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FATEC SHUNJI NISHIMURA - POMPÉIA

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE POMPÉIA


CURSO TECNOLOGIA EM MECANIZAÇÃO EM AGRICULTURA DE PRECISÃO

José alexandre Pimenta


Luiz Paulo Mirandola
Mateus Consolino Beffa
Paulo Sergio Lima Siqueira
Vanderlei de Azevedo

COLHEDORA DE CAFÉ:
Oxbo 9220

Pompéia – SP

2021
FATEC SHUNJI NISHIMURA - POMPÉIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA DE POMPÉIA
CURSO TECNOLOGIA EM MECANIZAÇÃO EM AGRICULTURA DE PRECISÃO

José alexandre Pimenta


Luiz Paulo Mirandola
Mateus Consolino Beffa
Paulo Sergio Lima Siqueira
Vanderlei de Azevedo

COLHEDORA DE CAFÉ:
Oxbo 9220

Trabalho apresentado ao curso de


Mecanização de Agricultura de Precisão,
como requisito parcial para a disciplina de
Máquinas Agrícolas III, sob orientação do
Prof. Me. Edson Massao Tanaka.

Pompéia – SP

2021
Sumário
Colhedora Oxbo 9220 ................................................................................................. 4
SOLUÇÕES AVANÇADAS ......................................................................................... 4
A COLHEDORA DE CAFÉ .......................................................................................... 5
MANUTENÇÃO: definição e métodos ....................................................................... 11
Manutenção preventiva: ......................................................................................... 11
Manutenção corretiva:............................................................................................ 11
Manutenção controlada/preditiva: .......................................................................... 11
A manutenção de máquinas agrícolas ...................................................................... 12
Tempo de manutenção .......................................................................................... 12
Tempo de manutenção corretiva: .......................................................................... 13
Limpeza, Ajuste/Reaperto e Lubrificação ............................................................... 13
Lubrificantes e lubrificações ................................................................................... 13
I. Viscosidade: .................................................................................................... 14
II. Índice de viscosidade: ..................................................................................... 14
Substituição de peças ............................................................................................... 15
Custos Operacionais na colheita mecanizada de café .............................................. 15
Manutenção das varetas da colhedora de café ......................................................... 16
Cronograma de manutenções ................................................................................... 16
CONCLUSÕES ......................................................................................................... 17
BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 19

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2021
COLHEDORA DE CAFÉ:
OXBO 9220

Trabalho sobre manutenção da colheitadeira de café 9220 da empresa internacional


Oxbo. O presente busca mostrar, não apenas as características técnicas, mas a
manutenção da máquina.

OXBO
Colhedora Oxbo 9220

A Oxbo se apresenta como uma empresa cujo compromisso é desenvolver


tecnologia, oferecendo soluções de interface de máquina, controle e automação, bem como
ferramentas avançadas de gerenciamento de dados. A melhor tecnologia fornece
informações claras e concisas ao usuário, orientando a tomada de decisões e aumentando a
eficiência e a produtividade. Visando soluções para frota, mapeamento de rendimento,
direção de máquina automatizada e sistemas de gerenciamento de desempenho em uma
ampla faixa de nosso portfólio diversificado de equipamentos.

SOLUÇÕES AVANÇADAS

FleetCommand: Sistema de telemática com recursos avançados de gerenciamento


de desempenho.
Yield Tracker: mapeamento GPS de culturas especiais para obter informações
sobre a distribuição da produção nos campos.
Sistemas de orientação Oxbo: tem várias opções de sistemas de orientação
utilizando GPS ou sensores.
Classificação Premium: Tecnologia avançada de classificação e limpeza de
colheitas a bordo.
Smartstaging: Tecnologia de automação exclusiva para colheitadeiras de pesquisa.
OxboConnect: portal de informações técnicas pesquisáveis e pedidos de peças on-
line da Oxbo.

