Você está na página 1de 282

Como comprar

materiais e serviços
para obras
Canteiro de obras

Demolições

Transportes internos

Terraplenagem
e tratamento
de taludes

Fundações

Concreto armado

Escoramentos
e andaimes

Lajes

Alvenaria
e fechamentos

Aglomerantes,
argamassa e rejuntes

Impermeabilizações

Esquadrias

Coberturas

Elétrica

Hidráulica

Revestimentos

Vidros

JPW
Como comprar
materiais e serviços
para obras

2010
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro. SP. Brasil)

C o m o comprar materiais e serviços para obras. - -

São Paulo : Pini. 2010

ISBN 978-85-7266-230-7

1. Construção civil - Prestadores de serviços

2. Materiais de construção - Compra.

10-07097 CDD-691

ÍNDICES PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO:


1. MATERIAIS E SERVIÇOS PARA OBRAS : CONSTRUÇÃO CIVIL 691

Como comprar materiais e serviços para obras


©Copyright Editora PINI Ltda.

Todos os direitos de reprodução reservados pela Editora PINI Ltda.

C o o r d e n a ç ã o de Manuais Técnicos: Josiani Souza

P r o j e t o gráfico e c a p a : Luiz C a r l o s Prata

Editora PINI Ltda

R u a A n h a i a , 9 6 4 - C E P 0 1 1 3 0 - 9 0 0 - S ã o Paulo, S P

Tel.: 11 2 1 7 3 - 2 3 2 8 - Fax: 11 2 1 7 3 - 2 3 2 7

www.piniweb.com - manuais@pini.com.br

I a edição: agosto/2010 • M l M l ÜIIUM


APRESENTAÇÃO

P u b l i c a d a m e n s a l m e n t e no G u i a d a C o n s t r u ç ã o (PINI), a s e ç ã o C o m o C o m -

prar c o n s t a e n t r e as mais lidas d a revista. A b o a a c e i t a ç ã o t e m u m motivo:

a c a r ê n c i a d e i n f o r m a ç õ e s s o b r e o s p r o c e d i m e n t o s d e c o m p r a d e materiais

e, e m e s p e c i a l , a c o n t r a t a ç ã o d e s e r v i ç o s d e c o n s t r u ç ã o . A l g o c o n s t a t a d o na

prática, m ê s a mês, pela e q u i p e d o G u i a . O q u e s e nota é q u e as i n f o r m a ç õ e s

e s t ã o d i s p e r s a s nas mais v a r i a d a s fontes. N ã o há - o u melhor, n ã o havia - u m a

fonte ú n i c a q u e r e u n i s s e as o r i e n t a ç õ e s e m e l h o r e s p r á t i c a s d e c o m p r a s n o
/
setor. E para p r e e n c h e r esta l a c u n a q u e a P I N I l a n ç a C o m o C o m p r a r M a t e -

riais e S e r v i ç o s para O b r a s . O livro traz u m a c o m p i l a ç ã o r e v i s a d a e atualiza-

d a d o c o n t e ú d o d a s e ç ã o d e s d e a g o s t o d e 2 0 0 3 . U m total d e 8 4 materiais

e serviços de construção são abordados, c o m orientações estruturadas d e

forma prática e objetiva. S ã o d a d o s q u e a n t e s p r e c i s a v a m ser g a r i m p a d o s n o

m e r c a d o ou o b t i d o s c o m o s p r ó p r i o s f o r n e c e d o r e s . I n f o r m a ç õ e s d e c a t á l o -

gos d e f a b r i c a n t e s , n o r m a s e c a d e r n o s t é c n i c o s d e c o n s t r u t o r a s s e s o m a m

à e x p e r i ê n c i a d e mais d e 2 0 0 c o n t r a t a n t e s , p e s q u i s a d o r e s e f o r n e c e d o r e s

q u e c o n c e d e r a m e n t r e v i s t a s a o G u i a d a C o n s t r u ç ã o a o longo d e s s e s anos. E

c o m o o o b j e t i v o n ã o é esgotar o tema. mas reunir as i n f o r m a ç õ e s e s s e n c i a i s

d e c o m p r a e c o n t r a t a ç ã o , o leitor e n c o n t r a s e m p r e i n d i c a ç õ e s d e f o n t e s p a r a

a p r o f u n d a r a p e s q u i s a . A P I N I t e m a honra d e d i s p o n i b i l i z a r a o s profissionais

d a indústria d a c o n s t r u ç ã o mais u m a i m p o r t a n t e r e f e r ê n c i a para p e s q u i s a s

d e compras e contratações c o m qualidade. Um belo ponto de partida para

as á r e a s t é c n i c a s e d e s u p r i m e n t o s d a s e m p r e s a s . B o a c o n s u l t a .

GUSTAVO MENDES

Editor d o G u i a da C o n s t r u ç ã o
S U M A R I O - por tipo de material ou serviço

11 CANTEIRO DE OBRA
1 3 Alojamento de obra
1 5 Alojamento fixo de madeira
1 9 Alojamento móvel para canteiro de obras
2 3 Equipamentos de proteção individual (EPI)
25 Nível e laser
2 7 Sanitários químicos
2 9 Sanitários Temporários

31 DEMOLIÇÕES
3 3 Desmonte de rochas e estruturas de concreto
3 7 Serviços de demolições

41 TRANSPORTES INTERNOS
4 3 Balancins
4 5 Elevador de cremalheira
4 9 Elevadores de obra
5 3 Grua
5 7 Guindaste sobre rodas

61 TERRAPLENAGEM E TRATAMENTO DE TALUDES


6 3 Geogrelhas
6 5 Serviços de terraplenagem

6 9 FUNDAÇÕES
7 1 Estacas pré-fabricadas de concreto
7 3 Serviços de sondagem à percussão

7 7 C O N C R E T O ARMADO
7 9 A ç o cortado e dobrado
8 3 C h a p a s para fôrmas
8 5 C o r t e e dobra de aço
8 7 C o r t e e furo de concreto
9 1 Desmoldantes
9 3 f-ôrma de alumínio para parede de concreto
9 7 Recuperação de estruturas de concreto
l O l VergaIhões de aço
1 0 5 E S C O R A M E N T O S E ANDAIMES
1 0 7 Andaimes
l O Ç Escoramentos metálicos (I)
1 1 1 Escoramentos metálicos (II)
1 1 5 Escoramentos metálicos (III)

1 1 9 LAJES
121 Laje pré-fabricadas de concreto
1 2 3 Lajes treliça

1 2 6 ALVENARIAS E FECHAMENTOS
1 2 9 Àlambrados e telas
1 3 2 Blocos cerâmicos de vedação
1 3 4 Blocos de concreto
1 3 7 Blocos d e vedação d e concreto
1 3 9 Drywall
1 4 3 Telas galvanizadas

1 4 5 AGLOMERANTES, ARGAMASSAS E REJUNTES


1 4 7 Argamassa colante
1 5 1 Argamassa de revestimento
1 5 5 Argamassa de revestimento industrializada
1 5 7 C a l hidratada
1 5 9 Rejuntes

l ó l IMPERMEABILIZAÇÕES
1 6 3 mpermeabilização rígida
1 Ó 5 Mantas asfálticas
1Ó7 Membranas rígidas e flexíveis

1 6 9 ESQUADRIAS
1 7 1 Esquadrias de alumínio padronizados
1 7 3 Fechaduras
1 7 5 Porta Corta-Fogo

1 7 7 COBERTURAS
1 7 9 Coberturas de policarbonato
l 8 l Estrutura de aço galvanizado para telhado
1 Ô 5 Subcoberturas
1 8 9 Telhas cerâmicas
1 9 2 Telhas d e concreto
1 9 4 Telhas de fibrocimento
1 9 6 Telhas metálicas termoacústicas
2 0 1 ELÉTRICA
2 0 3 Eletrodutos
::
205 ios e cabos elétricos
2 0 7 Quadros e caixas de distribuição elétrica

2 0 9 HIDRÁULICA
2 1 1 Caixa dagua
2 1 4 Divisórias sanitárias
2 1 7 Louças sanitárias
2 1 9 Pias e cubas de aço inoxidável
2 2 1 Reservatórios elevados de água
2 2 3 Sistemas P E X para instalações hidráulicas
2 2 5 Tubos de cobre
2 2 9 Tubos de concreto
2 3 3 Tubos de P V C
2 3 5 Tubos e conexões de cobre
2 3 8 Tubos e conexões de P V C
2 4 0 "ubos e conexões para água fria

2 4 5 REVESTIMENTOS
2 4 7 Forros d e P V C
2 5 0 Forros Drywall
2 5 2 Mámores e granitos
2 5 4 Pavimento intertravado de concreto
2 5 7 Pavimentos intertravados
2 5 9 Piso de concreto estampado
2 Ó 1 Piso Intertravado
2 6 3 Pisos elevados
2 6 5 Pisos vinílicos
2 6 7 Revestimentos acústicos
2 7 0 Revestimentos cerâmico para piso

2 7 3 VIDROS
2 7 5 Vidros
2 7 7 Vidros de segurança
S U M Á R I O - por ordem alfabética

Á 7 9 A ç o cortado e dobrado
1 2 9 Alambrados e telas
1 3 Alojamento de obra
1 5 Alojamento fixo de madeira
1 9 Alojamento móvel para canteiro de obras
1 0 7 Andaimes
1 4 7 Argamassa colante
1 5 1 Argamassa de revestimento
1 5 5 Argamassa de revestimento industrializada

B 4 3 Balancins
1 3 2 Blocos cerâmicos de vedação
1 3 4 Blocos de concreto
1 3 7 Blocos de vedação de concreto

C 2 1 1 Caixa d "água
1 5 7 C a l hidratada
8 3 C h a p a s para fôrmas
1 7 9 Coberturas de policarbonato
8 5 C o r t e e dobra de aço
8 7 C o r t e e furo de concreto

D 9 1 Desmoldantes
3 3 Desmonte de rochas e estruturas de concreto
2 1 4 Divisórias sanitárias
1 3 9 Drywall

E 2 0 3 Eletrodutos
4 5 Elevador de cremalheira
4 9 Elevador de obra
2 3 Equipamentos de proteção individual (EPI)
1 0 9 Escoramentos metálicos (I)
1 1 1 Escoramentos metálicos (II)
1 1 5 Escoramentos metálicos (iII)
1 7 1 ^squadrias de alumínio padronizadas
7 1 Estacas pré-fabricadas d e concreto
1 8 1 Estrutura de aço galvanizado para telhado
1 7 3 Fechaduras
2 0 5 Fios e cabos elétricos
9 3 Fôrma de alumínio para parede de concreto
2 4 7 Forros de P V C
2 5 0 Forros Dryv/all

6 3 Geogrelhas
5 3 Grua

5 7 Guindaste sobre rodas

1 Ó 3 Impermeabilização rígida

1 2 3 Laje treliçada

1 2 1 Lajes pré-fabricadas de concreto


2 1 7 Louças sanitárias
2 5 2 Mármores e granitos
1 6 5 Mantas asfálticas
1 6 7 Membranas rígidas e flexíveis

2 5 Nível a laser

2 5 4 Pavimento intertravado de concreto


2 5 7 Pavimentos intertravados
2 1 9 Pias e cubas de aço inoxidável
2 5 9 Piso de concreto estampado
2 6 1 Piso intertravado
2 6 3 Pisos elevados
2 6 5 Pisos vinílicos
1 7 5 Porta Corta-Fogo

2 0 7 Q u a d r o s e caixas de distribuição elétrica

9 7 Recuperação de estruturas de concreto


1 5 9 Rejuntes
2 2 1 Reservatórios elevados de água
2 6 7 Revestimentos acústicos
2 7 0 Revestimentos cerâmicos para piso
2 7 Sanitários químicos
2 9 Sanitários temporários
3 7 Serviços de demolições
7 3 Serviços de sondagem à percussão
6 5 Serviços de terraplenagem
2 2 3 Sistemas P E X para instalações hidrául
1 8 5 Subcoberturas

1 4 3 Telas galvanizadas
1 8 9 Telhas cerâmicas
1 9 2 Telhas de concreto
1 9 4 Telhas de fibrocimento
1 9 6 Telhas metálicas termoacústicas
2 2 5 Tubos de cobre
2 2 9 Tubos de concreto
2 3 3 Tubos de P V C
2 3 5 Tubos e conexões de cobre
2 3 8 Tubos e conexões de P V C
2 4 0 Tubos e conexões para água fria

Í O I Vergalhões de aço
2 7 5 Vidros
2 7 7 Vidros de segurança
como comprar

CANTEIRO DE OBRAS

Alojamento de obra
A l o j a m e n t o fixo d e m a d e i r a
Alojamento móvel para canteiro d e obras
E q u i p a m e n t o s d e proteção individual (EPI)
N í v e l a laser
Sanitários químicos
Sanitários temporários
C A N T E I R O DE O B R A

ALOJAMENTO DE OBRA

A e n c o m e n d a deve ser feita com 9 0 dias de antecedência. A l é m disso,


é preciso observar r e c o m e n d a ç õ e s da NR-18 sobre fator de ocupação
e requisitos de conforto

Ubiratan Leal - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 44- m . i r ç o / j O O S

ESPECIFICAÇÃO

O princípio de tudo é o planejamento antes da obra. C o m isso. o construtor tem um cronograma


físico realista e preciso, sabendo qual será o pico de mão de obra e a seqüência de execução do
edifício. Outro fator importante a ser considerado é o espaço disponível. Em geral, obras urbanas
são realizadas em espaços exíguos. Nesses casos, os alojamentos terão de ser alocados de forma
concentrada. Há casos em que os alojamentos são construídos com macieira compensada no próprio
canteiro. Obras com maior disponibilidade de espaço podem distribuir mais os alojamentos, usando,
inclusive, componentes industrializados e reaproveitáveis.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Existem poucos fornecedores especializados. Há uma concentração de fabricantes na região Su-


deste. mas empresas de locação estão presentes em todo o país. Em 2 0 0 4 . o crescimento do setor
provocou um aumento de demanda e levou ao desabastecimento temporário dos locadores em
alguns Estados, como Rio de Janeiro. Amazonas. Pará e Maranhão. Houve construtoras que busca-
ram fornecedores de outros Estados (custeando o frete). Empresas que executam obras pesadas
e rodoviárias, que utilizam alojamentos industrializados com mais intensidade, normalmente usam
equipamentos reaproveitáveis.

CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

O contrato de locação é mensal e, por isso. o pagamento é realizado 28 dias após a data de saída do
equipamento. A partir daí. o aluguel é renovado a cada 3 0 dias. No caso de compra de alojamentos.

13
5 0 % cio pagamento é feito no pedido e o restante em 3 0 dias. Dependendo do tamanho da enco-
menda. formas de parcelamento podem ser negociadas.

PRAZO DE ENTREGA

De 3 0 a óO dias. Por isso. é recomendável que a construtora faça o pedido cerca de 9 0 dias antes
do início da obra.

FORMA DE ENTREGA

O s alojamentos chegam ao canteiro em painéis e providos de kits hidráulicos. A construtora deve


providenciar a base nivelada e pontos de água e energia elétrica.

REQUISITOS DE QUALIDADE

Não há certificados ou selos de qualidade nesse setor. De qualquer forma, o construtor deve asse-
gurar que a empresa contratada oferece alojamentos em conformidade com a NR-18.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 2 2 8 4 - Áreas de vivência em canteiros de obras

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente do trabalho na indústria da construção

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colaboraram: luciaro Manziono. consultor. Carlos Arasanz. prosidonto da Aloc
(Associação dos Locadorcsdo Equipamentos para a Construção Civil),
e ílvio Lorieri, ex-diretor de canteiro da Alec e diretor da Soldatopo.
C A N T E I R O DE O B R A

ALOJAMENTO FIXO DE MADEIRA

Planejamento e obediência à NR-18 garantem conforto


e segurança aos usuários

P i m ç l d R«i» - G u i a d a C o t n U u ç J o 10V. doiombfo/JOO*?

D i m c m i o n a m e n t o e x i g e p r e v i s ã o d o pico d e m i o d e obra no c a n t e i r o

Alojamentos fixos são edificações temporárias construídas no canteiro para abrigar os funcionários
empregados em uma obra. Podem ser fabricados em diversos materiais e assumem as mais variadas
funções: dormitório, vestiário, sanitários, refeitório, escritório etc. No caso da madeira, o alojamento
pode ser feito pela própria construtora ou comprado em peças modulares pré-fabricadas de empre-
sas especializadas. Nas duas situações, planejamento e projeto são fundamentais para garantir uma
aquisição segura e adequada ao uso.

"Um canteiro de obras é uma área de vivência e de produção que deve atender aos critérios da N P
18". afirma Luiz Sérgio Coelho, professor de tecnologias da construção e urbanismo da FEI (Fundação
Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros). Segundo o professor, esse é o primeiro e mais impor-
tante cuidado na compra ou construção desses ambientes. C o e l h o destaca que manter a equipe
alojada requer da empresa mais do que cuidados técnicos: "E preciso gestão integrada para pensar
na qualidade, segurança e responsabilidade social com aqueles que trabalham para você".

ESPCCiriCAÇÕCS

A NR-18, no item 18.3 - P C M A T (Programa de C o n d i ç õ e s e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria


da Construção), estabelece uma série de exigências específicas para possibilitar condições de con-
forto aos operários - por exemplo, áreas e alturas mínimas, dimensão dos móveis internos, requisitos
de ventilação e iluminação, número de camas, regras de utilização, entre outras. Na hora de espe-
cificar o produto, além de seguir esses requisitos, é essencial saber com precisão quantas pessoas
utilizarão o espaço ao longo de todo o período de obras.

"O dimensionamento deve levar em conta qual será o pico de mão de obra e qual o prazo de uti-
lização". explica Coelho. Esses dados norteiam não apenas a planta e o cálculo da estrutura, mas
também a escolha do material: obras longas demandam madeiras mais resistentes.

15
Segundo o professor, fazer um projeto é imperativo e, nele. devem constar, além da arquitetura, a
estrutura, o sistema hidráulico e as instalações elétricas.

LOGÍSTICA

A localização do alojamento é outro ponto crítico a ser observado em projeto. "O posicionamento
deve ser pensado para dar acesso rápido ao local de trabalho sem dificultar o deslocamento de
pessoal, equipamentos e o trânsito dos veículos", alerta Márcio Estefano, professor de materiais
de construção do Instituto Mauá de Tecnologia. O transporte e montagem podem ser feitos pelo
construtor ou pela equipe do fornecedor, a depender do projeto e da negociação entre as partes.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

O s fornecedores de alojamentos para canteiro se concentram no Sul e Sudeste do País. mas é possí-
vel contratar o serviço para todas as regiões. Segundo Luiz Coelho, para uma compra bem-sucedida
é essencial conhecer o fornecedor ou buscar referências anteriores. Embora a disponibilidade seja
variável, é válido checar com pelo menos dois meses de antecedência, para evitar contratempos. A
garantia deve ser exigida e o alojamento deve estar incluído no seguro de responsabilidade civil do
empreendimento.

CUIDADOS NA INSTALAÇÃO E NO USO

Antes da instalação do alojamento, a construtora deve providenciar alguns serviços no local da mon-
tagem, seguindo sempre as orientações do fornecedor. Em geral, os preparativos envolvem o sistema
de água. coleta de esgoto, instalações elétricas e nivelamento do terreno. No momento da chegada
do material, vale conferir a qualidade da madeira, a integridade das peças e. durante a montagem, se
os caixilhos estão benfeitos e vedam contra a chuva.

Há também alguns cuidados durante o uso que ajudam a conservar as edificações e a evitar aci-
dentes. Por serem construções de madeira, a precaução contra incêndios é fundamental. O s fun-
cionários devem ser orientados a não utilizar material inflamável e não acender fogareiros dentro
do alojamento. A integridade da madeira também deve ser preservada para permitir reutilizações
do material. "A equipe não deve bater pregos na parede para pendurar cabides e outros objetos.
Normalmente a empresa fabricante já tem fixadores nos locais corretos", completa Márcio Estefano.

C a s o o tempo de permanência no canteiro seja longo, é aconselhável fazer uma checagem periódica
da madeira para prevenir ataques de cupim e repintar as paredes quando necessário.

NORMAS TÉCNICAS

NR 18 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente de trabalho na indústria da construção

NR 24 - C o n d i ç õ e s sanitárias e de conforto nos locais de trabalho

NR 2 3 - Proteção contra incêndios

N B R 12284:1991 - Áreas de vivência em canteiros de obras


ENTREVISTA C O M UBIRACI S O U Z A - CONFORTO E DURABILIDADE

C o m o você avalia o desempenho térmico do alojamento de madeira


e que medidas podem ser tomadas para minimizar o desconforto?

Nessas construções, o telhado é muito importante para o conforto


térmico. Uma solução é fazer como em uma casa: um ático no telhado.
Isso é. criar um colchão de ar entre a parte superior do forro e a parte
inferior da telha e ventilar essa região. Fazer beirais um pouco maiores
também pode ajudar bastante.

O tipo de madeira influencia? C o m o ele é especificado?

O tipo de madeira influencia bem menos do que o colchão de ar


intermediário e o beirai. Acredito que as madeiras sejam escolhidas
Nos [alojamentos]
mais em função de disponibilidade, porque, quando o alojamento é
pré-fabricados,
construído na obra. geralmente se assume que o material não vai ser
é usual comprar reutilizado em outro canteiro. Sobra uma ou outra madeira q u e você
prevendo no pode usar para outras funções como um tapume, por exemplo. Já
contrato uma ou nos pré-fabricados, é usual comprar prevendo no contrato uma ou
duas reconstruções duas reconstruções, mas a durabilidade dificilmente passa de uma
terceira obra.
Uoiraci S o u z a
p r o f o i i o r d o departarr.onto do
engenharia d e c o m t r u ç J o civil do C o m o está a demanda por alojamentos hoje no m e r c a d o ?
Escola Politécnica d a Univef sidado d o
S l o Paulo O mercado de alojamentos é típico de grandes cidades ou de obras
muito grandes, como uma barragem ou uma ponte num lugar distan-
te. São Paulo era um mercado forte de alojamentos por ser uma ci-
d a d e grande, com dificuldades de deslocamento e funcionários que
moram em outras cidades. Era interessante que o operário morasse
na obra. Mas a NR-18 aumentou - devidamente - as exigências para
o funcionário morar com um mínimo de conforto e começou a ficar
mais barato não ter pessoal alojado. As construtoras.por isso, pas-
saram a evitar que o operário ficasse na obra. Hoje, em São Paulo,
tenho visto poucos alojamentos e imagino que em outras cidades
também. Mas as construções temporárias para vestiário, banheiro e
escritórios de obra continuam saindo.
CHECK-LIST

/ O s alojamentos devem obedecer às exigências da NR-18 com relação às me-


didas, à ventilação, à iluminação, ao número de camas, às regras de utilização,
entre outras.

J Para evitar erros no dimensionamento. é preciso levar em conta qual será o


pico de mão de obra e o prazo de utilização das instalações.

/ O projeto do alojamento deve abranger a arquitetura, a estrutura e os sistemas


hidráulico e elétrico.

J É importante escolher um local versátil, de fácil acesso e que não atrapalhe a


produção e a circulação dentro do canteiro.

J Antes da instalação é necessário providenciar sistema de água. coleta de es-


goto, instalações elétricas e nivelamento do terreno.

Colaboraram: Luiz Sérgio Coelho. professor de tecry>log>as da construção o urbanismo do


departamento de engenharia civil da FEI.
Márcio Estefano de Oliveira, professor de materiais do construção do curso do engenharia civil
do Instituto Mouá de Tecnologia. Ubiroo Espinelli Lemes de Souza, professor do departamento de
engenharia de construção evil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de Sâo Paulo.
ALOJAMENTO MÓVEL
PARA CANTEIROS DE OBRAS

Equipamentos são obrigatórios em locais com mais de 2 0 funcionários


e devem obedecer às normas que regulamentam a segurança do trabalho

A n a Paula Rocha - G u a da C o o s l r u ç * o - Cor>&t«vçâ® M o r c a d o fovoroiro/2009

O s alojamentos móveis para canteiros de obras são instalações provisórias, utilizadas para a reali-
zação de serviços complementares à construção dos empreendimentos. Também conhecidos como
módulos habitacionais, compreendem ambientes como escritórios, depósitos, vestiários, estande de
vendas, banheiros, cozinha e refeitório, entre outros.

"Muitas vezes são vistos como uma ferramenta de marketing, podendo atrair a atenção de futuros
clientes", conta o professor Kurt André Pereira Amann. do Departamento de Engenharia Civil do
Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

Esses equipamentos podem ser tanto alugados como comprados. "Cada caso é um caso e deve
ser feita uma comparação levando em consideração a obra e o retorno do investimento. Para obras
esporádicas, por exemplo, os equipamentos podem ser alugados", explica Ivo Moscatelli. da Escola
de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
ESPECIFICAÇÕES
Basicamente, os alojamentos móveis para canteiro de obras se diferenciam pelo material com o qual
são fabricados, como o metal ou madeira, e por serem desmontáveis ou não. De acordo com Carlos

Aransanz Loeche. diretor da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis),
existem dois tipos de alojamentos móveis no mercado. O primeiro são os módulos metálicos habita-
cionais. fabricados exclusivamente para uso de pessoas, reaproveitáveis e que podem ser acoplados
nos sentidos lateral e longitudinal formando um único ambiente.

Já o outro tipo, são os módulos marítimos, originalmente utilizados para o transporte de carga, mas
que podem acomodar pessoas se tiverem laudos contra riscos químicos e biológicos. Esse tipo não
é desmontável e deve ser transportado apenas em carretas.

NORMAS TÉCNICAS
O s alojamentos móveis são regulamentados pelo P C M A T (Programa de C o n d i ç õ e s e Meio Am-
biente de Trabalho na Indústria da Construção), que faz parte da NR-18. e estabelece condições
e diretrizes de segurança do trabalho para obras e atividades relacionadas. "Não existe nenhuma
norma técnica que regulamente ou dê parâmetros para dimensionamento e fabricação de módulos
habitacionais no Brasil", explica Loeche. da Alec.

Segundo a NR-18, é obrigatória a implantação do P C M A T nos estabelecimentos com mais de 2 0


trabalhadores, sejam eles empregados ou terceirizados. "A NR-18 ainda exige que os alojamentos
convencionais devem ter paredes de material resistente e impermeável, piso adequado, ventilação
de. no mínimo. í / i o da área do piso, ter iluminação natural e/ou artificial, ter área mínima de 3 m por
módulo cama/armário, ter pé-direito de 2,5 m para cama simples e 3 m para cama dupla", lembra
Moscatelli, professor do Mackenzie.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO


O recomendado é que os alojamentos sejam instalados antes mesmo dos profissionais iniciarem as
suas atividades no canteiro. Para isso. é preciso inicialmente verificar se o terreno está preparado
para receber essas instalações, pois o solo deve estar nivelado, para não permitir afundamentos e
escorregamentos dos módulos, e em condições de receber o caminhão que descarregará os produ-
tos. Também é preciso ficar atento à localização dos alojamentos, pois eles não devem atrapalhar o
fluxo de materiais ou exigir remoção antes do fim da obra.

LOGÍSTICA

O transporte dos alojamentos móveis é feito pelos próprios fornecedores do produto, caso isso
seja contratado. Se transportados montados, o ideal é que seja levada uma unidade por caminhão
ou duas unidades por carreta. Já se estiverem desmontados, dependendo do caso. podem ser en-
tregues até sete unidades por caminhão e 14 unidades por carreta. É importante utilizar cordas ou
cintas com catracas para melhorar o travamento do material na carroceria, evitando problemas com
frenagem e curvas. Q u a n d o chegar ao canteiro de obras, deve-se verificar se as dimensões estão d e
acordo com o que foi pedido, o funcionamento das instalações elétricas e hidráulicas, se há falhas na
pintura e como está o funcionamento da caixilharia dos alojamentos.
C A N T E I R O DE O B R A

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES


O s fabricantes dos módulos habitacionais estão mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste, porém há dis-
tribuidores também em outras regiões do Brasil e, até mesmo, exportadores. "Na hora da compra, é preciso
verificar e comparar os seguintes itens: tipo de material empregado na fabricação, a espessura da chapa utiliza-
da. tratamento contra ferrugem, pintura, proteção térmica, qualidade dos acabamentos, instalações elétricas e
hidráulicas, equipamentos de ar-conclicionado e mobiliário, se for o caso, entre outros itens", indica Moscatelli.

ENTREVISTA COM MÁRCIO J. ESTEFANO DE OLIVEIRA - CRITÉRIOS DE ESCOLHA

O que levar em consideração na escolha do alojamento móvel?


O recomendado é fazer um estudo para indicar a melhor solução, pois os alo-
jamentos móveis disponíveis no mercado podem ser em Rberglass, painéis
de poliuretano, metal, madeira, fibrocimento, lona reforçada, placas leves de
material cimentício.entreoutros.edependemdascondiçõesclimáticas, tem-
po de permanência, custo, números de pessoas, conforto térmico e acústico.

E durante o transporte dos produtos, quais cuidados tomar?


A entrega do produto é feita a partir de uma programação, já que os
alojamentos, dependendo de suas dimensões, recebem dos órgãos res-
ponsáveis pelo trânsito uma autorização especial para o deslocamento
O local para do veículo transportador, bem como a indicação do dia, horário e ruas
instalação deve por onde deve passar até chegar ao local da obra. E conveniente que o
ser previamente transporte de mercadorias desse porte seja feito com a contratação de
seguro e escolta para garantir a segurança nas vias e rodovias públicas.
preparado, com
os serviços de
Além de um terreno plano e limpo, quais as outras características
infraestrutura
ideais para o local em que os alojamentos serão instalados?
prontos
O local deve ser previamente preparado, com os serviços de infra-
M á r c i o J. E s l o f a n o d o Oliveira estrutura prontos para serem conectados nos alojamentos. Também
p r o f e u o r do curvo d e Engenharia C i v i l deve-se ficar atento com árvores, fiações e outros obstáculos que
da E i c o l a d e Engenharia Mauá. d a
U n o s p o da Unitau
possam danificá-los e causar acidentes. Aliás, o operador deve redo-
brar a atenção nas redes elétricas, pois o equipamento não é isolado.

E melhor alugar ou comprar os alojamentos?


Depende do caso. porque os produtos podem ser armazenados para
uso posterior, desde que sejam tomados cuidados com a manutenção,
limpeza constante e que possam ser vigiados por seguranças especial-
mente contratados com esse fim. para evitar danos. C a b e lembrar que
no caso de obra de construção civil, em muitos casos, é mais adequada
a locação desses equipamentos por questões de custo e segurança.
CHECK-LIST

y O s alojamentos móveis se diferenciam por serem desmontáveis ou não, e pelo


tipo de material no qual são fabricados.

/ Não há normas técnicas que regulamentem a sua fabricação, porém o uso


deve atender à NR 18. d o Ministério do Trabalho, e as necessidades da admi-
nistração da obra.

/ Diviclem-se em áreas operacionais e de vivência (escritórios, refeitórios, vestiá-


rios etc.).

J Ao comparar diferentes alojamentos, avalie: tipo de material empregado na


fabricação, espessura da chapa utilizada, tratamento contra ferrugem, pintura,
proteção térmica, qualidade dos acabamentos, instalações elétricas e hidráu-
licas, entre outros.

J Podem ser transportados montados (uma unidade por caminhão ou duas uni-
dades por carreta) ou desmontados (sete unidades por caminhão ou 14 unida-
des por carreta).

J Para receber os alojamentos, o solo do terreno deve estar nivelado e sem


riscos de afundamento ou escorregamento.

Colaboraram: Carlos Arasanz Loeche. diretor da Alec (Assoc aç3o Brasileira das Empresas Locadoras
de Bens Móveis); Ivo Moscatelli. professor da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana
MacUenzie; Márcio J. Estefano de Oliveira, professor do curso de engenharia civil da Escola de
Engenharia Mauá; Kurt André Pereira Amann e Lu>z Sérgio Mendonça Coelho, professores do
Departamento ce Engenharia Civil do Centro Universitário da PCI (Fundação Educacional Iraciana).
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL (EPI)

A l é m de checar certificação, é preciso orientar os funcionários


sobre utilização dos e q u i p a m e n t o s

Gustavo Mundos - Construção Morcado $0. sotembro/JOOS

ESPECIFICAÇÃO

Deve ser feita a partir do levantamento de riscos, apontado no P P R A (Programa de Prevenção de


Riscos Ambientais), que deve ser desenvolvido por um técnico ou engenheiro de segurança no tra-
balho. Pode-se também contar com auxílio do levantamento do mapa de risco desenvolvido pelos
"cipeiros" da empresa. Para cada tarefa a ser executada na obra é necessário o desenvolvimento de
uma "ordem de serviço", em que deve ser descrito seu risco, o procedimento adequado para evitar
acidentes e os EPIs necessários.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O primeiro passo é cotar empresas que só trabalhem com EPIs que tenham C A (Certificado de
Aprovação). E importante verificar se a empresa tem profissionais de segurança para orientar os
clientes e se oferece treinamento para a utilização de seus produtos. C h e c a r se o fornecedor é asso-
ciado a uma entidade de classe pode ser uma garantia adicional da idoneidade da empresa.

FORMA DE ENTREGA

O s fabricantes devem fornecer os EPIs com instruções técnicas em português orientando sobre
sua utilização, manutenção e restrições. O equipamento deve vir marcado com o lote de fabricação,
nome da empresa e C A emitido pelo Ministério do Trabalho. Verifique a empresa responsável pelo
produto (pode ser o próprio fabricante ou um importador) e se as características d o EPI fornecido
são as mesmas das relacionadas no C A . O s funcionários devem estar treinados para utilizar e con-
servar corretamente os equipamentos. Para evitar problemas futuros, a empresa p o d e comprovar
via documental q u e entregou o equipamento ao funcionário.

CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

Não há c o n d i ç õ e s específicas para esse tipo d e equipamento. C a d a caso deve ser negociado c o m
o fabricante ou revendedor.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A referência d e qualidade d o s E P I s está definida na Norma Regulamentadora NR-6, relativa a Se-


gurança e Medicina d o Trabalho (Lei r f 3.214 de 1978). Todo E P I d e v e possuir o C A (Certificado d e
Aprovação), garantia d e q u e o equipamento foi testado e certificado para tal finalidade. E de obri-
gação d o fabricante informar ao consumidor sobre esse selo. assim como sobre a durabilidade do
equipamento e sua aplicação. Veja mais informações sobre os equipamentos d e proteção utilizados
na indústria da construção civil na Norma Regulamentadora NR-18. q u e trata d a s " C o n d i ç õ e s e Meio
Ambiente d e Trabalho na Indústria da Construção".

NORMAS TÉCNICAS

Calçados de segurança: NBR 12576 e E N 344


Calçados de segurança impermeáveis: EN 345; EN 347 e BS 5145
Capacete de segurança: NBR 8221 e EB 1132
Luvas de segurança: NBR 13393, NBR 13712 e EN 388
Óculos de segurança: ANSI.Z.87.1
Protetor facial de segurança: ANSI.Z.87.1
Máscara de solda: ANSI.Z.87.1
Vestimenta de segurança de couro ou tecido: EN 470 e BS 2653
Vestimenta de segurança resistente à água: BS 3 4 2 4 , BS 1774 e BS 3546
Proteção contra queda: NBR 14626, NBR 14627 e NBR 14628
Equipamento de proteção individual contra queda de altura - Cinturão de segurança tipo paraquedista:
NBR 15836:2010
Equipamento de proteção individual - Métodos de Ensaio para calçados: NBR ISO 20344:2008
Equipamento de proteção individual - Calçados de Segurança: NBR ISO 20345:2008
Equipamento de proteção individual - Calçados de Proteção: NBR ISO 20346:2008
Lquipamenio de proteção individual - Calçado Ocupacional: NBR ISO 20347:2008

' O S't« d a A n i m a s e g {wwrtv.aniinaKig.coni.br) d i s p o n i b i l u a I sla c o m p i t a d o s E P I s c o m suas respectivas normas, além d e relação d e f o r n e c e d o r e s d e c a d a


cquipamonto. O ioxto c o r r p l o t o d a s normas A B N T p o d o sor obtido n o C o m i i ó Brasileiro do Equipamontos do Protoção Individual ( C B - 3 2 ) . O s proços variam d o
R$ 11 a R t 79. T o W o n ® : {") 5 0 $ 8 Ô S M : e maih cb32@ab"tx>rg,b/

Apoio do Engenharia: Regione Grigoli Possarolo.


Colaboraram: SindusCon-SP {Sndicato da Indústria da Construção Civ.l) e Animaseg
(Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e ProteçSo ao Trabalho).
C A N T E I R O DE O B R A

NÍVEL A LASER

F e r r a m e n t a específica para nivelamentos e alinhamentos


de superfícies ajuda a conter d e s p e r d í c i o s de materiais

A n a Paulo Rocha - G u i a da C o o i l r u ç à o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o fló. j c t c r b r o / z o o ô

O nível a laser é um aparelho utilizado nas obras d e C o n s t r u ç ã o C i v i l para determinar nivelamentos,


alinhamentos, prumos e esquadros (linhas perpendiculares). Por meio d e um laser, o equipamento
ilumina a superfície (horizontal ou vertical) e realiza, com precisão, marcações e medições d e níveis e
de alinhamento d e estruturas, forros, telhados, alvenaria, entre outros componentes cia obra.

S e utilizado d e maneira correta, o e q u i p a m e n t o p o d e proporcionar uma economia mínima d e 1 cm


d e c o n c r e t o e m toda a estrutura e d e 1 cm d e argamassa em todo o revestimento, o q u e faz uma
g r a n d e diferença no orçamento final d o projeto. A tecnologia também traz ganhos c o m mão d e
obra. j á q u e d e m a n d a a p e n a s uma pessoa e não e q u i p e s d e dois ou três profissionais, c o m o nos
m é t o d o s convencionais.

ESPECIFICAÇÕES
Comercializados em duas tipologias, os níveis a laser p o d e m ser ponto a ponto ou rotativo. No
primeiro tipo, os feixes, emitidos por uma base fixa. marcam os pontos de fixação nas superfícies,
garantindo o exato alinhamento e nivelamento. D e p e n d e n d o da finalidade d o equipamento, ou seja.
se é utilizado para níveis, prumos e/ou esquadros, a ferramenta p o d e criar até três eixos ortogonais.
respectivamente.

J á no rotativo, a fonte do raio laser é posicionada sobre um rotor. Q u a n d o o feixe é emitido, cria-
se um c a m p o magnético circular na área a ser nivelada. C o m o perímetro rastreado pelo laser
- invisível a olho nu. o nivelamento é orientado por alarmes sonoros, que norteiam o profissional
quanto è conformidade da linha. N o final, dá-se a medição precisa de superfícies em ambientes
fechados.

A ferramenta também oferece dois modos de operação: autonivelante e manual, esse último raro no
mercado e utilizado apenas esporadicamente ou por amadores.

FIQUE ATENTO

Um bom nível a laser não pode apresentar erros de marcação superior a 1 mm/lO m percorridos,
e não d e v e ter alcance maior do que ÍOO m. A q u e l e s equipamentos que apresentam especi-
ficações superiores não seguem os padrões exigidos pelo mercado e. portanto, não d e v e m ser
utilizados nos canteiros de obras.

CUIDADOS DURANTE A UTILIZAÇÃO

O s equipamentos a laser podem ser utilizados desde as etapas iniciais da obra. como na marcação
e fundação, até as fases posteriores de acabamento, como a regularização dos planos para a aplica-
ção dos pisos. E recomendado que o equipamento seja calibrado a cada seis meses e que, no ato
da revisão, seja solicitado um laudo de calibração válido para a I S O (International Organization for
Standardization ou, em português, Organização Internacional para Padronização) ao fornecedor.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

A p e s a r de o produto ser exportado, uma vez que faltam fabricantes nacionais, o equipamento
pode ser encontrado em todas as regiões do país. É importante verificar a procedência do aparelho,
sua garantia e se a empresa fabricante possui um laboratório no Brasil capaz de realizar todas as
revisões recomendadas.

Uma boa dica para os compradores é pesquisar quais modelos importados se adaptam melhor às
condições de trabalho brasileiras e se as especificações e tarefas do produto correspondem às ca-
racterísticas e necessidades da obra em questão.

LOGÍSTICA

O s modelos modernos d e níveis a laser são resistentes às trepidações normais d o transporte, po-
rém. mesmo assim, é preciso evitar que o produto sofra grandes movimentações. Por isso. a dica
é carregá-lo em local estável, como dentro de um carro ou na cabine dos utilitários. Além disso, o
ideal é que o profissional responsável pela entrega da ferramenta faça uma pequena orientação
sobre as diversas aplicações dos níveis a laser, garantindo assim seu correto manuseio. Por fim.
exija todos os itens e componentes dos equipamentos, além do próprio d o c u m e n t o fiscal.

NORMAS T É C N I C A S

A fabricação e comercialização dos níveis a laser é baseada em normas técnicas americanas, pois
não há regulamentação alguma nacional para o produto.

Colaborou: engenheiro Andrés E Natenzon. diretor da Anvi Comércio e Indústria Ltda.

26
C A N T E I R O DE O B R A

SANITÁRIOS QUÍMICOS

C o n s t r u t o r a s precisam exigir certificação de que os resíduos


serão tratados a d e q u a d a m e n t e

A n a Paulo Rocha - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 82. m a i o / 2 0 0 8

A l e m d e f o r n e c e r o e q u i p a m e n t o , as l o c a d o r a s r e a l i z a m
manutorvçtos p e r i ó d i c a s d e h i g i o n i j a ç i o e d e s c a r t o d o s r e s í d u o s

O s sanitários químicos são utilizados em locais que não dispõem de redes de água e esgoto, preve-
nindo a contaminação dos solos e das águas superficiais e subterrâneas. Devido è sua mobilidade e
proximidade às frentes de trabalho, diminui o tempo gasto para a locomoção dos operários até os
sanitários comuns, localizados muitas vezes longe das obras.

De acordo com a NR-18 e a NR-31, é obrigatória a instalação de sanitários, químicos ou não. em obras
e áreas agrícolas.

As locadoras de sanitários estão presentes em quase todo o Brasil, principalmente nos grandes
centros. A o alugar o equipamento, as empresas também são contratadas para realizar manutenções
periódicas de higienização e descarte dos resíduos sanitários.

ESPECIFICAÇÕES

É recomendado que a fabricação dos sanitários químicos seja feita em polietileno de alta densi-
dade e que as unidades possuam piso antiderrapante. A largura e altura são variáveis, porém não
podem ter menos que 2 m de altura e área interna de no mínimo 1.37 m 7 . Também é indispensável
um tanque d e retenção de 2 0 0 I. sendo que cada equipamento tem capacidade para atender, no
máximo, a 15 operários.
Existem no mercado basicamente quatro tipos de sanitários químicos: Standart, Luxo, Superluxo e
especial para deficientes físicos. O s modelos se diferenciam pela quantidade de acessórios instala-
dos no equipamento. O Standart. que é recomendado para obras de construção civil, possui apenas
um vaso sanitário, um mictório masculino e o porta-papel higiênico, enquanto o Superluxo também
vem com porta-toalha, saboneteira, luz interna e um lavatório com reservatório de água.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A instalação deve ser feita pela própria equipe locadora dos sanitários químicos, antes ou assim que
os primeiros operários começarem a trabalhar. E importante escolher, se possível, uma área plana,
sombreada e com ventilação natural próxima às frentes de trabalho.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Verifique se a empresa possui todas as licenças necessárias para a comercialização desses equipa-
mentos. Uma das mais importantes é a Licença de O p e r a ç ã o do órgão ambiental estadual. C o m ela.
o cliente terá a certeza de que os resíduos sanitários não foram descartados em lugares impróprios,
e sim em uma E T E (Estação de Tratamento de Esgoto). C o m o comprovação, receberá o Manifesto
de Resíduos ou o C a d r i (Certificado de Aprovação para Destinação de Resíduos Industriais). Ambos
são assinados pelo fornecedor, pelo responsável da E T E e pelo encarregado da obra.

Também é importante definir quantas manutenções serão necessárias durante cada semana e a data
para a realização desse serviço, que deve ser seguida rigorosamente tanto pela locadora quanto
pelos responsáveis da obra.

LOGÍSTICA

O s sanitários químicos são transportados pelos próprios veículos de manutenção da fornecedora,


junto aos profissionais especializados na instalação. A o ser entregue e devidamente instalado na
obra, é necessário verificar se todos os acessórios estão funcionando corretamente, se o sanitário
está abastecido com pelo menos 25 I de saneante biodegradável, sempre à base de Amônia Quater-
nária, e se há papel higiênico suficiente para o período entre as manutenções.

NORMAS TÉCNICAS

Por ser uma indústria nova no Brasil, ainda não existem normas específicas que regulamentem a
fabricação, locação e a operacionalização dos sanitários químicos. Por isso, muitos fornecedores
seguem os padrões estipulados na indústria norte-americana.

Colaborou: Roberto Ze tlin. presidente da Ecotec Tecnologia Ecológica Ltda. Arlindo Barbosa,
coordenador de vendas da Magikban e Messias CHacur. engenheiro da Planeta Módulos.
C A N T E I R O DE O B R A

SANITÁRIOS TEMPORÁRIOS

A manutenção periódica e o f o r n e c i m e n t o dos insumos ficam por conta da


e m p r e s a locadora. N ú m e r o d e cabinas deve o b e d e c e r às orientações da NR-18

Bianca A n t u n e s - C o n i t r u ç ã o M e r c a d o 36. j u l h o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

A opção pelos banheiros químicos é feila com base no tipo de obra. Rapidez, por exemplo, é levada
em conta na hora de escolhê-los como sistema sanitário (em vez de construir banheiro próprio ou
utilizar alojamentos). Outro item que influi é o tamanho da obra - se muito pequena, os banheiros
temporários não ocupam espaço; se muito grande, instalar sanitários em pontos diferentes da obra
resolve o problema da extensão do canteiro.

TIPOS

O s sanitários temporários podem ser classificados pelo tipo de cabina e de acessórios que possuem,
além do material com que são fabricados: fibra de vidro ou metálicos. O modelo-padrão para obra
contém apenas vaso sanitário e mictório. mas existem opções com papeleira. higienizador de mãos.
luminária e espelho. Há. ainda, modelos com chuveiro e acessórios para deficientes físicos. A maioria
das cabinas é importada, mas existem modelos nacionais.

INSTALAÇÃO

O serviço é feito por empresas especializadas, que fazem manutenção periódica e cobram aluguei
mensal pelas cabinas. São essas empresas, também, as responsáveis por instalar e retirar a cabina.
Na hora de contratar, é preciso se certificar do fornecimento de desinfetante. papel higiênico e
outros suprimentos. Semanalmente ou conforme necessidade, é feita a retirada dos efluentes e a
higienização. Na instalação, é necessário que o terreno seja plano e permita a aproximação dos equi-
pamentos de manutenção a. no máximo, 15 m de distância. A vantagem de se comprar um sanitário é
não ter o custo mensal da locação - mas. por outro lado. a construtora seria responsável por comprar
produtos que inibem o odor. adquirir suprimentos, contratar uma empresa especializada para reco-
lher os dejetos da cabina e repor os produtos químicos.

MANUTENÇÃO

A freqüência para realizar a limpeza e higienização dos banheiros depende de quantas pessoas o
utilizam - cada sanitário com uma manutenção semanal é dimensionado para até 15 homens traba-
lhando em regime de até úa horas semanais.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O mercado de banheiros temporários cresceu nos últimos anos - o que fez com que surgissem mui-
tas empresas novas. São Paulo e Bahia concentram o maior número de fornecedores. Na Bahia, o
grande atrativo não se concentra na construção civil, mas nas festas e eventos que ocorrem durante
todo o ano - que também utilizam esse tipo de produto. Em regiões onde não existem fornecedores,
é possível contratar empresas de outras cidades. Nesses casos, é cobrada uma taxa. normalmente
baseada na distância, para cobrir custos de viagem.

CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

Mensal.

PRAZO DE ENTREGA

Imediato, de acordo com a disponibilidade dos sanitários.

FORMA DE ENTREGA

O s banheiros são transportados por carretas acopladas a veículos da frota ou por picapes que le-
vam até dois sanitários por viagem. O s banheiros devem chegar limpos e higienizados - a adição dos
produtos químicos deve ser feita no local de instalação.

REQUISITOS DE QUALIDADE

Ao cabinas devem ser fabricados com material resistente c piso antiderrapante. Devem possuir
superfície lisa nas paredes internas, telas superiores para circulação de ar e dispositivo de trinco
com indicação "livre/ocupado". Não existem normas técnicas brasileiras para o produto, até porque
a maioria disponível é importada. É importante, no entanto, observar a NP-18, que especifica, por
exemplo, a distância máxima que o operário deve percorrer até o sanitário (150 m). Para se assegurar
da qualidade da empresa locadora, é preciso solicitar comprovação de descarga dos dejetos em
estações de tratamento de efluentes, licença de funcionamento da C e t e s b e o C a d r i (Certificado
de Aprovação de Destinação de Resíduos Industriais). O s funcionários também devem estar regular-
mente contratados - pois passam por treinamentos e devem ter sua função registrada em carteira.

Apoio do ongenharia: Rcgianc Grigoli Pessarelo. Colaboraram: Ubiraci Esp nolli do Souza, da Poli-USP
e Januário Fabrim. direlor da Planeta Saneamentos.
como comprar

DEMOLIÇÕES

Desmonte de rochas e estruturas de concreto


Serviços de demolições
DEMOLIÇÕES

DESMONTE DE ROCHAS E
ESTRUTURAS DE CONCRETO

Para contratação, construtora deve apresentar estudo de viabilidade, escopo


do serviço e volume esperado da remoção dos resíduos

Thay& Tatooka - m a i o / 2 0 X >

Há diferentes sistemas para realizar o desmonte d e rochas e d e estruturas d e concreto. Em demoli-


ções convencionais, a construtora p o d e optar pela implosão - em q u e é realizada uma seqüência d e
perfurações por explosivos - ou pela argamassa expansiva. Nesse último caso. o produto rompe a
rocha ou estrutura d e concreto em função da expansão de seu volume, exercendo uma pressão d e
até 8 t/m 2 nas paredes da estrutura e provocando p e q u e n a s fraturas.

O u t r a alternativa é a chamada demolição controlada c o m sistemas de cortes feitos por discos, co-
roas e fio de diamante. G e r a l m e n t e esses recursos são muito utilizados para não interferirem nos
processos produtivos da área a ser demolida. Existem máquinas d e diferentes tamanhos (portáteis
ou não) e diferentes sistemas d e propulsão (gasolina, elétricas, hidráulicas e pneumáticas).

C a d a processo possui limitações distintas. O uso d e explosivos, por exemplo, p o d e ser inviável em
grandes centros urbanos. A orgomosso expansivo p o d e dificultar bons resultados em concreto arma
do. pois a armadura dificulta a produção das microfissuras. Já o desmonte por corte c o m ferramenta
diamantada p o d e ser oneroso por se tratar d e equipamentos e peças importadas. Por isso, é preciso
ter grande conhecimento sobre as condições d e desmonte, verificando as dimensões da estrutura a
ser perfurada ou cortada, se há ferragens entre o concreto a ser retirado e os prazos para a execu-
ção do serviço. A análise dessas condicionantes indicará o método mais adequado.

Para G i l b e r t o Giassetti, consultor da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras), "a cons-
trutora deve. em primeiro lugar, avaliar o prazo e os recursos disponíveis para a atividade. Depois,
preparar um estudo d e viabilidade sobre o impacto na área e entorno, além de consultar a regula-
mentação local em casos d e demolição convencional".
ESPECIFICAÇÃO

As avaliações sobre a área de desmonte bem como as licenças junto à prefeitura em casos de demo-
lição convencional são de responsabilidade da construtora. A empresa deve informar ao fornecedor
como o serviço deverá ser executado, o prazo disponível e prever o tamanho das peças a serem
retiradas. A construtora que não possui o conhecimento necessário sobre a área de desmonte pode
contratar uma empresa de engenharia que forneça um laudo técnico com a descrição das condições
da área e as necessidades específicas do canteiro.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Há dois tipos de contrato: por preço global, em que são especificados os projetos de desmonte em
toda a área, ou por metro quadrado da área de seção dos cortes. A contratada cabe assegurar a
execução do serviço de acordo com o especificado no projeto de desmonte, fornecer os equipa-
mentos. a mão de obra especializada e os treinamentos necessários para os funcionários do canteiro
de obra. Também indica-se que a fornecedora apresente os devidos comprovantes de regularidade
junto ao C r e a (Conselho Regional de Engenharia. Arquitetura e Agronomia) para a execução dos
serviços, assim como atestados de outras obras executadas pela empresa ou ainda certificações de
qualidade como I S O e outras. Já à empresa contratante fica a responsabilidade pela execução do
estudo de viabilidade.

O prazo para pagamento varia de acordo com o tipo de contrato, mas geralmente é efetuado de 15
a 2 0 dias após a execução do serviço. Se o contrato for longo, podem ser acordados pagamentos
mensais, de acordo com a medição dos serviços executados.

LOGÍSTICA

"O procedimento mais importante no planejamento logístico de desmonte de rochas e de estrutu-


ras de concreto é verificar o tamanho das peças a serem cortadas e a estrutura necessária para a
remoção dos blocos cortados, o que inclui verificar se a quantidade de equipamentos é adequada
ao fluxo da remoção", afirma Giasseti. O s blocos cortados devem ser removidos com equipamentos
adequados a essa finalidade e o bota-fora deve respeitar a legislação pertinente sendo que ela pode
variar dependendo do local da execução.

A grande vantagem do desmonte controlado por serra diamantada é a facilidade de operação, pois
os equipamentos são compactos e em alguns casos até portáteis. Entretanto, é preciso que se tenha
próximo à execução um ponto de água para realizar o resfriamento do disco.

No desmonte convencional, são utilizadas perfuratrizes para criar os orifícios onde serão armazena-
dos explosivos o u depositada a aigamassa expansiva. N o caso d e sistemas d e p i o p u l s a o pneumá-
ticos. é necessário prever a utilização de compressor, o que demanda uma equipe para acionar e
abastecer o equipamento no canteiro.

CUIDADOS NO CANTEIRO

A execução do serviço deve obedecer criteriosamente às normas de segurança pertinentes em cada


processo. O uso de equipamentos de proteção individual, bem como a capacitação dos funcionários,
são questões fundamentais para a boa execução do serviço. N o desmonte por explosão, o plano de
fogo deve prever uma série de cuidados a serem acompanhados por um especialista que fará a veri-
ficação de todas as licenças e alvarás, bem como a checagem do diâmetro correto das perfurações.
DEMOLIÇÕES

NORMAS TÉCNICAS

N R - l ó - Atividades e operações perigosas

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente de trabalho na indústria da construção

NR-1Ç - Explosivos

N B R - 9 6 5 3 / 0 5 - G u i a para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos


nas minerações em áreas urbanas

ENTREVISTA COM GILBERTO GIASSETI - REAPROVEITAMENTO DE ENTULHO

8 Como escolher o melhor método de desmonte?


o
|

£ O engenheiro deve avaliar o tipo de estrutura e as condições do edi-


| fício. ter em mãos o cálculo da área em que serão executados os ser-
* viços e também prever o tamanho das peças que serão retiradas do
canteiro.

Qual sistema é mais barato?


O que vai definir o valor é o cálculo da área de desmonte e o cronograma
da obra. Nos serviços realizados por implosão é necessário prever a loca-
ção dosequipamentosdeperfuração.oscustos com combustível ou ener-
gia elétrica. além das licenças e alvarás junto à prefeitura. Esse processo
pode demorar até um mês. Já os sistemas de corte são mais rápidos, mas
A l é m d e promover
em relação a custos podem ser equiparados ao método convencional.
uma obra limpa, o
concreto reciclado
O que fazer com o entulho?
p o d e ser utilizado
como sub-base Geralmente, são enviados a aterros específicos. Porém, é possível fa-
zer a reciclagem deste material, utilizando britadores de mandíbula
para pavimentos de
ou de impacto que fazem o trabalho com uma grande capacidade de
concreto decompor. A construtora pode também enviar o material para cen-
trais especializadas para que o entulho seja separado, britado, lavado,
Gilberto G:Ji«»ti. consultor da Alec peneirado e classificado.
( A s s o c i a ç ã o Brasileira d a s E m p r e s a s
Locadoras)

Quais as vantagens de reciclar?


Além de promover uma obra limpa, o concreto reciclado pode ser
utilizado como sub-base para pavimentos de concreto ou asfalto e a
construtora economiza com o envio do material para aterros. É possí-
vel utilizar até 2 5 % dos agregados convencionais por reciclados sem
alterar as propriedades mecânicas.
CHECK-LIST

y Avalie as características d o canteiro para optar pelo sistema de desmonte mais


conveniente à obra. Se preferir, contrate uma empresa de cálculo estr utural
para elaborar um laudo técnico sobre as condições da área e os serviços a
serem executados pela empresa contratada.

J Verifique se a fornecedora de serviço possui habilitação junto ao C r e a para a


execução dos serviços.

/ Defina com o contratado a melhor forma de pagamento, se por preço global,


em que são especificados os projetos de desmonte em toda a área ou por
metro quadrado da área de seção dos cortes.

/ Assegure-se de que há acesso para os equipamentos e que há estruturas ade-


quadas para a remoção ou reaproveitamento do entulho.

/ Na execução, assegure que o tamanho das peças a serem retiradas e a estru-


tura necessária para a remoção dos resíduos são compatíveis com os equipa-
mentos especificados.
SERVIÇOS DE DEMOLIÇÃO

Atenção à regularização da prestadora de serviços e definição criteriosa de


escopo ajudam a evitar problemas com aditivos de contrato

B r u n o Loturco • G u i a d a C o n s t r u ç ã o 1 0 2 . j a n e i r o / 2 0 1 0

A d i t i v o s d e c o n t r a t o são f r e q ü e n t e s n e s s e tipo d e s e r v i ç o

Antes da implantação efetiva do canteiro é comum que o construtor precise demolir estruturas
existentes no terreno. Q u a n d o isso acontece, geralmente é necessário contratar empresas especia-
lizadas nesse tipo de serviço. No entanto, apesar de ser uma atividade destrutiva, exige a tomada de
cuidados relacionados tanto à segurança e à logística, quanto à própria contratação em si.

É direito do contratante, além de exigir o cumprimento de prazos, estabelecer requisitos de qualida-


de. pois, segundo Gilberto Giassetti, consultor da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locado-
ras), "as empresas de demolição devem elaborar instruções de operação para todos os equipamen-
tos e manter seus colaboradores treinados".

O treinamento deve contemplar também o tratamento de resíduos. Mesmo que a responsabilidade


pela destinação final seja da construtora contratante, pode haver necessidade de. dependendo da
situação, a contratada utilizar equipamentos especiais para contenção do entulho no canteiro.

Recomenda-se. também, que a construtora fique atenta à necessidade de aditivos de contraio, fre-
qüentes nesse tipo de serviço, conforme aponta Giassetti. "As alterações de requisito com relação ao
serviço inicialmente contratado são corriqueiras, salvo para casos em que foi feito estudo criterioso,
envolvendo ambas as partes", diz. Nessas circunstâncias, deve estar prevista a possibilidade de rea-
linhar as condições comerciais estabelecidas.

— «

37
ESPECIFICAÇÕES

É responsabilidade do contratante oferecer à prestadora informações completas relativas à quanti-


dade do serviço a ser realizado, bem como a localização exata de onde eles serão executados. Tam-
bém deve prever o tempo necessário para a realização dos trabalhos e a data de início. Além disso, à
construtora cabe apresentar o alvará de demolição e. junto à especificação, descrever as atividades
a serem executadas pela contratada. C o m o exemplo, o contratante deve indicar se a demolição será
integral, até o nível do piso. ou não. e se ficará responsável pela remoção e destinação adequadas
dos resíduos.

LOGÍSTICA

Conforme explica Giassetti, é necessário verificar se os equipamentos são compatíveis com o tipo
de serviço a ser realizado e se é possível deslocá-los ao local das atividades. "É preciso assegurar a
existência de estrutura para remoção dos resíduos, o que inclui verificar se a quantidade de equi-
pamentos é adequada ao fluxo da remoção", complementa. C a s o haja necessidade de melhorar o
acesso, a solução deve ser combinada entre as partes, diz Júlio Fernandes Silva, comprador técnico
sênior de suprimentos da Schahin Engenharia. "Normalmente, não existe essa comunicação, pois o
próprio material de demolição é utilizado para melhoria dos acessos", explica.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Para comparar os orçamentos fornecidos pelas empresas consultadas, é necessário uniformizar,


além das medidas de valor, as condições de pagamento. De acordo com Silva, normalmente as partes
combinam preços globais para execução dos serviços. O u seja. podem ser resumidos a coberturas,
paredes e pisos, por exemplo, ou contabilizados de acordo com a área a ser demolida. "É preciso
considerar a quantidade de equipamentos e pessoal necessários à execução dos serviços para o
prazo estabelecido", explica. C o m relação ao pagamento, a prática mais comum é ser realizado após
o término dos serviços. No entanto, para trabalhos longos, geralmente há pagamentos intermedi-
ários. Nesses casos, é necessário fazer a medição mensal dos serviços já executados para efetuar
pagamento proporcional. "O contratante deve prestar atenção às retenções e recolhimentos de
impostos e taxas relativos aos tributos e ao pessoal alocado na obra", alerta Giassetti.

CUIDADOS GERAIS

Para evitar problemas no decorrer da execução dos serviços, indicam-se alguns cuidados adicionais,
como informar-se sobre o tipo de energia a ser utilizada pelos equipamentos, se combustível ou
elétrica. Também deve atentar para a quantidade de equipamentos disponíveis.

Outro ponto importante, levantado por Giassetti. refere-se à regularização da empresa prestadora
junto aos organismos de classe, como o C r e a (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agrono-
mia). O registro da demolidora pode ajudar a evitar problemas relativos à segurança e ao cumprimento
de normas. "A contratante é responsável solidária pelos funcionários da contratada dentro da obra.
portanto deve fiscalizar sua atuação e estabelecer parâmetros para uma execução sem surpresas",
recomenda Silva ao lembrar que EPIs (equipamentos de proteção individual) e E P C s (equipamentos
de proteção coletiva) são obrigatórios em qualquer atividade de demolição. Giassetti conta que a de-
molidora deve treinar constantemente seus colaboradores para atualização com relação à segurança.
DEMOLIÇÕES

NORMAS TÉCNICAS

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente de trabalho na indústria da construção

N R - 3 3 - Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados

ENTREVISTA COM JÚLIO FERNANDES SILVA - CONTRATAÇÃO CONTROLADA

Como é possível avaliar a qualidade dos serviços de demolição?


Quais parâmetros podem ser utilizados?
A qualidade dos serviços de demolição contempla sua execução den-
tro do prazo estabelecido, do custo previsto e com atendimento inte-
gral ao escopo contratado. A verificação pode ser feita por histórico,
pesquisas de atendimento aos concorrentes e satisfação do cliente,
por exemplo.

Quais são os problemas mais comuns na contratação desse tipo de


serviço? Como evitá-los?
A definição do escopo pode se tornar confusa se não for muito bem
O contratante
detalhada. Qualquer contratação de demolição deve contemplar,
deve ser preciso e
obrigatoriamente, uma visita ao local onde os trabalhos serão exe-
minucioso cutados. Nessa visita, deve-se percorrer toda a área a ser demolida.
na especificação

J ú l i o P c r n a n d c s Silva Nesse processo, qual é o papel do contratante?


c o m p r a d o ? técnico sênior d e
suprimentos d a ScKahirt Engenharia O contratante deve ser preciso e minucioso na especificação, pois esse
serviço somente é bem-feito e aceito quando é possível identificar vi-
sualmente os itens a serem demolidos. Itens enterrados, por exemplo,
não podem ser contratados por preço global. Assim, para os itens não
visíveis, as partes devem estabelecer um critério de remuneração, que
normalmente se refere ao custo por hora de equipamentos.

O tipo de equipamento utilizado pelo prestador de serviço influen-


cia o custo ou o prazo de execução? O que o contratante deve con-
siderar quanto a esse aspecto?
Sem dúvida, o tipo de equipamento demanda maior ou menor custo
e prazo de execução. Nesse quesito existem variáveis que determi-
nam a escolha por um ou outro tipo de equipamento. C o m o exemplo
podemos citar a facilidade de acesso ao local, os custos e a própria
disponibilidade do equipamento.
CHECK-LIST

J Ofereça informações completas à empresa contratada quanto ao tipo de


serviço a ser realizado, aos itens a serem demolidos e à destinação final dos
resíduos.

J Estabeleça previamente as condições de pagamento pelos serviços.

J Assegure-se de que há acesso para os equipamentos e que há estruturas


adequadas para a remoção do entulho.

J Verifique a situação da empresa com relação ao registro em órgãos de classe


e exija o cumprimento das normas de segurança pertinentes.

yj C o m b i n e com o prestador de serviço critérios de remuneração por itens não


visíveis.
como comprar

TRANSPORTES
INTERNOS

Balancins
Elevador de cremalheira
Elevador de obra
Grua
Guindaste sobre rodas
BALANCINS

D e v e - s e exigir responsabilidade técnica pela p r o c e d ê n c i a do produto,


montagem e m a n u t e n ç ã o

Bainca A n t u n e s - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 40. n o v e m b r o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

O s balancins (também chamados de andaimes suspensos) são destinados a abrigar mão de obra para
execução de serviços cie acabamento, manutenção e restauração de fachadas. Há duas formas de
classificá-los: peso ou sistema de funcionamento. Segundo a primeira classificação, os leves são uti-
lizados em pequenos serviços de reparos, pintura e manutenção, com capacidade máxima de dois
trabalhadores. Já os pesados devem ser utilizados em execução de argamassa externa, assentamento
de pastilhas, fechamento, entre outros. A NR-18 especifica as situações de uso para cada um dos tipos.

SISTEMAS UE FUNCIONAMENTO

Podem ser manuais de catraca. elétricos ou. ainda, plataformas com cremalheira. O s manuais de ca-
traca são os mais utilizados na construção civil brasileira (são. também, os mais baratos) e a elevação
da plataforma funciona por meio de manivela. Uma opção a esse sistema é o funcionamento por
meio de um sistema elétrico (os dois modelos são a cabo). A plataforma tipo cremalheira é movida
por engrenagens, de maneira semelhante às utilizadas nos elevadores, e sustentada por duas torres.
O custo de compra ou de aluguel é crescente entre os tipos citados, assim como a velocidade e a
segurança. Entre os quesitos que influenciam na escolha de um sistema estão a velocidade de pro-
dução necessária e a necessidade de ir e voltar a cada parte da fachada - o que implica a adoção de
equipamentos mais ágeis ou não.
INSTALAÇÃO

Pode ser feita pelo locador ou pelo locatário. Escolher a primeira opção é importante para se asse-
gurar da responsabilidade pela instalação - e de que está benfeita.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O mais usual é alugar, ainda que alguns empreiteiros ou construtoras costumem comprá-los. Isso por-
que cada obra tem uma característica e pode exigir equipamentos diferentes. É possível encontrar
fabricantes e locadores de balancins manuais em qualquer região brasileira. Já os fornecedores de
balancins elétricos estão concentrados em grandes capitais, como Rio de Janeiro. São Paulo, Curiti-
ba. Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife. É possível, no entanto, contratar esses balancins, mesmo
quando se está fora dessas regiões - locadores fazem o transporte até o local ou. ainda, pode-se
fazer a retirada diretamente no fornecedor.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

3 0 dias após o início do período de locação

PRAZO DE ENTREGA

Imediato

FORMA DE ENTREGA

O s fornecedores devem entregar o equipamento com manual de montagem e orientar o operador. É


importante exigir um responsável técnico que ateste a procedência do produto e um responsável de
montagem e manutenção - e recolher a RT (Responsabilidade Técnica) de todos. Deve haver, ainda,
um contrato explicitando todas as responsabilidades, já que se trata de uma atividade de transporte
de alto risco.

