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Ms. Navathe
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 #971297  FGV - Agente de Fiscalização Municipal (Pref Salvador)/2019

  
Vânia e Luiz são conviventes e genitores de Fabiana, que conta com dezesseis anos.
Ante a independência financeira de Fabiana, conquistada em razão do ofício de
influenciadora digital, Vânia e Luiz pretendem emancipá-la. Aproveitando a
oportunidade, pretendem contrair matrimônio.

Para a regular produção de efeitos jurídicos dos atos, afirma-se que:



a) O casamento de Vânia e Luiz deve ser averbado no registro público e a
emancipação de Fabiana, averbada.

b) O casamento de Vânia e Luiz deve ser registrado no registro público, assim
como o eventual divórcio.

c) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser registrado no registro público,
diferente do nascimento de Fabiana que foi apenas averbado em registro público.

d) A emancipação de Fabiana ser registrado em registro público, assim como o
casamento de Vânia e Luiz.

e) O casamento de Vânia e Luiz deverá ser averbado em registro público, assim
como a emancipação de Fabiana.
RESOLVER QUESTÃO
     Gabarito da Banca: Letra D. 
 

Márcia encontra-se grávida de oito meses. Diante dos exames feitos e da constatação de que
seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu chamá-lo de Miguel.

Segundo o que diz o Código Civil quanto ao nascituro, assinale a afirmativa correta.

a)  A lei resguarda os direitos de Miguel, ainda que venha a falecer durante a


gravidez. INCORRETA. 

Nos termos do CC, a lei assegura a proteção ao nascituro, pressupondo o nascimento com
vida, nos termos do artigo 2o do CC (vide comentário da letra "d"). 

No entanto, a proteção da ao nascituro alcança também o natimorto, isto é, aquele que falece


durante a gravidez, conforme esclarece o Enunciado 1 das Jornadas de Direito Civil: 

Enunciado 1: A proteção que o Código defere ao nascituro alcança o natimorto no que


concerne aos direitos da personalidade, tais como: nome, imagem e sepultura.

A assertiva gera dúvidas, mas como o enunciado pede a resposta "segundo o que diz o Código
Civil", a correta é mesmo a letra "d". 

b)  A personalidade civil de Miguel começa desde sua concepção. INCORRETA. 

A personalidade começa com o nascimento com vida, nos termos do artigo 2o do CC (vide


comentário da letra "d").  

c)  A personalidade civil de Miguel se inicia desde a concepção, a partir de quando a lei


também resguarda seus direitos. INCORRETA. 

O nascimento com vida é que dá início à personalidade civil, nos termos do artigo 2o do CC


(vide comentário da letra "d").  

d)  A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei
resguarda seus direitos desde a concepção. CORRETA.

A assertiva tem fundamento no artigo 2o do CC, segundo o qual o nascimento com vida dá
início à personalidade civil, mas a lei assegura os direitos do nascituro desde a concepção: 
 

Art. 2o  A  personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida;  mas  a lei põe a
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

Portanto, os direitos de Miguel ficam resguardados desde a concepção, iniciando-se sua


personalidade civil com o nascimento com vida. 

e)  A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a partir de
quando também são resguardados seus direitos. INCORRETA. 

Os seus direitos são resguardados desde a concepção, nos termos do artigo 2o do CC (vide
comentário da letra "d").  

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 #971424  FGV - Agente de Trânsito e Transporte (Pref Salvador)/2019

  

Márcia encontra-se grávida de oito meses. Diante dos exames feitos e da constatação de que
seu filho pertence ao sexo masculino, escolheu chamá-lo de Miguel.

Segundo o que diz o Código Civil quanto ao nascituro, assinale a afirmativa correta.


a) A lei resguarda os direitos de Miguel, ainda que venha a falecer durante a gravidez.
  
b) A personalidade civil de Miguel começa desde sua concepção.
  
c) A personalidade civil de Miguel se inicia desde a concepção, a partir de quando a lei
também resguarda seus direitos.

d) A personalidade civil de Miguel se inicia a partir do nascimento com vida, mas a lei
resguarda seus direitos desde a concepção.
  
e) A personalidade civil de Miguel começa apenas a partir do nascimento com vida, a
partir de quando também são resguardados seus direitos.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: D...Alternativa incorreta! Veja
o comentário do professor

Diferença .. Nascituro x Nascimorto


       Gabarito: Letra C

Para a existência legal da pessoa jurídica de direito privado, o ato constitutivo deverá ser
levado a registro, pois, antes deste, será considerada apenas uma sociedade de fato. 

Vejamos o que prevê o Código Civil:

"Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o
ato constitutivo."

"Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na
forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45  e  1.150)."

Vejamos cada assertiva:

a) INCORRETA. A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que com a assinatura
do contrato social haverá a separação patrimonial.

No caso em estudo, o contrato social não foi levado à inscrição no respectivo registro, desta
forma, a pessoa jurídica não possui existência legal.

Vejamos novamente o teor do artigo 45:

"Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a  inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o
ato constitutivo."

b) INCORRETA. A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que a assinatura do
contrato social é a única etapa necessária para a existência legal da pessoa jurídica.

Conforme explicado acima, a pessoa jurídica não possui existência legal, visto que o contrato
social não foi levado à inscrição no respectivo registro.

 
c) CORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, pois para tanto há a necessidade
de levar o contrato social ao respectivo registro.

Exatamente! Conforme dispõe o artigo 45 do Código Civil, a existência legal das pessoas


jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro.  

d) INCORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, porém já há uma sociedade de
fato com patrimônio separado da dos seus membros.

Conforme salienta o professor Carlos Roberto Gonçalves, o patrimônio das sociedades não
personificadas responde pelas obrigações, mas os seus sócios têm o dever de concorrer com
os seus haveres, na dívida comum, proporcionalmente à sua entrada. Ademais, a
responsabilidade incidente sobre o acervo repercute no patrimônio dos sócios, confundindo-se
os direitos e obrigações daquelas com os destes.  

Sobre as sociedades não personificadas, dispõe o Código Civil que:

"Art. 990.  Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade."

e) INCORRETA. A pessoa jurídica não possui existência legal, sendo que a falta de registro
torna o contrato social firmado absolutamente nulo.

A falta de registro não torna o contrato social nulo. Enquanto não for feito o registro dos atos
constitutivos, a sociedade  será regida pelas normas da sociedade em comum. 

Vejamos o que dispõe o Código Civil:

"Art. 986.  Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por
ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que
com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples."

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 #337187  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  
Rodrigo e Manuela decidem desenvolver conjuntamente a atividade empresarial de
fornecimento de materiais médico-hospitalares. Para tanto, realizam contrato válido com a
finalidade de constituir a sociedade empresarial. Ocorre que o contrato social não foi levado à
inscrição no respectivo registro.

Considerando a situação descrita, assinale a afirmativa correta.

  
a) A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que com a assinatura do
contrato social haverá a separação patrimonial.
  
b) A pessoa jurídica já possui existência legal, sendo certo que a assinatura do contrato
social é a única etapa necessária para a existência legal da pessoa jurídica.

c) A pessoa jurídica não possui existência legal, pois para tanto há a necessidade de
levar o contrato social ao respectivo registro.
  
d) A pessoa jurídica não possui existência legal, porém já há uma sociedade de fato
com patrimônio separado da dos seus membros.
  
e) A pessoa jurídica não possui existência legal, sendo que a falta de registro torna o
contrato social firmado absolutamente nulo.
)  são pessoas jurídicas de direito privado - CORRETA.

De fato, associações são espécies de pessoa jurídica de direito privado.

b)  são vinculadas a fins não-econômicos - CORRETA.

Associações não possuem finalidade econômica.

c)  os sócios estabelecem entre si direitos e obrigações - INCORRETA.

Segundo disciplina o art. 53, parágrafo único do CC/02, não há, entre os associados, direitos e
obrigações recíprocos.

d)  são reguladas por estatutos - CORRETA.

O instrumento que rege as associações é o estatuto.

e)  permitem a existência de associados com vantagens especiais - CORRETA.

A assertiva alinha-se com disposição expressa da Lei Civil:

"Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos,  mas o estatuto poderá instituir categorias
com vantagens especiais."

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 #93312  FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de
Janeiro/2008

  

A respeito das associações, não é correto afirmar que:

  
a) são pessoas jurídicas de direito privado.
  
b) são vinculadas a fins não-econômicos.

c) os sócios estabelecem entre si direitos e obrigações.
  
d) são reguladas por estatutos.
  
e) permitem a existência de associados com vantagens especiais.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta.Parabéns! Você acertou! Veja
o comentário do professor

       

Quanto as disposições sobre fundação, pontua-se:

As fundações públicas têm sua existência jurídica regulada pela Constituição


Federal, que disciplina:
"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

(...)
"XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada
a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de
fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as
áreas de sua atuação;"
Em relação às Fundações privadas, a Lei Civil regula:
"Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura
pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o
fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-
la."
Feitas as anotações pertinentes, tem-se que:
Fundação pública: Sua criação é autorizada por lei (art. 37, XIX da
CRFB);

Fundação privada: Dotação de bens mediante escritura pública ou


testamento e posterior registro no Cartório de Registro Civil das Pessoas
Jurídicas (art. 62 do Código Civil).
Assim, subsumindo o contexto normativo às alternativas propostas, conclui-se
que está correta a assertiva de letra E.
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 #93313  FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de


Janeiro/2008

  

A fundação pode ser criada por:

  
a) testamento.
  
b) escritura particular.

c) documento levado a registro no Cartório de Títulos e Documentos.
  
d) escritura pública.

e) testamento e escritura pública.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: E...Alternativa incorreta! Veja
o comentário do professor

       
 Encontrou algum err

I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.

ERRADA. Conforme o Enunciado 281 da IV Jornada de Direito Civil do CJF, para haver a


desconsideração da personalidade jurídica, não é necessário o encerramento da arrecadação
dos bens da sociedade, que ocorre no caso de sua insolvência e consequente
falência, podendo ser decretada antes deste encerramento.  

Ademais, a desconsideração não é restrita às pessoas naturais que exerciam a administração


da sociedade ao tempo da decretação da desconsideração, podendo ser estendida tanto aos
administradores quanto aos sócios da pessoa jurídica, como podemos notar pela leitura do
Art. 50 do CC.

"281 - Art. 50.  A aplicação da teoria da desconsideração, descrita no art. 50 do Código


Civil,  prescinde da demonstração de insolvência da pessoa jurídica".
"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial,  pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo,  que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos  administradores ou
sócios  da pessoa jurídica".

II. Decretada em incidente processual a desconsideração da personalidade jurídica, deverá ser


dissolvida compulsoriamente a sociedade, investindo os sócios o liquidante na representação
da pessoa jurídica.

ERRADA. A dissolução da sociedade ocorrerá na Despersonificação da Pessoa Jurídica, que


está prevista no Art. 51 do CC, e não na Desconsideração da Personalidade Jurídica, que
vimos no Art. 50 do CC. Nesta há somente a desconsideração em determinadas situações,
estendendo-se os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações aos patrimônios
particulares dos sócios ou administradores, que devem ser incluídos no polo passivo de uma
demanda judicial de desconsideração da personalidade jurídica, juntamente com a própria
pessoa jurídica. Já naquela se retira a personalidade jurídica da sociedade, dissolvendo-a. 

Todavia, esta dissolução que ocorre na Despersonificação não será compulsória logo após a
sua decretação, pois ela subsistirá até a conclusão da liquidação, e, encerrada a liquidação, é
que será promovido o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica, de acordo com o Art.
51, caput  e § 3º do CC. Nos valemos também das lições de Flávio Tartuce, em Manual de
Direito Civil, 4.ed., Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014, p. 147.

"Art. 51.  Nos casos de  dissolução da pessoa jurídica  ou cassada a autorização para seu
funcionamento,  ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.

§ 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.

§ 2º As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber, às demais


pessoas jurídicas de direito privado.

§ 3º  Encerrada a liquidação, promover-se-á o  cancelamento da inscrição  da pessoa


jurídica".

"Voltando ao Código Civil, subsiste, ainda, o princípio da autonomia subjetiva da pessoa


jurídica, distinta da pessoa de seus sócios, mas tal distinção é afastada nas hipóteses previstas
na lei. Não  se retirou a personalidade jurídica, mas apenas a desconsidera em determinadas
situações, penetrando-se no patrimônio do sócio ou administrador. Na verdade,  não se pode
confundir a desconsideração com a despersonificação da empresa.  No primeiro instituto
apenas desconsidera-se a regra pela qual a pessoa jurídica tem existência distinta de seus
membros.  Na despersonificação, a pessoa jurídica é  dissolvida. Sendo assim,  no caso de ser
deferida a  desconsideração da personalidade jurídica  pelo juiz da causa, deve-se  manter a
pessoa jurídica no polo passivo da demanda e incluir os sócios e administradores".

 
III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade
jurídica para estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.

CERTA. É o que está disposto no Art. 50 do CC, que trata da desconsideração da personalidade
jurídica: 

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo  desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial,  pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo,  que os efeitos de certas e
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica".

Portanto, como somente a afirmativa III está correta, o gabarito é a Letra D.

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 #573824  FGV - Técnico Tributário (SEFIN RO)/2018

  

Acerca da aplicação da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária,


analise as afirmativas a seguir.

I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.

II. Decretada em incidente processual a desconsideração da personalidade jurídica, deverá ser


dissolvida compulsoriamente a sociedade, investindo os sócios o liquidante na representação
da pessoa jurídica.

III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade


jurídica para estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.

Está correto o que se afirma em

  
a) I, apenas.
  
b) I e III, apenas.
  
c) II, apenas.

d) III, apenas.
  
e) I e II, apenas.
Comentário do professor
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Fabrício Faria
Data do comentário: 22/05/2016

Classifique este comentário:

    

Gabarito: Letra B

No caso em estudo, o contrato de locação foi celebrado entre Orlando e a Associação de


Amigos das Aves (AAA), ou seja, a verdadeira locatária do imóvel é a associação. Embora Maria
Helena seja a sua representante, quem responde pelas obrigações é a AAA. 

Desta forma, Orlando deveria ter intentado a ação de cobrança em face da AAA, que é a parte
legítima para figurar no polo passivo da relação e não Maria Helena. 

Todavia, caso o juiz verificasse abuso da personalidade jurídica, poderia desconsiderar a


personalidade jurídica da associação para atingir os bens pessoais de Maria Helena, conforme
previsão contida no artigo 50 do Código Civil:

"Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam  estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios
da pessoa jurídica."

Apenas desconsiderando a personalidade jurídica da AAA é que poderá incluir Maria Helena
como sujeito passivo na lide. 

Desta forma, a ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo
que Maria Helena somente poderá ser obrigada a pagar os valores devidos se houver a
desconsideração da personalidade da sociedade.

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 #337188  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  

A Associação de Amigos das Aves (AAA), por meio de Maria Helena, sua representante e
presidente, celebra contrato de locação com Orlando, tendo como objeto imóvel de
propriedade deste.

O imóvel servirá de sede da associação, conforme consta do contrato de locação. Após


assinado o contrato e de posse das chaves do imóvel, Maria Helena passa a nele residir com
sua filha. Após seis meses de locação, a AAA deixa de pagar os valores referentes ao aluguel,
num total de R$ 12.000,00.

Depois de uma tentativa frustrada de cobrança amigável dos aluguéis atrasados, Orlando
ingressa com uma ação de cobrança contra a AAA e Maria Helena. Ao fim do processo,
somente Maria Helena é condenada a pagar o valor dos aluguéis atrasados, tendo em vista
que a AAA dispunha somente de R$ 100,00 em seu patrimônio.

Tendo a situação descrita como referência, assinale a afirmativa correta.

  
a) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo que
Maria Helena jamais poderá ser obrigada a pagar os valores devidos, com fundamento
no princípio da separação patrimonial.

b) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação, sendo certo que
Maria Helena somente poderá ser obrigada a pagar os valores devidos se houver a
desconsideração da personalidade da sociedade.
  
c) A ação de cobrança deveria ter sido intentada contra a associação e contra Maria
Helena, na medida em que esta passa a residir no imóvel locado pela associação,
tornando-se sua comodatária.
  
d) A ação de cobrança deveria ter sido intentada somente contra Maria Helena, na
medida em que ela é a representante da pessoa jurídica.
  
e) A ação de cobrança deveria ter sido intentada somente contra Maria Helena, na
medida em que a associação não possui meios de pagamento da dívida.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta.Parabéns! Você acertou! Veja
o comentário do profess
Gabarito: D

A desconsideração da personalidade jurídica está prevista n Código Civil e deve ser aplicada
nos casos em que ficar caracterizado o abuso da personalidade. A sociedade possui uma
personalidade diferente dos seus sócios e isso permite também que os patrimônios sejam
separados, a desconsideração da personalidade jurídica deve ser invocada nos casos em que
essa separação patrimonial for usada de forma abusiva, mas não em qualquer situação, e sim
que esse abuso seja feito com desvio de finalidade ou com confusão patrimonial.

A parte pode requerer ou o Ministério Público pode também pedir. O juiz pode, então, acatar
o pedido de desconsideração da personalidade jurídica, com isso será possível atingir bens
particulares dos sócios ou de administradores para arcar com responsabilidades da sociedade.
Não há extinção da pessoa jurídica, é apenas um afastamento circunstancial da autonomia
patrimonial e da separação da personalidade para que se possa atingir os bens pessoais dos
responsáveis pelo abuso.

CC - Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica.

a) Incorreta – O Código Civil não permitiu a desconsideração de ofício, já que tem que ser
pedida pela parte ou pelo MP. Além disso não há que se falar em subjetividade para aplicação
da desconsideração, pelo menos no que tange à regra do código, já que deve ser aplicada nos
casos objetivos de abuso de personalidade por desvio de finalidade ou confusão patrimonial.

b) Incorreta – A infração da lei por parte de algum administrador de pessoa jurídica deve ser
considerado e punido de acordo com as regras previstas para o caso de infração da lei e não
para o caso de abuso de personalidade. A consequência para o administrador que infrinja lei
tributária está prevista no Código Tributário Nacional e não tem nada a ver com a
desconsideração da personalidade jurídica. A própria lei diz que, nesses casos, a
responsabilidade já é pessoal do administrador.

CTN - Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações
tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei,
contrato social ou estatutos:

(...)

III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

 
c) Incorreta – A desconsideração apenas afasta a personalidade jurídica e seus efeitos de
algumas determinadas relações de obrigações e isso é bem diferente de dizer que a
personalidade jurídica será nula ou que os atos serão invalidados, o que acontece é que o juiz
poderá atingir bens pessoais dos sócios para sanar as obrigações da sociedade, até porque não
deve prejudicar terceiros.  

d) Correta – O antigo Código de Processo Civil não estabelecia regras processuais específicas
para o caso de desconsideração da personalidade jurídica. O Novo CPC veio sanar essa omissão
atendendo uma demanda já abordada pelos tribunais. A desconsideração da personalidade
jurídica pode ser feita no mesmo processo que esteja cobrando dívidas ou apurando
responsabilidades, não é preciso fazer um processo em separado só para alegar a
desconsideração, pois pode ser pedida incidentalmente no curso do processo pela parte ou
pelo MP.

Novo CPC - Art. 133.   O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será


instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no
processo.

Art. 134.   O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de


conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo
extrajudicial.

e) Incorreta – A desconsideração em favor do consumidor pode ser feita, mas segue a regra do
Código de Defesa do Consumidor. E mais uma vez é válida a regra de que não haverá o fim ou
dissolução da pessoa jurídica, apenas a desconsideração da personalidade para atingir bens
particulares dos sócios ou administradores para pagar a dívida do consumidor.

CDC - Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em
detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato
ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será
efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da
pessoa jurídica provocados por má administração.

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 #337206  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  

Acerca da aplicação da desconsideração da personalidade jurídica, assinale a afirmativa


correta.

  
a) No Código Civil, a aplicação  ex officio da desconsideração da personalidade jurídica
está condicionada à demonstração de que a personalidade da pessoa jurídica constitui
um mero obstáculo, subjetivo ou objetivo, ao ressarcimento do credor.
  
b) A decisão judicial que responsabiliza pessoalmente os diretores pelos créditos
correspondentes a obrigações tributárias, resultantes de atos praticados com infração
de lei, está desconsiderando a personalidade jurídica da sociedade contribuinte.
  
c) A desconsideração da personalidade jurídica acarreta a nulidade absoluta da
personalidade jurídica e invalida os atos praticados pelos administradores da
sociedade em relação a terceiros.

d) A desconsideração da personalidade jurídica pode ser decretada incidentalmente
no curso do processo, não sendo necessário a propositura de ação específica com essa
finalidade.
  
e) A desconsideração da personalidade jurídica decretada em favor do consumidor
produzirá a dissolução da pessoa jurídica fornecedora, com a liquidação do seu
patrimônio.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta.Parabéns! Você acertou! Veja
o comentário do professor

Empresário, empresa, estabelecimento, socidades simples ( cooperativa), sociedade


empresarial,

NOME EMPRESARIAL X TÍTULO ESTABELCIMENTO

FIRMA INDIVIDUAL – EMPRESARIO INDIVIDUAL

FIRMA OU RAZAÇÃO SOCIAL ( N/C, C/S, Lmtd. E C/a)

DENOMINAÇÃO (s/a, c/a e lmtd )

Aviamento – Diferença entre o valor estabelecimento corpóreo e quanto d fato vale

Trepasse – alienação do estabelecimento

EMPRESARIAL

Solidariamente responsáveis pela integralização total do capital social são


os sócios de Sociedade LIMITADA

Contém dispositivos recentes:

Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita


ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela
integralização do capital social.
§ 1º  A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas.  
(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 2º  Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio


único, no que couber, as disposições sobre o contrato social.     (Incluído pela
Lei nº 13.874, de 2019)

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 Disciplina > Direito Empresarial > Da Sociedade > Sociedade Anônima >
Características e Natureza da Companhia ou Sociedade Anônima (arts. 1º a 4º)
A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a os
sócios ou acionistas serão solidariamente responsáveis pela integralização
total do capital social.

c) Certa

e) Errada

O patrimônio do titular da empresa individual de responsabilidade


limitada responderá pelas dívidas da pessoa jurídica, independentemente da aplicação do
instituto da desconsideração da personalidade jurídica.

ERRADA

O propósito de se constituir uma pessoa jurídica é separar a responsabilidade e o


patrimônio do titular da empresa. Todavia, havendo abuso de personalidade jurídica, com
confusão patrimonial, poderá ser aplicado o instituto da desconsideração da
personalidade jurídica para atingir o patrimônio do titular da empresa.

 Reportar erro Histórico de Alterações


 
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 Disciplina > Direito Empresarial > Direito de Empresa > Da Empresa Individual de
Responsabilidade Limitada (art. 980-A do CC)
O patrimônio do titular da empresa individual de responsabilidade limitada
responderá pelas dívidas da pessoa jurídica, independentemente da aplicação
do instituto da desconsideração da personalidade jurídica.
c) Certa

e) Errada
Você acertou! A resposta é letra E.

Antônio, cabeleireiro estabelecido na cidade de Joinville-SC, após receber uma oferta


tentadora, resolve vender o seu salão para Pedro. Com relação ao trespasse, caso o
contrato não disponha em sentido contrário, poderá Antônio imediatamente fazer
concorrência a Pedro.

ERRADO

Art. 1.147 (Código Civil) Não havendo autorização expressa, o alienante do


estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes
à transferência

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 Disciplina > Direito Empresarial > Direito de Empresa > Do Estabelecimento (arts.
1142 a 1149 do CC)
Antônio, cabeleireiro estabelecido na cidade de Joinville-SC, após receber uma
oferta tentadora, resolve vender o seu salão para Pedro. Com relação ao
trespasse, caso o contrato não disponha em sentido contrário, poderá Antônio
imediatamente fazer concorrência a Pedro.

c) Certa

e) Errada
Você acertou! A resposta é letra E.

Literalidade do Art. 1146 do Código Civil

Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos


anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o
devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos
créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento

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 Disciplina > Direito Empresarial > Direito de Empresa > Do Estabelecimento (arts.
1142 a 1149 do CC)
Antônio, cabeleireiro estabelecido na cidade de Joinville-SC, após receber uma
oferta tentadora, resolve vender o seu salão para Pedro. Com relação ao
trespasse, Pedro responde pelo pagamento dos débitos anteriores à
transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando Antônio
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.

c) Certa

e) Errada

A capacidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe
a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

FUNDAMENTAÇÃO

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas


a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

Não confundir capacidade com personalidade.

A personalidade é a aptidão que todo homem possui de ser titular de direitos e


de deveres.

A sacada que difere a personalidade da capacidade é que essa sofre certa


relativização, temos a capacidade de fato e a direito.

Capacidade de direito -> aptidão para ser titular de direitos (todos que nascem
com vida possuem)

Capacidade de fato -> aptidão para exercer diretamente atos na vida civil (nem
todos possuem)

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 Disciplina > Direito Civil > Código Civil - Lei nº 10.406/2002 > Das Pessoas (art 1º a
78) > Das Pessoas Naturais (art 1º a 39) > Da personalidade e da capacidade (arts. 1º
a 10)
A capacidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

c) Certa

e) Errada
Resolver questão

Alternativa correta: C.
FUNDAMENTAÇÃO

A personalidade civil pode ser definida como a aptidão que todo homem


possui de ser titular de direitos e de deveres.

