Você está na página 1de 3

Nome legível do aluno(a):

Thaíse de Souza Schlischting

Disciplina – Assinale com um “X” Curso


DIREITO CIVIL V ( FAMÍLIA ) DIREITO
Campus – UF Período Turno
Matutino
Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina (FESSC)

FOLHA PADRÃO
Professor Data da entrega
CADERNOS MAGDA BEATRIZ DE MARCHI
13/03/2012
DIDÁTICOS
No. DE ACERTOS: Visto do professor
SEMANA : 03

Atenção: Agregue valor às suas respostas com fundamentos teóricos consistentes. Boa pesquisa...

RESPOSTA DO EXERCÍCIO No.1 (Dissertativo):

A doutrina encontra dificuldades em conceituar juridicamente o termo


responsabilidade, pois como assevera José de Aguiar Dias – “toda manifestação da
atividade humana traz em si o problema da responsabilidade. Isso talvez dificulte o
problema de fixar o seu conceito, que varia tanto como os aspectos que pode abranger,
conforme as teorias filosófico-jurídico-jurídicas”[5] – daí sua complexidade.

Na maioria das vezes, o matrimônio, é precedido pelo noivado, que como visto é
o compromisso firmado entre homem e mulher no intuito de no futuro próximo
constituir família.

Em nossa legislação não há nada que obrigue o noivo ou a noiva a respeitarem a


promessa de casamento. Neste sentido, o rompimento injustificado da promessa acarreta
apenas a responsabilidade civil – ocasionando, desta forma, a reparação dos danos
morais e patrimoniais sofridos pela “parte ofendida”.

Código de Direito Canônico. Cânone 1062.

§ 1. A promessa de matrimônio, tanto unilateral como bilateral, denominada esponsais,


rege-se pelo direito particular estabelecido pela conferência dos Bispos, levando-se em
conta os costumes e as leis civis se as houver.

§ 2. Da promessa de matrimônio não cabe ação para exigir a celebração do matrimônio,


mas cabe ação para reparação dos danos, se for devida.

Assim:

CC, art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.

CC, art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Então, ocorrendo o rompimento, injustificadamente, da promessa de casamento,


tanto por parte do noivo quanto da noiva, e ocasionando dano ao “inocente” (que não
deu causa), responderá sim pelos seus atos, ficando obrigado a reparar os possíveis
danos patrimoniais e morais sofridos.

Para Maria Helena Diniz são quatro as exigências para que se reconheça a
responsabilidade: “a) que a promessa de casamento tenha sido feita, livremente, pelos noivos
e não por seus pais. b) que tenha havido recusa de cumprir a promessa esponsalícia por parte
do noivo arrependido e não dos seus genitores, desde que esta tenha chegado ao
conhecimento da outra parte. c) que haja ausência de motivo justo, dando ensejo à
indenização do dano, uma vez que, neste caso, não há responsabilidade alguma se não houver
culpa grave (erro essencial, sevícia, injúria grave, infidelidade); leve (prodigalidade,
condenação por crime desonroso, aversão ao trabalho, falta de honestidade etc.); levíssima
(mudança de religião, grave enfermidade, constatação de impedimentos ignorados pelos
noivos, etc.); d) que exista dano, pois comumente o desfazimento do noivado traz
repercussões psicológicas, pecuniária e morais”

Portanto, embora não tenhamos legislação específica sobre o assunto, o


responsável pelo rompimento, sem justo motivo, da promessa de casamento, fica
obrigado através do instituto da responsabilidade civil a reparar o prejudicado, nos
limites de seus danos, tanto materiais quanto morais.

E como visto, o entendimento jurisprudencial de nossos Tribunais é tendente à


indenização por danos materiais e morais, pela quebra da promessa do casamento.

RESPOSTA DO EXERCÍCIO No.2 (Dissertativo):

a) O registro de casamento exige a presença do declarante (cidadão(ã) brasileiro(a))


ao Consulado, para a assinatura do termo, no ato da entrega da certidão, onde os
originais deverão ser apresentados para conferência. A cópia simples da documentação
poderá ser previamente encaminhada por via postal (vide instruções a seguir).

b) Com a nova lei do divorcio, acaba a exigência legal para que o divórcio seja
precedido de dois anos de separação de fato ou um ano de separação de direito
(homologada pela Justiça ou celebrada em cartório de notas), concedendo assim maior
autonomia a casais que desejam dar fim ao seu matrimônio

O propósito da referida Emenda foi extinguir ou reduzir a indevida interferência


do Estado na vida privada e na intimidade das pessoas, facilitando-as serem felizes ao
lado de quem realmente amam ou pelo menos acelerando o processo de afastamento de
quem não amam – ou até mesmo odeiam – e o abreviamento de uma situação de
infelicidade.

E além da dor emocional de ter que se deparar novamente com o cenário de


destruição de um lar, poupa-se o bolso do casal, pois evita a contratação de novos
advogados e o pagamento de novas custas na ação de divórcio, que é autônoma. Ainda
temos, ao menos em parte, o desafogamento do Judiciário.

c) Sim, pois no Brasil não existe casamento online, por isso precisa-se de uma
procuração para efetuar o registro civil no cartório.

QUESTÃO OBJETIVA:

b) O casamento é civil e sua celebração dependerá, sempre, do pagamento das


taxas previstas nas Leis da Organização Judiciária locais.