VERIFICAÇÃO

Antes de aceitar o equipamento no canteiro, é preciso verificar alguns quesitos que atestem boa qua-
lidade e conservação. As condições do cabo, por exemplo, é importante para o funcionamento seguro.
Não deve haver concreto ou massa no cabo (o que significa falta de revisão do equipamento). As fixa-
ções na laje sao importantes e é imprescindível revisá-las, seguindo as especificações da NR-iô.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A NR-18 é referência na busca pela qualidade e segurança dos equipamentos. A norma regulamen-
tadora discorre sobre os cuidados na instalação, operação, sustentação e itens necessários ao bom
funcionamento do sistema.

Apoio d© engenharia: Regían© Grigoli Pessarelo. Colaboraram: Pu; Manuel Ventura do Posório © Silva,
diretor de acesso da Alec. e Ubiraci E spinelli Lemes de Souza, professor e pesquisador da PoliUSP
ELEVADOR DE CREMALHEIRA

Prazo de uso do equipamento, disponibilidade do fornecedor


em cumprir datas, extensão da torre e manutenção norteiam cotação

DAmela Reis - G u i a d a C o n s t r u ç ã o 97. a g o s t o / 2 0 0 9

D e m a n d a d e a b a s t e c i m e n t o dos p a v i m e n t o s defino e s c o l h a por c r e m a l h e i r a c o m c a b i n c s i m p l e s o u d u p l a

Elevador de cremalheira é destinado ao transporte vertical de pessoas, materiais e equipamentos


em obras de construção civil; sua cabine se movimenta ao longo de uma torre metálica por meio do
sistema de pinhão e cremalheira, diferentemente do elevador de obra convencional, movido pela
ação de cabos de aço. Instalado no início da fase de estrutura da obra. logo após as fundações, o
equipamento é utilizado até o término da construção. C o m p a r a d o ao elevador convencional, o cre-
malheira é mais seguro e reduz o risco de acidentes, defendem especialistas.

Adriano Bastos, engenheiro coordenador de obras da REM Construtora, avalia que. embora o eleva-
dor a cabo possa apresentar custos um pouco menores, o de cremalheira reduz os gastos ao longo
do tempo por melhorar a logística da obra. "O elevador de cremalheira tem melhor funcionalidade,
ou seja. não exige constantes interrupções por falhas mecânicas", comenta. É também uma máquina
de fácil instalação, montagem e operação e tem capacidade de carga equivalente a outras soluções
de transporte vertical, como a grua.
ESPECIFICAÇÕES

Existem diferentes modelos de elevadores de cremalheira: com cabine simples (plataforma única) ou
dupla (duas plataformas independentes correndo em lados opostos de uma mesma torre). Há ainda
um tipo de cabine com compartimento isolado para o operador. A escolha por um ou outro modelo
depende da necessidade de abastecimento dos pavimentos. Antes de locar, é importante conferir
se a capacidade de carga do equipamento e as dimensões da cabine são compatíveis à demanda da
obra. O s produtos disponíveis no mercado suportam entre uma e duas toneladas e. em geral, têm
velocidade de deslocamento vertical entre 3 0 m/min e 4 0 m/min.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Na hora de locar o elevador de cremalheira. deve-se levar em conta o prazo em que o equipamento
será utilizado e a disponibilidade do fornecedor em cumprir as datas de instalação, extensão da
torre e manutenção. As responsabilidades das partes também devem estar previstas no contrato de
locação. A instalação, desinstalação e manutenção costumam ficar a cargo da locadora e. por isso.
entram na análise da cotação de preços. Expedito Arena, presidente da Alec (Associação Brasileira
das Empresas Locadoras de Bens Móveis), lembra que. "em todos os contratos, deve estar bem de-
finido quem. como e por quanto tempo será feita a manutenção do elevador".

A oferta de elevador de cremalheira costuma se concentrar nos pólos onde a construção civil tem
maior expressividade e a demanda pelo equipamento é grande. Atualmente, o prazo para contrata-
ção gira em torno de 120 e 150 dias. Para evitar problemas por falta de disponibilidade, vale consultar
o fornecedor desde o início da obra. Indica-se contratar seguro caso não seja possível incluí-lo no
seguro de responsabilidade civil do empreendimento.

LOGÍSTICA

Embora o transporte do elevador seja, em geral, de responsabilidade do contratante, o serviço deve ser
orientado e fiscalizado, sempre que possível, pela contratada para evitar acidentes durante a locomoção.
No momento do recebimento, é importante verificar a quantidade e o estado de conservação das peças
e exigir da locadora a A R I (Anotação de Responsabilidade Técnica) de montagem e do equipamento.

Para evitar o armazenamento, é aconselhável programar a chegada do elevador na etapa de sua


utilização. A construtora deve atentar para as especificações técnicas da ligação elétrica e da base
de concreto onde será fixada a torre. Ambas são de responsabilidade da contratante e devem estar
prontas na chegada do equipamento. C a s o seja necessário locar o elevador com antecedência,
principalmente, para garantir disponibilidade, deve-se reservar um local limpo, livre de intempéries e
com piso nivelado para a armazenagem das peças.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO

É fundamental escolher um local de fácil acesso para instalar o elevador de cremalheira. de prefe-
rência próximo ao portão ou à área de carga e descarga, mas principalmente onde ele não interfira
na construção de outros sistemas como caixilhos. vigas e colunas. "Por ser uma peça fundamental
para a logística e, consequentemente, para o d e s e m p e n h o produtivo, o estudo da utilização, mon-
tagem e desmontagem do elevador deve ser contemplado no planejamento do empreendimento
e no projeto do canteiro de obras", avalia Adriano Bastos.
O especialista aconselha desenvolver um cronograma físico para materiais, equipamentos e mão de
obra e. a partir daí, elaborar o plano de uso do transporte vertical, com todos os horários diários de
operação pré-definidos, levando em conta a demanda por pavimento, a produtividade das equipes
e a capacidade do equipamento.

Durante a utilização, deve-se respeitar a capacidade máxima de carga e checar os itens de segurança
como o freio de trabalho, de emergência e o sistema de cancelas, que impede que o elevador se mova
com as portas abertas. Vale reforçar que a revisão e a manutenção preventiva são fundamentais.

NORMAS T É C N I C A S

Uma norma técnica regulamenta o uso do elevador de cremalheira no Brasil. A NR-18 normatiza as
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e possui um item específico
para "Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas" (18.14).

CHECK-LIST

J Procure locar de fornecedores que tenham boas referências no mercado, para


evitar atrasos e aumento dos custos.

y O local de instalação deve ser estudado no projeto do canteiro para não inter-
ferir em outros sistemas construtivos.

/ O s horários de operação devem ser programados conforme a demanda de


cada pavimento, a produtividade das equipes e a capacidade do equipamento.

/ A manutenção periódica é fundamental e deve estar incluída no contrato de


locação.

/ Deve-se sempre exigir da locadora o A R T de montagem e do equipamento.

y A carga máxima suportada deve ser respeitada.


ENTREVISTA COM ADRIANO BASTOS - LOCAR OU COMPRAR

Quando é mais apropriado locar ou adquirir o elevador de cremalheira?


A decisão depende das características da construtora e do seu pla-
nejamento estratégico. Na REM. fizemos recentemente a opção pela
compra de elevadores devido à necessidade de termos equipamen-
to disponível para atender à demanda da empresa. Pelos cálculos na
época da contratação, os custos desses equipamentos seriam diluídos
antes de concluírem uma segunda obra. Vale destacar que a empre-
sa possui uma estrutura organizacional que permite o gerenciamento
dos elevadores.

Na R E M , fizemos Qual o preço médio de locação e da aquisição do equipamento?


recentemente Sem considerar montagem, transporte e seguro, o preço médio de
a opção pela locação para elevador de cremalheira com porta de pavimento fica
compra d e em torno de R$ IO mil mensais. Para aquisição de um elevador de
elevadores devido cremalheira cabine simples, com 3 0 m de torre e sem porta de pavi-
mento. o preço médio é de R$ 170 mil. As portas de pavimento têm de
à n e c e s s i d a d e de
ser compradas à parte.
t e r m o s equipamento
disponível para
atender à demanda Nesse processo, qual é o papel do contratante?
O contratante deve ser preciso e minucioso na especificação, pois esse
A d r i a n o Bastos
serviço somente é benfeito e aceito quando é possível identificar vi-
engonhoiro c o o r d e n a d o r d e obras d a
R E M Construtora sualmente os itens a serem demolidos. Itens enterrados, por exemplo,
não podem ser contratados por preço global. Assim, para os itens não
visíveis, as partes devem estabelecer um critério de remuneração, que
normalmente se refere ao custo por hora de equipamentos.

O tipo de equipamento utilizado pelo prestador de serviço influen-


cia o custo ou o prazo de execução? O que o contratante deve con-
siderar quanto a esse aspecto?
Sem dúvida, o tipo de equipamento demanda maior ou menor custo
e prazo de execução. Nesse quesito, existem variáveis que determi-
nam a escolha por um ou outro tipo de equipamento. C o m o exemplo,
podemos citai a facilidade de acesso ao local, os custos e a próptia
disponibilidade do equipamento.

Colalxxaiam: Adriano Bastos, engenhe-.ro coordenador de obras da REM Construtora, e Expedito Arena,
presidente da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis).
TRANSPORTES INTERNOS

ELEVADORES DE OBRA

Giovanny G«folla. maio/2010

Foi-se o tempo e m q u e elevadores eram itens d e locação unicamente. C o m o aumento da d e m a n d a


da construção civil nos últimos anos. muitos construtores têm preferido comprar seus equipamentos
a locá-los. a fim d e garantir o andamento d e suas obras dentro d o s prazos estipulados. "Hoje, com-
prar o elevador é se prevenir contra ter d e parar a obra por falta d e equipamentos para locação no
mercado", confirma o engenheiro e diretor d e elevadores da Alec (Associação Brasileira das Empre-
sas Locadoras d e Bens Imóveis). Júlio Tadashi Ivasse.

Para q u e m compra, segurança é exigir produtos novos, com garantia contra defeitos d e fabricação
por. no mínimo, seis meses, assistência técnica própria do fabricante ou d e empresa qualificada por
ele. O produto d e v e estar em conformidade c o m normas vigentes e a c o m p a n h a d o d e seus manuais
de operação e funcionamento.

Já para q u e m aluga, recomenda-se exigir equipamento revisado e equipe d e montagem própria


do locador, cujo proprietário ou representante d e v e ser c r e d e n c i a d o no C r e a ( C o n s e l h o Pegional
de Engenharia. Arquitetura e Agronomia). Documentos como contrato d e manutenção preventiva,
cópias dos manuais de operação e histórico do equipamento também deverão ser apresentados.

Seja na locação ou na aquisição, é essencial q u e a c a p a c i d a d e d e carga d o elevador escolhido aten-


da às necessidades d e execução e d e orçamento da obra.

ESPECIFICAÇÃO

Utilizados nos canteiros d e obra para transporte vertical só de passageiros, só d e cargas, ou d e pas-
sageiros e d e cargas (não simultaneamente), os elevadores de obra possuem sustentação por c a b o
de aço ou por conjunto d e pinhão e cremalheira.
"Elevadores a cabo são compostos de torre metálica, painéis modulares com travamentos a cada
segmento, uma cabine sustentada por cabo de aço. que pode ser semifechada (para cargas) ou
fechada (para passageiros ou de uso misto), além de um conjunto de tração (guincho) acionado por
motofreio (motor com freio mecânico)", define Tadashi. Há ainda um tambor para armazenamento do
cabo de sustentação da cabine, um painel de comando elétrico e o sistema de barreiras (cancelas)
em cada andar, protegendo o corpo do trabalhador durante o trajeto.

Já o elevador do tipo pinha o e cremalheira é composto por torre metálica, onde são fixadas as ré-
guas de cremalheira. o pinhão motorizado e encaixado nas réguas - para que a cabine movimente-se
ao longo da estrutura e um sistema de cancelas em cada andar.

Elevadores a cabo de aço têm preços geralmente mais baixos, uma vez que as peças dos de crema-
lheira podem ser importadas. No entanto, muitos construtores têm optado, no Brasil, pelos elevado-
res de cremalheira. já que esses equipamentos suportam cargas maiores e trazem a possibilidade da
instalação de duas cabines em uma única torre, proporcionando ganhos de produtividade.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Na comparação de fornecedores, é preciso levar em conta o atendimento de montagem, a assistên-


cia técnica e os serviços oferecidos de manutenção. "Sempre que a construtora começa a subir um
prédio, a cada nova etapa da obra - ou a cada novo pavimento a ser executado será necessário
subir também o nível do elevador", justifica o diretor de elevadores da Alec. "Esse atendimento pode
ser um custo pesado ao construtor, se for necessário parar a obra por dias até que o fornecedor
venha prestar seu serviço."

No caso de locações, os pagamentos são mensais, e cada aumento necessário na altura da torre
será cobrado à parte (mão de obra e deslocamento do locador). assim como a montagem inicial e a
desmontagem do equipamento ao final da obra.

Segundo o gerente de suprimentos da Eztec, Ângelo Labadia, a cotação de elevadores deve ser feita
com base na relação capacidade de carga almejada x velocidade de execução. "O equipamento é
segurado, e esse custo é do locador; já os custos de entrega, retirada, montagem e desmontagem
podem ser negociados no valor da locação mensal", revela.

Para Júlio "é preciso diferenciar dois tipos de custos de manutenção: a preventiva, na qual a empresa
é obrigada a verificar, uma vez por mês, itens de segurança, e para a qual é assinada uma contratação
mensal; e a manutenção corretiva, que se faz somente quando há defeitos ou quebra de qualquer
parte do equipamento, e que também é cobrada por intervenção". Apesar de parecer mais barata, a
manutenção corretiva pode parar a obra até que seja realizada.

A locação de elevadores de pinhão e cremalheira geralmente inclui manutenção, exceto por mau
uso. "Hoje. sua compra pode ser financiada por linhas de crédito do B N D E S (Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico e Social)", afirma o engenheiro-diretor da Alec. Especialistas indicam
também a visita aos fornecedores para conhecer de perto seu material, ter mais segurança de que
os equipamentos locados estão revisados e dentro das especificações de normas técnicas.

LOGÍSTICA

Embora a torre do elevador ganhe altura conforme a construção dos pavimentos-tipo na obra. a
entrega de todas as peças d o equipamento é feita de uma única vez e conforme o projeto final
especificado. Por isso. é recomendável reservar, em canteiro, um local apropriado para armazena-
gem de acessórios como ascensores de cancela, fechaduras, parafusos e outros. "Normalmente os
equipamentos de controle são deixados no almoxarifado. porque não podem entrar em contato com
água nem com sujeira de terra, areia e cimento, e muito menos devem sumir do canteiro", alerta Júlio
Tadashi.

"Peças grandes, que não sejam de controle, podem ser organizadas em qualquer ponto do canteiro."

CUIDADOS NO CANTEIRO
Para instalação dos elevadores. Labadia. da Eztec, indica que se execute base em concreto armado
e fixações a cada dois pavimentos. "As lajes devem estar concretadas e com as vigas desenformadas.
para realização dessas fixações", complementa. Na obra, vale a lembrança: elevadores de obra só
podem ser operados por profissional qualificado, com certificado e registro específico na carteira
de trabalho. "A qualificação é feita por órgãos oficiais de ensino, como o Senai (Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial), ou por fabricantes e locadores d o equipamento."

ENTREVISTA COM JÚLIO TADASHI


Qual o perigo de se contratar serviços de empresas que não te-
nham registro nem funcionários de supervisão com registro no Crea
(Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia)?
Muitas empresas fornecedoras encontradas no mercado não possuem
registro de responsabilidade técnica, nem apresentam profissionais
registrados no C r e a que supervisionem fornecimento, montagem ou
manutenção dos elevadores. Nesses casos, a responsabilidade acaba
caindo sobre o próprio construtor, que contrata serviços não-confor-
mes. segundo requisitos vigentes em nossas normas e legislação.

Também isso vale para locação?


"Muitas e m p r e s a s
Sim. Tanto empresa locadora quanto seu funcionário empregado para
fornecedoras
supervisão devem responder tecnicamente por erros que ocorram.
encontradas no
Por isso, é importante ter atenção especial ao preço oferecido pelos
m e r c a d o não serviços de locação e também ficar atento a todas as garantias.
possuem registro
de responsabilidade E legal vender ou alugar elevadores de obra sem os devidos registros?
técnica" A lei não permite, mas há empresas que o fazem. Nem mesmo a ope-
ração de elevadores poderá ser realizada por pessoal não-qualificado.
E n g e n h e i r o Júlio Tadashi Ivasso. É preciso comprovar qualificação com certificados reconhecidos no
d rotor d e c l o v a d o f e s d.» A l e c
mercado e registro em carteira de trabalho. Para trabalhar em monta-
gem ou manutenção, por exemplo, empresas fabricantes idôneas aca-
bam formando seu próprio pessoal técnico, que estará apto a mexer
em seus equipamentos.

E para o fornecedor, o que é melhor: alugar ou vender?


O locador é obrigado a pagar por um galpão de armazenamento, além
das manutenções constantes que os equipamentos usados requerem.
Q u e m vende não paga por nada disso, e só agora o mercado começa
a voltar-se mais para a venda, devido ao aumento da demanda.

51
NORMAS TÉCNICAS:

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção


GRUA

Planejar os materiais que serão transportados, o cronograma de


fornecimento, a velocidade e capacidade de carga são fundamentais
para especificar corretamente a grua e não aumentar custos

Pàmola Róis - G u i a d a C o n s t r u ç ã o <59. o u t u t y o / í < X > 9

C o m p r i m e n t o d a l a n ç a d e p e n d e da carga e s p e c i f i c a d a

A grua é um equipamento de transporte vertical de cargas usado desde a fase de estrutura da obra
até o término do fechamento. Versátil, ela transporta diversos tipos de materiais - aço, blocos de
alvenaria, caçambas de concreto etc. - e rivaliza com outros aparelhos como o elevador de obra, a
minigrua e o bombeamento de concreto. "A grua tem maior capacidade de carga e não tem limitação
de volume. O elevador, por exemplo, não pode transportar materiais maiores do que sua cabine". diz
Gilbert Kenj. coordenador de suprimentos da construtora Conx.

Outra vantagem é a possibilidade de descarregar o material diretamente no local de utilização, dis-


pensando boa parte do transporte horizontal necessário em outros sistemas. Por outro lado, o uso
da grua não dispensa o elevador, imprescindível para o transporte de pessoas, e no caso do con-
creto. o bombeamento ainda é a solução mais rápida. As variáveis são muitas e a escolha do sistema
de transporte deve estar calcada no estudo criterioso da logística do canteiro, visando alcançar a
melhor combinação de equipamentos.
ESPECIFICAÇÕES

Há três tipos principais de grua: a fixa, chumbada no solo sobre uma base de concreto ou um chassi
metálico; a móvel, montada sobre trilhos; e a ascensional, instalada no meio do edifício com um me-
canismo que lhe permite subir os andares conforme os pavimentos são construídos. A torre é mon-
tada progressivamente, acompanhando a altura do edifício, mas o tamanho final deve ser estipulado
desde a contratação.

O comprimento da lança - braço horizontal - deve ser suficiente para que todos os pontos de carga
e descarga estejam sob seu raio de ação. A capacidade de carga varia ao longo da lança e deve ser
avaliada em conjunto com a velocidade de içamento do motor. É necessário verificar ainda se as
instalações elétricas do canteiro são suficientes para alimentar a grua. levando em conta os demais
instrumentos elétricos.

C O T A Ç Õ E S DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O mercado de gruas se concentra nas grandes capitais do País. mas é possível contratar o forneci-
mento para todas as regiões brasileiras. C o m o regra geral, a locação deve ser feita pelo menos três
meses antes do uso, mas a disponibilidade varia em função da demanda. "No mercado atual, reco-
mendo no mínimo seis meses cie antecedência", aconselha Gilbert Kenj.

Ele acrescenta que antes de escolher um fornecedor é preciso verificar a situação da empresa e do
equipamento perante órgãos de fiscalização e pesquisar junto aos clientes da locadora se o desem-
penho foi satisfatório nas contratações anteriores. É fundamental que a construtora exija do forne-
cedor a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do equipamento, da montagem e da operação,
além de incluir a grua no seguro da obra.

LOGÍSTICA

O transporte da grua até o canteiro, bem como a montagem, desmontagem e a operação, devem
ficar sob responsabilidade do fornecedor, ainda que ele opte por terceirizar esses serviços. Não se
aconselha armazenar a grua para uso posterior, mas caso a estocagem seja necessária, os cuidados
devem se concentrar na proteção contra umidade e no empilhamento correto das peças, levando
em conta a seqüência de montagem. "Há itens de manutenção mesmo para equipamentos fora de
operação", acrescenta Paulo Carvalho, diretor de gruas da Alec (Associação Brasileira das Empresas
Locadoras de Bens Móveis).

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

Antes de efetivar a locação, é de suma importância fazer um estudo logístico considerando os


materiais que serão transportados, o cronograma de fornecimento, a velocidade e capacidade do
equipamento e os aparelhos de apoio que estarão na obra. "Deve-se fazer um estudo dos ciclos de
trabalho para não locar uma grua de porte insuficiente ou maior que o necessário. Erros no dimen-
sionamento podem atrasar o cronograma e aumentar custos", avalia Carvalho.

O local de montagem também deve ser estudado no projeto do canteiro, para assegurar o abas-
tecimento de todos os pontos sem interferir em outros sistemas da obra ou em edifícios vizinhos.
O estaiamento da torre, na estrutura do prédio, é um fator crítico de segurança e merece atenção
especial durante a execução.
TRANSPORTES INTERNOS

O u t r o ponto chave é a manutenção preventiva e corretiva, que deve ser inserida no contrato d e lo-
c a ç ã o e tem importância vital para o bom funcionamento não só da grua. mas da obra c o m um lodo.
"A logística passa a ser pensada contando c o m o suporte da grua. apostando em paletes e em con-
juntos de maior dimensão. Picar um dia sem ela vira um e n o r m e transtorno", conclui Ubiraci Sousa,
professor d e engenharia civil da Escola Politécnica da Universidade d e São Paulo.

NORMAS TÉCNICAS

N R 1 8 . 1 4 . 2 4 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente do trabalho na indústria da construção -


Movimentação e transporte de materiais e pessoas - G r u a s

N B R 4 3 0 9 : 2 0 0 9 - Equipamentos de movimentação de carga - C a b o s de aço - Cuidados,


manutenção, instalação, inspeção e descarte

N B R 8 4 0 0 : 1 9 8 4 - v e r s ã o c o r r i g i d a : 1987 - C á l c u l o d e equipamento para levantamen-


to e movimentação d e cargas

N B R 1 1 4 3 6 : 1 9 8 8 - Sinalização manual para movimentação d e carga por meio de equi-


pamento mecânico d e elevação

N B R 1 3 1 2 9 : 1 9 9 4 - C á l c u l o da carga d o vento em guindaste

CHECK-LIST

J O transporte, a mobilização e a operação da grua devem ficar a cargo do for-


necedor ou d e equipe habilitada por ele.

J A construtora deve exigir da locadora a A R T d o equipamento, da montagem e


da operação.

J O planejamento deve contemplar os ciclos de trabalho, a velocidade de iça-


mento e a c a p a c i d a d e de carga para evitar erros d e dimensionamento.

J A posição da grua d e v e ser estudada para atender todas as áreas d e carga e


descarga sem interferir em outros sistemas e edifícios.

J A manutenção preventiva e corretiva é fundamental e deve ser incluída no con-


trato do locoçõo.
ENTREVISTA C O M A N T Ô N I O PEREIRA DO N A S C I M E N T O - USO SEGURO

Quais os principais cuidados para garantir o uso seguro da grua?

A escolha de um bom locador e fabricante é importantíssima para as-


segurar que sejam fornecidos os dispositivos de segurança previstos
na NR-18 como o anemômetro. limitadores de altura, de fim de curso,
de giro. entre outros. O contrato bem redigido, a ART e a elaboração
de um plano de cargas são requisitos mínimos que devem ser seguidos
à risca. Junto ao equipamento, deve ser fornecido o termo de entrega
técnica do locador. estipulando que o equipamento está apto para uso,
e o manual de operação. Antes da liberação dos trabalhos, deve-se fa-
zer também o teste de carga, respeitando os parâmetros indicados pelo
fabricante.
Contrato bem
redigido, a A R T e a
elaboração de um Quais os problemas mais recorrentes?

plano de cargas são O s mais comuns são: queda de materiais durante o içamento. proce-
requisitos mínimos dimentos inadequados na montagem e desmontagem, normalmente
causados por falta de supervisão técnica do fornecedor nesses pro-
A n t ô n i o Pereira do N a s c i m e n t o cessos e planos de cargas que não preveem o fluxo de pessoas e
c o o r d e n a d o r do Programa Estadual d a materiais sob a grua. podendo causar acidentes.
C o n s t r u ç J o do S i o Paulo no Ministério
d o Trabalho e c o o r d e n a d o r d o C P R -
S C ( C o m i t ê P e r m a n e n t e Regional
s o b r e C o n d i ç õ e s e Meio A m b e n t e d e C o m o você avalia o uso da grua no Brasil e qual a tendência do
Trabalho n a Indústria da C o n s t r u ç ã o )
mercado?

O uso de gruas veio para ficar e a tendência é que se torne cada vez
mais freqüente, principalmente com o investimento em obras públicas
proveniente do P A C (Programa de Aceleração do Crescimento), linhas
do metrô, urbanização de favelas, montagem industria! entre outras
obras. Não há como aliar velocidade, produtividade e segurança sem
o uso da grua. mas ainda existe certo receio por parte de alguns enge-
nheiros. A dúvida é natural, visto que uma falha nesse equipamento pode
causar acidentes graves ou fatais. O uso de várias gruas no mesmo can-
teiro aumenta ainda mais os riscos. Contudo, são problemas que aju-
dam a amadurecer o mercado e gerar soluções de controle eficazes no
gerenciamento desses riscos.

Colaboraram: Antônio Pereira do Nascimento, coordenador do Programa Estadual da Construção


de S3o Paulo no Ministério do Trabalho e coordenador do CPR-SP (Comitê Permonente Regional
sobre Cond ções e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Gilbert Kenj.
coordenador d<? suprimentos da construtora o incorporadora Conx. Paulo Carvalho,
diretor do segmento de gruas da Alec (Associação Brasileira das empresas Locadoras
de Bens Móveis). Ubiraci Sousa, professor do departamento de engenharia de construção civil
( P C C ) da Escola Politécnica da Universidade do S3o Paulo.
TRANSPORTES INTERNOS

GUINDASTE SOBRE RODAS

Saiba como especificar o equipamento adequado à capacidade


de carga almejada e à topografia do terreno

G u s t a v o NáHir - G u i a d a C o n s t r u ç ã o 104. m a r ç o / 2 0 1 0

O guindaste sobre rodas é um equipamento utilizado para içamento vertical d e carga e descarga d e
materiais pesados dentro de um canteiro d e obras. O tipo d e equipamento varia d e acordo com a
c a p a c i d a d e d e carga almejada e a topografia do terreno. O s principais modelos são:

• G u i n d a s t e À T (ali lerrain): apropriado para todos os terrenos e suporta cargas leves e pesadas, que
p o d e m chegar a 1.200 toneladas;

• Guindauto: caracterizado pela versatilidade no formato e por atingir proporções de c a p a c i d a d e


q u e variam d e três a 2 0 toneladas por metro;

• G u i n d a s t e sobre caminhão: equipamento veicular caracterizado por um caminhão comercial equi-


pado c o m a parte superior d e um guindaste hidráulico, tem c a p a c i d a d e máxima entre 25 e 3 5
toneladas por metro;

• RT (rough terrain): freqüentemente usado e m terrenos acidentados, é indicado para uso severo e
fora d e estradas;
• C i (compact truck): modelo compacto que carrega cargas médias e atua em locais com pouco
espaço de locomoção;

• Guindastes para movimentações em áreas industriais: máquinas com capacidade de carga entre
cinco e óo toneladas e que podem movimentar-se com o material transportado.

ESPECIFICAÇÕES

Para não errar na especificação do equipamento adequado à função prevista, o professor Ubiraci
Souza, do departamento de engenharia civil da Universidade de São Paulo, recomenda a consulta ao
indicador tonelada x metro, impressa no próprio guindaste. O indicativo mostra o quanto ele suporta
de carga. "E importante utilizar um gráfico que indique a carga para cada comprimento de abertura
da lança e para cada ângulo da lança em relação à horizontal", explica o professor. Por meio desse
balanço, é possível determinar características, como a tabela de carga (que indica alcance, raio e
altura da lança), capacidade (de carga), contrapeso, se a carga é frontal ou lateral e aspectos que
podem definir a adequação do equipamento ao serviço.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Para escolher entre locar e comprar, é possível fazer uma conta que indique o custo mensal e inicial
com o equipamento, as despesas com manutenção e o tempo de utilização. C o m base na análise
desses fatores, pode-se fazer o comparativo para o uso previsto do equipamento. Entretanto, na
maioria das vezes, a locação é a escolha mais procurada, mediante os benefícios, como serviços
de manutenção e suporte ao usuário. "Comprar vale a pena apenas quando o tempo de utilização
é longo, a aplicação é freqüente e há indisponibilidade no mercado locador". analisa o engenheiro
Silvimar Reis.

Na compra, é fundamental exigir manuais, cursos de operação e serviços de garantia. Na locação,


que geralmente é feita a partir de um contrato mensal, pode ser solicitado seguro contra quebra ou
correção preventiva do equipamento, além de suporte no caso de furto.

O s fornecedores podem ser encontrados no Brasil inteiro. No entanto, quando se trata de guindas-
tes especiais, a oferta é menos capilarizada e as quantidades estão disponíveis preferencialmente
nas regiões Sudeste e Sul.

LOGÍSTICA

As funções do guindaste sobre rodas podem ser desempenhadas por outros equipamentos de
movimentação de materiais pesados na construção civil, como o elevador de carga, os guindastes
fixos (como a grua e a minigrua) e os móveis (como o guindaste sobre esteira). O diferencial é o
movimento horizontal facilitado no tráfego de materiais pesados. "O guindaste sobre rodas conse-
gue aliar o fato de levantar cargas de uma altura razoável com a flexibilidade do equipamento de
se deslocar na horizontal", aponta Ubiraci Souza.

O transporte da máquina deve se adequar à legislação específica, estabelecida na NBR 10852, e


às precauções adequadas para garantir a fixação do equipamento normalmente transportado em
carretas; também deve notificar a velocidade máxima de transporte, as sinalizações de excessos no
comprimento, na largura e nas alturas de pontes e viadutos.
TRANSPORTES INTERNOS

CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO

A execução dos serviços é feita por operadores d e guindastes, que passaram por um treinamento
antes d e estarem em um canteiro de obras. Em face disso, é fundamental contratar e q u i p e s que
sejam especializadas e contem com funcionários qualificados na operação do equipamento. O u t r o
fator relevante é a fiscalização desse trabalho, d e modo a precaver possíveis acidentes e a ç õ e s que
fujam dos regulamentos previstos na norma NR18. "É importante ter pessoas q u e orientem o proce-
dimento dos operadores d e guindaste", confirma o engenheiro civil J o s é Eduardo Rodrigues Pereira,
encarregado pelo planejamento d e obras da Ambiental Ribeirão Preto Serviços.

Dessa forma, no caso d e haver problemas c o m os guindastes, é aconselhável entrar em contato c o m


o fornecedor ou locador, q u e no contrato d e compra ou venda possa oferecer subsídios para a se-
gurança d e q u e m utiliza o material, c o m ferramentas como garantia, seguro e manuais q u e orientem
o uso. "Qualquer máquina d e içamento e movimentação d e cargas deverá ter a sua manutenção
conforme as orientações do fabricante e. por meio de complementação dos planos e a ç õ e s pre-
ventivas". afirma Mário Humberto Marques, presidente da Sobratema e diretor d e equipamentos e
suprimentos da Construtora A n d r a d e Gutierrez.

NORMAS TÉCNICAS

N R 18 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente d e trabalho na indústria da construção

N B R 1 0 8 5 2 - G u i n d a s t e d e rodas c o m p n e u s

CHECK-LIST

J Na hora d e alugar ou comprar, verifique se o fornecedor oferece garantia e


seguros q u e previnam posteriores prejuízos em relação ao equipamento.

/ C a l c u l e a carga conforme o comprimento e ângulo d e abertura da lança.

/ Calcule o comprimento x carga máxima da extremidade da lança para planejar o


transporte vertical.

J O transporte e a execução do material devem seguir os parâmetros estabele-


cidos na N B R 10852. específica para guindaste sobre rodas.

J C o n t r a t e equipes c o m profissionais treinados e q u e tenham domínio do pro-


cesso d e operação dos equipamentos.

/ C o n s u l t e a NR18, q u e determina procedimentos d e segurança d e trabalho


d o s funcionários.
ENTREVISTA C O M MARIO HUMBERTO MARQUES - TREINAMENTO NAO E DESPESA

Quais os cuidados necessários para eficiência no uso dos equipa-


mentos?

O melhor desempenho de qualquer sistema passa pelo desenho


inicial das etapas de trabalho, treinamento dos operadores nos pro-
cessos definidos e o chamado giro do P D C A (definição de aprimora-
mento dos processos) segundo programas de qualidade preconiza-
dos pela escola japonesa e que consiste em aperfeiçoar os processos
existentes de forma permanente.

Quais as principais causas de acidentes com guindastes sobre ro-


A falta de das? C o m o evitá-los?
treinamento A falta de treinamento é a razão principal dos acidentes. Portanto,
é a razão principal essa situação poderá ser evitada com o investimento na habilitação
dos acidentes dos funcionários. Isso propiciará grandes economias, uma vez que aci-
dentes que envolvem equipamentos de içamento e movimentação de
Mário Humberto Marques cargas são sempre muito onerosos e freqüentemente expõem vidas
P r e s i d « n t e da Sobratema e d retor em risco.
d e e q u i p a - n e n t o s o suprimontos d a
Construtora And'ado Gutiorroj

C o m o você avalia os cursos de qualificação para operadores de


guindastes? São suficientes?

O s cursos existentes e disponibilizados para a sociedade são em geral


de boa qualidade. Falta sensibilizar as altas gerências de que o trei-
namento não é despesa, e sim. investimento. Ainda existem pessoas
ocupando cargos importantes que não estão devidamente sensibiliza-
das para a questão.

Há conhecimento adequado por parte das construtoras e prestado-


ras de serviço ao utilizar o equipamento?

A carência de profissionais qualificados no Brasil é geral. Some-se a isso


uma precária formação básica que faz com que uma parte significativa
da sociedade seja composta por semianalfabetos. Portanto, não existem
profissionais em quantidade suficiente para atender a atual demanda.

Colaboraram: José Eduardo Rodrigues Pereira, engenheiro civil da Ambental Ribeirão Preto
Serviços Ltda.: Mário Humberto Marques, presidente da Sobratema e diretor de equipamentos e
suprimentos da Construtora Andrade Gutierrez: Silvimar Pcmandes Reis. engenheiro mecânico e
diretor de suprimentos da Galvão Engenharia S A.: Ubirac> cspnelli Lemes de Souza, professor do
departamento do engenharia do construção civil (PCC) da Escola Politécnica do Universidade
de S3o Paulo.
como comprar

TERRAPLENAGEM
E TRATAMENTO
DETALUDES

Geogrelhas
Serviços de terraplenagem
GEOGRELHAS

Malhas de grande resistência à tração ajudam a reforçar taludes,


muros de contenção e aterros. Para isso, d e v e - s e observar
a matéria-prima e geometria mais a d e q u a d a s

Rafael Frank - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a A > 75. o u t u b r o / 2 0 0 7

O formato d e malKa d a s geogrelhas trava o soto por meio d e atrito c e m p u x o passivo

As geogrelhas são geossintéticos com estrutura de malha aberta e com grande capacidade de re-
sistência à tração em uma ou duas direções ortogonais. São usadas para reforçar solos de baixa
resistência (exceção dos expansíveis e colapsíveis) em muros de contenção, taludes muito íngremes,
aterros. São também empregadas na estabilização de pavimenlos rodoviários e ferroviários, aeropor-
tos. reforço de fundações.

A configuração em formato de malha permite o travamento entre o solo e as geogrelhas por meio de
atrito e empuxo passivo, em função das aberturas da malha, junto com os grãos de solo. Filamentos
mais ou menos entrelaçados e com maior ou menor resistência dos nós afetam as condições de
ancoragem e o efeito de confinamento.

ESPECIFICAÇÕES

O s principais itens de especificação são a resistência máxima (de 2 0 k N / m a 2 . 0 0 0 kN/m). a defor-


mação de ruptura, o comportamento em fluência à tração e a matéria-prima principal. As tecidas
no Brasil são. principalmente, de filamentos de poliéster. Há também produtos de PVA. aramida.
polipropileno, polietileno. Já no caso das extrudadas. menos presentes no Brasil, predominam as de
polietileno de alta densidade e polipropileno.

As especificações do projeto básico são fundamentais para a escolha da geogrelha mais adequada para a
execução da obra. E importante observar a resistência à tração, à rigidez, à geometria, aos coeficientes de
interação (resistência ao arrancamento). O s fatores de redução (fluência em tração, danos de instalação,
meio ambiente, emendas) devem ser considerados para determinar a propriedade funcional que será com-
parada à propriedade requerida na avaliação de aplicabilidade.

CUIDADOS DE INSTALAÇÃO

Recomenda-se posicionar os painéis esticados ao máximo, observando sempre a coincidência da di-


reção de maior resistência do produto com a direção de maior solicitação na estrutura. É necessário
analisar o polímero adequado, pois alguns não são resistentes a altas temperaturas e não devem ser
usados em reforços de pavimentos asfálticos - instalados a quente.

Deve-se evitar o trânsito de equipamentos pesados diretamente sobre asgeogrelhas durante a fase de
compactação do solo. para minimizar riscos de danos mecânicos ao material.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Observar a qualidade e as especificações técnicas (não nominais) como resistência admissível de


longo prazo, módulo cie rigidez admissível, deformação máxima de ruptura, polímero e coeficiente
de interação. Produtos certificados podem implicar menor custo do projeto por exigirem menores
fatores de redução dos parâmetros mecânicos, em geral.

NORMAS TÉCNICAS

A A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas) possui um comitê dedicado aos geossintéticos


e promove, atualmente, a discussão de norma referente a critérios de recebimento, que inclui geo-
grelhas. A N B R 12.824 (ensaio de tração de faixa larga) é referência para ensaios de caracterização
das geogrelhas e de controle de qualidade e de recebimento. A NBR 15.22Ó determina o procedi-
mento de ensaios para caracterização do comportamento em fluência sob solicitação em tração
permanente sem confinamento, e a N B R 12.592 define a forma de identificação de geossintéticos
para fornecimento.

LOGÍSTICA

As geogrelhas são acondicionadas em bobinas embaladas e etiquetadas de acordo com a ABNT. O


transporte deve ser realizado com caminhões fechados ou lonados, para evitar a exposição ao sol
ou a temperaturas elevadas.

Na entrega do produto, é importante observar se cada bobina está identificada e é acompanhada do re-
latório de ensaio de resistência à tração do lote. e se esses dados estão em conformidade com o definido
na especificação. Para acondicionar o produto, recomenda-se uma plataforma coberta com um plástico
branco, que proteja as bobinas do sol e de eventuais fluxos de água. É importante acatar também as
condições de empilhamento.

Colaboraram: Nélcio Azevedo. professor da Escola do Engenhada Maué: Dolma V.dal. professora do
Engenharia Gv<l-Aeronáutica do ITA; Mauric-o Ehrlich. presidente da IGS Brasil {Associação Brasileira
do Geossintéticos) o professor da Coppe/UFRJ; André Estévào Ferreira da Silva, tesoureiro do IGS
Brasil.
TERRAPLENAGEM E TRATAMENTO DE TALUDES

SERVIÇOS DE TERRAPLENAGEM

Transporte dos equipamentos até o canteiro


pode precisar de esquema especial de sinalização e segurança

A n a Paulo Rocha - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 93. a b r i l / 2 0 0 9

O í d o a l • q u « s e tenha u m profissional c a p a c i t a d o n à o só p a r a a c o n t r a t a ç ã o
d o s s e r v i ç o s o u e q u i p a m e n t o s , c o m o t o m b e m para fiscalizar a e x e c u ç ã o

Praticamente em todas as obras d e construção civil realizadas no solo, seja um edifício residencial
ou uma rodovia, é necessário q u e se faça a terraplenagem para preparar o terreno d e acordo c o m o
empreendimento q u e será implantado, retirando o excesso d e terra para locais onde esteja em falta
ou para simples descarte. O procedimento c o m p r e e n d e basicamente quatro etapas: a escavação, o
carregamento, o espalhamento e o transporte do excesso d e terra.

C a d a uma dessas fases possui tipos d e equipamentos próprios para sua execução. Por isso. é impor-
tante q u e o profissional d e suprimentos seja capacitado para realizar a contratação do serviço. " O s
diversos equipamentos e processos são analisados caso a caso. em função d o solo a ser escavado e
a partir do projeto a ser implantado", afirma Flavio Henrique Rosa Tatit. professor de engenharia civil
da Escola d e Engenharia Mauá.

Q u a n t o à forma d e c o n t r a t a ç ã o c o m a e m p r e s a p r e s t a d o r a d e serviço, p o d e ser s o l i c i t a d o


tonto o e x e c u ç ã o d o s p r o c e d i m e n t o s , c o m o ser olugodo o p e n o s os e q u i p o m e n t o s d e ter
r a p l e n a g e m . N e s s e caso. a r e s p o n s a b i l i d a d e p e l a e x e c u ç ã o d o s s e r v i ç o s fica por c o n t a d o
contratante.

O ideal é q u e se tenha um profissional c a p a c i t a d o não só para a contratação d o s serviços ou


equipamentos, c o m o também para fiscalizar a execução, a fim d e julgar se os e q u i p a m e n t o s e
p r o c e d i m e n t o s utilizados pela e m p r e s a d e terraplenagem são os mais a d e q u a d o s . " O s serviços
d e v e m ser a c o m p a n h a d o s ou fiscalizados por alguém c o m experiência, capaz d e tomar decisões,
tanto para prevenir incorreções, quanto para orientar soluções, atuando d e s d e a contratação d o s
serviços até a sua e x e c u ç ã o e entrega", indica Manuel Vitor Santos, professor d o d e p a r t a m e n t o d e
edifícios d a F a t e c - S P ( F a c u l d a d e d e Tecnologia d e S ã o Paulo).
ESPECIFICAÇÕES

Em obras de pequeno porte, a terraplenagem pode ser feita com equipamentos manuais. Em pro-
jetos de médio e grande porte, os equipamentos mecanizados são os mais indicados. O andamento
do serviço depende do tamanho e tipo de terreno que vai ser trabalhado, os acessos a esse local, as
condições meteorológicas, desníveis a serem escavados, prazo de execução do serviço, equipamen-
to que se pretende utilizar e a eficiência do operador da máquina.

O s equipamentos de terraplenagem são divididos em grupos de acordo com sua principal função.
Para a escavação, por exemplo, recomenda-se utilizar tratores com lâminas, motoscraper, carrega-
deiras, escavadeiras e motoniveladoras. Para o transporte do material escavado, usam-se caminhão
basculante. caminhões fora de estrada, dumpers. vagões e até mesmo os carrinhos de mão. Por fim.
para a compactação do excesso do material, são utilizados rolo pé de carneiro, rolo vibratório, rolo
pneumático, rolo de grade, entre outros.

NORMAS TÉCNICAS

Não há normas técnicas específicas que orientem a execução dos serviços de terraplenagem. No en-
tanto, algumas normas regulamentadoras de segurança no trabalho devem ser consultadas. Entre elas.
está a NR-8. que orienta sobre a segurança em edificações, e a NR-11, que determina o transporte,
movimentação, armazenagem e manuseio de materiais. Em relação ao equipamento, há uma única nor-
ma da A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a NBRNM-ISOói65. que classifica máquinas
rodoviárias projetadas para realizar escavação, dispersão e compactação de terra e outros materiais.

CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO

Mesmo sendo mais utilizada para preparar o terreno antes de receber um determinado projeto,
a terraplenagem ainda pode ser feita em fases mais adiantadas da obra. É o caso da escavação
de subsolos para garagens nos edifícios, que é executada após a conclusão da estrutura e das
vedações.

Em todos os estágios da obra, alguns cuidados devem ser tomados, como a utilização de equipamentos
e implementos apropriados para o serviço, a execução dos procedimentos com condições meteoro-
lógicas favoráveis, o bom dimensionamento da equipe para evitar tempos ociosos de espera, além de
um bom almoxarifado que tenha as peças mais utilizadas na manutenção dos equipamentos para não
haver espera na aquisição de peças de reposição.

LOGÍSTICA

O s equipamentos de terraplenagem são transportados em caminhões ou carretas até o canteiro de


obras. Em obras de médio e grande porte, como as máquinas são maiores e mais pesadas, os veículos
transitam lentamente, tornando necessário um esquema especial de sinalização e segurança, além do
estudo do trajeto de modo a evitar vias ou pontes estreitas e curvas acentuadas.

Ao receber a equipe contratada na obra, deve-se verificar se os locais estão livres e desimpedidos
para o início dos trabalhos e se os equipamentos trazidos pela empresa são os adequados para o
serviço. Outro ponto importante é notar se foram providenciados equipamentos de segurança, esta-
dia e alimentação para os operadores; se foi previsto o abastecimento de combustível e lubrificante
nas máquinas; e. finalmente, se há local para o estacionamento das máquinas para reparos, monta-
gens e substituição de peças.
COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

H á e m p r e s a s especializadas na locação e / o u realização dos serviços d e terraplenagem por todo


o Brasil. A o comparar preços, é importante considerar se o orçamento íoi feito com conheci-
mento das características locais do terreno do projeto, qual o prazo de realização dos serviços
e qual a disponibilidade das máquinas de a c o r d o com o cronograma da obra. A idade dos equi-
pamentos é outro fator a considerar, pois aqueles com a vida útil expirada p o d e m ir sempre para
a manutenção, levando a constantes paralisações e à possibilidade de atrasos na obra.

ENTREVISTA COM MANOEL VÍTOR SANTOS - SERVIÇO PLANEJADO


8 É melhor contratar todo o serviço de terraplenagem ou apenas alu-
gar as máquinas?
C a d a caso é um caso. porém, na maioria das vezes, para obras de pe-
queno porte e mesmo obras maiores com projeto bem desenvolvido,
nas quais os quantitativos de serviços tenham sido determinados de
modo adequado, o melhor é contratar diretamente os serviços por
empreitada. Já no caso de grandes obras podem coexistir ambos os
sistemas, com a contratação por serviços e também cie máquinas avul-
sas para realizar serviços ocasionais ou em locais variados

Á preparação Como são feitos o orçamento e pagamento dos serviços de terra-


dos elementos plenagem?
de licitação, q u e No caso de contratação de serviços por empreitada, esta pode ser
envolve serviços de por preço global fechado, em que o empreiteiro avalia o serviço total
terraplenagem, é envolvido, oferece seu preço e recebe o valor em partes ou o total no
final do serviço. Outra forma mais comum para obras maiores é o pre-
uma das fases vitais
ço unitário por metro cúbico de terra. Nesse caso. são feitas medições
para o sucesso e a
periódicas, geralmente a cada 3 0 dias, nas quais são aferidos e pagos
e c o n o m i c i d a d e do os volumes parciais executados em cada período
empreendimento

M a n u « l Vítor Santo» É preciso ter um projeto antes de executar a terraplenagem?


proitiiot d o d o p a r t a m o n t o do
c d fícios da F a t c c - S P ( F a c u l d a d e do Pelo menos na cidade de São Paulo, os serviços de terraplenagem re-
T«crx>log>a S S o Pauto) querem não só um projeto específico, como também a sua aprovação
na prefeitura e a concessão do respectivo alvará para as obras
serem iniciadas

Qual a importância desse projeto?


A preparação dos elementos de licitação que envolve serviços de ter-
raplenagem é uma das fases vitais para o sucesso e a economicidade
do empreendimento. Isso requer um projeto elaborado, a partir de um
levantamento minucioso, que possibilite uma quantificação real dos
volumes envolvidos, assim como a avaliação adequada das distâncias
de transporte, não possibilitando que os empreiteiros se utilizem de
pretextos para inflar os valores cobrados.
CHECK-LIST

/ A terraplenagem é feita para preparar o terreno antes da execução da obra,


deixando-o por inteiro no mesmo nível. Basicamente, são quatro etapas de
execução: a escavação, o carregamento, o espalhamento e o transporte dos
excessos.

J Não há normas técnicas que determinem como deve ser feito um serviço de
terraplenagem. Porém, as empresas devem seguir as normas regulamentado-
ras de segurança do trabalho.

J Para equipamentos, há uma única norma técnica, a N B R N M - I S O ó i ó S , que diz


respeito às máquinas para rodovias.

J A s empresas de terraplenagem podem tanto realizar o serviço com seu pró-


prio equipamento, quanto alugá-los separadamente.

/ É sempre bom verificar a vida útil do equipamento para evitar manutenções e


atrasos durante a obra.

Colaboraram: Manuel Vítor Santos. doutor em Engenhar a de Construção Civil e professor do


departamento de ed'fíco$ do Fatec-$P (Faculdade de Tecnolog a de $3o Pôuk>)e Flavio Henrique
Rosa Tatit. professor de Engenharia Civil da Escola de Engenharia Mauá.
como comprar

FUNDAÇÕES

Estacas pré-fabricadas de concreto


Serviços de sondagem e percussão
ESTACAS PRÉ-FABRICADAS
DE CONCRETO

As estacas se diferenciam pela armação, formatos,


resistência e processo d e p r o d u ç ã o

A n a Paula Rocha - G u a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 87. o u t u b r o / ? O O Ô

A s e s t a c a s d e v e m ser c r a v a d a s n o m í n i m o s e l e d i a s a p ó s a sua c o n c r c t a g c m

As estacas pré-fabricadas de concreto são utilizadas no processo de fundação dos empreendimen-


tos e f como diz o nome. são produzidas industrialmente. Entre os tipos de estacas existentes no mer-
cado. como as de madeira e metálicas, as pré-fabricadas de concreto se destacam por serem indica-
das para grandes profundidades e para solos moles ou com lençóis freáticos próximos è superfície.

Seu objetivo é suportar as cargas de estruturas (sejam elas de pequenos conjuntos habitacionais ou
até mesmo de grandes projetos industriais) de forma adequada, transferindo o peso do empreendi-
mento para as camadas mais profundas do solo.

ESPECIFICAÇÕES

O s produtos são especificados de acordo com sua resistência e formatos, sendo observado aspec-
tos como a carga de suporte, seção transversal, área de ponta ou perímetro das estacas. Em relação
à seção transversal, as formas geométricas mais empregadas são as circulares. quadradas, hexago-
nais e octogonais, podendo ter área de ponta vazada ou maciça.

As estacas também se diferenciam pelo processo de produção - podendo ser vibradas, centrifuga-
das. extrudadas. entre outros tipos -. e pela armação protendida ou passiva. Para cargas de baixa
magnitude, as estacas vibradas protendidas maciças são. normalmente, mais econômicas. Nos de-
mais níveis, as soluções são competitivas, sendo importante o processo de vazamento da estaca.

— •

71
NORMAS TÉCNICAS

A N B R 6122 é a responsável pela regulamentação de todos os tipos de fundação, inclusive as feitas


com estacas pré-fabricadas de concreto. De acordo com a norma, as dimensões do produto podem
ir de 15 cm a 7 0 cm. Porém, o comprimento máximo das estacas de concreto limita-se a 12 m. porque
precisam ser transportadas das fábricas aos canteiros de obra em carretas, que não suportam gran-
des comprimentos.

Se for preciso utilizar estacas numa profundidade maior do que 12 m. a alternativa encontrada por
construtores e aceita pela NBR Ó122 é emendar as peças com solda. As antigas emendas que eram
feitas por anéis metálicos ou por luvas de encaixe tipo macho e fêmea só são permitidas quando não
existem esforços de tração. Atualmente, a legislação sobre fundações está em revisão, mas ainda não
foi à consulta pública.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

As estacas pré-fabricadas de concreto são instaladas durante a fundação, uma das etapas iniciais
da construção de qualquer empreendimento. Na maioria dos projetos, a cravação das estacas é
feita com o processo de percussão, que emprega pilões de queda livre e que tem como principal
desvantagem o alto nível de vibração, podendo não só perturbar a vizinhança, como também dani-
ficar edificações localizadas na região. Normalmente, por r e q u e r e r e m mais c u i d a d o s e técnicas
específicas, as estacas p r é - f a b r i c a d a s são instaladas por e m p r e s a s e s p e c i a l i z a d a s n e s s e tipo
de atividade.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Muito mais do que escolher entre um ou outro fabricante, o imprescindível na compra das estacas
é saber quais são as características e necessidades da obra, de forma que seja adquirido o produto
ideal para cada projeto. Uma dica importante é comparar as seções transversais das estacas oferta-
das. nos aspectos área e perímetro, antes da verificação das cargas de trabalho.

LOGÍSTICA

As estacas pré-fabricadas de concreto são transportadas em pequenos lotes nas carretas. O ideal
é que o utilitário também já possua guindaste para efetuar a descarga do material. Não há nenhuma
restrição em relação ao seu armazenamento, no entanto, o recomendado é que as datas de entrega
das estacas sejam compatíveis com o início dos trabalhos de instalação no solo. No recebimento do
material, deve-se fazer uma inspeção visual, observando o aspecto do concreto e a magnitude de
possíveis fissuras no produto. E preciso solicitar o Relatório dos Ensaios dos Corpos-de-Prova refe-
rentes ao lote das estacas fornecidas. A data de fabricação também deve ser verificada, visto que.
normalmente, as estacas só podem ser cravadas no mínimo sete dias após a sua concretagem. para
que tenham resistência adequada aos esforços de cravação.

Colaborou: Roberto José Poá. diretor da Abef (Associação Brasileira de Empresas de Fundações e
Geotecnia). Outra fonte reportagem de capa da revista Tóchne 85. de fovere>ro de 2004
FUNDAÇÕES

SERVIÇOS DE SONDAGEM
À PERCUSSÃO

Ensaios permitem investigar as características do subsolo do terreno onde


será construída a obra. Dados são essenciais para projetistas de fundações

B r u n o L o t u r c o • G u i a d a C o n s t r u ç ã o ÍOÓ. m a o / 2 0 1 0

E s p e c i f i c a ç ã o p a r a c o n t r a t a ç ã o d e s o n d a g e m i p e r c u s s ã o d e v o i n f o r m a r a l o c a ç ã o d o s p o n t o s a s e r e m p e r f u r a d o s e a q u a n t i d a d e d e furos previstos

A avaliação da c a p a c i d a d e d e suporte d a s camadas de solo sobre as quais se apoiará a estrutura d e


uma obra p o d e ser feita por meio de serviços d e sondagem à percussão. Esse ensaio, denominado
S P T (Standard Penetration Test. ou teste padrão d e penetração, na tradução d o inglês), é necessário
para fornecer informações sobre as características d o terreno ao projetista d e fundações, c o m o tipo
de solo a d e p e n d e r da profundidade, altura d o lençol freático e comportamento do solo q u a n d o
carregado.

O u t r o s tipos d e obras q u e envolvem o solo também p o d e m demandar o conhecimento d e s s e s da-


dos, como é o caso de serviços d e terraplenagem, pavimentação e muros de arrimo. por exemplo. "E
um ensaio d e investigação geotécnica d e campo, que tem por principal objetivo identificar as cama-
das d e solo constituintes do subsolo. É uma ferramenta d e investigação utilizada em praticamente
todo o mundo e, sem dúvida, o mais utilizado em obras civis no Brasil", conta a engenheira G i s l e i n e
C o e l h o d e C a m p o s , d o C e n t r o de Tecnologia d e O b r a s d o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

Por meio do SPT. que também permite realizar ensaios de infiltração para medir a permeabilidade, são
coletadas amostras do solo. Isso é feito com a cravação do amostrador a partir d e golpes de martelo.
O diâmetro da perfuração é de, geralmente. 2.5" e a profundidade varia conforme as características
da obra e do terreno, geralmente ficando entre 10 m e 2 0 m. O teste deve ser acompanhado por um
engenheiro geotécnico ou um geólogo.

73
C o m o resultado, o ensaio à percussão deve gerar um relatório contendo planta com a locação dos pontos
de sondagens, fotos dos furos, perfis geológicos contendo a classificação táctil visual das várias camadas de
solo. profundidade do lençol freático, técnicas utilizadas na perfuração (trado ou lavagem), profundidade
total da perfuração, número de SPT a cada metro, dentre outros.

ESPECIFICAÇÕES

Em geral, a especificação contempla os seguintes itens: mobilização da equipe e dos equipamentos,


custo por metro de perfuração e custo por hora da equipe parada no caso de ocorrerem problemas
da obra e não do executor das sondagens. "Os executores exigem sempre uma metragem mínima
para a mobilização da equipe. Então, o contratante deve fornecer a quantidade de sondagens a
serem feitas, a estimativa da profundidade de cada furo e a locação em campo dos mesmos", afirma
Gisleine.

LOGÍSTICA

A solicitação do serviço de sondagem também exige a indicação, em planta, da localização dos pontos
onde devem ser feitos os furos, a verificação da viabilidade de acesso ao terreno, o fornecimento de água
e. por fim, o tipo de sondagem a ser executada, lembra o engenheiro Ivan Joppert, projetista de funda-
ções e diretor da Infraestrutura Engenharia. Em alguns casos, faz-se necessária, inclusive, a montagem de
plataformas especiais para realização do trabalho.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Nesse tipo de serviço, os preços variam bastante em função do local que se encontra a obra e do
porte da empresa prestadora. Conforme conta Joppert. "os preços normalmente são fornecidos por
metro de sondagens executada, sendo que é comum a cobrança de uma quantidade mínima. Além
disso, cobra-se também a taxa de instalação da equipe e a eventual demolição de pisos ou pavimentos
existentes".

Para Gisleine. é importante, como para qualquer serviço de engenharia, ter referências do trabalho
técnico desenvolvido pelas empresas almejadas e certificar-se de que seus equipamentos e procedi-
mentos seguem as recomendações da norma brasileira.

CUIDADOS GERAIS

A recomendação para que a execução das sondagens à percussão transcorra sem problemas é que
todos os funcionários envolvidos no processo utilizem os EPIs (equipamentos de proteção individu-
al). Para evitar tombamentos dos equipamentos durante os ensaios. Gisleine destaca a importância
da instalação adequada do tripé de sondagem. "No Brasil, a A B N T (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) regulamenta todo o procedimento de ensaio, incluindo os equipamentos e a apresentação
dos resultados", salienta.

Joppert complementa, afirmando que nesse tipo de sondagem é responsabilidade da empre-


sa prestadora de serviços apresentar relatório completo contendo planta com a locação dos
pontos o n d e foram, efetivamente, feitos os furos e os resultados obtidos, como a localização do
lençol freático. "É indicado o acompanhamento do serviço por um engenheiro geotécnico ou
por um geólogo", recomenda.
NORMAS TÉCNICAS

A B N T N B R 6 4 8 4 : 2 0 0 1 - Solo - Sondagens de simples reconhecimentos com spt -


método de ensaio

ENTREVISTA COM WALDEMAR HACHICH - RECONHECIMENTO DO TERRENO

A quais equívocos e problemas estão sujeitos os contratantes de


serviços de sondagem à percussão?
C o m o em qualquer serviço, há sempre algum risco de receber dados
não confiáveis. E examinar exclusivamente o preço não é boa política
de contratação. Afinal, a construtora é, do ponto de vista legal, a respon-
sável pela obra. Então deve especificar o que deseja comprar e exercer
a fiscalização para garantir que está recebendo o que contratou.

Como a contratante pode se resguardar?


Nos d o c u m e n t o s de contratação, ela d e v e exigir q u e a presta-
O controle mínimo dora indique claramente as normas técnicas nas quais funda-
que deve ser menta o trabalho. A l é m disso, a melhor política consiste em
reconhecer, liminarmente, que o custo das p r o s p e c ç õ e s é pou-
exercido refere-se
c o significativo perante o custo d o e m p r e e n d i m e n t o e q u e
à estrita observância
vale a pena contratar e m p r e s a s com reputação sólida no mer-
das normas c a d o que se d e s t a q u e m por prestar serviços de qualidade.

W a l d e r r a r M a c h c h professor l i l u l a r
<fo Engenharia G « o t 4 c n i c a da E s c o l a E necessário buscar mais de um laudo técnico?
Politécnica d a U S P (Universidade d e
S J o Paulo) O terreno de fundação é um material natural que nunca será conheci-
do em sua plenitude. O projeto é feito com base em um modelo men-
tal do subsolo baseado na geologia e nas prospecções. Em princípio
não é necessário mais do que um laudo. Não se descarta, todavia, a
possibilidade de a construtora desejar, em casos especiais, ouvir uma
segunda opinião sobre as características d o terreno.

Há obras em que o controle sobre o ensaio tem que ser maior do


que em outras?
O rontrolp mínimo qiip HPVP spr pxprrido rpfpre-sp à pstrita ob-
servância das normas. Elas fornecem diretrizes para a programa-
ção da investigação do subsolo, relacionadas ao porte da obra.
Vale lembrar que o assessor técnico de fundações pode e deve
ultrapassar esses mínimos, de modo a reduzir incertezas. Preci-
sa ficar claro no relacionamento entre assessor técnico de fun-
dações e construtora que o assessor não é contratado para mini-
mizar gastos com prospecções e sim para auxiliar a construtora a
chegar à melhor solução do ponto de vista técnico e econômico.

— «

75
CHECK-LIST

J Na especificação do pedido de serviço, forneça dados completos sobre a locali-


zação da obra, a locação dos pontos a serem perfurados na planta do terreno e a
quantidade de furos a serem realizados.

y C h e q u e com o fornecedor a metodologia a ser utilizada e o tipo de instalação


- água. luz - que será necessário providenciar para a realização do ensaio, além
da demanda por plataformas especiais para montagem do tripé de sondagem.

J Verifique, no orçamento passado, o descritivo dos serviços a serem realizados. A


depender da obra. é necessário, antes da sondagem, demolir pisos ou pavimentos
existentes.

J Normalmente, as empresas cobram taxa de instalação e preveem o pagamento


de horas paradas devido a problemas de responsabilidade da contratante.

J C u i d e - e exija do fornecedor - para que um engenheiro geotécnico ou um


geólogo acompanhe a execução dos ensaios.

/ Ao receber o relatório final, confira os dados fornecidos. Geralmente, esses


documentos contêm informações sobre a profundidade do lençol freático, a
localização exata dos furos, fotos dos furos e o resultado técnico apontando
as características do solo.
como comprar

CONCRETO ARMADO

Aço cortado e dobrado


C h a p a s para fôrmas
C o r t e e dobra de aço
C o r t e e furo d e c o n c r e t o
Desmoldantes
Fôrma de alumínio para parede de concreto
Recuperação de estruturas de concreto
Vergalhão de aço
CONCRETO ARMADO

A Ç O CORTADO E DOBRADO

Projetos detalhados e parcerias com fornecedores são decisivos para compra adequada

A n a Paula Rocha- G u i a d a C o n t U u ç A o 95. j u n h o / 2 0 0 9

C r e c o m e n d á v e l q u e o p r o d u t o não fique a r m a z e n a d o por minto t e m p o

0 a ç o cortado e d o b r a d o resulta da transformação d e barras e rolos d e vergalhões em peças es-


truturais d e acordo c o m os projetos d e armação de c a d a empreendimento. O sistema p o d e ser
adotado por construtoras d e qualquer porte e em obras residenciais, comerciais, industriais e d e
infraestrutura.

O procedimento é executado d e duas maneiras: in loco. ou seja. no canteiro d e obras, ou na fábrica,


contratando o serviço ao fornecedor. "No corte e dobra no canteiro, a vantagem é a disponibilidade
do material na hora em q u e você precisa, p o d e n d o - s e trabalhar sem planejamento. S ó q u e o custo
disso é muito alto. S e m falar q u e a obra terá. no mínimo, um desperdício de pelo menos 6 % de ma-
terial se for muito eficiente", diz Eugênio C a r l o s dos Santos, gerente d e processos d o Belgo Pronto
da ArcelorMittal A ç o s Longos.

Por reduzir o desperdício de materiais, o procedimento realizado por fornecedores também se tornou
uma alternativa poupadora de mão d e obra. "Com a eliminação da etapa d e corte e dobra, a equipe de
armação pode ser reduzida ou alocada em outras frentes de trabalho", conta Dennis Sampietro Uzal.
responsável pelo C o r t e e Dobra da Votorantim Siderurgia.

" N o geral, o c o r t e e d o b r a e m fábricas p r o p o r c i o n a m maior segurança, p r o d u t i v i d a d e , qualidade,


velocidade na execução e economia d e custos. O u t r a vantagem é q u e a operação não gera qualquer
tipo de resíduo ou emissão d e poluente", afirma Ricardo G i u z e p p e Mascheroni, diretor-executivo
comercial da O p e r a ç ã o d e Negócios Aços*s Longos da G e r d a u . "Por isso. o sistema é adotado em
ampla escala nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil."

ESPECIFICAÇÕES

C o m o citado acima, pode-se executar os serviços de corte e dobra de forma artesanal. com bancadas
e pequenos equipamentos mecânicos nos canteiros de obras, ou de forma automatizada, com máqui-
nas sofisticadas em centrais d e corte e dobra das indústrias.
Entre os materiais utilizados, estão os vergalhões G G 5 0 . aços para concreto armado C A 2 5 . C A 5 0 e
CAóO, entre outros. As quantidades e formas de execução do corte e dobra desses produtos variam
de acordo com as especificações e necessidades de cada projeto estrutural.

NORMAS TÉCNICAS

Tanto o processo de corte e dobra do aço em fábrica, quanto no canteiro, ainda não possuem uma
norma técnica específica para a sua execução. Porém, existem alguns critérios em outras normas que
podem ser seguidos. O aço utilizado, por exemplo, possui certificação conforme a NBR 7480 que
especifica os requisitos exigidos para encomenda, fabricação e fornecimento de barras e fios de aço
destinados a armaduras para estruturas de concreto armado. Já a aplicação do aço cortado e dobra-
do deve seguir algumas recomendações descritas na norma NBR 6118. que se destina a projetos de
estruturas de concreto simples, armado e protendido.

