modelo próprio,
na qual se compromete a não conferir aos bens uso diferente daquele para o qual o benefício é solicitado.
O beneficiário é obrigado a produzir a prova do destino dado aos bens importados com benefício fiscal,
sempre que para tal seja solicitado pelas alfândegas.
Para efeitos de determinação do valor aduaneiro são aplicáveis as seguintes taxas anuais de depreciação:
veículos automóveis: 20% e restantes bens: 25%.
Os bens importados com benefício fiscal deixam de estar sob controlo aduaneiro após terem decorrido 5
anos, a partir da data de aceitação do despacho de entrada no território aduaneiro.
No que respeita especificamente às mercadorias a utilizar na indústria do petróleo e do gás, as mesmas
podem beneficiar de uma isenção na importação por um período de cinco exercícios fiscais, contados a
partir da aprovação de um plano de desenvolvimento. Os benefícios fiscais na importação são os
seguintes:

41
A) Direitos aduaneiros devidos na importação de equipamentos a serem utilizados em operações
petrolíferas, classificados na Classe "K" do Livro de Tarifas. A classe K corresponde a um código
convencional que define bens de capital (e inclui principalmente equipamentos);
B) Os direitos aduaneiros devidos na importação de bens previstos no Anexo II da Lei 27/2014, de 23 de
setembro, que sejam equiparados aos bens da Classe "K" do Livro de Tarifas Aduaneiras. As mercadorias
estabelecidas no referido Anexo II são equipamentos como caminhões, gruas, jumb, máquinas industriais
de lavagem, pneus, entre outros.
Estes benefícios só são concedidos quando os bens a serem importados não são produzidos em
Moçambique ou em caso de serem produzidos no país não satisfazem as caraterísticas específicas
exigidas para a atividade a ser desenvolvida e a ser explorada.

2. Sistema não Tarifário

2.1. Normas de qualidade e Metrologia

De acordo com o Regulamento da Lei de Defesa do Consumidor, aprovado pelo Decreto n.º 27/2016, de 18
de julho e com o Decreto 15/2006 de 22 de junho, que aprova o Regulamento sobre os Requisitos
Higiénico-Sanitários de Produção, Transporte, Comercialização, Inspeção e Fiscalização de Gêneros
Alimentícios estabelece os seguintes requisitos para os rótulos dos produtos alimentares: no que toca às
exigências das Embalagens e Rotulagem, destacamos que cada produto importado para o território
nacional deve conter rótulo ou etiqueta com informação sobre prováveis riscos decorrentes do seu uso, bem
como informação completa sobre os seus ingredientes, valor nutricional, dados da entidade produtora, bem
como data da sua produção e validade; e, de acordo com o referido regulamento, é também exigida a
garantia de toda a informação relevante sobre o produto dever estar em língua portuguesa.
No que se refere à quantidade/metrologia, o Diploma Ministerial 141/2013, que aprovou o Regulamento de
Produtos Pré-medidos, estabelece que os produtos importados devem observar as normas técnicas do
INNOQ – Instituto Nacional para a Normalização da Qualidade, essencialmente no que respeita à indicação
da quantidade líquida de produtos e inscrições quantitativas de embalagens (NM15). Para mais informação
sobre este assunto pode ser consultado site do INNOQ (info@innoq.gov.mz).

2.2. Normas Sanitárias e Normas Fitossanitárias


A Importação de plantas, culturas e organismos vivos em qualquer fase de desenvolvimento, sementes só é
autorizada com licença fitossanitária45:
A importação para o território nacional de plantas, raízes, tubérculos, bolbos, estacas, ramos, gemas, olhos,
botões, frutas e sementes, mel e outros produtos agrícolas, bem como as respetivas embalagens, incluindo
animais, despojos e produtos animais só é autorizada mediante prévia autorização do Ministério da Terra,
Ambiente e Desenvolvimento Rural. Para mais detalhes sobre esta questão, contatar o referido Ministério
através do seu site (www.mitader.gov.mz).

45Documento oficial que impõe condições e requisitos para a importação de produtos sujeitos a controlo, emitido pela Autoridade
Nacional Fitossanitária ou por outra entidade pública a quem este tenha delegado essa competência.
42
A importação de medicamentos, exceto os transportados como bagagem para uso próprio, incluindo
substâncias venenosas ou tóxicas e drogas estupefacientes, ou seus preparados, só podem ser importados
mediante autorização prévia do Ministério da Saúde. Para mais detalhes sobre esta questão, contatar o
referido ministério através do seu site (www.misau.gov.mz).

3. Regulamentação de importação

3.1. Regulamentação Geral


Esta seção descreve de forma resumida os procedimentos a serem seguidos quando se movimenta
mercadoria de e para Moçambique.

Criaram-se medidas para simplificar o comércio externo em Moçambique, para o caso das importações
destaca-se a abolição do requisito de ter uma licença separada para cada importação o que significa que
desde dezembro de 1998 introduziu-se o Documento Único Simplificado (DU) como documento principal
controlando a mercadoria que entra e deixa o país.

Os direitos sobre a mercadoria importada dos países fora da região da SADC são calculados segundo o
valor aduaneiro da mercadoria, na base de taxas “ad valorem” e variam entre 2.5% (matérias primas) e 25%
(mercadoria não essencial).
Relativamente às mercadorias importadas dentro da SADC, que cumpram com as regras de origem da
SADC, aplica-se tarifas aduaneiras reduzidas ou zero tarifas.

No que se refere às imposições que incidem sobre as mercadorias, importa referir que para além dos
direitos aduaneiros, algumas mercadorias importadas estão sujeitas ao Imposto sobre o Valor Acrescentado
(IVA), à taxa de 17%, e ao Imposto sobre Consumos Específicos (ICE), com taxas que variam de 15% a
75%, conforme tabelas em anexo à Lei n.º 17/2017, de 28 de dezembro.

Restrições à importação46

É considerada mercadoria proibida a Importação:


1. Mercadorias com marcas de fabrico, de comércio ou de proveniência falsas como, por exemplo:
livros, obras artísticas, cassetes, suportes magnéticos (CD), e outras mercadorias quando sejam de
edições contrafeitas;
2. Objetos, fotografias, discos, gravações de som e/ou imagem e fitas cinematográficas de material
pornográfico ou outros materiais que forem julgados ofensivos da moral e dignidade pública;
3. Imitações de formas de franquia postal usadas no país;
4. Bebidas alcoólicas destiladas que contenham essência ou produtos químicos reconhecidos como
nocivos, tais como: absinto, aldeído benzóico, badia, éteres silicitos, hissopo e tuinana;
5. Estupefacientes e substâncias psicotrópicas, excepto quando importadas para usos hospitalares;
6. Outras mercadorias cuja proibição de importação seja estabelecida por legislação especial.

46
Fonte: Autoridade Tributária de Moçambique (http://www.at.gov.mz/por/Comercio-Internacional/Procedimentos-Aduaneiros).
43
Mercadorias com tratamento especial na importação Entidade que concede
Autorização

Bens destinados ao uso oficial das missões diplomáticas, postos Director Geral das Alfândegas
consulares, organismos internacionais e suas agências acreditados em
Moçambique, nos termos da legislação específica sobre a matéria;

Os objectos destinados aos agentes diplomáticos ou consulares de Presidente da Autoridade


carreira e funcionários internacionais, nos termos da legislação específica Tributária
sobre a matéria;

Amostras, isoladas ou em colecções, devidamente rotuladas, que de Directores Regionais das


qualquer maneira apresentem as características que lhes são peculiares, Alfândegas
sem valor comercial;

Prémios ganhos em concursos públicos ou competições desportivas; Presidente da Autoridade


Tributária

Bagagens, nos termos definidos neste Decreto; Chefes das Estâncias


Aduaneiras

Artigos de espólios que possam ser importados sob regime de bagagem, Chefes das Estâncias
bem como féretros, coroas e emblemas funerários que os acompanhem; Aduaneiras

Objectos destinados aos mostruários dos museus de utilidade pública; Director Geral das Alfândegas

Objectos considerados pelo Ministério que superintende a área da Cultura Ministro das Finanças
como obras de arte ou com valor histórico;

Dádivas destinadas a prisioneiros de guerra nos termos do artigo 3 da Ministro das Finanças
Convenção de Genebra, assinada em 22 de julho de 1929, relativa ao
tratamento de prisioneiros de guerra;

Filmes didácticos ou científicos, destinados aos Ministérios e instituições Directores Regionais das
reconhecidas; Alfândegas

Material de guerra e de aquartelamento, fardamentos, destinado à Ministro das Finanças


utilização oficial das Forças de Defesa e Segurança;

Mercadorias cujas isenções estejam previstas em Acordos e Tratados Presidente da Autoridade


assinados ou reconhecidos pelo Governo da República de Moçambique; Tributária

44
Produtos trazidos em pequenas quantidades dos países vizinhos pelas Chefes das Estâncias
populações fronteiriças, para consumo pessoal ou familiar; Aduaneiras

Material e equipamento científico e didáctico ou de laboratório destinados à Ministro das Finanças,


educação, ensino superior e investigação científico-técnica devidamente Presidente da Autoridade
confirmado pelo sector de tutela; Tributária

Notas e moedas estrangeiras quando importadas por instituições bancárias Ministro das Finanças
devidamente autorizadas, para o efeito;

Notas e moedas com curso legal no País quando importadas pelo Banco Ministro das Finanças
de Moçambique;

Documentos de tráfego importados por companhias aéreas, empresas Chefes das Estâncias
ferroviárias, companhias marítimas tais como carta de porte, documentos Aduaneiras
de embarque, bilhetes de passagem, etiqueta de bagagem,

Documentos de trabalho, relatórios, proposta para concurso, planta e Chefes das Estâncias
desenhos; Aduaneiras

Catálogos em papel ou em suporte magnético; e Chefes das Estâncias


Aduaneiras

Notas e moedas estrangeiras quando importadas por instituições bancárias Presidente da Autoridade
devidamente autorizadas, para o efeito. Tributária

Regras na importação de animais e carnes47

Índice Passos Descrição de procedimentos de importação de animais, Documentos


carnes e derivados
1º Encomenda Negocie as especificações, a qualidade, a quantidade e o Requisição de compra
custo da mercadoria com o seu fornecedor, e notifique-o
dos requisitos de sanidade animal aplicáveis à importação
desta mercadoria para Moçambique.
2º Solicitação da Antes de confirmar a encomenda, dirija um pedido para a Pedido de Licença
Licença de emissão de Licença de Importação ao Director Nacional dos Sanitária de Importação,
importação e Serviços de Veterinária, que dá entrada nos Serviços Licença de Importação,
pagamento Provinciais de Pecuária (SPP), devendo anexar ao Certificado Sanitário
formulário a factura pro forma. Após análise do risco da Internacional, Factura pro
mercadoria, em função da situação sanitária existente no forma, Bordereaux de
país de origem com base em várias informações dentre elas transferência bancária

47
Fonte: Autoridade Tributária de Moçambique (http://www.at.gov.mz/por/Comercio-Internacional/Procedimentos-
Aduaneiros/Importacao-de-animais-e-carnes).
45
as publicadas no site WAHID da organização mundial de
saúde animal (OIE), é emitida a Licença de Importação, a
qual deve ser enviada ao fornecedor, para a inspecção da
mercadoria e do seu local de produção, pela Autoridade
Veterinária do país de origem, devendo passar-se em
seguida o Certificado Sanitário Internacional. Este
certificado deverá acompanhar os animais, produtos e
subprodutos de origem animal à entrada no território
nacional. Proceda ao pagamento da encomenda para o
fornecedor expedir a mercadoria e enviar para si os
documentos originais da transacção.
3º Inspecção Notifique o Inspector sobre a chegada da mercadoria, com Modelo de Notificação,
veterinária um mínimo de antecedência de 14 dias, para se realizar a Licença de Importação,
inspecção, antes do cumprimento das formalidades de Certificado Sanitário
desembaraço aduaneiro da mercadoria. No caso de Internacional, Factura
produtos destinados ao consumo público são obtidas comercial
amostras para avaliar a sua qualidade em defesa da saúde
pública. Os animais vivos serão submetidos a um regime
de isolamento durante 40 dias (Quarentena), em locais
permanentes ou temporários. Caso os resultados da
inspecção sejam satisfatórios, é autorizada a entrada da
mercadoria através de um Certificado Sanitário passado
pelo Inspector. Caso os resultados não sejam satisfatórios,
o Inspector poderá sujeitar a mercadoria a benificiações,
retenção, quarentena, devolução para o país de origem ou
mesmo destruição.
4º Cumprimento de O seu despachante deve submeter os documentos da Documento Único
formalidades transacção às Autoridades Aduaneiras através da Janela Certificado, Factura
aduaneiras Única Electrónica como parte da declaração aduaneira. Comercial, Certificado de
Após a obtenção da contramarca, as Autoridades Seguro, Bill of Lading (ou
Aduaneiras analisam a declaração e emitem o aviso de Bill of Entry ou Air
pagamento ao seu despachante. Deverá proceder ao Waybill), Bordereaux de
pagamento do valor de imposições aduaneiras e outras Transferência (Talão de
taxas aplicáveis, conforme o aviso. depósito), Licença de
importação, Certificado
Sanitário Internacional,
Certificado Sanitário de
Importação,
5º Libertação de As Autoridades Aduaneiras confrontam os documentos Autorização de Saída da
mercadorias relativos ao valor declarado da mercadoria e respectivas Mercadoria, Original da
posições pautais para aferir da aceitabilidade da Factura Comercial,
declaração. O verificador pode realizar a verificação física Certificado de Seguro,
da mercadoria e emitir um questionário, havendo suspeita Bill of Lading ou (Bill of
de irregularidades. Uma vez aceite a declaração, é emitida Entry ou Air Waybill)
a Autorização de Saída da Mercadoria, devendo o
despachante imprimir o processo de despacho e levar os
documentos originais da mercadoria para a estância. Após
o pagamento dos custos de prestação de serviços de

46
manuseamento, parqueamento/armazenagem, inspecção
não-intrusiva, a mercadoria é liberta
6º Confirmação da Leve o processo de importação ao banco comercial para a Processo completo de
finalidade da confirmar a finalidade do pagamento efectuado. Pode declaração aduaneira
mercadoria ordenar o pagamento da mercadoria caso tenha um acordo
de venda a prazo com o seu fornecedor
Custo do Todos os custos relativos ao processo de cumprimento dos Tabela de taxas pela
processo requisitos sanitários correm por conta do importador, prestação de
conforme a Tabela de Taxas de Prestação de Serviços serviços_sanidade
Veterinários. animal - Diploma
Ministerial nº 9/2007 de
31 de Janeiro de 2007;
Tabela de penalizações -
Decreto nº 26/2009 de 17
de Agosto

3.2. Licenciamento
Em Moçambique, os importadores e exportadores devem ser licenciados. As licenças48 tem a forma de
cartão e são emitidas pelo Ministério da Indústria e Comércio, mediante os seguintes requisitos:
Requerimento do pedido de licenciamento de atividade comercial;
Peça desenhada das instalações destinadas ao exercício da atividade comercial;
Escritura pública do pacto social ou Boletim da República que a publicou acompanhada do respetivo
registro comercial, quando se trate de sociedade comercial;
Contrato de arrendamento ou título de propriedade do imóvel destinado ao exercício da atividade comercial;

3.3. Despachantes e Agentes Aduaneiros


Em Moçambique há uma distinção entre “agentes” que facilitam os processos de importação e exportação
para os seus clientes, e os “despachantes” que fazem a ligação com as autoridades alfandegárias por conta
de clientes ou agentes. Os Despachantes são indivíduos ou empresas privadas, autorizadas pelo governo,
que são licenciadas para interagir com as autoridades alfandegárias. Em suma, em Moçambique os agentes
não são de fato agentes “despachantes”, porque o despacho aduaneiro é feito por um despachante
aduaneiro (ver Anexo 7).