Já a capacidade civil trata dessa aptidão, mas relativizada. Ela se divide em


02:

1. Capacidade de direito: aptidão para ser titular de direitos e de deveres.


2. Capacidade de fato: aptidão para praticar diretamente atos da vida civil.

A primeira todo homem que nasce com vida tem, pois assim determina o
Código Civil:

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a
lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 

A segunda, mesmo nascendo com vida, nem todo homem terá.

Dessa feita, de uma maneira simplista, perceba que a capacidade


(notadamente a de fato, que nem todos têm) mede a personalidade de uma
pessoa.

Alternativa correta: C.

FUNDAMENTAÇÃO
A personalidade civil pode ser definida como a aptidão que todo homem
possui de ser titular de direitos e de deveres.

Já a capacidade civil trata dessa aptidão, mas relativizada. Ela se divide em


02:

1. Capacidade de direito: aptidão para ser titular de direitos e de deveres.


2. Capacidade de fato: aptidão para praticar diretamente atos da vida civil.

A primeira todo homem que nasce com vida tem, pois assim determina o
Código Civil:

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a
lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. 

A segunda, mesmo nascendo com vida, nem todo homem terá.

Dessa feita, de uma maneira simplista, perceba que a capacidade


(notadamente a de fato, que nem todos têm) mede a personalidade de uma
pessoa.

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 Disciplina > Direito Civil > Código Civil - Lei nº 10.406/2002 > Das Pessoas (art 1º a
78) > Das Pessoas Naturais (art 1º a 39) > Da personalidade e da capacidade (arts. 1º
a 10)
(CESPE-2014) 

Sendo o ser humano sujeito de direitos e deveres, a capacidade é a medida da


personalidade.

c) Certa

e) Errada

NBC TA 200 REQUISITOS

A23. O auditor pode aceitar registros e documentos como genuínos, a


menos que tenha razão para crer no contrário. Contudo, exige-se que o
auditor considere a confiabilidade das informações a serem usadas como
evidências de auditoria (NBC TA 500 – Evidência de Auditoria, itens 7 a
9). Em casos de dúvida a respeito da confiabilidade das informações ou
indicações de possível fraude (por exemplo, se condições identificadas durante
a auditoria fizerem o auditor crer que um documento pode não ser autêntico ou
que termos de documento podem ter sido falsificados), as normas de auditoria
exigem que o auditor faça investigações adicionais e determine que
modificações ou adições aos procedimentos de auditoria são necessários
para solucionar o assunto (NBC TA 240, item 13; NBC TA 500, item 11; e
NBC TA 505 – Confirmações Externas, itens 10, 11 e 16).

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 Disciplina > Auditoria > Requisitos do Auditor
O auditor pode aceitar registros e documentos como genuínos, a menos que
tenha razão para crer no contrário. Contudo, exige-se que o auditor considere a
confiabilidade das informações a serem usadas como evidências de auditoria.

c) Certa

e) Errada

I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.

ERRADA. Conforme o Enunciado 281 da IV Jornada de Direito Civil do CJF, para haver a


desconsideração da personalidade jurídica, não é necessário o encerramento da arrecadação
dos bens da sociedade, que ocorre no caso de sua insolvência e consequente
falência, podendo ser decretada antes deste encerramento.  

Ademais, a desconsideração não é restrita às pessoas naturais que exerciam a administração


da sociedade ao tempo da decretação da desconsideração, podendo ser estendida tanto aos
administradores quanto aos sócios da pessoa jurídica, como podemos notar pela leitura do
Art. 50 do CC.

"281 - Art. 50.  A aplicação da teoria da desconsideração, descrita no art. 50 do Código


Civil,  prescinde da demonstração de insolvência da pessoa jurídica".

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade,
ou pela confusão patrimonial,  pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério
Público quando lhe couber intervir no processo,  que os efeitos de certas e determinadas
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos  administradores ou
sócios  da pessoa jurídica".

II. Decretada em incidente processual a desconsideração da personalidade jurídica, deverá ser


dissolvida compulsoriamente a sociedade, investindo os sócios o liquidante na representação
da pessoa jurídica.

ERRADA. A dissolução da sociedade ocorrerá na Despersonificação da Pessoa Jurídica, que


está prevista no Art. 51 do CC, e não na Desconsideração da Personalidade Jurídica, que
vimos no Art. 50 do CC. Nesta há somente a desconsideração em determinadas situações,
estendendo-se os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações aos patrimônios
particulares dos sócios ou administradores, que devem ser incluídos no polo passivo de uma
demanda judicial de desconsideração da personalidade jurídica, juntamente com a própria
pessoa jurídica. Já naquela se retira a personalidade jurídica da sociedade, dissolvendo-a. 

Todavia, esta dissolução que ocorre na Despersonificação não será compulsória logo após a
sua decretação, pois ela subsistirá até a conclusão da liquidação, e, encerrada a liquidação, é
que será promovido o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica, de acordo com o Art.
51, caput  e § 3º do CC. Nos valemos também das lições de Flávio Tartuce, em Manual de
Direito Civil, 4.ed., Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014, p. 147.

"Art. 51.  Nos casos de  dissolução da pessoa jurídica  ou cassada a autorização para seu
funcionamento,  ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.

§ 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.

§ 2º As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber, às demais


pessoas jurídicas de direito privado.

§ 3º  Encerrada a liquidação, promover-se-á o  cancelamento da inscrição  da pessoa


jurídica".

"Voltando ao Código Civil, subsiste, ainda, o princípio da autonomia subjetiva da pessoa


jurídica, distinta da pessoa de seus sócios, mas tal distinção é afastada nas hipóteses previstas
na lei. Não  se retirou a personalidade jurídica, mas apenas a desconsidera em determinadas
situações, penetrando-se no patrimônio do sócio ou administrador. Na verdade,  não se pode
confundir a desconsideração com a despersonificação da empresa.  No primeiro instituto
apenas desconsidera-se a regra pela qual a pessoa jurídica tem existência distinta de seus
membros.  Na despersonificação, a pessoa jurídica é  dissolvida. Sendo assim,  no caso de ser
deferida a  desconsideração da personalidade jurídica  pelo juiz da causa, deve-se  manter a
pessoa jurídica no polo passivo da demanda e incluir os sócios e administradores".

III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade


jurídica para estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.

 
CERTA. É o que está disposto no Art. 50 do CC, que trata da desconsideração da personalidade
jurídica: 

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo  desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial,  pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo,  que os efeitos de certas e
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica".

Portanto, como somente a afirmativa III está correta, o gabarito é a Letra D.

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 #573824  FGV - Técnico Tributário (SEFIN RO)/2018

  

Acerca da aplicação da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária,


analise as afirmativas a seguir.

I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do
encerramento da arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a
administração ao tempo da decretação.

II. Decretada em incidente processual a desconsideração da personalidade jurídica, deverá ser


dissolvida compulsoriamente a sociedade, investindo os sócios o liquidante na representação
da pessoa jurídica.

III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade


jurídica para estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.

Está correto o que se afirma em

A
I, apenas.
 B
I e III, apenas.
 C
II, apenas.
 D
III, apenas.
 E
I e II, apenas.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

       
O item I é verdadeiro.

Segundo o artigo 28 do Código Civil: O juiz poderá desconsiderar a personalidade


jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito,
excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou
contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência,
estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por
má administração.

O item II está incorreto. A desconsideração da personalidade jurídica não acarreta a


nulidade da pessoa jurídica, sua desconstituição ou algo do tipo. Continua ela tal como
está.

O item III está correto.

De acordo com a teoria menor a desconsideração pode existir com a existência de mero
prejuízo a credor.

Por outro lado, a teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, só é


cabível quando demonstrado o abuso de personalidade jurídica (através do desvio de
finalidade ou confusão patrimonial).

O item IV está incorreto. O CDC adota a teoria menor.

O item V está incorreto.


A desconsideração inversa, segundo o ilustre professor Fábio Ulhoa Coelho, é nada mais do
que o afastamento do princípio da autonomia patrimonial da pessoa jurídica para
responsabilizar a sociedade por obrigação do sócio.
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 #3885  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2008

  

Quanto às afirmativas a seguir, julgue-as em V para Verdadeiro e F para Falso.

( ) A desconsideração da personalidade jurídica da empresa é cabível quando ficar provado o


abuso de direito.
( ) É decorrência da desconsideração da personalidade jurídica a nulidade da constituição da
pessoa jurídica.
( ) A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica requer desvio de finalidade.
( ) O CDC adota, no parágrafo 5º do artigo 28, a teoria maior da desconsideração.
( ) A desconsideração inversa compreende alcançar os bens do sócio, em face de fraude
praticada pela sociedade.
Assinale a alternativa que contenha a seqüência correta de cima para baixo.

 A
V-F-V-F-F
 B
V-V-F-F-V
 C
V-F-V-V-F
 D
V-V-F-V-V
 E
V-F-F-V-F
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução

a)  A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às sociedades


em comum, comprovado o desvio de finalidade - INCORRETA.

A desconsideração da personalidade jurídica (instituto positivado no Direito Brasileiro - Código


Civil e Código de Defesa do Consumidor -, por isso inadequada a utilização da expressão
"teoria") é o mecanismo jurídico pelo qual se excepciona "a regra da vinculação da
responsabilidade patrimonial aos bens do ente coletivo, em favor de terceiro de boa-
fé" (Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald, Parte Geral, 2ª ed, Jus Podivm:
Bahia, 2012, p. 448).

Pois bem. Sociedades em comum são entidades não personificadas. Logo, como não há
personalidade a se desconsiderar, concluímos que o instituto não terá aplicação. Ademais, por
esta razão que os sócios, nestas sociedades, respondem solidária e ilimitadamente pelas
obrigações sociais (art. 990, CC/02).

b) A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às


sociedades em conta de participação, comprovada a confusão patrimonial -
INCORRETA.

Como na assertiva anterior, sociedades em conta de participação não são pessoas jurídicas,


não possuindo autonomia patrimonial. Assim, de igual forma, temos que a desconsideração da
personalidade jurídica não poderá ser aplicada.

 
c)  A teoria desconsideração da personalidade jurídica não determina a extinção ou
dissolução da sociedade - CORRETA.

De fato, conforme destacado anteriormente, a aplicação do instituto da desconsideração da


personalidade jurídica faz com que determinadas obrigações contraídas pela pessoa jurídica
sejam de responsabilidade dos sócios, em casos que se evidenciarem a confusão patrimonial
ou o desvio de personalidade. Por esta razão, não haverá extinção da pessoa jurídica.

d)  A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não foi positivada no Código Civil,
e sim no Código de Defesa do Consumidor - INCORRETA.

A desconsideração da personalidade jurídica foi positiva no Código Civil, bem como no Código
de Defesa do Consumidor.

Vejamos:

Código Civil:

"Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte,
ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de
certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares
dos administradores ou sócios da pessoa jurídica".

Código de Defesa do Consumidor:


"Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade
quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de
poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato
social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência,
estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica
provocados por má administração."
e)  A teoria da desconsideração da personalidade jurídica é aplicada quando a
sociedade não possui patrimônio, mas o sócio é considerado solvente - INCORRETA.
Como bem leciona a doutrina, "a aplicação da teoria da desconsideração, descrita no
art. 50 do Código Civil,  prescinde da demonstração de insolvência da pessoa
jurídica" (Enunciado 281, Jornada de Direito Civil).
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 #245231  FGV - Auditor do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará/2008

  

Assinale a assertiva correta.

 A
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às sociedades
em comum, comprovado o desvio de finalidade.
 B
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica pode ser aplicada às sociedades
em conta de participação, comprovada a confusão patrimonial.
 C
A teoria desconsideração da personalidade jurídica não determina a extinção ou
dissolução da sociedade.
 D
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não foi positivada no Código
Civil, e sim no Código de Defesa do Consumidor.
 E
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica é aplicada quando a sociedade
não possui patrimônio, mas o sócio é considerado solvente.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver resolução

Inicialmente, observa-se que, "em sentido amplo, o domicílio pode ser definido como o local
em que a pessoa pode ser sujeito de direitos e deveres na ordem privada, ou seja, é a sede
jurídica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito e onde exerce ou
pratica, habitualmente, seus atos e negócios jurídicos" (TARTUCE, Flávio, Manual de Direito
Civil, Método. p.104).

a)  A pessoa natural tem domicílio necessário no local onde fixa a sua residência com ânimo
definitivo - INCORRETA.

Em verdade, a pessoa natural tem domicílio no local onde fixa a sua residência com ânimo
definitivo, o que constitui, então, seu domicílio voluntário.

b)  A pessoa jurídica possui domicílio necessário no lugar onde funcionar a sua respectiva
diretoria e administração - INCORRETA.

Não há de se falar em domicílio necessário na hipótese, já que a estipulação do local onde


funcionará a diretoria e administração da pessoa jurídica não decorre de lei (domicílio
necessário), mas sim do interesse do ente (domicílio voluntário).

c)  O servidor público possui domicílio necessário no lugar em que exercer,


permanentemente, suas funções - CORRETA.

É o que se extrai:

"Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o


marítimo e o preso.
Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do
servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do
militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que
se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver
matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença."
d)  O domicílio necessário do preso será fixado no lugar onde for efetivada a prisão de
natureza cautelar - INCORRETA.

O domicílio necessário do preso será fixado no lugar em que cumprir a sentença. Assim,
conclui-se que prisões temporárias e cautelares (logo, em regra, não fixadas em sentença) não
fixam domicílio.

e)  O domicílio necessário dos Estados e Territórios serão as respectivas capitais -


INCORRETA.

Domicílios necessários (ou legais) só serão fixados para pessoas naturais, em razão da situação
ou condição de certas pessoas. Estados e Territórios possuem domicílio em suas respectivas
capitais em decorrência do disposto no art. 75, II da Lei Civil, que regula:

"Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:


(...)
II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;"
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 #156591  FGV - Procurador Legislativo (ALMT)/2013

  

O Código Civil estabelece as regras acerca da fixação dos domicílios tanto das pessoas naturais
como das jurídicas, sendo tal fixação de suma importância para diversos ramos do Direito.
Dentre as questões envolvendo o domicílio, algumas pessoas possuem o chamado domicílio
necessário.

Assinale a alternativa que elenca uma situação estabelecida pelo Código Civil de domicílio
necessário.

 A
A pessoa natural tem domicílio necessário no local onde fixa a sua residência com
ânimo definitivo.
 B
A pessoa jurídica possui domicílio necessário no lugar onde funcionar a sua respectiva
diretoria e administração.
 C
O servidor público possui domicílio necessário no lugar em que exercer,
permanentemente, suas funções.
 D
O domicílio necessário do preso será fixado no lugar onde for efetivada a prisão de
natureza cautelar.
 E
O domicílio necessário dos Estados e Territórios serão as respectivas capitais.
Analisando as alternativas temos:

Alternativa A - CORRETA. Trata-se do domicílio de eleição previsto no art. 78 do CC-02:

Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.

Alternativa B - INCORRETA. O domicílio do preso é o lugar onde estiver cumprindo a sentença.


Trata-se de uma das hipóteses de domicílio legal ou necessário (domicílio imposto por lei a
determinado grupo de pessoas). As demais pessoas que tem domicílio imposto por lei são: o
incapaz, o servidor público, o militar e o marítimo (art. 76 do CC-02):

Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.

Parágrafo único - O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor


público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e,
sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente
subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que
cumprir a sentença.

Alternativa C - INCORRETA. A pessoa natural pode ter mais de um domicílio. Assim, a pessoa
pode ter domicílio relacionado ao local em que se encontra sua vida privada e ao local onde
exerce sua atividade profissional (arts. 70 a 72 do CC-02). 

O domicílio relacionado à vida privada está previsto nos arts. 70 e 71 do CC-02:

Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com
ânimo definitivo.

Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva,
considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.

O domicílio concernente às relações profissionais está estabelecido no art. 72 do CC-02:

Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o
lugar onde esta é exercida.

Parágrafo único - Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles


constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.

Alternativa D - INCORRETA. O domicílio das pessoas jurídicas que possuam estabelecimentos


em diferentes lugares, cada um deles poderá ser considerado seu domicílio (art. 75 do CC-02):

Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:

I - da União, o Distrito Federal;

II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;

III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;


IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.

§ 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles


será considerado domicílio para os atos nele praticados.

§ 2º Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da


pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar
do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.

Alternativa E - INCORRETA. Às pessoas que não possuem residência habitual (ciganos,


profissionais circenses, caixeiro viajante etc), possuem como domicílio o lugar em que forem
encontradas (art. 73 do CC-02):

Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar
onde for encontrada.

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 #46205  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2011

  

Domicílio é o lugar onde a pessoa natural estabelece a sua residência com ânimo definitivo; no
caso de pessoas jurídicas, o domicílio será, por exemplo, a respectiva capital para os Estados, e
o Distrito Federal, no caso da União. Considerando o tema, assinale a alternativa correta de
acordo com o que dispõe o Código Civil.

 A
Os contratantes poderão, no caso de contrato escrito, estabelecer onde serão
exercidos e cumpridos os direitos e obrigações nele discriminados.
 B
Considera-se domicílio do preso o lugar onde estabeleceu sua última residência.
 C
Nas obrigações concernentes às atividades profissionais da pessoa natural com
domicílio certo, este será unicamente a sua residência.
 D
Para todos os atos praticados em quaisquer dos estabelecimentos da pessoa jurídica,
considera-se como domicílio a sua sede, excluindo-se qualquer outro.
 E
Considera-se sem domicílio a pessoa natural que não tenha residência habitual. Caso
tenha mais de uma residência, onde viva alternadamente, será considerado domicílio
o ender

 
a) ERRADA. Conforme art. 103, CC/2002:

"O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem."

b) ERRADA. A assertiva deu uma "embaralhada" na redação do parágrafo único do art. 99 do


Código Civil, o qual prescreve que, salvo disposição legal ao contrário, consideram-se bens
dominicais aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado
estrutura de direito privado, verbis:

Art. 99. São bens públicos:

[...]

Parágrafo único.  Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens


pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito
privado.

c) CORRETA. É o que dispõe o art. 99, III, CC/2002:

Art. 99. São bens públicos:

[...]

III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público,
como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

d) ERRADA. Enquanto conservarem sua qualificação, os bens públicos de uso comum e de uso


especial são INALIENÁVEIS, segundo previsão do art. 100, CC/2002:

Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis,
enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.

e) ERRADA. Referidos bens realmente podem ter essa significância, todavia não são todos que
a possuem.

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 #459052  FGV - Especialista Legislativo de Nível Superior (ALERJ)/Ciências


Contábeis/2017

  

O Código Civil apresenta uma classificação dos bens públicos de acordo com a sua utilidade no
âmbito das atividades da Administração Pública.

De acordo com essa classificação:

 A
o uso comum dos bens públicos deve ser sempre gratuito;
 B
os bens de uso especial apresentam estrutura de direito privado;
 C
os bens dominicais constituem objeto de direito pessoal das entidades públicas;
 D
os bens de uso comum são alienáveis enquanto conservarem sua qualificação;
 E
todos os bens de uso comum possuem significância histórica, cultural ou ambiental.
Você selecionou: B, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução

a)  Considera-se universalidade de direito o complexo de relações jurídicas de uma pessoa,


dotada de valor econômico - CORRETA.

Os bens coletivos, bens constituídos pela união de várias coisas


singulares,subdividem-se em:

- Universalidade de fato (universitas facti): corresponde ao conjunto de bens


singulares, corpóreos e homogêneos, ligados pela vontade humana para um
fim específico (a exemplo de uma biblioteca). Sobre o tema, registra-se
passagem do CC/02:
"Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares
que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária."
- Universalidade de direito (universitas juris): corresponde ao conjunto de
bens singulares, corpóreos ou incorpóreos, aos quais a própria norma jurídica
da unidade (a exemplo da massa falida). Nessa linha, observa o Codex:
"Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações
jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico."
b) O estabelecimento empresarial tem natureza, para efeitos de alienação, de bem
móvel - CORRETA.
O estabelecimento empresarial (complexo de bens organizado, para exercício da
empresa, por empresário, ou por sociedade empresária) para a doutrina, constitui
um bem móvel. Mais precisamente, trata-se uma universalidade de direito sui generis.
c)  Os elementos essenciais são os indispensáveis à existência do ato - CORRETA.
De acordo com a escada ponteana, o ato negocial, para existir, exige:
- Agente;
- Vontade;
- Objeto;
- Forma.
d) A prescrição pode ser interrompida pelo protesto cambial - CORRETA.
De fato. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: 
- Por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a
promover no prazo e na forma da lei processual;
- Por protesto, nas condições do inciso antecedente;
- Por protesto cambial;
- Pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de
credores;
- Por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
- Por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do
direito pelo devedor.
e)  As condições resolutivas impossíveis ensejam a nulidade dos negócios jurídicos -
INCORRETA.
Na linha da conceituação, possível abordar a a condição como "a cláusula que,
derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do
negócio jurídico a evento futuro e incerto" (art. 121 do Código Civil). Em
resumo, é cláusula incidental de um negócio jurídico que possui como razão
postergar a eficácia do negócio jurídico a um acontecimento futuro e incerto.
Segundo a Lei Civil, invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:
- As condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;
- As condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;
- As condições incompreensíveis ou contraditórias.
Assim, percebemos que as condições impossíveis, quando resolutivas, em nada afetam
o negócio jurídico (sendo, em verdade, consideradas inexistentes).
 FECHAR

 #245229  FGV - Auditor do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará/2008

  

Assinale a afirmativa incorreta.

 A
Considera-se universalidade de direito o complexo de relações jurídicas de uma
pessoa, dotada de valor econômico.
 B
O estabelecimento empresarial tem natureza, para efeitos de alienação, de bem
móvel.
 C
Os elementos essenciais são os indispensáveis à existência do ato.
 D
A prescrição pode ser interrompida pelo protesto cambial.
 E
As condições resolutivas impossíveis ensejam a nulidade dos negócios jurídicos.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resoluçãohttps://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2637887/o-termo-inicial-suspende-a-
aquisicao-do-direito-denise-cristina-mantovani-cera
       

A questão exige conhecimento da letra da lei, vejamos:

Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado,  é anulável o negócio jurídico que o
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo.
Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio
realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos.

Observe que o artigo acima abre uma exceção logo na sua parte inicial "salvo se o permitir a lei
ou o representado".

No enunciado da questão está claro que o interesse de Augusto não é de vender o bem para
Angélica, pois, se assim fosse, poderia ter feito diretamente, sem a necessidade de
intermediários, ou, de outra forma, deveria prever expressamente a exceção de realização de
negócio consigo mesmo, por Angélica.

Como não há previsão dessa exceção, subentende-se que o negócio jurídico praticado é
diferente do pretendido pelo mandante, sendo, de fato, anulável, conforme o caput do artigo.

b) a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio;

Alternativa incorreta. O professor Cristiano V. S. Pinto (in  Direito Civil Sistematizado), explica
que “Negócio Jurídico inexistente é o ato que contém um grau tão elevado de nulidade e essa
é tão notória que dispensa ação judicial para ser declarado sem efeito (negócio realizado sob
coação física). Na verdade nunca chegou a ser ato jurídico. Exemplo: casamento de pessoas do
mesmo sexo.”

Assim, o negócio somente seria considerado inexistente se estivesse ausente um dos


elementos mencionados acima (agente, vontade, objeto e forma). Como isso não ocorre, já
que todos os elementos estão presentes, não há que se falar em negócio inexistente. 

c) ocorreu o mandato em causa própria, que dispensa a prestação de contas;

Alternativa incorreta. Conforme exposto na alternativa A (correta, neste caso), não ocorreu


mandato em causa própria, pois essa cláusula teria de ser especificada no contrato de
mandato, pois trata-se trata de exceção à regra, e, como não ocorreu, também não há
dispensa de prestação de contas.

d) para a alienação de bens, não depende a procuração de poderes especiais;

e) o poder de transigir importa o de firmar compromisso.


 

Ambas as alternativas estão incorretas pois vão de encontro ao contido nos §§ 1o e 2o do art.
661, do CC.

Art. 661. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração.

§ 1o Para  alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da
administração ordinária,  depende a procuração de poderes especiais e expressos.

§ 2o O  poder de transigir  não  importa o de firmar compromisso.

 FECHAR

 #289951  FGV - Auditor Substituto (TCE-RJ)/2015

  

Augusto conferiu mandato, com poderes representativos, a Angélica, com a finalidade de


venda de um imóvel do mandante. Em seguida, a mandatária substabeleceu os poderes para
Semprônio. O substabelecido, por sua vez, vendeu o bem para Angélica e repassou o preço
para Augusto, que reagiu, tendo em vista a confiança depositada na mandatária.

Pode-se assegurar que:

 A
a venda é anulável, configurado o conflito de interesses no chamado “negócio consigo
mesmo”;
 B
a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio;
 C
ocorreu o mandato em causa própria, que dispensa a prestação de contas;
 D
para a alienação de bens, não depende a procuração de poderes especiais;
 E
o poder de transigir importa o de firmar compromisso.

Fabrício Faria
Data do comentário: 11/05/2016

Classifique este comentário:

    

Gabarito: Letra C

 
No caso hipotético, Francisco deseja doar seu apartamento ao seu sobrinho Joaquim, exigindo
que este pinte o apartamento recebido a cada 6 meses na cor que o tio determinar, oferta esta
que foi aceita por Joaquim. 

