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Proficiência Bioquímica Experimental

Professor: Ricardo de Freitas Branco

Aluna: Djanyna Voegel De Carvalho Schmidt

Extração do DNA

1. Objetivos
Extrair o DNA do morango

2. Metodologia
Os morangos foram lavados e tiveram suas folhas retiradas, em seguida foram
triturados no almofariz, utilizando um pistilo.
Em uma proveta foi feita uma solução contendo 80mL de água quente e 20mL de
detergente. Esta solução foi transferida para um béquer contendo os morangos
macerados. Adicionou-se uma colher de sopa de NaCl na solução e misturou-se bem.
Após aproximadamente 10 minutos, o frasco contendo a mistura com os morangos
macerados foi colocado no banho de gelo, em uma caixa de isopor contendo gelo e água.
Quando a suspensão contendo os morangos triturados já estava fria, ela foi filtrada e
coletou-se aproximadamente 50mL de precipitado em um béquer.
O béquer contendo o filtrado foi inclinado e derramou-se álcool gelado
vagarosamente por suas paredes internas. Quando o álcool foi adicionado ao líquido filtrado,
formou-se um precipitado entre duas fases, este precipitado foi coletado enrolando em
um bastão de vidro.
Este precipitado foi transferido para um tubo e colocado em uma estufa com
temperatura. Após a secagem do DNA, adicionou-se 0,5mL de água destilada.

3. Resultados e Discussões
O ácido desoxirribonucléico, DNA, é um composto orgânico cujas moléculas contêm
as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres
vivos e alguns vírus. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a
construção das proteínas. As moléculas de DNA são geralmente formadas por duas cadeias
poliméricas em hélices unidas por pontes de hidrogênio formadas entre uma base
púrica (Adenina ou Guanina) de uma das cadeias e uma base pirimídica (Timina ou
Citosina) da outra. As técnicas de manipulação do DNA têm influenciado direta ou
indiretamente a sociedade, através da cura e diagnóstico precoce de doenças, dos testes de
paternidade, das aplicações na medicina forense, na preservação de espécies ameaçadas,na
agricultura, etc.
É possível extrair o DNA de diversas fontes, entre elas, o morango. Uma das razões
de se trabalhar com morangos é que eles se prestam muito bem à extração de DNA, porque
são muito macios e fáceis de homogeneizar. Morangos maduros também produzem
pectinases e celulases, que são enzimas que degradam a pectina e a celulose
(respectivamente), presentes nas paredes celulares das células vegetais. Além disso, os
morangos possuem muito DNA: eles possuem 8 (oito) cópias de cada conjunto de
cromossomos (são octoplóides).
Para extrair DNA de morangos é necessário romper suas membranas e parede
celular, para isto é utilizado ação mecânica através de almofariz e pistilo e ação química com
o uso de detergente. O detergente destrói a membrana que é composta de gordura. Nesta
etapa também é utilizado água quente para aumentar o grau de desordem na membrana e
desnaturação das enzimas que enovelam o DNA. Em seguida deve o vegetal macerado e a
solução de quebra de membrana devem ir para banho de gelo. Este procedimento
mantem as proteínas desnaturadas, desfavorecendo a interação com as moléculas de DNA.
Para separar o DNA dos restos celulares, pode ser feito centrifugação ou
filtração. Para a precipitação dos ácidos nucléicos é adicionado álcool gelado logo após
a filtração. Quanto mais gelado for o álcool, menos os ácidos nucléicos irão se dissolver no
álcool. O DNA pode ser isolado por centrifugação, ou pode ser “capturado” com o auxílio de
uma pipeta ou bastão de vidro.

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