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UNOPAR – UNIVERSIDADE DO NORTE DO PARANÁ

PEDAGOGIA

LEILA BETÂNIA VILLAÇA BATISTA

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO EDUCAÇÃO INFANTIL

Carlos Chagas
2020
LEILA BETÂNIA VILLAÇA BATISTA

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO EDUCAÇÃO INFANTIL

Relatório apresentado à Universidade Norte do


Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para
o aproveitamento da disciplina de Estágio
Curricular Obrigatório na Educação Infantil do
curso de Pedagogia.

Carlos Chagas
2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..............................................................................................................3
1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS..................................................................................4
2 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP).........................................................7
3 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA
BNCC....................................................................................................................10
4 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE
ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA...................................................................14
5 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS
DIGITAIS...............................................................................................................17
PLANOS DE AULA.....................................................................................................18
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................20
REFERÊNCIAS...........................................................................................................21
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INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo apresentar os tópicos solicitados para


conclusão do estágio obrigatório do ensino infantil, que infelizmente não pode ser
realizado em campo devido a pandemia de Corona Vírus (Covid-19) que acomete o
país e o mundo neste momento.
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1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS

O trabalho procura entender e esclarecer a discussão sobre o papel do


educador e do ensino na perspectiva de Vigotski, Leontiev e Elkonin e o que é o
desenvolvimento infantil e em que aspectos a educação escolar pode contribuir para
o desenvolvimento da criança.
O estudo analisa a literatura contemporânea sobre a educação infantil e seus
estudos antiescolar, bem como as visões da psicologia histórica e cultural sobre o
desenvolvimento e o ensino das crianças pequenas. A primeira questão levantada é
a de que a educação infantil era essencialmente considerada como ferramenta
auxiliar ou uma forma de preparar o aluno para o ensino fundamental. Com isso,
cresceu o debate sobre a função do ensino infantil, chegando à conclusão que o
ensino deve ter o cuidar e o educar como objetivo, e colocar as relações educativas
dentro de um espaço coletivo. Vigotski inaugura uma nova abordagem do processo
de desenvolvimento infantil, desvelando o papel da cultura e das relações sociais no
desenvolvimento do psiquismo da criança e afastando-se, assim, do
maturacionismo, do ambientalismo e do interacionismo.
Para Vigostki, a biologia não pode ser usada como o fator principal
determinante do desenvolvimento das crianças, porque carece das leis naturais
gerais predefinidas pela genética e apresentadas em contextos sociais e culturais.
Dessa forma, a perspectiva histórico-cultural contrapõe-se radicalmente a uma visão
naturalizante do desenvolvimento infantil, isto é, indica que não é possível
compreender o desenvolvimento infantil como um processo natural, que se
desenrola de forma espontânea, como resultado de leis naturais. Isso significa que o
desenvolvimento psíquico não percorre um caminho natural, determinado pelas leis
da natureza.
Leontiev e Elkonin pensam da mesma maneira quando concordaram que o
relacionamento entre as crianças e o meio ambiente e a singularidade de cada
situação devem ser considerados. Sendo a definição de cultura, por Vigotski, tudo
que foi criado e modificado pelo homem na natureza, ele afirma que nesse processo
de transformação do meio, o homem acaba transformando sua própria conduta e
que o domínio de tal conduta (como a atenção voluntária, como exemplo) é
caracterizado por uma função psicológica superior exclusiva dos seres humano.
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Esse domínio é dado pela significação (criação dos símbolos) e o principal símbolo é
a linguagem, tendo grande valia no desenvolvimento psicológico. O significado é a
principal característica social, que é então transferida para o indivíduo, e é a lei
genética geral do desenvolvimento cultural, caracterizada como ação organizada.
Leontiev e Vigotski concordaram que, após a introdução de símbolos e domínio
cultural, as crianças dominam as habilidades humanas, mas não são transmitidas
biologicamente. A apropriação cultural só pode ser alcançada através da mediação
de outra pessoa caracterizada por Leontiev como educação. O ensino como
principal agente educador não pode basear-se na maturidade espontânea da
criança, nem na herança de funções mentais superiores, mas na base da promoção
da formação das condições e sinais da criança.
Não sendo necessário sincronizar com o estágio de desenvolvimento, o
aprendizado deve desempenhar um papel no campo de desenvolvimento potencial
(ZDP), no qual o aprendizado ainda não está maduro, liderando o caminho e
promovendo o desenvolvimento. Vigotski propôs que a imitação é a principal
ferramenta de aprendizagem para o desenvolvimento, embora a imitação seja
atualmente considerada prejudicial no ensino.
No entanto, a criança deve entender o comportamento antes que possa imitá-
lo, de modo que seu potencial intelectual é limitado. Leontiev diz que é necessário,
que na criança sejam cultivadas as funções psicológicas para maximizar o potencial
de desenvolvimento, além do treinamento mecânico, as crianças também devem
desenvolver funções psicológicas, como orientação e organização correta das
atividades das crianças.
Vigotsky, Leontyev e Elkonin defendiam essa visão, negavam o método
passivo da educação e consideravam a educação um papel norteador. Elkonin
enfatizou que a organização deve adaptar o aprendizado às características de cada
período de desenvolvimento, e os educadores não podem agir em áreas de
desenvolvimento em potencial. Quando se fala de estágios de desenvolvimento, a
primeira coisa a se destacar é que suas mudanças não são apenas mudanças
quantitativas (isto é, o grau de evolução), mas também qualitativas. O tipo de
relacionamento entre crianças e o ambiente também está mudando. Se gerenciado
adequadamente, não será acompanhado por uma crise.
Essas etapas dependem do desenvolvimento das principais atividades, o que
contribuirá para o surgimento de outros tipos de atividades. A principal atividade no
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primeiro ano de vida é a comunicação emocional direta, seguida pela manipulação


