Você está na página 1de 43

4

1 INTRODUÇÃO

Pode-se dizer que a contabilidade é tão antiga quanto a civilização e que está
ligada às primeiras manifestações humanas da necessidade de proteger suas
posses. As atividades de troca e venda entre os comerciantes necessitavam de um
acompanhamento das variações dos bens ao final de cada transação. Na medida
em que este valor aumentava, o homem passou a preocupar-se em saber quanto
poderiam render. Foi pensando nisso que o homem concebeu os primeiros registros,
a fim de que pudesse conhecer as suas reais possibilidades de uso e consumo. Os
primeiros registros eram processados de forma rudimentar, como o homem é um ser
pensante, logo inventou um jeito mais eficiente de fazer os seus registros, utilizando-
se de gravações e outros métodos alternativos que já se assemelhava ao que é
hoje.
Pode-se dizer ainda que o crescimento e aperfeiçoamento da contabilidade
sejam conseqüências das necessidades geradas pelo capitalismo, onde a tomada
de decisão passa a ser exigida de forma cada vez mais rápida, por isso é importante
que as empresas possuam informações contábeis que contribuam para este
gerenciamento. Os sistemas de informações apareceram como a melhor solução
para gerar estas informações, tornando-se imprescindível aos gestores para estarem
inteirados de todas as etapas e processos das atividades organizacionais. Assim, a
tecnologia da informação deixa de ser uma preocupação técnica e passa a ser de
importância estratégica, responsável por grande parte do sucesso das organizações.
Com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios, institui-se o Sistema
Público de Escrituração Digital - Sped, uma iniciativa conjunta das administrações
tributárias federal, estadual e municipal que atuam de forma integrada e prevê a
substituição do papel por modernos recursos tecnológicos. O projeto é composto por
três grandes subprojetos: Escrituração Contábil Digital, Escrituração Fiscal Digital e
Nota Fiscal Eletrônica. Segundo os especialistas, é uma das maiores revoluções
digitais na área contábil.
5

1.1 PROBLEMA

A fim de suprir de forma adequada a necessidade de informações aos


gestores, a controladoria costuma apoiar-se num sistema de informações e acaba
por ser responsável pela construção e manutenção deste modelo de gestão,
conduzindo-os a tomarem as melhores decisões.
Desta forma, é exigido dos profissionais da controladoria um conhecimento
sólido de todo o processo de gestão. Isso nos leva a crer que a implantação do Sped
nas empresas pode ocasionar alguns efeitos favoráveis e desfavoráveis levando-nos
a questionar: De que maneira o Sped pode impactar na controladoria das
empresas?

1.2 OBJETIVOS

Este projeto de pesquisa tem por objetivo apontar como a implantação do


Sped pode impactar na controladoria. Serão representados a partir da linha do
tempo evolutiva da profissão contábil os processos já utilizados, direcionando a
pesquisa para o campo dos sistemas de informações até chegar os dias de hoje
com a criação do Sped.

1.2.1 Objetivo Geral

 Apontar os impactos causados pela implantação do Sped na


Controladoria.
6

1.2.2 Objetivos Específicos

 Demonstrar a linha do tempo evolutiva da profissão contábil e


relatar as principais mudanças tecnológicas ocorridas na profissão;

 Apresentar o SPED: conceito, função, vantagens e desvantagens e


subprojetos;

 Identificar as fases de implementação do SPED nas empresas.

1.3 JUSTIFICATIVA

Os sistemas de informação estão sempre auxiliando as empresas a


resolverem um grande problema: a necessidade de informações num curto espaço
de tempo. Essa necessidade surge devido às rápidas mudanças que ocorrem no
mercado. Diante desta exigência é extremamente fundamental e inevitável
acompanhar os avanços tecnológicos que mais do que nunca, avançam
rapidamente em direção ao futuro.
Estes avanços permitem que os profissionais que executam trabalhos
rotineiros possam passar menos tempo preparando relatórios e mais tempo
analisando e interpretando as informações. Com o surgimento do Sped a
controladoria ganha mais uma ferramenta de suporte para o seu trabalho, portanto
entender o seu funcionamento é imprescindível para o bom uso de suas funções.
Este projeto insere-se na linha de pesquisa Controladoria, Custos e Finanças,
pois agrega estudos na área da controladoria pela necessidade de aprimoramento
sobre o assunto.
7

1.4 ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA

O presente projeto de pesquisa obedece a seguinte estrutura e conteúdo:


O capítulo 1 aborda a problemática da pesquisa, os objetivos gerais e
específicos, a justificativa e a estrutura do projeto de pesquisa.
No capítulo 2 apresenta-se uma revisão da literatura sobre contabilidade,
focando na sua importância e finalidade através dos conceitos e características.
Aborda-se a evolução histórica da contabilidade e as principais mudanças que
ocorreram até os dias de hoje.
Aborda-se também a Controladoria, suas atribuições, características e sua
relevância na empresa.
Define-se o sistema de informações, identificando as principais características
e como eles interagem com a contabilidade e com a controladoria.
Apresenta-se o Sistema Público de escrituração Digital, seu conceito, sua
finalidade, vantagens e desvantagens e seus subprojetos.
O capítulo 3 mostra os procedimentos metodológicos, as características da
pesquisa, delimitação do tema, técnicas de coleta de dados e análise dos mesmos.
Nas referências apresenta-se a identificação dos documentos mencionados
no trabalho.
8

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 CONTABILIDADE

Para alguns a contabilidade é vista como arte, para outros simplesmente


como uma técnica de registro. Mesmo nos dias de hoje ainda há resistência por
parte das pessoas em vê-la como ciência. Não se pode afirmar que a contabilidade
surgiu como ciência, uma vez que a ciência vive em evolução e sempre vem após
ter seu objeto de estudo definido e confirmado, e isso leva algum tempo para
acontecer. Franco (1986 p.19) defende a ciência contábil dizendo que:

É a ciência que estuda e pratica, controla e interpreta os fatos ocorridos no


patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e
a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a
composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico
decorrente da gestão da riqueza patrimonial. (FRANCO, 1986 p. 19)

Segundo Hendriksen e Van Breda (2007, p. 93), o Boletim de


Terminologia Contábil nº 1 define a Contabilidade da seguinte maneira: “É a arte do
registro, da classificação e da sumarização, de uma maneira significativa e em
termos monetários, de transações e eventos que são pelo menos em parte, de
caráter financeiro e da interpretação de seus resultados”.
A contabilidade originou-se de técnicas misturada com a arte. Com o passar
do tempo foi conduzida a entender o que aquelas práticas representavam, só após é
que o caráter ciência foi finalmente encontrado. Segundo Watanabe (1996, pg.23)
apud Salvador (2004, p. 20-21), foi no Primeiro Congresso Brasileiro de
Contabilistas, realizado de 17 a 25 de agosto de 1924, que surgiu o conceito oficial
da Contabilidade: “Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de
orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica”.

A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação


destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de
natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à
entidade objeto de contabilização. (DELIBERAÇÃO CVM Nº 29/1986)
9

A Contabilidade pode sim ser considerada uma ciência social, pois estuda o
comportamento das riquezas que integram o patrimônio após fatos ocorridos por
ações humanas. Sobre esse assunto, Sá (2006, p. 41) afirma que, “se a
contabilidade trata do patrimônio das células sociais e se estas se inserem no todo
social, é fácil concluir que seja ela uma ciência social”.
Segundo Iudícibus (2006, p. 89) a contabilidade pode ser conceituada de três
maneiras diferentes:

(1) Sob o ponto de vista do acompanhamento das variações quantitativas e


qualitativas do Patrimônio e, nesse caso, pode-se considerá-la como
ciência, a definição preferida pelos neopatrimonialistas, quando se referem
ao objetivo da Contabilidade; (2) Sob o ponto de vista do usuário da
informação contábil, o fato de ser ciência ou não pouco importa; interessa a
ele que a Contabilidade, ou melhor, o sistema de informação contábil lhe
entregue, a um custo razoável, as informações e análises que permitirão
uma ágil tomada de decisão. Existe, todavia, outra visão da Contabilidade,
qual seja a econômica, que observa a Contabilidade como (3) a disciplina
que permite avaliar os recursos escassos colocados à disposição das
entidades, bem como inferir sobre a eficiência e eficácia com que os
mesmos foram manipulados. (IUDÍCIBUS, 2006, P. 89)

Marion (2005, p. 24) destaca que “a Contabilidade é a linguagem dos


negócios. Mede os resultados das empresas, avalia o desempenho dos negócios,
dando diretrizes para tomadas de decisões”.
Mesmo a contabilidade sendo vista de diversas maneiras, o objeto é comum a
todas as definições, conforme a Resolução do CFC 774/94, “na Contabilidade, o
objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade, definido como um conjunto de
bens, direitos e de obrigações para com terceiros [...]”.
Segundo Greco e Arend (1997, p. 35), “Patrimônio é o conjunto de bens
materiais e/ou imateriais, avaliáveis em dinheiro e vinculados à entidade pela
propriedade ou por cessão a qualquer título, dos quais a mesma possa dispor no
giro dos negócios”. Na maioria das vezes as decisões administrativas é o que
determina a evolução do patrimônio, por isso é de extrema importância que a
decisão seja tomada com segurança, isso é possível com informações claras e
precisas.
10

2.1.1 Finalidades e Objetivos da Contabilidade

A Contabilidade registra os fatos e produz as informações para auxiliar os


gestores no planejamento e no controle das suas ações, com isso é possível aos
interessados apreciar a situação patrimonial e o desempenho da entidade. De
acordo com Greco e Arend (1997, p. 12), “são fins da Contabilidade: assegurar o
controle do patrimônio e fornecer as informações sobre a composição e variações
patrimoniais, bem como o resultado das atividades econômicas desenvolvidas”.
Segundo a Resolução do CFC nº. 774/94 observa-se alguns objetivos da
Contabilidade:

O objetivo cientifico da Contabilidade manifesta-se na correta representação


do Patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já
sob ótica pragmática, a aplicação da Contabilidade a uma Entidade
particularizada, busca prover os usuários com informações sobre aspectos
de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas
mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises,
diagnósticos e prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres,
tabelas, planilhas e outros meios. (RESOLUÇÃO CFC 774/94)

Deste modo, um dos objetivos da Contabilidade é gerar demonstrativos e


relatórios que contenham os elementos necessários para que as decisões possam
ser tomadas de forma eficaz e eficiente.

