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LEI ANTITERRORISMO – Lei 13.260/16.

MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS


E JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES

Material confeccionado por Eduardo B. S. Teixeira.

Última atualização legislativa: nenhuma.

Última atualização jurisprudencial: nenhuma.

Última atualização questões de concurso: 06/04/2021.

Observações quanto à compreensão do material:


1) Cores utilizadas:
 EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, etc.
 EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
 EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação,
especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que
dispõe na Lei 13.260/16).
 EM AMARELO: destaques importantes (ex.: critério pessoal)

2) Siglas utilizadas:
 MP (concursos do Ministério Público); M ou TJPR (concursos da Magistratura); BL (base
legal), etc.

LEI Nº 13.260, DE 16 DE MARÇO DE 2016.

Regulamenta o disposto no inciso XLIII do art. 5o da Constituição Federal,


disciplinando o terrorismo, tratando de disposições investigatórias e
processuais e reformulando o conceito de organização terrorista; e altera as
Leis nos 7.960, de 21 de dezembro de 1989, e 12.850, de 2 de agosto de 2013.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Esta Lei regulamenta o disposto no inciso XLIII do art. 5 o da Constituição Federal,
disciplinando o terrorismo, tratando de disposições investigatórias e processuais e reformulando o
conceito de organização terrorista.

(MPSP-2019): De acordo com a legislação de combate ao tráfico de pessoas, considere a seguinte


afirmação: O Brasil, embora signatário da Convenção de Palermo, não possuía, até 2016, nenhum
tipo penal específico que permitisse a punição do tráfico de pessoas para trabalho em condições
análogas à de escravo.

##Atenção: Antes da vigência Lei nº 13.344/16, que dispõe sobre prevenção e repressão ao tráfico
interno e internacional de pessoas e sobre medidas de atenção às vítimas, o Brasil não punia o
tráfico de pessoas para trabalho em condições análogas à de escravo. Somente era punido nos
casos de tráfico de pessoas com fins sexuais.

Art. 2o  O terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste
artigo, POR RAZÕES de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião,
quando cometidos COM A FINALIDADE DE PROVOCAR terror social ou generalizado, expondo
a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública. (MPPR-2019)

§ 1o  SÃO ATOS DE TERRORISMO:

I - USAR ou AMEAÇAR USAR, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos,


gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios CAPAZES DE
CAUSAR danos ou PROMOVER destruição em massa; (MPPR-2019)

(MPGO-2016): Em conformidade com a Lei do Terrorismo (Lei 13.260/16), marque a alternativa


correta: É ato de terrorismo a conduta de apenas uma pessoa que, movida por preconceito
religioso, ameaça usar gases tóxicos capazes de promover destruição em massa com a finalidade
de provocar terror generalizado mediante a exposição da paz pública a perigo. BL: art. 2º, §1º, I,
Lei 13260.

II – (VETADO);

III - (VETADO);

IV - sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com violência, grave ameaça a pessoa ou


servindo-se de mecanismos cibernéticos, do controle total ou parcial, ainda que de modo temporário,
de meio de comunicação ou de transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou
rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais
onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de geração ou transmissão de energia,
instalações militares, instalações de exploração, refino e processamento de petróleo e gás e
instituições bancárias e sua rede de atendimento;

V - atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa:

Pena - reclusão, de doze a trinta anos, além das sanções correspondentes à ameaça ou à
violência.

§ 2o  O disposto neste artigo não se aplica à conduta individual ou coletiva de pessoas em


manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria
profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar,
protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem
prejuízo da tipificação penal contida em lei.

Art. 3o  Promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta


pessoa, a organização terrorista:

Pena - reclusão, de cinco a oito anos, e multa.

§ 1o  (VETADO).

§ 2o  (VETADO).

Art. 4o  (VETADO).

Art. 5o  Realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal
delito: (MPGO-2016) (MPPR-2019)

Pena - a correspondente ao delito consumado, diminuída de um quarto até a metade.

(DPESC-2017-FCC): Sobre o iter criminis, é correto afirmar: A Lei Antiterrorismo (Lei n°


13.260/2016) prevê a punição de atos preparatórios de terrorismo quando realizado com o
propósito inequívoco de consumar o delito. BL: art. 5º da Lei 13260/16.

§ lo  Incorre nas mesmas penas o agente que, com o propósito de praticar atos de terrorismo:

I - recrutar, organizar, transportar ou municiar indivíduos que viajem para país distinto
daquele de sua residência ou nacionalidade; ou

II - fornecer ou receber treinamento em país distinto daquele de sua residência ou


nacionalidade.

§ 2o  Nas hipóteses do § 1 o, quando a conduta não envolver treinamento ou viagem para país
distinto daquele de sua residência ou nacionalidade, a pena será a correspondente ao delito
consumado, diminuída de metade a dois terços.
Art. 6o  Receber, prover, oferecer, obter, guardar, manter em depósito, solicitar, investir, de
qualquer modo, direta ou indiretamente, recursos, ativos, bens, direitos, valores ou serviços de
qualquer natureza, para o planejamento, a preparação ou a execução dos crimes previstos nesta Lei:

Pena - reclusão, de quinze a trinta anos.

Parágrafo único.  Incorre na mesma pena quem oferecer ou receber, obtiver, guardar,
mantiver em depósito, solicitar, investir ou de qualquer modo contribuir para a obtenção de ativo,
bem ou recurso financeiro, com a finalidade de financiar, total ou parcialmente, pessoa, grupo de
pessoas, associação, entidade, organização criminosa que tenha como atividade principal ou
secundária, mesmo em caráter eventual, a prática dos crimes previstos nesta Lei.