de objetos, na qual os adultos estimulam a capacidade de dominar a linguagem, que
é a chave para a colaboração entre adultos e crianças nessa atividade. Dos três aos
seis anos de idade, a atividade principal é geralmente encenar, e as crianças
precisam aprender relacionamentos sociais e se adaptar aos seus papéis. Nesse
estágio, é essencial que a realidade social da criança seja extensa, e que o
educador saiba como controlar o jogo, escolhendo os temas e acessórios usados
sem inibir sua criatividade e independência. Nesta fase pré-escolar, o ensino da
criança é conduzido por meio do brincar, que é a principal atividade nesta fase. Após
ingressar na idade escolar, as principais atividades passam a ser atividades de
aprendizado. Para entrar na fase escolar para atingir a meta, a criança deve ter boa
capacidade de desenvolvimento infantil e ensiná-la a pensar através de esforços
intelectuais. Elkonin também argumentou que essa mudança é orgânica e
interconectada.
Neste artigo, foi concluído que Vigostki, Leontiev e Elkonin defendiam o
ensino do desenvolvimento da primeira infância através da intervenção da
consciência do educador. Elkonin defende ainda que essa mudança seja feita de
maneira orgânica e vinculada.
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2 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)

1. O que é o PPP e qual a importância desse documento para o


ambiente escolar?
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento que reflete a
proposta educacional da instituição de ensino. Também conhecido apenas como
projeto pedagógico, é um documento que deve ser produzido por todas as escolas,
segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
O PPP é um documento norteador que deve ser elaborado por todas
as escolas com o objetivo de orientar as práticas educacionais durante todo o ano
letivo. Apesar do seu caráter formal, o Projeto Político Pedagógico deve ser
acessível para todos os integrantes da comunidade escolar e para isso a construção
do PPP deve ser colaborativa. Ainda assim, é fundamental que exista uma figura
mobilizadora que se responsabilize por conduzir esse processo, papel designado ao
diretor escolar. A elaboração do Projeto Político Pedagógico pode ocorrer de
diversas formas. Há instituições que o constroem por meio do Conselho Escolar, já
que ele envolve representantes dos diversos segmentos da comunidade.
Outras instituições optam pela participação individual ou pela
formação de plenárias. Não existe um formato correto, uma vez que cada espaço
educacional possui uma realidade diferente.
Por outro lado, para a finalização do documento muitas instituições
de ensino convocam uma equipe de especialistas pedagógicos. Embora não seja
regra, essa é uma ação muito praticada, pois esses profissionais geralmente
conseguem atingir um alto padrão de qualidade e de viabilidade à redação final das
propostas.
A importância desse documento na prática, estipula quais são os
objetivos da instituição e o que a escola, em todas as suas dimensões, vai fazer
para alcançá-los. Nele, serão considerados todos os âmbitos que compõem o
ambiente educacional, como:
 A proposta curricular: deve ficar claro o que será ensinado e qual será a
metodologia adotada. A proposta pedagógica deve trazer, ainda, as diretrizes
adotadas pela instituição para avaliação da aprendizagem, bem como do
próprio método de ensino;
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 Diretrizes sobre a formação dos professores: o documento deve ser claro


