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As cônicas ou secções cônicas são curvas obtidas pela intersecção de um plano com um cone duplo.

De
acordo com a inclinação desse plano, a curva será chamada de elipse, hipérbole ou parábola

A intersecção de um plano com o vértice do cone pode ainda dar origem a um ponto, uma reta ou duas
retas concorrentes. Neste caso, são chamadas de cônicas degeneradas.

O estudo das secções cônicas iniciou na Grécia antiga, onde foram identificadas diversas das suas
propriedades geométricas. Entretanto, foi necessário alguns séculos para que a utilidade prática dessas
curvas fosse identificada.

Elipse
A curva gerada quando um plano corta todas as geratrizes de um cone é chamada de elipse, neste caso, o
plano não é paralelo a geratriz.

Desta forma, a elipse é o lugar geométrico dos pontos no plano cuja a soma das distâncias (d1 + d2) a
dois pontos fixos do plano, chamados de foco (F1 e F2), é um valor constante.
A soma das distâncias d1 e d2 é indicada por 2a, ou seja 2a = d1 + d2 e a distância entre os focos é
chamada de 2c, sendo que 2a > 2c.

A maior distância entre dois pontos pertencentes à elipse é chamada de eixo maior e seu valor é igual a
2a. Já a menor distância é chamada de eixo menor e é indicada por 2b.

O número e igual a c sobre a é chamado de excentricidade e indica o quanto a elipse é "achatada".

Temos ainda a seguinte relação:

a2 = b2 + c2

Sendo

a: medida do semi-eixo maior


b: medida do semi-eixo menor

c: metade da distância focal

Equação reduzida
Podemos representar uma elipse usando um plano cartesiano, conforme figura abaixo:

Neste caso, a elipse possui centro na origem do plano e focos no eixo Ox. Desta forma, sua equação
reduzida é dada por:

Se os focos estiverem sobre o eixo Oy e centro na origem, a equação reduzida será igual a:

Como obter a equação reduzida da elipse:


Para o estudo que vamos fazer consideremos que a elipse tem os focos sobre o eixo dos xx e é centrada
na origem, ou seja, no ponto (0,0) . Designaremos os focos da elipse por F1,F2 e por V1 ,V2, V3, V4
os seus vértices.

F1(-c,0) V1(-a,0) V3(0,b)

F2(c,0) V2(a,0) V4(0,-b)

assim

, ,

com 2a > 2c

então por definição temos:

, equação vectorial da elipse, onde P(x,y) e um ponto sobre a elipse

Portanto:

Elevando ambos os membros ao quadrado duas vezes vem:

(a2 - c2)x2 + a2 y2 = a2(a2 - c2) ou seja b2x2 + a2 y2 =a2b2, b2= a2- c2


Dividindo agora tudo por a2b2 obtém-se a equação reduzida da elipse:

Da mesma forma, considerando os focos da elipse sobre o eixo dos yy e eixo maior igual a 2b
chegaríamos à seguinte equação

Parábola
Quando um plano intercepta um cone com uma inclinação paralela a uma de suas geratrizes, a figura que
surge é uma parábola.

Sendo assim, a parábola é o lugar geométrico dos pontos pertencentes a um plano, que são equidistantes
de uma reta fixa e de um ponto fixo.

Esse ponto fixo é chamado de foco da parábola e a reta recebe o nome de diretriz. A reta que passa pelo
foco, perpendicular a diretriz, é chamada de eixo de simetria da parábola.

O vértice é o ponto de intersecção entre a parábola e o seu eixo, sendo que a distância entre o vértice e o
foco é igual a distância do vértice a reta diretriz.

Equação reduzida
Representando uma parábola em um plano cartesiano com o vértice coincidindo com a origem dos eixos e
considerando c igual a distância entre o foco e o vértice, temos 4 situações possíveis.

1º) Eixo de simetria coincidente com o eixo Oy e reta diretriz y = - c, a equação será: x2 = 4 cy.
2º) Eixo de simetria coincidente com o eixo Ox e reta diretriz x = - c, a equação será: y2 = 4 cx.
3º) Eixo de simetria coincidente com o eixo Oy e reta diretriz y = c, a equação será: x2 = - 4 cy.

4º) Eixo de simetria coincidente com o eixo Ox e reta diretriz x = c, a equação será: y2 = - 4 cx.
Como obter a equação reduzida da parábola:

Seja F=(p,0) o foco da parábola e x=−p a equação da reta diretriz da parábola. Assim, considere um ponto
P=(x,y) pertencente à parábola.

Pela figura, podemos notar que distância de P à reta é x+p:

dP,r=x+p

A distância de P até F pode ser calculada pela fórmula:

dP,F=√(x−p)2+(y−0)2

Igualando estas duas distâncias, temos:


√(x−p)2+(y−0)2=x+p

Vamos elevar os dois lados ao quadrado e isolar y2:

(√(x−p)2+(y−0)2)2

=(x+p)2(x−p)2+y2

=(x+p)2x2−2px+p2+y2

=x2+2px+p2

y2=4px

A dedução da equação para foco no eixo y é análoga.

Hipérbole
Hipérbole é o nome da curva que surge quando um cone duplo é interceptado por um plano paralelo ao
seu eixo.

Assim, a hipérbole é o lugar geométrico dos pontos no plano cujo módulo da diferença das distâncias a
dois pontos fixos do plano (foco) é um valor constante.

A diferença das distâncias d1 e d2 é indicada por 2a, ou seja 2a = | d1 - d2 |, e a distância entre os focos é
dada por 2c, sendo que 2a

Representando a hipérbole no eixo cartesiano, temos os pontos A1 e A2 que são os vértices da hipérbole.
A reta que liga esses dois pontos é chamada de eixo real.

Temos ainda indicado os pontos B1 e B2 que pertencem a mediatriz da reta e que liga os vértices da
hipérbole. A reta que liga esses pontos é chamada de eixo imaginário.

A distância do ponto B1 à origem do eixo cartesiano é indicada, na figura, por b e é tal que b2 = c2 - a2 .
Equação reduzida
A equação reduzida da hipérbole com os focos localizados no eixo Ox e o centro na origem é dada por:

Caso os focos estejam sobre o eixo Oy e centro também na origem, a equação será:

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