Segundo a doutrina do professor Cristiano Chaves, o encargo consiste em uma cláusula


acidental que cria uma obrigação ao beneficiário de uma liberalidade. Ou seja, o encargo é
uma determinação pela qual se impõe um ônus ao beneficiário de um ato gratuito.

Quem é o beneficiário do ato gratuito? 

Resposta: Joaquim

Qual o ônus?

Resposta: pintar o apartamento de 6 em 6 meses na cor que o tio quiser

Desta forma, o elemento acidental presente no negócio jurídico é o:

c) CORRETA. Encargo.

Vejamos os conceitos dos outros elementos acidentais:

a) Condição suspensiva.

De acordo com o Código Civil, condição é a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade
das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.

"Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das
partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto."

A condição suspensiva é aquela que impede a produção de qualquer efeito até que se realize o
evento a que se subordinou a eficácia do negócio. 

b) Condição resolutiva.
 

A condição resolutiva é aquela que faz cessar os efeitos que estão sendo produzidos. 
 

d) Termo inicial.

Leciona o doutrinador Washington de Barros Monteiro que o termo é o dia no qual


deve começar ou extinguir a eficácia de um negócio jurídico. O termo inicial é relativo
àquele evento futuro e inevitável que suspende o início da eficácia do ato.
 

e) Termo final.

Termo final é aquele que se caracteriza quando a eficácia do negócio expira com o advento
daquela data. 

 FECHAR

 #337190  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  

Francisco deseja doar seu apartamento para Joaquim, seu sobrinho mais novo. Ao realizar a
transferência, exige que o sobrinho pinte o apartamento, a cada 6 meses, na cor que ele
determinar. Joaquim aceita a oferta.

Assinale a opção que indica o elemento acidental presente no negócio jurídico.

 A
Condição suspensiva.
 B
Condição resolutiva.
 C
Encargo.
 D
Termo inicial.
 E
Termo final.

Fabrício Faria
Data do comentário: 22/05/2016

Classifique este comentário:
    
Gabarito: Letra D
 
No caso em estudo, Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos Roberto e
Carla, desde que eles viessem a contrair matrimônio. Ou seja, Roberto e Carla
ganhariam uma casa com uma condição: contrair matrimônio. 
 
Segundo a doutrina do professor Carlos Roberto Gonçalves, condição é o evento
futuro e incerto de que depende a eficácia do negócio jurídico. Quando a
condição é suspensiva, a eficácia do contrato está a ela subordinada. 
 
Vejamos o que dispõe o artigo 121 do Código Civil:
 
"Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da
vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e
incerto."
 
O efeito do negócio jurídico está subordinado a evento futuro e incerto? Sim, ao
casamento. 
 
Roberto e Carla, ao perceberem que o vizinho estava danificando seu futuro
imóvel, poderão fazer algo para impedi-lo que continue destruindo o imóvel?
Claro que sim! 
 
O próprio Código Civil assegura que os titulares de direito eventual, nos casos de
condição, estão permitidos a praticarem os atos destinados a conservá-lo.
 
Vejamos o artigo 130:
"Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou
resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo."
 
Desta forma, correta a assertiva "d" ao afirmar que Roberto e Carla poderão agir,
inclusive judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de condição
suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.
 
Vejamos as demais assertivas:
 
a) INCORRETA. Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem
uma mera expectativa de direito, sendo de Fábio a legitimidade para a
propositura de qualquer ação.
 
Já vimos que Roberto e Carla poderão agir judicialmente perante o vizinho de
Fábio, pois a lei assegura aos titulares de direito eventual a prática atos de
conservação. 

b) INCORRETA. Roberto e Carla poderão promover ação judicial que


impeça o ato do vizinho, visto que o termo inicial gera a aquisição do direito.
 
O casal tem apenas uma expectativa de direito, não tendo ainda adquirido o
direito. 
 
c) INCORRETA. Fábio, Roberto e Carla não poderão promover ação
judicial, pois será preciso aguardar a realização do casamento para a
propositura da ação.
 
Já vimos que os titulares de direito eventual poderão sim praticar atos destinados
a conservá-los. Fábio, como proprietário do imóvel, poderá sim ingressar com
ação com vistas a proteger o seu imóvel. 
 
e) INCORRETA. A doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição
suspensiva, o que gera a suspensão da aquisição do direito, inibindo a ação
dos noivos.
 
Já vimos que a doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição
suspensiva, que suspende a aquisição do direito. Todavia, a o Código Civil prevê
expressamente os titulares de direito eventual podem praticar atos destinados a
conservar esse direito. Desta forma, não há que se falar em óbice à ação dos
noivos. 
 FECHAR

 #337192  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  
Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos Roberto e Carla, desde que
viessem a contrair matrimônio.

Um mês antes do casamento, Carla descobriu que o vizinho do imóvel vem


danificando o bem de Fábio, podendo a continuação destruir o imóvel.

Diante do ocorrido, assinale a afirmativa correta.


 A
Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem uma mera
expectativa de direito, sendo de Fábio a legitimidade para a propositura de
qualquer ação.
 B
Roberto e Carla poderão promover ação judicial que impeça o ato do
vizinho, visto que o termo inicial gera a aquisição do direito.
 C
Fábio, Roberto e Carla não poderão promover ação judicial, pois será
preciso aguardar a realização do casamento para a propositura da ação.
 D
Roberto e Carla poderão agir, inclusive judicialmente, pois ao titular do
direito eventual, nos casos de condição suspensiva, é permitido praticar os
atos destinados a conservá-lo.
 E
A doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição suspensiva, o
que gera a suspensão da aquisição do direito, inibindo a ação dos noivos.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta.Você acertou! Mandou bem! Ver
resolução

       
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ICMSNAVEIA
+4457 pontos
28/10/2015 15:08
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Exemplo prático da condição suspensiva: vou doar uma casa quando você se
casar (evento futuro e incerto), se não casar não recebe a doação, então ele não
adquiriu o direito.
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição
suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a
que ele visa.

Diferente do termo: Vou doar uma casa quando fizer 30 anos (evento futuro e
certo).
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do
direito.

Artigo importante da LINDB sobre o assunto:


Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por
êle, possa exercer, como aquêles cujo comêço do exercício tenha têrmo pré-fixo,
ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.

Fonte: qconcursos
 12

Jgf
+149 pontos
31/05/2016 09:19
silenciar ● bloquear
Várias questões que esse professor NãO explica TODAS as alternativas.
 5

Andrety Bruno
+19047 pontos
05/09/2017 16:57
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O gabarito da questão parece divergir da resposta da questão abaixo:

FCC - Auditor Substituto de Conselheiro do TCM-RJ/2015

Os negócios sob condição suspensiva

a) subordinam-se a evento futuro e certo.


b) operam efeitos desde logo, os quais são suspensos em caso de implemento da
condição.
c) são protegidos contra o advento de lei nova, em caso de conflito de leis no
tempo, mesmo que ainda não tenha havido o implemento da
condição. (Gabarito)
d) geram, no que toca aos conflitos de lei no tempo, meras expectativas de
direito, não protegidas contra o advento de lei nova.
e) não permitem que o titular eventual do direito pratique atos destinados à sua
conservação.

Essa diferença seria por conta de entendimentos diferentes das bancas?!


(FCC x FGV).
 4

me ajuda ai
+2371 pontos
18/11/2017 09:14
silenciar ● bloquear
o que a fcc disse foi que mesmo vc nao cumprindo ainda com a condicao, uma
lei nova nao pode impedir vc de cumprir
 2

juarez314
+3480 pontos
13/05/2018 12:56
silenciar ● bloquear
Não foi a FCC foi a LINDB que disse. To copiando do comentário do colega:
"Artigo importante da LINDB sobre o assunto:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada."
 1

Poucas Trancas
+912 pontos
17/07/2018 23:24
silenciar ● bloquear
Pelo visto essa questão não tratou da condição pré-estabelecida
inalterável trazida pelo LINDB. Caso não tenha isso, não há o que se falar em
direito adquirido.
 1

Real
+665 pontos
12/11/2018 10:35
silenciar ● bloquear
Condição suspensiva: não há direito adquirido, tampouco exercício do direito
(aquisição e eficácia suspensas)
Termo inicial: há direito adquirido, mas não há exercício (eficácia suspensa)
Encargo: há direito adquirido e exercício
 4

ViLu
+155 pontos
29/05/2019 14:44
silenciar ● bloquear
Não é possível ler um comentário como esse exarado pelo professor e não ficar
intrigado, pra dizer o mínimo.
Pois o mesmo, na questão #283909  FCC - Auditor Substituto de Conselheiro do
TCM-RJ/2015, aduziu, com arrimo no art. 6º da LINDB, corroborando o
gabarito da banca, inclusive, que o direito estaria adquirido pelo donatário!
Vejam:
Enunciado - Os negócios sob condição suspensiva
a)...
b)...
c) CERTA.  são protegidos contra o advento de lei nova, em caso de conflito
de leis no tempo, mesmo que ainda não tenha havido o implemento da
condição. 
De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), a
lei nova respeitará o direito adquirido, que é aquele cujo começo do exercício
tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de
outrem.  Vejamos o que diz o artigo 6, 2º, da LINDB:
"Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.    
(...)
TEC, penso que fazemos jus a uma boa explicação!
 1

YagoMotta
+1 pontos
15/01/2020 09:19
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"Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por
êle, possa exercer, como aquêles cujo comêço do exercício tenha têrmo pré-
fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. "
Será que o 2º, do art. 6º, da LINDB, não se refere às condições
meramente/simplesmente potestativas? Talvez essas de fato gerem direito
adquirido, enquanto as condições causais e mistas, não. 
 7

Jallin
+1774 pontos
06/03/2020 12:01
silenciar ● bloquear
Entendo que são duas coisas diferentes.
Condição SUSPENSIVA -> Não há direito adquirido sobre o objeto do negócio
jurídico. Há direito adquirido sobre o acordo feito pro cumprimento da condição
e consequente aquisição do direito. Se a lei mudar, o que foi acordado continua
valendo pra proteção do seu direito DE CUMPRIR AS CONDIÇÕES e ai sim
ADQUIRIR O DIREITO.
 3
tuiuiu abróba
+527 pontos
03/01/2021 14:57
silenciar ● bloquear
Gastei cerca de 15 minutos colhendo as diferenças entre essa questão e esta:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/283909
Concluí que essa aqui está bem formulada. O problema está na outra, que não
explicitou estar cobrando características da "condição pré-
estabelecida inalterável".
 1

gdz
+702 pontos
23/03/2021 10:45
silenciar ● bloquear
EFICÁCIA DO NJ = MERA EXPECTATIVA
PROTEÇÃO CONTRA LEI NOVA = DIREITO ADQUIRIDO
ADICIONAR POST

 FECHAR

 #289952  FGV - Auditor Substituto (TCE-RJ)/2015

  

Anos após a celebração de uma doação sob condição suspensiva, até hoje não implementada,
é correto afirmar que:

 A
o donatário tem um direito adquirido, embora esteja suspenso o seu exercício até
que a condição seja implementada;
 B
o não-implemento do fato futuro e incerto caracteriza a revogação da doação;
 C
tendo a condição sido expressa como razão determinante, a doação considera-se
inexistente;
 D
admite-se, em caráter excepcional, que a condição seja maliciosamente levada a
efeito pela parte a quem aproveita o seu implemento;
 E
enquanto a condição não se verificar, não se terá adquirido o direito a que visa o
negócio jurídico.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver resolução

       Diante da redação proposta na questão, destaca-se, a seguir, as espécies


de condições retratadas por Flávio Tartuce em elucidante obra:

"- Condição promíscua: aquela que se caracteriza no momento inicial como


potestativa, vindo a perder tal característica por fato superveniente (alheio a
vontade do agente), vindo a dificultar sua realização.

- Condição puramente potestativa: dependem de uma vontade unilateral,


sujeitando-se ao puro arbítrio de uma das partes (art. 122 do
CC, parte final);

- Condição causal: que não depende da vontade humana, relacionando-se à


ocorrência de evento da natureza;

- Condição simplesmente potestativa: dependem das vontades intercaladas de


duas pessoas, sendo totalmente licitas;

- Condição mista: são aquelas que dependem, ao mesmo tempo, de um ato


volitivo, e um evento externo." (TARTUCE, Flávio, Manual de Direito Civil,
Método. p.184 a 185).

- Condição resolutiva: é aquela que, quando verifica, põe fim ao negócio


jurídico então vigente.

- Condição suspensiva: é aquela que, quando verificada, dá início ao negócio


jurídico então suspenso.

No caso em apreço, há de se concluir presente uma condição simplesmente


potestativa, uma vez que o negócio depende da vontade de duas pessoas (o
alienante e o possível adquirente do bem).

Assim, registrado o que era cabível, conclui-se que está correta a alternativa de letra B.
 FECHAR

 #93315  FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de


Janeiro/2008

  

A afirmativa “Pagarei a coisa adquirida quando a revender” representa condição:

 A
puramente potestativa.
 B
simplesmente potestativa.
 C
eventual.
 D
resolutiva.
 E
suspensiva.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução
       Diante da redação proposta na questão, destaca-se, a seguir, as espécies
de condições retratadas por Flávio Tartuce em elucidante obra:
"- Condição promíscua: aquela que se caracteriza no momento inicial como
potestativa, vindo a perder tal característica por fato superveniente (alheio a vontade
do agente), vindo a dificultar sua realização.

- Condição puramente potestativa: dependem de uma vontade unilateral, sujeitando-


se ao puro arbítrio de uma das partes (art. 122 do
CC, parte final);

- Condição causal: que não depende da vontade humana, relacionando-se à


ocorrência de evento da natureza;

- Condição simplesmente potestativa: dependem das vontades intercaladas de duas


pessoas, sendo totalmente licitas;

- Condição mista: são aquelas que dependem, ao mesmo tempo, de um ato volitivo, e
um evento externo." (TARTUCE, Flávio, Manual de Direito Civil, Método. p.184 a 185).

- Condição resolutiva: é aquela que, quando verifica, põe fim ao negócio jurídico então
vigente.

- Condição suspensiva: é aquela que, quando verificada, dá início ao negócio jurídico


então suspenso.

No caso em apreço, há de se concluir presente uma condição simplesmente


potestativa, uma vez que o negócio depende da vontade de duas pessoas (o alienante
e o possível adquirente do bem).

Assim, registrado o que era cabível, conclui-se que está correta a alternativa de letra B

Dicler
Data do comentário: 06/02/2018

Classifique este comentário:

    

A lesão é um vício de consentimento decorrente do abuso praticado em situação de


desigualdade de um dos contratantes, por estar sob premente necessidade, ou por
inexperiência, com o objetivo de protegê-lo diante do prejuízo sofrido na conclusão de um
negócio jurídico em decorrência da desproporção existente entre as prestações das duas
partes. Trata-se de um dano patrimonial. Diz o art. 157 do CC:

Art. 157 do CC - Ocorre a  lesão  quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por
inexperiência, se obriga a  prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação
oposta.
§ 1o  Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que
foi celebrado o negócio jurídico.

§ 2o  Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a


parte favorecida concordar com a redução do proveito.

Além disso, o candidato deveria saber que a lesão torna o negócio jurídico anulável.

Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei,  é anulável o negócio jurídico:

I - por incapacidade relativa do agente;

II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo,  lesão  ou fraude contra
credores.

Gabarito: Letra C

Vejamos as demais alternativas:

(A) ERRADA. A instituição financeira não praticou coação e, caso tivesse praticado, teríamos
um negócio anulável e não nulo.

(B) ERRADA. O contrato de adesão não permite que as partes discutam as cláusulas em


condições de paridade, mas nada impede a ocorrência de vícios que o tornem inválido.

(D) ERRADA. A força obrigatória dos contratos deve prevalecer desde que a vontade seja
manifestada de forma livre, consciente e de boa-fé, ou seja, sem vícios.

(E) ERRADA. É comum as bancas tentarem confundir os negócios anuláveis pela lesão e pelo
estado de perigo. Tenha cuidado !!!

O estado de perigo representa a assunção de uma obrigação excessivamente onerosa


(exorbitante) para evitar um dano pessoal  que é do conhecimento da outra parte
contratante. Grosseiramente falando, o declarante de encontra diante de uma situação que
deve optar entre dois males: sofrer o dano ou participar de um contrato que lhe é
excessivamente oneroso.

Vejamos alguns clássicos exemplos de estado de perigo:

 doente que concorda com altos honorários exigidos pelo médico cirurgião;
 venda de bens abaixo do preço para levantar o dinheiro necessário ao resgate do
sequestro do filho ou para pagar uma cirurgia médica urgente;
 promessa de recompensa ou doação de quantia vultosa feita, por um acidentado, a
alguém, para que o salve, etc.
Gabarito: Letra C.

 FECHAR

 #572292  FGV - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais (SEFIN RO)/2018

  

Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento
regular de seus salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado
no sistema de proteção ao crédito, ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais
prementes. Para isso, procura uma instituição financeira que aceita conceder empréstimos a
pessoas na sua condição e assina contrato de mútuo de fins econômicos, cuja prestação em
favor da mutuante é manifestamente desproporcional à prestação conferida ao mutuário.

Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que
ele é

 A
nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e considerável à
pessoa do mutuário e aos seus bens.
 B
plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao
aderente discutir ou modificar o conteúdo das estipulações.
 C
anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor, que se
obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
 D
plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
 E
anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor
quitar seus débitos e eliminar a negativação de seu nome.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução


#337191 FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal
(Cuiabá)/2016
Justina, oriunda de uma pequena cidade do interior do Brasil, chega a São Paulo
sem conhecer ninguém e procura de imediato, e com urgência, um apartamento
para residir.

O proprietário do imóvel desejado, percebendo a pouca experiência de Justina e


reconhecendo a sua necessidade de moradia, cobra-lhe valor três vezes superior
ao usualmente praticado naquele bairro.
Considerando tais fatos, assinale a afirmativa correta.
a) O contrato de locação realizado é válido, tendo em vista a proteção ao
princípio da autonomia privada.
b) O contrato de locação realizado é nulo, tendo em vista a existência de dolo
por parte do proprietário do imóvel.
c) O contrato de locação realizado é nulo, tendo em vista a existência de erro por
parte de Justina.
d) O contrato de locação realizado é anulável, tendo em vista a existência de
estado de perigo.
e) O contrato de locação realizado é anulável, tendo em vista a existência de
lesão.

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 6

Jão das Neves


+17196 pontos
30/07/2019 11:33
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@Bruno Freitas, repare bem no caput dos artigos que encerram os conceitos de
lesão e de estado de perigo:
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido
da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano
conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.
Parágrafo único. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante,
o juiz decidirá segundo as circunstâncias.
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente
necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente
desproporcional ao valor da prestação oposta.
Pelo contexto da questão, não resta configurado o estado de perigo, pois ela não
adquiriu a prestação excessiva para salvar a si ou a outra pessoa. Para que a
situação se enquadre em lesão, o conhecimento da instituição financeira sobre a
condição da pessoa é irrelevante (o Código Civil nada fala sobre isso).
Um exemplo prático para você perceber que isso é irrelevante: lembre-se das
instituições financeiras que concedem empréstimos a pessoas negativadas.
 Este post de Carrie Methison recebeu muitos votos negativos. Exibir
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 #572292  FGV - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais (SEFIN RO)/2018

  

Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento
regular de seus salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado
no sistema de proteção ao crédito, ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais
prementes. Para isso, procura uma instituição financeira que aceita conceder empréstimos a
pessoas na sua condição e assina contrato de mútuo de fins econômicos, cuja prestação em
favor da mutuante é manifestamente desproporcional à prestação conferida ao mutuário.

Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que
ele é

 A
nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e
considerável à pessoa do mutuário e aos seus bens.
 B
plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao
aderente discutir ou modificar o conteúdo das estipulações.
 C
anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor,
que se obrigou a prestação manifestamente desproporcional ao valor da
prestação oposta.
 D
plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
 E
anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor
quitar seus débitos e eliminar a negativação de seu nome.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução

https://jus.com.br/artigos/35735/defeitos-e-nulidades-do-negocio-juridico [ ÓTIMO
ARIGO LER COM FREQUENCIA [

https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-civil/o-dolo-no-direito-civil/#:~:text=Ele%20n
%C3%A3o%20tem%20influ%C3%AAncia%20para,perdas%20e%20danos%20da%20v
%C3%ADtima.

NULABILIDADE:
* CONCEDIDO A PEDIDO DO INTERESSADO.
* OS EFEITOS NÃO RETROAGEM ( EX NUNC)
* ANULAÇÃO DEPENDE DE SENTENÇA E NÃO PODE SER DECLARADA DE
OFÍCIO.
HIPÓTESE:
* CASOS DECLARADOS EM LEI
* INCAPACIDADE RELATIVA
* VÍCIOS RESULTANTES DE: ERRO, DOLO, COAÇÃO, ESTADO DE
PERIGO, LESÃO, FRAUDE CONTRA CREDORES.
De início, cabe excluirmos a existência de vícios de consentimento  na conduta de Juliana, uma
vez que sua manifestação de vontade (transferência do patrimônio) foi livre (representando,
de fato, sua intenção). Logo, excluímos os vícios de lesão e coação.

Assim, temos que sobram a nós as alternativas de letra D e E.

A questão que se apresenta, então, é: a conduta de Juliana constituiu simulação relativa ou


absoluta?

Pois bem. Com a vigência do Código Civil de 2002, novos contornos se deram
ao instituto da simulação, passando, ademais, a constituir causa de nulidade do
negócio jurídico.
Em linhas gerais, possível conceituar simulação como a declaração enganosa
de vontade, visando produzir efeitos diversos do ostensivamente
indicado, ou seja, é o desencontro deliberado entre a declaração de
vontade e o verdadeiro resulta objetivado pelas partes.
Diante da questão, vejamos:
Simulação absoluta: É um ato negocial praticado para não ter eficácia. Ou
seja, na realidade, não há nenhum negócio jurídico, mas mera aparência.
Como exemplo, podemos citar confissões de dívidas simuladas no intuito de
prejudicar o cônjuge na partilha de bens.
Simulação relativa: Diferentemente da absoluta, nesta há de fato um negócio
jurídico, todavia ocultado por um outro. Percebe-se, assim, dois atos negociais,
um aparente (simulado – nulo) e um “escondido” (dissimulado – eventualmente
convalidado, se válido na forma e substância).
A simulação relativa pode ainda ser dividida em:
 Simulação relativa subjetiva: quando “aparentarem conferir ou transmitir
direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem,
ou transmitem” (Art. 167, §1º, inciso I do Código Civil)
 Simulação relativa objetiva: "quando contiverem declaração, confissão,
condição ou cláusula não verdadeira”; ou “se os instrumentos
particulares forem antedatados, ou pós-datados” (Art. 167, §1º, inciso II
e III do Código Civil).
Feita a abordagem, em que pese a redação da questão ser de interpretação
dúbia, tem-se que Juliana decidiu transferir seus imóveis a Arnaldo com o
simples propósito de não mais constar patrimônio em seu nome, em que pese,
faticamente, aquela ainda ser "dona" dos bens. Assim, percebemos que há, no caso,
exemplo de simulação absoluta, já que, na realidade, não há nenhum negócio
jurídico, mas mera aparência.
Desta forma, concluímos que está correta a alternativa de letra E.
 

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 #244461  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2014

  

Juliana sofre pressão constante por parte de seus familiares para ser fiadora de seus pais, Ana
e Roberto. Cansada e temerosa de comprometer todo o seu patrimônio, Juliana decide passar
para o nome de Arnaldo, seu melhor amigo, os dois apartamentos de que é proprietária. Sem
ter qualquer apartamento em seu nome, Juliana ver-se-á livre dos pedidos de socorro de seus
familiares pela fiança.

Nesse negócio jurídico, verifica-se a ocorrência de

 A
lesão, tendo em vista a legítima expectativa de seus pais com relação à fiança.
 B
coação por simples temor reverencial.
 C
coação relativa, já que houve manifestação da vontade do agente.
 D
simulação relativa.
 E
simulação absoluta.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução

Rafael Fontana
Data do comentário: 04/10/2014

Classifique este comentário:

    

I. O erro é considerado substancial quando, sendo de direito e não implicando recusa à


aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio jurídico - CORRETA.

De fato. O erro ou ignorância é o resultado de uma falsa percepção, noção, ou mesmo


da ausência de percepção sobre a pessoa, o objeto ou o próprio negócio que se
pratica (Art. 138 do Código Civil).

Segundo o CC/02, o erro é substancial quando:

- Interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das


qualidades a ele essenciais;

- Concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de


vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante;

- Sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal
do negócio jurídico.

II. A coação consiste na ameaça do exercício normal de um direito, assim como o simples
amor reverencial - INCORRETA.

Coação é toda pressão física ou moral exercida contra alguém, de modo a


forçá-lo à prática de um determinado negócio jurídico, contra a sua vontade,
tornando defeituoso o negócio. Lembrando que duas são as espécies de
coação: Coação física/vis absoluta, caracterizada por uma pressão resultante
de uma força exterior suficiente para tolher os movimentos do agente e Coação
moral/vis compulsiva, caracterizada pela existência de uma ameaça séria e
idônea de algum dano (Art. 151 do CC/02).
Em que pese a definição apontada alhures, segundo a Lei Civil, não se considera
coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor
reverencial (art. 153).
III. A lesão é configurada quando uma pessoa, sob premente necessidade ou por
inexperiência, se obriga a prestação manifestante desproporcional ao valor da
prestação oposta - CORRETA.
A proposição aborda o conceito legal da lesão, conforme se extrai:
"Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por
inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da
prestação oposta."
Assim, conclui-se que está correta a alternativa de letra C.