sobre a forma como a equipe docente vai se organizar para cumprir a
proposta curricular. Além disso, deve haver um plano para desenvolvimento e
capacitação contínuos da equipe;
 Diretrizes para a gestão administrativa: para que a proposta curricular e as
diretrizes sobre o corpo docente sejam cumpridas é necessário que exista um
suporte administrativo bem organizado. O documento apontará o caminho
para que a gestão da escola viabilize os outros pontos.
Em suma, o documento funciona como um mapa para que a instituição
alcance seu potencial máximo, adequando-se ao contexto no qual está
inserida e contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento de seus
alunos.

2. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento


normativo que define as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem se
apropriar na educação básica. Sendo assim, todas as escolas devem organizar seu
currículo a partir desse documento. Com base na leitura que você realizou, como as
competências gerais da Educação Básica se inter-relacionam com o PPP?

As aprendizagens essenciais da Base Nacional Comum Curricular - BNCC estão


expressas em dez competências gerais. Elas definem a base educacional,
norteando os caminhos pedagógicos.
De acordo com o Ministério da Educação-MEC, as competências gerais são
mobilizações de conhecimentos de acordo com os princípios éticos, estéticos e
políticos, que visam à formação humana em suas múltiplas dimensões. O objetivo é
perpetuar no ensino uma comunicação integral, a mobilização de conhecimentos,
atitudes, valores e habilidades para suprir as demandas do cotidiano, a fim de
garantir o crescimento do aluno como cidadão e qualificá-lo para o mercado de
trabalho.

As competências gerais da Educação Básica envolvem:


 as várias mobilizações de conhecimentos que são sempre realizadas levando
em consideração os princípios éticos, estéticos e políticos, e objetivam a
formação humana em suas múltiplas dimensões.  
 perpetuar a comunicação integral no ensino;
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 mobilizar as atitudes, valores e também as habilidades com o intuito de suprir


as demandas do dia a dia, e assim garantir o favorecimento do aluno como
cidadão, o qualificando para mercado de trabalho.

3. A avaliação da aprendizagem é um elemento crucial no processo


de ensino e de aprendizagem, visto que oportuniza indícios dos avanços escolares e
dos pontos que precisam ser aperfeiçoados. Com base na leitura que você realizou
do PPP, de que modo a escola apresenta o processo de avaliação?
As atividades avaliativas do(a) educando(a) deverão ser adequadas
à faixa etária e ao período em que estiver matriculado(a).
Objetivando uma avaliação contínua, a criança será constantemente
acompanhada, orientada, mediante registros e comunicação quanto ao
desenvolvimento do processo educativo.
A avaliação considerará o desempenho da criança, a capacidade em
solucionar problemas propostos, diagnósticos dos avanços e dificuldades,
características inerentes ao processo de aprendizagem.
A avaliação basear-se-á em dois pressupostos:
 Observação atenta e criteriosa sobre as manifestações de
cada criança;

 Reflexão sobre o significado dessas manifestações de


acordo com o desenvolvimento do(a) educando(a).