CUIDADOS DURANTE A E X E C U Ç Ã O

O aço cortado e dobrado é utilizado na fase estrutural da obra, desde a fundação até a última laje.
A aplicação do produto deve ser realizada após a montagem das fôrmas e antes da concretagem. É
fundamental que a colocação do material siga as orientações especificadas no projeto de armação.

O cronograma de execução da obra é um dos fatores principais para o bom andamento da aplicação.
Não só o cliente deve segui-lo, como também o fornecedor. Sendo assim, o recomendado é que a fá-
brica só inicie a operação após receber a programação e os projetos da obra atendida.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

É possível encontrar fornecedores de aço cortado e dobrado em todo o Brasil. Ao buscar uma empre-
sa para realizar o serviço, deve-se escolher aquela que trate as relações com maior transparência pos-
sível, já que será solicitado um produto feito sob medida e. caso não consiga cumprir com o prometido,
não existirá estoque para pronta entrega em outro fornecedor.

Outros fatores também devem ser analisados. São eles: maior produtividade, eliminação de perdas
de materiais, qualidade do serviço e prazo de entrega. Esse último, aliás, é um aspecto determinante,
pois o produto tem que ser entregue de acordo com o cronograma da construção. C a b e à constru-
tora, porém, cuidar do planejamento físico-financeiro, para que o aço seja comprado no momento e
pelo custo mais adequado.

Vale lembrar que o corte e dobra do aço é um serviço que representa pouco no custo total da obra.
mas que pode causar um enorme prejuízo se for entregue atrasado, pois atrapalhará o cronograma
e. por conseqüência, o planejamento financeiro do empreendimento.

LOGÍSTICA

Por ser um material resistente, não são necessários grandes cuidados durante o transporte do aço
cortado e dobrado. A carga precisa apenas estar bem amarrada e as peças mais pesadas devem ser
colocadas embaixo das outras.

Na descarga, o recomendado é verificar se o material corresponde com as especificações solicitadas


anteriormente e se a documentação está correta. Algumas empresas ainda entregam um certificado
CONCRETO ARMADO

de qualidade que possui todas as características de fabricação do produto. Feito isso, o indicado é
separar as peças de acordo com a programação da obra para facilitar o trabalho no canteiro.

O material pode ser armazenado para uso posterior desde que protegido com lonas para que re-
sista às intempéries. No entanto, os fornecedores indicam que não se faça estocagens em grandes
volumes e por grande tempo, pois o aço cortado e dobrado é um produto sob encomenda pronto
para aplicação imediata.

ENTREVISTA C O M J O S É R O B E R T O BRAGÜIM - SELEÇÃO E QUALIDADE

u A melhor solução é comprar aço já cortado e dobrado pelo fornece-


< dor ou fazer isso no canteiro?
©

-J A compra de aço cortado e dobrado [do fornecedor] tem se mostra-


is do cada vez mais conveniente para a obra. quer do ponto de vista da
qualidade final na montagem da armadura, quer do ponto de vista da
produtividade das equipes. O mercado assimilou muito bem esse pro-
duto, já que. mesmo para obras pequenas, o corte e dobra no canteiro
se mostram antiproducentes.

Como escolher entre os diversos fornecedores existentes no mercado?

A escolha do fornecedor sempre esteve relacionada com a relação


Q u e m se propõe qualidade de atendimento e preço. Atualmente, no entanto, a assis-
a usar aço cortado tência técnica do fornecedor se tornou um ponto fundamental para
e dobrado, completar as necessidades dos clientes.
necessariamente,
O que deve ser detalhado ao fornecedor? E preciso que se entre-
deve ter em conta
gue um projeto?
a importância do
planejamento e a Sim. claro. Para que o aço seja fornecido na obra cortado e dobra-
do. é necessário um projeto estrutural detalhado, com um nível de
qualidade da
qualidade mínima, capaz de descrever corretamente a geometria e
mão de obra as armaduras da estrutura.

Josõ C o b e r t o Braguim O pedido tem que ser feito com antecedência?


s ó c i o d 'etor da O S M B Engenheiro*
Associados, projetista estrutural e Normalmente, a antecedência solicitada pelos fornecedores é em
m e m b r o do C o n s e l h o Deliberativo
função da demanda.Houve ocasiões em que o fornecimento foi bas-
da A b e c e ( A s s o c i a ç ã o Brasileira d e
Engenharia e C o n s u l t o r i a Estrutural). tante rápido. No último ano, porém, com o aquecimento do merca-
do. tornou-se essencial que o pedido seja feito com antecedência,
o que, em geral é em função das quantidades envolvidas.

Quais os cuidados para garantir um melhor desempenho do material?

Q u e m se propõe a usar aço cortado e dobrado, necessariamente


deve ter em conta a importância do planejamento e a qualidade
da mão de obra. Em resumo, do projeto planialtimétrico ao projeto
executivo de estrutura, passando pelo treinamento da mão de obra.
tudo tem que ser planejado.
CHECK-LIST

/ O aço pode ser cortado e dobrado no canteiro de obras ou em uma fábrica


industrial.

J Um projeto estrutural detalhado é imprescindível tanto para a fabricação


quanto aplicação do aço cortado e dobrado.

J A fabricação de aço cortado e dobrado ainda não possui uma norma específi-
ca. só a sua aplicação segue alguns requisitos da NBR 6n8 e o material utiliza-
do é especificado pela NBR 7480.

J É possível encontrar fabricantes de aço cortado e dobrado em todo o Brasil.

J Alguns fabricantes entregam um certificado de qualidade que possui todas as


características de fabricação do produto.

/ O aço cortado e dobrado deve ser estocado de forma organizada para facilitar
sua aplicação, mas recomenda-se que o produto não fique armazenado por muito
tempo.

Colaboraram: Eugênio Carlos dos Santos, gerente ce processos do Belgo Pronto da ArcelorMittal Aços
longot. Ricardo Giuzeppe Mascheroni. diretor-executivo comercial da O p e r a d o de Negócioi Açot
Longos da Gerdaa e Dennis Sampietro Uzal. responsável pelo Corte e Dobra da Votorantim Siderurgia.
CHAPAS PARA FÔRMAS

Especificação deve considerar material da chapa, espessura,


tamanho, número de lâminas e resistência à compressão

A n a Paulo Rocha. G u i a da C o m t r u ç á o - C o m l r u ç á o M e r c a d o &8. r o v e m b r o / 2 0 0 8

A p c n a i o p e r á r i o s c j p c c i a l u a d o v p o d e m manusear o» l i i l c m a » d e fôrma»

As chapas para fôrmas, sistema para execução das estruturas de edifícios, pilares, lajes e vigas são um
componente importante no orçamento de qualquer obra. Dependendo do material e das especificações
escolhidas, chega a representar até 4 5 % dos custos com a estrutura do projeto, o que leva os construtores
e engenheiros a analisarem com atenção os diferentes tipos de chapas existentes no mercado.

Somente o dimensionamento correto do produto em relação às necessidades do empreendimento


garante a qualidade e eficiência das chapas, que podem gerar uma economia não só de tempo, como
também de materiais, mão de obra e equipamentos.

ESPECIFICAÇÕES

As chapas podem ser encontradas em aço, alumínio, polipropileno, entre outros materiais, porém o
mais utilizado nas construções é a madeira compensada, já que possui características importantes para
esse tipo de sistema, como resistência, estabilidade, não toxicidade e possibilidade de variação das
dimensões quando submetida às diversas temperaturas.

A l é m do material, as chapas também são especificadas pela sua espessura, tamanho, número
de lâminas e resistência à compressão. O construtor d e v e ficar atento a essas características,
pois são essenciais na c o m p o s i ç ã o do orçamento.

Um bom exemplo de como a escolha das especificações influencia nos custos é a comparação entre o
uso de chapas de madeira ou metálicas. Enquanto a primeira pode ser reutilizada em cerca de 20 vezes, a
segunda é quase cinco vezes mais produtiva. No entanto, as chapas metálicas demandam o uso de equi-
pamentos específicos para sua execução, o que pode pesar no orçamento da obra. É preciso avaliar as
necessidades e prioridades de determinado projeto para saber qual sistema é o mais adequado.

NORMAS TÉCNICAS

As fôrmas em geral devem seguir a recomendação da NBR 14931. que determina como devem ser
as dimensões do produto, inclusive das chapas. Porém, as chapas d e madeira compensada pos-
suem normas próprias, descritas nas NBR I S O 2426-1:2006. 2426-2:2006. 2426-3:2006 e, também,
nas N B R ISO 1096, 12466-2. 2426-1. 2426-2 e 2426-3. Uma nova norma para fôrmas e cimbramentos
está em fase de estudos e consulta pública.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

As chapas podem ser utilizadas desde a fundação dos edifícios até a estrutura e outros pontos da obra.
É importante ressaltar que apenas operário especializado pode manusear o sistema, tomando cuida-
dos principalmente na desenforma. na aplicação de desmoldantes e na limpeza do material. C a s o os
processos não sejam feitos de maneira correta, as chapas podem ser danificadas, permitindo a entrada
de umidade em pequenas fissuras e. consequentemente, diminuindo a qualidade e vida útil garantida
pelo fornecedor.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Durante a escolha entre uma marca ou outra, o consumidor deve ficar atento ao histórico da empresa, suas
referências no mercado e tipo de serviços oferecidos. O s fornecedores de chapas para fôrmas estão con-
centrados principalmente na região Sul do País. em Estados como o Paraná e Santa Catarina, mas também
estão presentes em cidades do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo não espalhadas pelo
País, as empresas oferecem serviços de entrega e abastecimento para outros Estados.

Já em regiões onde não é possível encontrar um fornecedor, é muito comum a confecção de fôrmas
e chapas no próprio canteiro de obras, método esse que deve seguir as recomendações da legisla-
ção brasileira.

LOGÍSTICA

As chapas são entregues no canteiro de obras pelos próprios fornecedores e devem ser transportadas
paletizadas. No recebimento do material, além da inspeção visual, é necessário atentar também às es-
pecificações do produto (se correspondem com o que foi pedido). Alguns contratantes realizam testes
informais para verificar a qualidade das chapas, como o que testa a colagem do material, retirando um
pedaço da chapa e colocando-o em água quente por cerca de uma hora. No fim do processo, caso a
chapa tenha descolado ou feito bolhas, o produto não é de boa qualidade. Na armazenagem, os pro-
dutos não devem ficar em contato direto com a umidade e devem ser cobertos com manta plástica.

Colaborou: Nilton Nazar. projetista de fôrmas e d>retor da l-iold Engenharia.


CONCRETO ARMADO

CORTE E DOBRA DE A Ç O

Parâmetros a respeito do material são os mesmos seguidos


para vergalhões de aço comum

Ub<ra'.an Leal - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 45. fevereiro/2005

ESPECIFICAÇÃO

O aço já é especificado no projeto estrutural, que deve discriminar a resistência do material, seção,
massa e comprimento das barras para cada ponto da estrutura. A construtora, em geral, cuida do
planejamento físico-financeiro, para que o aço seja comprado no momento e pelo custo mais ade-
quado. Além disso, deve assegurar que antes de comprar o material a equipe esteja preparada para
manejar aço cortado e dobrado.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Três grandes siderúrgicas trabalham com esse material, tanto realizando o corte e dobra diretamente
quanto credenciando empresas para fazer o serviço. Pequenas empresas também fornecem o mate-
rial. mas contam com processos mais artesanais e, eventualmente, com menos garantia de qualidade.
Essas últimas, muito mais numerosas, atendem principalmente a construtoras de pequeno porte.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

O serviço de corte e dobra tem o custo incluído no do aço para vergalhão. C o m isso. as condições
são semelhantes às da armadura, com prazos de pagamento entre 21 e 3 0 dias.
PRAZO DE ENTREGA

C o m o projeto em mão, as empresas demoram entre cinco e sete dias de prazo a partir da solicita-
ção. Esse tempo é suficiente para que a indústria possa passar as informações do projeto para as
máquinas que prepararão o aço.

FORMA DE E N T R E G A

O aço chega ao canteiro com etiquetas, identificando em que local cada peça deverá ser utilizada.
É recomendável que o construtor mantenha a menor quantidade possível de material armazenado,
se programando para aplicar o aço cortado e dobrado pouco depois do recebimento no canteiro.
Estoques grandes podem levar à desorganização das peças, desperdício de tempo e perda de parte
da vantagem de contratar um serviço de corte e dobra fora do canteiro. No entanto, não é raro essa
etiqueta se soltar, o que exige medição e identificação por parte da equipe de obra. já que os feixes
são entregues sem separação.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

Diretamente ligado ao serviço corte e dobra, há certificações I S O para as empresas dessa área. Além
disso, as siderúrgicas indicam as empresas qualificadas para trabalharem com seus aços. Porém, há
mecanismos que atestam a qualidade do material. A Marca de Conformidade Compulsória para
vergalhões utilizados em construção civil é válida também para o aço cortado e dobrado. O selo é
emitido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia), de acordo com os parâmetros da A B N T (As-
sociação Brasileira de Normas Técnicas) e está impresso, na etiqueta de identificação do vergalhão
entregue no canteiro.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 6118 - Projetos de estruturas de concreto - Procedimentos

N B R 748o - Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado - Especificação

N B R 14931 - Execução de estruturas de concreto - Procedimentos

Apoio de engenharia: Qegjane Gogoli Pessarello


Colaboraram: lu<s Otávio Coei to. pesquisador da PoliUSP.
e José Ângelo Passeti, consultor em coUe e dobra de aço.
CONCRETO ARMADO

CORTE E FURO DE CONCRETO

Projeto de execução deve considerar informações sobre concreto, estrutura e


eventuais instalações e sistemas embutidos nos elementos a serem cortados

Bruno Loturco - Guia da C o « > t r u ç 4 o 103. fovoreiro/2010

(B -
e

Etcolha pelo fornecedor pondera doido .iniliio de riscoi

até a remoçSo do material c colocação no bota-fora

A passagem d e tubulações, conduítes, drenos e outros dispositivos ou sistemas prediais exige, em


alguns casos, a execução de cortes ou furos em estruturas d e concreto. Em obras novas, esses
serviços são necessários quando, por falta d e previsão ou de alternativa, as fôrmas não ganharam,
durante a concretagem, enxertos ou elementos para produção d e orifícios.

"Serviços d e corte e furo devem ser contratados somente em casos específicos, e m q u e outras téc-
nicas não p o d e m ser aplicadas ou q u a n d o o prazo é mais importante q u e o custo", pontua G i l b e r t o
Giassetti, consultor da A l e c (Associação Brasileira das Empresas Locadoras).

A n e c e s s i d a d e d e extrair corpos d e prova para confirmação da resistência d o concreto também


p o d e ensejar a execução d e s s e tipo d e serviço. "Em alguns casos, c o m o e m túneis revestidos com
concreto projetado, o serviço p o d e ser previsto e m projeto para criar parâmetros de controle e
verificar a qualidade da execução, mas isso é exceção", explica o professor Antonio Domingues d e
Figueiredo, da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade d e S ã o Paulo).

Há, ainda, um terceiro caso. associado a obras antigas, em q u e costuma ser c o m u m a contratação d e
serviços d e corte e furo d e concreto para verificação da qualidade e resistência do material. Tam-
bém em obras já existentes, a passagem d e dutos ou tubos para modernização da edificação p o d e
demandar adaptações da estrutura por meio d e incisões no concreto.
ESPECIFICAÇÕES

A contratação de serviços de corte e furo de concreto deve ser precedida da c o n c e p ç ã o de um


projeto detalhado, além da demarcação, na própria estrutura, dos pontos que sofrerão interven-
ção. "Pior do que ter de cortar uma estrutura é ter que repetir o serviço ao descobrir que o posi-
cionamento cio furo ou seu diâmetro foi informado incorretamente", alerta Figueiredo. Por isso. é
importante que o encarregado da execução acompanhe a marcação e o que está determinado em
projeto. Além disso, a especificação deve contemplar o prazo, a forma de remoção da estrutura, a
necessidade de retrabalho para acabamento da estrutura remanescente e os critérios de segurança.

C a b e ao contratante verificar, ainda, a legislação local relacionada a trabalhos de demolição e se o


local permite barulho e poeira. Giassetti lembra que são comuns mal-entendidos relativos às unida-
des de medida. "Para não haver confusão, basta que a proposta comercial seja clara e bem elaborada
e. sempre que necessário, que o contratante seja esclarecido antes do início dos serviços", explica.

LOGÍSTICA

É responsabilidade do contratante providenciar a limpeza e a remoção de empecilhos da área onde


serão realizados os serviços, bem como o fornecimento de ponto de energia e água conforme especi-
ficado pelo prestador do serviço. Quando o acesso à área for difícil, é necessário providenciar acesso
seguro ao pessoal e aos equipamentos a serem utilizados, além de meios para remoção dos blocos
cortados. O projeto deve prever escoramentos e o desligamento de eventuais linhas de fluidos, gases
e energia.

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Para Giassetti. a cotação é a parte mais delicada de todo o processo e deve partir da comparação
entre empresas de mesmo porte e experiência, com atenção a prazos, plano de remoção proposto
- cuja execução geralmente fica a cargo da contratante - e cumprimento de obrigações trabalhistas,
legais e contábeis. "A solução deve abranger desde a análise de riscos até a remoção do material e
colocação no bota-fora. Só assim é possível comparar preços e decidir pela solução mais interessan-
te do ponto de vista financeiro", conta Giassetti.

Outro ponto a observar é a exigência, por parte da contratada, de mão de obra de apoio a ser forne-
cida pela contratante, o que não é contemplado no preço, mas aumenta o custo real. "Se determina-
da empresa se encarrega de praticamente todo o serviço, prevê prazo razoável e aceita multas pelo
seu não cumprimento, são aspectos que devem ser considerados", pondera Figueiredo. O tipo de
equipamento pode influenciar no orçamento também, pois custa mais contratar maquinário menos
barulhento, mais econômico em relação à energia consumida, mais seguro e eficiente. Em geral, os
pagamentos são feitos após medição dos serviços realizados, mas podem ser realizados por meio de
taxa diária, nos casos de contratos menores.

CUIDADOS GERAIS

Para a contratação, é fundamental fornecer todas as informações ligadas ao projeto da estrutura,


como a classe de resistência do concreto, planta de fôrmas e posicionamento da armadura, bem
como todo o detalhamento das barras, incluindo diâmetro, recobrimento e utilização de solda ou
trespasse. Também devem ser fornecidos à prestadora do serviço todos os detalhes dos projetos de
instalações que fizeram uso de dispositivos embutidos no concreto. "Atenção especial para estrutura
CONCRETO ARMADO

de concreto protendido, pois é um risco extremamente alto a realização d e furos q u e possam atingir
os fios e cordoalhas", salienta Figueiredo.

G i a s s e t i i alerta para a importância d e trabalhar somente c o m e m p r e s a s q u e p o s s u e m pessoal


treinado e c a p a c i t a d o para as tarefas. "É importante exigir certificados d e treinamento d o s o p e -
radores. contratar e m p r e s a s experientes, seguir as normas d e segurança e legislação trabalhista,
analisar riscos e verificar se a empresa possui manuais d e o p e r a ç ã o e segurança dos e q u i p a m e n -
tos". diz.

NORMAS TÉCNICAS

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente de trabalho na indústria da construção

N R - 3 3 - Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados

CHECK-LIST

J Desenvolva um projeto d e corte e furo detalhado e demarque na estrutura


os pontos d e intervenção. O encarregado da execução d e v e acompanhar a
demarcação.

/ C o m b i n e com a empresa contratada o plano logístico d e remoção e descarte


dos blocos cortados.

J Providencie a limpeza do local, pontos d e energia e de água conforme o pre-


visto em projeto, além d o desligamento d e linhas d e fluidos, gases e energia.

J Para avaliação d o preço, pondere prazos, multas e equipamentos utilizados.

J Forneça à prestadora as informações relacionadas à resistência e à armadura


da estrutura - especialmente no caso d e elementos protendidos - e aos siste-
mas e instalações embutidos.
ENTREVISTA COM ANTONIO DOMINGUES DE FIGUEIREDO - DESTRUIÇÃO CONTROLADA

Quais são os maiores problemas para a execução de corte e furo


de concreto?
Deve-se, sempre que possível, evitar cortar áreas da estrutura den-
samente armadas, pois isso compromete significativamente o desem-
penho e atrasa o serviço pela dificuldade associada ao corte do aço.
Não se pode esquecer que o serviço de corte e furo é uma operação
destrutiva da estrutura, mas que deve preservar ao máximo sua resis-
tência. Outra informação importante é sobre a utilização de sistemas
diferenciados de reforço do concreto, como fibras de aço.

O serviço de A idade do concreto influencia o serviço?


corte e furo é uma Quanto mais cedo for realizado o serviço, melhor, pois menor será a
operação destrutiva resistência d o concreto, o que facilita a execução e provoca menos
da estrutura, mas desgaste dos equipamentos de furação. com redução dos custos. O
que deve preservar serviço sempre deve ter o aval do projetista, pois a perda de resistên-
ao máximo sua cia localizada da peça estrutural não pode comprometer a estabilida-
de geral da estrutura.
resistência

A n t o n i o D o m i n g u c s d e Figueiredo,
p r o í e i i o r da Poli-USO
Quais cuidados de segurança o contratante deve ter?
( E i c o l a Po'.técnica
O contratante também é responsável pela segurança das pessoas e
da Universidade d e S í o Paulo)
equipamentos utilizados. Normalmente, o serviço ocorre com a obra
em operação, o que aumenta a possibilidade de conflitos com outros
serviços. A empresa encarregada da realização cios furos é responsável
direta pela segurança de mão de obra e equipamento ligados às opera-
ções de serviço, como o uso de EPI (Equipamentos de Proteção Indivi-
duais) e a segurança na fixação e operação dos equipamentos. Não se
pode esquecer que, durante a furação ou corte de uma laje. há sempre
o risco de que o pedaço extraído caia no andar de baixo. Por isso. deve
estar isolado e demarcado para garantir a segurança das pessoas.
DESMOLDANTES

C o n f i a b i l i d a d e do fabricante, rendimento do produto


e compatibilidade com a fôrma devem ser considerados

Rafael Frank • Guia da Construção • Construção M e r c a d o 77. doíorrbro/2007

A a p l i c a ç ã o d e d e s m o l d a n t e s c o m rolo d e v e gerar u m a c a m a d a h o m o g ê n e a

O s desmoldantes são utilizados na construção civil para impedir a aderência do concreto à fôrma.
Dessa forma, auxiliam a desenforma rápida, melhoram a qualidade da superfície do concreto, aumen-
tam a vida útil das fôrmas e a agilidade do processo.

ESPECIFICAÇÕES

O s desmoldantes podem ser feitos à base de óleos puros (mineral, vegetal e animal) e também
emulsionados em água. Podem, ainda, ser ativos quimicamente. reagindo com a pasta de cimento do
concreto e formando um composto estável (uma espécie de sabão) - o que permite uma remoção
fácil da peça concretada. Essa reação evita a formação de cavidades, manchas ou irregularidades
na superfície do concreto. Dessa forma, são indicados para concreto aparente. Já os desmoldantes
passivos apenas formam uma barreira entre as paredes da fôrma e do concreto.
CUIDADOS DURANTE A APLICAÇÃO

A fôrma deve estar limpa na aplicação do desmoldante - sem sujeiras ou com outros tipos de pro-
dutos. O desmoldante não deve ser aplicado com grandes espessuras para evitar sua absorção, o
que pode causar manchas. Além disso, o excesso diminui a aderência do concreto, prejudicando a
aplicação de revestimentos.

E também importante seguir a diluição indicada pelo fabricante. A aplicação cio desmoldante puro
pode formar uma camada muito grossa. A prática comum de utilizar óleo diesel puro ou diluído no
produto não é recomendada, pois também reduz a aderência. A quantidade a ser aplicada varia
de acordo com o tipo de fôrma e produto, sendo que a aplicação pode ser feita com pano. rolo de
pintura ou escovão. Entretanto, borrifar o desmoldante tende a formar uma película mais uniforme.
O rolo é também recomendado pela homogeneidade na espessura de aplicação. A broxa e o pincel
geram camadas irregulares, mas facilitam aplicações localizadas. Recomenda-se que o produto se-
que antes cio início da concretagem e que a aplicação não seja feita com muita antecedência para
evitar aderência de poeira.

A remoção do desmoldante da peça de concreto pode ser de forma mecânica (jato de areia seca
ou úmida, jato de água quente em alta pressão), química (escovamento com água e detergente) ou
com o apicoamento do concreto. Para verificar a remoção do desmoldante, basta jogar um pouco de
água sobre a superfície da estrutura. Se ela absorver a água, o produto foi removido com sucesso. Se
apresentar comportamento hidrófobo. novas lavagens são necessárias.

COTAÇÃO

O s primeiros cuidados com os desmoldantes são verificar as referências em relação ao fabricante,


a data de validade e a integridade da embalagem. A aquisição de produtos de mesmo lote para fins
de rastreabilidade é recomendada. O rendimento do desmoldante diluído também deve entrar na
equação. Há uma extensa gama de produtos no mercado, por isso, se deve atentar aos que atendem
os requisitos da obra e que são compatíveis com o tipo de fôrma utilizado. O preço, por correspon-
der a uma parcela muito pequena do valor total dos empreendimentos, não deve ser o principal
fator de decisão.

LOGÍSTICA

O transporte e armazenamento dos desmoldantes. se adquiridos em grande quantidade, devem


ser paletizados conforme recomendações do fabricante. Na entrega do produto, é importante se
certificar que as embalagens estejam lacradas, identificadas pelo fabricante e que o produto esteja
dentro do prazo de validade. O s desmoldantes devem ser acondicionados em recipientes fechados,
guardados em local coberto, seco e arejado. O fechamento da tampa também deve ser observado
para evitar a evaporação e o desbalanceamento da composição química do produto.

NORMAS TÉCNICAS

O Brasil não possui norma específica alguma para a fabricação ou a aplicação dos desmoldantes.

Colaborou: Kyrt Ar&fé Amam. coordenado? do curso do Engenharia Gvil da PCI


(Faculdade de Engenharia Industrial); Rubens Curti, especial sta em concreto da A8CP
(Associação Brasileira de Cimento Portland)-, Sérgio Pi veta. coordenador
da Unidade de Recuperação Estrutural do L A Falc3o Bauer.
FÔRMA DE ALUMÍNIO
PARA PAREDE DE CONCRETO

O s cuidados e as e s p e c i f i c a ç õ e s a d e q u a d a s ao sistema e ao processo d e


e x e c u ç ã o das estruturas de concreto a r m a d o

G u s t a v o Nériir • G u i a d a C o n s t r u ç ã o 106. m a i o / 2 0 1 0

F á c i l oxccuçAo o r o a p r o v o í t a m c n t o são os p r i n c i p a i s d o s t a q u o s no uso d a s fôrmas do a l u m í n i o

A fôrma de alumínio, aplicada à execução do molde de paredes de concreto, é constituída por um sistema
de painéis com chapas e perfis metálicos estruturados. Por causa de sua leveza e flexibilidade, esses pai-
néis. com largura máxima de ÓO cm, possibilitam ganhos de produtividade, diferentes combinações
geométricas e inúmeras reutilizações. Por isso, é opção apropriada aos empreendimentos com
grande volume de unidades e que precisam ser concluídos em um curto espaço de tempo. " C o m
o incremento dos programas de financiamento de habitação popular no Brasil, as empresas d e
construção estão procurando sistemas competitivos como esse para a construção em larga escala",
analisa Tibério de Andrade, engenheiro civil da U F P E (Universidade Federal de Pernambuco).

ESPECIFICAÇÕES

De acordo com as orientações da engenheira civil da Escola Politécnica da USP (Universidade de


São Paulo) Mércia Bottura de Barros. para uma fôrma estar adequada à produção de um elemento
de concreto é importante que o material apresente resistência mecânica à ruptura e a deformações,
de modo a garantir a estanqueidade, ou seja. evitar os vazamentos na nata de cimento. Além disso, é
necessário que a fôrma permita o correto posicionamento da armadura, adequando-se à geometria
especificada e è estabilidade dimensional, pois com a mudança no formato geométrico, o elemento
final também se altera. E. por fim. cabe aos responsáveis pela execução verificar se o material pro-
porciona segurança no manuseio e garante ao concreto a rugosidade superficial requerida, o que
poderá representar baixa aderência e facilidade no processo de desenforma.
CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO

A função da fôrma de alumínio no processo de execução das paredes de concreto é servir como
molde para o formato final das estruturas, que são desenformadas e ficam prontas para a aplicação
da pintura final e acabamento especializado de acordo com o projeto. "O processo de execução [das
paredes de concreto] consiste basicamente na colocação de fôrmas metálicas, de madeira ou de
plástico, que serão preenchidas após a colocação das ferragens", define o projetista de fôrmas Nilton Nazar.

Após o sistema ser desenformado. as fôrmas devem ser limpas para a reutilização. Conforme aponta
a engenheira civil Mércia Bottura de Barros. o material tem de ser escovado para que todo o resíduo
de argamassa seja eliminado, possibilitando a aplicação de um desmoldante (geralmente a base de
água ou parafina líquida) para evitar a aderência do concreto. Barros admite que essa medida facilita
a desenforma e dá maior vida útil à fôrma.

Por fim. depois de limpa, uma das faces da fôrma é montada e nela são aplicados os embutidos, que
incluem as esquadrias de portas e janelas, instalações elétricas, e. eventualmente, hidráulicas. A en-
genheira explica que o sistema hidráulico é mais bem aproveitado quando é organizado por cápsulas
tipo P E X . visto que esse material possibilita trocas caso haja problemas.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O sistema de fôrmas de alumínio ainda não está totalmente difundido no mercado nacional, mas as
fontes consultadas confirmam que é possível encontrar distribuidoras que atendem todas as regiões
do País. com concentração no Estado de São Paulo. Dentre os benefícios no ato da compra, está a
garantia de um ano para o conserto e reposição das peças com defeito e. em algumas vezes, o ofe-
recimento de cursos e treinamentos para a capacitação dos montadores.

Para se ler uma idéia da rentabilidade e da cotação de preços, o engenheiro civil Tibério de Andrade
utiliza como referência a construção de uma casa de 5 0 m2. Nesse caso, a fôrma custaria em torno
de R$ 5 0 0 mil. mas poderia ser reaproveitada em torno de 1.500 vezes, tendo um custo resultante
de R$ 2.70/m ? .

LOGÍSTICA

Um dos aspectos que elevem ser levados em conta é a quantidade de reaproveitamentos, principal
destaque do uso da fôrma de alumínio frente a outros tipos de fôrmas, como as de madeira e plásti-
co. "O principal benefício das fôrmas de alumínio é sua vida útil. que pode chegar a até mil utilizações
se bem manuseada", informa o projetista de fôrmas Nilton Nazar. No entanto, ele também destaca
que esse sistema deve ser selecionado dentro de uma concepção do projeto arquitetônico que con-
templa db paiedes dt; concreto como bolução estrutural e de vedação, lendo como bas>tí análibtíS da
relação do custo x beneficio do material.

Quanto à mão de obra. não é necessário um alto grau de especialização dos montadores, que po-
dem ser profissionais da própria equipe de obra. como pedreiros e carpinteiros. Contudo, como o
material é leve e sensível, o uso não planejado pode levar ao desgaste mais cedo da fôrma, influen-
ciando no seu potencial de reutilização e. consequentemente, no custo final do projeto.
CONCRETO ARMADO

NORMA TÉCNICA

Não existe uma norma específica que certifique os critérios para a utilização das fôrmas de alumínio.
Todavia, um referencial apresenta as condições gerais para a execução das estruturas provisórias
que utilizam fôrmas e escoramentos. a NBR 15696:2009 - Fôrmas e Escoramentos para Estrutura
de Concreto - Projeto. Dimensionamento e Procedimentos Executivos. Vale salientar que essa nor-
ma não apresenta detalhes sobre os diversos tipos de fôrma e foi aplicada há menos de um ano.

E N T R E V I S T A C O M M E R C I A B O T T U R A DE B A R R O S

REPETIÇÃO DO USO É FUNDAMENTAL

Quais os principais cuidados para aumentar a vida útil das fôrmas


de alumínio?

Por serem mais leves e permitirem um manuseio facilitado, as fôrmas de


alumínio exigem muitos cuidados. Se uma fôrma é derrubada ao chão. pode
sofrer sérios danos, principalmente de amassamento e. por conseqüência,
ficará inutilizada. No entanto, a repetição do uso é fundamental, pois uma
fôrma metálica permite algo em torno de três a cinco mil aplicações. So-
mente um reaproveitamento dessa ordem de grandeza pode amortizar
mais facilmente o investimento, pois são equipamentos de alto custo.

C o m o se trata A mão de obra deve ser altamente qualificada para trabalhar com
de fôrmas que essas fôrmas?
trabalham Normalmente, quem trabalha com as fôrmas de madeira é o oficial carpin-
por encaixe, o teiro. que precisa ser muito bem qualificado para o seu trabalho. Já com as
treinamento da mão fôrmas metálicas, tanto o carpinteiro como o montador de estruturas pode
de obra é facilitado executar o material. Como se trata de fôrmas que trabalham por encaixe,
o treinamento da mão de obra é facilitado, sendo possível formar um exce-
M c r c i a Bottura d o Barre»
lente profissional com menos tempo.
engenheira civil e professor» d a Escola
Politécnica d j Universidade d c S i o
Paulo
O mercado nacional está familiarizado com as fôrmas de alumínio?

Se levarmos em conta o número de empresas que constroem no Brasil,


pode-se dizer que realmente o mercado ainda não utiliza intensamente
esse tipo de fôrma. Porém, a fôrma de alumínio foi uma das primeiras fer-
ramentas a serem utilizadas na produção de paredes de concreto no País.
Em meados da década de 8o. na construção dos grandes conjuntos habi-
tacionais em Itaquera (SP), de modo geral, as fôrmas metálicas foram muito
empregadas, tanto as de aço quanto as de alumínio. Na época, o sistema
chamava-se "lagoinha". composto por fôrmas de alumínio com uma estam-
pa que reproduzia a textura do tijolinho à vista, só que cinza. O que levou
à utilização dessas tecnologias foi a necessidade de produzir um grande
número de habitações em curto espaço de tempo. Exatamente como o
que ocorre hoje.
CHECK-LIST

J No recebimento do material, confira as informações pré-estabelecidas no ato


da compra, como a quantidade das peças e a geometria especificada. Também
verifique se as fôrmas apresentam baixa aderência ao concreto e resistência
mecânica à ruptura e a deformações.

J Se houver algum problema com o material no período de garantia, recorra ao


fornecedor para a manutenção das fôrmas.

J O monitoramento da equipe de montadores é fundamental no processo de


execução das paredes de concreto.

J Encaixe-se aos cuidados básicos de limpeza do material após o seu uso.

Colaboraram: Mércia Bottura de Barros. engenheira civil e professora da Escola Politécnica


da Universidade de S3o Paulo: Nilton Nazar. engenheiro civil, projetista de fôrmas e sócio-diretor
da Hold Engenharia: Tibório Wanderley Correia do O. Andrade, engenheiro civil
da Universidade Eederal de Pernambuco.
RECUPERAÇÃO DE ESTRUTURAS
DE CONCRETO

O s cuidados para diminuir os riscos na cotação


e contratação de reforço em estruturas já existentes

B r u n o l o t u r c o • G u l a d a C o n s t r u ç ã o 104. m a r ç o / 2 0 1 0

C o t a ç ã o d o s e r v i ç o d e r e c u p e r a ç ã o do o s t r u t u r a do c o n c r e t o só d e v o ser feita c o m a p r e v i s ã o ,
e m projoto, d a s causas, da m e t o d o l o g i a a ser a p l i c a d a e dos trabalhos a s e r e m e x e c u t a d o s

Serviços de recuperação de estruturas de concreto são geralmente demandados devido a patolo-


gias decorrentes de mau desempenho, da necessidade de manutenção preventiva ou até mesmo de
demandas por reforço estrutural. A finalidade é restaurar as características resistentes e restabele-
cer a segurança dos usuários. "Danos estruturais aumentam a possibilidade de rupturas localizadas
ou globais e podem provocar acidentes por desplacamento de concreto, colocando em risco os
usuários e comprometendo a utilização", alerta o engenheiro Thomas Garcia Carmona, diretor da
A b e c e (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural).

O ideal é que as estruturas de concreto passem por inspeção rotineira para averiguação de eventu-
ais sintomas, pois. conforme conta Carmona, a constatação precoce diminui custos e riscos. O s sinais
que indicam necessidade de reforço, no caso das patologias, são corrosão, fissuras, trincas, manchas,
deformações, ruptura do cobrimento das armaduras ou esmagamento do concreto, por exemplo.

Identificado o problema, o projeto de recuperação deve apresentar as causas, a metodologia a ser


empregada para correção e a estimativa dos trabalhos a serem executados. "Assim, é possível cotar
o preço para execução, com a certeza de que todos os concorrentes oferecerão os serviços e mate-
riais especificados no relatório técnico", indica Carmona.
Por isso. é importante que as empresas selecionadas para a cotação tenham experiência comprova-
da e contem com engenheiro habilitado. Antes da contratação, é recomendável verificar, em visitas
e consulta a ex-clientes, o desempenho de obras previamente recuperadas. "Qualquer trabalho de
recuperação realizado sem orientação de empresa especializada será um jogo de tentativa e erro.
com grandes probabilidades de insucesso e gastos desnecessários", assegura.

ESPECIFICAÇÕES

A parte contratante deve considerar o histórico da edificação, as características da estrutura,


a agressividade ambiental, a situação atual, eventuais mudanças d e utilização, a durabilidade
pretendida, a intensidade e a freqüência de manutenção. "É saudável que o autor do projeto de
recuperação acompanhe a obra para comprovar que os serviços concordam com o contratado,
adequar metodologias à boa técnica, propor soluções para imprevistos e dirimir dúvidas técnicas",
recomenda Carmona.

LOGÍSTICA

E responsabilidade do contratante prever pontos de água e luz e livre acesso às áreas. Além disso,
a depender do estabelecido em contrato, deve providenciar materiais para recuperação e equipa-
mentos de acesso. "Existe uma gama muito ampla de equipamentos que podem ser utilizados.

Porém, normalmente, é bom dispor de um bom sistema de escoramentos, equipamentos de demo-


lição leves, furadeiras de impacto, extratoras, dentre outras ferramentas", enumera o engenheiro
Francisco Paulo Graziano. projetista de estruturas e diretor da Pasqua & Graziano Associados.

C O T A Ç Õ E S DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Além da comprovação da habilitação, do atendimento às quantidades, materiais e procedimentos


especificados no projeto, o contratante deve exigir do prestador o cumprimento de prazos. No en-
tanto. pondera Carmona, por se tratar de intervenção em estrutura existente e sobre a qual nem
sempre há documentação, é comum ocorrerem imprevistos. Assim, para resguardar o relaciona-
mento entre as partes, prazos muito exíguos ou rígidos devem ser evitados, sendo recomendáve:
elaborar cronogramas conservadores.

Ao comparar preços, vale a mesma recomendação. Em virtude do risco de situações não previstas
em projeto, os valores previamente considerados, pautados em critérios de qualidade e de escopo
de serviços, podem ser afetados. "Na avaliação de eventuais pleitos, a consultoria de empresa espe-
cializada em recuperação estrutural é de grande valia", diz Carmona.

CUIDADOS GERAIS

O contrato deve incluir a existência de plano de segurança, com procedimentos efetivos de planeja-
mento e controle de riscos, além de acesso restrito a pessoas autorizadas. E direito do contratante
realizar, após a conclusão dos serviços, além de inspeção visual por profissional especializado, en-
saios auxiliares para verificação da qualidade. Dentre os lestes possíveis estão os de resistência de
aderência, controle da porosidade, velocidade de propagação de ondas de ultrassom, ensaios ele-
troquímicos como o potencial elétrico e intensidade elétrica de corrosão e aderência de películas.
CONCRETO ARMADO

NORMAS TÉCNICAS

"Não existem normas brasileiras para reforço estrutural e este é um assunto ainda em processo de
elaboração no resto do mundo", explica Graziano. São aplicáveis ao serviço apenas conceitos de
segurança das normas de projeto e aqueles relacionados à qualidade dos materiais.

ENTREVISTA C O M F R A N C I S C O PAULO G R A Z I A N O - RISCO DE RETRABALHO


C o m o o contratante pode se precaver de problemas técnicos? E
obrigatória a consulta ao projetista da estrutura ou ao consultor es-
pecializado?

O primeiro caminho é sempre a consulta ao projetista estrutural autor


do projeto, que pode assumir a tarefa de projetar o reforço ou indicar
um terceiro, que fará o serviço conforme as indicações sobre o pro-
jeto original. Porém, sempre é importante que esteja envolvido um
profissional com experiência na especificação das técnicas de reforço
e na execução.

Em matéria de Quais são os principais riscos que esse serviço envolve?


engenharia, jamais Projetar um reforço não segue os mesmos critérios e procedimentos
há certeza de que utilizados em projetos de estruturas novas. A razão principal é que.
o produto avaliado em estruturas a serem reforçadas, quase sempre existe carga aplica-
é 1 0 0 % capaz da. o que muda completamente a maneira de dimensionar a capaci-
dade estrutural. O risco é de se ter que refazer o reforço, assim que a
Francisco Paulo Graiiano.
estrutura entre em uso novamente.
projotista d o estruturas o diretor d a
Pasqu* & Grarüino Associados.

C o m o o contratante pode, após a realização do serviço, verificar a


qualidade do mesmo e o desempenho da estrutura?

Em matéria de engenharia, jamais há certeza de que o produto avalia-


do é l O O % capaz. O mesmo se passa com a engenharia de estruturas,
que trabalha com muitas variáveis de estocástico. O u seja. sobre as
quais não se conhecem as grandezas individuais, mas sim as carac-
terísticas do conjunto, tais como valor médio e desvio padrão, por
exemplo. Sendo assim, o que se tem é uma expectativa de sucesso.
De qualquer forma, dependendo do nível de conhecimento que te-
mos da estrutura e de suas características geométricas e mecânicas,
podemos afirmar se ela é confiável e. assim, estabelecer um grau de
confiabilidade a essa desde que suas solicitações fiquem dentro do
estimado em projeto.
CHECK-LIST

J Para a cotação, considere, além do preço, o atendimento ao escopo e aos


requisitos de qualidade, contemplando inclusive materiais. Se necessário, re-
corra à assessoria de empresa de consultoria em recuperação estrutural antes
da tomada de decisão.

J Verifique a experiência da empresa a ser contratada, além da existência de


engenheiro habilitado ao serviço em seu corpo técnico. Procure informações
sobre obras já realizadas e ex-clientes.

/ A o especificar o serviço, informe ao prestador dados referentes ao histórico


da edificação. Se possível, entre em contato com o projetista da estrutura.

/ Exija que o autor do projeto de recuperação acompanhe os trabalhos sendo


executados e esteja disponível para solucionar eventuais problemas ou dúvi-
das técnicas.

J Tanto para o estabelecimento de preços quanto para a definição dos prazos,


considere a possibilidade de o projeto original ser afetado por imprevistos
comuns a esse tipo de serviço.

J Terminado o serviço, recomenda-se inspeção visual por profissional especiali-


zado e ensaios auxiliares para verificação da qualidade.

J Embora não existam normas específicas para esse tipo de serviço, observe as
regulamentações de segurança e qualidade pertinentes.
CONCRETO ARMADO

VERGALHÕES DE A Ç O

Barras devem chegar à obra com antecedência para realização de ensaios

Bianca A n t u r w j • C o m t r u ç à o M«rcado 26 • ietembro/2005

Apesar de muitos chamarem d e ferro, os vergalhões são feitos, na verdade, de aço. A principal dife-
rença está na composição: o a ç o é uma liga d e ferro-carbono q u e contém d e 0 . 0 0 8 % até aproxima-
damente 2 . 0 % cie carbono. N o ferro, esse teor é d e 2.04 a 6.7%.

ESPECIFICAÇÃO

O s vergalhões de a ç o são vendidos em três classes, d e acordo com a N B R 748O: C A - 2 5 . C A - 5 0 e C A -


6 0 . 0 q u e determina a classe d e um vergalhão são suas características mecânicas, c o m o resistência à
tração e ao escoamento (veja tabela 1). Esses valores são utilizados pelo calculista para dimensionar a
estrutura. A barra deve suportar cargas e sobrecargas até os limites determinados sem deformar-se
permanentemente. O s vergalhões também podem ser classificados pelo diâmetro nominal ou bitola.
A N B R 7480 indica a massa linear nominal em kg/m para c a d a "bitola" e as tolerâncias admissíveis
(veja tabela 2). S e a barra tiver valores d e massa linear menores d o q u e o mínimo especificado na
norma, sua área d e seção será diminuída e. portanto, sua resistência mecânica será comprometida.
Já um diâmetro nominal maior d o q u e o especificado p o d e impedir q u e a peça estrutural tenha a
quantidade d e barras prevista, por falta d e espaço. Isso significa menos a ç o e resistência estrutural
diferente daquela determinada pelo calculista. Por ser o a ç o mais usado na construção, o C A - 5 0
deve obrigatoriamente por norma possuir marcação de bitola em relevo.
CARACTERÍSTICAS E USO

O C A - 2 5 é liso e mais maleável do que os outros. É pouco utilizado na construção e apenas em situ-
ações que prescindem de barras nervuradas. As indústrias de pré-moldados costumam empregá-lo
para fazer alças para içamento das peças. O C A - 6 0 é usado para estribos. treliças. telas e armaduras
de lajes e pisos. O C A - 5 0 é o mais utilizado na construção civil por ser dúctil. suportar alta concen-
tração de carga e aderir bem ao concreto. As nervuras impedem que o C A - 5 0 gire dentro do concre-
to. dessa forma o vergalhão age conjuntamente à estrutura quando submetida à carga.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S

Quanto menor o diâmetro, mais caro é o produto. Isso acontece porque para a produção de um
vergalhão de bitola pequena é necessário mais tempo de máquina e mais máquinas para se chegar
à medida exata. Além disso, como o preço é por quilo, a produtividade/hora de um vergalhão de
diâmetro pequeno é baixa, pois ele tem massa linear menor. A exceção é o vergalhão com 32 mm,
fabricado sob encomenda e. por isso. mais caro.

FORNECEDORES

Três fornecedores em todo o Brasil vendem a linha completa de vergalhões: Belgo Mineira. Gerdau e
Barra Mansa (Votoraço). O s três possuem distribuidores em todo o País. Há também outros fabrican-
tes que fornecem apenas uma das classes, com menor variedade de bitolas. O s fabricantes devem
possuir marca de conformidade fornecida pelo Inmetro. O órgão faz auditorias nas fábricas para
verificar o sistema de qualidade. São realizados também testes com amostras coletadas nas fábricas
e no mercado. Desde 1999. o Inmetro estabeleceu a compulsoriedade da certificação das barras e
fios de aço fabricados no Brasil e importados que sejam destinados à execução de armaduras de
concreto. Alguns fabricantes oferecem serviço de corte e dobra do vergalhão. seguindo as especifi-
cações de projeto fornecidas pelo comprador. A entrega pode ser programada.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

O s fabricantes dão. normalmente, duas possibilidades: preço de tabela, em 21 dias. ou à vista com
desconto. A possibilidade de descontos e negociação do pagamento vai depender do mês e da taxa
de juros do momento. Já os distribuidores oferecem condições variadas: desde pagamento à vista
até parcelado em 3 0 / 6 0 dias.

P R A Z O DE E N T R E G A

O s grandes fornecedores possuem centros de distribuição em todo o Brasil e. por isso. a entrega é
imediata. O preço do frete, normalmente, já está incluído no produto. Mesmo assim, a compra do aço
deve ser feita com antecedência para permitir a realização de ensaios por laboratórios especializa-
dos antes de serem utilizados. Para garantir as especificações do produto, é necessário fazer, além
dos ensaios técnicos de tração, dobramento e elasticidade, ensaios d e diâmetro nominal. Para
obras de pequeno porte, em que o ensaio torna-se inviável economicamente, recomenda-se fazer
um levantamento da metragem das barras, já que possuem aproximadamente o mesmo comprimen-
to (12 m) e massa linear determinada.
CONCRETO ARMADO

FORMA DE ENTREGA

C e r c a d e 3 0 % dos vergalhões produzidos pelas usinas siderúrgicas brasileiras são comercializados


diretamente com os construtores d e obras d e grande porte, segundo dados d o Programa Setorial
de Q u a l i d a d e d o P B Q P - H . A outra parte da produção tem como destino os distribuidores, q u e aten-
dem o comércio varejista. O s vergalhões são v e n d i d o s e m Peixes d e i t, 2 t ou 2.5 t ou e m rolos
q u e variam d e 2 0 0 kg a 2 t. J á os p e q u e n o s c o n s u m i d o r e s d e v e m c o m p r a r d e d i s t r i b u i d o r e s ,
n o r m a l m e n t e e m b a r r a s d e 12 m ou por p e s o .

ARMAZENAGEM

Recomenda-se separar os vergalhões por bitola, pois a identificação visual é difícil e apenas o C A - 5 0
possui o diâmetro nominal gravado. O vergalhão não d e v e ficar em contato com o solo nem exposto
às intempéries, para não sofrer corrosão. Para facilitar a fiscalização, devem ser mantidas as etiquetas
de identificação.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A norma que regulamenta e especifica a produção d e barras e fios de aço é a N B R 7480. O C A - 5 0


deve apresentar marcas de laminação em relevo, identificando o produtor (com registro no IN PI
-Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a categoria do material e seu respectivo diâmetro
nominal. Na hora da compra, é importante verificar se o produto tem o selo d e qualidade, que fica na
etiqueta do feixe. A l é m disso, é possível pedir um certificado d e qualidade que ateste q u e o produto
comprado segue os requisitos d o Inmetro e da A B N T . Informações sobre normas e empresas cer-
tificadas p o d e m ser encontradas no site do P B Q P - H www.pbqp-h.gov.br/projetos/meta/barra.aco/
aco.html,

TABELA 1 - DETERMINAÇÃO DA CATEGORIA

Resistência característica de
Categoria escoamento (fy)
kgf/mm1 MPa
CA-25 25 250
CA-50 50 500
CA-60 ÓO ÓOO

Mínimos exigidos pela rxxma NBR 7480


TABELA 2 - DETERMINAÇÃO DAS BITOLAS

CA-25 e CA-50
Bitola Pesos lineares (kg/m)
(mm) Mínimo Nominal Máximo
-io% 0% •10%

6,3 0.220 0.245 O.269


8 0.355 0.395 0.434
-6% 0% •6%

IO 0.580 0.617 O.Ó54

12,5 O.ÇOó 0.963 1.021

16 1.484 1.578 1-673


20 2.318 2.466 2.614

25 3.622 3.853 4.084


32 5935 6.313 6.692

CA-60
Bitola Pesos lineares (kg/m)
(mm) Mínimo Nominal Máximo
-6% 0% •6%

4,2 0.102 0.109 0.115


5,0 0.145 O.154 0.163
6,0 0.209 0.222 0.235
7,0 O.284 0.302 0.320

8,0 0.371 0.395 0.418

9,5 0.523 0.558 0.589

Colaboraram: José Luiz Andrade, assessor técnico da Belgo Mineira; Domingos Somma.
vice-presidente executivo do Aços Longos Brasil, do G'upo Gerdau e Fernando Matos,
do IbS (Instituto brasileiro de Siderurgia).
como comprar

ESCORAMENTOS
E AINDAIMES

Andaimes
E s c o r a m e n t o s m e t á l i c o (I)
E s c o r a m e n t o s m e t á l i c o (II)
E s c o r a m e n t o s m e t á l i c o (III)
ESCORAMENTOS E ANDAIMES

ANDAIMES

A t e n ç ã o à segurança, bom estado dos e q u i p a m e n t o s quando locados


e suporte na montagem e desmontagem são itens prioritários

Kelly C a r v a l h o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 55. (evereiro/2006

ESPECIFICAÇÃO

O s principais tipos de andaime são o tubo equipado, os multidirecionais, o fachadeiro, o suspen-


so mecânico (manual), o suspenso elétrico (automático) e o mais comum, ou popular, denominado
andaime tubular de encaixe. Diferenciam-se de acordo c o m o tipo d e material (aço ou alumínio),
aplicação (manutenção industrial, serviços e m fachada, obras na construção civil, manutenções leves
e uso doméstico), logística da obra, d o prazo, valor d o serviço a ser realizado e segurança do local e
dos trabalhadores.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O s serviços d e montagem, desmontagem e utilização d e v e m seguir as orientações do fabricante e


atender as normas oficiais vigentes. Atenção ao projeto do fornecedor, às condições de apoio (piso)
e travamento, à segurança d o montador com uso d e EPIs.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Existem poucos fabricantes no país e vasta quantidade d e locadores. Por isso. é importante a ve-
rificação da qualidade d e fabricação e d o produto, d o material utilizado, uso de equipamentos que
atendam a exigência d a s normas vigentes e dar preferência a empresas que ofereçam suporte e
orientação sobre montagem e uso d o equipamento.
FORMA DE ENTREGA

A retirada dos andaimes geralmente é feita pelo cliente ou transportador por ele contratado. Du-
rante o transporte, a carga deve estar devidamente amarrada, se possível, em feixes ou paletes
descarregados com gruas ou guindastes. Recomenda-se a presença de conferentes na retirada
(e na devolução) na empresa fornecedora, checando-se quantidades e estado físico das peças
fornecidas, além de nota fiscal específica para acompanhar a carga. O s produtos devem estar em
perfeito estado, isentos de ferrugem, partes amassadas ou quebradas e com todos os acessórios
necessários. Ainda deve estar incluso um manual de orientação sobre procedimentos de mon-
tagem, desmontagem e o uso correto para cada situação.

PRAZO DE ENTREGA

Para pequenas quantidades, pronta-entrega na maioria das empresas. Em grandes quantidades, a


fornecedora deve ser consultada quanto à disponibilidade do produto nos estoques. C a s o contrário,
é necessário fazer o pedido com cerca de sete dias de antecedência.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

A locação geralmente é feita por períodos regulares (semanal, quinzenal ou mensal), cobrada por
meio de boleto bancário no vencimento do prazo da locação. Em caso de compra do equipamento,
o pagamento poderá ser feito à vista ou parcelado, de acordo com as condições negociadas ou
oferecidas por cada empresa.

REQUISITOS DE QUALIDADE

Projeto construtivo do andaime fornecido pelo fabricante ou locador, dimensionamento dos an-
daimes na montagem por profissional legalmente habilitado, montagem realizada por trabalhador
qualificado, fixação, sustentação e apoio dos equipamentos, sistema de guarda-corpo e rodapés em
consonância com o item 18.13-5 da NR-18. acesso do trabalhador, inspeção diária dos equipamentos,
manutenção preventiva e corretiva de acordo com as indicações do fabricante ou locador. capacita-
ção dos trabalhadores na utilização dos andaimes.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 6494 - Segurança nos andaimes

N R - 1 8 - C o n d i ç õ e s e meio ambiente de trabalho na indústria da construção - Regula


as condições e meio ambiente de trabalho na construção civil. Atualmente em revisão,
o grupo de trabalho deve propor a substituição do piso de madeira pelo metálico,
mas há outros materiais sendo estudados. Outro item em discussão é o de acesso do
trabalhador, com a possível eliminação da Catraca no Andaime Suspenso Mecânico,
pois ela exige um esforço grande do trabalhador, bem como a limitação da utilização
do mesmo tipo de andaime.

Apoio de engenharia: Reg<ane Grigoli Pessarelo.

108
ESCORAMENTOS METÁLICOS (I)

Seguir o projeto de e s c o r a m e n t o é fundamental


para um bom d e s e m p e n h o do sistema

Rafael Frank - G u i a da C o u t r u ç J o - Con&tru^5o Marcado 74, ietembro/2007

•KJB B

w? o

IflTJi1"
~ .j s *
í BB ['
1 1
flS k• Mteü i ÊaiftTrr
í
f f t ^
i -í
r i
O d e s e m p e n h o d o cscoramonto d e p e n d e do informações detalhadas c o m o cronogramas da obra.

velocidade do c o n c r e t a g e m e eondiçôo» d o pivo do apoio

As escoras metálicas são formadas basicamente de aço (galvanizado ou pintado) e alumínio. Nesse
último caso, o material não resiste a tanta compressão quanto o aço. tendo a flexão e a leveza como
pontos fortes em relação ao outro material.

ESPECIFICAÇÕES

O escoramento metálico pode ser executado por meio de torres de encaixe, escoras pontuais me-
tálicas ou um misto dos dois sistemas. Esses equipamentos devem passar por constantes manuten-
ções, inspeções e revisões.

As torres possuem diversos usos, acessórios, encaixes e número de peças. O s diferentes diâmetros e
espessuras das paredes dos tubos determinarão a capacidade de carga desse sistema.

Nos sistemas mistos há a possibilidade de utilizar perfis metálicos (longitudinais e transversais) e.


sobre esses, o compensado pregado ou os sistemas do tipo deck - painéis estruturados em alumínio
que já possuem o compensado incorporado.

O projeto de escoramento realizado pelo engenheiro responsável é fundamental para a compra


ou aluguel das escoras. C a d a obra necessita de uma concepção única desse sistema. Há diversas
variantes referentes a cargas, sobrecargas e coeficientes de segurança, por exemplo, que devem ser
informadas à empresa desses equipamentos. Logo. o histórico da empresa fornecedora deve ser
observado e o recolhimento da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), exigido.

O material e os projetos executivos são oferecidos conjuntamente com a assistência técnica de orientação
à obra. Má situações em que é necessário modificar o escoramento durante a sua implantação. Para isso,
deve-se buscar a orientação da fornecedora. A improvisação não é uma opção.
CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O alto desempenho do escoramento está ligado às informações, cronogramas, detalhes e velocidade de


concretagem, ciclo entre trechos, compensado utilizado, condições do piso de apoio do escoramento.
taxa de resistência do solo. Também é importante observar as recomendações do fabricante de lajes
modulares. como espaçamento máximo entre os pontos de apoio.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há uma grande variação de limites de deformação oferecida nos orçamentos e. portanto, com dife-
rentes valores. É importante observar que o serviço de entrega é oferecido gratuitamente por algu-
mas empresas, e a disponibilidade de certas escoras é pequena. Isso porque o território brasileiro
apresenta uma forte deficiência no fornecimento de escoras metálicas. A demanda concentrou as
empresas em algumas capitais brasileiras (Manaus, Salvador. Brasília, Natal, fortaleza. Porto Alegre)
e. principalmente, no Sudeste.

NORMAS TÉCNICAS

Até o momento, apenas a NR-18 especifica a aplicação de escoramento metálico ou de madeira na


construção civil.

A Abrasfe (Associação Brasileira das Empresas de Fôrmas e Escoramentos) iniciou a elaboração


de normas para reverter essa situação e a implantação deverá levar aproximadamente quatro anos.
Enquanto isso, o contratante deve ficar atento. As normas americanas, alemãs ou uma mescla delas
somada com a experiência obtida ao longo dos anos são as mais encontradas no mercado.

LOGÍSTICA

O transporte deve ser realizado por caminhões com os feixes de equipamentos devidamente cin-
tados. com paletes e sacos para as peças pequenas. Durante a descarga é necessário cuidado para
não amassar o tubo das escoras, os quadros metálicos, seus encaixes e principalmente as roscas
existentes nas escoras telescópicas, sapatas e forcados ajustáveis.

Para evitar fretes desnecessários, é possível armazenar os escoramentos em uma área separada
e restrita do canteiro de obra. Essas medidas são importantes, pois as peças de escoramento são
facilmente confundidas com entulho e possuem alto valor no mercado de reciclagem - principal-
mente o alumínio.

Colaboraram: Alexandre Parxíolfo. gerente comercial da Ulma Brasil Fôrmas e Escoramentos:


Mana Alice Moreira, diretora comercial da SH Fôrmas e Escoramentos; Daniel de Andrade,
assistente de Marketing da Loctubo.
ESCORAMENTOS METÁLICOS (II)

Cuidados no recebimento e devolução


das peças evitam impasses entre locador e locatário

Pámela Reis • G u i a d a C o n s t r u ç ã o 107. j a n e i r o / 2 0 1 0

As peças não p o d e m apresentar soldas trincadas, corrosão e n e m deformações

0 sistema de escoramento metálico é composto por elementos de aço ou alumínio que servem
de apoio às fôrmas para concreto com a função de sustentar as cargas e sobrecargas da estrutura
e transferi-las ao chão ou ao pavimento inferior. O sistema pode ser usado em diversos tipos de
obras - edifícios, obras industriais, barragens - e nas mais variadas aplicações - blocos de fundação,
cortinas, pilares, vigas, lajes etc.

Embora a maior parte dos construtores opte pela locação desse material, o projetista Nilton Nazar,
sócio-diretor da Hold Engenharia, afirma que a compra não é uma má opção quando se pensa no longo
prazo: "É um investimento alto que leva anos para ser diluído e implica manter um galpão para fazer
manutenção, repintar, engraxar, trocar peças, desamassar etc. Esse custo tem que ser levado em conta.
Em compensação, a vida útil é muito longa".

Haroldo Miller Júnior, presidente da Abrasfe (Associação Brasileira das Empresas de Fôrmas e Es-
coramentos), complementa: "Na locação, estão embutidos ainda os custos de projeto, assistência
técnica e administração dos materiais. Comprar ou locar dependerá do tipo de obra. do prazo de
utilização e da estrutura da empresa".

ESPECIFICAÇÕES

O s principais componentes do sistema de escoramento são as escoras pontuais, as torres e as vigas. As


peças são distribuídas conforme projeto e dimensionamento específicos, e sua combinação pode variar
para atender às particularidades de cada aplicação, seja um edifício ou uma obra de construção pesada.
As torres, por exemplo, são usadas para vencer pés-direitos mais altos e possuem capacidade de carga
superior às escoras.
COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

Geralmente, o projeto de escoramento é feito pelo próprio fornecedor, portanto, é aconselhável con-
tratar o sistema de dez a 15 dias antes da data prevista para o uso. No caso de obras de grande porte,
esse prazo pode se estender para até um mês. Deve-se exigir do fornecedor a garantia dos equipamen-
tos e o recolhimento da A R T (Anotação de Responsabilidade Técnica) do projeto.

Segundo Nilton Nazar, no contrato de locação, é importante dar atenção aos custos de reposição de
peças eventualmente danificadas ou extraviadas. Esses valores podem ser muito superiores ao custo de
aquisição, pois levam em conta o lucro cessante, ou seja. o extravio ou dano do material impede a empre-
sa locadora de lucrar com outros aluguéis.

LOGÍSTICA

Embora os fornecedores de escoramentos estejam mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste do
País. há filiais e representantes que atendem a todo o território nacional. Na escolha, é importante,
"em primeiro lugar, optar por uma empresa com comprovada capacitação técnica e fornecer todos
os projetos [da estrutura] e os cronogramas de utilização de material", aconselha Haroldo Miller.

O equipamento é retirado pelo locatário no depósito do fornecedor e deve ser contado e conferido
no ato da entrega. "Os fornecedores têm pedido que um fiscal da construtora vá até o depósito e
acompanhe o material até o canteiro. Se isso não for possível, o material deverá ser conferido mi-
nuciosamente no local da obra. com a fiscalização da construtora e do fornecedor", adverte Nazar.

C a s o haja alguma irregularidade nas peças entregues, o fornecedor deve ser contatado imediata-
mente, para que o locatário não seja obrigado a pagar indevidamente por mau uso. O material não
pode apresentar soldas trincadas nem corrosão; a pintura ou galvanização devem estar conservadas:
as roscas, lubrificadas, e as peças não podem estar deformadas, empenadas ou apresentar resíduos
de argamassa ou concreto.

O transporte fica a cargo do locatário e os componentes devem ser organizados, de preferência, em


paletes. As peças menores, de fácil extravio e alto custo de reposição, devem ser transportadas e arma-
zenadas em caixas ou sacos e. após a execução de cada pavimento, devem ser recolhidas de volta ao
recipiente para prevenir perdas ao longo da obra.

O armazenamento deve ser feito em local fechado, com acesso controlado por uma só pessoa - normalmen-
te. o almoxarife da obra - a fim de se evitarem furtos. Após o uso, recomenda-se lavar as peças para eliminar
restos de concreto e argamassa. Engraxar as roscas é outra medida preventiva que pode ser adotada.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A montagem do cimbramento é feita pela equipe da construtora, sob supervisão técnica do forne-
cedor. O projeto de montagem deve ser seguido rigorosamente com relação ao posicionamento
das torres, escoras e vigas, obedecendo aos espaçamentos máximos determinados. Haroldo Miller
conta que os erros mais comuns se devem a adaptações na montagem, desrespeitando o projeto
do fornecedor.

A qualificação da mão de obra é outro ponto crítico, bem como erros na execução de travamentos e
erros na seqüência de montagem. O professor cia Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana
Mackenzie. Bruno Ribeiro, lembra ainda que é preciso verificar as condições do piso e. em terrenos
sem contrapiso, utilizar placas de apoio.
NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 5 6 9 6 : 2 0 0 9 - Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto - Projeto, dimen-


sionamento e procedimentos executivos

N B R 8 8 0 0 : 2 0 0 8 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e con-


creto de edifícios

N B R 1 4 9 3 1 : 2 0 0 4 - Execução de estruturas de concreto Procedimento

ENTREVISTA C O M NILTON NAZAR - DIMENSIONAMENTO CORRETO

Quais os cuidados a serem tomados no dimensionamento do es-


coramento?
Tanto o escoramento de alumínio quanto o de aço precisam ser
dimensionados em função das características mecânicas de cada
material. É importante observar também o tipo de terreno, quando
o cimbramento for executado diretamente sobre o solo. sem piso
concretado. Conforme a resistência do solo é preciso aumentar o
número de escoras para distribuir melhor o peso da estrutura. Esse
cuidado muitas vezes não é tomado por falta de integração entre o
construtor, o fornecedor e o consultor de solo.

Problemas E o tipo de fôrma influencia no projeto do escoramento?


d e c o r r e n t e s de falhas Sim. influencia. Se você for usar, por exemplo, uma chapa de madeira
no projeto têm sido suportada por um cimbramento metálico, o espaçamento desse cim-
raros, pois j á bramento deve ser coerente para não permitir que a chapa deforme.
possuímos Tem que haver uma compatibilização entre um e outro.
f o r n e c e d o r e s com
excelentes corpos O tipo de concreto também impacta no dimensionamento?
técnicos no mercado Sim. A velocidade de concretagem e a trabalhabilidade do concreto
influenciam na pressão das fôrmas. Quanto mais fluido e mais rápido,
N i l t o n Noz.tr projetista d o fôrmas o sócio- maior a pressão. Isso também pode afetar os espaçamentos entre as
d > « t o r d a H o ' d Engenharia escoras. Se a concretagem for muito rápida, esses espaços precisam
ser menores.