 FECHAR

 #195817  FGV - Analista de Controle Externo (TCE-BA)/2013

  

A respeito dos defeitos do negócio jurídico, analise as afirmativas a seguir.

I. O erro é considerado substancial quando, sendo de direito e não implicando recusa à


aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio jurídico.

II. A coação consiste na ameaça do exercício normal de um direito, assim como o simples amor
reverencial.

III. A lesão é configurada quando uma pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência,
se obriga a prestação manifestante desproporcional ao valor da prestação oposta.

Assinale:

 A
se somente a afirmativa I estiver correta.
 B
se somente a afirmativa III estiver correta.
 C
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 D
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 E
se todas as afirmativas estiverem corretas.
O dolo pode ser conceituado como sendo o artifício ardiloso empregado para enganar alguém,
com intuito de benefício próprio.

 
Vamos às alternativas:

a)  o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado é considerado dolo, provando‐se que sem ele o negócio não se teria
celebrado - CORRETA.

Trata-se do dolo negativo, ou seja, o praticado por omissão, hipótese em que um dos


negociantes, em razão do silêncio do outro contratante, é prejudicado.

Em linha normativa, temos:

"Art. 147. Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das


partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui
omissão dolosa, provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado."

b)  o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos e é acidental quando, a seu
despeito, o negócio seria realizado, embora de outro modo - CORRETA.

De fato. Nos termos do art. 146 da Lei Civil, "o dolo acidental só obriga à satisfação
das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria
realizado, embora por outro modo."

c)  o dolo de terceiro gera anulabilidade do negócio jurídico, mesmo quando a parte a quem
aproveite dele não tivesse ou devesse ter conhecimento - INCORRETA.

Em verdade, segundo o CC/02, pode ser anulado o negócio jurídico por dolo de


terceiro, se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento;
em caso contrário, ainda que subsista o negócio jurídico, o terceiro responderá por
todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou.

d)  o dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder
civilmente até a importância do proveito que teve - CORRETA.

De fato. Diferentemente do representante convencional (o que se dá, por exemplo, em razão


da celebração do contrato de mandato), o dolo do representante legal de uma das partes
só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que
teve.

 
e)  os negócios jurídicos são anuláveis por dolo quando este for a sua causa -
CORRETA.

É o que verificamos:

"Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este


for a sua causa."
 FECHAR

 #217140  FGV - Analista Técnico-Administrativo (SUDENE)/Área 4/2013

  

Caso haja a prática do dolo num negócio jurídico e seja arguida a sua anulabilidade,
é incorreto afirmar que


A
o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra
parte haja ignorado é considerado dolo, provando‐se que sem ele o negócio não se
teria celebrado.
 B
o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos e é acidental quando, a seu
despeito, o negócio seria realizado, embora de outro modo.
 C
o dolo de terceiro gera anulabilidade do negócio jurídico, mesmo quando a parte a
quem aproveite dele não tivesse ou devesse ter conhecimento.
 D
o dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder
civilmente até a importância do proveito que teve.
 E
os negócios jurídicos são anuláveis por dolo quando este for a sua causa.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução

A questão exige do candidato conhecimento do disposto nos arts.


166, V e 215, §1º, VII do Código Civil, que disciplinam:

"Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando:

(...)
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua
validade;

(...)

Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento


dotado de fé pública, fazendo prova plena.
§ 1o Salvo quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve
conter:

(...)
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do
tabelião ou seu substituto legal, encerrando o ato."
Na linha do registrado, de se concluir que a assinatura do tabelião (ou de seu substituto
legal) é requisito essencial à validade do ato, o que impõe, em sua ausência, a nulidade
do ato.

Assim, conclui-se que está correta a alternativa de letra A.


 FECHAR

 #93316  FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de


Janeiro/2008

  

A escritura pública, lavrada em tabelião, que não contenha sua assinatura no livro de notas
será:

 A
nula.
 B
anulável.
 C
inexistente.
 D
ineficaz.
 E
incompleta.
Você selecionou: B, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
       

Diego Degrazia
Data do comentário: 28/01/2013

Classifique este comentário:

    

Solange de Paula move ação anulatória em face do Hospital das Clínicas. Ocorre que,
necessitando internar seu marido, não encontrou vaga no SUS, logrando êxito em conseguir a
internação em hospital da rede privada, não integrante da rede SUS. O hospital exigiu o
depósito de R$ 3,5 mil para a internação e mais R$ 360,00 para exames. Entregues os cheques,
após o atendimento, Carmem ingressou em juízo para anular o negócio jurídico.

Assinale o melhor fundamento para sua pretensão.

a) onerosidade excessiva

(Notem, antes de mais nada, que há aqui um erro formal na questão: a banca começa
nomeando uma certa SOLANGE DE PAULA, a qual seria legitimada para a anulação do negócio,
mas entretanto quem ingressa com a ação é uma tal de CARMEM...).

A alternativa está errada. A resolução por onerosidade excessiva se dá em contratos de


execução continuada no caso de acontecimentos extraordinários posteriores que o tornem
excessivamente oneroso para uma das partes, o que não se coaduna com a hipótese trazida
pela banca.

CCB:
Art. 478.  Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das
partes se  tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude
de  acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do
contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação.

b) lesão

A alternativa está errada. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou
por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da
prestação oposta.

O ato jurídico que pode ser anulado em face da lesão deve gerar uma extrema vantagem para
um dos sujeitos em detrimento do outro. É o caso onde uma das partes, ciente da necessidade
da outra, acaba por forçar um negócio desmedido. Entretanto, o estado de necessidade aqui é
mais focado no lado econômico do que em qualquer outra coisa.

Em tese, na lesão não há “perigo imediato “, apenas a premente necessidade, de viés mais
econômico como ressaltado acima.

Assim, em um primeiro momento, a alegação de lesão não está de todo errada. O importante
aqui é ter em conta que a questão pede o melhor fundamento para a pretensão  e no caso,
existe outro.

CCB:
Art. 171.  Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:
I - por incapacidade relativa do agente;
II -  por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra
credores.
...
Art. 157.  Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por
inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação
oposta

c) estado de perigo

A alternativa está correta. O Estado de perigo se dá em uma situação onde existe potencial de
grave dano à pessoa ou à sua família, situação esta que é conhecida do outro sujeito. Em vista
disso, a pessoa assume obrigação excessivamente onerosa para se salvar.

Assim como na lesão, no Estado de perigo a vítima age em estado de necessidade e a outra
parte tem ciência dessa situação. Entretanto, os institutos se diferenciam pela iminência do
dano. No Estado de perigo a necessidade é imediata em termos fáticos. Já na lesão, como dito
acima, o perigo é mais econômico.

Curial é a distinção de César Fiuza: “ O Estado de perigo é bastante semelhante à lesão e à


usura.Na verdade, o que diferencia os três institutos é que naquele o perigo é mais pujante,
quase sempre imediato. (...) Na lesão e na usura, a necessidade é econômica.”

Notem os termos da lei:


 

CCB:
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-
se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa.

Assim, um dos requisitos para a configuração do Estado de perigo é que a prática do ato seja
necessária para extinguir o perigo imediato, exatamente como na hipótese aventada pela
banca. Se a parte não aceitasse as condições do hospital, seu familiar não seria internado.

Esse é, por certo, o melhor fundamento para a pretensão.

AgRg no Ag 830135 / PR
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO MONITÓRIA. DESPESAS COM
INTERNAÇÃO E TRATAMENTO HOSPITALAR. CONFIGURAÇÃO DO ESTADO DE PERIGO
(ARTIGO 156 DO CÓDIGO CIVIL) PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. DECLARAÇÃO PARCIAL DE NULIDADE DA OBRIGAÇÃO. 
IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional pelo fato de o Tribunal de origem ter
decido, de forma fundamentada, em sentido contrário às pretensões do recorrente. 
2. O estado de perigo, nos termos em que definido pelo artigo 156 do Código Civil
("Configura-se estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa") restou demonstrado no caso concreto, conforme assentado
no acórdão. Rever tal entendimento demandaria o reexame do contexto fático-probatório,
procedimento vedado na estreita via do recurso especial, a teor da Súmula nº 7 desta Corte
Superior.
3. Negócio jurídico anulado pelo Tribunal de Justiça apenas na parte em que foi considerado
excessivamente oneroso.
4. Agravo regimental não provido.
 
d) enriquecimento sem causa

A alternativa está errada. A alegação de enriquecimento sem causa tem como base a
transferência de bens para o patrimônio de um sujeito, sem a obrigação de uma
contraprestação, ou seja, é uma movimentação de riquezas e recursos sem uma causa que
justifique.

Ocorre que no exemplo dado há uma contraprestação efetiva do Hospital, com a internação e
os exames efetivados.

Ademais, a ação de enriquecimento sem causa somente poderá ser usada caso não exista
nenhuma outra possibilidade ante o prejuízo sofrido. E como já dito acima, existem outras
possibilidades para a alegação de vício no negócio.

Notem o disposto no CCB:

Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a
restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.

Parágrafo único. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é
obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do bem na
época em que foi exigido.

...

Art. 886.  Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros
meios para se ressarcir do prejuízo sofrido.

e) venire contra factum proprium


 

A alternativa está errada.  "venire contra factum proprium" é brocardo que significa que o
sujeito não poderá assumir em suas relações obrigacionais um comportamento contraditório,
o qual tem por base o "princípio" do pacta sunt servanda. 

Segundo o prof. Nelson Nery postula dois comportamentos da mesma pessoa, lícitos em si e
diferidos no tempo. O primeiro - factum proprium  - é, porém, contrariado pelo segundo.

Diz-se que ocorre nas situações em que uma pessoa, por um certo período de tempo,
comporta-se de determinada maneira, gerando expectativas em outra de que seu
comportamento permanecerá o mesmo.
 

Como se vê, não seria um bom fundamento para a pretensão de Carmem. 

 FECHAR

 #24939  FGV - Advogado do Senado Federal/2008

  

Solange de Paula move ação anulatória em face do Hospital das Clínicas. Ocorre que,
necessitando internar seu marido, não encontrou vaga no SUS, logrando êxito em conseguir a
internação em hospital da rede privada, não integrante da rede SUS. O hospital exigiu o
depósito de R$ 3,5 mil para a internação e mais R$ 360,00 para exames. Entregues os cheques,
após o atendimento, Carmem ingressou em juízo para anular o negócio jurídico.

Assinale o melhor fundamento para sua pretensão.

 A
onerosidade excessiva
 B
lesão
 C
estado de perigo
 D
enriquecimento sem causa
 E
venire contra factum proprium

a responder à questão é preciso conhecer o artigo 966 e o seu parágrafo único do Código Civil:

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica


organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de


natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.

 
Para que Alfredo seja considerado empresário ele precisa exercer sua atividade dentro das
características do Artigo 966: profissionalismo, atividade econômica, organizada e para a
produção e circulação de bens ou de serviços.
 

Apesar de existir a regra do Artigo 967 estabelecendo que a inscrição do empresário no


registro público de empresas mercantis é obrigatória, não é necessário esse registro para que
uma pessoa se enquadre no perfil de empresário. O registro é requisito delineador da
regularidade do empresário e não de sua caracterização.

O exercício profissional de atividade intelectual de natureza literária, em regra, não é uma


atividade de empresário, mesmo que seja exercido com ajuda de colaboradores ou auxiliares.

A atividade de natureza intelectual, pode ser apenas parte da empresa como um todo, ou seja,
há uma organização dos fatores de produção de maneira que a atividade literária é só mais um
desses fatores, isso faz com que Alfredo Chaves seja considerado empresário. Nesse caso a
atividade profissional de Alfredo constitui um elemento da empresa e por isso ele é
considerado empresário.

Vamos às alternativas:

a) Incorreta - Apesar de ser uma atividade intelectual, essa atividade é um elemento de


empresa, por isso Alfredo Chaves é empresário sim.

b) Incorreta – Como dito, o registro ou falta dele não caracteriza que Alfredo seja empresário
ou não seja empresário, apenas delimita sua regularidade.

c)  Incorreta – Alfredo Chaves é empresário independente do registro.

d) Incorreta – Para ser considerado empresário é preciso o exercício de atividade econômica


ORGANIZADA. A organização da empresa é fundamental para sua caracterização e é por causa
dela que existe o elemento de empresa.

e) Correta – Alfredo Chaves é empresário já que sua atividade profissional é um elemento de


empresa e é empresário independente do registro.

Gabarito: E

 FECHAR
[ EMPRESARIAL ]
 #220963  FGV - Auditor do Tesouro Municipal (Recife)/2014

  

Alfredo Chaves exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a
colaboração de auxiliares. O exercício da profissão constitui elemento de empresa. Não há
registro da atividade por parte de Alfredo Chaves em nenhum órgão público.

Com base nestas informações e nas disposições do Código Civil, assinale a afirmativa correta.

 A
Alfredo Chaves não é empresário porque exerce atividade intelectual de natureza
literária.
 B
Alfredo Chaves não é empresário porque não possui registro em nenhum órgão
público.
 C
Alfredo Chaves será empresário após sua inscrição na Junta Comercial.
 D
Alfredo Chaves é empresário porque exerce atividade não organizada em caráter
profissional.
 E
Alfredo Chaves é empresário independentemente da falta de inscrição na Junta
Comercial.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

Atenção: Atividade literária, cultural, artística + participação de empregado + elemento de


empresa -> Já considera empresário sem registro / Diferentemente, em caso rural, só é
empresário pós registro, conforme art. 9714 CC

 Gabarito E
pela teoria da empresa, o empresário individual é a
pessoa física que exerce a atividade típica de empresa. Como não há a proteção
da personalidade jurídica própria das pessoas jurídicas de direito privado (art.
44 do Código CivilCC), o empresário individual possui responsabilidade
ilimitada e direta pelas obrigações e dívidas decorrentes do exercício de
sua atividade. Ou seja, ele irá responder com seus próprios bens pela
solvência das dívidas surgidas no exercício de sua atividade empresarial.
Logo, voltando à assertiva, ela está incorreta ao tentar limitar a
responsabilidade do empresário individual, beleza? No mais, o empresário
individual pode se enquadrar como Microempresa, Empresa de pequeno
porte, e Microempreendedor Individual (MEI). Ainda pode ser Empresa
Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Com relação ao MEI,
conforme o art. 18 A da LC 123/06, é aquele empresário individual com
receita bruta anual de até R$ 60.000,00, podendo optar pelo Simples
Nacional. O MEI é o pequeno empresário a que se refere o art. 966, CC.

2ª assertiva : nos termos do art. 973, CC, os atos praticados pelo impedido
de exercer atividade empresarial são válidos e por eles deve responder.
Portanto, na prática, é um empresário individual, porém irregular. Isso quer
dizer que estará sujeito ao regime jurídico da falência (art. 1º
da Lei 11.101/05 LF , podendo sofrer sanções administrativas e penais, e ter sua
falência decretada. Como está irregular, a sua escrituração é ilegal e incorre
também em crime falimentar (art. 178 da LF). Os exemplos de impedimentos
por lei específica são: os militares, os servidores públicos e os inabilitados à
atividade empresarial por conta de condenação por crime falimentar (art. 181, I,
LF).

3ª assertiva: maldade da banca! Afirmativa difícil, mas incorreta. Vejo dois


erros: 1) Há o obstáculo do capital social, que não pode ser inferior a 100
vezes o maior saláriomínimo vigente (art. 980 A, caput, CC), ou seja, dizer
genericamente que o empresário individual pode optar pela EIRELI não é
correto está incompleto; 2) Além disso,a pessoa física ou opta por se registrar
como
empresário individual ou como EIRELI já registrado como empresário
individual não cabe essa declaração de exercício da atividade como empresário
ou como EIRELI, pois já é empresário individual. O que pode ocorrer é a
transformação dos atos constitutivos de empresário individual para EIRELI por
meio de requerimento.

 17
Phido
-4761 pontos
02/07/2015 22:27
silenciar ● bloquear
marcio, dificil prever o que imaginaram para o item 3.
 33
Linu
+2461 pontos
04/11/2015 12:59
silenciar ● bloquear
O comentário do marcio foi retirado de um professor do exponencial concursos
que comentou toda a prova de Direito Comercial.

http://www.exponencialconcursos.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Coment
%C3%A1rios-quest%C3%B5es-empresarial-ISS-CUIAB%C3%81.pdf
 Este post de Preguiçoso recebeu muitos votos negativos. Exibir
 Este post de Rafael Lapa recebeu muitos votos negativos. Exibir
 93
xyz
+299 pontos
05/12/2015 17:10
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Não importa de onde ele tirou. O que importa é que fez isso para ajudar, afinal,
não tem essa obrigação. Vai na dele quem quiser.

Quanto à 3ª assertiva, também achei que tava certa, mas fiquei olhando para ela
uns bons minutos até que percebi a maldade da FGV. É que o sujeito até pode se
declarar empresário, pois será considerado empresário independentemente de
registro (situação na qual, sem registro, será empresário irregular). Mas, para ser
EIRELI, só depois de devidamente constituído. Logo, ele não poderia se
"declarar" EIRELI. Ele poderia "optar" por se inscrever como empresário
individual ou se constituir como EIRELI.
 18
GerConcurseiro
+6471 pontos
15/02/2016 17:34
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NA II -

Tanto o empresário e a sociedade empresário irregulares, que não tiverem


inscrição, podem falir. Não podem requerer recuperação judicial mas podem
falir.

http://aulaporaula.blogspot.com.br/2011/02/direito-empresarial-iii-aula-
de_22.html ( FONTE)
 21
pk_AprovadoAUDITOR-SC,FÉemDEUS,tudo ao seu tempo
+2993 pontos
25/10/2016 22:09
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nao consigo entender o item 3
tentei mas nao deu
errei 2 vezes ja
 14
bsbsantos
+5201 pontos
03/04/2018 09:51
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Pk_2

O erro do item 3 é que a opção não é exercida AO EFETUAR o registro. A


opção é feita antes, pois os requisitos são diferentes, a depender da escolha.
 27
FFonseca
+1458 pontos
03/04/2018 16:28
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Atenção para atualização da LC123/2006 pela LC155/2016, limite de receita
bruta para MEI passou para R$81.000,00.
 11
cariocani
+558 pontos
08/12/2018 07:47
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Ja errei 5 x .. que horror!!
 9
Vinicius Siqueira
+3105 pontos
18/12/2018 05:26
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O erro da III é colocar a EIRELI como espécie do gênero Empresário Individual,
o que está errado.
 13
ikecorrea
+55 pontos
03/01/2019 22:23
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é bonito ver a galera tentando justificar uma questão mal feita.

não tem o que dizer dessa questão. Mal feita e ponto. não adianta quebrar a
cabeça com questões desse tipo
 4
robertoflavio
+522 pontos
21/09/2019 08:40
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Questão para que ninguém conseguisse gabaritar a prova.
Na tensão do momento acho que é quase impossível inferir esse erro do item III.
 2
Mir@ndinh@
+1612 pontos
28/04/2020 20:10
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( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a
opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI;
no primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada.
Não existe essa de se falar em opção. Lembremos que para se enquadrar como
Eireli, até então, o capital é de, no mínino, 100 salários mínimos. 
 5
Luma Pavan
+11558 pontos
21/01/2021 17:14
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(F) O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos


praticados no exercício da empresa caso seja enquadrado como
microempreendedor individual. Não existe a possibilidade de limitar a
responsabilidade para o empresário individual (EI), podemos até ter a
responsabilização subsidiária (benefício de ordem: 1º Capital social e
depois ataca o patrimônio pessoal). Mas o patrimônio pessoal de EI não fica
protegido! 

(V) Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei
especial, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua
falência decretada. Aqui é o seguinte, o cara está  impedido  de ser empresário,
um juiz por exemplo, mas mesmo assim exerce atividade de empresa
(PROFISSIONALMENTE ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA). Então
é empresário e vai responder por isso.
Sobre a falência, lembra que REGISTRO é condição de REGULARIDADE?
A falta de registro não descaracteriza o empresário, simplesmente,
o torna EMPRESÁRIO IRREGULAR. 
Se é empresário (mesmo que irregular) está sujeito a falência. 
(F) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem
a opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no
primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada. O
empresario individual não tem essa opção. Ou é Empresário
individual ou EIRELI.
Só pra ajudar a amarrar esse ultimo assunto, pra exercer atividade de
empresa sozinha posso ser:
 Empresária individual: Pessoa física;
 EIRELI: Pessoa jurídica;
 Sociedade empresária: Pessoa jurídica.
Então se eu fizer opção por ser EI, não posso ser tbm EIRELI.

Abraço!

 1

Kaidi
+7285 pontos
01/03/2021 16:05
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O professor foi muito simplista no comentário da assertiva III dele porém, não é
de todo errado.

Depois de olhar os manuais de registro para empresário individual e para


EIRELI (links no final) o que vejo é que há uma diferença procedimental entre
eles. Ou seja, olhando a assertiva o erro principal que encontro é:
( F ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem
a opção de declarar se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no
primeiro caso, a responsabilidade será ilimitada e, no segundo, limitada.

Ele não tem essa opção. São dois tipos de registros diferentes. Tanto que nos
manuais temos:
2. ELEMENTOS DO INSTRUMENTO DE INSCRIÇÃO
O instrumento de inscrição deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos:
I - título (Instrumento de Inscrição de Empresário Individual);

Para o caso de inscrição como empresário individual, enquanto para EIRELI


aparece:
2. ELEMENTOS DO ATO CONSTITUTIVO
O ato constitutivo deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos:
I - título (Ato Constitutivo de EIRELI);

Eu acho uma assertiva muito ruim de ser colocada pois não pede nada que esteja
diretamente prevista na legislação e sim uma mera característica formal. Enfim,
caso queiram ler em mais detalhes (não me aprofundei totalmente nesses
manuais):

https://www.gov.br/produtividade-e-comercio-exterior/pt-
br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/ANEXOS_2020/IN
81/INa_DREIa_81a_2020a_-a_Anexoa_II.pdf
https://www.gov.br/produtividade-e-comercio-exterior/pt-
br/images/REPOSITORIO/SEMPE/DREI/INs_EM_VIGOR/ANEXOS_2020/IN
81/INa_DREIa_81a_2020a_-a_Anexoa_III.pdf
 1

Kaidi
+7285 pontos
01/03/2021 16:57
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Apenas outro detalhe que vi ao responder outra questão. Para se constituir uma
EIRELI as opções são:
Fonte: prof Wagney Ilco
ADICIONAR POST

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 #244477  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2014

  

A respeito do empresário individual, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) O empresário individual poderá limitar sua responsabilidade pelos atos praticados no


exercício da empresa caso seja enquadrado como microempreendedor individual.

( ) Aquele que for impedido de exercer a empresa em nome próprio por lei especial, se a
exercer, responderá pelas obrigações contraídas e poderá ter sua falência decretada.

( ) Ao efetuar seu registro como empresário individual, a pessoa física tem a opção de declarar
se exerce a empresa como empresário ou como EIRELI; no primeiro caso, a responsabilidade
será ilimitada e, no segundo, limitada.

As afirmativas são, respectivamente,

 A
F, V e V.
 B
V, F e V.
 C
V, F e F.
 D
F, F e V.
 E
F, V e F.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução

Segundo o artigo 972 do Código Civil: 


 

Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da
capacidade civil e não forem legalmente impedidos.

Ora, não cuidou o texto supra de proibir este ou aquele, no exercício do empresariado. Pelo
contrário, as proibições estão difundidas em leis esparsas. Analisemos cada umas delas. Vejam
que a questão quer saber aquele que pode exercer a atividade de empresa.

(A) O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não foi reabilitado
por sentença que extingue suas obrigações.

O falido está, sim, proibido do exercício das atividades empresariais. A proibição se encontra
na Lei de Falências (11.101/2005):

Art. 102. O falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da
decretação da falência e até a sentença que extingue suas obrigações, respeitado o disposto
no § 1o do art. 181 desta Lei.

Item, portanto, incorreto (não é nosso gabarito).

(B) O magistrado.

O magistrado também se enquadra dentre as pessoas que possuem proibição para atividade
empresarial. Como se vê na Lei Orgânica da Magistratura:

Lei Complementar 35/1979 - Art. 36 - É vedado ao magistrado:

I - exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista,


exceto como acionista ou quotista;

II - exercer cargo de direção ou técnico de sociedade civil, associação ou fundação, de qualquer


natureza ou finalidade, salvo de associação de classe, e sem remuneração;
 

Item também incorreto.

(C) O militar da ativa.

O militar também está proibido de se enquadrar como empresário. Segundo a Lei 6.880/80
(Estatuto do Militar):

Art. 29. Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência
de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade
anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.

Item incorreto.

(D) A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a autorização
marital para o exercício de atividade empresarial.

