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CONTRATO DE COMPRA E
VENDA, CONFISSÃO DE
DÍVIDA E ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA EM GARANTIA
 
 
Pelo presente Instrumento Particular de Compra e Venda
de Imóvel com Confissão de Dívida e Alienação
Ficuciária em Garantia, nos termos do art. 38, da Lei n.º
9.518/97, DE UM LADO Fulano...................
(nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF,
Endereço), doravante denominado: CREDOR
(FIDUCIÁRIO), ora Vendedor, E DE OUTRO LADO:
Fulano...................(nacionalidade, estado civil, profissão,
RG, CPF, Endereço), doravante denominado: DEVEDOR
(FIDUCIANTE), ora Comprador, têm, entre si, justo e
acordado, por este instrumento e na melhor forma de
direito o que a seguir estipulam, outorgam e aceitam, nas
seguintes cláusulas:

DO OBJETO DA COMPRA E VENDA

CLÁUSULA PRIMEIRA: - O CREDOR (FIDUCIÁRIO)


é legítimo proprietário e possuidor do seguinte imóvel:
Um Terreno: situado à Rua/Av. ..........................
nº............, constituído pelo LOTE nº............., que
mede...........metros de frente; .........metros da frente aos
fundos, de ambos os lados e, ...........metros de fundos
(características, confrontações, etc); lançado pela
Municipalidade sob a inscrição cadastral nº e adquirido
conforme Escritura Pública de Compra e Venda lavrada
aos....... no....Tabelionato de .............., e registrada sob o
n.º.....aos....., no ...Registro de Imóveis de ..............

CLÁUSULA SEGUNDA: O CREDOR (FIDUCIÁRIO),


ora Vendedor, declara que o imóvel objeto do presente se
encontra livre e desembaraçado de quaisquer ônus,
dívidas, inclusive fiscais, hipotecas legais, judiciais e
convencionais, ações reais ou pessoais reipersecutórias e
de quaisquer outros gravames, o que faz sob as penas da
lei, devendo inclusive responder pela evicção.

CLÁUSULA TERCEIRA: O CREDOR (FIDUCIÁRIO)


declara expressamente, sob as penas da lei, que não está
sujeito, na qualidade de pessoa jurídica, às exigências de
CND do Instituto Nacional da Seguridade Social - INSS,
para promover a presente venda.

CLÁUSULA QUARTA: : O DEVEDOR


(FIDUCIANTE), declara sob as penas da lei que não é
contribuinte da Previdência Social na condição de
empregador, estando dispensado da apresentação da CND
do INSS e da Certidão Negativa da Receita Federal.

CLAUSULA QUINTA: O DEVEDOR (FIDUCIANTE)


declara que, não sendo casado, não se encontra na
constância de união estável prevista na Lei n.º 9.278, de
10 de maio de 1.996.

CLÁUSULA SEXTA: O DEVEDOR (FIDUCIANTE)


obriga-se, sob pena de rescisão contratual e vencimento
antecipado da dívida, a:
a) - pagar todas as parcelas e acréscimos;
b) - zelar pelo imóvel;
c) - pagar todos os encargos que recaiam sobre o imóvel
(impostos, contribuições, taxas, etc.);
d) averbar no Registro de Imóveis da situação do imóvel,
qualquer alteração de seu estado civil (casamento,
constância ou rompimento de uma união estável prevista
na Lei n.º 9.278/1.996).
No caso de devolução com exigência do Oficial
Registrador obriga-se o DEVEDOR (FIDUCIANTE) a
comunicar o CREDOR (FIDUCIÁRIO) por escrito,
dentro de 1 (um) mês a partir da devolução.

CLÁUSULA SÉTIMA: O preço certo e ajustado pela


compra do imóvel acima descrito é de
R$ ........................... que o CREDOR (FIDUCIÁRIO)
receberá em................. prestações mensais de R$ ............,
do DEVEDOR FIDUCIANTE, sendo a primeira
em ......./......../......... e a última em......./......../................,
em boa e corrente moeda nacional, sendo que o valor da
dívida será corrigido anualmente e o local de pagamento
será na Administradora.......no horário comercial, das
9:XX às 18:XX hs, de segunda a sexta feira.