De acordo com a Proposta Pedagógica do Colégio, cada criança da Educação


Infantil ao 1º Ano do Ensino Fundamental- Anos Iniciais terá ao final de cada Etapa
Letiva uma Ficha de Avaliação e do Direito de Aprendizagem e Desenvolvimento, na
qual contarão Conceitos/Habilidades referentes aos Campos de Experiência e
Componentes Curriculares propostos pela BNCC (Base Nacional Comum
Curricular).
O modelo avaliativo tem se mostrado de forma diferenciada, em relação aos das
últimas décadas, pelo fato de que visa cada vez mais o desenvolvimento de práticas
que estejam propensas a promover um feedback a ambas as partes.
Este feedback será essencial para o entendimento das necessidades
pedagógicas dos alunos ao entendimento dos educadores, assim como o
reconhecimento dos erros e pontos fracos pelos próprios alunos.
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3 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC

1. Como podemos entender o termo Transversalidade?

Os temas transversais são constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais


(PCN's) e compreendem seis áreas: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo,
Solidariedade), Orientação Sexual (Corpo: Matriz da sexualidade, relações de
gênero, prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis), Meio Ambiente (Os
ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental) ,
Saúde (autocuidado, vida coletiva), Pluralidade Cultural (Pluralidade Cultural e a
Vida das Crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser
Humano como agente social e produtor de cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania)
e Trabalho e Consumo (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente
e Saúde; Consumo, Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas;
Direitos Humanos, Cidadania). Podemos também trabalhar temas locais como:
Trabalho, Orientação para o Trânsito etc.
Os temas transversais expressam conceitos e valores básicos à democracia e à
cidadania e obedecem a questões importantes e urgentes para a sociedade
contemporânea. A ética, o meio ambiente, a saúde, o trabalho e o consumo, a
orientação sexual e a pluralidade cultural não são disciplinas autônomas, mas temas
que permeiam todas as áreas do conhecimento, estão sendo intensamente vividos
pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em
seu cotidiano.

2. Qual a importância de se trabalhar com os TCTs na escola?

Os Temas Transversais caracterizam-se por um conjunto de assuntos que


aparecem transversalizados em áreas determinadas do currículo, que se constituem
na necessidade de um trabalho mais significativo e expressivo de temáticas sociais
na escola. Alguns critérios utilizados para a sua constituição se relacionam à
urgência social ,a abrangência nacional, à possibilidade de ensino e aprendizagem
na Educação Básica e no favorecimento à compreensão do ensino/aprendizagem,
assim como da realidade e da participação social. São temas que envolvem um
aprender sobre a realidade, na realidade e da realidade, preocupando-se também
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em interferir na realidade para transformá-la. Os temas transversais atuam como


eixo unificador, em torno do qual se organizam as disciplinas, devendo ser
trabalhados de modo coordenado e não como um assunto descontextualizado nas
aulas. O que importa é que os alunos possam construir significados e conferir
sentido àquilo que aprendem como um assunto descontextualizado nas aulas. O que
importa é que os alunos possam construir significados e conferir sentido àquilo que
aprendem. Quando enfocamos o tema transversal Trabalho e Consumo, poderemos
enfatizar a informação das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão
histórica, assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o
comunitário, a escravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Poderemos
também analisar a influência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a
Indústria Cultural. Refletir como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões
de beleza e condutas que manifestam valores e expectativas. Analisar criticamente o
anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos e serviços.
O papel da escola ao trabalhar Temas transversais é facilitar, fomentar e integrar as
ações de modo contextualizado, através da interdisciplinaridade e transversalidade,
buscando não fragmentar em blocos rígidos os conhecimentos, para que a
Educação realmente constitua o meio de transformação social.