4. Documentação e Formalidades
Formalidades do despacho aduaneiro
4.1. Inspeção pré-embarque
Os serviços de inspeção pré-embarque são fornecidos ao Governo de Moçambique pela intertek.
Para importação e exportação deve ter uma licença para o efeito. As mercadorias importadas para o país
podem ser submetidas à inspeção pré-embarque.

48
A emissão de licenças de importação e exportação é regulamentada pela lei n.º 34/2013 de 2 de agosto
47
As mercadorias sujeitas à inspeção pré-embarque que não sejam submetidas à mesma no processo de
importação, são sujeitas a inspeção pós-desembarque e ao pagamento da multa de 10% sobre o valor da
importação.
As mercadorias importadas que não forem sujeitas à inspeção pré-embarque e que não atendam às
especificações técnicas e outros requisitos previstos na lei, são sujeitas a devolução ou destruição,
correndo por conta do importador todas as despesas inerentes à realização da operação que for
determinada.
Por sua vez, as mercadorias importadas com inspeção pré-embarque que não atendam às especificações
ou outros requisitos exigidos por lei, são sujeitas a devolução ou destruição, correndo por conta da entidade
responsável pela inspeção todas as despesas inerentes à realização da operação que for determinada.

Descrição de procedimentos de
Índice Passos importação com Inspeção Pré- Documentos
Embarque
1.º Encomenda Negocie as especificações, a qualidade, a  Requisição de 
quantidade e o custo da mercadoria com compra;
o seu fornecedor, e notifique-o dos  Fatura pró-forma;
requisitos de inspeção pré-embarque
aplicáveis à importação desta mercadoria  bordereaux de
para Moçambique, conforme a lista transferência
positiva. Caso não beneficie de crédito, bancária;
deve efetuar o pagamento da mercadoria.

2.º Inspeção pré- Submeta a fatura pró-forma ao  Documento Único 


embarque despachante para a solicitação do Certificado;
"Número Moz", junto da Agência de  Relatório de
Inspeção Pré-Embarque. A representação Conclusões Não
desta empresa no país de origem da Negociáveis,
mercadoria submete o Pedido de (NNRF - Non
Inspeção / Informação (Request For Negotiable Report
Information / Inspection Letter) com vista of Findings)
a iniciar a inspeção, em 3 dias. A
inspeção pode ser simples, básica e
completa. Quando o resultado da
inspeção é satisfatório, é emitido o
Documento Único Certificado e caso
contrário, são concedidos 3 dias para a
regularização, findo os quais se emite o
Relatório de Conclusões Não Negociáveis
(NNRF - Non Negotiable Report of
Findings). Com este resultado, não há
despacho, senão mediante a
regularização do processo com custos.
3.º Cumprimento Cumprida a formalidade de inspeção, o  Documento Único 
de formalidades fornecedor expede a mercadoria e envia Certificado;
aduaneiras os documentos originais da transação,  Fatura comercial;
cujas cópias serão submetidas às
48
Autoridades Aduaneiras através da Janela  Certificado de
Única Eletrónica como parte da Seguro;
declaração aduaneira, pelo seu
despachante. Após a obtenção da  Bill of Lading (ou
contramarca, as Autoridades Aduaneiras Bill of Entry ou Air
analisam a declaração e emitem o aviso Waybill);
de pagamento ao seu despachante.  Bordereaux de
Deverá proceder ao pagamento do valor Transferência
de imposições aduaneiras e outras taxas (Talão de
aplicáveis, conforme o aviso. depósito)
4.º Libertação de As Autoridades Aduaneiras confrontam os Autorização de Saída
mercadorias documentos relativos ao valor declarado da Mercadoria,
da mercadoria e respetivas posições Original da Fatura
pautais para aferir da aceitabilidade da Comercial, Certificado
declaração. O verificador pode realizar a de Seguro, Bill of
verificação física da mercadoria e emitir Lading ou (Bill of Entry
um questionário, havendo suspeita de ou Air Waybill)
irregularidades. Uma vez aceite a
declaração, é emitida a Autorização de
Saída da Mercadoria, devendo o
despachante imprimir o processo de
despacho e levar os documentos originais
da mercadoria para a estância. Após o
pagamento dos custos de prestação de
serviços de manuseamento,
parqueamento/armazenagem, e inspeção
não-intrusiva, a mercadoria é liberta.
5.º Confirmação da Envio do processo de importação ao Processo completo de
finalidade da banco comercial para confirmar a declaração aduaneira
mercadoria finalidade do pagamento efetuado.
Ordenamento do pagamento da
mercadoria caso tenha um acordo de
venda a prazo com o seu fornecedor.
Custos do Os encargos normais decorrentes da
processo de realização da Inspeção Pré-Embarque
Inspeção Pré- serão por conta do Estado, com excepção
Embarque das despesas de Inspeção Pré-Embarque
decorrentes de erros dos importadores e
nos casos de viaturas usadas.

4.2. Desembaraço Aduaneiro

O processo de entrada e saída de bens, mercadorias, valores, meios de transporte, pessoas do e no


território aduaneiro deve observar ao controlo das alfândegas nos recintos aduaneiros, e tal controlo é feito
do procedimento de Desembaraço Aduaneiro.

49
O processo de desembaraço aduaneiro toma a forma de Documento Único e deve ser realizado através de
despachantes aduaneiros ou pelas autoridades autorizadas.

O declarante é responsável perante a autoridade aduaneira pela autenticidade da informação contida na


declaração, sendo que essa obrigação prevalece até a extinção da obrigação fiscal e mesmo depois do
desembaraço das mercadorias.

Posteriormente é feita uma verificação que consiste na conferência e confrontação da declaração com as
especificações constantes nos documentos que a acompanham. O processo de verificação é rápido desde
que todos os documentos comprovativos e informações sejam fornecidos corretamente.

O verificador faz a verificação dos documentos anexados e confirma o desembaraço da consignação no


Sistema.
Uma mensagem eletrónica automática é enviada para o declarante a anunciar que a mercadoria foi
desembaraçada, podendo este imprimir a autorização de saída. Sendo assim proceder-se-á a entrega da
mercadoria, no caso de importação, ou o envio dos produtos, no caso de exportação ou mesmo ainda uma
mensagem a solicitar esclarecimentos.

O local da verificação é a estância aduaneira onde a declaração é submetida e geralmente coincide com o
local onde se encontram as mercadorias. Submetida e paga a declaração e sendo de baixo risco esta é
verificada.

5. Regimes especiais

São regimes aduaneiros especiais os seguintes:


i) Importação temporária – é a entrada de mercadorias no território aduaneiro, com um fim diferente de
consumo, que permanecem temporariamente dentro do país e sejam objeto de posterior reexportação,
gozando de suspensão no pagamento de direitos aduaneiros e demais imposições, desde que satisfeita
as condições determinadas.
É somente permitida a importação temporária de mercadorias com marcas, números de fabrico ou
outros meios de identificação que permitam a confrontação no ato de reexportação.
A titulo de exemplo referimos as seguintes mercadorias: Mercadorias, matérias ou animais destinados a
concursos, exposições, feiras ou espetáculos públicos, incluindo material para reclame; Mercadorias
que façam parte de mostruários sem valor comercial, ou ainda Veículos automóveis, acompanhados ou
não de reboques, tratores e outros veículos, caravanas, barcos de recreio, autocaravanas, motocicletas
e motorizadas.
ii) Reexportação – é o regime aduaneiro aplicável às mercadorias não nacionalizadas que tenham de ser
expedidas para o exterior desde que:
 Não estejam em regime de trânsito;
 Tenham sido importadas temporariamente;
 Tenham saída dos armazéns aduaneiros
Estão incluídas no presente Regime as seguintes mercadorias:

50
iii) Trânsito Aduaneiro – é o regime aduaneiro de circulação, no território aduaneiro nacional, de
mercadorias provenientes do exterior com destino a outro ponto exterior.
As mercadorias em trânsito aduaneiro estão sujeitas ao controlo e fiscalização aduaneira, bem como a
prestação de garantia, sendo livres de pagamento de direitos aduaneiros e demais imposições.
iv) Transferência – é a passagem de mercadorias cativas de direitos aduaneiros e demais imposições,
entre uma estância de partida e outra de destino, dentro do território aduaneiro, estando sujeitas à
prestação de garantia.
v) Armazéns de regime aduaneiro – é a instalação, devidamente autorizada, na qual as mercadorias que
são cativas do pagamento de direitos e demais imposições podem ser, temporariamente, arrecadadas
com suspensão do pagamento daqueles.
vi) Lojas francas – é o regime aduaneiro aplicável aos estabelecimentos comerciais autorizados a
transacionar em moeda convertível, mercadorias destinadas a passageiros ou viajantes em saída do
território aduaneiro ou em trânsito nas áreas construídas ou de forma a constituírem um recinto isolado
dos restantes, sob fiscalização permanente das autoridades aduaneiras.
As mercadorias importadas e arrecadadas em lojas francas, destinadas a venda, gozam de suspensão
de direitos aduaneiros e demais imposições.
vii) Zonas Francas – é o regime especial aplicável a uma área física de livre comércio de importação e
exportação e estabelecida com a finalidade de criar exclusão dentro do território aduaneiro.
As mercadorias destinadas às zonas francas gozam de suspensão de direitos aduaneiros e demais
imposições
viii) Zonas Econômicas Especiais – é o regime especial aplicável a uma área geográfica de livre comércio
de importação e exportação para as entidades certificadas e estabelecidas com a finalidade de criar
exclusão dentro do território aduaneiro.
As mercadorias importadas que se destinem às entidades certificadas para operar nas zonas
econômicas especiais, gozam de suspensão de direitos aduaneiros e demais imposições.

Amostras, catálogos e material publicitário com e sem valor comercial


No que se refere a amostras, catálogos e material publicitário com e sem valor comercial, o quadro jurídico
moçambicano estabelece os procedimentos para a emissão das licenças de importação/exportação, e
devido ao desenvolvimento de atividades de importação/exportação em Moçambique, esclarece que as
mesmas licenças são sempre obrigatórias para os casos em que uma entidade pretende realizar as
atividades comerciais de importação de equipamentos/mercadorias do exterior para Moçambique,
pretendem revender dentro do País.
Pelo acima exposto, entendemos que a atividade de importação de equipamento de comercialização e/ou
de poucas amostras de equipamento, sem qualquer valor comercial, está naturalmente isenta de quaisquer
licenças de importação, uma vez que as mesmas mercadorias não podem ser qualificadas como comércio
rentável ou componentes dos mesmos.
No entanto, deve salientar-se que as autoridades podem ter um entendimento diferente se estivermos
diante de uma das seguintes situações:
i) O número de amostras comerciais importadas seja superior ao de todas as operações similares ou de
atividades empresariais similares;
51
ii) Se a entidade importadora não puder demonstrar que o mesmo equipamento e bens nunca foram
vendidos;
iii) A periodicidade dessas atividades de importação for alta e, portanto, ocorre de forma não ocasional.
No que diz respeito aos direitos aduaneiros, é importante salientar que o livro de tarifas aduaneiras
moçambicanas estabelece que as amostras não comerciais podem ser importadas sob isenção de direitos
aduaneiros e outros direitos niveladores. Em princípio, tais bens não podem ser vendidos, emprestados,
alugados, trocados, doados ou dados em garantia a favor de terceiros.
No que diz respeito aos equipamentos de comercialização, e de acordo com o livro de tarifas aduaneiras
moçambicanas (Pauta Aduaneira), o mesmo é qualificado como Classe "C" e sujeito a IVA e a todos outros
direitos aduaneiros.

5.1. Regulamentação específica

Direitos de Propriedade Industrial


A administração da propriedade industrial compete ao Instituto da Propriedade Industrial (IPI).
O Código da Propriedade Industrial (CPI) estabelece o regime de proteção dos direitos e obrigações
relativos à propriedade industrial. A propriedade industrial abrange todo o comércio, os serviços e a
indústria (agro-pecuária, pesca, floresta, alimentar, construção e extrativa, bem como os produtos naturais
ou fabricados).
O registro dos direitos de propriedade industrial é feito pelo IPI. O processo de registro inicia-se com a
apresentação do pedido, ao qual poderá seguir-se, eventualmente, uma fase contenciosa (com
apresentação de reclamação e contestação dos interessados), sendo proferido posteriormente despacho de
concessão ou de recusa (parciais ou totais) do registro. Dos despachos que decidem matérias sobre os
direitos da propriedade industrial cabe recurso contencioso, com efeito suspensivo, ao Tribunal
Administrativo.
No que diz respeito à duração destes direitos, salienta-se que a mesma varia consoante a modalidade em
causa, sendo de 20 anos para patentes; 15 anos para os modelos de utilidade; 5 anos para o desenho
industrial (renováveis por igual período até ao máximo de 24 anos); 10 anos prorrogáveis para marcas,
logotipos, nome comercial e insígnias, e um período de duração ilimitada para as denominações de origem
e indicação geográfica.

5.2. Regime cambial

O controle cambial na República de Moçambique é aplicado a todos os intervenientes em atos, negócios,


transações e operações realizadas ao abrigo da Lei Cambial, bem assim às entidades responsáveis pela
garantia da observância das normas aplicáveis, nomeadamente:
 Pessoas singulares ou coletivas titulares de direitos e obrigações no âmbito da realização dos
referidos atos, negócios, transações e operações;
 Entidades autorizadas a realizar operações cambiais;
 Entidades reguladoras, fiscalizadoras e de administração da justiça, no âmbito das competências
que lhes são conferidas por lei.

52
5.3. Pagamento das importações

Ao abrigo do Regulamento da Lei Cambial, no que se refere a pagamentos para a importação de bens, o
Diploma estabelece que quaisquer pagamentos ao exterior relativos à importação de bens ou mercadorias
devem ser efetuados através dos bancos (Anexo I, 2). Sendo que a realização de qualquer pagamento ao
exterior para efeitos de importação de bens depende da apresentação, pelo importador, dos documentos
comprovativos de:
 Entrada da mercadoria em território aduaneiro nacional; ou
 Embarque de mercadoria para o território aduaneiro nacional, nos casos em que a modalidade de
pagamento é o Crédito Documentário.

Excepcionalmente, podem ser efetuados pagamentos ao exterior relacionados com a importação de bens
sem a apresentação dos documentos de entrada ou embarque de mercadorias nos seguintes casos:
a) Pagamentos adiantados no âmbito do Crédito Documentário em que o início da importação esteja
condicionado ao adiantamento de uma percentagem do preço;
b) Pagamentos diretos antecipados, quando exista uma relação sólida de confiança entre o banco e o
importador na condição de o importador se comprometer perante o banco, por escrito, a proceder à
entrega dos documentos comprovativos da entrada de mercadoria em território aduaneiro nacional.

Para efeitos do disposto na alínea b) anterior, entende-se existir uma sólida relação de confiança entre o
banco e o importador quando se verifiquem, no mínimo, as seguintes condições:

 Não se tratar da primeira transação entre os intervenientes;


 O importador não ter nenhuma situação de incumprimento de prazos por regularizar.

Compete ao banco a responsabilidade de assegurar o cumprimento do prazo de entrega postecipada de


documentos comprovativos.
O mesmo diploma considera que os bancos devem criar e manter um cadastro, contendo a informação
relevante sobre o grau de cumprimento de prazos de remessa de documentação de suporte dos
pagamentos antecipados, a qual pode ser facultada a outros bancos, nos termos permitidos pela Lei das
Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.

