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CONSUMÍVEIS

1 - INSPEÇÃO VISUAL E DIMENSIONAL DOS CONSUMÍVEIS

Por ocasião do recebimento e utilização, os consumíveis deverão ser examinados de


acordo com os seguintes aspectos:

1.1 - EMBALAGEM

Os eletrodos revestidos são embalados de forma a garantir um certo grau de


estanqueidade. A embalagem de eletrodos e fluxos não deve apresentar defeitos que
provoquem a contaminação e/ou danos no consumível.

As duas formas mais utilizadas de embalagens para os eletrodos revestidos são as latas
em folhas-de-flandres e os cartuchos.

Latas - As latas devem ser providas de costura longitudinal e tampas providas de


emborrachamento na parede interna ao longo das bordas de fechamento a fim de auxiliar
na estanqueidade após o fechamento.

Cartuchos - Os cartuchos devem ser de plástico, de polietileno de alta densidade com fita
seladora adesiva ou em caixa de papelão.

1.2 - IDENTIFICAÇÃO DA EMBALAGEM

Por exigência normativa, as embalagens devem conter as seguintes informações (Figura


1.1), de modo legível e sem rasuras:

- Marca comercial;
- Especificação AWS;
- Classificação AWS;
- Diâmetro do eletrodo;
- Número da corrida;
- Data de fabricação.

Figura 1.1 - Identificação típica de eletrodo em tampa de embalagem em folha-de-


flandres

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1.3 - CONTROLE NO RECEBIMENTO

O controle no recebimento, pelo usuário, compreende:

- verificação do estado da embalagem;


- identificação da embalagem;
- identificação da classe do eletrodo;
- verificação dos dados do certificado e confronto com a especificação
correspondente, quando solicitado na compra;
- exame visual dos consumíveis, por amostragem;
- verificação do peso líquido;
- controle dimensional.

Vejamos cada um deles:


Exame Visual:
É a inspeção, à vista desarmada, do eletrodo, procurando identificar a eventual existência
de oxidação na ponta de pega e ponta de arco, descontinuidades e defeitos na porção
revestida e excentricidade aparente do revestimento.
O exame visual é realizado por meio de planos de amostragem simples e a escolha dos
eletrodos para a formação do lote de amostra deve ser feita de forma aleatória.

Quaisquer irregularidades ou descontinuidades encontradas no revestimento do eletrodo


devem ser considerados inaceitáveis.

NOTA: O diâmetro do eletrodo revestido corresponde ao diâmetro da parte metálica


(alma) do eletrodo. O consumível, por ocasião de seu emprego, deve apresentar
as mesmas condições das de recebimento, no que se refere a defeitos e
identificação.

1.4 - IDENTIFICAÇÃO

As especificações da AWS obrigam a que todos os eletrodos revestidos sejam


identificados individualmente, de forma legível, definindo claramente a sua classificação
AWS. Assim sendo, muitos fabricantes, além de informar a classificação AWS como
requerido, informa adicionalmente a sua marca comercial.

Exemplo: Eletrodo Revestido fabricado pela ESAB


Eletrodo E 6010 (classificação AWS)
OK 22.45 P (marca comercial da ESAB)

A identificação da classe do eletrodo, por exigência normativa, é aplicada por meio de


tinta na porção revestida do eletrodo, próximo à ponta de pega, até 65 mm da
extremidade. Ver Figura 1.2.

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Figura 1.2 - Dimensão padrão para posicionamento da identificação da classe de eletrodos


revestidos.

1.5 - TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

1.5.1 – Eletrodos Revestidos

O transporte interno, não sendo a granel, deve ser conduzido sobre “pallets” (estrados de
madeira) através de empilhadeiras. Assim, evitam-se danos e choques às embalagens.

Cartuchos plásticos devem ser armazenados no sentido horizontal e as latas guardadas


na posição vertical, com as pontas de pega voltadas para baixo, a fim de preservar as
pontas de arco que é a região mais sensível. (Figura 1.4).

Figura 1.4 - Formas de estocagem das embalagens sobre estrado

a) embalagens plásticas;
b) embalagens em folhas de flandres

Sobre cada estrado de madeira do tipo padrão é possível colocar até uma tonelada de
eletrodos embalados, o que corresponde a até sete camadas.

Por medida de segurança, é recomendado posicionar quatro cantoneiras de tábua nos


cantos do estrado. (Figura 1.5).