Art. 7o  Salvo quando for elementar da prática de qualquer crime previsto nesta Lei, se de
algum deles resultar lesão corporal grave, aumenta-se a pena de um terço, se resultar morte,
aumenta-se a pena da metade.

Art. 8o  (VETADO).

Art. 9o  (VETADO).

Art. 10.  Mesmo antes de iniciada a execução do crime de terrorismo, na hipótese do art. 5 o
desta Lei, aplicam-se as disposições do art. 15 do Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 -
Código Penal. [Obs.: art. 15 do CP] (MPGO-2016) (MPPR-2019)

Art. 11.  Para todos os efeitos legais, considera-se que os crimes previstos nesta Lei são
praticados contra o interesse da União, cabendo à Polícia Federal a investigação criminal, em sede de
inquérito policial, e à Justiça Federal o seu processamento e julgamento, nos termos do inciso IV do
art. 109 da Constituição Federal.

Parágrafo único.  (VETADO).

(MPGO-2016): Em conformidade com a Lei do Terrorismo (Lei 13.260/16), marque a alternativa


correta: A Lei do Terrorismo considerou que os crimes nela previstos são praticados contra o
interesse da União, cabendo à Polícia Federal a investigação criminal, em sede de inquérito
policial, e à Justiça Federal o seu processamento e julgamento, nos termos do inciso IV do art. 109
da Constituição da República. BL: art. 11, Lei 13260.

Art. 12.  O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação do


delegado de polícia, ouvido o Ministério Público em vinte e quatro horas, havendo indícios
suficientes de crime previsto nesta Lei, poderá decretar, no curso da investigação ou da ação penal,
medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do investigado ou acusado, ou existentes em
nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes previstos nesta
Lei.

§ 1o  Proceder-se-á à alienação antecipada para preservação do valor dos bens sempre que
estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando houver dificuldade
para sua manutenção.

§ 2o  O juiz determinará a liberação, total ou parcial, dos bens, direitos e valores quando
comprovada a licitude de sua origem e destinação, mantendo-se a constrição dos bens, direitos e
valores necessários e suficientes à reparação dos danos e ao pagamento de prestações pecuniárias,
multas e custas decorrentes da infração penal.

§ 3o  Nenhum pedido de liberação será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado


ou de interposta pessoa a que se refere o caput deste artigo, podendo o juiz determinar a prática de
atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores, sem prejuízo do disposto no § 1 o.

§ 4o  Poderão ser decretadas medidas assecuratórias sobre bens, direitos ou valores para
reparação do dano decorrente da infração penal antecedente ou da prevista nesta Lei ou para
pagamento de prestação pecuniária, multa e custas.
Art. 13.  Quando as circunstâncias o aconselharem, o juiz, ouvido o Ministério Público,
nomeará pessoa física ou jurídica qualificada para a administração dos bens, direitos ou valores
sujeitos a medidas assecuratórias, mediante termo de compromisso.

Art. 14.  A pessoa responsável pela administração dos bens:

I - fará jus a uma remuneração, fixada pelo juiz, que será satisfeita preferencialmente com o
produto dos bens objeto da administração;

II - prestará, por determinação judicial, informações periódicas da situação dos bens sob sua
administração, bem como explicações e detalhamentos sobre investimentos e reinvestimentos
realizados.

Parágrafo único.  Os atos relativos à administração dos bens serão levados ao conhecimento
do Ministério Público, que requererá o que entender cabível.

Art. 15.  O juiz determinará, na hipótese de existência de tratado ou convenção internacional e


por solicitação de autoridade estrangeira competente, medidas assecuratórias sobre bens, direitos ou
valores oriundos de crimes descritos nesta Lei praticados no estrangeiro.

§ 1o  Aplica-se o disposto neste artigo, independentemente de tratado ou convenção


internacional, quando houver reciprocidade do governo do país da autoridade solicitante.

§ 2o  Na falta de tratado ou convenção, os bens, direitos ou valores sujeitos a medidas


assecuratórias por solicitação de autoridade estrangeira competente ou os recursos provenientes da
sua alienação serão repartidos entre o Estado requerente e o Brasil, na proporção de metade,
ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé.

Art. 16.  Aplicam-se as disposições da Lei nº 12.850, de 2 agosto de 2013, para a investigação,
processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei.

Art. 17.  Aplicam-se as disposições da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990 , aos crimes previstos
nesta Lei.

(MPGO-2016): Em conformidade com a Lei do Terrorismo (Lei 13.260/16), marque a alternativa


correta: A prisão temporária daquele que pratica qualquer dos crimes previstos na Lei do
Terrorismo terá o prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade. BL: art. 17 da Lei 13260 c/c art. 2º, §4º da Lei 8072.

##Atenção: Art. 2º, § 4º, Lei 8.072/90. A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de
21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias,
prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.

Art. 18.  O inciso III do art. 1o da Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, passa a vigorar
acrescido da seguinte alínea p:

“Art. lo  ......................................................................

...........................................................................................

III - .............................................................................

p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.” (NR)

Art. 19.  O art. 1o da Lei no 12.850, de 2 de agosto de 2013 , passa a vigorar com a seguinte
alteração:

“Art. 1o  .......................................................................
............................................................................................

§ 2o  .............................................................................

II - às organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a prática dos atos de
terrorismo legalmente definidos.” (NR)

Art. 20.  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 16 de março de 2016; 195o da Independência e 128o da República.

DILMA ROUSSEFF
Wellington César Lima e Silva
Nelson Barbosa
Nilma Lino Gomes

Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.3.2016 - Edição extra e retificada em 18.3.2016

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