5.4. Regulamentação de importação

Índice Passos Descrição dos procedimentos de importação Documentos


1º Encomenda Negoceie as especificações, a qualidade, a Requisição de compra,
quantidade e o custo da mercadoria com o seu fatura proforma,
fornecedor, e notifique-o dos requisitos aplicáveis à bordereaux de
importação desta mercadoria para Moçambique. transferência bancária
Caso não beneficie de crédito, deve efetuar o
pagamento da mercadoria.
2º Cumprimento de O fornecedor expede a mercadoria e envia para si Documento Único, Fatura
formalidades os documentos originais da transação, cujas Comercial, Certificado de
aduaneiras cópias serão submetidas às Autoridades Seguro, Bill of Lading (ou
53
Aduaneiras através da Janela Única Electrónica Bill of Entry ou Air
como parte da declaração aduaneira pelo seu Waybill), Bordereaux de
despachante. Após a obtenção da contramarca, as Transferência (Talão de
Autoridades Aduaneiras analisam a declaração e depósito)
emitem o aviso de pagamento ao seu
despachante. Deverá proceder ao pagamento do
valor de imposições aduaneiras e outras taxas
aplicáveis, conforme o aviso.
3º Libertação de As Autoridades Aduaneiras confrontam os Autorização de Saída da
mercadorias documentos relativos ao valor declarado da Mercadoria, Original da
mercadoria e respectivas posições pautais para Fatura Comercial,
aferir da aceitabilidade da declaração. O Certificado de Seguro, Bill
verificador pode realizar a verificação física da of Lading ou (Bill of Entry
mercadoria e emitir um questionário, havendo ou Air Waybill)
suspeita de irregularidades. Uma vez aceite a
declaração, é emitida a Autorização de Saída da
Mercadoria, devendo o despachante imprimir o
processo de despacho e levar os documentos
originais da mercadoria para a estância. Após o
pagamento dos custos de prestação de serviços
de manuseamento, parqueamento/armazenagem,
inspecção não-intrusiva, a mercadoria é liberta
4º Confirmação da Leve o processo de importação ao banco Processo completo de
finalidade da comercial para a confirmar a finalidade do declaração adua
mercadoria pagamento efectuado. Pode ordenar o pagamento
da mercadoria caso tenha um acordo de venda a
prazo com o seu fornecedor

VI. ESTRUTURAS DE COMERCIALIZAÇÃO

1. Canais de distribuição
1.1. Considerações gerais

A relação comercial estabelecida entre Moçambique e o Brasil estende-se ao longo da história. O país da
África subsariana é um parceiro relevante para os negócios internacionais do Brasil, não só pelo
intercâmbio comercial bilateral, mas também pelas afinidades existentes de idioma e cultura.

1.2. Estrutura Geral

Maputo é a capital e o principal ponto de entrada dos produtos importados. Grande parte da mercadoria
chega a Moçambique por terra oriunda de África do Sul ou por mar. No segundo caso, os três principais
portos são os de Maputo, Beira e Nacala.
54
As infra-estruturas do país são insuficientes e, por vezes, perigosas, pelo que o transporte de mercadorias
do Sul para o Norte do país é complexo. É na região Sul que se concentra a maioria dos distribuidores e
que não raras as vezes assumem, simultaneamente, o papel de atacadistas (grossistas) e varejistas
(retalhistas).

Considerando estas dificuldades, e o peso da economia tradicional, é latente a preponderância do mercado


tradicional e do setor informal, onde merece especial destaque a rede de mercados públicos oficiais.
Não obstante, os primeiros supermercados surgiram no país no início dos anos 90. Ainda assim, o comércio
moderno continua em expansão no território moçambicano, quer ao nível do mercado atacadista, quer ao
nível do mercado varejista.
No presente contexto de mercado de retalho, os dados apontam para que 40% das empresas a operar em
Moçambique estejam sob o domínio de famílias asiáticas, sobretudo no segmento dos pequenos retalhistas.

Já no campo dos grandes retalhistas (ou grupos de retalhistas), destaque para os produtos provenientes de
África do Sul e Brasil, estando disponíveis para compra em quase todos os Retalhistas de Moçambique.
Quanto ao comércio grossista, sobretudo de produtos alimentares, o domínio de mercado é atribuído a um
largo conjunto de pequenos operadores.
Destaca-se do comércio grossista o Mercado do Zimpeto, que existe desde maio de 2007, nos arredores da
cidade de Maputo, estando vocacionado para a venda em grandes quantidades de produtos frescos
diversos e outros bens de consumo. As receitas mensais coletadas no mercado grossista do Zimpeto têm
vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos.

Para aceder ao mercado nacional, as empresas podem usar diferentes canais de comercialização,
nomeadamente, diretos49, indiretos50, venda por catálogo e internet. A escolha do canal de comercialização
passa por diferentes fatores desde o objetivo e estrutura da empresa, natureza do produto a ser
comercializado ou a localização da empresa distribuidora, entre outros fatores.

O papel dos prescritores

Os prescritores são terceiros que têm uma influência determinante no consumo, sendo realidades também
presentes em Moçambique.

1.3. Canais recomendados

A parceria Moçambique – Brasil assenta, sobretudo, em investimentos deste último país em áreas como a
extração de minérios, construção civil, transportes e agricultura, conforme indica a tabela infra.

49 Quando o produto é diretamente remetido para o importador / consumidor direto do produto.


50 Quando o produto é remetido para o importador e deste para o distribuidor nacional e de seguida para os diversos
fornecedores locais que asseguram a chegada do produto ao consumidor final.
55
1.4. Compras governamentais

O Estado detém o monopólio de pelo menos cinco setores de atividade. As linhas de telefone, os
aeroportos, a instalações elétricas e os transportes aéreos são monopólios estatais que se materializam
através das empresas públicas:
 Telecomunicações de Moçambique (TDM);
 Aeroportos de Moçambique (ADM);
 Eletricidade de Moçambique (EDM); e
 Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Os portos e a Empresa dos caminhos-de-ferro são também um monopólio estatal, apesar da parceria
público-privada que transferiu a gestão dos Portos e Caminho de Ferros de Moçambique (CFM) para uma
entidade privada.
O Decreto n.º 5/2016 de 8 de março aprovou o Regulamento de Contratação de Empreitada de Obras
Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, que regula o processo de compras
governamentais.
O objetivo deste novo diploma é “conferir maior transparência e assegurar a efetiva implementação dos
procedimentos”. Este regulamento aplica-se às compras feitas por qualquer órgão do Estado, incluindo as
autarquias e empresas públicas. Para estas, a moeda usada deve ser o Metical (MZN), salvo em caso
excepcionais. A contratação pública é coordenada e supervisionada pela Unidade Funcional de Supervisão
das Aquisições.
Importa salientar que o setor da saúde detém um papel relevante na política de compras governamentais
com maior incidência na comercialização de medicamentos.

56
2. Promoção de vendas
2.1. Feiras e exposições51 52 53

A presença em feiras de comércio e/ou exposições é crucial para Moçambique. O networking ainda se faz,
sobretudo, em termos presenciais/pessoais. Estes eventos, conjuntamente com as conferências
organizadas pelos ministérios ou municípios, são oportunidades vitais para os empresários desenvolverem
as suas redes de contatos, para a identificação de novas oportunidades de negócio ou para procurar
investidores.

A principal feira deste tipo é a FACIM – Feira Agro-Pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique,
também conhecida como Feira Internacional de Maputo. Esta é uma iniciativa de cariz comercial,
multissetorial, inaugurada a 24 de julho de 1964, e que tem como principais objetivos: promover as trocas
comerciais, estimular a produção e o consumo e contribuir para a integração de Moçambique na economia
mundial.

A FACIM tem como objetivo principal das suas atividades, a realização de feiras, exposições e salões
monográficos, conferências, congressos, podendo acessoriamente, e como complemento daquelas
atividades, explorar parques de diversões, restaurantes e outras atividades similares.
Além de conhecer produtos, serviços e oportunidades de negócios, a feira permite aos seus visitantes
entrar em contato com os parceiros da instituição. São pequenas e grandes empresas de quase todos os
ramos de atividades. Surgem oportunidades de acordo com a realidade local, acompanhadas de
capacitação, esclarecimentos, orientação empresarial e até montagem demonstrativas de produção. Para
que tudo funcione de acordo com o planeado, existem equipas fortemente comprometidas dedicadas à
realização do evento.

Esta feira é organizada pelo APIEX (Agência para a Promoção de Investimento e Exportações), que está
vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio.
De forma a participar nesta feira, é obrigatório preencher um Boletim de Inscrição, disponibilizado no
website da FACIM54, onde também é possível encontrar informações relativas a horário, preçários, taxas
adicionais, informações bancárias e dados de pagamentos.
Os meios utilizados de promoção de produtos são os supra expostos, bem como a promoção do produto
em sites de internet, publicidade junto da radio, televisão, paineis publicitários, incluindo publicidade no
âmbito do patrocionio de eventos sociais.

51 http://www.cciabm.com/feira-internacional-de-maputo-facim-52a-edicao-2016-2
52 http://www.qea.com.br/facim-feira-internacional-de-mocambique.html
53 http://www.facim.org.mz/
54 http://www.facim.org.mz/

57
Presença brasileira55

Em 2017, o Brasil participou na FACIM com uma missão de 14 empresas e instituições de vários setores.
Esta participação é da responsabilidade da APEX Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações
– e da Embaixada do Brasil em Maputo. A FACIM tem sido de grande interesse para o Brasil, pois trata-se
de uma feira multissetorial anual, que constitui o maior evento comercial em Moçambique que busca facilitar
o contato com os expositores internacionais e estimular o consumo e integração econômica de Moçambique
na economia.

FIKANI
Lançada em 2013, a VI Feira Internacional de Turismo de Moçambique é organizada pelo Ministério da
Cultura e Turismo através do Instituto Nacional de Turismo (INATUR) e é considerada um ponto de
negócios e de encontro entre Empresas e Instituições turísticas moçambicanas e internacionais. A feira tem
como objetivos expor Moçambique ao mundo e estabelecer um espaço de promoção e lançamento de
novos produtos e serviços turísticos.

2.2. Veículos Publicitários56

Uma das questões a ter em consideração no que toca à promoção dos produtos diz respeito aos níveis de
analfabetismo do país. De acordo com informações reveladas pela UNESCO em 2016, Moçambique possui
mais de oito milhões de população que não sabe ler, escrever e fazer cálculo, dos quais cinco milhões são
adolescentes e jovens dos 15 aos 19 anos de idade, e outros três milhões são idosos principalmente as
mulheres. Como é natural, as formas de publicidade refletem este cenário. Assim, a publicidade que
consista apenas em imagens ou áudios é mais eficaz.
Os três principais meios de difusão de publicidade são a televisão, a impressão e a rádio. Estes são usados
para meios diferentes. Enquanto a rádio é utilizada para chegar a áreas mais rurais e remotas, os cartazes
e a televisão são mais comuns quando o mercado visado é a cidade. Por seu lado, os jornais e as revistas
apelam apenas a um pequeno número de profissionais que sabem ler e que residem nas grandes áreas
urbanas.
Moçambique é um dos países africanos com menor nível de desenvolvimento no que toca ao mercado das
telecomunicações e da internet. Esta questão, aliada à normal desconfiança inicial relativamente aos meios
eletrónicos, determina que estes não sejam um bom veículo de publicidade. Não obstante, é um mercado
em expansão.
Finalmente importa referir que, dado o peso do comércio local, as formas de publicidade que consistem na
passagem da informação através dos clientes entre si podem ser eficazes.

55 https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/IndicadoresEconomicos/web/index.html?a=INDMocambique&p=00005
http://facim.sapo.mz/noticias/brasil-participa-na-feira-internacional-de-maputo-com-missao-de-14-empresas
56 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Selling-Factors-and-Techniques

https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Trade-Promotion-and-Advertising
58
Principais meios de comunicação57

O meio de comunicação social com maior difusão é a rádio, nomeadamente a Rádio Moçambique (a
estação de rádio pública e operada pelo Estado) que é a única com cobertura nacional. A Rádio
Moçambique, gere a rede nacional Antena Nacional, bem como canais provinciais e locais que são
transmitidos em Português, Inglês e muitas línguas indígenas. É estação de rádio estatal que cobre a maior
parte do país, incluindo áreas rurais e é o meio de comunicação mais importantes durante o período
eleitoral. O número de estações de rádio privadas tem aumentado. As principais rádios privadas são a
Rádio Miramar, a Nova FM, a Radio-Televisao Klint (RTK) e a Rádio Maria Moçambique, uma estação
católica romana.

Existem outras rádios privadas, mas que apenas têm cobertura em Maputo. Para além destas, existem
várias rádios comunitárias para as zonas rurais que foram criadas com o objetivo de alargar a rádio ao
maior número de cidadãos possível.

Moçambique tem uma estação de televisão controlada pelo Estado, a Televisão de Moçambique (TVM), que
transmite a partir de Maputo e cobre principalmente áreas urbanas do país em Português, mas com algum
tempo atribuído a línguas locais na Beira e Nampula. No campo da televisão, o canal de televisão público
Televisão de Moçambique é aquele que tem mais audiências. Os principais canais de televisão em
Moçambique são a Miramar, STV, TVM1, TVM2, RTP Internacional, Top TV, CTV, TIM, Gungu e
Telemundo. Todavia, a televisão apenas está acessível nos grandes centros urbanos. Cerca de cinco
estações de televisão privadas estão localizadas em Maputo e são transmitidas em todo o país.

A circulação de meios de comunicação impressos é limitada devido aos altos níveis de analfabetismo em
Moçambique. As principais publicações são o Diário de Moçambique e o Notícias.
Em Moçambique, os meios de comunicação públicos têm sido acusados tratamento injusto e diferenciado
da informação, em favor do partido no poder. Estas acusações têm sido elaboradas pelos candidatos dos
partidos políticos da oposição ao partido que se encontra no poder, no entanto, verifica-se uma melhoria
desta situação a cada nova eleição.

Os meios de comunicação impressos têm crescido consideravelmente nos últimos anos. Este fenômeno
tem sido observado como um fórum para fornecer aos eleitores informações mais equilibradas e mais
críticas so bre governo, dando voz à oposição. Apesar da expansão considerável dos mesmos, a maioria
destes tem a sua sede em Maputo. Moçambique tem dois jornais diários controlados pelo Estado: o
Notícias, publicado em Maputo, o Diário de Moçambique, publicado simultaneamente na Beira e Maputo e
um jornal semanal controlado pelo Estado, Domingo. Boletim da República é o diário oficial do governo. Há
também uma agência de notícias controlada pelo governo, a AIM. Os jornais privados têm crescido
exponencialmente. Existem, agora, quatro importantes jornais semanais, nomeadamente Savana, O País,
Zambeze e Magazine Independente, todos publicados em Maputo. O número de jornais eletrónicos
privados, distribuídos por email ou fax, também aumentou consideravelmente. Mais uma vez, a maioria
deles é publicada em Maputo e apenas alguns são publicados noutras áreas.

57 http://www.iese.ac.mz/lib/publication/livros/des2010/IESE_Des2010_5.ImpMoc.pdf
http://www.unicef.org.mz/nosso-trabalho/o-trabalho-do-unicef/comunicacao-advocacia-e-participacao/
http://www.commonwealthofnations.org/
59
2.3. Consultoria de “marketing”58

São várias as empresas que trabalham nas áreas do marketing e publicidade em Moçambique. Em 2006 foi
criada a Associação Moçambicana de Empresas de Marketing, Publicidade e Relações Públicas (AMEP)
com o objetivo de promover o desenvolvimento destas áreas em Moçambique. Uma lista dos seus membros
pode ser encontrada em http://www.amep.co.mz/. Para além destas, existem outras empresas
moçambicanas a trabalhar no mercado, assim como algumas empresas internacionais, por exemplo, a
EuroBrand ou a Opal.