2.1.2 O Contador

Contador é o profissional que exerce as funções contábeis, sua área de


atuação é a financeira, econômica e patrimonial. Segundo Franco (1999, p. 82), “o
Contador tornou-se um consultor profissional, confiável, cujo aconselhamento é
solicitado para ampla gama de assuntos”.
O Contador é responsável pela elaboração das demonstrações contábeis e
pelo estudo dos elementos que compõem o patrimônio das empresas. Cada dado
avaliado e interpretado pelo Contador é de extrema importância para a saúde
econômica e financeira da empresa, pois traduz a representatividade dos negócios
11

da empresa. Com estes elementos, o Contador é capaz de auxiliar os gestores a


tomarem suas decisões e assim contribuir com o crescimento da empresa.

O contador é um profissional que está sujeito a um sistema triplo de controle


sobre o seu trabalho, a saber:
• Controle ético e profissional, exercido pelo
órgão regulamentador da profissão, o CFC, o qual lhe confere a autorização
para atuar como profissional.
• Controles legais e fiscais definidos por leis
locais, pelos princípios contábeis e normas internacionais. Nesse caso, ao
assumir essa posição, passa a ser o responsável na empresa pelos
assuntos contábeis e fiscais.
• Controles internos, ou seja, regras, códigos
e procedimentos específicos da organização em que trabalha, os quais
estabelecem formas de comportamento, níveis internos de qualidade,
padrões de relacionamento e expectativas de resultados. (RICCIO, 2001, p.
15)

No Brasil, a profissão Contábil foi reconhecida como profissão liberal e


regulamentada pelo Decreto Lei 9.295, de 27 de maio de 1946 e resoluções
complementares. Segundo o artigo 12 do mesmo, só pode exercer a profissão
contábil quem possuir registro (inscrição profissional) no CRC da sua jurisdição.
Conforme o artigo 25 é considerado trabalhos técnicos de contabilidade:

a) organização e execução de serviços de contabilidade em geral;


b) escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos
os necessários no conjunto da organização contábil e levantamento dos
respectivos balanços e demonstrações;
c) perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e de contas em
geral, verificação de haveres, revisão permanente ou periódica de escritas,
regulamentações judiciais ou extrajudiciais de avarias grossas ou comuns,
assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer
outras atribuições de natureza técnica conferidas por lei aos profissionais de
contabilidade. (DECRETO LEI 9.295/1946)

No geral, o contador é o profissional responsável pela ética, legalidade,


qualidade e veracidade das informações contábeis. Portanto, a sua importância
para as organizações está na sua função, isto é, coletar, processar, interpretar e
comunicar informações aos usuários.
12

2.1.3 Órgãos Regulamentadores e suas atribuições

De acordo com o artigo 1º do Decreto Lei 9.295/46, “ficam criados o Conselho


Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade, de acordo
com o que preceitua o presente Decreto Lei”. Em conformidade com o artigo 6º, do
mesmo Decreto Lei, cabe ao CFC: organizar o seu regimento interno, aprovar os
Regimentos Internos organizados pelos Conselhos Estaduais, tomar conhecimento
de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las, decidir em
última instância, recursos de penalidade imposta pelos Conselhos Regionais,
publicar o relatório anual de seus trabalhos, em que deverá figurar a relação de
todos os profissionais registrados.
O Artigo 10º afirma ser atribuição dos Conselhos Regionais de Contabilidade:
controlar e fiscalizar o profissional em seu Estado; expedir e registrar a carteira
profissional; examinar reclamações acerca dos serviços e infrações relativas ao
exercício da profissão de contabilista; publicar o relatório anual de seus trabalhos e a
relação dos profissionais registrados; elaborar a proposta de seu Regimento Interno,
submetendo-o à aprovação do Conselho Federal de Contabilidade, para representar
ao Conselho Federal de Contabilidade acerca de novas medidas necessárias, para
regularidade do serviço e para fiscalização do exercício das profissões previstas na
alínea b, deste artigo, além de admitir a colaboração das entidades de classe nos
casos relativos à matéria das alíneas anteriores.
As prerrogativas profissionais tratadas no art. 25 do Decreto Lei nº 9.295/46
estão especificadas na Resolução CFC nº 560/83:

Art. 1º O exercício das atividades compreendidas na Contabilidade


considerada esta na sua plena amplitude e condição de Ciência Aplicada,
constitui prerrogativa, sem exceção, dos contadores e dos técnicos em
contabilidade legalmente habilitados, ressalvadas as atribuições privativas
dos contadores.
Art. 2º O contabilista pode exercer as suas atividades na condição de
profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor
público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de
Conselheiro de quaisquer entidades, ou, em qualquer outra situação jurídica
definida pela legislação, exercendo qualquer tipo de função. (RESOLUÇÃO
CFC 560/1983)
13

O registro profissional nos CRCs dos respectivos Estados é obrigatório para


aqueles Contadores e Técnicos em Contabilidade que desejarem exercer a
profissão, seja qual for o título.

2.1.3 Datas e Símbolos da Contabilidade

Comemora-se no dia 25 de abril, o dia do contabilista. Conforme o sítio do


CFC, em 1926 na cidade de São Paulo, o Senador e Patrono dos Contabilistas,
João Lyra, instituiu o Dia do Contabilista com a seguinte frase: "Trabalhemos, pois,
bem unidos, tão convencidos de nosso triunfo, que desde já consideramos 25 de
abril o Dia do Contabilista Brasileiro".
No dia 22 de setembro, comemora-se o dia do Contador, instituído pelo
Decreto Lei 7.988/45 em comemoração a criação do Curso de Graduação de
Ciencias Contábeis e por ser o dia do padroeiro da profissão, São Mateus. De
acordo com o sítio do CFC:

São Mateus foi um contabilista. Atuava na área da Contabilidade Pública,


pois era um rendeiro, isto é, um arrendatário de tributos. O exercício da sua
profissão exigia rígidos controles, os quais se refletiam na formulação do
documentário contábil, sua exibição e sua revelação. Escriturava e auditava.
(WWW.CFC.ORG.BR)

Figura 1 – Caduceu
Fonte: (www.cfc.org.br)

O símbolo da contabilidade é o Caduceu. De acordo com o CFC, “os


romanos utilizaram o caduceu como símbolo do equilíbrio moral e da boa conduta; o
14

bastão expressa o poder; as duas serpentes, a sabedoria; as asas, a diligência; o


elmo é emblemático de pensamentos elevados”.
Conforme ainda o CFC, existe também como um dos símbolos da profissão, o
Anel do Contabilista (Contador ou Técnico em Contabilidade), o anel possui a pedra
de Turmalina rosa clara, ladeada de Diamantes, de um lado do aro o Caduceu, do
outro lado as Tábuas da Lei, com a legenda “LEX”.

O anel do profissional da Contabilidade simboliza e exterioriza o


compromisso, a aliança, a união do profissional com o conhecimento
científico contábil, o campo do saber, e sua disposição de aplicá-lo em
benefício da comunidade em que vive engrandecendo e valorizando sua
profissão, e enaltecendo sua pátria. Ele se explicita à sua condição, traz-lhe
a subserviência às normas científicas e a vinculação do seu comportamento
aos preceitos da ética e da moral. (WWW.CFC.ORG.BR)

Nas profissões em geral, os anéis significam o grau de qualificação em


determinado campo do conhecimento.

2.2 HISTÓRIA DA CONTABILIDADE

Para Sá (1997, p. 15), “a contabilidade nasceu com a civilização e jamais


deixará de existir em decorrência dela; talvez, por isso, seus progressos quase
sempre tenham coincidido com aqueles que caracterizaram os da própria evolução
do ser humano”.
Assim como ocorre na humanidade, a trajetória da contabilidade tem sido
descrita em fases, geralmente associada com acontecimentos marcantes. Alguns
autores dividem a contabilidade em quatro períodos: contabilidade na Era antiga,
medieval, moderna e contemporânea.

2.2.1 Contabilidade na Era Antiga

Período que inicia com a civilização do homem. A Contabilidade praticada


pelo homem primitivo, já tinha como objeto, o Patrimônio, que era representado
15

pelos rebanhos e outros bens. Sá (1997, p. 20) comenta que “há cerca de 20 mil
anos, o homem já registrava os fatos das riquezas em contas, de forma primitiva”.
Nesta época os objetos contábeis eram identificados por meio de figuras e as
quantidades por meio de riscos.

Na cidade de Ur, na Caldéia, onde viveu Abraão, personagem bíblico que


aparece no livro Gênesis, encontram-se, em escavações, importantes
documentos contábeis: tabela de escrita cuneiforme, onde estão registradas
contas referentes á mão-de-obra e materiais, ou seja, Custos Diretos. Isto
significa que, há 5.000 anos antes de Cristo, o homem já considerava
fundamental apurar os seus custos.
(ZANLUCA, PORTAL DA CONTABILIDADE)

Os egípcios também tiveram sua parcela de contribuição na Contabilidade da


Era Antiga, pois deixaram um acervo riquíssimo aos historiadores e seus registros
datam 6.000 antes de Cristo.