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Figura 1.5 - Diagrama de posicionamento das embalagens sobre estrado

No local do armazenamento dos estrados, deverá ser adotado um sistema que garanta
rotatividade, evitando manutenção prolongada das embalagens no estoque a fim de
minimizar o efeito do envelhecimento. Adota-se então a técnica “first in-first out”com os
eletrodos mais antigos saindo em primeiro lugar do estoque para uso.

O armazenamento adequado requer condições controladas de temperatura e umidade,


face a não estanqueidade total das embalagens.

A estocagem das embalagens (eletrodos revestidos, varetas e fluxos) pode ser feita em
um compartimento fechado do almoxarifado. As seguintes condições, no interior deste
compartimento, devem ser observadas:

- A temperatura deve ser , no mínimo, 10ºC acima da temperatura ambiente e igual


ou superior a 20ºC;
- A umidade relativa do ar deve ser, no máximo, 50%.

Essas condições são atendidas, quase sempre, em ambientes fechados, não requerendo
maiores cuidados. Entretanto, face às diversidades de características geográficas de
nosso país, existem lugares em que o ar poderá conter maior quantidade de umidade nas
temperaturas mais altas do que nas baixas. Nestes casos, a umidade atmosférica poderá
ser mantida baixa pelo uso de um desumidificador.

Em regiões de baixa temperatura no inverno, como a região Sul, recomenda-se o uso de


aquecedor e ventilador para o aquecimento e homogeneização da temperatura. Nessas
condições climáticas, é imperativo que a temperatura do armazenamento situe-se, pelo
menos, a 5ºC acima da temperatura ambiente.

Em decorrência da higroscopicidade dos principais constituintes do revestimento de todos


os eletrodos revestidos, básico ou celulósico, em geral, enfatizamos que:

TODOS OS ELETRODOS DEVEM SER ARMAZENADOS, QUANDO AINDA EM SUAS


EMBALAGENS ORIGINAIS SEM USO, NAS CONDIÇÕES PRESCRITAS, SEJAM ELES
BÁSICOS OU CELULÓSICOS

O local de estocagem dos eletrodos em suas embalagens originais terá de ser preparado
a fim de permitir a manutenção das propriedades originais do produto.

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2 - MANUSEIO, ARMAZENAMENTO, SECAGEM E MANUTENÇÃO DA SECAGEM

Resumindo, no que se refira ao manuseio e armazenamento de eletrodos, à secagem e à


manutenção da secagem, devem ser observados os seguintes aspectos:

 Para efeito de aplicação dos requisitos de secagem, as embalagens são consideradas


como não estanque;

 Os eletrodos, varetas e fluxos em estoque, devem ser armazenados em estufa;

 A ordem de retirada de embalagens do estoque deve evitar a utilização preferencial


dos materiais recém-chegados e, conseqüente, armazenagem prolongada de alguns
lotes;

 Os eletrodos devem ser dispostos em prateleiras. Na estufa de secagem, em camada


com uma altura não superior a 50 mm e na estufa de manutenção em camada com
altura não superior a 150 mm;

 A secagem e manutenção da secagem de fluxos podem ocorrer em dois tipos


diferentes de estufas:

1o) Estufa com bandeja: onde a camada de fluxo na bandeja não deve ser
superior a 50mm;

2o) Estufa sem bandeja: que deve dispor de dispositivo misturador do fluxo

 A temperatura e o tempo mínimo de secagem e de manutenção das condições de


secagem devem estar de acordo com as recomendações do fabricante. Para os
eletrodos de baixo hidrogênio de especificação AWS A5.1 e classificação E7018
(como exemplo), recomenda-se uma secagem a 350ºC ± durante 1 hora; devem
ainda ser mantidos em estufa de manutenção da secagem em temperatura não
inferior a 150oC;

 Quando houver dúvidas quanto ao tratamento a ser dado aos consumíveis, o


fabricante deve ser sempre consultado sobre o manuseio, armazenamento, secagem
e manutenção da secagem;

 Devem ser elaborados formulários específicos para controle de secagem dos


consumíveis.

3 - EQUIPAMENTOS PARA ARMAZENAMENTO, SECAGEM E MANUTENÇÃO DA


SECAGEM

Pode-se concluir que cada tipo de consumível merece um tratamento específico de


manuseio e o que dimensiona este tratamento é o grau de higroscopicidade (tendência
de absorver umidade) do revestimento do consumível.