3. Dos TCTs listados, quais podem ser trabalhados de forma transversal no seu
curso de graduação?

Na atualidade, o desenvolvimento econômico e social do país, exige o cenário de


uma escola democrática, criativa, inclusiva, plural, participativa, agente do
desenvolvimento sustentável, capaz de garantir a igualdade de oportunidades para
todos.
Com a LDBEN 9394/96 e mesmo com os Parâmetros Curriculares Nacionais
constatamos que o objetivo principal da educação é a cidadania. É preciso uma
mudança de paradigma para entender que a educação tem a finalidade de promover
a formação do cidadão.
Os conteúdos tradicionais continuam sendo os referenciais do sistema educacional.
O objetivo da escola continua sendo trabalhar os conteúdos tradicionais, como
Matemática, História, Química, Física, Biologia, Línguas, etc., e,  transversalmente,
perpassando estes conteúdos, os temas mais vinculados ao cotidiano, que
são: ética, meio ambiente, orientação sexual, pluralidade cultural, trabalho e
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consumo e saúde.
Dentro da Pedagogia, através da tematização da Ética, deverão ser abordados
temas da atualidade que possam ser estudados e analisados tendo como referência
o contexto da Proposta Pedagógica da Escola. Essa abordagem conduz a escola a
estimular a autonomia na composição de valores dos educandos, auxiliando-os a se
situarem nas interações sociais dentro da escola e da comunidade como um todo,
abrangendo os principais grupos temáticos: respeito mútuo, justiça, diálogo e
solidariedade.
O segundo tema transversal importante para ser trabalhado é o Meio Ambiente. Este
tema não se reduz apenas ao ambiente físico e biológico, mas abrange também as
relações sociais, econômicas e culturais. Através dessa visão deve-se propiciar
momentos de reflexões que induzam os alunos ao enriquecimento cultural, à
qualidade de vida e à preocupação com o equilíbrio ambiental.
O terceiro tema é Orientação sexual. Vale ressaltar que são questões a serem
abordadas em sala de aula, apesar de abranger assuntos de foro íntimo. Mas estas
abordagens estarão vinculadas a informações e estudos sobre métodos
contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, a descoberta do próprio corpo
e da sexualidade, que poderão ser aprofundadas, a partir de evidências objetivas.
O quarto e último, pelo motivo da sociedade brasileira ser formada por diversas
etnias, a abordagem da Pluralidade Cultural tem como missão respeitar os
diferentes grupos e culturas que compõem o contexto étnico brasileiro, estimulando
a convivência dos diversos grupos e fazendo dessa particularidade um fator de
enriquecimento cultural.
Importante enfatizar que os Temas Transversais são mais uma forma de incluir as
questões sociais no currículo escolar, que se enriquece através da flexibilidade, uma
vez que os temas podem ser contextualizados e trabalhados de acordo com as
diferenças locais e regionais. Foram escolhidos por um critério de necessidades
comuns em todo o território nacional e por um discernimento de urgência social.
Assim sendo, os temas transversais devem ser trabalhados de maneira
interdisciplinar, para que seja possível transformar e aceitar uma visão diferenciada
de mundo, de conhecimento, de ensino e aprendizagem. A interdisciplinaridade e a
transversalidade se completam, na realidade escolar, com a urgência de abordar o
conhecimento, como algo ativo, inacabado, passível de transformação e de ser
vinculado às questões sociais.
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4. O Guia apresenta uma metodologia de trabalho para o


desenvolvimento dos TCTs, baseado em quatro pilares. Quais são estes pilares?
Comente sua perspectiva sobre essa metodologia.

 Problematização da realidade e das situações de aprendizagem


 Superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão
sistêmica
 Promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como
uma construção coletiva
 Integração das habilidades e competências curriculares à resolução de
problemas

Essa metodologia contribuiu para a aplicação do conhecimento teórico adquirido


pelos alunos, contribuindo para que assimilem o conteúdo de forma prática em seus
estudos. Portanto é um método de caráter avaliativo, que visa garantir a eficácia do
aluno, criando uma visão crítica e ampla da área de atuação escolhida.
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4 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE


ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA

Pode-se dizer que, diante da possibilidade de melhores procedimentos


educacionais, a gestão escolar é o caminho para coordenar e organizar as
instituições de ensino. Quando atribuímos a democracia à administração da escola,
devemos ter em mente os conceitos acima, mas devemos aumentar a idéia de
cooperação mútua, compartilhamento de poder, percepção e sensibilidade no
processo educacional e o potencial de procurar desenvolver pessoas envolvidas na
educação para que as escolas possam adicionar idéias e estratégias de maneira
mais ampla.
Pode-se afirmar que o professor é quem conhece de forma mais esclarecedora as
particularidades dos alunos (suas potencialidades, limitações, fatores influentes em
sua aprendizagem, dentre outros). Assim, o educador precisa possuir o
conhecimento sobre o que vem a ser gestão democrática, pelo menos seu conceito
básico, já que essa gestão deve ser norteada por ações que influirão diretamente no
cotidiano da sala de aula, o “habitat natural” do professor. Portanto, é essencial
chegar a um consenso sobre a democratização do ambiente escolar para
desempenhar bem os deveres dos professores e programar uma gestão escolar
democrática eficaz. “À medida que o educador, enquanto educador compreende a
importância social do seu trabalho, a dimensão transformadora da sua ação, a
importância social, cultural, coletiva e política da sua tarefa, o seu compromisso
cresce” (RODRIGUES, 2003, p. 66). Com base nessa concepção, fica claro que,
através da compreensão dos professores de todos os fatores que norteiam a gestão
democrática, é obtida uma nova concepção, que mudará ativamente sua prática de
ensino devido ao fortalecimento dessa concepção. O compromisso com a educação
trouxe uma nova perspectiva para melhorar o trabalho dos professores, que sempre
usou a democratização da gestão como uma bússola e o guiará no trabalho diário
da escola sobre sua atribuição e possíveis contribuições.
1) Considerando os conhecimentos abordados sobre a docência na
educação infantil, aponte três atividades que fazem parte da rotina de trabalho do
professor e explique como essas atividades devem ocorrer.
Acolhida: Esse é o primeiro momento do dia que a criança terá
contato com a sala de aula, o professor e os colegas e, por isso, é importante que
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ela se sinta animada para toda a rotina .Uma sugestão é criar na sala um ambiente
com jogos e brinquedos que possam ser utilizados pelas crianças enquanto a
professora recebe a cada um. Elas também podem ser recebidas com música, com
cumprimentos especiais e serem convidadas a ocuparem um espaço específico.
 Hora da roda: Aqui cabe ao educador organizar o espaço, para que
todos os que desejam possam falar, para que todos estejam sentados de forma que
possam ver-se uns aos outros, além de fomentar as conversas, estimulando as
crianças a falarem, e promovendo o respeito pela fala de cada um. Através das
falas, o professor pode conhecer cada um de seus alunos, e observar quais são os
temas e assuntos de interesse destas. Na roda, o educador pode desenvolver
atividades que estimulam a construção do conhecimento acerca de diversos códigos
e linguagens, como, por exemplo, marcação do dia no calendário, brincadeiras com
crachás contendo os nomes das crianças, jogos dos mais diversos tipos.
 Hora da brincadeira: Brincar é a linguagem natural da criança, e
mais importante delas. Acredita-se que a brincadeira é uma atividade essencial na
Educação Infantil, onde a criança pode expressar suas ideias, sentimentos e
conflitos, mostrando ao educador e aos seus colegas como é o seu mundo, o seu
dia a dia. A brincadeira é, para a criança, a mais valiosa oportunidade de aprender a
conviver com pessoas muito diferentes entre si; de compartilhar ideias, regras,
objetos e brinquedos, superando progressivamente o seu egocentrismo
característico; de solucionar os conflitos que surgem, tornando-se autônoma; de
experimentar papéis, desenvolvendo as bases da sua personalidade .

2) Exemplifique de que maneira a equipe pedagógica poderá


orientar o professor tendo como referência a utilização do Projeto Político
Pedagógico e da Proposta Curricular.
É por meio do próprio Projeto Político Pedagógico, onde se define o
que ensinar, as possíveis metodologias utilizadas e também as formas de
avaliação e de organização do próprio professor. A proposta curricular estabelece o
que é, e como se leciona, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização
do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.
A coordenação é parte pedagógica de uma escola, para que
apresentem eficiência em seus trabalhos, requer um grande alinhamento entre as
propostas, norteadas pelo Projeto Político Pedagógico.
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Dessa forma, é fundamental que ambas as partes estejam em


conformidade, no sentido de gerar melhores experiências aos próprios alunos,
através de atividades pedagógicas mais significativas, levando a melhores
desempenhos.