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A COLHEDORA DE CAFÉ
Após quase duas décadas do nascimento da colhedora de café Korvan 9200, a Oxbo
apresentou sua sucessora, projetada e fabricada no Brasil, a Oxbo 9220, uma colhedora de
café totalmente nova, de alto rendimento, eficiente e dimensionada para as lavouras de café
brasileiras.
A remoção do café da planta é feita de forma eficaz e delicada devido ao conjunto de
vibradores Dynarotor® Plus. Este sistema utiliza uma correia sincronizadora para gerar uma
vibração constante e uniforme sobre a planta, fazendo a remoção do café sem a
necessidade de utilizar a rotação em excesso.
A máquina vem equipada com motor de 80 cv de potência e com comandos
ergonômicos. Além disso, conta com um reservatório com capacidade para 2.200 litros de
café. Desenvolvida para atender lavouras de café inclinadas, colhedora realiza as operações
de forma eficiente. O Principal benefício da máquina é que pode operar em áreas inclinadas
de até 35 graus e com fácil manobrabilidade.
O preço da máquina, verificado com o representante da empresa, em Santa
Cruz/RS, onde está a indústria da Seagricola, brasileira que produz a Oxbo no Brasil, é de
R$790.000,00 e sua manutenção anual é de R$12.900,00.

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Tabela 1 - Especificações

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MANUTENÇÃO: definição e métodos

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da Norma Técnica


Brasileira (NBR) 5462:1994, referente à Confiabilidade e maneabilidade, manutenção é a
“combinação de todas as ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão,
destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma
função requerida”, incluindo-se “uma modificação do item”. Ou seja, pode-se entender
manutenção como o conjunto de ações de fiscalização, análise/vistoria, reparo e/ou troca de
um item e seus componentes, com o objetivo de conservá-lo durante o maior tempo
possível, com máxima eficiência, visando diminuir desperdícios, tanto com perdas quanto
com reposições.
Ainda de acordo com essa norma, as intervenções decorrentes de manutenções
possuem níveis que dependem “da complexidade da construção do item, da acessibilidade
dos subitens, da competência do pessoal de manutenção, dos recursos em equipamentos
de ensaios, das considerações de segurança e outros”. Igualmente, a manutenção
propriamente dita também possui seus níveis, a exemplo da substituição de um componente
de uma placa de circuito. Entre os principais métodos de conservação descritos pela norma
estão:

A. Manutenção preventiva: efetuada em intervalos predeterminados, ou de


acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a
degradação do funcionamento de um item.

B. Manutenção corretiva: efetuada após a ocorrência de uma pane, destinada a


recolocar um item em condições de executar uma função requerida. Fazem parte da
manutenção corretiva o tempo de detecção/diagnóstico da pane e de sua
localização, o tempo de verificação da pane e o tempo de reparo em si.

C. Manutenção controlada/preditiva: permite garantir uma qualidade de


serviço desejada, com base na aplicação sistemática de técnicas de análise,
utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem, para reduzir
ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva.

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Há ainda outros tipos de manutenção, como baseados nos referidos acima, como a
manutenção programada (um tipo de manutenção preventiva realizada por programação
preestabelecida), a manutenção não-programada (realizada depois da recepção de uma
informação relacionada ao estado de um item), manutenção no campo (efetuada no local
onde o item é utilizado), manutenção fora do local de utilização (por exemplo o reparo de um
subitem em um centro de manutenção), manutenção remota (sem acesso direto de pessoal
ao item), manutenção automática (sem intervenção humana), manutenção deferida
(manutenção corretiva que não é iniciada imediatamente “após a detecção da pane, mas é
retardada de acordo com certas regras de manutenção”).
As ações de manutenção se referem às atividades elementares de manutenção
efetuadas com uma dada finalidade, sendo exemplos o diagnóstico da pane, a localização
da pane, a verificação do funcionamento e suas combinações, reparo (parte da manutenção
corretiva que visa a recuperação funcional de um item, ou seja, a recuperação de sua
capacidade de desempenhar a função requerida depois de uma pane.

A manutenção de máquinas agrícolas


No caso das máquinas agrícolas, fundamentais no processo produtivo, são
necessários cuidados para que funcionem por longos períodos. Para reduzir a intensidade
da deterioração e do desgaste pelo uso é essencial realizar atividades de manutenção
rotineiras. Segundo o Leandro Gimenez (2016), os custos de a reparos e manutenção
representam cerca de 20% do total de custos de mecanização da produção, no caso de
colheitas sazonais, paradas não planejadas para reparos são “particularmente prejudiciais
na medida em que reduzem a produtividade” (p.1, 2016).
Dentre os fatores que exigem manutenção de máquinas agrícolas estão o desgaste,
o calor e as impurezas. O uso de lubrificantes, a troca dos elementos de filtragem, a limpeza
e a checagem periódica dos diversos sistemas são fundamentais para prolongar a vida útil e
garantir o bom desempenho das mesmas.