Quais os erros mais comuns?

Problemas decorrentes de falhas no projeto têm sido raros, pois já pos-


suímos fornecedores com excelentes corpos técnicos no mercado. O s
problemas mais recorrentes são os relativos à devolução dos materiais,
normalmente por erros no recebimento, armazenamento, por mau uso,
ou pelos três motivos em conjunto. Isso tem causado enorme desgaste
na relação entre consumidores e fornecedores.
CHECK-LIST

/ Deve-se exigir do fornecedor a garantia do produto e o recolhimento da ART


do projeto.

J Na entrega, um fiscal da construtora deve conferir minuciosamente a quantida-


de e o estado de conservação das peças.

/ Peças menores devem ser transportadas e armazenadas em caixas ou sacos


para evitar perdas.

y A montagem deve ser feita sob supervisão técnica do fornecedor e o projeto


do cimbramento deve ser seguido à risca.

y A N B R 15696:2009 regula a utilização de fôrmas e escoramentos para estru-


turas de concreto.

Colaboraram: Bruno Ribeiro; engenheiro civil e professor da Escola de Engenharia


e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Universidade Presbiteriana Mackenzie.
ESCORAMENTOS METÁLICOS (III)

Locação exige cuidados com manuseio


das peças para evitar custos indenizatórios

Thays Tatcolca. mnio/20"0

Optar pela compra ou locação de escoramentos metálicos requer a avaliação dos recursos a serem
investidos pela construtora. O s sistemas podem ser utilizados para o cimbramento de diversas es-
truturas e tipos de construção, mas a decisão de comprar ou locar o equipamento dependerá do
tipo de projeto, do prazo de utilização, da carteira de obras e da disponibilidade da construtora em
realizar a manutenção e guarda das peças.

Para empresas que executam obras com o mesmo projeto de estrutura, como em projetos popula-
res, o investimento pode ser viável pensando no retorno de longo prazo. O s equipamentos possuem
vida útil longa, desde que bem armazenados - em local amplo e com controle de acesso - e com o
atendimento às manutenções especificadas pelo fabricante para garantir boa conservação. "As em-
presas que optam pela compra acabam agregando serviços de serralheria em seus canteiros para
poderem realizar a manutenção que as escoras. vigas e torres precisam", diz André Logello, membro
da Abrasfe (Associação Brasileira das Empresas de Pôrmas e Escoramentos).

Já para as empresas que constroem empreendimentos com plantas diversas, os custos de compra,
armazenamento e manutenção geralmente tornam-se dispendiosos. C o m a variação dos projetos, as
cargas e sobrecargas da estrutura, bem como os tipos de fôrmas, mudam de uma obra para outra e
sempre será necessário haver peças de reposição/substituição. Q u a n d o a empresa opta por locar o
equipamento, o fornecedor cria o projeto de estrutura provisória, realizando o estudo e o dimensio-
namento de cada peça para a obra em questão.
ESPECIFICAÇÕES

O s sistemas são compostos por escoras telescópicas ajustáveis, torres ou postes, e travessas utiliza-
das como apoios verticais, além de vigas apoiadas em forcados (ou cabeçais) que permitem a regula-
gem fina para nivelamento das fôrmas. Há também conectores, cometas e cruzetas que auxiliam na
montagem dos cimbramentos e facilitam, inclusive, o reescoramento após a concretagem. As peças
são montadas conforme o projeto realizado pelo fornecedor e sua combinação varia para atender
à cada aplicação.

C O T A Ç Õ E S DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O mercado oferece diversos fornecedores, tanto para locação quanto para compra, mas é preciso
cuidado na hora de avaliar as propostas e contratos. Avalie atentamente se, no projeto, os equipa-
mentos estão dimensionados corretamente de acordo com as cargas e o tipo de estrutura, com
respeito às normas técnicas e a quantidade das peças listadas. O contratante deve requerer também
o recolhimento da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

O s estudos e orçamentos podem ser feitos por preço unitário das peças, por pavimento ou por
metro cúbico do trecho e variam de acordo com o tipo de equipamento especificado. A cobrança
de aluguel das peças costuma ser por dia de permanência em obra. É preciso estar atento também
aos custos de peças eventualmente danificadas ou extraviadas que. em virtude do mau uso e falta de
controle, podem gerar custos indenizatórios. "E fundamental investir em controle dos equipamentos
na obra. com pessoal treinado e capacitado. Controle não significa custo, e sim investimento", ob-
serva o engenheiro Alexandre Pandolfo, coordenador do Comitê de Desenvolvimento de Mercado
da Abrasfe.

O estado de conservação do produto, o atendimento, a expertise da empresa contratada, a nego-


ciação comercial e a prestação de assistência técnica são pontos de atenção na hora de contratar
o serviço ou adquirir o produto. "Ter confiabilidade na empresa escolhida evita impasses sobre as
responsabilidades de cada um", alerta Alexandre Pandolfo.

LOGÍSTICA

Definido o projeto, a contratação do transporte é de responsabilidade da construtora. As torres e vi-


gas devem ser organizadas, de preferência, em paletes e transportadas por empilhadeiras. E preciso
cuidado com o armazenamento de conectores e peças menores, pois elas têm alto índice de perdas.
O aconselhável é que sejam transportadas em caixas ou sacos fechados e. após a execução de cada
pavimento, guardadas em locais com controle de acesso.

Além dibbo. é prudente contar e conferii o material peça a peça nos depósitos da*> lucaduiaj». Esse
procedimento deve ser realizado na retirada e na devolução, mediante a fiscalização das duas partes
para evitar divergências de critério e cobranças indevidas. "Mesmo sendo algo subjetivo, os critérios
de aceitação de equipamentos na retirada são identicamente válidos na devolução", pontua Alexan-
dre Pandolfo.

O equipamento não pode apresentar soldas trincadas ou corrosão, as roscas devem estar lubrifica-
das e a pintura ou galvanização conservadas e sem resíduos grosseiros de argamassa ou concreto.
ESCORAMENTOS E ANDAIMES

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O projeto deve ser seguido a risca na execução do cimbramento. A instalação das peças do sistema
deve ser realizada pela construtora, mas recomenda-se q u e os fornecedores ofereçam a supervisão
e assistência técnica. A s escoras d e v e m estar aprumadas corretamente, e o alinhamento e espaça-
mento entre elas devem o b e d e c e r à especificação d e projeto.

A o final da concretagem d e cada pavimento, d e v e m ser respeitados os tempos d e cura. que são
variáveis em função dos ciclos d e concretagem. do traço e aditivos utilizados. N o reescoramento,
uma parte das peças de apoio deve ser mantida para evitar futuras patologias como fissuras. Muitas
vezes os cronogramas d e obra p e d e m q u e os andares sejam liberados o quanto antes para os tra-
balhos d e acabamento, sem ter atingido a resistência suficiente para receber cargas mais elevadas.
"Por isso. é importante a interface da construtora c o m o escritório calculista para, juntos, definirem
os panoramas de distribuição de cargas e verificar as deformações admissíveis ao longo da evolução
da obra", diz A n d r é Logello.

Em obras d e grandes vãos, por exemplo, é preciso se atentar para a forma d e trabalho d a s vigas.
A escora, q u a n d o acionada, é o ponto d e apoio e o c u i d a d o na retirada evita o comprometimento
da estrutura acabada. É aconselhável sempre retirar as escoras d o centro para as extremidades e m
vãos apoiados, e do balanço para o pilar, no caso de um único apoio.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 5 . 6 9 6 : 2 0 0 9 - "ôrmas e escoramentos para estruturas d e concreto - Projeto,


dimensionamento e procedimentos executivos

N B R 8 . 8 0 0 : 2 0 0 8 - Projeto d e estruturas de a ç o e d e estruturas mistas d e aço e


concreto d e edifícios

NBR 14-931:2004 - Execução d e estruturas d e concreto - Procedimento

CHECK-LIST

J Para contratar ou comprar o equipamento, é preciso o projeto estrutural da


obra e o estudo d e condições do solo para q u e o calculista crie o projeto d e
escoramento.

/ Nõo se esqueço de prever o quontidode necessório de peços poro o reescoro


mento.

/ Exija o recolhimento da A R T (Anotação d e Responsabilidade Técnica) dos for-


necedores.

yj Preveja, antes da contratação, em q u e local da obra o equipamento será arma-


zenado.

J Verifique junto ao fabricante o estado d e conservação das peças, tanto no


recebimento quanto na entrega.
ENTREVISTA C O M ALEXANDRE P A N D O L F O - DETALHES QUE FAZEM DIFERENÇA

Quais são as principais características dos escoramentos metálicos?

Entre os itens favoráveis estão a facilidade de montagem e desmon-


tagem. a versatilidade do equipamento e a simplicidade de uso e trei-
namento para a instalação do sistema. São peças de encaixe com pro-
teções periféricas e que proporcionam acessibilidade segura à obra.
Além disso, hoje em dia é muito complicado utilizar escoramentos
em madeira por conta das exigências de certificações ambientais e o
comprometimento com conceitos de sustentabilidade.

C o m o saber se o projeto do escoramento está de acordo com a


Aloxond^o Pandolfo. coordenado* realidade da obra?
do C o m i t ê de Desenvolvimento de
M e r c a d o da Abrasfo ( A s s o c i a ç ã o O fabricante executa o projeto de acordo com o tipo de estrutura
Brasileira das E m p r e s a s do F ô r m a s e e as condições do solo. Em lajes pré-fabricadas. usa-se apenas o vi-
Escoramentos)
gamento primário sobre as torres e escoras; em lajes nervuradas, há
perfis metálicos que proporcionam console para as fôrmas plásticas
de cubas para formar estruturas de grandes vãos; já em alvenarias
estruturais, os blocos de concreto formam apoios lineares e somente
as lajes precisarão de escoramento.

Quais são os cuidados que locatário ou comprador precisam tomar?

Devem sempre respeitar o projeto fornecido pelo fabricante. E im-


portante também capacitar os operários para executar a desenforma
e conscientizá-los sobre os cuidados de uso. evitando deixar cair as
peças e mantendo os escoramentos sempre longe do trânsito de má-
quinas e equipamentos.
como comprar

LAJES
Lajes pré-fabricadas de concreto
Laje treliçada
LAJES

LAJES PRÉ-FABRICADAS
DE CONCRETO

Tamanho de vão e sobrecarga pautam a escolha, mas o tipo de apoio,


o uso de escoramento, limitações arquitetônicas e conforto térmico
e acústico são fatores que também influenciam na decisão

Kelly C a r v a l h o - C o m t r u ç J o M e r c a d o . 48 julho/2005

ESPECIFICAÇÃO

As lajes pré-fabricadas podem ser com vigotas (comuns, protendidas. treliçadas), pré-lajes treliçadas
ou painéis alveolares. C a d a uma possui características que melhor atendem a determinado tipo de
obra. A definição cia laje mais adequada deve contemplar, além dos itens citados, o tipo de carrega-
mento atuante, principalmente se houver cargas concentradas.

INSTALAÇÃO

A laje é instalada com as fôrmas do vigamento de borda (caixaria) já prontas e com as armaduras
posicionadas. No caso de uso de canaletas, a instalação ocorre com a conclusão do respaldo da
alvenaria. O escoramento é montado antes da colocação da laje e não deve ser retirado antes de
21 dias. A boa montagem reduz o risco cie problemas durante a fase de concretagem e desforma. É
importante que a madeira seja de boa qualidade para que não haja retração, caso essa tenha sido a
opção de material de montagem. A base dos pontaletes deve ser apiloada com o uso de tábuas para
o aumento da área de contato. O apoio da laje é feito com tábuas na posição vertical, alternando o
lado a ser pregado nos pontaletes. O espaçamento entre linhas de escora não pode ultrapassar o
valor máximo informado pelo fabricante. As contraflechas são aplicadas antes da colocação das vigo-
tas. C a s o o pé-direito seja elevado, deve-se analisar a necessidade de contraventamento em ambas
as direções. Para a concretagem. devem ser seguidas as instruções do fabricante.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Ao comparar preços leva-se em conta a área de aço inclusa na vigota a ser fornecida (armadura
positiva). É recomendável que a área de aço necessária seja fornecida na totalidade pelo fabricante,
embora a norma permita que seja colocada na obra posteriormente. Somente será possível obter o
custo real da laje com informações em mãos sobre o consumo do concreto, do aço complementar e
do escoramento necessário. O serviço deve incluir as vigotas ou pré-lajes. bem como elementos de
enchimento, frete e o projeto de montagem. A medição e vistoria da pré-concretagem também estão
inclusas. O serviço de colocação da laje (mão de obra. guindaste), o escoramento (material e monta-
gem), as armaduras e o concreto complementares ficam por conta do contratante. Contrariando o
que é praticado pelo mercado, um ou mais desses itens pode estar incluso, desde que claramente
informado no contrato de fornecimento de materiais e prestação d e serviços assinado pelas partes.

F O R M A DE E N T R E G A

Deve-se verificar durante o recebimento se as peças estão devidamente identificadas e se a quan-


tidade descarregada confere com o pedido. As lajes não podem chegar aos canteiros com pontas
quebradas, fissuração e armadura com oxidação excessiva (no caso das treliçadas). Se a descarga for
manual, o material deve ser manuseado com cuidado para evitar deformações e fissuras. Em caso de
descarga mecânica, o principal cuidado é o de evitar choques na pilha. O material deve ser empilha-
do em local nivelado. É importante verificar se os elementos de enchimento (que podem ser entre-
gues tanto pelo fornecedor como pelo fabricante da laje) não foram quebrados durante a descarga.

P R A Z O DE E N T R E G A

O pedido tem de ser feito com. no mínimo, dez dias de antecedência da data prevista para a concre-
tagem. Esse intervalo de tempo é necessário para a medição da obra. fabricação e cura adequada do
material, elaboração do desenho de montagem, entrega do produto e colocação do material.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Não há um padrão. Deve ser combinado com o fabricante.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

As lajes pré-fabricadas têm de atender aos requisitos das normas específicas (NBR 14859-1, NBR
14859-2. NBR 148ÓO-1. NBR 14860-2. NBR 14861. NBR 14862) em vigor desde 2002. O s itens não con-
templados nessas normas devem obedecer ao prescrito na NBR 9062 e na NBR 6n8, nessa ordem.
O Programa Setorial de Qualidade para lajes pré-fabricadas está inserido no P B Q P - H (Programa
Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat). que acompanha o desempenho dos produtos
colocados no mercado das empresas participantes.

Apoio de engenharia: Regiane Grigol' Pessarello.


Colaboraram: José Carlos de Oliveira Lima. presidente do Sinaprocim (Sindicato Nacional
da Indústria d© Produtos d© Cim©nto)/Sinprocim (Sindicato da Indústria d© Produtos do Cimento
do Estado de São Paulo) e Abilaje (Associação Brasileira da Indústria de Lajes)
e eng. Daniel de Luccas. da área técnica do Sinaprocim/Sinprocim.
LAJES

LAJETRELIÇADA

C a p a c i d a d e almejada para laje define categoria do aço,


bitolas da barra e da treliça e quantidade a ser comprada

Mirian Blartco - G u i a d a C o n s t r u ç ã o 96. j u l h o / 2 0 0 9

Principal atrativo das lajes p r ó - m o l d a d a s c a simplificação d a s fôrmas

Lajes treliçadas são placas p r é - m o l d a d a s d e c o n c r e t o a r m a d o c o m p o s t a s p o r a r m a ç õ e s d e treliça d e


a ç o c o r r u g a d o . U s a d a s c o m o r e f o r ç o e s u p o r t e p a r a lajes, d e s c a r t a m a n e c e s s i d a d e d a montagem
d e t a b l a d o s d e m a d e i r a s o b r e o s q u a i s c o n v e n c i o n a l m e n t e se faz a c o n c r e t a g e m , r e d u z i n d o o c o n -
s u m o d e f ô r m a s - q u e . n e s s e c a s o . s ã o u s a d a s a p e n a s p a r a o p o s i c i o n a m e n t o d a s e s c o r a s . C o m isso.
o sistema aumenta a fração d e industrialização da obra e o d e s e m p e n h o e m t e r m o s d e velocidade
executiva, geometria e custos de mão d e obra.

ESPECIFICAÇÕES

A e s p e c i f i c a ç ã o t é c n i c a d o p r o d u t o d e p e n d e d a c a p a c i d a d e d e s u p o r t e d a laje a ser executada.


Q u a n t o m a i o r a resistência a l m e j a d a , m a i o r será a altura d a treliça e o d i â m e t r o d o s fios inferiores
d a s placas. E x i s t e m lajes t r e l i ç a d a s p o r v i g o t a s e p o r painéis. A s p r i m e i r a s p o s s u e m u m a s a p a t a d e
c o n c r e t o - e m g e r a l d e IO c m d e l a r g u r a p o r 3 c m d e a l t u r a - o n d e é p o s i c i o n a d a a a r m a ç ã o t r e l i ç a d a .
Essas v i g o t a s são c o m p l e m e n t a d a s p o r e n c h i m e n t o s ( b l o c o s d e isopor. c e r â m i c o s o u d e concreto)
q u e f o r m a m o p i s o d a laje - uni o u b i d i r e c i o n a l . Já as lajes t r e l i ç a d a s p o r p a i n é i s p o s s u e m u m a s a p a t a
d e c o n c r e t o a p a r t i r d e 25 c m . O s painéis s ã o c o l o c a d o s lado a l a d o e a c o n f i g u r a ç ã o final é similar
a u m a laje d e c o n c r e t o m a c i ç a .

C o m o t o d o p r o d u t o t é c n i c o , a c o m p r a d a s lajes t r e l i ç a d a s d e v e ser o b j e t o d e e s p e c i f i c a ç ã o por


profissional especializado, nesse caso. o p r o j e t i s t a estrutural. S e g u n d o o p r e s i d e n t e d a A b e c e (As-
sociação Brasileira d e Engenharia e C o n s u l t o r i a Estrutural), M a r c o s M o n t e i r o , u m e r r o c o m u m é
e s p e c i f i c a r a p e n a s a a l t u r a d a laje, d e i x a n d o a c a r g o d o f o r n e c e d o r a d e f i n i ç ã o d o dimensionamento
das placas. Porém, c o m o o d e s e m p e n h o d a estrutura d e p e n d e d o c o n j u n t o d e e l e m e n t o s q u e a
c o m p õ e m e não d e itens isolados, é necessário q u e o projetista e s p e c i f i q u e t a m b é m o t i p o d e tre-
liça d e s e j a d o e , s e n e c e s s á r i o , a r m a d u r a s a d i c i o n a i s p a r a c o m p o r a v i g o t a o u p a i n e l t r e l i ç a d o . A l é m
disso, o p r o j e t o d e v e c o n t e r as a r m a d u r a s c o m p l e m e n t a r e s q u e g a r a n t e m a a n c o r a g e m , a r m a d u r a s
n e g a t i v a s e. q u a n d o f o r o c a s o . a r m a d u r a d e c a p e a m e n t o .

Na c o m p r a . Francisco Graziano. m e s t r e e m e n g e n h a r i a d e e s t r u t u r a s pela Escola Politécnica d a Uni-


v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o ( P o l i - U S P ) . r e c o m e n d a t a m b é m c h e c a r s e o c o b r i m e n t o c u m p r e as n o r m a s
e e s p e c i f i c a ç õ e s d e d u r a b i l i d a d e ( c o b r i m e n t o , fck , resistência d o c o n c r e t o , fator á g u a / c i m e n t o , de-
f o r m a b i l i d a d e e t c . ) : s e a c a p a c i d a d e d a l a j e é a d e q u a d a às s o l i c i t a ç õ e s d e p r o j e t o e s e o s a r r a n q u e s
p r e v i s t o s n a p r o d u ç ã o são c o m p a t í v e i s a o b o m f u n c i o n a m e n t o d a e s t r u t u r a . O u seja: " u m a b o a d o s e
d e conversa entre projetista e fabricante, d e t a l h a n d o o q u e é importante para aquela o b r a especí-
fica. é c o n d i ç ã o " , diz.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

U m p r o j e t o d e t a l h a d a m e n t e e s p e c i f i c a d o n ã o a p e n a s facilita a c o m p r a d e laje t r e l i ç a d a p e l a á r e a d e
s u p r i m e n t o s , c o m o t a m b é m t o r n a mais t r a n s p a r e n t e a c o m p a r a ç ã o d e p r e ç o s e n t r e d i f e r e n t e s for-
n e c e d o r e s . já q u e t o d o s d e v e r ã o o r ç a r a m e s m a e s p e c i f i c a ç ã o . O m e s m o n ã o o c o r r e q u a n d o o s di-
m e n s i o n a m e n t o s são feitos pelos f o r n e c e d o r e s e critérios n ã o a d e q u a d o s d e p r o j e t o são utilizados.
Para s i t u a ç õ e s c o m o essas, a d i c a é c o m p a r a r o q u e c a d a f o r n e c e d o r está p r o p o n d o c o m o solução,
e n ã o a p e n a s o p r e ç o . " D e v e - s e analisar, e m especial, a a r m a ç ã o t r e l i ç a d a q u e está s e n d o p r o p o s t a
p o r c a d a c o n c o r r e n t e e. n o c a s o d e d i f e r e n ç a s d e e s p e c i f i c a ç ã o , q u e s t i o n a r c o m o a q u e l e dimen-
s i o n a m e n t o foi m e n s u r a d o " , diz M o n t e i r o . S e g u n d o ele. é c o m u m e n c o n t r a r d i f e r e n ç a s d e p r e ç o e m
painéis treliçados. cuja largura (25 cm. 3 0 cm. 35 c m etc.) varia c o n f o r m e o fabricante. E m geral, c o m o
os painéis são v e n d i d o s p o r m e t r o q u a d r a d o , fabricantes q u e comercializam p r o d u t o s c o m larguras
m a i o r e s o f e r e c e m p r e ç o s m e l h o r e s , p o i s c o n t a b i l i z a m m e n o s a ç o p o r m e t r o q u a d r a d o cie laje.

N a hora d e c o m p a r a r preços, t a m b é m é i m p o r t a n t e levar e m c o n t a a n e c e s s i d a d e d e e s c o r a m e n t o


e a q u a n t i d a d e especificada; a d e f o r m a b i l i d a d e d o p r o d u t o ; o c o b r i m e n t o d a a r m a d u r a e classe d o
c o n c r e t o u t i l i z a d o e. p o r f i m . a l a r g u r a d a r é g u a d e c o n c r e t o .

LOGÍSTICA

Q u a n d o o p r o d u t o é e n t r e g u e na o b r a , é i m p o r t a n t e v e r i f i c a r se as d i m e n s õ e s d a b a s e d e con-
c r e t o e a a r m a ç ã o t r e l i ç a d a s e g u e m as e s p e c i f i c a ç õ e s c o n t r a t a d a s . N o d e s c a r r e g a m e n t o . d e v e - s e
c u i d a r p a r a q u e as p e ç a s s e j a m t r a n s p o r t a d a s p o r m e i o d o s p o n t o s d e a p o i o r e c o m e n d a d o s pelo
fabricante.

A a t e n ç ã o às b a s e s d a s lajes t a m b é m s e a j u s t a a o a r m a z e n a m e n t o . A s p l a c a s d e v e m s e r a r m a z e n a d a s
s o b r e c a l ç o s , n a s d i s t â n c i a s r e c o m e n d a d a s . P o r s e r e m f e i t a s c o m fios t r e f i l a d o s , as t r e l i ç a s s o f r e m u m
p r o c e s s o d e o x i d a ç ã o mais a c e l e r a d o q u e o a ç o d e c o n s t r u ç ã o , o q u e n ã o é prejudicial e m períodos
curtos d e armazenagem.

CUIDADOS DURANTE A E X E C U Ç Ã O

N a a p l i c a ç ã o d a s lajes, f e i t a d u r a n t e a e t a p a d e e x e c u ç ã o d a e s t r u t u r a , o s p r i n c i p a i s c u i d a d o s s e
voltam para o posicionamento das escoras (com espaçamentos adequados para a laje q u e será
concretada). das a r m a d u r a s c o m p l e m e n t a r e s e a v i b r a ç ã o a d e q u a d a d a c o n c r e t a g e m . Para algumas
LAJES

o c a s i õ e s , G r a z i a n o p o n d e r a q u e a a p l i c a ç ã o d a s lajes p o d e s e r p o s t e r g a d a à e t a p a d e e x e c u ç ã o d a
e s t r u t u r a . S e g u n d o e l e . "o b o m d e s e m p e n h o d a e x e c u ç ã o d o s e r v i ç o d e p e n d e d o c u m p r i m e n t o d a s
especificações d e projeto, d o manuseio e da c o n s o l i d a ç ã o d o e l e m e n t o p r é - f a b r i c a d o aos m o l d a d o s
in Ioco d e f o r m a a o b t e r - s e m o n o l i t i z a ç ã o d a s l i g a ç õ e s e s p e c i f i c a d a s p a r a d a r a p o i o à laje".

A a d e q u a d a resistência e durabilidade d o e l e m e n t o estrutural, b e m c o m o d e f o r m a ç õ e s e vibrações con-


formes. d e p e n d e m , s e g u n d o especialistas, d e u m p r o j e t o a d e q u a d a m e n t e d i m e n s i o n a d o e d e t a l h a d o , u m
p o s i c i o n a m e n t o d e e s c o r a s c o m p a t í v e l c o m o s e l e m e n t o s p r é - m o l d a d o s q u e e s t ã o s e n d o u t i l i z a d o s e, t ã o
i m p o r t a n t e q u a n t o aos anteriores, uma cura cuidadosa d o concreto.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 14862 - A r m a d u r a s treliçadas eletrossoldadas - Requisitos

NBR 14859-1 - 2002 - L a j e p r é - f a b r i c a d a - R e q u i s i t o s - P a r t e 1 - Lajes u n i d i r e c i o n a i s

N B R 1 4 8 5 9 - 2 - 2 0 0 2 - Laje p r é - f a b r i c a d a • Requisitos - Parte 2 - Lajes bidirecionais

N B R 1 4 8 6 0 - 1 - 2 0 0 2 - Laje p r é - f a b r i c a d a - Pré-laje - R e q u i s i t o s - P a r t e 1 - Lajes uni-


direcionais

N B R 1 4 8 6 0 - 2 - 2 0 0 2 - Laje p r é - f a b r i c a d a - Pré-laje - R e q u i s i t o s - P a r t e 2 - Lajes


bidirecionais

NBR 15522 - Laje p r é - f a b r i c a d a - Avaliação d o d e s e m p e n h o d e vigotas e pré-lajes s o b


carga d e t r a b a l h o

N B R 14862 (em consulta nacional)

CHECK-LIST
J H á lajes c o m faixas d e p e q u e n a largura, i n c o r p o r a n d o a p e n a s u m a linha
d e treliças. e placas mais largas q u e p o d e m t o m a r até t o d a a largura da
laje p r o j e t a d a .
y E x i s t e m d o i s t i p o s d e laje treliçada: a q u e l a s c o m p o s t a s p o r vigotas t r e l i ç a d a s
e as c o m p o s t a s p o r p a i n é i s t r e l i ç a d o s .

J Lajes treliçadas p o d e m ser e n c o n t r a d a s e m t o d o t e r r i t ó r i o nacional, d e v i d o à


p r o d u ç ã o das armações treliçadas pelas grandes siderúrgicas.

J O d e s e m p e n h o d a s lajes d e p e n d e d e u m p r o j e t o a d e q u a d a m e n t e d i m e n s i o n a d o
e detalhado.

J N o d e s c a r r e g a m e n t o d e v e - s e c u i d a r p a r a q u e as p e ç a s s e j a m t r a n s p o r t a d a s
por meio dos pontos d e apoio r e c o m e n d a d o s pelo fabricante.
ENTREVISTA C O M P É R I C L E S BRASILIENSE F U S C O - ACERTE NA COMPRA

o Quais as principais informações que a área de suprimentos tem que


< ter para acertar na compra de laje treliçada?
|» A l é m d o c o m p r i m e n t o necessário d o vão. o gestor d e suprimentos
q precisa saber a quantidade de armadura existente e m cada peça por-
q u e i n c o r p o r a d a às placas d e c o n c r e t o d a laje t r e l i ç a d a está a a r m a -
r W d u r a . q u e vai s e r a a r m a d u r a d a f u t u r a laje. P o r isso. o f o r n e c e d o r tem
q u e s e r i n f o r m a d o s o b r e q u a l é. e x a t a m e n t e , a b i t o l a d a a r m a d u r a ( d a
barra e d a treliça). a c a t e g o r i a d o a ç o e a q u a n t i d a d e necessária.

E quem define isso?


C a b e ao projetista
subsidiar, com O projetista. M a s . m u i t a s vezes, o p r o j e t i s t a p r o j e t a a laje c o m arma-

informações, a d u r a . m a s d e p o i s o c o n s t r u t o r d e c i d e f a b r i c a r a laje c o m p e ç a pré-


fabricada. N e s s e caso. o r e c o m e n d á v e l é q u e o c o n s t r u t o r volte a falar
compra das lajes
c o m o projetista, p o r q u e se caracteriza u m a t r a n s f o r m a ç ã o d e projeto.
treliçadas, j á que
a classificação da
treliça depende das Mas há diversos tipos de treliça no mercado, não?
características Em f u n ç ã o d o e s p a ç a m e n t o das treliças d o projeto, cada peça sofrerá
da laje uma d e t e r m i n a d a carga. Então, o f o r n e c e d o r da treliça t e m q u e espe-
cificar q u a l a resistência e carga útil d e c a d a p e ç a c o n t i d a n o c a t á l o g o
d e l e . Q u e m d e f i n e isso é o p r o j e t i s t a e m c o n t a t o c o m o f o r n e c e d o r . É
P é r i d e i B r a j i l i e n i e Puvco
dirotor d o laboratório d o o i t r u t u r a s o p r e c i s o verificar t a m b é m se a laje d e m a n d a a p o i o n o m e i o d o vão. E
material» estruturai» do D e p a r t a m e n t o
isso t u d o precisa ser e s p e c i f i c a d o n o c a t á l o g o d o fabricante, i n c l u i n d o
d e Engenharia d e Estrutura* e
F u n d A ç ó o i d a E s c o l a Politécnica
cuidados de construção.
da U S P

Colaboraram: Marcos Monteiro, professor da Escola de Engenharia Civil do Centro Universitário do


Instituto Maué de Tecnologia e presidente da Abece (Assooaç&o Brasileira de Engenharia
e Consultoria Estrutural); Francisco Graziano. membro relator da comissão de revisão
da NBR 6l»8-2003 - Projeto de Estruturas de Concreto, e professor do Departamento de Estruturas
e Fundações da Escola Politécnica da USP (Universidade de Sào Paulo).
como comprar

ALVENARIAS
E FACHADAS

À l a m b r a d o s e telas
Blocos cerâmicos de v e d a ç ã o
Blocos de concreto
Blocos de v e d a ç ã o de concreto
Drywall
Telas galvanizadas
ALVENARIAS E FACHADAS

ALAMBRADOS E TELAS

Rolos devem chegar ao canteiro bem fechados


e com as extremidades protegidas

Por G i o v a n n y G o f o l l i . m a i o / í O l O

A l a m b r a d o s são utilizados c o m o cercas d e p r o t e ç ã o d e residências, c o n d o m í n i o s , sítios e fazendas,


divisões para q u a d r a s poliesportivas, cercas para c a m p o s d e f u t e b o l e viveiros. As telas d o s alambra-
d o s s ã o a i n d a i n d i c a d a s p a r a t e r r e n o s a c i d e n t a d o s ( e m d e s n í v e l ) . E m á r e a s l i t o r â n e a s , as p r e f e r i d a s
são as r e v e s t i d a s e m P V C d e alta a d e r ê n c i a .

O s a l a m b r a d o s n ã o t ê m f u n ç ã o estrutural e são c o m p r a d o s pelas c o n s t r u t o r a s c o m t o d o s os servi-


ç o s d e i n s t a l a ç ã o i n c l u s o s . H á t a m b é m a s t e l a s u t i l i z a d a s e m p i s o s d e c o n c r e t o e p a v i m e n t a ç õ e s e.
p o r t a n t o , d e f u n ç ã o e s t r u t u r a l . "As ú l t i m a s s ã o t e l a s d e a ç o f e i t a s e m m a l h a s , d i â m e t r o s e b i t o l a s d i -
versas. s e g u n d o e s p e c i f i c a ç ã o das n o r m a s técnicas", e x p l i c a o e n g e n h e i r o e g e r e n t e d e s u p r i m e n t o s
da Serpal Engenharia e Construtora, Edison Corrêa.

A diferença e n t r e os materiais e n c o n t r a d o s no m e r c a d o dá-se p e l o p o r t e das fabricantes e d e acor-


d o c o m o s t i p o s d e p r o c e s s o s d e f a b r i c a ç ã o e instalação, e s t a n d o sua e s p e c i f i c a ç ã o a t r e l a d a a q u e -
s i t o s c o m o a b e r t u r a d a m a l h a , a l t u r a d e s e j a d a , d i â m e t r o e b i t o l a d o fio.

ESPECIFICAÇÃO

Telas p a r a a l a m b r a d o s s ã o feitas d e fios m e t á l i c o s , na m a i o r i a d a s v e z e s g a l v a n i z a d a s (e s o l d a d a s ) ,


m a s q u e t a m b é m p o d e m ser f a b r i c a d a s e m a ç o inoxidável, c o b r e , latão, alumínio, o u a r a m e - plas-
t i f i c a d o ( c o m r e v e s t i m e n t o e m P V C ) o u g a l v a n i z a d o . A b i t o l a d o s f i o s v a i d e 1.6 m m a 4.7 m m , e a
a b e r t u r a das malhas a p r e s e n t a f o r m a s q u a d r a d a s o u e m losangos.
CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

E m p r e s a s q u a l i f i c a d a s e n t r e g a m e i n s t a l a m as telas d e a l a m b r a d o s . F o r n e c e d o r e s i n f o r m a m a i n d a
qual o p r o d u t o a d e q u a d o a c a d a uso, a l é m d e p o d e r e m o f e r e c e r p r o j e t o s o u idealizar montagens
p a r a seus c l i e n t e s . Telas d e s i m p l e s t o r ç ã o são f a c i l m e n t e i n s t a l a d a s c o m m o u r õ e s d e c o n c r e t o ou
t u b o s d e aço, c o m o u sem mureta - e s e m p r e c o m a supervisão d e u m profissional qualificado.

O s u c e s s o d a i n s t a l a ç ã o d o s a l a m b r a d o s d e p e n d e d i r e t a m e n t e d e m e d i ç õ e s c o r r e t a s . P o r isso. é
b o m t e r c u i d a d o d u r a n t e as v e r i f i c a ç õ e s d e nível, p r u m o e p r o f u n d i d a d e . Para g a r a n t i r b o m d e s e m -
p e n h o e m e l h o r r e s u l t a d o e s t é t i c o , é i n d i c a d o q u e se utilize o m e s m o fio q u e c o m p õ e o a l a m b r a d o
ao fazer a amarração. C a s o os m o u r õ e s sejam pintados, é i m p o r t a n t e q u e eles estejam secos antes
da instalação das telas.

QUALIDADE

E i m p o r t a n t e exigir d o f o r n e c e d o r q u e n o r m a s técnicas d e p r o d u ç ã o e especificação t e n h a m sido


a t e n d i d a s . "Ele d e v e n o s a p r e s e n t a r s e u s c e r t i f i c a d o s ; se o p r o d u t o é d e aço. é p r e c i s o q u e a t e n d a m
às e x i g ê n c i a s p a r a p r o d u t o s d e a ç o " , cliz o g e r e n t e d e s u p r i m e n t o s . E l e g a r a n t e q u e n ã o é d i f í c i l e n -
c o n t r a r m a t e r i a l c e r t i f i c a d o , u m a v e z q u e "a m a t é r i a b r u t a é i n d u s t r i a l i z a d a ; e n t ã o , o s f o r n e c e d o r e s
r e c e b e m o m a t e r i a l j á c e r t i f i c a d o d a s u s i n a s q u e f a b r i c a m o a ç o ( e s p e c i f i c a ç ã o d e ligas, g a l v a n i z a ç ã o ,
o u t r o s ) " . O s f o r n e c e d o r e s t e c e m a s t e l a s e as i n s t a l a m .

COTAÇÃO

Sejam a l a m b r a d o s o u telas estruturais, para o setor d e s u p r i m e n t o s d e u m a c o n s t r u t o r a é i m p o r t a n t e


ter u m b a n c o d e f o r n e c e d o r e s c a d a s t r a d o s p a r a o país i n t e i r o ( d e t r ê s a c i n c o f o r n e c e d o r e s para
c a d a t i p o d e insumo). D e p e n d e n d o da região, n o entanto, é possível encontrar, localmente, maiores
f a c i l i d a d e s logísticas - p a r a e n t r e g a e t r a n s p o r t e s , o q u e n ã o g a r a n t e o s m e l h o r e s p r e ç o s , já q u e o
material é fabricado nos g r a n d e s c e n t r o s industriais. "Há situações e m q u e temos, para d e t e r m i n a -
d o s t i p o s d e telas, u m a infinidade d e f o r n e c e d o r e s ; n o caso d e telas estruturais, o n ú m e r o deles é
b e m restrito", revela o engenheiro. N o caso d a Serpal. q u e c u i d a d e g r a n d e s obras, c o m p r a r telas e m
r e v e n d a é e c o n o m i c a m e n t e inviável - o q u e p o d e ser d i f e r e n t e para p e q u e n o s e m p r e s á r i o s o u usu-
ários residenciais. Q u a n d o há mais d e u m f o r n e c e d o r c a d a s t r a d o , a S e r p a l p r o m o v e c o n c o r r ê n c i a s
para chegar à melhor relação custo-benefício.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

Telas p a r a pisos d e c o n c r e t o são c o m p r a d a s d i r e t a m e n t e d o f a b r i c a n t e , e a f o r m a p a d r ã o d e p a g a -


m e n t o é d e 21 d i a s . a p a r t i r d a d a t a d e e n t r e g a . N o c a s o d e a l a m b r a d o s . a v a r i e d a d e d e f o r n e c e d o r e s
é m a i o r , o q u e p o s s i b i l i t a m a i o r n e g o c i a ç ã o : o m a t e r i a l p o d e s e r p a g o e m 3 0 d i a s , e o s e r v i ç o , 15 d i a s
a p ó s o t é r m i n o d a m o n t a g e m . " M a s isso m u d a d e a c o r d o c o m o f o r n e c e d o r e c o m s u a c a p a c i d a d e
d e negociar", p o n d e r a Edison.

FORMA DE ENTREGA

D u r a n t e o t r a n s p o r t e , os rolos d e v e m p e r m a n e c e r p o r inteiro na c a r r o c e r i a d o c a m i n h ã o p a r a evitar


d a n o s a o material. A s telas d e v e m c h e g a r a o c a n t e i r o e m r o l o s b e m f e c h a d o s c o m as e x t r e m i d a d e s
e m b a l a d a s , a f i m d e i m p e d i r q u e as p o n t a s s e e n r o s q u e m . É n e c e s s á r i o , a i n d a , c o n f e r i r a m a l h a , o
arame, a q u a n t i d a d e d e telas, a largura e a altura.

O c o n s u m o d e telas e m canteiros d e o b r a a c o n t e c e d e maneira m u i t o rápida, o q u e favorece a não


deterioração ( c o m o oxidação) d o material estocado, m e s m o e m caso d e chuvas.

PRAZO DE ENTREGA

O p e d i d o é g e r a l m e n t e a t e n d i d o e m n o m á x i m o 15 d i a s . P e q u e n a s q u a n t i d a d e s ( a t é 5 0 0 rir 1 ) p o d e m
ser e n t r e g u e s e m até c i n c o dias.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 10.118 - Tela d e a r a m e d e s i m p l e s t o r ç ã o - E s p e c i f i c a ç ã o

NBR 10.119 - Tela d e s i m p l e s t o r ç ã o d e m a l h a q u a c l r a n g u l a r e f i o s d e a ç o c o m baixo


teor d e carbono, zincados - Dimensões

NBR 10.120 - Tela d e s i m p l e s t o r ç ã o d e m a l h a l o s a n g u l a r c o m fios d e b a i x o t e o r de


carbono zincados - Dimensões

CHECK-LIST

J A diferença entre os materiais encontrados no m e r c a d o dá-se pelo porte das


fabricantes e d e a c o r d o c o m os tipos d e processos d e fabricação e instalação.

/ A especificação d o material deve considerar características c o m o abertura da


m a l h a , a l t u r a d e s e j a d a , d i â m e t r o e b i t o l a d o fio.

J Exija d o fornecedor garantias de c u m p r i m e n t o das normas técnicas de


produção.

y A o s e r e m t r a n s p o r t a d o s , os rolos d e v e m p e r m a n e c e r p o r inteiro na c a r r o c e r i a
d o c a m i n h ã o para evitar d a n o s ao material.

J A s telas d e v e m c h e g a r a o c a n t e i r o e m r o l o s b e m f e c h a d o s c o m as e x t r e m i d a -
d e s e m b a l a d a s , a fim d e i m p e d i r q u e as p o n t a s se e n r o s q u e m .

J No recebimento e necessário conferir se o molho, o tipo de orome, o quontido


d e d e telas, a largura e a altura e s t ã o d e a c o r d o c o m o solicitado.

Apoio técnico: Serpal Engenharia e Construtora. Paganini e ABNT


(Associação Brasileira de Normas Técnicas).
BLOCOS CERÂMICOS DE VEDAÇÃO

Aquisição exige atenção às dimensões,


resistência à c o m p r e s s ã o e absorção d e água

A n a P a i / a Rocha - G u a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç J o f ^ o r c a d o Ô 4 . julho/JOOÃ

O s b l o c o s s3o e n c o n t r a d o s e m d i v e r s o s tamanhos e tipos, m a s d e v e m s e m p r e o b e d e c e r o s limites d a n o r m a

O s blocos cerâmicos de vedação - ou tijolos, como são popularmente conhecidos - são aqueles que
não exercem a função estrutural do edifício, mas apenas a função de vedação de estruturas, como fe-
chamento de vãos. Dependendo da espessura, da argamassa e do revestimento empregado, os blo-
cos também podem proporcionar isolação térmica e acústica, resistência ao fogo. impermeabilidade,
entre outras funções.

Segundo a Anicer (Associação Nacional das Indústrias de Cerâmica), existem cerca de 3-600 fabri-
cantes de blocos cerâmicos de vedação espalhados por todas as regiões do Brasil.

ESPECIFICAÇÕES

O s tijolos são encontrados no mercado em diversos tamanhos e tipos, porém sempre seguindo o
padrão brasileiro de fabricação. O menor bloco cerâmico de vedação permitido pela regulamenta-
ção é o 9 x 14 x 19 (9 cm de largura. 14 cm de altura e 19 cm de comprimento). A partir desse, outros
de tamanhos maiores podem ser desenvolvidos se utilizarem as medidas padronizadas de 9 cm, 11,5
cm, 14 cm, 19 cm, 24 cm, 29 cm, e assim por diante, podendo variar 3 mm para mais ou para menos no
seu comprimento, largura e altura.

Outras especificações também são indispensáveis para garantir um melhor desempenho dos blocos.
Entre elas está a resistência à compressão, que não pode ser inferior a 1,5 MPa, e a absorção de água.
que tem que estar numa faixa entre 8 % e 2 2 % . de acordo com a norma.
ALVENARIAS E FACHADAS

NORMAS TÉCNICAS

A f a b r i c a ç ã o d o s b l o c o s c e r â m i c o s d e v e d a ç ã o é r e g u l a m e n t a d a p e l a N B R 15270-1. q u e estipula
v a r i a ç õ e s dimensionais, d e s v i o s d e forma, resistência à c o m p r e s s ã o e a b s o r ç ã o d e água. Para a apli-
c a ç ã o d o s blocos, ainda n ã o há n e n h u m a n o r m a específica, a o c o n t r á r i o d o s b l o c o s estruturais que
terão regulamentação a partir d o ano q u e vem.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O s b l o c o s c e r â m i c o s d e v e d a ç ã o só p o c l e m ser a s s e n t a d o s a p ó s a e x e c u ç ã o d e q u a t r o o u cinco
p a v i m e n t o s estruturais. Para r e s u l t a d o a d e q u a d o , é p r e c i s o utilizar os t i p o s d e argamassas e r e b o c o s
i d e a i s p a r a c a d a p r o j e t o , a s s i m c o m o a d o s a g e m c e r t a d o s m a t e r i a i s . E m p a r e d e s c o m m a i s d e 10 m,
é n e c e s s á r i o d i v i d i r o v ã o e incluir u m pilarete. J á n o c a s o d e p a r e d e s c o m alturas s u p e r i o r e s a 4.5 m.
a regulamentação orienta dividir o vão c o m a utilização d e cinta d e c o n c r e t o armado.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O c o n s u m i d o r d e v e levar e m c o n t a n ã o só a q u a l i d a d e d o p r o d u t o , c o m o t a m b é m as d i m e n s õ e s d o s
b l o c o s e. c o n s e q u e n t e m e n t e , a q u a n t i d a d e n e c e s s á r i a p o r m e t r o q u a d r a d o . Q u a n t o m a i o r o n ú m e r o
d e tijolos, mais argamassa. c i m e n t o e m ã o d e o b r a serão utilizados, o q u e p o d e pesar n o o r ç a m e n t o
do projeto.

O f o r n e c e d o r t a m b é m d e v e deixar claro c o m o será realizado o t r a n s p o r t e e q u a n d o o p e d i d o será


e n t r e g u e . É o b r i g a t ó r i a a g r a v a ç ã o d o n o m e d o f a b r i c a n t e e das d i m e n s õ e s d o p r o d u t o nos tijolos,
para facilitar a identificação da o r i g e m d o produto.

LOGÍSTICA

O s b l o c o s d e v e m ser t r a n s p o r t a d o s e m c a m i n h õ e s , s o b r e p a l e t e s , e d e v e m e s t a r p r o t e g i d o s . N a h o r a d o
r e c e b i m e n t o , é n e c e s s á r i o verificar s e o t i p o . as d i m e n s õ e s e a q u a n t i d a d e d o s tijolos s ã o o s m e s m o s solici-
t a d o s n o p e d i d o . T a m b é m é i m p o r t a n t e n ã o haver b l o c o s c o m d e f e i t o s c o m o trincas, q u e b r a s , superfícies
irregulares, d e f o r m a ç õ e s e d e s u n i f o r m i d a d e na c o r . A m a n e i r a ideal d e a r m a z e n a r o s tijolos é e m p i l h a n d o - o s
e m u m a superfície plana e c o b r i n d o - o s c o m u m a m a n t a plástica, para evitar a p e n e t r a ç ã o d e água e o u t r o s
resíduos prejudiciais.

Colaborou: Antonio Cristóvão Kippor, vice-presidente do Sindicer-RS (Sindicato das Indústrias do


Olaria e de Ceràmca para Construção no Estado do Rio Grande do Sul), e Cláudio V. Mitidieri Pilho,
pesquisador do IPT.
BLOCOS DE CONCRETO

C o n f i r a aqui como fazer o p e d i d o


e r e c e b e r c o r r e t a m e n t e este insumo

B onco A n t u n e s - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 25. a g o s t o / 2 0 0 3

D e v e - s e observar, no a t o da entrega, se os b l o c o s e s t ã o inteiros, w m r a c h a d u r a s o u c a n t o s q u e b r a d o s

E n c o n t r a r f o r n e c e d o r e s d e b l o c o s d e c o n c r e t o não é tarefa difícil. Há i n ú m e r a s e m p r e s a s nas prin-


c i p a i s c i d a d e s b r a s i l e i r a s , m a s n e m t o d a s p r i m a m p e l a q u a l i d a d e . P o r isso. é p r e c i s o t o m a r a l g u n s
c u i d a d o s . Veja o r o t e i r o a seguir.

ESPECIFICAÇÃO

O s b l o c o s d e c o n c r e t o s ã o c l a s s i f i c a d o s , d e a c o r d o c o m a f u n ç ã o : e s t r u t u r a l o u d e v e d a ç ã o . A es-
c o l h a vai d e p e n d e r d a d e f i n i ç ã o d o p r o j e t o . A p a r t i r daí. d e v e - s e e s c o l h e r a d i m e n s ã o d o b l o c o (ver
tabela), para q u e seja u s a d o o maior n ú m e r o d e c o m p o n e n t e s básicos n o projeto. A l é m d a d i m e n s ã o ,
o u t r a s características d o p r o d u t o são levadas e m conta. c o m o . p o r e x e m p l o , a a b s o r ç ã o , a retração,
a textura e a resistência à compressão. O s blocos destinados à vedação t ê m resistência média à
c o m p r e s s ã o d e . n o m í n i m o , 2,5 M P a . J á o s b l o c o s e s t r u t u r a i s d e v e m t e r , n o m í n i m o , 4 . 5 M P a d e r e -
sistência característica à compressão. Alguns e m p r e e n d i m e n t o s já usam valores acima d e 2 0 MPa.
Resistências especiais d e v e m ser solicitadas s o b e n c o m e n d a .

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O S i n a p r o c i m ( S i n d i c a t o N a c i o n a l d a I n d ú s t r i a d e P r o d u t o s d e C i m e n t o ) e s t i m a q u e haja c e r c a d e
três mil f a b r i c a n t e s e m t o d o o país - isso s e m c o n t a r o s informais, q u e são c e r c a d e 2 0 % d o s pro-
dutores. s e g u n d o a entidade. A maioria d o s fabricantes está n o Estado d e São Paulo - p o r volta d e
1 . 8 0 0 . A p e n a s 22 e m t o d o o B r a s i l e s t ã o q u a l i f i c a d o s p e l a A B C P ( A s s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e C i m e n t o
Portland) e t ê m o selo d e qualidade. C e r c a d e 3 0 fabricantes e s t ã o e m fase d e qualificação. O selo
d e q u a l i d a d e f o i c r i a d o p a r a c o m p r o v a r a c o n f o r m i d a d e d o s p r o d u t o s c o m as n o r m a s b r a s i l e i r a s .
O s p r o d u t o r e s i n c l u s o s n o P r o g r a m a d o S e l o d e Q u a l i d a d e A B C P se e n q u a d r a m n o P B Q P - H (Pro-
grama Brasileiro d e Q u a l i d a d e e Produtividade d o Habitat). A associação m a n t é m uma central d e
a t e n d i m e n t o p a r a q u e m q u i s e r s a b e r o n d e e n c o n t r a r f o r n e c e d o r e s e. p a r a tirar d ú v i d a s s o b r e o
p r o d u t o , o 0 8 0 0 - 5 5 5 7 7 6 . P e l o site ( w w w . a b c p . o r g . b r ) é possível c o n s u l t a r as e m p r e s a s q u a l i f i c a d a s .
N ã o c o m p r e d e empresas informais o u q u e não t e n h a m c o n t r o l e d e qualidade, já q u e o desperdício,
principalmente e m virtude de quebras, p o d e chegar a 40%, segundo o Sinaprocim.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

P o d e ser f e i t o à vista o u a p ó s 2 0 a 3 0 dias. A l g u n s f o r n e c e d o r e s a c e i t a m p r a z o s m a i o r e s d e s d e q u e


negociados em função das quantidades d e compra, freqüência ou fidelidade e da programação d e
entrega.

PRAZO DE ENTREGA

Imediato ou d e acordo c o m o projeto.

FORMA DE ENTREGA

A f o r m a ideal d e e n t r e g a é c o m p a l e t e s p r o t e g i d o s . N a n o t a q u e a c o m p a n h a a carga, d e v e haver


i d e n t i f i c a ç ã o c o m as c a r a c t e r í s t i c a s d o p r o d u t o , o r i g e m , d i m e n s ã o e resistência. O descarregamento.
para evitar q u e b r a s e ser mais eficiente, t e m d e ser feito p o r e m p i l h a d e i r a s o u sistema d e d e s c a r g a
m e c a n i z a d o . A verificação d e v e ser realizada v i s u a l m e n t e a n t e s e d u r a n t e o d e s c a r r e g a m e n t o .

REQUISITOS DE QUALIDADE

O s b l o c o s e s t r u t u r a i s e d e v e d a ç ã o s e g u e m a N B R 6136:2007. A e s p e s s u r a d a s p a r e d e s d o bloco
d e v e s e r d e , n o m í n i m o . 15 m m p a r a o s b l o c o s d e v e d a ç ã o e d e 2 5 m m p a r a o s e s t r u t u r a i s .

A h o m o g e n e i d a d e é o u t r o item i m p o r t a n t e - e q u e p o d e ser verificado no m o m e n t o da entrega. O


b l o c o não p o d e a p r e s e n t a r fissuras, c a n t o s q u e b r a d o s o u i m p e r f e i ç õ e s q u e p r e j u d i q u e m o assenta-
m e n t o o u a f e t e m a resistência e a d u r a b i l i d a d e da c o n s t r u ç ã o . A q u e b r a d e muitas peças p o d e indi-
car b l o c o s c o m resistência mecânica insuficiente. É i m p o r t a n t e fazer ensaios d e caracterização d o s
b l o c o s q u e e s t i v e r e m s e n d o aplicados na o b r a , c o m o análise dimensional, resistência à c o m p r e s s ã o ,
d e t e r m i n a ç ã o da massa específica, a b s o r ç ã o e retração por secagem.
DIMENSÕES DE BLOCOS DE CONCRETO (LXHXC)*

Blocos de vedação Blocos estruturais


Família 39
9 x 19 x 3 9 c m 14 x 19 x 3 9 c m

9 x 19 x 19 c m (meio bloco) 14 x 19 x 19 cm (meio bloco)

14 x 19 x 39 cm 14 x 19 x 34 c m

14 x 19 x 19 c m (meio bloco) 14 x 19 x 54 c m (três furos)

19 x 19 x 3 9 c m 19 x 19 x 3 9 c m

19 x 19 x 19 c m (meio bloco) 19 x 19 x 19 cm (meio bloco)

Família 29
19 x 19 x 29 c m 14 x 19 x 29 c m

14 x 19 x 29 c m 14 x 19 x 29 c m 14 x 19 x 14 c m (meio bloco)

9 x 19 x 29 c m 14 x 19 x 44 c m
Fonte: Davidson Figueiredo Deana
4 Principais medidas

NORMAS TÉCNICAS

N B R 6136 : 2 0 0 7 - Blocos vazados d e concreto simples para alvenaria - Requisitos

Colaboraram: Davidson Figueiredo Deana, engenheiro civil e membro do grupo de blocos


de concreto para alvenaria o pavimentação da ABCP. José Carlos do Oliveira Lima. presidente do
Smaprocim, Jorge Freire Kraljevic. pnmeiro vice-presidente do Sinprocim (Sindicato da Indústria de
Produtos de Cimento do Estado de Sâo Paulo.
BLOCOS DE VEDAÇÃO
DE CONCRETO

Critério de compra deve ser a qualidade: conformidade às normas,


materiais de boa procedência e entrega cuidadosa

Rafaol Frank - Guia da Construção - Construção Mercado 76. novoiribr-o/2007

No andar ondo tora u u d o . o bloco podo t«r transportado c m carrinho» otpociait

A finalização de elementos estruturais como vigas, pilares e lajes exige o início da vedação dos em-
preendimentos. Para isso, é possível utilizar blocos de vedação de concreto que devem ser vazados,
exceto o tipo canaleta.

ESPECIFICAÇÕES

Há diversas espessuras para os blocos de concreto de vedação. A NBR 6136 estabelece as possíveis
larguras dimensionais em 7,5 cm, 12,5 cm, 14 cm e 20 cm. Esses blocos devem ter a resistência carac-
terística mínima de 2,0 MPa. a umidade menor que 4 % e a absorção de água menor que 1 0 % .

As faces desses elementos são regulamentadas em 19 cm x 39 cm. com larguras padrões de 9 cm, 14
cm e 19 cm. Recomenda-se evitar a compra fora dessas medidas.

As variações em relação à dimensão nominal de comprimento e de largura máximas são de 3 mm. já


a altura, de até 2 mm. Outro fator importante a se observar é que o bloco deve ter arestas e ângulos
retos exatos.

O peso não deve variar entre blocos do mesmo lote. pois afeta a resistência. A tonalidade da cor é
outra característica que não deve variar no mesmo lote. pois indica falhas de fabricação, com proble-
mas de traço, cura e consequentemente resistência.
CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O s blocos de concreto não devem ser umedecidos. O planejamento adequado das instalações
hidráulicas e elétricas também é importante para evitar recortes desnecessários na alvenaria e. con-
sequentemente. diminuir a resistência do conjunto.

O s elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas (amarração), para
garantir uma maior resistência e estabilidade. Deve-se também vedar as juntas, impermeabilizando
as primeiras fiadas de alvenaria junto ao terreno natural.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há fabricantes de blocos de vedação de concreto em praticamente toda a extensão do território


brasileiro. A negociação deve primar pela qualidade.

E importante conhecer os resultados dos ensaios dos blocos e sua conformidade com as normas.
O s pontos que merecem destaque são tamanho, resistência à compressão, traços de fabricação,
absorção de água e retração por secagem.

Em regiões distantes dos grandes centros, principalmente, predominam fábricas de blocos e olarias
sem documentação, equipamentos adequados e mão de obra qualificada. Por essa razão é importan-
te uma pesquisa sobre os fornecedores e também de obras que atenderam.

LOGÍSTICA

O s blocos de concreto são preferencialmente transportados da fábrica para o canteiro em paletes.


Esse procedimento diminui a quebra de blocos e agiliza os procedimentos de carga e descarga.

Na entrega do produto, deve-se inspecionar visualmente suas superfícies e observar arestas vivas,
áreas sem trincas ou fraturas, aspereza para garantir boa aderência. A textura deve ser homogênea
e uniforme. As dimensões nominais (largura, altura, comprimento e espessura das paredes) também
devem ser conferidas.

O s blocos devem ser empilhados em terreno plano e mantidos nos paletes ou em pilhas. A altura
deve ser limitada pelo manuseio. Recomenda-se o armazenamento em local seco e proteger a área
com uma lona para evitar umidade da chuva.

NORMAS TÉCNICAS

A NBR ói3ó da A B N T estabelece os requisitos para os blocos vazados de concreto simples, desti-
nados à execução de alvenaria com ou sem função estrutural. Já a N B R 12118:2010 determina a ab-
sorção de água, do teor de umidade e da área líquida dos blocos vazados de concreto simples para
alvenaria. A argamassa de assentamento também deve ser observada por meio da NBR 13277:20 0 5
que trata sobre retenção de água.

Colaborou: Kurt André Amann. coordenador do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário
da FEI (Fundação Educacional Inaoana). Luiz Sérgio Mendonça Coelho, professor da FEl; Cláudio
Olivoira. Geronte do Projeto Indústria da ABCP {Associação Brasileira do Cimonto Portland).
DRYWALL
Fidelidade ao f o r n e c e d o r pode garantir bons preços e melhor assessoria
técnica. C u i d a d o s d e v e m ser maiores com recebimento e armazenagem

Binnc.i A n t u n e s - C o n s t r u ç S o M e r c a d o 31. f o v o r e i r o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

O s sistemas drywall são utilizados para a execução de paredes, forros e revestimentos internos. Para
compor os fechamentos, as chapas são fixadas em estrutura de aço galvanizado. No Brasil, as primei-
ras chapas foram fabricadas em 1972. mas o sistema ganhou adeptos apenas há cerca de cinco anos.
A matéria-prima é o gesso natural, com aditivos e cartão duplo de papel reciclado. O gesso propor-
ciona resistência à compressão, e o cartão, resistência à tração. Má três tipos de chapas disponíveis
no mercado (ver tabela l): standard (para áreas secas), resistente à umidade (para áreas molháveis) e
resistente ao fogo (para áreas especiais). Além disso, o sistema pode ser dividido de acordo com o
uso e a espessura (ver tabela 2). Para melhorar o isolamento acústico, podem-se colocar mantas de
fibra de vidro ou lã de rocha entre as chapas.

INSTALAÇÃO

Há empresas em todo o Brasil credenciadas pelos fabricantes ou recomendadas pelas redes de


distribuidores autorizados. Essas empresas fazem as especificações após uma visita técnica ao local
- ou seja, apenas um técnico capacitado pode dizer qual o melhor sistema para cada utilização, o
que inclui, além da placa, acessórios hidráulicos, estrutura metálica, parafusos e outros componentes
de fixação e suporte de cargas. O planejamento é indispensável. E preciso pensar nos sistemas que
serão utilizados com o drywall. A tubulação de cobre, por exemplo, não pode estar em contato dire-
to com a estrutura de aço galvanizado. E importante verificar, também, se os perfis metálicos estão
dentro das normas vigentes, com espessura adequada e galvanização classe B.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há três fabricantes no Brasil, todos europeus: Knauf, Lafarge e Placo. Existem fábricas instaladas em
Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. As três possuem redes de distribuidores e instaladores.
além de produtos padronizados. Algumas lojas de materiais de construção começam a vender pro-
dutos para drywall - principalmente seus acessórios, como buchas e peças de fixação. Na hora da
compra, é importante estar atento a todos os componentes do sistema, entre eles. os perfis metá-
licos. parafusos, massas e fitas para juntas, que devem ser adquiridos de acordo com as indicações
do fabricante. Outro item importante é a massa específica para execução das juntas entre as chapas,
que impede o aparecimento das trincas e permite um acabamento ideal.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Em média. 3 0 dias.

P R A Z O DE E N T R E G A

C o m o as principais cidades do país já possuem distribuidores e instaladores credenciados, a entrega


é imediata para pedidos de até 1.5 mil rrr de chapas - ainda que esse número possa variar de acordo
com a região do Brasil. Para outros volumes, é recomendável fazer uma programação com a rede
credenciada na região - para obras grandes, há como comprar direto com o fabricante.

F O R M A DE E N T R E G A

Para pequenos volumes, as chapas podem ser entregues avulsas e descarregadas uma a uma. Já
em grandes obras, as chapas devem ser entregues paletizadas com cintas de reforço e calços de
óo cm entre elas e, no máximo, a IO cm da borda. O empilhamento deve ser de. no máximo, cinco
paletes. A composição desses paletes varia de acordo com o fabricante e com a altura das chapas
(de 1,80 a 3 m). Na hora de receber o produto, é importante verificar se as bordas das chapas estão
em perfeito estado. Perfis e montantes devem ser amarrados em feixes.

ARMAZENAMENTO

As chapas de gesso devem ficar longe de umidade e estocadas em cima de caibros a cerca de 7 cm
do chão. Recomenda-se cobri-las com plástico para proteção.

REQUISITOS DE QUALIDADE

Há normas brasileiras que garantem a qualidade dos produtos. O s três fabricantes no Brasil seguem
essas normas - os sistemas são testados em laboratórios técnicos oficiais e os fabricantes podem
disponibilizar os laudos aos clientes. Além disso, os associados à Abragesso (Associação Brasileira
dos Fabricantes de Blocos e Chapas de Gesso) possuem Certificado de Referência Técnica do IPT.
A associação está elaborando também uma cerificação de qualidade que deve ser adotada no se-
gundo semestre de 2004.
ALVENARIAS E FACHADAS

NORMAS T É C N I C A S

NBR 14715-1 - C h a p a s d e g e s s o p a r a Drywall - Requisitos

NBR 14715-2 - C h a p a s d e gesso para Drywall - p a r t e 2: M é t o d o s d e e n s a i o

TABELA 1 - CARACTERÍSTICAS DAS CHAPAS DE G E S S O


Espessura Dimensões padrão (mm) Peso
Nome Descrição Tipo de borda
(mm) Largura Comprimento (kg/m1)

9.5 1200 2400 6.5 a 8.5

12.5 1ÔOO
2000
1200 2400

28OO 8 a 12
ST Standard <° Rebaixada BR W
3000

2000
600
2500

15 1200 2500 IO a 14
Quadrada B Q ® 12.5 1243 2500 8 a 12
(:>
RU Resistente à umidade 12.5 8 a 12
Rebaixada BR W
15 10 a 14
1200 25OO
RP Resistente ao fogo ' 12.5 8 a 12
Rebaixada BR W
15 IO a 14

(0 Chapas standard (ST): destinadas a áreas secas


(2) Chapas resistentes à umidade (RU): destinadas a ambientes sujeitos à ação da umidade, por tempo limitado (de forma
intermitente)
(3) Chapas resistentes ao fogo (RF): destinadas a áreas com exigências especiais de resistência ao fogo
(4) Borda rebaixada (BR): para tratamento do junta
(5) Borda quadrada (BQ): para uso em forros removíveis e divisórias

Obs.: Consultar os fabricantes para mais detalhes e variações dos produtos


TABELA 2 - ESPECIFICAÇÕES DE ACORDO C O M USO E ESPESSURA

Espessura (mm)
Tipo de parede Uso Perfis Chapa Espessura final
metálicos de gesso da parede

48 25 73

70 25 95
Divisões e n t r e a m b i e n t e s e m uma
Parede simples
mesma unidade residencial ioo
75 25

90 25 "5

96 50 146 n

Divisões entre unidades 140 50 1 9 0 (*)


Parede dupla
residenciais 150 50 200 n

180 50 230 n

Vencimento de grandes vãos o u


Parede técnica isolamento acústico e m ambientes Obs.: As espessuras p o d e m variar d e a c o r d o
c o m o cinema, casas d e shows. com o projeto
templos etc

Fonte: Abragesso

Apoio do engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colaboraram.- Ronald Wysling, diretor da Astic (Associaç3o de Tecnologias Integradas na Construção).
Eduardo Eboli e Amedeu Salvatore. da Abragesso (Associação Brasileira dos Fabricantes de Blocos e
Chapas de Gesso).
TELAS GALVANIZADAS

Especificação deve considerar tamanho da malha,


diâmetro dos arames e forma de produção

A n a Paula Rocha - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M o r c a d o & 9 , d o ; o m b r o / 2 0 0 8

D u r a n t o a instalação dove-so verificar na tela galvanizada

se a gramatura d o zinco está d e n t r o d o s p a d r õ e s mínimos

O termo tela galvanizada é empregado no mercado para se referir aos diversos tipos de tela. que
têm em comum o fato de serem produzidas com arames de aço revestidos com uma camada de
zinco. Este último, por sua vez, é utilizado para garantir uma vida útil longa ao produto, protegendo-o
contra a corrosão, mesmo quando exposto às variações climáticas.

As telas galvanizadas podem ser aplicadas em diversos processos da construção civil, como no reforço
dos revestimentos de fachadas, no ancoramento entre colunas de concreto e paredes de alvenaria,
evitando futuras trincas nas paredes, e também no cercamento de áreas, como jardins e quadras po-
liesportivas. Ao contrário do que muitos pensam, as telas soldadas destinadas para o reforço estrutural
do concreto não são galvanizadas.

ESPECIFICAÇÕES

Existem basicamente três tipos principais do produto no Brasil: as telas soldadas, as telas hexagonais
e as telas de alambrado. também conhecidas como telas de simples torção, já que são fabricadas
com malhas quadrangulares. As especificações variam em relação ao tamanho da malha, ao diâmetro
dos arames e. principalmente, na forma de produção da tela.