Esse é o nosso gabarito. Primeiro por que a Constituição Federal prega a igualdade de direitos
dentro da sociedade conjugal. A questão fala sobre a possibilidade de a mulher constituir-se
empresária na forma de empresária individual. Imagine se somente o homem pudesse
estabelecer-se como empresário, ficando a mulher proibida. Ora, que sociedade machista
seria! Como ficaria o princípio constitucional da isonomia neste caso? Portanto, uma mulher
que queira estabelecer-se como empresária individual poderá fazer independente de
autorização marital. Apenas para a sociedade entre cônjuges existe regra específica no Código.
Vejamos:

Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que
não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação
obrigatória.

(E) Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do exercício de atividade
mercantil.

Segundo a Lei de Registro Público de Empresas Mercantis:

Art. 35. Não podem ser arquivados:


II - os documentos de constituição ou alteração de empresas mercantis de qualquer espécie ou
modalidade em que figure como titular ou administrador pessoa que esteja condenada pela
prática de crime cuja pena vede o acesso à atividade mercantil;

Nosso gabarito, portanto, é a letra D.

 FECHAR

 #4856  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2010

  

As alternativas a seguir apresentam figuras que estão proibidas de exercer a atividade


empresarial, à exceção de uma.

Assinale-a.

 A
O falido que, mesmo não tendo sido condenado por crime falimentar, não foi
reabilitado por sentença que extingue suas obrigações.
 B
O magistrado.
 C
O militar da ativa.
 D
A mulher casada pelo regime da comunhão universal de bens, se ausente a
autorização marital para o exercício de atividade empresarial.
 E
Os que foram condenados pelo juízo criminal à pena de vedação do exercício de
atividade mercantil.

A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) é uma pessoa jurídica


que pode ser constituída por pessoa natural, desde que seja aportado um valor em bens
ou em numerário de, no mínimo, 100 (cem) salários mínimos, totalmente integralizado.
 
Em relação a EIRELI, analise as afirmativas a seguir:

I. O administrador da EIRELI, sempre pessoa natural, poderá ser designado no ato de
constituição ou em ato separado.

II. O nome empresarial da EIRELI não pode ser usado pelo instituidor, exceto se for
administrador com os necessários poderes.

III. A pessoa natural somente poderá instituir uma EIRELI para participar dela.

IV. A EIRELI enquadrada como microempresa terá direito, em sede de recuperação


judicial, ao parcelamento de seus débitos com prazos 20% (vinte por cento) maiores do
que aqueles ordinariamente concedidos.

V. Em caso de concentração de todas as quotas de uma sociedade empresária na


titularidade de sócio pessoa natural, esse poderá requerer a transformação do registro
em EIRELI.

Está correto o que se afirma em:


 A
somente III;
 B
somente II e IV ;
 C
somente I, II e V;
 D
somente I, II, IV e V;
 E
I, II, III, IV e V.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa correta.Você acertou! Parabéns! Ver resolução
       

Gabarito: D

a) Correta – O estabelecimento empresarial é o complexo de bens usados para o


desenvolvimento da empresa. O estabelecimento é considerado uma universalidade. Ou seja,
todos os bens que compõem o estabelecimento estão reunidos e juntos formam algo único. O
estabelecimento é considerado pela maior doutrina uma universalidade de fato, é aquela em
que os bens são reunidos pela vontade de alguém, no caso do estabelecimento é o
empresário.

Exatamente por ser uma universalidade é que existe a possibilidade legal de que o
estabelecimento seja objeto de negócio jurídico como uma coisa só. O complexo de bens pode
ser negociado como um todo, não é preciso ficar vendo cada item para fazer uma negociação.

Então, está correta a afirmação de que o estabelecimento pode ser unitário de direitos e
negócios jurídicos. Esse negócio pode ser translativo, onde há troca de propriedade ou pode
ser constitutivo, onde um direito é constituído como o usufruto e o arrendamento.

Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.

b) Correta – Para que a venda de um estabelecimento seja considerada eficaz é preciso que o
vendedor tenha bens suficientes para saldar suas dívidas. Se isso não acontecer que ele pague
todos os seus credores. Ou ainda, caso não pague, pode pelo menos notificar seus credores
para que se manifestem quanto a alienação do estabelecimento. Essa manifestação será feita
com uma notificação do alienante, e os credores podem se manifestar expressamente ou
tacitamente em um prazo de 30 dias do dia em que forem notificados.

Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

c) Correta – O trespasse é a alienação do estabelecimento. Quando ocorre o trespasse o


comprador assume todos os contratos em vigor do antigo dono, geralmente são contratos que
tratam da atividade desenvolvida no estabelecimento. Essa regra só não será aplicada se os
contratos em vigor do estabelecimento tiverem caráter pessoal ou se as partes decidirem de
uma maneira diferente dessa regra. Então, a afirmativa está correta ao dizer que o trespasse
importa a sub-rogação dos contratos estipulados.

Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do


adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a
responsabilidade do alienante.

d) Incorreta – Existe uma regra geral para as dívidas do estabelecimento prevista no Código
Civil. A regra é a de que o vendedor do estabelecimento continua responsável pelas dívidas do
estabelecimento durante um ano. Essa responsabilidade do vendedor quanto aos débitos é
solidária com o comprador. O prazo de um ano é contado da publicação da venda do
estabelecimento em relação aso débitos já vencidos. Se os débitos ainda forem vencer, esse
prazo começa a contar do dia em que vencerem.

Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos


anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.

Essa regra geral não vale para os débitos tributários e trabalhistas, esses seguem as regras do
CTN e da CLT respectivamente. E por isso essa afirmativa está errada. A regra da
responsabilidade tributária é ensinada exaustivamente no Direito Tributário, reproduzo a regra
tributária abaixo:

CTN - Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional,
e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até à data do ato:

 
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de


seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de
comércio, indústria ou profissão.

e) Correta – Em regra, quem vende o estabelecimento para outra pessoa não pode fazer
concorrência com essa pessoa, isso seria bem injusto. Essa proibição de concorrência vale
tanto para a alienação, como para o usufruto e arrendamento. Essa proibição, de acordo com
a lei, deve ser respeitada pelo prazo do contrato se for arrendamento. A concorrência só
poderá ser feita se houver alguma autorização expressa.  

Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.

Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição


prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

 FECHAR

 #337201  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  

O empresário individual Júlio Melgaço adquiriu da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., mediante o


uso de sua firma, um estabelecimento industrial situado em Conquista d´Oeste. O adquirente
prosseguiu com a exploração da empresa.

Com base nessa informação, assinale a afirmativa incorreta.

 A
O estabelecimento adquirido por Júlio Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., em
Conquista d´Oeste, pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, compatíveis com a sua natureza.
 B
Se não restarem bens suficientes para a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos
os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a
partir de sua notificação
 C
O trespasse do estabelecimento de Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de Júlio
Melgaço nos contratos estipulados para sua exploração, se não tiverem caráter
pessoal, salvo disposição contratual em contrário.
 D
Júlio Melgaço responde solidariamente com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos
tributos relativos ao estabelecimento adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da
publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial.
 E
Caso o estabelecimento de Conquista d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio Melgaço,
não havendo autorização expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não poderia lhe fazer
concorrência durante o prazo do contrato.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

Gabarito: D

a) Correta – O estabelecimento empresarial é o complexo de bens usados para o


desenvolvimento da empresa. O estabelecimento é considerado uma universalidade. Ou seja,
todos os bens que compõem o estabelecimento estão reunidos e juntos formam algo único. O
estabelecimento é considerado pela maior doutrina uma universalidade de fato, é aquela em
que os bens são reunidos pela vontade de alguém, no caso do estabelecimento é o
empresário.

Exatamente por ser uma universalidade é que existe a possibilidade legal de que o
estabelecimento seja objeto de negócio jurídico como uma coisa só. O complexo de bens pode
ser negociado como um todo, não é preciso ficar vendo cada item para fazer uma negociação.

Então, está correta a afirmação de que o estabelecimento pode ser unitário de direitos e
negócios jurídicos. Esse negócio pode ser translativo, onde há troca de propriedade ou pode
ser constitutivo, onde um direito é constituído como o usufruto e o arrendamento.

Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.

b) Correta – Para que a venda de um estabelecimento seja considerada eficaz é preciso que o
vendedor tenha bens suficientes para saldar suas dívidas. Se isso não acontecer que ele pague
todos os seus credores. Ou ainda, caso não pague, pode pelo menos notificar seus credores
para que se manifestem quanto a alienação do estabelecimento. Essa manifestação será feita
com uma notificação do alienante, e os credores podem se manifestar expressamente ou
tacitamente em um prazo de 30 dias do dia em que forem notificados.

Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

c) Correta – O trespasse é a alienação do estabelecimento. Quando ocorre o trespasse o


comprador assume todos os contratos em vigor do antigo dono, geralmente são contratos que
tratam da atividade desenvolvida no estabelecimento. Essa regra só não será aplicada se os
contratos em vigor do estabelecimento tiverem caráter pessoal ou se as partes decidirem de
uma maneira diferente dessa regra. Então, a afirmativa está correta ao dizer que o trespasse
importa a sub-rogação dos contratos estipulados.

Art. 1.148. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do


adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento, se não tiverem
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da
publicação da transferência, se ocorrer justa causa, ressalvada, neste caso, a
responsabilidade do alienante.

d) Incorreta – Existe uma regra geral para as dívidas do estabelecimento prevista no Código
Civil. A regra é a de que o vendedor do estabelecimento continua responsável pelas dívidas do
estabelecimento durante um ano. Essa responsabilidade do vendedor quanto aos débitos é
solidária com o comprador. O prazo de um ano é contado da publicação da venda do
estabelecimento em relação aso débitos já vencidos. Se os débitos ainda forem vencer, esse
prazo começa a contar do dia em que vencerem.

Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos


anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.

Essa regra geral não vale para os débitos tributários e trabalhistas, esses seguem as regras do
CTN e da CLT respectivamente. E por isso essa afirmativa está errada. A regra da
responsabilidade tributária é ensinada exaustivamente no Direito Tributário, reproduzo a regra
tributária abaixo:

CTN - Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por
qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional,
e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou
nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até à data do ato:

I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de


seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de
comércio, indústria ou profissão.

e) Correta – Em regra, quem vende o estabelecimento para outra pessoa não pode fazer
concorrência com essa pessoa, isso seria bem injusto. Essa proibição de concorrência vale
tanto para a alienação, como para o usufruto e arrendamento. Essa proibição, de acordo com
a lei, deve ser respeitada pelo prazo do contrato se for arrendamento. A concorrência só
poderá ser feita se houver alguma autorização expressa.  

Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.
 

Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição


prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

 FECHAR

 #337201  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2016

  

O empresário individual Júlio Melgaço adquiriu da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., mediante o


uso de sua firma, um estabelecimento industrial situado em Conquista d´Oeste. O adquirente
prosseguiu com a exploração da empresa.

Com base nessa informação, assinale a afirmativa incorreta.

 A
O estabelecimento adquirido por Júlio Melgaço da Metalúrgica Cotriguaçu Ltda., em
Conquista d´Oeste, pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, compatíveis com a sua natureza.
 B
Se não restarem bens suficientes para a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. solver seu
passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos
os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em 30 dias a
partir de sua notificação
 C
 O trespasse do estabelecimento de Conquista d´Oeste importa a sub-rogação de
Júlio Kaidi
+7308 pontos
19/03/2021 16:09
silenciar ● bloquear

Fonte: prof Cadu Carrilho


ADICIONAR POST

 FECHAR
 #312232  FGV - Fiscal de Tributos (Niterói)/2015

  

A partir da previsão contida no art. 1.143 do Código Civil, segundo o qual “pode o
estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou
constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza”, é possível afirmar que tal instituto
tem natureza de:

 A
comunhão ou universalidade de direitos;
 B
universalidade de fato;
 C
patrimônio de afetação;
 D
pessoa jurídica de direito privado;
 E
pessoa formal, sem personalidade jurídica.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução

 D
Júlio Melgaço responde solidariamente com a Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. pelos
tributos relativos ao estabelecimento adquirido pelo prazo de 1 ano a partir da
publicação do contrato de trespasse na imprensa oficial.
 E
Caso o estabelecimento de Conquista d´Oeste tivesse sido arrendado a Júlio Melgaço,
não havendo autorização expressa, Metalúrgica Cotriguaçu Ltda. não poderia lhe fazer
concorrência durante o prazo do contrato.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

Os tipos de contrato de estabelecimento são a alienação, o usufruto e o arrendamento. Existe


a regra sobre a concorrência entre os contratantes do estabelecimento. A lei diz que, se o
contrato não falar nada, a concorrência de quem vende de quem dá o usufruto ou de quem
arrenda um estabelecimento é proibida. Pode o contrato estipular se é possível ou não a
concorrência.

A proibição da concorrência tem um prazo legal. No caso de alienação é proibido que o


alienante faça concorrência ao adquirente em 5 anos. No caso de arrendamento e usufruto o
prazo de proibição de concorrência é válido durante todo o prazo do contrato.

Concluindo, já que o contrato não permitiu a concorrência, o arrendador não pode fazer
concorrência ao arrendatário essa proibição é pelo prazo do contrato mesmo no caso da
questão de 10 anos, já que o prazo de 5 anos é válido para a alienação e o prazo do
arrendamento é o do contrato.   
 

Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.

Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição


prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

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 #312240  FGV - Fiscal de Tributos (Niterói)/2015

  

No contrato de arrendamento de um dos estabelecimentos da sociedade empresária Abreu &


Cia Ltda., celebrado pelo prazo de 10 (dez) anos, não houve estipulação autorizando o
arrendatário a fazer concorrência ao arrendador. A partir desse dado, é correto afirmar que o
arrendador:

 A
não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, porém esse
prazo fica limitado a cinco anos;
 B
poderá fazer concorrência ao arrendatário, porque as cláusulas implícitas ou expressas
de proibição de concorrência são nulas;
 C
diante da omissão no contrato quanto à proibição de concorrência, poderá fazer
concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato;
 D
não poderá fazer concorrência ao arrendatário pelo prazo do contrato, mesmo que
esse seja maior do que cinco anos;
 E
não poderá fazer concorrência ao arrendatário porque o prazo de duração do contrato
coincide com o máximo fixado em lei para a cláusula de proibição de concorrência.
O estabelecimento é um complexo de bens para o exercício da empresa pelo empresário. Esse
complexo de bens forma uma universalidade, portanto, ele pode ser objeto único de direitos e
de negócios jurídicos.

Pode o estabelecimento ser alienado, ser transmitido por meio de usufruto ou por meio de
arrendamento.

Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas
Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.

 
Para produzir efeitos quanto a terceiros o contrato de arrendamento deve ser REGISTRADO na
Junta Comercial e PUBLICADO na imprensa oficial. Na questão diz que foram cumpridas essas
duas exigências.

A pegadinha do examinador ocorreu no intuito de tentar confundir o candidato quanto à


eficácia do arrendamento em relação aos credores do estabelecimento e também em relação
ao pagamento desses credores no arrendamento.

Vejamos a regra:

Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

Portanto, a regra em comento é exigível em relação à ALIENAÇÃO do estabelecimento e no


caso do arrendamento não há a regra que exige o pagamento dos credores ou o seu
consentimento mediante notificação.

A outra situação trazida pela questão foi quanto à concorrência do arrendante com o
arrendatário.

Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode
fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.

Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição


prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

A proibição de concorrência é válida, mesmo que nada conste no contrato. Na alienação, essa
regra é válida por cinco anos, no arrendamento e no usufruto vale enquanto durar o contrato
de arrendamento e de usufruto. Porém, se nada for dito pelo contrato, essa proibição desse
ser obedecida da maneira prevista na lei e com o prazo estabelecido pela lei, ou seja, pode o
contrato prever de maneira diferente ou mesmo prever conforme a lei. Na questão diz que a
proibição de concorrência será válida por quatro anos que é o prazo do arrendamento.

Com base nessa explicação, entendemos que o contrato é válido, pois não há infringência à lei
em relação à cláusula de não concorrência. E essa proibição persistirá enquanto durar o
contrato.
 

gabarito: A 

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 #220967  FGV - Auditor do Tesouro Municipal (Recife)/2014

  

Condado Confeitaria Ltda. arrendou o estabelecimento de uma de suas filiais, situado na


cidade de Buíque, à sociedade empresária Calumbi, Machados & Cia. Ltda. Não houve
notificação prévia do arrendamento aos credores quirografários do arrendador, apenas a
publicação legal do contrato e seu arquivamento na Junta Comercial.

O contrato foi celebrado pelo prazo de quatro anos e contém estipulação estabelecendo que,
durante sua vigência, o arrendador está proibido de fazer concorrência ao arrendatário na
cidade de Buíque.

Com base nessas informações, é correto afirmar que a estipulação contratual é

 A
válida, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, a proibição de
concorrência ao arrendador persiste durante o prazo do contrato.
 B
nula de pleno direito, porque viola os princípios constitucionais da livre iniciativa e da
livre concorrência, impedindo o restabelecimento do arrendador.
 C
anulável, porque, no caso de arrendamento do estabelecimento, o prazo de proibição
de concorrência ao arrendador limita-se aos cinco anos subsequentes à transferência.
 D
não escrita, porque somente é possível proibir o restabelecimento em caso de
alienação do estabelecimento e, ainda assim, até o limite de cinco anos.
 E
é válida, porém ineficaz perante terceiros, porque, em havendo arrendamento do
estabelecimento, o arrendador deveria ter notificado previamente seus credores
quirografários.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa correta. Você acertou! Parabéns! Ver resolução

Letra a) INCORRETA - O vendedor do estabelecimento empresarial continua responsável


SOLIDARIAMENTE com o adquirente durante um ano após a venda em relação aos débitos que
existiam antes da cessão e e não responsável subsidiáriamente como dito na questão.
CC - Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados,  continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado  pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.

Letra b) INCORRETA - Se por acosião da venda do estabelecimento o antigo propietário possuir
bens suficientes para pagar seu passivo, então não há que se falar em concordância dos
credores para efetivação do trespasse.

Art. 1.145.  Se ao alienante não restarem bens suficientes  para solver o seu passivo, a eficácia
da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do
consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

Letra c) INCORRETA - Para ter efeito em relação a terceiros é necessária averbação na Junta
Comercial E publicação na imprensa oficial.

Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da
inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas
Mercantis,  e  de publicado na imprensa oficial.

Letra d) INCORRETA - A concorrência não pode ser feita pelo prazo de 5 anos.

Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos  cinco anos subseqüentes à transferência.

Letra e) CORRETA - Essa alternativa está de acordo com o previsto no artigo 1.149 do Código
Civil.

Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em
relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência, mas o
devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente.
 
Gabarito: Letra E            

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 #46210  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2011

  

XYZ Produtos Alimentícios Ltda. é uma sociedade empresária, regularmente inscrita no órgão
competente desde 1999, cujo objeto constitui a exploração do ramo de alimentos. Com sólido
nome no mercado, localizada em um ponto empresarial altamente valorizado no Estado do Rio
de Janeiro, detentora de valiosa marca e linhas de crédito pré-aprovadas nos melhores bancos
do Estado à sua disposição, os sócios decidem, por maioria absoluta, fazer a cessão do
estabelecimento, aproveitando ótima proposta oferecida por um empresário que já atua no
mesmo ramo.
Em relação ao estabelecimento, assinale a afirmativa correta.

 A
A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. responde de forma subsidiária
por eventuais débitos existentes anteriormente à cessão apontada.
 B
Para ser considerada eficaz, a cessão é indispensável à expressa autorização dos
credores existentes àquela época, ainda que a sociedade possua bens suficientes para
solver o seu passivo.
 C
O contrato de cessão produz efeitos em relação a terceiros desde a sua averbação à
margem da inscrição da sociedade no Registro Público de Empresas Mercantis, no
caso, a cargo da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, independente de a
publicação ocorrer na imprensa oficial.
 D
A sociedade empresária XYZ Produtos Alimentícios Ltda. não pode fazer concorrência
ao empresário adquirente, pelo prazo de 2 (dois) anos, salvo se obtida autorização
expressa.
 E
A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produz efeitos em
relação aos respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência,
somente ficando exonerado se, de boa-fé, paga ao cedente.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução

 silenciar ● bloquear
http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/leis/L8934.htm

Art. 32. O registro compreende:


I - a matrícula e seu cancelamento: dos leiloeiros, tradutores públicos e
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais;
(LETRA A)
II - O arquivamento:
a) dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de
firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas; (LETRA C)
b) dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade de que trata a Lei nº
6.404, de 15 de dezembro de 1976;
c) dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a
funcionar no Brasil; (LETRA B)
d) das declarações de microempresa;
e) de atos ou documentos que, por determinação legal, sejam atribuídos ao
Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou daqueles que
possam interessar ao empresário e às empresas mercantis;
III - a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis
registradas e dos agentes auxiliares do comércio, na forma de lei própria.
(LETRA D)
Art. 8º Às Juntas Comerciais incumbe:
VI - o assentamento dos usos e práticas mercantis. (LETRA E)
 Este post de Tonybambino recebeu muitos votos negativos. Exibir
 2

LILA_6
+4 pontos
19/11/2015 17:22
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Não entendi o erro da letra c ...
 9
DORAVANTE
+9722 pontos
26/11/2015 17:57
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c) O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração,
dissolução e extinção de associações (essas são registradas no Registro Civil
de Pessoa Jurídica), sociedades empresárias e cooperativas compete às Juntas
Comerciais.
 34
Leão_2
+1966 pontos
08/12/2015 17:06
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ATENÇÃO À LETRA "C"!!!!

Conforme o CC, as cooperativas têm seu registro no RCPJ, por serem


sociedades simples.

NO ENTANTO, CONTUDO, TODAVIA, a legislação especial prevê que o


registro das cooperativas, não obstante serem sociedades simples, será na
JUNTA COMERCIAL.

Todas as bancas consideram a Junta Comercial como o registro correto para as


cooperativas, COM EXCEÇÃO DA FGV, que considera que os atos das
cooperativas devem ser feitos no RCPJ!!!

É bizarro, ofensivo e aviltante ao conhecimento dos concurseiros, mas a a FGV


tem este entendimento esdrúxulo.
 16
GerConcurseiro
+6475 pontos
22/02/2016 15:05
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LILA

O ERRADO É A PALAVRA "ASSOCIAÇÕES" - ELAS NÃO TÊM


REGISTRO NAS JUNTAS COMERCIAIS E SIM NOS REGISTRO CIVIL DE
PESSOAS JURÍDICA.
 Este post de A ESPERA DE UM MILAGRE recebeu muitos votos negativos. Exibir
 3

Velho_concurseiro
+55 pontos
23/12/2020 10:11
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Trapicheiro: pessoal que cuida de mercadorias em portos. É uma nomenclatura
muito antiga, mantida pela legislação. 
fonte: Google
 0

CLPS
+456 pontos
25/01/2021 12:46
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TEC, por favor, refaçam os comentário deste professor. É confuso e extremante
demandante. Isso é muito sério, acaba com nosso dia de estudo, perde-se
tempo, paciência...
 4

CLPS
+456 pontos
25/01/2021 12:55
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RESUMO(erradas):
b)  simples? Registro Civil das Pessoas Jurídicas
c)  associações
d)  registrado ou não
e)   Às Juntas Comerciais incumbe:(...) VI - o assentamento dos usos e práticas
mercantis.   (APENAS por provocação)
 1
Kaidi
+7338 pontos
19/03/2021 16:58
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Fonte: prof Cadu Carrilho


 1
Kaidi
+7338 pontos
21/03/2021 21:01
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Apenas complementando o comentário do colega Leão_2:

Fonte: prof Wangney Ilco


ADICIONAR POST
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 #220975  FGV - Auditor do Tesouro Municipal (Recife)/2014

  

Sobre os atos de competência do Registro Público de Empresas Mercantis (denominado


atualmente Registro Empresarial), a cargo das Juntas Comerciais, assinale a afirmativa correta.

 A
O registro compreende a matrícula dos leiloeiros, tradutores públicos e
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais, bem
como o cancelamento dela.
 B
Os atos concernentes a sociedades simples e a sociedades empresárias
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil estão sujeitos a arquivamento.
 C
O arquivamento dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e
extinção de associações, sociedades empresárias e cooperativas compete às
Juntas Comerciais.
 D
A autenticação dos instrumentos de escrituração das sociedades empresárias, do
empresário individual, registrado ou não, e dos agentes auxiliares do comércio é
de responsabilidade das Juntas Comerciais.
 E
As Juntas Comerciais procederão ao assentamento dos usos e das práticas
mercantis apenas quando houver provocação da Procuradoria ou de entidade de
classe interessada.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução
sua atividade.

Mas, onde é feito esse registro? Esse registro é feito na Junta Comercial. É ela quem executa os
atos de REGISTRO (a saber, MATRÍCULA, ARQUIVAMENTO E AUTENTICAÇÃO) dos
empresários individuais e sociedades empresárias. Tratemos das três espécies de registro.

A matrícula é nada mais do que o registro de leiloeiros, tradutores públicos, intérpretes,


trapicheiros e administradores de armazéns gerais.

O arquivamento trata basicamente dos documentos relativos à constituição, alteração,


dissolução e extinção de empresários individuais e sociedades empresárias.

Por seu turno, a autenticação é o registro da escrituração realizada pelos empresários e


sociedades empresárias.
 

Voltando à nossa questão.

Item I - A matrícula, o arquivamento e a autenticação são atos do registro de empresa.