Para executar este serviço, tem-se que dispor de equipamentos adequados e em perfeito
funcionamento para abranger todas as fases de tratamento.

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CONSUMÍVEIS

Vejamos, por exemplo, o tratamento dispensado a 3 tipos distintos de consumíveis de


soldagem:

- Eletrodo nu (arame sólido) para soldagem a arco submerso;


- Eletrodo de revestimento celulósico (por exemplo: AWS E6010);
- Eletrodo de revestimento básico, de alta higroscopicidade (por exemplo: AWS
E7018).

3.1 - TIPOS DE ESTUFAS

Os tipos de estufas a serem empregadas no tratamento de consumíveis, são as


seguintes:

3.1.1 - Estufa para Armazenamento (Estocagem)

Pode ser um compartimento fechado de um almoxarifado, que deve conter aquecedores


elétricos e ventiladores para circulação do ar quente entre as embalagens (Figura 3.1).

Deve manter a temperatura pelo menos 10oC acima da temperatura ambiente, porém
nunca inferior a 20oC, e deve também, estar dotada de estrados ou prateleiras para
estocar as embalagens.

Figura 3.1 - Equipagem típica de um compartimento de armazenamento

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3.1.2 - Estufa para Secagem

Utilizada para a secagem de eletrodos revestidos e fluxos de baixo hidrogênio. Deve


dispor de aquecimento controlado, por meio de resistência elétrica, e renovação do ar,
por meio de convecção controlada através de, por exemplo, válvula tipo borboleta (Figura
3.2), cujo diâmetro deve ser superior a 10 mm.
Deve estar dotada de pelo menos dois instrumentos controladores de temperatura como
o termostato e o termômetro, assim como de prateleiras furadas ou em forma de grade.
Para eletrodos revestidos de baixo hidrogênio, a estufa de secagem deve manter a
temperatura até 400oC.

A estufa para secagem de fluxo deve ter dispositivo agitador ou bandejas afastadas das
paredes verticais, no mínimo, 25 mm.

Termostato

Prateleiras em forma de grade

Figura 3.2 - Estufa para Secagem / Armazenamento

3.1.3 - Estufa para Manutenção da Secagem

A estufa de manutenção da secagem, normalmente de menor porte que a anterior, deve


atender os mesmos requisitos de funcionamento que a estufa de secagem, exceto quanto
à temperatura, que deve atingir até 200oC (Figura 3.3).
As estufas de construção cilíndrica, usadas na manutenção da secagem, tem como
características facilitar a circulação do ar e uniformizar a distribuição do calor, evitando
que a umidade se concentre em cantos mal ventilados como nas estufas de formato
retangular ou quadrado.

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Janela de ventilação

Prateleiras e divisórias furadas

Figura 3.3 - Estufa para manutenção da secagem

NOTA: Neste tipo de estufa o termostato fica situado na sua face traseira.

OBSERVAÇÕES:

• As prateleiras devem sempre permitir a livre circulação de ar. Para tanto, devem ser
furadas ou em forma de grade.

• Devem existir, no mínimo, duas estufas, sendo um para secagem e outra para
manutenção da secagem, ou ainda cada estufa atendendo alternadamente às duas
condições.

3.1.4 - Estufa Portátil de Manutenção da Secagem

Como as demais, deve também dispor de aquecimento por meio de resistências elétricas
e ter condições de acompanhar cada soldador individualmente. Para eletrodos revestidos
de baixo hidrogênio, a estufa portátil deve manter a temperatura entre 80 e 150oC (Figura
3.4).

O estado de conservação das estufas portáteis deve ser constantemente verificado,


assim como o estado de conexão elétrica com a rede de energia.

Exemplo:

Figura 3.4 - Estufa portátil de manutenção de secagem

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CONSUMÍVEIS

1ª PARTE

Inspeção Visual e Dimensional de Eletrodos


O aluno deve verificar se os eletrodos apresentados satisfazem às exigências da especificação
AWS A 5.1 – Anexo A
A inspeção deverá ser individual para cada um dos itens abaixo:
• Identificação;
• Alma;
• Revestimento (*);

Nota:
(*) Se o eletrodo não pertencer à especificação AWS A5.1, analise-se como se fosse e cite
isto no “Relatório de Inspeção de Consumíveis” – Anexo B.