Tempo de manutenção
Relacionado à manutenção está o tempo de manutenção de cada dos métodos, ou
seja, o intervalo de tempo durante o qual é executada uma ação de manutenção em um
item, manual ou automaticamente, incluindo os atrasos técnicos e logísticos, inclusive a
manutenção feita enquanto o item está desempenhando uma função requerida. Sendo
assim descritos pela NBR 5462:1994:

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A. Tempo de manutenção preventiva: parte do tempo de manutenção
durante a qual é efetuada a manutenção preventiva em um item, incluindo os atrasos
técnicos e logísticos a ela inerentes.
B. Tempo de manutenção corretiva: parte do tempo de manutenção durante
a qual é efetuada a manutenção corretiva em um item, incluindo os atrasos técnicos
e logísticos a ela inerentes.
Não são considerados como tempo de manutenção os atrasos administrativos (para a
manutenção corretiva), apenas os atrasos logísticos que podem ocorrer devido a viagens
até instalação, espera por peças de reposição, de especialistas, de equipamentos de
ensaio, de informações e de condições ambientais apropriadas

Limpeza, Ajuste/Reaperto e Lubrificação


Também a limpeza, ajuste/reaperto e lubrificação são importantes para a garantia de
um bom funcionamento dos equipamentos, uma vez que, além de mantê-los nas condições
ideais, permite uma observação mais detalhada dos mesmos, além dos possíveis problemas
que podem surgir.

Lubrificantes e lubrificações
Lubrificantes são substâncias desenvolvidas para reduzir o desgaste de partes
móveis, limpeza, inibe a corrosão, melhora na vedação e auxilia no arrefecimento. Os
lubrificantes empregados nos tratores são os óleos e as graxas. De acordo com o sistema
ou componente a ser lubrificado devem ser utilizados produtos com características
específicas. O óleo impede a exposição das peças de metal ao oxigênio, impedindo a
oxidação e prevenindo o enferrujamento e corrosão. São também agentes de limpeza,
removendo impurezas dos componentes internos, evitando a formação de borras e
obstruções. Os óleos funcionam ainda como selantes na câmara de combustão, permitindo
maior eficiência na fase de explosão nos cilindros.
Os óleos lubrificantes são derivados do petróleo (minerais) ou sintetizados a partir de
outros componentes químicos (sintéticos), havendo ainda as misturas de minerais com
sintéticos (semissintéticos). Ao criar um filme separando superfícies de peças em
movimento íntimo os óleos minimizam o contato direto e com isso o calor produzido pela
fricção. Durante o uso o óleo circula pelo motor e transfere o calor das peças ao
reservatório, contribuindo para a manutenção da temperatura em níveis adequados.
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São classificados em função de sua viscosidade, índice de viscosidade (classificação
SAE - Society of Automotive Engineers) e quanto ao nível de desempenho (classificação
API - American Petroleum Institute):
I. Viscosidade: resistência entre moléculas de um fluido em movimento, parâmetro
indicador da dificuldade com que o óleo escorre. Quanto mais viscoso for um
lubrificante, mais difícil de escorrer e maior sua capacidade de se manter entre duas
peças móveis. Para sua determinação é utilizado o viscosímetro, que determina o
tempo necessário para uma quantidade padrão de óleo escoar por um orifício de
dimensões padronizadas a uma temperatura também padronizada.
II. Índice de viscosidade: a viscosidade dos lubrificantes não é constante e se
altera com a temperatura. Para os óleos monograu, quando a temperatura aumenta,
a viscosidade diminui e o óleo escoa com maior facilidade. O índice de viscosidade
(IV) mede a variação da viscosidade com a temperatura, quanto maior o IV, menor
será a variação da viscosidade e mais ampla a faixa de temperatura em que o óleo
pode ser utilizado.
Na classificação SAE para viscosidade os óleos para motor são classificados como 0, 5,
10, 15, 20, 25, 30, 40, 50 ou 60. Os números 0, 5, 10, 15 e 25 recebem o sufixo W,
designando um óleo de winter, ou seja, inverno, indicando que podem ser utilizados mesmo
em condições de baixa temperatura por possuírem uma baixa viscosidade. A viscosidade
destes óleos denominados de monograu se reduz conforme a temperatura se eleva.
Como os motores operam em condições de temperatura muito distintas foram
desenvolvidos óleos com capacidade de manter a viscosidade entre determinados níveis, de
modo que possam ser utilizados em diversas condições ambiente. Por exemplo o óleo
10W30, apresenta viscosidade baixa (10W) quando a temperatura ambiente é baixa, e
viscosidade mais alta (30) quando a temperatura se eleva, isto permite a partida do motor
mesmo em ambiente frio e a operação a plena carga mesmo em ambientes com elevada
temperatura.
Além desses parâmetros, são considerados ainda a consistência, característica
relacionada ao desempenha e durabilidade; ponto de gota, que consiste na temperatura
ideal em que ocorre a fusão, onde a graxa se tornar mais líquida e adentre sobre o local a
ser lubrificado; aderência, relativo à adesividade entre a graxa e o local que receberá a
lubrificação; e a densidade, caracterizada pela massa de um determinado volume de óleo a
uma determinada temperatura, servindo para indicar contaminação ou deterioração de um
lubrificante.