A escrita no Egito era fiscalizada pelo Fisco Real, o que tornava os


escriturários zelosos e sérios em sua profissão. O inventário revestia-se de
tal importância, que a contagem do boi, divindade adorada pelos egípcios,
marcava o inicio do calendário adaptado. Inscreviam-se bens móveis e
imóveis, e já se estabeleciam, de forma primitiva, controles administrativos e
financeiros. (ZANLUCA, PORTAL DA CONTABILIDADE)

Tudo indica que os egípcios foram os primeiros a utilizar o valor monetário em


seus registros, usava-se moedas em ouro e prata como base. De acordo com
Schmidt (2000, p. 22) “os egípcios deram um grande passo no desenvolvimento da
contabilidade ao escriturar as contas com base no valor de sua moeda, o shat de
ouro ou de prata”.
Os gregos se basearam nestes modelos e aperfeiçoaram a contabilidade
estendendo-a a várias outras atividades como na administração pública, privada e
bancária.

2.2.2 Contabilidade na Era Medieval

Período este que se inicia em 1202 da Era Cristã com o surgimento do Líber
Abaci (Livro do Ábaco ou Cálculo), de autoria de Leonardo Fibonacci. Iudícibus
16

(2004, p. 45) destaca algumas obras importantes da história da Contabilidade neste


período:

1202 – Leonardo Fibonacci publica seus Líber abaci, um compêndio sobre


cálculo comercial que demarca, segundo Federigo Melis, o limite entre a era
da Contabilidade Antiga e a era da Contabilidade moderna.
1340 – Francesco di Balduccio Pegolotti escreve La pratica della mercatura,
uma espécie de enciclopédia do comerciante da época e obra fundamental
para análise da evolução da Contabilidade e dos usos e costumes
comerciais.
1458 – Benedetto Cotrugli lança Della mercatura et del mercante perfeito,
publicado em 1573. Segundo Federigo Melis, alguns autores viram nesse
trabalho uma etapa fundamental da história da Contabildade. (IUDÍCIBUS,
2004, p. 45)

O crescimento e aperfeiçoamento da Contabilidade foram conseqüências


naturais das necessidades geradas pelo capitalismo. O processo de produção na
sociedade capitalista gerou acumulação de capital. O trabalho escravo cedeu lugar
ao trabalho assalariado, tornando os registros mais complexos.
Schmidt (2000, p. 23) afirma que “a intensificação das atividades comerciais
desencadeou a necessidade de controle. A contabilidade despontou como o
instrumento capaz de fornecer as informações necessárias para o gerenciamento
dos negócios”. A contabilidade foi desenvolvendo-se e criando métodos para
controlar as alterações patrimoniais mostrando-se capaz de fundamentar o processo
decisório das empresas, neste período a contabilidade solidificou-se como
instrumento de gestão.
Com referência ao século XIV, Hendriksen & Van Breda (2007, p. 40)
enfatizam que “[...] o principal objetivo da contabilidade era produzir informação para
o proprietário – geralmente proprietário único. Em conseqüência eram mantidas em
sigilo e não havia pressão externa [...]”.

2.2.3 Contabilidade na Era Moderna

Período da pré-ciência, que inicia em 1494 quando surgiu na Itália o Summa


de arithimetica, geométrica, proportioni et proportionalitá do Frei Luca Pacioli. O
aparecimento da obra de Frei Luca Pacioli marcou o início da fase moderna da
Contabilidade.
17

O livro escrito por Pacioli, era um tratado de matemática que continha uma
seção sobre o sistema de escrituração por partidas dobradas denominado
Particularis de Computis et Scripturis, seria este o primeiro material publicado que
descrevia o sistema e apresentava o raciocínio dos lançamentos contábeis. A
essência deste método, é que o registro de qualquer operação requer sempre que
haja para cada débito um ou mais créditos correspondente, de forma que a soma
dos valores debitados seja sempre igual a soma dos valores creditados.
O método apresentado por Pacioli é tão eficiente que ainda não foi superado
por nenhum outro. Para simplificar o entendimento, apresenta-se o método:

DÉBITO = CRÉDITO

Figura 2 – Método das Partidas Dobradas

Seguramente o método das partidas dobradas exerceu uma função


importante na economia capitalista. Esta técnica tornou-se indispensável para o
controle e desenvolvimento empresarial. Schmidt (2000, p. 36), afirma que:

Pacioli justificou a inclusão de seu tratado na “Summa” dizendo que decidiu


incluí-lo por achar grandemente necessário ao mercado que deve saber
registrar corretamente suas contas, a partida de crédito e de débito e seus
correspondentes e também determinar o lucros e perdas de todo negócio.
Para Pacioli, o comerciante deveria ser um bom conhecedor de registros
contábeis e deveria, a qualquer momento, ter noção exata de suas
transações. (SCHMIDT, 2000, P. 36)

Apesar de ser considerado por muitos como o “pai” da Contabilidade, Pacioli


não foi o criador das partidas dobradas, pois o método já era utilizado na Itália,
durante o Século XIV. Schmidt (2000, p. 26) afirma que “a data precisa de quando
foram introduzidos os primeiros sistemas contábeis utilizando partidas dobradas não
é conhecida, mas uma das primeiras manifestações de uso empresarial foi por volta
de 1340, na cidade de Gênova”. Schmidt (2000, p. 25) relata ainda que dois
grandes motivos pode-se ser apontar como os propulsores do desenvolvimento dos
sistemas contábeis de partidas dobradas:
18

1) o desenvolvimento econômico na área abrangida entre as cidades de


Veneza, Gênova e Florença, criando um ambiente de negócios e um nível
comercial bem mais sofisticado que o conhecido até então, dando origem a
uma demanda por sistemas contábeis mais sofisticados;
2) a aprendizagem da tecnologia de impressão de livros na Alemanha e sua
rápida disseminação para os grandes centros comerciais da Europa,
principalmente para o norte da Itália. (SCHMIDT, 2000, P. 25)

O alastramento das partidas dobradas e o desenvolvimento econômico


ajudaram o homem a atravessar este período, facilitando a entrada na Era
Contemporânea, onde iniciaram novas formas de administrar e comercializar.

2.2.4 Contabilidade na Era Contemporânea

Período que inicia em 1840, com o aparecimento da Obra La Contabilitá


Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche, de Francesco Villa, de acordo
com Schmidt (2000, p. 56) “Villa apresentou os elementos da ciência econômico-
administrativa aplicada a todo o registro, além de uma revisão para prestação de
contas”. Neste período surgiram ainda três escolas do pensamento contábil: a
primeira foi a Escola Lombarda de Francisco Villa, que ainda conforme Schmidt
(2000, p.55):

Um dos maiores méritos dessa escola foi desvincular a Contabilidade do


campo do formalismo das cifras e dos números, que era o interesse
predominante dos estudiosos da época. Villa pode ser considerado o
precursor do estudo da Contabilidade como fonte de informação gerencial.
(SCHMIDT, 2000, P. 55)

A segunda escola foi a Toscana de Giusepe Cerboni. Schmidt (2000, p. 186)


afirma que “a idéia básica de Cerboni foi dar uma absoluta personalidade às contas
de partidas dobradas. Para ele, credor e devedor devem ser, sempre, uma pessoa
natural ou jurídica capaz de direitos e obrigações [...]”; e a terceira foi a Escola
Veneziana de Fábio Bésta. Schmidt (2000, p. 74) diz que “uma das principais
afirmações, que caracterizam sua escola, foi a distinção feita por ele entre o conceito
de administração geral e administração econômica”.

Francisco Villa extrapolou os conceitos tradicionais de Contabilidade,


segundo os quais escrituração e guarda livros poderiam ser feitas por
19

qualquer pessoa inteligente. Para ele, a Contabilidade implicava conhecer a


natureza, os detalhes, as normas, as leis e as práticas que regem a matéria
administrada, ou seja, o patrimônio. Era o pensamento patrimonialista.
Fábio Bésta, seguidor de Francesco Villa, superou o mestre em seus
ensinamentos. Demonstrou o elemento fundamental da conta, o valor, e
chegou muito perto de definir Patrimônio como objeto da Contabilidade.
Foi Vicenzo Mazi, seguidor de Fábio Bésta, quem pela primeira vez, em
1923, definiu Patrimônio como objeto da Contabilidade. O enquadramento
da Contabilidade como elemento fundamental da equação aziendalista,
teve, sobretudo, o mérito incontestável de chamar atenção para o fato de
que a Contabilidade é muito mais do que mero registro; é um instrumento
básico de gestão. (ZANLUCA, PORTAL DA CONTABILIDADE)

Porém, de um modo geral, desde a publicação do livro de Pacioli, a


contabilidade tem permanecido constante, sobre isto Hendriksen e Van Breda (2007,
p. 49) afirmam que:

O mundo sofreu uma revolução informacional que deveria ter afetado a


contabilidade de forma dramática [...] a partir daí, os programadores
procuram refletir fielmente essas idéias medievais nas telas dos
computadores modernos. A contabilidade ainda está para tirar proveito das
novas invenções que prometem revolucionar a divulgação financeira como
hoje conhecemos. (HENDRIKSEN E VAN BREDA, 2007, p.49)

Por se tratar de uma ciência introduzida numa conjunção dinâmica


dificilmente sua amplitude será delimitada.

2.2.5 Contabilidade na Era da Informação

Após a revolução industrial, o homem vive a revolução do conhecimento e da


informação. Era que inicia por volta de 1980, embora suas bases tenham sido
começadas com a invenção dos computadores, por volta de 1970. A integração dos
computadores é o que marca o início desta nova era, a Era da Informação.

O futuro da contabilidade depende da verdade e para isso é preciso utilizar


o processo tecnológico na escrituração contábil nas empresas, através da
criação de programas que tem como base a tecnologia da informação,
fazendo o mercado de trabalho se tornar promissor para o contador,
havendo a troca de informações, fator que causou a estagnação da ciência
por um determinado tempo. (SOUZA, NASA CONTABILIDADE)
20

Na atual situação do mercado em que as empresas necessitam de um


acompanhamento permanente das suas movimentações financeiras para que
possam com isso tomar suas decisões de forma mais rápida segura, é fundamental
a utilização de microcomputadores com tecnologia relativamente avançada. O
acesso a essas inovações tecnológicas permite modernização para as empresas
tornado-as mais competitiva.

