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FACULDADE JK MICHELANGELO

CURSO – PEDAGOGIA
DISCIPLINA: PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

PROFª DRª JUSSARA LISBOA


PLANO DE ENSINO APRENDIZAGEM
 EMENTA
• Panorama geral do atendimento ao aluno com necessidades educativas
especiais. Trajetória da Educação Especial à Educação Inclusiva: modelos de
atendimento, paradigmas: educação especializada/integração/inclusão.
Valorizar as diversidades culturais e linguísticas na promoção da Educação
Inclusiva. Políticas públicas para Educação Inclusiva – Legislação Brasileira: o
contexto atual. Análise da Educação Especial na evolução das tendências
educacionais. Análise da organização e dinâmica da educação dos alunos
portadores de necessidades especiais, a partir de suas características e
possibilidades educacionais. Acessibilidade à escola e ao currículo. Adaptações
curriculares. Dificuldades de aprendizagem escolar; caracterização dos
distúrbios de aprendizagem e suas manifestações na leitura e na escrita. Tipos
de dificuldades de aprendizagem e distúrbios da aprendizagem: aprendizagem
lenta, o superdotado, síndrome de déficit de atenção, dislalia, dislexia,
discalculia, disortografia.
PLANO DE ENSINO APRENDIZAGEM
 OBJETIVO GERAL
• Compreender o percurso histórico da educação especial e o tratamento dos sujeitos a ela
compreendidos.
• Traçar o percurso da educação especial à educação inclusiva.
• Refletir sobre as Políticas públicas para Educação Inclusiva – Legislação Brasileira: o
contexto atual.
• Analisar a Educação Especial na evolução das tendências pedagógicas educacionais.
• Refletir sobre a Acessibilidade à escola e ao currículo bem como as adaptações
curriculares.
• Compreender as dificuldades de aprendizagem escolar; bem como a caracterização dos
distúrbios de aprendizagem e suas manifestações na leitura e na escrita.
• Estudar os tipos de dificuldades de aprendizagem e distúrbios da aprendizagem:
aprendizagem lenta, o superdotado, síndrome de déficit de atenção, dislalia, dislexia,
discalculia, disortografia.
PLANO DE ENSINO APRENDIZAGEM

 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• A disciplina será desenvolvida através de aulas expositivas (on line) dialogada, leitura
prévia dos textos, exposição, seminários temáticos, analise e debates dos textos em
sala de aula. Orientações individuais e em grupos para construção de textos
dissertativos, caso haja, fundamentados em conteúdos trabalhados em sala.

 SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO
• Frequência, nas aulas on lines;
• Envolvimento e participação ativa nas discussões e atividades em sala;
• Cumprimento do prazo de entrega das atividades.
PLANO DE ENSINO APRENDIZAGEM
 PONTUAÇÃO
Avaliação de Aprendizagem 01 =
7,0 pontos de prova objetiva (via google forms);
+ 3,0 pontos de atividades práticas assim distribuídos:
2,0 pontos para atividades referentes a assuntos da UC.
1,0 ponto para a participação dos curso de extensão que
acontecerão de 04 a 08 de outubro no SEENT.

Avaliação de Aprendizagem 02 =
7,0 pontos de prova objetiva (via google forms);
+ 3,0 pontos de atividades práticas assim distribuídos:
2,0 pontos para atividades referentes a assuntos da UC.
1,0 ponto para a participação dos curso de extensão que
acontecerão de 01 a 07 de dezembro no EIC.

Avaliação de Aprendizagem 03 = 10 pontos de prova objetiva (via google forms);


PLANO DE ENSINO APRENDIZAGEM
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CHALUH, Noemi Laura. Educação e Diversidade: um projeto pedagógico na escola. 2 ed.
Campinas, SP: Alínea Editora, 2013.
CUNHA, Maria Isabel da. O bom professor e sua prática. 19ª edição. São Paulo: Papirus Editora,
2013.
RAGAZZI, Ivana Aparecida Grizzo. Inclusão Social: a importância do trabalho da pessoa
portadora de deficiência. São Paulo: LTr, 2010.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BIBLIOGRAFIA
CARVALHO, Juliana. Na minha cadeira ou na tua? São Paulo: Terceiro Nome, 2010.
FELTRIN, Antônio Efro. Inclusão Social na Escola: quando a pedagogia se encontra com a
diferença. 5 ed. São Paulo: Paulinas, 2011.
JANNUZZI, Gilberta de M. A educação do deficiente no Brasil: dos primórdios ao início do
século XXI. Campinas: Autores Associados, 2012.
JOSE, Elisabete da Assunção; COELHO, Maria Teresa. Problemas da aprendizagem. 13 ed. São
Paulo: Ática, 2010.
LEAL, Daniela; NOGUEIRA, Nakeliny Oliveira Gomes. Dificuldades de Aprendizagem: um olhar
psicopedagógico. Curitiba: Intersaberes, 2012 (Série Psicopedagogia).
PANORAMA HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

PARA COMEÇO DE CONVERSA ...