3. Práticas Comerciais59

3.1. Negociações e contratos de importação

A aproximação entre os Moçambicanos e os Brasileiros é muito bem-vinda: para além de termos tido,
através da história, grandes laços de ligação entre os dois países, partilhamos o mesmo idioma e
fortalecemos uma ligação de amizade inegável, transparecendo nas negociações entre os dois países.
As visitas de trabalho do executivo moçambicano ao Brasil, e vice-versa, assim como a criação de
entidades com a missão de fomentar as relações socioeconômicas entre Brasil e Moçambique são práticas
peculiares entre as duas economias, voltadas para investimentos e projetos em comum.
As missões diplomáticas, assim como os meios de comunicação institucionais, entre os quais, newsletters e
websites de entidades como a Embaixada do Brasil em Moçambique e a Câmara de Comércio, Indústria e
Agro-pecuária Brasil-Moçambique são essenciais para as negociações entre os dois países, no contexto
moçambicano.
3.2. Preços e moeda60

Com exceção do petróleo e de certos produtos agrícolas, cujos preços são fixados pelo governo, o preço
dos bens é geralmente determinado pela força dos mercados. Em alguns casos, o governo fixa também os
preços de referência das importações. Os custos variáveis associados às importações são determinantes
no que toca ao preço final do bem.
Os direitos aduaneiros são calculados tendo por referência o valor CIF das mercadorias61.

A moeda de Moçambique é chamada de Metical. No que respeita a transações comerciais também são
aceites o dólar (USD), a libra esterlina (GBP) e o Rand da África do Sul (ZAR), este último especialmente no
Sul do país.

58 http://www.amep.co.mz/
http://www.dnoticias.pt/hemeroteca/454413-agencia-de-publicidade-opal-entra-em-mocambique-CLDN454413
59 https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/GNMocambique.pdf

https://afktravel.com/61217/business-etiquette-101-tips-travelers-mozambique/
https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Selling-Factors-and-Techniques
60 http://www.verdade.co.mz/tema-de-fundo/35-themadefundo/58223-reducao-dos-precos-de-importacao-de-horticolas-e-produtos-de-mercearia-

sem-impacto-na-inflacao-em-mocambique
61 http://www.ceso.pt/upload/pdf/content_intelligence/xBW96tqV/EstudoMercado_Moz.pdf

https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Pricing
60
A moeda estrangeira mais comum será talvez o dólar. Não obstante, nos casos em que se utilize uma
moeda estrangeira é importante ter em consideração que pode ser necessária aprovação do Banco de
Moçambique (Banco Central) para algumas das movimentações.
O sistema financeiro moçambicano permite a maior parte dos métodos de pagamento comuns, entre os
quais as letras/cartas de crédito (Letter of credit)62.

3.3. Designação dos Agentes63

O Decreto n.º 34/2013, de 2 de Agosto de 2013, que aprovou o Regulamento do Licenciamento da atividade
Comercial, o qual estabelece o regime jurídico do licenciamento da atividade comercial não abrangida por
lei especial, incluindo as condições e procedimentos para o licenciamento do exercício das atividades de
comércio a grosso, comércio a retalho e prestação de serviços de acordo com as subclasses da
Classificação das atividades Econômicas – CAE em Moçambique, o licenciamento do exercício da atividade
de representação comercial estrangeira e o registo de operadores de comércio externo, sendo aplicável a
empresas, empresários comerciais e a representações comerciais estrangeiras que operam no território
nacional, regulando, nomeadamente, a instrução, a unidade, validade, renovação e deveres do titular da
licença, fixando o regime sancionatório e as taxas aplicáveis.
A exigência de exclusividade apenas existe se for estipulada no contrato.

3.4. Abertura de escritório de representação comercial64

A criação de parcerias com negócios locais pode ser uma boa estratégia de entrada no mercado
moçambicano, uma vez se revela ainda bastante opaco e confuso. As sociedades comerciais estrangeiras
podem exercer a sua atividade em Moçambique através da representação comercial, que pode tomar uma
das seguintes formas: (i) sucursais, (ii) agências, (iii) delegações ou (iv) outras formas de representação
legalmente estabelecidas.
As delegações têm uma duração máxima de 3 anos, podendo ser renovadas. O delegado atua como
mandatário da sociedade-mãe apenas para efeitos de mediação comercial.

62
https://www.oanda.com/currency/iso-currency-codes/MZN
http://www.mozambiquetravelservice.com/facts.htm
https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Conversion-and-Transfer-Policies
https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Methods-of-Payment
63http://lexlink.eu/codigo-simples/geral/434437/codigo-comercial-decreto-lei-no-22005-de-27-de-dezembro/20600/por-tema

64 Fontes de interesse:
https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Market-Entry-Strategy
https://www.montepio.pt/iwov-resources/SitePublico/documentos/pt_PT/empresas/internacional/research/mocambique-02-investir-
07102015.pdf
http://mnm.co.mz/index.php/pt/centro-de-acolhimento-ao-investidor/item/58-constituicao-de-representacoes-comerciais-
estrangeiras-em-mocambique
http://www.tta-advogados.com/xms/files/Formas_de_Estabelecimento_Comercial_em_Mocambique.pdf
http://www.plmj.com/xms/files/Guias_Investimento/2012/Guia_de_Investimento_em_Mocambique.pdf
http://www.cuatrecasas.com/media_repository/docs/por/flipbook/Guia_de_investimento_em_Mozambique_PT/assets/common/do
wnloads/publication.pdf
http://www.caiadoguerreiro.com/xms/files/COMUNICACAO/07_Guias/Mocambique_PT.pdf

61
A agência terá a duração acordada no contrato de agenciamento e o agente comercial promove o negócio
em nome da sociedade-mãe.

Por seu lado, a sucursal é considerada um estabelecimento permanente, embora não tenha personalidade
jurídica separada da sociedade-mãe. A sociedade-mãe tem de alocar algum capital à sucursal, não
obstante esta não ter qualquer capital social. A responsabilidade da sociedade-mãe está limitada ao
resultado líquido da sucursal.

A representação comercial estrangeira está sujeita a um pedido de licenciamento que deve ser dirigido ao
Ministro da Indústria e Comércio, sendo o tratamento das opções acima referidas indiferenciado. A licença
concedida é para o exercício de uma atividade específica, por um período máximo de 3 anos, renováveis,
devendo a mesma ser registrada junto da Conservatória de Registo das Entidades Legais.
As restrições destas estruturas são inúmeras pelo que não se aconselha a utilização destes meios para o
exercício regular de uma atividade econômica.

3.5. Seguros de embarques65

A atividade seguradora é regulada pelo Decreto n.º 30/2011, de 11 de Agosto e pelo Decreto-Lei n.º 1/2010,
de 31 de Dezembro de 2010. Este último aprovou o Regime Jurídico dos Seguros que regula, entre outras
coisas, os contratos de seguro, nomeadamente o seguro de transporte de coisas. O valor mínimo coberto é
o da coisa.
Geralmente, as seguradoras moçambicanas disponibilizam seguros de transporte de mercadorias. Os riscos
que protegem são variados e amplos, podendo estar associados ao meio de transporte ou não.

3.6. Supervisão de embarques66

O Diploma Ministerial nº 19/2003, de 19 de fevereiro, Regulamento de Inspeção Pré-Embarque, manteve a


possibilidade de as mercadorias exportadas para Moçambique serem sujeitas a Inspeção Pré-embarque
(IPE). As intervenções solicitadas à empresa de inspeção pré-embarque poderão ser do tipo simples, básico
e completo.

São passíveis de inspeção pré-embarque todas as importações definitivas ou para regime de armazém
aduaneiro as seguintes mercadorias: medicamentos, roupa usada, alimentos, produtos químicos, viaturas
usadas, outros produtos considerados sensíveis. Podem estar excluídas da obrigatoriedade de inspeção
pré-embarque, mediante critérios definidos, as instituições governamentais, instituições não-
governamentais, organismos multilaterais, missões diplomáticas e os estabelecidos em legislação própria.

65 http://www.hollard.co.mz/pt/insurance/marine-transport-cargo-insurance
https://www.tranquilidadeseguros.co.mz/taginter35
https://www.tranquilidadeseguros.co.mz/documents/32008/819372/Condi%2B%C2%BA%2B%C3%81es+Gerais+-
+Transportes+Mercadorias.pdf/bbe20256-96de-445e-8457-b1080ef19530
http://www.vda.pt/xms/files/Newsletters/Flash_Parceria_VdA_-_Silva_Garcia_-_Mocambique_-_Regulamentacao_da_Actividade_Seguradora-
27.10.2011-.pdf
http://www.vda.pt/xms/files/Newsletters/Flash_Parceria_VdA_FBLP_Novo_Regime_Juridico_dos_Seguros_-11.03.2011-.pdf
http://www.issm.gov.mz/images/Legislacao/Decreto-Lei%20n%C2%BA1.2010,%20de%2031%20de%20Dezembro.pdf
http://www.iceafrica.com/pages/pt/produtos/maritimo.html
66 http://www.sgs.co.mz/pt-pt/Public-Sector/Monitoring-Services.aspx

62
De acordo com o diploma ministerial n.º 214/98 de 16 de dezembro, a atividade de inspeção pré-embarque
fica estritamente ligada à das Alfândegas. A experiência da República Popular de Moçambique na área das
relações econômicas externas particularmente no domínio das operações de importação revelou a
necessidade de estabelecimento de mecanismos que permitam um controlo adequado da qualidade,
quantidade, custos de transporte e preços das mercadorias objeto de transação. Ao abrigo do disposto na
alínea h) do artigo 60 da Constituição da República, o Conselho de Ministros decretou que todas as
mercadorias a serem importadas por diferentes entidades deverão sujeitar-se à inspeção pré-embarque,
com devidos excepções já referidas, e que a inspeção pré-embarque compreende a análise de preços,
qualidade, quantidade, embalagens, especificações e demais condições definidas e acordadas entre as
partes contratantes e de conformidade com a legislação vigente no país67.

O trabalho marítimo é parte considerável das relações econômicas que a República de Moçambique
estabelece, sendo que o Regulamento do Trabalho Marítimo, aprovada pelo decreto n.º 50/2014 de 23 de
setembro refere que a cédula marítima ou licença especial de embarque constitui condição indispensável
para a contratação do marítimo. De forma a saber mais sobre o assunto, consultar a publicação oficial da
República, disponível na Imprensa Nacional de Moçambique.

Definições cruciais de forma a compreender o regulamento da Declaração e Revisão da Bagagem e


Introdução do Sistema de Duplo Canal:
 Bagagem – os bens pessoais que o viajante transporta consigo nas suas deslocações internacionais;
 Bens a declarar – artigos para uso pessoal do viajante que excedam as franquias, bem como bens para
comércio ou de importação restrita ou proibida;
 Controlo Aduaneiro – conjunto de medidas destinadas a assegurar a observância das leis e
regulamentos do País nas entradas ou saídas de pessoas e bens no/ do território aduaneiro nacional, e
cujos critérios e aplicação compete às autoridades aduaneiras;
 Objetos de uso pessoal – artigos novos ou usados que o viajante transporta consigo e possa ter
necessidade do seu próprio uso durante a viagem excluindo todos aqueles que denotem fins
comerciais.

Com destino a São Paulo, o ideal circunscreve-se a voos de Maputo-São Paulo, com escala em
Joanesburgo, pela companhia South African Airways; e voo de Maputo-São Paulo, com escala em Lisboa,
pela companhia TAP. O regresso também pode ser concretizado pelas companhias supra-referidas.
Caso se opte por voar de Maputo para Rio de Janeiro, a TAP surge como a melhor opção, com escala
apenas em Lisboa, seguida pela South African Airways, com escalas em Joanesburgo e São Paulo. O
regresso tem mais escolhas, nomeadamente a South African Airways, a TAP e a Ethiopian Airlines (parte do
Rio de Janeiro e faz escalas em São Paulo e Etiópia).
De salientar que os dias de chegada e partida são cruciais para traçar o melhor plano de voos possível.

67 Consultar Boletim da República, I Série – Número 37, datado de 18 de Setembro de 1990


63
3.7. Financiamento das importações68

Uma das principais fontes de financiamento tem por base a ajuda pública ao desenvolvimento (APD)
através de instituições como o Banco Mundial ou o Banco de Desenvolvimento Africano.
Outra grande fonte de financiamento são os bancos. As taxas de juro praticadas pelos bancos comerciais
são muitas vezes superiores à taxa do Banco de Moçambique. Em 2014 não era estranho existirem taxas
de juro anuais entre os 16% e os 20%. Os pagamentos em moeda estrangeira para fora do país têm de ser
autorizados pelo Banco de Moçambique, o que pode dificultar o financiamento da importação de bens e
serviços.

3.8. Litígios e Arbitragem Comercial

No que diz respeito à ordem jurídica Moçambicana, a resolução de litígios pode ser feita por uma de duas
vias: judicial ou extrajudicialmente.

Aspectos legais

O sistema judicial moçambicano é caraterizado por três categorias de tribunais: judiciais, administrativos e o
Conselho Constitucional.
A Lei de Organização Judiciária, a Lei n.º 24/2007, de 20 de agosto, com a redação dada pela Lei n.º
24/2014, prevê que dentro dos Tribunais Judiciais está o Tribunal supremo, Tribunais Superiores de
Recurso e tribunais provinciais e distritais. A matéria abrangida pela supra-referida jurisdição é civil e
criminal.

O Tribunal Administrativo consiste numa jurisdição especializada e responsável pela fiscalização da


legalidade de atos administrativos, execução de normas regulamentares emitidas pela Administração
Pública, Contas do Estado e Despesa Pública.

O Conselho Constitucional constitui uma jurisdição especializada para matérias constitucionais e eleitorais.
Verifica e controla a legalidade dos atos administrativos do Executivo, avaliando a constitucionalidade.
As partes podem convencionar que um determinado litigio que decorra de determinados fatos sejam
decididos pelos tribunais do país de uma das partes ou por tribunais internacionais, desde que esse acordo
seja reduzido a escrito e que exista um interesse sério por uma ou ambas as partes.
Desta forma, conflitos que surjam no âmbito de relações comerciais são, em regra, tratados através da
arbitragem.

A Lei n.º 11/99, de 8 de julho (“Lei de Arbitragem, Conciliação e Mediação”) prevê que as partes que
estejam interessadas podem submeter a resolução de litígios (todos ou alguns) a arbitragem, previamente,
por via da existência de uma cláusula compromissória existente no contrato, ou posteriormente, através da
celebração de um compromisso arbitral, tendo de ser expressamente acordado pelas partes.

68 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Market-Challenges
http://www.tta-advogados.com/xms/files/2015/Noticias/12-2014_-_AMAB_-_Guia_Negocios_Moz_-In.pdf
http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01010747

64
É importante salientar que é cada vez mais frequente a inclusão de uma cláusula compromissória ou arbitral
nos contratos celebrados em Moçambique.
Moçambique é também um dos países que ratificou a Convenção de Washington de 1965, sendo parte de
tratados bilaterais de investimento, o que tem uma grande importância em termos de garantias de proteção
no que diz respeito ao investimento, garantindo a possibilidade de recorrer à arbitragem internacional.

A Lei de Investimentos, Lei n.º 3/93, de 26 de junho, prevê que um mecanismo de resolução de litígios
relativos a diferendos entre o Estado e investidores estrangeiros concernentes a investimentos que sejam
autorizados e realizados no país, permitindo-se em determinadas circunstâncias previstas expressamente
na Lei, e salvo acordo em contrário, a resolução dos mesmos através de arbitragem, mediante acordo de
ambas as partes.

As regras aplicáveis a estes casos poderão ser as seguintes:


 As regras da Convenção de Washington, de 15 de março de 1965, que estabelece as regras sobre a
solução de diferendos relativos a investimentos entre estados e nacionais de outros Estados;
 As regras fixadas pelo Regulamento do Mecanismo Suplementar, aprovado a 27 de setembro de 1978
pelo Conselho de Administração do Centro Internacional para a Resolução de Diferendos relativos a
investimentos, se a entidade estrangeira não preencher os requisitos de nacionalidade previsto no
artigo 25 da Convenção de Washington;
 As regras de arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI).
Sem prejuízo do supramencionado, aos conflitos emergentes das relações entre investidores estrangeiros e
entidades de direito privado moçambicanas são aplicáveis as regras de arbitragem internas.
A arbitragem é admitida para os conflitos que não tenham por base direitos indisponíveis ou não
transacionáveis, ou quando não exista norma que o proíba.