CONFISSÃO DE DÍVIDA

CLÁUSULA OITAVA: O DEVEDOR (FIDUCIANTE),


neste ato, declara para os devidos fins de direito que
confessa a dívida constante da Cláusula Sétima.
DA INADIMPLÊNCIA

CLÁUSULA NONA: O atraso no pagamento de duas ou


mais prestações, além da multa de 2% e juros de 1% ao
mês, mais correção monetária , conferirá ao CREDOR
(FIDUCIÁRIO) o direito de intimar o DEVEDOR
(FIDUCIANTE), na forma e para os efeitos do art. 26 da
Lei n.º 9.518/97 para a devida purgação da mora.

CLÁUSULA DÉCIMA: A não-purgação da mora


decorrente da intimação prevista na Cláusula Anterior
acarretará a perda da pretensão real do DEVEDOR
(FIDUCIANTE) de recuperarem a propriedade do
imóvel, gerando a rescisão plena deste contrato e
consolidando a propriedade do imóvel na pessoa do
CREDOR (FIDUCIÁRIO), conforme cláusulas seguintes:

DA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA: O CREDOR


(FIDUCIÁRIO) fica expressamente autorizado a negociar
seu crédito, por qualquer modalidade legal, podendo este
vir a ser securitizado, nos termos e para os efeitos do art.
8.º da Lei n.º 9.518/97.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA: Para efeitos do


disposto no art. 28, VI, da Lei n.º 9.518/97, as partes
avaliam o imóvel objeto do presente em R$ ................
(....................). Este valor será reajustado após um mês da
presente Data, no dia..........de cada mês, corrigido com
base no índice de variação do IGPM/FGV do mês
anterior.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA: Nos termos do art.


22 e seguintes da Lei n.º 9.518/97, em garantia da dívida
ora confessada na forma e prazos estabelecidos na
Cláusula Sétima, o DEVEDOR (FIDUCIANTE), aliena
fiduciariamente o imóvel, objeto do presente.

Parágrafo Primeiro: Fica, em conseqüência, constituída a


propriedade fiduciária sobre o imóvel, em favor do
CREDOR (FIDUCIÁRIO)

Parágrafo Segundo: A garantia fiduciária abrange o


imóvel e todas as acessões, benfeitorias, melhoramentos,
construções e instalações.
Parágrafo Terceiro: A garantia, ora constituída, vigorará
íntegra até o cumprimento da última obrigação satisfeita
pelo DEVEDOR (FIDUCIANTE).

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA: O DEVEDOR


(FIDUCIANTE), entra, desde já, na posse do imóvel,
podendo fazer nele quaisquer Benfeitorias Necessárias de
conservação do imóvel,. Em se tratando de Benfeitorias
Úteis e Voluptuárias, somente poderão serem executadas
com a autorização por escrito do CREDOR
(FIDUCIÁRIO), sendo, também, vedadas demolições,
alterações ou a prática de qualquer ato que venha a
depreciar ou diminuir o preço do imóvel, objeto deste
contrato, bem como ferir posturas municipais sem o
competente alvará expedido pela Prefeitura.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA: O DEVEDOR


(FIDUCIANTE) declara saber as regras da Alienação
Fiduciária, nos termos do art. 27, da Lei n.º 9.518/97, que
estabelece:

I - Uma vez consolidada a propriedade em nome do


CREDOR (FIDUCIÁRIO), este , no prazo de trinta dias,
contados da Data do registro desta consolidação nos
termos do § 7º do art. 26 da Lei. 9.518/97 promoverá o
público leilão para a alienação do imóvel.

II - Se, no primeiro público leilão, o maior lance


oferecido for inferior ao valor do imóvel, estipulado na
forma do inciso VI do art. 28, será realizado o segundo
leilão, nos quinze dias seguintes.

III - No segundo leilão, será aceito o maior lance


oferecido, desde que igual ou superior ao valor da dívida,
das despesas, dos prêmios de seguro, dos encargos legais,
inclusive tributos, e das contribuições condominiais.