C a d a tipo possui suas próprias finalidades e características técnicas. A s telas de alambrado


p o d e m ser de simples torção ou soldadas (produz uma tela mais reforçada e com um visual me-
lhor). Já as telas hexagonais são empregadas no processo de construção propriamente dito. da
mesma forma que um determinado tipo de tela soldada. N e s s e s dois casos, telas de alambrado
e hexagonais. não há c o m o substituir um tipo por outro.
O s t i p o s r e s t a n t e s d e telas d e a l a m b r a d o g a l v a n i za d a s e telas s o l d a d a s g a l v a n i z a d a s s ã o p r o d u t o s simila-
res q u a n t o a o e m p r e g o . A m b a s são utilizadas n o c e r c a m e n t o d e áreas. O uso d e u m o u o u t r o d e p e n d e
mais d a finalidade e d o p r o j e t o arquitetônico d o q u e d e fatores econômicos.

NORMAS TÉCNICAS

O s f a b r i c a n t e s n a c i o n a i s d e t e l a s g a l v a n i z a d a s s e g u e m a N B R 10118, q u e f i x a a s c o n d i ç õ e s p a r a e n c o -
m e n d a . f a b r i c a ç ã o e f o r n e c i m e n t o d e t e l a s d e a r a m e d e s i m p l e s t o r ç ã o , e a N B R 10122, q u e a b o r d a o s
requisitos dimensionais e d e r e v e s t i m e n t o d e telas hexagonais galvanizadas.

As diversas n o r m a s existentes para c a d a tipo d e material são c o n s t a n t e m e n t e atualizadas. Para telas


galvanizadas p r o p r i a m e n t e ditas, n ã o há n e n h u m a n o v a legislação e m discussão. S o m e n t e as n o r m a s
d e arames, q u e são matéria-prima para a c o n f e c ç ã o d e telas galvanizadas, estão s e n d o analisadas n o
momento.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

D u r a n t e a instalação, o mais i m p o r t a n t e é verificar na tela g a l v a n i z a d a se a g r a m a t u r a d o z i n c o - o u


seja, o p e s o d a c a m a d a d e z i n c o - e s t á d e n t r o d o s p a d r õ e s m í n i m o s e x i g i d o s p e l a legislação. Além
disso, é n e c e s s á r i o c o n f e r i r se as d i m e n s õ e s d e largura e c o m p r i m e n t o e s t ã o c o r r e t a s e se o t a m a -
n h o d a malha e d o d i â m e t r o d o arame estão d e a c o r d o c o m o solicitado.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O principal c u i d a d o a ser t o m a d o ao se c o m p r a r o p r o d u t o , é verificar a p r o c e d ê n c i a e o histórico


d o produtor. De a c o r d o c o m o Sicetel (Sindicato Nacional d a Indústria d e Trefilação e Laminação
d e Metais Ferrosos), já foram c o n s t a t a d o s diversos casos d e telas galvanizadas i m p o r t a d a s d a C h i n a
q u e n ã o r e s p e i t a v a m as n o r m a s b r a s i l e i r a s , m a s q u e e r a m c o m e r c i a l i z a d a s n o r m a l m e n t e . O reco-
m e n d a d o , e m c a s o d e d ú v i d a , é p r o c u r a r ó r g ã o s i n d e p e n d e n t e s c o m o o IPT ( I n s t i t u t o d e Pesquisas
Tecnológicas d o Estado d e São Paulo) o u instituições d e ensino especializadas, q u e t ê m condições
d e analisar t e c n i c a m e n t e o p r o d u t o e verificar se está e m c o n f o r m i d a d e c o m o s p a d r õ e s exigidos.

LOGÍSTICA

O t r a n s p o r t e das telas galvanizadas exige a p e n a s c u i d a d o s básicos. O s produtos podem ser ar-


mazenados n o c a n t e i r o d e o b r a , m e s m o a o ar livre, já q u e o z i n c o os p r o t e g e d a s intempéries.
Recomenda-se apenas q u e não sejam empilhadas d e forma a ocasionar o amassamento mecânico
d o s rolos d e telas galvanizadas q u e e s t i v e r e m p o r baixo.

Colaborou; Rodrigo do Almeida Prado, prosidonto do Sícotol


{Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos).
como comprar

AGLOMERANTES,
ARGAMASSAS
E REJUNTES

Argamassa colante
Argamassa de revestimento
Argamassa de revestimento industrializada
C a l hidratado
Rejuntes
ARGAMASSA COLANTE

Produto é classificado e m três tipos básicos de acordo


com d e s e m p e n h o s e aplicação r e c o m e n d a d a

P o r G i o v a n n y Gorolla. maio/íOlO

A argamassa colante é especialmente formulada para o assentamento de placas cerâmicas (proces-


so de camada fina), com o emprego de desempenadeira denteada. Proporciona ao revestimento
uniformidade cie desempenho relativo à aderência, que resiste por mais tempo, além de possibilitar
maior produtividade ao trabalho do assentador. "É composta de areia fina (grãos arredondados),
cimento e aditivos retentores de água que. somados a outros aditivos, melhoram a aderência - im-
portante no manuseio de placas de baixa absorção de água. como os porcelanatos", define Gilberto
De Panieri Cavani. pesquisador do I PT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
"O produto industrializado, ao se misturar com a água. forma uma massa viscosa. plástica e aderente",
segundo complementa a consultora em argamassas. Elza Nakakura.

ESPECIFICAÇÕES

São encontrados no mercado três tipos básicos de argamassa colante. A A C - I resiste às solicitações
mecânicas e termo-higroscópicas típicas de revestimentos internos, com exceção daqueles aplica-
dos em saunas, churrasqueiras, estufas e outros casos em que há exposição à umidade e ao calor. A
A C - I I tem adesividade que permite absorver os esforços existentes sobre revestimentos de pisos e
paredes internos e externos, sujeitos a ciclos d e variação termo-higrométrica e à ação d o vento. Já
o t i p o A C - I I I p o s s u i a d e r ê n c i a s u p e r i o r às a n t e r i o r e s , s e n d o a p l i c a d o e m r e v e s t i m e n t o s cerâmicos
d e f a c h a d a s . " O s t r ê s t i p o s c o l a n t e s p o d e m t e r . c a d a u m . u m a f ó r m u l a v a r i a n t e c h a m a d a 'E'. q u e s e
caracteriza por apresentar t e m p o em a b e r t o estendido", aponta Nakakura.

De a c o r d o c o m Cavani. o t e m p o superior e m a b e r t o é d e dez minutos, e a classificação d o s tipos d e


a r g a m a s s a e n c o n t r a - s e n a n o r m a N B R 14.081.

" C o m relação à resistência da aderência, são tipos d e cura a normal e a d e cura c o m imersão em
água, a m b a s exigidas p a r a os três t i p o s d e argamassa A C ; e há ainda a d e c u r a e m estufa, exigida para
as a r g a m a s s a s A C - I I e A C - I I I " , r e l e m b r a o p e s q u i s a d o r .

LOGÍSTICA E QUALIDADE

N ã o d e v e m ser a c e i t o s p r o d u t o s c o m p r a z o d e v a l i d a d e v e n c i d o , n e m e m e m b a l a g e n s rasgadas,
m o l h a d a s o u avariadas d u r a n t e o t r a n s p o r t e . O a r m a z e n a m e n t o o c o r r e e m local s e c o e p r o t e g i d o d a
ação d e intempéries, e sem c o n t a t o d i r e t o c o m pisos e p a r e d e s ( p o d e ser a r m a z e n a d o s o b r e e s t r a d o
d e madeira), p a r a p r e s e r v a ç ã o d e sua q u a l i d a d e .

A m a i o r i a d o s f a b r i c a n t e s c o m e r c i a l i z a o p r o d u t o e m e m b a l a g e n s p l á s t i c a s d e 2 0 kg. t r a n s p o r t a d a s
e m p a l e t e s . C o m r e l a ç ã o à q u a l i d a d e d o p r o d u t o , p a r a as a r g a m a s s a s c o l a n t e s d o t i p o A C - I , há rela-
tórios d o Programa Setorial d e Qualidade, d o Ministério das Cidades, q u e p e r m i t e a verificação d e
marcas que estejam conforme padrões tecnicamente pré-exigidos.

CUIDADOS DE USO

N o p r e p a r o d a argamassa c o l a n t e . d e v e ser r e s p e i t a d a a q u a n t i d a d e d e água i n d i c a d a na e m b a l a g e m


d o p r o d u t o . O ideal é q u e a m e d i d a seja feita c o m r e c i p i e n t e g r a d u a d o , o u c o m o v o l u m e e x a t o p a r a
a mistura d e u m saco inteiro d o p r o d u t o . A p ó s a mistura, a massa "descansa" p e l o t e m p o também
i n d i c a d o na e m b a l a g e m - c h a m a d o t e m p o d e m a t u r a ç ã o - e. a o final d e s s e p e r í o d o , é novamente
misturada, antes d e aplicada à superfície-base. O excesso d e água p o d e implicar o deslizamento das
placas a p ó s o a s s e n t a m e n t o , e n q u a n t o sua falta p o d e r á p r e j u d i c a r o t e m p o e m a b e r t o . Para solucio-
nar esses problemas, vale consultar a assistência técnica d e cada fabricante.

D e s e m p e n a d e i r a s d e n t e a d a s não p o d e m estar desgastadas. Para verificar o a s s e n t a m e n t o , basta


retirar u m a das placas r e c é m - c o l o c a d a s (até 4 0 m i n u t o s d e p o i s ) para checar, j u n t o ao tardoz, se ele
está i m p r e g n a d o d e massa colante.

SEGURANÇA NA EXECUÇÃO

D e v e - s e utilizar a argamassa c o l a n t e s o m e n t e e m locais c o m t e m p e r a t u r a a m b i e n t e e n t r e 5 ° C e


4 0 ° C . "É s e g u r o r e t i r a r p o e i r a e e n g o b e d o t a r d o z " . d i z Elza N a k a k u r a . " T a m b é m i n d i c o d e s e m p e n a -
deiras c o m d e n t e s 8 m m para peças cerâmicas d e t a m a n h o superior a 4 0 0 cm2; para peças maiores
q u e 9 0 0 cm2, o u q u e t i v e r e m reentrâncias maiores q u e 1 m m no tardoz. é p r e c i s o fazer a d u p l a cola-
g e m , a p l i c a n d o argamassa t a n t o na superfície-base. c o m o n o v e r s o d a peça."

N ã o d e v e m ser usados á c i d o s o u p r o d u t o s d e l i m p e z a agressivos, n e m p o d e m ser m o l h a d a s ce-


r â m i c a s e p e d r a s a n t e s d e s u a a p l i c a ç ã o . J á o r e j u n t e é. n o r m a l m e n t e , e x e c u t a d o 72 h o r a s após
assentamento.
COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Cavani alerta que é prática comum dos fabricantes "adjetivar" seus produtos, como por exemplo
'Super Argamassa', ou Argamassa Flexível'". O consumidor, no entanto, não deve atentar a esses
adjetivos, mas verificar qual o tipo da massa colante oferecida (se é A C -I. A C - I I ou AC-III). "Muitas
vezes a denominação dada na embalagem pode criar expectativas que não condizem com a real qua-
lidade e/ou desempenho do produto", afirma. "Não recomendo comparar preços sem comprovação
do desempenho dos produtos."

Quanto à qualidade e ao atendimento às normas, para as argamassas do tipo AC-I, há relatórios do


Programa Setorial de Qualidade, gerenciado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de
Cimento.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 1 4 . 0 8 1 - Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmi-


cas - Requisitos

N B R 13.753 - Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com


utilização de argamassa colante - Procedimento

N B R 13-754 - Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utiliza-


ção de argamassa colante - Procedimento

N B R 13-755 - Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e


com utilização de argamassa colante - Procedimento
ENTREVISTA C O M GILBERTO CAVANI - COMPRA SEGURA

É correto esperar que os resultados na obra sejam os mesmos dos


descritos nas embalagens dos produtos?
O s resultados obtidos em laboratório com a argamassa colante são tão
somente um referencial para a qualidade do produto, e não se deve ter
a expectativa de que eles se repetirão em obra, uma vez que as condi-
ções ambientais controladas, nas quais os ensaios acontecem, quase
nunca se repetem no canteiro. Por essa, razão é fundamental que o
próprio assentador faça um controle antes de assentar as placas cerâ-
micas: simples e eficiente, consiste em pressionar os cordões de massa
com as pontas dos dedos limpos e secos e verificar se há transferência
de argamassa para eles. Se houver, pode-se assentar as placas; se não.
retira-se toda a camada e faz-se nova aplicação de argamassa colante.
G i l b e r t o C a v a n i . posquisador d o IPT
(Instituto d * Pesquisas Tecnológicas d o
C i t a d o d e S i o Paulo)
E qual a melhor forma de aplicar a massa para garantir o máximo
desempenho?
Na formação dos cordões, o aplicador deve tomar cuidado para não
inclinar demais a desempenadeira. pois esse procedimento produzi-
rá cordões muito baixos, com argamassa em quantidade insuficiente
para o total preenchimento do tardoz. No caso de placas que tenham
reentrâncias no tardoz de altura superior a l mm. ou placas de área
superior a 4 0 0 cm 2 , indico o processo de dupla colagem - com aplica-
ção de argamassa colante também sobre o tardoz das placas cerâmi-
cas. Alternativamente, pode-se empregar desempenadeira denteada
com dentes maiores que 8 mm. Para o controle do assentamento, bas-
ta retirar a placa, passados 3 0 ou AO minutos de seu assentamento,
e verificar quanto do tardoz ficou impregnado de argamassa colante

O Programa Setorial de Qualidade deverá dar início aos ensaios das


massas AC-II a partir deste ano. Como garantir, então, a qualidade
de massas AC-II e AC-III, ainda não cobertas pelo controle de quali-
dade do Ministério das Cidades?
Para grandes construtoras, o procedimento é simples e pouco custo-
so. Basta enviar o material desejado a um laboratório para que faça
testes de resistência e desempenho. As vezes, a própria construtora,
antes de comprar grandes volumes do material, exige do fabricante
que realize, ele mesmo, testes em um laboratório isento, e apresente
seus relatórios, para que ela possa tomar suas decisões de compra
ARGAMASSA DE REVESTIMENTO

Planejamento e industrialização do processo são


as chaves para aumentar eficiência na compra e no uso
PAmela R e i i • G u i a d a C o m t r u ç A o 98. i o t e m b r o / 2 0 0 0

Traço d e a r g a m a i s a d e p e n d e d o l i p o d e a p l i c a ç ã o

A argamassa de revestimento é a mistura de cimento, areia e água usada para regularizar, proteger e
dar acabamento à alvenaria e às estruturas d a s edificações. Ela ajuda também na impermeabilização
das superfícies e. como todos os tipos d e argamassa, p o d e ser feita na obra ou processada indus-
trialmente.

A argamassa industrializada, por ser dosada na fábrica, confere uniformidade às várias utilizações
e padroniza a qualidade final do revestimento. "Ela traz facilidade operacional e minimiza o des-
perdício. N ã o há mais necessidade de produzir qualquer argamassa no canteiro d e obras", afirma
Luiz Sérgio C o e l h o , professor do Departamento d e Engenharia Civil da F E I (Fundação Educacional
Inaciana Pe. Sabóia d e Medeiros).

N o entanto, segundo Márcio Estefano, professor d o curso d e Engenharia C i v i l d o Instituto d e Tecno-


logia Mauá, nada impede q u e a argamassa virada em obra tenha boa qualidade, d e s d e q u e feita c o m
material d e qualidade e dosada por profissional especializado; d e preferência, um engenheiro tec-
nologisto. "No entanto, nem sempre è possível ter um profissional tão especializado no canteiro e. no
prática, a mistura é feita sem os devidos cuidados na escolha dos insumos e na dosagem", acrescenta.

ESPECIFICAÇÕES

O traço da argamassa - proporção entre os elementos da mistura - varia para satisfazer as necessi-
dades d e c a d a aplicação. O traço d o chapisco, por exemplo, é mais rico em cimento e mais fluido do
q u e o e m b o ç o e reboco, pois tem a função d e criar uma ponte d e aderência entre a superfície e as
camadas d e argamassa. J á o revestimento externo deve ter maior resistência mecânica q u e o inter-
no, para enfrentar a ação da chuva, cio vento e d e agentes agressivos. O mercado oferece produtos
específicos para c a d a finalidade.
CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO

É a c o n s e l h á v e l q u e os profissionais responsáveis p e l o p r e p a r o e a p l i c a ç ã o d a argamassa sejam trei-


n a d o s . N o c a s o d a argamassa virada e m obra, essa especialização é a i n d a mais necessária. Já n o
p r e p a r o d a argamassa industrializada, basta adicionar ao p ó a q u a n t i d a d e r e c o m e n d a d a d e água
limpa, l e m b r a n d o q u e n ã o é necessário acrescentar o u t r o s p r o d u t o s , pois os aditivos já são mistu-
r a d o s na fábrica.

Ler as i n s t r u ç õ e s d a e m b a l a g e m é f u n d a m e n t a l , b e m c o m o r e s p e i t a r o s t e m p o s d e p r e p a r o e o p r a z o
d e utilização d e p o i s d o c o n t a t o c o m a água. A s u p e r f í c i e d o s u b s t r a t o d e v e e s t a r l i m p a e livre d e
i m p u r e z a s p a r a n ã o i n t e r f e r i r na a d e r ê n c i a .

COTAÇÕES DE PREÇOS E FORNECEDORES

O s principais fabricantes d e argamassa distribuem o p r o d u t o e m t o d o o Território Nacional. Ao


r e c e b e r o p r o d u t o , o p r i n c i p a l p o n t o a ser o b s e r v a d o são as d a t a s d e v a l i d a d e , q u e d e v e m ser c o m -
p a t í v e i s c o m as d a t a s d e u s o d e f i n i d a s n o p l a n e j a m e n t o . É e s s e n c i a l c o n f e r i r t a m b é m se o t i p o d e
argamassa c o r r e s p o n d e a o p e d i d o e se n ã o há sacos danificados.

NORMAS TÉCNICAS

A A B N T (Associação Brasileira d e N o r m a s Técnicas) possui diversas normas técni-


cas. E n t r e elas:

NBR 1 3 2 8 1 / 2 0 0 5 - Argamassa para assentamento e revestimento d e paredes e tetos


- Requisitos

NBR 7 2 0 0 / 1 9 9 8 - Execução d e revestimento d e paredes e tetos d e argamassas


inorgânicas - Procedimento

NBR 13749/1996 - Revestimento d e paredes e tetos d e argamassas inorgânicas -


Especificação

NBR 13530/1995 - Revestimento d e paredes e tetos d e argamassas inorgânicas -


Classificação
N B R 1 3 5 2 9 / 1 9 9 5 - Revestimento d e p a r e d e s e tetos d e argamassas inorgânicas

LOGÍSTICA

" O p r o j e t o e x e c u t i v o d e v e especificar os tipos e q u a n t i d a d e s d e argamassa. para q u e o planejamen-


t o d e c o m p r a , e n t r e g a e a p l i c a ç ã o seja o mais e f i c i e n t e possível", d e s t a c a Luiz Sérgio C o e l h o . O pla-
n e j a m e n t o torna-se ainda mais i m p o r t a n t e para a argamassa industrializada, u m a vez q u e o material
t e m u m p r a z o l i m i t e d e a r m a z e n a m e n t o d e m a i s o u m e n o s ÇO d i a s . M e s m o o b e d e c e n d o à v a l i d a d e
e t o m a n d o t o d o s os cuidados, a resistência e a qualidade d o material p o d e m sofrer alterações ao
longo d o t e m p o , c o m p r o m e t e n d o a eficácia d o revestimento.

A argamassa p o d e ser a d q u i r i d a e m sacos o u a granel, s e n d o , nesse ú l t i m o caso, a r m a z e n a d a em


silos. Para o a r m a z e n a m e n t o d o s sacos, o p r i m e i r o c u i d a d o é o b s e r v a r o e m p i l h a m e n t o máximo
p e r m i t i d o , q u e n ã o d e v e u l t r a p a s s a r 15 u n i d a d e s . S e g u n d o M á r c i o E s t e f a n o . a c o m p r e s s ã o d a s p a r t í -
cuias acelera a hidratação e d e i x a o p ó granulado. d e r r u b a n d o a q u a l i d a d e d o revestimento. "Alguns
profissionais p e n e i r a m o p r o d u t o para eliminar o e m p e d r a m e n t o . mas nesse estágio, m e s m o a parte
p e n e i r a d a já está c o m p r o m e t i d a " , explica.

O s sacos d e v e m ser m a n t i d o s e m local seco, v e n t i l a d o e p r o t e g i d o d a u m i d a d e . O piso d e v e ser


i m p e r m e a b i l i z a d o e as pilhas d e v e m estar a p e l o m e n o s 2 0 c m d o solo. É i m p o r t a n t e n ã o e n c o s t á - l a s
nas p a r e d e s n e m deixá-las p r ó x i m a s a o b j e t o s p o n t i a g u d o s q u e p o s s a m rasgar a e m b a l a g e m .

ENTREVISTA C O M A D A I L T O N DE O L I V E I R A G O M E S - ENSACADA OU A GRANEL


C o m o d e v e ser planejado o uso da argamassa de r e v e s t i m e n t o ?

E m p r i m e i r o lugar, é i m p o r t a n t e e l a b o r a r u m p r o j e t o , q u e d e v e levar
e m c o n t a as c a r a c t e r í s t i c a s d a e d i f i c a ç ã o , o t i p o d e revestimento,
a q u a l i f i c a ç ã o d a e q u i p e e as a ç õ e s d o m e i o a m b i e n t e . C a s o a ar-
gamassa seja p r o d u z i d a na o b r a . deve-se solicitar a u m l a b o r a t ó r i o a
e l a b o r a ç ã o d o s traços, l e v a n d o e m c o n s i d e r a ç ã o os p a r â m e t r o s do
projeto. Se a o p ç ã o for a argamassa industrializada, deve-se p r o c u r a r
um fornecedor cujo histórico garanta a qualidade d o produto.

Q u a n d o é r e c o m e n d a d a a c o m p r a da argamassa e m sacos ou a

A argamassa a granel granel?

tem sido uma ótima N o sistema e m q u e a argamassa é b o m b e a d a e projetada simulta-


opção por ocupar n e a m e n t e , a c o m p r a a g r a n e l é m a i s a d e q u a d a . Já n o s c a s o s e m q u e
menos espaço no a argamassa é t r a n s p o r t a d a a t é o local d a a p l i c a ç ã o e m carrinho

canteiro o u duto, a e m b a l a g e m e m sacos é melhor. Nas g r a n d e s cidades, a


argamassa a granel t e m sido uma ótima o p ç ã o por ocupar menos

AdaÜton do O l - v c r a G o m © $
e s p a ç o no canteiro, mas a escolha p e l o f o r m a t o d e v e n d a d e v e ser
professor da Escola Po'«técnica da definida e m função das especificidades da obra.
Univorsidado Poderá! da Bahia o coordenador
d o C o t a (Centro Tecnológ-co do Argamavia)

É necessário usar a argamassadeira para o preparo?

É sempre conveniente empregar a argamassadeira para obter uma


massa uniforme. Misturas manuais, geralmente, são i n a d e q u a d a s e
só d e v e m ser utilizadas e m p e q u e n o s serviços, q u e n ã o requerem
c u i d a d o s especiais e m relação à h o m o g e n e i d a d e da argamassa.

E e n t r e os sistemas de aplicação, qual o mais a d e q u a d o ?

A argamassa projetada propicia u m revestimento uniforme e m t o d o


o painel, e v i t a n d o as falhas d e c o r r e n t e s d a v a r i a ç ã o d a e n e r g i a de
l a n ç a m e n t o , c o m u m n o p r o c e s s o m a n u a l . V a l e r e s s a l t a r q u e . n o lan-
ç a m e n t o p o r p r o j e ç ã o , o mais a d e q u a d o é utilizar argamassa indus-
trializada.
CHECK-LIST

J Planeje o uso da argamassa e faça um cronograma de compra, entrega e apli-


cação.

J A o r e c e b e r o p r o d u t o , v e r i f i q u e se a e s p e c i f i c a ç ã o c o n f e r e c o m o p e d i d o e se
a validade n ã o está próxima d o vencimento.

J Armazene em local seco. ventilado, protegido da umidade e sobre piso imper-


meabilizado.

/ M e s m o s e g u i n d o as r e c o m e n d a ç õ e s , a a r g a m a s s a n ã o p o d e ficar armazenada
p o r mais d o q u e 9 0 dias.

/ Respeite o e m p i l h a m e n t o m á x i m o d e sacos para evitar empedramento.

Colaboraram: Luiz Sé<gio Coolnov professor d© tecnologias da construção e urbanismo do


departamento do ongonhar a civil da FEI; Márcio Estofano do Oliveira, mestre em matoriais de
construção pob USP o doutor polo Unesps professor do materiais de construção do curso do
engenharia civil do Instituto Mauò de Tecnologia; Adailton de Oliveira Gomes, professor da Escola
Politécnica da Universidade Federal da Bahia e coordenador do Cela (Centro Tecnológico da
Argamassa).
AGLOMERANTES. ARGAMASSA E REJUNTES

ARGAMASSA DE REVESTIMENTO
INDUSTRIALIZADA

O traço da argamassa é facilitado, pois os materiais são pré-dosados.


Deve-se tomar cuidado apenas com a adição de água

Rafael Frank - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 78. J a n c i r o / 2 0 0 8

O d e s e m p e n h o d o r e v e s t i m e n t o d e p e n d e d a b a s e d e aplicação,
c o n d i ç ã o c l i m á t i c a c q u a l i f i c a ç ã o d a m ã o d e obra

Na construção civil, as argamassas podem ser de assentamento ou revestimento. O segundo tipo


possui a função de impermeabilizar, regularizar (eliminar ondulações e buracos, nivelar e aprumar) e
oferecer acabamento (liso. áspero, rugoso) às superfícies.

ESPECIFICAÇÕES

As argamassas de revestimento são constituídas basicamente de cimento, cal. areia, água e eventu-
almente aditivos. Essa mistura pode ser feita de forma manual, mecânica ou comprada já usinada.
Entretanto, há uma necessidade de atenção especial na dosagem de cada substância (traço). A ar-
gamassa industrializada facilita essa questão, pois a composição e dosagem são definidas pelo fabri-
cante e requerem apenas a adição de água.

CUIDADOS DURANTE A APLICAÇÃO

Diversos fatores alteram o desempenho do revestimento como características das bases, condições
climáticas, mão de obra. As patologias mais comuns são eflorescência. bolor, vesículas, descolamento
com empolamento. em placas, com pulverulência, fissuras.
A prática r e c o m e n d a d a para a seleção d o f o r n e c e d o r é a e x e c u ç ã o d e painéis d e teste no próprio
canteiro. Assim, o e n s a i o é s u b m e t i d o às c o n d i ç õ e s d a o b r a ( t i p o s d e base, e x p o s i ç ã o d a s fachadas,
p r o c e s s o d e aplicação). R e c o m e n d a - s e q u e a realização d o e n s a i o seja c e r c a d e 9 0 dias a n t e s do
início d o revestimento.

E n e c e s s á r i o garantir q u e a q u a n t i d a d e d e água e m p r e g a d a e m c a d a mistura ( b a t e l a d a ) seja a indi-


cada pelo fabricante. Deve-se t a m b é m controlar o t e m p o d e mistura.

A f a s e m a i s c r í t i c a é a d a a p l i c a ç ã o d a a r g a m a s s a , r e a l i z a d a a p ó s a c o n c l u s ã o d o s u b s t r a t o e as
instalações prediais p r o n t a s e e m b u t i d a s . A superfície d o s u b s t r a t o necessita ser limpa a n t e s da
a p l i c a ç ã o d a argamassa, q u e p o d e ser d e f o r m a manual o u m e c â n i c a (projetada).

O u t r o fator importante é manter o chapisco úmido durante a cura para q u e o substrato não absorva
p o r capilaridade a água d e amassamento da argamassa. c o m p r o m e t e n d o a hidratação. A q u a n t i d a d e
d e água d e p e n d e r á d o substrato, d o tipo de argamassa empregado, d o m é t o d o de aplicação e das
condições d o meio ambiente.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O melhor resultado é o b t i d o ao comparar os preços por metro q u a d r a d o d e revestimento executa-


do, e m b u t i n d o custos d e preparo, transporte, e q u i p a m e n t o s e aplicação.

LOGÍSTICA

A a r g a m a s s a i n d u s t r i a l i z a d a p o d e ser f o r n e c i d a e m s a c o s , a g r a n e l o u e m silos. N o p r i m e i r o c a s o .
há a necessidade d o rótulo conter o n o m e d o fabricante, designação d o produto, massa líquida d o
p r o d u t o c o n t i d o na e m b a l a g e m e m quilogramas, tipo d e argamassa. c o m p o s i ç ã o qualitativa e quan-
titativa d e á g u a a ser i n c o r p o r a d a a o p r o d u t o e m litros, d a t a d e f a b r i c a ç ã o e v a l i d a d e d o produto,
t e m p o d e mistura e maturação, instruções e cuidados necessários para o manuseio e aplicação do
p r o d u t o e i n f o r m a ç õ e s s o b r e as c o n d i ç õ e s d e a r m a z e n a m e n t o d o p r o d u t o . S e a a r g a m a s s a for for-
n e c i d a a g r a n e l o u e m silos, a d o c u m e n t a ç ã o d e v e c o n t e r e s s e s itens.

O armazenamento d e v e ser e f e t u a d o e m local s e c o e p r o t e g i d o da ação d e intempéries e sem


c o n t a t o d i r e t o c o m pisos e paredes. Recomenda-se separar por lotes e tipos para evitar o uso de
produtos inadequados.

NORMAS TÉCNICAS

A n o r m a q u e a p r e s e n t a o s r e q u i s i t o s p a r a as argamassas d e r e v e s t i m e n t o é a N B R 1 3 2 8 1 / 2 0 0 5 - Ar-
g a m a s s a p a r a A s s e n t a m e n t o e R e v e s t i m e n t o d e P a r e d e s e T e t o s - R e q u i s i t o s . Essa n o r m a s e a p l i c a
igualmente à argamassa industrializada, p r e p a r a d a e m central o u e m obra. Há t a m b é m a n o r m a NBR
13749/90 - R e v e s t i m e n t o d e P a r e d e s e T e t o s d e A r g a m a s s a s I n o r g â n i c a s - E s p e c i f i c a ç ã o q u e fixa as
c o n d i ç õ e s exigíveis para o r e c e b i m e n t o d e r e v e s t i m e n t o d e argamassas inorgânicas aplicadas s o b r e
p a r e d e s e t e t o s d e edificações. Já a n o r m a N B R 7 2 0 0 / 9 8 - E x e c u ç ã o d e R e v e s t i m e n t o d e Paredes e
T e t o s d e A r g a m a s s a s I n o r g â n i c a s - P r o c e d i m e n t o fixa o p r o c e d i m e n t o d e e x e c u ç ã o d e r e v e s t i m e n t o
d e paredes e tetos.

Colaborou; Elza Hissao Nalcakura. consultora: Póbio Luiz Campora. diretor-oxocutivo


da Abai (Associação Brasileira de Argamassas Industrializadas); Gilberto de Pameri Cavani,
pesquisador do IPT.
CAL HIDRATADA

Setor contabiliza muitos casos de não-conformidade


e venda de produtos com outras composições

Ubiratan t e a ! - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 4 2 . j a r e i r o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

De acordo com o texto da NBR 7175 - C a l hidratada para argamassas - Requisitos, esse produto
pode ser classificado em C H - I . II ou III. A C H - I , ou cal hidratada especial, é a mais pura. com hidró-
xido de cálcio ou mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio e teor de gás carbono em
até 5%- A CH-II, cal hidratada comum, tem especificações semelhantes à cal do tipo I. mas contém
também óxido de magnésio e não prevê limites para os óxidos não hidratados. A CH-III, cal hidra-
tada comum com carbonatos, é composta por hidróxido de cálcio, hidróxido de magnésio e óxido
de magnésio e conta com até 1 3 % de gás carbônico. Uma especificação equivocada da cal hidratada
pode aumentar as chances do surgimento de empolamento do revestimento de argamassa. Por isso.
é importante verificar se a cal hidratada está em conformidade com a norma e realizar a análise quí-
mica e a caracterização físico-mecânica do material.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há 22 fabricantes que produzem cal hidratada em conformidade de acordo com o Programa Setorial
da Qualidade do P B Q P - H (ver site). O Inmetro também verificou a qualidade do material de diversos
fabricantes e i m p o r t a d o r e s . A s e m p r e s a s e m c o n f o r m i d a d e p a r t i c i p a n t e s d o P r o g r a m a se d i s t r i b u e m
por Bahia, Minas Gerais, Paraná. Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Geralmente o prazo de pagamento é de 28 dias. mas a prática da negociação é comum.

P R A Z O DE E N T R E G A

Depende da demanda e localização do ponto de entrega, mas varia entre um e três dias.
F O R M A DE E N T R E G A

Em sacos de 20 kg com o tipo de cal identificado na embalagem. O produto também pode ser adqui-
rido a granel. Deve estar seco e com identificação de marca e tipo de cal. Materiais como cal hidrata-
da com adição, cal hidratada com leucofilito e cal hidratada pozolânica não são previstos pela norma.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A A B P C (Associação Brasileira dos Produtores de Cal) criou o Selo A B P C . que identifica as cales com
controle de qualidade de pureza, principalmente em relação à incorporação de filito (um tipo de areia).
A lista de empresas com esse selo pode ser encontrada no site da entidade (www.abpc.org.br). No caso
de produtos fornecidos a granel, o construtor deve se certificar da origem do material. Outra medida
recomendável é verificar na página do P B Q P - H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do
Habitat) na internet (www.cidades.gov.br/pbqp-h) quais marcas têm atendido à NBR 6473-

VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE

Um teste simples e rápido que pode ser feito no canteiro é misturar uma colher de café de cal e um
terço de copo com ácido muriático. A cal deve dissolver quase que totalmente após 3 minutos de
agitação. Muito resíduo no fundo do copo é sinal da presença de areia ou outro material que não é
cal. Também é possível analisar o produto de acordo com seu rendimento. Dependendo do tipo de
cal hidratada, um saco de 2 0 kg deve corresponder entre 25 e 35 I. Produtos com adulteração po-
dem render até menos de 2 0 I. o que exige a compra de mais cal para fazer uma mesma quantidade
de argamassa e encarece a obra. Por fim. o construtor também pode verificar a qualidade do material
de acordo com sua cor. A cal de qualidade é branca. O s produtos adulteradores dão ao material tom
entre bege e marrom.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 6471 - C a l virgem e cal hidratada - Retirada e preparação da amostra - Procedimento

N B R 6472 - C a l - Determinação do resíduo de extinção

N B R 7175 - C a l hidratada para argamassas - Requisitos

N B R 9 2 0 5 - C a l hidratada para argamassas - Determinação da estabilidade

N B R 9 2 0 6 - C a l hidratada para argamassas - Determinação da plasticidade

N B R 9 2 0 7 - C a l hidratada para argamassas - Determinação da capacidade de incor-


poração de areia no plastômetro de Voss

N B R 9 2 8 9 - C a l hidratada para argamassas - Determinação da finura

N B R 9 2 9 0 - C a l hidratada para argamassas - Determinação de retenção de água

Apoio do oogonharia: Pogiano Grigoli Possarollo


Colaboraram: Valdec r Ângelo Quarciom. responsável polo laboratório de química de materiais
do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), e Rubens Donizetti Gomes,
coordenador técnico da ABPC (A$$o6açâo Bras-leira dos Produtores de Cal)
AGLOMERANTES. ARGAMASSA E REJUNTES

REJUNTES

P r o p r i e d a d e s do produto somadas a uma correta


especificação garantem o bom d e s e m p e n h o do rejuntamento

D u l c e Rosc4l - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 72. j u l h o / 2 0 0 7

1
0

üíSii»
1
Xo

maiir
*wygr
iiiiii • r: . • •'

A c o r r o í a e s p e c i f i c a ç ã o do u m rojunto d e v o c o n s i d e r a r d i v e r s a s p a r t i c u l a r i d a d e s , c o m o o tipo d e r e v e s t i m e n t o ,
a á r e a d e a p l i c a ç ã o o a p r e s e n ç a o u a u s ê n c i a d o s o l i c i t a ç õ e s e s p e c i a i s , c o m o s a u n a s e piscinas

O s rejuntes são c o m p o s t o s p o r c i m e n t o cinza o u branco, areia normal o u branca, c o m g r a n u l o m e t r i a


controlada, aditivos q u e potencializam características d e d e s e m p e n h o e pigmentos.

ESPECIFICAÇÃO

A norma diferencia os rejuntes Tipo I e Tipo II: o primeiro para aplicação e m áreas internas e o se-
gundo em áreas sujeitas a variações de temperatura e sol. Há outros tipos d e rejuntes. mas especifi-
camente os tipos I e II d e v e m atender às seguintes características:

• Retenção d e água: < 75 mm - Tipo I ou <; 05 mm - Tipo II;

• Variação dimensional: < 2 m m / m - Tipos I e II;

• Resistência à compressão: > 8 M P a - Tipo I ou > IO M P a - Tipo II;

• Resistência à tração na flexão: M P a - Tipo I ou > 3 M P a - Tipo II;

• A b s o r ç ã o d e água por capilaridade: < o.ó g/cm 2 - Tipo I ou < 0,3 g/cm 2 - Tipo II;

• P e r m e a b i l i d a d e : < 2 c m 5 - T i p o I o u < 1.9 c m a - T i p o II.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

Deve-se dar atenção aos rejuntes especiais, que necessitam de cuidados adicionais na aplicação e
limpeza, como os anticorrosivos, por exemplo. A aplicação deve ser feita após o assentamento das
peças cerâmicas, respeitando o prazo d e 72 horas pós-assentamento. Porém, existem alguns produtos
específicos que assentam e rejuntam simultaneamente. É preciso verificar também se as juntas estão
secas e limpas para um total preenchimento, retirando todo excesso de argamassa, pó. graxa, óleo etc.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O comprador deve. em primeiro lugar, certificar-se da qualidade do produto e da assistência técnica


e também da adequação à aplicação a que se destina. Também deve atentar para as condições de
tráfego e uso. idoneidade do fornecedor/fabricante, a relação custo-benefício. entre outras carac-
terísticas.

P R A Z O DE E N T R E G A

E tratado diretamente com o fornecedor ou fabricante e dependerá das quantidades do produto


e distância até o local de uso. O cronograma da obra define o momento seguro para que o pedido
seja feito.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

Na aplicação do produto, o comprador deve atentar para as recomendações e orientações dos fabri-
cantes nas embalagens, a limpeza das peças e locais onde será aplicado e as condições do ambiente
no momento da aplicação, como a incidência de sol no local.

LOGÍSTICA

Para um melhor aproveitamento do rejunte. o transporte deve ser realizado em embalagem fechada
para que a integridade do material seja mantida. A entrega deve ser feita nas quantidades solicita-
das, em embalagens que identifiquem claramente os produtos por tipo, cor, entre outros itens. O s
produtos podem ser armazenados no canteiro respeitando a validade do produto impressa nas
embalagens, mas elevem ser separados em lotes. O local de armazenamento deve ser seco e arejado
e o produto deve ficar sobre estrado, em sua embalagem original e fechada. O s fabricantes entrevis-
tados recomendam empilhamento máximo até 1,5 m de altura.

NORMAS TÉCNICAS

Existem quatro normas vigentes: NBR 14992 - Argamassa à base de cimento Portland para rejun-
tamento de placas cerâmicas - Requisitos e métodos de ensaios que especificam as propriedades
técnicas das argamassas cimentícias: NBR 13753 - Revestimento de piso interno ou externo com
placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento; NBR 13754 - Revestimento
de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassas colantes - Procedimento;
NBR 13755 - Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização
de argamassas colantes - Procedimento.

Colaboraram: Fábio Luiz Campora. secretário- executivo da Abai (Assoc açào Brasileira da Argamassa
Industrializada): engenheira Amanda de Andrade Neme. supervisora técnica e de atendimento da Ga>l
Arquitetura em cerâmica; Wiltam Aloise, diretor de marketing da Weber Quartzolit.
como comprar

IMPERMEABILIZAÇÕES

Impermeabilização rígida
Mantas asfálticas
M e m b r a n a s rígidas e flexíveis
IMPERMEABILIZAÇÃO RÍGIDA

A comparação de fornecedores deve considerar


idoneidade do fabricante, consumo e serviços agregados

D u l c o P o s e i I - G u i a d a Constri>ç5© 66. j . i n c > o / ? C 0 7

O i p r o d u t o s d e v e m t e r e s p e c i f i c a d o s para estruturas não sujeitas a m o v i m e n t a ç õ e s , d i l a t a ç õ c s o u fissurações.


c o m o por e x e m p l o piscina» e n t e r r a d a » , p o ç o i d e e l e v a d o r c f u n d a ç õ e s

A impermeabilização rígida é aquela em que o componente, concreto ou argamassa. torna-se im-


permeável pela inclusão de aditivos químicos, aliado à correta granulometria dos agregados, baixa
relação água/cimento, e conseqüente redução da porosidade do elemento. Esse tipo de impermea-
bilização é especialmente indicado para elementos não sujeitos a trincas ou fissuras.

ESPECIFICAÇÃO

A composição do produto tem. em geral, o cimento como elemento determinante. A impermeabiliza-


ção rígida pode ser feita com um aditivo impermeabilizante adicionado à argamassa e que reage com
o cimento, ou ainda, ser realizada com produtos bicomponentes que, aplicados na forma de pintura,
formam um revestimento impermeável. São compostos por um pó (que é um cimento modificado) e
um líquido (que é um polímero).

O s produtos existentes no mercado se difcrcnciom quanto ao preparo do substrato, mistura c forma


de adicionar à argamassa. forma de aplicação, cura. entre outros.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O s cuidados para garantir o melhor desempenho do produto começam no projeto, que deve prever
todas as interferências. O sistema rígido tem sua principal aplicação na fundação, pisos em contato
com solo (umidade do solo), paredes de encosta (pressão unilateral) e piscina enterrada (pressão bila-
teral). É necessário preparar a superfície conforme solicitação do produto e seguir a especificação do
fabricante, principalmente quanto ao consumo, tempo de secagem e proteção mecânica. O desem-
penho do produto depende da mão de obra. portanto é preciso verificar a experiência do aplicador.
PREÇOS E FORNECEDORES

A comparação deve levar em conta a idoneidade do fabricante, consumo e prestação de serviço


agregado ao preço, como a assistência técnica. Devem estar inclusos no serviço de aplicação do
produto o projeto e a fiscalização, um memorial descritivo com partes impermeabilizadas para que o
usuário tenha ciência e não perfure a impermeabilização.

P R A Z O DE E N T R E G A

Varia muito. É fundamental o planejamento na obra.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Depende do fabricante e/ou fornecedor.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

A argamassa que receberá o aditivo deve ser composta de cimento novo e areia média, sem mate-
riais orgânicos. A água deve ser de qualidade, conforme norma vigente. A embalagem do produto
deve conter a denominação comercial, tipo e efeitos principais, identificação do lote do fabricante,
dosagem recomendada, modo de adição è argamassa. condições e prazo máximo de armazenamen-
to, cuidados no manuseio, primeiros socorros e composição básica.

LOGÍSTICA

C a d a produto possui uma ficha chamada F I S P Q (Ficha de Informações de Segurança de Produtos


Químicos), além do manual técnico;
Ao receber o produto, conferir na nota fiscal os dados da empresa, descrição do produto e quanti-
dade;

O produto deve ser estocado em local coberto, fresco, seco e ventilado.

NORMAS TÉCNICAS
As comissões de estudo da A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas) têm sido mais atuan-
tes nos últimos anos e muitas normas estão sendo criadas e revisadas. A norma que rege a seleção
e projeto da impermeabilização é a NBR 9575/20 03. Em outubro de 2 0 0 3 . a A B N T divulgou outras
duas importantes normas técnicas, validadas a partir de dezembro daquele ano: a NBR 9575/2003
(impermeabilização/seleção e projeto), que cancela e substitui a versão anterior da NBR 9575/1998.
além das normas NBR 8 0 8 3 / 2 0 0 3 (materiais e sistemas utilizados em impermeabilização - terminolo-
gia). NBR 9575/20 03 (materiais e sistemas utilizados em impermeabilização - classificação), e a NBR
12190/2002 (seleção de impermeabilização).

Colaborou: engenheira Ql ene Ventura, responsável pelo Departamento Técnico da Vedacit/Otto


BaumgarL Apoio de engenharia: Erica Costa Pereira.
m a n t a s ASFÁLTICAS

Tomar cuidado com os produtos importados e verificar resultados


dos ensaios evita transtornos com a impermeabilização

Kelly C a r v a l h o - C o n i í r u ç ã o Mercado 54. j a n e i r o / 2 0 0 6

ESPECIFICAÇÃO

As mantas asfálticas são destinadas à impermeabilização de lajes em geral, lajes de cobertura, ter-
raços e varandas, estacionamentos, piscinas e tanques. Pré-fabricadas, são constituídas por um es-
truturante central coberto por um composto asfáltico. O produto contempla os tipos I, II. III e IV de
mantas com espessura mínima de 3 mm ou manta com 2 mm no caso do sistema com dupla manta.
O s tipos variam de acordo com a resistência à tração e à flexibilidade em baixa temperatura. O pro-
duto ainda é classificado conforme o tipo de asfalto (oxidado, plastomérico e elastomérico). com o
tipo de armadura (filme de polietileno, véu de fibra de vidro, não-tecido de poliéster ou tela de poli-
éster) e tipo de acabamento da superfície (granular, metálico e não-tecido de poliéster). A escolha da
manta depende da função dos locais e estruturas, clima e solicitações mecânicas. C a b e ao técnico
responsável definir o tipo de manta indicado para cada obra.

INSTALAÇÃO

Pode ser aderida com asfalto quente ou utilizando-se um maçarico para fundir a parte inferior da
manta à laje. Antes, a laje deve ser regularizada e receber uma demão de primer. A execução da
manta pode acontecer em diversas fases da obra. de acordo com o local a ser impermeabilizado. Em
obras com baldrames, a aplicação acontece antes do levantamento das alvenarias. Nos banheiros, a
impermeabilização é feita antes do acabamento e nas coberturas a manta é aplicada no final da obra.
Acima dos subsolos, é aplicada antes de se fazer a jardinagem do térreo.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

C o m p o n t o s d e d i s t r i b u i ç ã o e m t o d o o país, a q u a l i d a d e d a s m a n t a s d e v e ser a v e r i g u a d a . O s pro-


dutos normalizados d e v e m conter o n o m e d o fabricante, o n o m e comercial d o produto, composição
d o p r o d u t o q u a n t o a o t i p o d e asfalto e d e a r m a d u r a , d i m e n s õ e s d o s rolos, t i p o d e m a n t a asfáltica,
e s p e s s u r a , n ú m e r o d o l o t e e d a t a d e f a b r i c a ç ã o b e m c o m o as c o n d i ç õ e s d e a r m a z e n a g e m .

F O R M A DE E N T R E G A

As m a n t a s asfálticas d e v e m ser a c o n d i c i o n a d a s e m pé, para não prejudicar sua p e r f o r m a n c e na


instalação e seu uso perfeito.

P R A Z O DE E N T R E G A

Em geral, de 24 a 72 horas depois do pedido.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Variável, d e a c o r d o c o m o p o n t o d e venda.
IMPERMEABILIZAÇÕES

MEMBRANAS RÍGIDAS E FLEXÍVEIS

Revisão das normas dos materiais para impermeabilização


moldada in loco incluirá parâmetros mínimos para aplicação

D u l c e Roseli - G u i a Oa C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 7J. A g o s t o / 7 0 0 7

N o r m a do e x e c u ç ã o c i t á c m p r o c e s s o d o r o v i s i o n a A B N T o dovo t e r p u b l i c a d a a i n d a n o i t e ano

O s materiais moldados in loco são produtos obtidos pela aplicação de sucessivas demãos, direta-
mente no local a ser impermeabilizado, configurando um tipo de impermeabilização monolítica, sem
emendas, podendo ou não ser estruturado com reforços têxteis entre camadas.

ESPECIFICAÇÃO

Podem ser as mais diversas, dependendo das características do tipo de impermeabilizante. Variam,
por exemplo, quanto à flexibilidade, tipo de polímero, composição química, resistência à exposição.
Comparando o mesmo tipo de produto, de diferentes fabricantes, como por exemplo uma mem-
brana acrílica, é possível notar diferenças técnicas que podem interferir diretamente no rendimen-
to. como: teor de sólidos, viscosidade, capacidade de cobertura, qualidade da resina, flexibilidade,
quantidade de carga, resistência a UV.

CUIDADOS C O M A INSTALAÇÃO

A aplicação deve seguir rigorosamente as orientações do fabricante e ser executada por empresa espe-
cializada. que deve dar garantia de cinco anos para os serviços executados. Lembre-se de que o desem-
penho do produto é resultado de um conjunto de fatores: seleção e dimensionamento da impermeabili-
zação. preparo da superfície, qualidade dos produtos, aplicação e a utilização adequada da área.

PREÇOS E FORNECEDORES

Deve-se comparar produtos com as mesmas características e checar qual o consumo necessário
de cada um para atingir o mesmo objetivo. É imprescindível verificar as garantias ofertadas pelo
fabricante e propostas de material e mão de obra fornecidas por instaladores, fazendo sempre uma
análise crítica do orçamento.

P R A Z O DE E N T R E G A

O prazo de entrega varia de acordo com o fabricante ou fornecedor. Entretanto, o consumidor


precisa saber que há maior disponibilidade de marcas e tipos de impermeabilizantes nas capitais ou
cidades polarizadoras de determinadas regiões e. portanto, a entrega nessas localidades costuma
ser mais rápida.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O s materiais que são normalizados devem atender aos parâmetros das normas pertinentes, e aque-
les que ainda não possuem norma devem seguir parâmetros internacionais ou definidos pelo fabri-
cante. que deve necessariamente garantir a eficiência de seu produto.

LOGÍSTICA

Pelas regulamentações nacionais e internacionais, as características do produto não correspondem aos parâ-
metros oficiais que definem produtos perigosos para fins de transporte. No entanto, os produtos devem estar
em suas embalagens originais e intactas, de preferência, acondicionados em caixas ou agrupados com invólucro
plástico. É preciso ter cuidado na manipulação e no transporte das embalagens para evitar avarias. Ao recebê-los.
verificar se as quantidades solicitadas estão de acordo com o solicitado, o bte e a validade. No canteiro, é neces-
sário estocá-los em local coberto, fresco, seco e ventilado, bem como longe de fontes de calor.

NORMAS TÉCNICAS

Existem normas técnicas que estabelecem parâmetros mínimos de desempenho para alguns tipos
de impermeabilizantes moldados no local. O s fabricantes devem atender aos seguintes parâme-
tros: NBR 13121 - Asfalto Elastomérico para Impermeabilização; NBR 13321 - Membrana Acrílica para
Impermeabilização; NBR 1 3 7 2 4 - Membrana Asfáltica para Impermeabilização com estrutura apli-
cada a quente; NBR 15414 - Membrana de Poliuretano com Asfalto para Impermeabilização; NBR 8521
- Emulsões Asfálticas com Fibras de Amianto para Impermeabilização; NBR 9 6 8 5 - Emulsão Asfáltica para
Impermeabilização; NBR 99K) - Asfaltos Modificados para Impermeabilização sem Adição de Polímeros/
Características cie Desempenho. Em relação à execução, há uma comissão técnica no CB-22 da ABNT
(Comitê Brasileiro de Impermeabilização da Associação Brasileira de Normas Técnicas), trabalhando na
revisão da N B R 9 5 7 4 - Execução de impermeabilização, cuja publicação é de 1 9 8 5 e está bastante
defasada. Nessa revisão a comissão está incluindo parâmetros mínimos para a aplicação de todos os
tipos de impermeabilização, relacionados na NBR 9575 - Impermeabilização - Seleção e Projeto. A
comissão estima que esse trabalho será concluído ainda neste ano.

Colaboraram: eng. Marcos Storte. gerente de negócios da Viapol; arq. Leonilda F. G. Ferme. gerente
técnica da Donvor Impermoabilizantos: ong. Eliono Vontura. do departamento técnico da Vedacit/
Otto Baumgarfc 1 BI (Instituto Brasilc 'o de Impermeabilização).
como comprar

ESQUADRIAS

Esquadrias de alumínio padronizadas


Fechaduras
Porta corta-fogo
ESQUADRIAS

ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO
PADRONIZADAS

Produtos devem assegurar um limite mínimo de vedação ao ar


e estanqueidade à água, além de suportar a pressão dos ventos

Kolíy C a r v a l h o - C o n s t r u ç ã o M e r c a i 46. m a i o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

A s e s q u a d r i a s d e a l u m í n i o p a d r o n i z a d a s são p r o d u z i d a s e m série; p o d e m ser a n o d i z a d a s o u r e c e b e r


p i n t u r a eletrostática, e m diversas cores, nas tipologias d e correr, abrir, maxim-ar. p i v o t a n t e , bascu-
lante, c a m a r ã o e paralela d e correr. Deve-se c o n s i d e r a r para a e s c o l h a a iluminação e a ventilação
desejada para o ambiente - uma janela integrada (com vidros internos e persiana d e enrolar externa)
propicia 1 0 0 % d o vão-luz. e n q u a n t o q u e u m a d e correr p o d e reduzir o vão-luz à metade). Outro
fator i m p o r t a n t e e o b r i g a t ó r i o p e l o C ó d i g o d e O b r a s d e muitas cidades, c o m o São Paulo, p o r exem-
plo. é a o b e d i ê n c i a da relação vão-luz e área d o ambiente. Q u a n t o aos a m b i e n t e s d e u m a casa o u
apartamento, o ideal é evitar vidros transparentes nos banheiros e janelas basculantes. uma tipologia
d e f i c i e n t e q u a n t o a e s t a n q u e i d a d e à água. N o s dormitórios, o ideal é janela integrada ou d e correr
c o m v e n e z i a n a ; na c o z i n h a , d e c o r r e r o u m a x i m - a r ; nos b a n h e i r o s m a x i m - a r ; n o living, p o d e - s e usar
j a n e l a s d e c o r r e r s o m e n t e d e f o l h a s d e v i d r o e, q u a n d o h á v a r a n d a , u t i l i z a - s e p o r t a d e c o r r e r .

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

São c o m e r c i a l i z a d a s e m lojas d e m a t e r i a l d e c o n s t r u ç ã o e h o m e c e n t e r s . P o d e m a i n d a ser f o r n e c i d a s


d i r e t a m e n t e p a r a as c o n s t r u t o r a s e m g r a n d e s l o t e s . Existem centenas d e p e q u e n o s fabricantes e m
t o d o o país. m a s a m a i o r i a n ã o d o m i n a a t e c n o l o g i a d e p r o d u ç ã o e n ã o c u m p r e as n o r m a s t é c n i c a s .

Apenas sete empresas fornecedoras participantes d o P B Q P - H produzem esquadrias d e alumínio


p a d r o n i z a d a s e m c o n f o r m i d a d e c o m as n o r m a s .
C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

A s lojas d e m a t e r i a l d e c o n s t r u ç ã o t ê m suas p r ó p r i a s regras. Já o f a b r i c a n t e , a o v e n d e r p a r a a c o n s -


trutora. negocia e m função d o porte da obra e volume d e venda. Tudo d e p e n d e da política comercial
d e c a d a fabricante, mas. e m geral, p r e s s u p õ e p r a z o s para p a g a m e n t o .

P R A Z O DE E N T R E G A

O c o n s u m i d o r final e n c o n t r a o p r o d u t o e m e s t o q u e nas lojas. N a s f á b r i c a s , s e a c o n s t r u t o r a s o l i c i t a r


alguma especificação especial (uma cor diferente d o padrão) ou e m grandes volumes, o prazo p o d e
variar e n t r e 2 0 e 3 0 dias.

F O R M A DE E N T R E G A

Em geral, o s f a b r i c a n t e s t ê m sua p r ó p r i a logística d e t r a n s p o r t e e e n t r e g a , c o m c a m i n h õ e s próprios


o u terceirizados. As esquadrias padronizadas são instaladas pelo c o n s u m i d o r o u construtora.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O c o n s t r u t o r d e v e v e r i f i c a r se a e s q u a d r i a foi d e v i d a m e n t e e m b a l a d a p e l o f a b r i c a n t e , g e r a l m e n t e
c o m c h a p a d e m a d e i r a . D e v e o b s e r v a r t a m b é m s e as d i m e n s õ e s e s t ã o d e a c o r d o c o m o p e d i d o , s e a
p e ç a está íntegra, s e m riscos o u a m a s s a d o s , e se a c o r d a p i n t u r a o u a n o d i z a ç ã o está d e a c o r d o c o m
o solicitado. É possível medir a c a m a d a anódica para verificar a c o n f o r m i d a d e c o m a n o r m a técnica
utilizando aparelho apropriado. A s janelas e m c o n f o r m i d a d e a t e n d e m ao requisito da N o r m a Técnica
d e a p r e s e n t a ç ã o , p o r i s s o a e m b a l a g e m d e v e i n f o r m a r , a i n d a , a r e g i ã o d o País o n d e o p r o d u t o pode
ser utilizado e a altura máxima d o edifício q u e p o d e r e c e b e r aquela e s q u a d r i a ( n ú m e r o d e pavimen-
t o s ) . A s e s q u a d r i a s d e a l u m í n i o p a d r o n i z a d a s d e v e m a t e n d e r às e x i g ê n c i a s d a N o r m a T é c n i c a 1 0 8 2 1
d a A B N T ( A s s o c i a ç ã o Brasileira d e N o r m a s Técnicas) q u a n t o à e s t a n q u e i d a d e è á g u a e r e s i s t ê n c i a às
p r e s s õ e s d e v e n t o d a s c i n c o r e g i õ e s d o País. T e s t e s f e i t o s e m l a b o r a t ó r i o s , c o m o o d o IPT, d e f i n e m a s
d u a s c o n d i ç õ e s b á s i c a s p a r a s u a utilização.- a a l t u r a e a l o c a l i z a ç ã o g e o g r á f i c a d o p r é d i o q u e p o d e r á
recebê-las. As esquadrias são classificadas para p r é d i o s d e até dois p a v i m e n t o s (térreo e s o b r a d o )
e para até q u a t r o p a v i m e n t o s . A partir daí. o p r o d u t o p o d e exigir a d e q u a ç ã o c o n f o r m e a região.
D e v e m obedecer, ainda, a critérios d e ciclos d e abertura e fechamento, acessórios a d e q u a d o s e
tratamento d e superfície, entre outros quesitos.

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello


Colaborou: Warry Wottfich. diretor da Ateai (Associação Nacional dos l-abricantes do ksquadrias
de Alumínio) e membro do Programa Setorial de Qualidade de Esquadrias de Alumínio do P8QP-H
{Programa Brasile ro da Qualidade e Produtividade do Habitat).
FECHADURAS

Revisão da NBR 14913 deve incorporar classificações


de resistência a arrombamentos e à corrosão

D u l c e Roseli - G u i a d a C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 67. f e v e r e i r o / 2 0 0 7

As fechaduras são geralmente compostas por ligas metálicas. Seu maquinário é produzido com cha-
pas de aço e os componentes são de ligas variadas, como Zamak, latão ou alumínio. Podem ser
classificadas e diferenciadas quanto à classe de utilização, grau de segurança e grau de resistência
à corrosão.

ESPECIFICAÇÃO

São especificadas inicialmente em função da sua distância de broca. Para as maçanetas tipo bola.
recomenda-se as distâncias entre 55 e 70 mm. Para maçanetas tipo alavanca, recomendam-se dis-
tâncias menores, de 40 e 45 mm. O segundo passo da especificação é determinar sua classe de
utilização, que varia de acordo com a freqüência de uso.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A instalação deve ser realizada no momento da montagem das portas, exceto quando se trata de
porta pronta. Porém, é recomendável que os acabamentos sejam colocados na fase final do empre-
endimento, pois as atividades da construção podem danificá-los.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Ao cotar preços e fornecedores o comprador deve estar atento, em primeiro lugar, às classificações
da fechadura. Antes de comparar os preços é preciso garantir que os produtos sejam para a mesma
aplicação. Posteriormente, é necessário verificar os acabamentos e modelos das fechaduras.

P R A Z O DE E N T R E G A

Deve ser tratado e combinado com o fornecedor para entrega no momento mais adequado com o
cronograma da obra.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O s requisitos que devem ser seguidos são os especificados pela NBR 14913. que abrangem: análise
visual; análise dimensional; características funcionais; resistência a corrosão; manobra e resistência
da lingüeta submetida a um esforço lateral exercido pela contratesta; manobra e resistência do trin-
co submetido a um esforço lateral exercido pela contratesta; funcionamento do trinco por ataque
lateral; funcionamento da lingueta e recolhimento do trinco por rotação da chave/tranqueta/rolete;
resistência a um momento aplicado ao cubo e funcionamento do trinco comandado pelo cubo; resis-
tência da lingueta a um esforço contrário ao seu avanço; introdução e retirada da chave; resistência
a um momento aplicado à chave; resistência a um esforço aplicado à maçaneta.

LOGÍSTICA

Para um melhor aproveitamento do produto, ele deve ser transportado em embalagem protetora
(fornecida pelo fabricante), tomando os devidos cuidados para evitar quedas e batidas. Elas podem
ser armazenadas no canteiro, desde que em condições adequadas, em suas embalagens protetoras
e em local apropriado, sem umidade e sem possibilidade de quedas e batidas.

Ao receber o produto o comprador deve verificar, além da quantidade, as especificações quanto à


classe de utilização, grau de segurança e grau de resistência à corrosão, lembrando que estas últimas
duas classificações estão em fase final de revisão junto à CE-02:i20.0l - Comissão de Estudo de
Ferragens e Esquadrias da ABNT.

NORMAS TÉCNICAS

A norma vigente para as fechaduras de embutir é a A B N T NBR 14913:2009 - Fechadura de embutir


- Requisitos, classificação e métodos de ensaio que é objeto do Programa de Garantia da Qualidade
de Fechaduras e se encontra em processo de revisão. Existem também normas específicas para
fechaduras de perfil estreito ( A B N T NBR 13052). fechaduras de portas de correr (ABNT NBR 13053).
fechaduras auxiliares (ABNT NBR 13060) e dobradiças (ABNT NBR 7178).

A Norma atual prevê três classes de utilização: tráfego leve. tráfego médio e tráfego intenso. Além
disso, a norma está sendo revista para que sejam incorporadas classificações para o grau de se-
gurança. considerando níveis para a resistência ao arrombamento e classificações para o grau de
resistência à corrosão, considerando o ambiente instalado.

Colaborou: engenheiro Roney Worvdu Margutt'. assessor técnico do S>3m?e$p


(Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais N3o Ferrosos no Estado de S3o Paulo).
ESQUADRIAS

PORTA CORTA-FOGO

Fabricantes devem ensaiar produtos no IPT periodicamente.


Selo de conformidade é obrigatório

Bianca A n t u n e s - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 3 ? . m a r ç o / J O O a

ESPECIFICAÇÃO

As portas corta-fogo são divididas em classes de acordo com o tempo que cada uma mantém a
integridade durante um incêndio: 30. 60 ou 90 minutos. Assim, são chamadas, respectivamente, de
P30. Póo e P90. Essas portas são consideradas leves e podem ser utilizadas em edifícios multifa-
miliares ou comerciais (nos quais se enquadram, além de edifícios de escritórios, casas de shows e
shoppings). A aplicação mais comum é nas saídas de emergência, com o objetivo de isolar a escada
de incêndio ou a área de fuga. Também devem ser usadas na entrada de casa de maquinas, de ele-
vadores, salas de distribuição de energia, casa de bombas, entre outros.

As portas industriais têm resistência maior e são classificadas como P120. P 1 8 0 e P 2 4 0 (esses núme-
ros representam o tempo, em minutos, que mantêm a integridade em um incêndio). Essas portas são
apropriadas para cobrir grandes vãos - normalmente, mais de 3 m de largura e 2,5 m de altura - por
onde há passagem de equipamentos. Em qualquer um dos casos (portas leves ou industriais) é o
projeto de incêndio que determino quol porto é o ideol. Poro isso, levo-se em conto, por exemplo, o
carga de incêndio a que a edificação está submetida. Tudo de acordo com o código de obras das
prefeituras e as instruções técnicas dos bombeiros de cada Estado. O s bombeiros verificam o pro-
jeto e. depois de pronto, fazem a vistoria para se certificarem de que a regulamentação foi atendida.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O Estado de São Paulo concentra a maioria dos fabricantes de portas corta-fogo tanto das leves
quanto industriais. A explicação para isso é o grande número de edifícios construídos e em constru-
ção. As regiões Sul e Nordeste também possuem fábricas, principalmente de portas leves. A distri-
buição é feita pelos fabricantes, que, normalmente, atendem a todo o Brasil. As portas-padrão são
mais baratas do que as feitas por encomenda.
C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Para p e d i d o s p e q u e n o s (até d e z portas), o p r a z o d e p a g a m e n t o p o d e ser d e 2 8 dias. a p a r t i r d a d a t a


d e e n t r e g a . P e d i d o s m a i o r e s p o d e m ser p a r c e l a d o s e m d u a s vezes (28 e 4 0 dias, 2 8 e 45 dias e até
2 8 e 5 6 dias).

PRAZO DE ENTREGA

P o r t a s - p a d r ã o t ê m p r a z o d e três a d e z dias p a r a s e r e m e n t r e g u e s . Já as feitas s o b e n c o m e n d a de-


m o r a m d e c i n c o a 15 d i a s . Q u a n d o o c l i e n t e e s t á f o r a d o E s t a d o , a e n t r e g a d e p e n d e r á d a r e g i ã o , p o i s
o p r o d u t o é e n t r e g u e p o r u m a t r a n s p o r t a d o r a . S e sair d e S ã o Paulo, p o r e x e m p l o , u m a p e ç a d e m o r a
c e r c a d e t r ê s d i a s p a r a c h e g a r a o M a t o G r o s s o , c i n c o d i a s p a r a o N o r d e s t e e a t é 15 d i a s p a r a a r e g i ã o
Norte.

FORMA DE ENTREGA

Se e n t r e g u e na m e s m a cidade e m q u e foi f a b r i c a d a , a p o r t a n ã o é e m b a l a d a . Se n e c e s s i t a r de
t r a n s p o r t e d e longa distância, d e v e ser p r o t e g i d a p o r p a p e l ã o o u plástico bolha, para evitar c o n t a t o
c o m a u m i d a d e . E m b o r a c o n f e c c i o n a d a s c o m c h a p a s d e a ç o galvanizado, as p o r t a s c o r t a - f o g o são
i n t e r n a m e n t e frágeis. P o r isso, e l e v e m f i c a r a r m a z e n a d a s e m l o c a i s l i m p o s e s e c o s , f o r a d o alcance
d e i n t e m p é r i e s e u m i d a d e . D e v e m a c o m p a n h a r as p o r t a s u m m a n u a l d e i n s t r u ç õ e s , q u e indica c o m o
armazenar, instalar e fazer as m a n u t e n ç õ e s .