- O aluno deve justificar seu laudo em caso de reprovação dos itens analisados.

2ª PARTE
Inspeção de Estufas
O aluno deve verificar se a situação apresentada atende ao procedimento de armazenagem,
secagem e manutenção de secagem de eletrodos revestidos – Anexo C – e registrar o resultado
no “Relatório de Inspeção de Estufas” – Anexo D – da seguinte forma:
(a) Indique os itens do procedimento aplicável à situação;
(b) Dê o laudo para cada item separadamente;
(c) Justifique seu laudo em caso de reprovação.
Nota:
Não é necessário avaliar a estufa portátil de manutenção de secagem (cochicho).

ANEXO A
CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
SEGUNDO A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.1-81

2. FABRICAÇÂO:

2.3 Alma do Eletrodo e Revestimento


2.3.2 O revestimento, para todas as dimensões de eletrodos revestidos, deve ser
concêntrico por toda sua extensão. A concentricidade pode ser medida por
qualquer meio adequado.
2.3.3 A alma do eletrodo e seu revestimento devem ser livres de defeitos que possam
interferir no desempenho uniforme dos eletrodos (ANEXO 1).

2.5 Identificação no Eletrodo:


Todos os eletrodos devem ser identificados em conformidade com os seguintes itens:
2.5.1 No mínimo uma impressão legível da classificação AWS aplicada deve ser
impressa no revestimento do eletrodo a uma distância menor ou igual a 65 mm (2
1/2 in) da extremidade da pega.

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CONSUMÍVEIS

FIGURA 2

2.5.2 Os números da classificação AWS impressos no eletrodo devem ser em negrito e


de tamanho suficiente para que sejam facilmente legíveis.
2.5.3 A tinta usada na impressão deve fornecer contraste suficiente no revestimento de
modo que os números e letras permaneçam legíveis antes e após a soldagem.
2.5.4 O prefixo E, na classificação do eletrodo, pode ser omitido da impressão no
revestimento.

ANEXO 1
CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO PARA INSPEÇÃO VISUAL
DO REVESTIMENTO E DA ALMA DO ELETRODO REVESTIDO

Qualquer descontinuidade verificada abaixo deve ser considerada como defeito, independente da
sua incidência.

a) Oxidação da Ponta de Pega

b) Oxidação da Alma

c) Redução Localizada

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CONSUMÍVEIS

d) Danos na Ponta de Arco

e) Destacamento com ou sem exposição da Alma

f) Falta de compacidade

g) Trincas transversais

h) Trincas longitudionais

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i) Envelhecimento (cristalização de silicato)

j) Ausência de conicidade na ponta de arco

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CONSUMÍVEIS

ANEXO B

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM

NOME: Nº REG. DATA: / /

Número Laudo
Item Inspecionado Justificativa
do (S/N)
Eletrodo

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CONSUMÍVEIS

ANEXO B

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM

NOME: Nº REG. DATA: / /

Número Laudo
Item Inspecionado Justificativa
do (S/N)
Eletrodo

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CONSUMÍVEIS

ANEXO B

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM

NOME: Nº REG. DATA: / /

Número Laudo
Item Inspecionado Justificativa
do (S/N)
Eletrodo

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CONSUMÍVEIS

ANEXO B

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM

NOME: Nº REG. DATA: / /

Número Laudo
Item Inspecionado Justificativa
do (S/N)
Eletrodo

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CONSUMÍVEIS

ANEXO C

PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO DE ESTUFAS DE ARMAZENAGEM DE CONSUMÍVEIS


DE SOLDAGEM
N-133 Rev. J

1.1. A estufa para armazenagem de eletrodos, varetas e arames deve dispor de meio de
aquecimento para manter a temperatura interna 10°C acima da temperatura
ambiente.

1.2. A estufa para armazenagem de eletrodos revestidos e fluxos deverá estar dotada de
termômetro, higrômetro ou um termo-higrômetro, para controle da temperatura e
umidade.

1.3. A embalagem deverá indicar de modo legível e sem rasuras a marca comercial,
especificação, classificação, diâmetro, número de corrida e data de fabricação.

