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6ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO

ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA BORGES DE MEDEIROS

NOME DO ESTUDANTE:----------------------------------------------------------------------
ÁREA DO CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS
COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA PROFESSORA: BÁRBARA LOUZADA
ANO: 2021 TURMA: 1025 e 1024 TURNO: manhã DATA:

O QUE É DEMOCRACIA -
A palavra democracia tem origem na cultura grega e pode ser traduzida como governo do povo ou de
todos os cidadãos. Na cidade de Atenas, por volta do ano 500 a. C. (Antes do nascimento de Cristo), criou-se o
sistema de governo que chamamos de democracia. Nessa sociedade, havia homens livres, que eram cidadãos,
e os escravos, que além de trabalhar para os homens livre não tinham direitos políticos. Para ser um cidadão,
era preciso também ser filho de pais atenienses. Portanto, nem os estrangeiros nem os escravos poderiam ser
cidadãos. Os cidadãos, por sua vez, exerciam a democracia direta, quer dizer, reuniam-se em um local
público para tomar decisões importantes sobre os destinos da cidade. As leis eram criadas e aprovadas por
essa assembleia de cidadãos.
Já nos dias atuais, a democracia se organiza de outra forma. Em geral, ela se relaciona com um tipo
especial de governo republicano. Nas sociedades republicanas democráticas, os governantes são eleitos
diretamente pelo povo, como ocorre no Brasil atualmente. No entanto, diferentemente do que ocorria em
Atenas na Antiguidade, nos dias de hoje não podemos aprovar diretamente com nosso voto as leis que são
propostas. Quem faz isso são os deputados e senadores que escolhemos para nos representar.
Em uma democracia, deve haver também liberdade de expressão. Ninguém pode ser proibido de
manifestar livremente o seu pensamento, nem ser preso sem que se prove que tenha cometido um crime
previsto em lei. O cidadão tem o direito de se opor às ideias dos governantes e de participar de movimentos
sociais que proponham mudanças no município, no estado ou no país.
Nos governos ditatoriais, ocorre o inverso. Com apoio militar, em geral, um grupo toma o poder pela
força e impõe suas regras e leis a toda a população. Assim, não há liberdade de expressão e aqueles que
discordarem das ideias desse governo podem ser presos ou excluídos da sociedade. Em vários casos, como
ocorreu no Chile e no Brasil, milhares de pessoas foram mortas por discordar dos governos militares.
É importante compreender que nos governos ditatoriais ocorre, quase sempre, um fortalecimento do
Poder Executivo (do chefe de governo, em especial, do presidente) e um enfraquecimento do Poder
Legislativo (deputados, senadores ou vereadores, que elaboram e aprovam as leis). O presidente que tomou o
poder e seus ministros decidem o destino da nação sem que os deputados e senadores possam interferir. Em
ditaduras, como já ocorreu no Brasil, o Poder Legislativo até mesmo deixou de funcionar.
Nos governos democráticos republicanos, os direitos dos cidadãos, as obrigações do Estado e dos
governantes e suas funções são definidas por uma Constituição. Ela é elaborada por representantes eleitos
pelos cidadãos, reunidos no que se denomina de Assembleia Constituinte. Essa Constituição passa a ser a lei
maior do país, definindo a forma de eleição do presidente, dos deputados, dos governadores e dos prefeitos.
DEMOCRACIA NO BRASIL
A história do Brasil passou por importantes momentos que nos trouxeram conquistas com relação à
política. A Democracia no Brasil demorou para se estabelecer, e ainda há controvérsias quanto a sua eficácia.
Durante os anos em que acontecem as eleições, acompanhamos por todas as mídias uma cobertura
bastante intensa com pesquisas e cobertura das votações demonstrando quão significativo é o processo para
a nossa democracia. Devemos, entretanto, estar atentos aos descaminhos e aos valores que essa
“democracia” assumiu ao longo dos séculos nos territórios brasileiros.
O início dos direitos políticos brasileiros
Durante o período colonial houve uma intensa restrição ao exercício dos direitos políticos, sendo
detentores destes somente aqueles que eram conhecidos como “homens bons”, e eram proprietários de