REQUISITOS DE QUALIDADE

Dois organismos certificam o p r o d u t o : a A B N T e o D N V . O fabricante p o d e escolher entre u m dos


d o i s , m a s t o d o s t ê m d e t e r a m a r c a d e c o n f o r m i d a d e . A s p o r t a s l e v e s d e v e m s e r e n s a i a d a s p e l o IPT,
q u e v e r i f i c a as r e s i s t ê n c i a s a o f o g o e m e c â n i c a . O s e n s a i o s s ã o p e r i ó d i c o s , c o m a c o m p a n h a m e n t o e
v i s t o r i a s n a s e m p r e s a s . T o d a s as p o r t a s d e v e m p o s s u i r o s e l o d e c o n f o r m i d a d e ( m e t á l i c o ) f i x a d o n a
borda da porta, c o m a identificação d o fabricante.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 6479 - Portas e v e d a d o r e s - Determinação da resistência ao fogo

NBR 9077 - Saídas d e emergência e m edifícios

N B R 11711 - Portas e vedadores corta-fogo c o m núcleo de madeira para isolamento de


riscos e m a m b i e n t e s comerciais e industriais

N B R 1 1 7 4 2 - Porta corta-fogo para saída d e emergência - Especificação

NBR 13768 - Acessórios destinados à porta corta-fogo para saída d e emergência -


Requisitos

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Fontes: Antonio Fernando Berto, responsável pelo laboratório de Segurança ao Fogo do IPT:
Frederik Fichmann, secretário da Comiss3o de Estudo de Vedações Corta-fogo da ABNT
e Marcy José de Campos Verde, consultor para segurança empresarial.
como comprar

COBERTURAS

Coberturas de policarbonato
E s t r u t u r a d e a ç o g a l v a n i z a d o para t e l h a d o
Subcobertuas
Telhas cerâmicas
Telhas de concreto
Telhas fibrocimento
Telhas metálicas termoacústicas
COBERTURAS DE POLICARBONATO

Indicado para coberturas e fechamentos, material possui boa resistência


a impactos, é mais leve que o vidro e pode ser curvado a frio

D u k e Ros«'-l - G u i a da C o n s t r u ç i o - C o n s t r u ç S o Mercado 70. r r a i o / 2 0 0 /

Por sua transparência c resistência a impactos, as etapas d e policarbonato


são indicadas principalmente para utilização e m coberturas

O policarbonato. um polímero derivado de petróleo, possui elevada transparência e resistência a


impactos. Mais leve que o vidro, é indicado para coberturas e fechamentos que exigem iluminação
natural. Pode ser curvado a frio. cortado na própria obra. resistente ao amarelecimento e tem prote-
ção contra raios ultravioleta. Dentre as inúmeras aplicações na construção civil, as mais comuns são
as coberturas (passarelas, abrigos, iluminação natural em coberturas industriais e toldos).

ESPECIFICAÇÃO

Existem três tipos básicos de policarbonatos para coberturas: as chapas compactas, aplicadas quan-
do há exigência de grande transparência, pois são visualmente similares ao vidro; as chapas alveo-
lares. parecidas com os vidros canelados aplicadas quando se requer uma iluminação natural, sem
necessidade de nitidez de imagem sobre a cobertura; e as telhas de policarbonato. que são perfis de
telhas leves, bastante utilizadas em coberturas.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

Para um melhor aproveitamento do produto, é necessário calcular sempre as medidas de apoio e


fixação em números múltiplos da largura ou comprimento da chapa. Na instalação, o comprador
deve observar se a superfície com a proteção UV está do lado correto (no caso de coberturas,
para cima; em paredes e demais, voltado para a área externa), projetando as coberturas com
inclinação mínima de IO®, para permitir um bom escoamento da água da chuva. As chapas devem
ser instaladas com as estrias correndo na vertical ou no sentido da inclinação e as películas pro-
tetoras somente devem ser tiradas após o término da instalação, para não ocorrerem riscos ou
outros danos. O s cortes devem ser menores que as dimensões da moldura, pois as chapas sofrem
variações de temperatura.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O comprador deve observar se o material é de boa procedência, se a empresa fabricante é ligada a um


bom fornecedor e verificar todas as garantias. Priorizar sempre fabricantes e fornecedores que advirtam
seus clientes para os cuidados na manipulação e manutenção do produto.

P R A Z O DE E N T R E G A

Varia de acordo com a empresa. É necessário, porém, observar se a entrega do produto será feita
no momento adequado ao cronograma, pois a cobertura deve ser instalada quase no fim da obra.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

As chapas devem ser limpas pelo menos uma vez por mês, levando-se em conta as condições am-
bientais do local e aplicação, e deve ser realizada somente com água e sabão neutro suave, com
uma esponja ou pano macio. É necessário evitar o contato com solventes ou acetonas, e qualquer
outro produto com alta composição alcalina. A armazenagem deve ser feita em local seco e limpo,
mantendo a chapa na sombra para evitar reação e descolamento da película protetora. O s alvéolos
precisam ser selados com fita adesiva. As chapas devem ser empilhadas na horizontal em local plano
e nivelado, para que não haja empenamento.

LOGÍSTICA

As chapas d e até 3 m de comprimento por 1 m de largura podem ser manuseadas com segurança
por um operário; em tamanhos maiores, por dois ou mais. As chapas devem ficar na sombra, in-
clusive durante o transporte. Não se deve arrastar o produto na hora da retirada do transporte.
A o receber as chapas, o comprador deve verificar se não há riscos na superfície e se há a película
protetora de um dos lados, pois é o lado que indica a correta posição cie aplicação das chapas.

NORMAS TÉCNICAS

No momento não existem normas técnicas que definam requisitos de especificação, qualidade e en-
saios para coberturas de policarbonato (há apenas para uso em artigos hospitalares e odontológicos.
capacitores metalizados e fixos com dielétrico).

Colaborou: Sérgio Freitas. engenhe<ro e gerente de desenvolvimento de mercado da Day Brasil:


Eduardo Vianna, engenheiro de desenvolvimento de assistência técnica do Grupo Un gel; Maurício
Ferroira dos Santos, engenheiro e especialista cm procossos plásticos do Prumo (Projeto de Unidades
Móveis da Poli USP); Abpol (Associação Brasileira de Polímeros).
COBERTURAS

ESTRUTURA DE A Ç O
GALVANIZADO PARA TELHADO

D i m e n s i o n a m e n t o a d e q u a d o e tipo de galvanização norteiam especificação

Pàmola R«>$ - G u i a d a C o n s t r u ç ã o outubro/2009

G a l v a n i z a ç ã o d e v e ser e s p e c i f i c a d a c o n f o r m e c o n d i ç õ e s d o a m b i e n t e d e instalação

A estrutura metálica para telhado, t a m b é m chamada d e engradamento metálico, é um sistema d e


v i g a s , c a i b r o s e r i p a s f e i t o s d e p e r f i s d e a ç o g a l v a n i z a d o . A s p e ç a s s ã o a p a r a f u s a d a s e n t r e si p a r a d a r
s u s t e n t a ç ã o às t e l h a s d a c o b e r t u r a d e u m a e d i f i c a ç ã o . E m b o r a a m a d e i r a a i n d a seja a m a t é r i a - p r i m a
mais usada para esse tipo d e estrutura, a c r e s c e n t e d e m a n d a p o r sistemas construtivos industrializa-
d o s a b r i u e s p a ç o n o m e r c a d o para o uso d o e n g r a d a m e n t o e m aço.

Prova disso, a C D H U ( C o m p a n h i a d e D e s e n v o l v i m e n t o H a b i t a c i o n a l e U r b a n o ) a n u n c i o u n o final


d e 2 0 0 8 q u e passaria a utilizar o material e m seus e m p r e e n d i m e n t o s e m s u b s t i t u i ç ã o à madeira.
D e a c o r d o c o m a a r q u i t e t a I r e n e Rizzo. g e r e n t e d e d e s e n v o l v i m e n t o d e p r o d u t o s d a C D H U . as
principais vantagens d o sistema são maior rapidez e racionalidade na execução e m e n o r impacto
ambiental. C a r m c m Quczadas, engenheira de planejamento c orçamento da conctrutora Seqüência,
observa ainda q u e o metal c o n f e r e maior durabilidade à estrutura pois. a o contrário d a madeira, não
está sujeito ao a t a q u e d e cupins e não e m p e n a .

ESPECIFICAÇÕES

A galvanização, responsável pela p r o t e ç ã o d o a ç o à corrosão, d e v e ser especificada considerando


a agressividade d o a m b i e n t e o n d e a e s t r u t u r a será instalada. Em regiões litorâneas e industriais, p o r
e x e m p l o , a z i n c a g e m r e q u e r a t e n ç ã o e s p e c i a l . "A C D H U e x i g e n o m í n i m o 2 5 a n o s d e d u r a b i l i d a d e , m a s
n o r m a l m e n t e o r e v e s t i m e n t o d u r a mais t e m p o , já q u e a e s t r u t u r a d o t e l h a d o está c o b e r t a p e l a telha",
c o m p l e m e n t a I r e n e Rizzo.
A s p e ç a s d a e s t r u t u r a s ã o a p a r a f u s a d a s e n t r e si e n ã o a d m i t e m s o l d a , p a r a p r e s e r v a r a o m á x i m o o
revestimento. O s parafusos d e v e m ser t a m b é m galvanizados o u feitos e m aço inoxidável. A e s t r u t u r a
s e r v e a t o d o s o s t i p o s d e t e l h a ( c e r â m i c a s , d e c o n c r e t o , d e f i b r o c i m e n t o etc.), m a s , p a r a c a d a m a t e r i a l ,
d e v e m s e r r e s p e i t a d a s as d e c l i v i d a d e s m í n i m a s , a s m e d i d a s m á x i m a s d o s v ã o s e as e x i g ê n c i a s d e s o -
b r e p o s i ç ã o das telhas.

Rizzo c h a m a a a t e n ç ã o p a r a f a l h a s n o d i m e n s i o n a m e n t o d a e s t r u t u r a , q u e p o d e m s e r e v i t a d a s d u r a n t e
o p r o j e t o : " c o s t u m a a c o n t e c e r a d i m i n u i ç ã o d a e s p e s s u r a d o s p e r f i s p a r a b a r a t e a r o p r e ç o , m a s isso
p o d e resultar e m p r o b l e m a s estruturais".

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s f o r n e c e d o r e s d e e s t r u t u r a s m e t á l i c a s se c o n c e n t r a m n a s r e g i õ e s Sul e S u d e s t e d o país. m a s
é p o s s í v e l e n c o m e n d a r o t r a n s p o r t e p a r a q u a l q u e r p a r t e d o Brasil. N a h o r a d e e s c o l h e r o f o r n e -
cedor. o principal r e q u i s i t o é o e n s a i o d o material. " D e v e - s e fazer a análise e m l a b o r a t ó r i o espe-
cializado o u exigir d o f a b r i c a n t e o c á l c u l o e s t r u t u r a l d o p r o d u t o " , a p o n t a C a r m e n Q u e s a d a s . A
garantia d e v e cobrir, no mínimo, cinco anos.

E m b o r a o ideal seja d e f i n i r t o d a s as c o n d i ç õ e s d e f o r n e c i m e n t o a i n d a na fase d e p l a n e j a m e n t o do


p r o j e t o , a e n t r e g a c o s t u m a s e r r á p i d a e o p e d i d o p o d e s e r f e i t o c o m a t é 15 d i a s d e antecedência.
"Ainda não existe muita d e m a n d a por estrutura metálica para telhado; é u m p r o d u t o q u e está c o m e -
ç a n d o a s e d i f u n d i r " , j u s t i f i c a Rizzo.

LOGÍSTICA

O transporte da estrutura n o r m a l m e n t e é feito pelo f o r n e c e d o r e os perfis metálicos chegam na


o b r a p r o n t o s p a r a instalação. N o a t o d o r e c e b i m e n t o , é i m p o r t a n t e c h e c a r se as p e ç a s e s t ã o em
c o n f o r m i d a d e c o m a e s p e c i f i c a ç ã o e se as d i m e n s õ e s c o n f e r e m c o m o p r o j e t o . O armazenamento
d e v e ser feito e m local seco, c o b e r t o e l o n g e d o c o n t a t o c o m metais d e p o t e n c i a i s eletroquímicos
diferentes, para evitar a corrosão.

C U I D A D O S NA I N S T A L A Ç Ã O

A m o n t a g e m p o d e ser feita d i r e t a m e n t e s o b r e a edificação o u no chão, c o m posterior transporte


p a r a o t e t o . S e g u n d o I r e n e Rizzo, o i d e a l é q u e a i n s t a l a ç ã o s e j a f e i t a p e l o p r ó p r i o f o r n e c e d o r , r e d u -
z i n d o assim as c h a n c e s d e e r r o na s e q ü ê n c i a d e m o n t a g e m e n o p o s i c i o n a m e n t o d a s p e ç a s .

O p e s q u i s a d o r d o IPT ( I n s t i t u t o d e P e s q u i s a s T e c n o l ó g i c a s d o E s t a d o d e S ã o P a u l o ) C l á u d i o M i t i d i e -
ri a f i r m a q u e a p l a n i c i d a d e e o a l i n h a m e n t o d a e s t r u t u r a s ã o f u n d a m e n t a i s p a r a g a r a n t i r a e s t a n q u e i -
d a d e d o t e l h a d o à água, u m d o s p o n t o s críticos p a r a a c o n s e r v a ç ã o d a s peças. Possíveis q u e b r a s
n a s t e l h a s o u i n f i l t r a ç õ e s d e v e m s e r i m e d i a t a m e n t e c o r r i g i d a s . "A e v e n t u a l c o n d e n s a ç ã o d e vapor
d e água na e s t r u t u r a t a m b é m p o d e criar u m a m b i e n t e mais agressivo d o p o n t o d e vista d a c o r r o s ã o ,
além d e causar g o t e j a m e n t o d e água n o forro", alerta Mitidieri.

A segurança d o s trabalhadores d u r a n t e a e x e c u ç ã o é outra p r e o c u p a ç ã o a ser levada e m conta. A


e s t r u t u r a m e t á l i c a d e v e c o n t a r c o m alças. g a n c h o s o u o u t r o s a p a r a t o s q u e p e r m i t a m a fixação d e
cintos d e segurança. Por último, deve-se c o n s i d e r a r a n e c e s s i d a d e d e aterrar a e s t r u t u r a metálica
p a r a p r o t e g ê - l a d e d e s c a r g a s e l é t r i c a s - n o c a s o d e e d i f í c i o s - o u r e d u z i r o r i s c o d e i n c ê n d i o s , se
h o u v e r i n s t a l a ç õ e s e l é t r i c a s fixadas a ela.
ENTREVISTA C O M C L Á U D I O MITIDIERI - CUIDADOS NECESSÁRIOS

Que tipos de perfis de aço podem ser empregados na estrutura de


telhado?
Podem ser empregados perfis estruturais já normalizados, destinados
a estruturas leves (steel frame ou light steel frame). ou podem ser
formados perfis a partir de chapas zincadas, com dimensões espe-
ciais. conforme projeto estrutural específico. Em geral, são emprega-
das chapas com espessura mínima de 0.8 mm. Outros aspectos, além
dos dimensionais e estruturais, devem ser observados, como o reves-
timento de zinco: o usual, para áreas urbanas, não marinhas e não
industriais, é o tipo Z275-

D e v e - s e tomar O que deve ser considerado no dimensionamento do sistema?


c u i d a d o para q u e Deve-se considerar principalmente aspectos estruturais, incluindo
não sejam aplicadas t o d a a carga p e r m a n e n t e a ser a p l i c a d a à e s t r u t u r a (telhas, reserva-
sobre a estrutura t ó r i o s , f o r r o s etc.), as s o b r e c a r g a s fixas d o t e l h a d o - considerando

cargas não previstas i n c l u s i v e m o v i m e n t a ç ã o d e p e s s o a s p a r a m a n u t e n ç ã o - e as c a r g a s


causadas pelo vento.
em projeto

C l á u d i o Milidiori Quais os cuidados a serem tomados após a instalação da estrutura?


engonhoiro r « j p o n W v « l polo
laboratório do c o T i j í o n o n t o s e N a fase d e uso e m a n u t e n ç ã o , é i m p o r t a n t e verificar periodicamente
sistemas construtivos do IPT (Instituto
a e s t r u t u r a para identificar a o c o r r ê n c i a d e p o n t o s d e corrosão, seja
do Pesquisas Tecnológicas d o E s t a d o
do s i o Paulo) nos p e r f i s seja nas fixações, e p r o v i d e n c i a r as r e c u p e r a ç õ e s e subs-
t i t u i ç õ e s necessárias. T a m b é m se d e v e t o m a r c u i d a d o p a r a q u e não
sejam aplicadas sobre a estrutura cargas não previstas e m p r o j e t o o u
a d i c i o n a d o s a p o i o s q u e p o s s a m m u d a r as c o n f i g u r a ç õ e s d e cargas
nas b a r r a s das t e s o u r a s .

NORMAS TÉCNICAS

NBR 14762/2001 D i m c n c i o n o m c n t o d c estruturas d c aço constituídas p o r perfis for


mados a frio - P r o c e d i m e n t o

N B R 8 8 0 0 / 2 0 0 8 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e con-


creto de edifícios

N B R 6 3 5 5 / 2 0 0 3 - Perfis estruturais de aço formados a frio - Padronização

N B R 8 6 8 1 / 2 0 0 3 - versão c o r r i g i d a : 2 0 0 4 - Ações e segurança nas estruturas - Pro-


cedimento
CHECK-LIST

/ A g a l v a n i z a ç ã o d e v e ser e s p e c i f i c a d a c o n s i d e r a n d o a a g r e s s i v i d a d e d o am-
b i e n t e o n d e a estrutura será instalada.

/ É importante fazer o ensaio do material ou exigir do fornecedor o cálculo estrutu-


ral do produto.

J O a r m a z e n a m e n t o d e v e ser e m local seco. c o b e r t o e afastado d o c o n t a t o c o m


metais de potenciais eletroquímicos diferentes.

y A planicidade e o alinhamento da estrutura garantem que a água não penetre


entre as telhas e previnem a corrosão do metal.

Colaboraram: Cláudio Mitidieri. engenheiro responsável pelo laboratório de componentes e sistemas


construtivos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de S3o Paub). Irene Ri7ZO. gerente
do desenvolvimento do produtos do CDHU (Companhia do Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Carrrvem Quezadas. engenheira de planejamento e orçamento da construtora Seqüência.
COBERTURAS

SUBCOBERTURAS

Projeto deve prever ventilação adequada entre a subcobertura e as telhas

Bruno loturco. maio/íOiO

A s s u b c o b e r t u r a s s ã o a p l i c a d a s a p o i a d a s n a e s t r u t u r a d e s u p o r t e d o t e l h a d o , s o b as t e l h a s . S u a
finalidade é criar u m a c a m a d a d e p r o t e ç ã o c o n t r a a transmissão d e calor e d e u m i d a d e , m e l h o r a n d o
o c o n f o r t o t é r m i c o d a s e d i f i c a ç õ e s . Elas t a m b é m a u x i l i a m na p r e v e n ç ã o d e p r o b l e m a s c o m o g o t e i r a s
e infiltrações ocasionadas por desgaste natural das telhas ou ventos fortes, p o r exemplo.

S ã o c o m p o s t a s u s u a l m e n t e p o r m a n t a s asíálticas c o m f a c e r e f l e t i v a d e foil d e a l u m í n i o . Há. a i n d a ,


p r o d u t o s feitos d e materiais c o m o fibras contínuas não-tecidas d e polietileno d e alta d e n s i d a d e e
e s p u m a à b a s e d e p o l i e t i l e n o . Elas p o d e m s e r a p l i c a d a s e m d i v e r s o s t i p o s d e t e l h a d o s .

O diretor d a M o n a r i Engenharia. César Monari. afirma q u e a utilização é indicada especialmente


para construções d e p o u c o s pavimentos, e m q u e a c o b e r t u r a é responsável pela maior área de
e x p o s i ç ã o e x t e r n a . "E d e g r a n d e i m p o r t â n c i a q u a n d o se d e s e j a m i n i m i z a r p e r d a s d e c a l o r d u r a n t e a
n o i t e n o i n v e r n o o u o s g a n h o s d e c a l o r d e v i d o à r a d i a ç ã o solar i n t e n s a d u r a n t e o d i a n o verão", diz.

ESPECIFICAÇÃO

U m d o s c u i d a d o s n e c e s s á r i o s p a r a a e s p e c i f i c a ç ã o d o m a t e r i a l a ser c o m p r a d o diz r e s p e i t o à ca-


m a d a d e alumínio: "Alguns m o d e l o s t ê m a l u m í n i o nas d u a s faces. O u t r o s , a p e n a s e m uma", explica
M o n a r i . A e s c o l h a p o r u m t i p o o u o u t r o d e p e n d e d a n e c e s s i d a d e d e p r o j e t o . P o r isso. e l e e x p l i c a
q u e , se a p r e o c u p a ç ã o p r i n c i p a l for a p r o t e ç ã o e i n c r e m e n t o d a d u r a b i l i d a d e d o m a d e i r a m e n t o d o
t e l h a d o , o a l u m í n i o d e v e ficar v o l t a d o p a r a cima. C a s o o f o c o seja o i s o l a m e n t o t é r m i c o , o a l u m í n i o
f i c a v i r a d o p a r a b a i x o . "As p a r t e s d e c i m a d a m a n t a r e c e b e m d e p o s i ç ã o d e s u j e i r a , o q u e a l t e r a a
emissividade da superfície", c o m p l e m e n t a .

C o m e r c i a l i z a d a s e m r o l o s o u b o b i n a s , as s u b c o b e r t u r a s p o d e m a p r e s e n t a r , a i n d a , r e s i s t ê n c i a a b o -
lores o u fungos.
O projeto e a especificação das subcoberturas, além da supervisão pela instalação, é de responsa-
bilidade de profissionais com formação em engenharia ou arquitetura e especialização em conforto
térmico. A execução, no entanto, pode ser realizada pelo telhadista.

G e r a l m e n t e , o q u e afeta o d e s e m p e n h o d o sistema são p r o b l e m a s r e l a c i o n a d o s à sua instalação o u


ao uso d e materiais d e p o u c a qualidade. O projeto, entre o u t r o s pontos, precisa prever ventilação
a d e q u a d a e n t r e a s u b c o b e r t u r a e as t e l h a s . P o r i s s o . a i n s t a l a ç ã o d e v e s e r f e i t a d e b a i x o p a r a c i m a .
c o m s o b r e p o s i ç ã o d e I O c m n a s b e i r a d a s d a s m a n t a s . A s u p e r f í c i e s o b r e a q u a l irá s e a p o i a r a m a n t a
d e v e estar isenta d e p r e g o s o u o u t r o s o b j e t o s p e r f u r a n t e s . N o caso d e existência d e calha, o ideal é
q u e as m a n t a s se e s t e n d a m a t é o f u n d o d a s m e s m a s .

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S

A e t a p a d e c o m p a r a ç ã o d e p r e ç o s só d e v e ser iniciada q u a n d o o c o m p r a d o r já i d e n t i f i c o u os for-


n e c e d o r e s c a p a z e s d e a t e n d e r às n e c e s s i d a d e s d o p r o j e t o . D a í . a l é m d o p r e ç o . M o n a r i recomenda
analisar t a m b é m as c o n d i ç õ e s d e g a r a n t i a o f e r e c i d a s . Para q u e a c o m p a r a ç ã o seja p o s s í v e l - e p a r a
q u e o material seja e n t r e g u e a d e q u a d a m e n t e é necessário q u e os potenciais fornecedores rece-
bam, ainda d u r a n t e a cotação, o projeto d e cobertura, a localização da o b r a e o posicionamento d o
telhado.

As condições d e pagamento variam, geralmente, c o n f o r m e a q u a n t i d a d e d e material comprada. E os


p e d i d o s d e v e m ser feitos c o m a a n t e c e d ê n c i a r e q u e r i d a p e l o f o r n e c e d o r para q u e os materiais este-
j a m na o b r a na d a t a prevista p a r a instalação. Para a r m a z e n a g e m d o s materiais, é n e c e s s á r i o verificar
as c o n d i ç õ e s i n d i c a d a s na e m b a l a g e m .

NORMAS TÉCNICAS

Ainda não existe norma técnica específica para as subcoberturas. No entanto, alguns projetistas e
fabricantes tomam como referência para os projetos a NBR 9575 - Impermeabilização - Seleção e
Projeto. NBR 9574 - Execução de Impermeabilização e a NBR 9952 - Manta Asfáltica para Imperme-
abilização.

CHECK-LIST

y Verifique se o projeto demanda subcobertura revestida com alumínio nas duas


faces ou se é possível utilizar material com revestimento em apenas um dos
lados.

J C o n f i r a s e o í n d i c e d e e m i s s i v i d a d e d o m a t e r i a l a t e n d e às e x i g ê n c i a s d e r e d u -
ção d o calor previstas e m projeto.

J A s s e g u r e - s e d e q u e a s u p e r f í c i e o n d e as m a n t a s s e r ã o a p o i a d a s e s t á livre d e
p r e g o s o u o b j e t o s q u e p o s s a m furá-las o u rasgá-las.

/ C a s o o t e l h a d o t e n h a calhas, e s t e n d a as m a n t a s a t é o p o n t o a b a i x o d e s s e s
elementos.

/ S o b r e p o n h a as m a n t a s e m IO c m nas b e i r a d a s .

/ Armazene os materiais conforme as instruções indicadas nas embalagens.


COBERTURAS

ENTREVISTA C O M CÉSAR MONARI - CONFORTO TÉRMICO

<? Quando adotar o uso de subcoberturas?

A subcobertura é uma opção para situações em que se deseja prote-


ção contra vazamentos e melhor condição térmica para os ambientes
internos. Adotamos esse tipo de solução quando desejamos garantir es-
sas condições com custo-benefício razoável. A facilidade na aplicação,
as vantagens de isolamento dos ambientes e o custo são as variáveis
mais atraentes à adoção desse sistema. Em um retrofit de imóvel para
implantação de um supermercado, verificamos que o telhado neces-
sitaria de reforço em diversos pontos. Sugerimos substituir o telhado
existente por um novo em estrutura metálica com vãos maiores. Elimi-
namos o forro modular e instalamos subcobertura. sistema que dá boa
condição térmica, veda goteiras e proporciona pé-direito maior devido
A instalação é à eliminação do forro, melhorando também a sensação de conforto.
simples, porém
requer cuidados na A instalação desse tipo de sistema é complexa? Q u e m é o profissio-
fixação da manta na nal que faz o acompanhamento do processo?
estrutura
O s profissionais envolvidos geralmente são engenheiros e arquitetos
que avaliam as características de cada empreendimento e especifi-
Ce&ar Monari, engenheiro e diretor
cam a melhor alternativa. A instalação é simples, porém requer cuida-
da Monari Engenharia.
dos na fixação da manta na estrutura quanto à sobreposição e fixação
nas ripas ou terças. As causas mais comuns de patologia são instala-
ção inadequada e materiais de baixa qualidade, que podem acarretar
goteiras e desprendimento da manta.

As subcoberturas impactam muito os orçamentos das obras? Qual


o peso desse sistema no orçamento de um telhado?

As subcoberturas representam em média 8 % do valor da cobertura.


No caso de telhados sobre laje e com bom isolamento térmico, essa
alternativa pode não atingir o custo benefício desejado.

O s operários recebem treinamento específico para lidar com esse


tipo de material? É comum terceirizar a mão de obra para esses
serviços?

O s carpinteiros e telhadistas são os profissionais mais indicados para


a execução. C o m pequenas orientações, conseguem desenvolver a
instalação de maneira adequada. Nas construtoras a aplicação pode
ser feita pelos próprios funcionários e em caso de obras menores é
recomendada a contratação de telhadista.
Quais são os cuidados logísticos essenciais para o recebimento e a
instalação?

Esse material é comercializado em rolos e o seu transporte é muito


simples. O armazenamento deve ser feito em áreas limpas e secas
para preservar a qualidade do produto.

C o m relação ao cronograma, a instalação deve ser feita no mesmo


dia da execução do telhado em si?

A programação dessa etapa deve suceder a liberação da estrutura do


telhado. O s níveis e alinhamentos dessa devem ser conferidos antes
do início de aplicação da subcobertura para. posteriormente, serem
instaladas as telhas.
TELHAS CERÂMICAS

Modelo deve ser escolhido de acordo com a inclinação,


estilo arquitetônico desejado e conforto térmico

Bianca A n t u r » » - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 27. o u t u b r o / 2 0 0 5

|mt
O
u

ESPECIFICAÇÃO

Uma cobertura com telhas cerâmicas pode utilizar um único tipo de peça ou dois tipos diferentes.
O sistema de cobertura de duas peças é mais conhecido como "capa e canal". As telhas canais
conduzem a água, e as capas cobrem a junção entre elas. A telha ou cobertura cerâmica deve ser
escolhida em função do projeto da edificação (se tem uma ou mais águas), inclinação e condições
climáticas locais, índice de conforto térmico e acústico desejado e, por fim, estilo, já que não se pode
falar em um tipo esteticamente ideal de telha para cada obra. Há também telhas que recebem uma
camada de esmalte logo após a primeira queima, que confere à peça uma aparência vitrificada e
maior durabilidade.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há cerca de 4,5 mil fabricantes de telhas cerâmicas no Brasil. Ao todo, são cerca de 2.2 bilhões de
peças produzidas mensalmente, segundo dados da Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâ-
mica). Há alguns polos de produção, como a região de Monte Carmelo, em Minas Gerais, a de Itu.
no interior de São Paulo, além de pontos em Santa Catarina. Rio Grande do Sul. Piauí e Maranhão.
Essas empresas são em geral de pequeno a médio porte e a grande maioria familiares. C o m o a
concorrência é grande, quem ganha é o consumidor. Segundo a Anicer. o preço atual é o menor já
comercializado no setor.
As telhas são vendidas em milheiro. mas. na hora de comprar, é necessário saber, primeiro, a me-
tragem da área a ser coberta. Isso porque as telhas podem variar de tamanho, dependendo do
fabricante e do tipo de peça. e. pela relação peça/m2, consegue-se chegar à quantidade exata das
telhas necessárias (veja tabela). E desejável que a telha possua no fundo uma marcação com o nome
do fabricante, município e telefone. Dessa forma, quando for necessário repor peças, será mais fácil
encontrar fornecedores.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

É negociável, de acordo com o distribuidor. Pagamentos à vista ou a 3 0 dias são mais comuns.

PRAZO DE ENTREGA

Normalmente, imediato, já que muitas empresas mantêm estoque de produtos acabados.

FORMA DE ENTREGA

A granel.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A A B N T tem normas para alguns tipos de telhas cerâmicas, como a francesa e algumas de capa e
canal. Outros tipos, que não estão incluídos em normas da ABNT. seguem características técnicas
básicas, como nível de absorção de água e resistência mecânica, levando em conta os dados das te-
lhas normalizadas. Isso ocorre também com produtos exclusivos, já que muitos fabricantes produzem
telhas com novos designs para se diferenciarem no mercado. A Anicer e a A B N T estão revisando
algumas normas e estudando a produção de outras para incluir esses novos modelos. A associação
também mantém um Programa Setorial de Qualidade dentro do P B Q P - H .

CONFORMIDADE

O selo do Inmetro é uma garantia de que o produto está de acordo com as normas e deve estar
impresso em todas as telhas. O comprador também pode pedir o certificado do produto. Na hora da
compra, algumas características de qualidade podem ser checadas. Q u a n d o percutidas com algum
objeto, a telha cerâmica deve propagar um som metálico. Isso é um indicativo de que o cozimento da
peça foi uniforme. As superfícies devem ser lisas, para facilitar o escoamento da água. E importante
observar se não há fissuras, esfoliações, quebras, rebarbas ou deformações, como empenamento.
que prejudiquem o encaixe.

FIXAÇÃO

C e r t o s tipos de telha necessitam de uma argamassa para melhor fixação; outras devem ser amarra-
das para não se deslocarem.
COBERTURAS

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 5 3 1 0 : 2 0 0 9 - C o m p o n e n t e s cerâmicos - Telhas - Terminologia, requisitos e mé-


todos d e ensaio

TIPOS
C a p a e canal Peça única
COLONIAL FRANCESA
A i d u a s p e ç a » q u e f o r m a m a telho Possui, nas b o r d a s , saliências e
são iguais c t e m a m e s m a largura. rccnlràncias que permitem o
S ã o s e m e l h a n t e s às p r i m e i r a s e n c a i x e longitudinal e transversal
telhas trazidas p e l o s p o r t u g u e s o s e n t r e os c o m p o n e n t e s . O d e s e n h o
d u r a n t e a colonização. da s u p e r f í c i e p o d e mudar d e
Rendimento: 25 peças/m' acordo com o fabricante
Inclinação mínima: 7yt» R e n d i m e n t o : 16 p e ç a s / m 1
Inclinação m i n i m a : 4 0 %

PAULISTA ROMANA
É d e r i v a d a da telha colonial c se E n c a i x a - s e longitudinal c
c a r a c t e r i z a por a p r e s e n t a r a c a p a transversalmente, compondo
c o m largura l i g e i r a m e n t e inferior v e d o s e s t a n q u e s ã água
o canal Rendimento: 16 p e ç a s / m '
Rendimento: JS peças/m' Inclinação minima: ãOV.
Inclinação mínima: 251*

PLAN PORTUGUESA
É u m a v a r i a ç ã o das d u a s a n t e r i o r e s E n c a i x a - s e longitudinal e
o p o s s u i formas r e l a s transversalmente, c o m p o n d o
Rendimento: 34 p e ç a s / m ' v e d o s e s t a n q u e s à água
Inclinação mínima: 3 5 % Rendimento:
13 p e ç a s / m ' - italiana
16 p e ç a s / m ' - p o r t u g u e s a
Inclinação mínima: 3 0 %

PLANA
As telhas foram codidas pela Cia. das Tolhas Utilizadas c m p a í s e s o n d e o

m
inverno é rigoroso. O s t e l h a d o s
www.ciadastelhas.com.br são b a s t a n t e inclinados p a r a q u e a
n e v e e s c o r r a . N o Brasil, são u s a d a s
Colaboraram: Anicer (A$sooaç3o Nacional da Indústria Cerâmica). para c o m p o r c o b e r t u r a s d e e s t i l o
e n x a i m e l (casas coloniais a l e m ã s
Abratecc {Associação Brasileira dos fabricantes de Telhas
suíças)
Cerâmicos Certificadas) e CCB {Centro Cerâmico do Brasil).
Rondimonto: J S p e ç a s / m '
Inclinação minima: 4 3 %
TELHAS DE CONCRETO

Peças devem ter aspecto homogêneo, livre de bolhas,


esfoliações, desagregações e quebras

Pafacl FranSt - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 79. f e v e r e i r o / í O O Ô

As telhas de concreto são fabricadas com equipamentos de extrusão e coloridas por meio de pig-
mentação ou de pintura. A pigmentação é empregada para telhas de coloração escura com adição
de pigmentos na massa do concreto. Já nas de coloração clara, é realizada pintura superficial logo
após sua produção.

ESPECIFICAÇÕES

As especificações devem obedecer à NBR 13858-2. que determina aspectos visuais, dimensões e
geometria, classes, detalhes funcionais e requisitos físicos.

Aç telhas são fabricadas pm divprçnç desenhos Pntr^tAnto. as dimAn<;rte<: d^ 420*330 mm devem


ser mantidas. O valor mínimo da resistência, estabelecido por norma, é de 120 kgf para telhas planas
e até 240 kgf para telhas com onda.

CUIDADOS DURANTE A APLICAÇÃO

Devem ser assentadas no telhado preferencialmente após a conclusão cias alvenarias portantes.
No caso de edificações com laje de cobertura, a execução deve ser realizada no término das plati-
bandas. dos barriletes ou de outros sistemas prediais. É conveniente que o telhado esteja finalizado
antes do início das vedações leves, dos sistemas prediais embutidos (shafts ou paredes) e dos reves-
timentos. Estes cuidados evitam patologias provocadas por umidade.
O s maiores problemas referentes às telhas de concreto estão na montagem. Deve-se respeitar os
pontos em que são executados furos de encaixes e de fixações. A aplicação de resina acrílica ou de
silicone, para impermeabilizar esses pontos e impedir a degradação, formação de fungos ou fixação
de fuligens, é recomendada. O s cortes das telhas devem ser realizados com disco especial para con-
creto. Isso evita danos, fissurações e trincas. Para evitar quebras por não acomodação e até mesmo
desalinhamentos. recomenda-se utilizar juntas de dilatação.

A declividade das telhas é importante por determinar a velocidade de escoamento das águas no
telhado, evitando o transbordamento da calha de drenagem. O tamanho dos panos de telhados
determina a declividade (esses valores constam em tabelas disponibilizadas na norma NBR 13858-2
e devem ser informados pelos fabricantes das telhas).

Outro problema comum é referente à utilização das telhas de concreto em cores escuras e sem o
uso da manta bloqueadora da transmissão de calor.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

C a s o a empresa não tenha certificação, é importante solicitar ensaios dos requisitos estabelecidos
na NBR 13858-2. Para os itens especificados em norma, há fabricantes que oferecem garantia de 2 0
a 25 anos. Outros fatores a observar são o sistema de qualidade da empresa, assistência técnica da
concepção ao término da vida útil do empreendimento.

LOGÍSTICA

As peças devem ser cobertas com lona plástica e ter base de apoio rígida e plana. Há empresas que
fornecem as peças paletizadas. o que é uma vantagem até mesmo para conferência de quantidade.

No recebimento deve-se verificar se o material recebido está de acordo com o solicitado.


As telhas devem ter aspecto homogêneo, e ser livres de bolhas, esfoliações, desagregações e que-
bras. Ao armazenar no canteiro, recomenda-se que seja aplicada uma camada de terra sobre o piso
para evitar alterações na cor e superfície das telhas. Elas não devem ficar próximas de matérias que
possam contaminá-las. como ácidos, tintas, cal. cimento.

Indica-se que as pilhas de telhas não ultrapassem cerca de l m ou aproximadamente três alturas de
peças. Essas devem ser dispostas com a face voltada para baixo para evitar problemas nas nervuras
de enrijecimento ou mesmo nos marcadores ou pré-furos.

NORMAS TÉCNICAS

A projeção e execução de telhados são regulamentadas pela NBRi3Ô5Ô-i:i997 Telhas de concreto -


Parte i. Já os requisitos e métodos de ensaio são de responsabilidade da NBRi3858-2:20 09. Telhas
de concreto - Parte 2.

Colaborou: Renato S. Solano. professor cia Faculdade de Engenharia e Faculdade de Arquitetura


o Urbanismo da PUC RS; Sasquia Wizuru Obata, coordenadora do curso de Engenharia Civil da
FAAP; Cristina Konnciro. do Laboratório de Cetac (Componentes e Sistemas Construtivos do Centro
Tecnológico do Ambiente Construído) do IPT: Cláudio Oliveira Silva, gerente de projeto da Área de
Indústria da ABCP e diretor de marketing da Webef Quartzolit.
TELHAS DE FIBROCIMENTO

Fornecedores investem em alternativas ao amianto

B°anca A n l u n e » - C o n & t r g ç i o M e r c a d o 35. j u n h o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

C o m as mesmas dimensões há mais de 6o anos, as telhas de fibrocimento representam, segundo


estimativa da Abifibro, de 4ó a 5 0 % do mercado de coberturas. Dividem-se em dois grandes grupos:
telhas onduladas, que vencem vãos de até 1.99 m (dependendo do perfil e da espessura) e telhas
estruturais, que permitem vãos de até 7 m. A espessura varia de 4 a 8 mm : as menos espessas são
indicadas para pequenas obras residenciais e têm como foco principal as habitações para população
de baixa renda, por causa do bom custo-benefício. Já as mais espessas são indicadas para grandes
vãos. que necessitam de maior resistência, como galpões industriais. Na hora de escolher o produto,
é importante seguir as especificações técnicas de vãos máximos entre apoios, inclinações mínimas
recomendadas, além de realizar um estudo da ação de ventos predominantes na região.

C O M O U SEM AMIANTO

Em virtude do combate ao uso do amianto, a composição das telhas está mudando. A legislação
brasileira, assim como em outros países, discute atualmente a aprovação de projeto que bani esse
tipo de material, que segundos os críticos seria o responsável por doenças como o câncer. A fórmula
inicial do produto contém cimento Portland. fibras de amianto e água (com eventuais adições). O s
novos materiais substituem as fibras, que servem como reforço. Uma das alternativas é a utilização
do fio de PVA (álcool polivinílico), importado. No começo de 2004. um dos fabricantes instalou uma
fábrica de fio sintético feito à base de polipropileno, também com o intuito de substituir o amian-
to. mas com matéria-prima nacional, para alcançar maior competitividade. A tecnologia aplicada a
esses novos produtos chama-se C R F S (Cimento Reforçado com Fio Sintético). As novas telhas têm
aparência semelhante as tradicionais, o que facilita a substituição das antigas em caso de reforma.
Mesmo com todo o investimento, o produto tradicional continua sendo fabricado.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há fabricantes distribuídos em todo o território nacional, mas a região Sudeste concentra os mais
importantes.
COBERTURAS

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

O prazo vai d e p e n d e r da fidelidade do cliente e da q u a n t i d a d e da compra. Normalmente, fatura-


se para 28 dias. c o m aprovação d e crédito. O u t r a opção, principalmente para compras maiores d e
R$ óOO.OO, é o parcelamento, q u e p o d e ser para 2 8 / 5 0 dias.

PRAZO DE ENTREGA

Revendas maiores estocam uma quantidade maior de produtos, p o d e n d o tê-los disponíveis para
pronta entrega.

FORMA DE ENTREGA

N ã o necessitam d e embalagem especial, mas precisam ser estocadas e m superfícies planas e fir-
mes. É preciso observar o limite máximo d e empilhamento. q u e varia d e acordo c o m o modelo d e
telha e das especificações d o fabricante. A verificação visual inclui análise da superfície, que deve
estar regular e uniforme, c o m lados alinhados, sem trincas, quebras ou remendos. É possível que o
produto apresente pequenas variações na cor. em virtude da à procedência d o cimento utilizado.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A A B N T possui normas q u e devem ser seguidas pelos fabricantes d e telhas d e fibrocimento - ain-
da q u e apenas as telhas c o m amianto possuam normas. A norma para telhas sem amianto está e m
desenvolvimento.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 7 5 8 1 - Telha ondulada d e fibrocimento

N B R 5 6 4 0 - Telha estrutural d e fibrocimento

N B R 1 2 8 0 0 - Telha d e fibrocimento. tipo p e q u e n a s ondas

N B R 1 2 8 2 5 - Telha d e fibrocimento. tipo canal

N B R 6 4 6 8 - Telha d e fibrocimento - Determinação da resistência à flexão

N B R 6 4 7 0 - Telha de fibrocimento - Determinação da absorção d e água

N B R 5 6 4 2 - Telha de fibrocimento - Verificação da impermeabilidade

N B R 5 6 4 3 - Telha de fibrocimento - Verificação da resistência a cargas uniformemente


distribuídas

N B R 9 0 6 6 - Peças complementares para telhas onduladas d e fibrocimento - Funções,


tipos e dimensões

Apoio de Engenharia: Regiane Grigoli Pessarelo


Colaboraram: Jo3o Carlos Duarte Paes. presidente oa Abifibro (Associação Brasileira das Indústrias
e Distribuidores de Produtos de Pibrocimento) e Carlos Roberto Petrini. diretor-executivo do
Sinaprocim/Sinprocim (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento).
TELHAS METALICAS
TERMOACÚSTICAS

Para ter um melhor desempenho, o produto deve ser comprado


e especificado somente por profissionais capacitados

A n a P a u l a Rocha - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M o r c a d o 9 2 . m a r ç o / 2 0 0 9

As telhas metálicas termoacústicas. também conhecidas como telhas duplas ou painel sanduíche,
são produtos que possuem a capacidade não só de cobertura dos empreendimentos, como também
de redução da passagem de calor e ruído para o ambiente interno. Basicamente, elas são formadas
por materiais isolantes que dão um melhor conforto térmico e acústico, como o poliuretano, o polies-
tireno, as lãs de vidro ou de rocha, e que são colocados entre duas telhas metálicas feitas, na maioria
dos casos, de aço ou alumínio.

É preciso contar com o auxílio de um profissional capacitado na hora da compra do material, prá-
tica ainda pouco comum no mercado e que acaba prejudicando o desempenho do sistema. "Em
casos mais complexos de geração interna de calor em função de processos industriais específicos,
por exemplo, a simples adoção desses produtos sem critério algum pode não trazer o resultado
esperado", explico Yovor Luketic, vice-presidente de coberturas metálicos do A B C C M (Associoçõo
Brasileira da Construção Metálica).

"Fundamentalmente, deve-se ter a orientação de um técnico, engenheiro ou arquiteto capacitado


para verificar o nível de isolamento termoacústico necessário para o projeto em questão e buscar
entre as diversas opções de mercado o que melhor atenda o especificado", orienta o professor e
coordenador do departamento de engenharia civil do C e n t r o Universitário da FEI (Fundação Edu-
cacional Inaciana). Kurt André Aman.

Além da especificação e compra correta da telha, é importante lembrar que ela é apenas parte de
um sistema. "Uma vez certificada a qualidade do produto, os fatores que podem ajudar no seu de-
sempenho seriam: um projeto detalhado de sistema construtivo com atenção à técnica do material.
mão de obra qualificada e treinada para a instalação e a manutenção periódica após a execução da
obra", lembra Sunao Kishi. professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universida-
de Presbiteriana Mackenzie.

ESPECIFICAÇÕES

As telhas metálicas termoacústicas se diferenciam de acordo com o tipo de isolante empregado,


como o poliestireno ou a lã de vidro, as espessuras desse material, que geram diferentes classes de
conforto seja térmico ou acústico, e a própria chapa metálica usada no sistema, como as de aço ou
de alumínio.

As telhas com isolamento em poliuretano e poliestireno, normalmente, já saem da fábrica como um


painel composto, pronto e acabado para uso do cliente. Já os sistemas com lãs de rocha ou de vidro
são vendidos desmontados.

Em relação ao formato, os produtos que possuem perfis ondulados ou trapezoidais são recomenda-
dos para coberturas em forma de arco ou que exigem sobrecargas concentradas. Já para cobertura
de forma curva aconselha-se usar telha metálica ondulada com lã de vidro.

NORMAS TÉCNICAS

Ainda não existem normas técnicas específicas que orientem a fabricação, transporte e instalação de
telhas metálicas termoacústicas. No entanto, alguns materiais que compõem o sistema são normati-
zados. C o m o é o caso do alumínio que. quando usado como telha, seja termoacústica ou não. obe-
dece a NBR 7823. que determina as propriedades mecânicas das chapas. As telhas de aço revestido
com seção ondulada e seção trapezoidal também possuem legislação própria e atendem às normas
NBR 14513 e NBR 14514. respectivamente. C a d a isolante também possui uma legislação específica
para a sua utilização.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A aplicação das telhas metálicas temoacústicas deve ser feita após a execução da estrutura do
edifício e da subestrutura da cobertura. Durante a execução do serviço é necessário tomar alguns
cuidados como o recobrimento das telhas para evitar goteiras e a inclinação mínima adequada em
função da extensão do telhado.

Não é recomendado que o produto fique estocado no canteiro de obras por muito tempo, já que
as telhas duplas são frágeis ao impacto e às intempéries, além de altamente inflamáveis no caso de
produtos compostos por poliuretano. Por isso. é importante programar com o fornecedor para que
a entrega dos materiais seja feita de acordo com o cronograma físico da obra, pouco tempo antes
da execução da cobertura.

LOGÍSTICA

As telhas metálicas termoacústicas são transportadas paletizadas ou em lotes firmemente amarra-


dos. de forma a evitar danos e grandes impactos. O s produtos também devem estar cobertos com
lonas ou plásticos para não entrar em contato com a chuva ou danificar o acabamento superficial da
telha, principalmente se for pintada.
N o r e c e b i m e n t o d o m a t e r i a l , d e v e - s e v e r i f i c a r s e as t e l h a s e n t r e g u e s c o r r e s p o n d e m às e s p e c i f i c a -
ç õ e s s o l i c i t a d a s e se h o u v e a l g u m d a n o a o p r o d u t o d u r a n t e o t r a n s p o r t e . O u t r o p o n t o importante
é evitar fiexão ou torção das telhas d u r a n t e a descarga e não colocá-las e m contato direto c o m o
solo. C a s o o local d e e s t o c a g e m seja d e s c o b e r t o , é p r e c i s o p r o t e g e r o s m a t e r i a i s c o n t r a i n t e m p é r i e s .

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s f a b r i c a n t e s d e telhas metálicas t e r m o a c ú s t i c a s e s t ã o localizados p r i n c i p a l m e n t e nas regiões Sul


e S u d e s t e , m a s p o s s u e m d i s t r i b u i d o r e s p o r t o d o o Brasil. Para e s c o l h e r e n t r e u m a determinada
e m p r e s a , é p r e c i s o levar e m c o n t a se o m a t e r i a l o f e r e c i d o a t e n d e às e x i g ê n c i a s d a legislação e se
tem facilidade d e m a n u t e n ç ã o futura, além d e identificar qual é a capacidade d e fornecimento do
f a b r i c a n t e e q u a i s são as suas g a r a n t i a s d e assistência t é c n i c a .

A l é m disso, é p r e c i s o fazer p o r e s c r i t o a d e s c r i ç ã o d e t a l h a d a d o s materiais e m p r e g a d o s e d o de-


s e m p e n h o e s p e r a d o p a r a o p r o d u t o , e s p e c i f i c a n d o as c a r a c t e r í s t i c a s t a n t o d o i s o l a n t e ( d e n s i d a d e ,
uniformidade, coeficiente d e c o n d u t i b i l i d a d e térmica e espessura), q u a n t o das chapas metálicas
(espessura, r e v e s t i m e n t o d e zinco n o c a s o d e telhas d e aço. q u a l i d a d e e e s p e c i f i c a ç ã o d a pintura
das telhas, e n t r e outros).

CHECK-LIST

J As telhas metálicas termoacústicas t a m b é m são conhecidas c o m o telhas du-


plas o u painel sanduíche.

J O s p r o d u t o s s e d i f e r e n c i a m d e a c o r d o o t i p o d e i s o l a n t e e m p r e g a d o , s u a es-
pessura e o material q u e c o m p õ e a chapa metálica.

/ N ã o h á n o r m a s t é c n i c a s q u e d e t e r m i n e m e s p e c i f i c a m e n t e a f a b r i c a ç ã o e ins-
talação das telhas metálicas termoacústicas, mas alguns materiais q u e fazem
p a r t e d o sistema são normatizados, c o m o o alumínio e os isolantes.

/ Para o sistema ter u m m e l h o r d e s e m p e n h o , é n e c e s s á r i o c o n s u l t a r u m e s p e -


c i a l i s t a e m c o n f o r t o t é r m i c o e a c ú s t i c o e. d e p r e f e r ê n c i a , f a z e r o p r o j e t o l o g o
no início da obra.

J A s t e l h a s d u p l a s d e v e m ser t r a n s p o r t a d a s p a l e t i z a d a s o u e m l o t e s p r o t e g i d o s c o n t r a
impactos.

y D e v e - s e e v i t a r o a r m a z e n a m e n t o d o m a t e r i a l p a r a u s o p o s t e r i o r , p o i s as t e l h a s
s ã o frágeis às i n t e m p é r i e s .
COBERTURAS

ENTREVISTA C O M YAVOR LUKETIC - AUXILIO TÉCNICO


Existem diversos f o r n e c e d o r e s e produtos no m e r c a d o , c o m o e s c o -
lher a melhor s o l u ç ã o ?

A melhor dica é não se empolgar c o m preços baixos, pois o q u e não


for gasto hoje. poderá ser gasto em dobro amanhã para complementar
aquilo q u e o produto não foi capaz d e entregar ao cliente. N ã o há mila-
gre em isolamento termoacústico, o d e s e m p e n h o de um sistema des-
ses está diretamente ligado à c a p a c i d a d e e quantidade d e material iso-
lante empregado. Por exemplo, não há como uma telha termoacústica
c o m espessura d e 10,15 ou 2 0 mm d e isolante ter o mesmo d e s e m p e -
nho de sistemas consagrados q u e possuem no mínimo 3 0 mm d e poliu-
retano. 4 0 mm d e poliestireno ou 5 0 mm de lã d e vidro ou lã d e rocha..

Para se ter o melhor


Q u a l q u e r profissional p o d e c o m p r a r uma telha metálica t e r m o a c ú s -
desempenho do tica c o r r e t a m e n t e ou é preciso ter c o n h e c i m e n t o para essa t a r e f a ?
efeito isolante
Q u e m vai comprar uma telha termoacústica está precisando resol-
pretendido, deve-
ver um problema técnico, não necessariamente tão simples quanto a
se consultar um princípio possa parecer. Há questões de transmissão d e calor e som
especialista em envolvidas, o q u e d e m a n d a algum conhecimento d e engenharia para
conforto térmico, ser bem solucionado.
que é certificado e
possui experiência O q u e fazer, e n t ã o ? O s f a b r i c a n t e s estão p r e p a r a d o s para auxiliar
no ramo os c l i e n t e s na hora da c o m p r a e e s p e c i f i c a ç ã o do p r o d u t o ?

Não, nem sempre um determinado fornecedor p o d e contar com um


Yavor Luketic
corpo técnico capacitado para responder a d e q u a d a m e n t e às ques-
vico-proiidento dc cobertura!
metálica» d a A b c e m ( A s t o o a ç A o tões q u e nem mesmo o cliente s a b e formular. Poder contar com um
B r a j i l e i r a da C o n s t r u ç ã o Metálica) fabricante que tenha especialização em transmissão de calor e confor-
to térmico, assim c o m o conhecimentos d e acústica, é um bom passo
para evitar problemas com a especificação d e produto. Porém, para
se ter o melhor d e s e m p e n h o do efeito isolante pretendido, deve-se
consultar um especialista e m conforto térmico, q u e é certificado e
possui experiência no ramo.

E m q u e fase da obra d e v e - s e p r e o c u p a r c o m isso?

O ideal é tratar dos aspectos de isolamento térmico e acústico já na


fase do projeto, quando então será possível especificar produtos ade-
quados às futuras necessidades do edifício, integrando essas soluções
com outros aspectos como área d e iluminação natural, ventilação etc.
O projeto é a fase mais importante para se economizar não só o investi-
mento inicial, mas também o custo futuro d e manutenção dos sistemas.

Colaboraram: Yavor Luketic. v ce presidente de Coberturas Metálicas da A8CEM (Associação


Brasileira da Construção Metálica). Kurt André Aman, professor e coordenador do departamento
de Engenharia Civil do Contro Univers'tár»o da FEI (Fundação Educacional Inaciano) e Sunao Kishi,
professor titular da Universidade Católica de Santos e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Presbiteriana Mackenzie.
200
como comprar

ELÉTRICA

Eletrodutos
Fios e cabos elétricos
Q u a d r o s e caixas de distribuição elétrica
ELETRODUTOS

De aço carbono, alumínio ou P V C , há dutos especiais para cada aplicação

Thays Tateoka - ConjUuçào Mercado iO. janeiro/JOOá

ESPECIFICAÇÃO

O s eletrodutos têm a função de servir como passagem de fios e cabos. Podem ser feitos de diversos
materiais como aço carbono, alumínio e P V C . O s eletrodutos galvanizados eletrolíticos são feitos
para utilização em instalações abrigadas, já os galvanizados a fogo podem ser instalados ao ar livre,
pois resistem a intempéries. Ambos servem para instalações comuns, assim como os de P V C . O ele-
troduto de aço inoxidável é recomendado para hospitais e indústrias alimentícias, em que é necessá-
rio baixo índice de contaminação. Também é indicado para ambientes em que exista evaporação de
gases corrosivos ou com alto grau de maresia. Para áreas industriais pesadas, como indústrias quími-
cas e petroquímicas, o mais recomendado é o eletroduto galvanizado a fogo com rebarba removida,
que não danifica os cabos. O s de alumínio são os mais novos e ainda não têm norma. Também são
utilizados em indústrias pesadas.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

É fácil encontrar os produtos em distribuidoras de materiais elétricos, mas a maioria mantém, nor-
malmente, estoque apenas de alguns tipos, como o eletrolítico. o galvanizado a fogo e o cie P V C .
Pedidos maiores dos outros produtos devem ser feitos com antecedência. O eletroduto galvanizado
eletrolítico leve é o mais barato e o de alumínio, o mais caro. Há cerca de 15 fabricantes de eletro-
dutos no Brasil, a maioria no Estado de São Paulo, mas poucas empresas fabricam todos os tipos.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Varia de acordo com o volume do pedido, da fidelidade do cliente e da negociação comercial. Nor-
malmente, pode ser feito em 28 ou 3 0 dias ou. ainda, parcelado.
Imediato, mas pode variar de acordo com a quantidade em estoque e a região do Brasil. O transpor-
te. dependendo da distância, pode demorar de quatro a 15 dias.

FORMA DE ENTREGA

O s produtos são entregues amarrados, e o número de barras varia de acordo com o diâmetro exter-
no dos eletrodutos. É importante estar atento na hora de descarregar: os produtos não podem bater
e os que passaram por processo de galvanização devem ficar longe do contato com ácidos.

REQUISITOS DE QUALIDADE

Não há selo que certifique os produtos. No entanto, o comprador deve verificar se o fornecedor
segue as normas técnicas da A B N T - a empresa deve ter um certificado dos materiais normalizados.
Empresas com qualificação de fornecedor da Petrobrás ( C R C C ) passaram por avaliações.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 3 0 5 7 - Eletroduto rígido de aço carbono, com costura, zincado eletronicamente e com


rosca (NBR 8133)

N B R 5 6 2 4 - Eletroduto rígido de aço carbono, com costura, com revestimento protetor e rosca
(NBR 8133)

N B R 5 5 9 8 - Eletroduto rígido de aço carbono com revestimento protetor, com rosca BSP -
Requisitos

N B R 5 5 9 7 - Eletroduto de aço carbono e acessórios com revestimento protetor, e rosca NPT

N B R 1 5 4 6 5 : 2 0 0 8 - Sistema de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa ten-


são - Requisitos de desempenho

Fontes: Antonio Carlos Barbosa Borchini. da Elecon e Theroza Bonassi. da Carbmox.


FIOS E CABOS ELÉTRICOS

Qualidade passa pela determinação da resistência ao fogo,


verificação das características dimensionais e ensaio de perda de massa

Dulce R o í c l l - G u i a da C o n i t r u ç ã o 64. n o v e m b r o / 2 0 0 6

É fundamental verificar se o» fio» c cabo» l é m o »clo do Inroelro


e o número d e certificação da empresa fornecedora

Existem inúmeros tipos de fios e cabos elétricos; porém, os mais utilizados e conhecidos são os fios
rígidos de 1,5 a IO mm; os cabos flexíveis de 1,5 a 240 mm; os cabos rígidos de 1.5 a 2 4 0 mm, além
dos cabos de 1.000 V com bitolas também de 1,5 a 240 mm. Fios e cabos se diferenciam no seguinte
aspecto: os fios são sólidos compostos por um único condutor de cobre, enquanto os cabos são
compostos por um conjunto de fios.

ESPECIFICAÇÃO

O s fios e cabos têm como condutor o cobre. Externamente, são isolados com P V C (policloreto de
vinila) ou EPR (borracha etileno-propileno). O P V C é o material mais utilizado no mercado brasileiro
e suporta temperaturas de até / o ^ C , enquanto que o EPR resiste a temperaturas de até y u ^ C . O s
condutores rígidos são normalmente utilizados para entrada de energia, enquanto os flexíveis, para
distribuição. Nas tomadas e interruptores são utilizados os fios mais delgados.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A energia elétrica deve estar desligada e os cabos e fios não devem ser ligados antes do término da
instalação, que só deve ser iniciada após a acomodação da tubulação hidráulica.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Existem inúmeras opções e grande variedade de preços. Por isso, deve-se atentar quanto à quali-
dade do produto e obedecer às normas técnicas, pois a quantidade de fornecedores do material é
grande.

P R A Z O DE E N T R E G A

Normalmente um dia. de acordo com a disponibilidade do produto pelo fabricante.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Fabricantes parcelam o pagamento, em média, entre 28 e 42 dias. De acordo com a loja pesquisada,
o pagamento à vista pode ter desconto de 1.5 a 3 % , dependendo da situação.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

É importante verificar se os fios e cabos têm o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia.
Normalização e Qualidade Industrial) impresso, o número da norma, o tipo de isolação. a tensão
(voltagem) e dimensões. Além disso, o produto deve apresentar, na embalagem, o número de cer-
tificação da empresa, características do material e número da norma.

LOGÍSTICA

O s fios e cabos elétricos devem ser armazenados para transporte em rolos e bobinas e não podem
ficar expostos às intempéries, pois o seu isolamento resseca, diminuindo consideravelmente sua
vida útil. que gira em torno de 5 0 anos. Durante a entrega, o encarregado da obra deve conferir as
informações que constam na embalagem do produto e aquelas gravadas no próprio material, para
certificar-se de que não houve equívocos.

NORMAS TÉCNICAS

A A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelece normas que prezam pela qualidade
do produto, como determinação da resistência ao fogo, verificação das características dimensionais,
ensaio de perda de massa, entre outros.

Apoio do engenharia: Erica Costa Pereira.


Colaborou: Júlio Rodrigues, diretor da Lojas Matei Comercial Ltda.
ELÉTRICA

QUADROS E CAIXAS DE
DISTRIBUIÇÃO ELÉTRICA

C o r r e t o dimensionamento do equipamento evita


grandes perdas internas de energia e riscos de acidentes

Ana Paula Rocha - Gu a da Construção - Construção Mercado 65. agosto/í008

N a aquisição, o c o m p r a d o r d e v e verificar se os p r o d u t o s s e g u e m
as n o r m a s d e i n s t a l a ç ã o e t a m b é m as garantias d o m o n t a d o r

As partes principais d a instalação elétrica d e u m e m p r e e n d i m e n t o residencial, comercial o u industrial


são os painéis elétricos d e baixa tensão, p o p u l a r m e n t e c o n h e c i d o s c o m o q u a d r o s e caixas d e distribui-
ção. Eles são r e s p o n s á v e i s p o r p r o t e g e r e m a n o b r a r a energia elétrica para t o d o s o s circuitos i n t e r n o s
d e iluminação, t o m a d a s e e q u i p a m e n t o s específicos, c o m o televisão, geladeira e c o m p u t a d o r .

As caixas d e distribuição g e r a l m e n t e ficam alocadas nos postes e e n v i a m energia para os q u a d r o s , loca-


lizados na e n t r a d a d o e m p r e e n d i m e n t o , q u e e n t ã o repassam a e l e t r i c i d a d e para os circuitos internos.

Esses d i s p o s i t i v o s p r e c i s a m ser b e m i n s t a l a d o s p a r a n ã o g e r a r e m p r o b l e m a s c o m o c h o q u e s , q u e i m a -
duras. incêndio o u até m e s m o a parada no f o r n e c i m e n t o d e energia elétrica.

ESPECIFICAÇÕES

O s q u a d r o s p a r a r e s i d ê n c i a s e lojas são c o m p o s t o s , b a s i c a m e n t e , p o r c o r p o , p o r t a , placa d e m o n t a -


g e m e fecho, e alojam disjuntores, medidores, sensores, entre outros c o m p o n e n t e s específicos para
a distribuição d e energia. Q u a n d o utilizado e m indústrias e edifícios, o e q u i p a m e n t o possui caracte-
rísticas d i f e r e n t e s e dispositivos adicionais para s u p o r t a r a alta circulação d e energia.
Duas normas técnicas regulamentam a fabricação dos painéis elétricos: a NBR (Conjuntos de ma-
nobra e controle de baixa tensão) I E C 60439-1, destinada aos profissionais qualificados para realizar
a instalação, e a NBR I E C 60439-3. direcionada para pessoas não qualificadas. Essa diferenciação é
necessária porque as precauções, performances e as exigências de cada sistema são diferentes e
requerem cuidados específicos.

As normas determinam que os painéis passem por duas séries de testes para garantir a segurança.
O s primeiros testes, conhecidos como ensaios de tipo. são realizados em laboratório e verificam se
os produtos foram fabricados de acordo com os requisitos da legislação. Um painel que obedeça
a todos os requisitos recebe o conceito de painel TTA (Type Tested Assembly). ou seja, montado
conforme o protótipo que foi submetido aos ensaios de tipo.

Já os outros testes, nomeados ensaios de rotina, verificam se há falhas de material ou de manuseio e


são realizados depois da montagem dos painéis ou em cada unidade de transporte. Em alguns casos,
é necessária a repetição dos ensaios no local cia instalação.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

Na construção civil residencial e comercial, os quadros e caixas de distribuição elétrica costumam


ser instalados no momento em que são passados os eletrodutos e as caixinhas de interruptores e
tomadas são colocadas. O s quadros de distribuição de maior porte, utilizados nas indústrias e em
edificações, precisam ser encomendados com certa antecedência, pois devem ter dimensões de
acordo com o local da instalação.

E importante lembrar que os quadros de distribuição sofrem perdas internas de energia durante
toda a vida do equipamento. Porém, quando o equipamento é bem dimensionado, essas dissipações
são reduzidas.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s painéis elétricos são encontrados em todas as regiões do Brasil. Na hora da compra, o consu-
midor deve verificar se os produtos seguem as normas de instalação, se possuem as características
certas para o projeto e quais são as garantias do montador.

C o m o existe uma grande variedade de painéis elétricos - que variam conforme a aplicação, potência a
ser utilizada, número de circuitos a serem comandados, entre outras especificações -. uma alternativa
para o consumidor são as empresas especializadas na montagem dos quadros de distribuição, que
podem oferecer soluções padronizadas, kits para montagem ou até mesmo soluções personalizadas.

LOGÍSTICA

As precauções variam de acordo com cada tipo de painel elétrico. Se o produto for pequeno, daqueles
instalados por eletricistas, não requer grandes cuidados, o consumidor só deve evitar quedas ou expo-
sição à umidade excessiva. Já os quadros maiores precisam de maior atenção, principalmente durante o
transporte.quandoas trepidações podemcausarodeslocamentodeparafusosoudispositivos internos.

Colaborou: Sérgio Vasconcellos Lima. diretor da área de Material Elétrico de Instalação


da Abinoo (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Elétron ca).
como comprar

HIDRÁULICA

Caixa d água

Divisórias sanitárias

Louças sanitárias

Pias e c u b a s d e a ç o inoxidável

Reservatórios elevados de água

Sistemas PEX para instalações hidráulicas

Tubos de cobre

Tubos de concreto

Tubos de PVC

Tubos e conexões de cobre

Tubos e conexões de PVC

Tubos e c o n e x õ e s para água fria


CAIXA D ' Á G U A

Mercado busca alternativas para o fibrocimento, apesar de não haver legislação


específica no Brasil contra o uso do material em reservatórios domésticos

B i a n c a A n t u n e s - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o Jô. s e t c r r b r o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

Polietileno. fibra de vidro, aço inox. fibrocimento ou C R F S (Cimento Reforçado com Fios Sintéticos)
são os principais materiais com que as caixas d 'água podem ser fabricadas. A escolha entre um ou
outro material varia de acordo com a utilização e a facilidade na instalação. Independentemente do
tipo de material, o produto precisa seguir algumas recomendações da Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária), com características como níveis de potabilidade e de toxidade, que não preju-
diquem a qualidade da água.