O Centro de Arbitragem, Conciliação e Mediação (CACM) em Maputo é o organismo institucionalizado para


a resolução arbitral de conflitos relativos a matérias comerciais e de natureza obrigacional.
Em ambos os casos o recurso à arbitragem é voluntário, ou seja, é necessário o consentimento prévio de
ambas as partes. As sentenças arbitrais nacionais têm carácter definitivo e executório, só sendo admitido
recurso para os tribunais judiciais relativamente a questões formais e processuais. Em caso de
incumprimento, tanto as sentenças arbitrais nacionais como estrangeiras podem ser executadas nos
tribunais moçambicanos.

A 30 de Março de 2015 foi assinado o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre o
Brasil e Moçambique69 com o objetivo de fomentar e facilitar o investimento recíproco. Este acordo prevê
regras especificas no que toca à resolução de litígios. Assim, no âmbito deste acordo, antes de se recorrer
à arbitragem, as disputas deverão ser avaliadas e examinadas pelo Comité Conjunto. Caso não se
resolvam desta forma, então as partes podem recorrer a mecanismos de arbitragem entre Estados, que
ainda não estão regulados.

Protesto de títulos de crédito


O regime jurídico da insolvência e da Recuperação de Empresários Comerciais, aprovado pelo Decreto-Lei
n.º 1/2013, de 4 de julho, entrou em vigor a 4 de Outubro de 2013.
O regime jurídico acima referido é aplicável às associações e fundações, sociedades civis, cooperativas e
pessoas singulares.

69https://www.iisd.org/sites/default/files/publications/commentary-brazil-cifas-acfis-mozambique-angola-mexico-malawi.pdf

65
É competente para deferir a recuperação judicial, declarar a insolvência, ou receber depósito da ata de
conciliação e mediação na recuperação extrajudicial, o tribunal do local do domicílio do devedor, do seu
principal estabelecimento ou da filial de sociedade que tenha sede fora de Moçambique, sendo o Ministério
Público citado em caso de entrada em juízo do pedido de recuperação judicial ou da insolvência, podendo o
mesmo intervir nos atos que envolvam interesse público ou cuja tutela seja da sua competência.

A verificação dos créditos é realizada pelo Administrador de Insolvência.


A reclamação de créditos deve conter uma série de requisitos previstos nos termos do artigo 9.º do Decreto-
Lei n.º 1/2013.
A recuperação judicial, novo conceito introduzido no sistema jurídico moçambicano, tem como objetivo a
viabilização da superação de situações de impossibilidade de cumprimento de obrigações de uma
sociedade que se encontre em crise financeira.

Face ao cenário supra-referido, os devedores que reúnam os requisitos estabelecidos à luz desse mesmo
Decreto-Lei podem adoptar meios de recuperação, de forma a recuperar a sua sociedade e deste modo
satisfazer os créditos devidos a terceiros.

Encontram-se previstos diversos meios de recuperação, dos quais se devem salientar:


 Concessão de prazos de pagamentos;
 Cisão;
 Incorporação ou transformação de sociedade;
 A alteração do controlo da sociedade;
 A redução salarial e a venda parcial dos bens;
 A administração compartilhada;
 Emissão de valores mobiliários.
Os meios de recuperação de crédito encontram-se previstos nos termos do artigo 49.º do Decreto-Lei n.º
1/2013.

O plano de recuperação deverá conter a indicação pormenorizada dos meios de recuperação que terão
lugar, a sua justificação, assim como a demonstração da sua viabilidade financeira, um relatório econômico-
financeiro e a avaliação dos bens e ativos que o devedor tenha, subscrito por um profissional legalmente
habilitado ou sociedade especializada.

Qualquer credor pode impugnar o plano de recuperação judicial dentro dos prazos estabelecidos. Havendo
impugnação, o juiz deverá convocar Assembleia Geral de Credores para deliberar sobre o plano de
recuperação. Nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial, todas as classes de credores
(credores laborais, credores com garantia real e credores ordinários) devem aprovar a proposta.
Uma vez cumpridas as exigências supra-referidas, o juiz deverá conceder a recuperação judicial do devedor
cujo plano não tenha sido impugnado por qualquer credor ou tenha sido aprovado pela Assembleia Geral de
Credores.

O plano de recuperação judicial implica a novação dos créditos anteriores ao pedido e obriga o devedor e
todos os credores a ele sujeitos. Sem prejuízo das garantias, a decisão judicial que conceder a recuperação
judicial constituí título executivo. O devedor permanece em recuperação judicial até que se cumpram todas
as obrigações previstas no plano que se vencerão no prazo de 2 anos depois da concessão da recuperação
judicial. Durante o referido período de 2 anos, o incumprimento de qualquer obrigação prevista no plano
66
implica a convolação da recuperação em insolvência. Declarada a insolvência, os credores têm
reconstituídos os seus direitos e garantias nas condições originalmente contratadas, deduzindo os valores
eventualmente pagos no âmbito da recuperação judicial.

Durante o processo de recuperação judicial, o devedor ou seus administradores são mantidos na condução
da atividade empresarial, sob fiscalização do Comité dos Credores e do Administrador da Insolvência.
Cumpridas as obrigações vencidas no prazo de 2 anos, o juiz decreta por sentença o encerramento do
plano de recuperação judicial.

VII. RECOMENDAÇÕES ÀS EMPRESAS BRASILEIRAS

Moçambique tem conseguido se firmar como um destino preferencial para o investimento estrangeiro.
Geograficamente, é previlegiado por possuir acesso ao Oceano Índico e historicamente, conseguiu
demonstrar sua capacidade de conviver com diferentes culturas. O País dispõe de enormes reservas de
recursos naturais, um novo sistema de facilitação de vistos, mega-projetos em infra-estruturas (novas
construções e reabilitações) como portos e caminhos de ferro, estradas e pontes, água e saneamento, para
além da mão de obra disponível e treinada. Não obstante, há fatores que concorrem para o país se firmar
no cenário geopolítico internacional em matéria de investimento.

Comércio Exterior: A posição externa de Moçambique carateriza-se por um crescimento acelerado da


importação de bens de serviços associados aos crescentes fluxos de investimento direto estrangeiro.

Sistema Fiscal: O Sistema Tributário da República de Moçambique integra impostos nacionais e


municipais. Nos impostos da Tributação Nacional os sistemas são classificados como diretos e indiretos,
atuando a vários níveis, nomeadamente (i) impostos diretos sobre o rendimento e o património e (ii)
indiretos Tributação das despesas.

Garantias de Investimento: As garantias previstas na legislação em vigor incluem proteção jurídica dos
bens e direitos, incluindo os de propriedade industrial; nenhuma restrição de empréstimo e pagamento de
juros no exterior, transferência de dividendos para o exterior.

Ao se iniciar o processo de importação, é necessário ter-se presente que os produtos importados estão
sujeitos a inspeção pré-embarque que incluem a verificação da qualidade, quantidade, preço, tarifa e
indicação dos direitos a pagar. Os importadores são registrados junto do Ministério da Indústria e Comércio
(MIC) que emite um cartão de identificação atestando a autorização para operador de importação.

No momento de chegada das mercadorias deve ser apresentada uma declaração aduaneira, feita mediante
o preenchimento de Documento Único (DU), Documento Único Abreviado (DUA) Documentos Simplificado
(DS) ou sob outras formas previstas na lei. Posteriormente, o DU e os documentos que o acompanham
serão tramitados para desembaraço nas estâncias aduaneiras onde os bens e as mercadorias se
encontrem depositados. Os DU’s relativos a bens e de mercadorias depositadas em armazéns de regime
aduaneiro serão entregues e tramitados na estância aduaneira da respetiva jurisdição. Para pequenas
encomendas comerciais usando o DUA e para o sistema simplificado usando o DS, a declaração será
entregue nas estâncias aduaneiras designadas pelo Diretor Geral das Alfândegas.

67
Uma nota importante para o fato de que a declaração e os documentos que a acompanham devem ser
submetidos eletronicamente pelo declarante ou seu representante a partir de qualquer ponto do país, sendo
suficiente a indicação da estância aduaneira onde as mercadorias estão depositadas ou onde se pretende
desembaraçar. Como forma ainda de atrair as importações, valorizar as exportações e garantir maior
crescimento e desenvolvimento.

Moçambique conta com vários canais de distribuição onde se destaca o comércio grossista, o Mercado do
Zimpeto que está vocacionado para a venda em grandes quantidades de produtos frescos.

A presença em feiras de comércio e/ou exposições também se revela crucial para Moçambique. Estes
eventos, conjuntamente com as conferências organizadas pelos ministérios ou municípios, são
oportunidades vitais para os empresários desenvolverem as suas redes de contatos, para a identificação de
novas oportunidades de negócio ou para procurar investidores.

Passos a ter em conta antes de investir.

1. Contatar um advogado, consultar o Governo Moçambicano e o APIEX

Uma empresa que queira entrar em Moçambique, deve, em primeiro lugar, contatar o Governo
Moçambicano, através do Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) que dará
sugestões das melhores zonas e setores a investir, apoiando também em termos legais.

2. Torna-se também importante consultar um advogado e trabalhar com uma empresa nacional para
se assegurar que está a cumprir corretamente com as leis. Neste âmbito, é de frisar que o Novo Código
Comercial, aprovado pelo Decreto - Lei Nº 2/2005, de 27 de Dezembro, simplificou os procedimentos para
registo de empresas em Moçambique.

O primeiro passo a dar é deslocar-se à Conservatória do Registo de Pessoas Jurídicas (Registo Notariado –
Balcão de Atendimento Único – Av. Josina Machel/Esq. Karl Marx – Telefone:+ 258 21326268, apresentar a
empresa, a sua atividade e o setor onde irá atuar, e informar do valor do investimento, para que possa ser
feita a reserva do nome. De salientar que o valor mínimo de investimento para acesso a garantia e
benefícios fiscais é de 50 mil dólares para investimento estrangeiro direto e 5 mil dólares para investimento
direto nacional. Deve-se solicitar uma certidão negativa.

a) Viagens de negócios

O período mais conveniente para realizar uma viagem de negócios em Moçambique é a altura da FACIM –
Feira Agro-Pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique, também conhecida como Feira Internacional
de Maputo que tem acontecido anualmente na última semana de agosto, com duração de 7 dias.

A FACIM tem como objetivo principal das suas atividades, a realização de feiras, exposições e salões
monográficos, conferências, congressos, podendo acessoriamente, e como complemento daquelas
atividades, explorar parques de diversões, restaurantes e outras atividades similares.

68
Esta é uma iniciativa de cariz comercial, multisetorial, com objetivos de: promover as trocas comerciais;
estimular a produção e o consumo; potenciar o networking; e contribuir para a integração de Moçambique
na economia mundial.

b) Reservas de hotéis – Informações básicas

Maputo é considerada a cidade de eleição para viagens de negócios em Moçambique. Dispõe de uma vasta
variedade de hotéis equipados com salas de conferências. Alguns exemplos são:

 Polana Serena Hotel


É considerado o mais famoso hotel na cidade de Maputo e é muito popular entre os viajantes de negócios.
Durante a última década, o hotel foi restaurado à sua antiga opulência. Possui diversas instalações para
conferências no local, juntamente com um ginásio totalmente equipado e um cabeleireiro. O hotel fica a
poucos minutos das embaixadas internacionais da cidade, dos prédios do governo e do complexo
presidencial, bem como de diversas lojas, restaurantes e cafés na calçada. Beneficia de uma localização
privilegiada à beira-mar da cidade, o que proporciona uma vista incrível sobre o oceano índico.

 Hotel Avenida
Perfeito para quem procura uma localização privilegiada, o Hotel Avenida foi cuidadosamente pensado para
o hóspede que viaja em negócios e dispõe de todos os serviços que garantem uma estadia memorável.
As instalações dedicadas a reuniões e eventos dispõem de todos os serviços de apoio necessários para
garantir a excelência dos eventos corporate. É composto por 8 salas de reunião com diferentes
capacidades e equipadas com a mais alta tecnologia e de um gabinete de tradução simultânea. Dispões
também de um Health Club aberto 24h por dia e também de um SPA.

 Radisson Blu hotel


Como a maior parte dos hotéis Radisson em todo o mundo, o hotel oferece as condições perfeitas para os
viajantes de negócios. Há um business center, sala de conferências, salas, WiFi rápido, juntamente com
serviços como a verificação explícita de que são destinadas a poupar tempo de reunião. Também é
extremamente conveniente para consulados, embaixadas e escritórios na área. O hotel tem uma boa
selecção de locais para comer, juntamente com bares luxuosos como o Bar Oceano e Palmeira lounge.

 Pestana Rovuma
Situado no centro da Baixa da capital, junto à Catedral e ao conselho municipal e o jardim botânico
Tunduru.O Hotel dispõe de uma piscina exterior, ginásio, business centre, um restaurante e um bar. Tem
um parque estacionamento e salas de conferências. Para além disso, tem um pequeno centro comercial à
entrada do Hotel. Os quartos oferecem uma vista invejável para a cidade ou para a Baía de Maputo.

Hotéis Contatos Localização


Polana Serena +258 21 241 700 Avenida Julius Nyerere
Hotel reservations@serena.co.mz 1380,
reservations@serenahotels.co.za Maputo,
Mozambique

69
Hotel Avenida +244 222 620 600 Avenida Julius Nyerere,
alvalade@tdhotels.com 627, 3236 Maputo,
bookings.alvalade@tdhotels.com Mozambique

Radison Blu Hotel +258 21 24 24 00 Avenida Marginal n.141


reservations.maputo@radissonblu.com Maputo
Mozambique

Pestana Rovuma +25821305000 Rua da Sé, nº 114,


reservas.africa@pestana.com Maputo

c) Empresários locais

Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) é uma unidade sócio-económica com fins
não lucrativos, criado em 1990, pelo Decreto nº 25/90 de 29 de Novembro e tem o objetivo de impulsionar e
coordenar a execução de medidas e políticas que visem o desenvolvimento das exportações
moçambicanas.

A APIEX tem como missão desenvolver e promover a exportação de produtos e serviços moçambicanos,
harmonizando as suas actividades com todas as instituições que lidam com o comércio externo. Como tal,
pretende afirmar-se como o ponto nacional para o desenvolvimento e promoção das exportações de
Moçambique. As principais atividades da APIEX são: influenciar políticas sobre o comércio externo;
promover as exportações em coordenação com o setor privado; desenvolver as exportações, promovendo a
produção e a diversificação de produtos, serviços e mercados; facilitar o acesso além fronteiras de produtos
e serviços nacionais e recolher, tratar e disseminar informação comercial.
O contato também pode ser através do CTA ou da APIEX.

A Confederação das Associações Econômicas de Moçambique (CTA), constituída a 5 de Abril de 1996, foi
criada para responder os desafios da introdução do sistema da economia de mercado. É uma organização
econômica não-governamental, apartidária, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento econômico e
social de Moçambique, baseado no crescimento do setor privado promovendo e protegendo as
oportunidades de negócios e iniciativas privadas, cultura e o associativismo empresariais. A CTA trabalha
em prol de um melhor ambiente de negócios em Moçambique, através de promoção de reformas
econômicas e regulamentares.

d) Informações básicas para obtenção de vistos

Todas as nacionalidades precisam de visto para entrar em Moçambique, salvo os portadores dos
seguintes passaportes:

1. passaportes brasileiros diplomáticos, de serviço e oficiais;


2. passaportes dos países com os quais moçambique tem acordo de supressão de vistos;

70
Estão isentos de taxas consulares, porém, precisam de visto para entrar em Moçambique:

1. portadores de passaportes diplomáticos, de serviços e oficiais de qualquer nacionalidade e os


convidados oficiais das entidades governamentais moçambicanas.