terras. Nas câmaras municipais, eram eles quem decidiam aqueles que ocupariam os cargos políticos de maior
importância, assim como quais leis seriam válidas ou não. Nesse momento, a exclusão política era bastante
intensa, caracterizada pela associação entre as elites e os direitos políticos.
No século XVIII, as ideias iluministas começavam a chegar ao Brasil, trazendo suporte para as revoltas
coloniais, surgindo, inclusive, como na Inconfidência Mineira, a ideia de organização de governos republicanos
como reivindicações. Houveram mudanças nos direitos, mas ainda não era possível elencar a busca pela
democracia, uma vez que ainda havia a escravidão no novo regime.
Na independência do Brasil, ainda assim, havia uma elite dominante que possuía interesse em manter
as vantagens econômicas, de forma que a escravidão foi mantida, apesar de ser instalado o voto censitário,
que foi homologado pela primeira constituição brasileira. A participação política era uma regalia destinada aos
privilegiados, e o poder moderador sacramentava um sistema político que era centralizado na figura do rei.
No ano de 1870, houve junto ao abolicionismo uma onda republicana. O fim da escravidão e da ordem
imperial chegou entre os anos de 1888 e 1889, e o acesso ao voto e às instituições passou a ser mais reduzido,
já que em um local em que não havia muitas instituições de ensino, a alfabetização passou a ser exigida como
requisito na escolha de representantes políticos.
Na Primeira República, a exigência se manteve, e se somou ao sistema eleitoral corrupto que estava
contaminado pelos mecanismos que determinavam a alternância das oligarquias do poder. As cidades foram
crescendo, assim como o eleitorado urbano, o que começou a causar alguns sinais de instabilidade. A partir
disso, então, em 1930, Getúlio Vargas assumiu o comando da nação.
Vargas criticava a corrupção eleitoral e a exclusão política, mas concomitantemente empreendeu
algumas manobras políticas que cristalizaram o seu nome no poder e, somente no ano de 1945 quando lutou
contra regimes totalitários europeus, Getúlio deixou o poder para que houvessem eleições no exercício da
cidadania de milhares de brasileiros.
Entre 1945 e 1964 houve um grande movimento em que se desenvolveram as instituições
democráticas, que acabaram trazendo o desenvolvimento econômico nacional, mas caminhava ao lado do
agravamento das questões sociais. Houve um aumento da dívida externa, e havia um choque entre a
demanda das classes trabalhadoras com o tom populista dos governantes da época. Os movimentos sociais e
os partidos de esquerda passaram, então, a reivindicar transformações mais significativas.
No ano de 1964, houve uma organização por parte dos militares para um golpe militar, que reduziu de
forma bastante drástica as liberdades democráticas do país. Isso aconteceu com alegações de que haviam
ameaças de revoluções comunistas, de forma que foi extinto o pluripartidarismo, assim como foi instalado um
sistema bipartidário que não deixava brechas às oposições sistemáticas ao governo. Somente 21 anos depois
os militares saíram do poder, permitindo que houvessem novamente eleições diretas, e livre organização
partidária. Os partidos se formaram, havia grande instabilidade econômica e índices inflacionários
gigantescos, de forma que, apesar de experimentarmos no Brasil o retorno da democracia, continuávamos
sem conhecer a sua importância e significado.
Nos dias atuais, os brasileiros podem exercer a sua cidadania por meio do voto, mas questiona-se de
forma bastante intensa e frequente a obrigatoriedade do voto para parte da população. Observamos que, nos
dias atuais, entre descrença e ceticismo, a crença nas ideologias e partidos acabam perdendo espaço para o
elogio e a imagem construída pela mídia para as figuras políticas que fazem do carisma muito mais importante
que a convicção e os projetos para angariar o eleitorado. É claro que demos grandes passos para a
democracia, mas ainda há muito trabalho para que os políticos exerçam de forma correta aquilo que foram
eleitos para fazer. Ainda assim, há a distorção da imagem de alguns políticos que acabam sendo favorecidos
ou prejudicados, e a falta de conhecimento a respeito da importância que a democracia tem em nossas vidas
e nosso desenvolvimento de uma forma geral.

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