COMO VEJO AS OPORTUNIDADES DADAS ÀS


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM NOSSO PAÍS?

PONTOS POSITIVOS? PONTOS NEGATIVOS?


PANORAMA HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

PARA COMEÇO DE CONVERSA ...


QUATRO ERAS: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO

ANTIGUIDADE
ATÉ SÉCULO XX
INÍCIO SÉCULO XX DÉCADAS DE SÉCULO XX
20 A 40 DÉCADAS DE SÉCULO XX E XXI
A PARTIR DA
50 A 80
DÉCADA DE 90
PANORAMA HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

PARA COMEÇO DE CONVERSA ...


QUATRO ERAS: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

EXCLUSÃO SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO

ANTIGUIDADE
ATÉ SÉCULO XX
INÍCIO SÉCULO XX DÉCADAS DE SÉCULO XX
20 A 40 DÉCADAS DE SÉCULO XX E XXI
A PARTIR DA
50 A 80
DÉCADA DE 90
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL

- A exclusão ocorre quando as pessoas com deficiência são


REJEITADAS pela sociedade, sendo EXCLUÍDAS do convívio
social.

- São aqueles que são vistos, ao longo da história, como pessoas


INFERIORES ou pessoas SEM VALOR.

- Ainda na Idade Moderna, vigorou o termo INVÁLIDO para estas


pessoas com deficiência
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL


- NA GRÉCIA – crianças espartanas com qualquer tipo de
Deficiência deveriam ser exterminadas, pois não atendiam ao ideal
de corpo perfeito dos deuses.

Corcunda - https://www.youtube.com/watch?v=F4WEn71PELU
Sacrificio - https://www.youtube.com/watch?v=JZBzyMt5GnQ
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL

- EM ROMA – Crianças saudáveis têm o direito de viver. Crianças


deficientes, os pais têm a obrigação de matar, pois elas são inúteis
para a sociedade.
OBS: Alguns pais não
tinham coragem de matar
os seus filhos, e acabavam
abandonando-os em cestos
no rio Tigre, e essas
crianças eram salvas e
criadas por pessoas que
viviam de esmolas,
pastores exploradores.
Rômulo e Remo sendo amentados pela loba
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL

- EM ATENAS– Crianças deficientes podia viver, ma eram abandonadas a


própria sorte em praças públicas ou no campo. A pessoa com
deficiência eram motivo de vergonha para a sociedade.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL

- CORPO DOENTE, MENTE DOENTE –


Vigorava o conceito de que um corpo
deficiente abrigava também uma mente
deformada. As gravuras, os relatos e os
quadros retratados nessa época mostram
a pessoa com deformidade ou com
problemas sensoriais sempre suja e
marginalizada que, para sobreviver, pedia
esmolas.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL


- RAÇAS: Na Antiguidade, a preocupação da sociedade
relacionava-se àquilo que na época se considerava perfeição.
Para eles, a beleza física e o porte atlético eram
fundamentais. Portanto, os deficientes físicos ou mentais
eram considerados imperfeitos, sendo vistos como outra raça.

Perfeição X imperfeição
(Desejado) (abominado)
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?

- VIRAVAM ATRAÇÕES NOS CHAMADOS CIRCO DOS HORRORES - no fim do século 19 e


início do século 20, anomalias humanas foram destaques e viraram shows
“Circo de Horrores” (em inglês: “freak shows”). As pessoas pagavam para ver a
pessoa com deficiência, quando mais rara a deficiente parecesse, maior seria o
espetáculo. (Vídeo - https://youtu.be/QziVqB0TfRk)

pessoa com deficiência = aberração da natureza


HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?

- “CIRCO DE HORRORES” - O norte-americano Phineas Barnum é


considerado o pioneiro do ramo. em 1881, fundou seu circo
“Barnum & Bailey’s”, uma espécie de Cirque du Soleil do século
19, com uma diferença importante: no lugar de animais, pessoas
com deficiência. Ele se tornou o maior do mundo.
Circo dos horrores do século XIX
=
fonte de renda para a pessoa com deficiência
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA


- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?
- “CIRCO DE HORRORES”

Myrtle Corbin possuía quatro pernas e dois Príncipe Randian nasceu sem braços e pernas,
conjuntos de órgãos genitais femininos. Um bebê com hipertricose era atração em um circo de
mas tinha muito autonomia para cuidar de si.
Nova York.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA


- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?
- “CIRCO DE HORRORES”

Garota Pássaro - Afetada pela síndrome de


Seckel que o o deixou com alguns problemas
mentais e a deixou careca e quase cega a foi
enviada para um asilo no estado norte-
americano da Geórgia, onde permaneceu até
ser liberada por um diretor de circo, que a
acolheu e a incluiu em seus espetáculos.