O resultado disso é que em tempo real a tecnologia da informação vai


proporcionar a tomada de decisão pela administração um sinônimo de
lucratividade, colocando sempre à frente as empresas das outras,
alcançando uma margem de 20% de eficácia e de 80% de eficiência quando
as empresas criarem estratégias de Marketing para aumentarem as vendas.
(SOUZA, NASA CONTABILIDADE)

A Era da Informação é mais que uma alteração na sociedade, é uma


alteração também na condição humana. Atualmente a quantidade de esforço físico
não é mais sinônimo de resultado positivo. A capacidade de pensar e de criar é que
determina o sucesso das pessoas. A economia globalizada exige e valoriza o
conhecimento, portanto, o poder está nas mãos de quem detém o conhecimento.

2.3 CONTROLADORIA

No momento em que a contabilidade passou a ser vista como uma ferramenta


na tomada de decisão passou também a exigir profissionais mais ativos e inteirados
dos acontecimentos da empresa, para assim serem capazes de interpretar e
comunicar aos usuários as informações de forma mais rápida e precisa, surgiu
então, a Controladoria. Beuren (2000, p. 20) afirma que:

A controladoria surgiu no início do século XX, nos Estados Unidos com o


objetivo de controlar todos os negócios das empresas relacionadas,
subsidiárias e/ou filiais, tendo sido seu desenvolvimento atribuído a três
fatores: verticalização, diversificação e expansão geográfica das
organizações, com o conseqüente aumento da complexidade das suas
atividades o que exigiu outro tipo de controle por parte da controladoria,
contribuindo para a ampliação das funções do controller. (BEUREN, 2000,
P. 20).
21

Mosimann (1993) apud Padoveze (2004 p.129) afirma que, “a controladoria


consiste em um corpo de doutrinas e conhecimentos relativos à gestão econômica”.
Diversos autores como Oliveira et. al (2002), Catelli (1999), Glautier e
Underdown (1977), Aragaki (2002), Catelli e Guerreiro (1999), Siqueira e Soltelinho
(2001) apud Ching (2006), apud Melo (2008), definem a controladoria como uma
evolução da contabilidade.

A controladoria se baseia em princípios, procedimentos e métodos oriundos


de outras áreas de conhecimento, tais como contabilidade, administração,
planejamento estratégico, economia, estatística, psicologia e sistemas.
Entende-se que a controladoria é uma ciência autônoma, ou seja, mesmo
utilizando procedimentos contábeis, ela não se mistura a contabilidade.
(PELEIAS, 2002, APUD MELO, 2008)

A controladoria é um segmento da contabilidade e pode ser vista como ramo


da administração ou área do conhecimento. Mosiman e Fisch (1999, p. 89) apud
Dias (2002, p. 32), diferenciam esses enfoques:

a) Como um órgão administrativo com missão, funções e princípios


norteadores definidos no modelo de gestão do sistema empresa; e
b) Como uma área do conhecimento humano com fundamentos, conceitos,
princípios e métodos oriundos de outras ciências. (MOSIMAN E FISCH,
1999, P. 89 APUD DIAS, 2002, P. 32)

Como unidade administrativa, a Controladoria participa do processo de


planejamento, de modo a atingir os objetivos e garantir a eficácia da empresa. Já
como ramo do conhecimento, deve estar sempre presente e participar das três
etapas do processo de gestão (planejamento, execução e controle).
A controladoria é o setor auxilia o gestor na tomada de decisão, Melo (2008)
defende que, “[...] a controladoria é uma ferramenta fomentadora que tem como
característica principal, suprir todas as necessidades da organização e ajudar os
gestores a tomarem decisões coerentes e com um risco mínimo [...]”. Arenas
(1999, p.44) apud Fistarol (2005, p. 29), afirma que “O papel da Controladoria,
portanto, é assessorar a gestão da empresa, fornecendo mensuração das
alternativas econômicas e, através da visão sistêmica, integrar informações e
reportá-las para facilitar o processo decisório”.
Normalmente a controladoria está relacionada aos sistemas de informações
que são necessários à gestão, pois é o setor responsável por suprir as necessidades
de informação dos gestores, sendo assim, é responsável também pela qualidade
22

destas informações. Nesse sentido, Oliveira (1998, p. 159) apud Dias (2002, p. 43)
destaca que:

A controladoria procura caracterizar-se como um grande banco de dados e


informações, para subsidiar as tomadas de decisões para a gestão
empresarial e controle das atividades. O objetivo máximo a ser alcançado é
produzir a informação certa para a pessoa certa no momento certo.
Analisar a massa de dados, formular diagnósticos da maneira mais precisa
e atualizada possível, estudar alternativas e gerar relatórios compactos
passam a ser, consequentemente, a filosofia máxima da moderna
controladoria. (OLIVEIRA 1998, APUD DIAS, 2002, P. 43)

A influência da controladoria propicia uma melhora nos sistemas gerenciais


podendo aumentar os resultados da empresa e o desempenho dos gestores.
Conforme Almeida et al.(1999, p.376-378) apud Dias (2002, p. 41-42), “a
controladoria deve desempenhar a função de gerir os sistemas de informações,
definindo a base de dados necessária aos gestores para a execução de suas
atividades [...]”.
A controladoria, segundo Oliveira et al. (2002) apud Fistarol (2005, p. 33), se
divide em dois grandes grupos:

a) Contábil e fiscal: deriva da contabilidade tradicional e objetiva fazer as


conciliações tradicionais da contabilidade com o fim específico de atender
ao fisco;
b) Planejamento e controle: sem a conotação fiscal, trata-se da visão
moderna da contabilidade, voltada ao gerenciamento das organizações e
que contempla questões orçamentárias, estratégias, planejamento e demais
relatórios gerenciais. (OLIVEIRA ET AL, 2002 APUD FISTAROL, 2005, P.
33)

Desta forma, pode-se observar que a Controladoria atua em todas as áreas


da organização sendo atualmente considerada indispensável para os gestores.

2.3.1 Finalidades e Objetivos da Controladoria

A controladoria se apóia num sistema de informações e geralmente é


responsável pela construção e manutenção do mesmo dentro das organizações.
Dias (2002, p. 32) afirma que “a controladoria pode ser entendida como um sistema
aberto e dinâmico que interage constantemente com o ambiente organizacional”. A
23

controladoria não está relacionada somente aos sistemas contábeis, mas deve fazer
parte de todo o processo de gestão. Peres Júnior, Pestana e Franco (1997, p.37)
apud Dias (2002, p. 33), afirmam que durante o processo de gestão, a controladoria
tem as seguintes funções:

No planejamento estratégico, cabe ao controller assessorar o principal


executivo e os demais gestores na definição estratégica, fornecendo
informações rápidas e confiáveis sobre a empresa.
No planejamento operacional, cabe a ele desenvolver um modelo de
planejamento baseado no sistema de informação atual, integrando-o para a
otimização das análises.
No controle, cabe ao controller exercer a função de perito ou de juiz,
conforme o caso, assessorando de forma independente na conclusão dos
números e das medições quantitativas e qualitativas (índices de qualidade).
(PERES JÚNIOR, PESTANA E FRANCO, 1997, P.37 APUD DIAS, 2002,
P.33)

A missão da controladoria é assegurar o resultado da companhia, para isso, é


preciso atuar em todas as etapas do processo de gestão. Almeida, Parisi e Pereira
(1999, p. 373) apud Dias (2002, p. 32) destacam que a filosofia de atuação da
controladoria atende à:

 Coordenação de esforços visando à sinergia das ações;


 Participação ativa do processo de planejamento;
 Interação e apoio às áreas operacionais;
 Indução às melhores decisões para a empresa como um todo;
 Credibilidade, persuasão e motivação.
(ALMEIDA, PARISI E PEREIRA, 1999, P.373 APUD DIAS, 2002, P. 32)

Pode-se afirmar então, que a função básica da Controladoria é dar suporte à


administração da empresa visando otimização dos resultados sem responsabilizar-
se por eles.

O papel da Controladoria, portanto, é assessorar a gestão da empresa,


fornecendo mensuração das alternativas econômicas e, através da visão
sistêmica, integrar informações e reportá-las para facilitar o processo
decisório. Diante disso, o Controller exerce influência na organização na
medida em que norteia os gestores para que mantenham sua eficácia e da
organização. (ARENAS,1999, P.44 APUD FISTAROL, 2005, P. 29)

Sendo assim, os gestores devem possuir conhecimento necessário sobre a


gestão de suas áreas deixando o Controller apenas incumbido de interpretar as
informações e auxiliar na tomada de decisão. Nessa perspectiva, Kanitz (1977)
24

apud Dias (2002, p. 34), as funções da Controladoria podem ainda ser resumidas
em:

a) Informação: capacidade de conhecer todos os sistemas e subsistemas


que compõem os processos da organização, do contábil ao financeiro;
b) Motivação: capacidade de prever o efeito de novos sistemas de controle
sobre os comportamentos dos funcionários, podendo motivá-los ou
desanimá-los;
c) Coordenação: centraliza todas as informações e com isso é capaz de
detectar eventuais inconsistências dentro da empresa, assessorando a
direção e sugerindo soluções;
d) Avaliação: interpreta e avalia os fatos, identifica quais são os pontos que
precisam ser corrigidos;
e) Planejamento: determina se os planos e os objetivos são consistentes,
viáveis, aceitáveis e coordenados;
f) Acompanhamento: acompanha a evolução dos planos traçados e interfere
nos mesmos, caso estejam com falhas. (KANITZ, 1977 APUD DIAS, 2002,
P. 34)

Portanto, para garantir a continuidade da organização e otimizar os resultados


econômicos, financeiros e patrimoniais, a controladoria deve sempre oferecer idéias
satisfatórias e assessorar em todas as etapas do processo de gestão.