O item está correto, de acordo com o que foi dito acima.

O item II já foi tratado, contudo, não custa repetir. De acordo com o Código Civil de 2002:

Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, PODE (leia-
se: pode!), observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois
de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.

Assim, a assertiva II foi dada como incorreta pela banca. O empresário rural de grande porte,
para concursos, não está obrigado a requerer inscrição no Registro Público de Empresas
Mercantis, visto que o Código Civil não fez restrição ao tamanho da atividade.

O item III, por fim, também está incorreto. Vejamos:

III - Compete ao Departamento Nacional de Registro do Comércio - DNRC, a execução do ato


de registro do empresário.

A competência para execução e administração do Registro é da Junta Comercial, que é órgão


estadual.

O DNRC tem função supervisora, orientadora, coordenadora e normativa, no plano técnico. É


órgão federal, subordinado ao SINREM - Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis -
e, também, ao MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Gabarito - B.

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 #4858  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2010

  
Com relação ao  registro da empresa, analise as afirmativas a seguir.

I. A matrícula, o arquivamento e a autenticação são atos do registro de empresa.


II. O empresário que desenvolve atividade rural de grande porte está obrigado a requerer a
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede.
III. Compete ao Departamento Nacional de Registro do Comércio - DNRC, a execução do ato de
registro do empresário.

Assinale:

 A
se todas as afirmativas estiverem corretas.
 B
se somente a afirmativa I estiver correta.
 C
se somente a afirmativa II estiver correta.
 D
se somente a afirmativa III estiver correta.
 E
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

    

Vitor Campos
+699 pontos
05/11/2020 15:12
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Fonte: TEC
Lembrando que na S/A a o termo ``Cia´´ ou ``Companhia´´ sempre virá no
começo do nome.
Fonte:questões do TEC
 2
mateusafrss
+1119 pontos
18/12/2020 08:00
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Sobre a letra a (IN DREI 15/2013)...
II - a firma:
a) da sociedade em nome coletivo, se não individualizar todos os sócios,
deverá conter o nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo “e
companhia”, por extenso ou abreviado;
 3
DD.
+6061 pontos
28/01/2021 08:55
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Resumindo o entendimento da FGV:
Se não tiver o nome de todos os sócios -> Obrigatório usar & Cia na firma
Se tiver o nome de todos os sócios -> Facultativo usar & Cia na firma
ADICIONAR POST

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 #312231  FGV - Fiscal de Tributos (Niterói)/2015

  

O empresário e a sociedade empresária devem adotar um nome para o exercício da empresa,


de acordo com o Código Civil. Esse instituto, conhecido como nome empresarial, possui regras
para sua formação e utilização. A afirmativa que revela corretamente uma regra para
utilização/formação do nome empresarial é:

 A
a sociedade em nome coletivo deverá adotar firma como nome empresarial, que
incluirá o nome de pelo menos um dos sócios, sendo facultativo o aditivo &
Companhia, caso todos os sócios sejam nominados;
 B
a denominação social é uma espécie de nome empresarial, também conhecida
como “nome de fantasia”, porque nela não se inclui nome patronímico, apenas
palavras ou expressões designativas do objeto social;
 C
nas sociedades cujo capital é dividido em ações, é proibido o uso da firma social
como nome empresarial, somente sendo permitido o uso da denominação com a
indicação do objeto social;
 D
o adquirente de estabelecimento por ato entre vivos ou causa mortis, pode usar a
firma do alienante ou do de cujus, precedida de sua própria, com a qualificação
de sucessor;
 E
na sociedade em conta de participação a espécie de nome empresarial é firma,
exclusivamente, formada pelo nome patronímico do sócio ostensivo seguida do
aditivo & Companhia, por extenso ou abreviado.

Cadu Carrilho
Data do comentário: 26/11/2015

Classifique este comentário:

    

Gabarito: D

Letra a) ERRADA – A sociedade em comandita por ações tem que ter no seu nome empresarial
a expressão “comandita por ações” e não é o caso da questão.

Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar
denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".

Letra b) ERRADA – A cooperativa tem em seu nome a expressão “cooperativa”.

Art. 1.159. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo
"cooperativa".

Letra c) ERRADA – A denominação tem como característica o objeto social, ou seja, a atividade
desenvolvida pela sociedade deve figurar no nome empresarial, no caso da questão não é uma
denominação, além de ter que ter a expressão “sociadeade anônima” ou “S.A.” ou
“Companhia” no início.

Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou
abreviadamente.
 

Letra d) CORRETA – A sociedade em nome coletivo usa a FIRMA SOCIAL como nome
empresarial.

Art. 1.041. O contrato deve mencionar, além das indicações referidas no art. 997, a firma
social.

Letra e) ERRADA – Como os três sócios estão compondo o nome social, quer dizer que eles três
são responsáveis ilimitadamente e por isso não é uma sociedade em comandita simples. Pois,
nesse tipo societário, temos sócios com responsabilidade limitada (COMANDITÁRIO) e com
responsabilidade ilimitada (COMANDITADO) podem figurar na firma social.

Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob
firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar
ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.

 FECHAR

 #244492  FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal (Cuiabá)/2014

  

Uma sociedade empresária com sede em Denise/MT, composta por três sócios pessoas
naturais, adotou o nome empresarial “Pontes, Lacerda & Cáceres”.

Sobre esse nome empresarial, assinale a afirmativa correta.

 A
Trata-se de denominação adotada por sociedade em comandita por ações.
 B
Trata-se de firma social adotada por sociedade cooperativa.
 C
Trata-se de denominação adotada por sociedade anônima.
 D
Trata-se de firma adotada por sociedade em nome coletivo.
 E
Trata-se de firma adotada por sociedade em comandita simples.
Parabéns, você selecionou: D, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução

Letra a) CORRETA -  O nome empresarial da alternativa refere-se a uma sociedade em


comandita por ações, pois em seu final deve ter o termo "Comandita por Ações" ou "C/A"  e O
nome "Alves" que aparece na firma quer dizer que ele é um sócio diretor ou gerente. 
Lei das Sociedades por Ações - Art. 281. A sociedade poderá comerciar sob firma ou razão
social, da qual só farão parte os nomes dos sócios-diretores ou gerentes. Parágrafo único. A
denominação ou a firma deve ser seguida das palavras "Comandita por Ações", por extenso ou
abreviadamente.
 
Letra b) CORRETA -  Podemos ver que trata-se de uma sociedade limitada pois possui a
abraviação "Ltda" em sua firma social no final. O termo "EPP" quer dizer que ela se registrou
como Empresa de Pequeno Porte e será regida pelas regras diferenciadas aplicadas às
empresas de pequeno porte ( Lei Complementar 123). No caso da firma social o nome de um
dos sócios deve figurar no nome empresarial e por isso podemos concluir que "Rocco" é sócio
da sociedade em questão.
 
Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra
final "limitada" ou a sua abreviatura.
 
Letra c) CORRETA -  A expressão "S/A" no final do nome empresarial caracteriza essa sociedade
como Sociedade Anônima e consta o objeto social na denominação como mineração. Jose da
Silva pode ser um fundador, um acionista ou uma pessoa que trabalhou para o êxito da
fromação da empresa.  

Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou
abreviadamente.
Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que
haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa. 

Letra d) CORRETA -   O empresário individual opera sob firma que terá o seu nome completo
ou abreviado, ou seja, "Jose S. da Silva" é um exemplo de nome empresarial adotado por um
empresário individual.

Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado,
aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
 
Letra e) INCORRETA -  Quando a expressão "Companhia" vier no início do nome quer dizer que
a empresa é uma Sociedade Anônima e não uma limitada.

Lei da S.A - Art. 3º A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões
"companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada
a utilização da primeira ao final.

Gabarito: Letra E

 FECHAR

 #4868  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2010

  
Com relação ao nome empresarial, assinale a afirmativa incorreta.

 A
"Alves & Cia. C/A" refere-se a uma sociedade em comandita por ações que optou pela
utilização de firma social, sendo Alves um sócio diretor ou gerente da sociedade.
 B
"Rocco e Irmãos Ltda. EPP" refere-se a uma sociedade limitada que optou pela
utilização de firma social e que goza do regime diferenciado e favorecido dispensado
às empresas de pequeno porte, sendo Rocco (e alguns de seus irmãos, se não todos)
sócio dessa sociedade.
 C
"José da Silva Minerações S/A" refere-se a uma sociedade anônima que tem como
objeto a atividade mineradora, sendo José da Silva uma pessoa que concorreu para o
sucesso dessa empresa.
 D
"José S. da Silva" refere-se a um empresário individual.
 E
"Companhia Nacional de Armarinhos" refere-se a uma sociedade limitada que adota as
normas da sociedade anônima como lei supletiva e que tem como objeto a atividade
de armarinhos.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: E... Você errou! Gabarito: E. Ver
resolução

O enunciado refere-se ao nome empresarial adotado pelas sociedades, matéria importante


nas provas de concursos, em razão não apenas por ser o elemento imaterial de identificação
do empresário, mas também porque a sua forma pode variar de acordo com o tipo de
sociedade empresária, como veremos abaixo.
 
a) CORRETA

Esse tipo de sociedade pode adotar no nome empresarial  tanto a firma quanto  a
denominação aditada da expressão “Comandita por Ações”. No primeiro caso, só poderá
conter o nome de um ou mais sócios (comanditados) diretores ou gerentes, com o aditivo e
companhia, por extenso ou abreviado, acrescida da expressão comandita por ações. Quando
adotar denominação, a lei exige a referência ao objeto social.
 
Assertiva está de acordo com os Arts. 1.161 e 1.090 do Código Civil.
 

Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações  pode, em lugar de firma, adotar
denominação  designativa do objeto social, aditada da expressão  "comandita por ações".
 
Art. 1.090. A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações, regendo-se
pelas normas relativas à sociedade anônima, sem prejuízo das modificações constantes deste
Capítulo, e  opera sob firma ou denominação.
 
b) ERRADA

A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade e


pode provar-se por todos os meios de direito. Isso porque, ela não é uma sociedade
propriamente dita já  que  não adquire personalidade jurídica nem depois do início das suas
atividades.
 
Nesse contexto, como não há a constituição de uma pessoa jurídica, não existe nome
empresarial a ser utilizado. A sociedade opera sob a responsabilidade integral de um "sócio
ostensivo" que exerce a atividade constitutiva do objeto social, em seu nome individual e sob
sua própria e exclusiva responsabilidade. Em razão disso, o Art. 1.162 assevera que a
sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.
 

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e  a eventual inscrição de seu
instrumento em qualquer registro  não confere personalidade jurídica à sociedade.

Art. 1.162. A sociedade em conta de participação  não pode  ter firma ou denominação.

c) ERRADA
 
Existem duas formas de nome empresarial: a firma (doutrinariamente, podemos distinguir a
firma individual da firma social) e a denominação, conforme previsto no  Art. 1.155 do código
Civil.
 
A firma é formada exclusivamente pelo nome civil de um ou mais sócios que participem da
sociedade. O uso da firma pode ocorrer da seguinte forma: firma individual ou razão
individual, adotada pelo empresário mercantil individual (Ex. Andrea Pontes – Produtos de
Beleza); ou a firma social ou razão social, adotada por uma sociedade. Por exemplo, Andrade,
Souza & Amaro Ltda é a razão social adotada por uma sociedade limitada cujos sócios, pessoas
físicas, conforme  Art. 1.158, § 1º, do Código Civil.
 

Art. 1.156. O  empresário  opera sob  firma constituída por seu nome, completo ou
abreviado,  aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de
atividade.
 
Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma,
na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome
de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.
 
Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas
sob a  firma social  aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade de que trata
este artigo.
 

Por sua vez, a denominação pode ser composta pelo elemento fantasia ou pelo nome civil de
um, alguns ou de todos os sócios, mais a designação da atividade exercida pela sociedade.
Assim, Estrela Transporte Aéreo Ltda é a denominação adotada por uma Sociedade Limitada
formado por um elemento fantasia, Estrela, acrescido do objeto explorado pela sociedade,
Transporte Aéreo, nos termos do Art. 1.158, § 2º, do Código Civil.
 
Como se pode observar, a razão social equivale à firma social e não à denominação.

d) ERRADO

A Sociedade Anônima, por expressa determinação legal, só pode adotar em seu nome


empresarial a  denominação , acompanhada das expressões “companhia” ou “sociedade
anônima, escritas por extenso ou de forma abreviada, porém vedado o uso da primeira
expressão ao final do nome. Na composição do nome empresarial, a Lei 6.404/76 permite  que
o nome do fundador figure na denominação desde que tenha concorrido para o êxito da
empresa.
 
Assim, esse tipo de sociedade não pode usar firma ou razão social, mas apenas denominação
em seu nome. A questão estaria correta se trocasse razão social por denominação.
 

Art. 3º A sociedade será designada por  denominação  acompanhada das expressões


"companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada
a utilização da primeira ao final.
§ 1º O  nome do fundador, acionista, ou pessoa que por qualquer outro modo tenha concorrido
para o êxito da empresa,  poderá figurar na denominação.

e) ERRADO

O Art. 1.155 do código Civil indica duas formas de nome empresarial: a firma
(doutrinariamente, podemos distinguir a firma individual da firma social) e a denominação.
 
A firma é formada exclusivamente pelo nome civil de um ou mais sócios que participem da
sociedade e adota uma das seguintes formas: firma individual ou razão individual, adotada
pelo empresário mercantil individual (Ex. Vanessa Porto – tecidos); ou a firma social ou razão
social, adotada por uma sociedade. Por exemplo, Jorge Silva & Cia. é a razão social adotada
por uma sociedade em nome coletivo.
 
Por sua vez, a denominação pode ser composta pelo elemento fantasia ou pelo nome civil de
um, alguns ou de todos os sócios, mais a designação da atividade exercida pela sociedade.
Assim, Estrela Transporte Aéreo Ltda é a denominação adotada por uma Sociedade Limitada
formado por um elemento fantasia, Estrela, acrescido do objeto explorado pela sociedade,
Transporte Aéreo, nos termos do Art. 1.158, § 2º, do Código Civil.
 
Diante disso, é possível identificar três tipos de nome empresarial: firma individual (ou razão
individual), firma social (ou razão social, e denominação (ou denominação social). Os quais,
evidentemente, divergem dos citados na assertiva.

 FECHAR
 #93288  FGV - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de
Janeiro/2008

  

A respeito do nome empresarial, assinale a alternativa correta.

 A
A sociedade em comandita por ações pode adotar firma ou denominação, integradas
pela expressão “comandita por ações”.
 B
A sociedade em conta de participação pode adotar firma ou denominação, integradas
pela expressão “em conta de participação”.
 C
A razão social equivale à denominação.
 D
A sociedade anônima pode adotar o nome de seu fundador em sua razão social.
 E
São espécies de nome empresarial: firma individual, firma coletiva, razão social e
denominação.

Rafael Lapa
Data do comentário: 14/09/2014

Classifique este comentário:

    

A alternativa a) está ERRADA.

Segundo a Circular 1561 do Banco Central, as cooperativas de crédito singulares devem


elaborar as seguintes demonstrações financeiras: 
a) mensalmente: Balancete Patrimonial Analítico (documento nº1);

b) na data-base de 30 de junho:

I - Balancete Patrimonial Analítico (documento nº 1);

II - Balanço Patrimonial Analítico (documento nº 1);

III - Demonstração do Resultado do 1º Semestre (documento nº 8);

c) na data-base de 31 de dezembro:

I - Balancete Patrimonial Analítico (documento nº 1);


II - Balanço Patrimonial Analítico (documento nº 1);

III - Demonstração do Resultado do 2º Semestre (documento nº 8);

IV - Demonstração do Resultado do Exercício (documento nº 8).

Assim, essas sociedades cumprem a regra e devem elabora e publicar suas Demonstrações
Financeiras.

A alternativa b) está ERRADA.

No caso das companhias abertas (Sociedades Anônimas de capital aberto), aplica-se a Lei
6404/76, que prevê que ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão
exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:

        I - balanço patrimonial;

        II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

        III - demonstração do resultado do exercício; e

        IV – demonstração dos fluxos de caixa; e 

        V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 

Assim, essas sociedades cumprem a regra e devem elabora e publicar suas Demonstrações
Financeiras.

A alternativa c) está CERTA.

As microempresas enquadradas no Simples Nacional sujeitam-se a procedimentos


simplificados, tanto em relação a suas obrigações tributárias, quanto a obrigações societárias.

Nesse sentido, o art. 27 da Lei Complementar nº 123 prevê que as microempresas e empresas
de pequeno porte optantes pelo SIMPLES NACIONAL poderão, opcionalmente, adotar
contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme
regulamentação do Comitê Gestor. A Resolução CFC nº 1.115/2007 aprovou a NBC T 19.13,
que regulamenta a Escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de
Pequeno Porte.
 

A alternativa d) está ERRADA.

Sociedades anônimas, como dito acima, são obrigadas a elaborar e publicar suas
Demonstrações Financeiras.

A alternativa e) está ERRADA.

Segundo a Resolução 3604 e a Circular 1273, ambas do Banco Central, os Bancos Comerciais e
de Investimentos estão obrigados a elaborar as seguintes demonstrações financeiras e
contábeis, para fins de esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados:

a) mensalmente, no último dia do mês:

I - Balancete Patrimonial Analítico (documento nº 1);

II - Estatística Bancária Mensal (documento nº 13);

III – Estatística Bancária Global (documento nº 13);

IV - Estatística Econômico-Financeira (documento nº 15);

V - Balancete Patrimonial (documento nº 2);

b) em 30 de junho :

I - Balancete Patrimonial Analítico (documento nº 1);

II - Estatística Bancária Mensal (documento nº 13);

III - Estatística Bancária Global (documento nº 13);

IV - Estatística Econômico-Financeira (documento nº 15);

V - Balanço Patrimonial Analítico (documento nº 1);

VI - Balanço Patrimonial (documento nº 2); 

VII - Balanço Patrimonial Analítico Consolidado – Posição Consolidada da Sede e Dependências


no Exterior (documento 

nº 1);

VIII - Demonstração do Resultado do Semestre (documento nº 8);


IX - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do Semestre (documento nº 11);

c) em 31 de dezembro:

I - Balancete Patrimonial Analítico (documento nº 1);

II - Estatística Bancária Mensal (documento nº 13);

III - Estatística Bancária Global (documento nº 13);

IV - Estatística Econômico-Financeira (documento nº 15);

V - Balanço Patrimonial Analítico (documento nº 1);

VI - Balanço Patrimonial (documento nº 2);

VII - Balanço Patrimonial Analítico Consolidado - Posição Consolidada da Sede e Dependências


no Exterior (documento 

nº 1);

VIII - Demonstração do Resultado do Semestre (documento nº 8);

IX - Demonstração do Resultado do Exercício (documento nº 8);

X - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do Semestre (documento nº 11);

XI - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido do Exercício (documento nº 11

 FECHAR

 #199308  FGV - Analista Bancário (BNB)/2014

  

Nem todas as sociedades são obrigadas a elaborar e publicar sua Demonstração Financeira,
tais como:

 A
cooperativas de crédito;
 B
companhias abertas;
 C
microempresas enquadradas no Simples Nacional;
 D
sociedades anônimas controladas por sociedades do tipo limitada;
 E
bancos comerciais e de investimento.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
A assertiva I está correta, posto que o diário é livro obrigatório e comum a todos os
empresários, podendo (nos termos do art. 1.185 do Código Civil) ser substituído pelo
balancetes diários e balanços.

A alternativa II está incorreta. Segundo o artigo 378 do Código de Processo Civil:

Art. 378. Os livros comerciais  provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia,
demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem
à verdade dos fatos.

Aproveitando, citamos também o art. 379:

Art.  379.    Os livros comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei,  provam também
a favor do seu autor no litígio entre comerciantes.

Vejam que a prova se dá apenas no litígio entre comerciantes.

A afirmação III está incorreta porque o “Registro de Duplicatas” é de escrituração obrigatória a


todos os empresários que emitem duplicatas, nos termos do artigo 19 da Lei das Duplicatas
(Lei n.° 5.474, de 18 de julho de 1968).

Gabarito - A.

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 #4855  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2010

  

Com relação aos livros comerciais, desconsiderando a categoria dos micro-empresários e


empresários de pequeno porte, analise as afirmativas a seguir.

I. O livro "Diário", ou os instrumentos contábeis que legalmente o substituem (as fichas de


lançamentos e o livro "Balancetes Diários e Balanços"), é o único livro de escrituração
obrigatória para todos os empresários.

II. Em demanda entre empresário contra não-empresário, o livro comercial faz prova
irrefutável a favor do seu titular, desde que atendidos todos os requisitos intrínsecos e
extrínsecos de regularidade do livro.
III. As sociedades limitadas, regidas supletivamente pelas normas da sociedade simples, estão
dispensadas da escrituração do livro "Registro de Duplicatas".

Assinale:
 A
se somente a afirmativa I estiver correta.
 B
se somente a afirmativa II estiver correta.
 C
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
 D
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 E
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
Você selecionou: E, alternativa incorreta, a correta é: A... Você errou! Gabarito: A. Ver
resolução

Cadu Carrilho
Data do comentário: 29/01/2013

Classifique este comentário:

    

Essa questão versa sobre as características gerais das sociedades, ou seja, os princípios que
regem o direito societário.
 
Item I – CORRETO – Não há uma previsão legal específica que diga o que está no enunciado,
porém a doutrina entende dessa maneira. O sócio participa da sociedade e seus patrimônios
não se confundem, tanto que o termo usado para a quota do sócio é “participação
societária”.

Item II – INCORRETO – O que cabe ao sócio é a porcentagem do capital social da sociedade, e


não a parte dos bens. Quem é o proprietário dos bens é a própria sociedade, o sócio possui
uma cota social que representa uma parte da pessoa jurídica. O sócio de dono de cotas ou de
ações, fração ideal é um termo usado para o condomínio.

Item III – INCORRETO -  A participação de cada sócio nos lucros poderá ser prevista em
contrato social, porém quando o contrato for omisso a participação nos lucros será feita
conforme a participação do sócio no capital social e não conforme seu trabalho.

Item IV – INCORRETO – Nesse caso aplica-se a regra das sociedades anônimas onde o direito
de voto será exercido conforme o tipo de ação pertencente ao sócio que será definido no
estatuto.

Item V –CORRETO -  Para tentar assegurar que sua participação na sociedade tem sido
proveitosa, o sócio pode , a qualquer momento fiscalizar os atos que a sociedade pratica.

Gabarito: Letra D
 FECHAR

 #3812  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2008

  

Considere as afirmativas a seguir:

I. Entre o sócio e a sociedade existe relação de participação.


II. Cabem aos sócios as frações ideais dos bens da sociedade empresária.
III. Sendo omisso o contrato social, a participação do sócio nos lucros se dará em proporção ao
seu trabalho.
IV. Para o direito de voto importará a participação dos sócios no capital social.
V. A fiscalização da sociedade, direito de todos os sócios, poderá ser exercida a qualquer
tempo.

Assinale a alternativa que contenha somente afirmativas verdadeiras.

 A
I e II
 B
II e IV
 C
III e V
 D
I e V
 E
III e IV

ERRADA. De acordo com o Art. 985 do Código Civil, a sociedade adquire personalidade
jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos
(teoria da realidade técnica).

O registro das sociedades empresárias ocorrerá no Registro Público de Empresas Mercantis (na


Junta Comercial), já as sociedades simples, no Registro Civil Público (Cartório Civil da Pessoa
Jurídica). Após esse procedimento, a sociedade passa a ter autonomia e independência,
respondendo  por suas obrigações.

O Código Civil  denomina em seu Art. 986 a sociedade em comum nos seguintes termos:
Art.986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações
em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele
forem compatíveis, as normas da sociedade simples.
Segundo alguns doutrinadores clássicos, o dispositivo refere-se à sociedade já existente,
porém que, ainda, não inscreveu seus atos constitutivos na Junta Comercial ou no Cartório
Civil da Pessoa Jurídica.
Doutrinadores, como Fábio Ulhoa Coelho, entendem que as expressões sociedade comum,
irregular e de fato são sinônimas; por outro lado, há quem pense de forma diversa, a exemplo
de André Luiz Ramos, que partindo do trecho do Art. 986: “enquanto não inscritos os atos
constitutivos” defende a idéia que o dispositivo regulamenta as sociedades contratuais em
formação e não as sociedades irregulares ou de fato.

Aqui vale a pena trazer o significado de cada uma dessas sociedades, sendo os dois primeiros
atribuídos a Waldemar Ferreira e o último a André Luiz Ramos:

 Sociedade irregular: é aquela que possui contrato escrito, porém não está registrado
no Órgão competente;
 Sociedade de fato:  é aquela que não possui instrumento escrito de constituição;
 Sociedade em Comum: é a sociedade contratual em formação, que possui contrato
escrito e que está realizando os atos preparatórios para o seu registro perante órgão
competente antes, antes de iniciar a exploração de seu objeto.
b) CORRETA. O Art. 989 do Código Civil prevê que o patrimônio especial da sociedade em
comum responde pelos atos de gestão perante terceiros que vierem com ela contratar.
Eventual pacto limitativo de responsabilidade entre os sócios somente produzirão efeitos
contra terceiros que  o conheça ou devesse conhecê-lo.