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Destaque necessário a se fazer é que no período de amaciamento, nas primeiras horas
de utilização de qualquer máquina, precauções devem ser consideradas para que a
máquina não sofra danos. Os filtros e óleos devem ser trocados para eliminar possíveis
partículas oriundas das próprias peças do motor e transmissão que estão se ajustando
umas às outras. A limalha, partículas de dimensões diminutas liberadas e conduzidas pelo
óleo, devem ser retidas nos filtros e eliminadas para evitar atrito e desgaste desnecessários.
Após este período os intervalos de troca de óleo e filtros passam a ser maiores.
A troca do óleo de motor e transmissão é mais simples quando os equipamentos estão
em temperatura próxima a de operação, o que facilita o escoamento do óleo. A troca deve
ser realizada com cuidado para evitar contaminação, ocorrendo geralmente em ambiente
protegido como galpões e oficinas. Há acessórios que garantem uma troca de modo rápido
e seguro evitando perda de tempo e deslocamentos.
Quanto à graxa, como os lubrificantes em geral, protege da oxidação e corrosão,
reduz fricção e desgaste dos elementos, evita sujeiras, água e contaminantes, não gotejam
nem derramam, mantem sua estrutura e consistência durante longos períodos, fácil
aplicação, além de tolerar certo grau de contaminação sem perda significativa de eficiência.
A classificação dos tipos de graxa leva em consideração o agente espessante
adotado no processo de fabricação, ou seja, no sabão utilizado na produção da graxa. São
exemplos: graxa à base de alumínio, sódio, cálcio e lítio. Aquelas à base de alumínio são
macias, quase sempre filamentosas, resistentes à água, podendo trabalhar em temperaturas
de até 71°C, sendo usadas em mancais de rolamento de baixa velocidade. Já aquelas à
base de sódio, por exemplo, são geralmente fibrosas, não resistem à àgua, podem trabalhar
sob até 150°C, aplicadas em mancais de rolamento, mancais de roda e juntas universais.

Substituição de peças
A substituição de peças deve ocorrer quando a taxa de falhas de um equipamento
está relacionada à sua vida útil, com periodicidade pré-determinada. Requer a presença de
um estoque para reposição das peças e, por necessitar da parada do equipamento,
podendo prejudicar a produção, gerando prejuízo nos lucros. Essa atividade, entretanto,
possibilita o controle do histórico do componente, sendo possível calcular seu tempo de
reparo e troca.