3) No que se refere às atribuições da equipe administrativa,


descreva a importância da relação da direção com a equipe pedagógica para a
qualidade dos processos educativos no contexto escolar.
A figura do diretor não é só no âmbito administrativo como muitas
pessoas pensam, o seu papel também está atrelado ao pedagógico. O diretor
trabalha de forma coletiva com os outros atores do processo escolar.  
O diretor precisa se inteirar sobre as questões pedagógicas, o
coração da equipe pedagógica dentro da escola são os professores e a própria
equipe pedagógica, que vão direcionando dentro do currículo, dentro dos conteúdos
a serem ministrados, dentro das metodologias que esse professor utiliza.
O diretor precisa acompanhar, não só a questão das notas, das
avaliações, mas principalmente a questão da evasão, aprovação e reprovação por
conselho de classe.  
A equipe pedagógica e os professores trazem essas informações
para o diretor e nesse sentido estabelecem-se estratégias para resgatar esse aluno
da evasão, e dificuldade de aprendizagem.  
O diretor estabelece estratégias junto com a equipe pedagógica e
junto com os professores auxiliando nessa implementação, pois não adianta
somente a equipe pedagógica e os professores tentarem realizar essas ações, o
diretor é o condutor de todas essas ações pedagógicas também e ele deve dar além
de todo o suporte administrativo da estrutura pedagógica, materiais didáticos,
valorização da biblioteca, a possibilidade de organizar essa escola dentro das
metodologias da tecnologia da informação e da comunicação para que dentro da
sua função enquanto diretor do escopo pedagógico possa direcionar os recursos e
os encaminhamentos pedagógicos junto com a equipe pedagógica e com os
professores. 
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1 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS


DIGITAIS

O estudo sobre o uso das tecnologias digitais no processo ensino-


aprendizagem não é recente na educação. Desde o final do século passado, com a
introdução do uso dos computadores na escola, diversos estudos têm sido
realizados com o objetivo de identificar estratégias e consequências dessa
utilização. O envolvimento das instituições de ensino, professores e demais
profissionais da educação nesse processo de implementação das tecnologias
digitais é considerado um desafio e discussões sobre o tema são recorrentes em
diferentes instâncias.
O uso de metodologias ativas precisa refletir sobre alguns
componentes básicos do processo: o papel de professores e alunos em propostas
de atividades de ensino que estão distantes dos modelos tradicionais; o papel da
avaliação e a contribuição da tecnologia digital; a organização do espaço isso requer
uma nova configuração de colaboração e integração de tecnologias digitais, o papel
da gestão escolar e a influência da cultura escolar nesse processo. Os papéis
desempenhados por professores e alunos são alterados em relação aos programas
tradicionais de ensino, e as configurações da sala de aula são propícias à interação,
colaboração e participação em momentos da tecnologia digital.
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PLANOS DE AULA
Plano de Aula 1
Disciplina Liguagem oral e artes visuais
Série Educação Infantil
Identificação
Turma 4 a 5 anos
Período manhã
Conteúdo Mostrar as diferenças entre as pessoas e o respeito ao “eu, o outro e o nós
Objetivo Geral
Trabalhar as diferenças e o respeito ao próximo, mostrando que as pessoas.
Objetivos
Objetivos Específicos
Trabalhar e valorizar as diferenças, incentivar o respeito ao próximo.
Antes do início da aula decorar a sala com cartazes que demonstrem as
diferenças entre as pessoas negras, brancas, gordas, magras, deficientes,
etc.
Receber os alunos em sala, pedindo para que forme um círculo, para realizar
uma roda de leitura;
Ler para as crianças a história do livro Minha Família é colorida (de maneira
Metodologia resumida);
Após a realização da leitura, promover um momento para que os alunos
falem sobre o que eles entenderam na história sobre as diferenças, deixar
com que eles tenham contato com o livro;
Exibir um vídeo da turma da Mônica - respeito e tolerância;
Pedir para que os alunos andem pela sala observando os cartazes e
apontem as diferenças encontradas por eles.

Ler para as crianças a história do livro Minha Família é colorida (de maneira
Recursos resumida); Computador e retrojetor para exibição do vídeo; Sulfites; Lápis de
cor e giz de cera; Revistas, Jornais; Tesoura.