Segundo André Luiz Ramos, a sociedade em comum por não  ser uma pessoa jurídica com
existência formal reconhecida pelo ordenamento jurídico, não tem um patrimônio próprio que
possa ser formalmente identificado, o seu patrimônio social é formado por bens e direitos
titularizados por cada um de seus sócios. Com isso, o Código Civil, segundo ele, estabeleceu
um patrimônio de afetação.

No mesmo sentido é o enunciado 210 da Jornada de Direito Civil: “O patrimônio especial a que
se refere o art. 988 é aquele afetado ao exercício da atividade, garantidor, e de titularidade
dos sócios em comum, em face da ausência de personalidade jurídica”.

c) CORRETA. O art. 983 do Código Civil traz uma faculdade para as simples e uma obrigação
para as sociedades empresárias. Nesse sentido,  a sociedade simples pode ou não adotar um
dos seguintes tipos de sociedade:

 Sociedade em nome coletivo;


 Sociedade em comandita simples;
 Sociedade limitada;
 Sociedade anônima;
 Sociedade em comandita por ações.
"Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts.
1.039 a 1.092;  a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos,
e, não o fazendo, subordina-se às normas que lhe são próprias."

Sobre o assunto, é importante ter conhecimento os seguintes Enunciados da Jornada de Direito


Civil:

Enunciado 57 – Art. 983: A opção pelo tipo empresarial não afasta a natureza simples da
sociedade.
Enunciado 477 – Art. 983: O art. 983 do Código Civil permite que a sociedade simples opte por
um dos tipos empresariais dos arts. 1.039 a 1.092 do Código Civil. Adotada a forma de
sociedade anônima ou de comandita por ações, porém ela será considerada empresária.

 
d) CORRETA. Segundo o Art. 47 da Lei de Falências e Recuperação de Empresas, “A
recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-
financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos
trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa,
sua função social e o estímulo à atividade econômica”

Tal dispositivo tem a finalidade de possibilitar a recuperação do empresário individual ou da


sociedade empresária em crise, em claro reconhecimento a função social da empresa. Só tem
um detalhe:  o pedido de recuperação só será acolhido se houver condição da crise ser
superada, caso contrário, o único caminho a ser seguido será a decretação de sua falência.

Lei 11.101/2005  

  Art. 1o  Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência
do  empresário  e da sociedade empresária, doravante referidos simplesmente como devedor.

e) CORRETA. A sociedade limitada é constituída através de um contrato social que disciplina as


relações entre os sócios e do desenvolvimento da atividade empresarial. Ela está regulada nos
artigos 1.052 a 1.087 do Código Civil.
 
Nesse tipo de sociedade o capital social é representado por cotas correspondentes ao valor de
contribuição de cada sócio para a integralização do capital, sendo que todos os sócios
respondem, solidariamente pela integralização do capital social.
 
Quando os sócios optarem em realizar a integralização através de bens (móveis ou imóveis),
eles ficarão solidariamente responsáveis pelo prazo de cinco anos pelo valor estimado a esses
bens. Importante ressaltar que de acordo com o Enunciado 224 da Jornada de Direito Civil essa
regra aplica-se também nos casos de constituição e aumento do capital.
 
A assertiva  está em conformidade com o  Art. 1.055 do Código Civil.
 

Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas,  iguais ou desiguais,  cabendo uma ou diversas
a cada sócio.

 FECHAR

 #93214  FGV - Auditor Substituto de Conselheiro do TCM-RJ/2008

  

Assinale a afirmativa incorreta.
A
A personalidade jurídica das sociedades se inicia com a sua constituição e início das
atividades.
 B
As sociedades em comum respondem perante terceiros pelas obrigações contraídas.
 C
As sociedades simples podem adotar qualquer tipo societário específico das
sociedades empresárias.
 D
O direito brasileiro admite o pedido de recuperação judicial de pessoa natural,
comprovada a condição de empresário.
 E
O capital social de uma sociedade limitada pode ser formado por quotas de valores
diferentes.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa correta. Você acertou! Parabéns! Ver resolução

       

Gabarito: B

Letra a) ERRADA – Realmente, no que for compatível é possível que se utilize as regras das
sociedades simples, que são regras gerais societárias, às sociedades em conta de participação
de maneira subsidiária, entretanto, em relação a liquidação da sociedade em conta de
participação deve-se atentar para as normas relativas à prestação de contas na forma da lei
processual e não como dito na questão às normas da sociedade em comum.

Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no que com ela
for compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas normas
relativas à prestação de contas, na forma da lei processual.

Letra b) CORRETA – Os sócios da sociedade em conta de participação separam um patrimônio


específico para ser usado na atividade da sociedade. A contribuição de cada um dos sócios,
tanto a do sócio participante, como a contribuição do sócio ostensivo formam esse patrimônio
e a lei chama de patrimônio especial. Porém, como esse tipo societário não tem personalidade
jurídica, não há a separação e autonomia patrimonial perante terceiros e, por isso, essa
especialização patrimonial só gera efeitos entre os sócios e não perante terceiros.

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo, patrimônio
especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.

§ 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos sócios.


 

Letra c) ERRADA – Trata-se sim de uma sociedade, geralmente esse tipo societário tem até
contrato, mas é um tipo societário peculiar sem personalidade jurídica. Nesse tipo de
sociedade existem dois tipos de sócios os sócios ostensivos e os sócios participantes.

Letra d) ERRADA – Mesmo que a sociedade em conta de participação leve seu contrato a
registro, ela não será considerada personificada.

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de
seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.

Letra e) ERRADA – O sócio participante é um investidor e fica oculta na sociedade perante


terceiros, ele só participa, não há nenhuma determinação no sentido de que só possa ser
pessoa física, podendo, então, um sócio participante ser pessoa física ou jurídica. O sócio
ostensivo é o que negocia, que administra a sociedade em busca do lucro, é o que exerce a
atividade, podendo, também, ser pessoa física ou jurídica. Apesar de alguns doutrinadores
serem enfáticos no sentido de afirmar que o sócio ostensivo só pode ser pessoa física, a maior
doutrina entende dessa maneira que eu acabei de explicar.

 FECHAR

 #312245  FGV - Fiscal de Tributos (Niterói)/2015

  

Paulo e Miguel decidiram constituir uma sociedade em conta de participação e desejam ter
informações sobre tal sociedade. Nos termos do que dispõe o Código Civil sobre esse tipo, é
correto afirmar que:

 A
aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no que com ela for
compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua liquidação rege-se pelas
normas relativas à dissolução das sociedades em comum;
 B
a contribuição do sócio participante na sociedade em conta de participação constitui,
com a do sócio ostensivo, patrimônio especial, mas tal especialização patrimonial não
produz efeitos em relação a terceiros;
 C
não se trata legalmente de sociedade, pois para existir sociedade é preciso que os
sócios sejam todos aparentes, o que não ocorre no tipo em conta de participação;
 D
embora a sociedade em conta de participação não seja personificada, poderá adquirir
personalidade jurídica com o arquivamento do ato constitutivo em qualquer registro;
 E
o sócio ostensivo deverá ser pessoa natural, tal qual ocorre na sociedade simples,
enquanto o sócio participante poderá ser pessoa física ou jurídica.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B... Você errou! Gabarito: B. Ver
resolução
       O sócio ostensivo opera frente à empresa. O sócio participante não aparece nas relações
negociais. Ademais, nenhum dos dois praticam atos em nome da sociedade, visto que ela é
secreta. O item a está incorreto.

O item b está incorreto também! O sócio de capital é um sinônimo para a


expressão sócio participante, por ser ele investidor do contrato da
sociedade em conta de participação. 

O item c está incorreto. Segundo o Código Civil, artigo 992: A constituição


da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade
e pode provar-se por TODOS OS MEIOS DE DIREITO.

A letra d é o gabarito.

A sociedade em conta de participação geralmente é criada para a realização


de negócios específicos. Vamos supor que X deseje abrir um cursinho e
contrata os melhores professores do ramo para trabalharem para ele. Uma
alternativa viável é abrir uma sociedade em conta de participação. 

X participaria como sócio ostensivo, realizando propagandas, dispondo de 


mão de obra para a administração do cursinho. Os sócios participantes
dariam aula e também receberiam parte do lucro gerado. Se houvesse
dissolução, não há que se falar em citação da sociedade, uma vez que quem
aparece nas relações negociais é tão-somente X. Haverá entre eles (X e os
sócios de capital) uma prestação de contas, como rege a lei processual.

A letra e, por fim, está incorreta. A SCP é formada por contrato. Todavia, o
registro não é obrigatório, conforme dispõe o artigo 993 do CC: O contrato
social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu
instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à
sociedade. Vejam que a lei não obrigou que se procedesse ao registro.

 FECHAR

 #3799  FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2008

  

A respeito das sociedades em conta de participação, é correto afirmar que:


 A
ambos os sócios praticam atos comerciais em nome da empresa.
 B
o responsável para alcançar o objeto social é o sócio de capital.
 C
a prova da existência da sociedade só pode ocorrer por documentos.
 D
em caso de dissolução não há que ser citada a sociedade.
 E
a sociedade será formada por meio de contrato, que será levado a registro.
RESOLVER QUESTÃO

       Além do conhecimento nas áreas de marketing, vendas, produto


e liderança, existem algumas outras em que ele também é muito importante
quando se fala em ter seu próprio negócio.

Por isso, é preciso que os empreendedores entendam também sobre o lado


que envolve a parte mais administrativa e também toda burocracia do processo
de abertura de uma empresa no Brasil.

Mais do que isso, é necessário saber quais as opções que eles possuem para
poder fazer isso da melhor maneira possível, sendo escolhendo o melhor
formato de empresa ou então qual será o tipo de sociedade que vai querer
formar nessa jornada empreendedora.

Como acreditamos que essa é uma das decisões essenciais para o sucesso de
qualquer negócio, vamos falar nesse post sobre 2 tipos de sociedade que
existem e que podem ser formadas, conforme a legislação brasileira: A
sociedade empresária e sociedade simples.

Quer saber a diferença entre elas? Então, acompanhe a leitura conosco e


entenda qual delas pode ser a melhor opção para o seu negócio!

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O que é a sociedade simples?
A sociedade simples é uma sociedade entre duas ou mais pessoas, assim
como qualquer outra, porém ela possui como objetivo a prestação de
serviços por meio de seus sócios e não por meio da realização de uma
atividade empresarial.

Para ficar mais claro o seu conceito, define-se atividade empresarial como o
exercício profissional de atividades que movimentam a economia por meio da
produção de produtos ou serviços.

Sendo assim, a sociedade simples diz respeito a parcerias entre


profissionais prestadores de serviços em que eles mesmos exercem a
atividade para a qual essa sociedade foi criada.

Podemos citar como exemplo, a parceria entre médicos, dentistas, advogados


e outros profissionais que se juntam para fortalecer os seus respectivos
trabalhos e exercem a atividade que essa união propõe.

A princípio, esse tipo de sociedade abrange atividades que envolvam


claramente o lado intelectual ou cooperativo. Por isso, que o objetivo dessa
sociedade, que deve ser descrito em contrato social, dificilmente estará ligado
à produção de bens materiais.

Se pudéssemos resumir a sociedade simples, falaríamos que ela é formada


por pessoas exercendo suas respectivas profissões, sendo que a
prestação de serviços é de caráter pessoal. Por esse motivo, cooperativas
e associações sempre serão consideradas sociedade simples.

O que é a sociedade
empresária?
A sociedade empresária ou sociedade empresarial é definida no código civil
como uma sociedade que exerce uma atividade econômica organizada.

Quando falamos o termo “organizada”, significa que o valor final produzido


por essa sociedade e que é entregue para o cliente, independente se é um
produto ou um serviço, é produzido pela empresa ou pela organização
empresarial e não diretamente pelos seus sócios, conforme é feito na
sociedade simples.

Nesse sentido, há vários tipos de sociedade empresarial e também vários


formatos que as empresas podem seguir. Vamos listar aqui um resumo dos
principais deles para você entender melhor:

1. MEI
O MEI (Microempreendedor Individual) é a opção mais rápida e barata, que
ganhou muito espaço no Brasil. Porém, ela se aplica somente quando o
empreendedor está começando sozinho, pois não permite a inclusão de sócios.

Com o MEI é possível abrir a empresa e obter o CNPJ da forma mais rápida
possível e a sua taxa de manutenção mensal é a mais barata que existe.

2. EIRELI
A EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) também é uma
ótima alternativa para os empreendedores que não possuem parceria com
outro sócio.

Porém, é preciso ficar atento, pois há algumas exigências e limitações nesse


modelo, tal como a pessoa física só pode ter uma EIRELI, além de precisar
possuir um Capital Social  que deve ser pelo menos de 100 vezes valor do
salário mínimo do Brasil.

3. Sociedade Limitada
A opção da Sociedade Limitada é a mais utilizada por sociedades com mais de
um sócio. Ela é bem flexível em relação às exigências para abrir a empresa e
também possui um custo reduzido.
Uma das vantagens desse formato é que com ele é possível optar pela
tributação pelo Simples Nacional, que é bem mais tranquila e favorável ao
negócio.

4. Sociedade anônima
A Sociedade Anônima é uma das opções mais vantajosas que existem, apesar
de ser mais custosa e ser um pouco complexa para as sociedades que estão
começando.

Esse tipo de modelo é indicado para empresas que já possuem uma estrutura
consolidada e indicado para quem almeja captar investimentos, visto que ele é
mais atrativo e também mais favorável para esse fim.

Quais são as diferenças entre a


sociedade empresária e
sociedade simples?
Pois bem, você já deve ter notado algumas diferenças nesses dois tipos de
sociedade, não é mesmo?

Reforçamos que a principal diferença entre elas é o fato de como exercem a


sua atividade econômica: Na sociedade simples é por meio dos sócios e na
sociedade empresária é feito por meio da empresa como um todo.

Além disso, queremos destacar 3 pontos em que elas também apresentam


divergências significativas:

Formato
Quando falamos em formato da sociedade, a distinção é que a sociedade
simples poderá assumir os seguintes tipos societários:

 Sociedade simples “pura”;


 Cooperativa;
 Sociedade Limitada;
 Sociedade em Comandita simples;
 Sociedade em nome coletivo.
Já na sociedade empresária, é possível seguir as seguintes opções de forma
societária:

 Sociedade em nome coletivo;


 Sociedade Limitada;
 Sociedade em Comandita simples;
 Sociedade por ações.

Registro
O Registro da sociedade também é algo que difere para a sociedade
empresária e sociedade simples.

Na sociedade simples, deve ser feito por meio do Registro Civil de Pessoas


Jurídicas, já na sociedade empresária é realizado na Junta Comercial,
conforme o Código Civil Brasileiro.

Falência
A questão da falência também é uma diferença importante entre esses 2 tipos,
pois é possível que uma sociedade empresária entre no processo de falência e,
nesse caso, o empreendedor possui a opção de abrir mão da sua recuperação.

A sociedade simples não poderá sofrer falência, ou seja, nessa situação, os


sócios não poderão abrir mão da sua recuperação.

Entendeu agora a diferença entre sociedade empresária e sociedade


simples? Então, que tal saber mais sobre os 5 principais indicadores de RH
para o seu negócio
Cadu Carrilho
Data do comentário: 19/12/2014

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Há no Código Civil uma série de artigos que estão colocados na parte das Sociedades Simples,
porém esses artigos servem como regras gerais para as sociedades.

Vejamos as regras gerais sobre as cláusulas de um contrato social:

Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além
de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:

I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se pessoas naturais, e
a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos sócios, se jurídicas;

II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;

III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer


espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária;

IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la;

V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços;

VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e


atribuições;

VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;

VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais.

As cláusulas mencionadas nos incisos do Artigo 997 precisam estar no contrato social que será
feito entre Maria, Betânia e Custódia.

O examinador quer que você marque a opção que não consta nesse rol:

a) Está no inciso II;

b) Não é cláusula obrigatória de um contrato social; Nossa resposta;

c) Está no inciso VI;


d) Está no inciso IV;

e) Está no inciso III;

gabarito: B

 FECHAR

 #220965  FGV - Auditor do Tesouro Municipal (Recife)/2014

  

Maria, Betânia e Custódia pretendem constituir uma sociedade empresária e consultam um


especialista para saber quais são as cláusulas que devem, obrigatoriamente, constar no
referido instrumento contratual.

As opções a seguir apresentam cláusulas obrigatórias do contrato, à exceção de uma. Assinale-


a.

A
Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade.
 B
De arbitragem ou compromissória.
 C
Indicação das pessoas naturais incumbidas da administração, seus poderes e
atribuições.
 D
A quota de cada sócio e o modo de realizá-la.
 E
O capital, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de
bens, suscetíveis de avaliação pecuniária.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Boa! Ver resolução

       
abarito: B

a) ERRADA – Trata-se da chamada cláusula leonina, proibida por lei. Esse tipo de cláusula é
NULA, o resto do contrato continua válido.

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros
e das perdas.

b) CORRETA – Responsabilidade dos sócios na sociedade em nome coletivo:

- SOLIDÁRIA E ILIMITADA

- PODEM LIMITAR A RESPONSABILIDADE ENTRE ELES, DESDE QUE PREVISTA NO CONTRATO.

Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo,
respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.

Parágrafo único. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, podem os sócios, no


ato constitutivo, ou por unânime convenção posterior, limitar entre si a responsabilidade de
cada um.

c) ERRADA – As limitadas podem ser empresárias ou não. As sociedades em comandita por


ações são sempre empresárias.

d) ERRADA – Não é com a assinatura e sim com a inscrição no registro.

e) ERRADA – A responsabilidade dos sócios em relação às dívidas da sociedade, quando há, é


sempre SUBSIDIÁRIA. É o chamado BENEFÍCIO de ORDEM.

Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados  por dívidas da
sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

 FECHAR

 #242493  FGV - Auditor Fiscal da Receita Municipal (Angra)/2010

  

Em relação às sociedades empresárias, é correto afirmar que

 A
nas sociedades simples, as cláusulas contratuais que visem excluir sócios de
participarem dos lucros e das perdas da sociedade são permitidas, desde que os sócios
excluídos sejam administradores da sociedade e que a exclusão tenha por fundamento
sua gestão temerária.
 B
nas sociedades em nome coletivo, a responsabilidade dos sócios referente às
obrigações sociais é solidária e ilimitada. Entretanto, os sócios podem limitar entre si a
responsabilidade de cada um, contanto que essa disposição esteja no ato constitutivo
ou seja aprovada, em unanimidade, em convenção posterior.
 C
as sociedades limitadas e as sociedades em comandita por ações podem ou não ser
empresárias, sendo que essa diferenciação decorre do tipo de atividade por elas
empreendida.
 D
a aquisição de personalidade jurídica das sociedades ocorre com assinatura dos seus
atos constitutivos pelos sócios.
 E
a fim de salvaguardar os direitos dos credores, na execução das dívidas da sociedade
inexiste o benefício de ordem entre os bens da sociedade e os dos sócios.

https://www.migalhas.com.br/depeso/334289/responsabilidade-dos-socios-em-uma-
sociedade-limitadaCom relação à desconsideração da personalidade jurídica, analise
as afirmativas a seguir.
 
I. Nas demandas judiciais decorrentes do inadimplemento de contratos celebrados
entre empresários individuais, pode o juiz decidir, de ofício, que os efeitos de certas
e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica.
 
II. A medida pode ser decretada pelo juiz em caso de abuso da personalidade
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.
 
III. Não pode ser aplicada a desconsideração para atingir bens do patrimônio da
pessoa jurídica em favor de credor particular de sócio (desconsideração inversa).
 
Assinale:
 A
se somente a afirmativa II estiver correta.
 B
se somente a afirmativa III estiver correta.
 C
se somente as afirmativas I e II estiverem co

ICMSNAVEIA
+4584 pontos
23/11/2014 14:00
silenciar ● bloquear
A teoria da desconsideração da personalidade jurídica já existe de longa data em
nosso sistema por meio da doutrina e alguns julgados de tribunais, caracterizando a
sua aplicação jurisprudencial.
Em 2002 com o advento do novo Código Civil, essa teoria foi enraizada de vez em
nosso ordenamento, sendo prevista no Artigo 50 do Código Civil:

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de


finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da
parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os
efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens
particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

I Errada - A teoria é aplicada na prática em litígios judiciais, já que a


desconsideração só pode ser aplicada por juiz. Não pode o juiz aplicar de ofício, o
juiz só pode desconsiderar a personalidade para atingir os bens particulares dos
sócios ou dos administradores se for provocado, ou seja, se for pedido pela parte ou
pelo Ministério Público.

II - Correta - A questão nos trouxe os exatos requisitos para que o juiz possa
desconsiderar a personalidade jurídica. Quando houver abuso da personalidade
ensejando confusão patrimonial, onde não é possível identificar a autonomia
patrimonial entre os bens dos sócios e os bens da sociedade, ou ocorre esse abuso
por desvio de finalidade, o juiz poderá aplicar a teoria da desconsideração da
personalidade jurídica.

III-Errada - Não há previsão legal para a aplicação da teoria inversa da


desconsideração. Há sim aplicação jurisprudencial, já que alguns tribunais entendem
a possibilidade de se afastar a autonomia patrimonial decorrente da personalidade
jurídica para que bens da sociedade possam servir como pagamento das dívidas
pessoais de sócios. Então, o erro da questão está em dizer não pode se aplicar a
desconsideração inversa.

Foi transcrita essa possibilidade no Enunciado 283 do Conselho de Justiça Federal:

É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada inversa para


alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens
pessoais, com prejuízo a terceiros.

Fonte: Cadu Carrilho


rretas.
 D
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 E
se todas as afirmativas estiverem corretas.

A resposta é letra B (F - F - V - V - F).


 

Em relação à fraude, avalie as afirmativas a seguir, atribuindo V para verdadeiro e F para falso.

( ) A fraude contra credores representa a frustração do direito potestativo do credor em


receber o que lhe é devido.

A alternativa está errada. O direito do credor em receber o que lhe é devido possui base
contratual e não legal, por isso não pode ser considerado um direito potestativo. Esse é o
direito a uma prestação. O direito potestativo que existe aqui é o de pleitear a anulação do
negócio jurídico onde ocorreu a fraude, em ação pauliana. Direito este que decai em 4 anos,
em face das disposições do art. 178, II, co CCB: a saber:
 

Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio
jurídico, contado:

...

II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se


realizou o negócio jurídico;
Vejam a jurisprudência do STJ (art. do CC 1916 correspondente).

REsp 118883 / SP

CIVIL. AÇÃO PAULIANA. PRAZO PARA EXERCÍCIO DO DIREITO. ART. 178, § 9º, V, B, CC.
NATUREZA. PRAZO DECADENCIAL. INEXISTÊNCIA DE CAUSA SUSPENSIVA E INTERRUPTIVA.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. NÃO-CONFIGURAÇÃO. FALTA DE COTEJO ANALÍTICO. ART. 255, §
2º, RISTJ. RECURSO DESACOLHIDO.

I - O prazo para ajuizamento da ação pauliana é decadencial, afastando, por conseqüência, a


ocorrência de causa suspensiva ou interruptiva de sua fluência, haja vista ser essa uma das
características do prazo extintivo do direito.
II - A divergência jurisprudencial não se configura se o recorrente não faz a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigmas e nem mesmo o cotejo analítico entre as teses
supostamente em confronto.

( ) O animus de prejudicar não é elemento constitutivo da fraude contra credores.

A alternativa está errada. A fraude contra os credores, prevista nos arts. 158 a 65 do CCB
possui, segundo Elpídio Donizetti, três requisitos para sua configuração: a anterioridade do
crédito, a conduta maliciosa dos sujeitos com intenção de prejudicar terceiro e o  dano ao
credor.
 

O segundo requisito é denominado pela doutrina como consilium fraudis. De acordo com


Washington de Barros Monteiro,”o elemento subjetivo (consilium fraudis) é a má-fé, o intuito
malicioso de prejudicar”. Ou seja, o intuito de prejudicar é sim elemento constitutivo da fraude
contra credores.

( ) Para que a fraude à execução possa ser reconhecida é indispensável haver uma lide
proposta.

A alternativa está correta. Como o vício aqui enseja a anulação do negócio, só poderá ser
reconhecido mediante procedimento judicial, tendo em vista que  - pela liberdade de contratar
que permeia o nosso ordenamento - o negócio anteriormente engendrado possui uma
presunção de validade.

Notem os esclarecimentos sobre o assunto que o Código Civil traz:

Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o


devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore,  poderão ser
anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.

§ 1º Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.

§ 2º  Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.
Art. 159.  Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a
insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.

...

Art. 161.  A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor
insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros
adquirentes que hajam procedido de má-fé.

( ) Para o reconhecimento da fraude contra credores é necessário propor a ação pauliana.

A alternativa está correta. Como provado acima, para que se reconheça a fraude contra
credores é necessária a propositura de ação judicial. A ação por meio da qual se requer a
anulação dos atos praticados em face da fraude contra credores é conhecida como ação
reipersecutória, ação revocatória ou mais comumente ação pauliana.

( ) A fraude à execução tem como conseqüência a anulabilidade do ato fraudulento.

A alternativa está errada. Diversamente do que se passa na fraude contra credores, na fraude
à execução mantém-se a eficácia entre o alienante e o adquirente do bem. A ato aqui não é
inválido, nem nulo, é apenas ineficaz em relação ao credor. Assim, o ato fraudulento continua
existente e válido entre os figurantes do negócio jurídico, mas isso não impede o credor de
penhorar o bem.