Custos Operacionais na colheita mecanizada de café


Os custos gerados no processos de colheita são mais onerosos e necessitam de
grande mão de obra quando a operação não é realizada de forma mecanizada. Com
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tantos avanços tecnológicos e melhorias na produção agrícola, os produtores cada
vez mais buscam aumentar a produtividade das lavouras e ao mesmo tempo reduzir
os custos advindos do processo de colheita. Sendo assim, a mecanização agrícola
tem impulsionado a produção no país e contribuído com diversos benefícios aos
agricultores dentre eles a redução de custos com a colheita mecanizada de café, se
comparada com a colheita manual e a agilidade em realizar o processo de colheita
(Silva & Salvador, 1998).
Segundo Cruz Neto & Matiello (1981) e Matiello (1991), a colheita do café
representa cerca de 30% do custo de produção e 40% do custo com mão de obra.
De acordo com Silva et al. (2002) é possível aumentar a qualidade do produto e
reduzir as perdas utilizando o processo de colheita mecanizada. Para Grossi (1996),
em um de seus estudos, o sistema de colheita mecanizada apresentou uma redução
de custos na operação de colheita de 39% utilizando máquinas próprias e 26%
utilizando colhedoras alugadas em relação a colheita manual. Estudos realizados
por Silva et al. (2000a) e Silva (2004) ao compararem o custo gerado na colheita
manual com o custo gerado durante a colheita mecanizada concluíram que o
sistema mecanizado apresentou uma redução de custos de 41% a 50% dos custos
com a colheita manual, em lavouras com produção de 30 a 35 sacos.ha-1 . O autor
Kashima (1985) buscando comparar os custos gerados pela colheita mecânica com
os custos gerados pela colheita manual, concluiu em seus trabalhos que a colheita
mecanizada com repasse apresenta uma redução de custos de 48% com relação à
colheita manual.
Manutenção das varetas da colhedora de café
Manutenções de colares devem ser feitas todas as vezes que o tal se encontre
danificado, como também as varetas devem ser trocadas se necessário. As varetas
devem ser de material específico para que consigam vibrar em sua frequência
normal por toda ela, gerando uma melhor derriça e menos desfolhamento, como
também uma longa vida útil.
Cronograma de manutenções
a) Manutenção diária: lubrificação geral, verificação do nível do óleo lubrificante,
verificação do sistema de alimentação de combustível, sistema de
arrefecimento, sistema de direção e transmissão;

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b) Manutenção semanal: manutenção diária + verificar pedais, sistema elétrico,
pneus, rodas, transmissão, levante hidráulico e realizar limpeza geral;
c) Manutenção mensal: diária + semanal + troca de óleo do motor, nível de óleo
da bomba injetora;
d) Manutenção semestral: diária + semanal + mensal + lubrificação das rodas,
limpeza do radiador, substituição de filtro do combustível. Substituição de óleo
da direção, verificar aperto de porcas e parafusos;
e) Manutenção anual: diária + semanal + mensal +semestral + substituir óleo da
transmissão, substituir óleo do sistema hidráulico.
Na realização de uma manutenção em colhedora de café, é sugerido fazer
uma análise da qualidade e nível de contaminação do óleo do sistema hidráulico.
Se o óleo estiver contaminado, a troca do óleo não resolve pois pode haver óleos
retido em mangueiras, cilindros entre outros locais.

Com as ferramentas da manutenção preditiva, é possível eliminar as reformas


durante a entressafra, reduzindo custos e aumentando a disponibilidade
mecânica do maquinário.

CONCLUSÕES
A manutenção de um item é de suma importância, tendo em vista que podem afetar
ou até mesmo interromper o funcionamento de um item. As manutenções que afetam o
funcionamento estão divididas em “manutenção impedindo o funcionamento” e “manutenção
degradando o funcionamento”, a primeira impede um item de desempenhar qualquer função
requerida, por causar a perda completa de todas as funções, a segunda degrada ou impede
o desempenho de uma ou mais das funções requeridas de um item, porém sem causar a
perda de todas as funções.
Quanto a colheitadeira 9220, a empresa Oxbo não economizou nos anúncios,
propagandas, panfletos virtuais, guias ao usuário e fotos da máquina. Oferecendo um site
em seis idiomas, a empresa garante fácil acesso aos dados essenciais a avaliação, a
aquisição e ao suporte técnico ao produto. São fornecidos os recursos, dimensões e formas,
aparências e características exclusivas, além de vários canais de venda. A máquina também
é vendida por terceiros, em anúncios ricos em informação e detalhes.
Não apenas a preocupação com o produto, mas com a própria marca são
observadas na Oxbo, que possui abrangência internacional, com polos de produção nos
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EUA e Brasil, além de termos localmente assistência técnica, canais de ofertas e vendas.
Por ser mais completa, o preço do produto é superior, mas pela estrutura e a qualidade –
empresa também tem certificação ISO 9001:2015 – oferecidas garantem um bom custo-
benefício. Desta forma, pode-se concluir que é mais seguro e garantido ao produtor adquirir
a Oxbo, devido sua certificação, transparência em informações e estrutura pré e pós-venda.
As manutenções devem ser realizadas corretamente e por profissional qualificado,
para que não haja perca de desempenho da máquina. Devem ser realizadas todos os tipos
de analises e manutenções no período de entressafra para que a maquina esteja disposta
quando requisitada, verificar pontos de lubrificações e peças que devem ser trocadas
periodicamente, como também, a analise e verificações de peças que mostrem problemas, e
se necessário, fazer a troca.