O horário de recebimento e levantamento de documentos na Embaixada de Moçambique em Brasília, em


dias úteis, é das 09h00 às 12h30. O horário de levantamento de documentos decorre das 9h00 às 12h30 e
das 14h00 às 14h30, para o visto expresso.

Para a obtenção do visto de entrada na República de Moçambique, são necessários os seguintes


documentos: passaporte original com validade mínima de seis meses, cópia das páginas 2 e 3 do
passaporte; duas fotos tipo 3X4; cópia da reserva do Hotel em Moçambique ou carta convite de quem
convida com a assinatura reconhecida em cartório em Moçambique; formulário devidamente preenchido e
assinado pelo requerente; cópia do certificado internacional de vacina contra febre amarela.

Condições especiais: estrangeiros residentes no Brasil devem anexar cópia do RNE; certidão de
antecedentes criminais, autenticado pelo MRE (Somente para Visto de Trabalho e de Permanência
Temporária); autorização concedida Pelo Ministério da Justiça – Departamento de Assuntos Religiosos.
(Somente para Vistos Trabalho e de Permanência Temporária por motivo de Missão Religiosa); contrato de
trabalho e carta do Ministério de Trabalho de Moçambique (somente para Visto de trabalho), atestado
Médico (Somente para Visto de Permanência Temporária) e comprovante de depósito original.

Endereço da Embaixada de Moçambique em Brasília:

SHIS, QL 06 Conjunto 04 Casa 02, CEP: 71620-045, Lago Sul, Brasília-DF


Tels.: 0055(61)3364 3690 (Setor Consular)
Fax.: 0055(61)3248 3917
EMAIL: consulado@mozambique.org.br

71
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 “Síntese de Conjuntura Económica”, n.º 12, I Trimestre, Instituto Nacional de Estatística, Junho 2016
 Sousa, R. C. (1994). Código do IVA (Anotado e Comentado). Porto: Elcla Editora.
 Waty, T. A. (2007). Direito Fiscal. Maputo.
 Xavier, A. (1993). Direito Tributário Internacional. Coimbra: Almedina.
 Xavier, A. (2009). Direito Tributário Iternacional. Coimbra: Edições Almedina, SA.

Legislação70
 Lei n.º 10/2001, de 7 de julho, que aprovou o regime aplicável aos Tribunais Personalizados;
 Decreto n.º. 38/2002, de 11 de dezembro, que aprovou as regras para determinação do valor
aduaneiro;
 Lei n.º 2/2006, de 2 de março, que aprovou a Lei Geral Tributária;
 Ordem/Aviso n.º 2 / GGBM / 2006 do Banco de Moçambique referente aos procedimentos normais de
registo de câmbios e estrangeiros para a importação ou exportação de bens e / ou serviços.
 Lei nº. 6/2009, de 10 de março, que aprovou o Livro da Tarifa Alfandegária;
 Lei nº. 4/2009, de 30 de março, que aprovou o Código de Benefícios Fiscais;
 Decreto n.º 5/2009 de 1 de junho, que aprovou o Regulamento de Inspecção de Fitossanitária e
Quarentena Vegetal;

70
Poderá ser adquirida junto da Imprensa Nacional de Moçambique
73
 Decreto n.º. 34/2009, de 6 de julho, que aprovou o Regulamento Geral de Despacho Aduaneiro;
 Decreto n.º 56/2009, de 7 de outubro, que aprovou o Regulamento do Regulamento do Código de
Benefícios Fiscais;
 Lei n.º 4/2011, de 11 de janeiro, que cria a Câmara dos Despachantes de Moçambique;

 Estatuto Ministerial n.º 16/2012, que aprovou o Regulamento de Despacho Aduaneiro;

 Decreto n.º 16/2011, de 26 de maio, que aprova o Estatuto da Câmara dos Despachantes Aduaneiros
de Mercadoria;
 Decreto n.º 18/2011, de 8 de 26 de maio, que aprova o Regulamento do Exercício da Atividade de
Despacho Aduaneiro de Mercadorias;
 Decreto n.º. 18/2011, de 26 de maio, que aprovou o Regulamento da Atividade de Mercadorias
Aduaneiras;
 Decreto n.º 34/2013, de 2 de agosto, que aprovou o Regulamento de Licenciamento de uma Atividade
Comercial;
 Decreto n.º. 116/2013, de 8 de agosto, que aprovou o Regulamento do Regime de Trânsito Aduaneiro;
 Lei n. 27/2014, de 23 de dezembro, que aprovou o Regime Especial de Tributação e Benefícios Fiscais
das Operações Petrolíferas;
 Decreto n.º 32/2015, de 31 de dezembro, que aprovou o Regulamento do Regime Especial de
Tributação e Benefícios Fiscais das Operações Petrolíferas.

Links consultados/úteis:
 AICEP Portugal Global http://www.portugalglobal.pt/PT/Paginas/Index.aspx

 Associação Moçambicana de Bancos (http://www.amb.co.mz/)

 Banco Mundial (http://www.worldbank.org/pt/country/mozambique).


 Central Intelligence Agency (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/mz.html).
 Central Intelligence Agency (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/mz.html)

 Doing Business in Mozambique (World Bank)


http://www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/mozambique

 Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH): http://www.enh.co.mz/

 Instituto Nacional de Estatística (INE) - http://www.ine.gov.mz/


 Instituto Nacional de Estatística (INE) - http://www.ine.gov.mz/

 International Trade Center: http://www.intracen.org/


74
 Observatory of Economic Complexity (http://atlas.media.mit.edu/pt/)

 Sistema Consular Integrado – Ministério das Relações Exteriores do Brasil (http://dai-


mre.serpro.gov.br/)

 Trade Map
http://www.trademap.org/(X(1)S(1vlmhb45ko42gf551eu32c55))/countrymap/Bilateral_TS.aspx

 http://wrm.org.uy/pt/artigos-do-boletim-do-wrm/secao1/florestas-de-mocambique-em-extincao/

 http://aulaindustriamoz.blogspot.com/2013/09/a-industria-em-mocambique.html

 Moçambique Overview – Perspectivas Económicas para 2016 – TTA


http://www.tta-advogados.com/pt/know-how/Mocambique-Overview-Perspectivas-Economicas-para-
2016/345/;
 MOÇAMBIQUE – integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP
https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000061646/;
 AICEP: Moçambique – Síntese País
http://www.portugalglobal.pt/pt/biblioteca/paginas/mo%C3%A7ambiquepaisemsintese.aspx;
 International Trade-Centre - http://www.intracen.org/;
 http://www.trademap.org/countrymap/Country_SelProductCountry_TS.aspx;
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 Banco de Moçambique - http://www.bancomoc.mz/;
 Mozambique Budget Proposal 2017 – All eyes are on fiscal consolidation in 2017 – Eaglestone
Securities; Calc. PLMJ - http://www.eaglestone.eu/en/research/;
 http://www.amb.co.mz/index.php/a-amb/78-teste/116-radioprafia-do-sector-bancario-em-mocambique-
2014;
 www.terrasaltasportugal.pt/download/15;
 https://www.google.pt/amp/www.mmo.co.mz/conheca-os-10-supermercados-em-maputo-para-voce-
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 http://www.facim.org.mz/;
 https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/IndicadoresEconomicos/web/index.html?a=INDMocambiqu
e&p=00005;
 http://facim.sapo.mz/noticias/brasil-participa-na-feira-internacional-de-maputo-com-missao-de-14-
empresas;
 https://www.eisa.org.za/wep/mozmedia.htm;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Selling-Factors-and-Techniques;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Trade-Promotion-and-Advertising
 http://www.iese.ac.mz/lib/publication/livros/des2010/IESE_Des2010_5.ImpMoc.pdf;
 http://www.unicef.org.mz/nosso-trabalho/o-trabalho-do-unicef/comunicacao-advocacia-e-participacao/;
75
 http://www.amep.co.mz/;
 https://www.scribd.com/document/105022764/Despacho-de-Importacao-Entrega-da-Mercadoria;
 https://www.comexblog.com.br/importacao/siscomex-importacao-os-documentos-que-podem-ser-
emitidos/;
 http://www.dnoticias.pt/hemeroteca/454413-agencia-de-publicidade-opal-entra-em-mocambique-
CLDN454413;
 https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/GNMocambique.pdf;
 https://afktravel.com/61217/business-etiquette-101-tips-travelers-mozambique/;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Selling-Factors-and-Techniques;
 https://sites.google.com/site/importacaonobrasil/as-tarifas-de-importacao;
 https://www.international.gc.ca/cil-cai/country_insights-apercus_pays/ci-ic_mz.aspx?lang=eng#cn-6;
 http://www.verdade.co.mz/tema-de-fundo/35-themadefundo/58223-reducao-dos-precos-de-importacao-
de-horticolas-e-produtos-de-mercearia-sem-impacto-na-inflacao-em-mocambique;
 http://www.ceso.pt/upload/pdf/content_intelligence/xBW96tqV/EstudoMercado_Moz.pdf;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Pricing;
 http://www.mozambique.org.br/pt/procedimentos-para-solicitacao-de-vistos-na-embaixada-de-
mocambique/;
 https://www.oanda.com/currency/iso-currency-codes/MZN;
 http://www.commonwealthofnations.org/sectors-mozambique/business/media_and_broadcasting/;
 http://opais.sapo.mz/;
 http://bancomoc.mz/fm_pgTab1.aspx?id=105;
 http://www.mozambiquetravelservice.com/facts.htm;
 http://www.serenahotels.com/serenapolana/en/location.html;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Conversion-and-Transfer-Policies;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Methods-of-Payment;
 http://lexlink.eu/codigo-simples/geral/434437/codigo-comercial-decreto-lei-no-22005-de-27-de-
dezembro/20600/por-tema;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Market-Entry-Strategy;
 https://www.montepio.pt/iwov-
resources/SitePublico/documentos/pt_PT/empresas/internacional/research/mocambique-02-investir-
07102015.pdf;
 http://portal.siscomex.gov.br/legislacao/secex;
 http://mocambique.business-guide.info/inicio-2/parceiros/instituto-para-a-promocao-de-exportacoes-
ipex/;
 http://clubofmozambique.com/news/extractive-industry-decisive-for-public-revenues-world-bank/;
 http://mnm.co.mz/index.php/pt/centro-de-acolhimento-ao-investidor/item/58-constituicao-de-
representacoes-comerciais-estrangeiras-em-mocambique;
 http://www.tta-advogados.com/xms/files/Formas_de_Estabelecimento_Comercial_em_Mocambique.pdf;
 http://www.plmj.com/xms/files/Guias_Investimento/2012/Guia_de_Investimento_em_Mocambique.pdf;
 http://www.cuatrecasas.com/media_repository/docs/por/flipbook/Guia_de_investimento_em_Mozambiqu
e_PT/assets/common/downloads/publication.pdf;
 http://www.caiadoguerreiro.com/xms/files/COMUNICACAO/07_Guias/Mocambique_PT.pdf;
76
 http://www.hollard.co.mz/pt/insurance/marine-transport-cargo-insurance;
 https://www.booking.com/hotel/mz/tivoli-maputo.pt-pt.html?checkin=2018-05-12&checkout=2018-05-
13&hp_refreshed_with_new_dates=1;
 https://www.tranquilidadeseguros.co.mz/taginter35;
 https://www.tranquilidadeseguros.co.mz/documents/32008/819372/Condi%2B%C2%BA%2B%C3%81es
+Gerais+-+Transportes+Mercadorias.pdf/bbe20256-96de-445e-8457-b1080ef19530;
 http://www.vda.pt/xms/files/Newsletters/Flash_Parceria_VdA_-_Silva_Garcia_-_Mocambique_-
_Regulamentacao_da_Actividade_Seguradora-27.10.2011-.pdf;
 http://www.vda.pt/xms/files/Newsletters/Flash_Parceria_VdA_FBLP_Novo_Regime_Juridico_dos_Segur
os_-11.03.2011-.pdf;
 http://www.issm.gov.mz/images/Legislacao/Decreto-
Lei%20n%C2%BA1.2010,%20de%2031%20de%20Dezembro.pdf;
 https://en.portal.santandertrade.com/establish-overseas/mozambique/investing-3;
 http://www.iceafrica.com/pages/pt/produtos/maritimo.html;
 http://www.sgs.co.mz/pt-pt/Public-Sector/Monitoring-Services.aspx;
 https://www.export.gov/article?id=Mozambique-Market-Challenges;
 http://www.tta-advogados.com/xms/files/2015/Noticias/12-2014_-_AMAB_-_Guia_Negocios_Moz_-In.pd;
 http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01010747;
 http://www.aip.pt/irj/go/km/docs/sitemanager/www_aip_pt/documentos/internacionalizacao/internacionali
zacao/informacao/Lusofonia%20Econ%C3%B3mica/6%20%20MO%C3%87AMBIQUE,%20%C3%81FR
ICA%20DO%20SUL,%20SADC%20-%20CPLP.pdf;
 http://www.tdhotels.com/pt/Menu/Hoteis/Mocambique/Maputo/Hotel-Avenida/O-Hotel.aspx;
 https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/za/Documents/africa/za_Mozambique_country_report.pd
f;
 https://www.mercadoseestrategias.com/news/a-situacao-atual-da-economia-de-mocambique/;
 https://www.iisd.org/sites/default/files/publications/commentary-brazil-cifas-acfis-mozambique-angola-
mexico-malawi.pdf;
 http://mocambique.business-guide.info/inicio-2/parceiros/instituto-para-a-promocao-de-exportacoes-
ipex/;
 https://en.portal.santandertrade.com/establish-overseas/mozambique/investing-3;
 http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/8511-acordo-brasil-mocambique-de-cooperacao-
e-facilitacao-de-investimentos-acfi-maputo-30-de-marco-de-2015;
 http://documents.worldbank.org/curated/en/180761478771291086/pdf/109948-WP-DB17-PUBLIC-
Mozambique.pdf;
 http://www.cciabm.com/produtos/revista-brasilia-maputo ;
 http://documents.worldbank.org/curated/en/975011468196748847/pdf/103333-v2-WP-Mozambique-
CPFL-DiagReview-2015-Volume-II-FINAL-PUBLIC.pdf;
 http://www.ppa.pt/wp-content/uploads/2014/06/05-Estudo-Mocambique-Elaborado-por-Millennium-
bcp.pdf;
 http://tve24.com/turismo/os-melhores-hoteis-para-negocios-em-maputo/;

77
 http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Detalhe.aspx?documentId=%7B149FA6C4-5A51-
435F-B9A7-3F66BA75A478%7D;
 https://www.google.pt/amp/www.mmo.co.mz/conheca-os-10-supermercados-em-maputo-para-voce-
fazer-seu-rancho/amp;
 www.bancomoc.mz;
 http://www.facim.org.mz/;
 http://www.at.gov.mz/por/Comercio-Internacional/Procedimentos-Aduaneiros;
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_jornais_e_revistas_de_Mo%C3%A7ambique;
 http://www.guiademidia.com.br/jornais/africa/mocambique.htm;
 www.golo.co.mz;
 http://www.dreammedia.co.mz;
 www.topsites.co.mz;
 https://www.linkedin.com/company-beta/2456274/?pathWildcard=2456274;
 www.eurobrand.co.mz;
 http://www.dalima.co.mz;
 http://www.mic.gov.mz/;
 www.cloud.co.mz;
 http://brandlovers.co.mz;
 https://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=667032;
 http://www.verdade.co.mz/nacional/19534-festival-de-publicidade-confirmadas-17-participacoes;
 http://www.mz.undp.org/content/dam/mozambique/docs/Poverty/Posicionamento%20de%20Mo%C3%A
7ambique%20no%20Com%C3%A9rcio%20Internacional%202016%20final.pdf?download;
 http://www.jetcost.pt/;
 http://voos.idealo.pt/;
 http://www.rumbo.pt/voos/;
 http://www.rumbo.pt/voos/;
 http://www.edreams.pt/;
 http://www.lam.co.mz/;
 https://www.flytap.com/pt-mz/;
 http://www.aeroportos.co.mz/.