2.3.2 O Controller

Horngren (1985, p.9) apud Dias (2002, p. 30) menciona que “o termo
controller (às vezes escrito com p, comptroller, derivado do francês, compte, quer
dizer conta) significa o principal executivo da área de contabilidade administrativa”.
O Controller é aquele profissional detém o conhecimento necessário para
formar pensamento e idéias, por saberem de todas as operações realizadas pela
empresa são capazes de observar os problemas e sugerirem soluções. Roehl-
Anderson e Bragg (apud BEUREN, 2002) apud Dias (2002, p. 35) para o bom
desempenho, o Controller deve:

a) fornecer informações – deve ter iniciativa, ser flexível, receptivo,


acessível e fornecer dados necessários aos gestores para serem analisados
e interpretados;
b) entender operações – deve entender das operações da empresa,
fornecendo informações através de relatórios aos gestores de diversas
áreas para solucionar os seus problemas. Deve analisar e fazer
recomendações para os problemas operacionais;
25

c) comunicar claramente – deve utilizar-se de uma linguagem clara e


simples, para atender aos propósitos dos gestores, gerar, analisar e
interpretar as informações para agilizar as tarefas;
d) analisar informação – deve ser capaz de analisar e interpretar fatos e
dados estatísticos e relacioná-los às atividades da empresa e criar
tendências;
e) fornecer projeções – deve ser capaz de construir cenários para o futuro,
mas deve ter a sensibilidade de considerar as possíveis mudanças no
ambiente;
f) fornecer informação tempestiva – deve fornecer informações claras,
objetivas e em tempo hábil;
g) acompanhar problemas – deve monitorar e acompanhar todos os
problemas até que ações corretivas sejam aplicadas;
h) ganhar confiança – deve fornecer informações precisas e objetivas.
Assim os gestores o procurarão para auxiliá-los;
i) ser justo e imparcial – o controller deve mensurar a integridade de todas
as informações geradas na empresa independentemente da área ou da
função do gestor ou dos funcionários, relatando todos os fatos relevantes à
cúpula da administração;
j) fornecer informação de custo eficaz – deve avaliar o custo-benefício da
informação para os gestores. (ROEHL-ANDERSON E BRAGG (APUD
BEUREN, 2002) APUD DIAS, 2002, P. 35)

Perez Jr.; Oliveira; Costa (1999, p.282) apud Fistarol (2005, p. 29) afirmam:
“Dentro do modelo de gestão de boa parte das médias e grandes empresas,
principalmente nas multinacionais, o controller é visto como um cargo estratégico”.
O profissional que desenvolve as atividades de controller vem se destacando
cada vez mais no sentido de dar suporte aos gestores no processo decisório.
Horngren (1985) apud Padoveze (2004 p.138), afirma que “o título de controller se
aplica a diversos cargos na área de contabilidade, cujo nível e cujas
responsabilidades variam de uma empresa para outra [...]”. Kanitz (1977, p. 5) apud
Dias (2002, p. 31) aponta vários motivos dessa escolha:

 aos contadores gerais e os administradores financeiros possuem, em


função do cargo que ocupam, uma visão ampla da empresa, o que os
tornam capazes de enxergar as dificuldades como um todo e propor
soluções gerais;
 a controladoria é uma função diretamente subordinada à presidência
da empresa. Portanto, nada mais lógico do que escolher para cargo de
controlador uma pessoa que já está ligada à presidência, como acontece
com os contadores e os administradores financeiros;
 as informações que chegam ao controlador são, predominantemente,
de natureza quantitativa, e esses profissionais já estão familiarizados com
os números. (KANITZ, 1977, P. 5 APUD DIAS, 2002, P. 31)

O Controller não possui autonomia para decidir isoladamente, seu papel é


manter os administradores informados quanto à situação econômica e financeira da
empresa.
26

2.4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Sistema de informação é um conjunto de recursos utilizado para fornecer


informações a quem interessar. Cruz (2000, p.83) apud Fistarol (2005, p. 53) afirma
que:

Os SI são desenvolvidos para garantir a administração eficiente a qualquer


tipo de empresa. São esses sistemas que vão garantir que os dados
operacionais utilizados para manter a empresa produzindo serão traduzidos
em informações passadas a todos que tiverem funções executivas. (CRUZ,
2000, P. 83, APUD FISTAROL 2005, P. 53)

Na visão de Padovese (2004, p. 50), “sistema é um conjunto de elementos


interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um
todo unitário e complexo”. Em outras palavras significa a ação conjunta de diversos
componentes. Fistarol (2005, p. 54) defende que “O sistema de informações
procura, entre outros aspectos, aproximar os dados das informações, as
informações das decisões, as decisões das ações, as ações dos resultados [...]”. O
bom desempenho do sistema de informação vai depender muito das pessoas que os
fazem funcionar.

O sistema de informação consubstancia-se no conjunto de elementos


(humanos, tecnológicos, materiais e financeiros) que viabiliza a captação de
dados, seu processamento e a geração e divulgação de informações. Ele é
o encarregado de prover informações, em todas as etapas do processo de
gestão (planejamento, execução e controle), para os diferentes níveis
hierárquicos e áreas funcionais da empresa. (BEUREN, 2000, P. 38 APUD
FISTAROL, 2005, P. 54)

Gomes; Salas (1999, p.23) apud Fistarol (2005, p. 53) afirmam que: “a partir
da existência de um sistema de informação que coleta e seleciona a informação
mais relevante, pode-se tanto tomar decisões [...]”. Em resumo, o sistema de
informação coleta dados e gera informações com a finalidade de fornecer aos
gestores os conhecimentos necessários que contribuirão no processo decisório.
Para que se entenda o que é sistema de informação é necessário antes
conhecer os seus principais componentes: dado e informação.
Dado é um conjunto de números, letras ou dígitos que isoladamente não
contém nenhum significado. Oliveira (1998, p.34) apud Fistarol (2005, p. 48) afirma
27

que: “Dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não
conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação. [...] Informação é o
dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões”.

muitas vezes, a palavra dados é confundida com informações. Os dados


podem ser visualizados e discutidos de forma isolada, ou seja,
desconectados do contexto de seus usuários. A informação não se limita à
simples coleta de dados. Para que os dados se transformem em informação
útil, eles precisam se decodificados, organizados e contextualizados, de
acordo com as necessidades dos responsáveis pelo processo decisório. Em
outras palavras, os dados representam a matéria-prima, à qual são
agregados valores de utilidade, de acordo com propósitos preestabelecidos,
transformando-os em informação para aquele fim específico. (BEUREN,
2000, P. 47)

Para gerar a informação é essencial que antes, se obtenha os dados.


Normalmente os dados são armazenados ordenadamente em bancos de dados, que
só podem ser acessados através de programas específicos. Estes programas
também são capazes de auxiliar no controle dos processos organizacionais. Date
(2000, p. 4) apud Fistarol (2005, p. 49) define:

um sistema de banco de dados é basicamente um sistema computadorizado


de armazenamento de registros; isto é, um sistema computadorizado cujo
propósito geral é armazenar informações e permitir ao usuário buscar e
atualizar estas informações quando solicitado. (DATE, 2000, P. 4 APUD
FISTAROL, 2005, P. 49)

O banco de dados é o responsável pelo arquivo das informações geradas em


função das atividades operacionais da organização. Date (2000, p. 14) apud Fistarol
(2005, p. 50) cita que algumas vantagens na utilização de um Sistema de Banco de
Dados:

- Densidade: não há necessidade de arquivos de papel, possivelmente


volumosos.
- Velocidade: a máquina pode obter e atualizar dados com rapidez muito
maior que o ser humano.
- Menor trabalho monótono: grande parte do tédio de manter arquivos à mão
é eliminada. As tarefas mecânicas são sempre feitas com melhor qualidade
por máquinas.
- Atualidade: informações precisas e atualizadas estão disponíveis a
qualquer momento sob consulta.
(DATE, 2000, P. 14 APUD FISTAROL, 2005, P. 50)

Acrescenta-se ainda que um sistema de banco de dados possa ser utilizado


por mais de um usuário podendo suprir as mais diversas necessidades de
28

informações. Segundo Beuren (2000, p.61), “denota-se que um banco de dados tem
como principal função viabilizar a disponibilização mais ágil dos insumos básicos ao
processamento e geração de informações”.
A informação é um conjunto de dados organizados de forma que possa ser
útil. Segundo Oliveira (1998, p.34) apud Fistarol (2005, p. 44),

O propósito básico da informação é habilitar a empresa a alcançar seus


objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis. Os recursos são
representados por pessoas, tecnologia, capital e a própria informação, logo,
sistema de informação gerencial (SIG) é o processo de transformação de
dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da
empresa, bem como proporcionam a sustentação administrativa para
otimizar os resultados esperados. (OLIVEIRA, 1998, P.34 APUD FISTAROL
2005, P. 44)

As informações devem ser coletadas, ajustadas, registradas e distribuídas


para cada um de seus usuários, visando auxiliar a tomada de decisão e atingir as
metas estratégicas da empresa. Em geral, as decisões são guiadas pela
informação, tornado indispensável o uso da mesma no processo de gestão.
O uso adequado destas informações tornou-se hoje um importante diferencial
competitivo da empresa. Portanto, é válido lembrar que apenas investir em
tecnologia não é suficiente é preciso trabalhar também a cultura da empresa e das
relações humanas. É necessário também investimento na capacitação dos
colaboradores para que os mesmos possam gerar informações utilizando-se o
máximo possível do que a tecnologia pode oferecer.