IV - A indenização por benfeitorias feitas no imóvel


somente ocorrerá se houver licitante em leilão do imóvel;

V - O valor da indenização nunca será superior ao saldo


que sobejar, depois de deduzidos todo o saldo da dívida e
demais acréscimos autorizados pela lei;

VI - Não havendo a venda do imóvel em leilão, não


haverá nenhum direito de indenização das benfeitorias;

VII - em qualquer caso, jamais haverá direito de retenção


por benfeitorias, mesmo que estas sejam autorizadas pelo
CREDOR (FIDUCIÁRIO), porque a Lei n.º 9.518/97
expressamente exclui este direito ( § 8.º, in fine, do art.
27 da lei retro mencionada)

VIII - Se o imóvel estiver locado, a locação poderá ser


denunciada com o prazo de trinta dias para desocupação,
salvo se tiver havido aquiescência por escrito do
fiduciário, devendo a denúncia ser realizada no prazo de
noventa dias a contar da Data da consolidação da
propriedade no fiduciário, devendo essa condição constar
expressamente em cláusula contratual específica,
destacando-se das demais por sua apresentação gráfica.

IX - Responde o DEVEDOR (FIDUCIANTE) pelo


pagamento dos impostos, taxas, contribuições
condominiais e quaisquer outros encargos que recaiam ou
venham a recair sobre o imóvel, cuja posse tenha sido
transferida para o fiduciário, nos termos deste artigo, até a
Data em que o fiduciário vier a ser imitido na posse.
Parágrafo Primeiro: A intimação do DEVEDOR
(FIDUCIANTE), feita nos termos dos incisos anteriores,
constituir-se-á também em notificação para que este
acompanhe todos os atos relativos aos leilões exigidos no
art. 27 da Lei n.º 9.518/97.

Parágrafo Segundo: Em caso de serem necessários leilões


pela não purgação da mora o DEVEDOR
(FIDUCIANTE) deverá manter contato com a CREDOR
(FIDUCIÁRIO), a fim de saber quando e onde serão
realizados os leilões, ficando o CREDOR
(FIDUCIÁRIO) desobrigado de nova comunicação,
intimação ou notificação, judicial ou extrajudicial.

Parágrafo Terceiro: A ausência do DEVEDOR


(FIDUCIANTE) nos leilões, caracterizará desinteresse
deste nos procedimentos e trâmites adotados pelo
CREDOR (FIDUCIÁRIO), mas não gerará qualquer
direito ou óbice aos leilões e suas consequências.

Parágrafo Quarto: Os leilões serão intermediados por


leiloeiro oficial e precedidos de publicação de, ao menos,
um edital com antecedência mínima de 10(dez) dias do
primeiro leilão, contendo especificações sobre a
realização do primeiro e da possível realização do
segundo leilão.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA: As partes requerem e


autorizam ao Registro de Imóveis a realização dos atos de
registro da Compra e Venda e da Alienação Fiduciária
acima contratadas, bem como as averbações que se
fizerem necessárias.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA: As partes se


comprometem a transmitir a seus sucessores, a qualquer
título, todas as condições aqui contratadas.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA: Fica eleito o Foro


de................. para dirimir qualquer questão oriunda deste
contrato.
E, por estarem todos de comum acordo, as partes assinam
e rubricam o presente instrumento, em 3 (três) vias de
igual teor e forma, sendo que uma das vias destina-se ao
arquivamento no Registro de Imóveis, e as outras duas
para as partes contratantes. juntamente com duas
testemunhas.

LOCAL/ Data........................................................

VENDEDOR = CREDOR
FIDUCIÁRIO.................................................

COMPRADOR = DEVEDOR
FICUCIANTE...............................................

TESTEMUNHAS:
1-
2-

A R B I T R A G E M - (CLÁUSULA OPCIONAL, EM
SUBSTITUIÇÃO À 18.ª)

CLÁUSULA ............: Qualquer litigância ou


desentendimento entre as partes abaixo-assinadas serão
solucionados somente mediante Arbitragem, nos termos
do disposto na Lei n.º 9.307/1.996, sendo que a parte que
requerer a Arbitragem comunicará a outra por notificação
regular, e o Árbitro escolhido pelas partes proferirá uma
decisão que valerá como sentença.

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