Jo-Jo – “o menino com cara de


cachorro” – também tinha hipertricose.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA


- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?
- “CIRCO DE HORRORES”

Mulher barbada - Provável portadora de


hirsutismo, aos cinco anos de idade Jones
já possuía costeletas e um bigode completo.
A garota foi sequestrada por um frenólogo
– nome dado aos estudiosos da teoria de
que a aparência de uma pessoa poderia
demonstrar suas características mentais,
mas conseguiu escapar de seu
sequestrador enquanto seus pais ainda
Ella Harper, nascida no Tennessee, EUA, em 1873, ficou estavam no julgamento do seu sequestro.
amplamente conhecida na época como a “garota camelo”. Harper
nasceu com uma rara condição ortopédica chamada recurvato
genu congênita, que fazia com que seus joelhos se dobrassem para
trás. Sua preferência para andar de quatro resultou em seu
apelido de “garota camelo”. Em 1886, ela foi apresentada como a
estrela do Circo WH Harris, aparecendo em jornais em cidades
por onde o circo passou.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA


- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?
- “CIRCO DE HORRORES”

Frank Lentini nasceu em 1889, na


Itália, e se tornou famoso no mundo por
possuir três pernas e dois órgãos
genitais. Sua condição é conhecida como
“gêmeo parasita”, quando um feto não se
desenvolve bem e acaba sendo
“englobado” pelo outro.

Felix Wehler sofria da Síndrome de Ehlers-Danlos ou Cutis


elástica, causada por um defeito na síntese de colágeno.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA


- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?
- “CIRCO DE HORRORES”

Frank Lentini nasceu em 1889, na


Itália, e se tornou famoso no mundo por
possuir três pernas e dois órgãos
genitais. Sua condição é conhecida como
“gêmeo parasita”, quando um feto não se
desenvolve bem e acaba sendo
“englobado” pelo outro.

Felix Wehler sofria da Síndrome de Ehlers-Danlos ou Cutis


elástica, causada por um defeito na síntese de colágeno.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?


- “CIRCO DE HORRORES” DO SÉCULO XXI
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- E OS QUE PERMANECIAM VIVOS?

- VENDIDOS PARA PROSTITUIÇÃO – A ROMA ANTIGA É UM EXEMPLO EM QUE A

EXPLORAÇÃO SEXUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA ERA COMUM. AS PESSOAS COM

DEFICIÊNCIA QUE SOBREVIVIAM ERAM APENAS POR INTERESSES COMERCIAIS, PARA SUPRIR

O MERCADO DA PROSTITUIÇÃO QUE CRESCIAM NO IMPÉRIO ROMANO. A PESSOA COM

DEFICIÊNCIA ERA HUMILHADA, SUBJULGADA, COMERCIALIZADA.


HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- OUTRAS SITUAÇÕES COM PESSOAS COM


DEFICIÊNCIA?

- GRANDES IMPERADORES DEFICIENTES - muitos


imperadores também sofriam de algumas
deficiências, tais como epilepsia, gaguez,
paralisia, entre outras deficiências. Mas não
eram mortos em razão do poder ou de a
deficiência não ser facilmente de ser identifica.
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- OUTRAS SITUAÇÕES COM PESSOAS COM


DEFICIÊNCIA?

- GRANDES IMPERADORES DEFICIENTES - Sabe-se


também de que muitos romanos se
automutilavam, para assim conseguir a
dispensa do serviço militar obrigatório, com
isso muitos imperadores romanos foram
obrigados a estabelecer leis e punições rígidas..
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

- EXCLUÍDA DO CONVÍVIO SOCIAL - DUAS FALAS DE PESO


HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- COMO ERA A EDUCAÇÃO NA EXCLUSÃO?

Educação Pessoa com deficiência

NORMAIS ANORMAIS
PRODUTIVOS GASTOS SEM RETORNO
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: EXCLUSÃO

ESTUDO DA EXCLUSÃO: PESSOA COM DEFICIÊNCIA

- COMO OCORRE EXCLUSÃO NA EDUCAÇÃO?

Ocorre quando estudantes são


direta ou indiretamente privados de
acessar qualquer forma de
escolarização, ou seja, à
separação dos indivíduos com
necessidades especiais dos
demais.