Historicamente, o mercado brasileiro de caixas d 'água é dominado pelo fibrocimento. que contém,
em sua fórmula, cimento Portland, fibras de amianto e água. com eventuais adições. No entanto,
devido ao combate ao uso do amianto, as caixas d'água passam por uma reestruturação - tanto
com investimento em outros materiais quanto em uma nova fórmula para o fibrocimento, que não
utilize amianto na mistura. Embora não haja. no Brasil, uma legislação específica, os consumidores
se influenciaram pela comoção internacional de combate ao amianto, responsável, de acordo com
pesquisas, por desenvolvimento de doenças como o câncer.

INSTALAÇÃO

É importante respeitar os 'ocais indicados para fazer os furos de instalação, pois são especialmente
reforçados. O s reservatórios têm de ser colocados em bases planas e homogêneas, que possam
sustentar o produto, para evitar que a caixa se rompa. Na avaliação do local em que será instalada,
cleve-se levar em conta o peso da caixa d 'água cheia.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s fabricantes que participam do Programa de Garantia da Qualidade (reservatórios de polietileno


e de fibra de vidro), promovido pela Asfamas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Equipamen-
tos Sanitários) e pela Asplar (Associação Brasileira de Materiais Plásticos Compostos), estão concen-
trados nas regiões Sudeste e Sul. Mas é possível encontrar, por meio de revendas e representantes,
qualquer um dos produtos em todas as regiões do Brasil. Além disso, muitos fabricantes possuem
sistema de entrega para todos os Estados. A compra, normalmente, deve ser feita por meio de
distribuidores, mas os fabricantes podem abrir exceção, de acordo com o volume de peças pedido.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

A vista, mas com possibilidade de pagamentos a prazo, de acordo com o cadastro e histórico dos
clientes, além do volume de compra.

P R A Z O DE E N T R E G A

D e p e n d e d a região e m q u e o p r o d u t o será e n t r e g u e . E m locais p e r t o d o d i s t r i b u i d o r o u f a b r i c a n t e ,


a entrega é imediata.

F O R M A DE E N T R E G A

O s c u i d a d o s n o t r a n s p o r t e e a r m a z e n a m e n t o v a r i a m d e a c o r d o c o m o t i p o d e material utilizado na
f a b r i c a ç ã o d o s reservatórios. As d e fibra d e vidro, p o r exemplo, m e r e c e m a t e n ç ã o especial, já que,
p o r s e r e m mais rígidas, d e v e m ser e s t o c a d a s deitadas, p a r a q u e , n a h o r a d e e n c a i x a r as c a i x a s , n ã o
haja pressão. O c u i d a d o n o m a n u s e i o d e v e ser r e d o b r a d o , p o i s o m a t e r i a l n ã o resiste a g r a n d e s
i m p a c t o s . O s c u i d a d o s s ã o p a r e c i d o s c o m as p e ç a s d e f i b r o c i m e n t o , c a r a c t e r i z a d a s p o r s e r e m p e s a -
das. Já os r e s e r v a t ó r i o s d e p o l i e t i l e n o são mais resistentes a i m p a c t o s , pois são flexíveis e leves. O
a r m a z e n a m e n t o d e v e ser de boca para cima. nunca deitadas, para evitar q u e amassem.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

As caixas d'água de polietileno e as de fibra de vidro estão inscritas no PBQP-Habitat. O P S Q


(Programa Setorial da Qualidade) das cie polietileno está em funcionamento desde 1998 e já possui
resultados com a relação de empresas qualificadas e de quem não atende às normas e às especifi-
cações de qualidade. Já o P S Q das de fibra de vidro é mais recente: iniciou em novembro de 2 0 0 3 .
Já foram implementadas as auditorias, e os primeiros resultados devem estar disponibilizados no
site do PBQP-Habitat no segundo semestre de 2004. Entre as características que o produto tem de
atender estão toxidade (para não passar elementos tóxicos para a água reservada), opacidade (para
não proliferar algas), resistência mecânica e estanqueidade.
HIDRÁULICA

N B R 5 6 4 9 - Reservatório d e fibrocimento para água potável

N B R 8220 - Reservatório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água


potável

N B R 5650 - Reservatório d e fibrocimento para água potável - Verificação da estan-


q u e i d a d e e d e t e r m i n a ç ã o d o s v o l u m e s útil e e f e t i v o

N B R 1 3 1 9 4 - Reservatório d e fibrocimento para água potável - Estocagem, manuten-


ção e montagem

NBR 10355 - Reservatório d e poliéster r e f o r ç a d o c o m fibra d e v i d r o - Capacidades


nominais e diâmetros internos

N B R 10354 - Reservatório de poiiéster reforçado c o m fibra d e vidro

Apoio do engenharia: Regiane Grigoli Pessarelo


Colaboraram: Jairo Cukierman. responsável pelo Programa de Garantia de Qualidade da Tesis.
o Juliana Castro, gerente executiva da Asfamas.
DIVISÓRIAS SANITARIAS
Escolha do material adequado depende do tempo de instalação, praticidade
e durabilidade desejados. Resistência a avarias por uso indevido é ponto crítico

Pâ-nela Rei* - G u i n d a C o m t r u ç A o 98. $ e t « m b r o / J 0 0 9

Divisórias sanitárias s ã o painéis q u e s e p a r a m as d i v e r s a s c a b i n e s sanitárias e m b a n h e i r o s d e uso


p ú b l i c o - p o r exemplo, e m empresas, escolas, academias, restaurantes, shoppings. a e r o p o r t o s etc.
A n t e r i o r m e n t e essas divisões e r a m feitas c o m p a r e d e s d e alvenaria revestidas c o m tinta i m p e r m e a -
bilizante o u azulejos. Hoje. existem no m e r c a d o diversos materiais m e n o s espessos q u e proporcio-
n a m m e l h o r a p r o v e i t a m e n t o d o e s p a ç o interno, mais p r a t i c i d a d e na c o n s t r u ç ã o e r e d u ç ã o d e custos.

É possível e n c o n t r a r divisórias feitas d e granito. ardósia. granilite. l a m i n a d o m e l a m í n i c o estrutural. P V C .


e n t r e o u t r o s . " O m a t e r i a l mais a d e q u a d o d e p e n d e d o o r ç a m e n t o d i s p o n í v e l e d a f i n a l i d a d e d o uso. O
g r a n i l i t e e o g r a n i t o t ê m m a i o r d u r a b i l i d a d e , m a s d ã o mais t r a b a l h o p a r a instalar", p o n d e r a Luiz S é r g i o
C o e l h o , professor d e Tecnologias da C o n s t r u ç ã o e Urbanismo d o D e p a r t a m e n t o d e Engenharia Civil
d a F E I ( F u n d a ç ã o E d u c a c i o n a l I n a c i a n a Pe. S a b ó i a d e M e d e i r o s ) . J á o l a m i n a d o m e l a m í n i c o s e d e s t a c a
p e l a leveza e p r a t i c i d a d e na m o n t a g e m , mas é mais suscetível a q u e b r a s e desgastes n o longo prazo.

Para N í v e a R o d r i g u e s , a s s i s t e n t e d e v e n d a s d a P e r t e c h d o Brasil, o s f a t o r e s q u e d e v e m balizar a es-


c o l h a são: c a r a c t e r í s t i c a s d o p r o j e t o , público-alvo. t e m p o d e instalação, c r e d i b i l i d a d e d o f o r n e c e d o r
e facilidade na m a n u t e n ç ã o . Vale ressaltar q u e a resistência d o material é p o n t o crítico para garantir
a d u r a b i l i d a d e d a p e ç a . já q u e u m a das p r e o c u p a ç õ e s q u e c e r c a m f o r n e c e d o r e s e c l i e n t e s s ã o as
avarias por u s o i n d e v i d o e atos d e vandalismo.

ESPECIFICAÇÕES

A s d i v i s ó r i a s p o d e m s e r u s a d a s n a s e p a r a ç ã o d e v a s o s s a n i t á r i o s , c h u v e i r o s , t r o c a d o r e s o u a i n d a c o m o ta-
pa-vista nos mictórios o u na p o r t a d e e n t r a d a d o banheiro. O s m o d e l o s variam c o n f o r m e o material, m o d o
d e fixação, t i p o d e ferragens - batentes, fechaduras, d o b r a d i ç a s , p u x a d o r e s etc. - e acessórios, c o m o
p r a t e l e i r a s e c a b i d e i r o s . E m t o d o s o s c a s o s , o m a t e r i a l d e v e ser i m p e r m e á v e l e as f e r r a g e n s , i n o x i d á v e i s .

E i m p o r t a n t e l e m b r a r q u e a resistência n ã o d e p e n d e u n i c a m e n t e d o material d a divisória, mas t a m b é m d a


q u a l i d a d e das ferragens, q u e são s u b m e t i d a s a e s f o r ç o s c o n s t a n t e s e t e n d e m a sofrer u m d e s g a s t e maior.

O t i p o d e p o r t a t a m b é m p o d e variar. N o c a s o d o l a m i n a d o m e l a m í n i c o o u d o P V C . as p o r t a s c o s t u -
m a m s e r f e i t a s d o m e s m o m a t e r i a l d o s p a i n é i s . J á p a r a as d i v i s ó r i a s d e p e d r a o u g r a n i l i t e . e l a s p o d e m
ser d e madeira, vidro, alumínio o u m e s m o d e laminado melamínico. É aconselhável q u e os painéis e
p o r t a s sejam e l e v a d o s d o c h ã o para facilitar a limpeza.

C O T A Ç Õ E S DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

A o e n c o m e n d a r as d i v i s ó r i a s s a n i t á r i a s , o c l i e n t e d e v e e n t r e g a r a o f o r n e c e d o r u m p r o j e t o d o i n t e r i o r
d o banheiro c o m a especificação das dimensões das divisórias e indicação dos p o n t o s hidráulicos. O
d e s e n h o d e v e p r i o r i z a r o b o m a p r o v e i t a m e n t o d o e s p a ç o ; as m e d i d a s d e v e m ser p r e c i s a s p a r a e v i t a r
incompatibilidades e transtornos na hora da montagem.

N í v e a R o d r i g u e s , d a P e r t e c h , a c o n s e l h a q u e as d i m e n s õ e s d o p r o j e t o s e j a m c o n f e r i d a s in loco por uma


equipe homologada pelo fornecedor, pois distorções p o d e m ocorrer.

" C o m o c a d a p r o j e t o t e m suas características d e distribuição d e e s p a ç o s e exigências c o m relação


à altura e cor, a f a b r i c a ç ã o d e p e ç a s para e s t o q u e não é viável", explica J o r g e W i s z n i e w i e c k i , di-
r e t o r d a C a s a P r a n c e z a . O s p a i n é i s s ã o c o r t a d o s s o b m e d i d a , p o r isso. é r e c o m e n d á v e l v e r i f i c a r o
prazo de entrega d o fornecedor c o m antecedência.

M u i t a s e m p r e s a s p o s s u e m r e p r e s e n t a n t e s e m t o d o o País. m a s "é i m p o r t a n t e e s c o l h e r u m f o r n e c e -
d o r q u a l i f i c a d o , p e r g u n t a r o n d e o p r o d u t o já foi a p l i c a d o e b u s c a r r e f e r ê n c i a s d e c o m p r a d o r e s a n t e -
riores". a l e r t a Luiz S é r g i o C o e l h o . A garantia c o n t r a d e f e i t o s d e f a b r i c a ç ã o n o r m a l m e n t e é f o r n e c i d a
e d e v e ser exigida. Se a m o n t a g e m for feita p e l o f o r n e c e d o r o u p o r e q u i p e terceirizada, i n f o r m e - s e
s o b r e a garantia d e instalação.

LOGÍSTICA

A o r e c e b e r as p e ç a s d o f o r n e c e d o r , é i m p o r t a n t e c h e c a r a q u a n t i d a d e d e p e ç a s e f e r r a g e n s . V e r i -
f i q u e t a m b é m as m e d i d a s d o s p a i n é i s e c e r t i f i q u e - s e d e q u e n ã o há q u e b r a s o u i r r e g u l a r i d a d e s n o
m a t e r i a l . S e n ã o f o r e m i n s t a l a d a s i m e d i a t a m e n t e , as d i v i s ó r i a s d e v e m s e r a r m a z e n a d a s e p r o t e g i d a s
d e i n t e m p é r i e s , s e g u n d o as r e c o m e n d a ç õ e s d e a c o n d i c i o n a m e n t o d e c a d a f o r n e c e d o r .

C U I D A D O S DURANTE A INSTALAÇÃO

É a l t a m e n t e r e c o m e n d á v e l q u e as d i v i s ó r i a s s e j a m instaladas p e l o f a b r i c a n t e o u p o r u m a equipe
c r e d e n c i a d a p o r ele. A e x p e r i ê n c i a c o m o material g a r a n t e segurança n o t r a n s p o r t e , a l i n h a m e n t o ,
m a r c a ç ã o e fixação das peças e p o d e evitar erros e q u e b r a s prematuras. A l é m disso, a e m p r e s a
m o n t a d o r a costuma oferecer garantia pelo serviço executado.

O p r o j e t o h i d r á u l i c o d o b a n h e i r o d e v e s e r o b s e r v a d o t a m b é m d u r a n t e a f i x a ç ã o d o s painéis, p a r a e v i t a r a
p e r f u r a ç ã o d o e n c a n a m e n t o . G e r a l m e n t e , as divisórias e s t ã o p r o n t a s l o g o a p ó s a m o n t a g e m , m a s v a l e c o n f e r i r
c o m o f o r n e c e d o r q u a i s o s c u i d a d o s i m e d i a t o s a p ó s a instalação, c o m o a p l i c a ç ã o d e resina o u cera. A l i m p e z a
d a s d i v i s ó r i a s d e v e s e r f e i t a a p e n a s c o m p r o d u t o s n e u t r o s e n ã o a b r a s i v o s , s e g u i n d o s e m p r e as r e c o m e n -
d a ç õ e s d o fabricante. A durabilidade d o s painéis é indefinida e d e p e n d e d o c u i d a d o n o uso e manutenção.
Não existe uma norma técnica específica para divisórias sanitárias no Brasil. O que precisa ser segui-
do por todos os fornecedores e contratantes são as dimensões mínimas do interior de cada cabine.
que devem estar de acordo com as exigências do Código de Obras e Edificações do município.

Para empresas e indústrias, a NR 24 estabelece as Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de


Trabalho e traz exigências quanto à configuração e as dimensões das cabines. Já a NBR 9 0 5 0 - Aces-
sibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos estabelece os parâmetros e
medidas para sanitários acessíveis aos portadores de deficiência.

Mesmo sem regras específicas para o sistema de divisórias. Jorge Wiszniewiecki defende a criação
de parâmetros e acredita que a medida beneficiaria os próprios fornecedores. "É de interesse dos
empresários do setor a elaboração de uma norma para regular a fabricação, determinar padrões de
qualidade e homologar as empresas", conclui

P R I N C I P A I S MATERIAIS

Alvenaria

Parede de alvenaria revestida por tinta impermeabilizante ou azulejo

Granilite
Painel de concreto pré-moldado com armação interna, chumbado no chão. Nas pare-
des é encaixado em perfil U ou chumbado

G r a n i t o ou ardósia
Divisória de pedra maciça, chumbada na parede e no chão

Laminado melamínico estrutural

Painel autoportante fixado em perfis em alumínio e parafusado às paredes e ao chão

CHECK-LIST
J A escolha do material deve levar em conta as características do projeto, pú-
blico-alvo, tempo de instalação, credibilidade do fornecedor e facilidade de
manutenção.
/ A resistência do material é ponto crítico para garantir a durabilidade da peça.

J As ferragens devem ser inoxidáveis e os painéis, impermeáveis e elevados do


chão para facilitar a limpeza.

/ As medidas internas da cabine devem obedecer às dimensões mínimas esta-


belecidas pelo Código de Obras e Edificações do município.

/ A fixação dos painéis deve levar em conta o projeto hidráulico para evitar
perfuração do encanamento.

/ A instalação deve ser feita pelo fornecedor ou por uma equipe certificada por ele.

Col.iborar.im: Luiz Sérgio Coolho. professor do tecnologias da construção o urbanismo do


departamento do engenharia civil da FEI. Jorge Wismiew.ocki. diretor da Casa Prarceza. Nívea
Ramos Rodrigues, assistente de vendas da Pertech do Brasil.
LOUÇAS SANITÁRIAS

Bacia é o item q u e requer maior cuidado na hora da c o m p r a

Keliy C a r v a l h o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 47. ; u n H o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

O s fabricantes de louças sanitárias oferecem diversas linhas, das mais populares às mais sofisticadas,
e uma série de opções em bacias, cubas, bidês, mictórios e tanques de louça. A escolha das louças
depende do tipo do empreendimento, do gosto do usuário e freqüência de uso. O maior cuidado
deve ser na escolha da bacia sanitária. Mesmo possuindo dimensões, modos de funcionamento e
características geométricas variáveis em função da tecnologia do fabricante, todas devem consumir,
no máximo. 6.8 I de água por descarga.

INSTALAÇÃO

São instaladas depois das fases de acabamento, após a execução de pisos, cerâmica e pintura. Aten-
ção especial quanto as posições de instalação para entrada de água e saída de esgoto, que devem
ser informadas pelo fabricante. Recomenda-se ainda o uso de anéis de vedação de qualidade entre
a bacia e a saída do esgoto.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

As louças sanitárias estão disponíveis em lojas de material de construção, mas a compra de grandes
lotes pode ser negociada diretamente com o fornecedor.
A carga é de responsabilidade do fornecedor. Na hora da entrega, deve-se observar se não houve
danos no transporte. Além disso, verificar brilho, uniformidade de cor. ausência de poros e meca-
nismos de funcionamento. As louças são embaladas individualmente, acondicionadas em plástico
para a proteção ou em caixas de papelão, no caso de louças de luxo. Na obra. o material deve ser
guardado em local especial, empilhadas em paletes.

P R A Z O DE E N T R E G A

O prazo de entrega é geralmente de uma semana, a não ser no caso de compra de uma cor especial.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

O s diversos planos de pagamento disponíveis são combinados com o fornecedor.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E
É importante verificar se o fabricante está inserido no P B P Q - H (Programa Brasileiro de Qualidade e
Produtividade no Habitat), que assegura requisitos como análises visual e dimensional detalhadas, o
volume de água consumido, o respingo provocado pela água e a capacidade para remoção dos resí-
duos. As louças sanitárias devem se enquadrar nos requisitos estabelecidos pelas seguintes normas
técnicas: NBR 15097 - Aparelhos sanitários de material cerâmico - Requisitos e métodos de ensaio,
que estabelece todas as exigências técnicas para a adequação das louças sanitárias: NBR 1 5 0 9 8 -
Aparelhos sanitários cie material cerâmico - Procedimentos para instalação, que define os requisitos
aplicáveis à instalação dos produtos fabricados em louça sanitária e NBR 1 5 0 9 9 - Aparelhos sanitá-
rios de material cerâmico - Dimensões padronizadas, sobre as dimensões que os produtos de louça
devem possuir.

Apoio do engenharia: Rogiano Grigoll Possarollo


Colaboraram: Adilson Loirenço Rocha, chefe do laboratório de Instalações Prediais da Divisão
de Engenharia Civil do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de Sôo Paulo) e José
Qoberto Guidi. d retor do Grupo Setorial do Lou-ças Sanitárias do Astamas (Associado Brasileira dos
Fabricantes de Materiais e Equipamentos para Saneamento).
PIAS E CUBAS DE A Ç O INOXIDÁVEL

Design e qualidade do aço determinam o preço

Kelly Carvalho - Guia da Construçio 6J. outubro/JOOô

O ideal e q u e as p e ç a s s e j a m instaladas ao final d a o b r a , d e p o i s d o s trabalhos d c p i n t u r a e d c gesso.


para evitar q u e s e j a m danificadas d u r a n t e a e x e c u ç i o d e s t e » s e r v i ç o s

As pias e cubas estão disponíveis nos aços inoxidáveis tipo AISI 4 3 0 e AISI 3 0 4 . O AISI 4 3 0 . entre-
tanto. é inoxidável a p e n a s à água d o c e . Já o AISI 3 0 4 é mais resistente q u e o a n t e r i o r e m a n t é m b o m
d e s e m p e n h o f r e n t e a o u s o d e á c i d o s d o m é s t i c o s t a i s c o m o sal. v i n a g r e , d e t e r g e n t e e s u c o s .

ESPECIFICAÇÃO

As pias e c u b a s são especificadas p o r tamanho, tipo d e a ç o inox. espessura e t i p o d e polimento.


A escolha d o t i p o d e inox varia d e a c o r d o c o m o p a d r ã o da obra. As construtoras, na g r a n d e
maioria, exigem o aço AISI304. mais b o n i t o e durável. O aço AISI430 é e m p r e g a d o , e m geral,
em obras mais populares.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O u s u á r i o d e v e r e c e b e r as p e ç a s e m p e r f e i t o e s t a d o , p o r isso. d e v e m s e r m a n u s e a d a s c o m c u i -
d a d o p a r a e v i t a r b a t i d a s , r i s c o s e m a n c h a s . O i d e a l é q u e o s p r o d u t o s s e j a m i n s t a l a d o s a o final d a
o b r a , d e p o i s d o s t r a b a l h o s d e p i n t u r a e d e g e s s o p a r a e v i t a r q u e as p e ç a s s e j a m contaminadas
p o r esses materiais.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Em f u n ç ã o d a d i v e r s i d a d e d e o p ç õ e s d e m o d e l o s e d i m e n s õ e s , b e m c o m o d e a c a b a m e n t o s , há gran-
de variedade de preços e o construtor deve conhecer todos os diferenciais entre um m o d e l o e outro
para a d q u i r i r o p r o d u t o mais a d e q u a d o . N o Brasil existe g r a n d e q u a n t i d a d e d e casas d e materiais d e
c o n s t r u ç ã o , m a r m o r a r i a s e lojas d e m ó v e i s q u e c o s t u m a m t r a b a l h a r c o m esses p r o d u t o s .

P R A Z O DE E N T R E G A

Varia d e dois a d e z dias. d e a c o r d o c o m a d i s p o n i b i l i d a d e d o p r o d u t o p e l o fabricante.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

As p e ç a s p o d e m ser pagas à vista o u parceladas, d e p e n d e n d o d a política d e p a g a m e n t o d e cada


fornecedor.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

É i m p o r t a n t e exigir o c e r t i f i c a d o d e q u a l i d a d e d a m a t é r i a - p r i m a para evitar a c o m p r a d e p e ç a s feitas


d e aço d e procedência duvidosa. Verifique o a c a b a m e n t o das peças e rejeite p r o d u t o s c o m parles
cortantes.

LOGÍSTICA

A s peças d e inox d e v e m ser t r a n s p o r t a d a s c o m c u i d a d o . Há vários t i p o s d e e m b a l a g e n s q u e ofere-


c e m p r o t e ç ã o , tais c o m o c a b e c e i r a s d e p a p e l ã o o u isopor, s a c o s plásticos, e n g r a d a d o s e p a l e t s d e
madeira.

D u r a n t e a e n t r e g a , o e n c a r r e g a d o d a o b r a d e v e c o n f e r i r o p r o d u t o p a r a verificar se n ã o há d a n o s e
se está d e a c o r d o c o m o q u e foi solicitado. É i m p o r t a n t e c h e c a r se a v á l v u l a a c o m p a n h a o produto,
caso esta tenha sido a o p ç ã o acertada.

A s pias e c u b a s p o d e m ser a r m a z e n a d a s n o canteiro, e m lugar a b r i g a d o e seco. d e n t r o das emba-


lagens. q u e são d e m a r c a d a s c o m setas e r e c o m e n d a ç õ e s p a r a q u e as p o s i ç õ e s d e e s t o c a g e m e
manuseio sejam corretas.

Evite q u e o u t r o s materiais sejam a p o i a d o s s o b r e a pia para evitar batidas e riscos.

NORMAS T É C N I C A S
N ã o e x i s t e m . O m a i o r p r o b l e m a d a falta d e n o r m a se reflete p r i n c i p a l m e n t e n o s c a s o s d e pias m o -
noblocos. pois é c o m u m a existência d e gabinetes d e medidas diferentes q u e dificultam a adaptação
das peças.

Apoio de engenharia: Erica Costa Pereira.


Colaboraram; Clovis Tramontina. presidente da Tramontina, e André Calderano. do departamento
comercial da Fabrinox Formas e Alexandre Pandolío. gerente de negócios da Ulma Brasil.
HIDRAULICA

RESERVATÓRIOS ELEVADOS DE AGUA

Instalação só deve ser realizada após a execução da plataforma de assentamento

D u l c e Roseli - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 63. r r a r ç o / 2 0 0 7

A t e n d ê n c i a atual 6 adotar r e s e r v a t ó r i o s p r o d u i i d o s e m e s c a l a industrial,


q u e g e r a l m e n t e são c o n c e b i d o s d e m o d o a permitir a l i m p e z a s e m o ingresso d e p e s s o a s

O s reservatórios elevados de água podem ser fabricados nos seguintes materiais: plástico reforçado
com fibra de vidro ou compósitos (PRFV); polielileno de média densidade (PEMD). em reservatórios
de volume inferior a 5O01; polietileno de alta densidade (PEAD), para reservatórios de 5 0 0 1 ou mais;
fibrocimento; aço inox e concreto armado.

ESPECIFICAÇÃO

O concreto armado, seguido pelo aço inox. é o material que pode ter suas dimensões mais facilmente
ajustadas sem que haja incremento expressivo de custos. No caso dos reservatórios de PEMD, o PEAD e o
poliéster reforçado com fibra de vidro, produtos não-padronizados acarretam em forte elevação do custo.

Em geral, todos os materiais, exceto o concreto armado, facilitam o processo de higienização interna. A
tendência atual é adotar reservatórios produzidos em escala industrial, que são concebidos, geralmente,
de modo a permitir a limpeza sem o ingresso de pessoas, como por exemplo, a higienização das superfí-
cies lisas internas, que é feita por hidrojateamento sob pressão. Ainda assim, os reservatórios devem ser
práticos e prover facilidades que permitam o ingresso de pessoal técnico adequado para limpar.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A instalação de um reservatório só deve ser realizada no momento em que a plataforma de assen-


tamento já esteja executada e, em caso de ser uma estrutura de concreto armado, a idade deve ser
suficiente para suportar a carga de projeto. Um erro que deve ser evitado a todo custo é o de instalar
o produto contando que a capacidade de suporte de carga seja respondida por escoramento provi-
sório. No momento da instalação, em leito suporte detalhado pelos fornecedores dos reservatórios,
é necessário de imediato proceder ao atirantamento do mesmo, uma vez que o reduzido peso des-
ses componentes os torna suscetíveis de carreamento pelos ventos quando estão vazios.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O comprador deve estar sempre atento quanto ao respeito às normas técnicas, garantia do produto
(durabilidade), facilidades de manutenção e reparos, limpeza e higienização. Também é importante
exigir manual de instalação.

P R A Z O DE E N T R E G A

Normalmente, o produto está disponível nas revendas de materiais de construção e o prazo de en-
trega é estabelecido pelo revendedor.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O s reservatórios não devem conferir odor, sabor, cor ou toxicidade à água armazenada, nem ser
suscetíveis à proliferação de microorganismos. Esse último detalhe contra indica a adoção de reser-
vatórios de concreto armado.

NORMAS TÉCNICAS

Algumas normas foram revisadas recentemente, como a N B R 5649/2006 - Reservatório de fi-


brocimento para água potável/especificação, e a NBR 13194/2000 - Reservatório de fibrocimento
para água potável/estocagem, montagem e manutenção/procedimento. Destacam-se ainda: NBR
Ó118/2007 e NBR 14.931/2004. aplicáveis, respectivamente, a projeto e execução de estruturas em
concreto armado; NBR 10355/1988 - Reservatórios de poliéster reforçados com fibra de vidro/capa-
cidades nominais/diâmetros internos/padronização; NBR 5ó2ó/i998 - Instalações prediais de água
fria; além de uma norma específica para reservatórios de compósitos, a NBR 13210/2005 - Reserva-
tório de poliéster reforçado com fibra de vidro para água potável.

LOGÍSTICA

O transporte de um reservatório deve ser realizado em veículo apropriado (caminhão, pick-up ou


furgão), apoiado pelo fundo na carroceria e devidamente amarrado com cordas ou cabos. É preciso
também evitar arrastar e/ou bater o reservatório e sua respectiva tampa. A o receber o material, o
comprador deve verificar se há danos no interior e exterior da caixa, como trincas e lascas, que po-
dem ser causadas pelo manuseio ou transporte inadequado do produto.

Colaborou: Paulo Camatta. gerente executivo da Abmaco (Associação 3rasileira de Materiais


Compósitos) e Gino Gehling, professor-adjunto do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS
(Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
SISTEMAS PEX PARA
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS

Tubos de polietileno reticulado são resistentes


a impactos e suportam condução de água a 9 5 ° C

D u l c e RoseU - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o t/). a b r i l / 2 0 0 7

M a n u t e n ç ã o d o c o n t r o l o da q u a l i d a d e sobro o $ p r o d u t o » f a b r i c a d o * e a d i s p o n i b i l i d a d e d e m a n u a l de a p l i c a d o
ü o i t e n s i m p o r t a n t e » q u e d e v e m ser o b s e r v a d o s a o c o m p r a r o» s i s t e m a s P E X

O s tubos de polietileno reticulado dos sis-temas PEX são semiflexíveis. o que possibilita sua passa-
gem por dentro de conduíte e dispensa o uso de conexões, como joelhos e cotovelos. O sistema
resiste à corrosão galvênica, ao contrário do cobre e do ferro, e suporta a condução de água fria e
quente a 9 5 ° C . É um material inerte à grande maioria dos produtos químicos, resistente a impactos,
altas temperaturas e ao congelamento. Ademais, a superfície lisa do tubo. a ausência de depósitos
de calcário e de corrosão, associadas ao número reduzido de conexões, permitem ao sistema baixos
níveis de perda de carga.

ESPECIFICAÇÃO

O sistema apresenta tubos em bobinas flexíveis e conexões mecânicas de metal (latão), enquanto
outros sistemas apresentam tubos rígidos retilíneos e conexões com solda ou rosca. O s PEX seguem
especificações DIN (Norma de Controle de Qualidade Alemã) ou UNE (Norma de Controle de Qua-
lidade Espanhola), entre outras, dependendo da origem do fabricante ou de seu representante no
território nacional.
CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O sistema utiliza um tubo guia de maior bitola e pode ser aplicado após a etapa de revestimento.

PREÇOS E FORNECEDORES

Geralmente os fabricantes e fornecedores advertem o comprador para os cuidados na manipulação do


produto durante a obra. e também quanto ao uso correto, para que o sistema mantenha o desempenho
previsto no projeto. As entregas e assistência em território nacional também costumam ser disponibilizadas,
bastando apenas ao comprador avaliar se há atendimento na região desejada. É importante salientar que
devem conter no serviço a aplicação dos tubos guia e posterior e a implantação do sistema de tubos PEX e
conexões. E, ao comparar preços, é essencial analisar detalhadamente os vários sistemas e avaliar, por
exemplo, certos itens importantes que farão toda diferença no andamento e na qualidade da obra
em questão, como preço, tecnologia, praticidade e velocidade de instalação, entre outros.

P R A Z O DE E N T R E G A

O prazo de entrega varia de acordo com o fabricante ou fornecedor. E imprescindível ter uma garan-
tia de que o produto será entregue em momento adequado ao cronograma da obra.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O comprador deve sempre observar se o fabricante disponibiliza o sistema completo (tubos e conexões).
A manutenção do controle de qualidade sobre os produtos fabricados e a disponibilidade de manual
de aplicação também são itens importantes, assim como a verificação da qualidade no treinamento da
mão de obra e a assistência de aplicação e técnica. Além disso, é necessário averiguar se o fornecedor
ou fabricante já possui sistemas instalados de comprovação sobre condições de funcionamento.

LOGÍSTICA

Os produtos devem ser transportados em embalagens apropriadas para estocagem no canteiro de obras. Po-
dem ser armazenados no local, porém, como é um material plástico, deve ser protegido de raios ultravioleta.
Devido à flexibilidade, os tubos podem ser entregues em rolos de grande comprimento e as cone-
xões embaladas e separadas por itens, facilitando o trabalho do almoxarifado da obra. Na entrega,
o cuidado a ser tomado é o mesmo para qualquer outro tipo de material, pois embora o PEX seja
muito resistente, é preciso evitar possíveis trincas e outras avarias nos tubos.

NORMAS TÉCNICAS

No momento há uma comissão de estudos da A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas), no âm-


bito do CB2. definindo as especificações brasileiras para tubos PEX e outros (PPR e multicamada).
Atualmente, eles apenas seguem especificações internacionais, como a DIN (Norma de Controle de
Qualidade Alemã) ou U N E (Norma de Controle de Qualidade Espanhola).

Colaborou: Douglas Barreto, pesquisador do Laborató-io de Instalações Pred ais do Centro


Tecnológico do Ambiente Construído do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado
de Sáo Paulo) e Cléverson Aislan Callera. engenheiro de vendas técnicas da Astra S/A.
TUBOS DE COBRE

C u i d a d o s na instalação garantem bom funcionamento do produto

Bianca Antunes - Construção Mercado J9. deiembro/JOOi

ESPECIFICAÇÃO

O s tubos rígidos de cobre são divididos em três categorias: A, E e I, de acordo com a finalidade da
instalação e a pressão de serviço (espessura de parede do tubo). O s da classe A possuem espessura
de parede entre 0,70 mm e 1.50 mm e são indicados para instalações de água quente, água fria, rede
de hidrantes e rede de sprinklers. O s tubos da classe E são usados nas mesmas situações dos da
classe A. além de instalações de calefação e locais em que as pressões de serviço variam entre 14
e 41 kgf/cnr. Têm espessura de parede de O.50 mm a 1.20 mm. Já a categoria I. com espessura de
parede entre 1 e 2 mm. é voltada para instalações de gás combustível, gases medicinais e instalações
em que as pressões de serviço variam de 2 0 a 88 kgf/cm7. Vale ressaltar que. quanto menor o diâme-
tro, maior a pressão de serviço. O s tubos flexíveis são indicados para condução de gás para o fogão
e em sistemas de refrigeração. Ás conexões, necessárias para acoplamento dos tubos, podem ser
produzidas em cobre ou bronze, que é liga do cobre. São soldadas aos tubos com maçarico a gás
e a adesão entre as peças é perfeita se há condições adequadas de limpeza, ajuste e temperatura.

CUIDADOS

O cobre, por ser metal nobre, tem excelente resistência à corrosão. Mas. na presença de águas
agressivas, pode apresentar reação e, com isso, perda de estanqueidade. Assim, é necessário saber
de onde vem a água que irá passar pelos tubos. Q u a n d o o abastecimento for por meio de poços ou
minas, a água deve ser analisada para verificar se possui agressividade e, em caso positivo, ela deve
ser tratada. Quando as tubulações forem enterradas, elas não devem ficar em contato direto com o
solo. para evitar que agentes agressivos reajam com o cobre. É recomendável a proteção da tubula-
ção. que pode ser feita com fitas adesivas.
É preciso tomar cuidados na estocagem do produto, para preservar as qualidades técnicas do mate-
rial. O s tubos e conexões devem ser guardados em locais limpos, e sem contato direto com o solo.
Eles também não devem ficar em contato com produtos químicos, tubos de aço, arame recozido,
aço para construção, ou outro metal que não seja cobre e suas ligas. Devem-se evitar choques me-
cânicos. O s tubos de cobre rígidos devem ser tampados em suas extremidades, para evitar que seu
interior se suje. O s tampões devem ser retirados somente no momento da instalação do tubo.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Há apenas dois fabricantes de tubo de cobre no Brasil e cinco de conexões. A maioria tem sede no
Estado de São Paulo, mas possuem distribuidores em todo o país. A ordem de compra deve conter
informações como norma seguida, diâmetro nominal do tubo, classe (A. E ou I) e marca do fabricante.
A ordem de compra das conexões deve informar se são de cobre ou bronze, a norma seguida, o
diâmetro nominal da conexão e a marca do fabricante. O preço varia dependendo da espessura e
do diâmetro do tubo: quanto maiores, mais caros.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

A vista ou a prazo, dependendo da negociação com o revendedor.

PRAZO DE ENTREGA

Até cinco dias. dependendo da quantidade e local de entrega.

FORMA DE ENTREGA
O s tubos rígidos são fornecidos em barras com comprimento mínimo de 5 m e embalados em filme
plástico. Já os flexíveis são vendidos em rolos de 2 3 0 a 235 m, com 4 0 a 45 kg/bobina. A s conexões
são vendidas a granel. A fábrica pode cortar os tubos no tamanho necessário para a construtora, mas
vai depender do volume pedido. O instalador, com uma serra especial, também pode cortar no local.

REQUISITOS DE QUALIDADE:

Todos os tubos devem seguir as normas da ABNT. que também especifica o diâmetro do produto e sua
espessura. Para facilitar o controle pelo comprador, eles devem ter gravado, a tinta preta, na parede
externa, a norma específica do tubo, o nome do fabricante, diâmetro e espessura da parede e a classe.
O s tubos são fornecidos tamponados, por tampões plásticos em suas extremidades, nas cores verde,
amarelo e azul (respectivamente nas classes E. A e I). o que facilita a identificação das classes.
HIDRÁULICA

NORMAS TÉCNICAS

N B R 5 0 2 0 - Tubos d e c o b r e sem costura para usos gerais

N B R 5 0 3 0 - Tubos d e c o b r e sem costura recozido brilhante, para usos gerais

N B R 5 6 2 6 - Instalações prediais d e água fria

N B R 7 1 9 8 - Projeto e execução d e instalações prediais de água quente

N B R 7 5 4 1 - Tubos d e c o b r e sem costura para refrigeração e ar-condicionado

N B R 7 5 4 2 - Tubos d e c o b r e médio e p e s a d o sem costura para c o n d u ç ã o d e água

N B R 1 1 7 2 0 - C o n e x õ e s para unir tubos de c o b r e por soldagem ou brasagem capilar

N B R 1 3 2 0 6 - Tubo d e c o b r e leve. médio e pesado sem costura, para c o n d u ç ã o

de água e outros fluidos

N B R 1 5 5 2 6 : 2 0 0 9 - Redes d e distribuição interna para gases combustíveis em instala-


ç õ e s residenciais e comerciais - Projeto e execução

NBR 1 3 2 0 6 - TUBOS RÍGIDOS

Classe E Classe A Classe 1

Diâmotro Diâmetro Pressio Diâmetro Pressão Diâmetro


nominal extorno de oxterno de externo x Pressão
Poso Poso Poso
(mm) x Espessura serviço x Espessura serviço Espessura de serviço
(kg/m) (kg/m) (kg/m)
de parede (kgf/ de parede (kgf/ de parede (kgf/cm1)
1
(mm) cm*) (mm) cm ) (mm)

15 15 x 0.50 O.203 41.0 15 x 0.70 0.280 60.0 15 x 1.0 0.392 88.0

22 22 x 0 . 6 0 0.360 34.o 22 x 0.90 0.532 50.0 22 X 1.1 0.644 60.0

28 28 x 0.60 O.46O 26.0 28 x 0.90 0.638 40.0 28 X 1.2 0.901 55.o

35 35 x 0.70 0.673 25.0 35 x l.lO 1.045 40.0 35 x 1.4 1.318 45.0

42 42 x 0.80 O.923 24.0 42 x l.lO 1.261 35.o 42x1.4 1.593 42.0

54 54 x 0.90 1.339 21.0 54 x 1.20 1.775 28.0 54 x 1.5 2,206 34.o

66 66.7 x l.OO 1.839 20.0 66.7 x 1.20 2.200 24.0 66.7 x 1.5 2.737 28.0

79 79.4 x 1.20 2.627 19.0 79.4 x 1.50 3.271 24.0 79.4 x 1.9 4.122 27.0

IO4 104.8 x 1.20 3.48o 14.0 IO4.8 x 1.50 4.337 18.0 104.8 x 2.0 5.755 20.0

Ponto: Procobro
NBR 7541 - TUBOS FLEXÍVEIS

Diâmetro nominal (polegadas) (mm) Diâmetro externo Espessura do Peso (kg/m) Pressão do sorvido (kg/cm 1 )
parede

3/16" 4,76 x 0,79 O.O88 191

1/4" 6,35 x 0.79 0,123 138

5/16" 7.93 * 0,79 O.158 108

3/8" 9,52 x 0,79 0.194 89

1/2" 12.70 x 0.79 0,264 65

5/8" 15.87 x 0.79 0.335 52

3/4" 19,05 x 0.79 0,404 43


Fonto: P r o c o b r o

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colaboraram: Milena Guirâo Prado, coordenadora de marketing do Procobre
o Francisco Landi, da Tesis.
TUBOS DE CONCRETO

No transporte, peças devem ser laçadas externamente


para evitar quebra das extremidades

A n a Paula Rocha - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o ÇO. ; a n e i r o / 2 0 0 9

A i n s t a l a ç ã o d o s tubos e u m d o s p r i m e i r o s trabalhos realizados na obra

O s t u b o s d e c o n c r e t o são utilizados para a c a p t a ç ã o e c o n d u ç ã o d e águas pluviais, e s g o t o sanitário


e efluentes industriais o u para a canalização d e córregos e galerias técnicas. S e m p r e q u e utilizados
n o t r a n s p o r t e d e q u a l q u e r t i p o d e líquido, são assentados d e f o r m a a p r o p o r c i o n a r o e s c o a m e n t o
por gravidade, sob pressão atmosférica e não mecânica.

O d e s e m p e n h o d e uma o b r a d e d r e n a g e m realizada c o m t u b o s d e c o n c r e t o d e p e n d e da q u a l i d a d e d o
p r o d u t o , q u e d e v e s e r f a b r i c a d o d e a c o r d o c o m as n o r m a s d a A B N T ( A s s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e N o r m a s
T é c n i c a s ) , e t a m b é m d a q u a l i d a d e d o p r o j e t o , q u e p r e c i s a s e g u i r as r e g r a s q u e d e t e r m i n a m fatores
c o m o os limites d e velocidades, declividades, d i m e n s i o n a m e n t o estrutural e hidráulico, e n t r e outros.

O v i c e - p r e s i d e n t e d a A B T C ( A s s o c i a ç ã o Brasileira d e T u b o s d e C o n c r e t o ) , A l í r i o Brasil G i m e n e z ,
l e m b r a q u e u m d o s principais fatores q u e os c o m p r a d o r e s d e v e m se atentar é a c o m p a r a ç ã o d o s
preços entre os fornecedores. "Existem alguns p r o d u t o s q u e aceitam algumas informalidades e m seu
p r o c e s s o d e f a b r i c a ç ã o e os t u b o s d e c o n c r e t o n ã o f o g e m a essa regra. N e l e s , as q u a n t i d a d e s de
c i m e n t o e aço d e f i n e m os custos d e fabricação e c o n s e q u e n t e m e n t e os preços d e venda", explica.

P o r isso. a m e l h o r s a í d a é n ã o a d q u i r i r d e t e r m i n a d o s t u b o s a p e n a s p o r c o n t a d o p r e ç o , s e j a e l e
acessível o u não. e s i m c o n s i d e r a n d o se o s p r o d u t o s a t e n d e m as e s p e c i f i c a ç õ e s e s t i p u l a d a s p e l a s
n o r m a s técnicas. " M u i t a s vezes, os t u b o s r e p r e s e n t a m m e n o s d e l % d o valor total d o e m p r e e n d i m e n -
to e uma c o m p r a sem critério técnico p o d e c o m p r o m e t e r t o d o o investimento", explica Gimenez.

ESPECIFICAÇÕES

Existem b a s i c a m e n t e dois tipos d e t u b o s d e c o n c r e t o n o m e r c a d o : os d e j u n t a elástica e os d e j u n t a


rígida. Eles se d i f e r e n c i a m p o r sua finalidade, s e ç ã o transversal e classe d e resistência. O s t u b o s d e
concreto de junta elástica podem ter o sistema de encaixe do tipo ponta e bolsa ou macho-e-fêmea.
sempre com a utilização de anéis de borracha para garantir a estanqueidade no transporte de esgo-
to sanitário ou efluentes industriais.

Já os tubos de junta rígida são utilizados em todos os processos de drenagem, menos para o transporte
de esgoto sanitário, já que os sistemas de encaixe são rejuntados com argamassa de areia e cimento
em vez de anéis de borracha, o que oferece riscos de contaminação do subsolo e do lençol freático.

O s tubos de junta elástica apresentam exigências técnicas mais severas que os tubos de junta rígida
e também são mais caros que o outro modelo. Entre todos os tipos de tubos, os de junta elástica
para cravação, também chamados de "jacking pipe", apresentam custos mais elevados por possibili-
tar a execução de obras de drenagem com as menores interferências na superfície.

NORMAS TÉCNICAS

As normas técnicas da A B N T são diferentes para cada tipo de produto. O s tubos de concreto de
seção circular destinados à captação e condução de águas pluviais e esgoto sanitário devem ser
fabricados de acordo com a NBR 8890/2007. Já os tubos jcicking pipe recebem tratamento diferen-
ciado e devem ser fabricados e controlados tecnicamente pela NBR 1 5 3 1 9 / 2 0 0 7 .

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

A instalação dos tubos é um dos primeiros trabalhos a serem desenvolvidos na obra junto com os
serviços de terraplenagem. Recentemente foi aprovada a NBR 15645 que regulamenta os critérios
técnicos a serem empregados na execução de obras com tubos de concreto.

O s tubos podem ser armazenados no canteiro para uso posterior, desde que de forma correta. O
aconselhado é que os produtos sejam estocados na posição vertical, evitando esforços mecânicos
desnecessários que poderiam ser causados na posição horizontal. Além disso, é importante que
não sejam colocados muito próximos as extremidades das valas, pois podem gerar sobrecargas não
previstas e contribuir para a ruptura do solo e fechamento da vala.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

É possível encontrar fabricantes de tubos de junta rígida em todo o Brasil, porém, não acontece o
mesmo com os de junta elástica, já que 9 5 % dos fabricantes desse produto concentram-se nas regiões
Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Durante a compra, é preciso verificar se o produto atende às exigências
das normas técnicas e se as especificações dos tubos são as ideais para o projeto que vai ser instalado.

LOGÍSTICA

Assim como na estocagem, os tubos de concreto devem ser transportados pelos fonecedores na
posição vertical, devidamente amarrados e travados.

A recomendação só não vale para os tubos destinados à captação de esgoto sanitário, pois esses
produtos são muito compridos e devem ser transportados na posição horizontal.

E importante lembrar que nunca se deve laçar um tubo passando o cabo de aço por dentro dele. porque
pode provocar a quebra dos cantos. O recomendado é que os tubos sempre sejam laçados externamen-
te pelo seu diâmetro com a utilização de cabos de aço flexíveis ou fitas corretamente dimensionadas.
HIDRÁULICA

E N T R E V I S T A C O M A L Í R I O BRASIL G I M E N E Z - RESPONSABILIDADES EM PAUTA

O s tubos de concreto são mais encontrados na região Sul, Sudeste


e Centro-Oeste. C o m o ficam as outras regiões brasileiras?

O s tubos de concreto constituem uma boa alternativa técnica en-


contrada há muito tempo para a realização de obras de drenagem
seja de águas pluviais, seja para captação e condução de esgoto
sanitário. O fato de não encontrarmos fabricantes na região Nor-
deste e existir apenas um na região Norte contribui para a inibi-
ção de algumas obras de saneamento básico nessas áreas, onde
a falta de investimentos e iniciativas governamentais prevalece.

Q u e m deve fazer a compra dos tubos de concreto?

A melhor alternativa é adquirir os tubos de concreto sob a orienta-


A responsabilidade
ção de um profissional capacitado para verificação do atendimento
pela integridade
às exigências normativas, procurando uma relação de custo-benefício
dos tubos é do adequada e dentro de critérios de avaliação técnicos e financeiros.
fabricante até
o momento da E na hora do recebimento do produto, que cuidados tomar?
descarga na obra,
O s tubos devem ser ensaiados segundo os critérios técnicos da NBR
desde que o frete
8890/2007. sempre seguindo as orientações dessa norma para forma-
seja feito por ele ção dos lotes. Além disso, devem ser recebidos na obra nas mesmas
condições técnicas em que foram liberados na fábrica. Qualquer re-
Aliri© B r « " l G i m e n o *
paro aparente poderá ser feito somente se for realizado de comum
v i c c p r o s i d e n t c da A 3 T C (Associação
Brasileira do Tubos do Concroto) acordo entre fabricante e comprador.

O que fazer se o produto estiver com algum dano?

A responsabilidade pela integridade dos tubos é do fabricante até o


momento da descarga na obra. desde que o frete seja feito por ele.
Para evitar maiores problemas, uma boa dica é estocar os produtos
em regiões próximas dos locais de aplicação, minimizando as movi-
mentações até o momento do assentamento.

Há algum material que pode substituir os tubos de concreto?

Além dos tubos de concreto podem ser utilizados para os mesmos


fins os ovoides e as aduelas (com seção retangular).
CHECK-LIST

J São d o i s os t i p o s d e t u b o s d e c o n c r e t o , o d e j u n t a elástica e rígida.

J Os tubos d e c o n c r e t o d e seção circular para a captação e condução de


águas pluviais e e s g o t o sanitário d e v e m ser f a b r i c a d o s d e a c o r d o c o m a N B R
8890/2007.

/ O s t u b o s jacking pipe d e v e m ser f a b r i c a d o s e c o n t r o l a d o s c o n f o r m e a N B R


15319/2007.

J N o r e c e b i m e n t o e m obra, o s t u b o s d e v e m estar nas m e s m a s c o n d i ç õ e s técnicas e m


q u e f o r a m l i b e r a d o s na fábrica.

J O s t u b o s só p o d e m ser e s t o c a d o s na p o s i ç ã o vertical.

J D u r a n t e o t r a n s p o r t e , d e v e m ser laçados e x t e r n a m e n t e .

Colaborou: Alirio Brasil Gimenez. vice-presidente da A8TC


(Associação B'asileira de Tubos de Concreto).
HIDRÁULICA

TUBOS DE PVC

D i f e r e n c i a ç ã o de tipos se dá pelas cores. Programas setoriais da qualidade


auxiliam na identificação d e produtos e m c o n f o r m i d a d e com as normas t é c n i c a s

Bianca A n t u n e s e U b r a t a i Leal - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 4'. d e í e m b r o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

O s tubos de P V C podem ser usados para a condução de água fria ou para esgoto. Nesse último
caso. divide-se em série normal (esgoto doméstico) e reforçada (águas pluviais e ventilação). A di-
ferenciação se faz por meio das cores: marrom para água fria. branco para esgoto sanitário série
normal e bege-pérola para esgoto série reforçada.

Tecnicamente, a diferença entre os tipos de tubos está na resistência à pressão Hidrostática. O s


sistemas para água fria trabalham com água sob pressão, enquanto que o esgoto é conduzido por
gravidade. Por isso, não se deve misturar tubos diferentes na mesma instalação hidráulica.

A especificação não se dá apenas pela utilização que a tubulação terá. O construtor deve considerar
peculiaridades do projeto, como, por exemplo, o caso de tubulações enterradas, que exigem mais
da resistência à compressão do material, além de se verificar o dimensionamento das tubulações e
o atendimento dos parâmetros definidos pelas normas técnicas.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Hoje, 12 empresas participam do Programa de Garantia da Qualidade de Tubos e Conexões de P V C


para Instalações Hidráulicas Prediais. No total, respondem por 18 unidades fabris, espalhadas por Rio
Grande do Norte. Pernambuco, Bahia, Minas Gerais. São Paulo. Paraná e Santa Catarina.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

É difícil especificar as condições oferecidas, já que se dão por vários canais diferentes, como dis-
tribuidores. revendas e home cenlers. Há casos de pagamento em várias parcelas, outros que só
permitem compra à vista.
Como tubos e conexões podem s e r e s t o c a d o s , as e m p r e s a s r e s p o n s á v e i s p e l a d i s t r i b u i ç ã o dos
componentes geralmente têm serviço d e entrega imediata.

FORMA DE ENTREGA

O s t u b o s e conexões são transportados p o r caminhões, q u e d e v e m a t e n d e r a certos c u i d a d o s para


n ã o danificar o u d e f o r m a r os c o m p o n e n t e s . O s p r o c e d i m e n t o s mais c o m u n s são apoiar os t u b o s em
t o d a sua extensão, além d e evitar s o b r e p o s i ç ã o das bolsas, curvar os tubos, balanços, manuseio bru-
to. c o n t a t o c o m e x t r e m i d a d e s p o n t i a g u d a s , c o l o c a r o s c o m p o n e n t e s s o b materiais o u f e r r a m e n t a s e
andar sobre os tubos.

REQUISITOS DE QUALIDADE

A Asfamas (Associação dos Fabricantes d e Materiais para Saneamento) - G r u p o Setorial P V C - im-


p l e m e n t o u o Programa d e Garantia da Q u a l i d a d e d e Tubos e C o n e x õ e s d e P V C para Instalações
Hidráulicas e m 1989. O p r o g r a m a t e m a b r a n g ê n c i a nacional e realiza t e s t e s inclusive e m p r o d u t o s d e
fabricantes n ã o inscritos. A e n t i d a d e e n c a m i n h a relatórios periódicos c o m a relação d e fabricantes
q u e e s t ã o e m c o n f o r m i d a d e c o m as n o r m a s t é c n i c a s e m r e l a ç ã o à resistência à p r e s s ã o e à c o m -
pressão (importante para o caso de tubulações enterradas), dimensionamento. espessura e outros
quesitos.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 5648 - Tubos e conexões d e P V C - U c o m junta soldável para sistemas prediais


d e água fria - Requisitos

NBR 5688 - " u b o s e c o n e x õ e s d e P V C - U para sistemas prediais d e água pluvial, e m


esgoto sanitário e ventilação - Requisitos

Apoio de origenharia: Bogiane Grigoli Pessarelo.


Colaboraram: Natal Garrafoli. diretor do grupo setorial de tubos e conexões de PVC.
e Jairo Cukierman, responsável pelo Programa de Garantia da Qualidade da Tesis.
TUBOS E CONEXÕES DE COBRE

Material suporta altas temperaturas, com ponto de fusão


em torno de 1.083°C para os tubos e conexões e de 2 2 0 ° C
na solda utilizada nas junções com as conexões

Kelly C a r v a l h o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 53, d e r e m b r o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

O s produtos são destinados à instalação hidráulica, gás e refrigeração. O s tubos rígidos de cobre
apresentam, no mínimo. 9.9% de cobre em sua composição e são fabricados nos mesmos diâme-
tros das conexões. O produto é fornecido em três classes, que se diferenciam pelas espessuras
de parede, pesos e pressões de serviço. O s tubos de classe E são recomendados para instalações
hidráulicas prediais, cuja pressão de serviço máxima na rede é de 4.0 kgf/cm 2 ou 4 0 mca. O s tubos
da classe A são utilizados nas instalações de gás e os de classe I são recomendados para instalações
de alta pressão (industriais). As conexões são produzidas com ou sem anel de solda e possuem
pressão de serviço compatível com a dos tubos de cobre. A diferença é que a primeira já vem com a
solda incorporada na própria conexão, não necessitando acrescentar qualquer outra quantidade de
solda externa, já na segunda é necessária a adição de solda no momento de execução dos serviços.
As conexões rosqueáveis são utilizadas em pontos terminais e possuem alta resistência mecânica.

INSTALAÇÃO

A execução é realizada por meio de soldagem. Adiciona-se, após a limpeza das partes, um fluxo
líquido para soldagem a fim de melhor conduzir a solda no momento da aplicação. Em fixações com
abraçadeiras, devem ser previstos materiais isolantes entre os metais. Em flanges e registros que não
são de liga de cobre, a união das peças ocorre com rosca em conexões de bronze, em que o vedan-
te plástico toma a função de isolante metálico. Ao término da montagem, enquanto as tubulações
estiverem totalmente expostas, deve ser previsto o teste hidrostático. a fim de identificar possíveis
vazamentos. C o m o sistema hidráulico pronto, realize a lavagem da tubulação para a retirada de
impurezas e excessos d e materiais p r o c e d e n t e s d a soldagem. A p ó s o teste hidráulico, a água não
d e v e r á ficar e s t a g n a d a na t u b u l a ç ã o , d e v e n d o - s e esvaziá-la o u realizar l a v a g e n s c o n s t a n t e s até a
efetiva utilização d o sistema.

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

O Brasil possui d o i s fabricantes d e t u b o s d e c o b r e e u m n ú m e r o maior d e fabricantes d e conexões.


N o caso de produtos importados, verifique se as especificações estão de acordo c o m as normas
brasileiras d e produto e d e instalações. Certifique-se t a m b é m d e q u e o fabricante possui estrutura
d e p r é e / o u p ó s - v e n d a , a s s i s t ê n c i a t é c n i c a , g a r a n t i a cio p r o d u t o o u s i s t e m a u t i l i z a d o e c e r t i f i c a ç õ e s
de qualidade.

FORMA DE ENTREGA

D e v e ser realizada d e m o d o a evitar c h o q u e s m e c â n i c o s nos tubos. A p ó s a entrega, e s t o q u e os


tubos e conexões e m locais limpos, evite q u e os tubos e c o n e x õ e s fiquem e m contato direto c o m o
solo. c o m p r o d u t o s químicos, c o m t u b o s d e aço. a r a m e recozido, a ç o para c o n s t r u ç ã o o u outro metal
q u e n ã o seja c o b r e e s u a s ligas.

PRAZO DE ENTREGA

D e p e n d e da complexidade d o projeto ou da obra. G r a n d e s fornecedores possuem um estoque


a d e q u a d o desses materiais e m diferentes diâmetros.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

C o m b i n a r c o m o fornecedor.

REQUISITOS DE QUALIDADE

O diâmetro d e v e ser indicado e m milímetros. N a s instalações hidráulicas e d e gás d e v e m ser e m p r e -


g a d o s tubos d e c o b r e s e m costura c o n f o r m e N B R 1320Ó. Por norma, o t u b o rígido para instalações
h i d r á u l i c a s é f o r n e c i d o e m b a r r a s d e 5 m. O n o m e d o f a b r i c a n t e , d i â m e t r o e x t e r n o e e s p e s s u r a da
p a r e d e , classe d o tubo. a n o e trimestre d e fabricação d e v e m estar g r a v a d o s n o s tubos, c o m tinta
legível. E m i n s t a l a ç õ e s d e g á s ( G N e G L P ) . a s n o r m a s t é c n i c a s s o m e n t e a d m i t e m o u s o d e t u b o s d e
c o b r e c o m e s p e s s u r a m í n i m a igual a 0.8 m m . N a s c o n e x õ e s c o m rosca, a s bitolas s ã o e x p r e s s a s em
p o l e g a d a s . N a s c o n e x õ e s m i s t a s s o l d a a rosca, a p a r t e s o l d á v e l é e x p r e s s a e m m i l í m e t r o s (varia d e 15
a 104 mm) e a parte rosqueável é expressa e m polegadas.
NORMAS TÉCNICAS

Normas de produto
NBR 13206 - Tubo de cobre leve, m é d i o e p e s a d o s e m costura, para c o n d u ç ã o de
fluidos

N B R 1 1 7 2 0 - C o n e x õ e s p a r a unir t u b o s d e c o b r e por s o l d a g e m o u b r a s a g e m capilar

NBR 14745 - T u b o d e c o b r e flexível s e m c o s t u r a p a r a c o n d u ç ã o d e fluidos - R e q u i s i t o s

N B R 7 5 4 1 - Tubo d e cobre sem costura para refrigeração e ar-condicionado - Requisitos

N B R 5 0 1 9 - P r o d u t o s e ligas d e c o b r e - Terminologia

Normas de instalações
Agua Quente: NBR 7198 - Projeto e execução d e instalações prediais d e água quente

Água Fria: NBR 5626 - Instalação predia d e á g u a fria

G á s : NBR 1 5 5 2 6 : 2 0 0 9 - Redes d e distribuição interna para gases combustíveis em


instalações residenciais e comerciais - Projeto e execução

Incêndio
NBR 10897 - Proteção contra incêndio por chuveiros automáticos

N B R 13714 - Sistemas d e hidrantes e d e mangotinhos para combate a incêndio

Apoio do engenharia: Pogisno Grigoli Pcssarolo,


Colaborou: engenheiro João Guilherme Aguiar, da Cyprium Consultoria de Produtos em Cob^e
e Consultor Técnico do Procobre (Instituto Brasile ro do Cobre).
TUBOS E CONEXÕES DE PVC

Produtos devem ser escolhidos de acordo com a aplicação

K«lly C a r v a l h o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 52. n o v e r r . b r o / J O O i

ESPECIFICAÇÃO

O s tubos e conexões de P V C diferem conforme a aplicação, sendo destinados a sistemas hidráulicos


prediais de esgoto sanitário, ventilação e águas pluviais, sistemas hidráulicos prediais de água fria e
sistemas hidráulicos prediais de água quente. No mercado, pode-se encontrar tubos e conexões de
P V C para água fria (cor marrom), para esgoto sanitário série normal (cor branca) e série reforçada
(cinza-claro). O s tubos e conexões para esgoto série normal são empregados em sistemas prediais
de esgoto sanitário e ventilação, e a série reforçada em sistemas prediais de esgoto sanitário, venti-
lação e águas pluviais. Há também os tubos e conexões de P V C para água quente, conforme a NBR
5683/99 - Sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e ventilação - Tubos e conexões de
P V C . tipo D N - Requisitos.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há pontos de vendas e fornecedores com políticas próprias. Alguns fazem visitação e acompanha-
mento na obra, enquanto outros vendem direto. Portanto, a construtora deve avaliar o atendimento
mais adequado às necessidades da obra. Além do atendimento e do preço, é importante que a
escolha seja baseada na qualidade da marca. Atualmente, o Programa de Garantia da Qualidade
de Tubos e Conexões de P V C para Instalações Hidráulicas possui 12 empresas participantes, que
correspondem a 18 unidades fabris. Essas empresas são responsáveis por. aproximadamente. 9 1 % da
produção nacional de tubos de P V C para instalações hidráulicas prediais*.
* A luta do fabricantes podo w r encontrada no sito do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat - www.cidadcs.gov.br/pbqp-h
HIDRÁULICA

FORMA DE ENTREGA

O s produtos d e v e m estar acondicionados ao chegar no canteiro. Alguns revendedores já colocam o


produto nos andares indicados.

PRAZO DE ENTREGA

A maioria dos fornecedores trabalha com o produto estocado, portanto, a entrega pode ser imediata.
Medidas de menor volume de venda devem ser e n c o m e n d a d a s c o m dez a 3 0 dias de antecedência.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

Variam d e acordo c o m a quantidade e do canal d e distribuição. E m geral, o pagamento p o d e ser


feito em 3 0 e 6 0 dias.

REQUISITOS DE QUALIDADE

O s tubos e conexões d e P V C para sistemas hidráulicos prediais d e v e m atender aos requisitos espe-
cificados nas Normas Brasileiras N B R 5648/99 - Sistemas Prediais de Água Fria - Tubos e C o n e x õ e s
de P V C 6.3. P N 7 5 0 KPa. com Junta Soldável - Requisitos-, N B R 5688/99 - Sistemas Prediais d e Água
Pluvial, Esgoto Sanitário e Ventilação - Tubos e C o n e x õ e s d e P V C , tipo D N - Requisitos.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria - Estabelece exigências e recomen-


d a ç õ e s relativas ao projeto, execução e manutenção da instalação predial d e água fria

NBR 8160:1999 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Estabelece exigências e


recomendações relativas ao projeto, execução, ensaio e manutenção dos sistemas
prediais de esgoto sanitário, para atender as exigências mínimas quanto à higiene, se-
gurança e conforto dos usuários

Apoio de engenharia: Regiane Gr-goli Pessarelo.


Colaboraram: Tes>s (Tecnologia de Sistemas em Engenharia) e Natal José Garrafoli. diretor do grupo
setorial de PVC da Asfamas (Associação Brasileira dos Fabricantes do Materiais e Equipamentos para
Saneamento).
TUBOS E CONEXÕES
PARA ÁGUA FRIA

Dimensionamento deve ser feito por profissional capaz de identificar


qual material possui vazão e pressão adequadas para os aparelhos hidráulicos

A n a Pau'* Rocha - G u a da C o n s f u ç J o 94. m a i o / 2 0 0 9

A t t u b u l a ç õ e s para água fria se d i f e r e n c i a m d e a c o r d o c o m o s m a t e r i a i s


nas q u a i s são f a b r i c a d a s , s u a s r e s i s t ê n c i a s ás p r e s s õ e s e t e m p e r a t u r a s s u p o r t a d a s

Tubos e conexões compõem o sistema hidráulico de uma edificação e são responsáveis por conduzir a
água fria até os pontos de consumo ou descarga. O sistema é instalado em três fases na obra: as pru-
madas ligam a fonte de água da edificação do seu nível superior aos inferiores; a distribuição conecta as
prumadas aos ambientes; e os ramais e sub-ramais fazem a água chegar aos pontos d e consumo.

O s produtos podem ser fabricados em aço-carbono, cobre, P V C (policloreto de vinila). P E X (polietileno


reticulado) e PPR (polipropileno randômico). "A utilização de cada sistema depende do projeto desen-
volvido. pois os preços dos materiais variam. De acordo com o empreendimento, viabiliza-se um ou outro
sistema", explica Marta Tomaz, engenheira hidráulica.

Independentemente d o sistema escolhido, sempre haverá pequenas perdas do material, pois. eventual-
mente, os produtos são danificados ou não são evitadas sobras d e pontas ao cortar o tubo para que se
faça cada parte do encanamento. Por isso, é importante elaborar um projeto detalhado para orientar a
execução do sistema e até mesmo fazer um protótipo para servir d e referência e reduzir as perdas.

ESPECIFICAÇÕES

Além do material no qual são fabricados, os tubos e conexões se diferenciam de acordo com sua resis-
tência à pressão e temperaturas. Por isso. os produtos feitos em P V C . polipropileno. sistema P E X e cobre
são os mais usados para sistemas hidráulicos d e água fria. pois suportam somente temperaturas de 2 0 ° C .
no primeiro caso, ou até 8o<>C. nos outros três. Já os tubos e conexões fabricados em aço-carbono são
capazes de conduzir água com até 2 0 0 ° C .

Devido a essas diferenças, para garantir o bom desempenho das tubulações de água fria, o dimensiona-
mento dos produtos deve ser feito por um profissional capaz de identificar qual material possui vazão e
pressão confortável e econômica para os aparelhos hidráulicos de determinado empreendimento.