78
ANEXOS

I. ENDEREÇOS
1. Anexo I, 1 – Principais Entidades De Classe Locais - (Comércio Atacadista e Retalhistas)

Principais retalhistas do país71:


 Moçambique Terramar Trading, Lda.
- Rua do Manú, n.º 114 – Malanga, Maputo | + 258 21 403 324 | http://www.terramar.co.mz/

 Terramar Nacala, Lda.


- Rua da Mogás, n.º 23 | http://www.terramar.co.mz/nacala
 Horizon Ivato Supermarket
- Av. Vladimir Lenine, nº 26 – Maputo | +258 21 307 732 | http://www.horizonivatohypermarket.co.zw/
 Extra Supermercados
- Avenida de Angola, Maputo | +258 84 214 2133 | https://www.extra.com.br/

 Supermercado LM
- Av. 24 de Julho, Maputo, Moçambique | +258 21 428 528 | https://www.facebook.com/lmsupermercados/

 Game
- Avenida da Marginal, Maputo | +258 2 145 300
- Avenida da Namaacha, Parcela, n.º 728, Matola | + 258 84 234 9005 | http://www.game.co.mz/pt/
 HiperMaputo
- Maputo Shopping Centre, Rua Ngungunhane, n.º 85 r/c, Maputo | + 258 21 239 301 |
 Novo Mundo
- Avenida do Trabalho 6 r/c, Maputo | +258 214 010 83 | https://www.novomundo.com.br/aniversario
 Premier Super Spar
- Avenida Acordos de Lusaka, n.º 242, Maputo | +258 21 759 252 | https://www.spar.co.za/
 Spar Interfranca – Ka da Terra, Supermercados, Lda.
- Avenida 24 de Julho, Maputo | +258 21 759 252- Avenida União Africana, Parque dos Poetas | +258 82
493 1590 | https://www.spar.co.za/

71
https://www.google.pt/amp/www.mmo.co.mz/conheca-os-10-supermercados-em-maputo-para-voce-fazer-seu-rancho/amp

79
 Recheio Cash n’ Carry
- Rua Cago Coutinho, n.º 594, r/c | +258 21 477575 | https://www.recheio.pt/
 O Vosso Supermercado
- Av. Samuel Dabula Kambula | +258 21 417 136
 Shoprite
- Centro Comercial De Shoprite Beira, Avenida Samora Machel Esquina Armando Tivane, Beira, 2100 |
Beira; +258 23 327500 | https://www.shoprite.co.mz/
- Praça Da Paz / Touros Ave. Acordos De Lusaka, Maputo | +258 21 417295 / 7
- Avenida Abel Baptista n.º 30, Antiga Ceres, Matola | +258 21 783252
- Centro Comercial De Shoprite Nampula, Rua Dos Continuadores E Rua De Tete, Nampula 3100, | +258
82 621 6739
- Centro Comercial De Shoprite Chimoio, Strada Nasional N.º 6, Chimoio 2200 | +258 25 124 867
- Av. Da Marginal, no. 9519, Bairro Triunfo, Costa do Sol, Maputo, 1100 | +258 21 451 543~
- Rua Travessia Do Zambeze, Xai-Xai | +258 28 222 098

Principais importadores:
 Africom (Charani Group)
- Av. Do Trabalho, 1107, Maputo- C.P. 1798 | www.africomgroup.co.za/
 Delta Trading
- Avenida 25 de Setembro 2834 r/c, Maputo | +258 213 109 32 | http://www.deltatradinggroup.com/
 Premier Group (MICA)
- 116 Zâmbia Ave, Maputo, Moçambique | https://www.compra.co.mz/premier
 Marin Trading
- 2104 Angola Ave, Xipamanine, Maputo, Mozambique
 Tropigalia
- Av. Angola, 2732 – Maputo, 4725 | +25882 313 5660

80
2. Anexo I, 2 – Lista de Bancos Comerciais de Moçambique72:

 Banco Internacional de Moçambique, SA. Av. 25 de Setembro, nº 1800 - Cidade de Maputo.

http://www.millenniumbim.co.mz

 Barclays Bank Moçambique, SA. Av. 25 de Setembro, nº 1184 - Cidade de Maputo

http://www.barclays.co.mz

 Standard Bank, SA. Praça 25 de Junho, nº 1 - Cidade de Maputo

http://www.standardbank.co.mz

 Banco Comercial e de Investimentos, SA. Prédio John Orr´s, Av. 25 de Setembro, nº 1465 Cidade
de Maputo http://www.bci.co.mz

 International Commercial Bank (Mozambique) SA. Edifício INSS, Av. 24 de Julho, nº 3549 - Cidade
de Maputo. http://www.icbank-mz.com

 The Mauritius Commercial Bank Moçambique, SA. Av. Friedrich Engels, nº 400 - Cidade de Maputo.
http://www.mcbmozambique.com

 African Banking Corporation (Moçambique), SA. Av. Julius Nyerere, nº 999 - Cidade de Maputo

http://www.africanbankingcorp.com

 FNB Moçambique, SA. Av. 25 de Setembro nº 420, 1º Andar, Sala 8 - Cidade de Maputo

http://www.fnb.co.mz

 Socremo Banco de Microfinanças, SA. Av. 24 de Julho, nº 426

http://www.socremo.com

 Banco Mercantil e de Investimentos, SA. Av. 24 de Julho, nº 3549, 4º andar - Cidade de Maputo

 Banco ProCredit, SA. Av. Zedequias Manganhela, nº 267 - Cidade de Maputo

http://www.bancoprocredit.co.mz

72
Cfr. www.bancomoc.mz
81
 Banco Oportunidade de Moçambique, SA. Av. 24 de Julho, nº 4136 - Cidade de Maputo

http://www.oibm.org

 Banco Terra, SA. Av. Samora Machel, nº 47 - Cidade de Maputo

http://www.bancoterra.co.mz

 Moza Banco, SA. Av. Nkwame Nkrumah, nº 97 - Cidade de Maputo

http://www.mozabanco.co.mz

 Banco Tchuma, SARL. Rua de Bagamoio, nº 333, 2º andar Cidade de Maputo

 Banco Nacional de Investimento, SA. Av. Samora Machel, nº 323, 3º andar – Maputo

http://www.bni.co.mz/

 United Bank for Africa Moçambique, SA. Edifício do INCM, Praça 16 de Junho, nº 312, 2º andar –
Maputo

https://www.ubagroup.com/countries/mz

 Banco Único, SA. Av. Julius Nyerere, nº 590 – Maputo

https://uniconline.bancounico.co.mz/

3. Anexo I, 3 – Principais Feiras e Exposições

Feira Agro – Pecuária, Comercial E Industrial De Moçambique (FACIM)


 Av. 25 de Setembro, Maputo, Moçambique | +258 21 307 257/8 | info@facim.org.mz |
www.facim.org.mz;
 Feira Multisetorial anual;
 Existe desde 1964;
 Promove trocas comerciais, estimula a produção e o consumo, e a integração econômica de
Moçambique na economia mundial;
 Alberga países de todos os continentes e sistemas políticos um pouco por todo o mundo;
 3 Intervenientes: o Organizador (FACIM), Expositores, Visitantes;
 O Organizador (FACIM) define, os regulamentos do certame, datas de realização, horário de
funcionamento, perfil dos Expositores e Visitantes, etc., em resumo, estabelece as regras do evento;
 Os expositores tentam tirar o máximo aproveitamento do espaço disponível, divulgar os seus produtos,
equipamentos, maquinaria, inovações e serviços através de exposição dos mostruários, fazendo
demonstrações práticas dos produtos, distribuindo amostras, promovendo palestras;
82
 Tabela de preços do ano de 2016 (http://www.facim.org.mz/)

4. Anexo I, 4 – Meios de Comunicação

Principais Jornais e Revistas:


 Jornal Notícias – Maputo;
 Jornal Verdade – Maputo;
 Jornal Savana – Maputo;
 O País – Maputo;
 Fim de Semana – Maputo;
 Jornal Público - Maputo;
 Mocuba online – Mocuba;
 Jornal Zambeze – Página – Zambézia;
 Zambézia Online – Zambézia;
 Diário de Moçambique – Beira;
 Sugestão;
 Diário de Noticias;
 Correio da Manhã;
 Mediafax;
 Jornal Ponto Certo;

Canais de TV:

 Televisão de Moçambique (TVM) - www.tvm.co.mz/;


 DStv 1 - https://www.dstv.com/pt-ao - stv@soico.co.mz ;
 Soico Televisão (STV) - http://stv.sapo.mz/ - stv@soico.co.mz
 KTV - http://www.ktv.global/ - info@ktv.global ;
 Blast - http://canalblast.com/ -;
 Boomerang - http://www.boomerang.asia/ - contact@cartoonnetwork.co.uk ;
 Afro Music - http://afro-music.sapo.ao/ - administracao@afro-music.com ;
 RTP África - http://www.rtp.pt/rtpafrica - dir.comercial@rtp.pt ;
 TVI África - http://www.tvi.iol.pt/tviafrica - relacoes.publicas@tvi.pt ;
 TV CPLP;
 Zap TV - www.zap.co.mz/ .

Estações De Rádio:
 LM Radio, Maputo;
 Rádio Mega FM, Maputo;
 Rádio KFM, Av. Agostinho Neto 946 - http://kfmradio.com/ - info@kfmradio.com;
 RDP África, Catembe-N'Sime - https://www.rtp.pt/play/direto/rdpafrica - rdp.africa@rtp.pt ;
 Rádio Índico, Maputo - http://www.radioindico.co.mz/ - comercialradioindico@gmail.com;
83
 Rádio Terra Verde, Av. Eduardo Mondlane 2623 - http://www.radioterraverde.com.br/ ;
 Rádio Trans-Mundial – Capital, Av. Eduardo Mondlane 2998 - https://www.transmundial.com.br/ -
rtm@transmundial.org.br ;
 Rádio Voz, Coop Bairro do Bagamoio - www.fmradiovoz.com/ ;
 RM Antena Nacional, Catembe-N'Sime - http://www.rm.co.mz/ - dinfoweb@rm.co.mz ;
 RM Desporto, Catembe-N'Sime - http://www.rm.co.mz/ - dinfoweb@rm.co.mz ;
 Rádio Muthiyana, Bairro Ferroviário,
 Rádio SFM, Rua Timor Leste 108 - http://sfm.sapo.mz/ - stv@soico.co.mz ;
 BBC World Service, Catembe-N'Sime - https://www.bbc.co.uk/worldserviceradio;
 A Voz do Islam - Urbanizacao, Conselho Islâmico de Moçambique
- http://hayderd.wixsite.com/radioislam1 - radioislam@tvcabo.co.mz ;
 Politécnica Rádio, Universidade Politécnica
http://www.apolitecnica.ac.mz/ - grpp@apolitecnica.ac.mz ;
 RM Rádio Cidade, Catembe-N'Sime http://www.rm.co.mz/ - dinfoweb@rm.co.mz ;
 Rádio 99FM, Maputo - http://www.99fm.co.mz/ - comercial@99fm.co.mz ;
 Rádio Viva, Alto Maé, Av. Emilia Daússe 1735;
 Rádio Savana FM, Av. Amilcar Cabral 1049 - https://www.savana.co.mz/radio-online/;
 Rádio Miramar, Bairro da Polana, Av. Julius Nyerere 1555 - http://radiomiramarfm.blogspot.com/ ;
 Super FM, Av. Julius Nherere
http://superfm.folhademaputo.co.mz/ - comercial@folhademaputo.co.mz ;
 RM Emissão Provincial Maputo, Catembe-N'Sime - http://www.rm.co.mz - dinfoweb@rm.co.mz;
 Rádio Maria, Machava, Rua da Igreja 156-A
http://www.radiomaria.org.mz/ - info.moz@radiomaria.org ;
 Top Rádio Maputo;
 Voz da América, Maputo - https://www.voaportugues.com/;
 RFI Afrique, Catembe-N'Sime - http://www.rfi.fr/afrique/;
 RFI Português, Catembe-N'Sime - http://pt.rfi.fr/;
 RM Maputo Corridor Radio, Catembe-N'Sime - http://www.rm.co.mz / - dinfoweb@rm.co.mz .

5. Anexo I, 5 – Consultoria de Marketing

Principais Agências de Publicidade:


 Golo
Endereço Físico: Avenida Mao Tse Tung, 488, 2192 Maputo
Telefone: (+258) 21 492 542
Website: www.golo.co.mz

 Dreammedia
Endereço Físico: Avenida da Unemo nº346, Maputo
Telefone: (+258) 823 088 492
Email: geral@dreammedia.co.mz

84
Website: http://www.dreammedia.co.mz

 TopSites
Endereço Físico: Avenida Tomás Nduda, 906, Maputo
Telefone: (+258) 84 316 1476
Website:www.topsites.co.mz

 DDB Moçambique
Endereço Físico: Avenida Fernão De Magalhães, Maputo
Telefone: (+258) 21 302 267
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company-beta/2456274/?pathWildcard=2456274

 Eurobrand
Endereço Físico: Avenida Vladimir Lenine, 423 Maputo
Telefone: (+258) 21 321223 / (+258) 21 321225
E-mail: atendimento@eurobrand.co.mz
Website: www.eurobrand.co.mz

 Dalima
Endereço Físico: Avenida 25 de Setembro, 2400 RC drt, Maputo
Telefone: (+258) 82 30 67 770
E-mail: info@dalima.co.mz
Website: http://www.dalima.co.mz

 Cloud
Endereço Físico: Avenida Fernão de Magalhães, 34, 3050 Maputo
Telefone: (+258) 21 302 26 7/8
Email: info@cloud.co.mz
Website: www.cloud.co.mz

 Brand Lovers
Endereço Físico: Av. Mohamed Siad Barre 354 Maputo
Telefone: (+258) 84 890 09 02
Email: c.parreira@brandlovers.co.mz
Website: http://brandlovers.co.mz

85
6. Anexo I, 6 – Conexão Aérea

Voos de Maputo para São Paulo


1. Companhias aéreas que fazem esta rota:
 South African Airways - https://www.flysaa.com/ - SAAcustomerservice@flysaa.com ;
 TAP - https://www.flytap.com/en-za/ - victoria@tapvictoria.com ;
 British Airways - https://www.britishairways.com/en-us/home#/;
 Emirates Airlines - https://www.emirates.com/za/english/;
 Qatar Airways - https://www.qatarairways.com/pt-mz/homepage.html.

2. Dias da semana dos voos


 Todos os dias da semana (dependendo do número de escalas que se pretende realizar, duração do voo
e companhia aérea).

3. Informações adicionais
 Não existem voos diretos de Maputo para São Paulo. Todos os voos fazem escala, da seguinte forma:
South African Airways – 1 escala (Joanesburgo);
TAP: Maputo – Lisboa – São Paulo;
British Airways: Maputo – Londres (Heathrow LHR) – São Paulo;
Emirates Airlines (em articulação com a South African Airways): Maputo – Joanesburgo – Dubai e, por
fim, São Paulo;
Qatar Airways (em articulação com a LAM): Maputo – Joanesburgo – Qatar – São Paulo

Voos de São Paulo para Maputo


1. Companhias áreas que fazem esta rota:
 South African Airways - https://www.flysaa.com/ - SAAcustomerservice@flysaa.com
 TAAG Linhas Aéreas de Angola - http://www.taag.com/en/ - fale.conosco@taag.com.br ;
 Lufthansa - https://lufthansa.com/ - hotlinescustomer.relations@lufthansa.com ;
 TAP - https://www.flytap.com/en-za/ - victoria@tapvictoria.com .

