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2.

Propriedades dos Materiais

Apresentaremos algumas propriedades dos


Materiais utilizados no dimensionamento das
Estruturas de Concreto Armado.

Concepção Estrutural
De acordo com a NBR 6118:
8.2 Concreto
8.2.1 Classes
Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de
resistência do grupo I, indicadas na NBR 8953, ou seja, até
C50.
A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura
passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura
ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações,
conforme NBR 6122, e em obras provisórias.

Concepção Estrutural
. Pré-dimensionamento de elementos Estruturais

O pré-dimensionamento dos elementos


estruturais é necessário para que se possa
calcular o peso próprio da estrutura. que é a
primeira parcela considerada no cálculo das
ações.

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A espessura das lajes pode ser obtida
com a expressão :

h d c
2

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onde :
d → altura útil da laje
φ → diâmetro das barras
c → cobrimento nominal da armadura
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Cobrimento da Armadura
Cobrimento nominal da armadura (c) é o cobrimento
mínimo (cmin) acrescido de uma tolerância de
execução (Δc):
c = cmin + Δc
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O projeto e a execução devem considerar esse
valor do cobrimento nominal para assegurar que o
cobrimento mínimo seja respeitado ao longo de todo
o elemento.
Nas obras correntes, Δc ≥ 10mm. Quando
houver um controle rigoroso da qualidade da
execução, pode ser adotado Δc = 5mm. Mas a
exigência desse controle rigoroso deve ser
explicitada nos desenhos de projeto.

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c = cmin + Δc

Nas obras correntes, Δc ≥ 10mm. Quando houver


um controle rigoroso da qualidade da execução,
pode ser adotado Δc = 5mm. Mas a exigência desse
controle rigoroso deve ser explicitada nos desenhos
de projeto.

O valor do cobrimento depende da classe de


agressividade do ambiente. A tabela 6.1 da NBR
6118:2003 apresenta as classes de agressividade.

Concepção Estrutural
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A tabela 7.2 da NBR 6118:2003 recomenda em função
da classe de agressividade ambiental, e para Δc = 10mm,
os cobrimentos nominais. c=c +Δ
min c

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Espessura mínima
A NBR 6118:2003 especifica que nas lajes maciças
devem ser respeitadas as seguintes espessuras mínimas:

• 5 cm para lajes de cobertura não em balanço


• 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço
• 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor
ou igual a 30 kN.
• 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior
que 30 kN.

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. Num tabuleiro de edifício, não é recomendável utilizar
muitos valores diferentes para altura das vigas, de modo
a facilitar e otimizar os trabalhos de cimbramento.
Usualmente, adotam-se, no máximo, duas alturas
diferentes.
. Tal procedimento pode, eventualmente, gerar a
necessidade de armadura dupla em alguns trechos das
vigas.
. Os tramos mais críticos, em termos de vãos excessivos
ou de grandes carregamentos, devem ter suas flechas
verificadas posteriormente.
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Para armadura longitudinal em uma única camada, a
relação entre a altura total e a altura útil é dada pela
expressão a seguir:

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8.2.2 Massa específica
Esta Norma se aplica a concretos de massa específica normal,
que são aqueles que, depois de secos em estufa, têm massa
específica (γc) compreendida entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3.
Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de
cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2 400
kg/m3 e para o concreto armado 2 500 kg/m3.
Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado,
pode-se considerar para valor da massa específica do concreto
armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a
150 kg/m3.

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NBR 6118
8.2.3 Coeficiente de dilatação térmica
Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação
térmica pode ser admitido como sendo igual a 10-5 /°C.

8.2.4 Resistência à compressão


As prescrições desta Norma referem-se à resistência à
compressão obtida em ensaios de cilindros moldados segundo a
NBR 5738, realizados de acordo com a NBR 5739.
Quando não for indicada a idade, as resistências referem-se à
idade de 28 d. A estimativa da resistência à compressão
média, fcmj, correspondente a uma resistência fckj especificada,
deve ser feita conforme indicado na NBR 12655.

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8.2.5 Resistência à tração
A resistência à tração indireta fct,sp e a resistência à tração na
flexão fct,f devem ser obtidas em ensaios realizados segundo a
NBR 7222 e a NBR 12142, respectivamente.
A resistência à tração direta fct pode ser considerada igual a 0,9
fct,sp ou 0,7 fct,f ou, na falta de ensaios para obtenção de fct,sp e fct,f,
pode ser avaliado o seu valor médio ou característico por meio
das equações seguintes:
fct,m = 0,3 fck2/3 ; fctk,inf = 0,7 fct,m ; fctk,sup = 1,3 fct,m
Onde: fct,m e fck são expressos em megapascal.
Sendo fckj ³ 7 MPa, estas expressões podem também ser usadas
para idades diferentes de 28 dias.

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8.2.8 Módulo de elasticidade


O módulo de elasticidade deve ser obtido segundo ensaio descrito
na NBR 8522, sendo considerado nesta Norma o módulo de
deformação tangente inicial cordal a 30% fc, ou outra tensão
especificada em projeto. Quando não forem feitos ensaios e não
existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na idade
de 28 d, pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade
usando a expressão:
Eci = 5 600 fck1/2
Onde: Eci e fck são dados em megapascal.

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NBR 6118

O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises


elásticas de projeto, especialmente para determinação de
esforços solicitantes e verificação de estados limites de serviço,
deve ser calculado pela expressão:
Ecs = 0,85 Eci

Na avaliação do comportamento de um elemento estrutural ou


seção transversal pode ser adotado um módulo de elasticidade
único, à tração e à compressão, igual ao módulo de elasticidade
secante (Ecs).

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8.2.9 Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade transversal


Para tensões de compressão menores que 0,5 fc e tensões de
tração menores que fct, o coeficiente de Poisson n pode ser
tomado como igual a 0,2 e o módulo de elasticidade
transversal Gc igual a 0,4 Ecs.

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8.2.10 Diagramas tensão-deformação


8.2.10.1 Compressão
Para tensões de compressão menores que 0,5 fc, pode-se
admitir uma relação linear entre tensões e deformações,
adotando-se para módulo de elasticidade o valor secante
dado pela expressão constante em 8.2.8. Para análises no
estado limite último, podem ser empregados o diagrama
tensão-deformação idealizado mostrado na figura 8.2 ou as
simplificações propostas na seção 17.

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NBR 6118

Concepção Estrutural
8.2.9 Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade
transversal
Para tensões de compressão menores que 0,5 fc e tensões de
tração menores que fct, o coeficiente de Poisson n pode ser
tomado como igual a 0,2 e o módulo de elasticidade
transversal Gc igual a 0,4 Ecs.

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Diagrama Tensão x Deformação - Aço
Tensão (σ)

LIMITE DE
RESISTÊNCIA

LIMITE DE
ESCOAMENTO

LIMITE DE
PROPORCIONALIDADE
PATAMAR DE
ESCOAMENTO ENCRUAMENTO

Deformação Linear
Específica (ξ)
“FASE” “FASE” “FASE”
ELÁSTICA PLÁSTICA RUPTURA

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