Será avaliado durante a elaboração do trabalho realizado pelos alunos.


Atividades

Pedir para que os alunos montem cartazes nas folhas de sulfite com
figuras recortadas das revistas, jornais ou com desenhos feitos por eles que
Avaliação destaquem as diferenças que foram notadas durante a leitura do livro e a
exibição do filme.

Critérios
Avaliar a capacidade de entendimento e interação referente a história lida e o
vídeo exibido e interação com os colegas da sala.
Martin, Georgina. Minha Família e Colorida, 2015.
Vídeo Turma da Mônica Respeito e Tolerância:
Referências
https://www.youtube.com/watch?v=sDWQ-QuSXXQ
https://novaescola.org.br/plano-de-aula
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Plano de Aula 2
Disciplina Liguagem oral e artes visuais
Série Educação Infantil
Identificação
Turma 4 a 5 anos
Período manhã
Conteúdo Mostrar as diferenças e noções corporais, o respeito entre as pessoas.
Objetivo geral
Construir noções corporais;
Perceber-se como diferente do outro;
Respeitar as características de cada um;
Objetivos
Ampliar o conhecimento de letras do alfabeto;
Objetivos específicos
Levar a criança a perceber-se como diferente do outro, respeitando a si
e aos outros em suas singularidades.
Organizar a sala para que os alunos possam se acomodar e aproveitar o
momento da contação da fábula;
Receber os alunos;
Contar a história “O Peixinho de Chocolate” com a ajuda de slides para
melhor entendimento da turma;
Metodologia Conversar com a turma sobre o que elas acharam da história;
Explorar todos os aspectos, fazendo um contraponto. E aqui na escola,
todas as crianças são iguais?
Pedir para que os alunos desenhem o amiguinho, destacando suas
diferenças, como cor dos olhos, cabelos, altura, etc.
Expor os trabalhos elaborados pela sala, para que os alunos percebam
as diferenças entre eles.
História: O Peixinho de Chocolate
Computador e retroprojetor para exibição dos slides;
Recursos Sulfites;
Lápis de cor e giz de cera;
Tesoura.
Será avaliado durante a elaboração do trabalho realizado pelos alunos,
e a fala dos alunos durante o período da discussão sobre a história
contada.
Atividades
Pedir para que as crianças escolham um coleguinha da sala para
Avaliação desenhar observando as características desse colega. Cor dos olhos,
cor da pele, tipo do cabelo, altura, etc.
Critérios
Avaliar a capacidade de entendimento e interação referente a historia
contada e interação e entendimento com os colegas da sala e como
ficou a sala depois do trabalho realizado.
O Peixinho de Chocolate” de MENDONÇA,
Carmen. O Peixinho de Chocolate. Uberlândia,
Referências 2000. 1 ed.
https://www.soescola.com/2017/11/plano-de-aulatrabalhando-
as-diferencas.html
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a pandemia de Covid-19 que assola o país e o mundo nesse momento,


infelizmente não foi possível ir a campo para essa fase do estágio da Educação
Infantil, mas com a elaboração desse trabalho foi possível notar o quanto a fase da
educação infantil é importante para a criança, sendo essa uma fase importante na
qual a criança se prepara para o ensino fundamental, e a maneira que essa criança
passa pela educação infantil irá refletir nas fases futuras do ensino educacional. O
professor precisa estar bem preparado para essa fase, pois se trata de um período
de suma importância na vida da criança.
21

REFERÊNCIAS

MARTINS, LM., and DUARTE, N., orgs. Formação de professores: limites


contemporâneos e alternativas necessárias [online]. São Paulo: Editora
UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 191 p. ISBN 978-85-7983-103-4.
Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.

PASQUALINI,JC. O papel do professor e do ensino na educação infantil: a


perspectiva de Vigotski, Leontiev e Elkonin Disponível em: <http://books.scielo.
com.br>. Acesso em: 25 nov. 2020.

Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade escolar. In: VIGOTSKI, L.


S., LEONTIEV, A. N.; LURIA, A. R. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem.
São Paulo: Ícone, 2001b.
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