Assim é a posição do STJ:

REsp 150430 / MG

PROCESSO CIVIL. FRAUDE DE EXECUÇÃO. EFEITO. INEFICÁCIA DA ALIENAÇÃO PARA O


PROCESSO EXECUTIVO. VALIDADE ENTRE AS PARTES. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA.
EMBARGOS DE TERCEIRO. MULHER CASADA. MEAÇÃO. AJUIZAMENTO APÓS A DECRETAÇÃO
DA FRAUDE. ILEGITIMIDADE ATIVA. RECURSO PROVIDO.

I -  Na fraude de execução, o ato de alienação do bem constrito não é nulo ou inválido, mas
ineficaz em relação ao credor e ao processo executivo, permanecendo válida entre as partes
alienante e adquirente.

II - Tendo a esposa, juntamente com o marido devedor, transferido a propriedade do bem, não
lhe resta legitimidade para opor embargos de terceiro, uma vez que não mais detém o
domínio.

III - O adquirente do bem em fraude de execução pode desfrutar dos poderes inerentes ao
domínio, com exceção da disposição, ou seja, impõe-se-lhe o dever de resguardar o bem para o
processo de execução. Quanto ao uso, gozo e fruição, assim como à posse, não há limitação
para o comprador.
IV - Em se tratando de matéria surgida no julgamento de segunda instância, é necessária a
interposição de embargos declaratórios para se obter o prequestionamento (EREsp 8.285-RJ,
DJ 20/9/99, Corte Especial), sem o qual se torna inviável o acesso à instância especial.

V - Nas hipóteses de divergência jurisprudencial, o tema tratado pelos arestos paradigmas


deve ter sido debatido e efetivamente decidido nas instâncias ordinárias, a fim de se atender
ao requisito do prequestionamento.

 FECHAR

 #24941   FGV - Advogado do Senado Federal/2008

  

Em relação à fraude, avalie as afirmativas a seguir, atribuindo V para verdadeiro e F para falso.

( ) A fraude contra credores representa a frustração do direito potestativo do credor em


receber o que lhe é devido.

( ) O animus de prejudicar não é elemento constitutivo da fraude contra credores.

( ) Para que a fraude à execução possa ser reconhecida é indispensável haver uma lide
proposta.

( ) Para o reconhecimento da fraude contra credores é necessário propor a ação pauliana.

( ) A fraude à execução tem como conseqüência a anulabilidade do ato fraudulento.

Assinale a seqüência correta de cima para baixo.

 A
V-F-V-F-V
 B
F-F-V-V-F
 C
F-V-V-F-F
 D
F-V-F-V-F
 E
V-V-F-V-F

ATOS NULOS: PRINCIPAIS PRAZOS


* 180 DIAS PARA ANULAR NEGÓCIO JURÍDICO CONCLUÍDO
PELO REPRESENTANTE X REPRESENTADO
* 1 ANO------> AUSENTE NÃO DEIXOU REPRESENTANTE
* 3 ANOS ---> DEIXOU REPRESENTANTE
* 2 ANOS ---> ANULAR NEGÓCIO JURÍDICO EM QUE A LEI NÃO
DISPUSER PRAZO.
* 3 ANOS ---> ANULAR A CONSTITUIÇÃO DE PJ POR DEFEITO NO
ATO
* 4 ANOS ----> ANULAR NEGÓCIO JURÍDICO POR:
- COAÇÃO ----------CONTADO DO DIA EM QUE CESSAR
- ERRO, DOLO, FRAUDE CONTRA CREDORES, ESTADO DE
PERIGO, LESÃO---CONTATO DO DIA EM QUE REALIZOU ATO
- ATOS DE INCAPAZES -------> DO DIA EM QUE CESSAR A
INCAPACIDADE.

A assertiva aborda manifestamente a hipótese de estado de necessidade


tratada pelo art. 188, inciso II da Lei Civil, conforme se extrai:
"Art. 188. Não constituem atos ilícitos:

I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito


reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a
pessoa, a fim de remover perigo iminente."
O fato não será considerado ato ilícito já que a lesão foi causada a fim de
remover perigo iminente.

Todavia, a narrativa exposta leva a conclusão se tratar do chamado estado de


necessidade agressivo, já que o agente lesado pelo ato não foi aquele que
gerou a situação de perigo.

Sobre o assunto, o Código Civil ensinou:


"Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso  II do
art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à
indenização do prejuízo que sofreram.
Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de
terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a
importância que tiver ressarcido ao lesado."
Feitas as observações próprias, correta a afirmação de que João, embora
agindo em estado de necessidade, será obrigado a indenizar o dano causado a
Lucas, mas terá ação de regresso contra a empresa de ônibus.
Assim, concluímos que está correta a alternativa de letra C.
 FECHAR

 #244465   FGV - Auditor Fiscal Tributário da Receita Municipal


(Cuiabá)/2014
  

João, devidamente habilitado para dirigir, conduzia veículo de sua propriedade com cautela e
diligência, quando foi surpreendido por ônibus em alta velocidade na contramão. Em rápida
manobra, João conseguiu evitar uma colisão frontal, desviando seu automóvel para cima da
calçada, onde atropelou Lucas, causando-lhe graves lesões físicas.

Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta.

 A
João, por ter agido em estado de necessidade, não será obrigado a indenizar o dano
causado a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus.
 B
João, por não ter agido no estrito cumprimento de dever legal, será obrigado a
indenizar o dano causado a Lucas.
 C
João, embora agindo em estado de necessidade, será obrigado a indenizar o dano
causado a Lucas, mas terá ação de regresso contra a empresa de ônibus.
 D
João, por ter agido em decorrência de fato de terceiro, não será obrigado a indenizar o
dano causado a Lucas, cuja indenização será devida pela empresa de ônibus.
 E
João, ao desviar deliberadamente o carro, será obrigado a indenizar o dano causado, e
não terá ação de regresso contra a empresa de ônibus.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora
S/A, que tinha como objeto a garantia de indenização por eventuais danos
ambientais que a contratante viesse a ocasionar. Dentre as cláusulas
contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização,
Mineração S/A deveria comunicar o ocorrido em até 30 (trinta) dias.
Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo com
o intento de adequar o valor do prêmio. 
 
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:
 A
são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos
decadenciais e prescricionais;
 B
é válida a disposição acerca do prazo decadencial;
 C
são válidas, pois tratam de condições do negócio jurídico;
 D
é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional;
 E
são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o
segurado. 
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: B...Você
errou! Gabarito: B. Ver resolução
Gabarito: Letra B. 
 
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora
S/A, que tinha como objeto a garantia de indenização por eventuais danos
ambientais que a contratante viesse a ocasionar. Dentre as cláusulas
contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na
hipótese de ocorrência de qualquer dano passível de indenização,
Mineração S/A deveria comunicar o ocorrido em até 30 (trinta) dias.
Também ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo com
o intento de adequar o valor do prêmio. 
 
A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:
 
a)  são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos decadenciais e
prescricionais; INCORRETA. 
 
Os prazos prescricionais não estão sujeitos a alteração pelas partes,
conforme expressa vedação do artigo 192 do CC: 
 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das
partes.
 
A prescrição é a extinção, pelo decurso do tempo, da pretensão, isto é,
do direito de exigir um direito material violado. Seus prazos são
estabelecidos apenas legalmente e, por não estarem relacionados a um ato
de vontade das partes, são insuscetíveis de alteração. 
 
Atente que, no entanto, a prescrição pode ser renunciada depois que se
consumar, nos termos do artigo 191 do CC:
 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só
valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se
consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado,
incompatíveis com a prescrição.
 
Portanto: os prazos de prescrição não podem ser alterados pelas
partes, mas a prescrição pode ser renunciada pelas partes depois que se
consumar. 
 
b)  é válida a disposição acerca do prazo decadencial; CORRETA. 
 
A decadência é a extinção do próprio direito pelo decurso do tempo.
Está ligada aos direitos potestativos, que são "direitos insusceptíveis de
violação" por apenas sujeitarem alguém aos seus efeitos, conforme
ensina Flávio Tartuce (Manual de Direito Civil - volume único). 
 
A decadência pode ser legal ou convencional. 
 
A decadência legal decorre da lei e, por isso, não pode ser alterada pelas
partes, tal como se dá com a prescrição. De outro lado, a decadência
convencional é aquela estabelecida pelas partes no âmbito da
autonomia da vontade, podendo ser por elas alterada. 
 
No caso proposto, o prazo para a comunicação do ocorrido (sinistro) é
um prazo de decadência convencional, pois não há na lei um prazo
específico para que haja a comunicação, estando no âmbito da autonomia
privada estabelecê-lo. Observe que o artigo 771 do CC prevê que o
segurado deve comunicar ao segurador o sinistro "logo que o saiba", mas
não traz um prazo certo, de forma que as partes devem ajustá-lo
contratualmente: 
 
Art. 771. Sob pena de perder o direito à indenização, o segurado
participará o sinistro ao segurador, logo que o saiba, e tomará as
providências imediatas para minorar-lhe as conseqüências.
Parágrafo único. Correm à conta do segurador, até o limite fixado no
contrato, as despesas de salvamento conseqüente ao sinistro.
 
Observe, ainda, que apenas a decadência convencional pode ser
renunciada pelas partes, pois o artigo 209 veda expressamente a renúncia
à decadência legal: 
 
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
 
Portanto:
 
  decadência legal: o prazo não pode ser alterado pelas partes
e não pode ser renunciada pelas partes; 
 
 decadência convencional: o prazo é estabelecido pelas partes
(pode ser por elas alterado) e pode ser renunciada. 
 
c)  são válidas, pois tratam de condições do negócio
jurídico; INCORRETA. 
 
As condições do negócio jurídico não podem violar a lei, como se deu com
o estabelecimento de redução do prazo prescricional. 
 
d)  é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional; INCORRETA. 
 
O ajuste é inválido quanto ao prazo prescricional, nos termos do artigo 192
do CC. 
 
e)  são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o
segurado. INCORRETA. 
 
A cláusula que estabelece prazo para a comunicação do ocorrido é válida.
A cláusula de redução do prazo prescricional é inválida por violar o artigo
192 do CC. 
 
Lembre-se de que as condições do negócio jurídico são classificadas pela
doutrina, quanto à origem da condição, em puramente potestativas ou
meramente potestativas. 
 
Condições puramente potestativas são as que submetem o negócio ao
arbítrio exclusivo de uma das partes e são vedadas pelo ordenamento
jurídico, como decorre do artigo 122 do CC: 
 
Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à
ordem pública ou aos bons costumes; entre as condições defesas se
incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o sujeitarem
ao puro arbítrio de uma das partes
 
Condições meramente potestativas, noutro vértice, são aquelas que
dependem da vontade intercalada das partes. A manifestação de vontade
não está ligada ao exclusivo interesse da parte, mas a alguma outra
circunstância externa que interfere na vontade manifestada. Ess

Gabarito: Letra C

Dispõe o art. 197, I, CC:

Art. 197. Não corre a prescrição:

I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;

II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;

III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.

Desse modo, temos que o dispositivo legal trata das causas impeditivas ou suspensivas da
prescrição. Sobre a diferenciação entre os institutos, esclarecem Cristiano Chaves de Farias e
Nelson Rosenvald (Direito civil: teoria geral. 9. ed. Lumen Juris: Rio de Janeiro, 2010, pp. 725-
726):

Em breve resumo, a interrupção implica na inutilização do prazo prescricional em curso e,


quando reiniciada a sua fluência, ele será integralmente reiniciado, voltando ao início, salvo a
existência de previsão específica em lei [...]. A suspensão, por seu turno, gera a paralisação do
prazo fluente no exato momento da ocorrência da causa, voltando a correr de onde tinha
parado. Já as causas impeditivas evitam que a prescrição se inicie. Ou seja, pendente uma
causa impeditiva, o prazo prescritivo sequer se inicia.

Esclareça-se que, apesar de certa confusão do Código Civil, as causas suspensivas paralisam,
temporariamente, o curso da prescrição, quando já se iniciou a fluência do prazo, enquanto as
causas impeditivas obstam o começo da fluência prazal. De qualquer modo, é imprescindível
registrar que a Lei Civil tratou ambas as hipóteses de forma uníssona. 

Logo, como, ao tempo do acidente, Everaldo e Maria Helena já eram casados, tem-se por
caracterizada uma causa impeditiva (art. 197, I, CC), independentemente do regime de bens
adotado, não havendo se falar em início do decurso do prazo prescricional, o qual somente
começará a correr com o divórcio, ou seja, a partir de 15.07.2018, porquanto dissolvida a
sociedade conjugal (art. 1.571, IV, CC), sendo a letra C o nosso gabarito!

No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens,
colidiu com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina,
R$ 4.000,00 para o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena
pretende intentar ação judicial em face de Everaldo.

 Sobre prescrição, neste caso, assinale a afirmativa correta.

a) Flui o prazo prescricional a partir do dia 15/07/18, pois durante o casamento


estava suspenso.

INCORRETA. No caso, houve impedimento do decurso do prazo prescricional (art. 197, I, CC), o
qual terá por início a dissolução da sociedade conjugal operada pelo divórcio (art. 1.571, IV,
CC).

b) A prescrição da pretensão ocorreu em 04/04/08.

INCORRETA. Como o decurso do prazo prescricional estava impedido, não há se falar em


prescrição da  pretensão.

c) A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a ser
contado a partir de 15/07/18.

CORRETA. Conforme comentários acima.

d) Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em 04/04/2010.

INCORRETA. Não houve a consumação da prescrição da pretensão, haja vista que estava


configurada uma causa impeditiva (art. 197, I, CC).

e) Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023.

 
INCORRETA. O prazo prescricional para ação de reparação civil, decorrente de
responsabilidade extracontratual, é de 3 (três) anos (art. 206, § 3°, V, CC).

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 #702026   FGV - Analista Legislativo (ALERO)/Processo


Legislativo/2018
  

No dia 04/04/05, Everaldo, casado com Maria Helena pelo regime da separação de bens,
colidiu com o veículo de sua esposa no trânsito. Ela dispendeu, segundo orçamento da oficina,
R$ 4.000,00 para o conserto de seu bem. Em 15/07/18, o casal se divorciou e Maria Helena
pretende intentar ação judicial em face de Everaldo.

Sobre prescrição, neste caso, assinale a afirmativa correta.

 A
Flui o prazo prescricional a partir do dia 15/07/18, pois durante o casamento estava
suspenso.
 B
A prescrição da pretensão ocorreu em 04/04/08.
 C
A prescrição estava impedida de correr durante o casamento, pelo que o prazo passa a
ser contado a partir de 15/07/18.
 D
Por se tratar de uma dívida líquida, o prazo para sua cobrança se encerrou em
04/04/2010.
 E
Maria Helena pode intentar ação judicial para a reparação dos danos até 15/07/2023.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: C... Você errou! Gabarito: C. Ver
resolução
Alternativa correta: A
 
A questão exige conhecimento da letra da lei, vejamos:
 
Art. 206. Prescreve:
(...)
§ 3o Em três anos:
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias
ou vitalícias;
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações
acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com
capitalização ou sem ela;
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
V - a pretensão de reparação civil;
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-
fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da
lei ou do estatuto, contado o prazo:
 
O fato mencionado na questão representa um caso típico de ato ilícito,
previsto no art. 186, c/c art. 927, ambos do Código Civil:
 
" Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
(...)
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a
outrem, fica obrigado a repará-lo."
 
Nesse sentido, essa reparação civil está sujeita aos prazos de prescrição,
conforme previsto no inciso V, do §3º, do art. 206, que prevê o prazo
prescricional de 3 anos. Logo, como o ato ocorreu em 10/dez/2010, o
lesado deveria ter ajuizado a ação até dez/2013.
 
Pedro teve seu táxi atingido pelo caminhão da Sociedade Transvelocidade
S.A. no dia 10 de dezembro de 2010. Esgotadas as tentativas de acordo,
Pedro propôs ação de indenização em 25 de maio de 2015. Sobre o caso, é
correto concluir que:
 A
embora o abalroamento constitua um ato ilícito, a pretensão de
indenização está prescrita;
 B
o direito potestativo à indenização decai em cinco anos, a contar da
data do fato;
 C
são imprescritíveis as consequências civis dos acidentes de trânsito,
ainda que as multas administrativas tenham caducado;
 D
constitui abuso de direito a exigência de lucros cessantes,
decorrentes do fato narrado;
 E
o prazo prescricional ficou suspenso enquanto as partes negociaram
o acordo frustrado, devendo o juiz conceder a indenização dos danos
comprovados.
Parabéns, você selecionou: A, alternativa correta.Você acertou! Boa! Ver
resolução
 

c) deve ser acolhida, porquanto já decorridos quatro anos da data de sua prática;

CORRETA. O "erro" é um defeito do negócio jurídico que está previsto nos artigos 138-144, do
Código Civil, que traz a previsão de sua anulabilidade no caso de erro substancial:

Art. 138.  São anuláveis  os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem
de  erro substancial  que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das
circunstâncias do negócio.

Pois bem.

O art. 178, que prevê o prazo decadencial para anulação dos negócios jurídicos, traz a seguinte
redação:

Art. 178.  É de QUATRO ANOS o prazo de decadência  para pleitear-se a anulação do negócio
jurídico, contado:

I - no caso de coação, do dia em que ela cessar;

II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se
realizou o negócio jurídico;

III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.

Observa-se que o prazo de decadência conta-se do dia em que se realizou o negócio


jurídico (inciso II). Desse modo, como o negócio foi realizado em 29/07/2004, o prazo
encerraria em 29/07/2008. Como a ação foi distribuída somente em 30/07/2009, a prejudicial
de decadência deve ser acolhida, porquanto já decorridos quatro anos da data da sua
prática, nos termos da alternativa C. 

Com base nas explicações acima, passo aos apontamentos dos erros das demais alternativas:

a) não deve ser acolhida, pois não há decadência do direito de impugnar os atos nulos, como
é o caso;

b) não deve ser acolhida, porque não atinge os atos praticados com vício de consentimento;

d) não deve ser acolhida, porque ainda não decorridos quatro anos contados da ciência dos
prejudicados acerca da prática do ato;

 
e) deve ser acolhida se provado o prejuízo efetivo dos interessados.

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 #296803   FGV - Agente de Fiscalização (TCM SP)/Ciências


Jurídicas/2015
  

O espólio de Caio ajuíza ação buscando a anulação de uma doação realizada pelo falecido,
alegando que o doador atuou em erro quando celebrou o negócio jurídico. Citado, o réu
contesta o pedido alegando que a doação foi lícita, que o doador era maior e capaz e que eram
amigos desde a infância. Alega, ainda, a ocorrência de decadência, posto que o contrato de
doação foi realizado em 29/07/2004 e a ação distribuída em 30/07/2009. Considerando as
disposições constantes no Código Civil sobre a matéria, é correto afirmar que a prejudicial de
decadência:

 A
não deve ser acolhida, pois não há decadência do direito de impugnar os atos nulos,
como é o caso;
 B
não pode ser acolhida, porque não atinge os atos praticados com vício de
consentimento;
 C
deve ser acolhida, porquanto já decorridos quatro anos da data de sua prática;
 D
não deve ser acolhida, porque ainda não decorridos quatro anos contados da ciência
dos prejudicados acerca da prática do ato;
 E
deve ser acolhida se provado o prejuízo efetivo dos interessados.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa correta. Você acertou! Continue assim! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Na narrativa proposta, Jacira teve direito seu violado, razão pela qual nasce uma
pretensão (de reparação civil).
Segundo o art. 196, do Código Civil de 2002, a prescrição iniciada contra uma pessoa
continua a correr contra o seu sucessor.
Nessa linha, temos:
"Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr
contra o seu sucessor."
Nesse contexto, tem-se que o curso do prazo prescricional, aplicado à hipótese (03 anos - art.
206, §3º, V), continuará a correr contra os herdeiros de Jacira.

 
Assim, conclui-se que está correta a alternativa de letra B.

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 #175532   FGV - Analista Ambiental (INEA)/Advogado/2013


  

Jacira, colecionadora de carros antigos, teve um dos seus carros, um Porsche, ano 1971,
danificado por Pedro, quando este manobrava seu veículo na garagem. Dois meses após a
ocorrência do dano, Jacira, que ainda não havia procurado um advogado para tratar da ação
indenizatória, sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer, deixando dois herdeiros.

Considerando o contexto fático descrito e as regras sobre prescrição, assinale a afirmativa


correta.

 A
O decurso da prescrição é interrompido pela morte de Jacira.
 B
A prescrição iniciada contra Jacira continua contra seus herdeiros.
 C
O decurso da prescrição é suspenso apenas pela morte de Jacira.
 D
A pretensão de Jacira é encerrada devido à sua morte.
 E
O decurso da prescrição é impedido com a morte de Jacira.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Passemos às assertivas:
a) Entre os cônjuges durante a constância do casamento - INCORRETA.
Trata-se de causa suspensiva ou impeditiva do curso do prazo prescricional.
 

b)  Em virtude de qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
reconhecimento do direito pelo devedor - CORRETA.

De fato. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á,
dentre outras as hipóteses, por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que
importe reconhecimento do direito pelo devedor.

 
Observa-se:

"Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

(...)

VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe


reconhecimento do direito pelo devedor."

c)  Contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios -
INCORRETA.

Trata-se de causa suspensiva ou impeditiva do curso do prazo prescricional.

d)  Durante o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e
descendentes - INCORRETA.

Trata-se de causa suspensiva ou impeditiva do curso do prazo prescricional.

e)  Na pendência de condição suspensiva - INCORRETA.

Trata-se de causa suspensiva ou impeditiva do curso do prazo prescricional.

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 #195820   FGV - Analista de Controle Externo (TCE-BA)/2013


  

Da inteligência do Art. 189, do CC/02, retira‐se que, uma vez violado o direito, nasce para o
titular a pretensão, a qual se extingue, pela ocorrência da prescrição, nos prazos previstos em
lei. Por outro lado, é cediço que existem causas impeditivas, suspensivas ou interruptivas da
prescrição.

Assinale a alternativa que estabelece uma causa interruptiva da prescrição.

 A
Entre os cônjuges durante a constância do casamento.
 B
Em virtude de qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe
reconhecimento do direito pelo devedor.
 C
Contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos
Municípios.
 D
Durante o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e
descendentes.
 E
Na pendência de condição suspensiva.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa correta. Você acertou! Mandou bem! Ver
resolução
De início, observemos que "quando o titular de um direito sofrer ameaça ou
violação, o direito subjetivo é protegido por meio de ação judicial. Nasce,
então, para o titular a pretensão. A prescrição é fato de extinção da
pretensão, ou seja, do poder de exigir uma prestação devida em razão de
inércia, deixando escoar o prazo legal" (DINIZ, Maria Helena, Código Civil
Anotado, 15º ed. Saraiva: São Paulo, p. 214).
Por sua vez, decadência, "é a perda do próprio direito (potestativo) pelo seu não
exercício em determinado prazo, quando a lei estabelecer lapso temporal para tanto"
(Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald, Parte Geral, 2ª ed, Jus
Podivm: Bahia, 2012, p. 751).
Vamos às proposições:
a)  A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra o seu
sucessor - INCORRETA.
Nos termos do art. 196, a prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr
contra o seu sucessor.
b)  A decadência legal é de natureza privada, admitindo‐se a sua renúncia -
INCORRETA.
A decadência legal é matéria de ordem pública, não se admitindo sua renúncia (sob
pena de nulidade do ato).
c)  A renúncia da prescrição só pode ser feita de forma expressa - INCORRETA.
A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando
se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.
d)  Havendo suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários,
aproveitam os outros independentemente da natureza da obrigação - INCORRETA.
Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros
se a obrigação for indivisível.
e)  O juiz não pode suprir a ausência de alegação de decadência convencional -
CORRETA.
De fato. Prazos decadenciais, diferentemente dos prescricionais, podem ser estipulados
por acordo de vontades entre os sujeitos obrigacionais. Da deliberação, dá-se a
decadência convencional, que não pode sr conhecida de ofício pelo juiz.
 

Nesse sentido:

"Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la
em qualquer grau de jurisdição,  mas o juiz não pode suprir a alegação."

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 #217141   FGV - Analista Técnico-Administrativo (SUDENE)/Área
4/2013
  

Considerando as regras atinentes à prescrição e à decadência, assinale a afirmativa correta.

 A
A prescrição iniciada contra uma pessoa não continua a correr contra o seu sucessor.
 B
A decadência legal é de natureza privada, admitindo‐se a sua renúncia.
 C
A renúncia da prescrição só pode ser feita de forma expressa.
 D
Havendo suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários, aproveitam
os outros independentemente da natureza da obrigação.
 E
O juiz não pode suprir a ausência de alegação de decadência convencional.
Parabéns, você

Um fato criminoso praticado no interior de uma embarcação privada


brasileira que esteja em alto-mar, fora das águas territoriais de qualquer
país, está sujeito à aplicação da seguinte lei penal:
 A
brasileira.
 B
do país de onde a embarcação tiver partido.
 C
do país para onde a embarcação estiver se dirigindo.
 D
do país mais próximo de onde estiver a embarcação.
 E
do país em que primeiro aportar a embarcação.

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