2.4.1 Sistemas de Informação x Contabilidade

Os sistemas de informação devem auxiliar a contabilidade para que ela seja


mais interativa com os outros setores, fornecendo informações relevantes e de fácil
utilização para que assim possam atingir as metas desejadas. Marion (2006, p. 25)
afirma que “Contabilidade pode ser considerada como sistema de informação
destinado a prover seus usuários de dados para ajudá-los a tomar decisão”.
29

A contabilidade não pode mais atuar somente como ciência que registra os
fatos ocorridos, tem que fazer parte deles. Através dos seus controles financeiros
deve influenciar desde o planejamento estratégico até dar suporte ao marketing.
Com as constantes mudanças ocorridas na economia e na estrutura
organizacional das empresas a contabilidade passa a assumir novos desafios,
Hendriksen & Van Breda (2007, p. 38) confirmam esta teoria:

A contabilidade desenvolveu-se em resposta a mudanças no ambiente,


novas descobertas e progressos tecnológicos. Não há motivo para Crer que
a contabilidade não continue a evoluir em resposta a mudanças que
estamos observando em nossos tempos. (HENDRIKSEN & VAN BREDA,
2007, P. 38)

A contabilidade produz uma infinidade de informações. Muitas vezes a


informação gerada é mais importante que o próprio produto objeto de negócio da
empresa. É nessa fase que se pode identificar o papel mais importante
desempenhado pelas tecnologias de informação. Lima (2006, p. 7) defende que:

[...] a “industrialização” da informação não teria sido viabilizada sem a


contribuição decisiva das novas tecnologias que graças à informática, as
novas máquinas, equipamentos modernos têm dado um salto relevante no
conhecimento e desenvolvimento em diversas áreas particularmente na
contabilidade [...]. (LIMA, 2006, P. 7)

A tecnologia foi agregada à contabilidade em resposta às exigências do


mercado causando mudanças no perfil do contabilista que diante destes avanços
extinguiram a figura do “guarda-livros”. Os sistemas de informação fazem hoje
grande parte do serviço, com esta ferramenta, cabe ao profissional apenas saber
interpretá-las e explicá-las. Padoveze (2000, p. 47) ressalta que:

A ciência contábil traduz-se naturalmente dentro de um sistema de


informação. Poderá ser argüido que fazer um sistema de informação
contábil com a ciência da Contabilidade é um vício de linguagem, já que a
própria Contabilidade nasceu sob a arquitetura de sistema informacional.
(PADOVEZE, 2000, P. 47)

As empresas que trabalham com sistemas de informação obtêm vantagens


competitivas, podem definir melhor suas estratégias e tomar decisões de forma mais
eficientes e eficazes.
30

2.4.2 Sistemas de Informação x Controladoria

Fistarol (2005, p. 65) afirma que “a controladoria é responsável pelo fiel


cumprimento da entrada dos dados, do processamento destes dados em busca da
informação e, finalmente, pela saída das informações”.

Controladoria

Entrada de Dados Processamento de Utilização de Dados


Externo Dados do Arquivo

Saída das Informações

Demonstrações contábeis
Relatórios gerenciais
Demonstrativo de desempenho
Mapas analíticos
Tabelas e quadros
Informativos genéricos

Figura 3 – Processo da Controladoria


Fonte: Oliveira et. al. (2002, p.65) apud Fistarol (2005, P.66)

Geralmente a controladoria é responsável pelo controle das atividades


operacionais, auxiliando na organização e interpretação das informações durante o
processo de gestão. O Sistema de informação funciona como uma ferramenta
capaz de auxiliar o controller neste processo, pois dá o suporte necessário para
planejar, executar e controlar as atividades na organização com rapidez e eficiência.
Também deve ser levando em consideração a redução de custos.
No atual cenário competitivo em que as organizações se encontram, é
imprescindível a existência de sistemas de informações que dêem credibilidade ao
31

processo decisório, reduzindo erros e incertezas, Iudícibus (2006, p. 92) destaca


que, “[...] os sistemas fornecem uma série de indicadores, com rapidez e integração
de toda a entidade, podendo descer a detalhes incríveis, mas a qualidade dos
números contábeis é extremamente convencional”.
Oliveira (1998, p.132) apud Fistarol (2005, p. 70) afirma que: “a migração do
sistema tradicional de uso intensivo de papéis e documentos comprobatórios das
transações comerciais para a troca eletrônica de documentos fornece inúmeras
oportunidades para tornar mais eficiente as operações rotineiras”. Há casos de
empresas com unidades em outras localidades que através da internet, trocam
informações sigilosas com baixo custo, máxima segurança e rapidez.

2.5 SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL - SPED

Instituído em 22 de janeiro de 2007 pelo Decreto 6.022, o Sped (Sistema


Público de Escrituração Digital) visa promover a integração dos dados dos
contribuintes aos fiscos municipais, estaduais e federal. Em outras palavras, é a
modernização do atual sistema de cumprimento da transmissão das obrigações
acessórias. Conforme o Artigo 2º deste mesmo Decreto:

O Sped é instrumento que unifica as atividades de recepção, validação,


armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a
escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades
empresárias, mediante fluxo único, computadorizado, de informações.
(WWW.RECEITA.FAZENDA.GOV.BR)

Conforme o sítio do CFC (Conselho Federal de Contabilidade): “trata-se de


uma solução tecnológica que oficializa os arquivos digitais das escriturações fiscal e
contábil dos sistemas empresariais dentro de um formato específico e padronizado”.
Sendo assim, a Receita Federal não está exigindo nenhuma grande mudança na
forma como as empresas trabalham o que muda é a comunicação com os órgãos.
Ainda conforme o sítio do CFC:

O Sped pode ser entendido como um software que será disponibilizado


pela Receita Federal para todas as empresas a fim de que elas mantenham
e enviem a este órgão informações de natureza fiscal e contábil (a partir da
32

escrituração digital mantida nas empresas) e informações previdenciárias,


bem como os Livros Fiscais, Comerciais e Contábeis gerados a partir da
escrituração (já registrados nos órgãos do Comércio), além das
Demonstrações Contábeis. (WWW.CFC.ORG.BR)

O Sped promete ser a maior revolução digital neste sentido, pois visa grandes
mudanças na sistemática atual de informação e redução significativa nos custos com
impressão e papel, por outro lado torna as empresas alvo fácil de fiscalização. Silva
(2006) afirma que:

Este sistema consiste, não apenas, na criação de eficientes mecanismos de


comunicação e compartilhamento de dados (em tempo real) entre as
entidades empresarias e as entidades governamentais, mas na substituição
de documentos físicos (nota fiscal, livros fiscais, etc.) por documentos
digitais de igual valor jurídico para todas finalidades, através do uso da
internet e de certificações digitais baseados nos padrões de segurança
digital nacionais, criando o que poderíamos chamar de “contabilidade
digital”. (SILVA, 2006)

O Sped surgiu com objetivo de modernizar e agilizar o processo de gestão


com maior transparência e menor custo administrativo principalmente com relação
às obrigações acessórias. Conforme o Fenacon, entre as vantagens do Sped,
destaca-se: “a simplificação das obrigações acessórias; a agilização nos
procedimentos sujeitos ao controle das administrações tributárias; e a redução dos
custos em decorrência da dispensa de emissão e armazenamento de documentos
em papel”.
Os arquivos digitalizados devem ser “universais”, ou seja, aceito por qualquer
sistema e não somente por aquele no qual ele foi gerado, para que este arquivo seja
válido é necessário que contenha a assinatura digital do responsável pelas
informações.
Assinatura digital é um processo eletrônico de assinatura, e se dará por meio
de um arquivo que conterá as informações sobre uma determinada pessoa ou sobre
um determinado computador, denominado certificado digital. Conforme o artigo 3º a
instrução normativa 580 da RFB, certificados digitais são: “documentos eletrônicos
de identidade [...], que certificam a autenticidade dos emissores e destinatários dos
documentos e dados que trafegam em uma rede de comunicação [...]”.
A certificação digital é um conjunto de técnicas e processos que
proporcionará segurança nas comunicações e transações eletrônicas e permitirá
ainda a guarda de documentos. Esta certificação digital terá os seus dados
33

garantidos pelo ICP – Brasil que foi instituída pela Medida Provisória 2.200-2/01,
conforme o artigo 1º:

Fica instituída a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP – Brasil,


para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de
documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das
aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a
realização de transações eletrônicas seguras. (MEDIDA PROVISÓRIA
2.200/2001, ARTIGO 1º)

O item 2.8.2.12 do artigo 1º da Resolução do CFC 1.020/05 destaca que:

O contabilista deve tomar as medidas necessárias para que o empresário


ou a sociedade empresária armazene em meio eletrônico ou magnético,
devidamente assinados, digitalmente, os documentos, os livros e as
demonstrações, visando sua apresentação de forma integral [...].
(WWW.CFC.ORG.BR)

O Sped prevê a entrega única de várias obrigações acessórias de vários


órgãos diferentes, promovendo o cruzamento entre declarações e informações
contábeis entregues pelos contribuintes. Visando, portanto, este cruzamento de
informações, o projeto Sped é composto por três grandes subprojetos: Escrituração
Contábil Digital (ECD), Escrituração Fiscal Digital (EFD) e Nota Fiscal Eletrônica
(NF-e).

2.5.1 Escirturação Contábil Digital – ECD

ECD é a substituição dos livros de escrituração mercantil por arquivos digitais


gerados a partir do sistema contábil já existente na empresa. Conforme o anexo
único do Artigo 11º da Instrução Normativa RFB 787/2007:

O empresário ou a sociedade empresária deverá gerar o arquivo da


Escrituração Contábil Digital com seus recursos próprios. O arquivo será
obrigatoriamente submetido ao programa disponibilizado pelo Sistema
Público de Escrituração Digital para validação de conteúdo, assinatura
digital, transmissão e visualização. (WWW.RECEITA.FAZENDA.GOV.BR)

O arquivo gerado será submetido a um programa fornecido pelo Sped, o PVA


(Programa Validador e Assinador). Através do PVA, o contribuinte poderá visualizar
34

a escrituração, gerar beckup, validar e assinar os arquivos digitais, podendo também


solicitar autenticação do mesmo na Junta Comercial de sua jurisdição. Após, poderá
ser feito o envio destes arquivos e lhe será fornecido um recibo de transmissão, ao
mesmo tempo, o programa envia à Junta Comercial um resumo contendo o
requerimento e os termos de abertura e encerramento que serão analisados,
podendo gerar três situações: autenticação do livro, indeferimento ou sob exigência.
O andamento da solicitação pode ser visualizado através do PVA que no momento
da consulta e se aprovado, envia automaticamente à empresa os termos lavrados e
autenticados.
Para o Sped Contábil, o Livro Diário e o Livro Razão é um livro digital único,
compete ao PVA mostrá-los no formato escolhido pelo usuário. Conforme a RFB,
estão previstas as seguintes formas de escrituração: Diário Geral; Diário com
Escrituração Resumida (vinculado a livro auxiliar); Diário Auxiliar; Razão Auxiliar; e
Livro de Balancetes Diários e Balanços.