1.4. Os eletrodos, varetas e fluxos em sua embalagem original, devem ser armazenados
sobre estrados ou prateleiras, em estufas que atendam às condições citadas nos
itens 1.1 e 1.2. As seguintes condições, no interior da estufa, devem ser observadas:
a) a temperatura deve ser, no mínimo, 10°C acima da temperatura ambiente e
nunca inferior a 20°C;
b) a umidade relativa do ar deve ser de, no máximo 50%.

1.5. Quando armazenados na posição vertical, as embalagens de eletrodos revestidos


devem ser posicionadas com as pontas de abertura de arco voltadas para cima.

1.6. Os eletrodos revestidos devem ser armazenados em suas embalagens originais.

1.7. A estufa de armazenagem deverá dispor de um espaço específico para os eletrodos


segregados.

1.8. A armazenagem dos eletrodos ou fluxos deverá ser executada em, no máximo, 3
anos a partir da data de fabricação dos mesmos.

1.9. A ordem de retirada de embalagens do estoque deve evitar a utilização preferencial


dos materiais recém-chegados, e consequentemente, a armazenagem prolongada
de alguns lotes.

1.10. Os aparelhos e instrumentos de medição e teste deverão estar calibrados e dentro


do prazo de validade.

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CONSUMÍVEIS

PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO ESTUFAS DE SECAGEM DE CONSUMÍVEIS DE


SOLDAGEM
N-133 Rev. J

1.1. A estufa para secagem de eletrodos, varetas e fluxos deverá dispor de


resistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até 400°C e de
termômetro, termostato e respiro com diâmetro superior a 10mm.

1.2. A estufa para secagem de eletrodos revestidos deverá possuir prateleiras


furadas ou em forma de grade, afastadas no mínimo 25mm das paredes verticais.

1.3. Os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio que, fora da estufa de secagem, não
forem utilizados após uma jornada de trabalho, deverão ser submetidos à
ressecagem e serem identificados com tinta vermelha na ponta de pega e
colocados separadamente dos demais eletrodos, permitindo-se apenas uma
ressecagem.

1.4. A estufa de secagem deverá ter plaquetas de identificação para cada grupo de
eletrodos com as informações de classificação AWS e bitola. Deverá existir uma
plaqueta para o local dos eletrodos que serão ressecados.

1.5. Os eletrodos deverão estar dispostos em prateleiras, em camadas não


superiores a 50mm.

1.6. Os aparelhos e instrumentos de medição e teste deverão estar calibrados e


dentro do prazo de validade.

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CONSUMÍVEIS

PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO DE ESTUFAS DE MANUTENÇÃO DE SECAGEM DE


CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
N-133 Rev. J

1.1. A estufa para manutenção de secagem de eletrodos, varetas e fluxos deverá


dispor de resistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até
200°C e de termômetro, termostato e respiro com diâ metro superior a 10mm.

1.2. A estufa para manutenção de secagem de eletrodos revestidos deverá possuir


prateleiras furadas ou em forma de grade.

1.3. Os eletrodos deverão estar dispostos em prateleiras, em camadas não


superiores a 150mm.

1.4. Os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio que, fora da estufa de manutenção


de secagem, não forem utilizados após uma jornada de trabalho, deverão ser
submetidos à ressecagem e serem identificados com tinta vermelha na ponta de
pega e colocados separadamente dos demais eletrodos, permitindo-se apenas
uma ressecagem.

1.5. A estufa de manutenção de secagem deverá ter plaquetas de identificação para


cada grupo de eletrodos com as informações de classificação AWS e bitola.
Deverá existir uma plaqueta para o local dos eletrodos que serão ressecados.

1.6. Os aparelhos e instrumentos de medição e teste deverão estar calibrados e


dentro do prazo de validade.

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CONSUMÍVEIS

ANEXO D

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS

NOME: Nº REG. DATA: / /

( ) Armazenagem ( ) Secagem ( ) Manutenção de secagem

Item do Procedimento Laudo (S/N)


Justificativa

120 CONSUMÍVEIS
CONSUMÍVEIS

ANEXO D

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS

NOME: Nº REG. DATA: / /

( ) Armazenagem ( ) Secagem ( ) Manutenção de secagem

Item do Procedimento Laudo (S/N)


Justificativa

CONSUMÍVEIS 121
CONSUMÍVEIS

ANEXO D

RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS

NOME: Nº REG. DATA: / /

( ) Armazenagem ( ) Secagem ( ) Manutenção de secagem

Item do Procedimento Laudo (S/N)


Justificativa

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