NORMAS TÉCNICAS

A instalação dos tubos e conexões deve seguir as recomendações da A B N T NBR 5626, que determina
como elaborar o projeto, realizar a execução e manutenção do sistema hidráulico de água fria. Já em
relação à fabricação, cada tipo de produto possui a sua própria norma técnica. Por exemplo, os tubos e
conexões de P V C marrom soldáveis e branco roscáveis obedecem à NBR 5648 e NBR 5680, respecti-
vamente. O s tubos fabricados em cobre, classe I. A e E. devem seguir as determinações da NBR 1320Ó.

Também utilizados para água quente, os tubos de aço-carbono com ou sem costura são fabricados de
acordo com a norma EN 10255 e NBR 5580, e os tubos de aço-carbono preto ou galvanizado, segundo
a A S T M A120. Já a fabricação das conexões de ferro maleável galvanizadas obedece à NBR 6943. No
caso de aço-carbono. as referências são as normas ANSI-Bló.9 e A S T M A234 W P B .

As normas técnicas de outros materiais como polipropileno e do sistema PEX estão em discussão
nas comissões de estudo da A B N T (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

CUIDADOS DURANTE A E X E C U Ç Ã O

A instalação dos tubos e conexões de água fria é iniciada pelas prumadas e. posteriormente, assim
que executadas as alvenarias. Alguns pontos devem ser analisados com cuidado para que se evite
o desperdício exagerado de materiais de construção. E importante verificar, por exemplo, se há a
necessidade de quebrar a base para fazer o embutimento da tubulação, como em paredes de blo-
cos. e qual o nível de dificuldade para esse procedimento, já que podem existir pontos de concreto.
C a s o não haja dificuldades relevantes, o próximo passo é constatar se o equipamento utilizado para
quebrar a parede ou o piso está disponível. Mas. se o procedimento for difícil, uma boa clica é fazer
o embutimento em paredes ocas ou usar carenagens ou shafts (peças para cobrir a tubulação).

No entanto, para isso, é preciso determinar previamente a posição predominante das tubulações (na
parede, no teto. no piso etc.) e contratar uma equipe capacitada para a execução do serviço. Outra
dica importante é não deixar faltar material no local da instalação para que não se perca tempo com
novas compras. Também é válido observar se a quantidade de conexões por metro de tubulação é
suficiente, pois o número maior ou menor do material aumenta a dificuldade de acoplamento.

LOGÍSTICA

O s tubos devem ser transportados em feixes devidamente amarrados e as conexões embaladas em


caixas ou sacos plásticos. Antes de recebê-los. o recomendado é conferir se o material corresponde
às especificações definidas e se não apresentam defeitos.

No descarregamento, os tubos precisam ser manuseados com cuidado para não sofrerem trincas,
amassados ou quebras. O s produtos podem ser armazenados para uso posterior desde que sejam
devidamente identificados e colocados em locais apropriados, como baias com alturas definidas ou
em gavetas, no caso das conexões.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s fornecedores de tubos e conexões são encontrados em todo o Brasil principalmente nas regi-
ões Sul e Sudeste. Para selecionar o fabricante, o ideal é verificar sua capacidade de fornecimento,
o prazo a ser cumprido e facilidades no caso de manutenções futuras. Outro ponto importante é
encomendar materiais que sigam as especificações do projeto da obra. verificando se os tubos e
conexões estão compatíveis quanto à pressão de trabalho, acabamento e limpeza.

E N T R E V I S T A C O M NATAL J O S É G A R R A F O L I - PROGRAMA DA QUALIDADE

C o m o selecionar os fornecedores de tubos e conexões?

Uma importante fonte de informações que pode ser consultada na


hora de comprar tubos e conexões para sistemas hidráulicos prediais
é o site do P B Q P - H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtivi-
dade do Habitat). Ao comparar preços, se pode consultar a "Relação
de Empresas Qualificadas" e "Marcas Não Conformes" do programa,
que são divulgadas trimestralmente no site do P B Q P - H . Isso garante
que o consumidor adquirirá um produto de qualidade de certa marca
comercial. No entanto, o programa só faz avaliações de tubos e cone-
xões de P V C para instalações prediais, tubos de aço-carbono para
uso comum na condução de fluidos e conexões de ferro maleável.
Uma importante
fonte de
C o m o as empresas fornecedoras são avaliadas?
informações que
pode ser consultada Uma entidade independente constantemente as avalia quanto ao
na hora de comprar atendimento dos requisitos especificados pelas normas brasileiras.
Essas avaliações são realizadas por meio de auditorias em fábrica, não
tubos e conexões
agendadas, em que são realizadas análises dimensionais e coletadas
para sistemas
amostras para a realização de ensaios laboratoriais.
hidráulicos prediais é
o site do P B Q P - H
Muitas empresas participam dessa avaliação?
Natal José GarrafoN
diretor do Grupo Sotorial do
Não sei quanto aos tubos de aço-carbono e conexões de ferro male-
Tubo* e Conexões de Plásticos ável, mas atualmente, o programa de garantia da qualidade de tubos
da Asfamas (Associação Bras leira e conexões de P V C para instalações hidráulicas possui 13 empresas
dos Fabricantos do Materiais o
Equipamentos para Saneamento)
participantes, o que correspondem a 2 0 unidades fabris. Essas em-
presas são responsáveis por, aproximadamente. 9 1 % da produção na-
cional de tubos de P V C .
HIDRÁULICA

CHECK-LIST

J O sistema hidráulico p o d e ser subdividido em três partes: prumadas, distribui-


ç ã o e ramais e sub-ramais.

/ O s tubos e conexões variam de acordo com o material no qual são fabricados,


sua resistência à pressão e temperaturas suportadas.

J O s produtos p o d e m ser feitos em aço-carbono, cobre, P V C . P E X e PPR.

/ A N B R 5ó2ó fixa a maneira e os critérios pelos quais devem ser projetadas as


instalações prediais d e água fria.

J Além disso, cada tipo d e tubo e conexão possui normas próprias para a fabri-
cação.

J É importante que se faça um projeto detalhado para a execução e até mesmo


um protótipo para servir de referência e evitar desperdícios excessivos de
material.

/ O s produtos só p o d e m ser armazenados para uso posterior se forem estoca-


d o s da maneira correta.

Colaboraram: Natal José Garrafoli. diretor do Grupo Setorial de Tubos e Conexões de Plásticos da
Asfamas (Associação 3rasileira dos Fab'icantes de Materiais e Equipamentos para Saneamento) e
Marta Tomaz. engenheira hidráulica.
244
como comprar

REVESTIMENTO

Forros de P V C
Forros Drywall
Mármores e granitos
Pavimento intertravado de concreto
Pavimentos intertravados
Piso intertravado
Pisos de concreto estampados
Pisos elevados
Pisos vinílicos
Revestimentos acústicos
Revestimentos cerâmicos para piso
REVESTIMENTO

FORROS DE PVC

P B Q P - H disponibiliza lista de fabricantes em conformidade com as normas

Bianca A n t u n e t - C o m t r v i ç S o M e r c a d o W . m a í o / J O O d

ESPECIFICAÇÃO

O forro de P V C é formado por réguas (perfis) que se encaixam. O sistema mais comum de encaixe é
o tipo macho e fêmea. As medidas podem variar, mas a maioria dos fabricantes produz réguas de 3 a
12 m de comprimento (a de 6 m é a mais utilizada). Tamanhos fora de padrão podem ser encomenda-
dos. mas é preciso Ipvar pm conta a forma de transporta das p^ças - verificar, por «^x^mplo, sp caberá
na carroçaria de um caminhão. Não há. também, limites de altura ou de espessura das peças, mas é
recomendável que tenham peso médio de 1.9 kg/m 2 . O produto é disponibilizado em cores variadas,
inclusive com imitação de madeira. Na hora da compra, é importante verificar se o fabricante possui
uma linha completa de acessórios de acabamento, para garantir que tenham a mesma cor do forro.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Má mais de 70 fabricantes no Brasil, ainda que apenas oito deles estejam em conformidade com as
normas. Apesar de parecer um número pequeno, essas empresas representam cerca de ó O % do
mercado nacional de forros e estão presentes em todo o Brasil. Mas não são os fabricantes que ins-
talam - para isso, há empresas especializadas. O construtor, no caso. pode deixar todo o trabalho de
compra e execução para o instalador. Outra opção é comprar o forro do fabricante (ou da revenda)
e contratar, separadamente, apenas o serviço de instalação.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Depende da negociação com o fornecedor. O parcelamento para 3 0 e 6o dias é mais comum.

P R A Z O DE E N T R E G A

Estoque e distância para transporte são dois fatores que influenciam no prazo de entrega. Mas, nor-
malmente. pode variar de cinco a dez dias.

F O R M A DE E N T R E G A

São embalados em pacotes com dez réguas cada e cobertos por um plástico transparente, com as
pontas protegidas com papelão (onde ficam as informações do fabricante).

CUIDADOS C O M TRANSPORTE E MANUSEIO

É preciso estar atento à forma com que as réguas são amarradas na hora do transporte - a carroçaria
deve ter tamanho suficiente para que as réguas fiquem retas, ou seja. nunca se deve deixá-las para
fora. Assim, evita-se que entortem ou que se formem ondulações. Pelo mesmo motivo, é preciso
estocá-las em local plano e nunca apoiar outros materiais em cima das placas. O empilhamento
máximo deve ser de dez pacotes.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O produto possui programa de qualidade, por meio do P B Q P - H . As normas técnicas são relati-
vamente novas - foram publicadas pela primeira vez em 1999. O s perfis passam por testes como
medição da deformação máxima devido ao calor, características mecânicas, resistência ao impacto,
linearidade (para que haja um encaixe perfeito), entre outros. Todas as empresas (conformes e não-
conformes) têm seus produtos ensaiados periodicamente - seja com perfis retirados na fábrica ou
nas lojas. A página web do P B Q P - H (www.cidades.gov.br/pbqp-h) disponibiliza a relação das empre-
sas em conformidade.
REVESTIMENTO

NORMAS TÉCNICAS

NBR 14285 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - R e q u i s i t o s

NBR 14286 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a e s t a b i l i d a d e d e as-


pecto ao calor

NBR 14287 - Perfil d e P V C rígido p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a e s t a b i l i d a d e d i m e n s i o n a l

NBR 14288 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a m a s s a e s p e c í f i c a

NBR 14289 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a resistência a o i m p a c t o

NBR 14290 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a planicidade

N B R 1 4 2 9 1 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a e s t a b i l i d a d e a o i n t e m -
perismo provocado artificialmente

NBR 14292 - Perfil d e P V C rígido p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d a massa linear

NBR 14293 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - V e r i f i c a ç ã o d o a s p e c t o visual

NBR 14294 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d o d e s v i o d e linearidade

NBR 14295 - Perfil d e P V C r í g i d o p a r a f o r r o s - D e t e r m i n a ç ã o d o t e o r d e cinzas

N B R 1 4 3 7 1 - F o r r o s cie P V C r í g i d o p a r a i n s t a l a ç ã o e m o b r a - Procedimentos

Apoio de engenharia: Regiane Grígoli Pessarelo.


Colaborou: José Carlos Rosa. gerente do PSQ de Forros de PVC pelo PBQP-H
e p'esidente da Afap (Associação Brasleira dos Fabricantes de Perfis de PVC).
FORROS DRYWALL
Erro comum é comparar preços de produtos com especificações incompatíveis

Ana Paula Rocha - Gua da Construção - Construção M*rc«do ÔJ. junho/2008

N o r e c e b i m e n t o d o m a t e r i a l , é p r e c i s o verificar se as cKapas
não a p r e s e n t a m c a n t o s q u e b r a d o s o u f e r r u g e m n a e s t r u t u r a d e s u p o r t e

O forro drywall é u m sistema construtivo para uso interno f o r m a d o por chapas d e gesso acartonado
d e alta resistência acústica e m e c â n i c a . M u i t o utilizado nos Estados U n i d o s e na Europa, n ã o utiliza
n e m á g u a n e m c i m e n t o . Sua m o n t a g e m é realizada p o r a c o p l a m e n t o m e c â n i c o , s e n d o q u e as c h a p a s
são suportadas p o r u m a estrutura fabricada e m aço galvanizado. A instalação é rápida, limpa e não
acumula entulho.

A s s i m c o m o nos f o r r o s c o n v e n c i o n a i s , t a m b é m é possível fixar luminárias, a r - c o n d i c i o n a d o . s o m e


sprinkler. E x i s t e m lojas e s p e c i a l i z a d a s q u e c o m e r c i a l i z a m b u c h a s d o t i p o e x p a n s i v a s o u basculantes
e s p e c i a i s para os f o r r o s drywall.

ESPECIFICAÇÕES

As especificações técnicas dos forros drywall v a r i a m c o n f o r m e as n e c e s s i d a d e s d o p r o j e t o , porém


d e v e m s e m p r e seguir as r e c o m e n d a ç õ e s d o M a n u a l d e P r o j e t o d a A s s o c i a ç ã o D r y w a l l o u o m a n u a l
específico de cada fabricante do sistema. É preciso observar as distâncias entre as fixações e os
detalhes como a espessura da chapa, sua resistência ao fogo e à umidade, e cargas a serem acres-
centadas, já que esses itens dependem da área do forro e podem exigir novos cuidados.

A diferença básica entre os diversos tipos de forros drywall está na estrutura de suporte às chapas
e se estas são removíveis ou não. Além disso, ainda existem peças com maior vedação acústica e
chapas lisas, curvas, inclinadas ou trabalhadas de acordo com o projeto.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O passo iniciai e fundamental para a instalação dos forros drywall é a criação de um projeto que leve
em consideração todas as exigências e limitações da arquitetura, sua segurança, o grau de exposição
que as vedações externas estão submetidas e a localização de portas e janelas, para que assim se
escolha o tipo de forro que atenda às necessidades do usuário. Um projeto benfeito reduz custos e
futuras patologias, como fissuras.

A aplicação do sistema de chapas deve ser feita após a execução da superestrutura. das vedações
verticais, do acabamento das paredes e da garantia de que não haverá vazamento ou infiltração acima
do forro. Apesar de ser possível acrescentar ou revisar instalações após o forro pronto, é recomendado
que todos os sistemas de iluminação, ar-condicionado. som, telefonia e sprinkler já estejam instalados.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O maior cuidado a ser tomado na escolha de fornecedores é a qualificação da mão de obra con-
tratada. Para um melhor desempenho, os forros drywall devem ser instalados por especialistas que
saibam escolher materiais dentro dos padrões da A B N T e que atendam às necessidades do projeto.
Um dos principais erros cometidos é a comparação de preços de produtos com especificações que
não são compatíveis entre si.

LOGÍSTICA

O s forros drywall são transportados pelo fornecedor sobre paletes, devidamente protegidos contra
a umidade e outros danos que podem diminuir o desempenho do produto. Na hora do recebimento
do material, é preciso verificar se as chapas não apresentam cantos quebrados, bordas rasgadas,
faces molhadas ou rasgadas e se não há pontos de ferrugem nos metais. Também é importante esco-
lher um local de estocagem coberto e armazenar as chapas afastadas do chão plano, sobre estrados
ou pontaletes, protegidas por manta plástica.

NORMAS TÉCNICAS

No Brasil, apesar de não existirem normas específicas para forros em drywall. existem quatro normas
sobre chapas em gesso acartonado. A NBR 14715-1 e NBR 14715-2 referem-se à fabricação de chapas;
a NBR 15217 é referente à fabricação de perfis de aço para sistemas de gesso acartonado. Também
está em elaboração uma norma sobre montagem de drywall e dos demais componentes. A quarta
norma é a 15758-2 que trata dos requisitos para sistemas usados como forros.

C o l a b o r a m : dr. Cláudio Vicente Milidicri. pesquisador do IPT (Instituto dc Pesquisas


Tecnológicas do Estado de Sào Paulo). Kurt André Aman. coordenador do curso de Engenharia
Civil do Centro Universitário da FEI (Faculdade do Engenharia Industrial) o Elizabeth Montefusco
Lopes, professora do Instituto Maua de Tecnologia.
MÁRMORES E GRANITOS

A diversidade de características das pedras não comporta a escolha apenas


por razões estéticas: é a correta especificação que garante maior durabilidade

Kelly C a - v a l h o - C o r v j i r u ç â o M e r c a d o 51. o u l u b r o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

O s granitos - rochas silicáticas compostas predominantemente por quartzo e feldspato - e os már-


mores - compostos por rochas carbonáticas - são os principais tipos de rochas ornamentais. Am-
bos têm aplicações semelhantes, para revestimento e adorno. C o m o existem mais de ó o o tipos de
granitos e cerca de 5 0 tipos cie mármores, com uma série de características diferenciadas, deve-se
verificar não só o efeito estético, mas também a durabilidade, a resistência mecânica e a flexibilidade
na escolha do produto, de acordo com a finalidade do projeto.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O Brasil tem cerca de 1.500 mineradoras. 1.5OO serrarias e 9 mil marmorarias que fornecem o pro-
duto ao consumidor final. C o m o as pedras exigem um trabalho apurado de corte e acabamento, é
importante cautela na hora de encomendar o serviço, observando, inclusive, a tradição do marmo-
rista que fornece o trabalho.
REVESTIMENTO

FORMA DE ENTREGA

Em geral as pedras são entregues em paletes, principalmente em grandes obras. A forma de entrega,
no entanto, varia de região para região. Em São Paulo, por exemplo, contrata-se o serviço acabado,
com a medição e colocação das pedras. Já em Minas G e r a i s e Espírito Santo, em geral, depois do
material comprado, contrata-se um profissional para fazer o desenho e o trabalho de marmoraria.

PRAZO DE ENTREGA

Depende do tipo e do volume do material. Para produtos sob encomenda devem ser feitos com até
três meses de antecedência. Para as pedras padronizadas, é possível a entrega imediata ao pedido.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

O s fornecedores de produtos encomendados sob medida exigem, em geral, um pré-pagamento de


3 0 % a 4 0 % . No caso das pedras padronizadas não é necessário dar um sinal, pois o material já pode
estar disponível na prateleira.

REQUISITOS DE QUALIDADE

As rochas sofrem solicitações naturais que provocam desgaste, perda de resistência mecânica, fissu-
ração, manchamento, eflorescência de sais e mudanças de coloração. Para prever esses problemas
a correta especificação diante do uso pretendido é importante.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 2 0 4 2 - Desgaste por abrasão

1 5 8 4 5 : 2 0 1 0 - Rochas para revestimento - Métodos de ensaio

Apoio d© engenharia: Regiane Grtgoli Pessarelo.


Colaborou: Sérgio Azeredo, presidente da Abirochas
(Asiociaç3o Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais).
PAVIMENTO INTERTRAVADO
DE CONCRETO

C o n h e ç a os principais cuidados de especificação,


transporte, recebimento e instalação do produto

Gustavo Nárlir - Guia da c o m U u ç A o >03. Í e v « r e > o / 2 0 i 0

N o r m a do o x o c u ç á o d o p a v i m e n t o s c o m b l o c o s i n t c r t r a v a d o s d o c o n c r o t o dovo entrar c m vigor no s e g u n d o s e m e s t r o

O pavimento intertravado de concreto é composto por peças pré-moldadas de concreto (lajotas ou blocos)
feitas de cimento estrutural branco e pigmentos especiais. É utilizado na pavimentação de calçadas, vias
urbanas, praças, pátios de armazenamento, entre outros. Às peças são assentadas sobre uma camada de
areia firmada sobre base granular ou cimentada. As dimensões das peças variam de acordo com o projeto.

O material é de instalação simples, tem efeito antiderrapante e pode ser utilizado inclusive para locais de
tráfego pesado. Outra característica é a facilidade de manutenção, visto que em caso de patologias apenas
as peças afetadas são trocadas ou recolocadas. Uma particularidade pouco observada do pavimento é que.
em sua maioria, possui cor clara e pode gerar reflexão da luz do sol. o que permite maior luminosidade. "Isso
proporciona maior reflexão da luz solar durante o dia. consequentemente menor geração de calor. Já, à noi-
te, há uma maior reflexão da iluminação resultando em menor consumo de energia", observa o engenheiro
Cláudio Oliveira, gerente do projeto Indústria da A B C P (Associação Brasileira de Cimento Portland).

ESPECIFICAÇÕES

A fabricação, utilização e instalação do pavimento intertravado de concreto devem atender às exi-


gências determinadas na NBR 9781. que classifica como padrão o formato geométrico regular e
especifica uma resistência mínima de compressão maior ou igual a 35 MPa. Em casos de tráfego de
veículos especiais ou risco de abrasão. a resistência deve ser maior ou igual a 5 0 MPa. E fundamental
que as arestas da face superior dos blocos intertravados estejam bisotadas e possuam dispositivos
eficientes na transmissão de carga de um bloco a outro.

Além disso, é importante que o pavimento seja fabricado com um controle adequado do concreto. "A
fabricação do pavimento deve ser feita por processos que assegurem a obtenção de concreto sufi-
cientemente homogêneo, compacto e de textura lisa", adverte Márcio Joaquim Estefano de Oliveira,
professor de materiais de construção do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia.
LOGÍSTICA

É recomendado que o material seja transportado em paletes da fábrica ao canteiro de obras pelo for-
necedor. No recebimento, é importante fazer uma análise visual que permita verificar se as peças estão
homogêneas, com aparência igual è da amostra da compra e se detêm as especificações necessárias
ao projeto a ser construído. Se houver dúvidas por parte do cliente, há recomendações previstas na
norma NBR 9780.

O s engenheiros Lucas Bach Adada. mestre em Engenharia Civil pela U F S C (Universidade federal de
Santa Catarina), e Paulo Roberto Ramos, doutor em Engenharia da Produção pela U F S C , apontam
orientações para o recebimento do produto: observar a permeabilidade e porosidade das peças
de concreto, que devem apresentar dificuldade em absorver a água; fazer um teste de massa, pois
quanto mais leve se apresentar, menos resistente; verificar se há grande variação na qualidade de
cor, que identifica um problema na compactação do concreto.

Deve-se averiguar, antes da compra, se o fornecedor oferece todas as garantias de fabricação, como
no caso cie problemas com a resistência à compressão e com a variabilidade nas dimensões.

C U I D A D O S DE I N S T A L A Ç Ã O

De acordo com os especialistas consultados, é preciso cuidado especial ao executar o subleito, terreno
de fundação que é base da estrutura do pavimento. É recomendável verificar se a camada e o mate-
rial de assentamento apresentam uniformidade e umidade natural (em torno de 4%). de modo a não
prejudicar a preparação do colchão de areia com a espessura e granulometria especificada no projeto.

Para evitar que as peças se soltem, deve-se promover um adequado preenchimento das juntas,
além de uma contenção lateral firme e. após a compactação, utilizar uma placa vibratória ou socador
manual apropriado.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s valores das peças de concreto variam, principalmente, de acordo com a espessura, tipo de uso
e região de produção.

Quanto aos fornecedores, há uma boa distribuição nas regiões Nordeste, Centro-Oeste. Sudeste
e Sul. De acordo com as fontes consultadas, o Brasil inteiro pode ser atendido, exceto o Estado do
Amazonas, que ainda enfrenta dificuldades no recebimento do material.

NORMAS TÉCNICAS

As peças cie concreto que são utilizadas no pavimento intertravado são regulamentadas de acordo
com a NBR 9780. de 1987. que determina os padrões de resistência à compressão, e a N B R 9781,
também de 1987, que traz as especificações.

Está em elaboração pelo CBi8. Comitê Técnico Normativo responsável por elaborar e atualizar as
normas técnicas para cimento, uma norma destinada exclusivamente aos pisos intertravados de con-
creto. C o m isso. as construtoras e os fabricantes vão passar a contar com uma referência técnica que
irá diminuir o uso inadequado do produto.
CHECK-LIST

y Consultar somente empresas que atendem as normas e, de preferência, que


tenham selo de qualidade.

/ Antes de efetuar a compra do material, confirme a existência de garantias de


fabricação, que possibilitem a manutenção ou troca do produto.

v/ No recebimento, verificar se as peças de concreto utilizadas no pavimento


foram transportadas por paletes de forma adequada.

y A N B R 978o e a N B R 9781 são as normas que determinam as especificações


do pavimento intertravado de concreto.

ENTREVISTA COM CLÁUDIO OLIVEIRA - REVISÃO DE NORMAS

Por que o CBl8 criou um grupo de trabalho para revisar as normas


nacionais de pavimentação de peças com blocos pré-moldados?
Essa necessidade foi levantada pelo mercado. C o m a crescente utili-
zação desse sistema, começamos a notar muitos problemas de execu-
ção. O s contratantes, que são as construtoras, prefeituras e consumi-
dores finais, sempre reclamavam da qualidade da execução e da falta
de parâmetros para questionar o responsável pela obra. No início, em
parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial),
nosso foco era o de aprimorar o treinamento da mão de obra dos apli-
cadores. Mais tarde, surgiu a necessidade da elaboração da norma.

C o m a crescente Qual a importância da elaboração de uma norma de execução do


utilização desse pavimento intertravado de concreto? Há previsão para o seu fun-
sistema, começamos cionamento?
a notar muitos A importância está na unificação do procedimento de execução e cia
criação de uma referência com força de lei. Isso facilita os processos
problemas de
de licitação, pois as prefeituras não precisarão detalhar como deve
execução
ser executada a obra. A previsão é que a norma entre em vigor no
segundo semestre de 2010.
C U u d i o Oliveira
engenheiro o gerente do projeto
Indústria da A 8 C P Essa é a primeira norma mundial no segmento. Por que ela foi ins-
taurada no Brasil antes dos demais países?
Na veidade. existem dois mudos de vei esse assunto. Um deles se-
ria entender que em mercados onde o pavimento intertravado já está
consolidado há bastante tempo, como nos EUA. talvez não haja a ne-
cessidade de uma norma oficial para dizer como o sistema deve ser
executado. O outro é o fato de que nos demais países vigoram apenas
normas de especificação do produto, ou seja. das peças de concreto.

Colaboraram: Cláudio Oliveira, engenheiro especialista em tecnologia do concreto e gerente do


projeto Indústria da ABCP. Lucas Bach Adada. engenheiro civil e supervisor de processos da
Ergofoto Engenharia o Aorolevantamentos S.A. Márcio Joaquim Estefano do Oliveira, profossor de
materiais de construção do curso de engenharia civil do Instituto Mauá de Tecnologia. Paulo Roberto
Ramos, engenheiro de produção e assessor de produçôo e transportes da Engefoto Engenharia e
Aerolevantamentos S.A.
PAVIMENTOS INTERTRAVADOS

Flexíveis e aplicáveis em ruas e até aeroportos, os pisos de blocos maciços


de concreto devem ser dimensionados de acordo com a resistência e o tráfego
Kelly C a r v a l h o - C o m l r u ç i o M e r c a d o 5 6 . m a r ç o / 2 0 0 6

ESPECIFICAÇÃO

O s pavimentos intertravados são c o m p o s t o s d e peças pré-moldadas d e f o r m a t o g e o m é t r i c o re-


gular. f a b r i c a d o s e m v i b r o p r e n s a s , c o m c o n c r e t o c o n s t i t u í d o d e c i m e n t o P o r t l a n d . a g r e g a d o s e
água. p o d e n d o , ainda, r e c e b e r aditivos plastificantes e p i g m e n t o s à base d e óxidos. Proporciona
flexibilidade estética, alta durabilidade, superfície regular e é antiderrapante. P o d e ser projetado
p a r a ser p e r m e á v e l , c o l a b o r a n d o para q u e a água superficial r e t o r n e ao lençol freático. O produto
é a p l i c á v e l e m ruas. calçadas, p á t i o s industriais, a e r o p o r t o s e p o r t o s . A e s c o l h a d o p r o d u t o deve
atender a critérios técnicos d e espessura e resistência para suportar o tipo d e tráfego previsto
d u r a n t e a vida útil d o p a v i m e n t o , definidos d e a c o r d o c o m o p r o j e t o d e d i m e n s i o n a m e n t o . As
p e ç a s p o d e m ser r e a p r o v e i t a d a s e m c a s o d e n e c e s s i d a d e d e m a n u t e n ç ã o o u i n t e r v e n ç ã o d e con-
cessionárias d e energia, gás e telefonia.

INSTALAÇÃO

N o c o n t r á r i o d o s serviços d e instalação, d e v e m constar a o b r i g a ç ã o d e a t e n d i m e n t o d o p r o j e t o e


das especificações d o produto, fixando-se condições d e garantia d e d e s e m p e n h o d o pavimento. A
e x e c u ç ã o d e v e s e g u i r as e s p e c i f i c a ç õ e s d o p r o j e t o . A m ã o d e o b r a d e v e s e r t r e i n a d a , p o i s s ã o n e -
cessários c u i d a d o s especiais para c o m p a c t a ç ã o d o subleito, e x e c u ç ã o d a c a m a d a d e areia e alinha-
m e n t o e r e j u n t a m e n t o das peças. N o caso d a c o n s t r u ç ã o d e ruas e m condomínios, a instalação d o
p r o d u t o d e v e ser e f e t u a d a a p ó s a c o n c l u s ã o d a s o b r a s d e t e r r a p l e n a g e m . d e v e n d o - s e c o n s i d e r a r n o
p r o j e t o o tráfego d e c a m i n h õ e s utilizados na e n t r e g a d e materiais d e c o n s t r u ç ã o q u e o c o r r e r ã o a p ó s
a c o n c l u s ã o d o p a v i m e n t o . E m ruas indústrias, a e r o p o r t o s e portas, a instalação d e v e ser realizada
r e s p e i t a n d o - s e o c r o n o g r a m a d a o b r a e as e s p e c i f i c a ç õ e s d o p r o j e t o . E m t o d o s o s c a s o s , a l i b e r a ç ã o
ao tráfego após a instalação d o pavimento é imediata.
COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Verifique a qualidade e o atendimento à normatização. A A B C P ( Associação Brasileira de Cimento


Portland). por exemplo, atribui um selo de qualidade a produtos conformes. C a s o o fabricante não
participe de nenhum programa de qualidade, solicite ensaios para comprovar se o produto atende
à normatização.

FORMA DE ENTREGA

O produto deve ser entregue paletizado. pois agiliza as operações de carga e descarga e evita o
desgaste das peças, provocados por choques mecânicos. Verifique se as arestas das peças são re-
gulares e bem definidas. A coloração deve ser homogênea. Observe também a qualidade das peças
por percussão. Peças bem compactas produzem sons mais estridentes (metálicos) enquanto as
porosas produzem sons suaves. A absorção de água de peças mal compactadas, e portanto de me-
nor resistência, é maior do que as peças bem compactadas. Jogue um pouco de água sobre a peça
e verifique se a absorção é imediata. Em peças bem compactadas a absorção será lenta, ou seja. a
água irá formar uma pequena camada superficial até ser absorvida.denotando que a peça tem maior
compacidade. o que deve resultar em maior resistência à compressão.

PRAZO DE ENTREGA

Em geral as fábricas têm grande capacidade de produção, mas deve-se respeitar o prazo mínimo
para atendimento da resistência à compressão especificada no projeto, que em geral é de sete dias.
Estabeleça em contrato o prazo negociado.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

Dependem da negociação, de acordo com o volume de compra e garantias envolvidas.

REQUISITOS DE QUALIDADE

O s requisitos avaliados de acordo com as normas brasileiras são as variações dimensionais admis-
síveis. os aspectos visuais e a resistência à compressão, sendo admitida uma resistência mínima à
compressão 35 MPa para solicitações de veículos comerciais de linha e 5 0 MPa para tráfego de
veículos especiais ou solicitações capazes de produzir efeitos de abrasão.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 9 7 8 o - Peças de concreto para pavimentação - Determinação da resistência à


compressão

N B R 9781 - Peças de concreto para pavimentação

Apoio de engenharia: Pegiane Grigoli Pessarelo.


Colaborou Cláudio Olivoira, gerente do Projeto Indústria da ABCP.
PISO DE CONCRETO ESTAMPADO

Na ausência de normas específicas,


valem as normas para execução de pisos convencionais

Biarca Anturx» - Construção Mercado JJ. abril/2004

ESPECIFICAÇÃO

O d i m e n s i o n a m e n t o d o piso d e v e levar e m c o n t a o tráfego ao qual estará exposto, para q u e sejam


e s p e c i f i c a d o s a e s p e s s u r a ( q u e p o d e v a r i a r d e 4 a 21 c m ) , o t r a ç o d o c o n c r e t o , t i p o d e s u p o r t e , j u n t a s
e se usará o u n ã o t e l a s o l d a d a , p o r e x e m p l o . E x i s t e m p r o c e d i m e n t o s d e e x e c u ç ã o p r e e s t a b e l e c i d o s
para pisos c o m tráfego n o r m a l - nesses casos, a e m p r e s a q u e executa o piso p o d e fazer o dimensio-
namento. Q u a n d o o tráfego estimado é pesado, c o m o e m estacionamentos d e ônibus e caminhões,
é a c o n s t r u t o r a q u e m d e v e fazer o d i m e n s i o n a m e n t o , c o m a ajuda d e projetistas especializados.
N e s s e s casos, d e v e ser verificada t a m b é m a n e c e s s i d a d e d e t r a t a m e n t o e c o m p a c t a ç ã o d o solo. A
m a n u t e n ç ã o d o p i s o é i m p o r t a n t e p a r a q u e c o n s e r v e o b r i l h o , p o r isso, r e c o m e n d a - s e a a p l i c a ç ã o
d e resina a cada três anos.

EXECUÇÃO

Segue a d o piso d e c o n c r e t o c o n v e n c i o n a l . T o d o o p r o c e s s o é realizado n o local d a obra: d e s d e o


l a n ç a m e n t o d o c o n c r e t o u s i n a d o até a c o l o r a ç ã o d o piso, a p l i c a ç ã o d e d e s m o l d a n t e , estampagem
para f o r m a ç ã o d o s d e s e n h o s e aplicação d e resinas e juntas. C o m o é u m p r o c e s s o basicamente
artesanal. a m ã o d e o b r a d e v e ser treinada - item i m p o r t a n t e para verificar no m o m e n t o d e contra-
tação d o serviço.
C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Há empresas que fabricam componentes para a execução dos pisos (como fôrmas, desmoldante
colorido, endurecedores coloridos de superfícies, resinas etc.) e o executam, e outras que apenas
fazem a aplicação, comprando todos esses produtos do fabricante. A maioria dos fabricantes e as
maiores empresas estão em São Paulo, mas existem aplicadores em todo o Brasil. A diferença de
preço é pequena e pode variar de acordo com a distância da obra (pois o transporte até o local será
incluído no preço) e. também, da área de piso a ser executada: quanto maior, menor o custo por
metro quadrado. O que influi, nesse caso. é a evolução do cronograma, pois as empresas conseguem
aplicar o produto em uma área maior e em menos tempo. Por isso. obras residenciais podem ter um
custo mais elevado do que obras maiores.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

O pagamento de grandes obras, com cronograma longo, é feito de acordo com medições quinzenais
da área executada; o pagamento é realizado dez dias após a verificação. Já o pagamento de obras
menores é feito normalmente dez dias após o término do piso.

P R A Z O DE E N T R E G A

Imediato. Prevê-se execução de 150 m 2 por dia - o que pode aumentar ou diminuir de acordo com as
especificidades da obra e a quantidade de mão de obra mobilizada.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

Ainda não existem normas nacionais nem selo de qualidade para o de concreto estampado. C o m o
parâmetro, devem ser seguidas as normas de execução de pisos convencionais de concreto. Ainda
que não exista uma norma específica para o produto, alguns requisitos estão sendo estabelecidos
pela Abrace (Associação Brasileira do Concreto Estampado), criada há um ano. Para ser admitida
na associação, a empresa deve passar por testes e ensaios e realizar treinamentos regulares. Alguns
requisitos são essenciais para se certificar se a empresa contratada trabalha com qualidade. O prin-
cipal deles é verificar se a empresa utiliza endurecedores coloridos de superfície (pigmentos não
são recomendados) e concreto dosado em central, que tem controle de produção mais rigoroso.
C o m o agregado, o concreto deve conter pedriscos, pois facilitam o acabamento e estampagem da
superfície. Para se certificar de que o piso executado está de acordo com o que foi especificado, o
construtor pode pedir um corpo-de-prova com laudo. O piso deve ter resistência mínima de 18 MPa.

Apoio de engenhana: Regiane Grigol< Pessarelo.


Colaboraram: José Eduardo de Aguiar, consultor em pavimento de concreto da ABCP.
© Fernando Ma;erowi«. presidente da Abrace.
REVESTIMENTO

PISO INTERTRAVADO

Produto é caracterizado pela facilidade de instalação e pelas possibilidades


arquitetônicas. Variedade de cores e formatos ampliam as aplicações

B i o n o i A n t u n o s - C o m t r u ç S o M«rc.»do 37. n g o i i o / ? 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

O s pisos intertravados são compostos por blocos pré-moldados de concreto e podem ser usados
tanto para o tráfego leve como em calçadas e praças, quanto para o tráfego pesado como em ruas,
estacionamentos e até pistas de aeroporto. As classes de resistência são determinadas de acordo
com o tipo de tráfego: o bloco de 35 MPa é feito para uso comercial de veículos padrão e o de 5 0
MPa é fabricado para uso de veículos especiais ou com efeitos acentuados de abrasão, como em
pista de portos e aeroportos.

A espessura também deve ser levada em conta-. 6 cm para áreas de tráfego leve (passagem de pe-
destres, praças de lazer, estacionamento de veículos) e 8 a 10 cm para áreas de tráfego pesado ou
intenso.

O produto tem variedade de formato e de cor. o que facilita a adaptação de acordo com o proje-
to arquitetônico. As mais recentes utilizações no Brasil são em obras de revitalização das cidades
e o crescimento na adoção do sistema cresceu 41.1% de 2002 para 2003. segundo pesquisa da
A B C P (Associação Brasileira de Cimento Portland) com 35 empresas brasileiras de maior represen-
tatividade no mercado. O piso permite uma remoção mais fácil - em caso de troca de instalação
de serviços subterrâneos e de instalação de fibra óptica, por exemplo, é possível remover o piso e
reaplicar o mesmo material.

Outras características do piso intertravado são a menor reflexão de luz e melhor conforto térmico,
devido às peculiaridades do concreto. C o m o é assentado sobre uma camada de areia e há frestas
entre os blocos, o sistema é permeável e facilita a drenagem.
COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

São Paulo concentra a maioria dos fabricantes de piso intertravado, mas há fábricas do produto em
todo o Brasil. Normalmente, a entrega dos pisos é feita em uma área de até 3 0 0 km da fábrica - mais
do que isso, o preço do frete pode inviabilizar o uso. O preço também pode variar de acordo com
o pigmento escolhido. Tons pastéis, feitos com oxido de ferro, são os mais usuais e mais baratos. Já
o verde e o azul feitos, respectivamente, de óxido de cromo e oxido de cobalto são mais caros, em
função da matéria-prima. E possível, ainda, especificar tons diferentes dos padrões, com o desen-
volvimento de pigmento específico - a viabilidade econômica irá depender do tamanho da obra. ou
seja. da quantidade de produto fabricado.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

Normalmente, 3 0 dias após a entrega.

PRAZO DE ENTREGA

As fábricas mantêm estoques para peças padrão e em quantidade suficiente para iniciar uma obra.
Para pedidos de até 5 0 0 m 2 é pronta entrega (cor natural), para peças coloridas ou em maior quan-
tidade. o prazo é de aproximadamente uma semana.

FORMA DE ENTREGA

O produto é entregue em paletes e o descarregamento depende da estrutura da obra - pode ser


retirado um a um ou com empilhadeiras. O s paletes não devem ter mais de 1,20 m de altura, já que
os blocos são pequenos. C a d a palete deve ter uma etiqueta que indica o número de lote e as ca-
racterísticas do piso.

REQUISITOS DE QUALIDADE

As normas brasileiras definem o desempenho das peças, com especificação de resistência e tipo de
utilização. As dimensões também são definidas pela norma: o menor lado não pode ser menor de IO
cm e o maior lado não pocle ultrapassar 4 0 cm. A A B C P (Associação Brasileira de Cimento Portland)
criou um selo de qualidade para os pisos intertravados, com o objetivo de comprovar a conformida-
de dos produtos com as normas brasileiras. A associação acompanha, há quatro anos, o processo
de produção com ensaios exigidos pela norma. Pelo site (www.abcp.org.br), é possível consultar as
empresas qualificadas.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 9781 - Peças de concreto para pavimentação - Especificação

N B R 9 7 8 o - Peças de concreto para pavimentação - Determinação da resistência à


compressão

Apoio do engenharia: Regiane Grigoli Possarelo.


Colaboraram: Paulo Grossi. especialista em pavimento intertravado da ABCP
e Anderson de Oliveira, do Sinaprocim.
PISOS ELEVADOS

C o m p r a deve considerar tipo e volume do tráfego, volume de cabeamento


sob o piso, uso do ambiente e demanda de conforto térmico e acústico

Ubiratan Leal - C o n i l r u ç á o Mercado 45. abrrl/2005

ESPECIFICAÇÃO

Para definir a altura do piso. a construtora deve ter condições de avaliar qual é a infraestrutura de
cabeamento e que fiação será necessária para a operação do empreendimento. Muitas vezes que o
incorporador ou o cliente podem passar essas definições. A medida mais utilizada é de 15 cm, mas
há casos em que esse valor chega a l m. A escolha do tipo de piso - madeira, aglomerado, aço ou
moldado in /oco - dependerá de outras condicionantes, como estética, conforto térmico e acústico,
tipo de revestimento desejado e a resistência necessária para atender ao tráfego estimado para
aquele ambiente. Nesse último caso. também é importante considerar a espessura das placas. Em
áreas críticas, como as que terão o tráfego de veículos, o nível de vibração deve ser calculado para
eventuais reforços ou especificações especiais de placas e estrutura. Diversos revestimentos podem
ser usados: carpete, borracha, revestimento vinílico. cerâmicas e pedras.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

O s fabricantes estão concentrados em especial, na região Sudeste, mas atendem praticamente todo
o país pelas redes distribuidoras.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Em geral, a construtora paga a primeira parcela no pedido ou em até duas semanas. A segunda parte
é desembolsada na entrega do material e a última, na conclusão da execução do piso elevado.
Em p e q u e n a s q u a n t i d a d e s (o í n d i c e d e p e n d e das c o n d i ç õ e s d o f o r n e c e d o r o u d i s t r i b u i d o r d o piso),
o material é e n t r e g u e e m c e r c a d e u m a semana. Para g r a n d e s metragens, o p r a z o é maior.

FORMA DE ENTREGA

O s c o m p o n e n t e s p o d e m ser entregues soltos o u e m paletes. C o m o muitos e m p r e e n d i m e n t o s que


utilizam pisos e l e v a d o s são c o m e r c i a i s o u c o r p o r a t i v o s , localizados e m regiões c o m limitação d e trá-
fego e m horário comercial, muitas vezes o piso é e n t r e g u e à noite. Para ganhar t e m p o , a c o n s t r u t o r a
leva o s c o m p o n e n t e s d i r e t a m e n t e ao p a v i m e n t o e m q u e serão instalados p a r a p o d e r e x e c u t á - l o s n o
dia seguinte.

REQUISITOS DE QUALIDADE

N ã o há certificados o u selos d e q u a l i d a d e no setor d e pisos elevados. C o m o garantia o u m e d i d a d e


s e g u r a n ç a , os c o n s t r u t o r e s d e v e m assegurar q u e o m a t e r i a l está d e a c o r d o c o m as n o r m a s brasilei-
ras o u internacionais para pisos elevados.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 1 8 0 2 - Pisos e l e v a d o s

N B R 1 2 0 4 7 - Pisos e l e v a d o s - Verificação d a resistência à carga horizontal c o n c e n t r a d a

NBR 12048 - Pisos e l e v a d o s - D e t e r m i n a ç ã o d a resistência às cargas verticais c o n c e n t r a d a s

NBR 12049 - Pisos e l e v a d o s D e t e r m i n a ç ã o d a resistência à carga vertical uniforme-


mente distribuída

NBR 12050 - Pisos elevados - D e t e r m i n a ç ã o d a resistência a o i m p a c t o d e c o r p o d u r o

N B R 1 2 5 1 6 - Pisos e l e v a d o s

NBR 12544 - Pisos e l e v a d o s

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colaborou: Marco Pucci. gerente geral da Tate.
REVESTIMENTO

PISOS VINÍLICOS

Variedade dos modelos nacionais é grande, mas importados ainda são maioria

Bianca Antunes - Construção Mercado 28. noverobro/200i

ESPECIFICAÇÃO

Indicados para aplicação em locais fechados, os pisos vinílicos são divididos em linhas específicas
para cada utilização: residencial, comercial e para feiras. A variedade de composição, dependendo
da aplicação, leva em conta características como resistência à abrasão e ao impacto (alto ou baixo
tráfego), além de desempenho acústico e condutividade. Dentro de cada linha, o especificador pode
optar pelo produto em placas ou em mantas. O setor de saúde é um dos que mais utiliza piso vinílico
para hospitais e consultórios médicos. Um dos motivos dessa preferência é a ausência de juntas - em
especial na manta-, o que diminui o acúmulo de sujeira e. por conseqüência, dificulta a proliferação
de fungos e bactérias. Espessuras maiores significam maior resistência ao tráfego. O s residenciais
normalmente têm até 2 mm de espessura. A partir daí. são pisos indicados para alto tráfego.

COMPOSIÇÃO

Há dois tipos: homogêneo e heterogêneo. O piso homogêneo contém a mesma composição em toda
a espessuia e é produzido em placas ou em manias. Já o heterogêneo possui diversas camadas: o
P V C transparente na superfície, a camada que dá a coloração e a base de P V C expandido. Nesse
caso. há apenas produtos em mantas. Na hora de instalar, é importante que o contrapiso esteja nive-
lado, pois o piso vinílico fica com as marcas da superfície inferior.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

Embora existam poucos fabricantes nacionais de pisos de P V C . são oferecidas boas opções de co-
res e aplicações, além do preço mais baixo que os importados. Nos dois casos, há representantes em
todo o País. E importante que o consumidor verifique as garantias de pós-venda, como assistência
técnica, especialmente dos produtos importados.
C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Depende da negociação com os revendedores e da quantidade comprada.

P R A Z O DE E N T R E G A

No caso dos importados, pode variar de acordo com o estoque de produtos. Q u a n d o não há su-
ficiente. pode-se esperar até óo dias. Quando há estoque, o prazo de entrega é de 15 dias. ou. em
alguns casos, como na cidade de São Paulo, a entrega pode ser feita em até 48 horas.

F O R M A DE E N T R E G A

As placas são vendidas em caixas (a quantidade de placas por caixa varia de acordo com a espessura
do produto). Há placas de 3 0 x 3 0 cm. ÓO x óO cm ou 61 x 61 cm. Já as mantas são vendidas em rolos
de 2 x 2 0 m ou 2 x 25 m. dependendo do fabricante. As espessuras variam de 1.6 mm a 3.4 mm.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

O selo I S O 9 0 0 2 certifica o processo de produção das empresas. Mas é importante verificar, tam-
bém. se foram feitos os testes de resistência, abrasão e manchas - essas informações devem estar
no catálogo dos produtos. A A B N T possui normas técnicas para a produção de pisos vinílicos em
placas e em mantas.

NORMAS TÉCNICAS

N B R 7374 - Placa vinílica semiflexível para revestimento de pisos e paredes - Requisi-


tos e métodos de ensaio

N B R 14917-1 - Revestimentos de pisos - Manta (rolo) vinílica flexível heterogênea em


P V C - Parte 1: Requisitos, características e classes

N B R 14917-2 - Revestimentos de pisos - Manta (rolo) vinílica flexível heterogênea em


P V C - Parte 2: Procedimentos para aplicação e manutenção

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colaboraram: Miguel Bahiense Neto. assessor técnico do Instituto do PVC e Ana Paula Pere*.
arquiteta da C«A Arquitetura.
REVESTIMENTOS ACÚSTICOS

Consultor especifica a melhor opção para cada ambiente. Instalação


deve ser uma das últimas etapas da obra, para garantir melhor desempenho

Bmnca A n t u n e s - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 39. o u t u b r o / 2 0 0 4

ESPECIFICAÇÃO

O s materiais absorventes sonoros, chamados revestimentos acústicos, são utilizados, principalmen-


te. quando se quer correção de tempo de reverberação, redução do nível de ruído ambiente e
eliminação de ecos e ressonâncias. A escolha do produto ideal deve ser feita por um profissional es-
pecializado. com base em um projeto acústico com vistas ao controle do tempo de reverberação por
faixa de freqüências, mediante cálculo do montante de absorção necessário em cada uma dessas
faixas. Escolhem-se. então, os produtos capazes de suprir essas necessidades de absorção, dentre
os disponíveis no mercado. A escolha do material acústico e a maneira de dispô-lo depende do que
se pretende: corrigir, reduzir ou eliminar. O consultor oferece alternativas de materiais e marcas, mas
q u e m e s c o l h e o p r o d u t o finol sõo o c o n s t r u t o r c o o r q u i t e t o , c m f u n ç õ o d o c u s t o c d o o c o b o m c n t o .

L O C A I S DE I N S T A L A Ç Ã O

O s revestimentos acústicos são utilizados, principalmente, em ambientes amplos, como halls e au-
ditórios. em que a reverberação, além do desconforto, rebaixa a qualidade da audição. Também
são usados em escritórios, principalmente os panorâmicos, que favorecem a propagação horizontal
de ruídos. Nesses ambientes, a privacidade acústica das estações de trabalho depende de fatores
como a altura dos biombos, a disposição do mobiliário, a proximidade de paredes não-tratadas e.
principalmente, a presença de forros acústicos que chegam a absorver cerca de 1 5 % do ruído inte-
rior. Em ambientes domiciliares, o mais comum é instalá-los em home theaters.
Devem-se seguir as recomendações de cada fabricante, já que os cuidados diferem de acordo com o
tipo do material a ser utilizado para a fabricação. No caso de materiais suspensos, deve-se tomar cui-
dado com as placas que envergam. respeitar as distâncias máximas e as manter distantes dos dutos de
ar-condicionado. pois correm o risco de escurecer. Para os materiais colados, a cola deve ser específica
para cada tipo de superfície, a fim de evitar que a placa se desprenda com o tempo. Bons fornecedores
dispõem de material com instruções sobre instalação, já que existem recomendações especiais para
que a capacidade de absorção acústica não diminua ou se altere. As placas não podem receber poeira,
pois são baseadas na penetração de ar e. se perdem a porosidade, deixam de ter o efeito desejado.
Por isso, a instalação deve ser uma das últimas etapas da obra. Pelos mesmos motivos, não devem ser
pintadas - apenas se previsto pelo fabricante e observando as recomendações.

C O T A Ç Ã O DE P R E Ç O S E F O R N E C E D O R E S

A maioria dos fabricantes está concentrada na região de São Paulo, mas há distribuidores e aplicado-
res nas capitais da maioria dos Estados brasileiros, por isso. há entrega em todo o país. Há variedade
de produtos nacionais, além de importados.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Em geral, 4 0 dias.

P R A Z O DE E N T R E G A

Alguns têm entrega imediata, outros, principalmente importados, devem ser encomendados. O s pra-
zos de entregas nacionais variam de três a ÓO dias. dependendo do tipo de produto escolhido (por
causa da programação de produção), ou da localização geográfica do local de consumo.

F O R M A DE E N T R E G A

O s produtos pré-fabricados são acondicionados em engradados de madeira, em caixas de papelão


ou simplesmente envolvidos em plásticos especiais para proteção contra água ou umidade. Quando
desembalados no local da aplicação devem ficar expostos por pelo menos 24 horas a fim de entra-
rem em equilíbrio higrotérmico com o ambiente. Mas devem ficar protegidos da água e sobre alguma
base - não devem estar em contato direto com o solo. para evitar umidade.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

Bons produtos devem ser previamente ensaiados em laboratórios como o do IPT. ou no exterior, no
caso dos importados. O s fabricantes devem ter disponível o relatório de ensaio dos produtos. Para
que o consultor faça os cálculos e escolha quais os produtos podem ser utilizados no local, precisa
ter em mãos esses relatórios de desempenho.
REVESTIMENTO

NORMAS TÉCNICAS

N B R 1 0 1 5 2 - Níveis d e ruído para c o n f o r t o acústico

N B R 12179 - Tratamento acústico e m recintos fechados

N B R 1 1 9 5 7 - Reverberação - Análise d o t e m p o d e reverberação em auditórios

NBR 12775 - P l a c a s lisas d e g e s s o p a r a f o r r o - D e t e r m i n a ç ã o d a s d i m e n s õ e s

e p r o p r i e d a d e s físicas

Apoio de engenharia: Regiane Grigoli Pessarello.


Colalxxaram: Fernando Henrique Aidar. consultor de acústica e José Gualberto de Azevedo Barmg.
professor de acústica aplicada a edificações. c'a USP.
REVESTIMENTO CERÂMICO
PARA PISO

Uso do ambiente determina opção mais correta e durável.


Por isso é preciso atenção quanto à classe de resistência,
qualidade do esmalte e impermeabilidade

Kelly C a r v a l h o • C o o i l r u ç i o M e r c a d o 49. a g O J l o / 2 0 0 5

ESPECIFICAÇÃO

O s revestimentos são produzidos com argilas e outras matérias-primas inorgânicas. Podem ser es-
maltados ou não-esmaltados. Devem ser escolhidos de acordo com o ambiente onde serão aplica-
das. pois possuem características esp^rífiras para rada ambiente Disponíveis c m diversos formatos
e tamanhos que variam entre 5 x 5 cm a óo x 120 cm.

EXECUÇÃO

É importante seguir as instruções de aplicação especificadas nas embalagens, além das orientações
da norma de assentamento NBR 13754. O local deverá ser devidamente impermeabilizado para
instalação das placas. Deverão ser feitos ensaios de estanqueidade das tubulações embutidas. Du-
rante a execução são necessárias inspeções de dosagem da argamassa. verificação do rejuntamento.
limpeza, dimensões das juntas, tempo decorrido entre a aplicação da argamassa colante e o assenta-
mento. aderência, alinhamento das juntas, nivelamento e prumo do revestimento.
REVESTIMENTO

COTAÇÃO DE PREÇOS E FORNECEDORES

Existem pouco mais d e 1 0 0 empresas fornecedoras no Brasil. Somente p o d e m ser comparados


produtos com as mesmas especificações técnicas, tais como grupo d e absorção d e água, resistência
à abrasão, resistência mecânica, dureza segundo a Escala Mohs e resistência ao manchamento. As
revendas d e materiais d e construção especificam as placas cerâmicas baseando-se apenas na resis-
tência à abrasão (PEI). o q u e é errado, pois desconsidera as demais propriedades.

FORMA DE ENTREGA

O s materiais chegam embalados em caixas d e papelão c o m l m 2 .1.5 m 2 ou 2 m 2 de piso. Produtos


c o m o faixas e rodapés são comercializados por peças. N a hora da entrega deve-se verificar se o lote
recebido possui as mesmas características d e tonalidade, tamanho e referência (nome do produto).
É importante seguir as instruções indicadas pelo fabricante na embalagem.

PRAZO DE ENTREGA

N ã o há uma regra, pois alguns revendedores d e materiais de construção mantêm produtos estoca-
dos. Um prazo c o m u m é de 14 dias.

C O N D I Ç Õ E S DE PAGAMENTO

São negociadas c o m o revendedor ou diretamente c o m o fabricante do material.

REQUISITOS DE QUALIDADE

O s principais requisitos d e Q u a l i d a d e são a certificação do produto junto ao I n m e t r o / C C B , absor-


ç ã o d e água. resistência mecânica, ao manchamento e à abrasão. O u t r o s critérios são: design, assis-
tência técnica e prazo d e entrega. A s normas técnicas referentes aos produtos e ao assentamento
são as seguintes:

• N B R 1 3 8 1 6 - Placas cerâmicas para revestimento - Terminologia;

• N B R 13817 - Placas cerâmicas para revestimento - Classificação;

• N B R 1 3 8 1 8 - Placas cerâmicas para revestimento - Especificação e Métodos


d e Ensaio;

• N B R 1 3 7 5 3 - Revestimento d e piso interno ou externo c o m placas cerâmicas e


com utilização d e argamassa colante - Procedimento;

• N B R 1 3 7 5 4 - Revestimento d e paredes internas com placas cerâmicas e com


utilização d e argamassa colante - Procedimento.

Apox> do engenharia: Rcgiane Grigoli Pcssarelo.


Colaborou: Marcelo Dias Caridade, gerente técnico do Citec/CCB
(Contro de InovaçSo Tocnológica em Cerám<ca do Centro Cerâmico do Brasil).
272
como comprar

VIDROS

Vidros
Vidros de segurança
VIDROS

VIDROS

Transporte é uma das principais preocupações

D u l c e ROMII - G u i a d a C o n j t r u ç â o 65. d « e m b r o / 2 0 0 6

CL
P r i g e i » . o » v i d r o » d e v e m a d e n t r a r o c a n t e i r o na f a s e final d a o b r a . A i n s t a l a ç ã o ,
determinante d o desempenho. exige respeito a o projeto o ás n o r m a s específicas

O s principais vidros utilizados na construção civil são os chamados vidros planos translúcidos, fa-
bricados em chapas. Um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, também atende,
em menor quantidade, o setor. Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como
a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras e
micro-ondas.

ESPECIFICAÇÃO

O vidro comum, conhecido como float. é liso, transparente e é a matéria-prima que dá origem aos
temperados, laminados, insulados, serigrafados e espelhados. É aplicado na arquitetura, indústria
moveleira. automotiva e de linha branca (eletro domésticos). Atualmente, no Brasil, é produzido com
espessuras que variam de 3 a 19 mm.

CUIDADOS DURANTE A INSTALAÇÃO

O melhor é deixar para retirar o produto no final da obra. pois. somente aí, é possível instalá-lo. Po-
rém. o projeto do vidro deve ser estudado antes, no início da obra. especialmente se forem vidros
para conforto térmico e acústico.

PREÇOS E FORNECEDORES

Existem inúmeras opções de fornecedores e grande variedade de preços no mercado. E impor-


tante verificar se o fornecedor possui conhecimento das normas técnicas vigentes que qualificam
os vidros, além d e u m a b o a estrutura d e a t e n d i m e n t o e manutenção, pois o b o m d e s e m p e n h o do
v i d r o d e p e n d e da q u a l i d a d e na instalação. O site d a A n d i v (Associação Nacional d e Distribuidores e
P r o c e s s a d o r e s d e V i d r o s Planos) p o s s u i e m p r e s a s c a d a s t r a d a s d e q u a s e t o d o o Brasil.

P R A Z O DE E N T R E G A

Varia d e a c o r d o c o m a região, é p o c a d o a n o e d i s p o n i b i l i d a d e d o fabricante.

C O N D I Ç Õ E S DE P A G A M E N T O

Fabricantes e fornecedores têm diferentes formas d e pagamento e parcelamento, d e p e n d e n d o da


região e volume de produtos solicitados.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

A q u a l i d a d e d a m a t é r i a - p r i m a n o Brasil é alta e possui a m e s m a t e c n o l o g i a d e países mais a v a n ç a d o s


e c o n o m i c a m e n t e . A s e m p r e s a s q u e f a b r i c a m e v e n d e m esse m a t e r i a l d e v e m seguir as n o r m a s técni-
cas da A B N T (Associação Brasileira d e N o r m a s Técnicas).

LOGÍSTICA

O t r a n s p o r t e d o v i d r o d e v e ser u m a d a s p r i m e i r a s p r e o c u p a ç õ e s . Ele d e v e estar inclinado, manten-


d o u m i n t e r v a l o e n t r e as c h a p a s p a r a e v i t a r q u e a s u p e r f í c i e d o p r o d u t o seja d a n i f i c a d a .

Q u a n t o a o a r m a z e n a m e n t o , o ideal é q u e o v i d r o seja l e v a d o p a r a c a n t e i r o n u m a fase p r ó x i m a à


instalação, pois p o u c a s o b r a s p o s s u e m locais a p r o p r i a d o s para a r m a z e n a m e n t o .

NORMAS T É C N I C A S

A A B N T estabelece normas específicas para cada tipo d e vidro. O Inmetro (Instituto Nacional de
Metrologia, N o r m a l i z a ç ã o e Q u a l i d a d e Industrial), v i n c u l a d o a o Ministério d o D e s e n v o l v i m e n t o , In-
dústria e C o m é r c i o Exterior, é responsável pelo c r e d e n c i a m e n t o dos organismos de certificação
e n c a r r e g a d o s d e avaliar o s p r o d u t o s e fiscalizar o m e r c a d o . Para a á r e a d e vidros, o I n s t i t u t o Falcão
Bauer d e Q u a l i d a d e é a única e n t i d a d e autorizada p e l o I n m e t r o para avaliar a a d e q u a ç ã o d o s p r o d u -
t o s às exigências i m p o s t a s pelas n o r m a s . A l é m d a s n o r m a s d e fabricação, na c o n s t r u ç ã o civil existe
u m a n o r m a e s p e c í f i c a , a N B R 7199. P r e v ê q u e f a b r i c a n t e s e f o r n e c e d o r e s d e v i d r o s d e v e m s e g u i r à
risca as r e c o m e n d a ç õ e s s o b r e p r o j e t o , e x e c u ç ã o e a p l i c a ç õ e s adequadas.

Colaborou: Andiv {Associação Nacional de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos)


o Silvio P<cardo Buono do Carvalho, coordenador de normalização do ABNT/CO 57
(Comitê Brasileiro de Vidros Planos).
VIDROS DE SEGURANÇA

C u i d a d o s no transporte e armazenagem
diminuem patologias e aumentam a durabilidade

D u l c e Roseli - G u i a da C o n s t r u ç ã o - C o n s t r u ç ã o M e r c a d o 7'. j u n h o / 2 0 0 7

Requisitos d e q u a l i d a d e d o s v i d r o s d e s e g u r a n ç a v i o o s m e s m o s d o s c o m u n s .
D e v e m ter folgas nos c o n t o r n o s , a p o i o s d o f o r m i v e i s e r e s i s t ê n c i a às cargas d e v e n t o

O vidro de segurança protege ambientes contra incidentes, mantendo a comunicação entre o inte-
rior e o exterior. De acordo com a NBRNM293. quando fraturado, produz fragmentos menos propí-
cios a causar ferimentos graves do que os vidros comuns. Embora seja mais resistente que os demais,
possui praticamente a mesma composição química.

ESPECIFICAÇÃO

Existem três tipos d e vidros d e segurança: laminado, t e m p e r a d o e aramado. O s t e m p e r a d o s passam


por processo d e têmpera: são aquecidos e resfriados d e forma brusca e controlada, relaxando ten-
s õ e s i n t e r n a s e p r é - c o m p r i m i n d o as f a c e s d a s placas, a u m e n t a n d o a r e s i s t ê n c i a e m c e r c a d e três
vezes. Já os l a m i n a d o s são c o n s t i t u í d o s p o r placas múltiplas, solidarizadas c o m película d e plástico,
g e r a l m e n t e polivinil butiral. O s a r a m a d o s . r e f o r ç a d o s p o r telas metálicas n o interior d a s placas, ainda
n o e s t a d o f u n d e n t e . Esses v i d r o s rompem-se em inúmeros e minúsculos fragmentos não cortantes
(a e x e m p l o d o s p a r a b r i s a s d e a u t o s ) . N o c a s o d e r o m p i m e n t o d e p l a c a s , f r a g m e n t o s d o s vidros
laminados ficam presos à película d e polivinil butiral ou. no caso d o s vidros aramados. à respectiva
t e l a cie a r a m e s .
C U I D A D O S NA I N S T A L A Ç Ã O

A instalação deve ser feita após a cornplementação da obra grossa (estrutura, alvenarias, instalações
embutidas, emboços e regularizações de pisos). Na colocação devem estar inclusas a disposição
de calços, gaxetas, massas, dobradiças e fechaduras (se necessário), selantes, fitas auto adesivas e
sinalizadoras e até a limpeza final.

PREÇOS E FORNECEDORES

Seja para controle de energia, acústico, estética ou resistência, existem vidros específicos para cada
finalidade e devem ser analisadas as diversas possibilidades - proteção e segurança no ambiente
de trabalho. C o m vidros, as exigências podem ser atingidas mantendo o design idealizado pelo es-
pecificados Além dos fatores usuais nas concorrências, tais como prazo de entrega, qualidade de
atendimento, variedade de produtos, o comprador deve ter em mente sempre a necessidade do
projeto e as especificações técnicas que cada fornecedor oferece para a situação.

P R A Z O DE E N T R E G A

Varia de acordo com o fabricante ou fornecedor. E necessário ter uma garantia de que o produto
será entregue no momento adequado ao cronograma da obra e que haja boas condições de trans-
porte e armazenagem.

R E Q U I S I T O S DE Q U A L I D A D E

As placas devem ser fabricadas com as dimensões definitivas, sem recorte em obra. De acordo com
o vidro, é preciso atentar ao cumprimento das normas. NBR Mó97 para vidro laminado. NBR 14698
para vidro temperado. E necessário também seguir a NBR 7199, referente a projeto, execução e apli-
cações de vidros na construção civil, que fixa condições a obedecer no projeto de envidraçamento.
Em cornplementação. devem ser consultadas a NBR 6123. que trata a força do vento em edificações
e a NBRNM293, sobre a terminologia de vidros. Normas específicas de outros mercados também
devem ser consultadas.

NORMAS TÉCNICAS

NBR7199 - Projeto, execução e aplicação de vidros na construção civil; NBR 6123 - Referente à força
do vento em edificações; NBR 14Ó97 - Vidro laminado; NBR 14698 - Vidro temperado: NBR 14718
- Guarda-corpos para edificação: NBR 11706 - Vidros na construção civil: NBR 14207 - Boxe para
banheiro fabricados com vidros de segurança; N B R N M 2 9 3 - Terminologia de vidros planos e dos
componentes acessórios à sua aplicação

Colaborou: Ângelo Arruda, gerente comercial de projetos especiais da Pilkington e Ercio Thomaz,
engenheiro e pesquisador do laboratório de componentes e sistemas construtivos do IPT (Instituto
d e Pesquisas Tecnológcas do Estado de Sào Paulo).
O livro aborda um total de 84 materiais e serviços de construção com
orientações estruturadas de forma prática e objetiva. São informa-
ções que antes precisavam ser garimpadas no mercado ou obtidas
com os próprios fornecedores. Dados de catálogos de fabricantes,
normas e cadernos técnicos de construtoras se somam à experiên-
cia de mais de 2 0 0 contratantes, pesquisadores e fornecedores que
concederam entrevistas ao Guia da Construção, publicado pela PINI.
E como o objetivo não é esgotar o tema, mas reunir as informações
essenciais de compra e contratação, o leitor encontra sempre indi-
cações de fontes para aprofundar a pesquisa. A PINI tem a honra de
disponibilizar aos profissionais da indústria da construção mais uma
importante referência para pesquisas de compras e contratações
com qualidade. Um belo ponto de partida para as áreas técnicas e de
suprimentos das empresas.

C C M S - 08.2189

ISBN 978-ÔS-7266-230-7

Você também pode gostar