2. Dias da semana em que há voos


 Todos os dias da semana (dependendo do número de escalas que se pretende realizar, duração do voo
e companhia aérea).

3. Informações adicionais
 Não existem voos diretos.
TAAG Linhas Aéreas de Angola (em ligação com a LAM): São Paulo – Luanda – Joanesburgo –
Maputo;
South African Airways (em ou sem articulação com a LAM): São Paulo – Joanesburgo – Maputo;
Lufthansa: São Paulo – Frankfurt – Joanesburgo – Maputo;
TAP: São Paulo – Lisboa – Maputo ou São Paulo – Porto – Lisboa – Maputo.

86
Voos de Maputo para o Rio de Janeiro
1. Companhias aéreas que fazem esta rota:
 LAM - http://www.lam.co.mz/ - linhadocliente@lam.co.mz ;
 Gol Transportes Aéreos - https://www.voegol.com.br/pt - comercial@voegol.com.br ;
 South African Airways - https://www.flysaa.com/ - SAAcustomerservice@flysaa.com ;
 TAP - https://www.flytap.com/en-za - victoria@tapvictoria.com .

2. Dias da semana em que há voos


 Todos os dias da semana (dependendo do número das escalas que se pretende realizar, duração do
voo e companhia aérea):
TAP: segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira;
South African Airways: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira.

3. Informações adicionais
 Não existem voos diretos.
LAM (em ligação com outras companhias aéreas através de escalas);
Gol Transportes Aéreos (em ligação com a South African Airways);
South African Airways (faz sempre escala em São Paulo): Maputo – Joanesburgo – São Paulo e - Rio
de Janeiro;
TAP (escala em Lisboa): Maputo – Lisboa – Rio de Janeiro.

Voos do Rio de Janeiro para Maputo


1. Companhias áreas que fazem esta rota:
 TAAG Linhas Aéreas de Angola - http://www.taag.com/en/ - fale.conosco@taag.com.br;
 LAM - http://www.lam.co.mz/ - linhadocliente@lam.co.mz ;
 Latam Brasil - https://www.latam.com/pt_br/;
 South African Airways - https://www.flysaa.com/ - SAAcustomerservice@flysaa.com ;
 TAP - https://www.flytap.com/en-za/ - victoria@tapvictoria.com ;
 Ethiopian Airlines - https://www.ethiopianairlines.com/ - PublicRelations@ethiopianairlines.com .

2. Dias da semana em que há voos


 Todos os dias da semana (dependendo do número das escalas que se pretende realizar, duração do
voo e companhia aérea).
TAP (terça-feira, quinta-feira, sábado);
South African Airways (segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e domingo).

3. Informações adicionais
 Não existem voos diretos.
South African Airways: Rio de Janeiro – São Paulo – Joanesburgo – Maputo;
TAAG + LAM: Rio de Janeiro – Luanda – Joanesburgo – Maputo;
LATAM Brasil e South African Airways: Rio de Janeiro – São Paulo – Joanesburgo – Maputo;
87
TAP: Rio de Janeiro – Lisboa – Maputo;
Ethiopian Airlines: Rio de Janeiro – São Paulo - Etiópia – Maputo.

7. Anexo I, 7 – Acesso aos Mercados

Contatos úteis:
MF - Ministério das Finanças
Praça da Marinha, nº929 Popular, Tel: +258 21 315000/4 Fax: +258 21 306261
http://www.mf.gov.mz
AT - Autoridade Tributária de Moçambique
Rua Imprensa, Prédio 33 Andares nº 256 2º - Maputo, Tel: +258 21 309591 Fax: +258 21 309591
http://www.at.gov.mz AT - Autoridade Tributária de Moçambique
Rua Imprensa, Prédio 33 Andares nº 256 2º - Maputo, Tel: +258 21 309591 Fax: +258 21 309591
http://www.at.gov.mz
CPLP Alfândegas - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Direção geral das Alfândegas de Moçambique Rua de Timor-Leste, nº 95 2º Andar Maputo, Tel: +258 21
431021/21 304481 Fax: +258 21 321472
http://alfandegas.cplp.org

BM - Banco de Moçambique
Avenida 25 de Setembro nº1695 - Maputo, Tel: +285 21 354600/700 Fax: +285 21 429730 Cel: +258 82
3500070/82 3500080/82 3500090/82 3500100, +258 84 3899447/50 Email: bm_dir@bancomoz.mz
http://www.bancomoc.mz/

Despachantes aduaneiros:

1. A & C Lda – Despachante s Aduaneiros Associados


Av.Karl Marx,1086 -1 º, Maputo, Moçambique
+258 823257277; +258 21303932 * email: ac.despachante@gmail.com; infocac.despachante@co.mz

2. Abilio de Labão Soeiro Júnior


Av. Armando Tivane 1554, Maputo, Moçambique
+258 21 497 535 ou +258 82 302 73 30 * email: absoeiro@gmail.com

88
3. Amilcar J R Daniel Despachante Aduaneiro
Av. 25 de Setembro, 1509 – 4º
+258 82 3115260; +258 845207652 * email: ddspamilcar@yahoo.com

4. Albino Sebastião Grumor Dimene


+258 25 82 652 61 56 ou +258 82 449 9560

5. Arnaldo Naife Guibunda


Av. Samora Machel Pr Fonte Azul 11 1º 34 – Maputo, Moçambique
+258 21 305 947 ; +258 823086330 * email: do_arnaldoguibunda@yahoo.com.br

6. Baptista Alvião Gomes


Av. Zedequias Manganhela 591 2º - Maputo, Moçambique
+258 21 303 191; +258 843894296 * email: alviaogomes@bagdespachante.co.mz

7. Contas Fidedignas
Av. Filipe Samuel Magaia, 1740 – 1º, Maputo - Moçambique
+258 845911063; 844480767; +258 873115730 * email: escafomussa@yahoo.com.br

8. Despachante Aduaneiro - World


R. Carlos Morgado, 55, Maputo, Moçambique
+258 21467910 * email: geral@worldespachos.com

9. Despachante Aduaneira Raquel Cumbana


Rua do Dão, 26 – Maputo - Moçambique
+258 21310817; +258 82 3051339 * email: raquel.08@live.com.pt

10. Empatel Lda


Av. Vladimir Lenine, Millennium Park,174 - 5º
+258 21 333125; + 258 823034989 * email: empatel@tvcabo.co.mz

11. Fidalex Despachante Aduaneiro


R. Kapulana, 55 r/c – Maputo, Moçambique
+258 21 404903; +258 824874750; 846695251 * email: fidelmely@yahoo.com.br

89
12. Flora Macuvele - FLOMAC
Pç. Cruz Oriente 15 - Maputo, Moçambique
+258 824438316; +258 842545073 * email: flomacu@gmail.com

13. Georgina Sónia Chaúque


Av Zedequias Manganhela, 520, 6º - Maputo, Moçambique
+258 21 329 006 * email: gsc.despachante@yahoo.com.br

14. Labão Alfredo Despachante Aduaneiro


Av Olof Palme, 245, 1º - Maputo, Moçambique
+258 21 310508; +258 829342228; 843049810 * email: labaoalfredo@hotmail.com

15. Madalena Chambul


Av Ho Chi Min, 1391 - Maputo, Moçambique
+258 21309850; +258 823904780 * email: madalena.despachos@tvcabo.co.mz

16. Miguel Pereira Muianga – Despachante Aduaneiro


Rua Consiglieri Pedroso, 78, 2º - Maputo, Moçambique
+258 21901688; +258 828460430; 842431947 * email: pereira.admuianga@yahoo.com.br

17. Paulino Timana – Despachante AD


Rua da Mesquita, 93, 2º - Maputo, Moçambique
+258 21 304332; +258 827289365 * email: timanapaulino@gmail.com

18. Sodel – Sociedade de Despachos, Lda


Av Vladimir Lenine, 174, Maputo, Moçambique
+258 21314373; +258 824907030; 842420997 * email: sodel@tcvabo.co.mz

90
ESTÂNCIAS ADUANEIRAS
Região Sul:

Maputo Província
Delegação Aduaneira de Ressano Garcia - ressano@alfandegas.gov.mz ;
Delegação Aduaneira de Namaacha - namaacha@alfandegas.gov.mz ;
Delegação Aduaneira da Matola - 21 721 24 8 / 72 19 63.

Maputo
Alfândega de Maputo - 21 4241 43;
Terminal Internacional Marítimo – TIMAR - timar@alfandegas.gov.mz ;
Terminal Internacional Aéreo - TIAR - tiar@alfandegas.gov.mz ;
Setor Automóvel - TIMAR-Maputo;
Terminal Internacional das Encomendas Postais – TIEPO;
Terminal Internacional de Automóveis 2 – Multimodal - tiauto@alfandegas.gov.mz, 21 750 161;
Terminal de Carga – Multimodal – 21 46 21 95;
Direção Geral das Alfândegas - 21 341 110;
Porto Internacional de Maputo - http://www.portmaputo.com/pt-pt/ - info@portmaputo.com .

Inhambane
Delegação Aduaneira de Inhambane – 29 320 44 7;
Posto Fiscal de Vilanculos (AIRPORTO) - 29 382 36 8 / 82089.

Região Norte:

Niassa
Delegação Aduaneira de Lichinga - lichinga@alfandegas.gov.mz ;
Delegação Aduaneira de Entrelagos - 27 116 27 16.

Cabo Delgado
Delegação Aduaneira de Mocímboa da Praia, 27 222 511 5;
Sede da Alfândega de Pemba, pembadrn@teledata.mz, 27 220 09 7.

Nampula
Delegação Aduaneira de Nampula - nampula@alfandegas.gov.mz ;
Sede da Alfândega de Nacala, nacala@alfandegas.gov.mz, 26 526 32 1.

91
REGIÃO CENTRO

Tete
Sede da Alfândega de Tete, tete@alfandegas.gov.mz, 25 223 85 8 / 22 75 5;
Delegação Aduaneira de Zobwé - zobue@alfandegas.gov.mz ;
Delegação Aduaneira de Cuchamano - cuchamano@alfandegas.gov.mz ;

Manica
Delegação Aduaneira de Machipanda (Rodoviário) - machipanda@alfandegas.gov.mz .

Sofala
Sede da Alfândega da Beira - beira@alfandegas.gov.mz, 23 - 32 22 50 / 32 29 86 / 32 26 19.

8. Anexo I, 8 – Representação diplomática e consular brasileira

Embaixada do Brasil em Maputo


Av. Kenneth Kaunda, 296
Caixa Postal 1167
Telefone:258 21484800; 21 484817
Celular fixo: 258 82319 2260; 82319 2370
Fax:258 21 491338
Site: www.maputo.itamaraty.gov.br
Email Embaixada: Embaixada.maputo@itamaraty.gov.br
Email Secom: secom.maputo@itamaraty.gov.br
Maputo – Moçambique
Horário de funcionamento: das 08:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00 horas

9. Anexo I, 9 – Órgãos oficiais no Brasil

Embaixada de Moçambique em Brasília


http://www.mozambique.org.br/
endereço: SHIS, QL 06 Conjunto 04 Casa 02, CEP: 71620-045, Lago Sul, Brasília-DF
Tel: +55(61) 3248 9000 (Geral)
Tel: +55(61) 3364 3690 (Setor Consular/Vistos)
Fax: +55(61) 3248 9015
Email da Recepção-Geral: embaixada@mozambique.org.br

92
Informações sobre o mercado, inclusive condições de acesso, importadores locais e oportunidades
comerciais: distribuição das publicações da “Coleção Estudos e Documentos de Comércio Exterior”
do MRE:
Divisão de Informação Comercial - DIC
Ministério das Relações Exteriores
70.170-900 Brasília-DF
Tel.: (61) 3411.8932
Fax.: (61) 3411.8954
E-mail: dic@mre.gov.br

Apoio a viagens e missões de empresários brasileiros ao país ou a missões econômicas e


comerciais do país no Brasil:
Divisão de Operações de Promoção Comercial- DOC
Ministério das Relações Exteriores
70.170-900 Brasília-DF
Tel.: (61) 3411.8531
Fax.: (61) 3411.6007

Informações sobre o mercado, a documentação e formalidades de embarque; emissão exclusiva de


certificados de origem para o SGP:
Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Esplanada dos Ministérios, Bloco “J”, sala 918
70053-900 Brasília – DF
Tel.: (61) 2109.7563
http://www.desenvolvimento.gov.br

Sites do Brasil: comércio bilateral

 http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-
comercial-brasileira-mensal-2

 http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/comex-vis/frame-
pais?pais=moz
 http://www.siscomex.gov.br/ - Portal Único de Comércio Exterior

 www.investexportbrasil.gov.br - Guia do Comércio Exterior e Investimentos

 www.apexbrasil.com.br
 https://www.comexblog.com.br/importacao/siscomex-importacao-os-documentos-que-podem-ser-
emitidos/

93
 http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/seguros/seguro-de-
transportes

 https://www.scribd.com/document/105022764/Despacho-de-Importacao-Entrega-da-Mercadoria

 https://sites.google.com/site/importacaonobrasil/as-tarifas-de-importacao

 http://portal.siscomex.gov.br/legislacao/secex

10. Anexo I, 10 – Empresas brasileiras

Odebrecht (construção)
Rua dos Desportistas, 833 – 7º
Cel: +258 845456226
Fixo: +258 21 308842; Fax: 258 21 308843
258 843137603
www.odebrecht.com

Vale Moçambique (mineração)


Tel: 258 21 243200/01/03 * Fax: 258 21489904
Rua dos Desportistas, 833 – 10º ao 14º andar
Prédio Jat 5 - 1
www.vale.com

Andrade Gutierrez (ZAGOPE) (construção)


Tel: 258 21 506000
Av. 24 de Julho, 1097 – Maputo Shopping 24 – 3º andar
Maputo
Cel: 823086166

Diagonal (Diagonal Urbana)


Avenida 24 de Julho n°07, 6° andar B
Polana Maputo Moçambique
Telefone: [+258] 21 493396 | [+258] 84 725 86 86
Site: www.diagonal.net
Maputo

Cine Group
Monica Monteiro
Av. NKwame Nkruma, 901
94
Edifício Progresso
Tel: 258 21 499816
Cel: 258 844995453
Maputo

Miramar
Av. Julius Nyerere, 1555Tel: 258 21497159
Maputo
843013517; 822519062
843892492; 843108693

Cilix
Fone: 21359000
Cel: 258 842388690
Rua dos Desportistas, 833 – Prédio Jat 3 – 14º andar
Maputo

Cimentos de Moçambique (Intercement)


Av. 24 de Julho
Edificio Cimpor
Tel: 258 21482504 ;
Cel: 258 843338432
www.intercement.com
Maputo

Integral e Top Down (Sistemas)


Rua da Argélia, 116 – 2º Dto
Cel: 258 849305584
Site: www.integral.com.br ou
www.integral.co.mz
Site: www.topdown.com.br
Maputo – Moçambique

CDM/ABInBev - Cervejas de Moçambique


Rua do Jardim nº 1329 – Maputo
Tel: 258 21352301

ICRO Mozambique
Av. Vladimir Lenine, 174 – 1º andar
Cel: 844894332

95
Eurofarma Moçambique Lda
Rua 1301, 97 Sommerschield
Cel: 258 21499851

11. Anexo I, 11 – Câmaras do Comércio

Câmara de Comércio Indústria e Agronegócios Brasil Moçambique (CCIABM)


Av Vladmir Lenine, 174, 1 andar esquerdo, Edifício Millennium Park
Cel: 258 84 951 9413
Site: www.cciabm.com
Maputo – Moçambique

Camara de Comécio Moçambique-Brasil (CCMOBRA)


Avenida 24 de Julho, 2341
Cel: 258 82-3035336/ 258 823979861
Site: www.ccmobra.co.mz
Contacto:
Maputo - Moçambique

96