2.5.2 Escrituração Fiscal Digital - EFD

EFD é a substituição da escrituração e impressão dos livros fiscais por


arquivos digitais visando racionalizar obrigações acessórias e uniformizar parte das
informações prestadas pelos contribuintes.

A Escrituração Fiscal Digital - EFD é um arquivo digital, que se constitui de


um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras
informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Secretaria
da Receita Federal do Brasil, bem como de registros de apuração de
impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.
(WWW.RECEITA.FAZENDA.GOV.BR)

Na maioria das vezes, as empresas não utilizam a escrituração impressa em


seus controles, costumam recorrer aos arquivos eletrônicos que as representam
para buscar as informações que necessitam. Estes registros impressos resultam de
exigências legais e sua geração, autenticação e armazenamento são tarefas sem
grande proveito no dia a dia das empresas, o contribuinte ainda se defronta com a
falta de uniformização das informações devidas às diferentes Secretarias de
35

Fazenda Estaduais. Hoje em dia, as informações solicitadas pelo fisco são


fornecidas através de diversas demonstrações em meio eletrônico, em alguns casos
em meio físico, o que exige uma boa estrutura de recepção, processamento e
controle.
Os arquivos digitais da EFD são gerados a partir da base dos dados dos
programas que as empresas já utilizam, no entanto, devem estar de acordo com o
leiaute estabelecido pelo Ato COTEPE 09/08, que dispõe sobre as especificações
técnicas para a geração de arquivos da EFD. Conforme a RFB:

A partir de sua base de dados, a empresa deverá gerar um arquivo digital


de acordo com leiaute estabelecido em Ato COTEPE, informando todos os
documentos fiscais e outras informações de interesse dos fiscos federal e
estadual, referentes ao período de apuração dos impostos ICMS e IPI. Este
arquivo deverá ser submetido à importação e validação pelo Programa
Validador e Assinador (PVA) fornecido pelo Sped.
(WWW.RECEITA.FAZENDA.GOV.BR)

Da mesma forma que o Sped Contábil, os arquivos gerados pelo Sped Fiscal
também são validados, assinados e transmitidos através do PVA, porém, neste caso
é possível ainda digitar, alterar, excluir, fazer cópia de segurança e restaurar os
arquivos da EFD. Os livros fiscais previstos na EFD, conforme o Convênio ICMS
Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ nº 143/2006 são: Registro de
Entradas, Registro de Saídas, Registro de Inventário, Registro de Apuração do IPI e
Registro de Apuração do ICMS.

2.5.3 Nota Fiscal Eletrônica – NF-e

Instituída pelo AJUSTE SINIEF 07/05, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é a


substituição do tradicional modelo da nota fiscal de papel por um arquivo digital. De
acordo com o Portal Nacional da NF-e:

O Projeto NF-e tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de


documento fiscal eletrônico que venha substituir a sistemática atual de
emissão do documento fiscal em papel, com validade jurídica garantida pela
assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos
contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo
real das operações comerciais pelo Fisco.
(WWW.NFE.FAZENDA.GOV.BR)
36

O documento é emitido e armazenado eletronicamente e será válido somente


com a assinatura digital do emitente antes mesmo da ocorrência do próprio fato
gerador, ou seja, no momento em que a mercadoria sai do estabelecimento, a NF-e
já esterá assinada, autorizada e emitida.
Este processo oferece transparência na emissão e recebimento de
documentos fiscais e possibilita, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo
real das operações comerciais pelas Secretarias da Fazenda. Conforme a RFB, o
projeto oferece os seguintes benefícios e vantagens:

• Aumento na confiabilidade da Nota Fiscal;


• Melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor
intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos;
• Redução de custos no processo de controle das notas fiscais
capturadas pela fiscalização de mercadorias em trânsito;
• Diminuição da sonegação e aumento da arrecadação;
• Suporte aos projetos de escrituração eletrônica contábil e fiscal da
Receita Federal e demais Secretarias de Fazendas Estaduais;
• Fortalecimento da integração entre os fiscos, facilitando a
fiscalização realizada pelas Administrações Tributárias devido ao
compartilhamento das informações das NF-e;
• Rapidez no acesso às informações;
• Eliminação do papel;
• Aumento da produtividade da auditoria através da eliminação dos
passos para coleta dos arquivos;
• Possibilidade do cruzamento eletrônico de informações.
(WWW.RECEITA.FAZENDA.GOV.BR)

O contribuinte emissor da NF-e irá gerar um arquivo eletrônico contendo os


dados da operação comercial. Este arquivo eletrônico correspondente à Nota Fiscal
Eletrônica deverá ser enviado pela Internet para a Secretaria da Fazenda de sua
jurisdição, este arquivo será pré-validado e devolvido na forma de protocolo de
recebimento autorizando o seu uso, sem esta autorização não pode haver o trânsito
da mercadoria.
Para o acompanhamento do trânsito desta mercadoria será impressa
somente o DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), que conterá a
chave de acesso para consulta da NF-e na Internet e um código de barras que
facilitará a confirmação das informações da NF-e, não sendo mais necessária a
impressão da Nota Fiscal. Conforme o Portal Nacional da NF-e:

O DANFE não é uma nota fiscal, nem substitui uma nota fiscal, servindo
apenas como instrumento auxiliar para consulta da NF-e, pois contém a
chave de acesso da NF-e, que permite ao detentor desse documento
37

confirmar a efetiva existência da NF-e através do Ambiente Nacional (RFB)


ou site da SEFAZ na Internet. (WWW.NFE.FAZENDA.GOV.BR)

Figura 4 – Modelo de DANFE (Ato COTEPE ICMS Nº. 72 de 20/12/2005)


(www.legiscenter.com.br)

A implantação da NF-e visa facilitar as transações comerciais entre os


contribuintes e as atividades de fiscalização sobre operações e prestações
tributadas pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e pelo
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Deste modo, o compartilhamento e a
integração das informações promovem a modernização dos processos da
administração tributária, reduzindo os custos e os percalços burocráticos.
38

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia científica possibilita introduzir o discente no meio científico,


dotando-o de procedimentos sistemáticos e racionais, dando condições para o
trabalho com idéias, transformando pensamentos em algo real (LAKATOS;
MARCONI, 2001). Barros e Lehfeld (1986, p. 5) complementam: “a metodologia
auxilia e, portanto, orienta o universitário no processo de investigação para tomar
decisões oportunas em busca do saber”, servindo como instrumento para o
conhecimento e a resolução de problemas através da pesquisa científica.

3.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA

a) Quanto à natureza da pesquisa:

A natureza da pesquisa se dará de forma aplicada. Para Barros e Lehfeld


(1986, p. 96), “a pesquisa aplicada é aquela em que o pesquisador é movido pela
necessidade de conhecer para a aplicação imediata dos resultados”.
A natureza aplicada visa gerar conhecimentos para a aplicação prática
dirigida à solução dos problemas específicos. Objetiva primariamente a utilização de
conhecimentos novos. Em geral, trata com temas e questões de caráter “mais
específico”.

b) Quanto à abordagem do problema:

A forma de abordagem será qualitativa, para Oliveira (1997, p. 117) “pesquisa


qualitativa tem como objetivo situações complexas ou estritamente particulares”.
Bradley (1993) cita que, “na pesquisa qualitativa, o pesquisador é um
interpretador da realidade”.
A pesquisa qualitativa ajuda a identificar questões e entender porque elas são
importantes. Além disso, é especialmente útil em casos que envolvem o
desenvolvimento e aperfeiçoamento de idéias novas.
39

c) Quanto aos objetivos:

A pesquisa será descritiva, Barros e Lehfeld (1986, p. 90) esclarecem: “o


pesquisador observa, registra, analisa e correlaciona os fatos ou fenômenos sem
manipulá-los”.
Segundo Gil (2002), Pesquisa descritiva tem como objetivo primordial a
descrição das características de determinadas populações ou fenômenos. Uma de
suas características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados,
tais como o questionário e a observação sistemática.

d) Quanto aos procedimentos técnicos:

O procedimento utilizado neste projeto de pesquisa é o bibliográfico, para Gil


(2002) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Outro procedimento que
será utilizado é o de levantamento ou survey. Segundo Oliveira (2005, p. 6):

survey é uma palavra inglesa traduzida para o português como


amostragem. Podemos denominá-la adequadamente em português como
levantamento amostral. O survey é o processo de se coletar informações
não-controladas sobre alguns dos individuais que constituem uma dada
população real.

Este método é geralmente utilizado em pesquisas descritivas, mas também


serve para explorar aspectos de uma situação, pode ainda ser adaptado para colher
informações generalizáveis. Ainda conforme Oliveira (2005, p. 6), “a coleta destas
informações no levantamento amostral se dá através de questionários, planilhas,
folhas de verificação, entre outros instrumentos possíveis, inclusive de aquisição
informatizada de dados”.

3.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

O projeto se limita a pesquisar os impactos causados na controladoria das


empresas após a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED.
40

As empresas selecionadas deverão ser privadas, nacionais e de grande porte,


sendo 05 (cinco) empresas participantes do Projeto Piloto, ou seja, empresas que
optaram voluntariamente para utilizar o Sped e 05 (cinco) empresas que estão
obrigadas por lei a implantar o Sped.