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BIBLIOGRAFIA

About Us. Oxbo Corp. [site da marca]. Disponível em:


<http://www.oxbocorp.com/language/pt-BR/Oxbo-
Locations/OxbodoBrasil/AboutUsP> Acesso em 29.03.2021.

A PODEROSA FILOSOFIA do TPM – Total Productive Maintenance. Modular.


Publicado em 20.nov.2020, atualizado em 29.nov.2020. Disponível em:
<https://www.modularcursos.com/post/a-poderosa-filosofia-do-tpm-total-productive-
maintenance?gclid=Cj0KCQiA962BBhCzARIsAIpWEL32_tjDezvnkpLOgbKFHNO_02
rV6ly4b5Wg3yyxqwoJJIef9aUr2XAaAkNCEALw_wcB> Acesso em 15/02/2021.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5462:1994 - Confiabilidade e


mantenabilidade. Disponível em: <https://document.onl/documents/nbr-5462-tb-
116-confiabilidade-e-mantenabilidade.html> Acesso em: 15.fev.2021.

Catálogos EXBO. AGRIEXPO. [site de vendas]. Disponível em:


<https://pdf.agriexpo.online/pt/pdf/oxbo-international-corporation-173916.html>
Acesso em 29.03.2021.

Certificado ISO 9001:2015. Oxbo Corp. [site da marca]. Disponível em:


<http://www.oxbocorp.com/Portals/0/Oxbo/News/ISO%20Press%20Release%206.1.
18.pdf?ver=2018-06-04-142302-833> Acesso em 29.03.2021.

Colhedora de Café. Oxbo Corp. [site da marca]. Disponível em:


<http://www.oxbocorp.com/Oxbo-
Locations/OxbodoBrasil/ProductsP/CoffeeHarvestersP> Acesso em 29.03.2021.

Colheitadeira de café 9220. AGRIEXPO. [site de vendas]. Disponível em:


<https://www.agriexpo.online/pt/prod/oxbo-international-corporation/product-173916-
90407.html> Acesso em 29.03.2021.

Contact Us. Oxbo Corp. [site da marca]. Disponível em:


<http://www.oxbocorp.com/language/pt-BR/Oxbo-
Locations/OxbodoBrasil/ContactUsP> Acesso em 29.03.2021.

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2021
CYRINO, Luis. Graxas conceitos e aplicações [conteúdo digital]. Manutenção em
foco: soluções e treinamentos [site]. Publicado em 14.jun.2015. Disponível em: <
https://www.manutencaoemfoco.com.br/graxas-conceitos-e-
aplicacoes/#:~:text=As%20graxas%20s%C3%A3o%20compostos%20lubrifican>
Acesso em 16.fev.2021.

GIMENEZ, Leandro. Manutenção de Tratores [conteúdo digital]. Acervo eletrônico


da USP [aula transcrita]. 2016. Disponível em:
<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5401477/mod_resource/content/0/3_Apostil
a_Manuten%C3%A7%C3%A3o.pdf#:~:text=A%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20i
nclui%20a%20verifica%C3%A7%C3%A3o,contaminar%C3%A1%20o%20%C3%B3l
eo%20do%20trator> Acesso em 16.fev.2021.

O QUE É a Manutenção Preventiva e quando usar em sua indústria? [conteúdo


digital]. Blog de Engenharia da Fluxo Consultoria. Escola Politécnica e da Escola
de Química, UFRJ, publicado em 12.06.2020. Disponível em:
<https://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/manutencao-
preventiva/?gclid=Cj0KCQiA962BBhCzARIsAIpWEL32ZelbYVCXZC7fMs5LxNb9_Q
hbD0ye7RHYOyx8EmXuhAOXtloV8GoaAh2BEALw_wcB#2-
manuten%C3%A7%C3%A3o-preditiva> Acesso em 16.fev.2021.

OXBO CORP. [site da marca]. Disponível em: <http://www.oxbocorp.com/> Acesso


em 29.03.2021.

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