3.3 TÉCNICA DE COLETA DE DADOS

A principal forma de coleta de dados é a leitura (livros, revistas, jornais,


sites, CDs etc.), que certamente é utilizada para todos os tipos de pesquisa.
Esta técnica também é chamada de pesquisa bibliográfica. Existem,
basicamente, dois tipos de dados:
 Dados secundários: são os dados que já se encontram disponíveis, pois
já foram objeto de estudo e análise (livros, teses, CDs, etc.).
 Dados primários: dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para
coletá-los, pode-se utilizar: questionário fechado, questionário aberto,
formulário, entrevista estruturada ou fechada, entrevista semi-estruturada,
entrevista aberta ou livre, entrevista de grupo, discussão de grupo,
observação dirigida ou estruturada, observação livre, brainstorming,
brainwriting, etc. (HEERDT, 2003, P. 11)

Neste projeto, serão apresentados os dois tipos, secundários e primários. Os


dados primários serão coletados na forma de um questionário fechado, baseado na
escala Likert, com respostas variando em cinco níveis de satisfação e importância,
visando maior uniformidade e simplicidade nas respostas.
As principais vantagens das Escalas Likert em relação às outras, segundo
Mattar (2001) são: “a simplicidade de construção; o uso de afirmações que não
estão explicitamente ligadas à atitude estudada, permitindo a inclusão de qualquer
item que se verifique, empiricamente, ser coerente com o resultado final”.

3.4 TÉCNICA DE ANÁLISE DE DADOS

Segundo Rauen (1999, p. 141) apud Heerdt (2003, p. 11), “é a parte que
apresenta os resultados obtidos na pesquisa e analisa-os em função dos objetivos”,
desta maneira, a apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a
interpretação consiste num equilíbrio entre os dados e a teoria.
41

O objetivo da análise é compreender as observações, de forma que estas


permitam respostas às perguntas da pesquisa. Para Selltiz et al apud Rauen (1999,
p. 122) apud Heerdt (2003, p. 11), “o objetivo da interpretação é a procura do sentido
mais amplo de tais respostas, por sua ligação com outros conhecimentos já obtidos”.
Neste projeto de pesquisa será utilizada a análise documental, segundo
Ludke e André (1986) “a análise documental constitui uma técnica importante na
pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas,
seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema”.
A coleta dos materiais não é apenas uma acumulação mecânica de dados, a
análise já é iniciada a partir deste momento. Laville e Dionne (1999) “na medida em
que colhe as informações o pesquisador elabora a percepção do fenômeno e se
deixa guiar pelas especificidades do material selecionado”.
42

4 CRONOGRAMA

FASES DA PESQUISA 2008 2009

A S O N D J F M A M J J
Escolha do tema e X
formulação do problema

Levantamento Bibliográfico X X

Elaboração do Projeto X X X

Escolha da População de X
Amostra

Coleta de Dados X

Revisão Bibliográfica X X

Análise de Dados X

Redação do trabalho X X

Apresentação X

5 REFEÊNCIAS BIBLIOGRAFICA
43

ARAUJO, Inaldo da P. Santos. Introdução à Contabilidade. Breves Apontamentos de


Aula. Salvador/BA: 1998.

BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia: um guia para


a inicialização científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.

BEUREN, Ilse Maria. Gerenciamento da Informação: um recurso estratégico no


processo de gestão empresarial. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

BRADLEY, Jana. Questões metodológicas e práticas em Pesquisa Qualitativa. 1993.

BRASIL, Decreto nº 6.022, de 2007. Institui o Sistema Público de Escrituração Digital


- SPED. Brasília, DF, 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em:
11/10/2008.

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Deliberação Nº 29, de 05 de fevereiro de


1986. Aprova e referenda o pronunciamento anexo do Instituto Brasileiro de
Contadores - IBRACON, sobre Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade.
Disponível em: http://www.cvm.gov.br. Acesso em 11/10/2008.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Decreto-lei nº 7.988, de 1945. Dispõe


sobre o ensino superior de ciências econômicas e de ciências contábeis e atuárias.
Brasília, DF: CFC, 1945. Disponível em: http://www.cfc.org.br. Acesso em:
10/10/2008.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Decreto-lei nº 9.295, de 1946. Cria o


Conselho Federal de Contabilidade, define as atribuições do Contador e do Técnico
em Contabilidade, e dá outras providênicas. Brasília, DF: CFC, 1946. Disponível em:
http://www.cfc.org.br. Acesso em: 10/10/2008.

______. Resolução nº 560, de 1983. Dispõe sobre as prerrogativas profissionais de


que trata o artigo 25 do Decreto-lei nº 9.925, de 1946. Brasília, DF: CFC, 1983.
Disponível em: http://www.cfc.org.br. Acesso em: 10/10/2008.

______. Resolução nº 774, de 1994. Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de


Contabilidade. Brasília, DF: CFC, 1994. Disponível em: http://www.cfc.org.br.
Acesso em: 10/10/2008.
44

______. Resolução nº. 1.020, de 2005. Aprova a NBC T 2.8 – Das formalidades da
escrituração contábil em forma eletrônica. Brasília, DF: CFC, 2005. Disponível em:
http://www.cfc.org.br. Acesso em: 10/10/2008.

DIAS, Bibiani Borges. O papel da controladoria no suporte ao processo de geração


de informações voltadas ao controle de gestão operacional em empresa prestadora
de serviços de hemodinâmica – Dissertação de Mestrado - Florianópolis:
UFSC/PPGEP – Universidade Federal de Santa Catarina/Programa de Pós-
Graduação em Engenharia de Produção, 2002.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas,
2002.

GRECO, Alvísio; AREND, Lauro. Contabilidade: Teoria e Práticas. 7ªed. Porto


Alegre: Sagra Luzzatto Editores, 1997.

FRANCO, Hilário. CONTABILIDADE GERAL. 21ª ed. São Paulo: Atlas, 1986.

FRANCO, Hilário. A Contabilidade na Era da Globalização. São Paulo: Atlas, 1999.

FISTAROL, Carlos Fabiano. Sistemas de Informações como Suporte à Gestão de


Controle nas Grandes Indústrias Têxteis do Vale do Itajaí/SC - Dissertação de
Mestrado – Blumenau: FURB/PPGCC - Universidade Regional de
Blumenau/Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, 2005.

HEERDT, Mauri Luiz. Como elaborar Projetos de Pesquisa (adaptado). Santa


Catarina: Unisul, 2003.

HENDRIKSON, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da Contabilidade, 5 ed.


São Paulo: Atlas, 2007.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade, 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A Construção do Saber. São Paulo: Editora


Artmed, 1999.

LIMA, José Raimundo Oliveira. A evolução da Contabilidade e o Sistema de


Informações Contábeis: uma exigência da economia globalizada. Diálogos & Ciência
45

– Salvador/BA: Revista Eletrônica da Faculdade de Tecnologia e Ciências. Ano IV,


n. 8, jun. 2006. Disponívem em: http://www.ftc.br/revistafsa. Acesso em 05/10/2008.

LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza D. A. Pesquisa em Educação: Abordagem


Qualitativa. São Paulo: Editora EPU, 1986.

MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de Marketing. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2001.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 4 ed.
rev. e atual. São Paulo: Atlas, 2001.

MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial, 11ª ed. São Paulo: Atlas, 2005.

MARION, José Carlos. Contabilidade Básica, 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

MELO, Henrique. Controladoria como órgão fomentador e gerador de informações


nas organizações. Disponível em www.phb.fap.com.br, 2008. Acesso em
05/10/2008.

OLIVEIRA, Marcelo Silva de. Orientações metodológicas para a construção de


monografias. Minas Gerais: Editora da UFLA, 2005. Disponível em:
http://www.prpg.ufla.br. Acesso em: 15/08/2008.

OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de metodologia científica: projeto de pesquisa,


TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 1997.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de informações contábeis: Fundamentos e


Análises. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de Informações Contábeis: Fundamentos e


Análises, 4 ed. São Paulo: Atlas, 2004.

RAUEN, Fábio José. Elementos de iniciação à pesquisa. Rio do Sul, SC: Nova Era,
1999.

RICCIO, Edson Luiz. Efeitos da Tecnologia da Informação na Contabilidade:


Estudos de Casos de Implementação dos Sistemas Integrados – ERP. Tese Livre-
Docência - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade
de São Paulo, São Paulo: USP, 2001.
46

SÁ, Antônio Lopes de. Teoria da Contabilidade. 4ªed. São Paulo: Atlas, 2006.

SÁ, Antônio Lopes de. História geral e das doutrinas da contabilidade. São Paulo:
Atlas, 1997.

SALVADOR, Fabiane. A Contabilidade Gerencial e o processo de comunicação


entre as empresas e os escritórios de contabilidade. Trabalho de Conclusão de
Curso – Centro Universitário Vila Velha, Espírito Santo: UVV, 2004. Disponível em:
http://www.humbertorosa.com.br/Coordenacao/Producao_Cientifica/Alunos/Artigo_F
abiane_Salvador.pdf. Acesso em: 11/10/2008.

SCHMIDT, Paulo. História do Pensamento Contábil. Porto Alegre: Bookman, 2000.

SILVA, Agnaldo. Contabilidade para cursos de graduação – Coleção FACAPE –


DCC. Disponível em http://www.facape.br Acesso em 11/10/2008.

SILVA, Nivaldo Carvalho da. Contabilidade Digital: As empresas e os profissionais


estão preparados? Disponível em www.netlegis.com.br Acesso em 12/10/2008.

SOUZA, Donizete Vieira de. A Contabilidade: Histórico. Disponível em:


(http://www.virtnet.com.br/nasacontabil/). Acesso em: 11/10/2008.

ZANLUCA, Júlio César. História da Contabilidade. Disponível em


http://www.portaldecontabilidade.com.br Acesso em 11/10/2008.

Sites Pesquisados:

www.cfc.org.br

www.fenacon.org.br

www.legiscenter.com.br

www.nfe.fazenda.gov.br

www.receita.fazenda.gov.br